Cruzeiro Campeão da Copa Centro-Oeste 1999

Os campeonatos regionais apresentavam um crescimento sólido no fim dos anos 1990, mas nem todas as regiões foram contempladas de imediato. Foi apenas em 1999 que o Sul e o Centro-Oeste ganharam suas competições, juntando-se ao Norte e ao Nordeste. O Sudeste também possuía seu torneio, mas este se restringia aos grande do Rio de Janeiro e São Paulo. Minas Gerais e Espírito Santo, além do Tocantins (que também ficara de fora da Copa Norte), acabaram incorporados à Copa Centro-Oeste, que voltava a ser disputada após 15 anos. Antes disso, houve três edições extraoficiais: em 1976, vencida pelo Mixto, em 1981, conquistada pelo Gama, e em 1984, ganha pelo Guará.

A Copa Centro-Oeste em 1999, ao lado dos demais regionais, foi uma tentativa da CBF de fortalecer o calendário do primeiro semestre dos grandes clubes brasileiros sem desagradar as federações estaduais, que ganhariam mais um critério de qualificação. Sete estados marcaram presença na estreia, somando dez participantes. Minas Gerais entrou com quatro representantes. Espírito Santo e Tocantins, os outros convidados, enviaram um time cada, assim como os quatro estados nativos da região.

Na primeira fase, as equipes foram divididas em três grupos: um quadrangular composto pelos mineiros e dois triangulares com os demais clubes. O favoritismo recaiu sobre Cruzeiro e Atlético-MG, que acabariam se enfrentando antes da decisão, assim como Vila Nova e Gama, sorteados em outra chave. 

O roteiro se confirmou: no Grupo C, Cruzeiro e Atlético-MG somaram dez pontos cada e garantiram as vagas na semifinal contra América-MG e Villa Nova. No Grupo B, o Vila Nova goiano superou o Gama para encarar o Operário-MT, líder Grupo A. Apesar de ter sido vice-líder na fase inicial, a Raposa levou a melhor nos clássicos contra o rival: venceu por 3 a 2 e 3 a 0. A consagração veio na partida única da semifinal, com uma goleada impiedosa por 5 a 1.

Embalada, a Raposa encarou o Vila Nova na final. O jogo de ida, no Mineirão, terminou com vitória azul por 3 a 0. Na volta, no Serra Dourada, os goianos venceram por 2 a 1 e forçaram uma terceira partida, já que o saldo de gols não era critério de desempate nos dois primeiros jogos. O duelo decisivo, também em Goiânia, terminou em 0 a 0, garantindo o título ao Cruzeiro.

Originalmente, a Copa Centro-Oeste oferecia ao campeão uma vaga na Copa Conmebol. No entanto, como o Cruzeiro já disputava a Copa Mercosul no mesmo período, a vaga foi herdada pelo vice-campeão Vila Nova, que acabou eliminado pelo CSA nas oitavas de final.

A campanha do Cruzeiro:
10 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 21 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Eugênio Sávio/Placar

Paysandu Campeão da Copa Norte 2002

A maior edição da história da Copa Norte aconteceu em 2002, com 16 participantes em um formato robusto, marcando o encerramento de uma era. Em 2003, a implementação dos pontos corridos no Campeonato Brasileiro retiraria o torneio regional do calendário até o retorno em 2026. O regulamento foi complexo: as equipes foram divididas em quatro grupos na fase inicial, seguidos por dois quadrangulares na segunda etapa e a decisão.

Foi neste cenário que o Paysandu deu o pontapé inicial para a temporada mais vitoriosa de sua história. Integrante do Grupo B, o clube enfrentou o arquirrival Remo e os amapaenses Independente e São José. A trajetória começou em Macapá, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Independente. Os clássicos Repa da primeira fase terminaram em igualdade (0 a 0 e 1 a 1), mas a regularidade bicolor nos demais jogos garantiu a liderança da chave com 12 pontos, um a mais que o rival.

A segunda fase elevou a tensão com mais dois clássicos contra o Remo. Após uma derrota por 1 a 0 e uma vitória por 2 a 1, o Paysandu manteve a concentração contra Moto Club e River, somando três vitórias e apenas um revés nesses duelos. Com 12 pontos conquistados nesta etapa, o Papão assegurou sua vaga na final na rodada decisiva, ao bater os piauienses por 3 a 1 em casa.

A final da Copa Norte reservou um repeteco do ano anterior: Paysandu contra São Raimundo-AM, que eliminou Ji-Paraná, Nacional-AM e Atlético-RR na segunda fase. Era a quinta decisão consecutiva dos amazonenses, que haviam levado a melhor em 2001. No entanto, o equilíbrio de outrora deu lugar ao domínio paraense em 2002. No jogo de ida, no Vivaldão, em Manaus, o Paysandu mostrou sua força ao vencer por 1 a 0.

A consagração definitiva do veio na Curuzu, em Belém, onde o Papão atropelou o adversário por 3 a 0. Com o placar agregado de 4 a 0, o clube conquistou o título da Copa Norte, encerrando a hegemonia do São Raimundo-AM.

O título regional foi apenas o primeiro passo de uma jornada épica. Meses depois, o Paysandu surpreendeu o país ao sagrar-se campeão da Copa dos Campeões, derrotando o Cruzeiro em uma final histórica. O auge absoluto viria na Libertadores de 2003, quando o clube alcançou as oitavas de final e chocou o continente ao vencer o Boca Juniors em plena La Bombonera, na Argentina, um feito que até hoje ecoa como o ponto mais alto do futebol nortista.

A campanha do Paysandu:
14 jogos | 9 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 29 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Arquivo/Paysandu

São Raimundo-AM Campeão da Copa Norte 2001

A Copa Norte de 2001 marcou tanto o auge quanto o início da despedida de uma das hegemonias mais impressionantes do futebol regional brasileiro, com o tricampeonato do São Raimundo. Para a quinta edição, o regulamento foi novamente ajustado pela CBF: o número de participantes foi fixado em dez e a fase preliminar entre os clubes paraenses foi extinta. A fase de grupos ganhou um novo desenho, sendo organizada em três chaves, uma com quatro equipes e as outras duas com três.

O São Raimundo entrou em campo carregando o peso do favoritismo absoluto, embora o cenário começasse a mudar. O Paysandu já dava sinais de franco crescimento, surgindo no horizonte como o grande desafiante ao trono do Tufão da Colina. O clube foi sorteado no Grupo A, um quadrangular que incluía Genus, Rio Branco-AC e Atlético-RR.

O time amazonense iniciou sua caminhada no torneio com uma vitória magra por 1 a 0 sobre o Atlético-RR, em Boa Vista. A campanha seguiu sólida: com dois empates e outras três vitórias, o São Raimundo assegurou a liderança da chave com 14 pontos, três à frente do Genus. Pelas regras da competição, avançariam à semifinal os líderes de cada grupo e o melhor segundo colocado.

O Genus entrou novamente no caminho do Tufão na semifinal. Se na fase de grupos os confrontos haviam sido equilibrados, com empate por 1 a 1 em Manaus e vitória amazonense por 2 a 0 em Porto Velho, no mata-mata o São Raimundo não deu chances ao azar. A equipe aplicou 3 a 0 na ida, em Rondônia, e sacramentou a classificação com uma goleada de 4 a 0 na volta, em casa.

A final foi o confronto esperado desde o primeiro apito inicial: São Raimundo contra Paysandu, que deixou para trás Nacional-AM, Moto Club e River. O jogo de ida, no Estádio da Curuzu, em Belém, foi tenso e decidido nos detalhes, com os paraenses vencendo por 1 a 0.

Contudo, o regulamento de 2001 ainda prestigiava a regularidade da melhor campanha. No jogo de volta, dentro do Vivaldão, o Tufão mostrou por que era o dono da região. Devolveu o placar de 1 a 0 e, pela vantagem adquirida nas fases anteriores, garantiu o inédito e histórico tricampeonato da Copa Norte. A conquista consolidou aquele elenco como a maior geração da história do clube.

Na Copa dos Campeões, o São Raimundo também provou sua força. Na fase preliminar, o clube ficou à frente de Sport e Goiás. O sonho só foi interrompido nas quartas de final pelo Cruzeiro.

A campanha do São Raimundo-AM:
10 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 19 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Arquivo/Fotosite/Placar

São Raimundo-AM Campeão da Copa Norte 2000

No ano 2000, a Copa Norte testemunhou a consolidação de um domínio poucas vezes visto na região, com o segundo título do São Raimundo. Para esta edição, o regulamento passou por ajustes importantes: o número de participantes subiu para 11, mantendo a fase preliminar paraense, desta vez com quatro equipes disputando uma única vaga. Ao final, oito times foram divididos em dois grupos de quatro, onde apenas os dois melhores de cada chave avançavam para as semifinais.

Favorito ao bicampeonato, o São Raimundo caiu no Grupo A, ao lado de Remo, Vasco-AC e Genus. O Tufão da Colina desfilou em campo, garantindo a classificação de forma invicta. A estreia foi um eletrizante 3 a 3 contra o Remo, em Belém. Depois, os amazonenses emendaram quatro vitórias consecutivas contra os rivais do Acre e de Rondônia, com destaque para o sólido 3 a 0 sobre o Vasco-AC na quarta rodada. O encerramento da fase de grupos veio com um empate em 1 a 1 contra o Remo, em Manaus, selando a liderança da chave com 14 pontos, cinco à frente dos paraenses.

O mata-mata trouxe contornos dramáticos. Na semifinal, o São Raimundo encarou o River. No jogo de ida, em Teresina, o time sentiu o peso do adversário e saiu derrotado por 1 a 0. No entanto, o regulamento favorecia a equipe de melhor campanha, que jogava por uma vitória simples para avançar. No jogo de volta, sob o calor de Manaus, o Tufão fez valer o mando de campo, venceu por 1 a 0 e chegou para mais uma decisão.

A grande final colocou frente a frente o São Raimundo e o Maranhão, que superou Rio Negro-RR, Aliança-AP e Remo. Seguindo o roteiro do ano anterior, o primeiro duelo aconteceu em São Luís, no Castelão. Em uma partida aberta e recheada de gols, o Tufão acabou derrotado por 3 a 2.

Apesar da desvantagem, a confiança no Vivaldão era absoluta. Com um elenco tecnicamente superior e o apoio de sua torcida, o time alviceleste manteve a calma necessária para reverter o cenário. Com uma vitória segura por 2 a 0 em solo amazonense, o São Raimundo ergueu o troféu pela segunda vez consecutiva, confirmando-se como o Rei do Norte.

Com a extinção da Copa Conmebol, o prêmio para o campeão regional tornou-se a vaga na Copa dos Campeões, torneio que reunia a elite do futebol brasileiro e valia um lugar na Libertadores. O São Raimundo, porém, sentiu o nível de exigência da nova competição. Na fase preliminar, o empate contra o Vitória e a derrota para o Goiás interromperam o sonho de voos ainda mais altos em âmbito nacional.

A campanha do São Raimundo-AM:
10 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 17 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Ariosvaldo Baeta/Placar

São Raimundo-AM Campeão da Copa Norte 1999

Em 1999, a Copa Norte chegava à sua terceira edição consolidando o formato de mata-mata. O torneio, que já se tornara o objeto de desejo dos grandes clubes da região, apresentou uma leve mudança: uma fase preliminar entre três forças do Pará (Remo, Paysandu e Tuna Luso) para definir quem avançaria ao quadro principal. Ao todo, dez clubes iniciaram a disputa, todos de olho na última vaga da história para a Copa Conmebol.

Embora o Paysandu tenha vencido o triangular paraense na preliminar, a hegemonia que estava prestes a nascer não vinha de Belém, mas sim de Manaus. O São Raimundo, que bateu na trave com o vice-campeonato no ano anterior, entrou no torneio determinado a não deixar o título escapar novamente.

O Tufão da Colina iniciou sua campanha nas quartas de final contra o Baré. Foi um início tenso e equilibrado, com empate sem gols na capital amazonense e um novo empate em 1 a 1 em Boa Vista. A vaga só foi decidida nos pênaltis, com o São Raimundo vencendo por 5 a 4.

Na semifinal, porém, o time mostrou sua verdadeira força contra o Cruzeiro-RO. O jogo de ida, no Estádio da Colina, foi um verdadeiro massacre de 8 a 0 para os donos da casa, resultado que praticamente liquidou a fatura. No jogo de volta, em Rondônia, o São Raimundo apenas confirmou a superioridade com uma vitória por 2 a 1, avançando para a grande final.

O destino reservou um reencontro na decisão: a revanche contra o então campeão, o Sampaio Corrêa, que eliminou Paysandu e Flamengo-PI. O roteiro foi simétrico ao de 1998, mas com os papéis invertidos. Na ida, no Castelão, em São Luís, o São Raimundo surpreendeu e venceu por 1 a 0.

Na volta, um Vivaldão lotado em Manaus viu o time maranhense devolver o placar, vencendo por 2 a 1 e forçando, mais uma vez, a decisão por pênaltis. Desta vez, o trauma de 1998 ficou para trás. Com o pé calibrado e o apoio da torcida, o Tufão venceu por 3 a 1. Era o início de uma dinastia: a primeira de três taças consecutivas da Copa Norte que o clube conquistaria.

Assim como seus antecessores, o São Raimundo não foi à Copa Conmebol apenas a passeio. O clube amazonense honrou o futebol brasileiro ao eliminar o Atlético Huila, da Colômbia, nas oitavas e o Sport Boys, do Peru, nas quartas de final. A histórica caminhada só foi interrompida na semifinal, em um duelo brasileiro (e insólito) contra o CSA.

A campanha do São Raimundo-AM:
6 jogos | 3 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 13 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto João Pinduca Rodrigues/Placar

Sampaio Corrêa Campeão da Copa Norte 1998

A segunda edição da Copa Norte passou por mudanças estruturais significativas em 1998. As cidades-sede foram abolidas, mas a competição manteve um caráter experimental. O número de participantes foi reduzido de dez para oito, tornando o torneio, que já era breve, ainda mais dinâmico. Os estaduais do ano anterior seguiram como critério de qualificação, oferecendo aos campeões (ou vices) a chance de conquistar um título regional e garantir vaga na Copa Conmebol.

Em fase esplêndida, após conquistar o Campeonato Maranhense e a Série C do Brasileiro em 1997, o Sampaio Corrêa entrou na disputa como um dos favoritos ao título. A Bolívia Querida confirmou as expectativas com uma campanha dominante e venceu a competição.

Nas quartas de final, o adversário foi o São Raimundo-RR. Logo no jogo de ida, em Boa Vista, o Sampaio praticamente selou a classificação ao golear por 5 a 1. Na volta, em São Luís, a superioridade foi ainda mais gritante, com um sonoro 10 a 0.

Na semifinal, o desafio do Tubarão foi contra o Ypiranga-AP. No Castelão, em casa, o Sampaio Corrêa venceu por 2 a 0. no Zerão, em Macapá, um novo triunfo por 2 a 1 classificou a equipe tricolor para a decisão da Copa Norte.

O adversário na final foi o São Raimundo-AM, que passou por Paysandu e Rio Branco-AC. No jogo de ida, no Estádio da Colina, o Sampaio Corrêa não resistiu à pressão em Manaus e foi derrotado por 1 a 0. A decisão então ficou para São Luís.

Com o apoio massivo da torcida no Castelão, o Sampaio devolveu a diferença ao vencer por 2 a 1 no tempo normal. A definição do título foi para os pênaltis, onde brilhou o emocional dos maranhenses: a Bolívia Querida converteu suas três primeiras cobranças, enquanto os amazonenses desperdiçaram todas as suas chances. O placar de 3 a 0 confirmou o título, tornando o Sampaio Corrêa o primeiro campeão regional fora de sua divisão geográfica de origem.

Na Copa Conmebol, o Sampaio Corrêa representou bem o futebol nortista e maranhense. O clube eliminou o América-RN nas oitavas de final e o Deportes Quindío, da Colômbia, nas quartas, parando apenas na semifinal diante do Santos, em uma das campanhas mais memoráveis de um clube da região Norte-Nordeste em torneios continentais.

A campanha do Sampaio Corrêa:
6 jogos | 5 vitórias | 0 empates | 1 derrota | 21 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Biaman Prado/Placar

Rio Branco-AC Campeão da Copa Norte 1997

Historicamente, a região Norte do Brasil enfrentou maiores desafios para se consolidar no cenário do futebol nacional. No entanto, isso nunca impediu os clubes locais de buscarem suas próprias competições. O primeiro torneio de destaque foi o Torneio do Norte, integrante do Torneio Norte-Nordeste entre 1968 e 1970. Antes disso, de 1959 a 1967, equipes nortistas e nordestinas disputavam a Zona Norte da Taça Brasil, cujo campeão avançava às quartas de final do certame nacional.

Entre 1975 e 1990, houve também o Torneio Integração da Amazônia, disputado por equipes de Acre, Amapá, Roraima e Rondônia. Mas foi apenas em 1997 que a região passou a ter uma competição robusta, independente e que reunisse a maioria dos estados: a Copa Norte. Criada em 1997 pela CBF durante a ascensão dos campeonatos regionais no fim do século 20, garantia ao campeão uma vaga na Copa Conmebol. O torneio contou com times de seis estados da região, além de Maranhão e Piauí. O Tocantins foi a ausência (seus clubes seriam incluídos na Copa Centro-Oeste anos depois).

O regulamento era simples: dez times se qualificaram via estaduais, divididos em dois grupos de cinco, com confrontos em turno único. O primeiro campeão foi o Rio Branco-AC, vice-campeão acreano em 1996, e que entrou no torneio ao lado do Independência, terceiro colocado, após o campeão Juventus abrir mão da vaga. O time alvirrubro integrou o Grupo B, sediado na capital em Rio Branco.

A campanha começou morna na segunda rodada, após uma folga na estreia: um 0 a 0 contra o Ji-Paraná no estádio José de Melo. Tudo engrenou no jogo seguinte, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Baré. Como apenas o líder da chave avançava, o Rio Branco arrancou rumo à final ao vencer o Independência por 1 a 0 e golear o Nacional-AM por 4 a 1, terminando com dez pontos, dois à frente do Ji-Paraná.

A decisão colocou frente a frente Rio Branco e Remo, que tivera uma campanha impecável no Grupo A, vencendo todos os jogos em Belém. O favoritismo era paraense, e o empate sem gols no jogo de ida, no Acre, parecia favorecer o time paraense para a volta no Mangueirão. No entanto, o Estrelão vivia um dos melhores momentos de sua história. Sem se intimidar com a pressão da torcida adversária, a equipe acreana venceu a partida decisiva por 2 a 1. O título da Copa Norte tornou-se a maior conquista da história do Rio Branco e permanece como o único troféu regional do futebol do Acre.

Na Copa Conmebol, o Rio Branco foi valente. Nas oitavas de final, contra o Deportes Tolima, perdeu a ida por 2 a 1 na Colômbia e venceu a volta por 1 a 0 em seus domínios. Nos pênaltis, perdeu por 3 a 1.

A campanha do Rio Branco-AC:
6 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 8 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Francisco Chagas/Placar