CSA Campeão Alagoano 1985

Hegemônico na primeira metade da década de 1980, o CSA levou o bicampeonato e o 28º título alagoano em 1985, em mais uma campanha dominante do início ao fim.

Novamente com oito participantes, o estadual contou com um regulamento extenso. Na primeira fase, os times foram divididos em dois grupos, onde os membros de uma chave enfrentaram os da outra em turno único. Os dois primeiros colocados de cada chave foram para a semifinal, e seus vencedores para a final. Na segunda fase, sem divisão por grupos, todas as equipes voltaram a jogar em turno único, com os quatro melhores indo para um quadrangular, também de mão única. Na terceira fase, os clubes autuaram outra vez em turno único e em uma só chave, mas apenas os dois melhores seguiram para a final, em partida única. Por fim, cada campeão e vice de fase teve direito a uma vaga no hexagonal final, que também foi preenchido com os clubes de melhor campanha, quantos lugares fossem necessários. Além da fórmula confusa, foi mantido para 1985 o sistema de múltiplos pontos extras, com dois para cada vencedor de fase e um para cada vice.

O CSA iniciou a campanha vencendo por 2 a 1 o clássico sobre o CRB. Nas outras três partidas da primeira fase, venceu duas e empatou uma, encerrando na liderança do grupo B com sete pontos. Na semifinal, o time bateu o Capelense por 3 a 2. Na final, em outro clássico com o CRB, o Azulão venceu de novo por 2 a 1 e faturou os dois primeiros pontos extras para a fase final.

Na segunda fase, o CSA abriu com empate por 1 a 1 com o ASA em Arapiraca. Na sequência, a equipe empatou mais duas vezes e venceu quatro, chegando novamente ao primeiro lugar com 11 pontos, superando o vice CRB no saldo de gols. No quadrangular, o Azulão fez 3 a 0 no Capelense, 1 a 0 no São Domingos e empatou sem gols com o CRB, levando cinco pontos ao todo, a liderança e mais dois pontos extras para a decisão.

Empolgado, o CSA estreou na terceira fase com goleada por 4 a 0 sobre o São Domingos. Depois, venceu mais três jogos, empatou dois e perdeu um, indo para dez pontos. No primeiro lugar, o Azulão viu o ASA fazer a mesma pontuação e ficar em segundo. Na decisão entre os times, o CSA goleou por 4 a 1 no Rei Pelé e chegou a seis pontos extras no hexagonal final.

Tantos pontos extras fizeram o CSA chegar na fase final com a mão quase na taça. Com dois e um pontos, respectivamente, CRB e ASA pouco podiam fazer. Na abertura, o Azulão fez 4 a 2 no Penedense, seguido de goleada por 5 a 0 sobre o São Domingos. Na terceira rodada, o time fez 2 a 0 no Capelense e foi para 12 pontos, contra oito do CRB. Logo, na quarta partida, contra o ASA no Rei Pelé, bastou segurar o 0 a 0 para o CSA pintar Maceió de azul em mais uma festa de título, que acabaria coroada com o triunfo por 2 a 0 sobre o maior rival na última partida.

A campanha do CSA:
29 jogos | 20 vitórias | 8 empates | 1 derrota | 66 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arlindo Tavares/Placar

Operário-MT Campeão Mato-Grossense 1985

O Operário Varzea-Grandense voltou a ser campeão mato-grossense em 1985, superando o rival Mixto com uma autoridade poucas vezes vista e chegando ao sétimo título estadual em sua história e o segundo ao longo da década.

O campeonato contou com sete participantes e foi executado de maneira simples. Nas duas principais fases, os clubes se enfrentaram em dois turnos, com o líder de cada etapa avançando para a final. Nas decisão, o time que chegasse a duas vitórias ficava com a taça. Um regulamento menor para ser realizado em um espaço de tempo mais curto no calendário, embora com a previsão de mais partidas para todos os times.

Na estreia da competição, em Cuiabá, o Operário bateu o União Rondonópolis por 1 a 0. Depois, o Chicote da Fronteira manteve uma campanha até o fim da primeira fase, com mais seis vitórias e cinco empates em 11 partidas. Com 19 pontos, o time terminou na liderança e garantiu a classificação para a final, com dois pontos de vantagem sobre o vice Dom Bosco, e seis sobre Mixto e Barra do Garças.

Já garantido na decisão, o Operário relaxou um pouco na segunda fase. Logo na estreia, a equipe sofreu a primeira derrota no torneio, por 1 a 0 para o Palmeiras de Cuiabá. A primeira vitórias só apareceu na quarta rodada, por 1 a 0 sobre o Atlético. Nas outras dez partidas, o Chicote venceu outras quatro, empatou três e perdeu três. No fim, o time terminou a etapa na quarta colocação com 13 pontos. A liderança e a outra vaga na decisão ficaram com o Mixto, que somou 19 pontos.

Assim como nas temporadas anteriores, Operário e Mixto decidiram o Campeonato Mato-Grossense no Estádio Verdão, em Cuiabá. E também como em vezes anteriores, esperava-se uma disputa equilibrada. Porém, logo no primeiro Clássico dos Milhões, o Chicote venceu por 3 a 1 e encaminhou uma ótima vantagem. Na segunda partida, o Mixto precisava pontuar para manter as chances de título, mas o Operário voltou ainda mais avassalador e goleou por 5 a 1, conquistando o título com uma humilhação inesquecível em cima de seu principal rival.

A campanha do Operário-MT:
26 jogos | 14 vitórias | 8 empates | 4 derrotas | 30 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Paysandu Campeão Paraense 1985

De volta ao trilho dos títulos em um ano antes, o Paysandu faturou o bicampeonato paraense em 1985. Com a conquista da 34ª taça, o clube virou a metade da década de 1980 como a maior força do Pará.

O campeonato foi disputado por oito equipes. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com o líder de cada etapa avançando para a etapa final com um ponto extra. Ao fim das duas fases, os quatro melhores times na soma das campanhas campanha também se classificaram para a fase decisiva. A etapa derradeira foi realizada em um hexagonal de turno único.

O Paysandu iniciou a campanha vencendo o Tiradentes por 1 a 0. Nos outros seis jogos da primeira fase, o Papão venceu mais cinco vezes e empatou uma, encerrando na liderança com 13 pontos. Com dois pontos a mais em relação a Remo e Tuna Luso, o time bicolor garantiu sua passagem para o hexagonal final com um ponto extra.

Na segunda fase, o Paysandu tornou a estrear diante do Tiradentes, com vitória por 3 a 0. Na sequência, a equipe venceu mais quatro partidas, empatou uma e perdeu outra. Esta derrota aconteceu na última rodada, por 1 a 0 para o Remo, e tirou a chance do Papão encerrar outra vez na primeira colocação e com um segundo ponto extra. No fim, o time terminou em segundo lugar com 11 pontos, dois a menos que o próprio Remo, que ficou na liderança e em pé de igualdade com o rival no hexagonal final.

Além da dupla Repa, a fase final contou com Tuna Luso, Izabelense, Sport Belém e Pinheirense. Na abertura do hexagonal, o Paysandu bateu o Pinheirense por 2 a 0. Na segunda rodada, fez 1 a 0 no Izabelense. Na terceira partida, bateu a Tuna Luso por 3 a 0. Na quarta rodada, venceu o Sport Belém por 2 a 0. Ao mesmo tempo, o Remo venceu três jogos, mas tropeçou ao empatar com a Tuna.

Ao fim da penúltima rodada, o Papão era o líder do hexagonal com nove pontos, seguido pelo Remo com oito. Na última partida, os dois rivais duelaram pelo título no Mangueirão. Enquanto o Remo precisava da vitória, para o Paysandu bastava o empate. Com o regulamento ao seu lado, o time bicolor segurou o ataque remista e garantiu o placar em 0 a 0 para comemorar a conquista de mais um título estadual.
 
A campanha do Paysandu:
19 jogos | 15 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 42 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Pinheiro Júnior/Placar

Atlético-GO Campeão Goiano 1985

Foram 15 anos longe dos títulos, vendo um dos rivais o ultrapassar e o outro empatar no número de taças. Mas o Atlético Goianiense não desistiu e voltou a chegar lá em 1985, para acabar com a fila iniciada em 1970 e vencer o Campeonato Goiano pela oitava vez.

Depois da confusão na disputa de 1984, o regulamento do estadual de 1985 foi simples. Com 12 participantes, todos se enfrentaram em dois turnos na primeira fase. Os seis primeiros colocados avançaram para a etapa final enquanto os os seis últimos disputaram um torneio contra o rebaixamento. Ambos também aconteceram em dois turnos, e a taça ficou com o líder da fase final.

Logo no início da campanha, o Atlético mostrou que algo estava diferente. Na estreia, o time goleou o Nacional de Itumbiara por 6 a 0 em casa. Depois, o Dragão demonstrou uma boa regularidade, obtendo muitas vitórias convincentes, como os 3 a 0 sobre o Goiatuba fora de casa, na segunda rodada, os dois triunfos por 3 a 1 em cima do rival Goiânia, e os 2 a 1 sobre o Vila Nova, no segundo turno. Ao fim das 22 rodadas, a equipe acumulou 12 vitórias, sete empates e três derrotas. Com 31 pontos, o rubro-negro avançou na segunda colocação, três pontos atrás do líder Goiás. Vila Nova, Anapolina, Goiânia e Ceres completaram as outras vagas na fase final.

Não era permitido vacilar no hexagonal final, e o Atlético sabia disso. Porém, na abertura, o time ficou no empate por 1 a 1 com o Goiânia. Para compensar o tropeço, o Dragão emendou vitórias consecutivas no restante do primeiro turno: 3 a 1 no Ceres, 2 a 1 na Anapolina, 2 a 0 no Vila Nova e 3 a 0 no Goiás. Na estreia do segundo turno, a equipe voltou a vencer a Anapolina, por 2 a 0. Depois, fez 2 a 1 no Vila Nova. Na oitava rodada, o rubro-negro ficou no 0 a 0 com o Ceres.

Com 14 pontos, o Atlético encontrava-se na liderança da fase final antes da penúltima partida. O vice-líder era o Goiânia com dez, sendo o único que poderia alcançar o rubro-negro. Os dois clubes se enfrentaram no Serra Dourada, e um empate era suficiente para devolver o título aos atleticanos. Mesmo assim, o Dragão venceu por 2 a 1, garantindo a taça com uma rodada de antecedência. Na última rodada, o Atlético empatou por 1 a 1 com o Goiás, encerrando o hexagonal de maneira invicta.

A campanha do Atlético-GO:
32 jogos | 19 vitórias | 10 empates | 3 derrotas | 51 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Fortaleza Campeão Cearense 1985

Na eterna disputa entre tricolores e alvinegros, em 1985 deu Fortaleza. O clube reconquistou o título cearense naquela temporada e chegou a 28 títulos, desempatando a disputa com seu maior rival.

A competição foi disputada por dez times em três fases iguais. Todos os participantes se enfrentaram em turno único em cada etapa, com o líder avançando a final. Depois, os quatro melhores disputaram um quadrangular de dois turnos, com o líder também indo para a decisão de fase. O vencedor de cada fase se classificou para a final do campeonato.

O Fortaleza começou sua com empate sem gols com o Quixadá na capital. Nos outros oito jogos, venceu cinco, empatou outros dois e perdeu um. Com 13 pontos, o Leão do Pici ficou na vice-liderança da primeira fase, três pontos atrás do Ceará. No quadrangular, a equipe obteve duas vitórias, dois empates e duas derrotas em seis partidas, tornando a ficar na segunda colocação, com seis pontos. O Ceará foi o líder com oito e se garantiu na fase final sem precisar da decisão.

Na segunda fase, o Fortaleza iniciou com vitória por 3 a 0 sobre o Tiradentes. Depois, manteve o bom nível com mais seis triunfos, um empate e uma derrota, que colocou o time na liderança com 15 pontos. No quadrangular, o Leão tirou o pé e ficou na terceira colocação com cinco pontos, com duas vitórias, um empate e três derrotas. O Ferroviário foi o líder com sete pontos. Na decisão, disputada apenas após o quadrangular da terceira fase devido a problemas do Fortaleza com o STJD, o time perdeu por 3 a 1 na ida e empatou por 0 a 0 na volta, deixando a vaga para o rival.

Dividindo boas atuações em campo com problemas nos tribunais, o Fortaleza começou a terceira fase vencendo o América de Fortaleza por 2 a 0. Na sequência, venceu mais quatro vezes, empatou três e perdeu uma, encerrando na vice-liderança com 13 pontos, perdendo a ponta para o Ferroviário no saldo de gols. No quadrangular, reduzido para apenas um turno por causa da falta de datas, o Leão do Pici venceu duas vezes e empatou uma, ficando na liderança com cinco pontos. Na final contra o Ferroviário, o Fortaleza empatou a ida sem gols e venceu a volta por 1 a 0, indo enfim para a decisão.

Em um triangular de mão única, Fortaleza, Ceará e Ferroviário disputaram a final estadual no Castelão. Na abertura, os alvinegros bateram os tricolores por 1 a 0. Na segunda rodada, foi a vez do Leão fazer 1 a 0 no Ferroviário, afunilando a decisão com o Ceará. Na terceira partida, jogando pelo empate por ter a melhor campanha, o Fortaleza segurou o 0 a 0 com seu maior rival e comemorou o título. 

A campanha do Fortaleza:
48 jogos | 25 vitórias | 14 empates | 9 derrotas | 49 gols marcados | 24 gols sofridos
 

Foto Arquivo/Fortaleza

Joinville Campeão Catarinense 1985

Um dos pontos mais altos da história do Joinville aconteceu em 1985, com a conquista do octacampeonato estadual. Desde a fundação, em 1976, o clube catarinense só não levou o título em 1977, chegando a nove títulos em nove anos de existência.

A competição teve 13 participantes. Na primeira fase, a Taça Governador do Estado, 12 times foram divididos em dois grupos de dois turnos, avançando os três melhores de cada para a etapa seguinte, ao lado do Joinville. Na segunda etapa, sete equipes ficaram no grupo dos vencedores e as outras seis no grupo dos perdedores. Os três melhores vencedores e o melhor perdedor foram ao mata-mata, que apontou o primeiro finalista estadual. Na segunda e na terceira fase, a Taça José Leal Meirelles e a Taça Dite Freitas, todos os times se enfrentaram em turno único, com os dois primeiros colocados avançando à etapa final. Por fim, a fase final foi jogada em um hexagonal de dois turnos, com os cinco classificados e o dono da melhor campanha entre o restante, somando segunda e terceira fases.

Poupado da primeira etapa da Taça Governador, o Joinville estreou no grupo dos vencedores com derrota por 1 a 0 para a Chapecoense fora de casa. Nos outros 11 jogos, o time venceu sete, empatou dois e perdeu outros dois, classificando-se em primeiro lugar com 16 pontos. Na semifinal, porém, o Coelho caiu para o Avaí, vindo da chave dos perdedores, ao perder a ida por 2 a 0 em Florianópolis e empatar a volta por 1 a 1 em casa. O próprio Avaí ganhou da primeira fase, em cima do Blumenau.

Na segunda fase, o JEC estreou reencontrando o Avaí, com empate sem gols na Ressacada. Na sequência, a equipe obteve cinco vitórias, três empates e três derrotas, terminando em quarto com 14 pontos, dois a menos que o líder Figueirense, que avançou à decisão, e um a menos que o vice Avaí.

As coisas não melhoraram muito na terceira fase. O Joinville iniciou com derrota por 2 a 1 para o Avaí no Ernestão. Depois, venceu quatro vezes, empatou seis e perdeu duas, encerrando apenas na sexta colocação, com 14 pontos. O JEC fez seis pontos a menos que o líder Inter de Lages e três a menos que o vice Próspera. Ambos se classificaram ao hexagonal final.

Restando somente o índice técnico, o Joinville acabou em quinto lugar, com 28 pontos, atrás de Inter de Lages, Figueirense, Hercílio Luz e Avaí. Destes, só o Hercílio não tinha vaga e acabou ficando com a que estava disponível. Porém, graças ao fato de o Avaí sido vencedor na primeira fase e vice na segunda, uma segunda lacuna por índice técnico sobrou para o Joinville no hexagonal.

O Joinville engrenou na hora certa. Na abertura do hexagonal final, venceu o Hercílio Luz por 2 a 1 em Tubarão. Nas partidas seguintes, venceu quatro, empatou três e perdeu uma, encerrando a penúltima rodada com 13 pontos, um a mais que o Avaí. Os dois times se enfrentaram valendo o título na última rodada, no Erenestão. Com gols de Geraldo e Maringá, o JEC venceu por 2 a 0 e confirmou o octa.

A campanha do Joinville:
48 jogos | 22 vitórias | 16 empates | 10 derrotas | 63 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Náutico Campeão Pernambucano 1985

Depois de 21 anos, o Náutico voltou a comemorar um bicampeonato estadual. Desde 1964, durante a época do hexa, que o clube não emendava duas conquistas consecutivas do Campeonato Pernambucano. Em 1985, o Timbu chegou a 17 taças erguidas.

O campeonato teve 11 participantes separados em dois grupos, um com os seis principais clubes e outro com os cinco restantes. Foram disputadas três fases, onde os times se enfrentaram em dois turnos dentro de cada grupo. Na virada de cada turno, o lanterna da chave A trocou de lugar com o líder da chave B. O líder do grupo A em cada um dos dois turnos fez a final de fase. O ganhador de cada fase se classificou para a etapa final do estadual.

O Náutico iniciou a campanha vencendo o Sete de Setembro por 3 a 0 em Garanhuns. Nas outras quatro partidas do grupo A, porém, o time oscilou com mais uma vitórias, um empate e duas derrotas, terminando em quarto lugar com cinco pontos, vendo o Central ser o líder. No segundo turno, a equipe melhorou com quatro vitórias e um empate, conseguindo a liderança com nove pontos. Na final da primeira fase, o Timbu bateu o Central por 1 a 0 nos Aflitos e se classificou para a decisão.

Na segunda fase, o Náutico surpreendeu para o mal. A equipe começou com derrota por 1 a 0 para o Sete de Setembro em pleno Recife, e depois perdeu todos os outros quatro jogos, encerrando na lanterna do grupo A com nenhum pontos. O alvirrubro teve de ir para o grupo B no returno, vencendo Santo Amaro, Íbis, América de Recife e Ferroviário de Recife. Com oito pontos, o Timbu liderou a chave e retornou ao grupo A. A etapa foi vencida pelo Santa Cruz, que derrotou o Sport na final.

Passado o susto, o Náutico voltou forte para a terceira fase. Iniciou derrotando o Sete de Setembro por 2 a 0, seguido de mais três vitórias e um empate. Com nove pontos, o Timbu ficou em primeiro no grupo A. No segundo turno, o time venceu dois jogos, empatou um perdeu dois, encerrando na quarta colocação com cinco pontos, três a menos que o Sport. Na decisão, o Náutico bateu o rival por 2 a 1.

O torneio foi decidido no Clássico das Emoções, no sistema "melhor de quatro pontos", em que seria campeão o time que atingisse primeiro quatro pontos. Antes disso, o Náutico recebeu uma chance de levar o título antecipado com apenas uma partida, pois havia vencido duas fases contra uma do Santa Cruz. No Arruda, o Timbu perdeu "jogo extra" por 2 a 0, precisando disputar a final no sistema original.

Outra vez no Arruda, Náutico e Santa Cruz voltaram a se enfrentar. No primeiro jogo, os times empataram por 1 a 1. Na segunda partida, o alvirrubro venceu por 1 a 0 e se aproximou do título. No terceiro jogo, um empate era o suficiente, e o 0 a 0 no placar confirmou a conquista vermelha e branca.

A campanha do Náutico:
35 jogos | 19 vitórias | 6 empates | 10 derrotas | 52 gols marcados | 27 gols sofridos


Foto Arlindo Marinho/Placar