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Vitória Campeão Baiano 1985

Após anos muitos difíceis no cenário estadual, o Vitória acabou com a hegemonia do Bahia e levou o título baiano em 1985, depois de cinco anos. A décima conquista na história do clube o fez empatar com no ranking histórico com o Ypiranga, rival esquecido do topo desde 1951.

A competição foi realizada com 12 times, divididos em dois grupos. Na primeira fase, as equipes de um grupo enfrentaram as do outro em dois turnos. O líder de cada grupo em cada turno foi para a semifinal, e os ganhadores decidiram o primeiro finalista. Na segunda fase, os clubes atuaram dentro das próprias chaves, também em dois turnos, com os vencedores indo para o mata-mata que definiu o segundo finalista. Por fim, a fase final foi disputada em um quadrangular de dois turnos, com os dois ganhadores das fases anteriores, com dois pontos extras cada, e os dois melhores times na soma geral.

O Vitória iniciou a campanha no grupo A, vencendo o Botafogo Bonfinense por 4 a 0. Nos outros cinco jogos, a equipe ganhou uma e empatou quatro, encerrando o primeiro turno na liderança com oito pontos. No segundo turno, o Leão da Barra venceu mais cinco vezes e empatou uma, voltando a ficar na liderança da chave, com 11 pontos. Como o time liderou as duas etapas, foi direto para a final da primeira fase. Do outro lado, a Catuense bateu o Ypiranga. Na ida, o Vitória empatou por 1 a 1. Na volta, outro empate por 1 a 1 classificou o rubro-negro para a fase final, devido à melhor campanha.

Na segunda fase, o Vitória abriu fazendo 3 a 0 no Redenção. Na sequência do primeiro turno, o time venceu dois jogos e perdeu outros dois, ficando na terceira colocação do grupo A com seis pontos. No segundo turno, o Leão venceu quatro partidas e empatou uma, encerrando na liderança com nove pontos. Na semifinal, a equipe bateu o Itabuna após empatar a ida por 1 a 1 e vencer a volta por 2 a 1. Na final, contra o Bahia, o Vitória levou 3 a 1 na ida e só empatou por 1 a 1 na volta, o que também colocou o rival na fase decisiva.

A dupla Bavi chegou ao quadrangular final junto com Serrano e Catuense. Na estreia, o Vitória fez 3 a 1 no Serrano. Depois, fez 3 a 2 na Catuense e perdeu por 1 a 0 para o Bahia que, apesar do triunfo no clássico, estava com cinco pontos, contra seis do Vitória. Na quarta rodada, o rubro-negro goleou o Serrano por 4 a 1 e o Bahia perdeu para a Catuense, aumentando a diferença para três pontos.

Com oito pontos, o Vitória entrou na penúltima rodada com a chance do título antecipado. Bastava derrotar a Catuense na Fonte Nova. Com gols de Bigu e Ivan, o Leão venceu por 2 a 1 e sagrou-se campeão. A taça foi erguida na última rodada, após a derrota por 2 a 1 para o Bahia.

A campanha do Vitória:
34 jogos | 19 vitórias | 10 empates | 5 derrotas | 64 gols marcados | 31 gols sofridos


Foto Carlos Catela/Placar

Vitória Campeão da Copa do Nordeste 2026

A Copa do Nordeste passou por uma profunda reestruturação em 2026, impulsionada pela reformulação do calendário promovida pela CBF. A principal alteração foi a extinção da fase preliminar, garantindo 20 clubes diretamente na fase de grupos e premiando o campeão com uma vaga na terceira fase da Copa do Brasil de 2027.

O novo formato gerou debates ao ser disputado simultaneamente às competições continentais, determinando a exclusão dos clubes que disputavam a Copa Libertadores ou a Copa Sul-Americana. A medida deixou de fora o então defensor do título, o Bahia, que acabou sendo eliminado ainda na segunda fase da pré-Libertadores e ficou de fora também de todos os torneios continentais, sobrando apenas o Campeonato Baiano no primeiro semestre.

Sob o novo regulamento, o Vitória voltou a erguer o troféu regional após 16 anos de jejum. O resultado garantiu o pentacampeonato da competição ao Leão da Barra, somando-se a 1997, 1999, 2003 e 2010. A marca ainda poder chegar a seis títulos se for contabilizado o Torneio José Américo de Almeida Filho de 1976, que não é considerado de maneira oficial pela CBF.

As 20 equipes foram distribuídas em quatro grupos de cinco integrantes, no qual as chaves A e B se enfrentaram em turno único, assim como os grupos C e D. No Grupo A, o Vitória teve uma estreia instável ao ser superado pelo Botafogo-PB por 2 a 1, no Barradão. A reação foi imediata na rodada seguinte, com uma vitória por 4 a 2 sobre o CRB no Rei Pelé, em Maceió. Na sequência da primeira fase, o Leão aplicou 4 a 1 sobre a Juazeirense e 3 a 1 sobre o Piauí, ambos em Salvador, além de empatar em 2 a 2 com o Confiança no Batistão, em Aracaju. Com dez pontos somados, a equipe baiana garantiu a liderança de sua chave.

No mata-mata, o Vitória manteve a força ofensiva. Nas quartas de final, disputada em jogo único no Barradão, superou o Ceará por 1 a 0. Na semifinal, contra o ABC, construiu uma vantagem expressiva ao aplicar 6 a 2 na partida de ida, em Salvador. No duelo de volta, confirmou a vaga na final com um triunfo por 4 a 3 na Arena das Dunas, em Natal.

Na decisão, o Vitória enfrentou o Fortaleza, que passou Confiança e Sport nas fases anteriores. No primeiro jogo, no Castelão, a equipe cearense largou na frente, mas o Vitória buscou a virada e venceu por 2 a 1, levando a vantagem para a partida decisiva. O confronto da volta, disputado diante de um Barradão lotado, seguiu um roteiro dramático: o Fortaleza abriu o placar, mas o Leão da Barra reagiu e construiu outra virada por 2 a 1, com gols anotados por Emmanuel Martínez e Renato Kayzer. O triunfo consagrou o Vitória como campeão da Copa do Nordeste de 2026 e o fez retornar ao topo dos maiores vencedores da história da competição.

A campanha do Vitória:
10 jogos | 8 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 29 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Divulgação/Flickr oficial da Copa do Nordeste

Vitória Campeão Baiano 1980

A década de 1970 não foi nenhum pouco positiva em termos de títulos para o Vitória. Desde 1972 sem vencer o estadual, o clube viu o rival Bahia ganhar sete vezes consecutivas entre 1973 e 1979. Em 1980, porém, a conquista mudaria de lado, indo para os rubro-negros pela nona vez.

Treze equipes participaram do Baianão de 1980, dividido em três fases. Na primeira e na segunda, todos se enfrentaram em turno único. Os oito primeiros avançaram para dois quadrangulares, também em turno único. Os dois melhores de cada grupo classificaram para outro quadrangular, novamente em mão única. O líder garantiu três pontos extras para a fase final, enquanto o vice ficou com um ponto extra. Na decisão, com duas, três ou quatro equipes, ficou com o título quem primeiro atingiu seis pontos.

O Vitória abriu a campanha no empate por 1 a 1 com o Botafogo de Salvador. O restante da primeira parte da fase seguiu com mais cinco empates, três vitórias e três derrotas em 11 partidas. O Leão da Barra somou 12 pontos, avançando em oitavo. No primeiro quadrangular, a campanha seguiu com empates sem gols com Fluminense de Feira e Leônico, e vitória por 2 a 0 sobre o Bahia. Com quatro pontos, o Vitória foi ao segundo quadrangular e repetiu a sequência de resultados: empates de zero com Itabuna e Galícia, e vitória por 3 a 1 sobre o Fluminense. O rubro-negro fechou a primeira fase em segundo lugar, classificado para a final com um ponto extra. O Galícia foi o líder.

Na segunda fase, o Leão iniciou com derrota por 1 a 0 para o Ypiranga. A primeira vitória veio na terceira rodada, por 5 a 0 sobre a ABB. Nos demais dez jogos, a equipe venceu cinco, empatou quatro e perdeu uma. O Vitória ficou em quarto lugar, com 16 pontos. No quadrangular seguinte, o time fez 3 a 1 no Atlético Alagoinhas, 3 a 0 no Redenção e empatou por 1 a 1 com o Bahia, somando cinco pontos e passando ao próximo grupo. Por fim, os rubro-negros disputaram o segundo quadrangular e venceram as partidas por 1 a 0, sobre Leônico, Galícia e o Bavi. O Vitória terminou a fase com seis pontos e em primeiro lugar, conquistando mais três pontos extras para a decisão. O Bahia ficou na segunda posição.

A decisão ficou entre Vitória, Galícia e Bahia. Rubro-negros tinham quatro pontos, contra três dos azulinos e um dos tricolores. Ou seja, o título podia ser conquistado com vitória simples sobre qualquer adversário. Na primeira rodada, Galícia e Bahia empataram por 1 a 1. A conquista do Leão foi confirmada na segunda partida, na vitória por 1 a 0 em cima do Galícia.

A campanha do Vitória:
37 jogos | 17 vitórias | 15 empates | 5 derrotas | 44 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Arquivo/Vitória

Vitória Campeão Baiano 1972

Clube baiano mais antigo, fundado em 1899, o Vitória tem uma história com altos e baixos. Campeão estadual em 1908 e 1909, o time só chegou ao terceiro título em 1953, 44 anos depois. Nesse meio tempo, o rival Bahia foi fundado e se tornou hegemônico. Aos poucos, o rubro-negro voltou ao cenário.

Em 1972, o Vitória já tinha sete títulos, que o deixavam como terceiro maior ganhador. Mas naquele ano o time já era a segunda força, pois o Ypiranga, segundo maior campeão, parou de vencer em 1951. O Bahia tinha 23 títulos e era bicampeão no momento. Coube então ao Leão da Barra frear o rival e conquistar a oitava taça, a única da década e que quebrou com sete anos de fila.

O estadual teve 13 participantes e três fases. Na primeira, as equipes atuaram em turno único, com os dois primeiros disputando uma partida que definiu um classificado à decisão. Na segunda fase, os times ficaram em dois grupos, com partidas em turno único. O líder de cada grupo também fez um jogo para definir outro finalista. A terceira fase foi igual, mas com os times jogando em chaves cruzadas.

O Vitória começou a campanha derrotando o Jequié por 2 a 1 em Salvador. Nas 11 partidas seguintes, teve mais sete vitórias e quatro empates, que deixou o time com 20 pontos na vice-liderança, mas empatado em pontos com o líder Bahia. Na decisão, porém, o rubro-negro perdeu o Bavi por 1 a 0.

Na segunda fase, o Leão ficou no grupo B, com Fluminense de Feira, Palestra de Salvador, Ypiranga, Botafogo de Salvador, Ilhéus e Conquista. O Vitória fez seis jogos, com três vitórias e três empates, e foi líder com nove pontos. Na decisão de fase com o Bahia, o time venceu por 2 a 1, na prorrogação.

Na terceira fase, foi a vez de enfrentar os times do grupo A: Bahia, Atlético Alagoinhas, Itabuna, Galícia, Jequié e Leônico. Em seis partidas, o Vitória teve três vitórias, dois empates e uma derrota, que deixaram o time em primeiro da chave B com oito pontos. Na final, em outro Bavi, empatou sem gols e perdeu nos pênaltis por 5 a 4.

A final do Baianão teve Vitória, com um ponto extra da segunda fase, e Bahia, com dois pontos extras da primeira e terceira fases. O time que atingisse quatro pontos levava o título. Em dois jogos na Fonte Nova, o Leão superou essa pontuação, e foi campeão com vitórias por 2 a 1 e por 3 a 1.

A campanha do Vitória:
29 jogos | 17 vitórias | 10 empates | 2 derrotas | 39 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Raimundo de Jesus/Placar

Vitória Campeão Baiano 2024

Vitória do Vitória! O Leão da Barra quebrou com sete anos de jejum e conquistou o 30º título baiano em 2024. Sem nem mesmo chegar em finais neste período, o clube se reestruturou e voltou aos holofotes, a começar pelo retorno à Série A do Brasileirão.

O Baianão 2024 contou com a participação de dez times, que jogaram em turno único. Em nove jogos, o Vitória ganhou seis, empatou um e perdeu dois, somando 19 pontos e se classificando na segunda posição, empatado com o Bahia mas perdendo no saldo de gols. Na semifinal, o rubro-negro passou pelo Barcelona de Ilhéus com vitórias por 2 a 0 na ida fora e por 4 a 1 na volta em casa.

Na final, dois clássicos Bavi com o Bahia, que eliminou o Jequié. A ida foi no Barradão, que viu uma época virada do Vitória, que levou dois gols mas no fim venceu por 3 a 2. A volta foi na Fonte Nova, e o empate por 1 a 1 confirmou a conquista do Leão.

A campanha do Vitória:
13 jogos | 9 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 24 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Victor Ferreira/Vitória

Vitória Campeão Brasileiro Série B 2023

O roteiro do título do Vitória no Brasileirão Série B de 2023 é um dos mais incríveis e bonitos já vistos na história recente do futebol nacional. A história começou a ser desenhada ainda em 2022, quando o clube baiano amargava a Série C e chegou a ocupar a zona de rebaixamento para a quarta divisão. Contudo, a virada de chave aconteceu a tempo, e o Leão da Barra arrancou para um milagroso acesso à segunda divisão.

No início de 2023, praticamente nenhum analista colocava o Vitória como favorito ao acesso, principalmente após quedas precoces na Copa do Nordeste e na primeira fase do Campeonato Baiano. Porém, o clube trabalhou em silêncio sob o comando de Léo Condé, reformulou o elenco e engatou a marcha necessária para encerrar um hiato de seis anos longe da elite, conquistando o primeiro título nacional da história do rubro-negro.

A caminhada na Série B começou com vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta, no Barradão. Foram mais quatro triunfos consecutivos nas rodadas seguintes, até a primeira derrota, por 3 a 2 para o Atlético-GO, em Salvador. A essa altura, o Vitória já ditava o ritmo do campeonato. O time assumiu o topo na terceira rodada, frequentou a liderança em lampejos ao longo do primeiro turno e assumiu a primeira posição em definitivo a partir da 24ª rodada.

Enquanto outras oito equipes se embolavam em um equilíbrio insano pelas vagas restantes no G-4, o Leão acumulou gordura no último quarto da competição, distanciando-se dos concorrentes e credenciando-se como o único candidato real à taça. A arrancada final começou na 28ª rodada, com a vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo-SP, inflamando um Barradão que virou um verdadeiro caldeirão ao longo do ano.

A consagração definitiva aconteceu na 36ª rodada. Em um jogo dramático no interior paulista, o Vitória buscou uma emblemática vitória de virada por 2 a 1 sobre o Novorizontino, com um gol de pênalti nos acréscimos, carimbando oficialmente o retorno à Série A. O título de campeão foi confirmado no dia seguinte, do hotel, graças ao tropeço do vice-líder Criciúma perante o Guarani.

O time rubro-negro, liderado pelo meia Osvaldo, o goleiro Lucas Arcanjo e o atacante Léo Gamalho, fechou sua campanha com 72 pontos, divididos em 22 vitórias, seis empates e dez derrotas. Além do Leão, voltaram para a elite as equipes do Juventude, Criciúma e Atlético-GO.

A campanha do Vitória:
37 jogos | 22 vitórias | 6 empates | 9 derrotas | 49 gols marcados | 28 gols sofridos


Foto Victor Ferreira/Vitória

Vitória Campeão da Copa do Nordeste 2010

Foram sete longos anos de hiato. O esvaziamento da edição de 2003 resultou no cancelamento da Copa do Nordeste a partir de 2004. O futebol brasileiro via seu calendário sufocado pela expansão do Campeonato Brasileiro em pontos corridos e pela resistência das federações estaduais, que se recusavam a abrir mão das datas de seus tradicionais, e muitas vezes deficitários, campeonatos locais.

A virada de chave ocorreu em 2010, quando a Liga do Nordeste se reestruturou politicamente. Resgatando o formato de pontos corridos utilizado em 2001 e 2002, e contando com a parceria de transmissão do canal Esporte Interativo, a competição garantiu seu retorno ao calendário nacional aproveitando a pausa para a Copa do Mundo. Sem integrar diretamente a organização do torneio, a CBF deu aval para que as rodadas fossem encaixadas nas brechas do calendário oficial. A disputa contou com 15 participantes, registrando apenas a ausência do Sport, que optou por não participar.

Com o calendário apertado, as equipes presentes nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro optaram por mandar a campo equipes alternativas e de aspirantes. Foi o caso do Vitória, que dividia atenções com a campanha que o levaria ao vice-campeonato da Copa do Brasil e com a luta contra o rebaixamento no Brasileirão. A estreia do Leão da Barra na fase inicial deu-se com tropeços: derrota por 1 a 0 para o CRB no Estádio Rei Pelé, em Maceió, e um empate em 2 a 2 contra o ABC no Barradão.

A engrenagem rubro-negra começou a funcionar na terceira rodada com a goleada por 5 a 1 sobre o arquirrival Bahia em pleno Estádio de Pituaçu. Mantendo-se regular e sempre rondando o G-4, o Vitória consolidou sua posição na zona de classificação a partir da décima rodada, quando superou o América-RN por 2 a 1 em Salvador. A partir dali, a equipe engatou uma consistente sequência invicta.

A vaga na semifinal foi carimbada na última rodada com um empate sem gols diante do Treze-PB. Vice-líder da fase classificatória com 25 pontos, distribuídos em sete vitórias, quatro empates e três derrotas, o Leão abriu três pontos de vantagem sobre o Bahia, superou o CSA no saldo de gols e avançou para o mata-mata. Em semifinal disputada em jogo único, o Vitória bateu o CSA por 2 a 1 em Pituaçu.

A decisão do Nordestão também foi realizada em partida única. Do outro lado da chave, o ABC eliminou o Treze e garantiu o direito de mandar a finalíssima por ter feito a melhor campanha da primeira fase. No Estádio Frasqueirão, em Natal, os garotos do Vitória não se intimidaram com a atmosfera adversa e a pressão do torcedor alvinegro. O time potiguar chegou a abrir o placar na etapa inicial, mas o Leão demonstrou maturidade para buscar a virada durante o segundo tempo. O placar de 2 a 1 selou a conquista e confirmou o tetracampeonato da Copa do Nordeste para o Vitória. Curiosamente, apenas quatro dias após a festa em solo potiguar, a equipe principal do rubro-negro encerraria o Campeonato Brasileiro na 17ª colocação, sendo rebaixada para a Série B.

A campanha do Vitória:
16 jogos | 9 vitórias | 4 empates | 3 derrotas | 26 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Frankie Marcone/FuturaPress

Vitória Campeão da Copa do Nordeste 2003

De todos os campeonatos regionais disputados entre 1997 e 2002, a Copa do Nordeste consolidou-se como o maior caso de sucesso, gerando expressiva rentabilidade aos clubes e enorme apelo popular entre os torcedores. O ano de 2003 tinha todas as credenciais para manter a fórmula consagrada na temporada anterior, mas a implementação do Campeonato Brasileiro em pontos corridos alterou drasticamente os rumos do futebol nacional.

Com a expansão do calendário da Série A, o período destinado aos estaduais foi reduzido pela CBF de cinco para apenas dois meses, entre janeiro e março. O impacto fez com que as federações estaduais pressionassem a entidade máxima do futebol nacional, que optou por remover os torneios regionais do calendário oficial. A Liga do Nordeste, contudo, bateu o pé e decidiu organizar a competição por conta própria. O projeto sofreu um duro golpe quando Bahia, Fortaleza, Confiança, Sport, Náutico e Santa Cruz desistiram da disputa antes do pontapé inicial.

A solução encontrada pela organização foi convidar duas equipes que não integravam a liga, Corinthians-AL e Palmeiras de Feira, para compor 12 participantes e adotar um regulamento de tiro curto, disputado inteiramente em mata-mata: uma fase preliminar envolvendo oito clubes, seguida de quartas de final, semifinais e final. Nesse cenário de incertezas, a principal força do torneio acabou sendo o Vitória, que caminhou rumo ao tricampeonato regional sem maiores sobressaltos.

Beneficiado pelo regulamento, o Leão da Barra estreou diretamente nas quartas de final, aguardando o vencedor do confronto entre Sergipe e Palmeiras de Feira. A equipe sergipana venceu por 2 a 0 e credenciou-se como a primeira oponente do rubro-negro. Em partida única disputada no Barradão, em Salvador, o Vitória impôs sua superioridade técnica e goleou por 4 a 0.

Na semifinal, o desafio foi diante do América-RN. No confronto de ida, disputado no Machadão, os baianos largaram em vantagem ao vencer por 1 a 0. No reencontro em Salvador, a partida reservou contornos de maior competitividade, mas o Leão assegurou o triunfo por 3 a 2 e avançou para a sua sexta decisão em oito edições da competição.

O adversário do Vitória na decisão foi o Fluminense de Feira, primeira equipe de interior a alcançar a final após desbancar Ceará e ABC. O primeiro jogo ocorreu no Joia da Princesa, em Feira de Santana, e terminou empatado em 1 a 1. A segunda partida foi disputada no Barradão. Apesar da pressão imposta pela equipe feirense, o Vitória fez valer o regulamento, que previa o critério do gol qualificado fora de casa como desempate, e administrou a vantagem. O empate sem gols deu o tricampeonato da Copa do Nordeste ao Leão. O título também representou a única nota de brilho em uma edição marcada pelo prejuízo financeiro, que culminou na descontinuidade do torneio a partir de 2004.

A campanha do Vitória:
5 jogos | 3 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 9 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Carlos Santana/Agência A Tarde/Futura Press

Vitória Campeão da Copa do Nordeste 1999

Definitivamente caindo no gosto do torcedor, a Copa do Nordeste seguiu em ritmo acelerado e consolidada para a temporada de 1999. O sucesso do torneio motivou a criação e o fortalecimento de outras competições regionais pelo país: a Copa Norte e o Torneio Rio-São Paulo já se reestruturavam desde 1997, faltavam apenas as estreias da Copa Centro-Oeste e da Copa Sul (que se tornaria Sul-Minas no ano seguinte).

O regulamento de 1999 do Nordestão apresentou uma alteração: a fase decisiva voltou a ser disputada em sistema de mata-mata. A mudança reduziu o número total de partidas, mas elevou a competitividade de cada duelo. Em campo, o Vitória montava um dos maiores times de sua história, liderado por nomes como Petkovic, Fábio Costa e Preto Casagrande, partindo em busca do bicampeonato.

Na fase inicial, o Leão da Barra disputou no Grupo D, ao lado de Sergipe, Porto de Caruaru e Juazeiro. A caminhada exigiu mais suor do que o previsto, mas a equipe de Salvador cumpriu a missão. A estreia reservou um triunfo por 1 a 0 sobre o Juazeiro no Barradão. Contudo, uma sequência instável ligou o sinal de alerta: derrota por 3 a 1 para o Sergipe no Batistão e um empate em 1 a 1 com o Porto em solo baiano. No returno do grupo, a qualidade técnica falou mais alto. O rubro-negro buscou duas vitórias longe de seus domínios: 1 a 0 sobre o Juazeiro e 4 a 3 sobre o Porto em Caruaru. Já garantido na fase seguinte, o time encerrou a etapa de grupos empatando em 1 a 1 com o Sergipe em Salvador. Com 11 pontos somados, o Vitória avançou na vice-liderança da chave.

A partir das quartas de final, o mata-mata impôs provações ao favoritismo do Leão. Contra o Botafogo-PB, a equipe baiana construiu uma vantagem por 2 a 0 no Barradão e soube administrar a classificação na partida de volta, no Estádio Almeidão, em João Pessoa, apesar do revés por 3 a 2.

Na semifinal, o duelo diante do Sport marcou o momento mais tenso da campanha. Após vencer por 2 a 1 no Barradão e sofrer uma derrota por 1 a 0 na Ilha do Retiro, no Recife, a vaga na decisão foi definida nos pênaltis: demonstrando frieza, os baianos venceram a disputa por 4 a 2.

A final trouxe um clássico Bavi, após o Bahia eliminar América-RN e CSA. Diferentemente do Campeonato Baiano daquele ano, marcado por bastidores conturbados em que as equipes foram a campo em estádios diferentes no jogo de volta, o confronto na Copa do Nordeste transcorreu sem percalços. No jogo de ida, no Barradão, o Vitória fez valer o mando de campo e abriu vantagem ao vencer por 2 a 0. Na volta, na Fonte Nova, o Bahia pressionou em busca da reação, mas conseguiu balançar as redes apenas uma vez. A derrota por 1 a 0 não impediu a comemoração do Vitória, que assegurou a taça no placar agregado e celebrou o bicampeonato. A conquista serviu como prenúncio para a campanha no Brasileirão daquele mesmo ano, no qual o rubro-negro foi semifinalista.

A campanha do Vitória:
12 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 4 derrotas | 16 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Edson Ruiz/Placar

Vitória Campeão da Copa do Nordeste 1997

Passados três anos da realização da edição inaugural em solo alagoano, a CBF assumiu oficialmente a organização da Copa do Nordeste em 1997. A partir daquela edição, os critérios de qualificação passaram a ser estritamente técnicos, garantindo vagas aos clubes de melhor desempenho nos campeonatos estaduais de 1996. No entanto, o mapa regional não foi integralmente contemplado: Maranhão e Piauí ficaram de fora do torneio sob a justificativa de que possuíam maior proximidade com a Região Norte.

Foi apenas no ano seguinte, em 1998, que a Região Norte ganharia sua competição própria, a Copa Norte. Enquanto isso, 16 equipes representando sete estados nordestinos entraram na disputa da segunda edição da Copa do Nordeste, estruturada do início ao fim em sistema de mata-mata. Em campo, a glória pertenceu ao Vitória, que ostentava em seu setor ofensivo ninguém menos que o atacante Bebeto, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994 e prestes a disputar sua terceira Copa do Mundo no ano seguinte.

A trajetória do Leão da Barra começou nas oitavas de final contra o Confiança. A classificação veio sem margem para zebras, com duas vitórias pelo placar de 2 a 1: a primeira no Batistão, em Aracaju, e a segunda no Barradão, em Salvador.

Nas quartas de final, o desafio foi diante do Santa Cruz. No duelo de ida, em Salvador, o rubro-negro abriu uma importante vantagem ao vencer por 2 a 0. Na partida de volta, em um movimentado confronto no Arruda, no Recife, o Vitória voltou a triunfar, desta vez por 4 a 3, carimbando o passaporte para a semifinal.

Entre os quatro melhores da competição, o oponente do Vitória foi o Ceará. O primeiro capítulo do confronto ocorreu no Castelão, em Fortaleza, em um empate por 3 a 3. A partida decisiva, no Barradão, reservou momentos de extrema tensão. Demonstrando frieza nos minutos finais, o Leão assegurou a vitória por 3 a 2 e garantiu a vaga na final após um duelo marcado por muito sofrimento para os dois lados.

A final parou o estado da Bahia ao colocar frente a frente os dois maiores rivais locais. Vitória e Bahia disputaram as duas partidas decisivas na Fonte Nova, após os tricolores passarem por CRB, Fluminense de Feira e Sport. No jogo de ida, o Vitória atropelou tudo e aplicou um categórico 3 a 0 sobre o rival. Os gols da vitória expressiva foram anotados por Uéslei, Gil Baiano e Chiquinho. Na partida de volta, o Leão administrou com inteligência a vantagem construída no primeiro confronto. O Bahia chegou a vencer o jogo por 2 a 1, mas o gol marcado pelo atacante Agnaldo foi mais do que suficiente para garantir a festa rubro-negra no placar agregado.

A campanha do Vitória:
8 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 20 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Vitória

Vitória Campeão Baiano 2017

Deu Vitória de novo na Bahia. Perfeito na primeira fase, com dez vitórias em 10 jogos, o Leão despachou na semifinal o Vitória da Conquista com empate em 1x1 e vitória por 5x0. Na final, encontrou seu maior rival, o Bahia, e se vingou da Copa do Nordeste com dois empates, 1x1 na Fonte Nova e 0x0 no Barradão. A melhor campanha lhe valeu o 29º título estadual.


Foto Betto Júnior/Correio

Vitória Campeão Baiano 2016

Depois de três anos, o Vitória voltou a conquistar o título do Campeonato Baiano. Enfrentou na final o Bahia, vencendo na ida no Barradão por 2x0 e perdendo na volta na Fonte Nova por 0x1. Dessa forma, o Leão quebra a hegemonia do rival e chega ao 28º título estadual.


Foto Francisco Galvão/Vitória