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Paysandu Campeão da Copa dos Campeões 2002

A Copa dos Campeões consolidou-se como um sucesso em suas duas primeiras edições, impulsionando também o prestígio dos torneios regionais. Em 2002, essas competições assumiram o protagonismo do primeiro semestre, relegando os estaduais quase exclusivamente às equipes menores. Diante do crescimento do torneio, a CBF expandiu o número de participantes de nove para 16 e a quantidade de sedes para quatro, mantendo como grande trunfo a vaga direta para a Libertadores ao campeão.

Apesar do sucesso de público e do retorno financeiro, esta acabou sendo a última edição da Copa, que foi extinta para abrir espaço ao novo calendário de 2003, marcado pela introdução do Brasileirão de pontos corridos. Entretanto, essa despedida foi histórica para o Paysandu, que trilhou o caminho rumo ao maior título de sua trajetória centenária. Além da taça, o clube paraense conquistou a honra de ser o primeiro representante do Norte a garantir vaga na principal competição de clubes da América do Sul.

A competição introduziu uma fase de grupos para acomodar as 16 equipes: cinco do Torneio Rio-SP, quatro da Copa Sul-Minas, três da Copa do Nordeste, uma da Copa Centro-Oeste, uma da Copa Norte e o Flamengo, campeão vigente. O Papão integrou o Grupo A, sediado no Mangueirão, em Belém. A equipe estreou com empate em 1 a 1 contra o Corinthians, depois empatou sem gols com o Fluminense. Na rodada decisiva, bateu o Náutico por 3 a 2, garantindo a liderança da chave com cinco pontos.

Nas quartas de final, o Paysandu cruzou com o Bahia. Em um jogo disputado, os paraenses venceram por 2 a 1 e avançaram para a semifinal contra o Palmeiras. Jogando mais uma vez sob o incentivo fervoroso de sua torcida em Belém, o Papão foi avassalador e carimbou sua vaga na final ao vencer. O desafio final seria contra o Cruzeiro, que vinha embalado após eliminar Goiás e  Flamengo.

A finalíssima foi dividida em dois atos. No jogo de ida, no Mangueirão, o Paysandu não conseguiu transformar o apoio da casa em vantagem e acabou derrotado por 2 a 1. Com o favoritismo pendendo para o lado mineiro, o duelo de volta aconteceu no Castelão, em Fortaleza. Mesmo saindo atrás no placar, o Papão conseguiu uma histórica virada para 4 a 3, com um hat-trick do atacante Vandick.

A decisão foi ao pênaltis e o Cruzeiro sucumbiu, desperdiçando as suas três primeiras cobranças. Já o Papão converteu seus três chutes e liquidou a fatura sem a necessidade das cobranças restantes. Ao vencer por 3 a 0, o Paysandu sagrou-se campeão dos campeões de 2002 e partiu para a histórica campanha na Libertadores de 2003, onde chegou a derrotar o Boca Juniors em plena La Bombonera.

A campanha do Paysandu:
7 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 14 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto José Leomar/Placar

Flamengo Campeão da Copa dos Campeões 2001

O primeiro semestre de 2001 foi memorável para o Flamengo. Após sagrar-se tricampeão carioca diante do Vasco, com o antológico gol de falta de Petkovic, o clube garantiu sua vaga na Copa dos Campeões, torneio sediado em Maceió e João Pessoa. O regulamento da competição manteve-se quase idêntico ao ano de sua estreia, com o grande atrativo de oferecer uma vaga na Libertadores. O torneio preenchia, com sucesso, o hiato existente no calendário brasileiro da época: aquele período de entressafra entre o fim dos campeonatos estaduais, em junho, e o início do Brasileirão, em agosto.

A fase preliminar reuniu os campeões do Centro-Oeste e do Norte, além do vice do Nordeste, resultando nas classificações de São Raimundo-AM e Sport, que deixaram o Goiás pelo caminho. O mata-mata principal começou em seguida, e o rubro-negro cruzou com o Bahia, campeão do Nordeste. A vitória por 4 a 2 no jogo de ida deixou a situação encaminhada para o Mengão, que confirmou a superioridade ao vencer novamente no confronto de volta, desta vez por 2 a 0, sem dar chances ao adversário.

Na semifinal, o desafio foi contra o Cruzeiro, campeão da Copa Sul-Minas. O empate sem gols na partida de ida trouxe alguma preocupação, fazendo crer que o confronto seria decidido nos detalhes. Contudo, no segundo jogo, o Flamengo descomplicou a história: com uma atuação dominante, aplicou um 3 a 0 categórico e carimbou sua vaga na final. O oponente na decisão seria o São Paulo, campeão do Torneio Rio-São Paulo, que avançou após eliminar Sport e Coritiba.

A principal alteração em relação à edição de 2000 ocorreu justamente no formato da final, que deixou de ser em partida única para ser disputada em jogos de ida e volta. O primeiro embate aconteceu no Almeidão, em João Pessoa. O Flamengo começou de forma avassaladora, construindo uma vantagem de 3 a 1 ainda no primeiro tempo. O São Paulo, contudo, não se entregou e reagiu, forçando os cariocas a manterem a postura ofensiva até o apito final. O duelo terminou com a vitória rubro-negra por 5 a 3.

Quem imaginou que o segundo jogo seria mais tranquilo no Estádio Rei Pelé, em Maceió, acabou se enganando redondamente: a rede continuou balançando freneticamente para ambos os lados. Os paulistas tentaram reverter a desvantagem e chegaram a sair na frente, mas sofreram a virada flamenguista na etapa final. O São Paulo ainda buscou forças para virar o marcador novamente nos instantes derradeiros, vencendo o confronto por 3 a 2. Contudo, com o placar agregado de 8 a 6, o Flamengo sagrou-se campeão, conquistando seu primeiro e único título da Copa dos Campeões e, com ele, a cobiçada passagem para a Libertadores de 2002.

A campanha do Flamengo:
6 jogos | 4 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 16 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Rogério Pallatta/Placar

Palmeiras Campeão da Copa dos Campeões 2000

Para indicar o quarto representante na Libertadores a partir de 2001, a CBF instituiu no ano 2000 a Copa dos Campeões, uma competição de tiro curto composta pelos vencedores das principais disputas regionais do país. O torneio buscava dar peso ao calendário nacional e contava com os campeões do Torneio Rio-São Paulo, da Copa Sul-Minas, da Copa do Nordeste, da Copa Centro-Oeste e da Copa Norte, além dos campeões estaduais de São Paulo e Rio de Janeiro e os vices da Sul-Minas e do Nordeste, formando um verdadeiro filtro da elite brasileira.

O Palmeiras garantiu sua vaga como campeão do Torneio Rio-São Paulo, mas vivia um momento de profunda incerteza e reformulação, logo após a derrota nos pênaltis na final da Libertadores contra o Boca Juniors. O fim de um ciclo vitorioso ficou evidente com a saída de pilares do elenco e do técnico Luiz Felipe Scolari. Assim, o auxiliar Flávio Murtosa assumiu o posto interinamente, tendo a tarefa de montar um time competitivo com reforços que ainda buscavam entrosamento.

O vice-campeão nordestino e os vencedores do Norte e Centro-Oeste disputaram uma fase preliminar para designar os últimos dois classificados para a fase final. Goiás e Vitória levaram a melhor sobre o São Raimundo-AM e garantiram o direito de viajar para João Pessoa e Maceió, as sedes escolhidas para o torneio no Nordeste. Já no mata-mata principal, o sorteio colocou o Palmeiras diante do Cruzeiro, vice da Copa Sul-Minas, pelas quartas de final. Na ida, o alviverde surpreendeu ao abrir uma vantagem de 3 a 1 e, na volta, suportou a pressão mineira para confirmar a classificação com um empate em 1 a 1.

Na semifinal, o desafio subiu de nível contra o Flamengo, campeão carioca. Sem o peso do favoritismo, o Palmeiras foi derrotado na primeira partida por 2 a 1, mas demonstrou enorme poder de reação ao devolver o placar no segundo jogo com um gol solitário de Taddei. A vaga na final foi decidida em uma disputa de pênaltis tensa, mas o Verdão mostrou pontaria impecável, não errou nenhuma cobrança e, por 5 a 4, avançou para encarar o Sport, que vinha de eliminar América-MG e São Paulo.

A final foi disputada sob o calor de Maceió, em partida única no Estádio Rei Pelé. O jovem e renovado time palmeirense entrou em campo confiante, ditou o ritmo do jogo contra os pernambucanos e construiu o resultado com gols de Faustino Asprilla e Alberto, unindo a experiência do colombiano que já estava no clube com o faro de gol do novo reforço. O Sport ainda conseguiu descontar no fim da partida, mas a organização alviverde prevaleceu até o apito final. O placar de 2 a 1 selou a conquista de um título inédito, garantindo ao Palmeiras o troféu e o retorno imediato à Libertadores de 2001.

A campanha do Palmeiras:
5 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 8 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Eduardo Knapp/Folhapress