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Passo Fundo Campeão Gaúcho Série A2 2026

Nascido da união dos clubes 14 de Julho e Gaúcho em 1986, o Esporte Clube Passo Fundo conquistou seu primeiro título logo no ano de estreia, da Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho. Logo depois, o Gaúcho saiu da fusão, e o Passo Fundo seguiu com próprias pernas sua trajetória. Mas o segundo título do time só viriam décadas depois, com a Copa Serrana em 2013 e o bicampeonato da Série A2 do Gauchão em 2026, esta última recolocando a equipe na primeira divisão estadual depois de dez anos.

O torneio de acesso em 2026 voltou a ter 16 participantes, que se enfrentaram em turno único na primeira fase. Em 15 partidas disputadas, o Tricolor do Planalto venceu oito, empatou seis e perdeu uma, encerrando na liderança da etapa inicial com 30 pontos, quatro a mais que o vice Veranópolis.

Nas quartas de final, o Passo Fundo encarou o Brasil de Farroupilha e venceu os dois jogos por 2 a 0, na ida nas Castanheiras, fora de casa, e na volta no Vermelhão da Serra, em casa. Na semifinal, o tricolor bateu a Apafut após empatar por 1 a 1 a ida em Caxias do Sul e vencer a volta por 3 a 1 no Vermelhão da Serra, confirmando o acesso para a elite estadual.

Na final, o Passo Fundo enfrentou o Brasil de Pelotas, que eliminou Esportivo e União Frederiquense. A primeira partida foi disputada em Pelotas, no Bento Freitas, e o Tricolor do Planalto buscou o empate por 1 a 1. O segundo jogo aconteceu no Vermelhão da Serra, e novo empate por 0 a 0 levou a disputa aos pênaltis. Nas cobranças, o Passo Fundo venceu por 3 a 2 e faturou o bicampeonato.

A campanha do Passo Fundo:
21 jogos | 11 vitórias | 9 empates | 1 derrota | 30 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Alex Borgmann/FGF

Cruzeiro Campeão da Libertadores Feminina 2026

Em um passo histórico, o maior já dado em sua história, o Cruzeiro levantou o título inédito da Libertadores Feminina em 2026. A conquista representou muitas coisas: foi a maior que o futebol de mulheres de Minas Gerais já obteve, colocou um ponto final na sequência de vitórias do Corinthians e marcou uma impressionante reação na decisão contras as próprias paulistas.

A competição foi realizada com o mesmo formato visto nas outras temporadas, com 16 times divididos em quatro grupos, seguido por quartas de final, semifinal e a decisão, tudo em um só turno e em sede única. Em 2026, o país escolhido para abrigar as partidas foi o Equador, em dois estádios de Quito.

A campanha do Cruzeiro teve início no grupo C da primeira fase, ao lado de LDU Quito Bolívar e Olimpia. Na estreia, as mineiras venceram as donas da casa equatorianas por 2 a 1, em partida apertada. Depois, bateram por 3 a 0 tanto as bolivianas quanto as paraguaias, com destaque para o hat-trick de Byanca Brasil no segundo jogo. As Cabulosas encerraram na liderança da chave com nove pontos.

Nas quartas de final, o Cruzeiro encontrou outro time do Paraguai, o Libertad, vencendo-o com outro 3 a 0. Na semifinal, foi a vez de reencontrar o Olimpia, com uma vitória um pouco mais apertada, por 1 a 0. Estreante na Libertadores, a Raposa chegou na final.

Na decisão, o Cruzeiro enfrentou o Corinthians, que chegou lá pela sétima vez ao passar por Independiente del Valle e Santa Fe no mata-mata. No estádio Casa Blanca, as Cabulosas tinham a chance de vingar as derrotas nas finais da Supercopa do Brasil de 2024 e do Brasileirão de 2025. Mas quem começou melhor foi o time alvinegro, que abriu três gols de vantagem até os quatro minutos do segundo tempo. A reação cruzeirense iniciou aos sete, com o primeiro gol nos pés de Byanca Brasil.

Aos 13 minutos, Vitória Calhau fez o segundo gol mineiro, porém o Corinthians anotou o quarto gol aos 23. Outra reação fez-se necessárias, e ela veio com os gols de Ketlin aos 30 minutos, e de Letícia aos 46. O resultado de 4 a 4 levou o confronto aos pênaltis. Em uma maratona de 14 cobranças, a goleira Camila Rodrigues defendeu a última cobrança, e o Cruzeiro venceu por 5 a 4, garantindo o título.

A campanha do Cruzeiro:
6 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 16 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Staff Images Woman/Conmebol

Rio Verde Campeão Goiano Divisão de Acesso 2026

Uma das forças mais tradicionais do interior de Goiás voltou para a primeira divisão estadual, depois de nove anos. Desde 2018 longe da elite goiana, o Rio Verde venceu a Divisão de Acesso pela sétima vez em 2026, repetindo os feitos de 1969, 1982, 1989, 1993, 2011 e 2016.

O torneio contou com dez participantes e manteve o formato de pontos corridos com dois turnos, em que cada time disputou 18 partidas. O Rio Verde estreou com com vitória por 3 a 0 sobre o São Luís, fora de casa. A estreia em casa deu-se na partida seguinte, um triunfo por 1 a 0 em cima do Tupy de Jussara, no Mozart Veloso.

Desde as primeiras rodadas, o Verdão do Sudoeste disputou o acesso e o título, destacando-se na liderança da competição ante rivais como Goianésia e Bom Jesus. A subida para a primeira divisão foi confirmada na 17ª e penúltima rodada, no empate por 1 a 1 com o Tupy em Jussara. O título veio na última partida, na goleada por 4 a 1 em cima do São Luís no Mozart Veloso.

A campanha da Rio Verde:
18 jogos | 10 vitórias | 6 empates | 2 derrotas | 30 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Johnny Augusto/Rio Verde

Maringá Campeão Brasileiro Série C 2026

A Série C do Brasileirão de 2026 consagrou um dos principais projetos esportivos do interior do Paraná. Fundado em 2010, o Maringá Futebol Clube alcançou o primeiro título nacional aos 16 anos de existência, em uma campanha pautada pelo equilíbrio extremo com os adversários.

A edição de 2026 manteve o formato consolidado em anos anteriores, trazendo como inovação a redução do número de rebaixados de quatro para dois clubes. A mudança fez parte do movimento da CBF para ampliar a Série C de 20 para 28 times até 2028, garantindo 24 clubes para 2027 (quatro rebaixados da Série B, seis promovidos da Série D e quem ficou entre o quinto e o 18º lugar).

A trajetória do Dogão começou em casa, no Willie Davids, com uma vitória por 3 a 2 sobre a Ferroviária, justamente a equipe que viria a reencontrar na final. A partir dali, o Maringá enfrentou uma fase inicial de altos e baixos. O momento mais crítico ocorreu na sexta rodada, quando a equipe sofreu uma goleada por 5 a 0 diante do Guarani em pleno Willie Davids.

A reação veio logo no jogo seguinte, com uma goleada por 4 a 1 sobre o Ypiranga em Erechim. Mas a instabilidade reapareceu e, após a derrota por 3 a 0 para o Amazonas em casa na 16ª rodada, a diretoria desligou o técnico Moisés Egert, promovendo o auxiliar Ivan Campanari ao comando principal. Sob nova liderança, o Maringá somou duas vitórias e um empate nas três rodadas finais, garantindo a classificação no quarto lugar, com 30 pontos acumulados em oito vitórias, seis empates e cinco derrotas.

Na segunda fase, o Maringá ficou no Grupo B, ao lado de Santa Cruz, Floresta e Botafogo-PB. Foi neste momento que o time atingiu o auge da campanha. Com três vitórias, dois empates e uma derrota, a equipe alcançou a liderança da chave com 11 pontos. A vaga na final e o inédito acesso à Série B foram assegurados na última rodada: o Maringá venceu o Floresta por 2 a 0 no Willie Davids e superou o Santa Cruz no saldo de gols, beneficiado pela derrota pernambucana para o Botafogo em João Pessoa.

Na disputa pelo título, o Maringá enfrentou a Ferroviária, líder do outro grupo diante de Inter de Limeira, Brusque e Paysandu. No jogo de ida, no Willie Davids, a equipe paranaense esteve próxima da vitória, mas cedeu o empate em 1 a 1 nos acréscimos da etapa complementar. A volta ocorreu na Fonte Luminosa, em Araraquara. Sem se intimidar com o mando paulista, o Maringá construiu a vitória com apenas 12 minutos de jogo, com gols de Lucas Bonifácio e Ronald Camarão encaminhando a vitória. No fim, a equipe confirmou o triunfo por 2 a 1 e ergueu a taça inédita da Série C.

A campanha da Maringá:
27 jogos | 12 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 41 gols marcados | 34 gols sofridos


Foto Rafael Ribeiro/CBF

São Paulo Campeão Brasileiro Feminino 2026

Uma nova história começou a ser escrita no Brasileirão Feminino. Em 2026, o São Paulo colocou um ponto final na sequência de títulos do Corinthians e conquistou o título pela primeira vez dentro do formato atual, introduzido em 2013. Por outro lado, este foi o quarto título nacional na história do clube, que venceu a Supercopa em 2025, a Série A2 em 2019 e o mais importante, a Taça Brasil em 1997.

O Campeonato Brasileiro Feminino de 2026 foi considerado um torneio de transição, com 18 participantes. Antes com 16, a ideia é chegar a 20 times a partir de 2027, mesmo ano em que a Copa do Mundo acontece no Brasil. O regulamento manteve-se o mesmo adotado em 2019, com 17 rodadas na primeira fase. A campanha do São Paulo começou fora de casa, na vitória por 2 a 1 sobre o Internacional. A primeira vitória em casa veio na segunda rodada, por 2 a 1 sobre o Bahia. Nos outros 15 jogos, as Soberanas venceram 11, empataram dois e perderam dois. Os resultados garantiram a liderança tricolor com 41 pontos. Na sequência, as outras vagas no mata-mata foram preenchidas por Corinthians, Palmeiras, Ferroviária, Flamengo, Bahia, Cruzeiro e Grêmio.

O São Paulo enfrentou o Grêmio nas quartas de final. Na ida em Porto Alegre, o primeiro duelo de tricolores terminou empatado sem gols. Na volta em Campinas, no Brinco de Ouro, as Soberanas venceram por 2 a 0. Na semifinal, o adversário foi o Flamengo. No primeiro jogo, o São Paulo venceu por 3 a 1 no Rio de Janeiro. Na segunda partida, outra vitória por 1 a 0 em Campinas colocou o Tricolor na final com a melhor campanha e a chance de decidir a volta em casa.

A decisão foi disputada entre São Paulo e Corinthians, que passou por Cruzeiro e Bahia. Esta foi a décima final consecutiva da equipe alvinegra, que até então tinha sete títulos (seis consecutivos) e dois vices. Porém, em fato inédito, a primeira partida foi realizada com mando corinthiano, na Neo Química Arena. Sem se intimidar, as Soberanas saíram da casa do rival com a vitória por 2 a 1, de virada, com gols de Giovanna Crivelari e Isa Guimarães. No segundo jogo, no Morumbi, quase 50 mil torcedores protagonizaram o maior público já visto no futebol feminino do Brasil e da América do Sul. Em campo, Bia Menezes fez o gol são-paulino e o Corinthians empatou em 1 a 1. O resultado foi suficiente para confirmar a conquista tricolor e impor uma derrota ao rival no Brasileirão depois de sete anos.

A campanha do São Paulo:
23 jogos | 17 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 40 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Rubens Chiri/São Paulo

Vasco Campeão Brasileiro Feminino Série A2 2026

Um dos verdadeiros pioneiros do futebol feminino no Brasil, o Vasco recuperou seu lugar de direito em 2026. Ao ser campeão da Série A2 do Brasileirão, o Cruz-maltino carimbou o retorno à primeira divisão a partir de 2027, 11 anos depois da última participação. Mais longe ainda, o clube retomou uma tradição de títulos que remonta ao tetracampeonato da Taça Brasil em 1993, 1994, 1995 e 1998.

O Campeonato Brasileiro da Série A2 passou por uma reformulação histórica em 2026. O número de participantes continuou em 16, mas a CBF acabou com a divisão por grupos e fez uma primeira fase em que todos os times se enfrentassem. Desta forma, o número mínimo de partidas mais que dobrou para as equipes, de sete para 15. O restante seguiu igual, com os oito melhores classificando-se ao mata-mata.

Desde a primeira rodada, o Vasco mostrou que era o maior favorito ao acesso e ao título. Na estreia, o time fez 2 a 1 no Ação, em partida no Nivaldão, em Nova Iguaçu. Depois, as Meninas da Colina foram ao interior paulista para vencer o AD Taubaté também por 2 a 1. A grande sequência seguiu com vitórias em cima de Pérolas Negras, Itabirito, Sport, Paysandu, Itacoatiara, Atlético-PI, Rio Negro-RR, Doce Mel, Ceará, Vila Nova e UDA, além de empates com 3B da Amazônia e Minas Brasília. Com 41 pontos acumulados em 13 triunfos e duas igualdades, o Cruz-maltino foi o líder da primeira fase.

Nas quartas de final, o Vasco carimbou o acesso em cima do AD Taubaté, ao vencer a ida por 2 a 1 no Joaquinzão e a volta por 2 a 1 em São Januário. Na semifinal, foi a vez de eliminar o Atlético-PI com duas goleadas, por 4 a 1 em Teresina e por 4 a 0 no Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro.

O Vasco encarou o Itabirito na final. O clube mineiro, antes de se mudar para Varginha e criar outra identidade, passou por Sport e Minas Brasília. A ida foi realizada na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Com gols de Fernanda Marcela, Vanessa Arce e Lourdes González, as Meninas da Colina venceram por 3 a 1. Na volta, em São Januário, as cruz-maltinas levaram dois sustos com os gols do Itabirito, mas Ju Santos descontou para 2 a 1. A derrota tirou a invencibilidade vascaína, mas não o título.

A campanha do Vasco:
21 jogos | 18 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 68 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Thiago Ribeiro/Staff Images/CBF

Uberlândia Campeão Brasileiro Série D 2026

O Brasileirão da Série D passou por profundas transformações em 2026, acompanhando a reformulação do futebol nacional. O número de participantes saltou de 64 para 96 clubes, definidos via estaduais de 2025, Ranking da CBF e pelo descenso da Série C. A expansão alterou a primeira fase, que passou a contar com 16 grupos de seis integrantes, preservando a regionalização. O mata-mata ganhou uma etapa adicional para abrigar os 64 classificados da fase inicial. Além disso, o número de vagas de acesso à Série C aumentou de quatro para seis, adequando-se ao plano de ampliação da terceira divisão para 2027, o que introduziu um playoff de acesso entre os eliminados nas quartas de final.

Nesse cenário, a taça ficou com uma grande força do futebol mineiro. O Uberlândia conquistou o título da Série D pela primeira vez em sua história, voltando a erguer um troféu nacional 42 anos depois da Taça CBF de 1984, a Série B da época. O ano também ficou marcado pela parceria com a empresa de mobilidade Uber, que adquiriu o naming rights do clube e formalizou a grafia UberLÂNDIA.

Comandando por Danilo, campeão mundial como atleta no São Paulo e no Corinthians, o Uberlândia esteve no Grupo A11 da primeira fase, ao lado de Betim, CRAC, Ivinhema, Abecat e Operário-MS. O Furacão da Mogiana estreou com vitória por 1 a 0 sobre a Abecat, em Ouvidor, no interior de Goiás. O primeiro triunfo em casa, no Parque do Sabiá ocorreu na terceira rodada, ao bater o CRAC por 2 a 1, recuperando-se da derrota por 2 a 1 diante do Ivinhema, também em casa. Nas sete partidas restantes, a equipe teve três vitórias, três empates e uma derrota, avançando na liderança do grupo com 18 pontos.

Na segunda fase, o Uberlândia superou o Rio Branco-ES ao vencer por 2 a 0 em Cariacica e empatar por 2 a 2 no Parque do Sabiá. O roteiro se repetiu na terceira fase contra o Serra Branca: vitória por 1 a 0 no Amigão, em Campina Grande, e igualdade em 2 a 2 no Triângulo Mineiro.

Nas oitavas de final, o Verdão enfrentou a Portuguesa. No jogo de ida, no Parque do Sabiá, venceu por 2 a 0. Na partida de volta, no Canindé, a equipe confirmou a vaga mesmo com a derrota por 1 a 0. O duelo decisivo pelo acesso ocorreu nas quartas de final contra o CSA. No primeiro confronto, em Uberlândia, os donos da casa venceram por 1 a 0. Na partida de volta, no Rei Pelé, em Maceió, o Verdão voltou a se impor, venceu por 2 a 0 e assegurou o retorno à Série C após 23 anos de ausência.

Na semifinal, o adversário foi o ABC. Na ida, no Parque do Sabiá, o Uberlândia venceu por 1 a 0. Na volta, na Arena das Dunas, em Natal, o empate por 1 a 1 garantiu o Furacão da Mogiana na final.

A decisão foi realizada entre Uberlândia e ASA de Arapiraca, que superou Sergipe, Ivinhema, Cianorte, Goiatuba e Gama. No jogo de ida, no Fumeirão, em Arapiraca, o Uberlândia abriu grande vantagem ao vencer por 2 a 0, com gol de Jhonatan e um gol contra da defesa alagoana. A partida de volta foi disputada diante da torcida alviverde no Parque do Sabiá. O ASA chegou a sair na frente e colocar pressão no confronto, mas Marcos Calazans empatou em 1 a 1, decretando a conquista do Uberlândia.

A campanha do Uberlândia:
22 jogos | 12 vitórias | 7 empates | 3 derrotas | 29 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Rafael Ribeiro/CBF

Americano Campeão Carioca Série A2 2026

O Americano colocou fim em uma sequência de sete anos na segunda divisão do futebol carioca foi campeão da Série A2 pela primeira vez em sua história, em uma decisão emocionante.

O campeonato foi disputado por 12 times, que na primeira fase se enfrentaram em turno único. o Americano disputou 11 partidas, com oito vitórias, um empate e duas derrotas. O Alvinegro Campista fechou a primeira etapa com 25 pontos, na liderança e com o título da Taça Santos Dumont.

Na semifinal, o Americano enfrentou o America. Na primeira partida, disputada no Giulite Coutinho, no Rio de Janeiro, os times empataram sem gols. No segundo jogo, no Aryzão, em Campos dos Goytacazes, o Cano goleou por 4 a 1 e avançou para a decisão.

Na final, o Americano encarou o Resende, que passou pelo Maricá. O jogo de ida foi disputado no Estádio do Trabalhador, em Resende, e os campistas perderam por 1 a 0. A partida de volta aconteceu no Aryzão, onde o Americano só foi fazer seu gol nos acréscimos do segundo tempo, vencendo por 1 a 0. Nos pênaltis, a vitória por 6 a 5 deu o título e o acesso ao Cano.

A campanha do Americano:
15 jogos | 10 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 23 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Mayra Louvain/Americano

Villa Nova-MG Campeão Mineiro Módulo II 2026

A tradição falou mais alto no Módulo II do Campeonato Mineiro em 2026, e o Villa Nova tornou-se tricampeão do torneio. Um ano após o rebaixamento, o clube de Nova Lima confirmou o retorno à primeira divisão com a taça, que junta-se às conquistadas em 1995 e 2021.

A competição foi realizada por 12 times, que foram divididos em dois grupos na primeira fase. No grupo B, o Villa Nova fez dez partidas, com quatro vitórias, dois empates e quatro derrota. A campanha, apesar de irregular, classificou o Leão do Bonfim na quarta colocação da chave, com 14 pontos.

Nas quartas de final, o Villa Nova enfrentou o Valeriodoce. Na ida em casa, no Castor Cifuentes, empatou por 1 a 1. Na volta fora, em Itabira, o Leão venceu por 1 a 0. Na semifinal, o adversário foi o Aymorés. No primeiro jogo, em Nova Lima, o Villa ganhou por 1 a 0. Na segunda partida, em Ubá, o empate por 3 a 3 confirmou o acesso alvirrubro.

Na final, o Villa Nova teve pela frente o Democrata de Sete Lagoas, que eliminou o Patrocinense e carimbou o acesso em cima do Mamoré. Na ida, no Castor Cifuentes, o Leão do Bonfim não foi bem e perdeu por 1 a 0. Porém, na volta, disputada na Arena do Jacaré, o Villa venceu por 2 a 1, levando a decisão aos pênaltis. Nas cobranças, a equipe de Nova Lima venceu por 5 a 3 e faturou o troféu.

A campanha do Villa Nova-MG:
16 jogos | 7 vitórias | 4 empates | 5 derrotas | 25 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Átila Kassius/Fuxo Press/FMF

Fluminense de Feira Campeão Baiano Série B 2026

Maior clube do interior baiano, o Fluminense de Feira venceu a Série B do estadual pela primeira vez em 2026. Desde 2021 longe da primeira divisão, o time de Feira de Santana deu um grande passo em seu processo de reestruturação, voltando à elite depois de seis anos.

O torneio teve dez participantes, que na primeira fase se enfrentaram em turno único. Nos nove jogos que disputou, o Touro do Sertão venceu oito e empatou um, encerrando na liderança com 25 pontos, classificado com certa tranquilidade para a semifinal.

O Fluminense enfrentou o Feira, clube da mesma cidade que foi fundado em 2026, sob o modelo de SAF. Na partida de ida, na Arena Cajueiro, as equipes empataram por 1 a 1. No jogo de volta, no Joia da Princesa, os tricolores venceram por 2 a 0 e carimbaram o acesso.

Na final, o Flu de Feira, encarou o SSA, outro jovem time, de Salvador, que passou pelo Barreiras na semi. Na primeira partida, mandada pelo SSA no próprio Joia da Princesa, o Touro do Serão venceu por 2 a 1 e encaminhou o título. No segundo jogo, como mandante, o Fluminense fez 2 a 0 e confirmou a conquista de maneira invicta.

A campanha do Fluminense de Feira:
13 jogos | 11 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 39 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Rafael Falcão/Fluminense de Feira

Planalto Campeão Brasileiro Feminino Série A3 2026

O campeonato mais diverso e alternativo do futebol brasileiro trouxe um novo campeão em 2026. O Planalto Esporte Clube, fundado em 2024 pela Central Única das Favelas em Aparecida de Goiânia, venceu o Brasileirão Feminino Série A3 e trouxe o primeiro título nacional da modalidade para Goiás.

O torneio manteve o regulamento praticamente intacto de 2025 para 2026, com apenas uma mudança: a fase de grupos passou a ser disputada em dois turnos, ou seja, os 32 participantes passaram a ter seis partidas nas oito chaves da primeira fase da competição, antes do tradicional mata-mata.

O Planalto ficou no grupo 2 da primeira fase, junto com Pantanal, Várzea Grande e Cresspom. Na estreia, o clube venceu o Várzea Grande por 2 a 1 em casa, no Aníbal Toledo. Na segunda rodada, o Corvo da Massa bateu o Cresspom por 4 a 1 em Ceilândia, no Distrito Federal. Na terceira partida, empatou sem gols com o Pantanal em Aparecida de Goiânia.

No returno, as Planaltinas tiveram a única derrota em todo o torneio, por 2 a 1 para o Pantanal em Campo Grande. Por fim, o time goleou o Cresspom por 5 a 1 em casa e empatou por 1 a 1 com o Várzea no Mato Grosso. Com 11 pontos, o Planalto ficou na liderança da chave, superando as sul-mato-grossenses no saldo de gols.

Nas oitavas de final, o Corvo passou pelo Rolim de Moura ao empatar na ida por 0 a 0 em Rondônia, e golear na volta por 7 a 0 no Aníbal Toledo. Nas quartas, reencontrando o Pantanal, o time garantiu o acesso ao vencer por 1 a 0 tanto a ida no Mato Grosso do Sul quanto a volta em Goiás. Além do Planalto, três equipes emergentes subiram para a Série A2 em 2027: Juventude-SE, Realidade Jovem e Portuguesa-AP.

Na semifinal, o Planalto eliminou o Realidade Jovem com duas vitórias, por 2 a 0 em Aparecida de Goiânia e por 2 a 1 em São José do Rio Preto, em São Paulo.

A final foi disputada entre Planalto e Juventude-SE, que passou por R4, Prosperidade e Portuguesa-AP. Na ida, no Aníbal Toledo, as Planaltinas venceram por 1 a 0, gol marcado por Marcelly. Na volta, no Batistão, em Aracaju, novo triunfo por 1 a 0 confirmou o título do Planalto, com o gol sendo anotado por Brenda.

A campanha do Planalto:
14 jogos | 10 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 28 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Gabriel Silva/Planalto

Palmeiras Campeão da Brasil Ladies Cup 2026

A Brasil Ladies Cup é uma competição que acontece ao final da temporada nacional de futebol feminino. Foi criada em 2021 numa parceria entre a Federação Paulista de Futebol (FPF) e a Federação Internacional de Football Soccer Society (FIFOS). Até 2024, o torneio aconteceu com oito times, divididos em dois grupos, com o líder de cada passando para a final. Tudo em turno único, em tiro curto, durante quatro edições. A partir de 2025, o torneio foi reduzido para quatro equipes, em uma disputa com semifinal e final.

A sexta edição da Ladies Cup aconteceu em 2026, em julho, durante o período da Copa do Mundo masculina. Os quatro times que receberam o convite foram Palmeiras, Flamengo, Peñarol e a seleção do Paraguai, todos com participações anteriores. Além do calendário, outra novidade foi a mudança de sede, saindo do Canindé, na capital paulista, para o Brinco de Ouro, em Campinas.

Em sua quarta participação, o Palmeiras fez história ao conquistar o bicampeonato, sendo o primeiro time a realizar tal feito na competição. Na semifinal, o Verdão enfrentou a seleção do Paraguai e venceu tranquilamente por 3 a 0, com gols de Pati Maldaner, Bia Zaneratto e Fê Palermo. No outro confronto semifinal, o Flamengo fez 4 a 1 no Peñarol, garantindo mais uma decisão brasileira e entre dois vencedores, algo inédito no torneio. Na disputa pelo terceiro lugar, o Paraguai bateu o Peñarol por 2 a 1 e ficou com a medalha de bronze.

Na final, Palmeiras e Flamengo se enfrentaram, e as Palestrinas venceram por 3 a 1, com dois gols de Lorena Benítez e um de Fê Palermo, todos ainda no primeiro tempo. Com o controle da partida, foi só esperar o segundo tempo passar para soltar o grito de campeão mais uma vez.

A campanha do Palmeiras:
2 jogos | 2 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 6 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Paloma Cassiano/Palmeiras

Hercílio Luz Campeão Catarinense Série B 2026

Depois de 68 anos, o Hercílio Luz voltou a comemorar um título em Santa Catarina. Bicampeão da primeira divisão estadual em 1957 e 1958, o clube da cidade de Tubarão voltou a chegar lá na conquista da Série B de 2026, garantindo o retorno à elite depois de ter sido rebaixado em 2025.

A competição foi disputada por dez times, de maneira muito simples: pontos corridos em turno e returno. Após 18 rodadas, o líder do campeonato ficou com a única vaga de acesso e o título. A estreia do Hercílio Luz aconteceu com goleada por 4 a 1 sobre o Jaraguá em casa, no estádio Aníbal Costa. No restante do primeiro turno, o Leão do Sul venceu mais quatro vezes, empatou duas e perdeu duas, fixando-se na luta pelo título.

No segundo turno, o time disparou. Da 10ª até a 16ª rodada, o Hercílio Luz emendou sete vitórias consecutivas: 2 a 0 no Jaraguá fora, 3 a 0 no Metropolitano em casa, 4 a 2 no Fluminense de Joinville em casa, 2 a 1 no Guarani de Palhoça fora, 2 a 0 no Blumenau fora, 1 a 0 no Juventus de Jaraguá em casa e 2 a 0 no clássico com o Atlético Tubarão na casa do rival.

Na penúltima rodada, o Hercílio Luz recebeu o Caravaggio no Aníbal Costa. Com 38 pontos, contra 32 do vice Metropolitano, um empate bastou para o Leão ser campeão. O empate sem gols confirmou o acesso e o título com uma rodada de antecedência.

A campanha do Hercílio Luz:
18 jogos | 13 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 35 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Murilo da Rosa/Hercílio Luz

Paranavaí Campeão Paranaense 2ª Divisão 2026

O Paranavaí está de volta para a primeira divisão do Campeonato Paranaense depois de 14 anos. Melhor ainda, o clube venceu a Segunda Divisão pela quarta vez em sua história. A conquista de 2026 somou-se às obtidas em 1967, 1983 e 1992, com o desfecho semelhante ao que aconteceu na decisão da elite de 2007, em que o Vermelhinho do Fim da Linha fez história ao ser campeão.

Dez equipes participaram da segundona paranaense, se enfrentando em turno único na primeira fase. Em nove jogos, o Paranavaí venceu três, empatou um e perdeu cinco. A campanha não foi muito boa, mas foi suficiente para classificar o Vermelhinho em sexto lugar, com dez pontos, 13 a menos que o líder Paraná. 

Nas quartas de final, o Diabo Rubro eliminou o Laranja Mecânica, após empatar a ida por 0 a 0 em casa, no Waldemiro Wagner, e vencer a volta em Arapongas por 2 a 1. Na semifinal, o Paranavaí voltou a se superar contra o Patriotas. No primeiro jogo em casa, perdeu por 2 a 1. Na segunda partida, em Campo Largo, venceu por 1 a 0 no tempo normal e por 3 a 2 nos pênaltis, conquistando o acesso.

Na final, o Paranavaí repetiu a decisão da primeira divisão de 2007 contra o Paraná, que passou por Toledo e Araucária. Na ida, no Waldemiro Wagner, os times empataram por 1 a 1. Na volta, na Vila Capanema, ficaram na igualdade por 0 a 0. Nos pênaltis, o Vermelhinho venceu por 4 a 2 e foi campeão.

A campanha do Paranavaí:
15 jogos | 5 vitórias | 4 empates | 6 derrotas | 15 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto André Jonsson/FPF

Itapipoca Campeão Cearense Série B 2026

Vindo da cidade que reúne sertão, serra e mar, o Itapipoca venceu em 2026 a Série B do Campeonato Cearense pela terceira vez, repetindo os feitos obtidos em 2002 e 2013. O clube volta para a primeira divisão estadual depois de dez anos, estando ausente desde 2017.

A competição trouxe dez times divididos em dois grupos na primeira fase. Em oito partidas realizadas no grupo B, o Itapipoca venceu cinco e perdeu três, terminando a etapa inicial na liderança com 15 pontos e avançando diretamente para a semifinal ao lado do Icasa, líder da outra chave. Os vices e terceiros colocados disputaram as quartas de final.

Na semi, o Garoto Travesso eliminou o Crato. Na ida, o Itapipoca empatou fora de casa por 2 a 2. Na volta, no Estádio Perilo Teixeira, venceu por 2 a 0 e garantiu o acesso, além da vaga na final.

Na decisão, o Itapipoca enfrentou o Icasa, que também subiu de divisão ao passar pelo Crateús na semifinal. No primeiro jogo, No Perilo Teixeira, o Itão empatou por 0 a 0, empurrando a definição toda para a segunda partida. Na Arena Romeirão, em Juazeiro do Norte, novo empate por 1 a 1 levou a disputa aos pênaltis, onde o Garoto Travesso venceu por 5 a 3, conquistando o título.

A campanha do Itapipoca:
12 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 16 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Josimar Segundo/Segundo Filmagens/FCF

Espanha Campeã da Copa do Mundo 2026

Rompendo qualquer limite existente, a Copa do Mundo de 2026 voltou a ancorar na América do Norte. Sediada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, esta foi a primeira edição da história a abrigar 48 seleções, transformando o torneio em uma maratona de sobrevivência física e mental ao longo de quase quarenta dias de disputa. Cruzar distâncias entre Vancouver, Cidade do México e Miami sob o calor do verão norte-americano exigiu dos atletas uma resiliência sem precedentes.

No extracampo, as críticas ficam para a interferência política direta na gestão do torneio, que incluem a proibição da entrada de muitos torcedores e até mesmo um de árbitro nos Estados Unidos, as restrições logísticas impostas à participação do Irã, e a anulação do cartão vermelho do atleta estadunidense Folarin Balogun no jogo contra a Bósnia, após um pedido do presidente Donald Trump.

Para a Espanha, no entanto, os desafios serviram como palco para a consagração definitiva de sua identidade tática. Coroando um trabalho que uniu a posse de bola à precisão, tanto ofensiva quanto defensiva, de uma geração de jovens predestinados, a Roja conquistou seu segundo título mundial, desenhando uma era de ouro que já havia faturado a Eurocopa de 2024, tal qual feito em 2008 e 2010.

Apontada com uma das candidatas ao título desde o início, a campanha da Espanha começou no Grupo H. Na estreia, a equipe parou na defesa do estreante Cabo Verde e ficou apenas no empate em 0 a 0. Na segunda rodada, os gols apareceram e os espanhóis a Arábia Saudita por 4 a 0. Na última partida, a Roja garantiu a liderança da chave com sete pontos ao bater o Uruguai por 1 a 0, sem empolgar muito.

Por ser o primeiro Mundial com 48 times, a Espanha precisou passar pela inédita fase de 16 avos de final. O adversário foi a Áustria e a classificação veio com uma vitória por 3 a 0 e a seleção começou a evoluir de fato. Nas oitavas de final, a Espanha enfrentou Portugal e venceu por 1 a 0, gol marcado por Mikel Merino aos 46 minutos do segundo tempo.

Nas quartas de final, a Espanha encarou a Bélgica. Mantendo a frieza, a Roja venceu por 2 a 1, com os gols anotados por Fabián Ruiz, e outra vez por Merino nos minutos finais. Na semifinal, o teste de fogo foi contra a França, que vinha embalada e era a principal favorita ao título. Porém, tudo foi resolvido com maturidade: um incontestável 2 a 0, construído com gols de Mikel Oyarzabal e Pedro Porro.

A consagração final aconteceu no Estádio Metlife, em Nova York/Nova Jersey. Diante da Argentina, defensora do troféu que passou por Jordânia, Cabo Verde, Egito, Suíça e Inglaterra, a Espanha precisou flertar com a perfeição. E conseguiu, com domínio absoluto desde o primeiro minuto, mesmo que o gol tenha teimado em não sair. Permitindo apenas duas finalizações do adversário, contra 20 das suas, a seleção espanhola empilhou chances e viu o goleiro argentino fazer várias defesas nos 90 minutos. Na prorrogação, Ferran Torres saiu do banco de reservas para aproveitar a boja ajeita por Nico Williams de cabeça e fazer o gol do bicampeonato, no primeiro minuto do segundo tempo extra.

Com a vitória por 1 a 0, a Espanha provou que a juventude, quando aliada à disciplina tática, é capaz de dominar o planeta, coroando um trabalho que foi construído pelo técnico Luís de La Fuente desde as categorias de base. Por fim, a taça foi erguida pelo capitão Rodri, voltando a ficar sob domínio europeu.

A campanha da Espanha:
8 jogos | 7 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 14 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Franck Fife/AFP/Getty Images

Vitória Campeão da Copa do Nordeste 2026

A Copa do Nordeste passou por uma profunda reestruturação em 2026, impulsionada pela reformulação do calendário promovida pela CBF. A principal alteração foi a extinção da fase preliminar, garantindo 20 clubes diretamente na fase de grupos e premiando o campeão com uma vaga na terceira fase da Copa do Brasil de 2027.

O novo formato gerou debates ao ser disputado simultaneamente às competições continentais, determinando a exclusão dos clubes que disputavam a Copa Libertadores ou a Copa Sul-Americana. A medida deixou de fora o então defensor do título, o Bahia, que acabou sendo eliminado ainda na segunda fase da pré-Libertadores e ficou de fora também de todos os torneios continentais, sobrando apenas o Campeonato Baiano no primeiro semestre.

Sob o novo regulamento, o Vitória voltou a erguer o troféu regional após 16 anos de jejum. O resultado garantiu o pentacampeonato da competição ao Leão da Barra, somando-se a 1997, 1999, 2003 e 2010. A marca ainda poder chegar a seis títulos se for contabilizado o Torneio José Américo de Almeida Filho de 1976, que não é considerado de maneira oficial pela CBF.

As 20 equipes foram distribuídas em quatro grupos de cinco integrantes, no qual as chaves A e B se enfrentaram em turno único, assim como os grupos C e D. No Grupo A, o Vitória teve uma estreia instável ao ser superado pelo Botafogo-PB por 2 a 1, no Barradão. A reação foi imediata na rodada seguinte, com uma vitória por 4 a 2 sobre o CRB no Rei Pelé, em Maceió. Na sequência da primeira fase, o Leão aplicou 4 a 1 sobre a Juazeirense e 3 a 1 sobre o Piauí, ambos em Salvador, além de empatar em 2 a 2 com o Confiança no Batistão, em Aracaju. Com dez pontos somados, a equipe baiana garantiu a liderança de sua chave.

No mata-mata, o Vitória manteve a força ofensiva. Nas quartas de final, disputada em jogo único no Barradão, superou o Ceará por 1 a 0. Na semifinal, contra o ABC, construiu uma vantagem expressiva ao aplicar 6 a 2 na partida de ida, em Salvador. No duelo de volta, confirmou a vaga na final com um triunfo por 4 a 3 na Arena das Dunas, em Natal.

Na decisão, o Vitória enfrentou o Fortaleza, que passou Confiança e Sport nas fases anteriores. No primeiro jogo, no Castelão, a equipe cearense largou na frente, mas o Vitória buscou a virada e venceu por 2 a 1, levando a vantagem para a partida decisiva. O confronto da volta, disputado diante de um Barradão lotado, seguiu um roteiro dramático: o Fortaleza abriu o placar, mas o Leão da Barra reagiu e construiu outra virada por 2 a 1, com gols anotados por Emmanuel Martínez e Renato Kayzer. O triunfo consagrou o Vitória como campeão da Copa do Nordeste de 2026 e o fez retornar ao topo dos maiores vencedores da história da competição.

A campanha do Vitória:
10 jogos | 8 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 29 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Divulgação/Flickr oficial da Copa do Nordeste

Paysandu Campeão da Copa Verde 2026

A Copa Verde ganhou nova sobrevida em 2026. Juntamente com a reformulação do calendário nacional, a CBF substituiu o formato inteiramente em mata-mata e passou a colocar os 24 participantes em quatro grupos, dando ao campeão uma vaga direta na terceira fase da Copa do Brasil de 2027. No entanto, a grande novidade foi a subdivisão das primeiras fases em dois torneios: a Copa Norte e a Copa Centro-Oeste, cada uma com 12 equipes. Na prática, os campeões de cada uma dessas regiões asseguraram suas vagas na final da Copa Verde. Além disso, a CBF passou a realizar os jogos em paralelo com os torneios sul-americanos, excluindo qualquer clube que estivesse participando das competições da Conmebol.

Quase tudo mudou na Copa Verde, menos o campeão. Pela sexta vez, sendo a terceira consecutiva, o Paysandu conquistou o título, reafirmando-se como o maior vencedor da competição. Pelo novo regulamento, os participantes se enfrentaram em turno único dentro de seus grupos na primeira fase.

O Paysandu iniciou sua caminhada no Grupo A da Copa Norte. Na estreia, o Papão fez 3 a 1 sobre o GAS, mandando o jogo no Estádio Modelão, em Castanhal. Depois, o clube perdeu duas fora de casa, por 1 a 0 para o Guaporé, em Rondônia, e uma goleada por 7 a 0 para o Nacional-AM, em Manaus. A recuperação bicolor veio nas vitórias por 2 a 1 sobre o Independência, na Curuzu, e por 3 a 0 sobre o Trem, no Amapá. O clube se classificou para o mata-mata na vice-liderança da chave, com nove pontos.

Nas quartas de final, em jogo único, o Paysandu bateu no Águia de Marabá, por 5 a 1 no Zinho de Oliveira, fora de casa. Na sequência, valendo o título da Copa Norte e a vaga na final da Copa Verde, a semifinal foi decidida no reencontro com o Nacional-AM. Na ida, o Papão fez 1 a 0 no Mangueirão. Na volta, no Carlos Zamith, em Manaus, novo triunfo por 4 a 2 deu o título nortista à equipe bicolor.

A final da Copa Verde reuniu o Paysandu contra o Anápolis, equipe que venceu a Copa Centro-Oeste após eliminar Vila Nova e Rio Branco-ES. Na partida de ida, no Jonas Duarte, o confronto terminou com derrota bicolor por 3 a 1. O ápice aconteceu no jogo de volta, onde o Papão fez a remontada e garantiu o hexa ao golear por 4 a 0, com gols de Kleiton Pego, Castro e dois de Ítalo Carvalho.

A campanha do Paysandu:
10 jogos | 7 vitórias | 0 empates | 3 derrotas | 23 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Jorge Luís Totti/Paysandu

Avaí Campeão da Copa Sul-Sudeste 2026

A Copa Sul-Sudeste nasceu como a grande novidade do futebol brasileiro, criada pela CBF dentro da reformulação do calendário em 2026. O torneio trouxe uma clara inspiração na antiga Copa Sul-Minas, com a inclusão de times de São Paulo e do Rio de Janeiro, reunindo 12 participantes e oferecendo ao campeão uma vaga na terceira fase da Copa do Brasil de 2027. A competição foi realizada em paralelo com os torneios continentais, excluindo qualquer clube que estivesse disputando a Libertadores ou a Copa Sul-Americana. Também houve uma desistência: o Internacional tinha direito de participar do novo torneio, mas abriu da sua vaga alegando prioridade sobre a Copa do Brasil e o Brasileirão. O Caxias herdou seu lugar.

Em meio a esse cenário, o Avaí e gravou seu nome na história como o primeiro vencedor da Copa Sul-Sudeste, assegurando um troféu regional inédito para a sua galeria e para o futebol de Santa Catarina. O regulamento da competição foi enxuto e dinâmico, dividindo os 12 times em dois grupos de seis, onde as equipes de uma chave enfrentavam os integrantes da outra.

O Avaí iniciou a campanha no Grupo B, contra os rivais do Grupo A. Na abertura, o Leão da Ilha perdeu por 3 a 2 para o Tombense em Minas Gerais. Depois, empatou em 2 a 2 com o Cianorte na Ressacada e levou 2 a 1 da Chapecoense em Chapecó. O início ruim foi compensado com três vitórias na segunda metade da primeira fase: 1 a 0 no Caxias em casa, 2 a 1 no Novorizontino fora, e 2 a 0 no Sampaio Corrêa-RJ na Ressacada. Após essa virada, o clube garantiu sua classificação na liderança de sua chave, com dez pontos.

Na semifinal, o Avaí teve pela frente o Volta Redonda, vice-líder do Grupo A. Na partida de ida, o placar foi de empate em 2 a 2 no Raulino de Oliveira, obrigando a equipe avaiana a decidir a vaga no segundo jogo. Na volta, o Leão fechou o serviço e se classificou para a decisão ao vencer por 2 a 0 em Florianópolis.

A final colocou frente a frente uma grande rivalidade entre a capital e o interior catarinense, onde o Avaí mediu forças contra a Chapecoense, equipe que eliminou o Novorizontino na semifinal. No jogo de ida, o Leão dominou totalmente o rival e venceu por 3 a 0 na Ressacada, com dois gols de Jean Lucas e um de Wallison. Na volta, o Avaí tentou resistir e a Chapecoense tentou a reação, devolvendo o placar de 3 a 0 e forçando a disputa de pênaltis. Porém, o Avaí foi mais eficiente e venceu por 5 a 4, entrando definitivamente para a história como o primeiro vencedor da Copa Sul-Sudeste.

A campanha do Avaí:
10 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 18 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Léo Piva/Mix Mídia

Paris Saint-Germain Campeão da Liga dos Campeões 2026

O Paris Saint-Germain alcançou o topo do futebol europeu ao vencer a Liga dos Campeões da UEFA pela segunda vez consecutiva. Após passar anos em busca de seu primeiro título continental, o clube tornou-se o primeiro da França a atingir duas conquistas. Em 2026, a competição consolidou seu formato de liga com 36 equipes na fase principal, dentre 82 que participaram desde as preliminares.

A campanha do PSG começou com uma vitória por 4 a 0 contra a Atalanta no Parc des Princes, seguida por um triunfo fora de casa por 2 a 1 sobre o Barcelona e uma goleada por 7 a 2 contra o Bayer Leverkusen, também como visitante. Na sequência, perdeu por 2 a 1 para o Bayern de Munique em casa, venceu o Tottenham por 5 a 3 em seus domínios, empatou sem gols com o Athletic Bilbao fora, perdeu por 2 a 1 para o Sporting em Portugal e encerrou a fase inicial com um empate em 1 a 1 diante do Newcastle na França. Les Rouge-et-Bleu somaram 14 pontos e terminaram na 11ª colocação, o que obrigou o clube a disputar a fase de play-off, anterior às oitavas de final, pelo segundo ano consecutivo.

No play-off, o Paris Saint-Germain enfrentou o Monaco, vencendo a ida no Estádio Louis II por 3 a 2 e garantindo a classificação com um empate por 2 a 2 no Parc des Princes. Nas oitavas de final, o adversário foi o Chelsea. A equipe francesa construiu a vantagem ao vencer o primeiro confronto em casa por 5 a 2 e confirmou a vaga para a próxima etapa ao aplicar 3 a 0 na volta, na Inglaterra.

Nas quartas de final, o PSG superou o Liverpool com vitórias por 2 a 0 tanto na França quanto na Inglaterra. Na semifinal, o time reencontrou o Bayern de Munique. Na ida, no Parc des Princes, venceu uma partida histórica por 5 a 4, com dois gols de Khvicha Kvaratskhelia, um de João Neves e dois de Ousmane Dembélé. A vaga na decisão foi selada na Alemanha com um empate em 1 a 1, com gol marcado novamente por Dembélé.

A final foi disputada na Puskás Arena, em Budapeste, na Hungria, contra o Arsenal, que chegou à decisão após eliminar Slavia Praga, Kairat, Bayer Leverkusen, Sporting e Atlético de Madrid. A equipe inglesa abriu o placar no início do primeiro tempo, mas o Paris Saint-Germain igualou o marcador na segunda etapa, aos 20 minutos, com um gol de pênalti de Dembélé. Após o empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e a manutenção do placar na prorrogação, a disputa foi para as penalidades máximas. Os ingleses erraram duas cobranças, e os franceses venceram por 4 a 3, confirmando o título.

A campanha do Paris Saint-Germain:
17 jogos | 10 vitórias | 5 empates | 2 derrotas | 45 gols marcados | 23 gols sofridos


Foto Maurice Van Steen/ANP/Sipa USA