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Rio Branco-ES Campeão Capixaba 1985

Ninguém sabia, mas o título capixaba de 1985 foi o último antes de começar uma longa fila para o Rio Branco. Depois da conquista da 35ª taça, o clube entraria em um período de 25 anos sem vencer.

O campeonato foi realizado por oito times. Nas duas primeiras fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com os dois primeiros colocados avançando para uma decisão. Os ganhadores das duas etapas se classificaram para a fase final junto com as duas equipes com a melhor campanha na soma geral, em um quadrangular de dois turnos.

O Rio Branco iniciou a campanha de maneira tímida. Na primeira rodada, o time empatou sem gols com o Colatina, fora de casa. Nas seis partidas seguintes, o Capa-Preta empatou mais uma vez, venceu duas e perdeu três, encerrando a primeira fase somente na sexta posição, com seis pontos. O time ficou três pontos atrás do líder Estrela do Norte, que foi para a final contra a Desportiva. A primeira etapa foi conquistada pela equipe grená, após duas partidas e uma prorrogação.

A melhora do Rio Branco no estadual iniciou na segunda fase. Na abertura, o time fez 1 a 0 no Colatina, em casa. Na sequência, o Capa-Preta venceu mais três vezes, empatou duas e perdeu uma. Com dez pontos, o time foi líder e encarou o vice Vitória. Na ida, no Salvador Costa, as duas equipes empataram por 0 a 0. Na volta, no Kleber Andrade, o alvinegro goleou por 4 a 1 e se garantiu na decisão.

O quadrangular final juntou Rio Branco, Desportiva, Vitória e Estrela do Norte. Na estreia, a equipe perdeu por 2 a 0 para o Estrela. A recuperação viria nos jogos seguintes, com vitórias por 2 a 1 sobre o Vitória, por 1 a 0 sobre a Desportiva, e por 2 a 1 sobre o Estrela, já no returno. Na quinta partida, o alvinegro empatou sem gols com o Vitória.

Antes da última rodada, o Rio Branco tinha sete pontos no quadrangular, contra seis de Estrela do Norte e Desportiva. No jogo derradeiro, o Capa-Preta enfrentou seu maior rival na busca pelo título. Só a vitória interessava, para afastar qualquer chance de empate na liderança. Porém, nenhum gol foi anotado nas últimas partidas: o Estrela empatou por 0 a 0 com o Vitória, e o Rio Branco suportou a pressão da Desportiva para segurar outro 0 a 0 no Engenheiro Araripe, faturando a última taça no século 20.

A campanha da Rio Branco-ES:
22 jogos | 10 vitórias | 7 empates | 5 derrotas | 22 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Gildo Loyola/Placar

Comercial-MS Campeão Sul-Mato-Grossense 1985

O Comercial trouxe o título sul-mato-grossense de volta para a capital Campo Grande em 1985, confirmando a segunda conquista estadual na história do clube vermelho.

O torneio contou com a presença de oito times. Nas duas principais fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único. Os quatro melhores avançaram para a semifinal, e seus dois ganhadores foram para a final. O vencedor de cada fase se classificou para a decisão do estadual.

A trajetória do Comercial teve início na goleada por 5 a 0 sobre outro Comercial, o de Ponta Porã, em partida disputada em Campo Grande. Nos outros seis jogos da primeira fase, o Lobo-Guará obteve mais três vitórias, um empate e duas derrotas, encerrando com nove pontos. A equipe terminou em terceiro lugar, empatada com Operário e Ubiratan, e dois pontos atrás do líder Douradense. Os resultados fizeram com Comercial e Operário se enfrentassem na semifinal. No Morenão, o time colorado levou 1 a 0 do rival e se despediu da primeira metade do estadual. Na final, o Operário bateu o Ubiratan e garantiu a primeira vaga na decisão.

Na segunda fase, o Comercial voltou a estrear contra o xará de Ponta Porã, desta vez fora de casa, com vitória colorada por 2 a 1. Na seis partidas seguintes, a equipe venceu outras cinco e empatou uma, encerrando na liderança da etapa com 13 pontos. O Lobo-Guará somou um ponto a mais que o vice Operário, cinco a mais que o Corumbaense e seis a mais que o Ubiratan.

Na semifinal da segunda fase, o Comercial enfrentou o Ubiratan em Campo Grande, garantindo a classificação para a final ao vencer por 3 a 0. Na decisão, o Lobo-Guará encarou o Operário, outra vez no Morenão, e venceu por 2 a 0. O triunfo não apenas evitou que o rival levasse o título de maneira antecipada como colocou o Comercial na grande final do estadual.

A decisão do campeonato reuniu Comercial e Operário para a realização de mais dois clássicos Comerário, ambos disputados no Morenão. Na primeira partida, o time colorado manteve o embalo e venceu por 1 a 0. No segundo jogo, o Lobo-Guará confirmou a conquista ao ganhar outra vez por 1 a 0. 

A campanha do Comercial-MS:
19 jogos | 14 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 37 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Piauí Campeão Piauiense 1985

Tetracampeão na década de 1960, o Piauí Esporte Clube voltou a ser campeão piauiense em 1985, chegando ao quinto título estadual em sua história. A conquista quebrou com 16 anos de fila, antecedendo outra que seria ainda maior, de 40 anos.

O regulamento do torneio reuniu oito times na disputa de três fases. Nas duas primeiras, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com os líderes garantindo a classificação para a fase final. Na terceira etapa, os quatro clubes de melhor campanha na soma geral jogaram um quadrangular de dois turnos, com o líder também carimbando uma vaga na decisão, um triangular de turno único.

O Piauí, também conhecido como Enxuga Rato, estreou com vitória por 2 a 0 sobre o Parnahyba, fora de casa. Nos outros seis jogos da primeira fase, venceu somente mais um, empatou três e perdeu dois, encerrando na quarta colocação com sete pontos. A liderança e a primeira vaga na final ficaram com o Flamengo, que somou 12 pontos.

Na segunda fase, o Piauí iniciou goleando o Comercial de Campo Maior por 7 a 0, em Teresina. Depois, o time manteve-se arrasador com mais cinco vitórias e um empate, encerrando a etapa na liderança com 13 pontos, além de classificado para a decisão com a segunda vaga.

A excelente campanha na segunda etapa levou o Piauí até a terceira fase, junto com Flamengo, River e Tiradentes. Na abertura do quadrangular, o Enxuga Rato perdeu por 2 a 1 para o River, seguido por outra derrota para o Tiradentes, por 1 a 0. Nas duas partidas seguintes, o rubro-anil fez 2 a 1 no Flamengo e 2 a 0 no Tiradentes, mas voltou a tropeçar ao levar 1 a 0 do River na penúltima rodada, e ao empatar por 1 a 1 com o Flamengo no último jogo. Com cinco pontos, o Piauí encerrou na vice-liderança, quatro pontos atrás do River, que liderou a chave e completou a final com três times.

Piauí, Flamengo e River disputaram o triangular final no Albertão. Na estreia, os dois rivais do Enxuga Rato se enfrentaram, com vitória flamenguista por 1 a 0. Na segunda partida, o Piauí fez 2 a 0 no River e tirou o adversário da disputa. No terceiro jogo, o rubro-anil empatou por 1 a 1 com o Flamengo, fazendo ambos irem a três pontos. O Piauí comemorou o título graças ao saldo de gols, mas o rubro-negro bem que tentou forçar uma partida extra nos tribunais, por ter um entendimento diferente do regulamento. Mas o tapetão confirmou a conquista do Rato.

A campanha do Piauí:
20 jogos | 10 vitórias | 5 empates | 5 derrotas | 27 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Ademar Danilo/Placar

Sergipe Campeão Sergipano 1985

Dando sequência na hegemonia reconquistada em 1984, o Sergipe chegou ao bicampeonato estadual em 1985, totalizando 22 ao longo da história do clube.

Oito times disputaram o Campeonato Sergipano daquele ano, marcado pela distribuição a rodo de pontos extras. Nas duas primeiras fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com dois pontos extras ao líder e um ao vice-líder, caso estes fossem para a fase final. Os quatro melhores de cada turno seguiram para um quadrangular, onde se enfrentaram em dois turnos. O líder se classificou para a decisão com dois pontos, e o vice avançou com um. A fase final juntou, em um pentagonal de dois turnos, os quatro campeões e vices, mais a equipe de melhor campanha na soma geral.

A estreia do Sergipe se deu com vitória por 2 a 0 sobre o Estanciano. Nos outros seis jogos da primeira fase, o Diabo Rubro teve mais quatro vitórias e dois empates, terminando na liderança com 12 pontos, além dos dois extras para a decisão. No quadrangular, o time venceu uma partida, empatou quatro e perdeu uma, encerrando com seis pontos. A liderança ficou com o Vasco de Aracaju, com oito pontos. Já o Sergipe empatou com o Estanciano na pontuação, o que levou a marcação de um jogo extra para a definição de quem iria à fase final com a bonificação simples. O Gipão venceu por 1 a 0 e somou o terceiro ponto extra.

Na segunda fase, o Sergipe abriu fazendo 4 a 0 no Santa Cruz de Estância, jogando em Aracaju. Na sequência, venceu mais três vezes, empatou duas e perdeu uma, terminando com nove pontos, dois a menos que o líder Itabaiana e empatado com o Vasco. Assim, o Diabo Rubro precisou fazer outra partida extra para a definição do bônus de vice-líder, vencendo-a por 1 a 0 e confirmando o quarto ponto na etapa final. No quadrangular, o Gipão venceu um jogo, empatou três e perdeu dois. Com cinco pontos, a equipe empatou triplamente com Vasco e Santa Cruz na segunda colocação. Desta vez, a Federação Sergipana usou a soma geral para distribuir o ponto extra, no que deu Sergipe outra vez, ficando com o quinto ponto. O líder do quadrangular foi o Itabaiana, com nove pontos.

O pentagonal final reuniu Sergipe com cinco pontos, Itabaiana com quatro e Vasco com três, além de Estanciano e Santa Cruz, estes zerados. Na estreia, o Gipão fez 3 a 0 no Estanciano e logo disparou na liderança. Naturalmente, a disputa pelo título ficou concentrada no trio que tinha a vantagem dos pontos extras. Com mais três vitórias, dois empates e uma derrota, o Sergipe chegou na última rodada como líder, com 15 pontos, seguido pelo Itabaiana, com 13. Na última rodada, os dois times se enfrentaram no Batistão, em Aracaju, e empataram por 1 a 1. O resultado deu o bicampeonato à equipe rubra. 

A campanha do Sergipe:
36 jogos | 17 vitórias | 13 empates | 6 derrotas | 49 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Luís Moreira/Placar

Sobradinho Campeão Candango 1985

Um novo campeão surgiu no Distrito Federal em 1985. Ou melhor, ressurgiu. O Sobradinho chegou ao histórico primeiro título candango profissional naquela temporada, porém, dez anos antes, quando se chamava Campineira, venceu o estadual amador, o último nesse formato.

A competição de 1985 reuniu oito times. Nas três principais fases, todos os participantes se enfrentaram em turno único, com as classificações divididas em dois grupos e o primeiro colocado de cada chave fazendo a decisão. O vencedor de cada fase avançou para a final do campeonato.

O Sobradinho começou a campanha no grupo A da primeira fase. Na estreia, aplicou a maior goleada da competição ao fazer 10 a 0 no Planaltina. Nos outros seis jogos, o Leão da Serra venceu mais três vezes, empatou duas e perdeu uma. O time foi o segundo melhor no geral, mas deu o azar de ficar na segunda colocação da chave, um ponto atrás do líder Taguatinga. A decisão de fase foi entre Taguatinga e Brasília, que empataram duas vezes sem gols. Pela campanha, a vaga na final ficou com o time azul.

Novos grupos foram reorganizados na segunda fase, e o Sobradinho caiu na chave B. O Sobradinho abriu a etapa fazendo 1 a 0 no Planaltina. Depois, seguiu com mais cinco vitórias e um empate, fechando na liderança do grupo com 13 pontos. Do outro lado, veio o Taguatinga. Na partida de ida da final, no Serejão, as equipes empataram por 1 a 1. Na volta, no Estádio Augustinho Lima, outro empate por 1 a 1 favoreceu o Leão, que por ter campanha superior ao adversário carimbou seu lugar na decisão.

De volta ao grupo A, o Sobradinho iniciou a terceira fase fazendo 3 a 1 no Planaltina. Nas seis partidas seguintes, venceu duas, empatou três e perdeu uma, encerrando com nove pontos e na vice-liderança da chave, um ponto atrás do Taguatinga, que bateu o Brasília na final e foi para a decisão geral com um ponto de vantagem sobre o alvinegro.

Na final contra o Taguatinga, o Sobradinho não podia tropeçar. Com uma fase vencida contra duas do adversário, o Leão da Serra corria o risco de perder o estadual logo na primeira partida, em caso de derrota. Mas a equipe empatou por 1 a 1 no Serejão, fora de casa. No segundo jogo, também no Serejão, a vitória passou a ser obrigatória ao Sobradinho, com o empate servindo ao Taguatinga. Porém, o alvinegro surpreendeu e venceu os anfitriões por 2 a 0, com gols de Artur e Toni, levando o título.

A campanha do Sobradinho:
25 jogos | 14 vitórias | 9 empates | 2 derrotas | 40 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Nacional-AM Campeão Amazonense 1985

A força do Nacional continuou a ser mostra no Campeonato Amazonense de 1985. Na ocasião, o clube chegou ao tricampeonato estadual, a 32ª conquista ao todo e a nona nos últimos dez campeonatos.

O torneio contou com a presença de oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, mas com classificações separadas em dois grupos. Os dois primeiros de cada chave avançaram para um quadrangular seguinte, realizado também em turno único. O líder de cada quadrangular se classificou para a decisão.

O Nacional iniciou a campanha do tri com vitória por 3 a 0 sobre o São Raimundo. Nos outros seis jogos, venceu mais quatro e empatou dois, encerrando na liderança do grupo A com 12 pontos. No quadrangular, o Leão estreou vencendo mais uma vez, o Sul América por 2 a 0. Na rodada seguinte, bateu o Penarol por 4 a 1. Na última rodada, empatou por 0 a 0 com o Rio Negro. Tanto Nacional quanto Rio Negro somaram cinco pontos no quadrangular, mas a liderança e a primeira vaga na final ficaram com o Naça devido a equipe ter tido melhor trajetória na etapa anterior.

Na segunda fase, o Nacional abriu com goleada por 6 a 0 sobre o América de Manaus. Na sequência, o time obteve mais três triunfos, dois empates e uma derrota, terminando na vice-liderança do grupo A com dez pontos, empatado com o Penarol, mas com uma vitória a menos.

Embalado e com o favoritismo ao seu lado, o Nacional começou o quadrangular da segunda fase com vitória por 2 a 1 sobre o rival Rio Negro. Na segunda partida, o Leão bateu o América por 3 a 0, ficando a um passo de ser campeão antecipado. O Naça estava com quatro pontos, contra dois de Rio Negro e Penarol.

Na última rodada, o Nacional encarou o Penarol no Vivaldão. Podendo até empatar, o time resolveu o título ao golear o adversário por 4 a 1. Com seis pontos, o Leão foi outra vez líder do quadrangular, venceu também a segunda fase e eliminou a necessidade de uma decisão, garantindo a taça sem rival.

A campanha do Nacional-AM:
20 jogos | 14 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 43 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Cláudio Paulo/Placar

Alecrim Campeão Potiguar 1985

Campeão duas vezes na década de 1920 e três vezes na década de 1960, o Alecrim era a terceira força do futebol do Rio Grande do Norte. Em 1985, o clube de Natal já estava há 17 anos sem vencer o estadual, mas naquela temporada quebraria o jejum, faturaria o sexto título e iniciaria um bicampeonato.

O regulamento do torneio foi mais um daqueles confusos, com sete participantes. Nas três primeiras fases, as equipes foram divididas em dois grupos e se enfrentaram, a chave de quatro em turno único, e a de três em dois turnos. Os líderes disputaram uma final e seguiram para um quadrangular de dois turnos com os dois vices das chaves. O líder do quadrangular disputou a decisão de fase com a ganhador do mata-mata anterior, e o vencedor de cada se fase se enfrentou na decisão do campeonato.

Na primeira fase, o Alecrim iniciou a campanha no grupo B, contra Baraúna e Potiguar de Mossoró. Na estreia, empatou sem gols com o Baraúnas fora, seguindo a campanha com duas vitórias e outro empate nos três jogos seguintes. Com seis pontos, o Periquito liderou a chave e encarou o América de Natal na final, empatando por 1 a 1 no tempo normal e perdendo nos pênaltis. No quadrangular, o Verdão ganhou apenas uma partida e perdeu cinco, encerrando em último lugar com dois pontos. O América foi o líder com nove pontos e faturou a primeira fase sem precisar da outra decisão.

O péssimo fim da primeira fase fez o Alecrim mudar as coisas a partir da segunda etapa. Na abertura, o time venceu o Riachuelo por 1 a 0, seguido por outro 1 a 0 sobre o Atlético de Natal e 2 a 0 sobre o América. Com seis pontos, o Periquito liderou o grupo B. Na final, venceu o ABC, líder da chave A, por 1 a 0, na prorrogação. No quadrangular, o Verdão venceu dois jogos, empatou três e perdeu um, ficando na segunda posição com sete pontos, dois atrás do líder ABC. Na final, o Alecrim voltou a bater o rival alvinegro por 2 a 0 e se classificou para a fase final.

Na terceira fase, o Alecrim seguiu arrasador. Estreou fazendo 3 a 1 no Atlético, seguido por 5 a 0 no Riachuelo e 2 a 0 no ABC, voltando a liderar o grupo B com seis pontos. Porém, na decisão contra o outro líder, perdeu por 4 a 2 para o América. No quadrangular, reduzido para apenas um turno, o Verdão venceu as três partidas e ficou em primeiro lugar com seis pontos. Na final da fase, de novo contra o América, o Periquito venceu por 1 a 0 e garantiu uma grande vantagem na final do estadual.

Com duas fases vencidas contra uma do América, o Alecrim ficou a uma vitória do título estadual, enquanto o América dependeria de vencer para ter uma segunda partida. No Castelão, em Natal, o Verdão manteve o embalo e bateu o rival por 2 a 0, conquistando a taça.

A campanha do Alecrim:
31 jogos | 18 vitórias | 6 empates | 7 derrotas | 47 gols marcados | 23 gols sofridos


Foto Júlio Jacobina/Placar

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 1985

O Sampaio Corrêa voltou a empatar no número de títulos estaduais com o Moto Club em 1985, ao conquistar, com muita emoção, o bicampeonato e o 18º título maranhense.

O campeonato foi realizado com dez equipes. Na primeira fase, todos ficaram divididos em dois grupos, no qual os times de um enfrentaram os do outro. Os dois melhores de cada chave foram à semifinal, e os vencedores, à final. Na segunda fase, as oito melhores campanhas seguiram para disputar no mesmo formato da primeira, com um grupo enfrentando o outro, semifinal e final. Na terceira fase, as cinco melhores campanhas encararam um pentagonal de turno único, com o líder garantindo uma vaga na fase final. Por fim, a etapa decisiva juntou os três ganhadores das fases anteriores, com um ponto extra para cada, e o dono da melhor campanha no geral em um quadrangular de dois turnos.

A campanha do Sampaio Corrêa teve início com o empate por 1 a 1 com o Maranhão. Nas outras quatro partidas, o time empatou mais uma e venceu três, ficando na liderança do grupo B com oito pontos. No quadrangular, a Bolívia Querida empatou por 1 a 1 com o Tupan, fez 3 a 2 no Maranhão, e empatou novamente por 1 a 1 com o Moto Club. A equipe somou quatro pontos, bem como o Moto, mas ficou em segundo lugar no saldo de gols e viu o rival ser o líder e levar o primeiro ponto extra.

Na segunda fase, o Sampaio estreou vencendo o Expressinho por 4 a 1. Porém, a equipe oscilou nos jogos seguintes com só mais uma vitória e duas derrotas, encerrando na terceira colocação do grupo B com quatro pontos, três atrás do Maranhão e um atrás do Imperatriz. No quadrangular, o Maranhão foi o líder e garantiu o segundo ponto extra.

O Sampaio Corrêa seguiu para a terceira fase, abrindo-a com vitória por 2 a 1 sobre o Tocantins de Imperatriz. Na sequência, a Bolívia Querida venceu mais duas vezes e empatou duas, obtendo enfim a vaga na fase final com um ponto extra. O time liderou o pentagonal com oito pontos.

No quadrangular final, o Sampaio encarou Moto Club, Maranhão e Imperatriz. Estreou com derrota por 1 a 0 para o Imperatriz, mas se recuperou com quatro vitórias nas cinco partidas seguintes. Esta campanha, somada a outra derrota e ao ponto extra, deixou a equipe com nove pontos, bem como o Moto Club. Nesse caso, o regulamento previa a realização de uma partida extra para definir o título.

No Castelão, em São Luís, Sampaio Corrêa e Moto Club disputaram um jogo de 120 minutos, onde nenhum dos rivais anotou um gol sequer. O empate por 0 a 0 levou o Superclássico aos pênaltis, e o Sampaio conseguiu a taça após uma longa disputa, que terminou 7 a 6 para o bicampeão.

A campanha do Sampaio Corrêa:
24 jogos | 13 vitórias | 7 empates | 4 derrotas | 36 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Jairo Brasil/Placar

CSA Campeão Alagoano 1985

Hegemônico na primeira metade da década de 1980, o CSA levou o bicampeonato e o 28º título alagoano em 1985, em mais uma campanha dominante do início ao fim.

Novamente com oito participantes, o estadual contou com um regulamento extenso. Na primeira fase, os times foram divididos em dois grupos, onde os membros de uma chave enfrentaram os da outra em turno único. Os dois primeiros colocados de cada chave foram para a semifinal, e seus vencedores para a final. Na segunda fase, sem divisão por grupos, todas as equipes voltaram a jogar em turno único, com os quatro melhores indo para um quadrangular, também de mão única. Na terceira fase, os clubes autuaram outra vez em turno único e em uma só chave, mas apenas os dois melhores seguiram para a final, em partida única. Por fim, cada campeão e vice de fase teve direito a uma vaga no hexagonal final, que também foi preenchido com os clubes de melhor campanha, quantos lugares fossem necessários. Além da fórmula confusa, foi mantido para 1985 o sistema de múltiplos pontos extras, com dois para cada vencedor de fase e um para cada vice.

O CSA iniciou a campanha vencendo por 2 a 1 o clássico sobre o CRB. Nas outras três partidas da primeira fase, venceu duas e empatou uma, encerrando na liderança do grupo B com sete pontos. Na semifinal, o time bateu o Capelense por 3 a 2. Na final, em outro clássico com o CRB, o Azulão venceu de novo por 2 a 1 e faturou os dois primeiros pontos extras para a fase final.

Na segunda fase, o CSA abriu com empate por 1 a 1 com o ASA em Arapiraca. Na sequência, a equipe empatou mais duas vezes e venceu quatro, chegando novamente ao primeiro lugar com 11 pontos, superando o vice CRB no saldo de gols. No quadrangular, o Azulão fez 3 a 0 no Capelense, 1 a 0 no São Domingos e empatou sem gols com o CRB, levando cinco pontos ao todo, a liderança e mais dois pontos extras para a decisão.

Empolgado, o CSA estreou na terceira fase com goleada por 4 a 0 sobre o São Domingos. Depois, venceu mais três jogos, empatou dois e perdeu um, indo para dez pontos. No primeiro lugar, o Azulão viu o ASA fazer a mesma pontuação e ficar em segundo. Na decisão entre os times, o CSA goleou por 4 a 1 no Rei Pelé e chegou a seis pontos extras no hexagonal final.

Tantos pontos extras fizeram o CSA chegar na fase final com a mão quase na taça. Com dois e um pontos, respectivamente, CRB e ASA pouco podiam fazer. Na abertura, o Azulão fez 4 a 2 no Penedense, seguido de goleada por 5 a 0 sobre o São Domingos. Na terceira rodada, o time fez 2 a 0 no Capelense e foi para 12 pontos, contra oito do CRB. Logo, na quarta partida, contra o ASA no Rei Pelé, bastou segurar o 0 a 0 para o CSA pintar Maceió de azul em mais uma festa de título, que acabaria coroada com o triunfo por 2 a 0 sobre o maior rival na última partida.

A campanha do CSA:
29 jogos | 20 vitórias | 8 empates | 1 derrota | 66 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arlindo Tavares/Placar

Operário-MT Campeão Mato-Grossense 1985

O Operário Varzea-Grandense voltou a ser campeão mato-grossense em 1985, superando o rival Mixto com uma autoridade poucas vezes vista e chegando ao sétimo título estadual em sua história e o segundo ao longo da década.

O campeonato contou com sete participantes e foi executado de maneira simples. Nas duas principais fases, os clubes se enfrentaram em dois turnos, com o líder de cada etapa avançando para a final. Nas decisão, o time que chegasse a duas vitórias ficava com a taça. Um regulamento menor para ser realizado em um espaço de tempo mais curto no calendário, embora com a previsão de mais partidas para todos os times.

Na estreia da competição, em Cuiabá, o Operário bateu o União Rondonópolis por 1 a 0. Depois, o Chicote da Fronteira manteve uma campanha até o fim da primeira fase, com mais seis vitórias e cinco empates em 11 partidas. Com 19 pontos, o time terminou na liderança e garantiu a classificação para a final, com dois pontos de vantagem sobre o vice Dom Bosco, e seis sobre Mixto e Barra do Garças.

Já garantido na decisão, o Operário relaxou um pouco na segunda fase. Logo na estreia, a equipe sofreu a primeira derrota no torneio, por 1 a 0 para o Palmeiras de Cuiabá. A primeira vitórias só apareceu na quarta rodada, por 1 a 0 sobre o Atlético. Nas outras dez partidas, o Chicote venceu outras quatro, empatou três e perdeu três. No fim, o time terminou a etapa na quarta colocação com 13 pontos. A liderança e a outra vaga na decisão ficaram com o Mixto, que somou 19 pontos.

Assim como nas temporadas anteriores, Operário e Mixto decidiram o Campeonato Mato-Grossense no Estádio Verdão, em Cuiabá. E também como em vezes anteriores, esperava-se uma disputa equilibrada. Porém, logo no primeiro Clássico dos Milhões, o Chicote venceu por 3 a 1 e encaminhou uma ótima vantagem. Na segunda partida, o Mixto precisava pontuar para manter as chances de título, mas o Operário voltou ainda mais avassalador e goleou por 5 a 1, conquistando o título com uma humilhação inesquecível em cima de seu principal rival.

A campanha do Operário-MT:
26 jogos | 14 vitórias | 8 empates | 4 derrotas | 30 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Paysandu Campeão Paraense 1985

De volta ao trilho dos títulos em um ano antes, o Paysandu faturou o bicampeonato paraense em 1985. Com a conquista da 34ª taça, o clube virou a metade da década de 1980 como a maior força do Pará.

O campeonato foi disputado por oito equipes. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com o líder de cada etapa avançando para a etapa final com um ponto extra. Ao fim das duas fases, os quatro melhores times na soma das campanhas campanha também se classificaram para a fase decisiva. A etapa derradeira foi realizada em um hexagonal de turno único.

O Paysandu iniciou a campanha vencendo o Tiradentes por 1 a 0. Nos outros seis jogos da primeira fase, o Papão venceu mais cinco vezes e empatou uma, encerrando na liderança com 13 pontos. Com dois pontos a mais em relação a Remo e Tuna Luso, o time bicolor garantiu sua passagem para o hexagonal final com um ponto extra.

Na segunda fase, o Paysandu tornou a estrear diante do Tiradentes, com vitória por 3 a 0. Na sequência, a equipe venceu mais quatro partidas, empatou uma e perdeu outra. Esta derrota aconteceu na última rodada, por 1 a 0 para o Remo, e tirou a chance do Papão encerrar outra vez na primeira colocação e com um segundo ponto extra. No fim, o time terminou em segundo lugar com 11 pontos, dois a menos que o próprio Remo, que ficou na liderança e em pé de igualdade com o rival no hexagonal final.

Além da dupla Repa, a fase final contou com Tuna Luso, Izabelense, Sport Belém e Pinheirense. Na abertura do hexagonal, o Paysandu bateu o Pinheirense por 2 a 0. Na segunda rodada, fez 1 a 0 no Izabelense. Na terceira partida, bateu a Tuna Luso por 3 a 0. Na quarta rodada, venceu o Sport Belém por 2 a 0. Ao mesmo tempo, o Remo venceu três jogos, mas tropeçou ao empatar com a Tuna.

Ao fim da penúltima rodada, o Papão era o líder do hexagonal com nove pontos, seguido pelo Remo com oito. Na última partida, os dois rivais duelaram pelo título no Mangueirão. Enquanto o Remo precisava da vitória, para o Paysandu bastava o empate. Com o regulamento ao seu lado, o time bicolor segurou o ataque remista e garantiu o placar em 0 a 0 para comemorar a conquista de mais um título estadual.
 
A campanha do Paysandu:
19 jogos | 15 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 42 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Pinheiro Júnior/Placar

Atlético-GO Campeão Goiano 1985

Foram 15 anos longe dos títulos, vendo um dos rivais o ultrapassar e o outro empatar no número de taças. Mas o Atlético Goianiense não desistiu e voltou a chegar lá em 1985, para acabar com a fila iniciada em 1970 e vencer o Campeonato Goiano pela oitava vez.

Depois da confusão na disputa de 1984, o regulamento do estadual de 1985 foi simples. Com 12 participantes, todos se enfrentaram em dois turnos na primeira fase. Os seis primeiros colocados avançaram para a etapa final enquanto os os seis últimos disputaram um torneio contra o rebaixamento. Ambos também aconteceram em dois turnos, e a taça ficou com o líder da fase final.

Logo no início da campanha, o Atlético mostrou que algo estava diferente. Na estreia, o time goleou o Nacional de Itumbiara por 6 a 0 em casa. Depois, o Dragão demonstrou uma boa regularidade, obtendo muitas vitórias convincentes, como os 3 a 0 sobre o Goiatuba fora de casa, na segunda rodada, os dois triunfos por 3 a 1 em cima do rival Goiânia, e os 2 a 1 sobre o Vila Nova, no segundo turno. Ao fim das 22 rodadas, a equipe acumulou 12 vitórias, sete empates e três derrotas. Com 31 pontos, o rubro-negro avançou na segunda colocação, três pontos atrás do líder Goiás. Vila Nova, Anapolina, Goiânia e Ceres completaram as outras vagas na fase final.

Não era permitido vacilar no hexagonal final, e o Atlético sabia disso. Porém, na abertura, o time ficou no empate por 1 a 1 com o Goiânia. Para compensar o tropeço, o Dragão emendou vitórias consecutivas no restante do primeiro turno: 3 a 1 no Ceres, 2 a 1 na Anapolina, 2 a 0 no Vila Nova e 3 a 0 no Goiás. Na estreia do segundo turno, a equipe voltou a vencer a Anapolina, por 2 a 0. Depois, fez 2 a 1 no Vila Nova. Na oitava rodada, o rubro-negro ficou no 0 a 0 com o Ceres.

Com 14 pontos, o Atlético encontrava-se na liderança da fase final antes da penúltima partida. O vice-líder era o Goiânia com dez, sendo o único que poderia alcançar o rubro-negro. Os dois clubes se enfrentaram no Serra Dourada, e um empate era suficiente para devolver o título aos atleticanos. Mesmo assim, o Dragão venceu por 2 a 1, garantindo a taça com uma rodada de antecedência. Na última rodada, o Atlético empatou por 1 a 1 com o Goiás, encerrando o hexagonal de maneira invicta.

A campanha do Atlético-GO:
32 jogos | 19 vitórias | 10 empates | 3 derrotas | 51 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Fortaleza Campeão Cearense 1985

Na eterna disputa entre tricolores e alvinegros, em 1985 deu Fortaleza. O clube reconquistou o título cearense naquela temporada e chegou a 28 títulos, desempatando a disputa com seu maior rival.

A competição foi disputada por dez times em três fases iguais. Todos os participantes se enfrentaram em turno único em cada etapa, com o líder avançando a final. Depois, os quatro melhores disputaram um quadrangular de dois turnos, com o líder também indo para a decisão de fase. O vencedor de cada fase se classificou para a final do campeonato.

O Fortaleza começou sua com empate sem gols com o Quixadá na capital. Nos outros oito jogos, venceu cinco, empatou outros dois e perdeu um. Com 13 pontos, o Leão do Pici ficou na vice-liderança da primeira fase, três pontos atrás do Ceará. No quadrangular, a equipe obteve duas vitórias, dois empates e duas derrotas em seis partidas, tornando a ficar na segunda colocação, com seis pontos. O Ceará foi o líder com oito e se garantiu na fase final sem precisar da decisão.

Na segunda fase, o Fortaleza iniciou com vitória por 3 a 0 sobre o Tiradentes. Depois, manteve o bom nível com mais seis triunfos, um empate e uma derrota, que colocou o time na liderança com 15 pontos. No quadrangular, o Leão tirou o pé e ficou na terceira colocação com cinco pontos, com duas vitórias, um empate e três derrotas. O Ferroviário foi o líder com sete pontos. Na decisão, disputada apenas após o quadrangular da terceira fase devido a problemas do Fortaleza com o STJD, o time perdeu por 3 a 1 na ida e empatou por 0 a 0 na volta, deixando a vaga para o rival.

Dividindo boas atuações em campo com problemas nos tribunais, o Fortaleza começou a terceira fase vencendo o América de Fortaleza por 2 a 0. Na sequência, venceu mais quatro vezes, empatou três e perdeu uma, encerrando na vice-liderança com 13 pontos, perdendo a ponta para o Ferroviário no saldo de gols. No quadrangular, reduzido para apenas um turno por causa da falta de datas, o Leão do Pici venceu duas vezes e empatou uma, ficando na liderança com cinco pontos. Na final contra o Ferroviário, o Fortaleza empatou a ida sem gols e venceu a volta por 1 a 0, indo enfim para a decisão.

Em um triangular de mão única, Fortaleza, Ceará e Ferroviário disputaram a final estadual no Castelão. Na abertura, os alvinegros bateram os tricolores por 1 a 0. Na segunda rodada, foi a vez do Leão fazer 1 a 0 no Ferroviário, afunilando a decisão com o Ceará. Na terceira partida, jogando pelo empate por ter a melhor campanha, o Fortaleza segurou o 0 a 0 com seu maior rival e comemorou o título. 

A campanha do Fortaleza:
48 jogos | 25 vitórias | 14 empates | 9 derrotas | 49 gols marcados | 24 gols sofridos
 

Foto Arquivo/Fortaleza

Joinville Campeão Catarinense 1985

Um dos pontos mais altos da história do Joinville aconteceu em 1985, com a conquista do octacampeonato estadual. Desde a fundação, em 1976, o clube catarinense só não levou o título em 1977, chegando a nove títulos em nove anos de existência.

A competição teve 13 participantes. Na primeira fase, a Taça Governador do Estado, 12 times foram divididos em dois grupos de dois turnos, avançando os três melhores de cada para a etapa seguinte, ao lado do Joinville. Na segunda etapa, sete equipes ficaram no grupo dos vencedores e as outras seis no grupo dos perdedores. Os três melhores vencedores e o melhor perdedor foram ao mata-mata, que apontou o primeiro finalista estadual. Na segunda e na terceira fase, a Taça José Leal Meirelles e a Taça Dite Freitas, todos os times se enfrentaram em turno único, com os dois primeiros colocados avançando à etapa final. Por fim, a fase final foi jogada em um hexagonal de dois turnos, com os cinco classificados e o dono da melhor campanha entre o restante, somando segunda e terceira fases.

Poupado da primeira etapa da Taça Governador, o Joinville estreou no grupo dos vencedores com derrota por 1 a 0 para a Chapecoense fora de casa. Nos outros 11 jogos, o time venceu sete, empatou dois e perdeu outros dois, classificando-se em primeiro lugar com 16 pontos. Na semifinal, porém, o Coelho caiu para o Avaí, vindo da chave dos perdedores, ao perder a ida por 2 a 0 em Florianópolis e empatar a volta por 1 a 1 em casa. O próprio Avaí ganhou da primeira fase, em cima do Blumenau.

Na segunda fase, o JEC estreou reencontrando o Avaí, com empate sem gols na Ressacada. Na sequência, a equipe obteve cinco vitórias, três empates e três derrotas, terminando em quarto com 14 pontos, dois a menos que o líder Figueirense, que avançou à decisão, e um a menos que o vice Avaí.

As coisas não melhoraram muito na terceira fase. O Joinville iniciou com derrota por 2 a 1 para o Avaí no Ernestão. Depois, venceu quatro vezes, empatou seis e perdeu duas, encerrando apenas na sexta colocação, com 14 pontos. O JEC fez seis pontos a menos que o líder Inter de Lages e três a menos que o vice Próspera. Ambos se classificaram ao hexagonal final.

Restando somente o índice técnico, o Joinville acabou em quinto lugar, com 28 pontos, atrás de Inter de Lages, Figueirense, Hercílio Luz e Avaí. Destes, só o Hercílio não tinha vaga e acabou ficando com a que estava disponível. Porém, graças ao fato de o Avaí sido vencedor na primeira fase e vice na segunda, uma segunda lacuna por índice técnico sobrou para o Joinville no hexagonal.

O Joinville engrenou na hora certa. Na abertura do hexagonal final, venceu o Hercílio Luz por 2 a 1 em Tubarão. Nas partidas seguintes, venceu quatro, empatou três e perdeu uma, encerrando a penúltima rodada com 13 pontos, um a mais que o Avaí. Os dois times se enfrentaram valendo o título na última rodada, no Erenestão. Com gols de Geraldo e Maringá, o JEC venceu por 2 a 0 e confirmou o octa.

A campanha do Joinville:
48 jogos | 22 vitórias | 16 empates | 10 derrotas | 63 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Náutico Campeão Pernambucano 1985

Depois de 21 anos, o Náutico voltou a comemorar um bicampeonato estadual. Desde 1964, durante a época do hexa, que o clube não emendava duas conquistas consecutivas do Campeonato Pernambucano. Em 1985, o Timbu chegou a 17 taças erguidas.

O campeonato teve 11 participantes separados em dois grupos, um com os seis principais clubes e outro com os cinco restantes. Foram disputadas três fases, onde os times se enfrentaram em dois turnos dentro de cada grupo. Na virada de cada turno, o lanterna da chave A trocou de lugar com o líder da chave B. O líder do grupo A em cada um dos dois turnos fez a final de fase. O ganhador de cada fase se classificou para a etapa final do estadual.

O Náutico iniciou a campanha vencendo o Sete de Setembro por 3 a 0 em Garanhuns. Nas outras quatro partidas do grupo A, porém, o time oscilou com mais uma vitórias, um empate e duas derrotas, terminando em quarto lugar com cinco pontos, vendo o Central ser o líder. No segundo turno, a equipe melhorou com quatro vitórias e um empate, conseguindo a liderança com nove pontos. Na final da primeira fase, o Timbu bateu o Central por 1 a 0 nos Aflitos e se classificou para a decisão.

Na segunda fase, o Náutico surpreendeu para o mal. A equipe começou com derrota por 1 a 0 para o Sete de Setembro em pleno Recife, e depois perdeu todos os outros quatro jogos, encerrando na lanterna do grupo A com nenhum pontos. O alvirrubro teve de ir para o grupo B no returno, vencendo Santo Amaro, Íbis, América de Recife e Ferroviário de Recife. Com oito pontos, o Timbu liderou a chave e retornou ao grupo A. A etapa foi vencida pelo Santa Cruz, que derrotou o Sport na final.

Passado o susto, o Náutico voltou forte para a terceira fase. Iniciou derrotando o Sete de Setembro por 2 a 0, seguido de mais três vitórias e um empate. Com nove pontos, o Timbu ficou em primeiro no grupo A. No segundo turno, o time venceu dois jogos, empatou um perdeu dois, encerrando na quarta colocação com cinco pontos, três a menos que o Sport. Na decisão, o Náutico bateu o rival por 2 a 1.

O torneio foi decidido no Clássico das Emoções, no sistema "melhor de quatro pontos", em que seria campeão o time que atingisse primeiro quatro pontos. Antes disso, o Náutico recebeu uma chance de levar o título antecipado com apenas uma partida, pois havia vencido duas fases contra uma do Santa Cruz. No Arruda, o Timbu perdeu "jogo extra" por 2 a 0, precisando disputar a final no sistema original.

Outra vez no Arruda, Náutico e Santa Cruz voltaram a se enfrentar. No primeiro jogo, os times empataram por 1 a 1. Na segunda partida, o alvirrubro venceu por 1 a 0 e se aproximou do título. No terceiro jogo, um empate era o suficiente, e o 0 a 0 no placar confirmou a conquista vermelha e branca.

A campanha do Náutico:
35 jogos | 19 vitórias | 6 empates | 10 derrotas | 52 gols marcados | 27 gols sofridos


Foto Arlindo Marinho/Placar

Vitória Campeão Baiano 1985

Após anos muitos difíceis no cenário estadual, o Vitória acabou com a hegemonia do Bahia e levou o título baiano em 1985, depois de cinco anos. A décima conquista na história do clube o fez empatar com no ranking histórico com o Ypiranga, rival esquecido do topo desde 1951.

A competição foi realizada com 12 times, divididos em dois grupos. Na primeira fase, as equipes de um grupo enfrentaram as do outro em dois turnos. O líder de cada grupo em cada turno foi para a semifinal, e os ganhadores decidiram o primeiro finalista. Na segunda fase, os clubes atuaram dentro das próprias chaves, também em dois turnos, com os vencedores indo para o mata-mata que definiu o segundo finalista. Por fim, a fase final foi disputada em um quadrangular de dois turnos, com os dois ganhadores das fases anteriores, com dois pontos extras cada, e os dois melhores times na soma geral.

O Vitória iniciou a campanha no grupo A, vencendo o Botafogo Bonfinense por 4 a 0. Nos outros cinco jogos, a equipe ganhou uma e empatou quatro, encerrando o primeiro turno na liderança com oito pontos. No segundo turno, o Leão da Barra venceu mais cinco vezes e empatou uma, voltando a ficar na liderança da chave, com 11 pontos. Como o time liderou as duas etapas, foi direto para a final da primeira fase. Do outro lado, a Catuense bateu o Ypiranga. Na ida, o Vitória empatou por 1 a 1. Na volta, outro empate por 1 a 1 classificou o rubro-negro para a fase final, devido à melhor campanha.

Na segunda fase, o Vitória abriu fazendo 3 a 0 no Redenção. Na sequência do primeiro turno, o time venceu dois jogos e perdeu outros dois, ficando na terceira colocação do grupo A com seis pontos. No segundo turno, o Leão venceu quatro partidas e empatou uma, encerrando na liderança com nove pontos. Na semifinal, a equipe bateu o Itabuna após empatar a ida por 1 a 1 e vencer a volta por 2 a 1. Na final, contra o Bahia, o Vitória levou 3 a 1 na ida e só empatou por 1 a 1 na volta, o que também colocou o rival na fase decisiva.

A dupla Bavi chegou ao quadrangular final junto com Serrano e Catuense. Na estreia, o Vitória fez 3 a 1 no Serrano. Depois, fez 3 a 2 na Catuense e perdeu por 1 a 0 para o Bahia que, apesar do triunfo no clássico, estava com cinco pontos, contra seis do Vitória. Na quarta rodada, o rubro-negro goleou o Serrano por 4 a 1 e o Bahia perdeu para a Catuense, aumentando a diferença para três pontos.

Com oito pontos, o Vitória entrou na penúltima rodada com a chance do título antecipado. Bastava derrotar a Catuense na Fonte Nova. Com gols de Bigu e Ivan, o Leão venceu por 2 a 1 e sagrou-se campeão. A taça foi erguida na última rodada, após a derrota por 2 a 1 para o Bahia.

A campanha do Vitória:
34 jogos | 19 vitórias | 10 empates | 5 derrotas | 64 gols marcados | 31 gols sofridos


Foto Carlos Catela/Placar

Athletico-PR Campeão Paranaense 1985

Em uma temporada em que viu seu maior rival erguer a taça do Campeonato Brasileiro, o Athletico se salvou no cenário doméstico e se tornou campeão paranaense pela 14ª vez, em 1985, mostrando que quem mandava no Paraná ainda era o rubro-negro.

Doze times participaram do torneio. Na primeira fase, eles foram divididos em três grupos regionais, a Taça Curitiba, a Taça Café e a Taça Soja, onde se enfrentaram em dois turnos. O líder de cada quadrangular levou um ponto extra para a etapa seguinte. Na segunda fase, todos jogaram em turno único, sem grupos. O líder avançou à decisão. A terceira fase foi igual, com o primeiro colocado passando para a etapa final. Os dois líderes e as duas equipes com melhor campanha geral tiveram lugar no quadrangular final, exceto se um mesmo clube vencesse as duas fases, sendo proclamado campeão.

O Furacão abriu o torneio na Taça Curitiba, com vitória por 1 a 0 sobre o Coritiba. Nos outros cinco jogos, venceu um, empatou dois e perdeu dois, encerrando a primeira fase na segunda posição com seis pontos. O Athletico ficou dois pontos atrás do líder Pinheiros, que levou o ponto extra junto com Apucarana e Grêmio Maringá.

A segunda fase começou ruim para o rubro-negro, pois perdeu por 4 a 1 para o Grêmio Maringá fora de casa. A primeira vitória veio somente no terceiro jogo, por 2 a 1 sobre o Pato Branco em casa, no antigo Joaquim Américo. O Atlhetico embalou nos outros nove jogos, vencendo seis, empatando dois e perdendo um. Com 16 pontos, assim como o Pinheiros, mas com dois triunfos a mais, o Furacão foi o líder e se garantiu na decisão.

A terceira fase foi equilibrada. Depois de estrear fazendo 2 a 0 no Cascavel em casa, o Athletico seguiu com mais quatro vitórias, dois empates e três derrotas até a penúltima rodada. A equipe chegou a 12 pontos, empatada com Pinheiros, Apucarana e Matsubara, um ponto a mais que Colorado e Cascavel, e dois a mais que União Bandeirante, Coritiba e Grêmio Maringá.

Apesar de tanto equilíbrio, o Athletico tinha duas vitórias a mais que todos os adversários. Por isso, dependia apenas de si para ser campeão antecipado na última rodada. Contra o Londrina no Joaquim Américo, o Furacão venceu por 3 a 0 e confirmou o título sem a necessidade do quadrangular final.

A campanha do Athletico-PR:
28 jogos | 15 vitórias | 6 empates | 7 derrotas | 32 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Atlético-MG Campeão Mineiro 1985

O Atlético viu sua sequência de títulos mineiros ser interrompida em 1984, mas a década continuaria em alta para o clube. Em 1985, o Galo recuperou o título estadual e chegou a marca de 31 taças erguidas.

A competição reuniu 14 participantes em duas fases. Em ambas, os times se enfrentaram em turno único e os quatro melhores se classificaram para um quadrangular de dois turnos. O líder de cada quadrangular avançou para a decisão, em melhor de até três jogos.

A trajetória do Atlético teve início na vitória por 3 a 0 sobre o XV de Novembro em Uberlândia. Nas outras 12 partidas da primeira fase, o Galo venceu mais nove, empatou duas e perdeu uma. Com 22 pontos, a equipe terminou na liderança e foi ao quadrangular. Na próxima etapa, o time venceu dois jogos, empatou três e perdeu uma, somando sete pontos. O desempenho não foi suficiente para colocar o Atlético na liderança, que acabou ocupada pelo Cruzeiro com oito pontos.

Era preciso vencer a segunda fase. O Galo estreou com vitória por 3 a 0 sobre o Tupi no Mineirão. Na sequência, a equipe venceu outras vinco vezes, empatou seis e perdeu uma, terminando na segunda colocação com 18 pontos, dois a menos que o líder Cruzeiro, mas classificado ao quadrangular.

No quadrangular, Atlético e Cruzeiro enfrentaram Valeriodoce e Uberlândia. O Galo iniciou vencendo o Uberlândia por 1 a 0 no Parque do Sabiá. Nas cinco partidas seguinte, o time venceu duas e empatou três, o que deu a liderança e um lugar na final com nove pontos. A vaga foi carimbada na vitória por 3 a 1 sobre o Cruzeiro no Mineirão.

Atlético e Cruzeiro disputaram mais uma decisão estadual, também no Mineirão. No primeiro jogo, os times empataram sem gols. Na segunda partida, novo empate por 2 a 2. A definição ficou para o terceiro encontro, mas este também acabou empatado por 0 a 0. A final então foi para a prorrogação, quando Paulinho Kiss anotou gol da vitória por 1 a 0, devolvendo o título ao Galo.

A campanha do Atlético-MG:
41 jogos | 22 vitórias | 16 empates | 3 derrotas | 63 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Amâncio Chiodi/Placar

Grêmio Campeão Gaúcho 1985

Entre 1981 e 1984, o Grêmio ficou longe do título gaúcho. Porém, no mesmo período, venceu Campeonato Brasileiro, Libertadores e Mundial, além de um vice nacional e outro continental. Era a hora de voltar a ter o controle do Rio Grande do Sul, que estava nas mãos do Inter há quatro campeonatos. A conquista do 23º título estadual foi o início de uma sequência de seis taças que iria virar a década.

O campeonato foi simples e direto. Com 14 participantes, as equipes se enfrentaram em turno único em duas fases. O líder de cada etapa se classificou para a final, mas se um mesmo time vencesse ambas, ficaria com o título antecipado.

A campanha do Grêmio teve início no empate por 2 a 2 com o Santa Cruz no Olímpico. A primeira vitória aconteceu na partida seguinte, por 2 a 1 sobre o Novo Hamburgo fora de casa. A invencibilidade tricolor seguiu até a penúltima rodada, quando a vitória por 2 a 0 sobre o Brasil de Pelotas classificou o Imortal para a final com uma rodada de antecedência. Na última rodada, o Grêmio levou 2 a 0 do Internacional no Beira-Rio e encerrou a primeira fase com 22 pontos, distribuídos em dez vitórias, dois empates e uma derrota.

Na segunda fase, o Grêmio continuou em alta. Na abertura em Porto Alegre, a equipe venceu o Inter de Santa Maria por 2 a 0. Nas 11 rodadas seguintes, venceu mais seis vezes, empatou três e perdeu duas, chegando a 17 pontos. Ao mesmo tempo, o Internacional fez 19 pontos e encerrou a penúltima rodada como líder da etapa.

A última rodada da segunda fase juntou Grêmio e Internacional para uma decisão. O tricolor precisava da vitória para chegar na mesma pontuação do rival, superá-lo no saldo de gols e levar o título antecipado. O Inter jogava pelo empate para forçar a decisão em pelo menos mais duas partidas. No Olímpico, ainda no primeiro tempo, Bonamigo e Caio Júnior fizeram os gols que levaram o Grêmio a vencer por 2 a 1 e recuperar o título gaúcho depois de cinco anos.

A campanha do Grêmio:
26 jogos | 18 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 56 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Lemyr Martins/Placar

Fluminense Campeão Carioca 1985

Em 1985, o Fluminense repetiu uma façanha de 47 anos e se tornou tricampeão carioca. A última vez que o clube havia vencido três vezes consecutivas o estadual foi em 1938. A conquista representou a 27ª na história tricolor e foi a mais difícil da sequência.

A competição manteve o número de participantes em 12 e o mesmo regulamento das temporadas anteriores, com duas fases em turno único, a Taça Guanabara e a Taça Rio. O vencedor de cada turno avançou para a fase final, juntamente com o time de melhor campanha na soma das duas etapas, na disputa de um triangular de turno único.

A estreia do Fluminense na Taça Guanabara se deu com vitória por 1 a 0 sobre o Olaria. Nas outras 11 partidas, o tricolor venceu mais sete e empatou três, somando 19 pontos e levando o título de maneira invicta, além da vaga na decisão do Cariocão.

Na Taça Rio, o Fluminense voltou a estrear contra o Olaria, e novamente com vitória, por 2 a 1. Depois, o Flu fez mais dez jogos, vencendo cinco, empatando três e perdendo duas. Com 15 pontos, o tricolor ficou na quarta colocação, com três pontos a menos que Bangu e Flamengo, além de um ponto a menos que o America. A liderança ficou com o Flamengo, que superou o Bangu no saldo de gols e levou o título da fase.

A terceira vaga no triangular final ficou com o Bangu, que fez a melhor campanha na soma das duas fases mesmo sem ter ficado na liderança em ambas as oportunidades, com 35 pontos. O Fluminense fez 34 pontos, contra 33 do Flamengo. A abertura da decisão ficou a dupla Fla-Flu, que empatou por 1 a 1. Na segunda rodada, o Bangu fez 2 a 1 no Flamengo e eliminou o time rubro-negro.

O título ficou para ser definido entre Fluminense e Bangu. No Maracanã, o Flu saiu perdendo para o time alvirrubro, que vivia um momento histórico após ser vice do Brasileirão. Mas Romerito e o reserva Paulinho viraram a partida no segundo tempo e o tricolor venceu por 2 a 1, vencendo o estadual de maneira conturbada. Isso porque o Bangu reclamou de uma não-marcação de pênalti aos 45 minutos da etapa final, que poderia ocasionar o gol de empate, e este resultado daria o título ao clube banguense.

A campanha do Fluminense:
24 jogos | 16 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 40 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Ricardo Beliel/Placar