Mostrando postagens com marcador 1984. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1984. Mostrar todas as postagens

Náutico Campeão Pernambucano 1984

Depois de dez anos, o Náutico voltou a comemorar um título pernambucano em 1984. O clube alvirrubro saiu da fila e chegou ao 16º títulos após uma maratona imposta pelo regulamento.

Onze times disputaram o estadual, em três fases iguais. Na primeira fase, todos se enfrentaram em turno único, com os cinco melhores indo à um pentagonal. O líder de cada turno fez a final. Na segunda fase, continuaram os dez melhores da etapa anterior, com turno, pentagonal e final entre os líderes. Na terceira fase, permaneceram os oito melhores da etapa anterior, novamente com turno, pentagonal e decisão. O ganhador de cada fase foi à final geral.

A trajetória do Náutico começou na goleada por 8 a 0 sobre o Ferroviário de Recife. Nos outros nove jogos da primeira fase, venceu mais sete e empatou dois, terminando com 18 pontos. O time ficou empatado na liderança com o Sport, tendo de fazer uma partida extra para definir o primeiro finalista da fase. Depois de empatar por 1 a 1, o Timbu venceu nos pênaltis por 3 a 1. No pentagonal, a equipe venceu dois jogos, empatou um e perdeu um, tornando a empatar com os rubro-negros na liderança com cinco pontos. No desempate, o Náutico perdeu por 2 a 0. Por fim, na decisão da etapa, em outro Clássico dos Clássicos, os times ficaram no 2 a 2. De novo nos pênaltis, o alvirrubro venceu por 4 a 3.

Na segunda fase, o Náutico estreou com nova goleada, por 6 a 0 sobre o Íbis. Na sequência, venceu mais cinco vezes, empatou duas e perdeu uma, encerrando em terceiro lugar com 14 pontos, três a menos que o líder Sport. No pentagonal, a equipe alvirrubra ganhou duas partidas, empatou uma e perdeu uma, tornando a somar cinco e a ficar com a liderança empatada, mas com o Santa Cruz. No desempate, o Timbu perdeu por 1 a 0. A etapa foi vencida pelo Santa Cruz em cima do Sport.

A estreia do Náutico na terceira fase foi na vitória por 1 a 0 sobre o Atlético Caruaru. Nas demais seis partidas, o time venceu três e perdeu três, terminando em quarto lugar com oito pontos, seis atrás do líder Santa Cruz. No pentagonal, desta vez o Timbu foi líder isolado, com sete pontos, três vitórias e um empate. Na decisão da fase, os alvirrubros venceram o Santa Cruz por 2 a 1 e conquistaram uma vantagem do empate para a final.

Com a primeira e a terceiras fases no bolso, o Náutico decidiu o título estadual no Arruda contra o Santa Cruz, ganhador da segunda etapa. Como o Timbu estava com a vantagem do empate, entrou em campo para fazer valer o regulamento ao seu favor, sem precisar de outra partida. O resultado de 0 a 0 colocou ponto final ao jejum alvirrubro.

A campanha do Náutico:
44 jogos | 26 vitórias | 10 empates | 8 derrotas | 85 gols marcados | 28 gols sofridos


Foto Maurício Coutinho/Placar

Bahia Campeão Baiano 1984

A rotina de títulos do Bahia continuou em 1984. Naquela temporada, o clube conquistou seu 34º título baiano, a 13ª taça nos últimos 15 estaduais e o tetracampeonato, que encerrou mais uma sequência vencedora do Tricolor de Aço.

O campeonato contou com dez participantes. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando para um quadrangular. Na terceira fase, as oito melhores campanha na soma das etapas anteriores jogaram em mais um turno, com os quatro primeiros também indo a um quadrangular. O ganhador de cada quadrangular foi à fase final com um ponto extra, junto com o clube de melhor retrospecto no geral.

A campanha do Bahia iniciou no triunfo por 1 a 0 sobre a Catuense em casa. Nos outros oito jogos da primeira fase, ganhou mais quatro, empatou três e perdeu um, terminando na liderança com 13 pontos. No quadrangular, porém, o time foi somente o segundo, após empatar sem gols com o Serrano, fazer 2 a 0 no Leômico e ficar em outro 0 a 0 com o Ypiranga. O Tricolor de Aço fez os mesmos quatro pontos que o Serrano, mas ficou atrás do adversário no saldo de gols.

Na segunda fase, o Bahia estreou com empate por 1 a 1 com o Vitória. Depois, triunfou quatro vezes, empatou duas e perdeu duas, encerrando em segundo lugar com 11 pontos. No quadrangular, a equipe fez 1 a 0 no Leônico, empatou por 2 a 2 com a Catuense e ganhou por 3 a 1 do Atlético de Alagoinhas. Com cinco pontos, o Tricolor ficou em primeiro e se garantiu na fase final.

Mais sossegado, o Bahia começou a terceira fase com derrota por 2 a 0 para o Itabuna. Nas seis partidas seguintes, ganhou três e empatou três, encerrando na terceira colocação com nove pontos. No quadrangular, o saldo de gols voltou a fazer falta. Os tricolores fizeram 1 a 0 no Itabuna, perderam por 2 a 1 para a Catuense e triunfaram por 1 a 0 sobre o Vitória. Com quatro pontos, o time empatou duplamente com Catuense e Vitória, mas o time do interior teve três gols de diferença contra dois dos rubro-negros e um do Bahia, que foi somente o terceiro colocado.

Bahia, Serrano, Catuense e Leônico disputaram o quadrangular final em dois turnos, os três primeiros com um ponto extra cada. Com mais time, o Tricolor de Aço não teve problemas para bater os adversários. Chegou a empatar duas vezes por 1 a 1 contra Serrano e Leônico, mas engatou três triunfos nos jogos seguintes, por 2 a 1 sobre a Catuense, por 5 a 2 sobre o Serrano, no returno, e por 4 a 1 sobre o Leônico, confirmando o tetra com dez pontos e uma rodada de antecedência.

A campanha do Bahia:
40 jogos | 20 triunfos | 15 empates | 5 derrotas | 64 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Gildo Lima/Placar

Pinheiros Campeão Paranaense 1984

O Esporte Clube Pinheiros foi um clube de Curitiba, formado em 1971 a partir da mudança de nome do Água Verde. O time teve uma história meteórica, com o ponto alto sendo dois títulos paranaenses. O primeiro deles veio em 1984, cinco anos antes da fusão com o Colorado, que originou o Paraná Clube.

O campeonato foi realizado com 12 times. Nas três primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com o líder indo à etapa final com um ponto extra. Os três vencedores e a equipe com a melhor campanha na soma geral disputaram o quadrangular final em dois turnos, valendo o título estadual.

Porém, o Pinheiros começou mal a primeira fase. Na estreia, perdeu por 1 a 0 para o Pato Branco fora de casa. A primeira vitória veio na partida seguinte, por 2 a 0 sobre o Londrina em casa, na Vila Olímpica do Boqueirão. Depois, o time só venceu mais um jogo, seguido por quatro empates e quatro derrotas. Com oito pontos, o Leão da Vila Guaíra foi o nono colocado, dez pontos atrás do líder Coritiba, que se garantiu no quadrangular final.

As coisas deram uma leve melhorada na segunda fase. Na abertura, o Pinheiros venceu o Pato Branco por 2 a 1 em casa. Nas demais dez partidas, ganhou mais duas, empatou seis e perdeu duas. A equipe ficou em sexto lugar com 12 pontos. O líder, e classificado à decisão, foi o Colorado, com 16.

Na terceira fase, o Pinheiros decolou. O time iniciou com empate por 1 a 1 com o Pato Branco fora, depois levou 1 a 0 do Athletico, mas engrenou nos outros jogos com sete vitórias e dois empates. Com 17 pontos, o Leão conseguiu a liderança e foi ao quadrangular final.

O Pinheiros se juntou a Coritiba, Colorado e Athletico na fase final, com um ponto de bônus. O time alviceleste abriu com 3 a 1 sobre o Coritiba, seguiu com 1 a 0 sobre o Athletico e empatou sem gols com o Colorado. Na quarta rodada, perdeu por 1 a 0 para os coxas-brancas. Na quinta, fez 2 a 1 nos alvirrubros. O Leão estava com oito pontos, contra sete do Colorado.

Na última rodada, o Pinheiros entrou no Couto Pereira contra o Athletico, precisando apenas do empate para confirmar o título. Mas o time venceu mais uma vez, por 2 a 0, consumando de vez a surpresa.

A campanha do Pinheiros:
39 jogos | 16 vitórias | 14 empates | 9 derrotas | 47 gols marcados | 34 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Cruzeiro Campeão Mineiro 1984

Após sete complicados anos de espera, o Cruzeiro voltou a comemorar o título mineiro em 1984. O clube chegou ao 21º título estadual da melhor maneira que poderia fazer: goleando o rival e acabando de vez com sua hegemonia. Um título para relembrar os grandes tempos que foram a década de 1970.

O regulamento do estadual naquele ano foi desenvolvido com 14 participantes. Nas duas primeiras fases, os times se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando à semifinal. Os vencedores foram à final, e cada ganhador de fase foi à decisão geral.

O Cruzeiro deu início à sua campanha com vitória por 4 a 2 sobre o Guarani de Divinópolis em casa. Nos outros 12 jogos da Taça Minas Gerais, venceu mais oito, empatou dois e perdeu dois, encerrando na liderança com 20 pontos, seguido por Guarani, Villa Nova e América. O Atlético foi apenas o sexto.

Na semifinal da primeira fase, a Raposa passou pelo Villa Nova depois de empatar a ida por 1 a 1 e vencer a volta por 3 a 2. Na final, o Cruzeiro bateu o América ao vencer duas vezes por 2 a 1, classificando-se à decisão geral.

Na segunda fase, o Cruzeiro começou com derrota por 1 a 0 para o Democrata de Sete Lagoas. A primeira vitória aconteceu na terceira partida, por 3 a 0 sobre o Tupi. Nos demais 11 jogos, venceu cinco e empatou seis, encerrando em segundo lugar com 18 pontos, dois a menos que o líder Atlético. Na semifinal, a Raposa superou o Valeriodoce com vitórias por 1 a 0 na ida e por 2 a 0 na volta.

Na decisão, o Cruzeiro encontrou o Atlético, que avançou ao eliminar o Democrata de Governador Valadares. Duas coisas podiam acontecer no Mineirão: ou os alvinegros venciam e confirmavam mais dois jogos na final geral, ou os cruzeirenses antecipavam o título. Deu a segunda opção. Na ida, a Raposa goleou o rival por 4 a 0 e encaminhou o título, com dois gols de Carlinhos, um de Tostão e um de Carlos Alberto Seixas. Na volta, o Cruzeiro perdeu por 1 a 0, resultado que não reduziu a festa azul.

A campanha do Cruzeiro:
34 jogos | 21 vitórias | 9 empates | 4 derrotas | 59 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Armênio Abascal/Placar

Internacional Campeão Gaúcho 1984

Deu Inter mais uma vez no Campeonato Gaúcho. Em 1984, o clube chegou ao tetracampeonato estadual e o 29º título na história em uma temporada, no mínimo, peculiar. Antes da disputa no Rio Grande do Sul, que aconteceu no segundo semestre, 11 atletas colorados foram convocados para a Seleção Brasileira que disputou e conquistou a medalha de prata no Torneio Olímpico, em Los Angeles.

A disputa estadual contou com 14 participantes. Na primeira fase, chamada de Copa ACEG, 12 se enfrentaram em dois turnos, valendo uma vaga na etapa final e um ponto extra para o líder. Internacional e Grêmio entraram a partir da segunda fase. Tanto nesta quanto na terceira etapa, as equipes atuaram em turno único, com um ponto extra para cada líder. Na fase final, os três líderes e as três melhores campanhas na soma da segunda e terceira etapas se enfrentaram em um hexagonal de dois turnos, com a distribuição de mais pontos extras para os dois melhores do interior.

Na primeira fase, o Novo Hamburgo foi o time classificado para a decisão, com um ponto de bônus. O Internacional estreou na segunda fase, com empate por 1 a 1 com o São Borja no Beira-Rio. A primeira vitória colorada só foi acontecer na quarta partida, por 1 a 0 sobre o Juventude em Caxias do Sul. Nos outros 11 jogos, o time venceu seis e empatou cinco, o que deixou o Inter na liderança com 20 pontos, classificado à fase final com o primeiro ponto extra.

O Inter seguiu regular na segunda fase. Na estreia, venceu o Esportivo por 2 a 0 em Bento Gonçalves. Depois, venceu mais oito vezes, empatou três e perdeu uma, terminando outra vez em primeiro lugar, com 21 pontos e o segundo de bônus para o hexagonal final.

Além de Internacional e Novo Hamburgo, foram à fase final Grêmio, Brasil de Pelotas, Pelotas e Juventude, com pontos extras para os pelotenses. E a vantagem colorada de dois pontos foi fundamental para a conquista do título. O time até perdeu na abertura, por 1 a 0 para o Brasil fora de casa, mas se recuperou com seis vitórias e uma derrota nas partidas seguintes, indo a 14 pontos contra 11 do Grêmio.

Na penúltima rodada, o Inter perdeu novamente para o Brasil, por 1 a 0 no Beira-Rio. Porém, o Grêmio também foi derrotado, para o Novo Hamburgo, e isso selou a conquista antecipada do tetra colorado.

A campanha do Internacional:
36 jogos | 22 vitórias | 10 empates | 4 derrotas | 55 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Gerson Schirmert/Agência RBS/Placar

Fluminense Campeão Carioca 1984

Deu Fluminense mais uma vez no Campeonato Carioca em 1984. Naquele ano, o clube atingiu o 26º título estadual e o bicampeonato, fechando com chave de ouro uma temporada muito especial, em que os tricolores também conquistaram pela segunda vez o Campeonato Brasileiro, no primeiro semestre.

Pela terceira temporada consecutiva, a FERJ manteve intacto o regulamento do estadual, com 12 participantes na disputa de duas fases, a Taça Guanabara e a Taça Rio, ambas em turno único, seguida pelo triangular final entre seus vencedores e o time de melhor campanha na soma geral.

O Fluminense estreou na Taça Guanabara com vitória por 2 a 1 sobre o America. A campanha seguiu com mais seis vitórias, três empates e uma derrota nas dez partidas seguintes. Apesar dos 17 pontos somados, o Tricolor não conseguiu o título da primeira fase, terminando na segunda colocação. A liderança acabou nas mãos do Flamengo, com 19 pontos.

A trajetória tricolor continuou na Taça Rio. Na abertura, o Fluminense ficou no empate por 1 a 1 com o Goytacaz. A primeira vitória viria na partida seguinte, por 1 a 0 sobre o Olaria. Nos demais jogos da segunda fase, o Flu obteve mais seis vitórias, um empate e duas derrotas, o que colocou a equipe de novo na segunda posição, com 16 pontos. Desta vez, o Tricolor terminou atrás do Vasco, que fez 17 pontos.

As taças não vieram, porém, a regularidade ajudou o Fluminense na busca por um lugar na etapa final. O clube fez 33 pontos na soma das duas fases, três a mais que o Bangu, e avançou ao triangular para enfrentar Flamengo e Vasco no Maracanã. O Tricolor abriu a decisão contra os vascaínos e venceu por 2 a 0. No segundo jogo, os rubro-negros venceram o Vasco por 1 a 0, resultados que deixou o clube cruz-maltino fora da briga.

De tal forma, Fluminense e Flamengo fizeram um confronto direto pelo título na terceira rodada. Mais de 153 mil torcedores compareceram ao Maracanã para acompanhar uma decisão em que o Flu jogava pelo empate. Mas o Tricolor chegou ao título com mais uma vitória, por 1 a 0, gol anotado por Assis no segundo tempo.

A campanha do Fluminense:
24 jogos | 16 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 40 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Rodolpho Machado/Placar

Santos Campeão Paulista 1984

Com uma campanha dominante e uma decisão emocionante, o Santos conquistou o título paulista em 1984. A conquista acabou com seis anos de espera do clube, evitou um tricampeonato do Corinthians e marcou uma época de ótimos resultados do time. Por outro lado, a 15ª taça santista também foi o início de uma grande fila de 13 anos sem títulos no geral, e de 22 anos sem estaduais.

O regulamento do Paulistão foi o mais simples que poderia ser feito no segundo semestre de 1984: 20 participantes que se enfrentaram em dois turnos, totalizando 38 rodadas. O time com mais pontos foi o campeão, os dois últimos foram rebaixados.

O Santos começou a trajetória do título na vitória por 1 a 0 sobre o Comercial de Ribeirão Preto em casa, a Vila Belmiro. A sequência de vitórias no primeiro turno seguiu sobre Guarani, América de Rio Preto (as duas em casa), São Bento e Ponte Preta (as duas fora). O primeiro ponto perdido só veio a acontecer na sexta rodada, no empate por 2 a 2 com a Ferroviária em casa. Ao fim do primeiro turno, o Peixe estava com 11 vitórias, sete empates e uma derrota, com 29 pontos somados.

O segundo turno foi aberto com tropeços. Na 20ª partida, o Santos ficou no empate por 1 a 1 com o Botafogo de Ribeirão Preto na Vila Belmiro. No 21º jogo, perdeu por 1 a 0 para o Santo André fora de casa. A primeira vitória no returno veio na 22ª rodada, por 1 a 0 sobre a Portuguesa em casa. Após, o Alvinegro Praiano seguiu com bons resultados, brigando pelo título contra Corinthians, São Paulo e Palmeiras. O Peixe acumulou mais nove vitórias, cinco empates e uma derrota até a penúltima rodada.

Conforme o fim do estadual se aproximou, a luta pelo título ficou afunilada entre Santos e Corinthians. Antes da última partida, o Peixe estava com 55 pontos, contra 54 do rival. Por isso mesmo, FPF postergou o confronto entre os dois times para a 38ª rodada, transformando-o em uma final. No Morumbi, o Santos fez jus ao que produziu durante todo o torneio e ficou com a taça ao vencer o rival por 1 a 0, gol de Serginho Chulapa.

A campanha do Santos:
38 jogos | 22 vitórias | 13 empates | 2 derrotas | 54 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Ronaldo Kotscho/Placar

Juventus Campeã da Recopa Europeia 1984

A Recopa Europeia desembarca em 1984 com o título retornando para a Itália depois de 11 anos. Nesta vez, a taça ficou nas mãos da Juventus, que a esta altura já contava com a base que viria a vencer também a Liga dos Campeões e o Mundial em 1985.

O torneio contou com 33 participantes, e a Vecchia Signora entrou por meio da conquista da Copa da Itália de 1982. Na primeira fase, o adversário foi o Lechia Gdansk, da Polônia. Na ida, goleada por 7 a 0 no Estádio Comunale, em Turim, com dois gols de Michel Platini, quatro de Domenico Penzo e um de Paolo Rossi. Na volta, nova vitória, mais apertada, por 3 a 2 fora de casa..

A campanha bianconera prosseguiu nas oitavas de final, contra o Paris Saint-Germain. O primeiro jogo foi realizado no Parc des Princes, e os italianos por pouco não venceram, cedendo o empate por 2 a 2 nos acréscimos da etapa final. A segunda partida foi em Turim. Apesar de ter mais time, a Juve não furou a defesa francesa, e vice-versa. O empate sem gols serviu por causa da regra do gol fora.

Nas quartas, foi a vez de enfrentar o Haka, da Finlândia. A ida foi disputada fora de casa para as duas equipes, na França. No La Meinau, em Estrasburgo, a Juventus venceu por 1 a 0, gol de Beniamino Vignola. A volta foi no Comunale, e os bianconeri confirmaram a classificação com outro 1 a 0, gol de Marco Tardelli.

A Juve encarou o Manchester United na semifinal. Na primeira partida, empate por 1 a 1 no Old Trafford. O segundo jogo foi no Comunale, e se encaminhava para a prorrogação com o mesmo placar, quando Rossi apareceu para fazer 2 a 1 aos 45 minutos do segundo tempo.

Na final, a Juventus enfrentou o Porto, que eliminou Dínamo Zagreb, Rangers, Shakhtar Donetsk e Aberdeen. A disputa ocorreu no St. Jakob, na Basileia, que recebeu a decisão da Recopa pela quarta e última vez. Vignola abriu ao placar aos 12 do primeiro tempo, e os portugueses empataram aos 29. Aos 41, Zbigniew Boniek fez 2 a 1 e garantiu o título inédito e invicto da Vecchia Signora.

A campanha da Juventus:
9 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 19 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Aldo Liverani/SAS

Tottenham Campeão da Liga Europa 1984

O bicampeonato do Tottenham na Copa da UEFA de 1984 foi mais uma glória internacional do clube inglês. O primeiro campeão da competição voltou ao topo 12 anos depois, com uma campanha irrepreensível e com boas doses de emoção para o torcedor.

A campanha dos spurs começou contra o Drogheda United, da Irlanda. Os londrinos venceram confortavelmente os dois jogos, por 6 a 0 fora e por 8 a 0 em casa, garantindo passagem para a segunda fase. O adversário seguinte foi o Feyenoord, e mais uma vez com duas vitórias - por 4 a 2 em Londres e por 2 a 0 na Holanda - se classificou.

Nas oitavas, o caldo do Tottenham engrossou diante do Bayern de Munique. O primeiro jogo foi disputado na Alemanha, derrota por 1 a 0. Precisando reverter, os spurs foram para cima no White Hart Lane. Com gols de Steve Archibald e Mark Falco, a vitória por 2 a 0 selou a vaga nas quartas.

Nas quartas de final, o Tottenham enfrentou o Austria Viena. No jogo de ida, no White Hart Lane, os spurs fizeram uma exibição brilhante e venceram por 2 a 0, obtendo boa vantagem para a volta fora de casa. No Praterstadion, os ingleses saíram na frente e sofreram a virada, mas Osvaldo Ardiles garantiu o empate por 2 a 2 a oito minutos do fim.

A semifinal foi um confronto emocionante contra o Hadjuk Split, da Iugoslávia. Após perder por 2 a 1 de virada no jogo de ida fora de casa, o Tottenham precisou outra vez de seu torcedor em Londres. Com gol de Micky Hazard logo aos seis minutos do primeiro tempo e uma enorme resiliência, conquistou a suficiente vitória por 1 a 0, que, graças a regra do gol fora chegou para a final da Copa da UEFA.

Na decisão, o Tottenham enfrentou o Anderlecht, defensor do título que passou por Bryne (Noruega), Baník Ostrava (Tchecoslováquia), Lens, Spartak Moscou e Nottingham Forest. O primeiro jogo, disputado em Bruxelas, terminou empatado em 1 a 1, o que deixou tudo em aberto para a partida de volta em Londres. O gol dos spurs foi anotado por Paul Miller.

Em um jogo tenso no White Hart Lane, a partida de volta teve o mesmo 1 a 1. Os belgas saíram na frente aos 15 minutos do segundo tempo, e o empate do Tottenham só veio aos 39, com Graham Roberts. A decisão do título foi para os pênaltis. Os spurs mostraram mais habilidade nas cobranças e venceram por 4 a 3. O goleiro Tony Parks defendeu duas cobranças na conquista.

A campanha do Tottenham:
12 jogos | 7 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 30 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Bob Thomas/Getty Images

Liverpool Campeão da Liga dos Campeões 1984

Os clubes ingleses tiveram um fim de anos 1970 e início de anos 1980 muito forte, com seis títulos consecutivos na Copa dos Campeões da Europa. Até que em 1983 o alemão Hamburgo quebrou a sequência. Mas não fosse por isso, a Inglaterra poderia ter emendado oito conquistas. Em 1984, o Liverpool isolou-se como segundo maior vencedor da competição, quando chegou ao tetracampeonato.

Agora sob o comando do técnico Joe Fagan, os reds iniciaram a campanha contra o dinamarquês Odense, na primeira fase. Na ida, vitória por 1 a 0 na Dinamarca, com gol de Kenny Dalglish. Na volta, goleada por 5 a 0 no Anfield Road.

Nas oitavas de final, o adversário foi o duro Athletic Bilbao, da Espanha. O primeiro jogo aconteceu na Inglaterra e terminou empatado sem gols. O Liverpool foi para a segunda partida no País Basco precisando vencer. E conseguiu, por 1 a 0, no gol marcado por Ian Rush no Estádio San Mamés.

Nas quartas, foi a vez de enfrentar o Benfica. A ida foi mais uma vez no Anfield, e acabou com vitória inglesa por 1 a 0, de novo por meio de Rush. A pequena vantagem aumentou muito na volta em Lisboa, no Estádio da Luz: goleada por 4 a 1, ao natural.

A semifinal foi contra o romeno Dínamo Bucareste. Mais uma vez em casa, o Liverpool abriu 1 a 0 de frente. O gol desta vez foi de Sammy Lee. O segundo jogo foi na Romênia e, com dois tentos do artilheiro Rush, os reds avançaram à final com vitória por 2 a 1.

A decisão foi contra a italiana Roma, que passou por IFK Gotemburgo, CSKA Sofia, Dínamo Berlim (Alemanha Oriental) e Dundee United (Escócia). A partida foi justamente na capital da Itália, no Estádio Olímpico, e tudo parecia ir contra o Liverpool.

Aos 13 minutos do primeiro tempo, Phil Neal abriu o placar, mas a Roma empatou aos 42. Com 1 a 1 no placar, a disputa foi aos pênaltis pela primeira vez em uma final. Steve Nicol errou a primeira batida, mas os italianos erraram duas vezes e os reds venceram por 4 a 2 para levar para casa o quarto - e invicto - título europeu.

A campanha do Liverpool:
9 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 16 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Andrew Cowie/Colorsport

Independiente Campeão da Libertadores 1984

Nunca a Argentina estava há tanto tempo sem vencer a Libertadores. Desde o título de 1978 do Boca Juniors até 1983, o país pegou somente um vice, em 1979. Mas um clube voltaria de seu descanso para dar a última demonstração de força na maior competição sul-americana. Nove anos depois de obter o inalcançável tetra consecutivo, o Independiente conquistou mais uma taça, a sétima e derradeira.

Campeão metropolitano, o Rojo entrou no grupo 1 da primeira fase, enfrentando Estudiantes e os paraguaios Olimpia e Sportivo Luqueño. Depois da estreia com empate por 1 a 1 contra os compatriotas em La Plata, o time foi ao Paraguai e voltou com uma vitória e uma derrota: 1 a 0 sobre o Luqueño e 1 a 0 para o Olimpia.

No returno, as vitórias em casa (2 a 0 no Luqueño, 4 a 1 no Estudiantes e 3 a 2 no Olimpia) deixaram o Independiente quase classificado, com nove pontos. Mas o decano paraguaio chegava para seu último jogo com sete. E eles venceriam o Estudiantes por 1 a 0 na Argentina, igualando a pontuação roja.

Mas para o alívio de meia Avellaneda, faltou saldo aos paraguaios, 6 a 3. Classificação garantida, o Independiente foi à segunda fase contra Nacional do Uruguai e Universidad Católica. A campanha na semi foi mais tranquila, com a equipe arrancando dois empates fora de casa (1 a 1 no Uruguai e 0 a 0 no Chile) e vencendo suas partidas na Doble Visera (2 a 0 na Católica e 1 a 0 no Nacional), o clube argentino garantiu sua sétima final na história. Uruguaios e chilenos até desistiram de fazer o último jogo, transformado em mero amistoso na chave.

Na decisão, o Independiente enfrentou o Grêmio, que bateu Flamengo e ULA Mérida na fase anterior. Em duas partidas duríssimas, o Rojo se fez valer da sua mística para impedir o segundo título brasileiro. A ida foi disputada em Porto Alegre, no Estádio Olímpico, e os argentinos conseguiram a vantagem mínima, vencendo por 1 a 0. O gol, que seria o da conquista, foi marcado por Jorge Burruchaga.

A volta foi na Doble Visera, em Avellaneda, e o Independiente segurou o 0 a 0 que valeu o hepta. Uma façanha jamais igualada, um momento que nunca mais seria repetido pelo Rey de Copas argentino.

A campanha do Independiente:
12 jogos | 7 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 16 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/El Gráfico

França Campeã Olímpica 1984

Foram quase oito décadas de futebol puramente amador, do esporte pelo esporte. Mas chegou o momento em que não houve mais como ignorar. O Torneio Olímpico chegou para 1984, nos Jogos de Los Angeles com mudanças na forma de convocar os atletas. COI e FIFA fizeram um novo acordo e, a partir da edição na cidade norte-americana, passaram a permitir a presença de jogadores profissionais nas seleções. Com um porém: seleções de UEFA e Conmebol não podiam ter jogadores com participação na Copa do Mundo.

Foi o jeito que as entidades encontraram para nivelar a competição e barrar a hegemonia do Leste Europeu, que vivia na época o apogeu do socialismo, sob a desculpa que seus futebolistas eram todos militares ou funcionários dos respectivos governos, portanto não recebiam salário dos clubes que defendiam.

Aliás, falando nos países desse bloco, eles não se esqueceram do boicote capitalista quatro anos antes, e devolveram na mesma moeda o destrato, com 14 nações dizendo não às Olimpíadas. Três deles estavam no torneio de futebol: Tchecoslováquia, Alemanha Oriental e União Soviética foram trocados por Itália, Noruega e Alemanha Ocidental.

Alheia aos fatos, a França aparecia em Los Angeles com um time promissor, mas que só cresceu no decorrer das partidas. No grupo A, estreou com empate por 2 a 2 com o Catar. Depois, venceu por 2 a 1 a Noruega e empatou por 1 a 1 com o Chile. Com quatro pontos, liderou a chave superando os chilenos no número de gols marcados. Foi no mata-mata que Les Bleus adquiriram o favoritismo e evoluíram de fato. Nas quartas de final, vitória por 2 a 0 sobre o Egito. Na semifinal, 4 a 2 sobre a Iugoslávia, na prorrogação. A medalha de bronze foi definida a favor dos iugoslavos, que fizeram 2 a 1 nos italianos. 

A decisão foi contra o Brasil, que eliminou Marrocos, Arábia Saudita, Canadá e Itália. Valendo o ouro, franceses e brasileiros jogaram no Rose Bowl, em Pasadena. E com dois gols em cinco minutos - aos dez do segundo tempo com François Brisson e aos 15 com Daniel Xuereb -, a França ganhou por 2 a 0 do time sul-americano e levou sua medalha para casa.

A campanha da França:
6 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 13 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Bob Thomas/Getty Images

França Campeã da Eurocopa 1984

A ideia de uma Eurocopa jogada com oito seleções e fases de grupos deu certo. A competição ficou com mais cara de Copa do Mundo, no que ajudou a popularizá-la como a segunda principal entre países do calendário. A edição de 1984 teve algumas pequenas e importantes modificações de regulamento, que perduram até os dias atuais: a disputa de terceiro lugar foi abandonada e a fase de grupos passaria a classificar líderes e vices para a semifinal, que voltava a acontecer após oito anos. Os vencedores da semi passam para a decisão e os perdedores voltam imediatamente para suas casas.

Quem não precisou sair do lar desde o começo foi a França. Sede do torneio, foi dispensada das eliminatórias e pôde trabalhar seu grupo com mais calma. Vindos da quarta posição no Mundial de 1982, Les Bleus atingiam o auge com a geração de Michel Platini, Jean Tigana, Manuel Amoros, Alain Giresse e Joël Bats. Um título seria questão de tempo para a seleção, e ele chegou na hora certa, diante do torcedor.

No grupo A, a estreia foi com difícil vitória por 1 a 0 sobre a Dinamarca. A dificuldade foi compensada no jogo seguinte ao golear por 5 a 0 a Bélgica. Na rodada final, a classificação foi garantida com o 3 a 2 sobre a Iugoslávia. Com seis pontos, a França liderou a chave, seguida pelos dinamarqueses.

A semifinal foi contra Portugal, em partida que vai ficar lembrada para sempre. Jogando em Marselha, o time francês cedeu empate por 1 a 1 no tempo normal e levou a virada portuguesa na prorrogação. A seis minutos do fim, Jean-François Domergue voltou a empatar, e no último minuto Platini revirou para 3 a 2, colocando a França na decisão.

Do outro lado chegava a Espanha, que antes de eliminar a Dinamarca derrubou a então campeã Alemanha Ocidental. O jogo foi no Parc des Princes, em Paris, que pela segunda vez era o palco de uma final de Eurocopa. Foi o dia da consagração de Platini. Aos 12 minutos do segundo tempo, ele bateu uma falta com perfeição para abrir o placar. Quando a torcida já celebrava, aos 45, Bruno Bellone fez 2 a 0 e garantiu, com 100% de aproveitamento, o primeiro de dois títulos europeus na história da França.

A campanha da França:
5 jogos | 5 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 14 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/FFF

Independiente Campeão Mundial 1984

Poucos clubes de futebol no mundo dominam tão bem a arte de vencer copas, sejam elas nacionais ou internacionais. E, quando falamos em times copeiros, a Argentina logo vem à mente de todos os estudiosos do assunto. Em 1984, o Independiente era o maior expoente dessa categoria, hexacampeão da América do Sul, com quatro títulos consecutivos (1972–1975). No entanto, quando se tratava do Mundial, não conseguia traduzir sua força, tendo conquistado apenas o título de 1973.

A campanha do sétimo título da Libertadores do time de Avellaneda contou com grandes vitórias sobre adversários fortes. Antes da final, o clube superou Olimpia, Estudiantes, Nacional-URU e Universidad Católica. Na decisão, foi a vez de derrubar o então campeão Grêmio, vencendo fora de casa por 1 a 0 e empatando em casa por 0 a 0.

Ao mesmo tempo, o Liverpool seguia construindo sua identidade na Europa ao vencer pela quarta vez a Copa dos Campeões. O time inglês eliminou Athletic Bilbao, Benfica e Dínamo Bucareste antes de conquistar o tetracampeonato contra a Roma: empate por 1 a 1 e vitória nos pênaltis por 4 a 2.

O time de Kenny Dalglish e Ian Rush partia para sua segunda participação na Copa Intercontinental, enquanto a equipe de Ricardo Bochini e Jorge Burruchaga rumava para a sexta. A diferença entre títulos e presenças se explicava pela caótica década de 1970, quando o Liverpool desistiu de disputar em 1977 e 1978, e o Independiente ficou impedido de jogar em 1975.

O Estádio Nacional de Tóquio recebeu portenhos e britânicos no dia 9 de dezembro. Depois de duas edições disputadas sob tempo fechado, a de 1984 foi jogada sob o sol, que amenizou um pouco o sempre rigoroso inverno japonês. A partida foi um pouco mais truncada que o habitual, mas nada que descambasse para a violência. O Liverpool começou tendo mais controle, porém sem criar chances claras, e o Independiente preferiu se postar na defesa, esperando pelos contra-ataques, consciente de seus limites.

A tática do Rojo funcionou, e cedo. Aos seis minutos de jogo, Burruchaga dividiu a bola no meio-campo e ela caiu nos pés de Claudio Marangoni, que lançou José Percudani. O atacante saiu de trás da zaga inglesa, ficou cara a cara com Grobbelaar e tocou por cima do goleiro.

Após o gol, o técnico José Pastoriza orientou os argentinos a segurarem o jogo, entregando de vez a posse ao Liverpool. Os 84 minutos seguintes foram longos, mas o time inglês não teve forças para superar a defesa hermana. Assim, o 1 a 0 manteve-se até o apito final, e o Independiente conquistou seu segundo título mundial. Foi o último grande ato de um verdadeiro rei de copas, que se recolheria à história nas décadas seguintes.


Foto Arquivo/Independiente

Uberlândia Campeão Brasileiro Série B 1984

A Série B mudou de nome no ano de 1984. A Taça de Prata deu lugar para a Taça CBF, que seguiu com o critério de qualificação via estaduais. O regulamento foi modificado. Não haveria mais rebaixamento na mesma temporada, e o campeão seria o único a subir para a fase final da Copa Brasil.

Além disso, campeão e vice garantiam vaga para a elite de 1985. Não foram formados grupos, e a competição foi toda disputada em mata-mata, com 32 participantes. O Uberlândia vinha de de um quarto lugar (e o título do interior) mineiro, e superou um a um os adversário rumo à maior conquista de sua história.

Na primeira fase, o Alviverde enfrentou o Nacional de Itumbiara, de Goiás. Venceu por 3 a 0 no Parque do Sabiá e perdeu por 2 a 1 no JK, assim avançando para as oitavas de final. Nesta fase, encarou o Guarani. O empate sem gols em casa colocou uma pulga atrás da orelha dos torcedores, mas no Brinco de Ouro, o Uberlândia venceu por 1 a 0 e se classificou novamente.

Nas quartas de final, o Furacão da Mogiana voltou para Itumbiara, agora para enfrentar o clube homônimo. A vitória por 2 a 1 no interior goiano, deu ao time mineiro a segurança de empatar novamente em casa, agora por 1 a 1, e passar para a semifinal. O adversário seguinte foi o Botafogo da Paraíba, no confronto mais tranquilo da trajetória do Uberlândia. Vitória por 4 a 0 em João Pessoa e por 2 a 0 no Parque do Sabiá.

Com o acesso na mão, o Verdão fez a final contra o Remo. A primeira partida foi em Uberlândia, e a equipe sofreu para vencer por 1 a 0, gol de Vivinho aos 46 minutos do segundo tempo. Com a vantagem mínima, o Uberlândia se segurou ao máximo em Belém, empatou em 0 a 0 e fez a festa no estádio do Mangueirão, conquistando o título.

A campanha do Uberlândia:
10 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 15 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Armênio Abascal/Placar

Fluminense Campeão Brasileiro 1984

A CBF foi saudosista no Brasileirão de 1984. O nome da competição voltou a ser Copa Brasil. E a entidade ainda chutou para escanteio alguns pontos do critério de vagas pelos estaduais e pela segunda divisão. A Juventus-SP, campeã da Série B de 1983, não conseguiu a vaga para o ano seguinte na elite. E Vasco e Grêmio entraram como convidados, pois ficaram abaixo da linha de classificação pelo Carioca e Gaúcho. Em meio a isso, o Fluminense deu continuidade à hegemonia carioca no torneio.

Na primeira fase, os 40 times foram colocados em oito grupos, e o Tricolor entrou no grupo 3. Fez uma trajetória tranquila, garantindo a segunda vaga entre as três disponíveis, com cinco vitórias, dois empates e uma derrota. Marcou 12 pontos, três a menos que o líder Santos. Os quartos colocados dessa fase fizeram a famosa repescagem, e quatro times se juntaram aos 24 classificados.

Na segunda fase, as 28 equipes se separaram em sete grupos, com o Flu caindo no grupo 1, com São Paulo, Goiás e Bahia. Seis rodadas depois, o time carioca acabou na liderança com oito pontos, três vitórias, dois empates e uma derrota. De cada grupo, dois times se classificaram.

Os 14 classificados mais o time de melhor aproveitamento entre os eliminados e o campeão da segunda divisão entraram na terceira fase, em quatro grupos de quatro equipes. O Fluminense encabeçou outro grupo 1, seguido por Santo André, Operário-MS e Portuguesa. Líder novamente, se classificou para as quartas de final com dez pontos, quatro vitórias e dois empates.

Dois times de cada grupo formaram o mata-mata, e o Tricolor carioca enfrentou o Coritiba nas quartas. Segurou empate em 2 a 2 na ida no Couto Pereira e goleou por 5 a 0 na volta no Maracanã. Na semifinal, o rival foi o Corinthians. A categórica vitória por 2 a 0 no Morumbi cravou a revanche de 1976, quando o Flu perdeu a vaga na final os paulistas. No Rio de Janeiro, empate em 0 a 0 colocou o time na final em clássico contra o Vasco.

O Maracanã lotou nos dois jogos para ver quem seria o carioca a continuar mandando no Brasil. O gol do título do Fluminense aconteceu ainda no primeiro jogo, com Romerito. A vitória por 1 a 0 permitiu ao Tricolor segurar empate em 0 a 0 no segundo jogo, e assim faturar o seu bicampeonato brasileiro.

A campanha do Fluminense:
26 jogos | 15 vitórias | 9 empates | 2 derrotas | 37 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Ronaldo Kotscho/Placar