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Botafogo Campeão Brasileiro 2024

O Campeonato Brasileiro de 2024 será eternamente lembrado como o torneio da redenção. Após o trauma histórico de 2023, quando viu uma vantagem de 13 pontos se dissipar, o Botafogo corrigiu cada detalhe de sua estrutura e comportamento para conquistar o tricampeonato nacional. Ao erguer a taça, o Glorioso encerrou um jejum de 29 anos.

A diretoria alvinegra foi agressiva no mercado, trazendo peças que elevaram o patamar técnico do país, como Luiz Henrique e Thiago Almada. Sob o comando tático do português Artur Jorge, o time abandonou a passividade e tornou-se uma equipe agressiva e dominante.

A trajetória começou com um tropeço de 3 a 2 diante do Cruzeiro no Mineirão, mas a resposta foi imediata. A consistência defensiva e a velocidade do ataque, com Jefferson Savarino e Igor Jesus, transformaram o Botafogo em um visitante indigesto e um mandante implacável no Nilton Santos. Diferente do ano anterior, 2024 foi uma batalha tática rodada a rodada. O Botafogo assumiu e perdeu a liderança diversas vezes, travando um duelo particular contra o Palmeiras e o Fortaleza.

Depois de muita alternância com os adversários diretos, o momento de maior provação botafoguense ocorreu na 35ª rodada: após um empate frustrante sem gols contra o Vitória em casa, o fantasma de 2023 pareceu retornar quando o Palmeiras assumiu o topo da tabela. No entanto, a maturidade deste novo Botafogo foi testada e aprovada no "jogo do título".

Na 36ª rodada, em um confronto direto que parou o Brasil, o Botafogo foi até o Allianz Parque enfrentar seu maior rival recente, o Palmeiras. Com uma exibição de gala e força mental inabalável, o alvinegro venceu por 3 a 1, recuperando a ponta e provando que, desta vez, o destino seria diferente.

A confirmação do título veio com autoridade nas rodadas finais. Três dias depois de conquistar a Libertadores na Argentina, o Fogão venceu o Internacional por 1 a 0 em pleno Beira-Rio, na 37ª rodada. Na última jornada, em um Nilton Santos lotado, o triunfo por 2 a 1 sobre o São Paulo selou o tricampeonato do Botafogo, ao mesmo tempo que o Palmeiras sucumbiu diante do Fluminense.

O Botafogo encerrou a competição com 79 pontos, o melhor ataque e o melhor desempenho contra os times do G-6, coroando aquele que é, sem nenhuma dúvida, o melhor ano da história do clube, que também teve o título inédito da Libertadores.

A campanha do Botafogo:
38 jogos | 23 vitórias | 10 empates | 5 derrotas | 59 gols marcados | 29 gols sofridos


Foto Thiago Ribeiro/AGIF

Botafogo Campeão da Libertadores 2024

A Libertadores é brasileira. E, acima de tudo, alvinegra. Pela sexta vez consecutiva, o Brasil chega ao principal título sul-americano, aumentando ainda mais o recorde de conquista seguidas de um mesmo país. Mas a taça de 2024, nas mãos do Botafogo, tem o gosto especial de volta por cima, por causa da frustração que foi a perda do título brasileiro que estava quase ganho em 2023.

Desde 2022 com o futebol gerido pelo empresário estadunidense John Textor, o Fogão entrou na Libertadores na segunda fase preliminar. Contra o Aurora, da Bolívia, empatou por 1 a 1 fora de casa e goleou por 6 a 0 no Rio de Janeiro. Na terceira fase, bateu o Bragantino após vencer por 2 a 1 no Estádio Nilton Santos e empatar por 1 a 1 no interior de São Paulo.

Na chave D da fase de grupos, o Botafogo encarou Junior Barranquilla, LDU Quito e Universitario. O time estreou com derrota em casa por 3 a 1 para os colombianos, antes da chegada do técnico português Artur Jorge. Sua estreia também foi com revés, por 2 a 1 para os equatorianos fora. Depois, veio a recuperação com três vitórias e um empate. Com dez pontos, o alvinegro ficou em segundo lugar.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Palmeiras, o carrasco do Brasileiro de 2023. Na ida, o Botafogo venceu por 2 a 1 no Nilton Santos. Na volta, segurou empate por 2 a 2 no Allianz Parque. Nas quartas, o time bateu o São Paulo por 5 a 4 nos pênaltis, após empatar sem gols no Rio de Janeiro e por 1 a 1 no Morumbi. Na semifinal, eliminou o Peñarol depois de golear o primeiro jogo por 5 a 0 no Nilton Santos e perder a segunda partida por 3 a 1 em Montevidéu.

Na decisão, o Botafogo encontrou o também alvinegro Atlético-MG, que bateu San Lorenzo, Fluminense e River Plate. A partida foi realizada no Estádio Monumental, em Buenos Aires. Mesmo com um jogador a menos desde o primeiro minuto de jogo (Gregore expulso), o Fogão mostrou resiliência e venceu por 3 a 1, gols de Luiz Henrique, Alex Telles e Júnior Santos.

A campanha do Botafogo:
17 jogos | 8 vitórias | 6 empates | 3 derrotas | 31 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Alejandro Pagni/AFP/Getty Images

Botafogo Campeão da Copa Conmebol 1993

A Copa Conmebol já começou trazendo boas novas para o futebol brasileiro. Primeiro campeão, o Atlético-MG ganhou uma vaga automática para 1993. Ele se juntou a Fluminense, Botafogo, Vasco e Bragantino. Mas o alvinegro que brilhou desta vez foi outro. Vice brasileiro de 1992, o Fogão entrou com uma equipe que não tinha lá muito brilho, mas que compensava na garra e na vontade de vencer.

A estreia do Botafogo nas oitavas de final do torneio foi contra o Bragantino. Na ida, no Caio Martins, vitória por 3 a 1. Na volta, em Bragança Paulista, novo triunfo por 3 a 2 classificou o time carioca. O adversário das quartas de final foi o Caracas, e o Fogão avançou mais uma vez vencendo as duas partidas, por 1 a 0 na Venezuela e por 3 a 0 no Rio de Janeiro.

Na semifinal, dois confrontos difíceis contra o Atlético-MG. O primeiro jogo foi no Mineirão, onde o Botafogo não conseguiu se impor e sofreu 3 a 1. O segundo jogo foi no Caio Martins, onde a obrigação de fazer gols era total. Sinval abriu o caminho da virada no fim do primeiro tempo. Na segunda etapa, Rogério Pinheiro e Eliel fizeram o 3 a 0, que reverteu a vantagem a favor do alvinegro carioca.

A decisão foi contra o Peñarol, que passou por Huracán, Colo-Colo e San Lorenzo. A ida foi jogada no Centenario, em Montevidéu. Mesmo com Rogério Pinheiro expulso durante a partida, o Botafogo saiu de lá com empate por 1 a 1 na mão. A volta foi jogada no Maracanã, diante de 45 mil torcedores. Nervoso, o Fogão levou um gol no primeiro tempo. O time melhorou na segunda etapa, e virou com Sinval e Eliel. Mas nos acréscimos, os uruguaios decretaram 2 a 2 no placar e levaram para os pênaltis.

Parecia que não ia dar quando Sinval errou a primeira batida. Mas o Peñarol também errou sua cobrança, e na sequência Suélio, Perivaldo e André Santos marcaram, enquanto os uruguaios só acertaram um chute. E com 3 a 1 no desempate o Botafogo conquistou a Copa Conmebol, sua primeira e única taça internacional oficial. O fato que não aconteceu nem na era Garrincha, veio a acontecer por meio das mãos de outro personagem histórico em campo, desta vez como técnico: Carlos Alberto Torres.

A campanha do Botafogo:
8 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 1 derrotas | 17 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Sérgio Moraes/Placar

Botafogo Campeão Carioca Feminino 2022

Pela terceira vez na história, o Botafogo chegou ao título do Cariocão Feminino. Fora da final em 2021, as Gloriosas em 2022. O estadual teve a presença de 14 times, que atuaram divididos em dois grupos (que se enfrentaram) mas com apenas uma tabela de classificação.

Em sete jogos na primeira fase, o Fogão conseguiu seis vitórias. Com três pontos a menos que o Flamengo, a equipe ficou com o vice da Taça Guanabara, mas classificada. Nas quartas de final, eliminou o Duque de Caxias ao golear por 4 a 0 em jogo único.

Na semifinal, foi a vez de passar pelo Fluminense, após perder por 2 a 0 nas Laranjeiras e reverter com outra goleada por 4 a 0 em casa, no Caio Martins. A final foi contra o Flamengo, e com vitórias por 3 a 1 em Niterói, no seu velho estádio dos anos 90, e por 2 a 0 no Rio de Janeiro, na Gávea, o Botafogo reconquistou o título após dois anos. Os gols do título foram anotados por Camila Oliveira e Kamilla Sotero.

A campanha do Botafogo:
12 jogos | 10 vitórias | 0 empates | 2 derrotas | 42 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Vitor Silva/Botafogo

Botafogo Campeão do Torneio Rio-São Paulo 1998

De volta no gosto do torcedor, o Torneio Rio-São Paulo seguiu para 1998 com um regulamento ampliado. A fase com dois grupos voltava a ser disputada, e a diferença em relação à 1993 é que líder e vice avançavam para a fase final. Outra ideia executada foi a de realizar os clássicos estaduais fora das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro: paulistas jogavam entre si em Ribeirão Preto, Presidente Prudente e Campinas, enquanto cariocas se enfrentavam em Brasília.
E foi nesta terceira edição após o retorno que o título voltou a ficar nas mãos de um clube carioca. A felicidade coube ao Botafogo, liderado pela dupla de ataque Túlio e Bebeto. A estreia alvinegra foi com vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians fora de casa, seguida pela única derrota na competição inteira, por 1 a 0 para o Vasco.
Na sequência da fase, o Fogão conseguiu mais duas vitórias e dois empates, que lhe deixou classificado em segundo lugar do grupo A, com 11 pontos. A vaga foi obtida na última rodada, ao vencer o já líder Palmeiras por 1 a 0 na capital paulista, no que deixou o time a dois pontos do adversário e quatro na frente do rival Vasco. A semifinal foi contra o Santos, com quem empatou os dois jogos: 0 a 0 no Maracanã e 2 a 2 no Pacaembu. Nos pênaltis, o Botafogo venceu por 4 a 3.
O São Paulo foi o adversário botafoguense na decisão do torneio. Com a melhor campanha, os alvinegros puderam fazer a partida de volta em casa. Mas antes tinha a ida, no Morumbi. Em partida emocionante, o Botafogo venceu por 3 a 2 fora de casa, após sair na frente do placar, levar a virada e reverter outra vez a seu favor.
O jogo no Maracanã teve o roteiro parecido, com o Fogão largando na frente aos 12 minutos e sofrendo a virada são-paulina aos 35 e aos 44 do primeiro tempo. A agonia durou até os 32 minutos da etapa final, quando o atacante Zé Carlos empatou em 2 a 2 e selou o título alvinegro. A conquista representou o tetra o Botafogo no Torneio Rio-São Paulo.

A campanha do Botafogo:
10 jogos | 4 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 15 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Botafogo

Botafogo, Santos, Vasco e Corinthians Campeões do Torneio Rio-São Paulo 1966

A primeira era do Torneio Rio-São Paulo acabou de maneira agridoce, com um título dividido entre quatro campeões. O ano de 1966 foi conturbado para o futebol brasileiro devido à má preparação para a Copa do Mundo. Em abril daquele ano - três meses antes do Mundial -, a CBD pré-convocou 46 jogadores para treinos. Tal fato prejudicou os clubes, que precisaram paralisar suas atividades oficiais por um trimestre inteiro.
A conjuntura dos fatos levou as federações paulista e carioca tomarem duas decisões quanto ao Rio-SP: o regulamento voltou a ser o mesmo de antes, com pontos corridos e turno único, e se mais duas ou mais equipes terminassem empatadas na liderança ao fim das nove rodadas, o saldo de gols definiria o campeão, pois não haveria datas nem atletas de ponta para os jogos extras. Isto aconteceu com quatro clubes, todos alvinegros.
Botafogo, Santos, Vasco e Corinthians protagonizaram uma disputa tão forte pelo título que todos chegaram com chances de serem campeões sozinhos na última rodada. E para evitar desgastes com quaisquer dirigentes, os organizadores do torneio decidiram dividir o título entre os igualados ao invés do saldo de gols. A situação era a seguinte: o Vasco era o primeiro com 11 pontos, seguido por Santos e Corinthians com dez cada, e o Botafogo com nove. O Palmeiras seria o quinto clube na briga, mas acabou derrotado pelo São Paulo na última partida e acabou parado em nove pontos.
No dia seguinte, Corinthians e Santos jogaram no Pacaembu e Botafogo e Vasco se enfrentaram no Maracanã. Os paulistas não saíram do 0 a 0 e atingiram os 11 pontos do cruz-maltino. Então, bastava para o Vasco também empatar para ser campeão isolado, mas o time levou 3 a 0 da Estrela Solitária, que também chegou aos 11 pontos. No saldo de gols, deu Fogão (oito, contra sete do Peixe, um do Vasco e zero do Timão). Mas a regra inicial já tinha sido esquecida.

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Em 1967, as federações de São Paulo e do Rio de Janeiro decidiriam modificar sua competição e convidar clubes de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. O conceito e o nome Torneio Rio-São Paulo ficaram extintos até 1993, e no lugar seguiu o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, que deu origem ao Brasileirão moderno.

A campanha do Botafogo:
9 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 19 gols marcados | 11 gols sofridos

A campanha do Santos:
9 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 18 gols marcados | 11 gols sofridos

A campanha do Vasco:
9 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 3 derrotas | 12 gols marcados | 11 gols sofridos

A campanha do Corinthians:
9 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 3 derrotas | 15 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Botafogo


Foto Arquivo/Santos


Foto Arquivo/Vasco


Foto Arquivo/Corinthians

Botafogo e Santos Campeões do Torneio Rio-São Paulo 1964

Presente na vida dos clubes paulistas e cariocas há 14 anos quase consecutivos, o Torneio Rio-São Paulo começou a apresentar sinais de desgaste em 1964. Naquele ano, embora todo o campeonato tenha sido concluído, não foi possível apontar um único campeão de acordo com as regras impostas. A taça precisou ser dividida em duas, e justamente para os melhores times do momento: Santos e Botafogo.
As campanhas de Peixe e Fogão foram quase idênticas. Ambos começaram vencendo, o Santos fez 3 a 0 no Corinthians e o Botafogo fez 2 a 0 no São Paulo. E foram conseguindo vitórias seguidas e uma única derrota cada até a penúltima partida.
Como não existia uma preocupação em se alinhar a tabela dos times, o Santos entrou em campo para seu último jogo antes do Botafogo. Com 14 pontos, bastava empatar com o Flamengo para não ser mais alcançado. Mas o Peixe perdeu por 3 a 2 no Maracanã e precisou secar o Fogão.
Ainda com duas partidas para realizar, o Botafogo tinha dez pontos. Com as vitórias, empataria na classificação e forçaria dois jogos extras com o rival santista. E assim foi, após fazer 4 a 3 no Palmeiras fora e 5 a 0 no Bangu em casa.
O problema é que não havia datas disponíveis para os desempates. Ambos clubes estavam com calendário lotado e excursões agendadas. Só em janeiro de 1965 foi possível fazer o primeiro jogo extra. No Maracanã, o Botafogo fez 3 a 2 no Santos. E então, outro problema: o Peixe já estava de saída para viagem outra vez. Sem espaço para a segunda partida, as federações paulista e carioca decidiram rachar o título entre as duas equipes.

A campanha do Botafogo:
10 jogos | 8 vitórias | 0 empates | 2 derrotas | 24 gols marcados | 11 gols sofridos

A campanha do Santos:
10 jogos | 7 vitórias | 0 empates | 3 derrotas | 23 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Botafogo


Foto Arquivo/Santos

Botafogo Campeão do Torneio Rio-São Paulo 1962

Em meio a dominação carioca do Torneio Rio-São Paulo, o entendimento sobre um regulamento mais dinâmico da competição foi mantido: dois grupos restritos a cada Estado, com enfrentamento em turno único e duas vagas na fase final. A única diferença de 1962 em relação a 1961 foi a baixa do Santos, que optou por priorizar a disputa da Libertadores naquele ano.
De tal forma, o caminho para a conquista ficou livre para o Botafogo, o segundo melhor time do Brasil na época. Com Garrincha, Amarildo, Zagallo e Quarentinha no quarteto de ataque, mais Didi no meio, Manga no gol e Nilton Santos na defesa, o Fogão começou a campanha derrotando o Fluminense por 1 a 0. Depois, foi a vez de golear o Vasco por 4 a 1. A terceira partida foi contra o America-RJ, e o Botafogo voltou a fazer 4 a 1. Já classificado, o clube alvinegro perdeu para o Flamengo por 3 a 2 e encerrou a primeira fase na liderança, com seis pontos, empatado com os próprios flamenguistas.
O quadrangular final reuniu Botafogo, Flamengo, Palmeiras e São Paulo. Na primeira rodada, a Estrela Solitária derrotou o São Paulo por 2 a 1 no Maracanã. Na sequência, a equipe alvinegra encaminhou o título inédito ao fazer 1 a 0 no Flamengo. Bastava apenas não perder para o Palmeiras no último jogo.
E assim foi. No Maracanã, Quarentinha abriu o placar, Amarildo marcou outros dois gols, e o Fogão derrotou o time paulista por 3 a 1, de virada. Com mais seis pontos, o Botafogo levou o primeiro Torneio Rio-São Paulo com uma campanha quase perfeita.

A campanha do Botafogo:
7 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 1 derrota | 17 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/Botafogo

Botafogo Campeão Brasileiro Série B 2021

Uma das edições mais pesadas da história da Série B aconteceu em 2021, com a presença de cinco clubes campeões brasileiros e com um vencedor à altura. O Botafogo alcançou o bicampeonato com uma rodada de antecedência. Desacreditado no início do ano devido a uma severa crise financeira e política, o clube carioca soube superar as adversidades, deixou para trás outros gigantes que sequer brigaram pelo G-4, como Vasco e Cruzeiro, e travou uma batalha pela taça com o Coritiba.

Porém, os primeiros passos da caminhada botafoguense foram oscilantes. A estreia registrou um empate em 1 a 1 com o Vila Nova, em Goiânia. Na sequência, a equipe conquistou duas boas vitórias no Rio de Janeiro: 2 a 0 sobre o Coritiba e 3 a 0 diante do Remo. Mas o primeiro sinal de alerta acendeu na quinta rodada, em uma derrota por 3 a 1 para o Náutico, nos Aflitos.

O time sofria para engrenar e não conseguia se aproximar da zona de promoção. Entre o tropeço em Pernambuco e a derrota por 2 a 0 para o Goiás na 12ª rodada, em pleno Estádio Nilton Santos, o Fogão somou apenas uma vitória, por 1 a 0 sobre o CRB. Diante do desempenho abaixo do esperado, a diretoria agiu rápido: demitiu Marcelo Chamusca e contratou Enderson Moreira, o técnico que mudaria completamente o destino do clube na temporada.

O impacto da mudança de comando foi imediato. Uma sequência de sete vitórias em nove jogos catapultou o Botafogo para dentro do G-4 na 21ª rodada, após vencer o Coritiba por 1 a 0, no Couto Pereira. O alvinegro carioca não deixou mais a zona de classificação. Ocupou a vice-liderança na 26ª partida, ao bater o Sampaio Corrêa por 2 a 0, e assumiu o topo da tabela de forma categórica na 34ª rodada, aplicando um inesquecível 4 a 0 sobre o Vasco, em pleno São Januário.

A partir dali, o campeonato virou uma contagem regressiva para a festa. O acesso matemático foi carimbado na 36ª rodada, em uma vitória de virada por 2 a 1 sobre o Operário-PR, diante de um Nilton Santos inflamado. A confirmação do título nacional veio na partida seguinte, com o triunfo por 1 a 0 sobre o já rebaixado Brasil de Pelotas, no Estádio Bento Freitas. O grito de campeão foi antecipado graças à derrota do vice-líder Coritiba para o CSA na mesma rodada.

Sob a liderança técnica do meia Chay, os gols de Rafael Navarro e a solidez do zagueiro Joel Carli, o inferno do Botafogo chegava ao fim. O clube fechou sua campanha com 70 pontos, divididos em 20 vitórias, dez empates e oito derrotas, subindo de divisão ao lado de Goiás, Coritiba e Avaí.

A campanha do Botafogo:
38 jogos | 20 vitórias | 10 empates | 8 derrotas | 56 gols marcados | 31 gols sofridos


Foto Vitor Silva/Botafogo

Botafogo Campeão Carioca Feminino 2020

Existente desde 1983, o Cariocão Feminino é o estadual mais antigo do Brasil, embora tenha ocorrido interrupções entre 1989 e 1995 e entre 2002 e 2003. A edição de 2020 também quase não aconteceu devido à Covid-19, mas no fim ela ficou mesmo durante os meses de janeiro a março de 2021, com a presença de nove equipes.

Nem todos os clubes grandes do Rio de Janeiro tiveram sempre uma boa história entre as mulheres em todos esses anos de campeonato: os quatro juntos nas finais só havia ocorrido em 1999 e em 2019. A terceira foi agora, com o título tomando o caminho de General Severiano, a casa do Botafogo. Na primeira fase, as Gloriosas ficaram na vice-liderança, vencendo sete jogos e perdendo um, deixando escapara Taça Guanabara para os 100% do Flamengo.

Na semifinal, o Fogão eliminou  o Vasco ao vencer por 3 a 0. A final foi contra o Fluminense, em jogo único no Nilton Santos. E por 2 a 0 no placar, o time conquistou o segundo estadual na história, repetindo o feito de 2014.

A campanha do Botafogo:
10 jogos | 9 vitórias | 0 empates | 1 derrota | 36 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Vitor Silva/Botafogo

Botafogo Campeão Brasileiro Série B 2015

Mais uma temporada de Série B contou com a presença de um participante do grupo dos 12 grandes. Em 2015, após uma temporada turbulenta no ano anterior, o Botafogo encarava o segundo rebaixamento de sua história. Se na primeira passagem, em 2003, o clube havia retornado como vice-campeão, desta vez a história seria escrita com o troféu nas mãos.

A estreia do Fogão foi positiva e deu o tom da campanha: uma vitória por 1 a 0 sobre o Paysandu, no Mangueirão, em Belém. O topo da tabela foi alcançado pela primeira vez na quinta rodada, após o triunfo por 2 a 1 sobre o Paraná, na Vila Capanema.

A primeira derrota alvinegra só aconteceu na nona partida, por 4 a 2 para o Macaé, no Moacyrzão mas o resultado não tirou os cariocas da liderança. O Botafogo sustentou o posto até a 17ª rodada, quando a derrota por 1 a 0 diante do Santa Cruz, no Arruda, permitiu que o Vitória assumisse a primeira posição. 

Nesse meio-tempo, a diretoria botafoguense promoveu uma mudança no comando técnico, substituindo Renê Simões por Ricardo Gomes. Sob nova direção na beira do campo, o alvinegro assimilou o golpe, manteve a regularidade e fechou o primeiro turno na vice-liderança.

A soberania baiana na ponta da tabela durou até a 22ª rodada. Em uma atuação de gala no Engenhão, o Botafogo goleou o Atlético-GO por 4 a 0 e recuperou a liderança isolada, para não largar mais até o fim do campeonato. O tão esperado retorno à elite do futebol nacional foi confirmado na 35ª rodada. Jogando no Mato Grosso, o Glorioso venceu o Luverdense por 1 a 0, no Estádio Passo das Emas.

Duas semanas depois, na 37ª partida, veio a consagração definitiva: o título nacional foi selado com uma vitória por 2 a 1 sobre o ABC. Curiosamente, a partida da taça aconteceu no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, já que o clube potiguar, já rebaixado, optou por vender o mando de campo que originalmente seria em Natal.

O elenco campeão mesclou a liderança do goleiro de seleção brasileira Jefferson, a consistência de Willian Arão, a técnica de Daniel Carvalho e a velocidade de Neílton e do uruguaio Navarro. O Botafogo fechou a Série B com 72 pontos conquistados com 21 vitórias, nove empates e oito derrotas. Conquistaram o passaporte para a primeira divisão ao lado do Fogão as equipes do Santa Cruz, do Vitória e do América-MG.

A campanha do Botafogo:
38 jogos | 21 vitórias | 9 empates | 8 derrotas | 60 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Vítor Silva/Botafogo

Botafogo Campeão Carioca 2018

Com toda a emoção possível, o Botafogo acabou com cinco anos de fila e conquistou o Campeonato Carioca de 2018. O começo na Taça Guanabara não foi bom, o Fogão perdeu na semifinal para o Flamengo.

Com a entrada de Alberto Valentim no comando técnico, o time melhorou e foi para a final da Taça Rio, mas perdeu para o Fluminense. Como o regulamento colocava as duas melhores campanhas junto com os campeões dos turnos na semifinal, o Botafogo seguiu em frente e voltou a enfrentar o Flamengo, vencendo por 1 a 0.

A final foi contra o Vasco, e depois de perder por 3 a 2 na ida, venceu por 1 a 0 na volta, gol do zagueiro Carli aos 49 minutos do segundo tempo. Nos pênaltis, Gatito Fernández defendeu duas cobranças e o Alvinegro venceu por 4 a 3. Este é o 21º título estadual do Botafogo.


Foto Vitor Silva/SS Press/Botafogo

Botafogo Campeão Brasileiro 1995

Poucas coisas mudaram no futebol brasileiro de 1994 para 1995. Mas o Campeonato Brasileiro daquele ano trouxe uma mudança estrutural que alteraria para sempre a dinâmica do futebol: por determinação da FIFA, a vitória passou a valer três pontos, incentivando o jogo ofensivo. Mantendo 24 equipes, a competição viu o surgimento de um campeão improvável no início da jornada. Sem grandes badalações, o Botafogo, ancorado por Túlio, cresceu no momento certo para encerrar um jejum de 27 anos sem títulos nacionais.

O formato era estratégico, com dois grupos disputando dois turnos. No primeiro, os confrontos eram internos. No segundo, as chaves se cruzavam. Apenas os líderes de cada grupo em cada turno garantiam vaga na semifinal.

A trajetória alvinegra começou no Grupo A de forma discreta. No primeiro turno, o Botafogo fez cinco vitórias, três empates e três derrotas, encerrando em uma modesta quinta posição com 18 pontos, sete atrás do líder Cruzeiro. Entretanto, o cenário mudou drasticamente no returno. Sob o comando de Paulo Autuori, o Fogão engrenou uma sequência avassaladora: em 12 partidas, acumulou oito vitórias, três empates e uma derrota, liderando o grupo com 27 pontos e indo ao mata-mata. No outro grupo, Santos e Fluminense garantiram suas vagas.

Enquanto Santos e Fluminense protagonizavam semifinais históricas, com a épica virada santista de 5 a 2 no Pacaembu, o Botafogo mostrava solidez contra o Cruzeiro. Após um empate em 1 a 1 no Mineirão, o alvinegro segurou o 0 a 0 no Maracanã. A vaga na final veio pela vantagem da melhor campanha geral, um prêmio à regularidade construída na segunda fase.

A decisão entre Botafogo e Santos reviveu os grandes duelos da década de 1960. No primeiro jogo, no Maracanã, o Botafogo foi superior e venceu por 2 a 1, com gols de Wilson Gottardo e Túlio, levando a vantagem do empate para São Paulo.

O confronto de volta, no Pacaembu, tornou-se um dos mais controversos da história do futebol brasileiro devido à atuação da arbitragem de Márcio Rezende de Freitas. Os dois gols da partida foram irregulares: o Botafogo abriu o placar com Túlio em impedimento, e o Santos empatou em lance em que foi usada a mão para dominar a bola. Para completar a tensão, os paulistas tiveram um gol legítimo anulado nos minutos finais. Alheio às polêmicas, o Botafogo segurou o 1 a 1. O apito final selou o título do Glorioso, devolvendo o Botafogo ao topo do futebol brasileiro com o seu bicampeonato nacional.

A campanha do Botafogo:
27 jogos | 14 vitórias | 9 empates | 4 derrotas | 46 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Botafogo Campeão Brasileiro 1968 (Taça Brasil)

A Taça Brasil de 1968 entrou para a história como a última edição do torneio que inaugurou a era das competições nacionais no país. Originalmente, a CBD planejava utilizar o certame para indicar os dois representantes brasileiros na Libertadores de 1969. Contudo, uma série de impasses organizacionais e conflitos de calendário empurraram o término a competição para o ano seguinte. O atraso foi tão severo que a entidade mudou as regras no meio do caminho, retirando as indicações para o torneio continental e deixando a Taça Brasil em um limbo administrativo.

A competição seguiu sua estrutura regionalizada: o Fortaleza dominou a Zona Norte, o Cruzeiro a Zona Central e o Metropol a Zona Sul. Enquanto mineiros e cearenses aguardavam nas quartas de final, o Metropol deveria enfrentar o Botafogo em uma fase eliminatória que se tornaria lendária pelos motivos errados.

Após uma goleada carioca por 6 a 1 e um triunfo catarinense por 1 a 0, o jogo de desempate no Maracanã foi interrompido por um temporal quando o placar marcava 1 a 1. O Metropol, já em viagem de volta, foi convocado a retornar para reiniciar a partida no dia seguinte. Diante da impossibilidade logística e da recusa da CBD em adiar o reencontro, o clube catarinense entrou na justiça. O torneio ficou paralisado por quatro meses até que, exausto das manobras no tapetão, o Metropol desistiu.

A desorganização foi tamanha que times como Santos e Palmeiras, desinteressados por um torneio que já não valia vaga na Libertadores, retiraram-se da competição. Com o caminho livre, o Botafogo avançou para enfrentar o Cruzeiro, enquanto o Fortaleza duelou contra o Náutico. Na semifinal, o Glorioso mostrou sua força técnica contra a Raposa: venceu por 1 a 0 no Maracanã e segurou um empate em 1 a 1 no Mineirão, calando a torcida mineira. Do outro lado, o Fortaleza confirmou sua excelente fase ao despachar o Náutico em uma série decidida apenas no jogo-desempate.

Finalmente, entre setembro e outubro de 1969, nove meses após o cronograma original, a decisão foi realizada. O Fortaleza impôs dificuldades no jogo de ida no Estádio Presidente Vargas, arrancando um empate em 2 a 2 que deixou a decisão aberta.

No entanto, no jogo de volta no Maracanã, o Botafogo de Jairzinho, Gerson e Paulo Cézar Caju não deu chances ao azar. Em ótima exibição, o alvinegro aplicou uma goleada implacável de 4 a 0. O triunfo encerrou a era da Taça Brasil e coroou o primeiro título brasileiro da história do Botafogo.

A campanha do Botafogo:
7 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 15 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Arquivo/Botafogo