Após sete complicados anos de espera, o Cruzeiro voltou a comemorar o título mineiro em 1984. O clube chegou ao 21º título estadual da melhor maneira que poderia fazer: goleando o rival e acabando de vez com sua hegemonia. Um título para relembrar os grandes tempos que foram a década de 1970.
O regulamento do estadual naquele ano foi desenvolvido com 14 participantes. Nas duas primeiras fases, os times se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando à semifinal. Os vencedores foram à final, e cada ganhador de fase foi à decisão geral.
O Cruzeiro deu início à sua campanha com vitória por 4 a 2 sobre o Guarani de Divinópolis em casa. Nos outros 12 jogos da Taça Minas Gerais, venceu mais oito, empatou dois e perdeu dois, encerrando na liderança com 20 pontos, seguido por Guarani, Villa Nova e América. O Atlético foi apenas o sexto.
Na semifinal da primeira fase, a Raposa passou pelo Villa Nova depois de empatar a ida por 1 a 1 e vencer a volta por 3 a 2. Na final, o Cruzeiro bateu o América ao vencer duas vezes por 2 a 1, classificando-se à decisão geral.
Na segunda fase, o Cruzeiro começou com derrota por 1 a 0 para o Democrata de Sete Lagoas. A primeira vitória aconteceu na terceira partida, por 3 a 0 sobre o Tupi. Nos demais 11 jogos, venceu cinco e empatou seis, encerrando em segundo lugar com 18 pontos, dois a menos que o líder Atlético. Na semifinal, a Raposa superou o Valeriodoce com vitórias por 1 a 0 na ida e por 2 a 0 na volta.
Na decisão, o Cruzeiro encontrou o Atlético, que avançou ao eliminar o Democrata de Governador Valadares. Duas coisas podiam acontecer no Mineirão: ou os alvinegros venciam e confirmavam mais dois jogos na final geral, ou os cruzeirenses antecipavam o título. Deu a segunda opção. Na ida, a Raposa goleou o rival por 4 a 0 e encaminhou o título, com dois gols de Carlinhos, um de Tostão e um de Carlos Alberto Seixas. Na volta, o Cruzeiro perdeu por 1 a 0, resultado que não reduziu a festa azul.






