quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Cruzeiro Campeão da Copa do Brasil 2018

A Copa do Brasil é azul mais uma vez. O Cruzeiro chega a mais um título da competição nacional, e quebrando algumas barreiras. Primeira: se torna o maior vencedor, com seis títulos. Segunda: é o primeiro clube a conquistar dois títulos seguidos, levando em conta que entre 2001 e 2012 isto era impossível de acontecer.
A Raposa entrou na Copa do Brasil já na fase de oitavas de final, pois o time foi integrante da Libertadores. O primeiro adversário foi o Atlético-PR, o qual eliminou com vitória por 2 a 1 na Arena da Baixada e empate em 1 a 1 no Mineirão. Nas quartas de final, o Cruzeiro enfrentou o Santos. Venceu na Vila Belmiro por 1 a 0 e perdeu em Belo Horizonte por 2 a 1. Como a regra do gol fora de casa não existe mais, o confronto foi decidido nos pênaltis. E a estrela do goleiro Fábio brilhou com três cobranças defendidas, e a vitória por 3 a 0 no desempate. Na semifinal, o Cruzeiro encontrou outra vez o Palmeiras, em uma das maiores rivalidades que a Copa do Brasil tem. No jogo de ida em São Paulo, vitória simples da Raposa por 1 a 0. Na volta no Mineirão, empate em 1 a 1 garantiu o time azul na final, a sua oitava na história.
O adversário da decisão foi o Corinthians, e a primeira partida foi em Belo Horizonte, no Mineirão. Thiago Neves marcou no final do primeiro tempo e garantiu a vitória por 1 a 0, uma vantagem mínima para a partida de volta. Em São Paulo, na Arena Corinthians, o Cruzeiro tornou a neutralizar o adversário, jogando em cima de seus erros. Robinho abriu o placar na primeira etapa, mas depois de muita polêmica com o VAR (árbitro de vídeo), o time paulista empatou. A tranquilidade só veio com o golaço de De Arrascaeta, a oito minutos do fim. Com a vitória por 2 a 1, o Cruzeiro sagrou-se hexacampeão da Copa do Brasil, repetindo em 2018 os feitos de 1993, 1996, 2000, 2003 e 2017.


Foto Marcos Ribolli/Globoesporte.com

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Brasil Campeão da Copa do Mundo 1958

Onde a hegemonia começou. Em 1958, o mundo enfim se curvaria ao talento do futebol brasileiro. E foi na Copa do Mundo na Suécia que o planeta viu o surgimento do maior jogador de futebol da história: Pelé, então com 17 anos, conquistou a todos e se tonaria o rei. Rodeado por Garrincha, Didi, Zagallo e Nilton Santos, entre outros, o garoto foi um dos destaques do primeiro título brasileiro.
A campanha do Brasil no Mundial começou com tranquilidade, uma vitória por 3 a 0 sobre a Áustria. Depois, empate em 0 a 0 com a Inglaterra, o primeiro resultado sem gols na história das Copas. Esta partida motivou o técnico Vicente Feola a fazer algumas mudanças no time titular. Mazola e Joel deram lugar a Pelé e Garrincha. Contra a União Soviética, a dupla estreou e ajudou na vitória por 2 a 0, gols de Vavá. O Brasil acabou a primeira fase na liderança do grupo D, com cinco pontos. Nas quartas de final, o adversário foi o País de Gales. Em partida difícil, Pelé marcou pela primeira vez em Mundiais, e com o 1 a 0 a seleção avançou para a semifinal. E contra a França, o Brasil voltou a dar show. Goleada por 5 a 2 sobre os franceses, três gols de Pelé, mais um de Didi e outro de Vavá.
A final foi contra a dona da casa, a Suécia, no Estádio Rasunda de Estocolmo. Só que antes de outro show, o Brasil levou um susto com o gol sueco logo aos quatro minutos de jogo. Mas o time não se abalou e empatou já aos nove minutos, com Vavá, que seria também o responsável pela virada ainda no primeiro tempo. Na etapa final, apareceu Pelé, que chapelou o zagueiro da Suécia e marcou o terceiro gol. Zagallo ampliou com o quarto gol, e os suecos descontaram faltando dez minutos. Pelé deixaria sua marca novamente no último minuto. Com outro 5 a 2, o Brasil enfim chegava ao seu primeiro título de Copa do Mundo, enterrando qualquer medo e complexo que a derrota de oito anos antes tinha deixado na Seleção Brasileira. Na entrega da taça, o capitão Bellini criou um gesto que se tornaria o símbolo de todas conquistas de futebol dali para a frente. A pedido de fotógrafos, o zagueiro ergueu o troféu por cima de sua cabeça, exibindo-o para todo o estádio, todo o mundo. Atualmente, todo capitão ergue a taça quando seu time a conquista.


Foto Arquivo/AP/CBF

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Brasil Campeão da Copa do Mundo 1962

Uma Copa do Mundo que quase foi abalada pelo terremoto que assolou o Chile em 1960. Mas ela aconteceu, em 1962, com algumas sedes a menos. E lá estava o Brasil, ainda melhor que o time de quatro antes, com Pelé mais experiente e cada vez mais afinado com Garrincha, Didi, Zagallo e Vavá. Era o grande favorito para levar o bicampeonato. E assim foi.
Apesar de tudo, o começo foi um pouco preocupante. A estreia foi com uma burocrática vitória de 2 a 0 sobre o México. Depois, a grande baixa brasileira na Copa. No empate sem gols com a Tchecoslováquia, Pelé se machucou ainda no primeiro tempo, e foi cortado do restante da competição. Amarildo entrou em seu lugar, e decidiu a classificação do Brasil com os dois gols na virada de 2 a 1 sobre a Espanha. Outro diferencial nesta partida foram os dois passos ao lado de Nilton Santos, que transformaram um pênalti em falta fora da área para os espanhóis, antes da virada. Com cinco pontos, o Brasil liderou o grupo C. Nas quartas de final, Garrincha assumiu o protagonismo e detonou a Inglaterra com dois gols na vitória por 3 a 1. Na semifinal, o time brasileiro enfrentou o Chile, dono da casa, que tentou mas não foi páreo e acabou superado por 4 a 2.
O Brasil se classificou para a final e reencontrou a Tchecoslováquia, no Estádio Nacional de Santiago. Os brasileiros tomaram um susto com os tchecos abrindo o placar. Mas Amarildo (no primeiro tempo), Zito e Vavá (no segundo tempo) trataram de dar a virada e a vitória por 3 a 1 para o Brasil, bicampeão do mundo. Ao receber a taça, o zagueiro e capitão Mauro Ramos repetiu o gesto de Bellini quatro anos antes, e a ergueu sobre a sua cabeça, a oferecendo para seu torcedor.


Foto Arquivo/Reuters/CBF

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Inglaterra Campeã da Copa do Mundo 1966

A Copa do Mundo desembarcou no país de origem do futebol moderno apenas uma única vez. Foi em 1966, um Mundial na Inglaterra feito para ingleses. E a geração liderada por Bobby Charlton, Bobby Moore e Gordon Banks conseguiu, por ora, confirmar a máxima de que os inventores do esporte são de fato os melhores com a bola no pé. As más línguas dizem que a seleção dos Três Leões só venceu porque o Brasil estava desorganizado, Portugal era novato demais, e aquela bola que não cruzou a linha do gol atordoou a Alemanha.
A caminhada da Inglaterra rumo ao título começou com um empate sonolento e sem gols contra o Uruguai. Na sequência, duas vitórias por 2 a 0 sobre México e França deram a liderança do grupo A aos ingleses, com cinco pontos. Nas quartas de final, a Inglaterra enfrentou a Argentina e venceu por 1 a 0, em partida lembrada pela falha de comunicação entre um jogador argentino e o árbitro alemão, enquanto o jogador era expulso. O jogo ficou paralisado por vários minutos pois o jogador não entendia a ordem do árbitro para sair do campo. Por isso, A FIFA inventaria quatro anos depois os cartões amarelo e vermelho. Sem culpa na história, a Inglaterra seguiu para a semifinal enfrentar Portugal, estreante e coqueluche do Mundial. A tradição teve mais força, e os ingleses venceram por 2 a 1.
A Inglaterra seguiu para a final contra a Alemanha Ocidental em Londres, no Wembley, onde quase toda a campanha da seleção foi jogada. A partida foi muito disputada nos 90 minutos. Os alemães marcaram primeiro, e Geoff Hurst empatou no primeiro tempo. Martin Peters virou o jogo, mas a Alemanha empatou aos 44 minutos do segundo tempo. A maior polêmica da história veio na prorrogação. Hurst chutou forte, a bola bateu no travessão e quicou no gramado. O bandeirinha soviético Bakhramov viu o gol, mas a bola bateu em cima da linha, sem cruzar a meta. Outra vez sem culpa, a Inglaterra marcou o gol do título no último lance, novamente com Hurst. A vitória por 4 a 2 fechou com chave de ouro o sonho dos ingleses. Das mãos da Rainha, Bobby Moore recebeu a taça, a única que a Inglaterra tocou em toda a sua história.


Foto Arquivo/The FA

sábado, 29 de setembro de 2018

Brasil Campeão da Copa do Mundo 1970

Para muita gente, aquele Brasil de 1970 foi o maior time de futebol de todos os tempos. E de fato, reunia um esquadrão no 11 titular: Félix; Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo, Gérson, Jairzinho e Rivellino; Tostão e Pelé. Estes atletas, comandados por Zagallo, foram os responsáveis por trazer o tri da Copa do Mundo e a posse definitiva da Taça Jules Rimet para terras brasileiras. O mundial foi o primeiro a ser realizado tanto fora da Europa quanto fora da América do Sul. Foi no México, na América do Norte.
A trajetória do Brasil no Mundial começou contra a Tchecoslováquia, uma goleada de virada por 4 a 1. Nesta estreia aconteceu o primeiro gol que Pelé não fez, chutando a bola do meio de campo. Na segunda rodada, uma das partidas mais lembradas na história das Copas, a vitória de 1 a 0 sobre a Inglaterra. A primeira fase se encerrou com vitória por 3 a 2 sobre a Romênia. Assim, os brasileiros se classificaram na liderança do grupo C, com seis pontos. A campanha seguiu nas quartas de final, com outra convincente vitória por 4 a 2 sobre o Peru, comandado por Didi, que fora bicampeão como jogador pelo Brasil. A semifinal foi contra o Uruguai, em uma espécie de revanche por 1950. Os contornos do jogo foram parecidos, com os uruguaios marcando primeiro e os brasileiros virando para 3 a 1. Aqui, o outro gol que Pelé não fez, driblando o goleiro sem tocar na bola para depois só escorá-la para a meta, mas ela vai lentamente junto a trave, para fora.
Com um lindo futebol, o Brasil foi para a final contra a Itália. Depois de fazer todo o Mundial em Guadalajara, a seleção brasileira rumou para o Estádio Azteca, na Cidade do México. E foi de lá que o mundo viu talvez a maior apresentação coletiva de futebol na história. Pelé abriu o placar, e Boninsegna empatou ainda no primeiro tempo, mas foi só isso por parte dos italianos. Gérson desempatou no segundo tempo, e Jairzinho ampliou. Faltando quatro minutos para o fim, um dos gols mais bonitos em Copas. Depois de uma roda de "bobinho" envolvendo quase todo o time brasileiro, Pelé jogou de lado para a bomba cruzada de Carlos Alberto Torres. Com o 4 a 1 no placar, o Brasil se sagrou tricampeão da Copa do Mundo e consolidou a maior seleção de sua história. A Taça Jules Rimet seria erguida por um capitão campeão pela última vez, e a honra coube a Carlos Alberto Torres.


Foto Arquivo/CBF