Uma história com dois finais, mas com o mesmo resultado. Em 1984, o Corumbaense tornou-se no primeiro clube do interior do Mato Grosso do Sul a vencer o estadual, rompendo o domínio da capital.
A competição foi disputada por oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os dois primeiros avançando para a final, o líder com um ponto extra. O vencedor de cada fase, com um ponto de bônus para casa, e os dois melhores na soma geral foram à terceira fase, realizada em um quadrangular de dois turnos. Os dois primeiros se classificaram para a decisão.
A história do Corumbaense na primeira fase começou na derrota por 3 a 0 para o Aquidauana. A equipe se recuperou com três vitórias e dois empates, e teve outra derrota. Os resultados acabaram insuficientes para o Carijó da Avenida avançar. Com oito pontos, o time ficou em quarto lugar, três pontos atrás dos líderes Comercial e Douradense. O ganhador foi o Comercial, em três jogos contra o Douradense.
Na segunda fase, o Corumbaense voltou a estrear contra o Aquidauana, com vitória por 2 a 0. Nas outras seis partidas, venceu três, empatou duas e perdeu uma, terminando na segunda colocação com dez pontos, dois a menos que o Comercial, que levou um pontoe extra para a final. Na ida, no Arthur Marinho, em Corumbá, o Carijó empatou sem gols. Na volta, no Morenão, em Campo Grande, o Corumbaense levou 1 a 0. Assim, o Comercial foi à terceira fase com dois pontos extras.
O Corumbaense seguiu para a terceira etapa ao lado de Operário e Corumbaense, todos dois pontos atrás do Comercial. Mas as bonificações não adiantaram de nada para os alvirrubros, que acabaram em último lugar com dois empates e quatro derrotas. O Carijó estreou fazendo 1 a 0 no Operário, seguido de duas vitórias, dois empates e uma derrota. Com oito pontos, o time ficou na liderança e avançou para a decisão com a vantagem de fazer o jogo definitivo em casa. Operário e Douradense somaram sete pontos, com o time da capital se classificando no saldo de gols.
O primeiro jogo da final aconteceu no Morenão, com empate sem gols. A segunda partida foi em Corumbá, e o Corumbaense venceu por 1 a 0, conquistando o título inédito. Porém, a história teria ainda outro capítulo, pois o Douradense entrou na justiça contra o Operário, pedindo os pontos de um empate contra o clube na terceira fase.
Em julho de 1985, sete meses depois da final, o Douradense teve o recurso aceito, ganhando o direito de fazer a decisão contra o Corumbaense. Na nova disputa, a ida aconteceu em Dourados, com vitória do Carijó por 1 a 0. Na volta, no Arthur Marinho, outro triunfo por 1 a 0 confirmou o título em definitivo para o Corumbaense.






