Real Madrid Campeão Mundial 1960

A Copa Rio Internacional não decolou no começo da década de 50 e foi descontinuada. CBD organizou sozinha mais dois torneios internacionais na época - A Copa Rivadavia de 1953 e a Copa Charles Miller de 1955 -, sem sucesso. O torcedor só veria uma competição com a ousadia de apontar um clube campeão mundial em 1960.
Por meio da UEFA e da Conmebol, surgiu a Copa Intercontinental, com a fórmula mais simples possível: os vencedores da Copa dos Campeões Europeus (existente desde 1956) e da Copa Libertadores (existente desde 1960) se enfrentando em duas partidas, uma na América do Sul e outra na Europa. Em caso de empate na pontuação, um jogo extra no continente em que foi jogada a partida de volta. O torneio foi criado sem o apoio da FIFA, que nos primeiros anos tentou derrubar a iniciativa a qualquer custo. Porém os secretários das confederações, Pierre Delauney e José Ramón de Freitas, ignoraram as ameaças e seguiram em frente.
Da Europa, o representante foi o Real Madrid, que sagrou-se pentacampeão do continente após derrotar o alemão Eintracht Frankfurt na decisão por 7 a 3. Apenas os espanhóis tinham o gosto da vitória na competição até aquela altura. Na América do Sul, a primeira Libertadores teve como vencedor o Peñarol, que na final superou o paraguaio Olimpia com 1 a 0 na ida e 1 a 1 na volta.
A disputa mundial teve início em 3 de julho de 1960, e a primeira partida foi realizada no Estádio Centenario, em Montevidéu. Quase 72 mil torcedores acompanharam craques como Cubilla, Spencer, Puskás e Di Stéfano. Mas tantos nomes não foram suficientes para fazer o placar sair do 0 a 0 no Uruguai. Tudo ficaria para a volta na Espanha.
A segunda partida foi em 4 de setembro no Santiago Bernabéu, em Madri, com 100 mil pessoas na arquibancada. Os gols e o show ficaram este jogo. Logo com dois minutos, Puskás abriu o placar. Aos três, Di Stéfano ampliou. Aos oito, Puskás marcou o terceiro e praticamente definiu o título. Mas os merengues não sossegaram. Aos 40, Chus Herrera fez o quarto, e aos 14 do segundo tempo, Francisco Gento anotou o quinto. Ao Peñarol, restou salvar a própria honra e fazer o gol de honra aos 35 mintuos, com Spencer.
A goleada por 5 a 1 não só deu o primeiro mundial ao Real Madrid, como também estabeleceu o recorde de maior placar de todas as 61 decisões, jamais batido até os dias atuais.


Foto Arquivo/Getty Images

Fluminense Campeão da Copa Rio Internacional 1952

Apesar das desistências dos campeões de Espanha, Inglaterra e Escócia, a primeira edição da Copa Rio Internacional, em 1951, foi bem-sucedida. Tanto que FIFA, CBD e Prefeitura do Rio de Janeiro repetiram a fórmula para 1952. Mas outros convites declinados comprometeram a segunda disputa. Itália e França juntaram-se ao bolo inicial dos europeus e não enviaram representante.
Outros localidades também impuseram dificuldades: a Argentina proibiu o Racing de jogar devido a rixa da época entre AFA e CBD. Já a Alemanha forçou o Stuttgart a desistir por conta de uma lei que proibia os clubes locais de disputar competições no exterior. Assim, o país foi representado pelo Saarbrücken, da região do Sarre, administrada então pela França. Esta equipe juntou-se a mais cinco estrangeiras, além de Corinthians e Fluminense. E seriam os próprios brasileiros os donos da festa, com a felicidade do título para os cariocas.
Mas não foi fácil a trajetória do Flu. A estreia no Maracanã foi com empate sem gols contra o Sporting, de Portugal. Na segunda rodada, o Tricolor enfrentou o Grasshoppers, da Suíça, e venceu por 1 a 0, gol marcado somente na etapa final. A desforra veio na terceira partida, contra o uruguaio e classificado Peñarol, em ótima vitória por 3 a 0. O resultado alçou o Fluminense à liderança do grupo A, com cinco pontos.
Na semifinal, o adversário foi o Áustria Viena. Em dois jogos, duas vitórias: a primeira por 1 a 0 e a segunda por 5 a 2. A vaga na decisão chegou com certa facilidade, e o último oponente foi o Corinthians. Os paulistas despacharam o Peñarol com uma partida apenas. Descontentes com a arbitragem e alegando hostilidade da torcida, os uruguaios solicitaram que a volta fosse remarcada para o Rio. Como a organização e o adversário não aceitaram, o clube abandonou a competição.
A final entre brasileiros foi decidida pelo fator local, pois as duas partidas foram no Maracanã. Logo na primeira, o Flu abriu 2 a 0 de vantagem, colocando uma mão na taça. E na segunda, Didi e Marinho marcaram os gols do empate por 2 a 2, confirmando o título tricolor.
A conquista do Fluminense, embora importante, se perdeu ainda mais na lembrança dos torcedores em geral, se comparada à palmeirense de 1951. Isso ocorreu por uma soma de fatos: a Copa Rio de 1952 não atingiu o mesmo sucesso que a anterior; as várias desistências europeias, que diminuíram o nível; além da final caseira e o abandono uruguaio, que desvalorizaram a competição. Foram estas que também fizeram a FIFA largar mão da ideia por quase meio século.


Foto Arquivo/Fluminense

Palmeiras Campeão da Copa Rio Internacional 1951

Antes de começar a ler, clique aqui para entender o contexto.

Os anos 50 foram a redescoberta do futebol no mundo. Foram dez anos de paralisação internacional, entre a Copa de 1938 e os Jogos Olímpicos de 1948. Na Europa, somente alguns países arriscaram manter seus campeonatos em meio a Segunda Guerra Mundial. As coisas só começaram a voltar ao normal a partir do mundial de seleções em 1950, no Brasil.
Encantada pela organização impecável, apesar das dificuldades, a FIFA logo acertou com a CBD uma versão clubes da Copa do Mundo. Nascia então a Copa Rio Internacional. A ideia inicial era convidar os 13 campeões nacionais dos participantes da copa de seleções, mas desistências e decisões técnicas baixaram o número para oito. Ou seis, já que o Brasil não tinha uma competição nacional e Palmeiras e Vasco (campeões paulista e carioca) foram indicados juntos. Esta indicação mudaria para sempre a história palmeirense.
Os participantes foram divididos em dois grupos, um no Maracanã e outro no Pacaembu. O Verdão ficou na segunda chave, junto com o francês Nice, o iugoslavo Estrela Vermelha e o italiano Juventus. Na estreia, o Palmeiras venceu o Nice por 3 a 0. Contra o Estrela, a vitória por 2 a 1 classificou antecipadamente o clube. Na rodada final, o Alviverde foi goleado por 4 a 0 para o Juventus, perdeu a liderança e obrigou-se a viajar de São Paulo para o Rio de Janeiro.
Na condição de vice, com quatro pontos, fez a semifinal foi justamente contra o Vasco. No primeiro jogo, no entanto, os palmeirenses já mostraram sinal de força e venceram por 2 a 1. No segundo jogo, o empate por 0 a 0 selou a vaga na decisão.
Na final, o reencontro com o algoz da Itália, que na fase anterior despachou o Áustria Viena no Pacaembu. Mas o Palmeiras não deu nova chance ao azar, e na primeira partida tratou de abrir vantagem ao vencer por 1 a 0. Na segunda partida, diante de 100 mil torcedores no Maracanã, o Verdão teve que suar. O time ficou duas vezes atrás no placar, tendo que buscar dois empates. Primeiro com Rodrigues, depois com Liminha. O 2 a 2 serviu para o Palmeiras comemorar seu maior título, tratado como mundial pelas manchetes dos jornais da época.
A conquista gera controvérsia até hoje, pois ela ficou esquecida no tempo durante décadas. Desde 2001, dirigentes palmeirenses trabalhavam para que a Copa Rio fosse reconhecida como mundial. A resposta positiva veio em 2007, mas a FIFA voltou atrás meses depois, reclassificando-a como intercontinental. E desde então, ela virou alvo de muita discussão e, principalmente, corneta dos rivais.


Foto Arquivo/Agência O Globo

Todos os brasileiros que não venceram o Mundial

Antes de começarmos o grande especial com todos os campeões mundiais, o blog traz raridades. A seguir, todos os brasileiros participantes do Mundial, mas que não venceram, seja perdendo a decisão ou caindo na semifinal.
São 11 equipes, que chegaram perto, mas não sentiram o gosto do título. Confira!
O especial do Mundial vai começar em breve, e você poderá acompanhar no link que está no começo desta frase.

Foto Arquivo/Gazeta Press

Foto Arquivo/Grêmio 

Foto Masahide Tomikoshi 

Foto Arquivo/Vasco 

Foto Arquivo/Palmeiras 

Foto Arquivo/Vasco 

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 Foto Masahide Tomikoshi

Vitor Francesconi/Atlético-MG

Foto Karim Sahib/AFP 

Foto Arquivo/Flamengo

Especial Mundiais - Uma linha do tempo complexa


Desde que o mundo é mundo, a sociedade possui, talvez por instinto, a necessidade de eleger um líder. Alguém que responda e decida por todos o que é melhor para a convivência e evolução mútua. No futebol não é diferente. Aliás, o esporte nasceu (assim como todos os outros) com o objetivo de qualificar o melhor, seja equipe ou atleta.

A primeira partida oficial de futebol data de 1871, na Inglaterra. No mesmo ano, nasceu a FA Cup. Em 1873, surgiu a Scottish Cup. A ilha britânica era o único lugar onde a bola rolava, e um encontro entre os campeões das copas era o máximo alcançável para a época.

Assim, temos aí um primeiro esboço de uma competição “mundial”, enquanto o resto do mundo ainda descobria o encanto da bola de couro. Logicamente, a “FA versus Scottish” não tem nada que lembre um mundial, embora os vencedores se declarassem como tal.

Até a virada para o Século 20, toda a Europa e parte da América já batia sua bolinha. E em 1904, nasceu a FIFA. E quase junto com ela (em 1906), a primeira ideia de uma competição mundial. Mas ela não saiu do papel, pois o entendimento de alguns dirigentes da época era de que a entidade deveria cuidar exclusivamente de seleções nacionais (através do Torneio Olímpico, a partir de 1908), enquanto os clubes eram tarefa para as federações nacionais.

Ainda que a FIFA não executasse um mundial, ela reconheceu duas tentativas feitas na época, antes mesmo da criação da Copa de seleções: o Troféu Sir Thomas Lipton (entre 1909 e 1911) e a Copa Mitropa (entre 1927 e 1940). Todavia, existe um problema aí. Esses torneios eram exclusivos para europeus, e desde 1916 a bola era organizada na América do Sul pela Conmebol, a primeira entidade criada para atender a um continente. E foi ela que, em 1948, deu sinal verde para o Campeonato Sul-Americano, o primeiro esboço de um torneio internacional do Novo Mundo. Ainda não existia uma entidade europeia, mas para o continente a FIFA criou, em 1949, a Copa Latina.

E o que o Sul-Americano e a Copa Latina possuíam em comum? Além de nascerem após a 2ª Guerra Mundial, foram elas o embrião da primeira competição verdadeiramente mundial, que fizeram clubes atravessar um oceano: a Copa Rio Internacional, em 1951. O torneio foi criado a partir de uma ideia abortada: a mudança da Copa do Mundo para ser feita de dois em dois anos, a partir de 1949. A Copa Latina ocupou a primeira data, e a Copa Rio surgiu para a segunda. Vislumbrado com a organização brasileira em 1950, Stanley Rous, vice-presidente da FIFA, costurou com a CBD a organização de uma copa do mundo versão clubes, com campeões nacionais. Sua organização foi aprovada por Jules Rimet, o presidente, mas um ponto negativo foram as desistências de Espanha, Inglaterra e Escócia.

A competição continuou para 1952, porém mais desistências (inclusive durante a disputa) desanimaram a FIFA, e a edição que seria a de 1953 virou um Torneio Rio-SP com Paraguai, Escócia e Portugal (a Copa Rivadavia - sem o dedo direto da FIFA). O fato de o Brasil ter tido mais representantes que os outros (dois em 1951 e 1952, e quatro em 1953) também contribuiu para a ideia ser enterrada pelos 43 anos seguintes.

Em 1954, acontece um ponto de virada na história dos mundiais: a criação da UEFA. No ano seguinte, ela concebe a Copa dos Campeões Europeus (inspirada em todos os embriões já citados). Esta, por sua vez, inspirou a Conmebol a criar a Copa Libertadores em 1960. E logo de cara, as entidades conversaram para colocar seus campeões frente a frente, em jogos ida e volta. Nascia então a Copa Intercontinental. Sem a organização da FIFA, que apesar de fechar os olhos para o certame, tentou durante anos a inclusão das outras quatro confederações nele, sem sucesso. Mas o futebol ainda engatinhava nesses lugares. A Concacaf criou seu torneio em 1962, a CAF em 1965, a AFC em 1967 (parando em 1971 e voltando em 1985), e a OFC em 1987 (voltando depois em 1999).

Ao mesmo tempo, a FIFA concedeu permissão para a USSFA (a federação dos Estados Unidos) organizar a International Soccer League, torneio que durou até 1965 e que contou com Bangu (1960) e America-RJ (1962) como vencedores.

A primeira tentativa de inclusão na Copa Intercontinental foi com Stanley Rous, em 1967. A segunda foi em 1970. Ambas elas apoiadas nos pedidos de Concacaf, CAF e AFC. A terceira tentativa foi em 1974, já com João Havelange. Em todas elas, UEFA e Conmebol rechaçaram a ideia em prol da qualidade técnica. A tentativa derradeira foi em 1993, e nesta vez a ideia avançou, sendo aprovada pelo comitê executivo da FIFA em 1996. À parte da Copa Intercontinental, a entidade teria seu próprio Mundial, em 1999 (seria adiado para janeiro de 2000).

O Mundial da FIFA teve vida curtíssima, caindo por terra na edição cancelada de 2001. O pé de guerra entre FIFA e UEFA/Conmebol duraria até 2004, quando ambas cederam e uniram forças por meio da Toyota, o famoso patrocinador da Copa Intercontinental. Em 2005, nasceu o definitivo Mundial de Clubes, que sucedeu tudo e enfim expandiu a disputa europeia e sul-americana para todos os outros continentes.

Indiretamente, a FIFA reconheceu a importância e o êxito da Copa Intercontinental em apontar um campeão mundial, embora seu orgulho (ou arrogância?) sempre apontasse para o outro lado, o de jamais reconhecer disputas fora de sua alçada. Afinal, o Mundial dela só funcionou a partir de um torneio que já existia, não é?

E essa posição, junto com a complexa linha do tempo dos parágrafos anteriores, sempre foi um prato cheio para a corneta dos torcedores, principalmente no Brasil.

Mas tudo isso viraria pó em 2017, quando a FIFA deu o braço a torcer e reconheceu os vencedores da Copa Intercontinental como campeões mundiais.

E a Copa Rio? Bom, essa convenientemente ficou esquecida no tempo, devido ao insucesso da FIFA na sua continuidade. Tal qual uma lembrança ruim que as pessoas preferem apagar de suas mentes. Porém, é inegável que esta copa foi o primeiro tiro, o estopim para o futebol importar àquela necessidade que nasceu junto com a sociedade em se eleger um líder, de se apontar um melhor.

America-RJ Campeão da International Soccer League 1962

O segundo e último título brasileiro na International Soccer League foi em 1962, pelas mãos do America-RJ. O clube da Tijuca sucedeu o Bangu na disputa, que depois da conquista de 1960 terminou na quarta posição em 1961, competição esta vencida pelo Dukla Praga, da Tchecoslováquia. A edição de 1962 seguiu os mesmos moldes das anteriores: 12 campeões (ou vices, ou terceiros colocados...) de 12 países, divididos em duas grupos de seis. O America foi o representante brasileiro graças ao terceiro lugar na Taça Brasil de 1961, e as recusas de Santos e Bahia (campeão e vice).
No grupo A do torneio, o Sangue mostrou seu valor e passou a fase invicto. A estreia foi com empate por 1 a 1 com o Chivas Guadalajara no México. Já nos Estados Unidos, em Chicago, o America venceu por 3 a 2 o Palermo, da Itália. A chave foi completada em Nova York, com vitória por 3 a 2 sobre o Hajduk Split, da Iugoslávia, empate por 1 a 1 com o Reutlingen 05, da Alemanha Ocidental, e nova vitória por 3 a 2 sobre o Dundee, da Escócia. Com oito pontos, o America liderou o grupo e avançou para a decisão.
O adversário na final foi o Belenenses, de Portugal, em partidas de ida e volta, ambas no Estádio Randall's Island. No primeiro jogo, o America aplicou 2 a 1 no oponente, gols de Luís Carlos e Mauro. No segundo jogo, outra vitória, agora por 1 a 0. O gol do título foi marcado por Zezinho. A conquista da ISL já estava garantida para o America-RJ, mas havia ainda uma última etapa.
Na verdade, a International Soccer League oferecia dois troféus: além da competição em si, a American Challenge Cup também estava em jogo. Nas duas primeiras edições, o campeão da ISL levava as duas taças. A partir de 1962, no entanto, o vencedor da ISL teria que enfrentar o campeão da ACC da temporada passada. Assim, o Rubro enfrentou duas vezes o Dukla Praga, empatando por 1 a 1 na ida e perdendo por 2 a 1 na volta. A ISL duraria até 1965, e o Brasil não chegaria mais na decisão: em 1963, o representante foi o Sport; em 1964, o Bahia; e em 1965, a Portuguesa.


Foto Arquivo/America-RJ

Bangu Campeão da International Soccer League 1960

A International Soccer League foi uma competição de futebol realizada na cidade americana de Nova York. A competição tinha a autorização da FIFA, dada por Stanley Rous, então presidente da Associação Inglesa de Futebol, secretário-geral e vice-presidente da FIFA, e que entre 1961 e 1974, seria presidente da entidade. A Liga foi fundada em 1960 por William "Bill" Cox, um milionário norte-americano fã de esportes. A ideia dele era convidar todos os campeões nacionais das seleções que participaram da Copa do Mundo de 1958 de Seleções, mais Itália e Uruguai. Mas Cox esbarraria nos calendários dos campeonatos nacionais, que não batiam as datas. E no convite ainda se exigia que os clubes mandassem seus times titulares.
Depois de algumas recusas, participaram 12 times de 12 países diferentes, com a escolha baseada nas classificações nas temporadas 1958/59 e 1959/60. Por causa do Torneio Rio-SP, Fluminense (campeão carioca de 1959) e Palmeiras (campeão paulista), assim como o Santos (vice-campeão paulista), não puderam aceitar o convite. Já o Campeonato Carioca teve dois vice-campeões, Bangu e Botafogo. Como o Alvirrubro era o único que não disputaria o Torneio Rio-SP, foi o escolhido para representar o Brasil.
A ISL foi composta por duas chaves de seis times, e o Bangu ficou no grupo B. A equipe de Zózimo, Válter e Ademir da Guia passou a fase invicta. Estreou com 4 a 0 sobre a Sampdoria (Itália), fez 3 a 2 no Rapid Viena (Áustria), goleou por 5 a 1 o Sporting (Portugal), empatou por 0 a 0 com o IFK Norrköping (Suécia) e venceu por 2 a 0 o Estrela Vermelha (Iugoslávia). A última rodada foi um confronto direto, e o Alvirrubro avançou para a final com nove pontos.
Os líderes das chaves se enfrentaram na decisão, no Estádio Polo Grounds. O adversário do Bangu foi o Kilmarnock, da Escócia. Diante de mais de 25 mil torcedores, o Alvirrubro sagrou-se campeão com vitória por 2 a 0, ambos os gols marcados por Válter. Apesar de não ter participado da final, Ademir da Guia foi escolhido o MVP (melhor jogador) da competição. E devido a chancela da FIFA ao torneio, o Bangu até hoje reivindica para si o reconhecimento do título como mundial.


Foto Arquivo/Bangu

Todos os vice-campeões brasileiros de competições secundárias da Conmebol

A série dos vice-campeões está de volta. Desta vez, com todos os brasileiros vice-campeões nas competições secundárias da Conmebol: Supercopa, Copa Conmebol, Copa Mercosul e Copa Sul-Americana. O título do post ficou longo, mas foi preciso para englobar tudo em uma coisa só.
Agora, sem enrolação, vamos para os pôsteres que quase foram para as paredes dos torcedores.
Para relembrar os brasileiros campeões destas competições, acompanhem, pela ordem: SupercopaCopa ConmebolCopa Mercosul e Copa Sul-Americana.

Foto Arquivo/Estado de Minas

 Foto Reprodução/TV Globo

 Foto Arquivo/Flamengo

 Foto Arquivo/Gazeta Press

 Foto Arquivo/São Paulo

Foto Arquivo/Atlético-MG

 Foto Arquivo/CSA

Foto Arquivo/Cruzeiro

Foto Arquivo/Palmeiras

Foto Carlos Oliveira/Gazeta Press

Foto Juha Tamminen

Foto Fernando Soutello/AGIF/Gazeta Press

Foto Divulgação/Agencia Photogamma

Foto Marcos Ribolli/Globoesporte.com

Foto Gilvan de Souza/Flamengo

Ferroviária Campeã do Brasileiro Feminino 2019

A Série A1 do Brasileiro Feminino de 2019 contou com nova mudança no regulamento. Os grupos deixaram de existir, e as 16 participantes passaram a se enfrentar em chave única, em turno único. O calendário também foi esticado, enquanto a fase de mata-mata permaneceu igual. O ano do maior campeonato da história também foi marcado pelas parcerias. A imposição da CBF, em que os times masculinos também devem possuir um feminino fez o Athletico-PR se unir ao Foz Cataratas, o Avaí ao Kindermann e o Santa Cruz ao Vitória das Tabocas. Na contramão, o Rio Preto (vice de 2018) encerrou as atividades e cedeu lugar ao Internacional (terceiro na Série A2).
E no ano em que a competição apareceu na TV aberta pela primeira vez, na Bandeirantes, surgiu um bicampeão: a Ferroviária. Mas a campanha das Guerreiras Grenás começou com derrota, de 1 a 0 para o Kindermann em Caçador. No primeiro jogo em Araraquara, empate por 2 a 2 com o Iranduba. A primeira vitória só veio na quarta rodada, por 2 a 1 sobre o Foz em casa. Durante a primeira metade da fase, a equipe teve só este triunfo. Foi a partir do oitavo jogo, 1 a 0 na Ponte Preta em casa, que a Ferroviária embalou. Foram mais quatro vitórias depois desta segunda, terminando a fase com goleada por 7 a 0 sobre o Vitória das Tabocas na Fonte Luminosa. A Locomotiva se classificou em sétimo lugar, com 23 pontos, seis vitórias, cinco empates e quatro derrotas. Tudo zerado para o mata-mata, e nas quartas de final, o enfrentamento foi contra o Santos, e com emoção. Na ida em Araraquara, derrota por 2 a 1. Na volta em Santos, as Guerreiras devolveram o resultado e venceram por 3 a 1 nos pênaltis. Emoção igual foram as semifinais contra o Kindermann. As duas partidas acabaram em 1 a 1. Os pênaltis fora de casa mais uma vez levaram a equipe grená à frente, agora com vitória por 4 a 2.
A final contra o Corinthians não foi diferente. A ida foi na Fonte Luminosa, e a Ferroviária saiu na frente com gol da artilheira Millene logo no primeiro minuto. Mas o rival empatou em 1 a 1 e não permitiu uma vantagem. A volta foi no Parque São Jorge, e o empate desta vez foi por 0 a 0. E pela terceira vez, as Guerreiras Grenás tiveram que fazer a história nas penalidades, novamente por 4 a 2. E a história se fez também no banco de reservas com Tatiele Silveira, que se tornou a primeira técnica campeã nacional.


Foto Lucas Figueiredo/CBF

Corinthians Campeão Brasileiro Feminino 2018

O novo regulamento do Brasileiro Feminino Série A1 foi mantido para o ano de 2018. E pela primeira vez, as trocas de participantes de deram apenas por conta do rebaixamento: Grêmio e Vitória deram lugar para Pinheirense e Portuguesa. Paraenses e paulistas vieram da Série A2 e se uniram às demais 14 equipes. As grandes forças permaneceram intactas. Santos, Flamengo, Rio Preto e Corinthians pintaram desde o início como os principais favoritos. E a taça ficou o Alvinegro da capital de São Paulo.
No grupo 1 da competição, as Minas do Timão estrearam com goleada por 4 a 1 contra o São Francisco-BA em casa. E a equipe jamais perdeu na primeira fase. Os primeiros pontos perdidos ocorreram na quinta rodada, no empate sem gols com o Kindermann em Santa Catarina. Antes disso, o Corinthians aplicou 8 a 0 no Pinheirense em São Paulo. Até o fim da etapa, o Alvinegro conseguiu dez vitórias e quatro empates. Outros triunfos memoráveis foram os 5 a 3 sobre a Ferroviária em Araraquara na sétima rodada, e os 6 a 1 sobre o Pinheirense em Belém na 11ª rodada. Com 34 pontos, a equipe se classificou com sobras na liderança. Nas quartas de final, o Corinthians enfrentou a Ponte Preta. A equipe avançou com duas vitórias, por 1 a 0 em Campinas e por 2 a 0 no Parque São Jorge. A semifinal foi contra o Flamengo, onde aconteceu a única derrota das Minas. Foi na ida no Rio de Janeiro, por 2 a 1. Na volta em São Paulo, o time alvinegro aplicou 4 a 2 e avançou rumo à decisão.
Na final, o Corinthians enfrentou a equipe do Rio Preto. A ida foi jogada no Anísio Haddad e as Minas venceram por 1 a 0, gol de Maga. A volta foi no Parque São Jorge, e o primeiro título do clube foi confirmado com goleada por 4 a 0, gols de Millene, Yasmin, Marcela e Maga.


Foto Mauro Horita/CBF