Mostrando postagens com marcador Copa do Brasil. Mostrar todas as postagens
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Corinthians Campeão da Copa do Brasil 2025

Para a alegria de uma torcida fiel, o Corinthians conquistou a Copa do Brasil de 2025, alcançando o seu quarto título na competição e encerrando um jejum de 16 anos. A taça chegou após temporadas marcadas por instabilidades e representa um marco de retomada para o clube. O trabalho de Dorival Júnior foi novamente decisivo: com esta conquista, o técnico atingiu o feito histórico do tetracampeonato da Copa do Brasil, vencendo por quatro clubes diferentes (Santos, Flamengo, São Paulo e Corinthians).

A campanha do Timão iniciou-se na terceira fase. No confronto contra o Novorizontino, o Corinthians venceu o jogo de ida por 1 a 0, no interior paulista, e confirmou a classificação com nova vitória pelo mesmo placar na Neo Química Arena.

Nas oitavas de final, o Alvinegro encarou o Palmeiras em dois capítulos eletrizantes do Derby. No primeiro confronto, em Itaquera, o Corinthians venceu por 1 a 0. No jogo de volta, no Allianz Parque, o Timão foi soberano e venceu por 2 a 0, eliminando seu maior rival e ganhando o fôlego necessário para o restante do torneio.

Na fase seguinte, o adversário foi o Athletico-PR. No jogo de ida, na Arena da Baixada, o Corinthians foi eficiente e venceu por 1 a 0. Na volta, em São Paulo, o Alvinegro ampliou a vantagem com um triunfo por 2 a 0, carimbando o passaporte para a semifinal.

A semifinal contra o Cruzeiro reservou o maior drama da campanha. No Mineirão, o Corinthians venceu por 1 a 0. Na volta, na Neo Química Arena, a Raposa chegou a abrir 2 a 0. Mas o Timão buscou um gol salvador, fechando o placar em 2 a 1 e levando a decisão para as penalidades. Com o apoio da Fiel, o Alvinegro venceu por 5 a 4 nos pênaltis.

A grande final foi contra o Vasco, que chegava à decisão após eliminar União Rondonópolis, Nova Iguaçu, Operário-PR, CSA, Botafogo e Fluminense. O primeiro jogo, na Neo Química Arena, terminou em um tenso 0 a 0. A decisão ficou para o Maracanã, onde o Corinthians confirmou o título com uma vitória por 2 a 1, com gols de Yuri Alberto e Memphis Depay. Mantendo a tradição dos três títulos anteriores, o Timão celebrou a conquista da Copa do Brasil longe de seus domínios, reafirmando sua vocação para grandes glórias em solo visitante.

A campanha do Corinthians:
10 jogos | 8 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 12 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/FPF/Placar

Flamengo Campeão da Copa do Brasil 2024

Após quase dois anos de expectativas não correspondidas, o Flamengo voltou a erguer um troféu de peso com a Copa do Brasil de 2024. O clube, que já havia vencido o Campeonato Carioca de forma invicta na temporada, alcançou o pentacampeonato nacional com um roteiro marcante. Em seu primeiro trabalho como técnico profissional, Filipe Luís substituiu Tite e ajustou os detalhes fundamentais para que o time reencontrasse seu melhor futebol.

Por integrar a Libertadores, o Rubro-Negro estreou diretamente na terceira fase. O primeiro adversário foi o Amazonas. No jogo de ida, no Maracanã, vitória por 1 a 0. A partida de volta, na Arena da Amazônia, repetiu o placar, garantindo a classificação da equipe carioca sem sustos.

Nas oitavas de final, veio o grande desafio contra o Palmeiras. No Maracanã, o Flamengo foi superior e venceu por 2 a 0. No jogo de volta, no Allianz Parque, o rival paulista pressionou e venceu por 1 a 0, mas a vantagem construída no Rio de Janeiro foi suficiente para assegurar a vaga nas quartas.

O próximo oponente foi o Bahia. Na Arena Fonte Nova, o Rubro-Negro foi estratégico e venceu por 1 a 0. No Maracanã, confirmou a superioridade com outra vitória pelo placar mínimo, avançando à semifinal com uma defesa sólida.

Apesar dos resultados positivos, o desempenho oscilante e o futebol considerado burocrático levaram à demissão de Tite. Filipe Luís assumiu o comando e estreou justamente na semifinal contra o Corinthians, no Maracanã. O futebol da equipe melhorou instantaneamente, embora o placar tenha se mantido econômico: vitória por 1 a 0. No jogo de volta, na Neo Química Arena, o Flamengo suportou a pressão com um jogador a menos durante boa parte do tempo e segurou o empate sem gols que o levou à final.

A décima final do Flamengo na história da competição foi contra o Atlético-MG, que chegava após eliminar Sport, CRB, São Paulo e Vasco. O primeiro jogo, no Maracanã, foi o ponto alto da campanha: com uma atuação dominante, o Fla venceu por 3 a 1, com dois gols de Gabriel e um de De Arrascaeta. A partida decisiva ocorreu na Arena MRV, em Belo Horizonte. Em um jogo tenso, o Rubro-Negro não apenas se defendeu, como selou o título com uma nova vitória por 1 a 0, com um golaço de Gonzalo Plata, confirmando o pentacampeonato.

A campanha do Flamengo:
10 jogos | 8 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 11 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Gilson Lobo/AGIF

São Paulo Campeão da Copa do Brasil 2023

Era a última taça que faltava. Em 2023, o São Paulo enfim conquistou o título da Copa do Brasil. A conquista não apenas foi inédita, como também encerrou um jejum de 11 anos sem títulos expressivos, que durava desde a Sul-Americana de 2012. O clube alcançou a glória sob o comando de Dorival Júnior, que, havia vencido a competição com o Flamengo em 2022. Ao defender sua taça pessoal contra o ex-clube, Dorival ajudou a escrever uma história com contornos de filme.

Mesmo sem disputar a Libertadores naquele ano, o Tricolor Paulista estreou na terceira fase, beneficiado pela nona colocação no Brasileirão de 2022. O primeiro adversário foi o Ituano. Após um empate sem gols no Morumbi, o time precisou buscar a classificação no Estádio Novelli Júnior, em Itu, onde venceu por 1 a 0.

Nas oitavas de final, o São Paulo enfrentou o Sport. Na ida, na Ilha do Retiro, o Tricolor venceu por 2 a 0, com gols de Luciano e Marcos Paulo. Apesar da vantagem, na volta a equipe sofreu um apagão no Morumbi e perdeu por 3 a 1. A vaga foi decidida nos pênaltis, onde brilhou a estrela do goleiro Rafael: ele defendeu uma cobrança e garantiu a vitória por 5 a 3.

Nas quartas de final, o desafio foi o Palmeiras, em dois clássicos Choque-Rei. Na ida, no Morumbi, o Tricolor conquistou uma vitória crucial por 1 a 0. No jogo de volta, no Allianz Parque, o São Paulo mostrou brio ao vencer novamente, desta vez por 2 a 1, de virada, carimbando o passaporte para a semi.

A semifinal reservou outro clássico Majestoso, contra o Corinthians. No primeiro jogo, na Neo Química Arena, o São Paulo foi derrotado por 2 a 1. Na volta, em um Morumbi pulsante, o Tricolor reverteu a desvantagem ainda no primeiro tempo com gols de Wellington Rato e Lucas Moura, que havia acabado de retornar ao clube. O placar de 2 a 0 colocou o time na grande decisão.

Em sua segunda final de Copa do Brasil na história, o São Paulo encarou o Flamengo, que vinha de eliminar Maringá, Fluminense, Athletico-PR e Grêmio. Na ida, no Maracanã, o Tricolor venceu por 1 a 0, com gol de cabeça de Jonathan Calleri. O jogo da volta ocorreu no Morumbi. O Flamengo abriu o placar aos 44 minutos do primeiro tempo, mas, nos acréscimos, aos 50, Rodrigo Nestor acertou um chute antológico de fora da área. O empate por 1 a 1 foi o suficiente para que o São Paulo finalmente pudesse gritar que a Copa do Brasil era sua.

A campanha do São Paulo:
10 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 12 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Rubens Chiri/São Paulo

Flamengo Campeão da Copa do Brasil 2022

Após nove anos de espera, o Flamengo voltou a erguer a taça da Copa do Brasil, alcançando o tetracampeonato em 2022. Sob o comando de Dorival Júnior, a equipe conquistou o título em uma temporada de ouro, que incluiu também o tricampeonato da Libertadores. Entre confrontos tranquilos e batalhas sofridas, o Rubro-Negro superou na grande decisão um duelo histórico entre as duas maiores torcidas do país.

Mantendo o regulamento do ano anterior, o Flamengo estreou diretamente na terceira fase por integrar a Libertadores. O primeiro desafio foi contra o Altos, do Piauí. Na ida, vitória por 2 a 1 no Estádio Albertão, em Teresina. Na volta, no Maracanã, o time confirmou a vaga com um triunfo por 2 a 0.

Nas oitavas de final, veio a primeira prova de fogo contra o então detentor do título, o Atlético-MG. Após perder a ida no Mineirão por 2 a 1, o Flamengo contou com o apoio massivo de mais de 65 mil torcedores que transformaram o Maracanã em um verdadeiro inferno. O time carioca reverteu a vantagem mineira ao vencer por 2 a 0, com dois gols de De Arrascaeta.

Nas quartas de final, o adversário foi o Athletico-PR. Após um empate sem gols no Rio de Janeiro, o Flamengo garantiu a classificação na Arena da Baixada com uma vitória por 1 a 0, graças a um golaço de bicicleta de Pedro. Na semifinal, o Rubro-Negro enfrentou o São Paulo. No Morumbi, venceu com autoridade por 3 a 1, com gols de João Gomes, Gabriel e Everton Cebolinha. No Maracanã, bastou uma nova vitória por 1 a 0 para carimbar o passaporte para a final.

A decisão colocou frente a frente Flamengo e Corinthians, um confronto sonhado por décadas devido às dimensões das duas torcidas. Os paulistas chegaram à final após eliminarem Portuguesa-RJ, Santos, Atlético-GO e Fluminense. O jogo de ida, na Neo Química Arena, terminou em 0 a 0. A grande final ocorreu no Maracanã, diante de quase 70 mil pessoas. Pedro abriu o placar cedo para o Flamengo, mas o Corinthians buscou o empate em 1 a 1 a oito minutos do fim. Na tensa disputa por pênaltis, o Rubro-Negro venceu por 6 a 5, com Rodinei convertendo a cobrança decisiva que garantiu o tetra.

A campanha do Flamengo:
10 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 13 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Thiago Ribeiro/AGIF

Atlético-MG Campeão da Copa do Brasil 2021

A Copa do Brasil de 2021 trouxe mais uma mudança em seu regulamento. O número de participantes subiu de 91 para 92, e o total de fases foi reduzido de oito para sete. Isso ocorreu porque as vagas diretas às oitavas de final, que eram 11, passaram a ser entregues uma etapa antes, na terceira fase, e aumentando para 12. Foi sob essa nova fórmula que o Atlético-MG alcançou o bicampeonato, em uma temporada inesquecível na qual o Galo também conquistou o Brasileirão, encerrando um jejum de 50 anos.

Como integrante da Libertadores, o Atlético estreou diretamente na terceira etapa. O primeiro adversário foi o Remo. No jogo de ida, no Baenão, em Belém, o Galo venceu por 2 a 0. Na volta, no Mineirão, nova vitória por 2 a 1 garantiu os mineiros nas oitavas de final.

Nas oitavas, o Atlético enfrentou o Bahia. Após vencer por 2 a 0 no Mineirão, o time levou um susto na Fonte Nova ao ser derrotado por 2 a 1, mas avançou no placar agregado. Nas quartas de final, o oponente foi o Fluminense, e o Alvinegro passou com autoridade, vencendo por 2 a 1 no Maracanã e por 1 a 0 em Belo Horizonte.

Liderado pelo brilho de Hulk, o Galo encarou o Fortaleza na semifinal. Na ida, em Belo Horizonte, o Atlético encaminhou a vaga ao golear por 4 a 0, com gols de Guilherme Arana, Réver, Hulk e Zaracho. No Castelão, os mineiros voltaram a vencer, desta vez por 2 a 1, com gols de Diego Costa e Hulk, carimbando o passaporte para a decisão.

Na final, o Atlético-MG enfrentou o Athletico-PR, o xará paranaense que havia superado Avaí, Atlético-GO, Santos e Flamengo. Se a decisão anterior fora de portões fechados, em 2021 os estádios pulsaram novamente. No primeiro jogo, no Mineirão, o Galo praticamente selou o título ao golear por 4 a 0, com gols de Hulk, Keno e Eduardo Vargas (duas vezes). Sem forças para reagir após o massacre da ida, restou ao Furacão tentar a honra na Arena da Baixada. No entanto, o Atlético-MG não relaxou e venceu também em Curitiba por 2 a 1, com gols de Keno e Hulk, faturando o bicampeonato com uma das campanhas mais dominantes da história.

A campanha do Atlético-MG:
10 jogos | 9 vitórias | 0 empates | 1 derrota | 22 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Lucas Figueiredo/CBF

Palmeiras Campeão da Copa do Brasil 2020

O ano de 2020 foi atípico em todos os sentidos. Quando a pandemia de Covid-19 explodiu, o mundo paralisou, incluindo o futebol. No Brasil, os gramados ficaram vazios de março a julho e, quando o esporte retornou, as arquibancadas permaneceram silenciosas. Foi nesse cenário que o Palmeiras conquistou o tetracampeonato da Copa do Brasil, em uma temporada que avançou pelo calendário de 2021. Era o marco inicial de uma era histórica para o Alviverde que, meses antes, já havia erguido a taça da Libertadores.

Devido à participação no torneio continental, o Verdão estreou diretamente nas oitavas de final. O primeiro adversário foi o Red Bull Bragantino. Na ida, vitória por 3 a 1 em Bragança Paulista. O jogo de volta, no Allianz Parque, terminou com novo triunfo por 1 a 0 e marcou a estreia do técnico português Abel Ferreira, que viria a se tornar o grande pilar do Palmeiras vencedor.

Nas quartas de final, o desafio foi contra o Ceará. No primeiro jogo, em São Paulo, o Alviverde construiu uma vantagem sólida ao vencer por 3 a 0, com gols de Gustavo Scarpa, Raphael Veiga e Gabriel Veron. Na partida de volta, no Castelão, o Palmeiras confirmou a classificação com um empate em 2 a 2, mantendo o controle da disputa.

A semifinal foi decidida contra o América-MG. O jogo de ida, no Allianz Parque, ocorreu na antevéspera de Natal e terminou em um tenso empate por 1 a 1. A decisão ficou para Belo Horizonte, na antevéspera de Ano Novo. No Independência, o Verdão impôs sua hierarquia e venceu por 2 a 0, garantindo sua quinta final na história da competição.

A grande final foi contra o Grêmio, que chegava à decisão após superar Juventude, Cuiabá e São Paulo. Devido à participação do Palmeiras no Mundial de Clubes, as finais ocorreram apenas dois meses após a semi. No jogo de ida, na Arena do Grêmio, em fevereiro de 2021, o capitão Gustavo Gómez anotou o gol da vitória por 1 a 0. Mesmo sem o calor da torcida nas arquibancadas, os paulistas foram amplamente superiores em ambos os confrontos. Na volta, em março, no Allianz Parque, o título foi selado com uma vitória por 2 a 0, gols das crias da academia Wesley e Gabriel Menino. Para coroar uma temporada resiliente e tingida de verde, um tetra merecido.

A campanha do Palmeiras:
8 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 15 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Lucas Figueiredo/CBF

Athletico-PR Campeão da Copa do Brasil 2019

Em 2019, a Copa do Brasil conheceu um novo dono. De forma eficiente e correndo por fora, o Athletico-PR superou os gigantes e conquistou a competição pela primeira vez, revelando ao país o técnico Tiago Nunes. A conquista foi também um marco para o futebol paranaense, que carregava o peso de três vice-campeonatos consecutivos (2011, 2012 e 2013), sendo o último deles do próprio Furacão.

O regulamento seguiu os moldes do ano anterior, com 11 equipes estreando diretamente nas oitavas de final. O Athletico estava entre esses clubes e debutou contra o Fortaleza. Após um empate sem gols no Castelão, o Furacão garantiu a vaga com uma vitória por 1 a 0 na Arena da Baixada.

Nas quartas de final, o desafio foi contra o Flamengo. O jogo de ida, em Curitiba, terminou empatado em 1 a 1. Na volta, em um Maracanã lotado, o Athletico não se intimidou e segurou um novo 1 a 1. A decisão foi para os pênaltis, onde o goleiro Santos brilhou. A vitória por 3 a 1 nas cobranças serviu, de certa forma, como uma revanche da final perdida para os cariocas em 2013.

A semifinal contra o Grêmio testou o coração da torcida. Na primeira partida, em Porto Alegre, o Furacão teve uma atuação abaixo do esperado e foi derrotado por 2 a 0. No entanto, a mística da Arena da Baixada prevaleceu no jogo de volta: com gols de Nikão e Marco Ruben, o Athletico devolveu o placar e levou a disputa para as penalidades. Mais uma vez, o goleiro Santos apareceu, defendendo a última cobrança gaúcha e garantindo o 5 a 4 que colocou o Furacão na final.

Grande parte da imprensa gaúcha e nacional já projetava um Grenal na decisão, mas o Athletico frustrou os planos ao garantir sua vaga contra o Internacional, que havia eliminado Paysandu, Palmeiras e Cruzeiro. A ida, na Arena da Baixada, teve um clima elétrico com quase 40 mil torcedores. No segundo tempo, Bruno Guimarães marcou o gol da vitória por 1 a 0. Com a vantagem mínima, o time manteve a postura sólida no Beira-Rio. Com gols de Léo Cittadini e um gol antológico de Rony nos acréscimos, após jogada plástica de Marcelo Cirino, o Athletico venceu por 2 a 1 e sagrou-se campeão.

A campanha do Athletico-PR:
8 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 8 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Wesley Santos/Folhapress

Cruzeiro Campeão da Copa do Brasil 2018

A cor da Copa do Brasil é o azul. Em 2018, mais uma vez sob o comando de Mano Menezes, o Cruzeiro alcançou o topo da competição nacional e, de uma só vez, quebrou duas barreiras históricas. A primeira: tornou-se o maior vencedor do torneio, com seis títulos, ultrapassando o Grêmio. A segunda: sagrou-se o primeiro clube a conquistar o bicampeonato consecutivo. Considerando que, entre 1989 e 2000, e novamente a partir de 2013, tal feito era possível, mas nunca havia ocorrido, trata-se de uma façanha memorável.

Como integrante da Libertadores, a Raposa iniciou sua trajetória já nas oitavas de final, saltando as quatro fases iniciais. Naquele ano, o regulamento trouxe uma novidade impactante: o fim da regra do gol fora de casa em todas as etapas. O primeiro adversário cruzeirense foi o Athletico-PR. Após vencer por 2 a 1 na Arena da Baixada, o Cruzeiro garantiu a classificação com um empate por 1 a 1 no Mineirão.

Nas quartas de final, o desafio foi contra o Santos. Na ida, na Vila Belmiro, a equipe mineira venceu por 1 a 0. No jogo de volta, em Belo Horizonte, os santistas devolveram a derrota ao vencerem por 2 a 1, levando a decisão para os pênaltis. Foi então que a estrela do goleiro Fábio brilhou: com três defesas espetaculares, ele garantiu a vitória por 3 a 0 e colocou o time na semifinal.

Na semi, o Cruzeiro reencontrou o Palmeiras, alimentando uma das maiores rivalidades da história da competição. No jogo de ida, no Allianz Parque, a Raposa foi estratégica e voltou para casa com uma vitória por 1 a 0. Na volta, no Mineirão, o empate por 1 a 1 confirmou o time azul em sua oitava final de Copa do Brasil.

O adversário na decisão foi o Corinthians, que chegava após eliminar Vitória, Chapecoense e Flamengo. A primeira partida ocorreu no Mineirão. Curiosamente, a Raposa ainda não havia vencido em casa naquela edição, mas conquistou o triunfo justamente quando mais precisava: 1 a 0, com gol de Thiago Neves. Com a vantagem mínima, o Cruzeiro foi a São Paulo e, na Neo Química Arena, neutralizou o adversário explorando seus erros. Com gols de Robinho e De Arrascaeta (um dia após atravessar o mundo para servir à seleção uruguaia), o Cruzeiro venceu por 2 a 1 e sagrou-se hexacampeão.

A campanha do Cruzeiro:
8 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 10 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Vinnicius Silva/Cruzeiro

Cruzeiro Campeão da Copa do Brasil 2017

A Copa do Brasil passou por novas transformações em 2017. A CBF aumentou o número de participantes para 91 e implementou alterações cruciais no regulamento, como a extinção dos jogos de ida e volta nas duas primeiras fases. Estas passaram a ser decididas em partida única: na primeira etapa, os visitantes tinham a vantagem do empate. Na segunda, a igualdade levava a decisão para os pênaltis. Para completar, foi adicionada uma quarta fase antes do afunilamento nas oitavas de final.

Das 91 vagas, 70 foram destinadas às federações estaduais, dez ao Ranking da CBF e 11 aos clubes pré-classificados (os oito melhores do Brasileirão anterior e os campeões da Série B, Copa do Nordeste e Copa Verde). Em meio a essa estrutura, sobressaiu-se um mestre na arte de vencer copas: o Cruzeiro, treinado por Mano Menezes. Após 14 anos de espera, a Raposa enfim alcançou o seu pentacampeonato.

Presente desde a primeira fase, o Cruzeiro estreou contra o Volta Redonda, vencendo no Raulino de Oliveira por 2 a 1. Na segunda fase, o time não tomou conhecimento do São Francisco-PA e goleou por 6 a 0 no Mineirão. Na terceira fase, foi a vez de encarar o Murici, de Alagoas, e a Raposa garantiu a vaga com duas vitórias: 2 a 0 no interior alagoano e 3 a 0 em Belo Horizonte.

Na quarta fase, veio um confronto cascudo contra o São Paulo. O Cruzeiro não se intimidou com a pressão do Morumbi na ida e venceu por 2 a 0. No Mineirão, apesar da derrota por 2 a 1, a classificação para as oitavas foi assegurada.

Nas oitavas de final, o adversário foi a Chapecoense. Uma vitória por 1 a 0 em Minas permitiu ao Cruzeiro avançar após um empate sem gols em Chapecó. Nas quartas, o time protagonizou dois jogos emocionantes contra o Palmeiras. O empate em 3 a 3 em São Paulo deu à Raposa a vantagem do critério do gol fora de casa, o que tornou o empate por 1 a 1 no Mineirão suficiente para a classificação.

A semifinal marcou o reencontro com o Grêmio, que havia eliminado os mineiros na mesma fase no ano anterior. Após perder a ida em Porto Alegre por 1 a 0, o Cruzeiro devolveu o placar no Mineirão e, nos pênaltis, venceu por 3 a 2, garantindo a revanche e a vaga na final.

A decisão foi contra o Flamengo, que chegava após superar Atlético-GO, Santos e Botafogo. Diferentemente do passeio de 2003, a reedição da final foi extremamente tensa. No Maracanã, o Cruzeiro buscou o empate em 1 a 1 com gol do uruguaio De Arrascaeta. No Mineirão, após um novo empate em 0 a 0, a decisão foi para as penalidades. Nas cobranças, a Raposa foi impecável, venceu por 5 a 3 e celebrou o seu quinto título da Copa do Brasil.

A campanha do Cruzeiro:
14 jogos | 7 vitórias | 5 empates | 2 derrotas | 23 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Pedro Vilela/Getty Images

Grêmio Campeão da Copa do Brasil 2016

Um dos maiores vencedores da história da Copa do Brasil desde a sua criação, o Grêmio amargava, em 2016, um jejum de 15 anos sem erguer a taça, sem sequer ter chegado a uma decisão nesse intervalo. O hiato era impactante para um clube que esteve em sete finais nas primeiras 13 edições do torneio. Já passava da hora de buscar o pentacampeonato, e ele veio de maneira categórica.

A conquista tricolor iniciou-se pelo caminho dos clubes que disputavam a Libertadores, com a entrada direta nas oitavas de final. O primeiro adversário foi o Athletico-PR. Na ida, na Arena da Baixada, o Grêmio venceu por 1 a 0 sob o comando de Roger Machado. Contudo, devido aos maus resultados no Brasileirão, Roger foi demitido antes do jogo de volta, dando lugar ao ídolo Renato Portaluppi. A estreia do técnico foi carregada de drama: o Tricolor perdeu por 1 a 0 na Arena e só garantiu a vaga nos pênaltis, com uma vitória por 4 a 3.

Nas quartas de final, o desafio foi contra o Palmeiras. Na primeira partida, em Porto Alegre, Ramiro e Pedro Rocha marcaram na vitória por 2 a 1. No segundo jogo, no Allianz Parque, o Imortal precisou de resiliência. Os paulistas abriram o placar no segundo tempo, resultado que eliminaria os gaúchos pelo critério do gol fora. Foi então que Everton Cebolinha, vindo do banco de reservas, marcou o gol do empate por 1 a 1 aos 30 minutos, carimbando o passaporte gremista para a semifinal.

A semifinal reservou um duelo de tetracampeões entre Grêmio e Cruzeiro. No Mineirão, o Tricolor não se intimidou: Luan abriu o placar na etapa inicial e Douglas ampliou para 2 a 0 no segundo tempo. Com a excelente vantagem construída em Belo Horizonte, o Grêmio apenas administrou o empate sem gols na Arena para voltar a uma final nacional.

Na grande decisão, o Grêmio enfrentou o Atlético-MG, que chegava após superar Ponte Preta, Juventude e Internacional. Mais uma vez, o jogo de ida foi no Mineirão, e o Imortal deu um show: com dois gols de Pedro Rocha e um de Everton, venceu por 3 a 1. A partida de volta, na Arena, ocorreu em um clima de profunda comoção devido ao acidente aéreo da Chapecoense, ocorrido na semana anterior. Em meio às homenagens, Miller Bolaños abriu o placar aos 43 minutos do segundo tempo. O Atlético ainda empatou nos acréscimos, mas o 1 a 1 final confirmou o pentacampeonato isolado do Grêmio.

A campanha do Grêmio:
8 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 10 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Jeferson Guareze/AGIF

Palmeiras Campeão da Copa do Brasil 2015

Em 2015, após atravessar um período turbulento com o rebaixamento em 2012, o retorno à elite em 2013 e a luta contra nova queda em 2014, o Palmeiras precisava de um reencontro com sua grandeza. Naquela temporada de recomeço, o clube alcançaria o tricampeonato da Copa do Brasil, selando a primeira conquista de uma nova era. O palco foi o recém-inaugurado Allianz Parque, erguido sobre o solo do antigo Palestra Itália, em um título que abriria caminho para uma sequência de glórias nos anos seguintes.

A campanha do Verdão começou contra o Vitória da Conquista, da Bahia. No jogo de ida, a goleada por 4 a 1 fora de casa garantiu a classificação direta. Na segunda fase, o time superou o Sampaio Corrêa após um empate por 1 a 1 em São Luís e uma goleada por 5 a 1 em São Paulo.

Na terceira fase, o Palmeiras reencontrou o ASA, seu carrasco de 2002. Treze anos depois, o confronto foi igualmente difícil, mas a revanche aconteceu: após um empate sem gols no Allianz Parque, o Verdão venceu por 1 a 0 no jogo de volta, disputado em Londrina após a venda do mando de campo pelos alagoanos, com gol do jovem Gabriel Jesus.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Cruzeiro. O Palmeiras venceu ambas as partidas: 2 a 1 em casa e 3 a 2 no Mineirão. Nas quartas, o rival foi o Internacional, e o Alviverde avançou após empatar por 1 a 1 em Porto Alegre e vencer por 3 a 2 em um duelo eletrizante em São Paulo.

A semifinal contra o Fluminense reservou muito drama. No Maracanã, o Palmeiras foi derrotado por 2 a 1, com Zé Roberto marcando um gol vital que diminuiu o prejuízo. Na volta, Lucas Barrios anotou duas vezes e o Verdão devolveu o placar de 2 a 1. A vaga foi decidida nos pênaltis, com vitória palmeirense por 4 a 1.

A decisão de 2015 protagonizou o Clássico da Saudade entre Palmeiras e Santos, que chegava à final após eliminar Londrina, Maringá, Sport, Corinthians, Figueirense e São Paulo. Uma novidade importante: a partir daquela edição, a regra do gol fora de casa deixou de valer para a final. Na ida, na Vila Belmiro, o Santos venceu por 1 a 0 com um gol nos minutos finais. A volta, no Allianz Parque, foi épica. Dudu marcou duas vezes no segundo tempo, aos 11 e aos 39 minutos, mas o Santos descontou para 2 a 1 aos 42. Pela primeira vez, o campeão da Copa do Brasil seria definido nos pênaltis. Por 4 a 3, o Palmeiras ficou com a taça, e a histórica cobrança final foi convertida pelo goleiro Fernando Prass.

A campanha do Palmeiras:
13 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 25 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Miguel Schincariol/AFP/Getty Images

Atlético-MG Campeão da Copa do Brasil 2014

Em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, o Mineirão foi o centro das atenções. Primeiro, por ter sido o palco do 7 a 1, o maior vexame da história da Seleção. Depois, por se tornar o cenário de viradas épicas que pavimentaram a campanha do Atlético-MG rumo ao seu primeiro título da Copa do Brasil, uma conquista histórica obtida sobre seu maior rival.

O Galo inaugurou a era dos campeões que entravam diretamente nas oitavas de final. Como vencedor da Libertadores de 2013, o time iniciou sua jornada no torneio nacional apenas em agosto, após cair precocemente na edição da Libertadores de 2014. A estreia foi contra o Palmeiras: vitória por 1 a 0 no Pacaembu e novo triunfo por 2 a 0 no Independência.

Nas quartas de final, o adversário foi o Corinthians. No jogo de ida, em São Paulo, o Atlético foi derrotado por 2 a 0. A mística das viradas começou a ser escrita na partida de volta: no Mineirão, o time de Levir Culpi saiu atrás logo aos quatro minutos de jogo. Luan empatou aos 23 e Guilherme virou aos 31. No segundo tempo, Guilherme marcou mais um aos 29 minutos, mas o placar de 3 a 1 ainda eliminava os mineiros. O êxtase veio aos 41 minutos, quando o zagueiro Edcarlos cabeceou para as redes, selando o 4 a 1 e a classificação heroica.

Na semifinal, o desafio foi contra o Flamengo. Mais uma vez, a ida fora de casa terminou em derrota por 2 a 0, no Maracanã. Na volta, o roteiro de drama se repetiu: o Galo começou perdendo aos 34 minutos do primeiro tempo. Carlos empatou aos 41 e Maicosuel virou aos 11 da etapa final. Dátolo anotou o terceiro aos 35. Faltava apenas um gol para a glória, e ele veio aos 39 minutos, quando Luan aproveitou um cruzamento para marcar. Com outro 4 a 1 épico, o Atlético carimbou o passaporte para a decisão.

A cereja no bolo de uma Copa do Brasil frenética foi a final entre Atlético-MG e Cruzeiro, outro egresso da Libertadores que superou Santa Rita-AL, ABC e Santos. Com o mando da ida, o Galo levou o jogo para o Independência. Luan e Dátolo marcaram os gols da vitória por 2 a 0. Na volta, no Mineirão, o Cruzeiro não demonstrou a força que o levaria ao título brasileiro daquele ano. Com um gol de Diego Tardelli nos acréscimos do primeiro tempo, o Atlético venceu por 1 a 0 e faturou seu título inédito em cima do maior rival.

A campanha do Atlético-MG:
8 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 2 derrotas | 14 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Buda Mendes/Getty Images

Flamengo Campeão da Copa do Brasil 2013

Mudanças à vista! A Copa do Brasil passou por uma transformação radical a partir de 2013. Para começar, o número de participantes saltou de 64 para 87. Mas a alteração mais significativa foi o fim da restrição que durava desde 2001: os clubes que disputavam a Libertadores voltaram a integrar o torneio, entrando diretamente nas oitavas de final.

Com o aumento de equipes e a criação de mais uma fase, o calendário foi esticado para durar quase o ano todo, de fevereiro a novembro. E, apesar do caminho teoricamente facilitado para os times que vinham da Libertadores, o título de 2013 ficou com quem jogou desde o início. O Flamengo alcançou o tricampeonato com um futebol que, se não era brilhante, sobrava em eficiência e entrega.

Na primeira fase, o Fla superou o Remo com duas vitórias: 1 a 0 em Belém e 3 a 0 em Volta Redonda, já que o Maracanã estava fechado para as reformas finais da Copa do Mundo de 2014. Na segunda fase, a vítima foi o Campinense, também com dois triunfos por 2 a 1, na Paraíba e em Juiz de Fora. Na terceira etapa, o Rubro-Negro somou mais duas vitórias sobre o ASA: 2 a 0 em Arapiraca e 2 a 1 em Volta Redonda.

Nas oitavas, os confrontos foram definidos por sorteio, e o Flamengo encarou o fortíssimo Cruzeiro. Na ida, derrota por 2 a 1 no Mineirão, com Carlos Eduardo marcando um gol vital no fim do jogo. Na volta, com o Maracanã enfim reaberto, a classificação veio de forma heroica: vitória por 1 a 0 com gol de Elias, a apenas dois minutos do apito final.

Nas quartas de final, ocorreram dois clássicos contra o Botafogo no Maracanã. Após um empate por 1 a 1 na ida, o segundo jogo foi um verdadeiro massacre: 4 a 0 com um show da torcida nas arquibancadas. Na semifinal, o Fla passou pelo Goiás com autoridade, vencendo por 2 a 1 tanto no Serra Dourada quanto no Rio de Janeiro.

Na grande decisão, o Flamengo enfrentou o Athletico-PR, que chegava à final após eliminar Brasil de Pelotas, América-RN, Paysandu, Palmeiras, Internacional e Grêmio. A primeira partida ocorreu na Vila Capanema, em Curitiba, pois a Arena da Baixada também estava em obras para o Mundial. O Fla saiu atrás, mas buscou o empate em 1 a 1 com um chute potente de Amaral. O jogo da volta, no Maracanã, foi puro nervosismo até os 43 minutos do segundo tempo, quando Elias abriu o placar. Com a festa já iniciada, Hernane ainda marcou o 2 a 0 aos 49, sacramentando o título.

A campanha do Flamengo:
14 jogos | 11 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 26 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Alexandre Loureiro/Placar

Palmeiras Campeão da Copa do Brasil 2012

O regulamento mais duradouro da história da Copa do Brasil teve sua última aparição em 2012. Foram 12 edições sob a fórmula que excluía os clubes participantes da Libertadores. Naquele ano, quem aproveitou a oportunidade para erguer a taça foi o Palmeiras, em uma temporada de sentimentos opostos: o êxtase do bicampeonato da Copa do Brasil e a amargura do rebaixamento para a Série B.

Novamente sob o comando de Luiz Felipe Scolari, que retornaria à Seleção Brasileira antes do desfecho do Brasileirão, o Verdão iniciou sua campanha diante do Coruripe, de Alagoas. Na ida, vitória por 1 a 0 no Rei Pelé, em Maceió. A volta ocorreu no Jayme Cintra, em Jundiaí, já que o antigo Palestra Itália havia sido demolido e a nova arena ainda estava em construção. Na casa improvisada, o Palmeiras venceu por 3 a 0.

Na segunda fase, o Alviverde derrotou o Horizonte, do Ceará, fora de casa por 3 a 1, eliminando a necessidade do segundo jogo. Nas oitavas de final, o adversário foi o Paraná: vitória por 2 a 1 na Vila Capanema e goleada por 4 a 0 na Arena Barueri, garantindo a vaga nas quartas.

Na fase seguinte, foi a vez de encarar o Athletico-PR. A primeira partida, em Curitiba, terminou empatada em 2 a 2. No jogo de volta, o Palmeiras venceu por 2 a 0 e confirmou sua classificação novamente na Arena Barueri, que se consolidava como a casa palmeirense naquele ano.

O rival na semifinal foi o Grêmio, que despontava como favorito no confronto. No jogo de ida, no Olímpico, o Verdão foi resiliente e soube esperar o momento certo para golpear: com gols de Mazinho e Barcos, aos 41 e 46 minutos do segundo tempo, o Alviverde venceu por 2 a 0. Na volta, em Barueri, o empate por 1 a 1 foi o suficiente para carimbar o passaporte para a final.

O Palmeiras chegou à decisão para enfrentar o Coritiba, que vinha de superar Nacional-AM, ASA, Paysandu, Vitória e São Paulo. Na ida, na Arena Barueri, o Verdão construiu uma ótima vantagem ao vencer por 2 a 0, com gols de Valdivia e Thiago Heleno. A volta ocorreu no Couto Pereira. Após sair atrás no placar, o time paulista manteve a calma. Aos 20 minutos do segundo tempo, Marcos Assunção cobrou falta com precisão e Betinho desviou de cabeça para empatar em 1 a 1. O placar garantiu o bicampeonato da Copa do Brasil ao Palmeiras.

A campanha do Palmeiras:
11 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 23 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Miguel Schincariol/Placar

Vasco Campeão da Copa do Brasil 2011

Mais um clube alcançou o título inédito da Copa do Brasil em 2011. O Vasco, que vivia um período de reconstrução após retornar à elite do futebol brasileiro, encontrou uma conexão rara entre time e torcida. Sob uma atmosfera de esperança, o Cruzmaltino superou seus adversários de maneira verdadeiramente copeira.

A campanha iniciou contra o Comercial-MS. No Estádio Morenão, em Campo Grande, o Vasco goleou por 6 a 1, eliminando a necessidade do jogo de volta no Rio de Janeiro. O próximo oponente foi o ABC: após um empate sem gols em Natal, o Vasco avançou ao vencer por 2 a 1, de virada, em São Januário.

Nas oitavas de final, o desafio foi contra o Náutico. O Gigante da Colina praticamente selou a classificação logo na ida, nos Aflitos, ao vencer por 3 a 0. No jogo de volta, no Rio de Janeiro, bastou administrar a vantagem com um empate sem gols para seguir adiante.

Nas quartas de final, o adversário foi o Athletico-PR, o desafio mais árduo até então. Na Arena da Baixada, as equipes empataram em 2 a 2, com o Vasco cedendo a igualdade no fim da partida. No segundo jogo, em São Januário, os paranaenses saíram na frente, mas Elton buscou o empate por 1 a 1, garantindo a vaga pelo critério do gol fora de casa.

Na semifinal, o Vasco enfrentou o Avaí. O jogo de ida, em São Januário, quase se transformou em desastre: os catarinenses venciam até os 49 minutos do segundo tempo, quando um pênalti salvador foi assinalado. Diego Souza converteu e segurou o empate por 1 a 1. Na volta, na Ressacada, o Vasco mostrou sua força e venceu por 2 a 0, carimbando o passaporte para sua segunda decisão na história do torneio.

A grande final foi contra o Coritiba, que vivia um momento histórico com o recorde mundial de 24 vitórias consecutivas e vinha de eliminar Ypiranga, Atlético-GO, Caxias, Palmeiras e Ceará. A ida ocorreu em São Januário, onde o Cruzmaltino venceu por 1 a 0, com gol de Alecsandro. A decisão no Couto Pereira foi um teste para cardíacos. Alecsandro abriu o placar cedo, mas o Coritiba virou ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Eder Luís empatou em um chute de longe, e os paranaenses ainda marcaram o 3 a 2. A tensão perdurou até o último segundo, mas, no apito final, o Trem Bala da Colina celebrou a conquista nacional.

A campanha do Vasco:
11 jogos | 5 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 20 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Heuler Andrey/LatinContent/Getty Images

Santos Campeão da Copa do Brasil 2010

A Copa do Brasil de 2010 testemunhou o surgimento de um craque. O título inédito do Santos na competição foi conquistado sob a batuta de Neymar, então com apenas 18 anos. Ao lado de Paulo Henrique Ganso, ele liderou o início de um ciclo vitorioso que culminaria no tricampeonato da Libertadores no ano seguinte.

O Peixe iniciou sua campanha contra o Naviraiense, do Mato Grosso do Sul. O primeiro jogo, disputado em Campo Grande, terminou com vitória santista por 1 a 0. A partida de volta, na Vila Belmiro, foi um verdadeiro massacre: 10 a 0, com seis gols marcados apenas no primeiro tempo. Na segunda fase, o time manteve o ritmo e goleou o Remo em Belém por 4 a 0, eliminando o jogo de volta.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Guarani. Sem piedade, o Peixe voltou a aplicar uma goleada assombrosa na Vila Belmiro: 8 a 1 na partida de ida, com Neymar anotando cinco gols em uma única noite. Na volta, no Brinco de Ouro, o Santos sofreu sua primeira derrota, 3 a 2 de virada, mas avançou sem sustos.

Nas quartas de final, o desafio foi contra o Atlético-MG. No Mineirão, o Alvinegro Praiano voltou a ser derrotado por 3 a 2, sofrendo o gol decisivo aos 37 minutos da etapa final. No entanto, a força da Vila Belmiro prevaleceu na segunda partida: o Santos reverteu a desvantagem com uma vitória categórica por 3 a 1.

A semifinal contra o Grêmio reservou dois jogos memoráveis. No Olímpico, o Peixe abriu 2 a 0 na etapa inicial, mas os gaúchos reagiram com quatro gols no segundo tempo. No apagar das luzes, o Santos descontou para 4 a 3, um placar vital devido aos gols fora de casa. No jogo de volta, o Alvinegro só furou a defesa gremista aos seis minutos do segundo tempo, mas deslanchou em seguida, vencendo por 3 a 1 e garantindo a vaga na final.

A decisão foi contra o Vitória, que chegava à final após superar Corinthians-AL, Náutico, Goiás, Vasco e Atlético-GO. Na ida, na Vila Belmiro, o Peixe confirmou o favoritismo ao vencer por 2 a 0, com gols de Neymar e Marquinhos. A volta aconteceu no Barradão, em Salvador. Edu Dracena deixou o Santos ainda mais perto da taça ao abrir o placar no primeiro tempo. Os baianos lutaram e viraram para 2 a 1 na etapa final, mas o resultado foi insuficiente para tirar o título inédito da Vila Belmiro.

A campanha do Santos:
11 jogos | 7 vitórias | 0 empates | 4 derrotas | 39 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Marco Sacco/Placar

Corinthians Campeão da Copa do Brasil 2009

Em 2009, o Corinthians viveu o início de um dos maiores arcos de redenção do futebol brasileiro. Após o rebaixamento no Brasileirão de 2007 e a reconstrução na Série B em 2008, ano em que também amargou o vice da Copa do Brasil para o Sport, o clube retornou à elite. Sob o comando de Mano Menezes, o elenco recebeu o reforço de um dos maiores jogadores da história: Ronaldo Fenômeno.

O resultado dessa parceria foi o tricampeonato da Copa do Brasil, conquistado de maneira incontestável. Na primeira fase, o Timão superou o Itumbiara com uma vitória por 2 a 0 no interior de Goiás, eliminando a necessidade da partida de volta. O roteiro se repetiu na segunda fase contra o Misto, do Mato Grosso do Sul: nova vitória por 2 a 0 fora de casa e mais uma folga garantida no calendário.

O nível de dificuldade subiu nas oitavas de final contra o Athletico-PR. No jogo de ida, na Arena da Baixada, o Furacão chegou a abrir 3 a 0. No entanto, a reação corintiana veio nos minutos finais: com gols de Cristian e Dentinho aos 41 e 44 do segundo tempo, a derrota por 3 a 2 tornou-se reversível. Na volta, no Pacaembu, Ronaldo brilhou, anotou duas vezes e garantiu a vitória por 2 a 0 e a classificação.

Nas quartas de final, o Corinthians enfrentou o Fluminense. A ida, em São Paulo, terminou com vitória alvinegra por 1 a 0, gol de Dentinho. No Maracanã, Chicão e Jorge Henrique abriram vantagem para o Timão, encaminhando a vaga. Os cariocas ainda buscaram o empate por 2 a 2 no fim, mas o resultado não ameaçou a classificação paulista.

Na semifinal, o Alvinegro encarou o Vasco, que na época disputava a Série B. O primeiro duelo, no Maracanã, terminou empatado em 1 a 1. O jogo de volta, no Pacaembu, foi marcado pela tensão: um empate sem gols que, pelo critério do gol fora de casa, carimbou o passaporte corintiano para a final.

A decisão colocou frente a frente Corinthians e Internacional, que chegava à final após eliminar União Rondonópolis, Guarani, Náutico, Flamengo e Coritiba. No jogo de ida, no Pacaembu, Jorge Henrique abriu o placar aos 26 minutos. No segundo tempo, Ronaldo ampliou para 2 a 0, após um drible desconcertante no zagueiro Índio, deixando o título muito próximo. No Beira-Rio, Jorge Henrique e André Santos marcaram ainda na etapa inicial, praticamente liquidando a fatura. O Inter buscou o empate por 2 a 2 no segundo tempo, mas a festa no apito final foi dos visitantes paulistas.

A campanha do Corinthians:
10 jogos | 5 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 16 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Jefferson Bernardes/AFP

Sport Campeão da Copa do Brasil 2008

Na vigésima edição da Copa do Brasil, em 2008, o grito de campeão veio do Nordeste. O Sport, protagonizando uma das campanhas mais épicas da história da competição, conquistou o título batendo com autoridade gigantes do Sul e do Sudeste, transformando a Ilha do Retiro em um verdadeiro caldeirão.

O Rubro-Negro pernambucano iniciou sua caminhada diante do Imperatriz, do Maranhão. Na ida, empate por 2 a 2 no interior maranhense. Na volta, goleada por 4 a 1 em Recife. Na segunda fase, o adversário foi o Brasiliense. O Leão da Ilha venceu o primeiro jogo no Distrito Federal por 2 a 1 e confirmou a vaga com novo triunfo por 4 a 1 em casa.

Nas oitavas de final, o Sport encarou o Palmeiras, e foi aqui que a campanha ganhou contornos históricos. Na ida, o Rubro-Negro segurou um empate sem gols no Palestra Itália. Na volta, pela terceira vez consecutiva no torneio, aplicou uma goleada por 4 a 1 na Ilha do Retiro, com três gols do meia Romerito.

O adversário nas quartas foi o Internacional. No Beira-Rio, o Leão sofreu sua primeira derrota, por 1 a 0. A partida de volta, em Recife, foi emocionante: o Sport garantiu a classificação com uma vitória por 3 a 1. O gol salvador foi marcado pelo zagueiro e capitão Durval, em uma cobrança de falta certeira aos 33 minutos do segundo tempo.

Na semifinal, o desafio foi contra o Vasco. Diferentemente das fases anteriores, o Sport fez a primeira partida em casa e venceu por 2 a 0, com gols de Durval e Daniel Paulista. No segundo jogo, em São Januário, os cariocas devolveram o placar. A vaga foi decidida nos pênaltis, com vitória do Leão por 5 a 4. Apesar da classificação, o time sofreu um baque: o artilheiro Romerito não teve seu empréstimo renovado junto ao Goiás e precisou deixar o clube antes da final.

Na decisão, o Sport enfrentou o Corinthians, que na época disputava a Série B e chegava à final após superar Barras, Fortaleza, Goiás, São Caetano e Botafogo. O jogo de ida, no Morumbi, começou desastroso para o Leão, que chegou a estar perdendo por 3 a 0. Contudo, aos 46 minutos do segundo tempo, Enilton marcou o gol de honra, selando o placar em 3 a 1, um gol vital para as pretensões pernambucanas. Na volta, em uma Ilha do Retiro pulsante, Carlinhos Bala e Luciano Henrique marcaram aos 34 e 37 minutos do primeiro tempo. A vitória por 2 a 0 reverteu a vantagem paulista e sacramentou o título histórico do Sport.

A campanha do Sport:
12 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 24 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Léo Caldas/Placar

Fluminense Campeão da Copa do Brasil 2007

Quem aprende com um erro não erra duas vezes — parte 2. Em 2007, as campanhas de redenção na Copa do Brasil continuaram com o Fluminense que, dois anos após a amarga derrota para o Paulista, alcançou o título nacional com uma trajetória ao melhor estilo copeiro, sob o comando de Renato Portaluppi.

O Flu iniciou sua caminhada contra a Adesg, do Acre. Na ida, vitória por 2 a 1 na Arena da Floresta, em Rio Branco. No jogo de volta, no Maracanã, a goleada por 6 a 0 foi, na prática, o último momento de tranquilidade da equipe até a grande decisão.

Na segunda fase, o adversário do Tricolor foi o América-RN. A ida, em Natal, terminou com vitória carioca por 2 a 1. Na volta, no Rio de Janeiro, veio o primeiro susto: derrota por 1 a 0, resultado que, pelo critério do gol fora de casa, foi suficiente para garantir a classificação.

O drama aumentou nas oitavas de final, contra o Bahia. Na ida, o Flu saiu atrás, mas buscou o empate em 1 a 1 no Maracanã. Na volta, na Fonte Nova, o time esteve em desvantagem no placar por duas vezes, mas buscou o empate em 2 a 2, avançando novamente graças aos gols marcados como visitante.

Nas quartas, o desafio foi contra o Athletico-PR. O primeiro jogo, no Rio, terminou em novo empate por 1 a 1. A partida de volta foi disputada na Arena da Baixada e, em um duelo extremamente tenso, a classificação só foi selada a 13 minutos do fim, com um gol de Adriano Magrão que garantiu a vitória por 1 a 0.

Na semifinal, o rival foi o Brasiliense, algoz em 2002. Em clima de revanche, o Tricolor enfim voltou a vencer em casa, de virada, por 4 a 2. A volta aconteceu na Boca do Jacaré, em Taguatinga. Os donos da casa saíram na frente, mas Adriano Magrão apareceu novamente no segundo tempo para garantir o empate em 1 a 1 e o lugar do Flu na final.

Na decisão, o adversário foi o Figueirense, que chegava à final após eliminar Madureira, Noroeste, Gama, Náutico e Botafogo. No jogo de ida, no Maracanã, o Fluminense mais uma vez tropeçou em casa. Aos 43 minutos do segundo tempo, Adriano Magrão salvou o time ao anotar o gol do empate em 1 a 1. A grande final ocorreu no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, onde o Tricolor garantiu o título com uma vitória por 1 a 0, graças ao gol do zagueiro Roger logo aos três minutos de jogo.

A campanha do Fluminense:
12 jogos | 6 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 22 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Edison Vara/Placar

Flamengo Campeão da Copa do Brasil 2006

Quem aprende com um erro não erra duas vezes. Foi com essa mentalidade que o Flamengo conquistou o bicampeonato da Copa do Brasil em 2006. Dois anos após o trauma da derrota em casa para o Santo André, o Rubro-Negro corrigiu sua rota em uma final inesquecível, selada com duas vitórias categóricas sobre seu maior rival.

O Fla iniciou sua trajetória contra o ASA. O primeiro jogo, disputado em Arapiraca, terminou empatado em 1 a 1. Na volta, no Maracanã, a vitória por 2 a 1 garantiu o avanço. Na segunda fase, o adversário foi o ABC. O Flamengo passou com tranquilidade ao vencer por 1 a 0 em Natal e aplicar um 4 a 0 no Rio de Janeiro.

Nas oitavas de final, diante do Guarani, o Flamengo construiu uma excelente vantagem logo na ida, no Maracanã, com uma goleada por 5 a 1. No Brinco de Ouro, em Campinas, a larga diferença permitiu ao time carioca administrar a classificação mesmo com a derrota por 1 a 0 no jogo de volta.

Nas quartas de final, foi a vez de encarar o Atlético-MG. Novamente, a ida foi disputada no Rio de Janeiro e, mais uma vez, o Rubro-Negro goleou para abrir frente: 4 a 1. No Mineirão, bastou segurar o empate sem gols para carimbar o passaporte para a semifinal.

O adversário na semifinal foi o Ipatinga, a zebra daquela edição, comandada pelo técnico Ney Franco. O jogo de ida, no Vale do Aço, terminou em 1 a 1. Na volta, no Maracanã, o Fla buscou a classificação de forma sofrida, com uma vitória de virada por 2 a 1. Essa fase ocorreu antes da Copa do Mundo de 2006, em um momento em que o time atravessava má fase sob o comando de Waldemar Lemos.

Após o Mundial, o Flamengo chegou à decisão com uma novidade no banco de reservas. Devido aos maus resultados no Brasileirão, Waldemar foi demitido e, para seu lugar, foi contratado justamente Ney Franco. O adversário na final foi o Vasco, que chegava após superar Botafogo-PB, Iraty, Criciúma, Volta Redonda e Fluminense. Ambas as partidas ocorreram no Maracanã. Na primeira, Obina e Luizão marcaram dois gols em um intervalo de apenas dois minutos, garantindo a vitória por 2 a 0. No segundo jogo, Juan acertou um belo chute de fora da área, confirmando o triunfo por 1 a 0 e o segundo título flamenguista na história da competição.

A campanha do Flamengo:
12 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 23 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/Flamengo