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França Campeã do Mundial Sub-20 2013

A Europa voltou a receber o Mundial Sub-20 em 2013, na Turquia. A competição ficou marcada por um fato inédito: foi a primeira vez na história que Brasil e Argentina, ao mesmo tempo, não participaram de um torneio mundial organizado pela FIFA, logo na categoria onde são os maiores vencedores.

O regulamento manteve o formato tradicional com 24 seleções divididas em seis grupos de quatro equipes. Classificaram-se para as oitavas de final os dois primeiros colocados de cada grupo, além dos quatro melhores terceiros. A partir daí, o torneio seguiu no sistema eliminatório até a decisão do título.

Nesta edição, a França buscou seu primeiro título mundial sub-20. O triunfo colocou a Europa no topo após 14 anos e deu início a uma sequência de campeões europeus. A geração contava com quatro futuros campeões mundiais em 2018: Paul Pogba, Samuel Umtiti, Florian Thauvin e Alphonse Areola. Outros quatro jogadores optariam por defender os países de seus familiares: Geoffrey Kondogbia (Rep. Centro-Africana), Mario Lemina (Gabão), Youssouf Sabaly (Senegal) e Dimitri Foulquier (Guadalupe).

Na fase de grupos, a França foi sorteada para o Grupo A. Estreou vencendo Gana por 3 a 1, depois empatou em 1 a 1 com os Estados Unidos e perdeu por 2 a 1 para a Espanha. Com quatro pontos, os Bleus se classificaram para as oitavas de final na vice-liderança.

A partir do mata-mata, a seleção francesa mostrou mais força: nas oitavas, goleou a anfitriã Turquia por 4 a 1. Nas quartas de final, aplicou 4 a 0 no Uzbequistão. Na semifinal, superou Gana novamente, por 2 a 1, gols marcados por Thauvin. Os franceses foram à final para enfrentar o Uruguai, que bateu Nova Zelândia, Nigéria, Espanha e Iraque.

A decisão contra o Uruguai foi disputada em Istambul, no Complexo Ali Sami Yen. A partida terminou empatada sem gols no tempo normal e na prorrogação. Nos pênaltis, a França venceu por 4 a 1 e se sagrou campeã. O goleiro Areola defendeu duas cobranças, e Foulquier converteu o chute que garantiu o título inédito para os franceses.

A campanha da França:
7 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 15 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Behrouz Mehri/AFP

França Campeã da Liga das Nações 2021

A segunda edição da Liga das Nações da UEFA foi prejudicada pela pandemia de covid-19. Sua fase final, que deveria ter acontecido em junho de 2021, foi marcada para outubro do mesmo ano. Isso porque a Eurocopa, que era para ter sido em 2020 foi postergada para o período que era o original da temporada 2020/21.

E a competição ainda sofreu mudanças no regulamento. Os rebaixamentos de 2018/19 foram cancelados, e as Ligas A, B e C foram aumentadas para 16 equipes em quatro grupos. Já a Liga D foi reduzida para só sete seleções em duas chaves.

Todos os jogos da Liga das Nações transcorreram com a presença de público limitada ou proibida, dependendo do país. E o título desta vez ficou com a França. A seleção teve uma ótima primeira fase entre setembro e novembro de 2020, um momento de incerteza após o fracasso na Eurocopa e uma recuperação nas finais.

No grupo 3, Les Bleus começaram a campanha com vitórias por 1 a 0 sobre a Suécia fora, e por 4 a 2 sobre a Croácia em casa. Na virada do turno, os únicos pontos foram perdidos no empate sem gols com Portugal, no Stade de France. No returno, 2 a 1 nos croatas e 1 a 0 nos portugueses fora, além do 4 a 2 sobre os suecos em casa, garantiram a classificação francesa com 16 pontos, três a mais que Portugal.

A fase final da Liga foi realizada na Itália, quase um ano após os grupos. A França estava lá, mas a empolgação estava cortada após a queda nas oitavas da Eurocopa. A semifinal foi no Estádio Juventus, em Turim, contra a Bélgica. Os belgas fizeram dois gols no primeiro tempo e pareciam encaminhar a vaga na decisão, mas os franceses viraram para 3 a 2 no segundo tempo. Na outra partida, a Espanha vingou-se da eliminação para a equipe italiana na Euro e venceu a dona da casa por 2 a 1. Antes da final, valendo o terceiro lugar, a Itália fez 2 a 1 na Bélgica.

O San Siro, em Milão, recebeu França e Espanha pelo título da Liga das Nações. O jogo foi bem amarrado na etapa inicial, e as coisas só andaram no 45 minutos derradeiros. Aos 19, Mikel Oyarzabal abriu o placar para os espanhóis. Aos 21, Karim Benzema empatou. A virada francesa veio aos 35, com Kylian Mbappé fazendo 2 a 1 e garantindo a conquista azul.

A campanha da França:
8 jogos | 7 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 17 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Emilio Andreoli/UEFA/Getty Images

França Campeã da Copa das Confederações 2003

Em 2003, a Copa das Confederações ficaria marcada para sempre por um dos fatos mais tristes da história do futebol, que foi a morte de um atleta em pleno campo de jogo. A competição foi disputada na França, que superou no processo eletivo Austrália, Portugal, Estados Unidos e a candidatura conjunta de África do Sul e Egito. Esta edição também ficou lembrada por ter sido a última e ano seguinte à uma Copa do Mundo.

Os franceses defenderam o título como anfitriãs e sem muita concorrência, pois o Brasil - na condição de campeão mundial - atuou com um time secundário. Na lacuna deixada pelo também vencedor europeu, a FIFA convidou a vice Itália e a melhor ranqueada Espanha, mas ambas recusaram. No fim, a escolha foi pela Turquia, terceira colocada da Copa. As outras vagas foram de Japão, Colômbia, Estados Unidos, Camarões e Nova Zelândia.

A campeã entrou no grupo A, e começou a campanha derrotando a Colômbia por 1 a 0. Na sequência, confirmou a classificação com vitórias por 2 a 1 sobre o Japão e por 5 a 0 sobre a Nova Zelândia. Les Bleus foram líderes da chave com nove pontos. Com seis, os colombianos ficaram na segunda posição.

No grupo B, o Brasil decepcionou ao perder para Camarões, vencer jogando mal contra Estados Unidos e empatar com a Turquia. A Canarinho fez quatro pontos, bem como os turcos. Mas os adversários fizeram quatro gols contra três dos brasileiros e levaram a classificação na vice-liderança. Os camaroneses somaram sete pontos e ficaram em primeiro.

Mas a história dos Leões Indomáveis tomaria outro rumo na semifinal, contra a Colômbia. Aos 25 minutos do segundo tempo, o coração de Marc-Vivien Foé parou de bater e ele desmaiou no gramado. Os médicos não conseguiram reanimá-lo e, ainda no ambulatório do Estádio Gerland, em Lyon, o jogador foi declarado morto. Camarões venceu a partida por 1 a 0 e foi à final. Sob luto, França e Turquia se enfrentaram na outra chave, com vitória francesa por 3 a 2. Os turcos ainda foram terceiro, ao fazerem 2 a 1 nos colombianos.

Com homenagens à Foé, a decisão entre franceses e camaroneses ocorreu no Stade de France, em Saint-Denis. Com o gol de ouro de Thierry Henry, aos sete do primeiro tempo da prorrogação venceu por 1 a 0 e foi bicampeã. Mas não havia motivos para festa.

A campanha da França:
5 jogos | 5 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 12 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Eddy Lemaistre/Getty Images

França Campeã da Copa das Confederações 2001

A Copa das Confederações de 2001 inaugurou uma tendência da FIFA, que se estenderia pelos 16 anos seguintes. Pela primeira vez, a entidade utilizou a competição como evento-teste para a Copa do Mundo do ano seguinte. Naturalmente, Japão e Coreia do Sul foram eleitos países-sede, cada um ancorando um grupo. Na ocasião, estiveram à prova estádios e toda a infraestrutura construída àquele momento para o Mundial.

Em campo, os japoneses unificaram a condição de anfitrião com de campeão asiático, assim como a França o fez com as vagas de vencedor da Copa e da Eurocopa. Com um lugar sobrando, o México foi convidado para defender seu título de dois anos antes. O restante foi completado com Brasil, Camarões, Canadá e Austrália.

Melhor seleção do momento, a França era, de longe, a favorita ao título. No grupo A, a equipe já mostrou serviço ao golear a Coreia do Sul por 5 a 0. Entretanto, Les Bleus tropeçaram na segunda rodada, ao perder para a Austrália por 1 a 0. Necessitando de outra vitória para avançar, os franceses voltaram às goleadas nos 4 a 0 sobre o México. Com seis pontos e saldo oito, o time ficou na liderança. Australianos e sul-coreanos também pontuaram seis vezes, e no saldo deu a seleção da Oceania na vice-liderança: dois a menos três.

No grupo B, os japoneses se aproveitaram da fraqueza do Brasil para serem líderes, com sete pontos. Com um time praticamente alternativo, a Seleção Brasileira só derrotou Camarões e não saiu do 0 a 0 contra Canadá e Japão. Terminou em segundo, com cinco pontos.

Na semifinal, a França reeditou a decisão do Mundial de 1998 com o Brasil. Mas, com uma dificuldade até inesperada, a França só venceu por 2 a 1, gols de Robert Pires e Marcel Desailly. No outro confronto, o time japonês bateu a Austrália por 1 a 0. Na disputa do terceiro lugar, o apática equipe brasileira levou 1 a 0 dos australianos.

França e Japão se enfrentaram na final, no Estádio Internacional de Yokohama. Debaixo de uma forte chuva, os japoneses foram empurrados pela torcida, mas os franceses estavam acima da média. Com gol de Patrick Vieira aos 30 minutos do primeiro tempo, Les Bleus venceram por 1 a 0 e levaram o primeiro de seus dois títulos da Copa das Confederações.

A campanha da França:
5 jogos | 4 vitórias | 0 empates | 1 derrota | 12 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Sylvia Buchholz/Reuters

França Campeã Olímpica 1984

Foram quase oito décadas de futebol puramente amador, do esporte pelo esporte. Mas chegou o momento em que não houve mais como ignorar. O Torneio Olímpico chegou para 1984, nos Jogos de Los Angeles com mudanças na forma de convocar os atletas. COI e FIFA fizeram um novo acordo e, a partir da edição na cidade norte-americana, passaram a permitir a presença de jogadores profissionais nas seleções. Com um porém: seleções de UEFA e Conmebol não podiam ter jogadores com participação na Copa do Mundo.

Foi o jeito que as entidades encontraram para nivelar a competição e barrar a hegemonia do Leste Europeu, que vivia na época o apogeu do socialismo, sob a desculpa que seus futebolistas eram todos militares ou funcionários dos respectivos governos, portanto não recebiam salário dos clubes que defendiam.

Aliás, falando nos países desse bloco, eles não se esqueceram do boicote capitalista quatro anos antes, e devolveram na mesma moeda o destrato, com 14 nações dizendo não às Olimpíadas. Três deles estavam no torneio de futebol: Tchecoslováquia, Alemanha Oriental e União Soviética foram trocados por Itália, Noruega e Alemanha Ocidental.

Alheia aos fatos, a França aparecia em Los Angeles com um time promissor, mas que só cresceu no decorrer das partidas. No grupo A, estreou com empate por 2 a 2 com o Catar. Depois, venceu por 2 a 1 a Noruega e empatou por 1 a 1 com o Chile. Com quatro pontos, liderou a chave superando os chilenos no número de gols marcados. Foi no mata-mata que Les Bleus adquiriram o favoritismo e evoluíram de fato. Nas quartas de final, vitória por 2 a 0 sobre o Egito. Na semifinal, 4 a 2 sobre a Iugoslávia, na prorrogação. A medalha de bronze foi definida a favor dos iugoslavos, que fizeram 2 a 1 nos italianos. 

A decisão foi contra o Brasil, que eliminou Marrocos, Arábia Saudita, Canadá e Itália. Valendo o ouro, franceses e brasileiros jogaram no Rose Bowl, em Pasadena. E com dois gols em cinco minutos - aos dez do segundo tempo com François Brisson e aos 15 com Daniel Xuereb -, a França ganhou por 2 a 0 do time sul-americano e levou sua medalha para casa.

A campanha da França:
6 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 13 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Bob Thomas/Getty Images

França Campeã da Eurocopa 2000

Começa um novo milênio, e a Eurocopa desembarca no ano 2000 com mais uma novidade: pela primeira vez, a sede ficou dividida entre dois países. Os escolhidos foram Holanda e Bélgica, cada um concedendo quatro cidades e estádios para as partidas. Os belgas ficariam com a abertura, e os holandeses com a final. Tudo foi pensado para reduzir os custos da organização, que aumentavam edição após edição.

No campo, as forças se reorganizavam. Defendendo o título, a Alemanha fez uma péssima campanha, empatando um e perdendo dois jogos. Holanda e Itália mantiveram-se em alta, e foram acompanhas pela nova ascensão de Portugal. Mas o centro das atenções era mesmo a França. Vinda da conquista inédita da Copa do Mundo, a equipe de Zinedine Zidane, Youri Djorkaeff e Thierry Henry era a grande favorita a vencer.

No grupo D da Euro, os Bleus estrearam com irreparável vitória por 3 a 0 sobre a Dinamarca. A classificação veio logo na segunda partida, ao fazer 2 a 1 sobre a República Tcheca. O último jogo foi para definir a liderança, mas a França perdeu por 3 a 2 para a Holanda e teve que ficar no segundo lugar, com seis pontos.

O adversário nas quartas de final foi a Espanha, a qual venceu por 2 a 1. Portugal estava no caminho da semifinal, em Bruxelas. Em jogo agônico, o time francês virou para 2 a 1 a três minutos do fim da prorrogação, quando Henry fez o gol de ouro.

A final da Eurocopa aconteceu no De Kuip, estádio na cidade de Roterdã. O adversário da França foi a Itália, que eliminou Romênia e Holanda no mata-mata, além da anfitriã Bélgica na fase de grupos. A decisão foi jogada com altas doses de emoção, para os dois lados. Os italianos abriram o placar aos dez minutos do segundo tempo e ficaram com a taça na mão até aos 48, quando Sylvain Wiltord - que saiu do banco de reservas - empatou.

A prorrogação entrou mais uma vez na vida francesa, e aos 13 do primeiro tempo, David Trezeguet - outro oriundo da reserva - emendou de primeira o cruzamento de Bixente Lizarazu e virou para 2 a 1. Mais um gol de ouro, agora o do título. Bicampeã, a França confirmava todas as previsões e se consolidava com a melhor seleção do momento.

A campanha da França:
6 jogos | 5 vitórias | 0 empates | 1 derrota | 13 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/FFF

França Campeã da Eurocopa 1984

A ideia de uma Eurocopa jogada com oito seleções e fases de grupos deu certo. A competição ficou com mais cara de Copa do Mundo, no que ajudou a popularizá-la como a segunda principal entre países do calendário. A edição de 1984 teve algumas pequenas e importantes modificações de regulamento, que perduram até os dias atuais: a disputa de terceiro lugar foi abandonada e a fase de grupos passaria a classificar líderes e vices para a semifinal, que voltava a acontecer após oito anos. Os vencedores da semi passam para a decisão e os perdedores voltam imediatamente para suas casas.

Quem não precisou sair do lar desde o começo foi a França. Sede do torneio, foi dispensada das eliminatórias e pôde trabalhar seu grupo com mais calma. Vindos da quarta posição no Mundial de 1982, Les Bleus atingiam o auge com a geração de Michel Platini, Jean Tigana, Manuel Amoros, Alain Giresse e Joël Bats. Um título seria questão de tempo para a seleção, e ele chegou na hora certa, diante do torcedor.

No grupo A, a estreia foi com difícil vitória por 1 a 0 sobre a Dinamarca. A dificuldade foi compensada no jogo seguinte ao golear por 5 a 0 a Bélgica. Na rodada final, a classificação foi garantida com o 3 a 2 sobre a Iugoslávia. Com seis pontos, a França liderou a chave, seguida pelos dinamarqueses.

A semifinal foi contra Portugal, em partida que vai ficar lembrada para sempre. Jogando em Marselha, o time francês cedeu empate por 1 a 1 no tempo normal e levou a virada portuguesa na prorrogação. A seis minutos do fim, Jean-François Domergue voltou a empatar, e no último minuto Platini revirou para 3 a 2, colocando a França na decisão.

Do outro lado chegava a Espanha, que antes de eliminar a Dinamarca derrubou a então campeã Alemanha Ocidental. O jogo foi no Parc des Princes, em Paris, que pela segunda vez era o palco de uma final de Eurocopa. Foi o dia da consagração de Platini. Aos 12 minutos do segundo tempo, ele bateu uma falta com perfeição para abrir o placar. Quando a torcida já celebrava, aos 45, Bruno Bellone fez 2 a 0 e garantiu, com 100% de aproveitamento, o primeiro de dois títulos europeus na história da França.

A campanha da França:
5 jogos | 5 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 14 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/FFF