Joinville Campeão Catarinense 1984

Em mais um capítulo de uma década vencedora, o Joinville conquistou o heptacampeonato catarinense em 1984. O título representou o oitavo estadual vencido pelo clube em oito anos de existência.

Mais uma vez, o estadual foi arrastado, com 12 participantes em três fases. Na primeira, a Taça Governador do Estado, os times foram separados em dois grupos e jogaram em dois turnos. Cada líder foi à semifinal. Depois, nova organização em duas chaves, com mais dois líderes indo ao mata-mata. Na segunda fase, a Taça J.A. Rebelo, todos se enfrentaram em turno único, mas divididos em quatro grupos. Os dois melhores de cada chave foram ao mata-mata. A terceira fase foi igual a anterior, mas chamada de Taça Aldo Almeida. Por fim, o três vencedores de fases e o time de melhor campanha na soma geral disputaram o quadrangular final em dois turnos.

A história do Joinville começou na vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense fora de casa. Depois, venceu mais três vezes, empatou três e perdeu uma, ficando na liderança do grupo A da primeira fase com 15 pontos. No outro turno da primeira fase, o JEC venceu quatro jogos, empatou quatro e perdeu dois, encerrando em segundo no grupo C com 12 pontos, atrás do Criciúma no saldo de gols. Na semifinal, o Coelho passou pelo Blumenau. Na final, bateu o Figueirense depois empatar os dois primeiros jogos por 1 a 1 e vencer o terceiro por 1 a 0 no Ernestão.

Na segunda fase, o Joinville iniciou com derrota por 2 a 0 para o Inter de Lages fora de casa. Nas outras dez partidas, venceu quatro, empatou duas e perdeu quatro. Com apenas dez pontos, a campanha foi irregular, mas o JEC deu sorte que seus oponentes no grupo A (Rio do Sul e Marcílio Dias) foram piores, e isso foi suficiente para a liderança da chave. Nas quartas de final, os tricolores passaram pela Chapecoense. Na semifinal, bateram o Figueirense. Na final, Joinville superou o Blumenau com empate por 1 a 1 fora e vitória por 2 a 0 no Ernestão. As conquistas das duas primeiras fases deram um ponto extra ao JEC no quadrangular final.

O torneio foi para a terceira fase com uma desistência: o Carlos Renaux saiu da disputa devido às enchentes que atingiram a cidade de Brusque. O Joinville voltou a estrear com derrota para o Inter de Lages, por 2 a 1 em casa. Nas demais nove partidas, venceu quatro, empatou quatro e perdeu uma. Com 12 pontos, o JEC ficou no segundo lugar do grupo A, dois pontos a menos que o líder Avaí. Nas quartas de final, bateu o Blumenau nos pênaltis. Na semifinal, tirou o Figueirense. Na final, o Coelho foi superado pelo Avaí, que avançou ao quadrangular.

O Joinville chegou à fase final com um ponto a mais que Avaí, Figueirense e Blumenau (os dois últimos ocuparam as vagas pela soma geral). Em uma disputa forte contra os alvinegros, o JEC chegou ao título na última rodada. Depois de vencer dois jogos e empatar três nas cinco rodadas anteriores, os tricolores tinham oito pontos contra seis do Figueirense. Na partida derradeira, os times se enfrentaram no Orlando Scarpelli, e o Joinville segurou o empate por 0 a 0 para ser campeão mais uma vez.

A campanha do Joinville:
64 jogos | 29 vitórias | 23 empates | 12 derrotas | 83 gols marcados | 55 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Náutico Campeão Pernambucano 1984

Depois de dez anos, o Náutico voltou a comemorar um título pernambucano em 1984. O clube alvirrubro saiu da fila e chegou ao 16º títulos após uma maratona imposta pelo regulamento.

Onze times disputaram o estadual, em três fases iguais. Na primeira fase, todos se enfrentaram em turno único, com os cinco melhores indo à um pentagonal. O líder de cada turno fez a final. Na segunda fase, continuaram os dez melhores da etapa anterior, com turno, pentagonal e final entre os líderes. Na terceira fase, permaneceram os oito melhores da etapa anterior, novamente com turno, pentagonal e decisão. O ganhador de cada fase foi à final geral.

A trajetória do Náutico começou na goleada por 8 a 0 sobre o Ferroviário de Recife. Nos outros nove jogos da primeira fase, venceu mais sete e empatou dois, terminando com 18 pontos. O time ficou empatado na liderança com o Sport, tendo de fazer uma partida extra para definir o primeiro finalista da fase. Depois de empatar por 1 a 1, o Timbu venceu nos pênaltis por 3 a 1. No pentagonal, a equipe venceu dois jogos, empatou um e perdeu um, tornando a empatar com os rubro-negros na liderança com cinco pontos. No desempate, o Náutico perdeu por 2 a 0. Por fim, na decisão da etapa, em outro Clássico dos Clássicos, os times ficaram no 2 a 2. De novo nos pênaltis, o alvirrubro venceu por 4 a 3.

Na segunda fase, o Náutico estreou com nova goleada, por 6 a 0 sobre o Íbis. Na sequência, venceu mais cinco vezes, empatou duas e perdeu uma, encerrando em terceiro lugar com 14 pontos, três a menos que o líder Sport. No pentagonal, a equipe alvirrubra ganhou duas partidas, empatou uma e perdeu uma, tornando a somar cinco e a ficar com a liderança empatada, mas com o Santa Cruz. No desempate, o Timbu perdeu por 1 a 0. A etapa foi vencida pelo Santa Cruz em cima do Sport.

A estreia do Náutico na terceira fase foi na vitória por 1 a 0 sobre o Atlético Caruaru. Nas demais seis partidas, o time venceu três e perdeu três, terminando em quarto lugar com oito pontos, seis atrás do líder Santa Cruz. No pentagonal, desta vez o Timbu foi líder isolado, com sete pontos, três vitórias e um empate. Na decisão da fase, os alvirrubros venceram o Santa Cruz por 2 a 1 e conquistaram uma vantagem do empate para a final.

Com a primeira e a terceiras fases no bolso, o Náutico decidiu o título estadual no Arruda contra o Santa Cruz, ganhador da segunda etapa. Como o Timbu estava com a vantagem do empate, entrou em campo para fazer valer o regulamento ao seu favor, sem precisar de outra partida. O resultado de 0 a 0 colocou ponto final ao jejum alvirrubro.

A campanha do Náutico:
44 jogos | 26 vitórias | 10 empates | 8 derrotas | 85 gols marcados | 28 gols sofridos


Foto Maurício Coutinho/Placar

Sergipe Campeão Sergipano 2026

O Sergipe voltou a escrever seu nome na história do Campeonato Sergipano e venceu o estadual de 2026, depois de quatro anos longe da taça. A conquista levou o clube vermelho para 38 ao todo na história, cada vez mais à frente como o maior ganhador na história local.

A competição teve dez participantes, que atuaram em turno único na primeira fase. O líder foi direto à semifinal, já do segundo ao sétimo avançaram às quartas de final. Em nove partidas, o Sergipe venceu seis, empatou duas e perdeu uma, o que deixou o time tranquilo na liderança com 20 pontos, classificado diretamente para a fase semifinal. O Gipão esperou o América de Propriá, eliminando-o de maneira dramática, por 6 a 5 nos pênaltis após dois empates por 1 a 1, tanto no interior quanto em Aracaju, no Batistão.

Na final, o Sergipe encontrou o seu maior rival, o Confiança, que passou por Guarany e Itabaiana. Os dois jogos da decisão aconteceram no Batistão. No primeiro, os dois times empataram por 1 a 1. No segundo, o Diabo Rubro venceu por 1 a 0 e confirmou o título, evitando o tricampeonato do adversário.

A campanha do Sergipe:
13 jogos | 7 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 17 gols marcados | 9 gols sofridos 


Foto Emanuel Rocha/FSF

Goiás Campeão Goiano 2026

O maior campeão goiano está de volta ao topo depois de oito anos. O Goiás chegou ao 29º título estadual em 2026, feito que não conseguia fazer desde 2018, contando no meio do caminho com alguns tropeços em casa. Todos foram superados.

O campeonato foi disputado por 12 clubes, em um formato inédito e semelhante aos utilizados no Paulista, no Paraense e na Liga dos Campeões da Europa. Todos os times ficaram em um mesmo grupo, porém só disputaram oito jogos. Nas partidas que disputou, o Goiás obteve seis vitórias e dois empates, que colocaram a equipe na liderança com 20 pontos.

Nas quartas de final, o Esmeraldino enfrentou o CRAC, empatando por 1 a 1 em Catalão e vencendo por 4 a 1 em Goiânia, na Serrinha. Na semifinal, o Goiás bateu a Anapolina de maneira dramática, por 4 a 3 nos pênaltis, após empatar por 2 a 2 em Anápolis e também por 1 a 1 em casa.

Na final, o Goiás enfrentou o Atlético-GO, que havia batido Abecat e Vila Nova. A decisão foi um tipo de revanche pelos três vices impostos pelo rival em 2019, 2022 e 2023, os dois últimos em plena Serrinha. Na ida, o Esmeraldino encaminhou o título ao vencer por 2 a 0 no Antônio Accioly, casa do adversário. Na volta, o empate por 0 a 0 em casa garantiu a taça de forma invicta.

A campanha do Goiás:
14 jogos | 8 vitórias | 6 empates | 0 derrotas | 24 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Léo Iran/Diário de Goiás

Bahia Campeão Baiano 1984

A rotina de títulos do Bahia continuou em 1984. Naquela temporada, o clube conquistou seu 34º título baiano, a 13ª taça nos últimos 15 estaduais e o tetracampeonato, que encerrou mais uma sequência vencedora do Tricolor de Aço.

O campeonato contou com dez participantes. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando para um quadrangular. Na terceira fase, as oito melhores campanha na soma das etapas anteriores jogaram em mais um turno, com os quatro primeiros também indo a um quadrangular. O ganhador de cada quadrangular foi à fase final com um ponto extra, junto com o clube de melhor retrospecto no geral.

A campanha do Bahia iniciou no triunfo por 1 a 0 sobre a Catuense em casa. Nos outros oito jogos da primeira fase, ganhou mais quatro, empatou três e perdeu um, terminando na liderança com 13 pontos. No quadrangular, porém, o time foi somente o segundo, após empatar sem gols com o Serrano, fazer 2 a 0 no Leômico e ficar em outro 0 a 0 com o Ypiranga. O Tricolor de Aço fez os mesmos quatro pontos que o Serrano, mas ficou atrás do adversário no saldo de gols.

Na segunda fase, o Bahia estreou com empate por 1 a 1 com o Vitória. Depois, triunfou quatro vezes, empatou duas e perdeu duas, encerrando em segundo lugar com 11 pontos. No quadrangular, a equipe fez 1 a 0 no Leônico, empatou por 2 a 2 com a Catuense e ganhou por 3 a 1 do Atlético de Alagoinhas. Com cinco pontos, o Tricolor ficou em primeiro e se garantiu na fase final.

Mais sossegado, o Bahia começou a terceira fase com derrota por 2 a 0 para o Itabuna. Nas seis partidas seguintes, ganhou três e empatou três, encerrando na terceira colocação com nove pontos. No quadrangular, o saldo de gols voltou a fazer falta. Os tricolores fizeram 1 a 0 no Itabuna, perderam por 2 a 1 para a Catuense e triunfaram por 1 a 0 sobre o Vitória. Com quatro pontos, o time empatou duplamente com Catuense e Vitória, mas o time do interior teve três gols de diferença contra dois dos rubro-negros e um do Bahia, que foi somente o terceiro colocado.

Bahia, Serrano, Catuense e Leônico disputaram o quadrangular final em dois turnos, os três primeiros com um ponto extra cada. Com mais time, o Tricolor de Aço não teve problemas para bater os adversários. Chegou a empatar duas vezes por 1 a 1 contra Serrano e Leônico, mas engatou três triunfos nos jogos seguintes, por 2 a 1 sobre a Catuense, por 5 a 2 sobre o Serrano, no returno, e por 4 a 1 sobre o Leônico, confirmando o tetra com dez pontos e uma rodada de antecedência.

A campanha do Bahia:
40 jogos | 20 triunfos | 15 empates | 5 derrotas | 64 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Gildo Lima/Placar

Mixto Campeão Mato-Grossense 2026

O Mixto, maior campeão da história de Mato Grosso, deixou para trás uma fila de 18 anos e voltou a vencer o Campeonato Mato-Grossense. O título representou a 25ª conquista na história do clube, além de ser a segunda no século 21.

A competição teve dez times, que se enfrentaram em turno único na primeira fase. Em nove partidas, o Tigre da Vargas venceu quatro, empatou três e perdeu dois, terminando em segundo lugar com 15 pontos, dois a menos que o líder Luverdense. Com os resultados, o time avançou diretamente à semifinal, enquanto do terceiro ao sexto foram às quartas.

O adversário do Mixto na semifinal foi o seu maior rival, o Operário de Várzea Grande, que eliminou o Nova Mutum. Depois de empatar as duas partidas por 1 a 1, no Dito Souza e no Dutrinha, o time alvinegro venceu nos pênaltis por 4 a 2.

Na final, o Mixto encarou o Luverdense, que chegou lá ao passar ao superar o Sport Sinop. A primeira partida foi realizada em Cuiabá, no Dito Souza, terminando empatada sem gols. O segundo jogo ocorreu no Passo das Emas, em Lucas do Rio Verde, também com empate por 0 a 0. Nos pênaltis, o Tigre voltou a se sair melhor que seu oponente e venceu por 5 a 3, garantindo o título histórico.

A campanha do Mixto:
13 jogos | 4 vitórias | 7 empates | 2 derrotas | 15 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Chico Ferreira/Jornal A Gazeta

Barra Campeão Catarinense 2026

Santa Catarina passa a ter um novo campeão estadual. O Barra, de Balneário Camboriú, chegou pela primeira vez ao título em 2026 em um contexto de forte crescimento. Fundado em 2013, o clube chegou à primeira divisão catarinense em 2022 e venceu a Série D do Brasileirão em 2025, estabelecendo-se como uma força local.

Com 12 participantes, o estadual o mesmo regulamento de vários outros na temporada, com a primeira fase dividida em dois grupos, onde os time de um enfrentaram os do outro. Em seis partidas, o Barra conseguiu três vitórias e três derrotas, no limite entre a classificação e a eliminação que o colocaria no quadrangular do rebaixamento. O Pescador ficou em quarto lugar no grupo B com nove pontos, empurrando o Figueirense para o torneio da morte. Os alvinegros acabariam rebaixados ao lado do Joinville.

Nas quartas de final, o Barra superou o Santa Catarina, depois em empatar a ida por 1 a 1 na Arena Barra, em Itajaí, e vencer a volta por 1 a 0 em Rio do Sul. Na semifinal, o Pescador eliminou o Camboriú ao empatar por 1 a 1 fora e vencer por 3 a 0 em casa.

Na final, o Barra enfrentou a Chapecoense, que passou por Criciúma e Brusque. O primeiro jogo aconteceu na Arena Barra, e o Pescador abriu grande vantagem ao vencer por 3 a 1. A segunda partida foi realizada na Arena Condá. Podendo perder por até um gol, o time azul só foi vazado nos acréscimos do segundo tempo, sendo derrotado por 1 a 0 mas comemorando o título.

A campanha do Barra:
12 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 4 derrotas | 17 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Jery Souza