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Grêmio Campeão Gaúcho 1985

Entre 1981 e 1984, o Grêmio ficou longe do título gaúcho. Porém, no mesmo período, venceu Campeonato Brasileiro, Libertadores e Mundial, além de um vice nacional e outro continental. Era a hora de voltar a ter o controle do Rio Grande do Sul, que estava nas mãos do Inter há quatro campeonatos. A conquista do 23º título estadual foi o início de uma sequência de seis taças que iria virar a década.

O campeonato foi simples e direto. Com 14 participantes, as equipes se enfrentaram em turno único em duas fases. O líder de cada etapa se classificou para a final, mas se um mesmo time vencesse ambas, ficaria com o título antecipado.

A campanha do Grêmio teve início no empate por 2 a 2 com o Santa Cruz no Olímpico. A primeira vitória aconteceu na partida seguinte, por 2 a 1 sobre o Novo Hamburgo fora de casa. A invencibilidade tricolor seguiu até a penúltima rodada, quando a vitória por 2 a 0 sobre o Brasil de Pelotas classificou o Imortal para a final com uma rodada de antecedência. Na última rodada, o Grêmio levou 2 a 0 do Internacional no Beira-Rio e encerrou a primeira fase com 22 pontos, distribuídos em dez vitórias, dois empates e uma derrota.

Na segunda fase, o Grêmio continuou em alta. Na abertura, a equipe venceu o Inter de Santa Maria por 2 a 0. Nas 11 rodadas seguintes, venceu mais seis vezes, empatou três e perdeu duas, chegando a 17 pontos. Ao mesmo tempo, o Internacional fez 19 pontos e encerrou a penúltima rodada como líder da etapa.

A última rodada da segunda fase juntou Grêmio e Internacional para uma decisão. O tricolor precisava da vitória para chegar na mesma pontuação do rival, superá-lo no saldo de gols e levar o título antecipado. O Inter jogava pelo empate para forçar a decisão em pelo menos mais duas partidas. No Olímpico, ainda no primeiro tempo, Bonamigo e Caio Júnior fizeram os gols que levaram o Grêmio a vencer por 2 a 1 e recuperar o título gaúcho depois de cinco anos.

A campanha do Grêmio:
26 jogos | 18 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 56 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Lemyr Martins/Placar

Grêmio Campeão da Copa Sul 1999

Na onda dos campeonatos regionais, o Sul ganhou uma competição para chamar de sua em 1999. A CBF reuniu clubes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná na Copa Sul, que, em sua única edição, valeu uma vaga na última Copa Conmebol da história.

O sucesso relativo do torneio em sua estreia motivaria uma expansão a partir do ano 2000: as equipes de Minas Gerais seriam desmembradas do torneio Centro-Oeste e incorporadas ao Sul, rebatizando a competição como Copa Sul-Minas. Vale lembrar que a região já tivera um antecedente oficioso: o Campeonato Sul-Brasileiro de 1962, disputado em pontos corridos e vencido pelo Grêmio.

E foi justamente o Grêmio o primeiro e único campeão entre os clubes sulistas, reforçando sua fama de pioneiro em novas competições. A Copa Sul de 1999 contou com 12 times, sendo quatro de cada estado. O Tricolor ficou no Grupo A e estreou contra o Tubarão, vencendo por 1 a 0 no Estádio Olímpico.

A campanha gremista foi sólida, apesar das derrotas fora de casa para Coritiba por 2 a 0 e para o Criciúma por 3 a 1. Nos demais jogos, o time venceu em casa o os catarinenses por 2 a 0 e os paranaense por 3 a 2, além de bater o Tubarão por 2 a 0 em Santa Catarina. Com 12 pontos, o Grêmio classificou-se na vice-liderança, três pontos atrás dos paranaenses.

Seis equipes avançaram à segunda fase, divididas em duas chaves, uma apenas com paranaenses e outra com gaúchos, já que os catarinenses foram eliminados. O grupo do Grêmio foi marcado pelo equilíbrio extremo. Na estreia, o Imortal goleou o Juventude por 4 a 1 no Olímpico. Na sequência, o time de Caxias do Sul aplicou 3 a 1 no Internacional. No primeiro Grenal, empate em 1 a 1 na casa gremista.

No returno, o Imortal buscou um 2 a 2 contra o Juventude no Alfredo Jaconi, enquanto os alviverdes seguraram um 1 a 1 com o Inter. No clássico decisivo no Beira-Rio, o Internacional venceu o Grêmio por 2 a 0. Todos os times terminaram com cinco pontos, e o saldo de gols garantiu o Grêmio na final.

A decisão aconteceu em três jogos contra o Paraná, que despachou Coritiba e Athletico-PR. No primeiro duelo, no Olímpico, o Grêmio venceu por 2 a 1. O segundo jogo ocorreu no Couto Pereira, mas o Imortal adiou o grito de campeão ao perder por 2 a 0. O desempate aconteceu no Pinheirão, também em Curitiba, onde a vantagem do empate pertencia aos paranaenses. Contudo, os tricolores venceram por 1 a 0, garantindo a taça da Copa Sul ao clube gaúcho.

A campanha do Grêmio:
13 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 4 derrotas | 20 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Jader da Rocha/Placar

Grêmio Campeão Gaúcho 2026

Oito títulos nos últimos nove campeonatos. Esse é o saldo do Grêmio no Campeonato Gaúcho após vencer o título em 2026. A 44ª conquista na história do clube corrige o acidente de percurso que foi o vice em 2025, que evitou o clube de conseguir a maior sequência de títulos de sua história.

O torneio teve 12 participantes, que na primeira fase atuaram em duas chaves cruzadas de seis. Nas partidas que realizou, o Grêmio obteve três vitórias, um empate e duas derrotas, que somaram dez pontos e valeram a liderança do grupo B, porém com a terceira melhor campanha no geral.

Nas quartas de final, o time comandado pelo português Luís Castro passou pelo Novo Hamburgo ao vencer por 1 a 0 na Arena. Na semifinal, o Imortal Tricolor passou pelo Juventude depois de empatar as duas partidas por 1 a 1, tanto em Porto Alegre quanto em Caxias do Sul, no Alfredo Jaconi. Nos pênaltis, o Grêmio venceu por 4 a 1.

Na final, o Grêmio disputou dois Grenais contra o Internacional, que passou por São Luiz e Ypiranga. Na ida, na Arena, o tricolor venceu por 3 a 0 e reduziu muito as chances do rival buscar o bicampeonato, com gols de José Enamorado, Francis Amuzu e outro contra. Na volta, no Beira-Rio, o Grêmio empatou por 1 a 1, com seu gol sendo anotado por Gustavo Martins. Depois de 20 anos, o time gremista voltou a comemorar um título no estádio do rival.

A campanha do Grêmio:
11 jogos | 5 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 21 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Willian Abi/FGF

Grêmio Campeão Gaúcho Feminino 2025

O Rio Grande do Sul continua pintado de azul, preto e branco no futebol feminino. O Grêmio consolidou seu domínio estadual ao sagrar-se bicampeão gaúcho em 2025. O título veio no fim de uma temporada sem muito sucesso, com a não-passagem ao mata-mata do Brasileirão e a queda na terceira fase da Copa do Brasil.

O Gauchão Feminino contou com cinco equipes que se enfrentaram em dois turnos na primeira fase. As Mosqueteiras garantiram a liderança geral com 19 pontos, somando uma campanha de seis vitórias, um empate e uma derrota, com destaque para os 21 a 0 sobre o Flamengo de São Pedro. Na semifinal, o Tricolor confirmou o favoritismo ao eliminar o Brasil de Farroupilha com um empate sem gols na ida fora e uma vitória por 1 a 0 na volta em casa.

A final apresentou um roteiro diferente dos anos anteriores, após o Juventude surpreender e eliminar o Internacional, impedindo a realização de mais um Grenal na decisão. Com uma vitória por 3 a 0 logo no primeiro jogo, no Alfredo Jaconi, o Grêmio não deu margem para a surpresa e garantiu o bicampeonato após vencer também na Arena, por 2 a 1, com gols de Bia Santos e Giovaninha.

A campanha do Grêmio:
12 jogos | 9 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 45 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Matheus Pé/FGF

Grêmio Campeão Gaúcho 1980

A década de 1980 começou da mesma forma que a de 1970 terminou para o Grêmio: sendo campeão. O clube venceu o 22º título estadual em 1980 e voltou a conquistar um bicampeonato estadual desde de 17 anos na mesma temporada em que o Estádio Olímpico teve a conclusão da obra do anel superior.

A competição daquele ano contou com 16 participantes: os sete melhores da edição de 1979 e os nove melhores da Copa Governador do Estado de 1980. O regulamento foi simples. Na primeira fase, todos os times se enfrentaram em tuno único, com o líder levando um ponto extra para a fase final. Na segunda fase, aconteceu a mesma coisa. Na etapa final, os seis melhores na soma das fases anteriores disputaram um hexagonal em dois turnos, valendo o título.

A campanha do Grêmio teve início na vitória por 3 a 0 sobre o Brasil de Pelotas fora de casa. Na primeira partida no Olímpico, o tricolor fez 2 a 1 no Novo Hamburgo. Nos outros 13 jogos, a equipe venceu nove, empatou três e perdeu um. Com 25 pontos, o clube garantiu a liderança e um ponto extra para o hexagonal. Foram nove pontos de vantagem em relação ao Internacional, que foi apenas o nono.

Na segunda fase, o Imortal começou fazendo 1 a 0 no Lajeadense, em Lajeado. Depois, o time obteve mais nove vitórias, três empates e duas derrotas. O Grêmio somou 23 pontos ao todo e ficou na segunda colocação, um ponto atrás do líder Internacional, que levou o outro ponto extra para o hexagonal.

Além da dupla Grenal, o hexagonal final foi disputado por Inter de Santa Maria, Juventude, Novo Hamburgo e São Borja. O Grêmio estreou goleando o São Borja por 6 a 0 no Olímpico. Nos sete jogos seguintes, o time teve cinco vitórias e dois empates, lutando ponto a ponto pelo título com o Internacional. Ao fim da oitava rodada, os colorados lideravam com 16 pontos, contra 15 dos gremistas.

Os rumos do Gauchão mudariam na penúltima rodada. No Olímpico, o Grêmio fez 1 a 0 no Juventude e foi a 17 pontos. Já o Inter perdeu fora para o São Borja e acabou ultrapassado pelo rival. Desta forma, o Imortal entrou no Grenal da última rodada jogando pelo empate para ser campeão. E a festa aconteceu em pleno Beira-Rio, após o tricolor segurar o 0 a 0 no placar.

A campanha do Grêmio:
40 jogos | 28 vitórias | 9 empates | 3 derrotas | 65 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Ricardo Chaves/Placar

Grêmio Campeão Gaúcho 1979

Um título tranquilo. Assim pode ser definida a conquista do Grêmio no Campeonato Gaúcho de 1979. A 21ª taça estadual tricolor veio na esteira do fortalecimento obtido como time a partir da parte final da década de 1970. E também veio em meio as obras de conclusão do anel superior do Estádio Olímpico.

Depois de algumas temporadas com regulamentos complicados, o Gauchão de 1979 foi fácil de entender. Foram 20 participantes na disputa de três fases. Nas duas primeiras, as equipes se enfrentaram em dois turnos distintos. O líder de cada turno levou um ponto extra para a etapa seguinte. As oito melhores campanhas somadas se classificaram à fase final, enquanto o melhor time do interior também ficou com um ponto extra. O octogonal final valeu o título e foi realizado em dois turnos.

Na estreia da primeira fase, o Grêmio venceu o Novo Hamburgo por 3 a 1 no Olímpico. Nas outras 18 partidas, o time acumulou 14 vitórias, três empates e uma derrota. Com 33 pontos, o Imortal superou o Internacional por um ponto e conseguiu a liderança e a bonificação para o octogonal final.

Na segunda fase, o tricolor iniciou com vitória por 3 a 0 em casa sobre o Riograndense de Santa Maria. Na sequência, mais 15 triunfos e três empates deixaram o Grêmio mais uma vez em primeiro, com 35 pontos, quatro a mais que o Inter e com o segundo ponto extra. Além da dupla Grenal, Juventude, Esportivo, Caxias, Brasil de Pelotas, Novo Hamburgo e São Paulo de Rio Grande avançaram.

No octogonal final, o Grêmio sobrou. Na abertura, fez 3 a 0 no Novo Hamburgo fora de casa. Depois, emendou nove jogos com oito vitórias, um empate e só um gol sofrido, nos 2 a 1 sobre o Internacional no Beira-Rio. Em dez rodadas até ali, o tricolor tinha 21 pontos, contra 13 do Inter e 12 do Esportivo.

Com tamanha vantagem, bastou ao Grêmio vencer o Brasil de Pelotas por 3 a 0 no Olímpico para voltar a ser campeão, na 11ª partida e com três rodadas de antecedência. A campanha foi concluída com mais uma vitória e dois empates. O vice acabou com o Esportivo, que bateu o Inter por um ponto (18 a 17).

A campanha do Grêmio:
52 jogos | 42 vitórias | 9 empates | 1 derrota | 107 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto J.B. Scalco/Placar

Grêmio Campeão Gaúcho 1977

O Grêmio passou nove anos sem vencer o Campeonato Gaúcho entre 1968 e 1977. Nesse meio tempo, o clube viu seu maior rival oito títulos, entre 1969 e 1976. Tudo isso aconteceu após o tricolor fazer a sua maior hegemonia, o hepta entre 1962 e 1968. Mas a gangorra voltaria a se inverter.

O Gauchão teve 24 times. Na primeira fase, eles foram divididos em dois grupos e se enfrentaram em turno único. Ainda houve duas rodadas de clássicos com os rivais de chaves opostas. O líder de cada grupo fez a decisão que apontou um finalista, os quatro melhores passaram de fase e os cinco seguintes foram à repescagem, que indicou mais dois para a etapa seguinte. A segunda e terceira fases foram em decagonal, com o líder de cada também indo à final. Cada fase deu um ponto extra aos seus vencedores.

No grupo B, o Grêmio começou com goleada por 4 a 0 sobre o Cruzeiro de Porto Alegre no Olímpico. Na sequência, venceu todas as dez partidas dentro da chave. Nos dois clássicos com o Internacional, vitória por 3 a 0 em casa e derrota por 1 a 0 fora. O tricolor liderou seu grupo com 24 pontos. Na final, contra o próprio Inter, perdeu a ida por 1 a 0 no Beira-Rio e empatou a volta sem gols no Olímpico, deixando escapar a primeira vaga na decisão.

Em alerta, o Imortal foi à segunda fase. Na estreia, fez 2 a 0 no Esportivo em casa. Depois, venceu cinco jogos e empatou três, incluindo uma histórica goleada por 10 a 0 sobre o Pelotas. Com 15 pontos, o Grêmio ficou com um a mais que o Internacional e conseguiu a classificação para a final.

Na terceira fase, a equipe tricolor iniciou com nova goleada, por 6 a 0 sobre o Novo Hamburgo no Olímpico. Nas outras oito partidas, conseguiu mais seis vitórias, um empate e uma derrota. Assim, o Grêmio fez mais uma vez 15 pontos e faturou a segunda bonificação para a decisão.

O Grêmio chegou para a final com dois pontos extras ante um do Internacional. Assim, uma vitória já na primeira partida podia confirmar o título. E ela veio dentro do Olímpico, por 1 a 0, no gol e no salto imortal de André Catimba, para dar o 20º titulo ao tricolor gaúcho e colocar fim na hegemonia do rival.

A campanha do Grêmio:
34 jogos | 26 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 70 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto J.B. Scalco/Placar

Grêmio Campeão Gaúcho Feminino 2024

A alternância de forças continua no Rio Grande do Sul. Em 2024, o Grêmio recuperou o título estadual um ano depois de ver o rival erguer a taça. A conquista do Gauchão Feminino ajuda a coroar uma temporada que foi tão sofrida quanto vencedora, em que o Tricolor passou mais de um mês sem jogar ou treinar por culpa das enchentes no território gaúcho, mas que no fim foi recompensado com os títulos do estadual e da Ladies Cup.

O Gauchão teve nove participantes. Sete deles entraram na primeira fase, avançando quatro para se juntar a Grêmio e Internacional na segunda etapa. Em cinco jogos disputados nesta fase, as Gurias Gremistas venceram quatro e empataram um. Três dos triunfos foram por goleada: 7 a 0 no Elite, 6 a 0 no Brasil de Farrroupilha e 9 a 0 no Futebol Com Vida. A outra vitória foi no Grenal, por 2 a 0. Com 13 pontos, o Tricolor se classificou na liderança.

Na semifinal, o Grêmio passou pelo Brasil de Farroupilha com mais duas goleadas, por 6 a 0 fora e por 5 a 0 em casa. Na final, contra o Internacional, o quinto título estadual das Gurias Gremistas foi conquistado com vitória por 2 a 0 no Beira-Rio, gols anotados por Dayana Rodríguez e Shashá, e empate por 1 a 1 na Arena, com outro gol de Dayana.

A campanha do Grêmio:
9 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 38 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Lucas Uebel/Grêmio

Grêmio Campeão da Brasil Ladies Cup 2024

A Brasil Ladies Cup é uma competição que acontece ao final da temporada nacional de futebol feminino. Foi criada em 2021 numa parceria entre a Federação Paulista de Futebol (FPF) e a Federação Internacional de Football Soccer Society (FIFOS). O torneio foi criado com oito times, divididos em dois grupos, com o líder de cada passando para a final. Tudo em turno único, em tiro curto.

Tivemos em 2024 a quarta edição do campeonato, com organização exclusiva da FIFOS. De um lado, estavam Bahia, Avaí/Kindermann, Pumas UNAM e seleção do Paraguai. Do outro, ficaram Grêmio, Athletico-PR e River Plate. Todos os jogos aconteceram no Estádio do Canindé, em São Paulo.

Logo em sua primeira participação, o Grêmio entrou para a galeria dos campeões. No grupo B, as Gurias Gremistas estrearam contra o Sport e ficaram no empate por 0 a 0. Na segunda rodada, venceram o Athletico-PR por 3 a 0 e ficou na dependência apenas de si para se classificar.

Na terceira rodada, o tricolor enfrentou o River Plate. Depois de sair perdendo e buscar o empate por 1 a 1, as jogadoras presenciaram um episódio de racismo dentro do campo, por parte das atletas argentinas contra um dos gandulas da partida. As gremistas defenderam o profissional e se retiraram de campo em protesto. Antes, o árbitro expulsou seis jogadoras do River Plate e encerrou o jogo por número insuficiente de atletas em um dos times (o mínimo são sete). Quatro argentinas foram presas e vão responder pelo crime de injúria racial. O resultado atribuído à partida foi de vitória do Grêmio por 3 a 0.

Com sete pontos, as Gurias Gremistas foram à final contra o Bahia, que fez a mesma pontuação no grupo A. A partida terminou empatada por 1 a 1, gol gremista de Maria Dias. Nos pênaltis, a goleira Vivi Holzel defendeu três cobranças e o Grêmio venceu o título pelo placar de 2 a 1.

A campanha do Grêmio:
4 jogos | 2 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 7 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Letícia Weinz/Divulgação

Grêmio Campeão Gaúcho 2024

Depois de 56 anos, o Grêmio repetiu o histórico feito de ser heptacampeão gaúcho. A conquista de 2024 foi a 43ª na trajetória do clube tricolor, e veio em uma competição que foi disputada por 12 times, que se enfrentaram em turno único na primeira fase.

Nas primeiras 11 partidas, o Imortal venceu sete, empatou duas e perdeu duas. Com 23 pontos, o time ficou na vice-liderança da fase, atrás do Internacional. Nas quartas de final, venceu o Brasil de Pelotas por 2 a 0 em jogo único, na Arena. Na semifinal, foi a vez de passar pelo Caxias com vitórias por 2 a 1 fora e por 3 a 2 em casa.

A final foi disputada contra o Juventude, que eliminou Guarany de Bagé e Internacional. A ida aconteceu no Alfredo Jaconi, terminando empatada por 0 a 0. A volta foi jogada na Arena e o Grêmio chegou ao título ao triunfar por 3 a 1, de virada.

A campanha do Grêmio:
16 jogos | 11 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 33 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Gustavo Garbino/FGF

Grêmio Campeão Gaúcho 2023

Muitas coisas podem acontecer em seis anos. Mas o que não tem mudado é o vencedor do Campeonato Gaúcho. Pela sexta consecutiva (e pela 42ª na história), o Grêmio é campeão estadual. De volta à Série A do Brasileirão depois de uma temporada, o tricolor gaúcho mostrou sua força mais uma vez. E com um reforço de peso mundial: Luis Suárez, artilheiro do time com sete gols.

O Gauchão 2023 teve a participação de 12 clubes, que jogaram em turno único. Em 11 partidas, o Grêmio conseguiu a marca de nove vitórias e dois empates, que lhe rendeu a liderança com 29 pontos e a classificação com antecedência. A semifinal foi disputada contra o Ypiranga, e sofrida. Na ida, derrota por 2 a 1 em Erechim. Na volta, o Imortal venceu de virada pelo mesmo placar, e passou à decisão após ganhar por 5 a 4 nos pênaltis.

A final foi jogada contra o Caxias, que eliminou o Internacional nos pênaltis. A primeira partida foi no Estádio Centenário, em Caxias do Sul, e ficou empatada por 1 a 1. O segundo jogo foi na Arena do Grêmio, para mais de 51 mil torcedores. Com gol de pênalti, sofrido e anotado por Suárez, o Grêmio venceu por 1 a 0 e soltou mais uma vez o grito de campeão.

A campanha do Grêmio:
15 jogos | 11 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 27 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Lucas Uebel/Grêmio

Grêmio Campeão Gaúcho Feminino 2022

No Gauchão Feminino 2022, o Grêmio acabou com a hegemonia do Internacional em grande estilo. Depois de quatro anos, as Gurias Gremistas voltaram a conquistar o estadual e chegaram ao quarto título em sua história. Os anteriores foram em 2000, 2001 e em 2018.

A competição contou com nove participantes. Destes, sete disputaram a primeira fase divididas em dois grupos, avançando quatro para enfrentar a dupla Grenal. A segunda fase foi composta por um hexagonal  em turno único. Em cinco jogos, o tricolor gaúcho venceu quatro e empatou um, somando 13 pontos e terminando na liderança. Na semifinal, eliminou o Elite depois de golear por 8 a 0 na cidade de Santo Ângelo e por 12 a 0 na volta em casa.

A decisão foi contra o Internacional. Na ida, empate por 1 a 1 no Beira-Rio. Na volta, goleada por 4 a 1 na Arena e título conquistado em grande estilo. Os gols gremistas foram marcados por Cássia, Luany, Karla Alves e Caty.

A campanha do Grêmio:
9 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 63 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Victor Lannes/FGF

Grêmio Campeão Gaúcho 2022

Um, dois, três, quatro, cinco. O Grêmio é pentacampeão gaúcho em 2022. Mesmo após o vexame do rebaixamento para a Série B do Brasileiro, em 2021, o clube tricolor juntou forças para se manter na hegemonia do Rio Grande do Sul e chegar à 41ª conquista.

O torneio teve a participação de 12 equipes, que jogaram em turno único na primeira fase. Em 11 rodadas, o Grêmio venceu seis partidas, perdeu duas e somou 21 pontos. Na tabela, o time ficou em segundo lugar, três pontos à frente do rival Internacional e atrás do Ypiranga no saldo de gols.

Ainda, o clube teve troca de técnico na metade do caminho: Roger Machado no lugar de Vagner Mancini. Na semifinal, em dois Grenais, o Tricolor despachou seu arquirrival ao vencer por 3 a 0 na ida, no Beira-Rio, e perder por 1 a 0 na volta, na Arena.

A decisão foi contra o Ypiranga, que eliminou o Brasil de Pelotas. O primeiro jogo foi no Colosso da Lagoa, em Erechim, e o Grêmio venceu por 2 a 1. A segunda partida aconteceu em Porto Alegre, e o Tricolor voltou a ganhar, desta vez por 2 a 1. Este quinto título consecutivo remonta uma façanha gremista que não ocorria desde 1989.

A campanha do Grêmio:
15 jogos | 9 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 24 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Pedro H. Tesch/AGIF

Grêmio Campeão da Libertadores 2017

Para 2017, a Conmebol promoveu muitas mudanças na Libertadores. A começar, o período de disputa foi esticado, entre janeiro e novembro. Depois, o aumento de 38 para 47 participantes, com a adição de mais duas fases preliminares. Por fim, a saída dos times do México, por conflitos de calendário, no que rendeu em vagas a mais para os países sul-americanos.

O Brasil ficou com sete, que nesta temporada em si tornaram-se oito, já que a Chapecoense entrou pelo título da Copa Sul-Americana de 2016. Entre os outros brasileiros, o Grêmio conseguiu sua classificação por conta do título da Copa do Brasil.

Com um futebol que viria a ser chamado de o melhor da América no decorrer do torneio, ficou no grupo H, com Zamora, da Venezuela, Deportes Iquique, do Chile, e Guaraní, do Paraguai. A trajetória gremista foi tranquila, com quatro vitórias e um empate nas seis partidas que fez. Na Arena, venceu todas: 3 a 2 no Iquique, 4 a 1 no Guaraní e 4 a 0 no Zamora. O Tricolor terminou em primeiro lugar da chave, com 13 pontos.

O sorteio das oitavas de final colocou o Grêmio para enfrentar o Godoy Cruz, da Argentina. Com vitórias de 1 a 0, em Mendoza, e 2 a 1 em Porto Alegre, se classificou. Nas quartas, passou pelo Botafogo com empate sem gols, no Rio de Janeiro, e vitória por 1 a 0, na Arena. Na semifinal, enfrentou o Barcelona de Guayaquil, obtendo vitória por 3 a 0, no Equador, e uma derrota possível por 1 a 0, em Porto Alegre.

Em sua quinta final na história, o Grêmio enfrentou o argentino Lanús, que eliminou The Strongest, San Lorenzo e River Plate. A partida de ida foi em Porto Alegre, e o Tricolor venceu por 1 a 0, com o gol salvador de Cícero.

A volta aconteceu em La Fortaleza, na Grande Buenos Aires. E com gols de Fernandinho e Luan, o Grêmio venceu novamente, por 2 a 1. O tricampeonato estava na mão, consagrando nomes como Luan, Arthur, Pedro Geromel e Marcelo Grohe, e marcando de ainda mais o nome do técnico Renato Gaúcho na história do clube.

A campanha do Grêmio:
14 jogos | 10 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 25 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Juan Mabromata/AFP

Grêmio Campeão da Libertadores 1995

A década de 90 foi a da redenção dos brasileiros na Libertadores. Depois de títulos isolados do Santos nos anos 60, do Cruzeiro nos 70 e de Flamengo e Grêmio nos 80, o São Paulo reinaugurou a consolidação tupiniquim no continente com o bicampeonato de 1992 e 1993.

A continuidade foi dada em 1995, com o Grêmio, que buscou a reconquista depois de 12 anos. De novidade no regulamento, só a mudança de dois para três pontos atribuídos às vitórias, seguindo a tendência mundial.

A campanha gremista começou no grupo 4, contra Palmeiras e os equatorianos Emelec e El Nacional. Após a única derrota na primeira fase, quando levou 3 a 2 do Palmeiras fora de casa, na estreia, o Tricolor conseguiu três vitórias e dois empates, somou 11 pontos e classificou-se em segundo, com dois a menos que os paulistas.

Nas oitavas de final, o Grêmio encarou o Olimpia do Paraguai. A vaga foi encaminhada logo na ida, com os 3 a 0 no Defensores del Chaco. Em Porto Alegre, outra vitória, por 2 a 0, embalou a equipe rumo às quartas, onde tivemos dois históricos reencontros com o Palmeiras.

O primeiro jogo foi no Olímpico: simplesmente 5 a 0 para o Imortal, obtido depois da memorável briga entre Dinho (ajudado por Danrlei) e Válber. A segunda partida foi no Palestra Itália, num quase épico. O gol de Jardel, que abriu o placar na ocasião, tornou-se o salvador da classificação do Grêmio, porque os palmeirenses iriam virar e chegar em 5 a 1, algo inimaginável até para eles.

A semifinal marcou outro reencontro, com o Emelec. No Equador, o Tricolor segurou o 0 a 0. Em Porto Alegre, a vitória por 2 a 0 e colocou o clube gremista na terceira final de Libertadores na história.

O adversário na decisão foi o Atlético Nacional, que chegou lá eliminando Peñarol, Millonarios e River Plate. A ida foi no Olímpico, e as atuações perfeitas de Paulo Nunes e Jardel deram ao Grêmio o triunfo por 3 a 1 e uma boa vantagem. A volta foi em Medellín, no Atanasio Girardot, e o Grêmio para ser bicampeão teve que aguentar 73 minutos de pressão colombiana, pois sofreu um gol aos 12 do primeiro tempo. O empate por 1 a 1 finalmente veio aos 40 do segundo tempo, com Dinho cobrando pênalti.

A campanha do Grêmio:
14 jogos | 8 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 29 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Mauro Vieira/Placar

Grêmio Campeão da Libertadores 1983

O futebol brasileiro formou ótimos times na década de 80. O Flamengo venceu a Libertadores de 1981 e ficou próximo de repetir em 1982. Só que perdeu na fase semifinal para o Peñarol. Neste mesmo ano o Grêmio fez sua estreia, mas caiu na fase de grupos, também para os uruguaios. O vice no Brasileirão da mesma temporada colocou o clube gaúcho novamente na competição sul-americana, em 1983.

O Tricolor ficou no grupo 2, junto com o próprio Flamengo, além dos bolivianos Bolívar e Blooming. A estreia foi com empate em 1 a 1 com o Flamengo, no Olímpico. Nos cinco jogos seguintes, o time emendou vitórias: na Bolívia, 2 a 0 sobre o Blooming e 2 a 1 sobre o Bolívar. Em Porto Alegre, outro 2 a 0 sobre o Blooming 3 a 1 sobre o Bolívar. Já classificada, a equipe encerrou a fase com ótimos 3 a 1 sobre o Flamengo, no Maracanã. Com 11 pontos, o Grêmio teve a melhor campanha entre os 20 clubes da primeira fase.

Na fase semifinal, o Tricolor enfrentou o Estudiantes e o América de Cali, começando com vitória sobre os argentinos por 2 a 1, em casa. Na Colômbia, derrota por 1 a 0 para o América. Na volta contra os colombianos em Porto Alegre, 2 a 1 a favor.

O Grêmio encerrou a segunda fase na emblemática Batalha de La Plata, onde os gaúchos enfrentaram um Estudiantes hostil e violento, cedendo de propósito o empate por 3 a 3 em troca de tranquilidade na volta para casa. Esse resultado deixou o Tricolor na dependência de um tropeço argentino contra o América. E a partida na Colômbia terminou sem gols, colocando o Grêmio na sua primeira final de Libertadores.

A decisão foi no reencontro com o Peñarol, que defendia a taça depois de eliminar o rival Nacional e o venezuelano Atlético San Cristóbal. Apesar da maior tradição uruguaia, o Grêmio não se deixou levar por novos temores. No Centenario, em Montevidéu, o Imortal conseguiu um bom empate por 1 a 1, com seu gol marcado pelo meia Tita.

A volta foi no Olímpico, em Porto Alegre. Caio e César fizeram os gols da vitória que deu a primeira Libertadores aos gremistas. Entre os dois lances o Peñarol fez o seu gol e tentou atrapalhar os planos, mas o 2 a 1 encerrou ali a questão.

A campanha do Grêmio:
12 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 23 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Lemyr Martins/Placar

Grêmio Campeão Gaúcho 2021

É tetra! O Grêmio leva o título gaúcho pela 40ª vez na sua história e pela quarta oportunidade seguida, algo que não acontecia há 33 anos. O regulamento do estadual foi muito simples: 12 times se enfrentando em turno único, com os quatro melhores avançando à semifinal.

O tricolor gaúcho conseguiu vencer sete partidas e empatar três dentre as 11 que disputou na primeira fase. Com 24 pontos, a classificação foi obtida na liderança do grupo único. Na semifinal, foi a hora de eliminar o Caxias com duas vitórias, por 2 a 1 na ida fora e por 2 a 0 na volta em casa.

A final não poderia ser outra: o Grenal. O Internacional chegou à decisão depois de passar pelo Juventude. O primeiro jogo foi disputado no Beira-Rio, e o Imortal venceu o rival por 2 a 1, de virada. O segundo jogo foi realizado na Arena gremista, e o Grêmio soube administrar a vantagem, empatando por 1 a 1 e conquistando mais um título para o galeria azul, preta e branca.

A campanha do Grêmio:
15 jogos | 10 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 30 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Max Peixoto/FGF

Grêmio Campeão Gaúcho 2020

Com 124.482 casos e 3.395 mortes por Covid-19 até 30 de agosto, o Rio Grande do Sul conheceu seu campeão estadual. O Grêmio chegou lá pela 39ª vez em 116 anos de história.

O começo foi sem encantar muito. No primeiro turno, o Tricolor foi segundo colocado do seu grupo, atrás do Caxias, com três vitórias e duas derrotas. Na semifinal, eliminou o Internacional por 1 a 0 em pleno Beira-Rio, mas depois perdeu a final também por 1 a 0, para o Caxias, que havia derrotado o time na estreia.

O Grêmio melhorou no segundo turno, não foi derrotado em nenhuma partida, venceu quatro e terminou na liderança da chave. Na semifinal, passou sufoco contra o Novo Hamburgo, mas venceu por 4 a 3 e foi à decisão novamente. Contra o Internacional na Arena, vitória por 2 a 0 confirmou a passagem do Imortal à final geral.

Em outros dois jogos contra o Caxias, mais emoção. Na ida no Centenário, vitória por 2 a 0 pareceu deixar tudo tranquilo para a volta, mas não foi assim. Na Arena, o Grêmio largou na frente, mas levou o empate no fim do primeiro tempo. No segundo, o adversário virou e quase igualou o confronto. Só que a derrota foi só pelos 2 a 1 mesmo e rendeu o tri gaúcho ao Tricolor, algo que não acontecia desde 1987.

A campanha do Grêmio:
17 jogos | 11 vitórias | 2 empates | 4 derrotas | 28 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Pedro H. Tesch/AGIF

Grêmio Campeão Mundial 1983

No dia 12 de abril de 1961, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin foi o primeiro ser humano a viajar para o espaço, até a órbita da Terra. Na volta, ele declarou uma das mais famosas frases do século XX: "A Terra é azul". Nesta mesma época, a Copa Intercontinental recém havia passado por sua primeira edição e se preparava para a segunda. Nem se imaginava que, 22 anos depois, o desfecho da competição cruzaria com a aventura de Gagarin.

A popularidade do Mundial Interclubes só aumentava em 1983. Todos os europeus e sul-americanos queriam estar no Japão. Pela Copa dos Campeões da UEFA, o Hamburgo quebrou a sequência inglesa ao ser campeão pela primeira (e única) vez. Na campanha, o time alemão eliminou Dínamo de Kiev, Real Sociedad e, na final, venceu a Juventus por 1 a 0. No comando técnico da equipe estava o austríaco Ernst Happel, que em 1970 conduziu o Feyenoord ao título mundial.

Um campeão inédito também comemorou na Libertadores. Em sua segunda participação, o Grêmio passou por Flamengo, América de Cali e Estudiantes antes de vencer o Peñarol na decisão. O Tricolor empatou a ida por 1 a 1 e venceu a volta por 2 a 1, tornando-se o quarto brasileiro a confirmar vaga no Mundial.

No dia 11 de dezembro, o Nacional de Tóquio recebeu Grêmio e Hamburgo sob um tempo nublado, mas o fato não atrapalhou a qualidade do jogo. O time gaúcho tomou a iniciativa no primeiro tempo e criou as melhores chances até fazer o primeiro gol.

Aos 37 minutos do primeiro tempo, Paulo Cezar Caju lançou para Renato no campo de ataque. O ponta arrancou pelo lado direito, entortou o zagueiro Hieronymus dentro da área e chutou cruzado entre a trave esquerda e o goleiro Stein. No segundo tempo, o Grêmio manteve-se firme, mas os alemães conseguiram o empate quase no fim. Aos 40 minutos, Magath cobrou falta na cabeça de Jakobs, que escorou a bola para Schröder na pequena área. O volante só teve o trabalho de empurrar para a rede.

A disputa foi à prorrogação. No terceiro minuto, Caio cruzou pelo lado esquerdo para Tarciso, que não alcançou a bola. Ela sobrou para Renato, que limpou a marcação e bateu rasteiro no canto esquerdo do gol. A partir daí, o time alemão cansou, e o Grêmio segurou o 2 a 1 que lhe deu o maior título da sua história.

Porto Alegre e o Rio Grande do Sul pararam para ver os campeões desfilarem na volta para casa. Renato Portaluppi ficou consagrado como o maior ídolo do Grêmio, e o clube confirmou a célebre afirmação de Gagarin: sim, a Terra é azul. E também preta e branca.


Foto Jurandir Silveira/Agência RBS

Grêmio Campeão da Supercopa do Brasil 1990

Um campeonato que nasceu junto com a Copa do Brasil, mas que não teve continuidade. E está retornando em 2020. A Supercopa do Brasil foi criada nos moldes europeus, em que o campeão da liga nacional enfrenta o campeão da copa, com o objetivo de (talvez) apontar a melhor equipe do momento. 

A primeira edição foi disputada em 1990 entre o Grêmio, primeiro vencedor da Copa do Brasil, e o Vasco, então bicampeão brasileiro. O plano inicial da CBF na época era de introduzir a Supercopa em partida única, abrindo a temporada. Mas logo na primeira vez houve desacerto de datas, então ficou decidido que as partidas entre os dois clubes pela Libertadores seriam também válidas para a Supercopa.

Assim, a estreia de Grêmio e Vasco na competição sul-americana foi a partida de ida da final. Jogada no velho Estádio Olímpico, em Porto Alegre, o Tricolor fez 2 a 0 com tranquilidade. Nilson abriu o placar de cabeça e Darci completou com uma arrancada e um chute forte da entrada da área.

A volta da Supercopa foi a quarta rodada da Libertadores, 44 dias depois da ida (14 de março e 18 de abril). Um dilúvio caiu sobre São Januário, no Rio de Janeiro, o que tornou a partida feia. Nada de relevante aconteceu, nem mesmo os atletas tinham a noção que um título estava em disputa. O placar ficou no 0 a 0, favorecendo o Grêmio como o primeiro vencedor da Supercopa do Brasil.

Mas por que os atletas não sabiam do que se tratava a Supercopa? A resposta é simples. A CBF "esqueceu" que usaria a Libertadores para definir um campeão para o novo torneio. Tanto que sequer aconteceu uma entrega de taça. Passados 30 anos, a reparação ainda não ocorreu, e o Grêmio espera até hoje o que é seu por direito.


Foto Lemyr Martins/Placar