Sem grandes alterações entre uma temporada e outra, a Copa do Nordeste manteve sua fórmula consolidada para o ano 2000. Sete estados e 16 equipes voltaram a se dividir em quatro chaves em uma competição que, a essa altura, já se mostrava bem mais rentável e atraente que os campeonatos estaduais. A mudança do regulamento ficou por conta de um ajuste importante nas fases eliminatórias: as disputas por pênaltis no mata-mata foram abolidas, dando a vantagem do empate no placar agregado às equipes de melhor campanha na fase de grupos.
Dentro de campo, a edição destacou-se pela presença marcante de clubes emergentes do interior nordestino, como Juazeiro-CE, Juazeiro-BA, Coritiba-SE, Miguelense e Poções. Inclusive, os dois últimos surpreenderam ao avançar para a fase final. Contudo, na hora da decisão, o peso das camisas tradicionais falou mais alto. Campeão da edição inaugural de 1994 e vindo de um tetracampeonato estadual, o Sport entrou em campo sedento pelo bicampeonato regional, feito que confirmaria meses antes de alcançar o pentacampeonato pernambucano naquele mesmo ano.
No Grupo A, o Leão da Ilha enfrentou Botafogo-PB, CSA e o Poções. A chave transcorreu sem maiores sobressaltos para os pernambucanos. Na estreia, o Sport conquistou uma vitória por 2 a 0 sobre o CSA no Rei Pelé, em Maceió. Na sequência, aplicou outro 2 a 0 contra o Botafogo-PB, na Ilha do Retiro. O único tropeço rubro-negro na fase inicial ocorreu na terceira rodada, em pleno Recife: derrota por 2 a 1 para a equipe do interior baiano. No returno da chave, a equipe respondeu com autoridade. Venceu os paraibanos por 1 a 0 no Almeidão, em João Pessoa, e devolveu o placar de 1 a 0 sobre o Poções. Para fechar a fase inicial, o Leão aplicou uma goleada por 6 a 1 sobre o CSA dentro de casa. Com 15 pontos acumulados, o Sport avançou na liderança de seu grupo.
Nas quartas de final, o rubro-negro esteve à beira da eliminação diante do Treze. Após sofrer uma dura derrota por 2 a 0 no Amigão, em Campina Grande, a equipe pernambucana precisou buscar uma vitória por 3 a 0 no jogo de volta, na Ilha do Retiro, para manter vivo o sonho da taça.
Na semifinal, em reencontro com o Poções, o Sport segurou um empate em 1 a 1 no Estádio Heraldo Curvelo, no interior da Bahia, e confirmou a vaga na decisão ao vencer por 2 a 0 no Recife.
A final promoveu um duelo entre Sport e Vitória, que passou por América-RN e Sergipe. O jogo de ida, disputado no Barradão, em Salvador, terminou empatado em 2 a 2. O confronto de volta, na Ilha do Retiro, reservou a mesma intensidade e terminou com uma nova igualdade pelo placar de 2 a 2. Graças à melhor campanha construída ainda na primeira fase, a vantagem do regulamento beneficiou o Sport no placar agregado. No fim, a torcida pernambucana celebrou o bicampeonato da Copa do Nordeste, cimentando de vez a hegemonia do rubro-negro na virada do milênio.

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