CRB Campeão Alagoano 1983

Outro estado que viu o fim de uma hegemonia em 1983 foi Alagoas. Depois de quatro anos, o CRB voltou a conquistar o título estadual, chegando a 19 conquistas ao todo e evitando o tetra do maior rival.

O torneio contou com nove participantes na disputa de três fases. Em todas, as equipes se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando para um quadrangular, também de turno único, com um ponto extra para o líder. O primeiro colocado de cada quadrangular jogou contra o líder de cada etapa anterior por uma vaga na final.

O CRB deu início à campanha na vitória por 2 a 0 sobre o Ferroviário de Maceió. Nas demais partidas da primeira fase, venceu mais cinco, empatou uma e perdeu uma, terminando na liderança com 13 pontos. No quadrangular, o Galo da Pajuçara venceu o ASA por 2 a 0, o CSE por 1 a 0 e o CSA também por 1 a 0, somando sete pontos, unificando as lideranças e se garantindo na decisão logo de cara.

Na segunda fase, o clube regatiano estreou com empate sem gols contra o CSE. A primeira vitória veio no jogo seguinte, por 4 a 1 sobre o São Sebastião, de cidade de Porto Calvo. Na sequência, o CRB obteve mais quatro vitórias, um empate e uma derrota, encerrando na vice-liderança com 12 pontos. No quadrangular, o time empatou por 2 a 2 com o ASA, venceu o CSE por 3 a 0 e bateu o CSA por 2 a 0, encerrando em primeiro com cinco pontos. Na final, o CRB venceu o maior rival por 3 a 1, na prorrogação, e aumentou sua vantagem na decisão geral.

O alto nível da campanha regatiana seguiu na terceira fase. Na estreia, o CRB goleou o São Domingos por 6 a 0. Depois, venceu mais cinco vezes e empatou duas, o que valeu a liderança com 14 pontos. No quadrangular, o Galo da Pajuçara abriu com empate por 1 a 1 com o CSA e venceu o ASA por 2 a 0, indo a quatro pontos nas duas primeiras rodadas.

Na última rodada, o CRB enfrentou o CSE, que tinha dois pontos, assim como o CSA. A disputa estava em aberto, mas qualquer ponto já bastava para os regatianos conquistarem o título estadual de maneira antecipada. No Rei Pelé, o CRB dominou totalmente o adversário e venceu por 3 a 1. Com seis pontos, a equipe venceu a terceira fase e, como já havia ganhado as outras duas, não precisou da final.

A campanha do CRB:
34 jogos | 25 vitórias | 7 empates | 2 derrotas | 73 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Arlindo Tavares/Placar

Operário-MT Campeão Mato-Grossense 1983

Depois de quatro campeonato, a hegemonia mudou de mãos no Mato Grosso. O Operário Varzea-Grandense, de Várzea Grande, conquistou seu sexto título estadual e freou o domínio do Mixto. O clube estava sem vencer desde 1973, acabando com dez anos de fila.

O torneio foi disputado com sete times. Nas duas primeiras fases, os participantes se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando para o mata-mata. Tanto semifinais quanto finais foram realizada em partidas de ida e volta. O vencedor de cada fase se classificou para a decisão do estadual.

O Operário começou sua campanha vencedora com vitória por 2 a 0 sobre o Tremedão de Cáceres, fora de casa. A primeira vitória como mandante veio na segunda rodada, por 2 a 0 sobre o Dom Bosco. Nos quatro jogos seguintes, o Chicote da Fronteira venceu mais dois e perdeu dois, acabando a primeira fase na vice-liderança, com oito pontos.

Na semifinal da primeira etapa, o CEOV enfrentou o Mixto. No primeiro jogo, os tricolores venceram por 1 a 0. Na segunda partida, empataram sem gols e se classificaram para a final. A decisão foi disputada em dois jogos contra o União Rondonópolis. Na ida fora, o Operário venceu por 1 a 0. Na volta em casa, novo triunfo por 2 a 1 colocou o Chicote na decisão.

O CEOV estreou na segunda fase contra o Mixto, vencendo o Clássico dos Milhões por 3 a 1. Nas cinco partidas restantes, venceu quatro e empatou uma, encerrando na liderança com 11 pontos. Na semifinal, o Chicote passou novamente pelo União após empatar por 0 a 0 em Rondonópolis e venceu por 3 a 0 em casa.

A final da segunda fase juntou o Operário contra o Mixto, que avançou ao eliminar o Barra do Garças. Os alvinegros precisavam vencer esta etapa para forçar outra decisão com o rival. Já os tricolores tinham a chance de antecipar o título estadual. As duas partidas foram disputadas no Verdão, em Cuiabá. Logo na ida, o Chicote da Fronteira goleou por 4 a 0 e encaminhou a conquista. Na volta, outra vitória por 1 a 0 confirmou o fim do jejum.

A campanha do Operáio-MT:
20 jogos | 15 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 33 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Osmar Cabral/Placar

Palmeiras Campeão da Supercopa do Brasil Feminina 2026

Como tem acontecido há alguns anos, a Supercopa do Brasil abriu a temporada do futebol feminino nacional em 2026. A competição chegou neste ano à sua quinta edição, com uma mudança de formato promovida pela CBF. Até 2025, o torneio reunia oito equipes em sistema mata-mata, enquanto a partir de 2026 passou a ser decidido em jogo único entre o campeão do Campeonato Brasileiro e o vencedor da Copa do Brasil, competição que voltou a ser disputada no calendário.

O Palmeiras conquistou o título inédito em sua segunda participação. O Verdão garantiu a vaga ao vencer a Copa do Brasil Feminina e, com a conquista da Supercopa, as Palestrinas receberam premiação de um milhão de reais, a maior já paga pela CBF na história da competição.

A decisão foi realizada na Arena Barueri. Diferentemente do que acontece na versão masculina, onde o estádio é neutro, o mando de campo da edição feminina foi definido por sorteio, que favoreceu o Palmeiras. Logo, as alviverdes atuaram como mandante no clássico diante do Corinthians, que se classificou devido à conquista do Brasileirão.

Na partida, o Corinthians começou melhor e abriu o placar aos cinco minutos do primeiro tempo. Mas o Palmeiras equilibrou as ações e empatou aos 39, com Bia Zaneratto, em sua reestreia pelo clube. O segundo tempo teve oportunidades para os dois lados, mas nenhum gol mais foi anotado, terminando empatada por 1 a 1. Nos pênaltis, a goleira Kate Tapia defendeu três cobranças e o Verdão venceu por 5 a 4, garantindo o título. Os gols das Palestrinas foram marcados por Bia Zaneratto, Poliana, Duda Santos, Pati Maldaner e Tainá Maranhão.


Foto Fábio Menotti/Palmeiras

Tuna Luso Campeã Paraense 1983

A Tuna Luso quebrou a alternância entre Paysandu e Remo e voltou a ser campeão paraense em 1983, depois de 13 anos. Foi a nona conquista estadual na história do clube verde, e a primeira desde 1970.

O torneio foi realizado com oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único. O líder foi à final e os cinco melhores para um pentagonal seguinte, também disputado em turno único, cujo primeiro colocado também foi à decisão de etapa, valendo um ponto extra para a terceira fase. Nesta, as cinco melhores campanha no geral atuaram mais uma vez em turno único, com o líder indo à final do estadual, e o segundo e terceiro colocados decidindo a outra vaga.

A trajetória da Tuna Luso rumo ao título começou na vitória por 1 a 0 sobre o Tiradentes. Nos outros seis jogos, venceu três, empatou dois e perdeu um, terminando a primeira fase na terceira colocação, com dez pontos. No pentagonal, a Águia do Souza venceu dois e perdeu outras duas partidas. Com quatro, a equipe ficou em segundo lugar, três pontos atrás do Remo. A primeira etapa foi decidida entre Paysandu e Remo, com vitória remista confirmada após longas disputas nos tribunais.

Na segunda fase, a Tuna estreou novamente contra o Tiradentes, empatando por 1 a 1. Depois, o time empatou mais quatro vezes e venceu duas, ficando na vice-liderança com nove pontos, um atrás do líder Paysandu. No pentagonal, a Águia  venceu três jogos e empatou outro, somando sete pontos e obtendo a liderança. Sem explicações, a decisão de fase contra o Paysandu não aconteceu, provavelmente devido ao calendário apertado pelas pendências judiciais referentes à decisão da primeira fase, que teve ser refeita pela dupla Repa.

A Tuna aproveitou-se do desgaste institucional de Paysandu e Remo na fase final. A Águia fez 2 a 0 nos bicolores e 1 a 0 nos azulinos, além de bater o Sport Belém por 3 a 0 e o Izabelense por 2 a 0. Com oito pontos, a equipe tunante foi à decisão, enquanto o Remo teve de vencer o Paysandu na semifinal.

A final do estadual juntou Tuna Luso e Remo em duas partidas no Mangueirão. Na primeira, a Águia perdeu por 1 a 0. No segundo jogo, o time tunante aproveitou-se do regulamento e venceu 2 a 1, garantindo o título pelo fato de ter sido líder no pentagonal anterior.
 
A campanha da Tuna Luso:
28 jogos | 16 vitórias | 8 empates | 4 derrotas | 44 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Arquivo/Tuna Luso

Goiás Campeão Goiano 1983

O Campeonato Goiano de 1983 voltou a ser verde. O Goiás chegou ao sétimo título estadual dois anos após a última conquista, em um período marcado pela alternância de hegemonia com o rival Vila Nova.

A competição contou com oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em dois turnos, com a classificação dividida em dois grupos. Os dois melhores de cada chave avançaram para a semifinal de fase, e os vencedores foram à final. A decisão foi disputada entre os ganhadoras das etapas.

A campanha do Goiás iniciou na vitória por 2 a 0 sobre o Goiânia. Nas demais 13 partidas da primeira fase, venceu mais sete vezes, quatro empates e duas derrotas. Com 20 pontos, o Esmeraldino ficou na primeira colocação do grupo B. Na semifinal, o time enfrentou o Goiânia. Na ida, perdeu por 2 a 1. Na volta, venceu por 3 a 1, com o gol da classificação saindo na prorrogação.

Na final, o Goiás iria enfrentar o Itumbiara, mas o clube foi punido em dois pontos na semifinal e sua vaga foi repassada à Anapolina, que havia sido derrotada pelo clube. O Itumbiara recorreu da decisão e disputa foi parar nos tribunais, o que fez a primeira fase ficar indefinida e travada.

Enquanto isso, a segunda fase foi iniciada. O Goiás estreou com derrota por 1 a 0 para o Itumbiara fora de casa. Na sequência, se recuperou com seis vitórias, cinco empates e duas derrotas, o que valeu 17 pontos e outra vez a liderança do grupo B. Na semifinal, o Esmeraldino encarou o Vila Nova. No primeiro jogo, venceu por 1 a 0. Na segunda partida, perdeu por 2 a 0. Como o regulamento da época não levava em conta a soma dos placares, mais uma prorrogação foi disputada para a definição do vencedor. Nela, o Goiás marcou mais um gol, diminuiu a derrota para 2 a 1 e se classificou.

A decisão da segunda etapa reuniu Goiás e Anapolina, que bateu o Itumbiara sem ressalvas. Na ida, os esmeraldinos perderam por 2 a 0. Na volta, a equipe devolveu os 2 a 0. Na prorrogação, deu empate. A vitória definitiva só veio nos pênaltis, por 5 a 4, o que garantiu o Esmeraldino na decisão.

Faltava ainda a primeira fase. O Itumbiara não conseguiu recuperar os pontos e a final acabou sendo mesmo entre Goiás e Anapolina, outra vez, tornando-se de certa forma a decisão do estadual. No primeiro jogo, em Anápolis, o Esmeraldino foi derrotado por 2 a 0. Na segunda partida, no Serra Dourada, venceu por 1 a 0. Na prorrogação, Mairon César marcou 2 a 0 e o Goiás ficou com o título antecipado, por ter vencido as duas fases.

A campanha do Goiás:
36 jogos | 18 vitórias | 9 empates | 9 derrotas | 49 gols marcados | 23 gols sofridos


Foto Arquivo/Goiás

Arsenal Campeão Mundial Feminino 2026

Pela primeira vez de maneira oficial, o futebol feminino teve seu Mundial de Clubes. A Copa das Campeãs da FIFA surgiu em 2026 com o objetivo de reunir as campeãs continentais em um formato semelhante ao que por anos foi adotado no masculino. De modo anual, a competição marcou um novo passo no processo de internacionalização do futebol feminino de clubes e serviu também como preparação institucional para um projeto ainda maior: a criação da Copa do Mundo de Clubes Feminina, prevista pela FIFA para 2028, também nos moldes do torneio masculino. Na edição inaugural, o título ficou com o Arsenal, que se tornou o primeiro campeão da história da competição.

Os participantes da Copa das Campeãs são sempre os campeões continentais do ano anterior. Na edição de estreia, o Auckland United, da Nova Zelândia, representou a Oceania; o Wuhan Jiangda, da China, entrou como campeão da Ásia; o AS Far, do Marrocos, defendeu a África como vencedor continental; o Gotham, dos Estados Unidos, representou a Concacaf; o Corinthians chegou como campeão da Libertadores Feminina; e o Arsenal, da Inglaterra, participou como campeão da Liga das Campeãs da Europa.

O regulamento da competição seguiu um modelo muito semelhante ao do Mundial masculino disputado entre 2005 e 2023. Na primeira fase, o campeão da Oceania enfrentou o vencedor da Ásia. Na segunda fase, o vencedor desse confronto encarou o representante africano. As semifinais foram divididas em dois lados: de um, os campeões das Américas, e do outro, o campeão europeu enfrentando o classificado da segunda fase. Após as semifinais, houve disputa de terceiro lugar e a decisão do título.

As duas primeiras fases foram realizadas na China e no Marrocos. No primeiro confronto, o Wuhan Jiangda venceu o Auckland United por 1 a 0. Na fase seguinte, o AS Far enfrentou o clube chinês e venceu por 2 a 1 na prorrogação, garantindo vaga na semifinal do torneio.

As semifinais e a fase final tiveram Londres como sede. Em uma das semis, o Corinthians contrariou muitos prognósticos e venceu o Gotham por 1 a 0. Na outra chave, o Arsenal enfrentou o AS Far e goleou por 6 a 0. Na disputa do terceiro lugar, o Gotham superou o AS Far por 4 a 0.

A final foi disputada no Estádio Emirates, casa do Arsenal. As gunners abriram o placar aos 15 minutos do primeiro tempo, com gol de Olivia Smith, mas o Corinthians empatou aos 21 minutos. No segundo tempo, o Arsenal voltou a ficar à frente aos 13 minutos, com gol de Lotte Wubben-Moy, e o Corinthians igualou novamente o placar aos 51 minutos, em cobrança de pênalti. Na prorrogação, as inglesas marcaram o gol da vitória aos 14 minutos do primeiro tempo, com Caitlin Foord, fechando o placar em 3 a 2 e conquistando o título inaugural da Copa das Campeãs da FIFA.


Foto Dantey Buitureida/@danteysart

Corinthians Campeão da Supercopa do Brasil 2026

A Supercopa do Brasil de 2026 abriu oficialmente a temporada do futebol brasileiro e marcou a realização da nona edição do torneio, que reúne os campeões nacionais do ano anterior. Flamengo e Corinthians garantiram presença na decisão: o clube carioca chegou após conquistar o Campeonato Brasileiro pela nona vez, enquanto a equipe paulista se classificou ao levantar a Copa do Brasil pela quarta vez.

O título ficou com o Corinthians, que se tornou bicampeão da competição após um intervalo de 35 anos. A equipe repetiu o feito de 1991 e, de forma curiosa, novamente diante do Flamengo, adversário daquela primeira decisão vencida pelo Timão.

O confronto foi disputado no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, que voltou a sediar a Supercopa depois de três anos. Esta foi a quarta vez que o estádio recebeu a decisão do torneio, com divisão exata de 50% a 50% nas arquibancadas entre torcedores de Flamengo e Corinthians.

No primeiro tempo, o Flamengo iniciou melhor a partida, mas sem conseguir encaixar o ataque nas chances que criou. Com o passar dos minutos, o Corinthians equilibrou as ações e passou a explorar os contra-ataques. O placar foi aberto aos 37 minutos, quando Gabriel Paulista marcou após cobrança de escanteio e um bate-rebate dentro da área.

Com um jogador a mais durante todo o segundo tempo, o Corinthians passou a controlar o jogo e neutralizou as ações do Flamengo. O título foi confirmado nos acréscimos, aos 52 minutos, quando Yuri Alberto aproveitou a defesa aberta e finalizou por cobertura sobre o goleiro, fechando o placar em 2 a 0.


Foto Rafael Ribeiro/CBF