Mostrando postagens com marcador 2016. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2016. Mostrar todas as postagens

Fluminense Campeão da Primeira Liga 2016

Após um hiato de 14 anos, as regiões Sul e Minas Gerais voltaram a compartilhar um torneio regional, embora de maneira um tanto conturbada. O renascimento ocorreu por meio da criação da Primeira Liga, uma organização liderada por grandes clubes que buscavam assumir os rumos do futebol brasileiro. A ambição era ousada: estabelecer um novo padrão de governança inspirado na Premier League inglesa, priorizando a autonomia das agremiações e a valorização comercial do espetáculo.

A iniciativa ganhou musculatura política quando os cariocas Flamengo e Fluminense aderiram ao projeto. Inicialmente, a pauta era resgatar os moldes da antiga Copa Sul-Minas, mas a liga nasceu cercada de divergências internas e embates com a CBF. A entidade máxima do futebol brasileiro chegou a aprovar o torneio, depois recuou e o vetou, para finalmente conceder o sinal verde sob a condição de que a competição tivesse caráter amistoso.

A edição de estreia contou com 12 equipes fundadoras, distribuídas em três grupos. O regulamento previa confrontos em turno único dentro das chaves, com os líderes e o melhor segundo colocado avançando às semifinais. Contudo, o torneio sofria com um calendário de datas excessivamente espaçadas, o que dificultava a manutenção do ritmo de jogo.

O Fluminense, no Grupo A, foi quem melhor se adaptou às circunstâncias. A trajetória, porém, começou com um tropeço: derrota por 1 a 0 para o Athletico-PR em Volta Redonda. A reabilitação veio em grande estilo no Mineirão, com uma vitória por 4 a 3 sobre o Cruzeiro. Na rodada decisiva, o Tricolor confirmou sua ascensão ao derrotar o Criciúma por 2 a 0 em Juiz de Fora. Com seis pontos conquistados, o Flu liderou a chave, superando os paranaenses no critério de saldo de gols.

Na semifinal, o desafio foi contra o Internacional, em Brasília. Após um empate em 2 a 2 no tempo normal, a vaga na final foi decidida nos pênaltis, onde o goleiro Diego Cavalieri brilhou e os cariocas venceram por 3 a 2, avançando à decisão.

A final proporcionou um reencontro com o Athletico-PR, que havia eliminado o Flamengo na outra semifinal. O Estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora, foi o palco de uma decisão tensa e equilibrada. O grito de campeão só saiu aos 35 minutos do segundo tempo, quando Marcos Júnior aproveitou uma oportunidade de ouro para anotar o 1 a 0 definitivo. O título inédito da Primeira Liga coroou o Fluminense como o primeiro campeão dessa nova e breve era do futebol brasileiro.

A campanha do Fluminense:
5 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 9 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Mailson Santana/Fluminense

Corinthians/Audax Campeão da Copa do Brasil Feminina 2016

Em 2016, a CBF organizou a décima e última edição da Copa do Brasil Feminina antes da interrupção. Àquela altura, a entidade encerrou a competição para criar a partir de 2017 a Série A2 do Campeonato Brasileiro, visto que este já tinha maior importância. O hiato da Copa do Brasil duraria até 2025.

Mais uma vez, 32 equipes participaram do torneio, que seguiu o formato eliminatório simples. O que também continuou como regra foi que, nas duas primeiras fases, se o time visitante vencesse a partida de ida por três ou mais gols de diferença, a volta era automaticamente cancelada.

O título ficou com dois clubes em parceria, o Audax Osasco e o Corinthians. O projeto visava recolocar o time corinthiano no cenário do futebol feminino após anos de inatividade, utilizando a estrutura e o registro federativo do Audax para disputar competições oficiais. A união permitiu que fosse montada uma equipe com jogadoras experientes e jovens talentos, capaz de competir em nível nacional, com Arthur Elias no comando técnico. A parceira durou até 2017, e a conquista da Copa do Brasil significou para o Corinthians o pontapé inicial de uma hegemonia que somou cerca de 20 títulos em voo solo.

O Corinthians/Audax começou a campanha contra o Pinheirense, vencendo por 9 a 0 ida em Osasco, no Estádio José Liberatti, e a volta por 2 a 0 no Pará. Nas oitavas de final, enfrentou o Santos. Após vencer por 3 a 0 em casa, a equipe segurou o empate por 1 a 1 na Vila Belmiro e passou mais uma fase.

Nas quartas de final, o adversário da dupla foi o Flamengo. O empate por 1 a 1 na ida no Rio de Janeiro e a vitória por 1 a 0 na volta em Osasco garantiram a classificação para a semifinal. Contra o Cresspom, do Distrito Federal, o Corinthians/Audax venceu por 2 a 0 o primeiro jogo, no José Liberatti, e perdeu por 2 a 1 em Brasília, conseguindo a vaga na final pela soma dos placares.

Na decisão, o Corinthians/Audax enfrentou o São José, que bateu Intercap-TO, Atlético-AC, JV Lideral-MA e Foz Cataratas. O jogo de ida, disputado no Martins Pereira, terminou empatado por 2 a 2. No confronto de volta, no José Liberatti, a equipe alvinegra e alvirrubra venceu por 3 a 1 e conquistou o título. Pardal abriu o placar, Chú Santos ampliou, e Gabi Nunes marcou o terceiro gol.

A campanha do Corinthians/Audax:
10 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 26 gols marcados | 8 gols sofridos



Foto Lucas Figueiredo/CBF

Chile Campeão da Copa América 2016

Em 2016, a Conmebol completou 100 anos de existência, e a entidade não quis passar a data em branco de nenhuma maneira. Para tanto, foi criada uma edição extra da Copa América, apenas um ano depois da realização da mais recente. Foi o pretexto para que fossem tentadas mudanças, como o regulamento com 16 seleções e a sede totalmente incomum e fora da América do Sul, nos Estados Unidos. Oficialmente, a competição chamou-se Copa América Centenário, com troféu especial.

A organização do torneio foi em parceria com a Concacaf, que comanda o futebol nas Américas do Norte e Central. Além dos Estados Unidos, os demais convidados foram México, Costa Rica, Jamaica, Haiti e Panamá, o que fez a quantidade de grupos pular de três para quatro.

O título ficou mais uma vez com o Chile, que não tinha mais Jorge Sampaoli como técnico, em campanha de crescimento no andamento do campeonato. Sob o comando de Juan Antonio Pizzi, o time ficou no grupo D, contra Argentina, Bolívia e Panamá. A estreia foi com derrota por 2 a 1 para os argentinos. A primeira vitória veio sobre os bolivianos, por 2 a 1. A fase terminou com outra vitória, por 4 a 2 sobre os panamenhos. Com seis pontos, La Roja se classificou na vice-liderança.

O Chile foi embalando aos poucos rumo ao bicampeonato consecutivo. Nas quartas de final, eliminou o México com uma goleada inesperada por 7 a 0, com quatro gols de Eduardo Vargas, dois de Edson Puch e um de Alexis Sánchez. Na semifinal, venceu a Colômbia por 2 a 0, com gols de Charles Aránguiz e José Pedro Fuenzalida, o que garantiu mais uma final aos chilenos.

O adversário seria mais uma vez a Argentina, repetindo a decisão de 2015 e a estreia semanas antes. Os argentinos, além de Bolívia e Panamá, também passaram por Venezuela e Estados Unidos. Desta vez, La Roja não teria o fator local a favor, com a partida acontecendo no Estádio MetLife, localizado no distrito de East Rutherford, na região de Nova York e Nova Jersey.

Com menos apoio do torcedor nas arquibancadas, o Chile se reservou apenas a espantar o ataque argentino e especular os contra-ataques. Os times tiveram um expulso de cada lado, e assim como em 2015, o placar não saiu do 0 a 0 em 120 minutos. De novo, os pênaltis definiram o título entre chilenos e argentinos. E de novo, o Chile foi mais eficiente nas cobranças. Arturo Vidal perdeu a primeira, mas Nicolás Castillo, Aránguiz, Jean Beausejour e Francisco Silva converteram as suas e a equipe conquistou o segundo título sul-americano na história.

A campanha do Chile:
6 jogos | 4 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 16 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Omar Torres/AFP/Getty Images

Sevilla Campeão da Liga Europa 2016

O penta da maior hegemonia da história da Liga Europa veio em 2016. O Sevilla conquistou na oportunidade o terceiro título consecutivo sob o comando de Unai Emery. A sequência, somada às duas taças da década anterior consolidaram o time na ponta do ranking de campeões.

Como novidade para a temporada, a UEFA passou a dar uma vaga para o vencedor da Liga Europa na disputa da Liga dos Campeões da jornada seguinte. Então, já dá para imaginar que o título rojiblanco começou a ser desenhado a partir de uma eliminação. Foi o que aconteceu no grupo D, pois os espanhóis não conseguiram bater Manchester City e Juventus. Por outro lado, superou por um ponto o Borussia Mönchengladbach e acabou remanejado para o outro torneio.

A estreia do Sevilla na Liga Europa foi contra o Molde, da Noruega. O primeiro jogo foi disputado no Ramón Sánchez Pizjuán, e os rojiblancos venceram por 3 a 0. A segunda partida foi no interior norueguês, com derrota espanhola por 1 a 0. Nas oitavas de final, o adversário foi o Basel, da Suíça. A ida foi St. Jakob-Park, na Basileia, e ficou empatado por 0 a 0. A volta foi em casa, e o Sevilla voltou a ganhar por 3 a 0.

Nas quartas, foi a vez de encarar o Athletic Bilbao. A primeira partida aconteceu no San Mamés. De virada, o Sevilla venceu por 2 a 1, gols de Timothée Kolodziejczak e Vicente Iborra. O segundo jogo foi realizado no Ramón Pizjuán. Os bascos precisavam vencer e foram ao ataque, surpreendendo os andaluzes, que perderam por 2 a 1. Nos pênaltis, os rojiblancos venceram por 5 a 4.

Na semifinal, dois jogos contra o Shakhtar Donetsk. O primeiro foi na Ucrânia. Com gols de Vitolo e Kevin Gameiro, o Sevilla arrancou empate por 2 a 2 fora de casa. O segundo aconteceu na Espanha. Gameiro teve outra grande atuação, e com mais dois gols ajudou a equipe se garantir na final ao vencer por 3 a 1. O outro tento foi anotado por Mariano.

A decisão foi entre Sevilla e Liverpool, que bateu Rubin Kazan, Bordeaux, Augsburg, Manchester United, Borussia Dortmund e Villarreal. O time rojiblanco voltava para o St. Jakob-Park, na Basileia, para evitar que os ingleses empatassem com si em número de títulos. Mas o primeiro tempo foi ruim para os espanhóis, que começaram perdendo por um gol. Na etapa final, veio a grande virada rumo ao penta. Gameiro empatou logo no primeiro minuto, enquanto Coke fechou em 3 a 1 aos 19 e aos 25.

A campanha do Sevilla:
9 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 17 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Laurent Gillieron/EPA

Chapecoense Campeã da Copa Sul-Americana 2016

A mudança na fórmula da Copa do Brasil em 2013 afetou a trajetória brasileira na Copa Sul-Americana. A partir daquela temporada, as vagas passaram a ser segregadas. Quem avançava às oitavas da copa nacional, ficava fora da copa continental. Isto abriu caminho para que equipes médias chegassem com chances de título, como a Ponte Preta em 2013 e a Chapecoense em 2015. O clube catarinense tomou gosto pela coisa e seguiu forte para 2016. Mas tudo ficou menor diante de uma tragédia.

Após a boa experiência da temporada anterior, quando foi eliminada vencendo o River Plate, a Chape voltou disposta a repetir o desempenho. Fez mais: entrou para a história e para a lembrança de todos. Na primeira fase, contra o Cuiabá, se classificou após perder por 1 a 0 no Mato Grosso e vencer por 3 a 1 em Santa Catarina.

Nas oitavas de final, dois empates sem gols contra o Independiente, em Avellaneda e em Chapecó, levaram à disputa por pênaltis, onde o Verdão do Oeste venceu por 5 a 4. Nas quartas, contra o Junior Barranquilla, perdeu por 1 a 0 na Colômbia e venceu por 3 a 0 em casa. Na semifinal, empatou por 1 a 1 com o San Lorenzo em Buenos Aires e por 0 a 0 em Santa Catarina. A Chapecoense estava classificada à decisão.

A final seria jogada contra o Atlético Nacional, que eliminou Deportivo Municipal, Bolívar, Sol de América, Coritiba e Cerro Porteño. A ida estava marcada para acontecer em Medellín, no Atanasio Girardot. Na viagem para a Colômbia, o avião que transportava a equipe brasileira ficou sem combustível e caiu em um morro próximo ao aeroporto.

A aeronave trazia 77 pessoas a bordo: atletas, comissão técnica, diretoria, jornalistas, convidados e tripulação. Infelizmente, 71 pessoas morreram na queda do avião. Seis foram resgatadas com vida: dois tripulantes, o jornalista Rafael Henzel (morto em 2019), o goleiro Follmann, o zagueiro Neto e o lateral-esquerdo Alan Ruschel.

A decisão jamais aconteceu, e o Atlético Nacional enviou um pedido à Conmebol para que reconhecesse a Chapecoense como campeã, em homenagem às vítimas. Assim, o título ficará marcado para sempre na história, como lembrança de quem se foi em 28 de novembro de 2016.

A campanha da Chapecoense:
8 jogos | 2 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 7 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Marcos Cunha/Chapecoense

Real Madrid Campeão da Liga dos Campeões 2016

Provavelmente nenhum outro clube entenda melhor a Liga dos Campeões da Europa do que o Real Madrid. Em qualquer situação, os espanhóis sempre serão apontados como favoritos a vencer a competição. Mesmo quando o técnico quase não tem experiência, como no caso de Zinedine Zidane na conquista de "la undécima" em 2016. Campeão como jogador em 2002, o francês assumiu o time merengue depois de apenas um trabalho no Castilla, equipe B do Real.

Na primeira fase, o Real Madrid ficou no grupo A, ao lado de Paris Saint-Germain, Shakhtar Donetsk e Malmö, mas a disputa foi só contra os franceses. Na quarta rodada, os merengues venceram eles por 1 a 0 no Santiago Bernabéu, garantiram a classificação e a liderança isolada da chave. A confirmação da posição veio na última partida, na goleada por 8 a 0 sobre os suecos também em casa. Ao todo foram 16 pontos em cinco vitórias e um empate.

Nas oitavas de final, o adversário foi a Roma. Com duas vitórias por 2 a 0 na Itália e na Espanha, o time madridista passou. As quartas foram contra o Wolfsburg, e os alemães impuseram dificuldades. Na ida, o Real perdeu fora por 2 a 0. Precisando vencer na volta em casa, a equipe merengue contou com Cristiano Ronaldo para reverter: 3 a 0 com os três gols do português.

A semifinal foi contra o Manchester City. A ida aconteceu na Inglaterra, e ficou no empate por 0 a 0. A volta foi no Santiago Bernabéu, e o Real Madrid se classificou após ganhar por 1 a 0.

A final repetiu 2014 entre Real e Atlético de Madrid. O rival vermelho chegou lá ao superar Galatasaray, Astana (Cazaquistão), PSV Eindhoven, Barcelona e Bayern de Munique. No San Siro, em Milão, o roteiro da decisão foi mais modesto: Sergio Ramos abriu o placar aos 15 minutos do primeiro tempo. Aos 34 do segundo, veio o 1 a 1 adversário. A prorrogação passou em branco, e nos pênaltis os merengues foram mais eficientes nas cobranças. Todos acertaram, enquanto o Atlético errou a quarta. Com 5 a 3 ao fim, o 11° título estava nas mãos do Real.

A campanha do Real Madrid:
13 jogos | 9 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 28 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Stefano Rellandini/Reuters

Atlético Nacional Campeão da Libertadores 2016

No ano do centenário da Conmebol (fundada em 1916), a Libertadores passou por alguns marcos de fechamento de ciclo. Primeiramente, a edição de 2016 foi a última a ser disputada durante apenas um semestre. Depois, tornaria a ser a derradeira com clubes do México. Por fim, foi a última - pelo menos até 2021 - a não contar com brasileiros ou argentinos na final.

O título voltou à Colômbia, pela segunda vez, por meio do Atlético Nacional, clube de Medellín que desde os tempos de Escobar, em 1989, não chegava ao ponto mais alto do torneio. No grupo 4 da primeira fase, os verdolagas enfrentaram Huracán, Peñarol e Sporting Cristal. A campanha foi arrasadora, com cinco vitórias, um empate e nenhum gol sofrido em seis jogos. Com 16 pontos e incluindo o inesquecível 4 a 0 sobre os uruguaios, em Montevidéu, o time foi líder com sobras. 

Melhor equipe no geral, o Nacional enfrentou nas oitavas de final o pior vice, o próprio Huracán, que marcou metade dos pontos colombianos. Com empate por 0 a 0 em Buenos Aires e vitória por 4 a 2 em Medellín, o verdolaga foi às quartas.

O próximo adversário foi o duro Rosario Central, que venceu a ida por 1 a 0 na Argentina. Na volta, no Atanasio Girardot, o Nacional fez 3 a 1 e reverteu o confronto. A semifinal foi contra o São Paulo, e com vitórias por 2 a 0, no Brasil, e por 2 a 1, na Colômbia, o time classificou-se à final.

Uma surpresa veio do Equador para o outro lado da decisão: o Independiente Del Valle, campeão de apenas uma segunda divisão equatoriana, eliminou River Plate, Pumas UNAM e Boca Juniors. A partida de ida foi realizada em Quito, no Olímpico Atahualpa. Orlando Berrío fez o gol colombiano, mas o Del Valle empatou por 1 a 1 e indefiniu tudo para o jogo de volta.

No Atanasio Girardot, o Atlético Nacional era o favorito e confirmou marcando o gol do título logo aos oito minutos, com Miguel Borja. Para coroar o bicampeonato, um simples 1 a 0.

A campanha do Atlético Nacional:
14 jogos | 10 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 25 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Mauricio Castañeda/EFE

Alemanha Campeã Olímpica Feminina 2016

Na primeira Olimpíada disputada na América do Sul, o futebol feminino apresentou uma nova seleção vencedora. A hegemonia que pertencia aos Estados Unidos foi quebrada pela Alemanha, que levou a medalha de ouro da modalidade de volta à Europa depois de 16 anos. Os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro, mantiveram o mesmo regulamento pela terceira edição consecutiva, com 12 países divididos em três grupos na primeira fase.

Sorteada para o grupo F, a Nationalelf começou a campanha goleando o Zimbábue por 6 a 1. Na segunda rodada, o time buscou um bom empate por 2 a 2 com Austrália. Quase classificada, a Alemanha perdeu a chance de ser líder da chave ao ser derrotada por 2 a 1 para o Canadá. Mas os resultados paralelos ajudaram e a seleção terminou na zona direta de qualificação à fase seguinte, com quatro pontos no segundo lugar, superando a equipe australiana no saldo de gols (4 a 3).

Nas quaras de final, as alemãs derrotaram a China por 1 a 0. A semifinal foi de reencontro com o Canadá, e desta vez a Alemanha conseguiu a vitória, por 2 a 0. A decisão foi 100% europeia, contra a Suécia, que eliminou África do Sul, Estados Unidos e Brasil.

A chance do ouro brasileiro em casa foi desmanchada pelas suecas nos pênaltis, que fizeram 4 a 3 após 0 a 0 nos 120 minutos. No fim das contas não deu nem para ficar com o bronze, pois as canadenses venceram a disputa pela medalha por 2 a 1.

Alemanha e Suécia disputaram pelo posto mais alto do pódio no Maracanã, diante de mais de 52 mil pessoas. O primeiro tempo do jogo foi morno e o gol não apareceu. Só nos 45 minutos finais que as coisas andaram. Dzsenifer Marozsán abriu o placar aos três do segundo tempo. Aos 17, Linda Sembrant anotou contra e deu o segundo tento às alemãs. Aos 22, Stina Blackstenius descontou. O 2 a 1 seguiu no placar até o apito final e a Alemanha pôde comemorar pela primeira vez história uma conquista de ouro no futebol, seja no masculino ou no feminino.

A campanha da Alemanha:
6 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 16 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Buda Mendes/Getty Images

Brasil Campeão Olímpico 2016

Demorou 120 anos, mas as Olimpíadas enfim desembarcaram na América do Sul. A cidade escolhida para o momento histórico, nos Jogos de 2016, foi o Rio de Janeiro. E precisava ser no Brasil mesmo para que uma espera de 64 chegasse ao fim. A Seleção Brasileira de futebol estreou nos Jogos Olímpicos na edição de 1952, em Helsinque, em uma época em que apenas seleções amadoras eram autorizadas a participar.

De lá até 2012 o Brasil amargou péssimos resultados, como quedas para equipes de menor nome nas fases de grupos e derrotas categóricas para as forças máximas do lado socialista, que dominou o pódio até os anos 1980. E a sonhada medalha ouro veio depois de uma campanha invicta. Mas o começo dela foi preocupante. 

No grupo A da primeira fase, a Canarinho estreou com empate sem gols contra a África do Sul. A sequência seguiu com outro 0 a 0, desta vez contra o Iraque. Com a situação precisando ser revertida imediatamente para que o vexame de ser eliminado cedo diante do próprio torcedor fosse evitado, o Brasil enfrentou a Dinamarca precisando vencer. E conseguiu, goleando-a por 4 a 0. Com cinco pontos, a seleção ficou na primeira posição da chave.

Nas quartas de final, vitória por 2 a 0 sobre a Colômbia. A semifinal foi contra Honduras, e com acachapantes 6 a 0 o time o brasileiro chegou na decisão, contra a carrasca do 7 a 1 na Copa do Mundo 2014: a Alemanha. Ela chegou lá após passar por México, Fiji, Portugal e Nigéria. Na disputa pelo bronze, antes da decisão, os nigerianos bateram os hondurenhos por 3 a 2.

Brasileiros e alemães se enfrentaram no Maracanã. Ambas as equipes nunca haviam vencido uma Olimpíada no futebol masculino. E com essa credencial, somada à do 7 a 1, era possível cortar a tensão no gramado com uma faca. Neymar abriu o placar, de falta, aos 27 minutos do primeiro tempo. Aos 14 do segundo, Max Meyer empatou. O 1 a 1 ficou no placar pelo resto dos 120 minutos da partida, e a definição a favor do Brasil veio nos pênaltis: 5 a 4, com Nils Petersen tendo a última cobrança alemã defendida por Weverton e Neymar convertendo a derradeira do time brasileiro, para delírio da torcida.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 3 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 13 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Ricardo Stuckert/CBF

Portugal Campeão da Eurocopa 2016

A constante expansão da Eurocopa teve mais um passo na edição de 2016, quando a UEFA aumentou mais uma vez o número de seleções participantes e de grupos, passando de 16 para 24 e de quatro para seis. Com quase meio continente na disputa, houve o recorde de estreantes nos estádios da França, a sede do torneio: cinco, com as de Islândia e País de Gales tornando-se as mais memoráveis, de campanhas até as quartas e até a semifinal, respectivamente.

Fora disso, o título ficou com a uma equipe que vinha de muitas batidas na trave e que contava (e ainda conta) com um dos melhores jogadores do século. Portugal e Cristiano Ronaldo atingiram o auge da relação. No grupo F, a campanha portuguesa iniciou longe de parecer um time campeão. Foram três empates nas três partidas. Começou no 1 a 1 com a Islândia, continuou no 0 a 0 com a Áustria e terminou no 3 a 3 com a Hungria. A classificação ficou ameaçada na rodada final, já que os húngaros ficaram três vezes à frente do placar, mas Portugal conseguiu no fim uma vaga de terceiro colocado, com apenas três pontos. 

Depois de tantos três, era a hora do mata-mata. O adversário nas oitavas de final foi a Croácia, vencida somente na prorrogação, por 1 a 0. Nas quartas, mais um empate, agora por 1 a 1 contra a Polônia. Nos pênaltis, 5 a 3 aos portugueses. A semifinal foi jogada contra o País de Gales, e Portugal finalmente conseguiria uma vitória nos 90 minutos: 2 a 0, com gols de Cristiano Ronaldo e Nani.

Na decisão, o encontro com a dona da casa França, que eliminou Irlanda, Islândia e Alemanha. O jogo no Stade de France, em Saint-Denis, foi o tempo todo sob tensão. O capitão CR7 só durou 25 minutos em campo, sendo substituído após sofrer lesão. A partida desenrolou sem gols por 108 minutos, invadindo a prorrogação.

Aos quatro do segundo tempo extra, coube ao reserva Eder anotar o gol do título, com um chute forte e rasteiro de fora da área, sem alcance para o goleiro Hugo Lloris. Calando quase todo o estádio, enfim estava selada a conquista tão sonhada de Portugal. Depois de tantas tentativas frustradas, algumas bem dolorosas, era a hora da comemoração.

A campanha de Portugal:
7 jogos | 3 vitórias | 4 empates | 0 derrotas | 9 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Nick Potts/Empics/Getty Images

Paysandu Campeão da Copa Verde 2016

A Copa Verde chegou para 2016 com novidades. Goiás apareceu pela primeira vez na competição, com dois representantes: o vice estadual Aparecidense (o campeão Goiás abriu mão da vaga) e o melhor ranqueado Vila Nova. E foi justamente a entrada via Ranking da CBF a segunda das evoluções, com quatro clubes vindo dele. A terceira e última foi o número de participantes, que aumentou de 16 para 18 e obrigou o torneio a ter uma fase preliminar antes das oitavas de final.

Foi nesta edição que o Paysandu conseguiu seu primeiro título, após ser vice em 2014 e semifinalista em 2015. Nas oitavas, enfrentou o Fast amazonense, o qual passou com empate por 1 a 1 em Manaus e vitória por 3 a 0 em Belém. Nas quartas de final, foi a vez de enfrentar o Rio Branco-AC. A classificação foi fácil, com vitórias por 1 a 0 na Curuzu  na ida e por 5 a 2 no Acre na volta.

A semifinal foi uma repetição do ano anterior, com o clássico Re-Pa. Mas agora a história feliz trocou de lado, com o Paysandu avançando com duas vitórias sobre o Remo: 2 a 1 na primeira partida e um categórico 4 a 2 na segunda.

A decisão da Copa Verde foi entre Paysandu e Gama, que no outro lado do chaveamento deixou para trás a Aparecidense. O jogo de ida foi marcado para o Mangueirão. Era importante para o Papão abrir uma vantagem alta logo na largada, para não passar aperto depois. E a vitória aconteceu, por 2 a 0, com os gols saindo um no começo do primeiro tempo e o outro no fim do segundo.

A partida de volta aconteceu no Bezerrão, no Distrito Federal. O Paysandu começou bem a peleja, abrindo o placar já aos dois minutos da primeira etapa. Mas o time candango virou no segundo tempo, marcando entre os 28 e 34 minutos. Os 2 a 1 contra deixaram o ar tenso para os dois lados, porém no fim tudo deu certo ao Papão, que comemorou sua segunda taça regional, 14 anos depois da primeira.

A campanha do Paysandu:
8 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 19 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Rafael Ribeiro/CBF

Real Madrid Campeão Mundial 2016

Dois fatos marcaram a organização do Mundial de Clubes em 2016. Até o momento, foi a última vez que o Japão recebeu o torneio, totalizando 33 edições desde a reformulação da Copa Intercontinental. A competição também foi a primeira da FIFA a contar com o recurso do árbitro de vídeo, o chamado VAR.

Só o que não foi novidade foi mais uma presença do Real Madrid. O time venceu pela 11ª vez a Liga dos Campeões — a segunda seguida sobre o rival Atlético de Madrid — e rumou para sua oitava participação no Mundial. Seu principal adversário veio da Colômbia: o Atlético Nacional, que foi bicampeão da Libertadores ao bater o Independiente del Valle na final e confirmou um retorno após 27 anos. Mas a final da "lógica" não iria acontecer pela terceira vez.

O Kashima Antlers, campeão japonês, foi o "intruso" da vez. Os demais participantes foram: América do México, campeão da Concacaf; Jeonbuk Motors, vencedor da Ásia; Mamelodi Sundowns, campeão da África; e Auckland City, pela oitava vez vencedor na Oceania.

A competição começou com o Kashima derrotando o Auckland por 2 a 1. Nas quartas de final, o clube japonês eliminou o Jeonbuk por 2 a 1. No outro confronto, o América fez 2 a 1 no Mamelodi. A primeira semifinal foi entre o Atlético Nacional e o Kashima, que venceu por um surpreendente e tranquilo 3 a 0. O Real Madrid estreou no dia 15 de dezembro, em Yokohama, contra o América, e venceu sem grandes dificuldades por 2 a 0. Os gols saíram nos acréscimos de cada tempo: primeiro com Karim Benzema, depois com Cristiano Ronaldo. No duelo pelo quinto lugar, o Jeonbuk goleou o Mamelodi por 4 a 1. E na disputa pela terceira posição, o Nacional venceu o América nos pênaltis por 4 a 3, após empate em 2 a 2 nos 120 minutos.

Depois de tanto tempo servindo apenas como palco do Mundial, enfim um time do Japão chegou à final. Kashima Antlers e Real Madrid se enfrentaram no dia 18, em Yokohama. Mas quem pensou que seria moleza para o time merengue se enganou. Benzema abriu o placar aos nove minutos do primeiro tempo, e depois o Real desperdiçou várias oportunidades. Os japoneses aproveitaram bem o pouco que criaram, empatando aos 44 com Gaku Shibasaki. E, aos sete do segundo tempo, ele virou a partida. Foram oito minutos de vantagem do Kashima, até que Cristiano Ronaldo empatou aos 15, de pênalti. Os espanhóis empilharam finalizações em busca da virada, mas nada mais aconteceu no tempo normal.

Só na prorrogação a situação ficou mais tranquila, já que o Kashima estava exausto pela maratona de quatro jogos em dez dias. Aos oito minutos, Cristiano fez o terceiro do Real. E aos 14, o atacante completou seu hat-trick e fechou o placar em 4 a 2. Com sufoco, o Real Madrid chegou ao pentacampeonato mundial, isolando-se como o maior vencedor do torneio.


Foto Kiyoshi Ota/PAP/EPA

Flamengo Campeão Brasileiro Feminino 2016

A quarta edição do Brasileirão Feminino com o regulamento original foi em 2016. Foram 12 clubes escolhidos pelo ranking feminino, seis pelo campeonato masculino, além de Ferroviária (campeã da Copa do Brasil) e Rio Preto (campeão brasileiro). Entre estas seis equipes da outra modalidade, o Flamengo topou colocar em campo um time feminino pelo segundo ano consecutivo. E com mais experiência, conseguiu superar sua campanha e obter o título.

No grupo 4 da primeira fase, o Fla iniciou sua trajetória fazendo 3 a 1 no Vitória das Tabocas em casa. Na sequência, aplicou 3 a 0 time maranhense do Viana fora de casa. Por fim, as rubro-negras empataram em casa sem gols com o São Francisco-BA e venceram por 3 a 0 o Duque de Caxias como visitantes. No draft da segunda fase, o Flamengo escolheu as meio-campistas Maurine e Bia para integrar a equipe. 

A ótima campanha continuou a partir do empate sem gols com o São José no interior paulista. Depois, o Fla aplicou 3 a 1 no Iranduba, atuando no CFZ do Rio de Janeiro. A derrota por 2 a 0 para o Corinthians fora de casa não atrapalhou os planos da equipe, que atuou em parceria com a Marinha do Brasil. No returno, elas devolveram 3 a 2 no Corinthians em casa, fizeram 2 a 1 no Iranduba em Manaus, e encerraram com 2 a 0 sobre o São José no Rio.

Na semifinal contra a Ferroviária, o gol fora de casa ajudou o Flamengo. A ida em Araraquara foi 2 a 1 para as paulistas. Na volta no Rio de Janeiro, a vitória por 1 a 0 colocou as rubro-negras na final inédita - e difícil - contra as então campeãs do Rio Preto.

Na decisão entre as duas melhores equipes do campeonato, o gol fora de casa foi determinante mais uma vez, e com tons agônicos. O primeiro jogo entre Flamengo e Rio Preto foi em Los Larios, em Duque de Caxias. Apesar do mando de campo, o Fla acabou superado por 1 a 0.

A desvantagem teria que ser desfeita em São José do Rio Preto, no Anísio Haddad. O gol de Larissa aos 6 minutos de partida ajudou na tarefa, mas as rivais empataram aos 8. No fim do primeiro tempo, Gabrielly fez 2 a 1 para as rubro-negras e virou o confronto. O placar não se alterou mais até o fim, e assim o Flamengo comemorou seu primeiro título nacional feminino.

A campanha do Flamengo:
14 jogos | 9 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 23 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Robson Fernandjes/AllSports

Santa Cruz Campeão da Copa do Nordeste 2016

A Copa do Nordeste de 2016 começou sem alterações em relação ao ano anterior. Nove Estados e 20 times em cinco grupos. A notável ausência nesta temporada foi a do Vitória. A Bahia possuía três vagas, mas o clube ficou em quarto lugar no estadual. Outro Estado com três vagas foi Pernambuco, e aqui quem faltou foi o Náutico. Mas com os outros terços da rivalidade, tudo certo. E era a hora do Santa Cruz despertar para o título inédito, após subir da quarta para a primeira divisão nacional em seis temporadas.

Na primeira fase, o Santinha ficou no grupo C da competição. Estreou contra o Bahia, e com derrota em casa por 1 a 0. Mas tirando o adversário de Salvador, tudo foi tranquilo. No turno, venceu o Confiança em Aracaju por 2 a 0 e empatou com o Juazeirense em Recife por 1 a 1. No returno, venceu o Juazeirense fora de casa por 1 a 0 e o Confiança no Arruda por 3 a 1. Já classificada, a Cobra-coral encarou o Bahia na Fonte Nova e perdeu novamente por 1 a 0. No fim, terminou na vice-liderança da chave com dez pontos.

Nas quartas de final, era a hora de encarar o então campeão Ceará. Venceu de virada a ida em casa por 2 a 1. Na volta no Castelão, o Santa cozinhou o jogo até conseguir a vitória por 1 a 0 e a vaga na semifinal. Então houve o reencontro com o Bahia, que na fase de grupos tinha marcado todos os 18 pontos possíveis.

A primeira partida foi no Arruda, e o Santa Cruz só conseguiu um empate amargo, por 2 a 2, daqueles em que o time sai perdendo, vira e leva o gol nos minutos finais. A segunda partida foi na Fonte Nova, e desta vez o Santinha estava vacinado. Fez o gol com Grafite aos 13 minutos e passou os 77 restantes se defendendo, buscando o contra-ataque. Tudo deu certo e a vitória por 1 a 0 colocou o time pernambucano na final.

O adversário na decisão foi o Campinense, que eliminou o Sport e melou a expectativa do clássico. A ida no Arruda foi sofrida, o Santinha venceu por 2 a 1 marcando o tento redentor aos 47 do segundo tempo, com Bruno Moraes. O gol foi mesmo redentor. Na volta em Campina Grande, o Santa Cruz foi campeão com empate por 1 a 1, com Arthur Caíke marcando a bola que selou o título da  Copa do Nordeste de 2016 e marcou o topo da escalada que o clube começou na Série D de 2011.

A campanha do Santa Cruz:
12 jogos | 7 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 16 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Pablo Kennedy/Lancepress

Volta Redonda Campeão Brasileiro Série D 2016

A Série D do Brasileirão em 2016 passou por uma profunda reformulação em sua estrutura. O número de participantes sofreu uma expansão: planejou-se inicialmente a ampliação de 40 para 48 clubes, mas a CBF confirmou o total de 68 concorrentes. Consequentemente, o regulamento foi alterado. As oito chaves de cinco equipes transformaram-se em 17 grupos com quatro participantes cada. Uma fase extra de mata-mata foi adicionada, embora o calendário tenha reduzido duas datas em relação às edições anteriores. Com a nova fórmula, o futuro campeão manteve a necessidade de disputar 16 partidas.

Em campo, após várias temporadas marcadas pela presença de camisas tradicionais em crise, a edição abriu espaço para o sucesso de clubes regionais que buscavam consolidar um calendário fixo no segundo semestre. O Volta Redonda foi quem melhor aproveitou a oportunidade para fazer história. No Grupo A12 da etapa inicial, o Voltaço realizou uma campanha invicta, acumulando quatro vitórias e dois empates diante de URT, Desportiva e Goianésia. Na liderança da chave com 14 pontos, os destaques foram as duas goleadas por 4 a 0 aplicadas sobre o time goiano.

Na segunda fase, houve um reencontro com a URT. Após um empate por 1 a 1 em Minas Gerais, o Tricolor de Aço venceu por 2 a 0 no Rio de Janeiro. Nas oitavas de final, contra o Anápolis, a classificação confirmou-se com uma vitória por 2 a 1 fora de casa e um empate sem gols no Estádio Raulino de Oliveira.

Nas quartas de final, o Voltaço encarou o Fluminense de Feira. O primeiro confronto disputou-se em Feira de Santana, e o time do interior do Rio de Janeiro arrancou uma virada heroica por 3 a 2, com gol decisivo de Dija Baiano. A partida de volta, em Volta Redonda, selou o retorno à terceira divisão com nova vitória por 2 a 1, com mais dois gols assinados por Dija Baiano.

Na semifinal, diante do Moto Club, o Voltaço segurou um empate por 1 a 1 no Castelão, em São Luís, e garantiu a vaga na decisão com uma vitória por 3 a 1 no Raulino de Oliveira.

O adversário do Volta Redonda na final foi o CSA, que passou por Parnahyba, Altos, Ituano e São Bento. O jogo de ida ocorreu no Rei Pelé, em Maceió, e o time fluminense retornou do Nordeste com um importante empate sem gols na bagagem. A festa ficou reservada para o confronto da volta, no Raulino de Oliveira. Demonstrando enorme apetite ofensivo, o Voltaço encaminhou o título ainda na etapa inicial ao abrir 3 a 0 nos primeiros 40 minutos. Na segunda metade do jogo, mais um gol selou a goleada por 4 a 0, com gols de Marcos Júnior, David Batista, Pedro Pires e Dija Baiano. Ao apito final, a vitória incontestável coroou uma campanha invicta e consagrou o Volta Redonda como campeão da Série D de 2016, uma conquista inédita não apenas para a galeria do clube, mas para todo o futebol do interior do Estado do Rio de Janeiro.

A campanha do Volta Redonda:
16 jogos | 10 vitórias | 6 empates | 0 derrotas | 29 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Lucas Figueiredo/CBF

Boa Esporte Campeão Brasileiro Série C 2016

A Série C do Campeonato Brasileiro chegou à temporada de 2016 mantendo a presença de clubes tradicionais com histórico na elite nacional. A novidade da vez na lista foi o Remo, que se juntou a Fortaleza, Guarani, Juventude, Portuguesa e América-RN. Apenas gaúchos e campineiros comemoraram o retorno à Série B, ainda assim sem o troféu, que terminou nas mãos do surpreendente Boa Esporte.

O clube mineiro disputava a terceirona após cinco temporadas consecutivas na Série B e tratou de buscar o retorno imediato. No Grupo B, o Boa estreou com um empate em 1 a 1 contra o Tombense dentro de casa. A reabilitação veio logo na rodada seguinte, com uma goleada por 5 a 1 sobre o Macaé fora de casa. Até a virada do turno, a Coruja somou mais três vitórias, um empate e três derrotas.

No returno, o time de Varginha engrenou uma invencibilidade decisiva e assegurou a classificação ao mata-mata com uma rodada de antecedência, ao superar o Ypiranga por 2 a 0 no Estádio Dilzon Melo. O Boa Esporte fechou a primeira fase na vice-liderança da chave, acumulando 35 pontos com dez vitórias, cinco empates e três derrotas.

Nas quartas de final, valendo o retorno à segunda divisão, o confronto colocou o Boa frente a frente com o Botafogo-PB. O jogo de ida, no Almeidão, em João Pessoa, terminou em 0 a 0. A decisão no Dilzon Melo parecia caminhando para a disputa por pênaltis. Contudo, aos 50 minutos da etapa final, o atacante Gênesis marcou um gol heroico, decretou a vitória por 1 a 0 e o acesso mineiro.

Livre da pressão, o Boa Esporte encarou o Juventude na semifinal e demonstrou autoridade ao vencer ambas as partidas pelo placar de 2 a 1, primeiro no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, e depois sob seus domínios.

A final colocou a Coruja diante de um embalado Guarani, que passou pelo ASA nas quartas e veio da histórica virada por 6 a 0 sobre o ABC após ter perdido o jogo de ida na semifinal por 4 a 0. O primeiro confronto ocorreu no Brinco de Ouro, em Campinas. Suportando a pressão dos donos da casa, o Boa segurou um importante empate por 1 a 1. No duelo da volta, em Varginha, o time mineiro resolveu a partida em um intervalo de apenas 13 minutos no primeiro tempo, abrindo 2 a 0 com gols do paraguaio Samudio e de Felipe Mateus. Na etapa final, Kaio Cristian selou a vitória por 3 a 0 e confirmou o título inédito da Série C de 2016 para o Boa Esporte.

A campanha do Boa Esporte:
24 jogos | 14 vitórias | 7 empates | 3 derrotas | 37 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Lucas Figueiredo/CBF

Atlético-GO Campeão Brasileiro Série B 2016

A Série B de 2016 ficou marcada, mais uma vez, pela presença do Vasco, a terceira participação do gigante carioca em um intervalo de sete anos. No início, a impressão geral era de que o clube dominaria o campeonato com facilidade. Porém, quem correu por fora, apresentou o futebol mais sólido e soltou o grito de campeão no final foi o Atlético-GO.

A competição começou com o pé direito para o Dragão, que venceu por 1 a 0 o Oeste. O time de Itápolis vivia uma fase nômade e mandou aquela partida em Catanduva. Na segunda rodada, os goianos debutaram diante de sua torcida batendo o Brasil de Pelotas, também por 1 a 0, no Serra Dourada. Um dos pouquíssimos tropeços do rubro-negro na competição aconteceu na quinta rodada: derrota por 3 a 2 para o Luverdense, no Passo das Emas.

O Atlético fechou o primeiro turno na vice-liderança. O Vasco liderou as 19 rodadas iniciais e parecia inalcançável, mas o Dragão manteve-se firme em sua perseguição, aguardando um momento de oscilação do rival. O grande trunfo dos goianos veio na 28ª rodada: a entrega do reformado Estádio Olímpico de Goiânia. A nova casa foi inaugurada com um empate em 1 a 1 diante do Joinville, mas logo se transformaria em um caldeirão.

Na rodada seguinte, o esperado tropeço vascaíno aconteceu diante do Paysandu. Extremamente ligado no campeonato, o Atlético fez a sua parte ao vencer o CRB por 2 a 1 no Rei Pelé, em Maceió, assumindo finalmente a liderança. Empurrado pela atmosfera do novo estádio e exibindo grande competitividade, o rubro-negro controlou as emoções nas nove rodadas restantes e não cedeu um milímetro na ponta da tabela.

O acesso do Dragão foi carimbado com três rodadas de antecedência, na 35ª rodada, após uma grande vitória por 3 a 2 sobre o Londrina no Estádio do Café. Na partida seguinte, um triunfo por 5 a 3 sobre o Tupi, no Olímpico, garantiu matematicamente o título da Série B.

Mesmo com a taça garantida, o time comandado por Marcelo Cabo manteve o ritmo e venceu os dois jogos restantes. O Atlético-GO encerrou a competição com 76 pontos, distribuídos em 22 vitórias, dez empates e seis derrotas. O time abriu uma folgada vantagem de dez pontos sobre o vice-campeão Avaí. O Vasco, sob fortes críticas e desconfiança de sua torcida, terminou na terceira posição, enquanto o Bahia completou o G-4.

A campanha do Atlético-GO:
38 jogos | 22 vitórias | 10 empates | 6 derrotas | 60 gols marcados | 35 gols sofridos


Foto Weimer Carvalho/O Popular

Palmeiras Campeão Brasileiro 2016

Em 2016, o Palmeiras encerrou uma agoniante espera de 22 anos sem ser campeão no Brasileirão. Com um planejamento sólido e um elenco robusto, o Verdão dominou a competição com autoridade, atingindo a marca de nove títulos brasileiros e isolando-se como o maior campeão nacional. Sob o comando de Cuca, o time aliou força física, jogadas ensaiadas e o talento individual de uma joia em ascensão: Gabriel Jesus.

A estreia foi um cartão de visitas avassalador: goleada de 4 a 0 sobre o Athletico-PR no Allianz Parque, resultado que garantiu a liderança imediata pelo saldo de gols. Embora logo depois tenha perdido por 2 a 1 para a Ponte Preta em Campinas, o Palmeiras encontrou sua identidade. A disputa no primeiro turno foi acirrada, com o time alternando a ponta com rivais como Santos e Corinthians, mas a vitória por 2 a 1 sobre o Vitória na 19ª rodada, em casa, garantiu a liderança definitiva.

Na metade final da competição, o Palmeiras demonstrou uma regularidade impressionante, tornando-se uma equipe dificílima de ser batida. Enquanto os adversários diretos oscilavam, o Verdão mantinha a frieza. A base formada por Jailson, Dudu, Zé Roberto e Lucas Barrios dava o suporte necessário para que o time administrasse a vantagem com segurança. Já as equipes que alternaram no primeiro lugar com o alviverde, cada uma foi para um lado: o Corinthians perdeu fôlego, o Santos ficou na briga pelo vice com o Flamengo, o Grêmio se dedicou à Copa do Brasil, e Santa Cruz e Internacional desceram para a zona de rebaixamento.

A confirmação matemática do título veio na 37ª rodada, no Allianz Parque, com a vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, gol do lateral Fabiano. No entanto, o clima de festa foi brutalmente interrompido dias depois. Aquela seria a última partida do clube catarinense antes da viagem para a final da Copa Sul-Americana na Colômbia e o trágico acidente aéreo, que vitimou 71 pessoas e comoveu o mundo. O Campeonato Brasileiro foi paralisado por luto, e a rodada final ocorreu em um ambiente de profunda tristeza e solidariedade.

O Palmeiras encerrou sua campanha histórica com 80 pontos e 24 vitórias em 38 partidas. E Gabriel Jesus despediu-se do clube rumo à Europa como o craque do campeonato, simbolizando a renovação de um clube que deixaria de vez as incertezas e as brigas contra o rebaixamento para voltar a ser o protagonista do Brasil.

A campanha do Palmeiras:
38 jogos | 24 vitórias | 8 empates | 6 derrotas | 62 gols marcados | 32 gols sofridos


Foto Miguel Schincariol/Gazeta Press

Grêmio Campeão da Copa do Brasil 2016

Um dos maiores vencedores da história da Copa do Brasil desde a sua criação, o Grêmio amargava, em 2016, um jejum de 15 anos sem erguer a taça, sem sequer ter chegado a uma decisão nesse intervalo. O hiato era impactante para um clube que esteve em sete finais nas primeiras 13 edições do torneio. Já passava da hora de buscar o pentacampeonato, e ele veio de maneira categórica.

A conquista tricolor iniciou-se pelo caminho dos clubes que disputavam a Libertadores, com a entrada direta nas oitavas de final. O primeiro adversário foi o Athletico-PR. Na ida, na Arena da Baixada, o Grêmio venceu por 1 a 0 sob o comando de Roger Machado. Contudo, devido aos maus resultados no Brasileirão, Roger foi demitido antes do jogo de volta, dando lugar ao ídolo Renato Portaluppi. A estreia do técnico foi carregada de drama: o Tricolor perdeu por 1 a 0 na Arena e só garantiu a vaga nos pênaltis, com uma vitória por 4 a 3.

Nas quartas de final, o desafio foi contra o Palmeiras. Na primeira partida, em Porto Alegre, Ramiro e Pedro Rocha marcaram na vitória por 2 a 1. No segundo jogo, no Allianz Parque, o Imortal precisou de resiliência. Os paulistas abriram o placar no segundo tempo, resultado que eliminaria os gaúchos pelo critério do gol fora. Foi então que Everton Cebolinha, vindo do banco de reservas, marcou o gol do empate por 1 a 1 aos 30 minutos, carimbando o passaporte gremista para a semifinal.

A semifinal reservou um duelo de tetracampeões entre Grêmio e Cruzeiro. No Mineirão, o Tricolor não se intimidou: Luan abriu o placar na etapa inicial e Douglas ampliou para 2 a 0 no segundo tempo. Com a excelente vantagem construída em Belo Horizonte, o Grêmio apenas administrou o empate sem gols na Arena para voltar a uma final nacional.

Na grande decisão, o Grêmio enfrentou o Atlético-MG, que chegava após superar Ponte Preta, Juventude e Internacional. Mais uma vez, o jogo de ida foi no Mineirão, e o Imortal deu um show: com dois gols de Pedro Rocha e um de Everton, venceu por 3 a 1. A partida de volta, na Arena, ocorreu em um clima de profunda comoção devido ao acidente aéreo da Chapecoense, ocorrido na semana anterior. Em meio às homenagens, Miller Bolaños abriu o placar aos 43 minutos do segundo tempo. O Atlético ainda empatou nos acréscimos, mas o 1 a 1 final confirmou o pentacampeonato isolado do Grêmio.

A campanha do Grêmio:
8 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 10 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Jeferson Guareze/AGIF

Fast Campeão Amazonense 2016

Foram 45 anos de espera até que o Fast pudesse gritar como campeão em Amazonas. Desde 1971 foram dez vices do Tricolor Amazonense. E em 2016 o Fast liderou a maior parte do campeonato. Com o primeiro lugar na mão, eliminou o Rio Negro na semifinal e venceu o Princesa do Solimões na final por 3x1. É o sétimo título da equipe que quebrou o longo tabu.


Foto Divulgação/Fast