Entre 1981 e 1984, o Grêmio ficou longe do título gaúcho. Porém, no mesmo período, venceu Campeonato Brasileiro, Libertadores e Mundial, além de um vice nacional e outro continental. Era a hora de voltar a ter o controle do Rio Grande do Sul, que estava nas mãos do Inter há quatro campeonatos. A conquista do 23º título estadual foi o início de uma sequência de seis taças que iria virar a década.
O campeonato foi simples e direto. Com 14 participantes, as equipes se enfrentaram em turno único em duas fases. O líder de cada etapa se classificou para a final, mas se um mesmo time vencesse ambas, ficaria com o título antecipado.
A campanha do Grêmio teve início no empate por 2 a 2 com o Santa Cruz no Olímpico. A primeira vitória aconteceu na partida seguinte, por 2 a 1 sobre o Novo Hamburgo fora de casa. A invencibilidade tricolor seguiu até a penúltima rodada, quando a vitória por 2 a 0 sobre o Brasil de Pelotas classificou o Imortal para a final com uma rodada de antecedência. Na última rodada, o Grêmio levou 2 a 0 do Internacional no Beira-Rio e encerrou a primeira fase com 22 pontos, distribuídos em dez vitórias, dois empates e uma derrota.
Na segunda fase, o Grêmio continuou em alta. Na abertura, a equipe venceu o Inter de Santa Maria por 2 a 0. Nas 11 rodadas seguintes, venceu mais seis vezes, empatou três e perdeu duas, chegando a 17 pontos. Ao mesmo tempo, o Internacional fez 19 pontos e encerrou a penúltima rodada como líder da etapa.
A última rodada da segunda fase juntou Grêmio e Internacional para uma decisão. O tricolor precisava da vitória para chegar na mesma pontuação do rival, superá-lo no saldo de gols e levar o título antecipado. O Inter jogava pelo empate para forçar a decisão em pelo menos mais duas partidas. No Olímpico, ainda no primeiro tempo, Bonamigo e Caio Júnior fizeram os gols que levaram o Grêmio a vencer por 2 a 1 e recuperar o título gaúcho depois de cinco anos.







