A Série B sofreu um corte drástico no número de participantes de 1991 para 1992, reduzindo-se pela metade. Com 32 clubes, a chamada Divisão Classificatória recebia, após dez anos, o primeiro integrante do grupo dos 12 grandes. O Grêmio, rebaixado no ano anterior, precisou jogar a segunda divisão para tentar uma das 12 vagas de acesso. Vale ressaltar que, diferentemente do que o senso comum afirma, o regulamento do torneio já previa esse número de promoções antes mesmo do início da competição.
Enquanto os holofotes se voltavam ao clube gaúcho, em Curitiba um time com apenas três anos de existência realizava uma ascensão meteórica. O Paraná Clube, fruto da fusão entre Colorado e Pinheiros, que veio da terceira divisão em 1990 e bateu na trave em 1991, ostentava o título de campeão estadual e entrava como um dos favoritos ao título, o que viria a confirmar.
Na primeira fase, os 32 times foram divididos em quatro grupos, que classificavam os três melhores após dois turnos. O Paraná ficou no Grupo 4 e terminou em segundo lugar, somando 18 pontos em 14 jogos, com cinco vitórias, oito empates e uma derrota. O time ficou empatado em pontos com o América-MG, perdendo a liderança no número de vitórias, mas com um ponto à frente do Grêmio, o último classificado. Com isso, o acesso à Série A de 1993 já estava matematicamente garantido.
Na segunda fase, os 12 classificados ficaram em três novos grupos. Com um ponto extra, o Tricolor da Vila caiu na terceira chave, com Coritiba, Criciúma e Grêmio. Em seis jogos, o Paraná somou nove pontos em três vitórias, dois empates e uma derrota, avançando em segundo, ao lado dos catarinenses.
Na terceira fase, as oito equipes restantes formaram dois novos grupos de quatro, e o Paraná enfrentou Criciúma, União São João e América-MG. Em uma campanha curiosa, o Tricolor venceu apenas uma partida e empatou as outras cinco, todas por 0 a 0. Com apenas um gol marcado e nenhum sofrido, o Paraná avançou à semifinal na vice-liderança, com os mesmos sete pontos do líder Criciúma.
No mata-mata, o adversário da semifinal foi o Santa Cruz. O Paraná demonstrou sua força ao vencer os dois confrontos pelo mesmo placar: 2 a 1 no Arruda e 2 a 1 no Pinheirão.
A final foi disputada contra o Vitória, que despachou o Criciúma na semifinal. Na ida, em Curitiba, os donos da casa venceram por 2 a 1, levando a vantagem para Salvador. Na volta, na Fonte Nova, o Paraná foi cirúrgico e venceu novamente por 1 a 0, com um gol de Saulo, selando a conquista.

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