ABC Campeão Potiguar 1984

Em 1984, o ABC chegou a 38 títulos potiguares, recorde total no Brasil. A conquista do bicampeonato consolidou o bom momento vivido pelo clube alvinegro, depois de acabar com a hegemonia do rival.

O estadual teve oito times na disputa de três fases iguais. Todos os participantes se enfrentaram três vezes em turno único, com os quatro melhores passando a um quadrangular de dois turnos. Os vencedores de cada turno e cada quadrangular se enfrentaram por uma vaga na fase final.

A campanha do ABC começou na vitória por 1 a 0 sobre o Riachuelo. Nos outros seis jogos da primeira fase, venceu cinco vezes e empatou uma, terminando como líder com oito pontos. No quadrangular, o Elefante obteve mais quatro vitórias, um empate e uma derrota contra América, Alecrim e Riachuelo. Com nove pontos, o time ficou em primeiro lugar e evitou a decisão de fase, indo diretamente à final geral.

Na segunda fase, o ABC estreou com vitória por 3 a 0 sobre o Atlético de Natal. Nas demais seis partidas, venceu quatro, empatou uma e perdeu uma, acabando na segunda colocação com 11 pontos, um a menos que o líder América. No quadrangular, diante de América, Potiguar de Mossoró e Baraúnas, a equipe alvinegra conseguiu outras quatro vitórias, um empate e uma derrota, encerrando na liderança com nove pontos. Na decisão contra o América, o Elefante empatou a ida sem gols e venceu a volta por 1 a 0, o que deu um ponto extra ao clube na fase final.

Na terceira fase, o Atlético voltou a ser o primeiro adversário do ABC, com vitória alvinegra por 2 a 0. Depois, o time venceu mais quatro vezes, empatou uma e perdeu uma, o que valeu a liderança com 11 pontos, superando o América pelo número de vitórias. No quadrangular, o Elefante enfrentou América, Baraúnas e Alecrim. Com apenas uma vitória, três empates e duas derrotas, o ABC somou cinco pontos e terminou em terceiro lugar, três pontos atrás do líder Baraúnas.

A final da terceira fase reuniu ABC e Baraúnas em duas partidas. Para o Elefante, a decisão significava antecipar a conquista do título estadual. Para o rival do interior, seria necessário superar o oponente da capital e forçar outra final. Na ida, em Mossoró, os alvinegros venceram por 2 a 0 e encaminharam a conquista. Na volta, no Castelão em Natal, o empate por 2 a 2 confirmou a taça.

A campanha do ABC:
43 jogos | 27 vitórias | 11 empates | 5 derrotas | 80 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Maurício Coutinho/Placar

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 1984

Após assistir três anos de hegemonia de um de seus maiores rivais, o Sampaio Corrêa voltou a ser campeão maranhense em 1984, chegando ao número de 17 conquistas, ficando a apenas uma de diferença para o Moto Club.

O torneio teve a presença de dez times. Na primeira fase, eles foram divididos em dois grupos e jogaram em turno único, um grupo contra o outro. Os quatro melhores no geral foram a um quadrangular seguinte, em dois turnos, que deu um ponto extra ao líder para a terceira etapa. Na segunda fase, seguiram as oito melhores campanhas, novamente separadas em duas chaves. Desta vez, os cinco melhores passaram a um pentagonal, que também em dois turnos definiu um ponto de bônus ao líder. A terceira fase juntou os vencedores das duas fases anteriores e os dois times de melhor campanha no geral, em um quadrangular de dois turnos. Por fim, os dois primeiros da terceira etapa foram à decisão.

No grupo A, o Sampaio Corrêa começou a campanha no empate por 2 a 2 com o Tupan em casa. Depois, venceu dois jogos, empatou um e perdeu um. Com seis pontos, o time liderou a chave. Porém, por motivos desconhecidos (talvez por ter tido menos pontuação que quatro adversários do grupo B), a Bolívia Querida não foi ao quadrangular, que acabou vencido pelo Moto Club.

Na segunda fase, o Sampaio virou a chave e cresceu. Estreou com empate sem gols com o Imperatriz fora, seguido por outro empate e duas vitórias. Com seis pontos, a equipe liderou de novo o grupo A, desta vez indo ao pentagonal. Em mais oito partidas, o Tubarão venceu cinco e empatou três, garantindo 13 pontos, a liderança e vaga na terceira fase com um ponto extra. Como destaque na conquista da segunda fase, ficou a incrível vitória por 6 a 4 sobre o Tupan, na nona rodada

O confuso estadual seguiu na terceira fase. Na estreia, o Sampaio Corrêa fez 3 a 1 no Tupan. Nos outros cinco jogos, venceu três e empatou dois, o que deu 11 pontos à Bolívia Querida, além do primeiro lugar e a vaga na decisão.

Na final, o Sampaio Corrêa enfrentou o Maranhão, que foi o vice-líder da terceira fase com oito pontos. A decisão aconteceu em partida única no Castelão, em São Luís. Com gol do atacante Bimbinha, o Tubarão superou o rival pelo placar de 1 a 0, colocando fim a quatro de anos de espera pelo título maranhense.

A campanha do Sampaio Corrêa:
24 jogos | 14 vitórias | 9 empates | 1 derrota | 50 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Jairo Brasil/Placar

CSA Campeão Alagoano 1984

Pela 27ª vez, o CSA chegou ao título alagoano. A reconquista do título estadual aconteceu em 1984, dois anos depois do tricampeonato que abriu a década de 1980, com uma campanha extrema.

A competição teve oito participantes. Na quatro primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os quatros melhores indo para um quadrangular seguinte. O líder do turno de e do quadrangular fizeram a decisão pelas vagas na fase final. A decisão do campeonato foi composta por um quadrangular de dois turnos entre os ganhadores das quatro fases, com pontos extras para aqueles que foram líderes tanto dos turnos quanto dos quadrangulares, bem como os vencedores de cada etapa.

A trajetória do CSA na primeira fase começou no empate sem gols com o São Domingos. Nos outros seis jogos, venceu três, empatou dois e perdeu um, terminando em segundo com dez pontos, atrás do CRB. No quadrangular, o Azulão venceu CSE, ASA e CRB, encerrando em primeiro com seis pontos. Na final, o time venceu o rival CRB por 1 a 0 e, inicialmente, levou a vaga na decisão. Porém, meses depois, o CSA perdeu pontos da vitória para o ASA, o que fez o clube perder a vaga na final para o adversário. Na nova decisão, o rival regatiano venceu o time do interior.

Na segunda fase, o CSA estreou com vitória por 2 a 0 sobre o Capelense. Depois, venceu mais quatro, empatou uma e perdeu uma, ficando na segunda posição com 11 pontos, de novo atrás do CRB. No quadrangular, vitórias sobre ASA e Ferroviário de Maceió, e empate com o CRB deixaram o Azulão na liderança com cinco pontos. Sem explicação (talvez alguma correlação com o tapetão na primeira fase), não houve final da fase, com a vaga ficando diretamente com o CSA.

Já garantido na fase final, o CSA começou a terceira fase com vitória por 3 a 0 sobre o Ferroviário. Na sequência, venceu mais duas vezes e empatou quatro, ficando no terceiro lugar com dez pontos, atrás do Capelense pelo número de vitórias. No quadrangular, o Azulão bateu ASA, Capelense e CRB, encerrando na liderança com seis pontos. Na decisão, o time alviazul fez 2 a 0 no Capelense.

Seguindo à quarta fase, o CSA abriu com derrota por 1 a 0 para o CSE. Nas demais seis partidas, venceu cinco e empatou uma, o que deixou o time na vice-liderança com 12 pontos, um a menos que o líder CRB. No quadrangular, a equipe repetiu a receitas das etapas anteriores ao empatar com o CSE e vencer Capelense e CRB, terminando na liderança com cinco pontos. Na final, o Azulão fez 2 a 0 no CRB e levou a terceira fase em quatro.

Por fim, com seis pontos extras, o CSA fez o quadrangular final contra CRB (três pontos), Capelense e ASA (ambos com um ponto). Tanta vantagem permitiu ao Azulão levar o título de maneira antecipada. Depois de ganhar dois jogos e perder outros dois, a equipe fez 4 a 0 no ASA na quinta rodada e chegou a 12 pontos, contra nove do CRB, ficando inalcançável para o rival.

A campanha do CSA:
48 jogos | 31 vitórias | 11 empates | 6 derrotas | 84 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Arlindo Tavares/Placar

Mixto Campeão Mato-Grossense 1984

Depois de ver seu domínio ser interrompido em 1983, o Mixto voltou a vencer o Campeonato Mato-Grossense em 1984, chegando ao seu 20º título na história da competição estadual.

O certame contou com a presença de sete times em três fases. Nas duas primeiras, todos se enfrentaram em turno único, mas foram classificados em dois grupos, um com quatro equipes e outro com três. O líder de cada chave fez a final A decisão do campeonato reuniu os vencedores das duas etapas anteriores e as duas melhores campanhas entre os outros clubes, em um quadrangular de dois turnos.

A trajetória do Mixto na primeira fase começou na vitória por 1 a 0 sobre o Atlético. Nas demais cinco partidas, o time venceu duas, empatou duas e perdeu uma, encerrando na liderança do grupo A com oito pontos. Na final, o Tigre da Vargas enfrentou o rival Operário. Na ida, perdeu por 1 a 0. Na volta, venceu por 2 a 0 e forçou um terceiro jogo. No desempate, os alvinegros venceram por 2 a 1 e se classificaram para a decisão.

Na segunda fase, o Mixto voltou a estrear contra o Atlético, vencendo-o por 3 a 0. Na sequência, venceu mais três vezes e empatou duas, voltando a terminar em primeiro lugar no grupo A, desta vez com dez pontos. Na decisão, outra vez contra o Operário, o Tigre empatou a ida por 1 a 1 e venceu a volta por 2 a 0. A conquista também da segunda etapa rendeu ao Mixto um ponto extra para o quadrangular final.

Na fase decisiva, o Mixto teve a companhia de Operário, União Rondonópolis e Barra do Garças. Na abertura, o time venceu o Barra por 3 a 2 em casa. Depois, empatou sem gols com o União fora, e perdeu por 1 a 0 para o Operário. No returno, a equipe alvinegra voltou a empatar por 0 a 0 com o União, no Verdão, mas fez 4 a 2 no Barra fora de casa, na quinta rodada.

A uma rodada do fim, o Mixto era o líder do quadrangular com sete pontos, seguido pelo Operário com seis e o União com cinco. Todos com chances de título. No Estádio Verdão, o Tigre da Vargas enfrentou seu maior rival em confronto direto valendo a taça. Podendo jogar pelo empate, o time alvinegro chegou ao título com vitória por 2 a 0, retomando o domínio estadual após dois anos.

A campanha do Mixto:
23 jogos | 13 vitórias | 7 empates | 3 derrotas | 36 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Ronaldo Kotscho/Placar

Paysandu Campeão Paraense 1984

Sem conseguir fazer o tetracampeonato em 1983, o Paysandu voltou a abrir uma sequência de títulos paraenses em 1984. Desta vez, o clube seria mais modesto e faria um bicampeonato, a começar pela conquista da 33ª taça.

O estadual foi realizado com oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os cinco melhores avançando para um pentagonal, também de mão única. O líder de cada pentagonal se classificou para a final. Caso houvesse empate na liderança, um jogo-extra decidiria o finalista.

O caminho do Paysandu competição começou na vitória por 1 a 0 sobre o Sport Belém. Nas seis partidas seguintes, o time venceu mais quatro, empatou uma e perdeu uma, se colocando na terceira colocação da primeira fase, com 11 pontos. Com três pontos a menos que a líder Tuna Luso, o Papão foi ao pentagonal. Em mais quatro jogos, o Papão acumulou duas vitórias e duas derrotas, o que o deixou outra vez em terceiro, com quatro pontos. A equipe viu tanto Tuna Luso quanto Remo empatarem com sete pontos. No desempate entre eles, a Tuna venceu nos pênaltis.

Tudo mudaria a partir da segunda fase. Na estreia, o Paysandu goleou o Tiradentes por 5 a 0. Depois, fez 6 a 0 no Sport Belém e outro 6 a 0 no Pinheirense. Com mais quatro vitórias, o Papão fez 100% de aproveitamento e foi ao pentagonal na liderança, com 14 pontos.

No pentagonal, o Paysandu voltou a golear na abertura, desta vez fazendo 4 a 0 no Izabelense. Depois, bateu o Sport Belém por 2 a 1, empatou sem gols com o Remo e venceu a Tuna Luso por 1 a 0. Com sete pontos, o time bicolor ficou na liderança e se garantiu na decisão.

O Paysandu voltou para a final do Campeonato Paraense e teve pela frente a Tuna Luso, que defendia o título e tinha uma campanha idêntica ao dos bicolores. Em partida única no Mangueirão, quem vencesse levaria o título. Empate provocaria uma prorrogação. Embora a Tuna tivesse tentado, o Papão foi mais forte no ataque e chegou ao título ao vencer por 1 a 0, gol anotado por Cabinho, de pênalti e já no segundo tempo de jogo.
 
A campanha do Paysandu:
23 jogos | 18 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 47 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Paysandu

Vila Nova Campeão Goiano 1984

A alternância de forças estava muito viva no Campeonato Goiano da década de 1980. Em 1984, foi a vez do Vila Nova recuperar o título estadual e chegar a 11 títulos na sua história.

O estadual teve 12 times na participação. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com cada líder garantindo um ponto extra para a fase final. Nesta, as quatro melhores campanhas na soma geral disputaram um quadrangular de dois turnos. A princípio, valendo o título, mas confusões nos tribunais fariam ocorrer a disputa de uma quarta fase, esta sim para coroar o campeão.

A campanha do Vila Nova começou com derrota por 2 a 0 para o Ceres. A primeira vitória aconteceu no jogo seguinte, por 3 a 0 sobre o Goianésia. Mas o Tigrão não conseguiu emendar uma boa primeira fase, com mais três vitórias, três empates e três derrotas nas partidas restantes. Com 11 pontos, o time foi o sexto colocado, seis pontos atrás do líder Goiânia, que garantiu seu ponto extra.

Na segunda fase, o Vila Nova melhorou. Estreou com vitória por 3 a 0 sobre o Nacional de Itumbiara, seguido por cinco vitórias, quatro empates e uma derrota nos dez jogos seguintes. O time colorado conseguiu somar 16 pontos e acabou na liderança, conseguindo o ponto extra para a etapa seguinte.

Tudo ocorreu bem até o fim da segunda fase. Goiânia, Vila Nova, Atlético e Goiás fizeram as quatro melhores campanhas e estavam no quadrangular final. Porém, irregularidades cometidas pelo Goiás fez a disputa acontecer sub júdice, até o clube ser julgado pelo TJD goiano. Nas seis partidas que que o Tigrão disputou, fez quatro vitórias, um empate e uma derrota, com dez pontos e a primeira colocação. Os resultados davam o título ao Vila, mas o tapetão decidiu pela exclusão do Goiás da fase final, e sua substituição pelo Rio Verde, quinto colocado na soma das duas primeiras etapas.

Um novo quadrangular foi realizado, com o Rio Verde no lugar do Goiás, e um ponto extra concedido ao Vila Nova. Porém, ninguém mais sabia o que valia ou não, até mesmo se o Goiás poderia recorrer e recuperar seu lugar na fase final. Segundo dados da RSSSF Brasil, a etapa com os esmeraldinos acabou transformada em uma terceira fase, enquanto matérias da Revista Placar dizem que o quadrangular foi anulado. De qualquer forma, o Vila Nova não quis correr riscos e arrancou na decisão com três vitórias e um empate nas quatro primeiras rodadas. Na quinta partida, o Tigrão bateu o Rio Verde por 1 a 0 no Serra Dourada e enfim confirmou o título. A última rodada nem foi realizada, devido ao desgaste causado pela confusão para times, dirigentes e torcedores.

A campanha do Vila Nova (segundo a RSSSF Brasil):
33 jogos | 18 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 46 gols marcados | 24 gols sofridos

A campanha do Vila Nova (segundo a Revista Placar):
27 jogos | 14 vitórias | 8 empates | 5 derrotas | 36 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Ronaldo Kotscho/Placar

Tocantinópolis Campeão Tocantinense 2026

De maneira invicta, o Tocantinópolis reconquistou o título tocantinense depois de três anos, chegando a oito conquistas ao longo de sua história (se contarmos um título da era amadora), empatando com o Palmas no posto de maior vencedor estadual.

O torneio foi disputado por oito times, que na primeira fase se enfrentaram em turno único. Em sete partidas, o Tocantinópolis venceu seis e empatou uma, encerrando na liderança com 19 pontos. Na semifinal, o Verdão do Norte enfrentou o Capital em eliminatória difícil. Em Palmas, venceu por 2 a 1. Em casa, no Ribeirão, empatou por 2 a 2.

Na final, o Tocantinópolis encarou o União-TO, que passou pelo Gurupi. Na ida, no Mirandão, em Araguaína, o Papagaio segurou empate por 1 a 1. Na volta, no Ribeirão, o Tocantinópolis venceu por 2 a 1, de virada, conquistando o título.

A campanha do Tocantinópolis:
11 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 17 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Edson Júnior/@juniorr_fotos