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Paraná Campeão Paranaense 2ª Divisão 2024

O caminho de volta começou. O Paraná é campeão da Segunda Divisão do Campeonato Paranaense de 2024, voltando à elite estadual depois de três anos. O clube chegou ao segundo título na história do segundo nível do torneio.

Dez times participaram do campeonato, que foi disputado em turno único. Os quatro melhores passaram à semifinal. Em nove partidas, o Tricolor conseguiu cinco vitórias, três empates e uma derrota. Com 18 pontos, a equipe conseguiu a segunda colocação na tabela. Além disso, o Paraná também protagonizou momentos incríveis, como lotar a Arena da Baixada e o Couto Pereira, casas dos maiores rivais.

Na semifinal, o adversário paranista foi o Patriotas. Na primeira partida, os times empataram sem gols. No segundo jogo, o Paraná voltou a lotar o Couto Pereira e venceu por 3 a 0, garantindo o acesso à primeira divisão estadual

Na final, foi a vez de enfrentar o Rio Branco-PR, que eliminou o Paranavaí. O jogo de ida aconteceu na Vila Capanema, em Curitiba, e o Tricolor venceu por 1 a 0. A partida de volta foi no Gigante do Itiberê, em Paranaguá, com derrota do Paraná por 2 a 1. Nos pênaltis, porém, o time da gralha-azul venceu por 5 a 3 e conquistou o título.

A campanha do Paraná:
13 jogos | 7 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 18 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Morone Henrique/Paraná

Paraná Campeão Brasileiro Série B 2000

Oficialmente, a Série B de 2000 não aconteceu. Todo o sistema de divisões do futebol brasileiro foi implodido devido ao imbróglio jurídico envolvendo o Gama e a CBF. Uma guerra de liminares sobre o rebaixamento ou não do time candango levou o clube à Justiça Comum. Impedida judicialmente de organizar o Brasileirão, a CBF repassou a bola para o Clube dos 13. Logo, a associação costurou uma competição do zero, a Copa João Havelange, ignorando os critérios de acesso e descenso do ano anterior. A elite virou o Módulo Azul, enquanto a segunda divisão virou o Módulo Amarelo.

Da Série B de 1999, restaram quase todos os times, exceto: Goiás e Santa Cruz (que subiram por mérito em campo), além de América-MG e Bahia (convidados para o Módulo Azul). Da mesma forma, não jogaram o Módulo Amarelo o próprio Gama (incluído na marra na primeira divisão), o Juventude (campeão da Copa do Brasil de 1999 e integrante da Libertadores em 2000) e o Fluminense (campeão da Série C de 1999, catapultado diretamente à elite).

Para inflar o torneio, muitas equipes herdaram vagas do Módulo Amarelo baseadas puramente no desempenho dos campeonatos estaduais, sem passar pela terceira divisão. No fim das contas, os únicos rebaixamentos de 1999 respeitados foram os de Botafogo-SP e Paraná. Os paranaenses não foram beneficiados pelo tapetão, mas trataram de buscar a resposta dentro das quatro linhas.

O Módulo Amarelo contou com 36 clubes, divididos em dois grupos regionalizados. O Tricolor da Vila figurou no Grupo A, ao lado de equipes das regiões Sul e Sudeste. A primeira fase foi disputada em turno único, oferecendo oito vagas de classificação por chave. O Paraná avançou em terceiro, com 29 pontos somados em oito vitórias, cinco empates e quatro derrotas, 11 pontos atrás do líder São Caetano.

Nas oitavas de final, o tricolor enfrentou a Anapolina, vencendo por 1 a 0 em Anápolis e confirmando a vaga com um 2 a 0 em Curitiba. Nas quartas de final, o adversário foi o Bangu. O Paraná liquidou a fatura aplicando 3 a 0 em Moça Bonita e 2 a 1 na Vila Capanema.

Na semifinal, o duelo foi contra contra o Remo. O primeiro jogo em Curitiba terminou em um tenso 0 a 0. A emoção ficou para Belém, onde o time paranista calou a torcida azulina ao vencer por 2 a 1. O triunfo garantiu a vaga na final e o direito de disputar a fase final do Módulo Azul.

A final foi contra o São Caetano, que eliminou CRB, Náutico e Paysandu. O primeiro jogo, na Vila Capanema, terminou em 1 a 1. Na partida de volta, disputada no Palestra Itália, o Tricolor da Vila foi avassalador e venceu por 3 a 1, carimbando o título do Módulo Amarelo que, embora não tenha a chancela oficial de Série B, é celebrado pela torcida como o bicampeonato nacional do clube.

A campanha do Paraná:
25 jogos | 14 vitórias | 7 empates | 4 derrotas | 32 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Rogério Pallatta/Placar

Paraná Campeão Brasileiro Série B 1992

A Série B sofreu um corte drástico no número de participantes de 1991 para 1992, reduzindo-se pela metade. Com 32 clubes, a chamada Divisão Classificatória recebia, após dez anos, o primeiro integrante do grupo dos 12 grandes. O Grêmio, rebaixado no ano anterior, precisou jogar a segunda divisão para tentar uma das 12 vagas de acesso. Vale ressaltar que, diferentemente do que o senso comum afirma, o regulamento do torneio já previa esse número de promoções antes mesmo do início da competição.

Enquanto os holofotes se voltavam ao clube gaúcho, em Curitiba um time com apenas três anos de existência realizava uma ascensão meteórica. O Paraná Clube, fruto da fusão entre Colorado e Pinheiros, que veio da terceira divisão em 1990 e bateu na trave em 1991, ostentava o título de campeão estadual e entrava como um dos favoritos ao título, o que viria a confirmar.

Na primeira fase, os 32 times foram divididos em quatro grupos, que classificavam os três melhores após dois turnos. O Paraná ficou no Grupo 4 e terminou em segundo lugar, somando 18 pontos em 14 jogos, com cinco vitórias, oito empates e uma derrota. O time ficou empatado em pontos com o América-MG, perdendo a liderança no número de vitórias, mas com um ponto à frente do Grêmio, o último classificado. Com isso, o acesso à Série A de 1993 já estava matematicamente garantido.

Na segunda fase, os 12 classificados ficaram em três novos grupos. Com um ponto extra, o Tricolor da Vila caiu na terceira chave, com Coritiba, Criciúma e Grêmio. Em seis jogos, o Paraná somou nove pontos em três vitórias, dois empates e uma derrota, avançando em segundo, ao lado dos catarinenses.

Na terceira fase, as oito equipes restantes formaram dois novos grupos de quatro, e o Paraná enfrentou Criciúma, União São João e América-MG. Em uma campanha curiosa, o Tricolor venceu apenas uma partida e empatou as outras cinco, todas por 0 a 0. Com apenas um gol marcado e nenhum sofrido, o Paraná avançou à semifinal na vice-liderança, com os mesmos sete pontos do líder Criciúma.

No mata-mata, o adversário da semifinal foi o Santa Cruz. O Paraná demonstrou sua força ao vencer os dois confrontos pelo mesmo placar: 2 a 1 no Arruda e 2 a 1 no Pinheirão. 

A final foi disputada contra o Vitória, que despachou o Criciúma na semifinal. Na ida, em Curitiba, os donos da casa venceram por 2 a 1, levando a vantagem para Salvador. Na volta, na Fonte Nova, o Paraná foi cirúrgico e venceu novamente por 1 a 0, com um gol de Saulo, selando a conquista.

A campanha do Paraná:
30 jogos | 13 vitórias | 15 empates | 2 derrotas | 32 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Arquivo/James Skroch