Mostrando postagens com marcador Sampaio Corrêa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sampaio Corrêa. Mostrar todas as postagens

Sampaio Corrêa Campeão da Copa Norte 1998

A segunda edição da Copa Norte passou por mudanças estruturais significativas em 1998. As cidades-sede foram abolidas, mas a competição manteve um caráter experimental. O número de participantes foi reduzido de dez para oito, tornando o torneio, que já era breve, ainda mais dinâmico. Os estaduais do ano anterior seguiram como critério de qualificação, oferecendo aos campeões (ou vices) a chance de conquistar um título regional e garantir vaga na Copa Conmebol.

Em fase esplêndida, após conquistar o Campeonato Maranhense e a Série C do Brasileiro em 1997, o Sampaio Corrêa entrou na disputa como um dos favoritos ao título. A Bolívia Querida confirmou as expectativas com uma campanha dominante e venceu a competição.

Nas quartas de final, o adversário foi o São Raimundo-RR. Logo no jogo de ida, em Boa Vista, o Sampaio praticamente selou a classificação ao golear por 5 a 1. Na volta, em São Luís, a superioridade foi ainda mais gritante, com um sonoro 10 a 0.

Na semifinal, o desafio do Tubarão foi contra o Ypiranga-AP. No Castelão, em casa, o Sampaio Corrêa venceu por 2 a 0. no Zerão, em Macapá, um novo triunfo por 2 a 1 classificou a equipe tricolor para a decisão da Copa Norte.

O adversário na final foi o São Raimundo-AM, que passou por Paysandu e Rio Branco-AC. No jogo de ida, no Estádio da Colina, o Sampaio Corrêa não resistiu à pressão em Manaus e foi derrotado por 1 a 0. A decisão então ficou para São Luís.

Com o apoio massivo da torcida no Castelão, o Sampaio devolveu a diferença ao vencer por 2 a 1 no tempo normal. A definição do título foi para os pênaltis, onde brilhou o emocional dos maranhenses: a Bolívia Querida converteu suas três primeiras cobranças, enquanto os amazonenses desperdiçaram todas as suas chances. O placar de 3 a 0 confirmou o título, tornando o Sampaio Corrêa o primeiro campeão regional fora de sua divisão geográfica de origem.

Na Copa Conmebol, o Sampaio Corrêa representou bem o futebol nortista e maranhense. O clube eliminou o América-RN nas oitavas de final e o Deportes Quindío, da Colômbia, nas quartas, parando apenas na semifinal diante do Santos, em uma das campanhas mais memoráveis de um clube da região Norte-Nordeste em torneios continentais.

A campanha do Sampaio Corrêa:
6 jogos | 5 vitórias | 0 empates | 1 derrota | 21 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Biaman Prado/Placar

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 1984

Após assistir três anos de hegemonia de um de seus maiores rivais, o Sampaio Corrêa voltou a ser campeão maranhense em 1984, chegando ao número de 17 conquistas, ficando a apenas uma de diferença para o Moto Club.

O torneio teve a presença de dez times. Na primeira fase, eles foram divididos em dois grupos e jogaram em turno único, um grupo contra o outro. Os quatro melhores no geral foram a um quadrangular seguinte, em dois turnos, que deu um ponto extra ao líder para a terceira etapa. Na segunda fase, seguiram as oito melhores campanhas, novamente separadas em duas chaves. Desta vez, os cinco melhores passaram a um pentagonal, que também em dois turnos definiu um ponto de bônus ao líder. A terceira fase juntou os vencedores das duas fases anteriores e os dois times de melhor campanha no geral, em um quadrangular de dois turnos. Por fim, os dois primeiros da terceira etapa foram à decisão.

No grupo A, o Sampaio Corrêa começou a campanha no empate por 2 a 2 com o Tupan em casa. Depois, venceu dois jogos, empatou um e perdeu um. Com seis pontos, o time liderou a chave. Porém, por motivos desconhecidos (talvez por ter tido menos pontuação que quatro adversários do grupo B), a Bolívia Querida não foi ao quadrangular, que acabou vencido pelo Moto Club.

Na segunda fase, o Sampaio virou a chave e cresceu. Estreou com empate sem gols com o Imperatriz fora, seguido por outro empate e duas vitórias. Com seis pontos, a equipe liderou de novo o grupo A, desta vez indo ao pentagonal. Em mais oito partidas, o Tubarão venceu cinco e empatou três, garantindo 13 pontos, a liderança e vaga na terceira fase com um ponto extra. Como destaque na conquista da segunda fase, ficou a incrível vitória por 6 a 4 sobre o Tupan, na nona rodada

O confuso estadual seguiu na terceira fase. Na estreia, o Sampaio Corrêa fez 3 a 1 no Tupan. Nos outros cinco jogos, venceu três e empatou dois, o que deu 11 pontos à Bolívia Querida, além do primeiro lugar e a vaga na decisão.

Na final, o Sampaio Corrêa enfrentou o Maranhão, que foi o vice-líder da terceira fase com oito pontos. A decisão aconteceu em partida única no Castelão, em São Luís. Com gol do atacante Bimbinha, o Tubarão superou o rival pelo placar de 1 a 0, colocando fim a quatro de anos de espera pelo título maranhense.

A campanha do Sampaio Corrêa:
24 jogos | 14 vitórias | 9 empates | 1 derrota | 50 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Jairo Brasil/Placar

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 1980

O Campeonato Maranhense tem como principal característica a divisão da maior parte dos títulos em três forças tradicionais: Sampaio Corrêa, Moto Club e Maranhão. Atualmente, o clube tricolor é o maior vencedor, com boa vantagem sobre o rubro-negro e mais ainda sobre o quadricolor. Mas essas distâncias eram bem menores no fim da década de 1970. Até 1979, Sampaio e Moto estavam empatados com 15 taças cada, enquanto o MAC possuía nove.

Para 1980, a defesa do título ficava por conta do Maranhão, enquanto o Sampaio Corrêa vinha de sua última taça em 1978. No fim, a Bolívia Querida se sobressaiu e recuperou a conquista, indo para 16 e desempatando a corrida com o Moto Club.

O estadual teve dez times: Sampaio Corrêa, Moto Club, Maranhão, Expressinho, Vitória do Mar, Boa Vontade, São José de São Luís, Imperatriz, Tocantins de Imperatriz e Ajax de Pindaré-Mirim. Na primeira fase, os sete clubes da capital ficaram em um grupo de turno único e os três do interior em outro, de dois turnos. Os três melhores da capital e o melhor do interior foram ao quadrangular que apontou o primeiro finalista. Na segunda fase, todos se enfrentaram em turno único, mas separadas em dois grupos. Os líderes passaram para definir o segundo finalista. Na terceira fase, as seis melhores campanhas na soma geral foram divididas em dois triangulares de turno único, com os líderes disputando a última vaga na decisão. A fase final reuniu os três vencedores das fases, valendo o título.

O Sampaio Corrêa começou a campanha aplicando 12 a 0 no São José. Depois, acumulou mais uma vitória, três empates e uma derrota, que deixaram o time em segundo no grupo A, com sete pontos. No quadrangular, a Bolívia Querida empatou com o Expressinho, venceu o Imperatriz e perdeu para o Moto Club, terminando em segundo lugar com três pontos. O Moto foi o líder e passou para a final.

Na segunda fase, o Sampaio estreou fazendo 1 a 0 no Tocantins. Nos demais oito jogos, venceu seis e empatou dois, conseguindo a liderança do grupo A com 16 pontos. Na final, porém, o time perdeu por 1 a 0 para o Maranhão e não conseguiu a segunda vaga na decisão.

Com a segunda melhor campanha geral, a Bolívia Querida foi aos triangulares da terceira fase. A equipe estreou com empate por 1 a 1 com o Expressinho. Depois, folgou e viu Expressinho e Imperatriz repetirem o resultado. Na última rodada, o Sampaio fez 5 a 1 no Imperatriz e foi à final, onde venceu o Moto Club por 1 a 0 e conseguiu a última vaga na fase derradeira.

Os três maiores times maranhenses jogaram o triangular final nos dias 28, 29 e 30 de novembro, por força do calendário nacional que proibia partidas oficiais em dezembro. No primeiro jogo, o Maranhão fez 1 a 0 no Moto Club. No segundo, o Sampaio Corrêa fez 1 a 0 no MAC e acabou com o sonho do bi do rival. Assim, a Bolívia Querida disputou o título com o Moto na última rodada. A conquista foi confirmada com empate por 1 a 1 no Nhozinho Santos, gol marcado por Luís Carlos.

A campanha do Sampaio Corrêa:
24 jogos | 13 vitórias | 8 empates | 3 derrotas | 51 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Jairo Brasil/Placar

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 2024

O maior campeão maranhense está de volta. O Sampaio Corrêa chegou ao 37º título estadual em 2024, voltando a conquistar a taça após ter sua sequência interrompida em 2023, e em um campeonato que custou para terminar.

Oito times participaram do Maranhense, que teve fórmula com a primeira fase em dois turnos. Em 14 partidas, a Bolívia Querida conseguiu oito vitórias, quatro empates e duas derrotas, que deixaram a equipe com 28 pontos, classificada na vice-liderança. Na semifinal, eliminou o Imperatriz com vitórias por 2 a 0 fora de casa e por 3 a 0 no Castelão em São Luís.

Na final, o Sampaio Corrêa enfrentou o Maranhão, que passou pelo Tuntum na semi. O primeiro jogo acabou empatado por 3 a 3. Só que, dias depois, a partida foi anulada porque o Tuntum foi punido com a perda de quatro pontos na primeira fase, caindo posições e ficando fora do mata-mata. Quem entrou no lugar foi o Moto Club, que fez nova semifinal contra o Maranhão.

Após o Maranhão ter tido que passar por nova semi, a decisão foi refeita. Os dois jogos foram no Castelão. Na ida, o Sampaio melhorou o resultado e venceu por 1 a 0. Na volta, outro triunfo por 1 a 0 confirmou o título tricolor.

A campanha do Sampaio Corrêa:
18 jogos | 12 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 31 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Ronald Felipe/Sampaio Corrêa

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 2022

O Sampaio Corrêa tem um novo tricampeonato estadual para chamar de seu. Em 2022, o clube conseguiu repetir os feitos de 1992 e 2012, embora o recorde ainda seja o penta entre 1984 e 1988. O 36º título maranhense da Bolívia Querida veio em uma competição com oito participantes, divididos em dois grupos e dois turnos independentes.

No primeiro, cada chave se enfrentou internamente, e o Sampaio conseguiu três vitórias em três jogos e foi líder do grupo A com nove pontos. Na semifinal, derrotou o São José por 1 a 0, em casa, e na final, bateu o rival Moto Club pelo mesmo placar, também no Castelão.

Com a conquista e a vaga na final, a Bolívia tirou o pé no segundo turno, onde uma chave enfrentou a outra. Em quatro partidas, foram obtidas uma vitórias e quatro empates, que classificaram o Sampaio em segundo lugar do grupo, com seis pontos. Na semifinal, a equipe foi eliminada fora de casa para o Cordino, que empatou por 1 a 1 e venceu nos pênaltis por 4 a 3.

A decisão foi entre Sampaio Corrêa e o próprio Cordino, que levou o returno em cima do IAPE. A ida foi em Barra do Corda, e terminou empatada por 1 a 1. A volta foi em São Luís, no Castelão, e acabou com novo empate, desta vez por 0 a 0. Nos pênaltis, a Bolívia abriu 2 a 0, perdeu três cobranças em sequência e ficou a ponto de perder por 3 a 2. Mas as defesas do goleiro Luiz Daniel ajudaram o time a ir às batidas alternadas. No fim, 4 a 3 para o Sampaio e título invicto.

A campanha do Sampaio Corrêa:
12 jogos | 6 vitórias | 6 empates | 0 derrotas | 19 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Ronald Felipe/Sampaio Corrêa

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 2021

O Sampaio Corrêa vence o estadual maranhense pela 35ª vez na sua história e consolida sua hegemonia no Estado. A Bolívia Querida teve algumas dificuldades na campanha, mas quando chegou na hora da decisão não encontrou problemas.

A primeira fase contou com a presença de oito times jogando em um só turno. Com quatro vitórias e um empate em sete jogos, o Sampaio marcou 13 pontos e ficou na segunda posição, dois pontos atrás do rival Moto Club. Mas a vaga direta na semifinal estava garantida enquanto os clube entre o terceiro e o sexto lugares atuavam nas quartas de final.

O adversário da semi foi o Pinheiro, mas a Bolívia não saiu do 0 a 0 nas duas partidas. Nos pênaltis - e jogando em casa -, a equipe venceu por 4 a 3 e foi à final contra seu maior rival. Os dois jogos aconteceram no Castelão, em São Luís. O Sampaio mandou o primeiro e abriu vantagem ao ganhar por 1 a 0. O segundo clássico foi de mando do Moto Club, e nova vitória por 3 a 1 deu o bicampeonato ao clube tricolor.

A campanha do Sampaio Corrêa:
11 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 16 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Matheus Dahsan/FMF

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 2020

Com 171.480 casos e 3.714 mortes por Covid-19 até 26 de setembro, o Maranhão conheceu seu campeão estadual. O Sampaio Corrêa reconquistou o título maranhense depois de três anos longe da taça. O campeonato foi curto, mas pareceu ter sido longo devido a parada de quase seis meses devido a pandemia.

A primeira fase teve só sete rodadas, com o Sampaio encerrando na vice-liderança, fazendo cinco vitórias e perdendo apenas uma partida. Assim, o time conseguiu vaga direta na semifinal, ao lado do líder Moto Club, enquanto os classificados do terceiro ao sexto lugar jogavam as quartas de final. Chegada a semi, a Bolívia Querida enfrentou o Juventude Samas, vencendo na ida por 4 a 0 fora de casa e empatando a volta por 1 a 1 em casa.

Na final, o clássico com o Moto, com os dois jogos sendo no Castelão de São Luís. A primeira partida acabou sem gols. Na segunda, o Sampaio levou o título com vitória por 2 a 0, gols de Boaventura e Robson.

A campanha do Sampaio Corrêa:
11 jogos | 7 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 26 gols marcados | 6 gols sofridos
 

Foto Lucas Almeida/Sampaio Corrêa

Sampaio Corrêa Campeão da Copa do Nordeste 2018

Consolidada no calendário mais uma vez, a Copa do Nordeste apresentou mudanças para a edição de 2018. Dos 20 clubes participantes, só 12 garantiram vaga direta na fase de grupos. Os outros oito tiveram que disputar uma inédita preliminar ainda em 2017, para no fim sobrar 16 equipes, que foram divididas em quatro chaves.

Um dos times que entrou direto na competição foi o Sampaio Corrêa, então campeão maranhense. O Estado só entrou na disputa em 2015, mas o time já tinha as experiências de levar um título da antiga Copa Norte, em 1998, e de participar da prima Copa Verde, em 2014. Mas era chegada a hora de desbancar os favoritos e conquistar a taça por sua região de fato.

O Sampaio sempre correu por fora na disputa, porém foi avançando as fases com segurança. No grupo D da primeira fase, estreou com com empate por 1 a 1 com o CSA fora de casa. Na sequência do turno, duas vitórias em casa: 4 a 0 sobre o Salgueiro e 1 a 0 sobre o Ceará.

No returno, sua única derrota foi para o time cearense, por 2 a 1 no Castelão de Fortaleza. Fechando a conta, dois empates por 0 a 0, com o Salgueiro em Pernambuco e contra o CSA em São Luís. A Bolívia Querida terminou a fase na segunda posição, com nove pontos. Apesar do abuso de empates, a equipe jamais correu risco de ficar eliminada. 

Nas quartas de final, o adversário foi o Vitória. Na ida no Castelão, um surpreendente 3 a 0 para os tricolores. Na volta no Barradão, 0 a 0 e classificação. Então foi a vez de enfrentar o ABC, em uma improvável semifinal. Na primeira partida no Maranhão, vitória por 1 a 0. Na segunda partida em Natal, empate por 1 a 1 e nova apoteose.

A final foi contra o então campeão, o Bahia. A ida foi Castelão e acabou com vitória por 1 a 0, gol marcado logo primeiro minuto de jogo, com Uilliam Barros. E este foi o único, nos 179 minutos restantes de confronto a rede não balançou mais. A volta foi na Fonte Nova, e lá o Sampaio Corrêa segurou bravamente o 0 a 0, sob completo bombardeio baiano à meta maranhense.

O título inédito da Copa do Nordeste simbolizou uma correção histórica de 21 anos. Um erro que foi causado pelo preterimento de dois Estados por parte da Liga do Nordeste e da CBF: Maranhão e Piauí. E foram necessários somente três anos para que um clube de algum destes locais chegasse ao topo.

A campanha do Sampaio Corrêa:
12 jogos | 5 vitórias | 6 empates | 1 derrota | 13 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Lucas Almeida/Sampaio Corrêa

Sampaio Corrêa Campeão Brasileiro Série D 2012

A Série D de 2012 foi a quarta edição do torneio, que aos poucos foi tomando da Copa do Brasil o posto de competição mais democrática do país. Quarenta equipes dos 27 Estados, todas com chances iguais de título. Pela primeira vez a taça ficou nas mãos de um time mais tradicional.

Enquanto Remo e Juventude viram navios mais uma vez, o Sampaio Corrêa repetiu o feito da Série B de 1972 e da Série C de 1997 e conseguiu duas façanhas: ser o primeiro time com títulos em três divisões nacionais e ser o primeiro campeão invicto da quarta divisão.

No grupo A2 da primeira fase, a Bolívia Querida teve zero dificuldades. Venceu os oito jogos e ficou com o dobro de pontos que o vice-líder Mixto (24 a 12). Comercial do Piauí, Santos do Amapá e Araguaína foram os outros adversários. A destacar de resultados, os 6 a 0 sobre o Santos-AP em casa e os 4 a 0 sobre a Araguaína fora. Nas oitavas de final, o Sampaio enfrentou o Vilhena. Na ida em Rondônia, empate por 2 a 2. Na volta no Castelão de São Luís, goleada por 4 a 1 e classificação garantida.

Nas quartas, a Bolívia disputou o acesso contra o Mixto, no reencontro da fase de grupos. A primeira partida foi em Cuiabá, no Estádio Dutrinha, e o time maranhense conseguiu empatar por 1 a 1. A vantagem do gol fora de casa fez a diferença para a segunda partida em São Luís, pois as duas equipes não saíram do 0 a 0. Passada a tensão, o Sampaio Corrêa comemorava o retorno à terceira divisão. A semifinal foi disputada contra o Baraúnas, e o roteiro foi parecido com os das fases anteriores: empate por 1 a 1 na ida no Rio Grande do Norte, e vitória por 1 a 0 no Castelão.

Na final, o Sampaio enfrentou o CRAC, time do interior de Goiás. O primeiro jogo foi disputado no Estádio Genervino da Fonseca, na cidade de Catalão. Bem como em todos os outros mata-matas, a Bolívia saiu da casa adversária com empate, novamente por 1 a 1.

O segundo jogo foi no Castelão, diante de mais de 35 mil torcedores. Com o domínio da partida, o Sampaio conseguiu o título ao vencer por 2 a 0, gols de Eloir no primeiro tempo e de Pimentinha no segundo. Outros nomes de destaque do time maranhense na competição foram os de Cleitinho, artilheiro do time com sete gols (um deles na ida da final), e de Célio Codó, autor do gol do acesso.

A campanha do Sampaio Corrêa:
16 jogos | 11 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 37 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Arquivo/Sampaio Corrêa

Sampaio Corrêa Campeão Brasileiro Série C 1997

A Série C não teve grandes mudança no regulamento para 1997. No entanto, o número de participantes cresceu, arredondado para 64. Isto facilitou na divisão dos grupos, agora todas as 16 chaves teriam quatro times. E a grande força da competição nesta temporada veio do Nordeste. Embalado pelo título maranhense, uma das formações mais importantes da história do Sampaio Corrêa viria a vencer na terceira divisão.

Na primeira fase, a Bolívia Querida ficou no grupo 2, com Santa Rosa-PA, River e 4 de Julho. Em sua estreia, o Sampaio enfrentou o Santa Rosa e segurou um empate por 0 a 0 no Pará. Na sequência, duas vitórias por 1 a 0, contra o River em São Luís e contra o 4 de Julho no Piauí. No returno, bateu o River em Teresina por 2 a 1, venceu o 4 de Julho no Maranhão por 4 a 2 (o que confirmou a classificação) e goleou o Santa Rosa por 4 a 0, garantindo o primeiro lugar da chave.

A partir da segunda fase até as quartas de final, a disputa foi via mata-mata. O adversário do Tricolor na segunda fase foi o Quixadá. A primeira partida aconteceu em São Luís, e terminou com um empate por 1 a 1. Na segunda partida no Ceará, o Tubarão venceu por 1 a 0 e avançou.

Nas oitavas de final, o Sampaio reencontrou o Santa Rosa-PA. No ida no Pará, empate em 0 a 0. Na volta no Castelão, vitória por 3 a 2. Nas quartas, a Bolívia Querida encarou o Ferroviário. Na partida de ida em Fortaleza, vitória por 1 0. Na partida de volta em São Luís, mesmo podendo empatar, o Tricolor maranhense goleou por 4 a 0 e se classificou para o quadrangular final.

O Sampaio Corrêa foi um dos quatro remanescentes ao lado de Francana, Tupi e Juventus-SP. O Tricolor iniciou a caminhada pelo acesso no interior paulista, contra a Francana e arrancou um empate em 1 a 1. Nas duas partidas em São Luís, o Tubarão venceu o Tupi por 3 a 1 e empatou com o Juventus em 1 a 1. No returno, o começo foi com empate em 2 a 2 diante do Juventus em São Paulo. Depois, o Sampaio foi a Juiz de Fora encarar o Tupi e venceu por 1 a 0.

Para garantir o acesso e o título, mais de 65 mil pessoas foram ao Castelão apoiar o time contra o Francana. Um empate garantiria a promoção, porém, o título só seria confirmado em caso de vitória. Diante de sua torcida, o Sampaio venceu por 3 a 1, garantiu o acesso e, de quebra, foi campeão invicto da Série C de 1997. A conquista garantiu ao clube ficar na segunda divisão durante cinco temporada, até 2002.

A campanha do Sampaio Corrêa:
18 jogos | 12 vitórias | 6 empates | 0 derrotas | 33 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Biaman Prado/Placar

Sampaio Corrêa Campeão Brasileiro Série B 1972

O Campeonato Brasileiro da Série B teve continuidade em 1972, mas com mudanças significativas. A começar pelo nome, que foi alterado para Campeonato Nacional da Segunda Divisão. Embora o número de 23 participantes tenha sido mantido, a quantidade de grupos foi reduzida para quatro. Uma particularidade desta edição foi a participação exclusiva de equipes do Nordeste. A regra que impedia o acesso e o descenso, contudo, permaneceu inalterada.

Em campo, o Sampaio Corrêa entrou como favorito, impulsionado pela quebra de um jejum de sete anos no Campeonato Maranhense. A Bolívia Querida iniciou no Grupo A, composto por seis times. Após dois turnos, o clube classificou-se na liderança, somando 13 pontos em dez rodadas, com cinco vitórias, três empates e duas derrotas. Como o regulamento previa que os dois melhores de cada chave avançariam, o Tiradentes-PI garantiu a segunda vaga do grupo.

Na segunda fase, os oito classificados foram divididos em dois novos grupos. O Tubarão enfrentou novamente o Tiradentes, além do Itabaiana e do Atlético de Alagoinhas. A disputa com os piauienses foi acirrada: ambos somaram oito pontos em seis jogos, com campanhas idênticas de três vitórias, dois empates e uma derrota, com seis gols marcados e três sofridos. O desempate veio na soma da campanha das duas fases: 21 pontos para o Sampaio e 20 para o Tiradentes. No outro grupo, o Campinense assegurou a vaga na final em cima de América-RN, CSA e América-PE.

A decisão contra o Campinense foi disputada em jogo único, com o mando de campo definido por sorteio. O Sampaio Corrêa foi o sorteado, e a partida ocorreu no Estádio Nhozinho Santos, em São Luís. O confronto foi dramático para o torcedor maranhense: o time saiu atrás no placar e só buscou o empate aos 44 minutos do segundo tempo, com um gol do atacante Pelezinho.

Com o empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e a persistência do placar na prorrogação, o título foi decidido nos pênaltis. A disputa seguiu um formato diferente do tradicional: um único jogador realizaria as cinco cobranças de sua equipe. O zagueiro Neguinho converteu todas as cinco penalidades para o Sampaio Corrêa, enquanto Ivan Lopes desperdiçou uma cobrança para o Campinense. Com o placar de 5 a 4, o Tubarão sagrou-se campeão brasileiro da Série B.

Para o ano de 1973, a CBD optou por fundir as duas divisões em uma única competição. Com isso, a segundona foi extinta temporariamente, retornando ao calendário nacional apenas em 1980.

A campanha do Sampaio Corrêa:
17 jogos | 8 vitórias | 6 empates | 3 derrotas | 19 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Arquivo/Sampaio Corrêa

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 2017

Depois de três anos, o Sampaio Corrêa voltou a conquistar o Campeonato Maranhense. No primeiro turno, o time ficou logo na primeira fase, e o Cordino foi o campeão. No segundo turno, as coisas melhoraram, e o Sampaio passou de fase na vice-liderança do seu grupo.

Na semifinal, empatou com o Moto Club e enfrentou os tribunais, pois o time havia feito mais pontos que o rival (8 a 6), mas o Moto era o líder do outro grupo, e assim uma dupla interpretação do regulamento foi criada.

No fim prevaleceu a pontuação, e o Sampaio Corrêa venceu o Cordino na final do returno. Na final geral, mais dois jogos contra a surpresa do interior. A Bolívia Querida venceu tanto em São Luís quanto em Imperatriz por 2x1 e levou o 33º título estadual.


Foto Divulgação/Sampaio Corrêa

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 2014

No Maranhão, o Sampaio Corrêa levou seu 32º título estadual. Vencedor dos dois turnos, foi o primeiro campeão do ano. Enfrentou o Moto Club no jogos decisivos. Vitória por 2x0 na ida e derrota por 0x1 na volta.


Foto Divulgação