Mais uma vez, deu Nacional no Amazonas. Em 1986, o clube chegou ao tetracampeonato, o 33º estadual na história e o décimo no últimos 11 campeonatos, consolidando uma hegemonia raramente vista.
Com oito clubes, a competição contou com duas fases. Em ambas, os participantes foram divididos em dois grupos, mas se enfrentaram sem restrição de chaves. Os dois primeiros de cada grupo avançaram para um quadrangular de dois turnos. O líder de cada quadrangular se classificou para a final.
Na estreia, o Nacional fez 2 a 0 no São Raimundo. Nos outros seis jogos da primeira fase, o time venceu mais cinco vezes e empatou uma, terminando na liderança do grupo B com 13 pontos. No quadrangular, o Leão venceu cinco partidas e empatou uma: 4 a 1 no Fast, 2 a 2 com o Penarol, 1 a 0 no Rio Negro, 4 a 0 no Fast, 1 a 0 no Penarol e 1 a 0 no Rio Negro. Com 11 pontos, a equipe foi novamente líder e se classificou para a decisão.
Na segunda fase, as chaves foram reorganizadas e o Nacional ficou no grupo A. Na abertura, o clube fez 1 a 0 no América de Manaus. Na sequência, o Naça venceu mais três vezes, empatou duas e perdeu uma, terminando com dez pontos. A campanha foi boa, mas o Nacional ficou somente em terceiro na chave, dois pontos atrás do Fast e empatado com o Rio Negro, mas com uma vitória a menos. Ironicamente, os classificados do grupo B fizeram menos pontos: Penarol, com nove, e Sul América, com seis. No quadrangular, o Rio Negro foi o líder e avançou para a final.
Eliminado do quadrangular da segunda fase, o Nacional teve mais tempo para se preparar para a decisão contra o Rio Negro. As duas partidas foram realizada no Vivaldão, em Manaus. Na primeira partida, os dois rivais empataram por 1 a 1, empurrando a definição para o segundo jogo. No duelo de volta, o Nacional foi preciso e venceu o clássico por 1 a 0, garantindo o quarto título consecutivo.






