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Desportiva Campeã Capixaba 1986

O Campeonato Capixaba voltou a ter a Desportiva Ferroviária como campeã em 1986, depois de dois anos. A 11ª conquista grená foi a última antes do fim de uma hegemonia que estava restrita entre o clube e o rival Rio Branco desde 1977, antes da porteira ser aberta para outra forças do Espírito Santo.

O torneio foi disputado por oito equipes. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com o líder garantindo o passe para a fase final com um ponto extra. A decisão do campeonato foi realizada em um quadrangular final de dois turnos com os vencedores das duas fases anteriores e os dois times de melhor campanha entre os demais.

A Desportiva iniciou a competição fora de casa, no empate por 1 a 1 com o Estrela do Norte. A primeira vitória aconteceu na partida seguinte em Cariacica, por 2 a 0 sobre o Ibiraçu. Nos outros cinco jogos, a Locomotiva obteve outras quatro vitórias e um empate, o que rendeu a liderança de modo tranquilo ao time, com 12 pontos, três a mais que o vice Rio Branco.

Mesmo classificado à etapa final e com um ponto extra, a Desportiva manteve o ritmo na segunda fase. Na estreia, a equipe empatou por 1 a 1 com o Ibiraçu fora de casa. Na sequência, manteve uma invencibilidade com quatro vitórias e dois empates nas seis partidas seguintes. Com 11 pontos, a Tiva acabou igualada com o Guarapari na liderança. A situação forçou a realização de um jogo extra, pois o regulamento não previa outros critérios. O desempate acabou com derrota grená por 1 a 0.

O quadrangular final começou com Desportiva e Guarapari tendo um ponto sobre Rio Branco e Estrela do Norte. Na abertura, a Locomotiva fez 2 a 1 sobre o Estrela em Cachoeiro do Itapemirim. Depois, engatou mais duas vitórias e um empate, chegando a oito pontos na quinta rodada. A chance de o título vir com uma partida de antecedência era real, mas a Tiva levou 1 a 0 do Guarapari em pleno Engenheiro Araripe e viu o adversário também ir a oito pontos.

A decisão do título foi para a última rodada, e a Desportiva foi ao Kleber Andrade para enfrentar o Rio Branco sem depender apenas de si: a equipe precisava da vitória junto a um tropeço do Guarapari diante do Estrela do Norte. Mas tudo deu certo, pois o Guarapari apenas empatou com o Estrela, enquanto a Locomotiva fez 2 a 1 sobre o maior rival, com gols de Edmilson e Enéas.

A campanha da Desportiva:
21 jogos | 13 vitórias | 6 empates | 2 derrotas | 33 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Arquivo/Desportiva

Operário-MS Campeão Sul-Mato-Grossense 1986

O principal campeão do futebol do Mato Grosso do Sul voltou a levantar a taça depois de três anos. Em 1986, o Operário dominou o estadual do início ao fim e conquistou o quinto título em sua história.

O campeonato foi realizado com oito times em duas grandes fases. Nelas, todos se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores passando para a semifinal, e os vencedores indo para a final. O ganhador de cada fase avançou para o quadrangular final, ao lado dos dois clubes de melhor campanha. Porém, se uma mesma equipe vencesse as duas fases, ela seria campeã de maneira antecipada.

A campanha do Operário teve início fora de casa, na vitória por 2 a 0 sobre o Comercial de Ponta Porã. Nos outros seis jogos da primeira fase, o time venceu mais quatro, empatou um e perdeu um, encerrando na liderança com 11 pontos, batendo o vice Ubiratan no saldo de gols. Na semifinal, o Galo sofreu um pouco diante do Aquidauana, pois perdeu a ida fora de casa por 1 a 0. Na volta, em Campo Grande, a equipe venceu por 2 a 0 e foi à final, onde encontrou seu maior rival, o Comercial. No primeiro jogo, os times empataram por 2 a 2. Na segunda partida, o Operário venceu por 2 a 1 e carimbou a vaga na fase decisiva.

Na segunda fase, o Operário estreou com empate sem gols com o Douradense em casa, seguido por derrota por 1 a 0 para o Ubiratan fora. A recuperação começaria na terceira rodada, na vitória por 1 a 0 sobre o Aquidauana em Campo Grande. Depois, o Galo venceu mais três partidas e perdeu uma, encerrando em uma tripla liderança com nove pontos, ao lado de Douradense e Ubiratan. Desta vez, foi o número de vitórias que fez a diferença para os alvinegros: quatro, contra três e duas, respectivamente, dos adversários. Na semifinal, o Operário superou o Comercial após perder a ida por 1 a 0 e vencer a volta por 3 a 0.

Na final da segunda fase, o Operário enfrentou o Douradense, que passou pelo Ubiratan. A decisão ganhou dois significados: o título antecipado para o Galo, ou a vitória do Douradense que levaria ao quadrangular com outros dois clubes. Na ida, em Dourados, o Operário empatou por 1 a 1. Na volta, no Morenão, em Campo Grande, os alvinegros venceram por 1 a 0 e confirmaram a conquista.

A campanha do Operário-MS:
22 jogos | 13 vitórias | 4 empates | 5 derrotas | 38 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Paulo Ribas/Placar

Flamengo-PI Campeão Piauiense 1986

O Flamengo retomou sua força em 1986 e faturou o título piauiense depois de dois anos, chegando a 13 conquistas ao longo do tempo e abrindo um período de hegemonia que o levaria a um tricampeonato.

Oito clubes participaram do estadual. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores passando para um mata-mata. O vencedor de cada qualificatória se classificou para a fase final. A decisão do torneio reuniu os dois ganhadores de fases e o time de melhor campanha geral em um triangular de turno único.

Na primeira fase, o Flamengo estreou com vitória por 2 a 0 sobre o Comercial de Campo Maior fora de casa. Nos outros seis jogos, venceu três e empatou outros três, encerrando na segunda colocação com 11 pontos, um a menos que o líder Caiçara. Na semifinal, porém, o Leão do Pirajá perdeu por 2 a 0 para o River e perdeu a primeira chance de se classificar. O próprio River foi o vencedor da etapa, batendo o Caiçara em duas partidas.

Após a frustação, o Flamengo retomou o bom nível na segunda fase. Na abertura, o rubro-negro bateu o Comercial por 4 a 2 em Teresina. Na sequência, engatou mais quatro vitórias, com um empate e uma derrota completando a campanha. Com 11 pontos, o Leão ficou na liderança com a mesma pontuação que o Piauí, mas com uma vitória a mais e três gols a mais de saldo. Na semifinal, o Flamengo derrotou o Parnahyba por 1 a 0. Na final, no reencontro com o River, venceu a ida por 3 a 1 e empatou a volta por 1 a 1, garantindo a vaga na etapa final.

Flamengo e River venceram as duas fases do torneio e chegaram ao triangular final junto com o Piauí, que fez a melhor campanha abaixo dos dois rivais. Todos os jogos aconteceram no Albertão, em Teresina. Os primeiros a entrarem em campo foram River e Piauí, que empataram por 1 a 1. Na segunda rodada, o Leão fez 3 a 0 no adversário rubro-anil, eliminando-o da disputa.

A decisão do título ficou restrita ao confronto entre Flamengo e River na última rodada. Os tricolores precisavam vencer a qualquer custo, enquanto aos rubro-negros bastava o empate. Com o regulamento debaixo do braço, o Leão do Pirajá segurou a igualdade sem gols e conquistou o título em cima de seu principal oponente.

A campanha do Flamengo-PI:
20 jogos | 12 vitórias | 6 empates | 2 derrotas | 41 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Arquivo/Flamengo-PI

Confiança Campeão Sergipano 1986

O Campeonato Sergipano voltou a ter o Confiança como campeão estadual em 1986, depois de três anos e dois campeonatos longe das finais. A conquista representou o décimo título na história do clube.

O torneio foi realizado por oito participantes. Nas duas primeiras fases, os times se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando para um quadrangular também de turno único. O vencedor de cada quadrangular avançou para a fase final. A etapa final reuniu os ganhadores dos quadrangulares mais os líderes e vices dos turnos. O estadual também distribuiu vários pontos extras: dois para os líderes de turno, e um para os vices e líderes dos quadrangulares.

O Confiança estreou na competição com vitória por 1 a 0 sobre o Santa Cruz de Estância. Nos outros seis jogos da primeira fase, venceu três, empatou dois e perdeu um, encerrando na segunda posição com dez pontos e um extra para a fase final. No quadrangular, o Proletário empatou sem gols com o Estanciano, perdeu por 3 a 1 para o Sergipe e empatou por 1 a 1 com o Itabaiana. A equipe somou apenas dois pontos e terminou na última colocação, três pontos atrás do líder Sergipe.

Na segunda fase, o Confiança iniciou com vitória por 1 a 0 sobre o Olímpico. Depois, venceu mais duas vezes, empatou duas e perdeu duas, terminando em quarto lugar com oito pontos, dois a menos que os líderes Vasco de Aracaju e Itabaiana. No quadrangular, o Dragão perdeu por 2 a 1 para o Vasco, empatou por 1 a 1 com o Itabaiana e venceu o Estanciano por 1 a 0. Com três pontos, o Confiança ficou na segunda colocação, um a menos que o líder Estanciano.

Cinco times avançaram para a fase final, realizada em dois turnos: Confiança (com um ponto extra), Sergipe (com um ponto), Itabaiana (com três pontos), Vasco (com dois pontos) e Estanciano (com um ponto). Mesmo em desvantagem em relação a Itabaiana e Vasco, o Proletário manteve-se firme. Na abertura do pentagonal, fez 2 a 1 no Vasco. Na sequência, venceu três partidas, empatou duas e perdeu uma, indo a 11 pontos na penúltima rodada. Na liderança, o Dragão estava um ponto a frente do vice Sergipe, com ambos tendo um confronto direto de decidir o título.

Na última rodada, Confiança e Sergipe disputaram o Clássico Maior no Batistão. Jogando pelo empate, o Proletário segurou o 0 a 0 contra seu principal rival e faturou o título estadual.

A campanha do Confiança:
28 jogos | 12 vitórias | 10 empates | 6 derrotas | 24 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Dias Soares/Placar

Sobradinho Campeão Candango 1986

O Sobradinho conquistou o bicampeonato candango em 1986, mantendo a hegemonia obtida um ano antes. Porém, o título foi o último antes de o clube entrar em um longo período de fila.

O campeonato foi disputado por oito equipes em duas fases idênticas. Em cada etapa, os participantes se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando para um mata-mata. O vencedor de cada fase avançou para o mata-mata decisivo, que recebeu também os dois clubes de melhor campanha na soma geral. O ganhador de cada semifinal fez a final.

A campanha do Sobradinho teve início em casa, no Augustinho Lima, na vitória por 3 a 1 sobre o Ceilândia. Nos outros seis jogos da primeira fase, o time venceu três, empatou dois e perdeu um, terminando na terceira colocação com dez pontos, um a menos que o líder Brasília. Na semifinal, o Leão da Serra bateu o Taguatinga por 1 a 0 fora de casa. Na final, derrotou o Brasília duas vezes, por 2 a 0 na ida em casa e de novo por 2 a 0 na volta fora, no Mané Garrincha. Os resultados classificaram o Sobradinho para a semifinal geral.

Na segunda fase, o Sobradinho estreou novamente com vitória, por 1 a 0 sobre o Planaltina no Augustinho Lima. Na segunda rodada, também em casa, fez 1 a 0 sobre o Gama. Na terceira rodada, o Leão da Serra empatou por 1 a 1 com o Taguatinga, mas ficou sem o ponto somado porque escalou um jogador de maneira irregular. Nas demais quatro partidas, os alvinegros venceram uma, empataram uma e perderam duas, encerrando na sexta colocação com sete pontos. Brasília, Taguatinga, Ceilândia e Tiradentes foram os classificados para o mata-mata, e o vencedor foi o Taguatinga.

A fase final do Candangão reuniu Sobradinho e Taguatinga, ganhadores das duas fases, mais Brasília e Tiradentes, os donos das melhores campanhas no geral. A semifinal foi realizada em partida única, mas o Sobradinho ficou no empate sem gols com o Brasília. Sem disputa de pênaltis prevista no regulamento, uma nova partida foi realizada, e esta também acabou 0 a 0. Para resolver a classificação, o Leão da Serra fez valer sua melhor campanha.

O Sobradinho enfrentou o Taguatinga na decisão em duas partidas, ambas no Mané Garrincha. Na ida, o Leão da Serra empatou por 2 a 2. Na volta, venceu por 1 a 0 e garantiu sua segunda conquista.

A campanha do Sobradinho:
21 jogos | 11 vitórias | 6 empates | 4 derrotas | 25 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Tagashi Nakagomi/Placar

Nacional-AM Campeão Amazonense 1986

Mais uma vez, deu Nacional no Amazonas. Em 1986, o clube chegou ao tetracampeonato, o 33º estadual na história e o décimo no últimos 11 campeonatos, consolidando uma hegemonia raramente vista.

Com oito clubes, a competição contou com duas fases. Em ambas, os participantes foram divididos em dois grupos, mas se enfrentaram sem restrição de chaves. Os dois primeiros de cada grupo avançaram para um quadrangular de dois turnos. O líder de cada quadrangular se classificou para a final.

Na estreia, o Nacional fez 2 a 0 no São Raimundo. Nos outros seis jogos da primeira fase, o time venceu mais cinco vezes e empatou uma, terminando na liderança do grupo B com 13 pontos. No quadrangular, o Leão venceu cinco partidas e empatou uma: 4 a 1 no Fast, 2 a 2 com o Penarol, 1 a 0 no Rio Negro, 4 a 0 no Fast, 1 a 0 no Penarol e 1 a 0 no Rio Negro. Com 11 pontos, a equipe foi novamente líder e se classificou para a decisão.

Na segunda fase, as chaves foram reorganizadas e o Nacional ficou no grupo A. Na abertura, o clube fez 1 a 0 no América de Manaus. Na sequência, o Naça venceu mais três vezes, empatou duas e perdeu uma, terminando com dez pontos. A campanha foi boa, mas o Nacional ficou somente em terceiro na chave, dois pontos atrás do Fast e empatado com o Rio Negro, mas com uma vitória a menos. Ironicamente, os classificados do grupo B fizeram menos pontos: Penarol, com nove, e Sul América, com seis. No quadrangular, o Rio Negro foi o líder e avançou para a final.

Eliminado do quadrangular da segunda fase, o Nacional teve mais tempo para se preparar para a decisão contra o Rio Negro. As duas partidas foram realizada no Vivaldão, em Manaus. Na primeira partida, os dois rivais empataram por 1 a 1, empurrando a definição para o segundo jogo. No duelo de volta, o Nacional foi preciso e venceu o clássico por 1 a 0, garantindo o quarto título consecutivo.

A campanha do Nacional-AM:
22 jogos | 16 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 42 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Cláudio Paulo/Placar

Botafogo-PB Campeão Paraibano 1986

O futebol paraibano passou por momentos difíceis em 1985. Naquele ano, o campeonato estadual simplesmente não terminou, devido a muitos problemas nos tribunais. Primeiro, o caso do Campinense, que entrou na justiça contestando a perda de pontos para o Treze na primeira fase e paralisou o campeonato. Os clubes propuseram que se iniciasse o segundo turno ao invés de esperar a retomada do primeiro turno, para não se perder tempo, o que foi aceito pela Federação Paraibana. Ao final da primeira fase do segundo turno, encerrou-se a disputa do Campinense através da inclusão de mais duas equipes na fase final de cada turno, alterando o regulamento original e esticando o calendário.

Depois, houve o caso definitivo no jogo entre Treze e Auto Esporte no segundo turno da segunda fase. Em 13 de outubro, o Treze, alegando que havia remarcado o jogo para o Presidente Vargas, compareceu em seu estádio para a partida, enquanto juízes e Auto Esporte se encaminharam para o Amigão, conforme marcação da FPF. A partida foi remarcada para o PV em 27 de outubro, e o Auto Esporte não compareceu. O Auto Esporte entrou na justiça contestando a remarcação da partida para o PV.

Durante a fase final do segundo turno, processos interromperam o seu andamento em novembro, até que se soubesse o resultado do caso do Auto Esporte. Em 28 de novembro, na data marcada para o reinício do campeonato, após tomar conhecimento que perdera o recurso, o Auto Esporte abandonou o campeonato, no que foi solidariamente acompanhado por Botafogo, Nacional de Patos e Santa Cruz. Dessa forma, o campeonato nunca terminou, pois nem sequer havia chegado à fase final. Treze e Botafogo entraram na justiça requerendo o título mas não ganharam.

As coisas voltaram ao normal em 1986, com a conquista do 21º título do Botafogo. De certa forma, a conquista manteve a hegemonia do clube na Paraíba, pois tinha sido o último vencedor em 1984. Para evitar problemas, a FPF simplificou o regulamento. Os dez participantes se enfrentaram em duas fases de turno único. Cada líder se classificou para a decisão.

Na abertura, o Botafogo fez 1 a 0 no Nacional de Cabedelo, fora de casa. Nos outros oito jogos da primeira fase, o Belo venceu seis, empatou uma e perdeu uma. Com 15 pontos, a equipe ficou empatada na liderança com o Treze. O saldo de gols também ficou igual, com oito gols. Porém, o alvinegro de João Pessoa fez 15 gols, contra 14 do rival de Campina Grande, classificando-se para a final.

Na segunda fase, o Botafogo relaxou. Na estreia, o time fez 3 a 2 no Santos de João Pessoa, em casa. Depois, só voltaria a vencer mais uma vez, com quatro empates e três derrotas. O Belo encerrou a etapa apenas na sétima posição, com oito pontos. A liderança ficou com o Treze, que fez 18 pontos.

Na final entre Botafogo e Treze, tudo zerou. Na ida, no Amigão, o Belo venceu por 1 a 0 e trouxe a vantagem para casa. Na volta, no Almeidão, novo triunfo por 3 a 1 confirmou o título botafoguense.

A campanha do Botafogo-PB:
20 jogos | 11 vitórias | 5 empates | 4 derrotas | 28 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto José Ribamar/Placar

Alecrim Campeão Potiguar 1986

O grande momento do Alecrim na década de 1980 teve seu ápice em 1986, com a participação do clube no Campeonato Brasileiro, sendo o único representante do Rio Grande do Norte na competição. Mas, antes da jornada nacional, veio a conquista o bicampeonato potiguar, o sétimo estadual do Verdão.

A competição foi disputada por sete times, novamente com um regulamento estranho. Nas duas primeiras fases, os participantes se dividiram em dois grupos e atuaram em duas etapas: na primeira parte, em um quadrangular de turno único e um triangular de dois turnos. O líder de cada chave fez a decisão e se classificou para a segunda parte, onde foi disputado um outro quadrangular de dois turnos. O líder foi para a final contra o vencedor da decisão da primeira etapa. Na terceira fase, os cinco melhores na soma geral se enfrentaram em mais dois turnos. Por fim, a final do estadual reuniu os vencedores das três grandes fases.

A campanha do Alecrim começou com a vitória por 3 a 0 sobre o Riachuelo. Na sequência, venceu o Atlético e perdeu para o América, indo a quatro pontos e ficando na segunda colocação do grupo A, dois pontos atrás do líder América. Na final desta primeira etapa, o ABC venceu o América. O Periquito avançou para o quadrangular da primeira fase ao lado de ABC, América e Potiguar de Mossoró. Em seis jogos, a equipe venceu dois, empatou dois e perdeu dois, somando seis pontos. Originalmente, o time ficou na vice-liderança, dois pontos atrás do líder América, que foi à final da primeira fase contra o ABC e perdeu nos pênaltis, em partida realizada no início de abril. 

Porém, quase dois meses depois, em maio, o Alecrim conseguiu nos tribunais os pontos da derrota que sofreu para o Potiguar na segunda rodada do quadrangular, fazendo a equipe subir para oito pontos na tabela e empatar com o América na liderança. Para desempatar, foi acionado o critério do confronto direto, o que fez o Verdão levar vantagem com uma vitória e um empate. A mudança de líder obrigou a Federação do Rio Grande do Norte a realizar outra final da primeira fase em julho, com vitória do Alecrim por 2 a 1 sobre o ABC no Castelão de Natal.

Antes de saber que voltaria e ganharia a primeira fase, o Alecrim estreou na segunda etapa, agora no grupo triangular. Na abertura, fez 3 a 0 no Potiguar em Mossoró, seguido de outras duas vitórias e um empate nas três partidas seguintes. Com sete pontos, o Periquito liderou o grupo A e disputou a final do turno contra o ponteiro do grupo B, o ABC. Nesta, o Alecrim não se deu bem e perdeu por 2 a 1.

No quadrangular da segunda fase, o Verdão cresceu, já em meio ao processo que lhe devolveu a chance na primeira fase. Em seis jogos, o Alecrim venceu quatro e empatou dois, sendo o primeiro colocado com dez pontos e indo para a final da segunda etapa contra o ABC. No Castelão, as equipes ficaram no 0 a 0 e foram aos pênaltis, vencidos pelos alvinegros por 3 a 1.

O emaranhado de partidas continuou na terceira fase. Na estreia, o Alecrim bateu o ABC por 1 a 0. Nos sete jogos restantes, venceu mais quatro, empatou dois e perdeu um, chegando a 12 pontos e repetindo o empate com o América. E de novo, o confronto direto favoreceu o Periquito, dando-lhe a conquista da fase e uma vantagem na final.

O Alecrim chegou na decisão estadual com duas fases vencidas, contra uma ao ABC. Desta forma, o Verdão adquiriu o benefício de ser campeão em caso de vitória ou empate já na primeira partida. Esta aconteceu no Castelão, terminou empatada por 0 a 0, e o resultado confirmou o título do Alecrim.

A campanha do Alecrim:
31 jogos | 18 vitórias | 9 empates | 4 derrotas | 47 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Canindé/Placar

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 1986

As coisas continuaram a dar certo para o Sampaio Corrêa em 1986. Naquele ano, o clube conquistou o tricampeonato maranhense, chegou a 19 títulos ao todo e ficou de modo isolado como o maior ganhador.

Novamente com dez participantes, o estadual foi realizado em três fases. Na primeira, todos se enfrentaram em turno único, com os oito melhores avançando e o líder somando um ponto extra na fase final. Na segunda etapa, os oito classificados foram divididos em dois grupos, no qual os times de uma chave enfrentaram os da outra. Os dois líderes disputaram a final, com o ganhador levando outro ponto extra. Por fim, a fase final trouxe as quatro equipes de melhor campanha no geral para disputar um quadrangular de dois turnos, valendo o título.

A caminhada do Sampaio Corrêa na primeira fase começou com vitória por 3 a 1 sobre o Expressinho. Nas oito partidas seguintes, o time venceu cinco e empatou três, garantindo a liderança com 15 pontos, um a mais que o vice Moto Club. A Bolívia Querida ficou com o primeiro ponto extra na fase final.

Na segunda fase, o Sampaio ficou no grupo A, enfrentando os participantes da chave B. Na abertura, bateu o Vitória do Mar por 2 a 0. Depois, a equipe fez outro 2 a 0 no Maranhão, seguido de dois empates sem gols com Moto Club e Imperatriz. Com oito pontos, a Bolívia Querida liderou sua chave e decidiu etapa contra o Imperatriz. Em jogo único, o Sampaio Corrêa venceu por 2 a 0 e levou o segundo ponto extra para a fase final.

De longe com a melhor campanha, além dos dois pontos extras, o Sampaio Corrêa fez o quadrangular final com Tupan, Maranhão e Imperatriz. Na estreia, o time fez 1 a 0 sobre o Tupan. Na segunda rodada, venceu o Imperatriz por 2 a 0, seguido de empate por 1 a 1 com o Maranhão. No returno, a Bolívia Querida bateu o Imperatriz por 3 a 0 e o Tupan por 2 a 1, indo a 11 pontos na liderança.

Restando uma partida para o fim, o Sampaio Corrêa tinha dois pontos de vantagem sobre o Maranhão, com as duas bonificações fazendo a diferença a favor da Bolívia Querida, já que as campanhas eram idênticas (três vitórias, dois empates, nove gols marcados e dois gols sofridos). O clássico entre eles no Castelão decidiu o título. Fazendo bom uso do regulamento, o Sampaio segurou o empate por 0 a 0 nos 90 minutos e comemorou o título invicto.

A campanha do Sampaio Corrêa:
20 jogos | 13 vitórias | 7 empates | 0 derrotas | 28 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Arquivo/Sampaio Corrêa

CRB Campeão Alagoano 1986

Dentro de uma década com mais perdas do que títulos em Alagoas, o CRB faturou a taça em 1986, depois de três anos longe da taça. A conquista do 20º título colocou fim mais uma vez ao domínio imposto pelo CSA.

Para 1986, a composição do estadual foi mais enxuta, porém com um regulamento semelhantes ao das temporadas anteriores. Os oito participantes disputaram duas fases, cada uma com uma primeira etapa em turno único, seguido de um quadrangular também de turno único. O líder de cada quadrangular ganhou um ponto extra e se classificou para a fase final, um terceiro quadrangular de turno único.

A campanha do CRB começou fora de casa, no empate por 0 a 0 com o Capelense. A primeira vitória veio na rodada seguintes, em casa, por 1 a 0 sobre o São Domingos. Nos outros cinco jogos, o Galo da Pajuçara venceu três e empatou dois, encerrando na segunda colocação da primeira fase com 11 pontos, um a menos que o líder CSA. No quadrangular, a equipe voltou a empatar sem gols com o Capelense, venceu o CSE por 3 a 0 e ficou no 0 a 0 com o CSA. Com quatro pontos, o CRB acabou de novo em segundo, um ponto atrás do maior rival, que avançou à etapa final com um ponto extra.

A segunda fase iniciou melhor para o CRB, que fez 4 a 0 sobre o Ferroviário de Maceió na abertura. Depois, o time regatiano venceu outras quatro partidas e empatou duas, fazendo-o chegar a 12 pontos na tabela, tal qual o CSA. Graças ao saldo de gols (11 a 9), o Galo da Pajuçara ficou na liderança. No quadrangular, os alvirrubros continuaram imbatíveis e venceram os três jogos: 2 a 0 no CSE, 2 a 0 no ASA e 2 a 1 no CSA. Assim, o CRB garantiu a liderança com seis pontos, além do passaporte à fase final com a bonificação.

CRB e CSA juntaram-se, com um ponto cada, a ASA e CSE no quadrangular final. Na estreia do torneio das siglas, o Galo da Pajuçara fez 2 a 0 no ASA. Na segunda rodada, empatou por 1 a 1 com o CSE e chegou a quatro pontos, contra dois do próprio CSE e também do CSA.

O título regatiano foi definido na última rodada. Jogando pelo empate, o CRB enfrentou o CSA no Rei Pelé e venceu por 2 a 1, indo a seis pontos, conquistando a taça de modo invicto e evitando um tríplice empate que levaria à disputa de uma fase a mais no estadual.

A campanha do CRB:
23 jogos | 15 vitórias | 8 empates | 0 derrotas | 36 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Arlindo Tavares/Placar

Operário-MT Campeão Mato-Grossense 1986

Sem ter muito o que contestar, o Operário venceu o título estadual no Mato Grosso em 1986. A oitava conquista serviu ainda para mostrar de vez que as terras mato-grossenses não pertenciam a apenas um clube.

O estadual foi disputado por sete times em duas fases. Em ambas, todos os participantes se enfrentaram em turno único e os quatro melhores avançaram para um quadrangular, este de dois turnos. O líder de cada quadrangular se classificou para a fase final da competição, juntamente com a equipe de melhor pontuação na soma de todas as fases.

A campanha do Operário teve início na acachapante goleada por 8 a 0 sobre o Palmeiras de Cuiabá. Nos outros cinco jogos, porém, o time ficou com uma trajetória irregular e só venceu uma vez, com dois empates e duas derrotas. Com seis pontos, o Chicote da Fronteira passou em quarto lugar. No quadrangular, o time se transformou totalmente. Depois de vencer o Dom Bosco por 1 a 0 na estreia, o Operário venceu outras quatro partidas e empatou uma, indo a 11 pontos e garantindo a vaga na final com a primeira colocação.

Na segunda fase, o Operário estreou mais discretamente, com empate por 1 a 1 com o Barra do Garças. Depois, a equipe empatou outras três vezes e venceu duas, com destaque para os 10 a 0 em cima do Palmeiras. O Chicote somou oito pontos e ficou com a segunda colocação. No quadrangular, em seis jogos, o time venceu três jogos, empatou dois e perdeu um, encerrando também com oito pontos, bem como o Mixto. No desempate entre os rivais, o Operário levou a melhor ao vencer a ida por 1 a 0 e a volta por 2 a 1.

Como faturou as duas fases, o Operário transformou o triangular final em uma decisão direta com o Mixto, que foi o dono da melhor pontuação geral. Todas as partidas aconteceram no Verdão, em Cuiabá. Na primeira, as equipes empataram o Clássico dos Milhões por 2 a 2. Na segunda, o Chicote venceu por 2 a 0 e encaminhou o título. No terceiro jogo, outro empate por 2 a 2 confirmou a conquista para o lado tricolor.

A campanha do Operário-MT:
29 jogos | 15 vitórias | 11 empates | 3 derrotas | 51 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Miguel Ângelo/Placar

Remo Campeão Paraense 1986

A década de 1980 não estava nenhum pouco fácil para o Remo. Desde 1979 que o clube não sabia o que era vencer um estadual, e até 1985 viu o rival Paysandu vencer cinco vezes e a Tuna Luso uma vez. Mas em 1986 o jejum seria quebrado com a conquista da 30ª taça.

A competição foi realizada com sete times. Nas duas primeiras fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com o líder avançando para a etapa final com um ponto extra. A fase final foi disputada por quatro equipes em um quadrangular de turno único, com os dois líderes das etapas anteriores e os dois clubes com maior arrecadação de bilheteria na soma de todo o campeonato.

A campanha do Remo teve início diante do Sport Belém, com vitória por 3 a 1. Nas demais cinco partidas, a equipe venceu mais três vezes e perdeu uma, chegando a dez pontos. Mas a Tuna Luso também somou dez pontos, empatando com o Remo na liderança. Uma partida extra precisou ser feita entre os times para definir o ganhador da primeira fase, e esta também ficou empatada, por 1 a 1. Nos pênaltis, o Leão Azul perdeu por 8 a 7 e viu a Tuna ficar com o ponto de bonificação na fase final.

Na segunda fase, o Remo estreou com derrota, por 2 a 1 para o Santa Rosa. O tropeço não abalou a equipe azulina, que venceu todos os outros jogos sem sofrer gols: 3 a 0 no Tiradentes, 5 a 0 no Sport Belém, 1 a 0 no Izabelese, 1 a 0 no Paysandu e 1 a 0 na Tuna Luso. Novamente com dez pontos, desta vez o Leão foi líder de maneira isolada, indo ao quadrangular final com um ponto extra.

O quadrangular final foi disputado por Remo e Tuna Luso, além de Paysandu e Sport Belém, que foram os donos das maiores bilheterias fora os outros classificados. O Leão Azul estreou somente na segunda rodada, mas mostrou sua força e fez 1 a 0 no Paysandu. Na segunda partida, foi a vez de fazer 1 a 0 no Sport Belém. Com cinco pontos, o azulino era o líder da fase final, empatado com a Tuna. Tanto Paysandu quanto Sport já haviam encerrado suas participações.

O Remo fez seu terceiro jogo contra a Tuna Luso, atrasado da primeira rodada. Uma derrota significaria a perda do título, enquanto o empate forçaria uma partida extra com a própria Tuna. A vitória selava a conquista no confronto direto. E o triunfo veio por 3 a 1, para acabar om a fila de sete anos.
 
A campanha do Remo:
16 jogos | 13 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 31 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Abdias Pinheiro/Placar

Goiás Campeão Goiano 1986

Depois de apenas assistir aos seus dois grandes rivais erguerem o Campeonato Goiano em 1984 e 1985, o Goiás fez diferente e em 1986 voltou a ser campeão, o que não acontecia desde 1983. O oitavo título estadual veio com sobras.

O campeonato contou com 12 participantes e foi quase igual ao da temporada anterior. Na primeira fase, todos se enfrentaram em turno único, com os seis melhores avançando. Na etapa seguinte, um hexagonal final de dois turnos decidiu o título. A única diferença para 1985 foi a ausência do torneio contra o rebaixamento, sendo descendidos os dois últimos colocados diretamente.

O Goiás começou a campanha fora de casa, fazendo 2 a 0 no Itumbiara. Na estreia em casa, no Serra Dourada, o Esmeraldino venceu o rival Vila Nova por 1 a 0. Depois, em outro clássico, bateu o Goiânia por 2 a 1. A grande trajetória na primeira fase seguiu com poucos tropeços e muitas vitórias. Nos 19 jogos restante, o time venceu 12, empatou cinco e perdeu dois. Com 35 pontos, o Goiás foi o líder com muita sobra para o vice Atlético, que fez 31. Além dos dois, avançaram ao hexagonal final: Anápolis, Vila Nova, Itumbiara e Rio Verde.

Mesmo com o funil mais apertado, o Goiás continuou como a grande força na fase final. Na abertura, empatou por 1 a 1 com o Vila Nova. No jogo seguinte, ficou no 0 a 0 com o Rio Verde fora de casa. A primeira vitória veio na terceira rodada, por 1 a 0 sobre o Anápolis, também como visitante. Apesar da certa demora em vencer, o Esmeraldino manteve uma trajetória forte, com mais quatro vitórias, um empate e uma derrota até a penúltima rodada, o que fez a equipe estar na liderança com 13 pontos, um a mais que o vice Atlético, e quatro a mais que Vila Nova e Itumbiara.

A disputa pelo título na última partida estava restrita a Goiás e Atlético, e os rivais se enfrentaram no Serra Dourada valendo a taça. Ao Esmeraldino, batava o empate para a conquista, enquanto o rubro-negro precisava vencer. Por um momento, parecia que tudo daria errado aos alviverdes, quando sofreram o primeiro gol. Mas a virada para 2 a 1 veio com o decorrer da partida, e o Goiás pôde então voltar a comemorar um estadual.

A campanha do Goiás:
32 jogos | 21 vitórias | 8 empates | 3 derrotas | 49 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Paulo José/Placar

Ceará Campeão Cearense 1986

A alternância de forças no futebol cearense seguiu em 1986. Depois ser campeão em 1984 e vice em 1985, o Ceará recuperou o título em 1986 e atingiu a marca de 28 taças conquistas, empatando novamente o ranking com o rival Fortaleza.

O campeonato contou com dez participantes e teve um regulamento igual ao de 1985, mas com duas fases ao invés de três. Todos os times se enfrentaram em turno único em cada etapa, com o líder avançando a final. Depois, os quatro melhores disputaram um quadrangular de dois turnos, com o líder também indo para a decisão de fase. O vencedor de cada fase se classificou para a decisão.

O Ceará iniciou sua campanha com uma boa vitória por 4 a 0 sobre o Calouros do Ar. Nos oito jogos seguintes, a equipe continuou invicta com mais cinco triunfos e três empates, o que lhe deu a liderança da primeira fase com 15 pontos, classificado para a final de etapa. No quadrangular, o Vozão relaxou e venceu apenas uma das partidas, com quatro empates e uma derrota. Com seis pontos, o time alvinegro ficou em terceiro lugar, dois pontos atrás do líder Fortaleza.

Na decisão de fase, em dois Clássicos-Rei no Castelão, Ceará e Fortaleza empataram duas vezes, por 2 a 2 na ida e por 0 a 0 volta. Por ter melhor campanha na soma das duas subetapas, o Vozão garantiu a presença na final do estadual.

A segunda fase iniciou-se com uma histórica goleada do Ceará, por 8 a 1 sobre o Icasa em Juazeiro do Norte. Na sequência, a trajetória continuou forte com mais sete vitórias e um empate nas oito partidas seguintes, o que deixou o Vozão tranquilo na liderança, com 17 pontos. No quadrangular, o alvinegro venceu três partidas, empatou duas e perdeu uma, encerrando com oito pontos na segunda colocação, dois pontos atrás do Fortaleza. Na final, o Ceará empatou a ida por 1 a 1 e perdeu a volta por 1 a 0, deixando escapar a chance de ser campeão de maneira antecipada.

A decisão do estadual juntou novamente Ceará e Fortaleza para mais dois jogos no Castelão, totalizando 12 Clássicos-Rei ao longo de todo o estadual. Desta vez, o Vozão não deu chance ao azar e venceu na ida por 1 a 0 e na volta por 2 a 1, reconquistando o título para o lado alvinegro da força.

A campanha do Ceará:
36 jogos | 20 vitórias | 13 empates | 3 derrotas | 77 gols marcados | 25 gols sofridos
 

Foto Arquivo/Ceará

Criciúma Campeão Catarinense 1986

Santa Catarina voltou a ver um novo campeão estadual em 1986. Depois de oito temporadas de dominância do Joinville, o Criciúma tornou-se vencedor pela segunda vez em sua história, 18 anos depois do primeiro título. Em 1968, o clube se chamava Comerciário e possuía as cores azul e branco.

O torneio foi realizado por dez times. Na primeira fase, a Taça Governador do Estado, os participantes foram divididos em dois grupos e se enfrentaram em dois turnos. Os dois melhores de cada chave foram à semifinal, e o vencedor garantiu um ponto extra na fase final. Nas duas etapas seguintes, a Taça UFSC e a Taça Plínio de Nes, as equipes se enfrentaram em turno único, e cada líder se classificou para a fase final. A etapa decisiva, a Taça Pedro Lopes foi disputada em um hexagonal de dois turnos com os vencedores das duas fases anteriores e os quatro melhores na soma das duas pontuações. O time com mais pontos no índice técnico também levou um bônus para a decisão.

O Criciúma iniciou mal a campanha do título, perdendo por 3 a 0 para o Inter de Lages fora de casa. Mas a equipe se recuperou com quatro vitórias e dois empates nos sete jogos seguintes, além de sofrer outra derrota. Com dez pontos, o Tigre foi líder do grupo B e avançou na primeira fase. Na semifinal contra o Figueirense, o Tricolor perdeu a ida por 1 a 0 no Orlando Scarpelli e venceu a volta por 1 a 0 no Heriberto Hülse, indo à final por ter melhor campanha. Na decisão, o Criciúma bateu o Joinville por 2 a 0 em casa e empatou sem gols no Ernestão, garantindo o ponto extra na fase final.

Na segunda fase, o Criciúma estreou com vitória por 3 a 0 sobre o Hercílio Luz em Tubarão. Nos outros dez jogos, os carvoeiros venceram mais quatro vezes, empatou uma e perdeu três, chegando a 11 pontos. A equipe teve a mesma pontuação que Joinville, Inter de Lages e Avaí, mas com cinco vitórias ante quatro de cada adversário. Assim, o Tigre ficou na liderança e se classificou para o hexagonal final.

A trajetória do Criciúma seguiu forte na terceira fase. Na abertura, o time fez 2 a 0 no Hercílio Luz no Heriberto Hülse. Depois, venceu outros três jogos, empatou quatro e perdeu um. Com 12 pontos, o Tigre ficou novamente no primeiro lugar, desta vez isoladamente, abrindo uma quinta vaga de classificação para o índice técnico. Avaí, Joinville, Marcílio Dias, Próspera e Hercílio Luz foram os classificados. Já o Criciúma, líder duas vezes, foi o melhor de todos e conseguiu o segundo ponto extra.

Com dois pontos de vantagem, o Criciúma entrou no hexagonal final. Na estreia, o time empatou por 0 a 0 com o Marcílio Dias no Heriberto Hülse. O tropeço em casa foi compensado com a vitória por 2 a 1 sobre o Hercílio Luz em Tubarão. Nas cinco partidas seguintes, o Tigre manteve-se invicto com três vitórias e dois empates, chegando a 13 pontos na liderança e faltando três rodadas para o fim.

O Criciúma entrou na oitava rodada três pontos a frente de Joinville e Avaí, e quatro a frente do Marcílio Dias, podendo ser campeão de maneira antecipada. O adversário foi o Próspera, no Heriberto Hülse. Com gols de Edemilson e Vanderlei, os carvoeiros venceram por 2 a 1 e confirmaram o título.

A campanha do Criciúma:
40 jogos | 21 vitórias | 12 empates | 7 derrotas | 48 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Silvio Ávila/Placar

Santa Cruz Campeão Pernambucano 1986

Após um pequeno momento de dominância do Náutico, o Santa Cruz voltou a ser campeão pernambucano em 1986, atingindo o 19º título estadual, três anos após a última conquista.

O estadual contou com 11 participantes e teve o regulamento muito parecido com o do ano anterior. Nas duas primeiras fases, os times ficaram em dois grupos, um com os seis primeiros colocados de 1985 clubes e outro com os cinco restantes, onde os times se enfrentaram em dois turnos dentro de cada grupo. Na virada de cada turno, o lanterna da chave A trocou de lugar com o líder da chave B. O líder do grupo A em cada um dos dois turnos fez a final de fase, e cada vencedor foi para a etapa final. Na terceira fase, os quatro melhores do returno da segunda etapa disputaram um quadrangular de dois turnos, com o líder indo para a decisão. A fase final reuniu o ganhador das três fases.

A história do Santa Cruz começou no grupo A da primeira fase, com vitória por 3 a 0 sobre o Paulistano, fora de casa. Nos outros quatro jogos, a equipe venceu uma, empatou uma e perdeu duas, terminando apenas na quarta colocação com cinco pontos, cinco a menos que o líder Sport. No returno, a Cobra-coral abriu fazendo 2 a 0 no América de Recife, e depois seguiu com mais duas vitórias e dois empates. No fim, o time somou oito pontos e ficou na liderança, indo à decisão contra o Sport. Na Ilha do Retiro, os rivais empataram por 1 a 1. Por ter sido líder no returno, o Santa Cruz ficou com a vaga na fase final.

Na segunda fase, o Santa Cruz estreou com vitória por 2 a 0 sobre o Sete de Setembro, no Arruda. Depois, o time venceu mais três vezes e perdeu uma, encerrando na segunda colocação do primeiro turno com oito pontos, dois atrás do líder Sport. No segundo turno, o Santinha também abriu fazendo 2 a 0 no Sete de Setembro, em Garanhuns. Porém, na segunda rodada, a equipe levou 5 a 0 do Sport na Ilha do Retiro, resultado que abalou o desempenho posterior. O time venceu mais uma vez, empatou uma e perdeu também para o Náutico, encerrando no quarto lugar do grupo A, com cinco pontos. A primeira colocação ficou de novo com o Sport, com nove pontos, e isso fez o clube avançar à fase final. A Cobra-coral seguiu, no limite, para a terceira fase.

O Santa Cruz se recuperou no quadrangular da terceira etapa. Na abertura, empatou por 2 a 2 com o Central em Caruaru. Na sequência, venceu três partidas, incluindo um 4 a 0 sobre o Náutico, empatou mais uma e perdeu outra. O Santinha somou oito pontos e empatou na liderança com o próprio Central. O empate gerou uma partida extra entre as equipes no Lacerdão, em Caruaru. Após nova igualdade em 2 a 2, as equipes foram aos pênaltis e o Santa Cruz venceu por 5 a 4, conquistando a terceira fase.

A decisão do estadual foi disputada entre Sport e Santa Cruz. Por ter vencido duas fases, os tricolores tinham a vantagem do empate no Clássico das Multidões, mas a partida seria disputada na Ilha do Retiro, pois os rubro-negros tinham a maior pontuação na soma geral. Resiliente, a Cobra-coral aguentou a pressão, segurou o 0 a 0 e comemorou o título na casa do rival.

A campanha do Santa Cruz:
29 jogos | 14 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 46 gols marcados | 24 gols sofridos


Foto Arquivo/Santa Cruz

Bahia Campeão Baiano 1986

O Bahia recuperou a hegemonia estadual em 1986 e voltou a aumentar a sua impressionante conta de títulos, chegando a 35 conquistas em 55 anos de existência, um número insuperável.

O regulamento do campeonato juntou 12 times na disputa de três fases. Nas duas primeiras, os participantes foram divididos em dois grupos. Na primeira etapa, as equipe de uma chave enfrentaram as da outra em dois turnos. Na segunda, os enfrentamentos foram dentro de cada grupo. O líder de cada chave disputou a final de fase, valendo uma vaga na etapa final e dois pontos extras. A fase final trouxe, em um quadrangular de dois turnos, o ganhador das fases anteriores e os donos das melhores campanhas no geral, valendo o título.

A estreia do Bahia foi realizada contra o Galícia, com triunfo tricolor por 1 a 0. Nas dez partidas seguintes, o Tricolor de Aço triunfou mais seis vezes, empatou quatro e perdeu uma, encerrando na liderança do grupo B com 18 pontos. Na final da primeira fase, o Bahia enfrentou o Vitória. Na ida, ganhou por 2 a 1. Na volta, empatou por 1 a 1 e comemorou a vaga na decisão, com dois pontos extras.

Na segunda fase, o Bahia manteve-se forte. Na abertura, empatou por 1 a 1 com a ABB, fora de casa, seguido por um 0 a 0 com o Fluminense em Feira de Santana. O primeiro triunfo veio na terceira rodada, na goleada por 6 a 1 sobre o Atlético Alagoinhas, na Fonte Nova. Nos outros sete jogos, o Esquadrão venceu cinco e perdeu dois, terminando outra vez na liderança do grupo B, com 14 pontos. Na decisão, novamente em dois Bavis, o Bahia ganhou tanto na ida quanto na volta por 2 a 0, o que lhe valeu mais dois pontos a mais na fase final.

Com quatro pontos de vantagem sobre os adversários, o Bahia foi ao quadrangular final com Vitória, Catuense e Leônico. Na primeira rodada, o Tricolor de Aço bateu o Leônico por 1 a 0. Depois, o time fez o histórico Bavi em que goleou o Vitória por 5 a 0. Na terceira rodada, derrotou a Catuense por 1 a 0 e ficou a um passo de ser campeão. Após três jogos, o Bahia era o líder com dez pontos, contra quatro da Catuense. Só estes possuíam chances de título.

Na quarta rodada, o Bahia enfrentou o já eliminado Vitória na Fonte Nova, dependendo unicamente de si para levantar a taça. Com gol de Cláudio Adão, a equipe tricolor empatou por 1 a 1 com o rival, foi a 11 pontos e ficou inalcançável pelos adversários, garantindo a conquista antecipada em duas rodadas. 

A campanha do Bahia:
32 jogos | 19 triunfos | 8 empates | 5 derrotas | 54 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Sérgio Berezovsky/Placar

Coritiba Campeão Paranaense 1986

O Coritiba estava na crista da onda. Em 1985, o clube chocou o Brasil ao ser campeão do Campeonato Brasileiro, em cima do Bangu em pleno Rio de Janeiro. Em 1986, foi a vez de voltar a mandar no Campeonato Paranaense, com a conquista do 28º título, depois de encarar sete anos de fila.

A competição foi realizada com 12 times em duas fases. Em ambas, os participantes se enfrentaram em turno único, com os quatro primeiros avançando para um quadrangular de dois turnos, e um ponto extra para o líder. O vencedor de cada quadrangular se classificou para a final do estadual.

Enquanto se preparava para estrear na Libertadores, o Coritiba deu início ao estadual. Na abertura, a equipe venceu o Apucarana por 4 a 2 fora de casa. Apesar da boa estreia, o Coxa alternou bons e maus momentos na primeira fase, ao vencer cinco e perder cinco nas outras dez partidas que disputou, com destaques para a vitória por 2 a 1 sobre o Athletico e a derrota por 4 a 1 para o Matsubara, ambos no Couto Pereira. Com 12 pontos, o Coritiba acabou na quinta colocação, fora do quadrangular. Pinheiros, Platinense, Cascavel e Londrina seguiram, e a vaga na final ficou com o rival azul de Curitiba.

Na segunda fase, o Coritiba voltou a fazer a primeira partida contra o Apuracana, vencendo-o por 3 a 1 no Couto Pereira. Desta vez, os resultados melhoraram e o time continuou com mais cinco vitórias, cinco empates e uma derrota nos dez jogos restantes. O Coxa somou 15 pontos e terminou na liderança, um ponto a frente de Londrina, Pinheiros e Cascavel.

Com um ponto extra, o Coritiba entrou no quadrangular da segunda fase. A primeira partida foi disputada contra o Londrina no Couto Pereira, com vitória por 1 a 0. Nas cinco partidas seguintes, a equipe venceu mais duas vezes e empatou três, chegando a dez pontos. A campanha foi idêntica ao do Pinheiros, mas o ponto de bônus fez a diferença a favor do Coxa, que avançou para a decisão.

Na final, o Coritiba encarou o Pinheiros. A partida de ida aconteceu na Vila Olímpica do Boqueirão. Na casa do rival, o Coxa não se intimidou e venceu por 1 a 0, gol de Tostão. A volta foi realizada no Couto Pereira. Com a vantagem adquirida no primeiro jogo, o Coritiba atuou ainda mais leve no segundo confronto e confirmou o título ao vencer por 3 a 0, gols marcados por Índio, Ademir e outro de Tostão.

A campanha do Coritiba:
30 jogos | 16 vitórias | 8 empates | 6 derrotas | 44 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Atlético-MG Campeão Mineiro 1986

A década de 1980 foi do Atlético em Minas Gerais. Em 1986, o clube conquistou o bicampeonato mineiro e o oitavo título nas últimas nove temporadas transcorridas. A conquista simbolizou a 32ª taça para o Galo, 11 a mais em relação ao rival Cruzeiro naquele momento.

O campeonato foi disputado por 16 equipes. Nas duas grandes fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com o líder de cada etapa avançando para a fase final ao lado dos dois times de melhor campanha na soma geral. Porém, se um mesmo clube fosse o primeiro colocado em cada turno, este seria campeão de maneira antecipada.

Na estreia da primeira fase, chamada também de Taça Minas Gerais, o Atlético empatou por 1 a 1 com o América, seguido por outro empate por 1 a 1 com o Nacional de Uberaba no interior mineiro. A primeira vitória veio na terceira rodada, ao bater o Uberaba por 3 a 1, ainda no Triângulo. O primeiro triunfo em Belo Horizonte veio de maneira avassaladora, por 8 a 1 sobre o Fabril. Nos demais 11 jogos, o Galo obteve nove vitórias e dois empates, garantindo a liderança com extrema folga, somando 26 pontos, cinco a mais que o vice Cruzeiro e o terceiro colocado Uberlândia.

Já classificado à fase final, o Atlético queria mesmo era ser campeão antecipado. Na abertura, o time fez 2 a 0 no Democrata de Sete Lagoas em Belo Horizonte. A primeira derrota veio na segunda rodada, ao levar 3 a 0 do Uberlândia no Parque do Sabiá. Mas o Galo se recuperou com oito vitórias e dois empates nas 11 partidas seguintes, além de ter perdido outro jogo. Ao final da 13ª rodada, o alvinegro era o líder com 20 pontos, contra 18 do Uberlândia, 17 do Fabril e 16 do Cruzeiro e do América.

Na penúltima rodada, cinco times tinham chance de liderança, mas só o Atlético podia confirmá-la com antecedência. E isto também daria o título ao Galo. No Mineirão, o time recebeu o Esportivo de Passos, que já estava longe de qualquer pretensão no torneio. Com três gols de Nunes, dois de Everton e um de Renato, o Atlético goleou por 6 a 0 e carimbou o título faltando uma partida para o fim.

A campanha do Atlético-MG:
30 jogos | 21 vitórias | 7 empates | 2 derrotas | 69 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Atlético-MG

Grêmio Campeão Gaúcho 1986

Com o título gaúcho recuperado em 1985, o Grêmio estabeleceu como meta para 1986 o início da hegemonia que perduraria até o fim da década, virando até os anos 1990. A conquista do 24º título veio outra vez com precisão absoluta sobre os adversários.

O torneio reuniu novamente 14 participantes, com um regulamento semelhante ao da temporada anterior. Na primeira e na segunda fases todos se enfrentaram em turno único, com o líder de cada etapa avançando à fase final com um ponto extra. A decisão do título deu-se por meio de um quadrangular final entre os ganhadores das etapas anteriores e os dois times de melhor campanha na soma geral.

O Grêmio começou bem a campanha do bicampeonato, vencendo o Inter de Santa Maria por 2 a 1 no Olímpico. Nas outras 12 partidas da primeira fase, a equipe venceu nove, empatou duas e perdeu uma, encerrando na liderança com 22 pontos, classificado para o quadrangular final e com um ponto extra.

A estreia tricolor na segunda fase foi novamente contra o Inter de Santa Maria, mas como visitante, vencendo por 2 a 0. No restante da campanha, o Grêmio manteve bons resultados, mas ficou sem fôlego para acompanhar a invencibilidade do Internacional, que foi o líder com 24 pontos, também classificado à fase final com uma bonificação. O Imortal ficou em segundo lugar com 19 pontos, distribuídos em nove vitórias, um empate e três derrotas.

A dupla Grenal chegou no quadrangular final para enfrentar Juventude e Novo Hamburgo. Na estreia, o tricolor fez 2 a 0 no Juventude, no Alfredo Jaconi. Depois, goleou o Novo Hamburgo por 7 a 0 no Olímpico e empatou por 2 a 2 com o Internacional no Beira-Rio. Na quarta rodada, o Imortal bateu o Juventude por 4 a 0 em Porto Alegre e empatou por 1 a 1 com o Novo Hamburgo fora.

Com nove pontos em cinco jogos, o Grêmio liderava a fase final com um ponto a mais sobre o Inter. Na última rodada, os dois rivais se enfrentaram no Olímpico, onde os colorados só pensavam em vencer, enquanto os gremistas até podiam empatar. Em casa, a força tricolor prevaleceu e o Grêmio ficou com o título ao vencer por 1 a 0, gol de Osvaldo no segundo tempo. 

A campanha do Grêmio:
32 jogos | 23 vitórias | 5 empates | 4 derrotas | 79 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Luiz Ávila/Placar