Fluminense Campeão Carioca 1984

Deu Fluminense mais uma vez no Campeonato Carioca em 1984. Naquele ano, o clube atingiu o 26º título estadual e o bicampeonato, fechando com chave de ouro uma temporada muito especial, em que os tricolores também conquistaram pela segunda vez o Campeonato Brasileiro, no primeiro semestre.

Pela terceira temporada consecutiva, a FERJ manteve intacto o regulamento do estadual, com 12 participantes na disputa de duas fases, a Taça Guanabara e a Taça Rio, ambas em turno único, seguida pelo triangular final entre seus vencedores e o time de melhor campanha na soma geral.

O Fluminense estreou na Taça Guanabara com vitória por 2 a 1 sobre o America. A campanha seguiu com mais seis vitórias, três empates e uma derrota nas dez partidas seguintes. Apesar dos 17 pontos somados, o Tricolor não conseguiu o título da primeira fase, terminando na segunda colocação. A liderança acabou nas mãos do Flamengo, com 19 pontos.

A trajetória tricolor continuou na Taça Rio. Na abertura, o Fluminense ficou no empate por 1 a 1 com o Goytacaz. A primeira vitória viria na partida seguinte, por 1 a 0 sobre o Olaria. Nos demais jogos da segunda fase, o Flu obteve mais seis vitórias, um empate e duas derrotas, o que colocou a equipe de novo na segunda posição, com 16 pontos. Desta vez, o Tricolor terminou atrás do Vasco, que fez 17 pontos.

As taças não vieram, porém, a regularidade ajudou o Fluminense na busca por um lugar na etapa final. O clube fez 33 pontos na soma das duas fases, três a mais que o Bangu, e avançou ao triangular para enfrentar Flamengo e Vasco no Maracanã. O Tricolor abriu a decisão contra os vascaínos e venceu por 2 a 0. No segundo jogo, os rubro-negros venceram o Vasco por 1 a 0, resultados que deixou o clube cruz-maltino fora da briga.

De tal forma, Fluminense e Flamengo fizeram um confronto direto pelo título na terceira rodada. Mais de 153 mil torcedores compareceram ao Maracanã para acompanhar uma decisão em que o Flu jogava pelo empate. Mas o Tricolor chegou ao título com mais uma vitória, por 1 a 0, gol anotado por Assis no segundo tempo.

A campanha do Fluminense:
24 jogos | 16 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 40 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Rodolpho Machado/Placar

Santos Campeão Paulista 1984

Com uma campanha dominante e uma decisão emocionante, o Santos conquistou o título paulista em 1984. A conquista acabou com seis anos de espera do clube, evitou um tricampeonato do Corinthians e marcou uma época de ótimos resultados do time. Por outro lado, a 15ª taça santista também foi o início de uma grande fila de 13 anos sem títulos no geral, e de 22 anos sem estaduais.

O regulamento do Paulistão foi o mais simples que poderia ser feito no segundo semestre de 1984: 20 participantes que se enfrentaram em dois turnos, totalizando 38 rodadas. O time com mais pontos foi o campeão, os dois últimos foram rebaixados.

O Santos começou a trajetória do título na vitória por 1 a 0 sobre o Comercial de Ribeirão Preto em casa, a Vila Belmiro. A sequência de vitórias no primeiro turno seguiu sobre Guarani, América de Rio Preto (as duas em casa), São Bento e Ponte Preta (as duas fora). O primeiro ponto perdido só veio a acontecer na sexta rodada, no empate por 2 a 2 com a Ferroviária em casa. Ao fim do primeiro turno, o Peixe estava com 11 vitórias, sete empates e uma derrota, com 29 pontos somados.

O segundo turno foi aberto com tropeços. Na 20ª partida, o Santos ficou no empate por 1 a 1 com o Botafogo de Ribeirão Preto na Vila Belmiro. No 21º jogo, perdeu por 1 a 0 para o Santo André fora de casa. A primeira vitória no returno veio na 22ª rodada, por 1 a 0 sobre a Portuguesa em casa. Após, o Alvinegro Praiano seguiu com bons resultados, brigando pelo título contra Corinthians, São Paulo e Palmeiras. O Peixe acumulou mais nove vitórias, cinco empates e uma derrota até a penúltima rodada.

Conforme o fim do estadual se aproximou, a luta pelo título ficou afunilada entre Santos e Corinthians. Antes da última partida, o Peixe estava com 55 pontos, contra 54 do rival. Por isso mesmo, FPF postergou o confronto entre os dois times para a 38ª rodada, transformando-o em uma final. No Morumbi, o Santos fez jus ao que produziu durante todo o torneio e ficou com a taça ao vencer o rival por 1 a 0, gol de Serginho Chulapa.

A campanha do Santos:
38 jogos | 22 vitórias | 13 empates | 2 derrotas | 54 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Ronaldo Kotscho/Placar

Rio Branco-ES Campeão Capixaba 1983

O Rio Branco conquistou o bicampeonato capixaba em 1983, chegando a marca de 34 títulos estaduais. No mesmo ano, o clube também inaugurou seu novo estádio, o Kleber Andrade, em Cariacica.

O estadual foi disputado por oito times e com um regulamento simples de entender. Nas duas fases disputadas, os participantes se enfrentaram em dois turnos. O líder de cada fase se classificou para a decisão.

A trajetória do Rio Branco começou fora de casa, com vitória por 3 a 0 sobre o Ibiraçu. A estreia em casa aconteceu na segunda rodada, na vitória por 2 a 0 sobre o Ordem e Progresso. Nas outras 12 partidas da primeira fase, o Capa-Preta venceu mais sete vezes, empatou quatro e perdeu uma. O time alvinegro somou 22 pontos e acabou na primeira posição, classificado para a final.

Na segunda fase, o Rio Branco voltou a abrir fora de casa contra o Ibiraçu, mas perdeu por 2 a 1. A primeira vitória veio apenas na terceira rodada, por 2 a 1 sobre o Vitória. O primeiro triunfo em casa foi conseguido no quinto jogo, por 2 a 1 sobre o Colatina. No restante dos jogos, os alvinegros venceram mais três jogos, empataram seis e perderam dois. Com 16 pontos, a equipe acabou em segundo lugar, cinco pontos atrás da Desportiva, que obteve a segunda vaga na decisão estadual.

Rio Branco e Desportiva chegaram em igualdade de condições à final. O Capa-Preta foi o melhor time no primeiro turno da primeira fase e no segundo turno da segunda etapa. Já o rival foi o melhor nos outros turnos. Porém, como os alvinegros somaram menos pontos, tiveram de decidir fora de casa, afinal o Rio Branco já estava com seu novo estádio aberto, deixando de alugar o Engenheiro Araripe, casa da Desportiva.

O primeiro jogo da final aconteceu no Kleber Andrade, e terminou empatado por 1 a 1. A segunda partida foi realizada no Engenheiro Araripe, com novo empate por 0 a 0. Um terceiro jogo foi marcado para decidir de vez o estadual, novamente com mando da Desportiva, mas o Rio Branco venceu por 1 a 0 e levantou a taça em plena casa do rival. 

A campanha do Rio Branco-ES:
31 jogos | 15 vitórias | 12 empates | 4 derrotas | 39 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Joaquim Nunes/Placar

Operário-MS Campeão Sul-Mato-Grossense 1983

Após um ano em que foi somente o vice, o Operário voltou a ser campeão sul-mato-grossense em 1983. O clube estabeleceu sua quarta conquista em cinco edições do estadual.

O estadual foi disputado por sete times. Na primeira fase, todos se enfrentaram em turno único, com os quatro primeiros avançando a um quadrangular. Neste, as equipes jogaram em dois turnos e o líder garantiu uma vaga na decisão. Na segunda fase, os participantes voltaram a atuar em turno único. Os quatro primeiros também se classificaram para um quadrangular, mas este foi disputado em quatro turnos. O vencedor do quadrangular foi à final com um ponto extra.

A campanha do Operário na primeira fase começou na vitória por 4 a 1 sobre o Taveirópolis. Nos outros cinco jogos, o time venceu mais quatro e empatou um, terminando na liderança com 11 pontos. No quadrangular, o Galo fez mais seis jogos, com quatro vitórias, um empate e uma derrota. A equipe somou nove pontos, mas acabou em segundo lugar, um ponto atrás do líder Comercial, que avançou à decisão.

Na segunda fase, o Operário tornou a estrear contra o Taveirópolis, vencendo por 3 a 2. Na sequência, a equipe venceu mais uma partida e empatou quatro, encerrando na segunda colocação com oito pontos, perdendo a liderança no saldo de gols para o Comercial.

O Galo viria a decolar no quadrangular seguinte. Na estreia, venceu o Operário de Dourados por 2 a 0. Nas 11 partidas seguintes, obteve mais dez vitórias, dois empates e duas derrotas, que colocaram o Operário da capital na liderança com 18 pontos, deixando para trás, além do xará da fronteira, Comercial e Corumbaense. Os alvinegros foram à final e levaram junto o ponto extra.

Outra vez, o clássico Comerário decidiu o estadual. As partidas foram disputadas no Morenão, em Campo Grande. No primeiro jogo, Operário e Comercial empataram sem gols. No segundo, o Galo perdeu por 1 a 0 e viu o rival inverter a vantagem. Porém, na terceira partida, o Operário venceu por 2 a 1 e conquistou o título com três pontos, ante dois do Comercial.

A campanha do Operário-MS:
33 jogos | 20 vitórias | 9 empates | 4 derrotas | 61 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Renan Silva/Placar

Auto Esporte-PI Campeão Piauiense 1983

O Campeonato Piauiense conheceu um novo campeão em 1983. O título ficou pela primeira vez nas mãos do Auto Esporte, clube fundado em 1951 por motoristas autônomos de Teresina e que estava há vários anos participando no estadual.

O torneio foi composto por oito times em quatro fases. Na primeira, todos se enfrentaram em turno único, com o líder indo à final e os seis melhores à um hexagonal também de turno único, onde o líder também fez a final. A segunda fase foi semelhante, mas com os quatro melhores indo a um quadrangular. Na terceira fase, foi disputado apenas o turno, com o primeiro colocado indo direto à decisão. A fase final reuniu os vencedores das três etapas anteriores, com um ponto extra para cada, e as as duas melhores campanhas no geral em um pentagonal de turno único.

O Auto Esporte abriu a campanha no empate sem gols com o Flamengo. Depois, o time venceu todos os seis jogos restantes e ficou na liderança da primeira fase com 13 pontos, já na final da etapa. No hexagonal, o Calhambeque venceu um jogo, empatou dois e perdeu outros dois, ficando em quinto lugar com quatro pontos. A equipe decidiu a fase contra o líder Tiradentes, mas perdeu por 3 a 2.

Na segunda fase, o Auto Esporte abriu com vitória por 1 a 0 sobre o Caiçara. Na sequência, venceu mais três partidas e perdeu três, ficando na terceira colocação com oito pontos, dois a menos que o líder Piauí. No quadrangular seguinte, o alviverde fez três pontos com uma vitória, um empate e uma derrota, encerrando em segundo lugar. Na final, o Tiradentes derrotou o Piauí.

A campanha do Auto Esporte na terceira fase começou com a vitória por 4 a 1 sobre o Comercial de Campo Maior. Nas demais seis partidas, venceu duas, empatou uma e perdeu três. Com sete pontos, o Calhambeque ficou em quinto, cinco pontos distantes do líder Piauí, que confirmou vaga na fase final.

A entrada do Auto Esporte na fase final se deu por ter a segunda melhor campanha entre os não-ganhadores, junto com Flamengo e River. O Tiradentes chegou com dois pontos extras, e o Piauí com um. Mas, mesmo em desvantagem, o time alviverde arrancou para o título inédito. Venceu o Flamengo por 4 a 3, o River por 3 a 0, empatou por 2 a 2 com o Tiradentes, e venceu o Piauí por 2 a 1, tudo no Albertão, em Teresina. O Auto Esporte ficou com o título com sete pontos, contra seis do Tiradentes.

A campanha do Auto Esporte-PI:
34 jogos | 18 vitórias | 5 empates | 10 derrotas | 63 gols marcados | 40 gols sofridos


Foto Ademar Danilo/Placar

Confiança Campeão Sergipano 1983

O Confiança colocou ponto final em uma fila de sete anos e voltou a ser campeão sergipano em 1983. O título representou a nona conquista na história do clube de origem operária.

A competição foi disputada com oito times em três fases. Em todas elas, os participantes se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando para um quadrangular, o líder com um ponto extra para a fase final. A etapa seguinte foi realizada em dois turnos, com o primeiro colocado se garantindo na fase final com outro ponto de bonificação. A decisão foi composta pelos vencedores das três fases.

A campanha do Confiança teve início na vitória por 1 a 0 sobre o Estanciano fora de casa. Nos outros seis jogos, o time venceu três, empatou dois e perdeu um, terminando na vice-liderança da primeira fase com dez pontos, três a menos que o líder Sergipe. No quadrangular, o Dragão do Bairro Industrial venceu três partidas e empatou outras três, o que valeu a liderança com nove pontos e a vaga na final.

Na segunda fase, o Confiança estreou novamente contra o Estanciano, em um empate por 2 a 2 em Aracaju. Na sequência, o Proletário venceu duas vezes, empatou duas e perdeu outras duas, acabando em quarto lugar com oito pontos, dois a menos que o líder Estanciano. No quadrangular, a equipe venceu quatro jogos, empatou um e perdeu outro. Novamente com nove pontos, o Confiança ficou em primeiro e somou o segundo ponto extra para a decisão.

O Confiança ficou mais tímido na terceira fase. Abriu com empate sem gols com o Cotinguiba, seguido por mais três empates, duas derrotas e apenas uma vitória. Com seis pontos, o Dragão ficou em quinto lugar, fora do quadrangular e cinco pontos distantes do líder Sergipe, que levou o segundo ponto extra e ganharia ainda um terceiro, pois liderou o quadrangular seguinte.

A fase final ficou composta por Sergipe, com três pontos, Confiança, com dois, e o Estanciano, com um ponto extra e com a melhor campanha entre os não-vencedores de fase. O Proletário estreou no empate por 0 a 0 no clássico com o Sergipe, seguido por outra igualdade sem gols com o Estanciano. No terceiro jogo, o Confiança fez 2 a 1 no rival do interior sergipano e foi a seis pontos, assim como o próprio adversário. O Sergipe estava com quatro.

A última partida juntou Confiança e Sergipe para o segundo clássico no Batistão, em Aracaju. O empate bastava para o título azul, enquanto o rival vermelho deveria vencer para forçar um empate tríplice e a realização de outro triangular. Mas o Dragão segurou o 0 a 0 e confirmou o título estadual.

A campanha do Confiança:
37 jogos | 16 vitórias | 15 empates | 6 derrotas | 42 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Luís Moreira/Placar

Brasília Campeão Candango 1983

O Brasília conquistou o bicampeonato e o sexto título estadual candango em 1983, reafirmando sua posição hegemônica na década de 1980 após uma campanha de altos e baixos.

Oito clubes participaram do quase interminável Candangão de 1983. Mas o regulamento foi simples: nas três primeiras fases, os times atuaram em dois turnos, com o líder se classificando para a fase final. Na quarta fase, os enfrentamentos aconteceram em um turno só, também como o primeiro colocado passando à decisão, que poderia ter dois, três ou quatro times.

O Brasília iniciou campanha na primeira fase com empate por 1 a 1 com o Tiradentes. Nos outros 13 jogos, venceu seis, empatou cinco e perdeu dois, terminando com 19 pontos. O Colorado do Cerrado ficou empatado na pontuação com o Taguatinga, e a situação forçou a realização de um jogo extra entre as equipes. No Estádio Pelezão, no Guará, o Brasília venceu por 2 a 1 e garantiu seu lugar na decisão.

Na segunda fase, o Brasília estreou com empate sem gols com o Vasco de Cruzeiro. Nas demais 13 partidas, o time venceu cinco, empatou quatro e perdeu quatro, o que valeu 15 pontos para o Colorado, três a menos que o líder Taguatinga, que se classificou para a final.

O desempenho do Brasília seguiu em queda na terceira fase. A equipe estreou com empate por 1 a 1 com o Guará, seguindo com apenas mais duas vitórias, seis empates e cinco derrotas na sequência de jogos. Com 12 pontos, o Colorado do Cerrado ficou muito distante do líder Guará, que somou 22 pontos e avançou para a etapa decisiva.

A ascensão vermelha seria vista na quarta fase, mais curta. O Brasília iniciou com vitória por 2 a 0 sobre o Guará. Depois, acumulou mais quatro vitórias e dois empates em seis partidas, o que deu a liderança ao clube com 12 pontos.

Embalado, o Brasília foi ao triangular final contra Taguatinga e Guará. No Pelezão, o time estreou com empate por 1 a 1 com o Taguatinga. Na segunda rodada, o Guará venceu o Taguatinga e tirou as chances de título do adversário. Na terceira rodada, de novo no Pelezão, o Colorado venceu o Guará por 1 a 0 e confirmou o título.

A campanha do Brasília:
52 jogos | 22 vitórias | 19 empates | 11 derrotas | 66 gols marcados | 43 gols sofridos


Foto Tagashi Nakagomi/Placar