Bahia Campeão Baiano 1986

O Bahia recuperou a hegemonia estadual em 1986 e voltou a aumentar a sua impressionante conta de títulos, chegando a 35 conquistas em 55 anos de existência, um número insuperável.

O regulamento do campeonato juntou 12 times na disputa de três fases. Nas duas primeiras, os participantes foram divididos em dois grupos. Na primeira etapa, as equipe de uma chave enfrentaram as da outra em dois turnos. Na segunda, os enfrentamentos foram dentro de cada grupo. O líder de cada chave disputou a final de fase, valendo uma vaga na etapa final e dois pontos extras. A fase final trouxe, em um quadrangular de dois turnos, o ganhador das fases anteriores e os donos das melhores campanhas no geral, valendo o título.

A estreia do Bahia foi realizada contra o Galícia, com triunfo tricolor por 1 a 0. Nas dez partidas seguinte, o Tricolor de Aço triunfou mais seis vezes, empatou quatro e perdeu uma, encerrando na liderança do grupo B com 18 pontos. Na final da primeira fase, o Bahia enfrentou o Vitória. Na ida, ganhou por 2 a 1. Na volta, empatou por 1 a 1 e comemorou a vaga na decisão, com dois pontos extras.

Na segunda fase, o Bahia manteve-se forte. Na abertura, empatou por 1 a 1 com a ABB, fora de casa, seguido por um 0 a 0 com o Fluminense em Feira de Santana. O primeiro triunfo veio na terceira rodada, na goleada por 6 a 1 sobre o Atlético Alagoinhas, na Fonte Nova. Nos outros sete jogos, o Esquadrão venceu cinco e perdeu dois, terminando outra vez na liderança do grupo B, com 14 pontos. Na decisão, novamente em dois Bavis, o Bahia ganhou tanto na ida quanto na volta por 2 a 0, o que lhe valeu mais dois pontos a mais na fase final.

Com quatro pontos de vantagem sobre os adversários, o Bahia foi ao quadrangular final com Vitória, Catuense e Leônico. Na primeira rodada, o Tricolor de Aço bateu o Leônico por 1 a 0. Depois, o time fez o histórico Bavi em que goleou o Vitória por 5 a 0. Na terceira rodada, derrotou a Catuense por 1 a 0 e ficou a um passo de ser campeão. Após três jogos, o Bahia era o líder com dez pontos, contra quatro da Catuense. Só estes possuíam chances de título.

Na quarta rodada, o Bahia enfrentou o já eliminado Vitória na Fonte Nova, dependendo unicamente de si para levantar a taça. Com gol de Cláudio Adão, a equipe tricolor empatou por 1 a 1 com o rival, foi a 11 pontos e ficou inalcançável pelos adversários, garantindo a conquista antecipada em duas rodadas. 

A campanha do Bahia:
32 jogos | 19 triunfos | 8 empates | 5 derrotas | 54 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Sérgio Berezovsky/Placar

Coritiba Campeão Paranaense 1986

O Coritiba estava na crista da onda. Em 1985, o clube chocou o Brasil ao ser campeão do Campeonato Brasileiro, em cima do Bangu em pleno Rio de Janeiro. Em 1986, foi a vez de voltar a mandar no Campeonato Paranaense, com a conquista do 28º título, depois de encarar sete anos de fila.

A competição foi realizada com 12 times em duas fases. Em ambas, os participantes se enfrentaram em turno único, com os quatro primeiros avançando para um quadrangular de dois turnos, e um ponto extra para o líder. O vencedor de cada quadrangular se classificou para a final do estadual.

Enquanto se preparava para estrear na Libertadores, o Coritiba deu início ao estadual. Na abertura, a equipe venceu o Apucarana por 4 a 2 fora de casa. Apesar da boa estreia, o Coxa alternou bons e maus momentos na primeira fase, ao vencer cinco e perder cinco nas outras dez partidas que disputou, com destaques para a vitória por 2 a 1 sobre o Athletico e a derrota por 4 a 1 para o Matsubara, ambos no Couto Pereira. Com 12 pontos, o Coritiba acabou na quinta colocação, fora do quadrangular. Pinheiros, Platinense, Cascavel e Londrina seguiram, e a vaga na final ficou com o rival azul de Curitiba.

Na segunda fase, o Coritiba voltou a fazer a primeira partida contra o Apuracana, vencendo-o por 3 a 1 no Couto Pereira. Desta vez, os resultados melhoraram e o time continuou com mais cinco vitórias, cinco empates e uma derrota nos dez jogos restantes. O Coxa somou 15 pontos e terminou na liderança, um ponto a frente de Londrina, Pinheiros e Cascavel.

Com um ponto extra, o Coritiba entrou no quadrangular da segunda fase. A primeira partida foi disputada contra o Londrina no Couto Pereira, com vitória por 1 a 0. Nas cinco partidas seguintes, a equipe venceu mais duas vezes e empatou três, chegando a dez pontos. A campanha foi idêntica ao do Pinheiros, mas o ponto de bônus fez a diferença a favor do Coxa, que avançou para a decisão.

Na final, o Coritiba encarou o Pinheiros. A partida de ida aconteceu na Vila Olímpica do Boqueirão. Na casa do rival, o Coxa não se intimidou e venceu por 1 a 0, gol de Tostão. A volta foi realizada no Couto Pereira. Com a vantagem adquirida no primeiro jogo, o Coritiba atuou ainda mais leve no segundo confronto e confirmou o título ao vencer por 3 a 0, gols marcados por Índio, Ademir e outro de Tostão.

A campanha do Coritiba:
30 jogos | 16 vitórias | 8 empates | 6 derrotas | 44 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Vasco Campeão Brasileiro Feminino Série A2 2026

Um dos verdadeiros pioneiros do futebol feminino no Brasil, o Vasco recuperou seu lugar de direito em 2026. Ao ser campeão da Série A2 do Brasileirão, o Cruz-maltino carimbou o retorno à primeira divisão a partir de 2027, 11 anos depois da última participação. Mais longe ainda, o clube retomou uma tradição de títulos que remonta ao tetracampeonato da Taça Brasil em 1993, 1994, 1995 e 1998.

O Campeonato Brasileiro da Série A2 passou por uma reformulação histórica em 2026. O número de participantes continuou em 16, mas a CBF acabou com a divisão por grupos e fez uma primeira fase em que todos os times se enfrentassem. Desta forma, o número mínimo de partidas mais que dobrou para as equipes, de sete para 15. O restante seguiu igual, com os oito melhores classificando-se ao mata-mata.

Desde a primeira rodada, o Vasco mostrou que era o maior favorito ao acesso e ao título. Na estreia, o time fez 2 a 1 no Ação, em partida no Nivaldão, em Nova Iguaçu. Depois, as Meninas da Colina foram ao interior paulista para vencer o AD Taubaté também por 2 a 1. A grande sequência seguiu com vitórias em cima de Pérolas Negras, Itabirito, Sport, Paysandu, Itacoatiara, Atlético-PI, Rio Negro-RR, Doce Mel, Ceará, Vila Nova e UDA, além de empates com 3B da Amazônia e Minas Brasília. Com 41 pontos acumulados em 13 triunfos e duas igualdades, o Cruz-maltino foi o líder da primeira fase.

Nas quartas de final, o Vasco carimbou o acesso em cima do AD Taubaté, ao vencer a ida por 2 a 1 no Joaquinzão e a volta por 2 a 1 em São Januário. Na semifinal, foi a vez de eliminar o Atlético-PI com duas goleadas, por 4 a 1 em Teresina e por 4 a 0 no Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro.

O Vasco encarou o Itabirito na final. O clube mineiro, antes de se mudar para Varginha e criar outra identidade, passou por Sport e Minas Brasília. A ida foi realizada na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Com gols de Fernanda Marcela, Vanessa Arce e Lourdes González, as Meninas da Colina venceram por 3 a 1. Na volta, em São Januário, as cruz-maltinas levaram dois sustos com os gols do Itabirito, mas Ju Santos descontou para 2 a 1. A derrota tirou a invencibilidade vascaína, mas não o título.

A campanha do Vasco:
21 jogos | 18 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 68 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Thiago Ribeiro/Staff Images/CBF

Atlético-MG Campeão Mineiro 1986

A década de 1980 foi do Atlético em Minas Gerais. Em 1986, o clube conquistou o bicampeonato mineiro e o oitavo título nas últimas nove temporadas transcorridas. A conquista simbolizou a 32ª taça para o Galo, 11 a mais em relação ao rival Cruzeiro naquele momento.

O campeonato foi disputado por 16 equipes. Nas duas grandes fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com o líder de cada etapa avançando para a fase final ao lado dos dois times de melhor campanha na soma geral. Porém, se um mesmo clube fosse o primeiro colocado em cada turno, este seria campeão de maneira antecipada.

Na estreia da primeira fase, chamada também de Taça Minas Gerais, o Atlético empatou por 1 a 1 com o América, seguido por outro empate por 1 a 1 com o Nacional de Uberaba no interior mineiro. A primeira vitória veio na terceira rodada, ao bater o Uberaba por 3 a 1, ainda no Triângulo. O primeiro triunfo em Belo Horizonte veio de maneira avassaladora, por 8 a 1 sobre o Fabril. Nos demais 11 jogos, o Galo obteve nove vitórias e dois empates, garantindo a liderança com extrema folga, somando 26 pontos, cinco a mais que o vice Cruzeiro e o terceiro colocado Uberlândia.

Já classificado à fase final, o Atlético queria mesmo era ser campeão antecipado. Na abertura, o time fez 2 a 0 no Democrata de Sete Lagoas em Belo Horizonte. A primeira derrota veio na segunda rodada, ao levar 3 a 0 do Uberlândia no Parque do Sabiá. Mas o Galo se recuperou com oito vitórias e dois empates nas 11 partidas seguintes, além de ter perdido outro jogo. Ao final da 13ª rodada, o alvinegro era o líder com 20 pontos, contra 18 do Uberlândia, 17 do Fabril e 16 do Cruzeiro e do América.

Na penúltima rodada, cinco times tinham chance de liderança, mas só o Atlético podia confirmá-la com antecedência. E isto também daria o título ao Galo. No Mineirão, o time recebeu o Esportivo de Passos, que já estava longe de qualquer pretensão no torneio. Com três gols de Nunes, dois de Everton e um de Renato, o Atlético goleou por 6 a 0 e carimbou o título faltando uma partida para o fim.

A campanha do Atlético-MG:
30 jogos | 21 vitórias | 7 empates | 2 derrotas | 69 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Atlético-MG

Os campeões do Brasileirão Sub-20 (era CBF)

Mais uma para nossa série das divisões de base. Agora com o Brasileirão Sub-20, competição que teve uma fase passada e tem uma atual. De 2006 a 2014, quem a organizava era a FGF (Federação Gaúcha de Futebol), sempre no fim de cada ano. A partir de 2015, a CBF passou a ter sua mão no torneio, passando a ser disputado durante a temporada.

Aqui, vamos abordar apenas a era CBF. Portanto, nada dos campeões da era FGF.

Campeões da era CBF

Em 2026, o Vasco foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi vice-líder. Nas quartas de final, eliminou o Cruzeiro. Na semifinal, bateu o Santos. Na final, perdeu para o Palmeiras por 1 a 0 no Rio de Janeiro e venceu por 2 a 0 em São Paulo.

Foto Rafael Ribeiro/CBF

Em 2025, o Palmeiras foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder. Nas quartas de final, eliminou o Juventude. Na semifinal, bateu o Cruzeiro. Na final, empatou com o Bragantino por 1 a 1 em Bragança Paulista e por 0 a 0 em São Paulo, vencendo por 4 a 3 nos pênaltis.

Foto Fábio Menotti/Palmeiras

Em 2024, o Palmeiras foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder. Nas quartas de final, eliminou o Santos. Na semifinal, bateu o Athletico-PR. Na final, empatou com o Cruzeiro por 2 a 2 em Belo Horizonte e venceu por 3 a 0 em São Paulo.

Foto Rafael Ribeiro/CBF

Em 2023, o Flamengo foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo A. Nas quartas de final, eliminou o Ahletico-PR. Na semifinal, bateu o Santos. Na final, empatou com o Palmeiras por 0 a 0 em Volta Redonda, vencendo por 3 a 2 nos pênaltis.

Foto Nayra Halm/Staff Images/CBF

Em 2022, o Palmeiras foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi vice-líder do grupo A. Nas quartas de final, eliminou o Vasco. Na semifinal, bateu o Athletico-PR. Na final, venceu o Corinthians por 1 a 0 em São Paulo.


Foto Thaís Magalhães/CBF

Em 2021, o Internacional foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi sétimo colocado. Nas quartas de final, eliminou o Palmeiras. Na semifinal, bateu o Atlético-MG. Na final, venceu o São Paulo por 2 a 0 em Porto Alegre e empatou por 1 a 1 em São Paulo.


Foto Marco Galvão/CBF

Em 2020, o Atlético-MG foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder. Nas quartas de final, eliminou o Palmeiras. Na semifinal, bateu o Corinthians. Na final, venceu o Athletico-PR por 2 a 1 em Belo Horizonte e perdeu por 1 a 0 em Curitiba, vencendo nos pênaltis por 5 a 4.

Foto Fábio Pinel/Atlético

Em 2019, o Flamengo foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi terceiro colocado. Nas quartas de final, eliminou o Fluminense. Na semifinal, bateu o Corinthians. Na final, perdeu para o Palmeiras por 1 a 0 em São Paulo e venceu por 3 a 0 em Cariacica.

Foto Lucas Figueiredo/CBF

Em 2018, o Palmeiras foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo B. Na segunda fase, foi líder do grupo E, na frente de Vitória, Corinthians e Internacional. Na semifinal, bateu o Fluminense. Na final, venceu o Vitória por 4 a 1 em Salvador e por 5 a 2 em São Paulo.

Foto Mauro Horita/CBF

Em 2017, o Cruzeiro foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi vice-líder do grupo D. Na segunda fase, foi vice do grupo F, superando Fluminense e Chapecoense. Na semifinal, bateu o Athletico-PR. Na final, empatou duas vezes com o Coritiba por 1 a 1, em Belo Horizonte e Curitiba, vencendo nos pênaltis por 7 a 6.

Foto Fernando Freire/GE

Em 2016, o Botafogo foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo A. Na segunda fase, foi vice do grupo E, superando Fluminense e Grêmio. Na semifinal, bateu o Coritiba. Na final, empatou com o Corinthians por 1 a 1 no Rio de Janeiro e venceu por 2 a 0 em São Paulo.

Foto Vitor Silva/Botafogo

Em 2015, o Fluminense foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo A. Na segunda fase, foi líder do grupo E, na frente de Flamengo, Palmeiras e Vasco. Na final, empatou com o Vitória por 1 a 1 no Rio de Janeiro e venceu por 3 a 0 em Salvador.

Foto Bruno Haddad/Fluminense

Campeões da era FGF
2014 - Corinthians
2013 - Internacional
2012 - Cruzeiro
2011 - América-MG
2010 - Cruzeiro
2009 - Grêmio
2008 - Grêmio
2007 - Cruzeiro
2006 - Internacional

Todas as campeãs do Brasileirão Feminino Sub-16 e Sub-17

A partir de 2019, a CBF passou a dar mais atenção também às categorias de base de futebol feminino. A entidade criou duas competições de categorias diferentes: o Brasileirão Sub-16 e o Brasileirão Sub-18. Em 2022, elas mudaram de estrutura, respectivamente, para sub-17 e sub-20.
Neste post, seguem as equipes campeãs do sub-16 (entre 2019 e 2021) e do sub-17 (desde 2022):

Em 2026, a Ferroviária foi a campeã. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo E. Nas quartas de final, eliminou o São Paulo. Na semifinal, bateu o Corinthians. Na final, empatou com o Internacional por 4 a 4 em Araraquara e venceu por 2 a 1 em Porto Alegre.

Foto Jonatan Dutra/Ferroviária

Em 2025, o Corinthians foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo D. Nas quartas de final, eliminou a Ferroviária. Na semifinal, bateu o Internacional. Na final, venceu o Grêmio por 2 a 0 em Porto Alegre.

Foto Edu Andrade/Staff Images/CBF

Em 2024, o Internacional foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo C. Na semifinal, eliminou o São Paulo. Na final, empatou com o Grêmio por 2 a 2 em Porto Alegre, vencendo por 4 a 3 nos pênaltis.

Foto Filipe Maciel/Internacional

Em 2023, o Grêmio foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo D. Na semifinal, eliminou o Internacional. Na final, empatou com o Flamengo por 2 a 2 em Belo Horizonte, vencendo por 5 a 3 nos pênaltis.

Foto Alessandra Torres/Staff Images Woman/CBF

Em 2022, o Internacional foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo B. Na semifinal, eliminou o São Paulo. Na final, venceu o Santos por 1 a 0 em Santos e por 2 a 1 em Porto Alegre.

Foto Victor Lannes/CBF

Em 2021, o Corinthians foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi vice-líder do grupo C. Na semifinal, eliminou o Minas Brasília. Na final, empatou com o Internacional por 1 a 1 em Sorocaba, vencendo por 4 a 2 nos pênaltis.

Foto Adriano Fontes/CBF

Em 2020, o Internacional foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi líder do grupo B. Na semifinal, eliminou o Santos. Na final, venceu o Minas Brasília por 2 a 0 em Sorocaba.

Foto Adriano Fontes/CBF

Em 2019, o São Paulo foi o campeão. Na primeira fase, o clube foi vice-líder do grupo C. Na semifinal, eliminou a Ferroviária. Na final, venceu o Santos por 1 a 0 em Belo Horizonte.

Foto Yuri Laurindo/CBF

Uberlândia Campeão Brasileiro Série D 2026

O Brasileirão da Série D passou por profundas transformações em 2026, acompanhando a reformulação do futebol nacional. O número de participantes saltou de 64 para 96 clubes, definidos via estaduais de 2025, Ranking da CBF e pelo descenso da Série C. A expansão alterou a primeira fase, que passou a contar com 16 grupos de seis integrantes, preservando a regionalização. O mata-mata ganhou uma etapa adicional para abrigar os 64 classificados da fase inicial. Além disso, o número de vagas de acesso à Série C aumentou de quatro para seis, adequando-se ao plano de ampliação da terceira divisão para 2027, o que introduziu um playoff de acesso entre os eliminados nas quartas de final.

Nesse cenário, a taça ficou com uma grande força do futebol mineiro. O Uberlândia conquistou o título da Série D pela primeira vez em sua história, voltando a erguer um troféu nacional 42 anos depois da Taça CBF de 1984, a Série B da época. O ano também ficou marcado pela parceria com a empresa de mobilidade Uber, que adquiriu o naming rights do clube e formalizou a grafia UberLÂNDIA.

Comandando por Danilo, campeão mundial como atleta no São Paulo e no Corinthians, o Uberlândia esteve no Grupo A11 da primeira fase, ao lado de Betim, CRAC, Ivinhema, Abecat e Operário-MS. O Furacão da Mogiana estreou com vitória por 1 a 0 sobre a Abecat, em Ouvidor, no interior de Goiás. O primeiro triunfo em casa, no Parque do Sabiá ocorreu na terceira rodada, ao bater o CRAC por 2 a 1, recuperando-se da derrota por 2 a 1 diante do Ivinhema, também em casa. Nas sete partidas restantes, a equipe teve três vitórias, três empates e uma derrota, avançando na liderança do grupo com 18 pontos.

Na segunda fase, o Uberlândia superou o Rio Branco-ES ao vencer por 2 a 0 em Cariacica e empatar por 2 a 2 no Parque do Sabiá. O roteiro se repetiu na terceira fase contra o Serra Branca: vitória por 1 a 0 no Amigão, em Campina Grande, e igualdade em 2 a 2 no Triângulo Mineiro.

Nas oitavas de final, o Verdão enfrentou a Portuguesa. No jogo de ida, no Parque do Sabiá, venceu por 2 a 0. Na partida de volta, no Canindé, a equipe confirmou a vaga mesmo com a derrota por 1 a 0. O duelo decisivo pelo acesso ocorreu nas quartas de final contra o CSA. No primeiro confronto, em Uberlândia, os donos da casa venceram por 1 a 0. Na partida de volta, no Rei Pelé, em Maceió, o Verdão voltou a se impor, venceu por 2 a 0 e assegurou o retorno à Série C após 23 anos de ausência.

Na semifinal, o adversário foi o ABC. Na ida, no Parque do Sabiá, o Uberlândia venceu por 1 a 0. Na volta, na Arena das Dunas, em Natal, o empate por 1 a 1 garantiu o Furacão da Mogiana na final.

A decisão foi realizada entre Uberlândia e ASA de Arapiraca, que superou Sergipe, Ivinhema, Cianorte, Goiatuba e Gama. No jogo de ida, no Fumeirão, em Arapiraca, o Uberlândia abriu grande vantagem ao vencer por 2 a 0, com gol de Jhonatan e um gol contra da defesa alagoana. A partida de volta foi disputada diante da torcida alviverde no Parque do Sabiá. O ASA chegou a sair na frente e colocar pressão no confronto, mas Marcos Calazans empatou em 1 a 1, decretando a conquista do Uberlândia.

A campanha do Uberlândia:
22 jogos | 12 vitórias | 7 empates | 3 derrotas | 29 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Rafael Ribeiro/CBF