A nona edição da Supercopa Rei, em 2026, marcou mais um capítulo memorável na história do futebol brasileiro ao reunir os dois clubes de maior torcida do país: o Flamengo, campeão do Campeonato Brasileiro de 2025, e o Corinthians, vencedor da Copa do Brasil de 2025. O troféu acabou nas mãos da equipe paulista, que se sagrou bicampeã do torneio após um hiato de 35 anos. De forma emblemática, o Timão repetiu o feito de sua primeira conquista, em 1991, superando exatamente o mesmo adversário carioca na grande final.
A decisão retornou ao Mané Garrincha, em Brasília. A praça esportiva sediou o torneio pela quarta vez em sua história, sob um cenário de festa nas arquibancadas com divisão igualitária de 50% dos ingressos para cada torcida.
No primeiro tempo, o Flamengo tomou a iniciativa do jogo e buscou impor volume ofensivo, mas pecou na contundência no último terço do campo. À medida que o ritmo desacelerou, o Corinthians ajustou a sua marcação e passou a levar perigo nas transições rápidas. O gol que abriu o marcador saiu aos 37 minutos da etapa inicial: após cobrança de escanteio e disputa intensa na grande área, o zagueiro Gabriel Paulista aproveitou o rebote para mandar a bola para as redes.
A dinâmica da partida alterou-se no início da segunda etapa com uma expulsão no lado carioca. Em vantagem numérica durante todo o segundo tempo, o Corinthians administrou a posse de bola com maturidade, fechou os espaços no setor defensivo e neutralizou todas as investidas do Flamengo. A confirmação do título veio nos minutos finais. Aos 52 minutos, com a defesa rubro-negra exposta em busca do empate, o atacante Yuri Alberto recebeu em velocidade no contra-ataque e tocou com categoria por cobertura na saída do goleiro Agustín Rossi, selando a vitória por 2 a 0.
O triunfo no Mané Garrincha coroou o bicampeonato da Supercopa do Corinthians (1991 e 2026), tornando-se no segundo clube a ter mais de um título no torneio e reafirmando a força alvinegra nos grandes palcos do futebol nacional.























