Vasco Campeão Carioca 1987

De cinco em cinco anos, o Vasco deixava todos para trás e levantava o título carioca na década de 1980. Depois de ser campeão em 1977 e 1982, o clube voltou a ser campeão estadual em 1987, chegando a 16 títulos ao todo. Uma conquista liderada por uma dupla de ataque de peso: Roberto Dinamite e Romário.

O estadual do Rio de Janeiro juntou 14 participantes em três fases. Nas duas primeiras, a Taça Guanabara e a Taça Rio, todos se enfrentaram em turno único. O vencedor de cada etapa avançou tanto a para a terceira fase quanto para a fase final. A terceira etapa reuniu os ganhadores das fases anteriores e os dois melhores times da tabela geral somada em um quadrangular de turno único, a Taça Taça Euzébio de Andrade. O líder desta também se classificou para a fase final, realizada em um triangular.

A campanha do Vasco teve início na vitória por 1 a 0 sobre o Olaria. Na sequência da Taça Guanabara, o clube venceu mais sete partidas, empatou quatro e perdeu uma, chegando a 20 pontos. Com um ponto de vantagem sobre o Fluminense, o cruz-maltino foi o líder e venceu a primeira fase do estadual.

Na Taça Rio, o Vasco manteve exatamente a mesma campanha da primeira fase, com oito vitórias, quatro empates uma derrota em 13 jogos. A estreia foi novamente contra o Olaria, desta vez empatando por 1 a 1. Os destaques da trajetória na segunda fase foram as goleadas por 6 a 0 sobre Mesquita e Cabofriense, além do 5 a 1 sobre o Porto Alegre. Porém, mesmo com o desempenho alto e os mesmos 20 pontos da etapa anterior, o cruz-maltino acabou em segundo, três pontos atrás do líder Bangu.

Na terceira fase, o Gigante da Colina enfrentou Bangu, Flamengo e Fluminense. Na estreia, empatou sem gols com os rubro-negros. Na segunda rodada, perdeu por 2 a 0 para os tricolores. Por fim, venceu os alvirrubros por 3 a 0 e encerrou na vice-liderança com quatro pontos, um atrás do líder Flamengo.

O triangular final reuniu Vasco, Bangu e Flamengo para três partidas no Maracanã. Na abertura, o cruz-maltino fez 4 a 0 no Bangu, abrindo ótima vantagem. Na segunda rodada, os alvirrubros levaram 1 a 0 do Flamengo e foram eliminados, deixando a disputa para vascaínos e rubro-negros. A última partida reuniu mais de 114 mil torcedores para o Clássico dos Milhões decisivo, onde o Vasco jogava pelo empate. Mas o time chegou ao título ao vencer por 1 a 0, gol de Tita.

A campanha do Vasco:
31 jogos | 19 vitórias | 9 empates | 3 derrotas | 61 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Antônio Carlos Mafalda/Placar

São Paulo Campeão Paulista 1987

Aproveitando-se de ótimo momento que vivia desde 1985, o São Paulo partiu rumo a mais um título paulista em 1987, chegando a 14 taças estaduais em sua história. O clube vinha embalado pela conquista do Campeonato Brasileiro de 1986, obtida já em 1987 devido ao calendário nacional atrasado.

A competição contou com 20 participantes e repetiu o regulamento que vinha sendo utilizado desde 1985, com todos os times se enfrentando em dois turnos, e o líder de cada metade avançando à semifinal ao lado das duas melhores campanhas na soma das 38 rodadas. Mas um detalhe foi adicionado pela Federação Paulista de Futebol: os líderes de turno só teriam vaga na fase final se também acabassem entre os quatro primeiros na tabela geral. Essa mudança visava evitar o desinteresse do líder da primeira metade durante a disputa da segunda.

Apesar da empolgação pelo título nacional, o São Paulo demorou para evoluir no estadual. Na estreia, venceu o Santo André por 2 a 1 no Morumbi. Depois, abusou dos empates na primeira fase e ficou longe das primeiras colocações. Nas 18 partidas seguintes, o tricolor só venceu cinco, empatou nove e perdeu quatro. Com 21 pontos, o time ficou em sexto, cinco pontos atrás do líder Palmeiras.

O São Paulo precisava ampliar a regularidade no segundo turno se quisesse ir à fase final. Na abertura, a equipe empatou sem gols com o Mogi Mirim em casa, seguido de derrota por 2 a 0 para o Juventus fora. A primeira vitória aconteceria na terceira rodada, por 4 a 0 sobre o Santo André, também fora de casa. A partir de então, o tricolor subiu de rendimento, engatando mais oito vitórias, seis empates e duas derrotas. O time acabou em segundo lugar com 25 pontos, cinco a menos que o líder Corinthians.

No fim, os quatro grandes paulistas avançaram à semifinal: o Palmeiras manteve a regularidade e foi o segundo na tabela geral; o Corinthians protagonizou um incrível recuperação, pulando de 18º na primeira metade para quarto na soma total; o Santos fez a melhor campanha mesmo sem liderar nenhum turno; e o São Paulo acabou em terceiro. O adversário tricolor na semi foi o Palmeiras, conseguindo avançar para a final após empatar por 0 a 0 na ida e vencer por 3 a 1, ambos os jogos no Morumbi.

Na final, o São Paulo enfrentou o Corinthians, que passou pelo Santos depois de golear por 5 a 1. As duas partidas aconteceram no Morumbi. Na primeira, Lê e Edivaldo anotaram os gols da vitória tricolor por 2 a 1. Na segunda, bastou ao time são-paulino segurar o empate por 0 a 0 para ficar com o título.

A campanha do São Paulo:
42 jogos | 17 vitórias | 18 empates | 7 derrotas | 61 gols marcados | 42 gols sofridos


Foto Sérgio Berezovsky/Placar

Desportiva Campeã Capixaba 1986

O Campeonato Capixaba voltou a ter a Desportiva Ferroviária como campeã em 1986, depois de dois anos. A 11ª conquista grená foi a última antes do fim de uma hegemonia que estava restrita entre o clube e o rival Rio Branco desde 1977, antes da porteira ser aberta para outra forças do Espírito Santo.

O torneio foi disputado por oito equipes. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com o líder garantindo o passe para a fase final com um ponto extra. A decisão do campeonato foi realizada em um quadrangular final de dois turnos com os vencedores das duas fases anteriores e os dois times de melhor campanha entre os demais.

A Desportiva iniciou a competição fora de casa, no empate por 1 a 1 com o Estrela do Norte. A primeira vitória aconteceu na partida seguinte em Cariacica, por 2 a 0 sobre o Ibiraçu. Nos outros cinco jogos, a Locomotiva obteve outras quatro vitórias e um empate, o que rendeu a liderança de modo tranquilo ao time, com 12 pontos, três a mais que o vice Rio Branco.

Mesmo classificado à etapa final e com um ponto extra, a Desportiva manteve o ritmo na segunda fase. Na estreia, a equipe empatou por 1 a 1 com o Ibiraçu fora de casa. Na sequência, manteve uma invencibilidade com quatro vitórias e dois empates nas seis partidas seguintes. Com 11 pontos, a Tiva acabou igualada com o Guarapari na liderança. A situação forçou a realização de um jogo extra, pois o regulamento não previa outros critérios. O desempate acabou com derrota grená por 1 a 0.

O quadrangular final começou com Desportiva e Guarapari tendo um ponto sobre Rio Branco e Estrela do Norte. Na abertura, a Locomotiva fez 2 a 1 sobre o Estrela em Cachoeiro do Itapemirim. Depois, engatou mais duas vitórias e um empate, chegando a oito pontos na quinta rodada. A chance de o título vir com uma partida de antecedência era real, mas a Tiva levou 1 a 0 do Guarapari em pleno Engenheiro Araripe e viu o adversário também ir a oito pontos.

A decisão do título foi para a última rodada, e a Desportiva foi ao Kleber Andrade para enfrentar o Rio Branco sem depender apenas de si: a equipe precisava da vitória junto a um tropeço do Guarapari diante do Estrela do Norte. Mas tudo deu certo, pois o Guarapari apenas empatou com o Estrela, enquanto a Locomotiva fez 2 a 1 sobre o maior rival, com gols de Edmilson e Enéas.

A campanha da Desportiva:
21 jogos | 13 vitórias | 6 empates | 2 derrotas | 33 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Arquivo/Desportiva

Operário-MS Campeão Sul-Mato-Grossense 1986

O principal campeão do futebol do Mato Grosso do Sul voltou a levantar a taça depois de três anos. Em 1986, o Operário dominou o estadual do início ao fim e conquistou o quinto título em sua história.

O campeonato foi realizado com oito times em duas grandes fases. Nelas, todos se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores passando para a semifinal, e os vencedores indo para a final. O ganhador de cada fase avançou para o quadrangular final, ao lado dos dois clubes de melhor campanha. Porém, se uma mesma equipe vencesse as duas fases, ela seria campeã de maneira antecipada.

A campanha do Operário teve início fora de casa, na vitória por 2 a 0 sobre o Comercial de Ponta Porã. Nos outros seis jogos da primeira fase, o time venceu mais quatro, empatou um e perdeu um, encerrando na liderança com 11 pontos, batendo o vice Ubiratan no saldo de gols. Na semifinal, o Galo sofreu um pouco diante do Aquidauana, pois perdeu a ida fora de casa por 1 a 0. Na volta, em Campo Grande, a equipe venceu por 2 a 0 e foi à final, onde encontrou seu maior rival, o Comercial. No primeiro jogo, os times empataram por 2 a 2. Na segunda partida, o Operário venceu por 2 a 1 e carimbou a vaga na fase decisiva.

Na segunda fase, o Operário estreou com empate sem gols com o Douradense em casa, seguido por derrota por 1 a 0 para o Ubiratan fora. A recuperação começaria na terceira rodada, na vitória por 1 a 0 sobre o Aquidauana em Campo Grande. Depois, o Galo venceu mais três partidas e perdeu uma, encerrando em uma tripla liderança com nove pontos, ao lado de Douradense e Ubiratan. Desta vez, foi o número de vitórias que fez a diferença para os alvinegros: quatro, contra três e duas, respectivamente, dos adversários. Na semifinal, o Operário superou o Comercial após perder a ida por 1 a 0 e vencer a volta por 3 a 0.

Na final da segunda fase, o Operário enfrentou o Douradense, que passou pelo Ubiratan. A decisão ganhou dois significados: o título antecipado para o Galo, ou a vitória do Douradense que levaria ao quadrangular com outros dois clubes. Na ida, em Dourados, o Operário empatou por 1 a 1. Na volta, no Morenão, em Campo Grande, os alvinegros venceram por 1 a 0 e confirmaram a conquista.

A campanha do Operário-MS:
22 jogos | 13 vitórias | 4 empates | 5 derrotas | 38 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Paulo Ribas/Placar

Flamengo-PI Campeão Piauiense 1986

O Flamengo retomou sua força em 1986 e faturou o título piauiense depois de dois anos, chegando a 13 conquistas ao longo do tempo e abrindo um período de hegemonia que o levaria a um tricampeonato.

Oito clubes participaram do estadual. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores passando para um mata-mata. O vencedor de cada qualificatória se classificou para a fase final. A decisão do torneio reuniu os dois ganhadores de fases e o time de melhor campanha geral em um triangular de turno único.

Na primeira fase, o Flamengo estreou com vitória por 2 a 0 sobre o Comercial de Campo Maior fora de casa. Nos outros seis jogos, venceu três e empatou outros três, encerrando na segunda colocação com 11 pontos, um a menos que o líder Caiçara. Na semifinal, porém, o Leão do Pirajá perdeu por 2 a 0 para o River e perdeu a primeira chance de se classificar. O próprio River foi o vencedor da etapa, batendo o Caiçara em duas partidas.

Após a frustação, o Flamengo retomou o bom nível na segunda fase. Na abertura, o rubro-negro bateu o Comercial por 4 a 2 em Teresina. Na sequência, engatou mais quatro vitórias, com um empate e uma derrota completando a campanha. Com 11 pontos, o Leão ficou na liderança com a mesma pontuação que o Piauí, mas com uma vitória a mais e três gols a mais de saldo. Na semifinal, o Flamengo derrotou o Parnahyba por 1 a 0. Na final, no reencontro com o River, venceu a ida por 3 a 1 e empatou a volta por 1 a 1, garantindo a vaga na etapa final.

Flamengo e River venceram as duas fases do torneio e chegaram ao triangular final junto com o Piauí, que fez a melhor campanha abaixo dos dois rivais. Todos os jogos aconteceram no Albertão, em Teresina. Os primeiros a entrarem em campo foram River e Piauí, que empataram por 1 a 1. Na segunda rodada, o Leão fez 3 a 0 no adversário rubro-anil, eliminando-o da disputa.

A decisão do título ficou restrita ao confronto entre Flamengo e River na última rodada. Os tricolores precisavam vencer a qualquer custo, enquanto aos rubro-negros bastava o empate. Com o regulamento debaixo do braço, o Leão do Pirajá segurou a igualdade sem gols e conquistou o título em cima de seu principal oponente.

A campanha do Flamengo-PI:
20 jogos | 12 vitórias | 6 empates | 2 derrotas | 41 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Arquivo/Flamengo-PI

Confiança Campeão Sergipano 1986

O Campeonato Sergipano voltou a ter o Confiança como campeão estadual em 1986, depois de três anos e dois campeonatos longe das finais. A conquista representou o décimo título na história do clube.

O torneio foi realizado por oito participantes. Nas duas primeiras fases, os times se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando para um quadrangular também de turno único. O vencedor de cada quadrangular avançou para a fase final. A etapa final reuniu os ganhadores dos quadrangulares mais os líderes e vices dos turnos. O estadual também distribuiu vários pontos extras: dois para os líderes de turno, e um para os vices e líderes dos quadrangulares.

O Confiança estreou na competição com vitória por 1 a 0 sobre o Santa Cruz de Estância. Nos outros seis jogos da primeira fase, venceu três, empatou dois e perdeu um, encerrando na segunda posição com dez pontos e um extra para a fase final. No quadrangular, o Proletário empatou sem gols com o Estanciano, perdeu por 3 a 1 para o Sergipe e empatou por 1 a 1 com o Itabaiana. A equipe somou apenas dois pontos e terminou na última colocação, três pontos atrás do líder Sergipe.

Na segunda fase, o Confiança iniciou com vitória por 1 a 0 sobre o Olímpico. Depois, venceu mais duas vezes, empatou duas e perdeu duas, terminando em quarto lugar com oito pontos, dois a menos que os líderes Vasco de Aracaju e Itabaiana. No quadrangular, o Dragão perdeu por 2 a 1 para o Vasco, empatou por 1 a 1 com o Itabaiana e venceu o Estanciano por 1 a 0. Com três pontos, o Confiança ficou na segunda colocação, um a menos que o líder Estanciano.

Cinco times avançaram para a fase final, realizada em dois turnos: Confiança (com um ponto extra), Sergipe (com um ponto), Itabaiana (com três pontos), Vasco (com dois pontos) e Estanciano (com um ponto). Mesmo em desvantagem em relação a Itabaiana e Vasco, o Proletário manteve-se firme. Na abertura do pentagonal, fez 2 a 1 no Vasco. Na sequência, venceu três partidas, empatou duas e perdeu uma, indo a 11 pontos na penúltima rodada. Na liderança, o Dragão estava um ponto a frente do vice Sergipe, com ambos tendo um confronto direto de decidir o título.

Na última rodada, Confiança e Sergipe disputaram o Clássico Maior no Batistão. Jogando pelo empate, o Proletário segurou o 0 a 0 contra seu principal rival e faturou o título estadual.

A campanha do Confiança:
28 jogos | 12 vitórias | 10 empates | 6 derrotas | 24 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Dias Soares/Placar

Sobradinho Campeão Candango 1986

O Sobradinho conquistou o bicampeonato candango em 1986, mantendo a hegemonia obtida um ano antes. Porém, o título foi o último antes de o clube entrar em um longo período de fila.

O campeonato foi disputado por oito equipes em duas fases idênticas. Em cada etapa, os participantes se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando para um mata-mata. O vencedor de cada fase avançou para o mata-mata decisivo, que recebeu também os dois clubes de melhor campanha na soma geral. O ganhador de cada semifinal fez a final.

A campanha do Sobradinho teve início em casa, no Augustinho Lima, na vitória por 3 a 1 sobre o Ceilândia. Nos outros seis jogos da primeira fase, o time venceu três, empatou dois e perdeu um, terminando na terceira colocação com dez pontos, um a menos que o líder Brasília. Na semifinal, o Leão da Serra bateu o Taguatinga por 1 a 0 fora de casa. Na final, derrotou o Brasília duas vezes, por 2 a 0 na ida em casa e de novo por 2 a 0 na volta fora, no Mané Garrincha. Os resultados classificaram o Sobradinho para a semifinal geral.

Na segunda fase, o Sobradinho estreou novamente com vitória, por 1 a 0 sobre o Planaltina no Augustinho Lima. Na segunda rodada, também em casa, fez 1 a 0 sobre o Gama. Na terceira rodada, o Leão da Serra empatou por 1 a 1 com o Taguatinga, mas ficou sem o ponto somado porque escalou um jogador de maneira irregular. Nas demais quatro partidas, os alvinegros venceram uma, empataram uma e perderam duas, encerrando na sexta colocação com sete pontos. Brasília, Taguatinga, Ceilândia e Tiradentes foram os classificados para o mata-mata, e o vencedor foi o Taguatinga.

A fase final do Candangão reuniu Sobradinho e Taguatinga, ganhadores das duas fases, mais Brasília e Tiradentes, os donos das melhores campanhas no geral. A semifinal foi realizada em partida única, mas o Sobradinho ficou no empate sem gols com o Brasília. Sem disputa de pênaltis prevista no regulamento, uma nova partida foi realizada, e esta também acabou 0 a 0. Para resolver a classificação, o Leão da Serra fez valer sua melhor campanha.

O Sobradinho enfrentou o Taguatinga na decisão em duas partidas, ambas no Mané Garrincha. Na ida, o Leão da Serra empatou por 2 a 2. Na volta, venceu por 1 a 0 e garantiu sua segunda conquista.

A campanha do Sobradinho:
21 jogos | 11 vitórias | 6 empates | 4 derrotas | 25 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Tagashi Nakagomi/Placar