quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Bragantino Campeão Brasileiro Série B 1989

A Divisão Especial de 1989 sofreu uma mudança radical. As 24 equipes do ano anterior foram transformadas em 96, unificando a segunda e terceira divisões da temporada antecessora. Tirando os quatro rebaixados do Brasileiro de 1988, as outras 92 vagas foram definidas pelos estaduais. Semifinalista do Paulistão e comandado por um jovem técnico chamado Vanderlei Luxemburgo, o Bragantino entrava com boas credenciais na disputa da Série B, que contou com uma primeira fase de 16 grupos, cada um com seis times.
O Braga foi sorteado no grupo 10, contra outras equipes de SP, e também de RJ e MG. Após uma jornada de 10 rodadas, o time ficou na liderança do grupo, com 18 pontos e uma campanha excelente, de oito vitórias e dois empates. Se classificou com vantagem de oito pontos sobre o vice, o São José. De cada grupo saíram dois classificados. Assim, 32 clubes foram ao mata-mata. Na fase de 16 avos de final, o Massa Bruta enfrentou o Catanduvense, o qual eliminou com vitória por 1 a 0 em Catanduva e empate em 1 a 1 em Bragança Paulista. Nas oitavas, o confronto foi contra o Juventus da Mooca. Na Rua Javari, vitória por 1 a 0, e no Marcelo Stéfani, classificação vencendo por 3 a 2. Nas quartas de final, o Bragantino encarou o Criciúma. A única derrota alvinegra na competição foi no Heriberto Hülse, por 1 a 0. Em casa, o Braga reverteu vencendo por 3 a 0. A semifinal contou com o confronto mais equilibrado, contra o Remo. Foram dois empates sem gols, em Belém e em Bragança. Nos pênaltis, o Bragantino venceu por 4 a 1 e conquistou o acesso para a elite nacional de 1990.
Na final da Série B, o alvinegro reencontrou o São José. A primeira partida foi no Martins Pereira, em São José dos Campos, e o Bragantino venceu por 1 a 0. Dessa forma, foi só administrar a vantagem no Marcelo Stéfani, e o time alvinegro voltou a vencer, agora por 2 a 1. O título da Série B de 1989 foi um dos degraus que a equipe escalou no fim da década de 80 e o início dos anos 90. O time já havia ganho o Paulista A-2 de 1988, e viria a ser campeão estadual em 1990, além de vice brasileiro em 1991 e semifinalista em 1992, em um período histórico para o Bragantino, uma curva ascendente que só virou em 1995.


Foto Arquivo/Gazeta Press

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Inter de Limeira Campeã do Brasileiro Série B 1988

Depois da disputa da Série B de 1985, a competição passou por algumas reformulações. Em 1986, a CBF transformou a competição em Torneio Paralelo, com 36 times em quatro grupos, com o líder de cada subindo para a fase final do Brasileirão do mesmo ano, sem existir um campeão oficial. Todavia, Treze e Central de Caruaru se consideram campeões, mas Inter de Limeira e Criciúma não demonstram interesse em oficializar esse título.
Em 1987, a confusão entre Copa União/Clube dos 13 e Módulo Amarelo/CBF tornou a segunda divisão daquele ano uma competição obscura. Oficialmente, as duas competição eram de mesmo divisão, com a junção de campeões e vices em um quadrangular final. Isso nunca ocorreu, e o Sport é tido como campeão brasileiro. Mas na época, o Módulo Amarelo era tratado como a Série B, com o título sendo dividido entre Sport e Guarani, naquele famoso empate em 11 a 11 nos pênaltis. E a Copa União era a Série A, com o Flamengo derrotando o Internacional e conquistando o tetra. Nisso, sobraram os Módulos Azul e Branco, dois grupos regionalizados com 24 clubes cada, e os três melhores de cada módulo jogando um triangular final. O Americano do Rio venceu o Módulo Azul, e o Operário-MS venceu o Branco. A grosso modo, estas competições eram tratadas como uma terceira divisão, inclusive com os campeões ganhando vaga na Série B do ano seguinte, mas a confusão C13 x CBF com o passar dos anos transformou elas em um segundo nível de torneio nacional. De qualquer modo, não existe uma oficialização dos dois títulos.

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Em 1988, as coisas foram voltando aos eixos, e a Série B retornou no formato recomendado pela FIFA. Foram 24 clubes lutando por duas vagas de acesso, enquanto os quatro piores da Série A seriam rebaixados para o ano seguinte. O nome original da competição foi Divisão Especial. A competição foi criada praticamente do zero, com 22 times convidados ou indicados pelas federações. Na primeira fase, os participantes foram divididos em quatro grupos regionalizados, com vaga para os quatro primeiros colocados. A Inter de Limeira passava por um momento histórico, havia vencido o Paulista de 1986, liderado um dos grupos da Série B naquele mesmo ano, e possuía um dos melhores elencos do interior brasileiro.
A Veterana ficou no grupo 3, e passou com tranquilidade pelas dez rodadas. Liderou com 22 pontos (seis a mais que o vice Botafogo-SP), cinco vitórias, quatro empates e uma derrota. A Série B usava o mesmo sistema de pontuação da Série A, as vitórias valiam três pontos, e os jogos empatados eram decididos nos pênaltis, com dois pontos para o ganhador, e um para o perdedor. A Inter venceu três das quatro disputas. Na segunda fase, os 16 classificados foram separados em quatro grupos, com dois classificados cada. O Leão jogou no grupo 2, contra Joinville, Avaí e Atlético-GO. Em seis jogos, nova liderança com 16 pontos, quatro vitórias, um empate (vencido nos pênaltis) e uma derrota. Na terceira fase, os oito sobreviventes formaram mais dois grupos, novamente com duas vagas cada. A Inter de Limeira ficou no grupo 1, contra Náutico, Valeriodoce-MG e Operário-MS. Absoluta, a Veterana venceu quatro jogos e empatou dois (ganhando um nas penalidades), marcando 15 pontos.
A equipe limeirense chegou na quarta fase de uma competição que parecia interminável, tanto que ela invadiu o ano de 1989. Foram quatro equipes jogando em busca das duas vagas de acesso e da final.  Contra Náutico, Ponte Preta e Americano-RJ, a disputa foi ponto a ponto com os dois primeiros. No fim, a Inter subiu com 12 pontos (um a mais que os outros), duas vitórias, três empates (vencidos) e uma derrota. A final foi contra o Náutico em partida única, no Major Sobrinho em Limeira. E premiando a melhor campanha, a Inter venceu por 2 a 1 e se sagrou campeã da Série B, único título nacional do clube até a atualidade.


Foto Arquivo/A.A. Internacional

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Tuna Luso Campeã do Brasileiro Série B 1985

O primeiro título a nível nacional conquistado pelo Pará ocorreu no ano de 1985, no Brasileiro da Série B, que naquele ano voltaria a ser chamada de Taça de Prata. A Tuna Luso estava embalada pelo pelo vice no estadual de 1984 e, crescendo jogo a jogo, venceu o maior título de sua história centenária e elevou a região Norte do Brasil a outro patamar futebolístico. O regulamento da competição foi super simples. Com 24 participantes, todas as fases foram feitas no formato mata-mata, com exceção da final, que foi disputada em um grupo triangular.
A Tuna começou a Série B contra o Moto Club. Empatou em 0 a 0 na ida em São Luís do Maranhão, e venceu por 3 a 0 na volta em Belém. Na segunda fase, o adversário foi o Rio Negro do Amazonas. O jogo de ida foi na capital paraense, e a Águia do Souza mandou a partida no Baenão, vencendo por 1 a 0. No Vivaldão, em Manaus, outra vitória por 2 a 1 e a classificação para a terceira fase. O confronto agora era contra o Fortaleza, e a Tuna Luso segurou o empate sem gols no Presidente Vargas. Os gols ficaram guardados para a segunda partida em Belém, vencida pelo time cruz-maltino por sonoros 5 a 1. Dessa maneira, a Tuna Luso chegava na fase final. Outros dois time também sobreviveram. O Figueirense eliminou Novo Hamburgo, Marília e Operário-MS, enquanto o Goytacaz passou por América-SP, América-MG e Catuense.
O triangular começou de forma positiva para a Tuna, vencendo em casa o Figueirense por 1 a 0. Na segunda rodada, a equipes foi até Campos, e venceu o Goytacaz pelo mesmo placar. Na rodada de folga, o time fluminense fez 3 a 1 no catarinense. A situação estava tão favorável, que a derrota por 3 a 2 no Orlando Scarpelli apenas adiou em uma rodada a conquista do título. Ela estava com quatro pontos, e os outros apenas dois. No penúltimo jogo (último dos paraenses), a vitória de 3 a 2 sobre o Goyatcaz deu à Tuna Luso o título de campeã da Taça de Prata, o acesso para a elite de 1986, e a festa total do torcedor tunante no Mangueirão. Houve ainda o empate de 1 a 1 entre Figueirense e o Goytacaz para cumprir tabela. No fim, a Tuna marcou seis pontos, contra três cada dos restantes.


Foto Arquivo/O Liberal

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Uberlândia Campeão Brasileiro Série B 1984

A Série B mudou de nome no ano de 1984. A Taça de Prata deu lugar para a Taça CBF, que seguiu com o critério de qualificação via estaduais. O regulamento foi modificado. Não haveria mais rebaixamento na mesma temporada, e o campeão seria o único a subir para a fase final da Copa Brasil. Além disso, campeão e vice garantiam vaga para a elite de 1985. Não foram formados grupos, e a competição foi toda disputada em mata-mata, com 32 participantes. O Uberlândia vinha de de um quarto lugar (e o título do interior) mineiro, e superou um a um os adversário rumo à maior conquista de sua história.
Na primeira fase, o Alviverde enfrentou o Nacional de Itumbiara, de Goiás. Venceu por 3 a 0 no Parque do Sabiá e perdeu por 2 a 1 no JK, assim avançando para as oitavas de final. Nesta fase, encarou o Guarani. O empate sem gols em casa colocou uma pulga atrás da orelha dos torcedores, mas no Brinco de Ouro, o Uberlândia venceu por 1 a 0 e se classificou novamente. Nas quartas de final, o Furacão da Mogiana voltou para Itumbiara, agora para enfrentar o clube homônimo. A vitória por 2 a 1 no interior goiano, deu ao time mineiro a segurança de empatar novamente em casa, agora por 1 a 1, e passar para a semifinal. O adversário seguinte foi o Botafogo da Paraíba, no confronto mais tranquilo da trajetória do Uberlândia. Vitória por 4 a 0 em João Pessoa e por 2 a 0 no Parque do Sabiá.
Com o acesso na mão, o Verdão fez a final contra o Remo. A primeira partida foi em Uberlândia, e a equipe sofreu para vencer por 1 a 0, gol de Vivinho aos 46 minutos do segundo tempo. Com a vantagem mínima, o Uberlândia se segurou ao máximo em Belém, empatou em 0 a 0 e fez a festa no estádio do Mangueirão, conquistando o título. É o segundo e último do interior de Minas Gerais na Série B.


Foto Armênio Abascal/Placar

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Juventus-SP Campeão Brasileiro Série B 1983

A Taça de Prata tinha o seu relativo sucesso na década de 80. Era mais democrática do que a própria primeira divisão. Para 1983, foi repetido exatamente o mesmo regulamento do ano anterior, com 36 times na primeira fase, e mais 12 entrando no mata-mata. Das equipes chamadas "12 grandes", nenhuma marcou presença na Série B. Já o Guarani, campeão em 1981 voltava para a disputa desde o início. Mas o futuro campeão da Taça de Prata não começou a competição. A Juventus de São Paulo, ou da Mooca, começou a temporada na Taça de Ouro, mas não se classificou na primeira fase e foi "rebaixada" com outros 11 clubes para a terceira fase da segunda divisão.
No andar de baixo, o destaque da primeira fase foi o Santa Cruz, que venceu quatro dos cinco jogos, marcou dez gols e não sofreu nenhum. A boa campanha encerrou ali, pois a equipe foi eliminada na segunda fase para o Uberaba, que subiu para a fase final da primeira divisão ao lado do Guarani, do Americano-RJ e do Botafogo-SP. É agora que começa a trajetória do Moleque Travesso. A equipe enfrentou nas oitavas de final o Itumbiara, de Goiás, um dos vices da segunda fase. Venceu por 3 a 1 em São Paulo e empatou no interior goiano em 1 a 1, assim avançando para as quartas de final. O confronto na fase seguinte foi contra o Galícia, da Bahia. A partida de ida foi na Fonte Nova, e a Juventus venceu por 3 a 2. A partida de volta foi no Parque São Jorge, já que a Rua Javari não tinha (e não tem até hoje) iluminação artificial, e o time grená voltou a vencer, agora por 2 a 1. Na semifinal, o adversário foi o Joinville. Empatou sem gols em Santa Catarina e venceu por 2 a 1 em São Paulo, avançando para a decisão.
O rival na final foi o CSA. Em Maceió, no Rei Pelé, e a Juventus perdeu por 3 a 1. A história se tornou igual a do Campo Grande no ano anterior, e o Moleque precisou vencer por 3 a 0 no Parque São Jorge para forçar mais uma partida, também na Fazendinha. O desempate foi muito mais tenso, e a Juventus só conseguiu o gol do título no segundo tempo, em pênalti convertido por Paulo Martins. A vitória por 1 a 0 deu ao time da Mooca o acesso para 1984 e a maior conquista de sua longa história.


Foto Arquivo/C.A. Juventus

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Campo Grande Campeão Brasileiro Série B 1982

A Taça de Prata em 1982 teve o regulamento um pouco alterado. O número de equipes permaneceu em 48, porém 36 entravam desde o início, e as outras 12 viriam a partir da segunda fase, eliminadas da Taça de Ouro. Ou seja, pela primeira vez ocorreu o sistema de rebaixamento, ainda que na mesma temporada. Dois times grandes marcaram presença na segunda divisão dessa temporada, o Corinthians e o Palmeiras, por culpa da péssima campanha no Paulista de 1981. Mas a equipe que levou a glória maior da competição veio da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. O Campo Grande era sétimo colocado do Carioca, e garantiu vaga para a disputa nacional.
Os participantes se dividiram em seis grupos de turno único na primeira fase, e o Galo da Zona Oeste entrou no grupo 5. O time terminou na liderança, com quatro vitórias, um empate e nove pontos, deixando para trás o conterrâneo Americano, Portuguesa, Comercial-MS e América-MG, e se classificando junto com o Uberaba. Na segunda fase, as 12 classificadas foram separadas em quatro grupos, com o Campo Grande caindo no grupo 4, com Atlético-PR e Volta Redonda. Com um empate e uma derrota, a equipe ficou na segunda posição, perdendo o acesso direto para a primeira divisão na mesma temporada para o time parananense, mas seguindo na terceira fase da Taça de Prata. Os quatro clubes vices da segunda fase se encontraram com as 12 eliminadas da fase inicial da Taça de Ouro, e a disputa passou a ser em mata-mata. O adversário do Campusca nas oitavas de final foi o Goiás, empatando no Serra Dourada em 0 a 0 e goleando no Ítalo del Cima por 4 a 0. Nas quartas, o rival foi o River do Piauí. O jogo de ida foi vencido por 3 a 2 em Teresina, e o de volta teve a repetição dos 4 a 0 no Rio de Janeiro. Na semifinal, o Campo Grande reencontrou o Uberaba e manteve a lógica do placar em casa, vencendo a ida por 4 a 0 mais uma vez. Na volta, nova vitória por 2 a 0 deu o acesso para a primeira divisão de 1983.
A final foi contra o CSA. A primeira partida foi no Rei Pelé, e o Galo acabou derrotado por 4 a 3, de virada. Precisando vencer para forçar um desempate, o time carioca fez 2 a 1, também de virada, no Ítalo del Cima. O terceiro jogo foi novamente na casa do Campo Grande, e os jogadores não deram chance ao time alagoano. Venceram por 3 a 0 e faturaram o título da Taça de Prata de 1982, a Série B da época e a maior conquista do clube alvinegro até hoje.


Foto Arquivo/Campo Grande