sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Paulista Campeão Brasileiro Série C 2001

A organização da Série C voltou para as mãos da CBF em 2001. E pouca coisa mudou em relação aos anos anteriores. Nesta nova edição foram 65 os times participantes, vindos através do desempenho nos estaduais e divididos em dez grupos regionalizados. O campeão veio do interior de São Paulo. O Paulista estava em plena parceria com a Parmalat, que através da sua marca de molho de tomate mudou o nome do clube para Etti Jundiaí. Ela já havia rendido o título da Série A2. E mais estava por vir, sob a liderança do capitão veterano Vágner Mancini.
Na primeira fase o Galo da Japi ficou no grupo 7, ao lado de outros seis times. O começo foi com vitória por 2 a 1 sobre o Santo André e empate por 0 a 0 com o Atlético Sorocaba, ambos fora de casa. Na sequência, recebeu o Madureira no Jaime Cintra e venceu por 3 a 1. Também em casa, fez 4 a 0 no America-RJ. O turno foi encerrado no Rio de Janeiro, onde derrotou o Bangu por 2 a 1 e empatou com o Olaria por 1 a 1. A primeira derrota foi na abertura do returno, de 2 a 1 para o Santo André em Jundiaí. A recuperação veio com vitórias por 2 a 0 sobre o Atlético Sorocaba em casa e por 2 a 1 sobre o Madureira fora. Outro revés foi contra o America no Rio de Janeiro, por 1 a 0. No fim, vitórias em casa, por 3 a 0 sobre o Bangu e por 2 a 1 sobre o Olaria, deram a liderança e a classificação ao Paulista, com 26 pontos. Na segunda fase, 20 equipes classificados ficaram em quatro grupos em turno único. Na chave 3, o Etti venceu todos os jogos: 3 a 1 sobre o Madureira em Jundiaí, 5 a 0 sobre o Juazeiro na Bahia, 2 a 0 sobre o Ipatinga em Minas Gerais e 5 a 0 sobre o Palmeiras Nordeste (na época chamado Independente-BA e atualmente refundado como Feirense) em casa. Com 12 pontos, avançou com a única vaga disponível para o quadrangular final. A luta final pelo acesso foi contra Atlético-GO, Guarany de Sobral e Mogi Mirim. O começo foi em Goiânia, com vitória por 3 a 2 sobre o Atlético. Depois, venceu por 2 a 1 o Mogi Mirim no Jaime Cintra e empatou por 1 a 1 com o Guarany no Ceará. O acesso do Paulista foi consumado com empate por 2 a 2 com o Guarany em casa e vitória por 3 a 1 sobre o Mogi Mirim fora.
Ainda restava a briga pelo título ao Paulista. E bastou uma vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-GO no Jaime Cintra para que o Galo da Japi comemorasse o título da Série C de 2001. A parceira com a Etti/Parmalat acabou no ano seguinte, mas o clube ocupou um lugar na segunda divisão nacional até 2007. E neste meio tempo, ainda venceu a Copa do Brasil (2005) e participou da Libertadores (2006).


Foto Alexandre Battibugli/Placar

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Malutrom Campeão Brasileiro Série C 2000

O Caso Gama afetou quase todo o calendário do futebol brasileiro em 2000. A CBF ficou impossibilitada de organizar as Séries A, B e C daquele ano, e a bola foi passada para o Clube dos 13, que criou a Copa João Havelange. Na teoria, a competição foi um aglomerado de 116 times divididos em quatro módulos. Mas na prática, cada módulo funcionou como uma divisão, sem ligação os resultados da temporada anterior. Isto explica, por exemplo, o Fluminense ter "saltado" da terceira para a primeira divisão.

-----------------------------------------------

O equivalente à Série C em 2000 foi a união dos 55 times módulos Verde e Branco, com o seu campeão ganhando uma vaga no mata-mata geral. E este campeão foi um tanto improvável, vindo de Curitiba. O Malutrom foi um clube que nasceu na década de 70 através da união entre as famílias Malucelli e Trombini. Tradicional no futebol amador da cidade, foi transformado em S/A e oficializado em 1994. Quatro anos depois, montou a primeira equipe profissional.
A boa campanha no estadual de 2000 credenciou o clube a ser chamado para a disputa da Copa João Havelange. O "Time do Garoto" ficou no grupo 2 do Módulo Branco, junto com outros seis clubes. A estreia não foi boa, perdendo por 4 a 0 para o Paulista em Jundiaí. Depois, derrota por 2 a 1 para o União Bandeirante fora de casa. A primeira vitória veio em casa, por 3 a 0 sobre o Comercial-SP. Ainda em Curitiba, fez 3 a 2 no União Rondonópolis. Na sequência, empatou por 2 a 2 com a Inter de Limeira fora. Outra vitória foi sobre o Madureira em Curitiba, por 2 a 1. No returno empatou mais três partidas e venceu outras três, por 2 a 0 sobre o União em Rondonópolis, por 4 a 1 sobre o Comercial em Ribeirão Preto, e por 2 a 1 sobre o Paulista em Curitiba. O Malutrom encerrou a primeira fase classificado como vice-líder, com 22 pontos. Na segunda fase, em quadrangular, o Garoto melhorou a campanha. Com vitórias por 2 a 0 sobre o Rio Branco-SP em Americana, pelo mesmo placar sobre o Friburguense, por 4 a 2 sobre o Santo André e por 1 a 0 sobre o Rio Branco - as três em casa -, além de dois empates, o Malutrom se classificou com 14 pontos. Na terceira fase, em outro quadrangular, venceu o Paulista por 2 a 1 fora de casa, a Tuna Luso por 2 a 1 em casa, o Moto Club por 4 a 3 também no Paraná, empatou outros dois jogos e perdeu um. Com 11 pontos, foi para a final.
A decisão foi contra o Uberlândia. Na ida, empatou em 1 a 1 no Parque do Sabiá. Na volta, venceu por 3 a 2 no Durival de Brito e se consagrou campeão dos Módulos Verde e Branco, já na época equivalente a Série C. Na sequência da Copa João Havelange, o Malutrom enfrentou o Cruzeiro, perdendo a ida por 3 a 0 em casa, e empatando a volta por 1 a 1 no Mineirão. Por incrível que pareça a conquista de 2000 nunca foi reconhecida pela CBF, mas ainda assim é o título mais importante do clube, que passou a ser chamado de J.Malucelli em 2005, Corinthians Paranaense em 2009, e J.Malucelli novamente, de 2012 até 2017, quando encerrou suas atividades.


Foto Jader da Rocha/Placar

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Fluminense Campeão Brasileiro Série C 1999

A Série C em 1999 foi diferente. Pelo primeiro ano, a competição receberia um clube considerado grande. O Fluminense caiu em uma profunda crise na segunda metade da década e foi rebaixado duas vezes seguidas, atingindo o fundo do poço. E também foi nesta temporada que o campeonato recebeu uma leve repaginada. Os estaduais voltaram a ser o único critério técnico para a classificação, e o número de participantes foi reduzido para 36, divididos em seis grupos.
A obrigação do Fluminense era clara: sair da lama na primeira oportunidade, para o vexame não ficar ainda pior. Misturando atletas jovens, como Magno Alves, Roni e Roger, com outros mais experientes, como Válber e Yan, o time ficou no grupo 4. A estreia foi fora de casa, com derrota por 2 a 0 para o Villa Nova-MG em Nova Lima. A primeira vitória veio no primeiro jogo em casa, por 1 a 0 sobre o Serra. Na sequência no Maracanã, venceu por 3 a 0 o Goiânia, e por 1 a 0 o Dom Pedro II. Em outros dois jogos como visitante, derrota por 4 a 3 para o Goiânia no Serra Dourada, e vitória por 2 a 0 sobre o Dom Pedro II em Brasília. Voltando ao Rio de Janeiro, o Tricolor perdeu por 1 a 0 para a Anapolina, mas ganhou os pontos no tribunal porque o time goiano contou com escalação irregular. Na "revanche" em Goiás, nova derrota para a Anapolina, agora por 3 a 2. Na reta final da primeira fase, o Flu venceu o Serra por 1 a 0 no Espírito Santo, e por 3 a 1 o Villa Nova no Maracanã. Assim, com 21 pontos, o time se classificou em segundo lugar. Nas oitavas de final o time carioca enfrentou o Moto Club, o eliminando com empate por 1 a 1 em São Luís e vitórias por 1 a 0 e por 2 a 1 no Rio de Janeiro. Nas quartas, contra o Americano, o Tricolor fez a mesma sequência, com empate por 1 a 1 na ida em Campos, vitória por 4 a 0 na volta no Maracanã, e outra vitória por 2 a 1 no play-off, também no Rio de Janeiro. O Flu então chega do quadrangular final, contra São Raimundo-AM, Serra e Náutico. A estreia foi vitória sobre o Náutico, por 2 a 1 no Maracanã. Na sequência, empatou sem gols com o São Raimundo no Vivaldão, mas nova escalação irregular deu a vitória ao Tricolor no tribunal. Na virada do turno, derrota em casa por 2 a 1 para o Serra. No returno, o empate por 2 a 2 com o Serra fora de casa e a vitória por 2 a 0 sobre o São Raimundo em casa consumaram o acesso.
Com o peso nas costas bem menor, o Fluminense foi aos Aflitos e enfrentou o Náutico na rodada final. E com gols de Roger, o Tricolor venceu por 2 a 0 e ficou com o título. Que é pouco ou nenhum motivo de orgulho para o torcedor, mas que foi um ponto de partida para a reversão da crise.


Foto Eduardo Monteiro/Placar

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Avaí Campeão Brasileiro Série C 1998

A situação da Série C em 1998 mudou novamente. A competição ganhou um participante a mais, totalizando 65, e um regulamento diferente, com menos grupos. Foram 11 chaves, sendo dez com seis equipes e uma com cinco. Foi a última temporada que permitiu inscrições livres, abdicando do critério técnico dos estaduais. E foi pela primeira vez que um clube da região Sul apareceu rumo ao título, o Avaí, que um ano antes já havia quebrado a fila no Catarinense.
Em meio aos grupos regionalizados, o time de Florianópolis ficou no 11. A estreia avaiana foi fora de casa, empate por 2 a 2 contra a Chapecoense. Depois, recebeu o 15 de Novembro na Ressacada e venceu por 3 a 1. Nos jogos seguintes, enfrentou o Pelotas na Boca do Lobo e perdeu por 3 a 1, recebeu o Brasil de Pelotas em casa e venceu por 1 a 0, e fez 3 a 2 no Tubarão também em casa. No returno, começou perdendo para o Tubarão fora de casa, por 2 a 1. Na sequência, goleou o Pelotas por 4 a 1 na Ressacada, perdeu por 2 a 0 para o Brasil de Pelotas no Bento Freitas, venceu por 1 a 0 o 15 de Novembro em Campo Bom e enfiou 6 a 0 na Chapecoense em Florianópolis. Ao fim da primeira fase, o Leão da Ilha se classificou primeiro lugar, com 19 pontos. Na segunda fase, o adversário foi o Caxias. Perdeu a ida por 3 a 2 no Centenário, mas venceu a volta 2 a 0 na Ressacada e avançou mais um passo. Nas oitavas de final, o Avaí encontrou o Santo André. Abriu vantagem de 4 a 0 na ida em casa e segurou empate por 1 a 1 na volta fora. As quartas foram contra o Rio Branco-SP, e o Leão se classificou com vitória por 2 a 0 em Florianópolis e empate por 1 a 1 em Americana. Tudo isso culminou no quadrangular final, diante de Anapolina, Itabaiana e São Caetano. A trajetória recomeçou em casa contra o São Caetano, e o Avaí venceu por 2 a 1. Depois, foi até Goiás e empatou por 3 a 3 com a Anapolina. Na virada do turno, empatou por 1 a 1 com a Itabaiana na Ressacada. Na abertura do returno, fez 2 a 1 na Itabaiana em Sergipe. E no empate por 0 a 0 com a Anapolina em casa o Avaí comemorou o acesso para a Série B, porém adiou a chance do título.
Para ser campeão na última rodada, seria necessário empatar ou vencer o São Caetano no Anacleto Campanella. Ou até perder, desde que a Itabaiana não vencesse a Anapolina. E a segunda combinação foi a que aconteceu, pois o Avaí foi superado por 1 a 0 (o que deu o acesso e o vice aos paulista) e os sergipanos levaram 5 a 0 dos goianos. Até hoje, a Série C de 1998 é a maior conquista da história avaiana, que desde então nunca desceu da segunda divisão.


Foto Reinaldo Marques/Placar

domingo, 27 de janeiro de 2019

Sampaio Corrêa Campeão Brasileiro Série C 1997

A Série C não teve grandes mudança no regulamento para 1997. No entanto, o número de participantes cresceu, arredondado para 64. Isto facilitou na divisão dos grupos, agora todas as 16 chaves teriam quatro times. E a grande força da competição nesta temporada veio do Nordeste. Embalado pelo título maranhense, uma das formações mais importantes da história do Sampaio Corrêa viria a vencer na terceira divisão.
Na primeira fase, a Bolívia Querida ficou no grupo 2, com Santa Rosa-PA, River e 4 de Julho. Em sua estreia, o Sampaio enfrentou o Santa Rosa e segurou um empate por 0 a 0 no Pará. Na sequência, duas vitórias por 1 a 0, contra o River em São Luís e contra o 4 de Julho no Piauí. No returno, bateu o River em Teresina por 2 a 1, venceu o 4 de Julho no Maranhão por 4 a 2 (o que confirmou a classificação) e goleou o Santa Rosa por 4 a 0, garantindo o primeiro lugar da chave. A partir da segunda fase até as quartas de final, a disputa foi via mata-mata. O adversário do Tricolor na segunda fase foi o Quixadá. A primeira partida aconteceu em São Luís, e terminou com um empate por 1 a 1. Na segunda partida no Ceará, o Tubarão venceu por 1 a 0 e avançou Nas oitavas de final, o Sampaio reencontrou o Santa Rosa-PA. No ida no Pará, empate em 0 a 0. Na volta no Castelão, vitória por 3 a 2. Nas quartas, a Bolívia Querida encarou o Ferroviário. Na partida de ida em Fortaleza, vitória por 1 0. Na partida de volta em São Luís, mesmo podendo empatar, o Tricolor maranhense goleou por 4 a 0 e se classificou para o quadrangular final. O Sampaio Corrêa foi um dos quatro remanescentes ao lado de Francana, Tupi e Juventus-SP. O Tricolor iniciou a caminhada pelo acesso no interior paulista, contra a Francana e arrancou um empate em 1 a 1. Nas duas partidas em São Luís, o Tubarão venceu o Tupi por 3 a 1 e empatou com o Juventus em 1 a 1. No returno, o começo foi com empate em 2 a 2 diante do Juventus em São Paulo. Depois, o Sampaio foi a Juiz de Fora encarar o Tupi e venceu por 1 a 0.
Para garantir o acesso e o título, mais de 65 mil pessoas foram ao Castelão apoiar o time contra o Francana. Um empate garantiria a promoção, porém, o título só seria confirmado em caso de vitória. Diante de sua torcida, o Sampaio venceu por 3 a 1, garantiu o acesso e, de quebra, foi campeão invicto da Série C de 1997. A conquista garantiu ao clube ficar na segunda divisão durante cinco temporada, até 2002.


Foto Biaman Prado/Placar