Nacional-AM Campeão Amazonense 1984

O Nacional conquistou o bicampeonato amazonense e o 31º título estadual em 1984, ampliando ainda mais sua frente já grande de títulos estaduais à época.

A competição contou com oito participantes em duas fases curtas. Todos os participantes se enfrentaram em turnos únicos, com os quatro melhores avançando para um quadrangular, também de turno único. Os líderes dos turnos e dos quadrangulares fizeram uma decisão, valendo vaga para a final geral. Mas se um mesmo clube vencer ambas as etapas, o título fica para tal de maneira antecipada.

A trajetória do Nacional teve início na vitória por 1 a 0 sobre o Libermorro. Nos outros seis jogos da primeira fase, o time venceu dois, empatou três e perdeu um, encerrando na segunda colocação com nove pontos, quatro a menos que o líder Rio Negro. No quadrangular, o Naça estreou de novo contra o Libermorro, com vitória por 3 a 2. Na segunda rodada, a equipe bateu o Penarol por 3 a 1. Por fim, na última rodada, foi a vez de vencer o Rio Negro por 3 a 0, assegurando a liderança com seis pontos. Na decisão da etapa, em outro clássico Rional, o Nacional voltou a vencer o Rio Negro, por 2 a 0.

Na segunda fase, o Nacional abriu com vitória por 3 a 1 sobre o Sul América. Na sequência, o Leão venceu mais cinco vezes, contra Penarol, São Raimundo, Libermorro, América de Manaus e Rio Negro, e perdeu uma, para o Fast. Com 12 pontos, o Naça ficou na primeira colocação com 12 pontos.

No quadrangular, o Nacional até que começou bem, fazendo 4 a 0 no Penarol. Na segunda rodada, porém, o time perdeu por 1 a 0 para o Fast. Na terceira rodada, o Leão ficou no empate por 0 a 0 com o Rio Negro e encerrou na terceira posição com três pontos. Com cinco, o Rio Negro foi o líder, indo à decisão da segunda fase.

Outra vez, Nacional e Rio Negro decidiram tudo. Tanto a segunda fase quanto o campeonato, no caso do Naça, que teve a chance de antecipar o título. No Vivaldão, o time entrou sabendo da vantagem do empate que o regulamento oferecia para o clube de melhor campanha. E a igualdade por 1 a 1 garantiu a conquista azul.

A campanha do Nacional-AM:
22 jogos | 14 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 42 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Arquivo/Nacional-AM

Botafogo-PB Campeão Paraibano 1984

A capital João Pessoa voltou a conquistar o título paraibano em 1984. Pela 20ª vez, e colocando fim a um jejum de seis anos, o Botafogo foi o vencedor da taça, com uma campanha dominante.

Dez times fizeram parte da competição. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único. Depois, os quatro melhores seguiram para um quadrangular, cuja pontuação somou-se às nove rodadas anteriores. Na terceira fase, os seis melhores clubes na soma geral disputaram mais dois turnos. O líder de cada fase foi à decisão do estadual.

O Botafogo começou a campanha do título na vitória por 1 a 0 sobre o Santa Cruz de Santa Rita, em casa. Nos oito jogos seguintes, venceu seis, empatou um e perdeu um, indo ao quadrangular seguinte. Nas próximas seis partidas, o Belo venceu quatro, empatou uma e perdeu uma. Com 24 pontos ao todo, o time terminou na liderança e se classificou para a final, com três pontos a mais que o Treze, e seis a mais que o Campinense.

Na segunda fase, o Botafogo iniciou fora de casa contra o Santa Cruz, vencendo-o por 1 a 0. Depois, a equipe engatou mais cinco vitórias e três empates, passando ao quadrangular com uma goleada por 9 a 1 sobre o Nacional de Cabedelo na nona rodada. Nos seis jogos restantes, o alvinegro venceu três, empatou um e perdeu dois, indo a 22 pontos. Com dois pontos a mais que o Treze, e três sobre o Campinense, o Belo terminou de novo em primeiro, ampliando sua vantagem na decisão.

O hexagonal da terceira fase teve início com o Botafogo empatando sem gols com o Auto Esporte, seguido por outra igualdade com o Campinense, por 2 a 2. Nas outras oito partidas, o Belo venceu três, empatou duas e perdeu três (entre elas a goleada por 7 a 1 sofrida para o Treze na última rodada), somando dez pontos e terminando na terceira colocação, quatro pontos atrás de Campinense e Treze. A liderança ficou com o rival rubro-negro, que teve uma vitória a mais que o outro alvinegro.

A final do Campeonato Paraibano reuniu Botafogo e Campinense. Com duas fases vencidas, o alvinegro da capital teve a vantagem de ser campeão logo no primeiro jogo, em casa. No Almeidão, o Belo venceu o adversário por 2 a 1 e garantiu o título.

A campanha do Botafogo-PB:
40 jogos | 23 vitórias | 10 empates | 7 derrotas | 76 gols marcados | 31 gols sofridos


Foto Marcos Russo/Placar

ABC Campeão Potiguar 1984

Em 1984, o ABC chegou a 38 títulos potiguares, recorde total no Brasil. A conquista do bicampeonato consolidou o bom momento vivido pelo clube alvinegro, depois de acabar com a hegemonia do rival.

O estadual teve oito times na disputa de três fases iguais. Todos os participantes se enfrentaram três vezes em turno único, com os quatro melhores passando a um quadrangular de dois turnos. Os vencedores de cada turno e cada quadrangular se enfrentaram por uma vaga na fase final.

A campanha do ABC começou na vitória por 1 a 0 sobre o Riachuelo. Nos outros seis jogos da primeira fase, venceu cinco vezes e empatou uma, terminando como líder com oito pontos. No quadrangular, o Elefante obteve mais quatro vitórias, um empate e uma derrota contra América, Alecrim e Riachuelo. Com nove pontos, o time ficou em primeiro lugar e evitou a decisão de fase, indo diretamente à final geral.

Na segunda fase, o ABC estreou com vitória por 3 a 0 sobre o Atlético de Natal. Nas demais seis partidas, venceu quatro, empatou uma e perdeu uma, acabando na segunda colocação com 11 pontos, um a menos que o líder América. No quadrangular, diante de América, Potiguar de Mossoró e Baraúnas, a equipe alvinegra conseguiu outras quatro vitórias, um empate e uma derrota, encerrando na liderança com nove pontos. Na decisão contra o América, o Elefante empatou a ida sem gols e venceu a volta por 1 a 0, o que deu um ponto extra ao clube na fase final.

Na terceira fase, o Atlético voltou a ser o primeiro adversário do ABC, com vitória alvinegra por 2 a 0. Depois, o time venceu mais quatro vezes, empatou uma e perdeu uma, o que valeu a liderança com 11 pontos, superando o América pelo número de vitórias. No quadrangular, o Elefante enfrentou América, Baraúnas e Alecrim. Com apenas uma vitória, três empates e duas derrotas, o ABC somou cinco pontos e terminou em terceiro lugar, três pontos atrás do líder Baraúnas.

A final da terceira fase reuniu ABC e Baraúnas em duas partidas. Para o Elefante, a decisão significava antecipar a conquista do título estadual. Para o rival do interior, seria necessário superar o oponente da capital e forçar outra final. Na ida, em Mossoró, os alvinegros venceram por 2 a 0 e encaminharam a conquista. Na volta, no Castelão em Natal, o empate por 2 a 2 confirmou a taça.

A campanha do ABC:
43 jogos | 27 vitórias | 11 empates | 5 derrotas | 80 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Maurício Coutinho/Placar

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 1984

Após assistir três anos de hegemonia de um de seus maiores rivais, o Sampaio Corrêa voltou a ser campeão maranhense em 1984, chegando ao número de 17 conquistas, ficando a apenas uma de diferença para o Moto Club.

O torneio teve a presença de dez times. Na primeira fase, eles foram divididos em dois grupos e jogaram em turno único, um grupo contra o outro. Os quatro melhores no geral foram a um quadrangular seguinte, em dois turnos, que deu um ponto extra ao líder para a terceira etapa. Na segunda fase, seguiram as oito melhores campanhas, novamente separadas em duas chaves. Desta vez, os cinco melhores passaram a um pentagonal, que também em dois turnos definiu um ponto de bônus ao líder. A terceira fase juntou os vencedores das duas fases anteriores e os dois times de melhor campanha no geral, em um quadrangular de dois turnos. Por fim, os dois primeiros da terceira etapa foram à decisão.

No grupo A, o Sampaio Corrêa começou a campanha no empate por 2 a 2 com o Tupan em casa. Depois, venceu dois jogos, empatou um e perdeu um. Com seis pontos, o time liderou a chave. Porém, por motivos desconhecidos (talvez por ter tido menos pontuação que quatro adversários do grupo B), a Bolívia Querida não foi ao quadrangular, que acabou vencido pelo Moto Club.

Na segunda fase, o Sampaio virou a chave e cresceu. Estreou com empate sem gols com o Imperatriz fora, seguido por outro empate e duas vitórias. Com seis pontos, a equipe liderou de novo o grupo A, desta vez indo ao pentagonal. Em mais oito partidas, o Tubarão venceu cinco e empatou três, garantindo 13 pontos, a liderança e vaga na terceira fase com um ponto extra. Como destaque na conquista da segunda fase, ficou a incrível vitória por 6 a 4 sobre o Tupan, na nona rodada

O confuso estadual seguiu na terceira fase. Na estreia, o Sampaio Corrêa fez 3 a 1 no Tupan. Nos outros cinco jogos, venceu três e empatou dois, o que deu 11 pontos à Bolívia Querida, além do primeiro lugar e a vaga na decisão.

Na final, o Sampaio Corrêa enfrentou o Maranhão, que foi o vice-líder da terceira fase com oito pontos. A decisão aconteceu em partida única no Castelão, em São Luís. Com gol do atacante Bimbinha, o Tubarão superou o rival pelo placar de 1 a 0, colocando fim a quatro de anos de espera pelo título maranhense.

A campanha do Sampaio Corrêa:
24 jogos | 14 vitórias | 9 empates | 1 derrota | 50 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Jairo Brasil/Placar

CSA Campeão Alagoano 1984

Pela 27ª vez, o CSA chegou ao título alagoano. A reconquista do título estadual aconteceu em 1984, dois anos depois do tricampeonato que abriu a década de 1980, com uma campanha extrema.

A competição teve oito participantes. Na quatro primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os quatros melhores indo para um quadrangular seguinte. O líder do turno de e do quadrangular fizeram a decisão pelas vagas na fase final. A decisão do campeonato foi composta por um quadrangular de dois turnos entre os ganhadores das quatro fases, com pontos extras para aqueles que foram líderes tanto dos turnos quanto dos quadrangulares, bem como os vencedores de cada etapa.

A trajetória do CSA na primeira fase começou no empate sem gols com o São Domingos. Nos outros seis jogos, venceu três, empatou dois e perdeu um, terminando em segundo com dez pontos, atrás do CRB. No quadrangular, o Azulão venceu CSE, ASA e CRB, encerrando em primeiro com seis pontos. Na final, o time venceu o rival CRB por 1 a 0 e, inicialmente, levou a vaga na decisão. Porém, meses depois, o CSA perdeu pontos da vitória para o ASA, o que fez o clube perder a vaga na final para o adversário. Na nova decisão, o rival regatiano venceu o time do interior.

Na segunda fase, o CSA estreou com vitória por 2 a 0 sobre o Capelense. Depois, venceu mais quatro, empatou uma e perdeu uma, ficando na segunda posição com 11 pontos, de novo atrás do CRB. No quadrangular, vitórias sobre ASA e Ferroviário de Maceió, e empate com o CRB deixaram o Azulão na liderança com cinco pontos. Sem explicação (talvez alguma correlação com o tapetão na primeira fase), não houve final da fase, com a vaga ficando diretamente com o CSA.

Já garantido na fase final, o CSA começou a terceira fase com vitória por 3 a 0 sobre o Ferroviário. Na sequência, venceu mais duas vezes e empatou quatro, ficando no terceiro lugar com dez pontos, atrás do Capelense pelo número de vitórias. No quadrangular, o Azulão bateu ASA, Capelense e CRB, encerrando na liderança com seis pontos. Na decisão, o time alviazul fez 2 a 0 no Capelense.

Seguindo à quarta fase, o CSA abriu com derrota por 1 a 0 para o CSE. Nas demais seis partidas, venceu cinco e empatou uma, o que deixou o time na vice-liderança com 12 pontos, um a menos que o líder CRB. No quadrangular, a equipe repetiu a receitas das etapas anteriores ao empatar com o CSE e vencer Capelense e CRB, terminando na liderança com cinco pontos. Na final, o Azulão fez 2 a 0 no CRB e levou a terceira fase em quatro.

Por fim, com seis pontos extras, o CSA fez o quadrangular final contra CRB (três pontos), Capelense e ASA (ambos com um ponto). Tanta vantagem permitiu ao Azulão levar o título de maneira antecipada. Depois de ganhar dois jogos e perder outros dois, a equipe fez 4 a 0 no ASA na quinta rodada e chegou a 12 pontos, contra nove do CRB, ficando inalcançável para o rival.

A campanha do CSA:
48 jogos | 31 vitórias | 11 empates | 6 derrotas | 84 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Arlindo Tavares/Placar

Mixto Campeão Mato-Grossense 1984

Depois de ver seu domínio ser interrompido em 1983, o Mixto voltou a vencer o Campeonato Mato-Grossense em 1984, chegando ao seu 20º título na história da competição estadual.

O certame contou com a presença de sete times em três fases. Nas duas primeiras, todos se enfrentaram em turno único, mas foram classificados em dois grupos, um com quatro equipes e outro com três. O líder de cada chave fez a final A decisão do campeonato reuniu os vencedores das duas etapas anteriores e as duas melhores campanhas entre os outros clubes, em um quadrangular de dois turnos.

A trajetória do Mixto na primeira fase começou na vitória por 1 a 0 sobre o Atlético. Nas demais cinco partidas, o time venceu duas, empatou duas e perdeu uma, encerrando na liderança do grupo A com oito pontos. Na final, o Tigre da Vargas enfrentou o rival Operário. Na ida, perdeu por 1 a 0. Na volta, venceu por 2 a 0 e forçou um terceiro jogo. No desempate, os alvinegros venceram por 2 a 1 e se classificaram para a decisão.

Na segunda fase, o Mixto voltou a estrear contra o Atlético, vencendo-o por 3 a 0. Na sequência, venceu mais três vezes e empatou duas, voltando a terminar em primeiro lugar no grupo A, desta vez com dez pontos. Na decisão, outra vez contra o Operário, o Tigre empatou a ida por 1 a 1 e venceu a volta por 2 a 0. A conquista também da segunda etapa rendeu ao Mixto um ponto extra para o quadrangular final.

Na fase decisiva, o Mixto teve a companhia de Operário, União Rondonópolis e Barra do Garças. Na abertura, o time venceu o Barra por 3 a 2 em casa. Depois, empatou sem gols com o União fora, e perdeu por 1 a 0 para o Operário. No returno, a equipe alvinegra voltou a empatar por 0 a 0 com o União, no Verdão, mas fez 4 a 2 no Barra fora de casa, na quinta rodada.

A uma rodada do fim, o Mixto era o líder do quadrangular com sete pontos, seguido pelo Operário com seis e o União com cinco. Todos com chances de título. No Estádio Verdão, o Tigre da Vargas enfrentou seu maior rival em confronto direto valendo a taça. Podendo jogar pelo empate, o time alvinegro chegou ao título com vitória por 2 a 0, retomando o domínio estadual após dois anos.

A campanha do Mixto:
23 jogos | 13 vitórias | 7 empates | 3 derrotas | 36 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Ronaldo Kotscho/Placar

Paysandu Campeão Paraense 1984

Sem conseguir fazer o tetracampeonato em 1983, o Paysandu voltou a abrir uma sequência de títulos paraenses em 1984. Desta vez, o clube seria mais modesto e faria um bicampeonato, a começar pela conquista da 33ª taça.

O estadual foi realizado com oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os cinco melhores avançando para um pentagonal, também de mão única. O líder de cada pentagonal se classificou para a final. Caso houvesse empate na liderança, um jogo-extra decidiria o finalista.

O caminho do Paysandu competição começou na vitória por 1 a 0 sobre o Sport Belém. Nas seis partidas seguintes, o time venceu mais quatro, empatou uma e perdeu uma, se colocando na terceira colocação da primeira fase, com 11 pontos. Com três pontos a menos que a líder Tuna Luso, o Papão foi ao pentagonal. Em mais quatro jogos, o Papão acumulou duas vitórias e duas derrotas, o que o deixou outra vez em terceiro, com quatro pontos. A equipe viu tanto Tuna Luso quanto Remo empatarem com sete pontos. No desempate entre eles, a Tuna venceu nos pênaltis.

Tudo mudaria a partir da segunda fase. Na estreia, o Paysandu goleou o Tiradentes por 5 a 0. Depois, fez 6 a 0 no Sport Belém e outro 6 a 0 no Pinheirense. Com mais quatro vitórias, o Papão fez 100% de aproveitamento e foi ao pentagonal na liderança, com 14 pontos.

No pentagonal, o Paysandu voltou a golear na abertura, desta vez fazendo 4 a 0 no Izabelense. Depois, bateu o Sport Belém por 2 a 1, empatou sem gols com o Remo e venceu a Tuna Luso por 1 a 0. Com sete pontos, o time bicolor ficou na liderança e se garantiu na decisão.

O Paysandu voltou para a final do Campeonato Paraense e teve pela frente a Tuna Luso, que defendia o título e tinha uma campanha idêntica ao dos bicolores. Em partida única no Mangueirão, quem vencesse levaria o título. Empate provocaria uma prorrogação. Embora a Tuna tivesse tentado, o Papão foi mais forte no ataque e chegou ao título ao vencer por 1 a 0, gol anotado por Cabinho, de pênalti e já no segundo tempo de jogo.
 
A campanha do Paysandu:
23 jogos | 18 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 47 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Paysandu