domingo, 17 de junho de 2018

Palmeiras Campeão da Libertadores 1999

Encerrando a melhor década brasileira na Libertadores, em 1999 o Palmeiras eliminou os fantasmas dos vices de 1961 e 1968 e levou sua primeira taça na competição. O time conseguiu a vaga depois do título na Copa do Brasil de 1998. Junto dele, o arquirrival Corinthians e os paraguaios do Cerro Porteño e do Olimpia. No time palmeirense, Felipão reeditava a parceria com Paulo Nunes e Arce, além de contar com Zinho, Alex, Evair, Oséas e Marcos no grupo.
A estreia do Verdão foi no clássico com o Corinthians, e a vitória veio por 1 a 0 no Morumbi. Na sequência, dois jogos em Assunção, e vitória de 5 a 2 sobre o Cerro Porteño e derrota de 4 a 2 para o Olimpia. No returno, o Palmeiras ficou no empate em 1 a 1 com o Olimpia no Palestra Itália, perdeu o segundo Dérbi por 2 a 1 no Morumbi, e venceu por 2 a 1 o Cerro também em casa. Com 10 pontos, encerrou a fase de grupos no segundo lugar, dois pontos a menos que o Corinthians. O mata-mata colocou o Alviverde contra o Vasco nas oitavas de final. O atual campeão não foi páreo, após 1 a 1 no Palestra e 4 a 2 em pleno São Januário. As quartas de final reservaram mais dois clássicos com o Corinthians. Históricos, os dois foram jogados no Morumbi. No primeiro, o Palmeiras abriu vantagem de 2 a 0. No segundo, o rival devolveu o placar e levou o confronto para os pênaltis. Ali começou a história de santidade do goleiro Marcos, que defendeu duas cobranças e ajudou o Palmeiras a vencer por 4 a 2 e eliminar o maior rival. A semifinal foi contra o River Plate, complicada na ida no Monumental de Nuñez, pois o Palmeiras perdeu por 1 a 0. No Palestra Itália, a força da torcida fez a diferença, e o Verdão reverteu o resultado com superioridade, fazendo 3 a 0 e se classificando para a final.
Contra o Deportivo Cali da Colômbia, mais emoções. No Pascual Guerrero em Cali, o Palmeiras não resistiu e sofreu 1 a 0. O Palestra Itália voltou a ser determinante na volta, com 32 mil espectadores. Evair abriu o placar de pênalti, mas o empate veio em seguida. Oséas fez 2 a 1 a 15 minutos do fim e levou a final para os pênaltis. Zinho desperdiçou a primeira cobrança, mas foi a única. Marcos defendeu a quarta batida colombiana e a quinta foi para fora. O Palmeiras se sagrava campeão da Libertadores, completando a década de ouro do clube.


Foto Alexandre Battibugli/Placar

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Vasco Campeão da Libertadores 1998

O ano de 1998 foi de perda feia na final da Copa do Mundo com a Seleção Brasileira, mas com os clubes as coisas estavam boas. O Vasco vinha de um título brasileiro incontestável no ano anterior, e voltava para a Libertadores justamente no seu centenário, com uma grande geração de jogadores, liderada por Mauro Galvão, Juninho Pernambucano, Donizete e Luizão e comandada por Antônio Lopes. O time carioca participou ao lado do Grêmio e dos mexicanos do América e do Chivas. Pela primeira vez o México entrava na competição, passando por uma preliminar com os venezuelanos.
Apesar do nível do elenco, as coisas começaram ruins para o Cruz-maltino. Derrotas de 1 a 0 para o Grêmio no Olímpico e para o Chivas em Guadalajara, e empate em 1 a 1 com o América no Azteca. A arrancada veio no returno em São Januário, onde fez 3 a 0 no Grêmio, 2 a 0 no Chivas e voltou a marcar 1 a 1 com o América. Com oito pontos, terminou na vice-liderança, quatro pontos a menos que os gaúchos. Nas oitavas de final, o Vasco encarou o terceiro brasileiro do torneio, o Cruzeiro, beneficiado pelo título da temporada passada. O Cruz-maltino fez 2 a 1 no Rio de Janeiro e segurou o 0 a 0 no Mineirão. Nas quartas reencontra o Grêmio, e em Porto Alegre consegue bom empate em 1 a 1 na ida. A volta foi em São Januário e uma vitória pelo placar mínimo classificou o time carioca para a semifinal. Houve a parada para o Mundial na França, e os confrontos com o River Plate aconteceram. Na Colina, o Vasco abriu vantagem ao vencer por 1 a 0. No Monumental de Nuñez, o jogo e o gol mais emblemático da campanha. Placar de 1 a 1, com aquela cobrança de falta perfeita de Juninho Pernambucano, quase do meio de campo. A vaga para a final estava na mão.
O adversário foi o Barcelona de Guyaquil, que jogava com uma estranha camisa com botões. São Januário recebeu mais de 36 mil pessoas para ver Donizete e Luizão marcarem os gols da vitória por 2 a 0, que encaminhou a conquista. No Monumental do Equador a dupla voltou a marcar, calando os 72 mil torcedores adversários, o Vasco venceu por 2 a 1 e comemorou o título da Libertadores de 1998, o mais importante da história cruz-maltina, no ano do centenário e 50 anos depois da primeira conquista continental, que inspirou a criação da disputa atual.


Foto Célio Apolinário/Placar

domingo, 10 de junho de 2018

Cruzeiro Campeão da Libertadores 1997

Após a conquista de 1995, o Grêmio encaminhou uma sequência de quatro participações seguidas na Libertadores. Chegou perto do tri em 1996, mas perdeu na semifinal para o América de Cali, que perdia sua quarta final na história para o River Plate. Em 1997, o time gaúcho entrou na disputa ao lado do Cruzeiro, que obteve esse direito ao vencer a Copa do Brasil do ano anterior. Ambos ficaram em grupo com os peruanos do Alianza Lima e do Sporting Cristal.
Mas o começo da Raposa foi péssimo. Derrota de 2 a 1 para o Grêmio em pleno Mineirão e mais dois reveses por 1 a 0 para o Alianza e o Cristal em Lima. A recuperação cruzeirense aconteceu a tempo com três vitórias, por 1 a 0 sobre o Grêmio no Olímpico, e 2 a 0 sobre o Alianza Lima e 2 a 1 sobre o Sporting Cristal no Mineirão. Com nove pontos, ficou em segundo lugar no grupo, atrás dos gaúchos e a frente do Cristal. E quem pensa que as coisas seriam mais fáceis no mata-mata se enganou. O Cruzeiro enfrenou o El Nacional do Equador nas oitavas de final. Perdeu por 1 a 0 em Quito e fez 2 a 1 em Belo Horizonte, se classificando ao vencer por 5 a 3 nos pênaltis. Nas quartas, novos encontros com o Grêmio, e melhor sorte para a Raposa. Vitória por 2 a 0 no Mineirão e derrota de 2 a 1 no Olímpico deram a vaga ao time azul-celeste. A semifinal foi contra o Colo Colo, e igualmente sofrida. No Mineirão, vitória por um simples 1 a 0. Em Santiago, o time chileno aplicou 3 a 2 e o Cruzeiro precisou novamente dos pênaltis, e venceu por 4 a 1. Na final, o reencontro com o Sporting Cristal.
A partida de ida foi em Lima, e o time treinado por Paulo Autuori segurou o 0 a 0 no placar. Foi o único jogo sem derrota que o Cruzeiro teve como visitante em toda a competição. Justamente o mais importante. A volta foi em Belo Horizonte, e 95 mil torcedores viram no Mineirão o time de Dida, Palhinha, Ricardinho e Marcelo Ramos conseguir a vitória pelo placar mínimo, gol histórico marcado por Elivélton. Mesmo com os problemas e as críticas, o Cruzeiro conquistava o bicampeonato da Libertadores.


Foto Eugênio Sávio/Placar

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Grêmio Campeão da Libertadores 1995

A década de 1990 foi a da redenção dos brasileiros na Libertadores. O São Paulo se consolidou no continente depois do bicampeonato de 1992 e 1993, e quase fez a trinca em 1994. Foi à terceira final consecutiva, mas parou nos pênaltis e foi derrotado para o Velez Sarsfield da Argentina. Em 1995, os dois times do Brasil na competição foram Palmeiras e Grêmio. O primeiro, turbinado com os dólares da Parmalat, e o segundo, sob o comando de Luiz Felipe Scolari e com Danrlei, Adílson, Paulo Nunes e Jardel em campo. Ambos dividiram o grupo com Emelec e El Nacional do Equador.
A campanha do bicampeonato gremista começou com derrota. Em confronto que se tornaria acirrado no decorrer da década, o Grêmio levou 3 a 2 do Palmeiras no Palestra Itália. A recuperação veio em solo equatoriano, com o empate em 2 a 2 com o Emelec e a vitória de 2 a 1 sobre o El Nacional. No returno, todos os jogos foram no Olímpico e o Tricolor confirmou a classificação com 0 a 0 com o Palmeiras, 4 a 1 no Emelec e 2 a 0 no El Nacional. O time ficou na segunda posição com 11 pontos, dois a menos que os paulistas. Nas oitavas de final, o Grêmio encarou o Olimpia do Paraguai. A vaga acabou encaminhada logo na ida, com os 3 a 0 no Defensores del Chaco. Em Porto Alegre, outra vitória por 2 a 0 embalou o Tricolor para as quartas de final, que seria realizada quase três meses depois, devido a parada do início de maio até o fim de julho para a realização da Copa América daquele ano. Enfim, mais dois jogos com o Palmeiras estavam reservados. A ida foi no Olímpico e registrou o histórico 5 a 0, com direito ao MMA entre Dinho e Válber. A volta foi no Palestra Itália, e quase que o Grêmio sofreu a virada. Um gol salvador de Jardel foi o da classificação, na derrota de 5 a 1 para o time palmeirense. A semifinal marcou outro reencontro, mas com o Emelec. A estratégia de colocar a partida sob o sol do meio-dia em Guayaquil não funcionou, e o Tricolor segurou 0 a 0 no Equador. Em Porto Alegre, vitória por 2 a 0 colocou o Grêmio em sua terceira final de Libertadores.
O adversário veio da Colômbia, o Atlético Nacional. A partida de ida foi no Olímpico, e a atuação perfeita de Paulo Nunes e Jardel deu ao Tricolor a vantagem de 3 a 1. A volta foi em Medellín, no Atanasio Girardot, e o Grêmio teve que aguentar 85 minutos de pressão, pois sofreu um gol logo cedo. Dinho empatou cobrando pênalti, e faltando cinco minutos para terminar o Tricolor cumpria a última missão na Libertadores. Festa na Colômbia e Grêmio bicampeão.


Foto José Doval/Agência RBS

domingo, 3 de junho de 2018

São Paulo Campeão da Libertadores 1993

O São Paulo conquistou com autoridade a América do Sul e o mundo em 1992. No ano seguinte, o time treinado por Telê Santana conseguiu se manter em alto nível e partiu rumo aos bicampeonatos. Como era o campeão do momento na Libertadores, o o Tricolor ganhou o direito de estrear diretamente nas oitavas de final. Assim, aguardou na fase de grupos quem seria seu adversário no mata-mata.
Os times brasileiros da fase de grupos foram Flamengo - campeão do Brasileirão - e Internacional - campeão da Copa do Brasil. Os adversários vieram da Colômbia, o América de Cali e o Atlético Nacional. Mesmo com três vagas de classificação, apenas o time carioca avançou, na liderança. O time gaúcho não venceu nenhum dos seis jogos e ficou na última posição do grupo. A estreia do São Paulo nas oitavas foi contra a vítima da final de um ano antes, o Newell's Old Boys. A ida foi em Rosário, e o time argentino surpreendeu ao fazer 2 a 0. Apesar da desvantagem, o Tricolor não sentiu dificuldades na volta, e a goleada de 4 a 0 colocou os paulistas nas quartas de final. Contra o Flamengo, partida de ida no Maracanã, e empate em 1 a 1. Na volta no Morumbi, vitória por 2 a 0 e classificação para o São Paulo. A semifinal foi contra o Cerro Porteño. O primeiro jogo foi em São Paulo, e o Tricolor abriu vantagem com um simples 1 a 0. No Defensores del Chaco em Assunção, o São Paulo segurou a pressão e o placar em 0 a 0 e se classificou para a final.
A decisão foi contra a Universidad Católica do Chile. Quase 100 mil são-paulinos foram ao Morumbi acompanhar o time na partida de ida, e viram uma atuação de gala. Raí e Müller comandaram o ataque na goleada de 5 a 1, a maior em um jogo de final na história, até hoje. Com a margem de quatro gols, o São Paulo foi até o Nacional de Santiago e cumpriu o protocolo contra os chilenos, que até fizeram dois gols em 15 minutos, mas ficaram só nisto. A derrota por 2 a 0 não diminuiu a festa tricolor, bicampeão da Libertadores. A dose foi repetida novamente no Mundial sete meses depois, na vitória sobre o Milan da Itália.


Foto Arquivo/São Paulo