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Grêmio Campeão Gaúcho 2026

Oito títulos nos últimos nove campeonatos. Esse é o saldo do Grêmio no Campeonato Gaúcho após vencer o título em 2026. A 44ª conquista na história do clube corrige o acidente de percurso que foi o vice em 2025, que evitou o clube de conseguir a maior sequência de títulos de sua história.

O torneio teve 12 participantes, que na primeira fase atuaram em duas chaves cruzadas de seis. Nas partidas que realizou, o Grêmio obteve três vitórias, um empate e duas derrotas, que somaram dez pontos e valeram a liderança do grupo B, porém com a terceira melhor campanha no geral.

Nas quartas de final, o time comandado pelo português Luís Castro passou pelo Novo Hamburgo ao vencer por 1 a 0 na Arena. Na semifinal, o Imortal Tricolor passou pelo Juventude depois de empatar as duas partidas por 1 a 1, tanto em Porto Alegre quanto em Caxias do Sul, no Alfredo Jaconi. Nos pênaltis, o Grêmio venceu por 4 a 1.

Na final, o Grêmio disputou dois Grenais contra o Internacional, que passou por São Luiz e Ypiranga. Na ida, na Arena, o tricolor venceu por 3 a 0 e reduziu muito as chances do rival buscar o bicampeonato, com gols de José Enamorado, Francis Amuzu e outro contra. Na volta, no Beira-Rio, o Grêmio empatou por 1 a 1, com seu gol sendo anotado por Gustavo Martins. Depois de 20 anos, o time gremista voltou a comemorar um título no estádio do rival.

A campanha do Grêmio:
11 jogos | 5 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 21 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Willian Abi/FGF

Grêmio Campeão Gaúcho Feminino 2025

O Rio Grande do Sul continua pintado de azul, preto e branco no futebol feminino. O Grêmio consolidou seu domínio estadual ao sagrar-se bicampeão gaúcho em 2025. O título veio no fim de uma temporada sem muito sucesso, com a não-passagem ao mata-mata do Brasileirão e a queda na terceira fase da Copa do Brasil.

O Gauchão Feminino contou com cinco equipes que se enfrentaram em dois turnos na primeira fase. As Mosqueteiras garantiram a liderança geral com 19 pontos, somando uma campanha de seis vitórias, um empate e uma derrota, com destaque para os 21 a 0 sobre o Flamengo de São Pedro. Na semifinal, o Tricolor confirmou o favoritismo ao eliminar o Brasil de Farroupilha com um empate sem gols na ida fora e uma vitória por 1 a 0 na volta em casa.

A final apresentou um roteiro diferente dos anos anteriores, após o Juventude surpreender e eliminar o Internacional, impedindo a realização de mais um Grenal na decisão. Com uma vitória por 3 a 0 logo no primeiro jogo, no Alfredo Jaconi, o Grêmio não deu margem para a surpresa e garantiu o bicampeonato após vencer também na Arena, por 2 a 1, com gols de Bia Santos e Giovaninha.

A campanha do Grêmio:
12 jogos | 9 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 45 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Matheus Pé/FGF

Grêmio Campeão Gaúcho 1980

A década de 1980 começou da mesma forma que a de 1970 terminou para o Grêmio: sendo campeão. O clube venceu o 22º título estadual em 1980 e voltou a conquistar um bicampeonato estadual desde de 17 anos na mesma temporada em que o Estádio Olímpico teve a conclusão da obra do anel superior.

A competição daquele ano contou com 16 participantes: os sete melhores da edição de 1979 e os nove melhores da Copa Governador do Estado de 1980. O regulamento foi simples. Na primeira fase, todos os times se enfrentaram em tuno único, com o líder levando um ponto extra para a fase final. Na segunda fase, aconteceu a mesma coisa. Na etapa final, os seis melhores na soma das fases anteriores disputaram um hexagonal em dois turnos, valendo o título.

A campanha do Grêmio teve início na vitória por 3 a 0 sobre o Brasil de Pelotas fora de casa. Na primeira partida no Olímpico, o tricolor fez 2 a 1 no Novo Hamburgo. Nos outros 13 jogos, a equipe venceu nove, empatou três e perdeu um. Com 25 pontos, o clube garantiu a liderança e um ponto extra para o hexagonal. Foram nove pontos de vantagem em relação ao Internacional, que foi apenas o nono.

Na segunda fase, o Imortal começou fazendo 1 a 0 no Lajeadense, em Lajeado. Depois, o time obteve mais nove vitórias, três empates e duas derrotas. O Grêmio somou 23 pontos ao todo e ficou na segunda colocação, um ponto atrás do líder Internacional, que levou o outro ponto extra para o hexagonal.

Além da dupla Grenal, o hexagonal final foi disputado por Inter de Santa Maria, Juventude, Novo Hamburgo e São Borja. O Grêmio estreou goleando o São Borja por 6 a 0 no Olímpico. Nos sete jogos seguintes, o time teve cinco vitórias e dois empates, lutando ponto a ponto pelo título com o Internacional. Ao fim da oitava rodada, os colorados lideravam com 16 pontos, contra 15 dos gremistas.

Os rumos do Gauchão mudariam na penúltima rodada. No Olímpico, o Grêmio fez 1 a 0 no Juventude e foi a 17 pontos. Já o Inter perdeu fora para o São Borja e acabou ultrapassado pelo rival. Desta forma, o Imortal entrou no Grenal da última rodada jogando pelo empate para ser campeão. E a festa aconteceu em pleno Beira-Rio, após o tricolor segurar o 0 a 0 no placar.

A campanha do Grêmio:
40 jogos | 28 vitórias | 9 empates | 3 derrotas | 65 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Ricardo Chaves/Placar

Grêmio Campeão Gaúcho 1979

Um título tranquilo. Assim pode ser definida a conquista do Grêmio no Campeonato Gaúcho de 1979. A 21ª taça estadual tricolor veio na esteira do fortalecimento obtido como time a partir da parte final da década de 1970. E também veio em meio as obras de conclusão do anel superior do Estádio Olímpico.

Depois de algumas temporadas com regulamentos complicados, o Gauchão de 1979 foi fácil de entender. Foram 20 participantes na disputa de três fases. Nas duas primeiras, as equipes se enfrentaram em dois turnos distintos. O líder de cada turno levou um ponto extra para a etapa seguinte. As oito melhores campanhas somadas se classificaram à fase final, enquanto o melhor time do interior também ficou com um ponto extra. O octogonal final valeu o título e foi realizado em dois turnos.

Na estreia da primeira fase, o Grêmio venceu o Novo Hamburgo por 3 a 1 no Olímpico. Nas outras 18 partidas, o time acumulou 14 vitórias, três empates e uma derrota. Com 33 pontos, o Imortal superou o Internacional por um ponto e conseguiu a liderança e a bonificação para o octogonal final.

Na segunda fase, o tricolor iniciou com vitória por 3 a 0 em casa sobre o Riograndense de Santa Maria. Na sequência, mais 15 triunfos e três empates deixaram o Grêmio mais uma vez em primeiro, com 35 pontos, quatro a mais que o Inter e com o segundo ponto extra. Além da dupla Grenal, Juventude, Esportivo, Caxias, Brasil de Pelotas, Novo Hamburgo e São Paulo de Rio Grande avançaram.

No octogonal final, o Grêmio sobrou. Na abertura, fez 3 a 0 no Novo Hamburgo fora de casa. Depois, emendou nove jogos com oito vitórias, um empate e só um gol sofrido, nos 2 a 1 sobre o Internacional no Beira-Rio. Em dez rodadas até ali, o tricolor tinha 21 pontos, contra 13 do Inter e 12 do Esportivo.

Com tamanha vantagem, bastou ao Grêmio vencer o Brasil de Pelotas por 3 a 0 no Olímpico para voltar a ser campeão, na 11ª partida e com três rodadas de antecedência. A campanha foi concluída com mais uma vitória e dois empates. O vice acabou com o Esportivo, que bateu o Inter por um ponto (18 a 17).

A campanha do Grêmio:
52 jogos | 42 vitórias | 9 empates | 1 derrota | 107 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto J.B. Scalco/Placar

Grêmio Campeão Gaúcho 1977

O Grêmio passou nove anos sem vencer o Campeonato Gaúcho entre 1968 e 1977. Nesse meio tempo, o clube viu seu maior rival oito títulos, entre 1969 e 1976. Tudo isso aconteceu após o tricolor fazer a sua maior hegemonia, o hepta entre 1962 e 1968. Mas a gangorra voltaria a se inverter.

O Gauchão teve 24 times. Na primeira fase, eles foram divididos em dois grupos e se enfrentaram em turno único. Ainda houve duas rodadas de clássicos com os rivais de chaves opostas. O líder de cada grupo fez a decisão que apontou um finalista, os quatro melhores passaram de fase e os cinco seguintes foram à repescagem, que indicou mais dois para a etapa seguinte. A segunda e terceira fases foram em decagonal, com o líder de cada também indo à final. Cada fase deu um ponto extra aos seus vencedores.

No grupo B, o Grêmio começou com goleada por 4 a 0 sobre o Cruzeiro de Porto Alegre no Olímpico. Na sequência, venceu todas as dez partidas dentro da chave. Nos dois clássicos com o Internacional, vitória por 3 a 0 em casa e derrota por 1 a 0 fora. O tricolor liderou seu grupo com 24 pontos. Na final, contra o próprio Inter, perdeu a ida por 1 a 0 no Beira-Rio e empatou a volta sem gols no Olímpico, deixando escapar a primeira vaga na decisão.

Em alerta, o Imortal foi à segunda fase. Na estreia, fez 2 a 0 no Esportivo em casa. Depois, venceu cinco jogos e empatou três, incluindo uma histórica goleada por 10 a 0 sobre o Pelotas. Com 15 pontos, o Grêmio ficou com um a mais que o Internacional e conseguiu a classificação para a final.

Na terceira fase, a equipe tricolor iniciou com nova goleada, por 6 a 0 sobre o Novo Hamburgo no Olímpico. Nas outras oito partidas, conseguiu mais seis vitórias, um empate e uma derrota. Assim, o Grêmio fez mais uma vez 15 pontos e faturou a segunda bonificação para a decisão.

O Grêmio chegou para a final com dois pontos extras ante um do Internacional. Assim, uma vitória já na primeira partida podia confirmar o título. E ela veio dentro do Olímpico, por 1 a 0, no gol e no salto imortal de André Catimba, para dar o 20º titulo ao tricolor gaúcho e colocar fim na hegemonia do rival.

A campanha do Grêmio:
34 jogos | 26 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 70 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto J.B. Scalco/Placar

Grêmio Campeão Gaúcho Feminino 2024

A alternância de forças continua no Rio Grande do Sul. Em 2024, o Grêmio recuperou o título estadual um ano depois de ver o rival erguer a taça. A conquista do Gauchão Feminino ajuda a coroar uma temporada que foi tão sofrida quanto vencedora, em que o Tricolor passou mais de um mês sem jogar ou treinar por culpa das enchentes no território gaúcho, mas que no fim foi recompensado com os títulos do estadual e da Ladies Cup.

O Gauchão teve nove participantes. Sete deles entraram na primeira fase, avançando quatro para se juntar a Grêmio e Internacional na segunda etapa. Em cinco jogos disputados nesta fase, as Gurias Gremistas venceram quatro e empataram um. Três dos triunfos foram por goleada: 7 a 0 no Elite, 6 a 0 no Brasil de Farrroupilha e 9 a 0 no Futebol Com Vida. A outra vitória foi no Grenal, por 2 a 0. Com 13 pontos, o Tricolor se classificou na liderança.

Na semifinal, o Grêmio passou pelo Brasil de Farroupilha com mais duas goleadas, por 6 a 0 fora e por 5 a 0 em casa. Na final, contra o Internacional, o quinto título estadual das Gurias Gremistas foi conquistado com vitória por 2 a 0 no Beira-Rio, gols anotados por Dayana Rodríguez e Shashá, e empate por 1 a 1 na Arena, com outro gol de Dayana.

A campanha do Grêmio:
9 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 38 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Lucas Uebel/Grêmio

Grêmio Campeão da Brasil Ladies Cup 2024

A Brasil Ladies Cup é uma competição que acontece ao final da temporada nacional de futebol feminino. Foi criada em 2021 numa parceria entre a Federação Paulista de Futebol (FPF) e a Federação Internacional de Football Soccer Society (FIFOS). O torneio foi criado com oito times, divididos em dois grupos, com o líder de cada passando para a final. Tudo em turno único, em tiro curto.

Tivemos em 2024 a quarta edição do campeonato, com organização exclusiva da FIFOS. De um lado, estavam Bahia, Avaí/Kindermann, Pumas UNAM e seleção do Paraguai. Do outro, ficaram Grêmio, Athletico-PR e River Plate. Todos os jogos aconteceram no Estádio do Canindé, em São Paulo.

Logo em sua primeira participação, o Grêmio entrou para a galeria dos campeões. No grupo B, as Gurias Gremistas estrearam contra o Sport e ficaram no empate por 0 a 0. Na segunda rodada, venceram o Athletico-PR por 3 a 0 e ficou na dependência apenas de si para se classificar.

Na terceira rodada, o tricolor enfrentou o River Plate. Depois de sair perdendo e buscar o empate por 1 a 1, as jogadoras presenciaram um episódio de racismo dentro do campo, por parte das atletas argentinas contra um dos gandulas da partida. As gremistas defenderam o profissional e se retiraram de campo em protesto. Antes, o árbitro expulsou seis jogadoras do River Plate e encerrou o jogo por número insuficiente de atletas em um dos times (o mínimo são sete). Quatro argentinas foram presas e vão responder pelo crime de injúria racial. O resultado atribuído à partida foi de vitória do Grêmio por 3 a 0.

Com sete pontos, as Gurias Gremistas foram à final contra o Bahia, que fez a mesma pontuação no grupo A. A partida terminou empatada por 1 a 1, gol gremista de Maria Dias. Nos pênaltis, a goleira Vivi Holzel defendeu três cobranças e o Grêmio venceu o título pelo placar de 2 a 1.

A campanha do Grêmio:
4 jogos | 2 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 7 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Letícia Weinz/Divulgação

Grêmio Campeão Gaúcho 2024

Depois de 56 anos, o Grêmio repetiu o histórico feito de ser heptacampeão gaúcho. A conquista de 2024 foi a 43ª na trajetória do clube tricolor, e veio em uma competição que foi disputada por 12 times, que se enfrentaram em turno único na primeira fase.

Nas primeiras 11 partidas, o Imortal venceu sete, empatou duas e perdeu duas. Com 23 pontos, o time ficou na vice-liderança da fase, atrás do Internacional. Nas quartas de final, venceu o Brasil de Pelotas por 2 a 0 em jogo único, na Arena. Na semifinal, foi a vez de passar pelo Caxias com vitórias por 2 a 1 fora e por 3 a 2 em casa.

A final foi disputada contra o Juventude, que eliminou Guarany de Bagé e Internacional. A ida aconteceu no Alfredo Jaconi, terminando empatada por 0 a 0. A volta foi jogada na Arena e o Grêmio chegou ao título ao triunfar por 3 a 1, de virada.

A campanha do Grêmio:
16 jogos | 11 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 33 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Gustavo Garbino/FGF

Grêmio Campeão Gaúcho 2023

Muitas coisas podem acontecer em seis anos. Mas o que não tem mudado é o vencedor do Campeonato Gaúcho. Pela sexta consecutiva (e pela 42ª na história), o Grêmio é campeão estadual. De volta à Série A do Brasileirão depois de uma temporada, o tricolor gaúcho mostrou sua força mais uma vez. E com um reforço de peso mundial: Luis Suárez, artilheiro do time com sete gols.

O Gauchão 2023 teve a participação de 12 clubes, que jogaram em turno único. Em 11 partidas, o Grêmio conseguiu a marca de nove vitórias e dois empates, que lhe rendeu a liderança com 29 pontos e a classificação com antecedência. A semifinal foi disputada contra o Ypiranga, e sofrida. Na ida, derrota por 2 a 1 em Erechim. Na volta, o Imortal venceu de virada pelo mesmo placar, e passou à decisão após ganhar por 5 a 4 nos pênaltis.

A final foi jogada contra o Caxias, que eliminou o Internacional nos pênaltis. A primeira partida foi no Estádio Centenário, em Caxias do Sul, e ficou empatada por 1 a 1. O segundo jogo foi na Arena do Grêmio, para mais de 51 mil torcedores. Com gol de pênalti, sofrido e anotado por Suárez, o Grêmio venceu por 1 a 0 e soltou mais uma vez o grito de campeão.

A campanha do Grêmio:
15 jogos | 11 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 27 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Lucas Uebel/Grêmio

Grêmio Campeão Gaúcho Feminino 2022

No Gauchão Feminino 2022, o Grêmio acabou com a hegemonia do Internacional em grande estilo. Depois de quatro anos, as Gurias Gremistas voltaram a conquistar o estadual e chegaram ao quarto título em sua história. Os anteriores foram em 2000, 2001 e em 2018.

A competição contou com nove participantes. Destes, sete disputaram a primeira fase divididas em dois grupos, avançando quatro para enfrentar a dupla Grenal. A segunda fase foi composta por um hexagonal  em turno único. Em cinco jogos, o tricolor gaúcho venceu quatro e empatou um, somando 13 pontos e terminando na liderança. Na semifinal, eliminou o Elite depois de golear por 8 a 0 na cidade de Santo Ângelo e por 12 a 0 na volta em casa.

A decisão foi contra o Internacional. Na ida, empate por 1 a 1 no Beira-Rio. Na volta, goleada por 4 a 1 na Arena e título conquistado em grande estilo. Os gols gremistas foram marcados por Cássia, Luany, Karla Alves e Caty.

A campanha do Grêmio:
9 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 63 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Victor Lannes/FGF

Grêmio Campeão Gaúcho 2022

Um, dois, três, quatro, cinco. O Grêmio é pentacampeão gaúcho em 2022. Mesmo após o vexame do rebaixamento para a Série B do Brasileiro, em 2021, o clube tricolor juntou forças para se manter na hegemonia do Rio Grande do Sul e chegar à 41ª conquista.

O torneio teve a participação de 12 equipes, que jogaram em turno único na primeira fase. Em 11 rodadas, o Grêmio venceu seis partidas, perdeu duas e somou 21 pontos. Na tabela, o time ficou em segundo lugar, três pontos à frente do rival Internacional e atrás do Ypiranga no saldo de gols.

Ainda, o clube teve troca de técnico na metade do caminho: Roger Machado no lugar de Vagner Mancini. Na semifinal, em dois Grenais, o Tricolor despachou seu arquirrival ao vencer por 3 a 0 na ida, no Beira-Rio, e perder por 1 a 0 na volta, na Arena.

A decisão foi contra o Ypiranga, que eliminou o Brasil de Pelotas. O primeiro jogo foi no Colosso da Lagoa, em Erechim, e o Grêmio venceu por 2 a 1. A segunda partida aconteceu em Porto Alegre, e o Tricolor voltou a ganhar, desta vez por 2 a 1. Este quinto título consecutivo remonta uma façanha gremista que não ocorria desde 1989.

A campanha do Grêmio:
15 jogos | 9 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 24 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Pedro H. Tesch/AGIF

Grêmio Campeão da Libertadores 2017

Para 2017, a Conmebol promoveu muitas mudanças na Libertadores. A começar, o período de disputa foi esticado, entre janeiro e novembro. Depois, o aumento de 38 para 47 participantes, com a adição de mais duas fases preliminares. Por fim, a saída dos times do México, por conflitos de calendário, no que rendeu em vagas a mais para os países sul-americanos.

O Brasil ficou com sete, que nesta temporada em si tornaram-se oito, já que a Chapecoense entrou pelo título da Copa Sul-Americana de 2016. Entre os outros brasileiros, o Grêmio conseguiu sua classificação por conta do título da Copa do Brasil.

Com um futebol que viria a ser chamado de o melhor da América no decorrer do torneio, ficou no grupo H, com Zamora, da Venezuela, Deportes Iquique, do Chile, e Guaraní, do Paraguai. A trajetória gremista foi tranquila, com quatro vitórias e um empate nas seis partidas que fez. Na Arena, venceu todas: 3 a 2 no Iquique, 4 a 1 no Guaraní e 4 a 0 no Zamora. O Tricolor terminou em primeiro lugar da chave, com 13 pontos.

O sorteio das oitavas de final colocou o Grêmio para enfrentar o Godoy Cruz, da Argentina. Com vitórias de 1 a 0, em Mendoza, e 2 a 1 em Porto Alegre, se classificou. Nas quartas, passou pelo Botafogo com empate sem gols, no Rio de Janeiro, e vitória por 1 a 0, na Arena. Na semifinal, enfrentou o Barcelona de Guayaquil, obtendo vitória por 3 a 0, no Equador, e uma derrota possível por 1 a 0, em Porto Alegre.

Em sua quinta final na história, o Grêmio enfrentou o argentino Lanús, que eliminou The Strongest, San Lorenzo e River Plate. A partida de ida foi em Porto Alegre, e o Tricolor venceu por 1 a 0, com o gol salvador de Cícero.

A volta aconteceu em La Fortaleza, na Grande Buenos Aires. E com gols de Fernandinho e Luan, o Grêmio venceu novamente, por 2 a 1. O tricampeonato estava na mão, consagrando nomes como Luan, Arthur, Pedro Geromel e Marcelo Grohe, e marcando de ainda mais o nome do técnico Renato Gaúcho na história do clube.

A campanha do Grêmio:
14 jogos | 10 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 25 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Juan Mabromata/AFP

Grêmio Campeão da Libertadores 1995

A década de 90 foi a da redenção dos brasileiros na Libertadores. Depois de títulos isolados do Santos nos anos 60, do Cruzeiro nos 70 e de Flamengo e Grêmio nos 80, o São Paulo reinaugurou a consolidação tupiniquim no continente com o bicampeonato de 1992 e 1993.

A continuidade foi dada em 1995, com o Grêmio, que buscou a reconquista depois de 12 anos. De novidade no regulamento, só a mudança de dois para três pontos atribuídos às vitórias, seguindo a tendência mundial.

A campanha gremista começou no grupo 4, contra Palmeiras e os equatorianos Emelec e El Nacional. Após a única derrota na primeira fase, quando levou 3 a 2 do Palmeiras fora de casa, na estreia, o Tricolor conseguiu três vitórias e dois empates, somou 11 pontos e classificou-se em segundo, com dois a menos que os paulistas.

Nas oitavas de final, o Grêmio encarou o Olimpia do Paraguai. A vaga foi encaminhada logo na ida, com os 3 a 0 no Defensores del Chaco. Em Porto Alegre, outra vitória, por 2 a 0, embalou a equipe rumo às quartas, onde tivemos dois históricos reencontros com o Palmeiras.

O primeiro jogo foi no Olímpico: simplesmente 5 a 0 para o Imortal, obtido depois da memorável briga entre Dinho (ajudado por Danrlei) e Válber. A segunda partida foi no Palestra Itália, num quase épico. O gol de Jardel, que abriu o placar na ocasião, tornou-se o salvador da classificação do Grêmio, porque os palmeirenses iriam virar e chegar em 5 a 1, algo inimaginável até para eles.

A semifinal marcou outro reencontro, com o Emelec. No Equador, o Tricolor segurou o 0 a 0. Em Porto Alegre, a vitória por 2 a 0 e colocou o clube gremista na terceira final de Libertadores na história.

O adversário na decisão foi o Atlético Nacional, que chegou lá eliminando Peñarol, Millonarios e River Plate. A ida foi no Olímpico, e as atuações perfeitas de Paulo Nunes e Jardel deram ao Grêmio o triunfo por 3 a 1 e uma boa vantagem. A volta foi em Medellín, no Atanasio Girardot, e o Grêmio para ser bicampeão teve que aguentar 73 minutos de pressão colombiana, pois sofreu um gol aos 12 do primeiro tempo. O empate por 1 a 1 finalmente veio aos 40 do segundo tempo, com Dinho cobrando pênalti.

A campanha do Grêmio:
14 jogos | 8 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 29 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Mauro Vieira/Placar

Grêmio Campeão da Libertadores 1983

O futebol brasileiro formou ótimos times na década de 80. O Flamengo venceu a Libertadores de 1981 e ficou próximo de repetir em 1982. Só que perdeu na fase semifinal para o Peñarol. Neste mesmo ano o Grêmio fez sua estreia, mas caiu na fase de grupos, também para os uruguaios. O vice no Brasileirão da mesma temporada colocou o clube gaúcho novamente na competição sul-americana, em 1983.

O Tricolor ficou no grupo 2, junto com o próprio Flamengo, além dos bolivianos Bolívar e Blooming. A estreia foi com empate em 1 a 1 com o Flamengo, no Olímpico. Nos cinco jogos seguintes, o time emendou vitórias: na Bolívia, 2 a 0 sobre o Blooming e 2 a 1 sobre o Bolívar. Em Porto Alegre, outro 2 a 0 sobre o Blooming 3 a 1 sobre o Bolívar. Já classificada, a equipe encerrou a fase com ótimos 3 a 1 sobre o Flamengo, no Maracanã. Com 11 pontos, o Grêmio teve a melhor campanha entre os 20 clubes da primeira fase.

Na fase semifinal, o Tricolor enfrentou o Estudiantes e o América de Cali, começando com vitória sobre os argentinos por 2 a 1, em casa. Na Colômbia, derrota por 1 a 0 para o América. Na volta contra os colombianos em Porto Alegre, 2 a 1 a favor.

O Grêmio encerrou a segunda fase na emblemática Batalha de La Plata, onde os gaúchos enfrentaram um Estudiantes hostil e violento, cedendo de propósito o empate por 3 a 3 em troca de tranquilidade na volta para casa. Esse resultado deixou o Tricolor na dependência de um tropeço argentino contra o América. E a partida na Colômbia terminou sem gols, colocando o Grêmio na sua primeira final de Libertadores.

A decisão foi no reencontro com o Peñarol, que defendia a taça depois de eliminar o rival Nacional e o venezuelano Atlético San Cristóbal. Apesar da maior tradição uruguaia, o Grêmio não se deixou levar por novos temores. No Centenario, em Montevidéu, o Imortal conseguiu um bom empate por 1 a 1, com seu gol marcado pelo meia Tita.

A volta foi no Olímpico, em Porto Alegre. Caio e César fizeram os gols da vitória que deu a primeira Libertadores aos gremistas. Entre os dois lances o Peñarol fez o seu gol e tentou atrapalhar os planos, mas o 2 a 1 encerrou ali a questão.

A campanha do Grêmio:
12 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 23 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Lemyr Martins/Placar

Grêmio Campeão Gaúcho 2021

É tetra! O Grêmio leva o título gaúcho pela 40ª vez na sua história e pela quarta oportunidade seguida, algo que não acontecia há 33 anos. O regulamento do estadual foi muito simples: 12 times se enfrentando em turno único, com os quatro melhores avançando à semifinal.

O tricolor gaúcho conseguiu vencer sete partidas e empatar três dentre as 11 que disputou na primeira fase. Com 24 pontos, a classificação foi obtida na liderança do grupo único. Na semifinal, foi a hora de eliminar o Caxias com duas vitórias, por 2 a 1 na ida fora e por 2 a 0 na volta em casa.

A final não poderia ser outra: o Grenal. O Internacional chegou à decisão depois de passar pelo Juventude. O primeiro jogo foi disputado no Beira-Rio, e o Imortal venceu o rival por 2 a 1, de virada. O segundo jogo foi realizado na Arena gremista, e o Grêmio soube administrar a vantagem, empatando por 1 a 1 e conquistando mais um título para o galeria azul, preta e branca.

A campanha do Grêmio:
15 jogos | 10 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 30 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Max Peixoto/FGF

Grêmio Campeão da Copa Sul 1999

Na onda dos campeonatos regionais, o Sul ganhou uma competição para chamar de sua em 1999. A CBF reuniu os clubes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná na Copa Sul, que na sua única edição valeu uma vaga na última Copa Conmebol da história. O relativo sucesso do torneio na sua estreia trouxe uma extensão a partir do ano 2000, quando as equipes de Minas Gerais foram desmembradas do Centro-Oeste e incorporadas ao Sul, mudando o nome do campeonato para Copa Sul-Minas. A região também teve um antecedente oficioso, o Campeonato Sul-Brasileiro de 1962, realizado em pontos corridos e vencido pelo Grêmio.

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E foi justamente o Grêmio o primeiro e único vencedor entre os clubes sulistas, reforçando ainda mais a sua fama de pioneiro em competições. A Copa Sul de 1999 contou com a presença de 12 times, sendo quatro de cada Estado. O Tricolor ficou no grupo A e estreou contra o Tubarão, de Santa Catarina. A partida foi no antigo Olímpico e vencida por 1 a 0. A campanha gremista foi segura, embora as derrotas por 2 a 0 para o Coritiba e por 3 a 1 para o Criciúma, ambas fora de casa. Nos demais jogos, o time venceu, em casa, o Criciúma por 2 a 0, o Coritiba por 3 a 2 e, fora, o Tubarão por 2 a 0. Com 12 pontos, o Grêmio classificou-se na vice-liderança, três pontos atrás dos paranaenses.
Seis equipes seguiram à segunda fase, quando foram divididas em mais duas chaves, uma toda paranaense e outra inteiramente gaúcha, já que os catarinenses foram todos eliminados. O grupo do Tricolor foi superequilibrado. Na estreia, o Grêmio fez 4 a 1 no Juventude, no Olímpico. Depois, os caxienses aplicaram 3 a 1 no Internacional. No primeiro Grenal, 1 a 1 no estádio gremista. No returno, o Imortal foi até o Alfredo Jaconi e empatou por 2 a 2 com o Juventude, enquanto o time verde segurou 1 a 1 com o Inter. E no clássico derradeiro, no Beira-Rio, o Internacional fez 2 a 0 no Grêmio. Todos os times encerraram com cinco pontos, e foi o saldo de gols que colocou o Tricolor na final: um contra zero dos colorados e menos um dos alviverdes.
A decisão foi contra o Paraná, na modalidade melhor de três. A primeira partida foi no Olímpico, e o Grêmio começou o confronto vencendo por 2 a 1. O segundo jogo foi no Couto Pereira, mas o Imortal não conseguiu a confirmação do título pois perdeu por 2 a 0. O desempate aconteceu no Pinheirão, e a vantagem do empate era paranista. Mas o zagueiro Ronaldo Alves marcou 1 a 0 para o Grêmio aos 11 minutos primeiro tempo, e o resultado deu o título da Copa Sul ao clube gaúcho.

A campanha do Grêmio:
13 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 4 derrotas | 20 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Jader da Rocha/Placar

Grêmio Campeão Gaúcho 2020

Com 124.482 casos e 3.395 mortes por Covid-19 até 30 de agosto, o Rio Grande do Sul conheceu seu campeão estadual. O Grêmio chegou lá pela 39ª vez em 116 anos de história.

O começo foi sem encantar muito. No primeiro turno, o Tricolor foi segundo colocado do seu grupo, atrás do Caxias, com três vitórias e duas derrotas. Na semifinal, eliminou o Internacional por 1 a 0 em pleno Beira-Rio, mas depois perdeu a final também por 1 a 0, para o Caxias, que havia derrotado o time na estreia.

O Grêmio melhorou no segundo turno, não foi derrotado em nenhuma partida, venceu quatro e terminou na liderança da chave. Na semifinal, passou sufoco contra o Novo Hamburgo, mas venceu por 4 a 3 e foi à decisão novamente. Contra o Internacional na Arena, vitória por 2 a 0 confirmou a passagem do Imortal à final geral.

Em outros dois jogos contra o Caxias, mais emoção. Na ida no Centenário, vitória por 2 a 0 pareceu deixar tudo tranquilo para a volta, mas não foi assim. Na Arena, o Grêmio largou na frente, mas levou o empate no fim do primeiro tempo. No segundo, o adversário virou e quase igualou o confronto. Só que a derrota foi só pelos 2 a 1 mesmo e rendeu o tri gaúcho ao Tricolor, algo que não acontecia desde 1987.

A campanha do Grêmio:
17 jogos | 11 vitórias | 2 empates | 4 derrotas | 28 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Pedro H. Tesch/AGIF

Grêmio Campeão Mundial 1983

No dia 12 de abril de 1961, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin foi o primeiro ser humano a viajar para o espaço, até a órbita da Terra. Na volta, ele declarou uma das mais famosas frases do século XX: "A Terra é azul". Nesta mesma época, a Copa Intercontinental recém havia passado por sua primeira edição e se preparava para a segunda. Nem se imaginava que, 22 anos depois, o desfecho da competição cruzaria com a aventura de Gagarin.

A popularidade do Mundial Interclubes só aumentava em 1983. Todos os europeus e sul-americanos queriam estar no Japão. Pela Copa dos Campeões da UEFA, o Hamburgo quebrou a sequência inglesa ao ser campeão pela primeira (e única) vez. Na campanha, o time alemão eliminou Dínamo de Kiev, Real Sociedad e, na final, venceu a Juventus por 1 a 0. No comando técnico da equipe estava o austríaco Ernst Happel, que em 1970 conduziu o Feyenoord ao título mundial.

Um campeão inédito também comemorou na Libertadores. Em sua segunda participação, o Grêmio passou por Flamengo, América de Cali e Estudiantes antes de vencer o Peñarol na decisão. O Tricolor empatou a ida por 1 a 1 e venceu a volta por 2 a 1, tornando-se o quarto brasileiro a confirmar vaga no Mundial.

No dia 11 de dezembro, o Nacional de Tóquio recebeu Grêmio e Hamburgo sob um tempo nublado, mas o fato não atrapalhou a qualidade do jogo. O time gaúcho tomou a iniciativa no primeiro tempo e criou as melhores chances até fazer o primeiro gol.

Aos 37 minutos do primeiro tempo, Paulo Cezar Caju lançou para Renato no campo de ataque. O ponta arrancou pelo lado direito, entortou o zagueiro Hieronymus dentro da área e chutou cruzado entre a trave esquerda e o goleiro Stein. No segundo tempo, o Grêmio manteve-se firme, mas os alemães conseguiram o empate quase no fim. Aos 40 minutos, Magath cobrou falta na cabeça de Jakobs, que escorou a bola para Schröder na pequena área. O volante só teve o trabalho de empurrar para a rede.

A disputa foi à prorrogação. No terceiro minuto, Caio cruzou pelo lado esquerdo para Tarciso, que não alcançou a bola. Ela sobrou para Renato, que limpou a marcação e bateu rasteiro no canto esquerdo do gol. A partir daí, o time alemão cansou, e o Grêmio segurou o 2 a 1 que lhe deu o maior título da sua história.

Porto Alegre e o Rio Grande do Sul pararam para ver os campeões desfilarem na volta para casa. Renato Portaluppi ficou consagrado como o maior ídolo do Grêmio, e o clube confirmou a célebre afirmação de Gagarin: sim, a Terra é azul. E também preta e branca.


Foto Jurandir Silveira/Agência RBS

Grêmio Campeão da Supercopa do Brasil 1990

Um campeonato que nasceu junto com a Copa do Brasil, mas que não teve continuidade. E está retornando em 2020. A Supercopa do Brasil foi criada nos moldes europeus, em que o campeão da liga nacional enfrenta o campeão da copa, com o objetivo de (talvez) apontar a melhor equipe do momento. 

A primeira edição foi disputada em 1990 entre o Grêmio, primeiro vencedor da Copa do Brasil, e o Vasco, então bicampeão brasileiro. O plano inicial da CBF na época era de introduzir a Supercopa em partida única, abrindo a temporada. Mas logo na primeira vez houve desacerto de datas, então ficou decidido que as partidas entre os dois clubes pela Libertadores seriam também válidas para a Supercopa.

Assim, a estreia de Grêmio e Vasco na competição sul-americana foi a partida de ida da final. Jogada no velho Estádio Olímpico, em Porto Alegre, o Tricolor fez 2 a 0 com tranquilidade. Nilson abriu o placar de cabeça e Darci completou com uma arrancada e um chute forte da entrada da área.

A volta da Supercopa foi a quarta rodada da Libertadores, 44 dias depois da ida (14 de março e 18 de abril). Um dilúvio caiu sobre São Januário, no Rio de Janeiro, o que tornou a partida feia. Nada de relevante aconteceu, nem mesmo os atletas tinham a noção que um título estava em disputa. O placar ficou no 0 a 0, favorecendo o Grêmio como o primeiro vencedor da Supercopa do Brasil.

Mas por que os atletas não sabiam do que se tratava a Supercopa? A resposta é simples. A CBF "esqueceu" que usaria a Libertadores para definir um campeão para o novo torneio. Tanto que sequer aconteceu uma entrega de taça. Passados 30 anos, a reparação ainda não ocorreu, e o Grêmio espera até hoje o que é seu por direito.


Foto Lemyr Martins/Placar

Grêmio Campeão da Recopa Sul-Americana 2018

O penúltimo título brasileiro na Recopa Sul-Americana pertence ao Grêmio de 2018. O clube gaúcho se credenciou para a disputa após a conquista do tri na Libertadores. E reencontrou o Independiente da Argentina, o campeão da Copa Sul-Americana, 22 anos depois da primeira conquista.

A partida de ida da decisão foi no Estádio Libertadores de América, em Avellaneda. O Tricolor foi superior na maior parte do tempo - até numericamente em campo, durante 63 minutos -, mas apenas conseguiu empatar por 1 a 1. Os brasileiros abriram o placar aos 21 minutos do primeiro, com Luan aproveitando uma saída errada da defesa e chutando cruzado na saída do goleiro Campaña. Aos 33 minutos, os argentinos bateram falta na área, e Bruno Cortez desviou de cabeça contra o próprio gol, dando o empate definitivo ao Independiente.

A volta foi na Arena gremista, em Porto Alegre. A situação do jogo anterior se repetiu, com os argentinos tendo um jogador a menos por expulsão durante 48 minutos. O Grêmio empilhou oportunidades, tentou de todas as formas, mas os gols não saíram nem nos 90 regulamentares, nem nos 30 da prorrogação.

Sendo assim, os pênaltis decidiriam. Todos os gremistas acertaram as cobranças: Maicon, Cícero, Jael, Everton e Luan. Já os rojos enfileiraram quatro tentos. Faltava um para avançar à sexta marcha ou acabar tudo. Martín Benítez foi à bola e bateu no lado direito. E lá estava Marcelo Grohe para defender e garantir o resultado de 5 a 4. Assim, o Grêmio conquistou o bicampeonato da Recopa Sul-Americana, sua sexta taça em nível estrangeiro.


Foto Nelson Almeida/AFP