Joinville Campeão Catarinense 1987

Após vencer a incrível sequência de oito títulos entre 1978 e 1985, o Joinville voltou a conquistar o Campeonato Catarinense em 1987, um ano depois de ter sido interrompido pelo Criciúma. A décima taça do clube veio para completar um ciclo de vitórias que começou junto com sua fundação em 1976, em um intervalo de 12 edições.

Dez times entraram em campo para a disputa. Nas duas primeiras fases, a Taça Aderbal Ramos da Silva e a Taça Kurt Meynerd, todos se enfrentaram em dois turnos, com os quatro melhores avançando para a semifinal. O vencedor de cada fase e as duas equipes de melhor campanha no geral disputaram o quadrangular final em dois turnos, valendo o título.

A campanha do Joinville iniciou com vitória por 1 a 0 sobre o Ferroviário de Tubarão em casa, no Ernestão. Nos 17 jogos seguintes, o time venceu sete, empatou oito e perdeu duas, encerrando na terceira colocação com 24 pontos, quatro a menos que os líderes Criciúma e Chapecoense. Na semifinal, o JEC bateu a Chapecoense após vencer a ida por 2 a 1 no Ernestão e empatar a volta por 1 a 1 em Chapecó. Na final, o Joinville perdeu as duas partidas por 2 a 0 para o Criciúma, e o rival ficou com a vaga no quadrangular final.

Na segunda fase, o JEC estreou com empate por 0 a 0 com o Marcílio Dias em Itajaí. Na sequência, a equipe venceu sete, empatou cinco e perdeu cinco jogos, encerrando em quarto lugar com 19 pontos, oito atrás em relação à líder Chapecoense. Na semifinal, o Joinville passou pelo Marcílio Dias ao vencer por 3 a 0 em casa e por 2 a 0 fora. Na final, o tricolor empatou as duas partidas sem gols com a Chapecoense, e ficou com a vaga no quadrangular decisivo pelo índice técnico.

Joinville e Criciúma juntaram-se a Chapecoense e Avaí no quadrangular final, momento em que o JEC cresceu mais que os adversários. Na abertura, o time empatou sem gols com o Avaí na Ressacada, seguido por vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense no Ernestão. Na terceira rodada, o tricolor empatou por 1 a 1 com o Criciúma em casa. No returno, o Joinville fez 3 a 1 no Avaí no Ernestão e 1 a 0 na Chapecoense no Índio Condá, chegando na liderança com oito pontos antes da última rodada, seguido pelo Criciúma com seis pontos.

Na última rodada, o Joinville visitou o Criciúma no Heriberto Hülse dependendo apenas do empate para ser campeão, enquanto os carvoeiros precisavam da vitória. Mas quem venceu e ficou com o título foi o próprio Joinville, por 2 a 0, gols de Geraldo e Nardela.

A campanha do Joinville:
50 jogos | 22 vitórias | 19 empates | 9 derrotas | 67 gols marcados | 36 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Santa Cruz Campeão Pernambucano 1987

O Santa Cruz buscou o bicampeonato pernambucano em 1987 e chegou na simbólica marca de 20 títulos estaduais, confirmando seu grande momento histórico e de grande prestígio nacionalmente, pois este resultado foi o motivo para o clube ser convidados para disputar a Copa União no mesmo ano.

A competição foi realizada com 11 equipes, sendo sete no grupo principal e quatro no grupo secundário. Nas três primeiras fases, os times do grupo principal se enfrentaram em dois turnos. O líder de cada turno jogou a decisão por uma vaga na final. Entre o fim e o início de cada etapa, o lanterna da chave principal trocou de lugar com o líder do outro agrupamento. Os vencedores de cada fase foram à final.

A campanha do Santa Cruz iniciou com vitória por 2 a 0 sobre o Atlético de Caruaru. Nos outros cinco jogos do primeiro turno da primeira fase, o time venceu mais três e empatou dois, encerrando na liderança com dez pontos. No segundo turno, a Cobra-coral voltou a bater o Atlético por 4 a 0. Depois, venceu mais quatro partidas e perdeu uma, indo novamente a dez pontos e garantindo novamente o primeiro lugar. Por ter liderado os dois turnos, o Santinha ficou com vaga na final.

Na segunda fase, o Santa Cruz estreou fazendo 2 a 0 no Santo Amaro, seguido de mais uma vitória, dois empates e duas derrotas. Com seis pontos, a equipe ficou apenas a quarta posição, quatro pontos atrás do líder Sport. No segundo turno, o Santinha abriu derrotando novamente o Santo Amaro, por 3 a 0. Nas cinco partidas seguintes, venceu duas, empatou duas e perdeu uma, encerrando com oito pontos na segunda posição. O Sport voltou a liderar, com 11 pontos, e avançou para a final antecipadamente.

A terceira fase contou com seis clubes no grupo principal, após o lanterna da etapa anterior não ser substituído pelo líder da outra chave. Na estreia, o Santa Cruz bateu o Central por 1 a 0. Na sequência, venceu mais três partidas e perdeu uma, encerrando o primeiro turno com 11 pontos. O Náutico também somou 11, mas teve melhor saldo de gols e ficou em primeiro, empurrando o Santinha para segundo. O turno seguinte iniciou com a Cobra-coral vencendo o Náutico por 2 a 0. Depois, venceu mais três partidas e empatou uma, terminando na liderança com nove pontos. Na final, Santa Cruz e Náutico empataram por 1 a 1 no Arruda, e o tricolor foi declarado ganhador por ter tido melhor campanha.

Santa Cruz e Sport se classificaram para a decisão estadual, os tricolores com duas fases ganhas contra uma dos rubro-negros. A vantagem da Cobra-coral permitia ao time ser campeão logo na primeira partida, desde que não perdesse. Na Ilha do Retiro, o Santinha segurou o empate por 1 a 1 e conquistou o título outra vez na casa do rival.

A campanha do Santa Cruz:
36 jogos | 22 vitórias | 9 empates | 5 derrotas | 61 gols marcados | 20 gols sofridos


Foto Josenildo Tenório/Placar

Passo Fundo Campeão Gaúcho Série A2 2026

Nascido da união dos clubes 14 de Julho e Gaúcho em 1986, o Esporte Clube Passo Fundo conquistou seu primeiro título logo no ano de estreia, da Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho. Logo depois, o Gaúcho saiu da fusão, e o Passo Fundo seguiu com próprias pernas sua trajetória. Mas o segundo título do time só viriam décadas depois, com a Copa Serrana em 2013 e o bicampeonato da Série A2 do Gauchão em 2026, esta última recolocando a equipe na primeira divisão estadual depois de dez anos.

O torneio de acesso em 2026 voltou a ter 16 participantes, que se enfrentaram em turno único na primeira fase. Em 15 partidas disputadas, o Tricolor do Planalto venceu oito, empatou seis e perdeu uma, encerrando na liderança da etapa inicial com 30 pontos, quatro a mais que o vice Veranópolis.

Nas quartas de final, o Passo Fundo encarou o Brasil de Farroupilha e venceu os dois jogos por 2 a 0, na ida nas Castanheiras, fora de casa, e na volta no Vermelhão da Serra, em casa. Na semifinal, o tricolor bateu a Apafut após empatar por 1 a 1 a ida em Caxias do Sul e vencer a volta por 3 a 1 no Vermelhão da Serra, confirmando o acesso para a elite estadual.

Na final, o Passo Fundo enfrentou o Brasil de Pelotas, que eliminou Esportivo e União Frederiquense. A primeira partida foi disputada em Pelotas, no Bento Freitas, e o Tricolor do Planalto buscou o empate por 1 a 1. O segundo jogo aconteceu no Vermelhão da Serra, e novo empate por 0 a 0 levou a disputa aos pênaltis. Nas cobranças, o Passo Fundo venceu por 3 a 2 e faturou o bicampeonato.

A campanha do Passo Fundo:
21 jogos | 11 vitórias | 9 empates | 1 derrota | 30 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Alex Borgmann/FGF

Cruzeiro Campeão da Libertadores Feminina 2026

Em um passo histórico, o maior já dado em sua história, o Cruzeiro levantou o título inédito da Libertadores Feminina em 2026. A conquista representou muitas coisas: foi a maior que o futebol de mulheres de Minas Gerais já obteve, colocou um ponto final na sequência de vitórias do Corinthians e marcou uma impressionante reação na decisão contras as próprias paulistas.

A competição foi realizada com o mesmo formato visto nas outras temporadas, com 16 times divididos em quatro grupos, seguido por quartas de final, semifinal e a decisão, tudo em um só turno e em sede única. Em 2026, o país escolhido para abrigar as partidas foi o Equador, em dois estádios de Quito.

A campanha do Cruzeiro teve início no grupo C da primeira fase, ao lado de LDU Quito Bolívar e Olimpia. Na estreia, as mineiras venceram as donas da casa equatorianas por 2 a 1, em partida apertada. Depois, bateram por 3 a 0 tanto as bolivianas quanto as paraguaias, com destaque para o hat-trick de Byanca Brasil no segundo jogo. As Cabulosas encerraram na liderança da chave com nove pontos.

Nas quartas de final, o Cruzeiro encontrou outro time do Paraguai, o Libertad, vencendo-o com outro 3 a 0. Na semifinal, foi a vez de reencontrar o Olimpia, com uma vitória um pouco mais apertada, por 1 a 0. Estreante na Libertadores, a Raposa chegou na final.

Na decisão, o Cruzeiro enfrentou o Corinthians, que chegou lá pela sétima vez ao passar por Independiente del Valle e Santa Fe no mata-mata. No estádio Casa Blanca, as Cabulosas tinham a chance de vingar as derrotas nas finais da Supercopa do Brasil de 2024 e do Brasileirão de 2025. Mas quem começou melhor foi o time alvinegro, que abriu três gols de vantagem até os quatro minutos do segundo tempo. A reação cruzeirense iniciou aos sete, com o primeiro gol nos pés de Byanca Brasil.

Aos 13 minutos, Vitória Calhau fez o segundo gol mineiro, porém o Corinthians anotou o quarto gol aos 23. Outra reação fez-se necessárias, e ela veio com os gols de Ketlin aos 30 minutos, e de Letícia aos 46. O resultado de 4 a 4 levou o confronto aos pênaltis. Em uma maratona de 14 cobranças, a goleira Camila Rodrigues defendeu a última cobrança, e o Cruzeiro venceu por 5 a 4, garantindo o título.

A campanha do Cruzeiro:
6 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 16 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Staff Images Woman/Conmebol

Bahia Campeão Baiano 1987

Mantendo sua impressionante regularidade, o Bahia levou mais uma vez o título baiano em 1987. O bicampeonato marcou a conquista do 36º estadual na história do clube tricolor.

O estadual foi disputado por 12 participantes. Nas duas primeiras fases, os times foram divididos em três grupos, mas se enfrentaram todos contra todos em turno único. O líder de cada chave e o melhor vice passaram para um quadrangular de dois turnos. Os vencedores dos quadrangulares se classificaram para a final.

O Bahia iniciou a caminhada na Fonte Nova, com triunfo por 2 a 1 em cima da Catuense. Nas outras dez partidas, o time ganhou oito e empatou duas, liderando com grande vantagem o grupo A com 20 pontos, seis a mais que o vice Itabuna. Também se classificaram Catuense e Serrano.

No quadrangular, o Tricolor de Aço cometeu um deslize logo na estreia, ao levar 2 a 1 da Catuense fora de casa. Essa derrota fez a diferença para deixar o Bahia em segundo lugar com nove pontos, após a equipe triunfar três vezes e empatar dois jogos. A liderança e a vaga na final ficaram com a própria Catuense, com 11 pontos.

Na segunda fase, o Bahia iniciou fora de casa, ganhando por 3 a 2 do Bahia de Feira em Feira de Santana. Depois, o Tricolor de Açoseguiu invicto com mais sete triunfos e três empates, voltando a liderar o grupo A com 19 pontos. Nas outras chaves, avançaram Atlético de Alagoinhas, Vitória e Serrano.

No quadrangular da segunda fase, o Bahia estreou fazendo 2 a 1 sobre o Atlético em Alagoinhas. Nos cinco jogos seguintes, ganhou mais dois e empatou três, garantindo a liderança e a classificação para a final com dez pontos, dois a mais que o vice Vitória.

Com apenas uma derrota em todo o estadual, o Bahia chegou à decisão justamente contra o único adversário que lhe venceu, a Catuense. A primeira partida foi realizada em Camaçari, no Estádio Fernando Ferreira Lopes. Fora de casa, o Tricolor de Aço ganhou por 2 a 1 e levou a vantagem para o segundo jogo. Na Fonte, novo triunfo por 2 a 1 confirmou mais um título estadual para a história do Bahia.

A campanha do Bahia:
36 jogos | 25 triunfos | 10 empates | 1 derrota | 65 gols marcados | 23 gols sofridos


Foto Antônio Carlos Mafalda/Placar

Pinheiros Campeão Paranaense 1987

A disputa do Campeonato Paranaense de 1987 entrou para a história por um motivo pitoresco. Em campo, o título ficou com o Pinheiros, que chegou ao segundo título estadual e confirmou seu grande momento em campo. Mas mal sabia a torcida que aquela seria a última conquista do clube, que em 1989 se fundiria com o Colorado para formar o Paraná Clube.

O estadual contou com 12 clubes. Nas duas primeiras fases, todos os participantes em turno único. O líder de cada etapa se classificou para a fase final com um ponto extra. A decisão do torneio deu-se por meio de um hexagonal de dois turnos, com os ganhadores das fases anteriores e as quatro melhores campanhas entre os demais times.

A campanha do Pinheiros começou positiva, com vitória por 2 a 1 sobre o Athletico em casa, na Vila Olímpica do Boqueirão. Nas outras dez partidas, o Leão da Vila Guaíra manteve-se invicto com mais cinco vitórias e cinco empates. Com 17 pontos, a equipe liderou com folga, com quatro pontos de vantagem sobre o Athletico, carimbando a ida para a etapa final com um ponto extra.

A tabela foi espelhada para a segunda fase, e o Pinheiros estreou com empate sem gols com o Athletico fora de casa, no Joaquim Américo. A grande campanha na etapa anterior ficou contrastada com o desempenho ruim na sequência, onde o Leão obteve apenas duas vitórias, um empate e sete derrotas nos dez jogos seguintes. Os seis pontos deixaram o time na última posição, oito pontos atrás do líder Athletico, que também garantiu seu ponto de bonificação.

O Pinheiros voltou a crescer na fase final. Na abertura, bateu o Colorado por 2 a 1 em casa. Na sequência, a equipe engatou mais cinco vitórias, além de ter dois empates e uma derrota até a penúltima rodada. O Leão chegou a 15 pontos na liderança, seguido pelo Athletico com 13 pontos.

Na última rodada, o Pinheiros visitou o Cascavel no Estádio Olímpico Regional e o Athletico enfrentou o Londrina em Curitiba. Os rubro-negros bateram os londrinenses, indo também a 15 pontos, mas ainda dependiam de uma derrota do Leão para forçar uma decisão em partida extra. Mas o Pinheiros segurou o 0 a 0 com o Cascavel e faturou sua última taça.

A campanha do Pinheiros:
32 jogos | 14 vitórias | 10 empates | 8 derrotas | 38 gols marcados | 31 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Cruzeiro Campeão Mineiro 1987

O Cruzeiro não tem muitas coisas para lembrar da década de 1980. O clube passou longe dos títulos na maior parte do tempo, vencendo apenas dois estaduais, em 1984 e em 1987, chegando a 22 conquistas em sua história. A conquista mais recente veio com uma campanha forte, marcada pela rivalidade.

O torneio foi disputado com 16 participantes em duas fases. Na primeira, chamada de Taça Minas Gerais, todos se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores passando para a semifinal. Na segunda fase, chamada de Taça Governador do Estado, a fórmula foi repetida. Os mata-matas foram realizados em partida única, e os ganhadores de cada fase se classificaram para a decisão do estadual.

A campanha do Cruzeiro iniciou na goleada por 4 a 0 sobre o Tupi em Belo Horizonte. Nos outros 14 jogos da Taça Minas Gerais, a equipe venceu mais dez vezes, empatou uma e perdeu três. Com 23 pontos, a Raposa terminou na liderança e foi à semifinal da primeira fase. O adversário cruzeirense foi o Valeriodoce, o qual venceu por 2 a 0 em casa. Na final, contra o Atlético no Mineirão, o Cruzeiro perdeu por 3 a 2 e viu o rival avançar para a decisão.

A derrota na Taça Minas Gerais não abalou o Cruzeiro para a disputa da segunda fase. Na estreia, o time empatou sem gols o Villa Nova em Nova Lima. A primeira vitória aconteceu na segunda rodada, por 1 a 0 sobre o Nacional de Uberaba em Belo Horizonte. Na sequência, a Raposa realizou mais 13 partidas, com oito vitórias, três empates e duas derrotas. A equipe somou 22 pontos e garantiu outra vez a liderança, mas a surpresa foi ver o Atlético acabou apenas em sexto lugar, com 17 pontos. Na semifinal, o Cruzeiro empatou por 0 a 0 com o Villa Nova, classificando-se por ter melhor campanha que o adversário do interior. Na decisão, outro empate sem gols com o Tupi colocou o Cabuloso na final.

Dois jogos no Mineirão decidiram o título mineiro entre Cruzeiro e Atlético. No primeiro, os time empataram por 0 a 0. No segundo, Careca e Robson marcaram os gols da vitória por 2 a 0 e confirmaram o título da Raposa depois de três anos.

A campanha do Cruzeiro:
36 jogos | 22 vitórias | 8 empates | 6 derrotas | 48 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Gladstone Campos/Placar