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Desportiva Campeã Capixaba 1984

Depois de três anos, a Desportiva Ferroviária voltou a conquistar o Campeonato Capixaba, em 1984. O clube chegou a marca de dez títulos estaduais naquele ano.

Oito equipes disputaram o torneio, em dois grupos. Na primeira e na terceira fases, os participantes se enfrentaram dentro do próprio grupo em dois turnos, com os líderes avançando para a final. Na segunda etapa, os times de uma chave encararam os da outra, também em dois turnos e com os líderes indo à decisão. O vencedor de cada etapa foi à fase final com um ponto extra. A última etapa foi realizada em um quadrangular de dois turnos, com os ganhadores das fases e o clube de melhor campanha no geral.

A caminhada da Desportiva começou no grupo B, com empate sem gols com o Ordem e Progresso, em Bom Jesus do Norte. Nos outros cinco jogos, venceu três e empatou dois, garantindo a liderança com nove pontos. Na final, contra o Rio Branco, a Locomotiva empatou sem gols a ida fora, e venceu por 1 a 0 a volta em casa, no Engenheiro Araripe, classificando-se para a etapa decisiva com um ponto extra.

Na segunda fase, a Desportiva estreou com vitória por 2 a 0 sobre o Ibiraçu em casa. Depois, venceu mais quatro vezes, empatou uma e perdeu duas, encerrando na liderança do grupo B com 11 pontos. Na decisão, contra o Vitória, empatou por 0 a 0 a ida em casa e perdeu a volta na capital por 1 a 0.

A Desportiva seguiu no grupo B na terceira fase, com outros adversários. Na abertura, empatou sem gols com o Colatina no Engenheiro Araripe. Nas demais cinco partidas, a Tiva empatou mais quatro vezes e perdeu uma, terminando na lanterna da chave com cinco pontos. A liderança ficou com o Estrela do Norte, que foi superado pelo Rio Branco na final.

A fase final juntou Desportiva, Vitória, Rio Branco (todos com um ponto) e Colatina. Na abertura, a equipe grená levou 1 a 0 do Vitória fora de casa, mas iria reagir. A Tiva fez 4 a 0 no Colatina em casa, empatou por 0 a 0 com o Rio Branco fora, fez 2 a 0 no Vitória em casa e outro 2 a 0 no Colatina fora.

Com oito pontos, a Desportiva foi como líder para a última rodada, contra sete de Vitória e Rio Branco. No Engenheiro Araripe, a equipe recebeu o Rio Branco dependendo apenas de si, e chegou ao título ao vencer por 2 a 0, indo a dez pontos no quadrangular final.

A campanha da Desportiva:
30 jogos | 13 vitórias | 12 empates | 5 derrotas | 28 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Gildo Loyola/Placar

Corumbaense Campeão Sul-Mato-Grossense 1984

Uma história com dois finais, mas com o mesmo resultado. Em 1984, o Corumbaense tornou-se no primeiro clube do interior do Mato Grosso do Sul a vencer o estadual, rompendo o domínio da capital.

A competição foi disputada por oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os dois primeiros avançando para a final, o líder com um ponto extra. O vencedor de cada fase, com um ponto de bônus para casa, e os dois melhores na soma geral foram à terceira fase, realizada em um quadrangular de dois turnos. Os dois primeiros se classificaram para a decisão.

A história do Corumbaense na primeira fase começou na derrota por 3 a 0 para o Aquidauana. A equipe se recuperou com três vitórias e dois empates, e teve outra derrota. Os resultados acabaram insuficientes para o Carijó da Avenida avançar. Com oito pontos, o time ficou em quarto lugar, três pontos atrás dos líderes Comercial e Douradense. O ganhador foi o Comercial, em três jogos contra o Douradense.

Na segunda fase, o Corumbaense voltou a estrear contra o Aquidauana, com vitória por 2 a 0. Nas outras seis partidas, venceu três, empatou duas e perdeu uma, terminando na segunda colocação com dez pontos, dois a menos que o Comercial, que levou um pontoe extra para a final. Na ida, no Arthur Marinho, em Corumbá, o Carijó empatou sem gols. Na volta, no Morenão, em Campo Grande, o Corumbaense levou 1 a 0. Assim, o Comercial foi à terceira fase com dois pontos extras.

O Corumbaense seguiu para a terceira etapa ao lado de Operário e Corumbaense, todos dois pontos atrás do Comercial. Mas as bonificações não adiantaram de nada para os alvirrubros, que acabaram em último lugar com dois empates e quatro derrotas. O Carijó estreou fazendo 1 a 0 no Operário, seguido de duas vitórias, dois empates e uma derrota. Com oito pontos, o time ficou na liderança e avançou para a decisão com a vantagem de fazer o jogo definitivo em casa. Operário e Douradense somaram sete pontos, com o time da capital se classificando no saldo de gols.

O primeiro jogo da final aconteceu no Morenão, com empate sem gols. A segunda partida foi em Corumbá, e o Corumbaense venceu por 1 a 0, conquistando o título inédito. Porém, a história teria ainda outro capítulo, pois o Douradense entrou na justiça contra o Operário, pedindo os pontos de um empate contra o clube na terceira fase.

Em julho de 1985, sete meses depois da final, o Douradense teve o recurso aceito, ganhando o direito de fazer a decisão contra o Corumbaense. Na nova disputa, a ida aconteceu em Dourados, com vitória do Carijó por 1 a 0. Na volta, no Arthur Marinho, outro triunfo por 1 a 0 confirmou o título em definitivo para o Corumbaense.

A campanha do Corumbaense:
24 jogos | 12 vitórias | 7 empates | 5 derrotas | 24 gols marcados | 20 gols sofridos


Foto Renan Silva/Placar

Flamengo-PI Campeão Piauiense 1984

Um dos mais tradicionais clubes do Piauí, o Esporte Clube Flamengo foi campeão piauiense em 1984, colocando fim em cinco anos de jejum e conquistando a 12ª conquista em sua história.

A competição contou com oito participantes. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com um líder indo à decisão de etapa. Depois, os quatro melhores e os quatro piores foram à dois quadrangulares de turno único, e os líderes fizeram um confronto valendo a segunda vaga na decisão. O vencedor de cada fase levou um ponto extra para a etapa final, disputada em outro quadrangular de turno único com os finalistas das duas fases anteriores.

O caminho do Flamengo começou na vitória por 1 a 0 sobre o Caiçara, fora de casa. Nos outros seis jogos, venceu quatro, empatou um e perdeu outro, somando 11 pontos e terminando na segunda colocação da primeira fase, atrás do Auto Esporte no saldo de gols. No quadrangular dos melhores, o Leão do Pirajá venceu Piauí e Auto Esporte, mas perdeu para o River na segunda rodada e acabou em segundo lugar com quatro pontos, dois atrás do maior rival. Na sequência, o River passou pelo Tiradentes (líder dos piores) e caiu para o Auto Esporte na decisão da fase.

O Flamengo voltou para a segunda fase, estreando com empate por 2 a 2 com o Parnahyba fora. Na sequência, fez de novo mais quatro vitórias, um empate e uma derrota, ficando na liderança isolada com 11 pontos, indo à decisão de etapa. No quadrangular dos melhores, o Leão venceu o Auto Esporte, empatou com o River e perdeu para o Piauí, em um grupo em que todos os times somaram três pontos. A liderança foi definida pelo critério de menos derrotas, e o River se deu melhor com três empates.

Na final da segunda fase, o Flamengo esperou pelo ganhador do playoff dos quadrangulares entre River e Tiradentes, saindo vencedor o clube da PM. Na decisão, a equipe rubro-negra bateu o Tiradentes ao empatar a ida por 1 a 1 e vencer a volta por 2 a 1, ambos no Albertão, em Teresina.

O quadrangular final reuniu Flamengo, Auto Esporte, River e Tiradentes para três rodadas no Albertão, com um ponto extra para os dois primeiros. Na abertura, o Leão do Pirajá fez 1 a 0 no River. Na segunda rodada, empatou por 2 a 2 com o Tiradentes, deixando a decisão do título para a terceira rodada. Com quatro pontos contra três de Auto Esporte e Tiradentes, o rubro-negro só precisava vencer o Auto para ser campeão. E o fez com o placar de 1 a 0, reconquistando a taça.

A campanha do Flamengo-PI:
25 jogos | 16 vitórias | 5 empates | 4 derrotas | 33 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Ademar Danilo/Placar

Sergipe Campeão Sergipano 1984

Desta vez sem asterisco e sem ter que dividir, o Sergipe foi campeão estadual em 1984. A conquista simbolizou o 21º título sergipano na história do clube, o maior vencedor do estado.

A competição teve a participação de oito times, na disputa de quatro fases. Em todas, as equipes se enfrentaram em turno único. Os líderes foram à fase final com dois pontos extras cada, enquanto os vices levaram um ponto cada, em um quadrangular de turno único.

A campanha do Sergipe teve início na vitória por 2 a 0 sobre o Estanciano. Na sequência, o time venceu mais quatro vezes e perdeu duas. Com dez pontos, o Gipão acabou na terceira colocação da primeira fase com dez pontos. Os dois primeiros lugar ficaram com Confiança e Santa Cruz de Estância, com 11 pontos cada. No playoff de desempate, o Santa Cruz venceu e ficou com os dois pontos.

Na segunda fase, o Sergipe abriu com empate sem gols com o Estanciano. Nos outros seis jogos, venceu quatro e empatou dois, encerrando com 11 pontos, assim como o Estanciano. Uma partida de desempate foi marcada para definir as bonificações, e o Diabo Rubro venceu por 1 a 0, garantindo dois pontos.

Na terceira fase, o Sergipe não precisou de desempate. Na estreia, ficou no 0 a 0 com o Lagarto. Depois, venceu três vezes e empatou três, terminando na liderança isolada com dez pontos, e com mais dois para a fase final. O segundo lugar foi do Santa Cruz, com nove pontos.

O favoritismo do Sergipe foi aumentando. No início da quarta fase, a equipe fez 3 a 0 sobre o Propriá. Nas demais seis partidas, venceu mais três, empatou duas e perdeu uma, ficando outra vez na liderança com dez pontos. Santa Cruz e Vasco de Aracaju somaram nove e tiveram de fazer um desempate pela vice-liderança. O Santa Cruz venceu.

O quadrangular final teve Sergipe com seis pontos, Santa Cruz com quatro, Confiança com um e Estanciano com um. A larga vantagem permitiu ao Gipão a conquista antecipada do título, na segunda rodada, após fazer 2 a 0 no Santa Cruz e 1 a 0 no Estanciano, ambos os jogos no Batistão. Na última partida, o time enfrentou o Confiança e perdeu por 1 a 0, encerrando a fase final com dez pontos.

A campanha do Sergipe:
32 jogos | 19 vitórias | 9 empates | 4 derrotas | 45 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Luís Moreira/Placar

Brasília Campeão Candango 1984

O principal clube do Distrito Federal na década de 1980, o Brasília foi tricampeão candango em 1984, levando também o sétimo título estadual de sua história.

O torneio foi disputado com oito participantes em quatro fases. Em todas, os times se enfrentaram em turno único, mas ficaram organizados em dois grupos. O líder de cada chave se enfrentou na decisão, valendo um lugar na fase final com um ponto extra.

Na primeira fase, o Brasília foi do grupo A. Estreou no empate sem gols com o Tiradentes. Nos outros seis jogos, venceu dois, empatou dois e perdeu dois. Os resultados deixaram o time com sete pontos, na quarta e última colocação da chave, quatro pontos atrás do líder Taguatinga. O vencedor da etapa foi o líder do outro grupo, o Sobradinho, que bateu o Taguatinga na final.

Novos grupos foram organizados na segunda fase, e o Brasília ficou na chave B. Na abertura, voltou a empatar com o Tiradentes, por 1 a 1. Depois, venceu cinco vezes e empatou uma, encerrando na liderança do grupo com 12 pontos. Na final, o Colorado do Cerrado encarou o Sobradinho e venceu as duas partidas, por 1 a 0 na ida e por 2 a 0 na volta, se garantindo na fase final com um ponto.

O Brasília voltou ao grupo A na terceira fase, sempre estreando contra o Tiradentes. Desta vez, vencendo por 3 a 2. Nas demais seis partidas, venceu duas, empatou duas e perdeu duas, terminando em segundo a chave com oito pontos, um a menos que o Taguatinga, que venceu a final contra o Tiradentes.

Na quarta fase, o Brasília voltou ao grupo B, iniciando com vitória por 3 a 0 sobre o Tiradentes. Na segunda rodada, goleou o Gama por 7 a 2. A campanha seguiu com mais duas vitórias, um empate e duas derrotas, que  tiraram as chances do Colorado ser líder. Com nove pontos, a equipe ficou em segundo, dois atrás do Taguatinga, que superou o Sobradinho na final e levou o segundo ponto extra.

A fase final juntou Brasília, Sobradinho e Taguatinga em um triangular de turno único. E, mesmo com um ponto a menos que o rival azul, o time colorado se superou: empatou por 2 a 2 com o Sobradinho no Mané Garrincha e fez 1 a 0 no Taguatinga no Serejão, indo a quatro pontos. Na última rodada, o Brasília assistiu os adversários, e um único resultado interessava: o empate. Pois Taguatinga e Sobradinho não saíram do 0 a 0, e ambos morreram com três pontos, dando o título ao Colorado.

A campanha do Brasília:
32 jogos | 17 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 55 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Arquivo/Brasília

Nacional-AM Campeão Amazonense 1984

O Nacional conquistou o bicampeonato amazonense e o 31º título estadual em 1984, ampliando ainda mais sua frente já grande de títulos estaduais à época.

A competição contou com oito participantes em duas fases curtas. Todos os participantes se enfrentaram em turnos únicos, com os quatro melhores avançando para um quadrangular, também de turno único. Os líderes dos turnos e dos quadrangulares fizeram uma decisão, valendo vaga para a final geral. Mas se um mesmo clube vencer ambas as etapas, o título fica para tal de maneira antecipada.

A trajetória do Nacional teve início na vitória por 1 a 0 sobre o Libermorro. Nos outros seis jogos da primeira fase, o time venceu dois, empatou três e perdeu um, encerrando na segunda colocação com nove pontos, quatro a menos que o líder Rio Negro. No quadrangular, o Naça estreou de novo contra o Libermorro, com vitória por 3 a 2. Na segunda rodada, a equipe bateu o Penarol por 3 a 1. Por fim, na última rodada, foi a vez de vencer o Rio Negro por 3 a 0, assegurando a liderança com seis pontos. Na decisão da etapa, em outro clássico Rional, o Nacional voltou a vencer o Rio Negro, por 2 a 0.

Na segunda fase, o Nacional abriu com vitória por 3 a 1 sobre o Sul América. Na sequência, o Leão venceu mais cinco vezes, contra Penarol, São Raimundo, Libermorro, América de Manaus e Rio Negro, e perdeu uma, para o Fast. Com 12 pontos, o Naça ficou na primeira colocação com 12 pontos.

No quadrangular, o Nacional até que começou bem, fazendo 4 a 0 no Penarol. Na segunda rodada, porém, o time perdeu por 1 a 0 para o Fast. Na terceira rodada, o Leão ficou no empate por 0 a 0 com o Rio Negro e encerrou na terceira posição com três pontos. Com cinco, o Rio Negro foi o líder, indo à decisão da segunda fase.

Outra vez, Nacional e Rio Negro decidiram tudo. Tanto a segunda fase quanto o campeonato, no caso do Naça, que teve a chance de antecipar o título. No Vivaldão, o time entrou sabendo da vantagem do empate que o regulamento oferecia para o clube de melhor campanha. E a igualdade por 1 a 1 garantiu a conquista azul.

A campanha do Nacional-AM:
22 jogos | 14 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 42 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Arquivo/Nacional-AM

Botafogo-PB Campeão Paraibano 1984

A capital João Pessoa voltou a conquistar o título paraibano em 1984. Pela 20ª vez, e colocando fim a um jejum de seis anos, o Botafogo foi o vencedor da taça, com uma campanha dominante.

Dez times fizeram parte da competição. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único. Depois, os quatro melhores seguiram para um quadrangular, cuja pontuação somou-se às nove rodadas anteriores. Na terceira fase, os seis melhores clubes na soma geral disputaram mais dois turnos. O líder de cada fase foi à decisão do estadual.

O Botafogo começou a campanha do título na vitória por 1 a 0 sobre o Santa Cruz de Santa Rita, em casa. Nos oito jogos seguintes, venceu seis, empatou um e perdeu um, indo ao quadrangular seguinte. Nas próximas seis partidas, o Belo venceu quatro, empatou uma e perdeu uma. Com 24 pontos ao todo, o time terminou na liderança e se classificou para a final, com três pontos a mais que o Treze, e seis a mais que o Campinense.

Na segunda fase, o Botafogo iniciou fora de casa contra o Santa Cruz, vencendo-o por 1 a 0. Depois, a equipe engatou mais cinco vitórias e três empates, passando ao quadrangular com uma goleada por 9 a 1 sobre o Nacional de Cabedelo na nona rodada. Nos seis jogos restantes, o alvinegro venceu três, empatou um e perdeu dois, indo a 22 pontos. Com dois pontos a mais que o Treze, e três sobre o Campinense, o Belo terminou de novo em primeiro, ampliando sua vantagem na decisão.

O hexagonal da terceira fase teve início com o Botafogo empatando sem gols com o Auto Esporte, seguido por outra igualdade com o Campinense, por 2 a 2. Nas outras oito partidas, o Belo venceu três, empatou duas e perdeu três (entre elas a goleada por 7 a 1 sofrida para o Treze na última rodada), somando dez pontos e terminando na terceira colocação, quatro pontos atrás de Campinense e Treze. A liderança ficou com o rival rubro-negro, que teve uma vitória a mais que o outro alvinegro.

A final do Campeonato Paraibano reuniu Botafogo e Campinense. Com duas fases vencidas, o alvinegro da capital teve a vantagem de ser campeão logo no primeiro jogo, em casa. No Almeidão, o Belo venceu o adversário por 2 a 1 e garantiu o título.

A campanha do Botafogo-PB:
40 jogos | 23 vitórias | 10 empates | 7 derrotas | 76 gols marcados | 31 gols sofridos


Foto Marcos Russo/Placar

ABC Campeão Potiguar 1984

Em 1984, o ABC chegou a 38 títulos potiguares, recorde total no Brasil. A conquista do bicampeonato consolidou o bom momento vivido pelo clube alvinegro, depois de acabar com a hegemonia do rival.

O estadual teve oito times na disputa de três fases iguais. Todos os participantes se enfrentaram três vezes em turno único, com os quatro melhores passando a um quadrangular de dois turnos. Os vencedores de cada turno e cada quadrangular se enfrentaram por uma vaga na fase final.

A campanha do ABC começou na vitória por 1 a 0 sobre o Riachuelo. Nos outros seis jogos da primeira fase, venceu cinco vezes e empatou uma, terminando como líder com oito pontos. No quadrangular, o Elefante obteve mais quatro vitórias, um empate e uma derrota contra América, Alecrim e Riachuelo. Com nove pontos, o time ficou em primeiro lugar e evitou a decisão de fase, indo diretamente à final geral.

Na segunda fase, o ABC estreou com vitória por 3 a 0 sobre o Atlético de Natal. Nas demais seis partidas, venceu quatro, empatou uma e perdeu uma, acabando na segunda colocação com 11 pontos, um a menos que o líder América. No quadrangular, diante de América, Potiguar de Mossoró e Baraúnas, a equipe alvinegra conseguiu outras quatro vitórias, um empate e uma derrota, encerrando na liderança com nove pontos. Na decisão contra o América, o Elefante empatou a ida sem gols e venceu a volta por 1 a 0, o que deu um ponto extra ao clube na fase final.

Na terceira fase, o Atlético voltou a ser o primeiro adversário do ABC, com vitória alvinegra por 2 a 0. Depois, o time venceu mais quatro vezes, empatou uma e perdeu uma, o que valeu a liderança com 11 pontos, superando o América pelo número de vitórias. No quadrangular, o Elefante enfrentou América, Baraúnas e Alecrim. Com apenas uma vitória, três empates e duas derrotas, o ABC somou cinco pontos e terminou em terceiro lugar, três pontos atrás do líder Baraúnas.

A final da terceira fase reuniu ABC e Baraúnas em duas partidas. Para o Elefante, a decisão significava antecipar a conquista do título estadual. Para o rival do interior, seria necessário superar o oponente da capital e forçar outra final. Na ida, em Mossoró, os alvinegros venceram por 2 a 0 e encaminharam a conquista. Na volta, no Castelão em Natal, o empate por 2 a 2 confirmou a taça.

A campanha do ABC:
43 jogos | 27 vitórias | 11 empates | 5 derrotas | 80 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Maurício Coutinho/Placar

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 1984

Após assistir três anos de hegemonia de um de seus maiores rivais, o Sampaio Corrêa voltou a ser campeão maranhense em 1984, chegando ao número de 17 conquistas, ficando a apenas uma de diferença para o Moto Club.

O torneio teve a presença de dez times. Na primeira fase, eles foram divididos em dois grupos e jogaram em turno único, um grupo contra o outro. Os quatro melhores no geral foram a um quadrangular seguinte, em dois turnos, que deu um ponto extra ao líder para a terceira etapa. Na segunda fase, seguiram as oito melhores campanhas, novamente separadas em duas chaves. Desta vez, os cinco melhores passaram a um pentagonal, que também em dois turnos definiu um ponto de bônus ao líder. A terceira fase juntou os vencedores das duas fases anteriores e os dois times de melhor campanha no geral, em um quadrangular de dois turnos. Por fim, os dois primeiros da terceira etapa foram à decisão.

No grupo A, o Sampaio Corrêa começou a campanha no empate por 2 a 2 com o Tupan em casa. Depois, venceu dois jogos, empatou um e perdeu um. Com seis pontos, o time liderou a chave. Porém, por motivos desconhecidos (talvez por ter tido menos pontuação que quatro adversários do grupo B), a Bolívia Querida não foi ao quadrangular, que acabou vencido pelo Moto Club.

Na segunda fase, o Sampaio virou a chave e cresceu. Estreou com empate sem gols com o Imperatriz fora, seguido por outro empate e duas vitórias. Com seis pontos, a equipe liderou de novo o grupo A, desta vez indo ao pentagonal. Em mais oito partidas, o Tubarão venceu cinco e empatou três, garantindo 13 pontos, a liderança e vaga na terceira fase com um ponto extra. Como destaque na conquista da segunda fase, ficou a incrível vitória por 6 a 4 sobre o Tupan, na nona rodada

O confuso estadual seguiu na terceira fase. Na estreia, o Sampaio Corrêa fez 3 a 1 no Tupan. Nos outros cinco jogos, venceu três e empatou dois, o que deu 11 pontos à Bolívia Querida, além do primeiro lugar e a vaga na decisão.

Na final, o Sampaio Corrêa enfrentou o Maranhão, que foi o vice-líder da terceira fase com oito pontos. A decisão aconteceu em partida única no Castelão, em São Luís. Com gol do atacante Bimbinha, o Tubarão superou o rival pelo placar de 1 a 0, colocando fim a quatro de anos de espera pelo título maranhense.

A campanha do Sampaio Corrêa:
24 jogos | 14 vitórias | 9 empates | 1 derrota | 50 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Jairo Brasil/Placar

CSA Campeão Alagoano 1984

Pela 27ª vez, o CSA chegou ao título alagoano. A reconquista do título estadual aconteceu em 1984, dois anos depois do tricampeonato que abriu a década de 1980, com uma campanha extrema.

A competição teve oito participantes. Na quatro primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os quatros melhores indo para um quadrangular seguinte. O líder do turno de e do quadrangular fizeram a decisão pelas vagas na fase final. A decisão do campeonato foi composta por um quadrangular de dois turnos entre os ganhadores das quatro fases, com pontos extras para aqueles que foram líderes tanto dos turnos quanto dos quadrangulares, bem como os vencedores de cada etapa.

A trajetória do CSA na primeira fase começou no empate sem gols com o São Domingos. Nos outros seis jogos, venceu três, empatou dois e perdeu um, terminando em segundo com dez pontos, atrás do CRB. No quadrangular, o Azulão venceu CSE, ASA e CRB, encerrando em primeiro com seis pontos. Na final, o time venceu o rival CRB por 1 a 0 e, inicialmente, levou a vaga na decisão. Porém, meses depois, o CSA perdeu pontos da vitória para o ASA, o que fez o clube perder a vaga na final para o adversário. Na nova decisão, o rival regatiano venceu o time do interior.

Na segunda fase, o CSA estreou com vitória por 2 a 0 sobre o Capelense. Depois, venceu mais quatro, empatou uma e perdeu uma, ficando na segunda posição com 11 pontos, de novo atrás do CRB. No quadrangular, vitórias sobre ASA e Ferroviário de Maceió, e empate com o CRB deixaram o Azulão na liderança com cinco pontos. Sem explicação (talvez alguma correlação com o tapetão na primeira fase), não houve final da fase, com a vaga ficando diretamente com o CSA.

Já garantido na fase final, o CSA começou a terceira fase com vitória por 3 a 0 sobre o Ferroviário. Na sequência, venceu mais duas vezes e empatou quatro, ficando no terceiro lugar com dez pontos, atrás do Capelense pelo número de vitórias. No quadrangular, o Azulão bateu ASA, Capelense e CRB, encerrando na liderança com seis pontos. Na decisão, o time alviazul fez 2 a 0 no Capelense.

Seguindo à quarta fase, o CSA abriu com derrota por 1 a 0 para o CSE. Nas demais seis partidas, venceu cinco e empatou uma, o que deixou o time na vice-liderança com 12 pontos, um a menos que o líder CRB. No quadrangular, a equipe repetiu a receitas das etapas anteriores ao empatar com o CSE e vencer Capelense e CRB, terminando na liderança com cinco pontos. Na final, o Azulão fez 2 a 0 no CRB e levou a terceira fase em quatro.

Por fim, com seis pontos extras, o CSA fez o quadrangular final contra CRB (três pontos), Capelense e ASA (ambos com um ponto). Tanta vantagem permitiu ao Azulão levar o título de maneira antecipada. Depois de ganhar dois jogos e perder outros dois, a equipe fez 4 a 0 no ASA na quinta rodada e chegou a 12 pontos, contra nove do CRB, ficando inalcançável para o rival.

A campanha do CSA:
48 jogos | 31 vitórias | 11 empates | 6 derrotas | 84 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Arlindo Tavares/Placar

Mixto Campeão Mato-Grossense 1984

Depois de ver seu domínio ser interrompido em 1983, o Mixto voltou a vencer o Campeonato Mato-Grossense em 1984, chegando ao seu 20º título na história da competição estadual.

O certame contou com a presença de sete times em três fases. Nas duas primeiras, todos se enfrentaram em turno único, mas foram classificados em dois grupos, um com quatro equipes e outro com três. O líder de cada chave fez a final A decisão do campeonato reuniu os vencedores das duas etapas anteriores e as duas melhores campanhas entre os outros clubes, em um quadrangular de dois turnos.

A trajetória do Mixto na primeira fase começou na vitória por 1 a 0 sobre o Atlético. Nas demais cinco partidas, o time venceu duas, empatou duas e perdeu uma, encerrando na liderança do grupo A com oito pontos. Na final, o Tigre da Vargas enfrentou o rival Operário. Na ida, perdeu por 1 a 0. Na volta, venceu por 2 a 0 e forçou um terceiro jogo. No desempate, os alvinegros venceram por 2 a 1 e se classificaram para a decisão.

Na segunda fase, o Mixto voltou a estrear contra o Atlético, vencendo-o por 3 a 0. Na sequência, venceu mais três vezes e empatou duas, voltando a terminar em primeiro lugar no grupo A, desta vez com dez pontos. Na decisão, outra vez contra o Operário, o Tigre empatou a ida por 1 a 1 e venceu a volta por 2 a 0. A conquista também da segunda etapa rendeu ao Mixto um ponto extra para o quadrangular final.

Na fase decisiva, o Mixto teve a companhia de Operário, União Rondonópolis e Barra do Garças. Na abertura, o time venceu o Barra por 3 a 2 em casa. Depois, empatou sem gols com o União fora, e perdeu por 1 a 0 para o Operário. No returno, a equipe alvinegra voltou a empatar por 0 a 0 com o União, no Verdão, mas fez 4 a 2 no Barra fora de casa, na quinta rodada.

A uma rodada do fim, o Mixto era o líder do quadrangular com sete pontos, seguido pelo Operário com seis e o União com cinco. Todos com chances de título. No Estádio Verdão, o Tigre da Vargas enfrentou seu maior rival em confronto direto valendo a taça. Podendo jogar pelo empate, o time alvinegro chegou ao título com vitória por 2 a 0, retomando o domínio estadual após dois anos.

A campanha do Mixto:
23 jogos | 13 vitórias | 7 empates | 3 derrotas | 36 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Ronaldo Kotscho/Placar

Paysandu Campeão Paraense 1984

Sem conseguir fazer o tetracampeonato em 1983, o Paysandu voltou a abrir uma sequência de títulos paraenses em 1984. Desta vez, o clube seria mais modesto e faria um bicampeonato, a começar pela conquista da 33ª taça.

O estadual foi realizado com oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os cinco melhores avançando para um pentagonal, também de mão única. O líder de cada pentagonal se classificou para a final. Caso houvesse empate na liderança, um jogo-extra decidiria o finalista.

O caminho do Paysandu competição começou na vitória por 1 a 0 sobre o Sport Belém. Nas seis partidas seguintes, o time venceu mais quatro, empatou uma e perdeu uma, se colocando na terceira colocação da primeira fase, com 11 pontos. Com três pontos a menos que a líder Tuna Luso, o Papão foi ao pentagonal. Em mais quatro jogos, o Papão acumulou duas vitórias e duas derrotas, o que o deixou outra vez em terceiro, com quatro pontos. A equipe viu tanto Tuna Luso quanto Remo empatarem com sete pontos. No desempate entre eles, a Tuna venceu nos pênaltis.

Tudo mudaria a partir da segunda fase. Na estreia, o Paysandu goleou o Tiradentes por 5 a 0. Depois, fez 6 a 0 no Sport Belém e outro 6 a 0 no Pinheirense. Com mais quatro vitórias, o Papão fez 100% de aproveitamento e foi ao pentagonal na liderança, com 14 pontos.

No pentagonal, o Paysandu voltou a golear na abertura, desta vez fazendo 4 a 0 no Izabelense. Depois, bateu o Sport Belém por 2 a 1, empatou sem gols com o Remo e venceu a Tuna Luso por 1 a 0. Com sete pontos, o time bicolor ficou na liderança e se garantiu na decisão.

O Paysandu voltou para a final do Campeonato Paraense e teve pela frente a Tuna Luso, que defendia o título e tinha uma campanha idêntica ao dos bicolores. Em partida única no Mangueirão, quem vencesse levaria o título. Empate provocaria uma prorrogação. Embora a Tuna tivesse tentado, o Papão foi mais forte no ataque e chegou ao título ao vencer por 1 a 0, gol anotado por Cabinho, de pênalti e já no segundo tempo de jogo.
 
A campanha do Paysandu:
23 jogos | 18 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 47 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Paysandu

Vila Nova Campeão Goiano 1984

A alternância de forças estava muito viva no Campeonato Goiano da década de 1980. Em 1984, foi a vez do Vila Nova recuperar o título estadual e chegar a 11 títulos na sua história.

O estadual teve 12 times na participação. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com cada líder garantindo um ponto extra para a fase final. Nesta, as quatro melhores campanhas na soma geral disputaram um quadrangular de dois turnos. A princípio, valendo o título, mas confusões nos tribunais fariam ocorrer a disputa de uma quarta fase, esta sim para coroar o campeão.

A campanha do Vila Nova começou com derrota por 2 a 0 para o Ceres. A primeira vitória aconteceu no jogo seguinte, por 3 a 0 sobre o Goianésia. Mas o Tigrão não conseguiu emendar uma boa primeira fase, com mais três vitórias, três empates e três derrotas nas partidas restantes. Com 11 pontos, o time foi o sexto colocado, seis pontos atrás do líder Goiânia, que garantiu seu ponto extra.

Na segunda fase, o Vila Nova melhorou. Estreou com vitória por 3 a 0 sobre o Nacional de Itumbiara, seguido por cinco vitórias, quatro empates e uma derrota nos dez jogos seguintes. O time colorado conseguiu somar 16 pontos e acabou na liderança, conseguindo o ponto extra para a etapa seguinte.

Tudo ocorreu bem até o fim da segunda fase. Goiânia, Vila Nova, Atlético e Goiás fizeram as quatro melhores campanhas e estavam no quadrangular final. Porém, irregularidades cometidas pelo Goiás fez a disputa acontecer sub júdice, até o clube ser julgado pelo TJD goiano. Nas seis partidas que que o Tigrão disputou, fez quatro vitórias, um empate e uma derrota, com dez pontos e a primeira colocação. Os resultados davam o título ao Vila, mas o tapetão decidiu pela exclusão do Goiás da fase final, e sua substituição pelo Rio Verde, quinto colocado na soma das duas primeiras etapas.

Um novo quadrangular foi realizado, com o Rio Verde no lugar do Goiás, e um ponto extra concedido ao Vila Nova. Porém, ninguém mais sabia o que valia ou não, até mesmo se o Goiás poderia recorrer e recuperar seu lugar na fase final. Segundo dados da RSSSF Brasil, a etapa com os esmeraldinos acabou transformada em uma terceira fase, enquanto matérias da Revista Placar dizem que o quadrangular foi anulado. De qualquer forma, o Vila Nova não quis correr riscos e arrancou na decisão com três vitórias e um empate nas quatro primeiras rodadas. Na quinta partida, o Tigrão bateu o Rio Verde por 1 a 0 no Serra Dourada e enfim confirmou o título. A última rodada nem foi realizada, devido ao desgaste causado pela confusão para times, dirigentes e torcedores.

A campanha do Vila Nova (segundo a RSSSF Brasil):
33 jogos | 18 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 46 gols marcados | 24 gols sofridos

A campanha do Vila Nova (segundo a Revista Placar):
27 jogos | 14 vitórias | 8 empates | 5 derrotas | 36 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Ronaldo Kotscho/Placar

Ceará Campeão Cearense 1984

O Ceará recuperou a hegemonia estadual em 1984, depois de três anos e dois campeonatos longe do título. De forma dominante, o clube chegou à 27ª conquista cearense naquela temporada e igualou o ranking de taças com seu maior rival.

O estadual foi composto por dez participantes. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com o líder indo à decisão. Os seis melhores passaram para um hexagonal seguinte, também em turno único e com o líder fazendo a final. O vencedor de cada decisão de fase se classificou para o quadrangular final, ao lado das duas melhores campanhas no geral. Porém, se um mesmo clube vencesse as duas etapas, ele seria campeão por antecipação.

A campanha do Ceará teve início na goleada por 6 a 0 sobre o Calouros do Ar. Nos outros oito jogos, venceu mais seis e empatou dois, encerrando a primeira parte da primeira fase na liderança, com 16 pontos. No hexagonal, o Vozão atuou mais cinco vezes, com quatro vitórias e um empate. Com nove pontos, a equipe fechou outra vez no primeiro lugar. Desta forma, não foi necessária a decisão da primeira fase, com os alvinegros indo diretamente à fase final.

Na segunda fase, o Ceará estreou com vitória por 3 a 0 sobre o América de Fortaleza. O ritmo seguiu arrasador com oito vitórias nas oito partidas seguintes, o que deu a liderança ao Vozão com 18 pontos. No hexagonal, o time deu algumas osciladas e venceu somente um jogo, com mais dois empates e duas derrotas. No fim, terminou em terceiro lugar com quatro pontos, cinco a menos que o líder Guarany de Sobral.

Ceará e Guarany de Sobral decidiram a segunda fase. Para o Vozão, a final valeu também o título estadual. Já o time do interior precisava vencer para provocar o quadrangular, junto com Fortaleza e Icasa. A primeira partida foi realizada em Sobral, no Estádio do Junco. Fora de casa, o time alvinegro provou sua maior qualidade e venceu por 2 a 0, encaminhando a conquista. O segundo jogo aconteceu no Castelão, e o Ceará voltou a fazer 2 a 0, mesmo quando o empate lhe favorecia, com gols anotados por Katinha e Anselmo. De maneira antecipada, o Ceará ficou com o título e encerrou a época de domínio do maior rival. 

A campanha do Ceará:
30 jogos | 23 vitórias | 5 empates | 2 derrotas | 66 gols marcados | 16 gols sofridos
 

Foto Edson Pio/Placar

Joinville Campeão Catarinense 1984

Em mais um capítulo de uma década vencedora, o Joinville conquistou o heptacampeonato catarinense em 1984. O título representou o oitavo estadual vencido pelo clube em oito anos de existência.

Mais uma vez, o estadual foi arrastado, com 12 participantes em três fases. Na primeira, a Taça Governador do Estado, os times foram separados em dois grupos e jogaram em dois turnos. Cada líder foi à semifinal. Depois, nova organização em duas chaves, com mais dois líderes indo ao mata-mata. Na segunda fase, a Taça J.A. Rebelo, todos se enfrentaram em turno único, mas divididos em quatro grupos. Os dois melhores de cada chave foram ao mata-mata. A terceira fase foi igual a anterior, mas chamada de Taça Aldo Almeida. Por fim, o três vencedores de fases e o time de melhor campanha na soma geral disputaram o quadrangular final em dois turnos.

A história do Joinville começou na vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense fora de casa. Depois, venceu mais três vezes, empatou três e perdeu uma, ficando na liderança do grupo A da primeira fase com 15 pontos. No outro turno da primeira fase, o JEC venceu quatro jogos, empatou quatro e perdeu dois, encerrando em segundo no grupo C com 12 pontos, atrás do Criciúma no saldo de gols. Na semifinal, o Coelho passou pelo Blumenau. Na final, bateu o Figueirense depois empatar os dois primeiros jogos por 1 a 1 e vencer o terceiro por 1 a 0 no Ernestão.

Na segunda fase, o Joinville iniciou com derrota por 2 a 0 para o Inter de Lages fora de casa. Nas outras dez partidas, venceu quatro, empatou duas e perdeu quatro. Com apenas dez pontos, a campanha foi irregular, mas o JEC deu sorte que seus oponentes no grupo A (Rio do Sul e Marcílio Dias) foram piores, e isso foi suficiente para a liderança da chave. Nas quartas de final, os tricolores passaram pela Chapecoense. Na semifinal, bateram o Figueirense. Na final, Joinville superou o Blumenau com empate por 1 a 1 fora e vitória por 2 a 0 no Ernestão. As conquistas das duas primeiras fases deram um ponto extra ao JEC no quadrangular final.

O torneio foi para a terceira fase com uma desistência: o Carlos Renaux saiu da disputa devido às enchentes que atingiram a cidade de Brusque. O Joinville voltou a estrear com derrota para o Inter de Lages, por 2 a 1 em casa. Nas demais nove partidas, venceu quatro, empatou quatro e perdeu uma. Com 12 pontos, o JEC ficou no segundo lugar do grupo A, dois pontos a menos que o líder Avaí. Nas quartas de final, bateu o Blumenau nos pênaltis. Na semifinal, tirou o Figueirense. Na final, o Coelho foi superado pelo Avaí, que avançou ao quadrangular.

O Joinville chegou à fase final com um ponto a mais que Avaí, Figueirense e Blumenau (os dois últimos ocuparam as vagas pela soma geral). Em uma disputa forte contra os alvinegros, o JEC chegou ao título na última rodada. Depois de vencer dois jogos e empatar três nas cinco rodadas anteriores, os tricolores tinham oito pontos contra seis do Figueirense. Na partida derradeira, os times se enfrentaram no Orlando Scarpelli, e o Joinville segurou o empate por 0 a 0 para ser campeão mais uma vez.

A campanha do Joinville:
64 jogos | 29 vitórias | 23 empates | 12 derrotas | 83 gols marcados | 55 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Náutico Campeão Pernambucano 1984

Depois de dez anos, o Náutico voltou a comemorar um título pernambucano em 1984. O clube alvirrubro saiu da fila e chegou ao 16º títulos após uma maratona imposta pelo regulamento.

Onze times disputaram o estadual, em três fases iguais. Na primeira fase, todos se enfrentaram em turno único, com os cinco melhores indo à um pentagonal. O líder de cada turno fez a final. Na segunda fase, continuaram os dez melhores da etapa anterior, com turno, pentagonal e final entre os líderes. Na terceira fase, permaneceram os oito melhores da etapa anterior, novamente com turno, pentagonal e decisão. O ganhador de cada fase foi à final geral.

A trajetória do Náutico começou na goleada por 8 a 0 sobre o Ferroviário de Recife. Nos outros nove jogos da primeira fase, venceu mais sete e empatou dois, terminando com 18 pontos. O time ficou empatado na liderança com o Sport, tendo de fazer uma partida extra para definir o primeiro finalista da fase. Depois de empatar por 1 a 1, o Timbu venceu nos pênaltis por 3 a 1. No pentagonal, a equipe venceu dois jogos, empatou um e perdeu um, tornando a empatar com os rubro-negros na liderança com cinco pontos. No desempate, o Náutico perdeu por 2 a 0. Por fim, na decisão da etapa, em outro Clássico dos Clássicos, os times ficaram no 2 a 2. De novo nos pênaltis, o alvirrubro venceu por 4 a 3.

Na segunda fase, o Náutico estreou com nova goleada, por 6 a 0 sobre o Íbis. Na sequência, venceu mais cinco vezes, empatou duas e perdeu uma, encerrando em terceiro lugar com 14 pontos, três a menos que o líder Sport. No pentagonal, a equipe alvirrubra ganhou duas partidas, empatou uma e perdeu uma, tornando a somar cinco e a ficar com a liderança empatada, mas com o Santa Cruz. No desempate, o Timbu perdeu por 1 a 0. A etapa foi vencida pelo Santa Cruz em cima do Sport.

A estreia do Náutico na terceira fase foi na vitória por 1 a 0 sobre o Atlético Caruaru. Nas demais seis partidas, o time venceu três e perdeu três, terminando em quarto lugar com oito pontos, seis atrás do líder Santa Cruz. No pentagonal, desta vez o Timbu foi líder isolado, com sete pontos, três vitórias e um empate. Na decisão da fase, os alvirrubros venceram o Santa Cruz por 2 a 1 e conquistaram uma vantagem do empate para a final.

Com a primeira e a terceiras fases no bolso, o Náutico decidiu o título estadual no Arruda contra o Santa Cruz, ganhador da segunda etapa. Como o Timbu estava com a vantagem do empate, entrou em campo para fazer valer o regulamento ao seu favor, sem precisar de outra partida. O resultado de 0 a 0 colocou ponto final ao jejum alvirrubro.

A campanha do Náutico:
44 jogos | 26 vitórias | 10 empates | 8 derrotas | 85 gols marcados | 28 gols sofridos


Foto Maurício Coutinho/Placar

Bahia Campeão Baiano 1984

A rotina de títulos do Bahia continuou em 1984. Naquela temporada, o clube conquistou seu 34º título baiano, a 13ª taça nos últimos 15 estaduais e o tetracampeonato, que encerrou mais uma sequência vencedora do Tricolor de Aço.

O campeonato contou com dez participantes. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando para um quadrangular. Na terceira fase, as oito melhores campanha na soma das etapas anteriores jogaram em mais um turno, com os quatro primeiros também indo a um quadrangular. O ganhador de cada quadrangular foi à fase final com um ponto extra, junto com o clube de melhor retrospecto no geral.

A campanha do Bahia iniciou no triunfo por 1 a 0 sobre a Catuense em casa. Nos outros oito jogos da primeira fase, ganhou mais quatro, empatou três e perdeu um, terminando na liderança com 13 pontos. No quadrangular, porém, o time foi somente o segundo, após empatar sem gols com o Serrano, fazer 2 a 0 no Leômico e ficar em outro 0 a 0 com o Ypiranga. O Tricolor de Aço fez os mesmos quatro pontos que o Serrano, mas ficou atrás do adversário no saldo de gols.

Na segunda fase, o Bahia estreou com empate por 1 a 1 com o Vitória. Depois, triunfou quatro vezes, empatou duas e perdeu duas, encerrando em segundo lugar com 11 pontos. No quadrangular, a equipe fez 1 a 0 no Leônico, empatou por 2 a 2 com a Catuense e ganhou por 3 a 1 do Atlético de Alagoinhas. Com cinco pontos, o Tricolor ficou em primeiro e se garantiu na fase final.

Mais sossegado, o Bahia começou a terceira fase com derrota por 2 a 0 para o Itabuna. Nas seis partidas seguintes, ganhou três e empatou três, encerrando na terceira colocação com nove pontos. No quadrangular, o saldo de gols voltou a fazer falta. Os tricolores fizeram 1 a 0 no Itabuna, perderam por 2 a 1 para a Catuense e triunfaram por 1 a 0 sobre o Vitória. Com quatro pontos, o time empatou duplamente com Catuense e Vitória, mas o time do interior teve três gols de diferença contra dois dos rubro-negros e um do Bahia, que foi somente o terceiro colocado.

Bahia, Serrano, Catuense e Leônico disputaram o quadrangular final em dois turnos, os três primeiros com um ponto extra cada. Com mais time, o Tricolor de Aço não teve problemas para bater os adversários. Chegou a empatar duas vezes por 1 a 1 contra Serrano e Leônico, mas engatou três triunfos nos jogos seguintes, por 2 a 1 sobre a Catuense, por 5 a 2 sobre o Serrano, no returno, e por 4 a 1 sobre o Leônico, confirmando o tetra com dez pontos e uma rodada de antecedência.

A campanha do Bahia:
40 jogos | 20 triunfos | 15 empates | 5 derrotas | 64 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Gildo Lima/Placar

Pinheiros Campeão Paranaense 1984

O Esporte Clube Pinheiros foi um clube de Curitiba, formado em 1971 a partir da mudança de nome do Água Verde. O time teve uma história meteórica, com o ponto alto sendo dois títulos paranaenses. O primeiro deles veio em 1984, cinco anos antes da fusão com o Colorado, que originou o Paraná Clube.

O campeonato foi realizado com 12 times. Nas três primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com o líder indo à etapa final com um ponto extra. Os três vencedores e a equipe com a melhor campanha na soma geral disputaram o quadrangular final em dois turnos, valendo o título estadual.

Porém, o Pinheiros começou mal a primeira fase. Na estreia, perdeu por 1 a 0 para o Pato Branco fora de casa. A primeira vitória veio na partida seguinte, por 2 a 0 sobre o Londrina em casa, na Vila Olímpica do Boqueirão. Depois, o time só venceu mais um jogo, seguido por quatro empates e quatro derrotas. Com oito pontos, o Leão da Vila Guaíra foi o nono colocado, dez pontos atrás do líder Coritiba, que se garantiu no quadrangular final.

As coisas deram uma leve melhorada na segunda fase. Na abertura, o Pinheiros venceu o Pato Branco por 2 a 1 em casa. Nas demais dez partidas, ganhou mais duas, empatou seis e perdeu duas. A equipe ficou em sexto lugar com 12 pontos. O líder, e classificado à decisão, foi o Colorado, com 16.

Na terceira fase, o Pinheiros decolou. O time iniciou com empate por 1 a 1 com o Pato Branco fora, depois levou 1 a 0 do Athletico, mas engrenou nos outros jogos com sete vitórias e dois empates. Com 17 pontos, o Leão conseguiu a liderança e foi ao quadrangular final.

O Pinheiros se juntou a Coritiba, Colorado e Athletico na fase final, com um ponto de bônus. O time alviceleste abriu com 3 a 1 sobre o Coritiba, seguiu com 1 a 0 sobre o Athletico e empatou sem gols com o Colorado. Na quarta rodada, perdeu por 1 a 0 para os coxas-brancas. Na quinta, fez 2 a 1 nos alvirrubros. O Leão estava com oito pontos, contra sete do Colorado.

Na última rodada, o Pinheiros entrou no Couto Pereira contra o Athletico, precisando apenas do empate para confirmar o título. Mas o time venceu mais uma vez, por 2 a 0, consumando de vez a surpresa.

A campanha do Pinheiros:
39 jogos | 16 vitórias | 14 empates | 9 derrotas | 47 gols marcados | 34 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Cruzeiro Campeão Mineiro 1984

Após sete complicados anos de espera, o Cruzeiro voltou a comemorar o título mineiro em 1984. O clube chegou ao 21º título estadual da melhor maneira que poderia fazer: goleando o rival e acabando de vez com sua hegemonia. Um título para relembrar os grandes tempos que foram a década de 1970.

O regulamento do estadual naquele ano foi desenvolvido com 14 participantes. Nas duas primeiras fases, os times se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando à semifinal. Os vencedores foram à final, e cada ganhador de fase foi à decisão geral.

O Cruzeiro deu início à sua campanha com vitória por 4 a 2 sobre o Guarani de Divinópolis em casa. Nos outros 12 jogos da Taça Minas Gerais, venceu mais oito, empatou dois e perdeu dois, encerrando na liderança com 20 pontos, seguido por Guarani, Villa Nova e América. O Atlético foi apenas o sexto.

Na semifinal da primeira fase, a Raposa passou pelo Villa Nova depois de empatar a ida por 1 a 1 e vencer a volta por 3 a 2. Na final, o Cruzeiro bateu o América ao vencer duas vezes por 2 a 1, classificando-se à decisão geral.

Na segunda fase, o Cruzeiro começou com derrota por 1 a 0 para o Democrata de Sete Lagoas. A primeira vitória aconteceu na terceira partida, por 3 a 0 sobre o Tupi. Nos demais 11 jogos, venceu cinco e empatou seis, encerrando em segundo lugar com 18 pontos, dois a menos que o líder Atlético. Na semifinal, a Raposa superou o Valeriodoce com vitórias por 1 a 0 na ida e por 2 a 0 na volta.

Na decisão, o Cruzeiro encontrou o Atlético, que avançou ao eliminar o Democrata de Governador Valadares. Duas coisas podiam acontecer no Mineirão: ou os alvinegros venciam e confirmavam mais dois jogos na final geral, ou os cruzeirenses antecipavam o título. Deu a segunda opção. Na ida, a Raposa goleou o rival por 4 a 0 e encaminhou o título, com dois gols de Carlinhos, um de Tostão e um de Carlos Alberto Seixas. Na volta, o Cruzeiro perdeu por 1 a 0, resultado que não reduziu a festa azul.

A campanha do Cruzeiro:
34 jogos | 21 vitórias | 9 empates | 4 derrotas | 59 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Armênio Abascal/Placar

Internacional Campeão Gaúcho 1984

Deu Inter mais uma vez no Campeonato Gaúcho. Em 1984, o clube chegou ao tetracampeonato estadual e o 29º título na história em uma temporada, no mínimo, peculiar. Antes da disputa no Rio Grande do Sul, que aconteceu no segundo semestre, 11 atletas colorados foram convocados para a Seleção Brasileira que disputou e conquistou a medalha de prata no Torneio Olímpico, em Los Angeles.

A disputa estadual contou com 14 participantes. Na primeira fase, chamada de Copa ACEG, 12 se enfrentaram em dois turnos, valendo uma vaga na etapa final e um ponto extra para o líder. Internacional e Grêmio entraram a partir da segunda fase. Tanto nesta quanto na terceira etapa, as equipes atuaram em turno único, com um ponto extra para cada líder. Na fase final, os três líderes e as três melhores campanhas na soma da segunda e terceira etapas se enfrentaram em um hexagonal de dois turnos, com a distribuição de mais pontos extras para os dois melhores do interior.

Na primeira fase, o Novo Hamburgo foi o time classificado para a decisão, com um ponto de bônus. O Internacional estreou na segunda fase, com empate por 1 a 1 com o São Borja no Beira-Rio. A primeira vitória colorada só foi acontecer na quarta partida, por 1 a 0 sobre o Juventude em Caxias do Sul. Nos outros 11 jogos, o time venceu seis e empatou cinco, o que deixou o Inter na liderança com 20 pontos, classificado à fase final com o primeiro ponto extra.

O Inter seguiu regular na segunda fase. Na estreia, venceu o Esportivo por 2 a 0 em Bento Gonçalves. Depois, venceu mais oito vezes, empatou três e perdeu uma, terminando outra vez em primeiro lugar, com 21 pontos e o segundo de bônus para o hexagonal final.

Além de Internacional e Novo Hamburgo, foram à fase final Grêmio, Brasil de Pelotas, Pelotas e Juventude, com pontos extras para os pelotenses. E a vantagem colorada de dois pontos foi fundamental para a conquista do título. O time até perdeu na abertura, por 1 a 0 para o Brasil fora de casa, mas se recuperou com seis vitórias e uma derrota nas partidas seguintes, indo a 14 pontos contra 11 do Grêmio.

Na penúltima rodada, o Inter perdeu novamente para o Brasil, por 1 a 0 no Beira-Rio. Porém, o Grêmio também foi derrotado, para o Novo Hamburgo, e isso selou a conquista antecipada do tetra colorado.

A campanha do Internacional:
36 jogos | 22 vitórias | 10 empates | 4 derrotas | 55 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Gerson Schirmert/Agência RBS/Placar