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Coritiba Campeão Brasileiro Série B 2025

O Coritiba escreveu mais um capítulo importante de sua trajetória ao se tornar o primeiro tricampeão da história da Série B do Campeonato Brasileiro, repetindo as conquistas obtidas em 2007 e 2010. O feito acontece dois anos depois do rebaixamento, consolidando uma nova ascensão do time paranaense sob o comando do técnico Mozart Santos, antigo ídolo do clube como atleta, no final da década de 1990.

A disputa pelo acesso foi equilibrada durante toda a competição, com várias equipes envolvidas e a definição acontecendo apenas na última rodada. Mesmo neste cenário, o Coxa construiu uma campanha sólida desde o início, com uma defesa muito forte, porém um ataque muito abaixo da média. O Coritiba estreou vencendo o Vila Nova por 1 a 0 no Couto Pereira e ocupou as primeiras posições da tabela desde as primeiras rodadas, mantendo presença constante na parte de cima da classificação.

O time coxa-branca entrou no G4 na nona rodada, quando venceu o Criciúma por 1 a 0 fora de casa, e dali não saiu mais. A primeira vez que o Coritiba assumiu a liderança foi na 15ª rodada, após um triunfo por 2 a 0 sobre o Volta Redonda, novamente no Couto Pereira, consolidando a boa competição.

A briga pela ponta da tabela seguiu intensa entre Coritiba e Goiás até a 29ª rodada, quando o Coxa assumiu a liderança de forma definitiva ao vencer o Avaí por 2 a 0 na Ressacada. O acesso foi garantido na penúltima rodada, no empate sem gols diante do Athletic em Curitiba, quando houve ainda a expectativa pelo tricampeonato. A disputa pelo título mesmo ficou para a rodada final e restrita à dupla Atletiba, entre Coritiba e Athletico-PR, aumentando ainda mais o peso da reta final do campeonato.

O título foi confirmado pelo Coxa na última rodada, diante do Amazonas em Manaus, no Estádio Carlos Zamith, pelo placar de 2 a 1, com gols de Sebastián Gómez e Iury Castilho.

A campanha do Coritiba:
38 jogos | 19 vitórias | 11 empates | 8 derrotas | 39 gols marcados | 23 gols sofridos


Foto Roger Matos/Agência Breves

Santos Campeão Brasileiro Série B 2024

A história do Santos é composta por múltiplas glórias, do Mundial ao Paulistão, passando por várias gerações de craques e o maior de todos, Pelé. Porém, nem sempre foi assim, como o momento vivido pelo clube entre 2023 e 2024, com o rebaixamento inédito para a Série B. Tudo isso aconteceu sem a presença do Rei, que deixou este mundo no fim de 2022.

O retorno do Peixe à primeira divisão nacional ocorre logo na temporada seguinte ao rebaixamento. De quebra, veio ainda o título da Série B, que, gostem ou não os torcedores, acabou com uma fila de oito anos sem conquistas. A campanha começou na vitória por 2 a 0 sobre o Paysandu na Vila Belmiro. Na rodada seguinte, o time já alcançava a liderança ao fazer o mesmo placar no Avaí, na Ressacada. A primeira derrota e saída da ponta aconteceu na quarta partida, por 1 a 0 para o Amazonas em Manaus. No jogo seguinte, porém, se recuperou ao vencer a Ponte Preta por 2 a 1 em Campinas.

Entre a nona e a 12ª rodadas, o Santos ficou fora do G4 da Série B, a partir da derrota por 3 a 1 para o Novorizontino fora de casa. O retorno veio aos poucos, com um futebol que, sinceramente, não encheu os olhos de ninguém. Na 13ª partida, o Alvinegro Praiano fez 1 a 0 na Chapecoense em casa e voltou à zona de classificação. E desde então, o time não saiu mais do G4. A equipe até ficou fora do primeiro lugar entre a 22ª e 30ª rodadas, mas voltou em definitivo na 31ª partida, nos 3 a 2 sobre o Mirassol na 31ª partida, na Vila Belmiro.

O acesso foi confirmado no 36º jogo, na vitória por 2 a 0 sobre o Coritiba no Couto Pereira. O título do Santos veio na rodada seguinte, sem o time entrar em campo, pois seus perseguidores Novorizontino e Mirassol deixaram de vencer Operário-PR e Paysandu, respectivamente. Um dia depois, os alvinegros receberam a taça, na derrota por 2 a 0 para o CRB na Vila Belmiro.

A campanha do Santos:
38 jogos | 20 vitórias | 8 empates | 10 derrotas | 56 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Staff Images/CBF

Vitória Campeão Brasileiro Série B 2023

O roteiro para o título do Vitória no Brasileirão Série B de 2023 é um dos mais bonitos já vistos na história recente do futebol brasileiro. A história começa ainda em 2022, quando o time baiano estava na Série C e ocupava a zona de rebaixamento para a quarta divisão. Mas a virada aconteceu a tempo e o Leão da Barra arrancou rumo ao acesso na competição.

Em 2023, ninguém colocou o Vitória como favorito a brigar por uma das vagas na Série A, principalmente depois da eliminação na primeira fase do estadual. Porém, o clube trabalhou quieto e foi obtendo os resultados necessários para o retorno à elite de pois de seis anos e o primeiro título nacional em 124 anos de história.

A campanha rubro-negra começou com vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta no Barradão. Foram mais quatro vitórias nas partida seguintes, até a primeira derrota, por 3 a 2 para o Atlético-GO em casa. Nesta altura, o Vitória já era o líder do campeonato, posição que ocupou na terceira rodada, entre a quinta e a 11ª, na 18ª, 19ª e 21ª, e em definitivo a partir da 24ª.

Enquanto outras oito equipes se embolaram na luta por três lugares na zona de acesso, o Leão foi acumulando vitórias no último quarto da Série B, se distanciando do restante do bolo e se credenciando como único candidato ao título. A arrancada para a taça começou na 28ª rodada, na vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo-SP no Barradão.

Depois, o time conseguiu mais quatro vitórias, dois empates e uma derrota, até a 36ª rodada. Contra o Novorizontino no interior paulista, uma vitória de virada, por 2 a 1, garantiu o acesso e o título rubro-negro. Em 36 jogos até a conquista, o Vitória venceu 21, empatou seis e perdeu nove.

A campanha do Vitória:
37 jogos | 22 vitórias | 6 empates | 9 derrotas | 49 gols marcados | 28 gols sofridos


Foto Victor Ferreira/Vitória

Cruzeiro Campeão Brasileiro Série B 2022

Foram três anos de sofrimento, incerteza e distância da elite do futebol brasileiro. Mas costumam dizer que são das dificuldades que sem vem a força. O Cruzeiro provou o gosto da Série B da pior forma, pois não conseguiu o acesso imediato após o rebaixamento em 2019. Ao contrário, chegou a flertar com a terceira divisão em alguns momentos. Até que 2022 chegou trazendo de volta uma antiga cria da casa, disposta a levantar o clube mais uma vez.

Depois de 28 anos, Ronaldo Fenômeno desembarcou em Belo Horizonte para adquirir a SAF cruzeirense. O ídolo tornou-se dono do futebol da Raposa e deu início ao processo de renovação do time. Em campo, um elenco renovado. No banco de reserva, o técnico uruguaio Paulo Pezzolano.

A Série B de 2022 contou outra vez com cinco campeões de Série A: Cruzeiro, Grêmio, Bahia, Vasco e Guarani, além do Criciúma vencedor da Copa do Brasil. Mas a Raposa não deu bola para os adversários e foi rumo ao acesso e ao título com uma campanha arrasadora. É bem verdade na estreia que o time perdeu por 2 a 0 para o Bahia em Salvador, porém esta foi uma das pouquíssimas derrotas no campeonato. Até a conquista inédita, foram só três reveses azuis. A primeira vitória veio no Mineirão, na segunda rodada, por 1 a 0 sobre o Brusque. A liderança foi obtida para não ser mais perdida na sétima partida, na vitória por 1 a 0 sobre o Náutico em Recife.

O acesso à primeira divisão chegou na 31ª rodada - com sete rodadas de antecedência -, na vitória por 3 a 0 sobre o Vasco no Mineirão. Na partida seguinte, o Cruzeiro goleou por 4 a 1 a Ponte Preta no Mineirão. Dois dias depois, o Grêmio perdeu para o Sampaio Corrêa e o Bahia caiu ante a Chapecoense. A combinação de resultados tornou possível a conquista antecipada do título cruzeirense, com 71 pontos em 32 jogos, 18 a mais que os gremistas e 19 a mais que os baianos.

A campanha do Cruzeiro:
38 jogos | 23 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 57 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Thomas Santos/Staff Images/Cruzeiro

Botafogo Campeão Brasileiro Série B 2021

A Série B mais gigante da história, com a presença de cinco clubes campeões brasileiros teve um campeão à altura. O Botafogo chegou ao bicampeonato uma rodada antes do fim da competição. Desacreditado no começo, devido às dívidas, o time carioca soube lidar com as adversidades, deixou para trás os outros grandes que sequer lutaram pelo acesso (Cruzeiro e Vasco), e lutou pela taça com o Coritiba, que não conseguiu o inédito feito do tricampeonato.

Contudo, o início da campanha botafoguense foi trepidante. Primeiro, empate por 1 a 1 com o Vila Nova, em Goiânia. Depois, duas vitórias em casa, por 2 a 0 sobre o Coritiba e por 3 a 0 sobre o Remo. A primeira derrota aconteceu na quinta rodada, por 3 a 1 para o Náutico, em Recife.

O time custava a engrenar e não conseguia entrar na zona de acesso. Entre esse revés em Pernambuco e a derrota por 2 a 0 para o Goiás na 12ª rodada, em casa, o Fogão só venceu uma vez - o CRB por 1 a 0 na nona partida, também no Rio de Janeiro. Por isso, o técnico Marcelo Chamusca foi substituído por Enderson Moreira, que recolocou a equipe no caminho certo.

Sete triunfos em nove jogos colocaram o Botafogo no G-4, a partir da 21ª rodada, quando fez 1 a 0 no Coritiba, fora de casa. O time não saiu mais da zona de classificação, pulando para a vice-liderança na 26ª partida, ao bater por 2 a 0 o Sampaio Corrêa, no Nilton Santos. O primeiro lugar veio no 34º jogo, no histórico 4 a 0 sobre o Vasco, em pleno São Januário.

Então, bastou par o Fogão fazer a contagem regressiva. O acesso foi consumado na 36ª rodada, ao bater por 2 a 1, de virada, o Operário-PR, em casa. A confirmação do título aconteceu na partida seguinte, ao derrotar por 1 a 0 o já rebaixado Brasil de Pelotas, no Bento Freitas. Mas isso só foi possível porque seu adversário direto, o Coritiba, perdeu por 1 a 0 para o CSA. De qualquer forma, o inferno temporário do Botafogo já tinha o seu fim.

A campanha do Botafogo:
38 jogos | 20 vitórias | 10 empates | 8 derrotas | 56 gols marcados | 31 gols sofridos


Foto Vitor Silva/Botafogo

Chapecoense Campeã do Brasileiro Série B 2020

No último minuto da última rodada, a Chapecoense conquistou seu primeiro título nacional, o Brasileirão Série B de 2020. Foi um campeonato diferente, com zero torcedores nas arquibancadas e atrasos de três meses para o início (de maio para agosto) e dois para o término (de novembro para janeiro). Tudo por culpa da covid-19, que ceifou mais de 220 mil vidas até o momento da escritura deste texto. Para ser campeã, a Chape travou uma luta ponto a ponto, gol a gol com o América-MG.

A estreia verde foi com empate sem gols contra o Oeste em Barueri. A primeira vitória veio no segundo jogo, por 1 a 0 o Sampaio Corrêa na Arena Condá. A boa campanha seguiu diante de um melancólico Cruzeiro no Mineirão, em outra vitória por 1 a 0. A primeira das cinco derrotas catarinenses foi no quinto jogo, por 2 a 1 para o Cuiabá fora de casa. Daqui até a 22ª rodada, a Chapecoense emendou 17 jogos de invencibilidade, dentre um 5 a 0 sobre a Ponte Preta em Campinas, na 16ª partida.

Na liderança desde esta goleada, a Chape viu o América-MG tomar sua ponta no 32ª giro, quando o time só empatou por 0 a 0 em casa contra o Brasil de Pelotas. O primeiro lugar voltou na 36ª jornada, ao vencer a Ponte Preta por 1 a 0 na Arena Condá. A situação surreal aconteceu entre a penúltima e última rodada: 70 pontos, 19 vitórias e 19 gols de saldo para Chapecoense e América.

Na última partida, o Verdão do Oeste enfrentou o Confiança em Chapecó, enquanto os mineiros receberam o Avaí. A desvantagem catarinense se dava pelo número de gols marcados (41 a 39), e os dois jogos entraram nos acréscimos do segundo tempo com 2 a 1 a favor dos postulantes ao título. Até que um pênalti aos 52 minutos mudou a história. Anselmo Ramon acertou a cobrança, fez 3 a 1 e deu a conquista à Chapecoense.

Com a braçadeira de capitão estava Alan Ruschel, que quatro anos antes sobrevivia ao acidente de avião na Colômbia antes da final da Copa Sul-Americana. Guiado pelo espírito de Condá e pelos 42 colegas ausentes, ele ergueu a taça.

A campanha da Chapecoense:
38 jogos | 20 vitórias | 13 empates | 5 derrotas | 42 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Márcio Cunha/Chapecoense

Bragantino Campeão Brasileiro Série B 2019

Com duas rodadas de antecedência, o Bragantino conquista o bicampeonato da Série B em 2019, exatos 30 anos depois do primeiro título. E tal qual foi na época, o clube se prepara para uma guinada na própria história. Desta vez com o aporte financeiro da Red Bull, que uniu forças com o Braga em busca de um lugar na elite do futebol brasileiro.

Como o time original (fundado em 2007 em Campinas) não passou da quarta divisão, a "fusão" levou a um caminho mais simples. E a tendência para 2020, inclusive, é a mudança no escudo do clube de Bragança Paulista, que passará a ser chamado de Red Bull Bragantino (ou só RB Bragantino).

Enquanto as mudanças não se confirmam, o Bragantino confirma o retorno à Série A depois de 21 anos com uma campanha excelente, praticamente de ponta a ponta. Já na estreia a equipe demonstrou como seria a disputa, vencendo o Brasil de Pelotas por 1 a 0 fora de casa. O bom começo teve a primeira derrota na quarta rodada, por 1 a 0 para o Londrina no Paraná. Mas o time já se remontou e, com três vitórias seguidas por 2 a 0 (Figueirense em casa, Vitória fora e São Bento em casa), assumiu a liderança, na sétima rodada. Desde então, o Massa Bruta não deixou a ponta da classificação.

Os gols de Ytalo e Claudinho, as defesas de Júlio César e o comando de Antônio Carlos Zago foram levando o clube a sucessivas vitórias e a confirmação do acesso na Série B. Na 33ª rodada, o Bragantino conseguiu cravar seu lugar entre os quatro melhores após vencer por 3 a 1 o Guarani no Estádio Nabi Abi Chedid.

Três partidas depois veio o título. Contra o Criciúma em casa, nem foi preciso vencer. O empate por 1 a 1 já bastou para que a conquista fosse consumada. Ainda faltando dois jogos para o fim da campanha, o Bragantino somou 72 pontos, com 21 vitórias, nove empates e seis derrotas.

A campanha do Bragantino:
38 jogos | 22 vitórias | 9 empates | 7 derrotas | 64 gols marcados | 27 gols sofridos


Foto Ari Ferreira/Bragantino

Fortaleza Campeão Brasileiro Série B 2018

O Fortaleza chegou ao título mais importante de sua história em 2018, o ano de seu centenário. O Tricolor do Pici se tornou campeão brasileiro da Série B, a primeira conquista nacional do clube. Depois de 13 anos, o time estará novamente na disputa da primeira divisão. E durante este hiato, foram oito temporadas de Série C, entre 2010 e 2017.

A campanha histórica do clube que veio diretamente da terceira divisão tem um nome importante: Rogério Ceni. O técnico teve todo o ano de trabalho para fazer do Fortaleza um clube de elite mais uma vez, e caiu de vez nas graças do torcedor leonino.

Na zona de acesso em todas as rodadas da Série B, o Leão fez a estreia na competição com vitória, por 2 a 1 sobre o Guarani no Castelão. E logo na segunda rodada o time já estava no primeiro lugar, ao vencer o Boa Esporte por 2 a 0 em Varginha. Desta partida para a frente, o time só não liderou na quarta rodada, quando empatou em 1 a 1 com o Londrina fora de casa. No quinto jogo, uma vitória por 3 a 0 sobre o Goiás no Castelão, o Fortaleza já estava na liderança novamente. Assim o time virou o primeiro turno e seguiu durante todo o segundo.

O acesso se confirmou na 34ª rodada, quando o Tricolor venceu o Atlético-GO por 2 a 1 em Goiânia. E o título foi conquistado na 36ª partida, com vitória por 1 a 0 sobre o Avaí na Ressacada. Até o jogo da confirmação do título, o Fortaleza fez 68 pontos, com 20 vitórias, oito empates e oito derrotas. Com nove pontos para o vice-líder, não pode mais ser alcançado.

Dentro de campo, o destaque principal fica para o artilheiro Gustavo - que é chamado de "Gustagol" pelo torcedor -, autor de 12 gols do Tricolor. Junto com ele, o atacante Marcinho e o goleiro Marcelo Boeck também se destacaram na competição.

A campanha do Fortaleza:
38 jogos | 21 vitórias | 8 empates | 9 derrotas | 54 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Leonardo Moreira/Fortaleza

América-MG Campeão Brasileiro Série B 2017

A grande presença na Série B de 2017 foi a do Internacional. Pela primeira vez, o time gaúcho participou da competição, vindo de inédito rebaixamento na Série A de 2016. Mas o clube que deu as cartas na segunda divisão foi o América Mineiro. Depois de 20 anos da primeira conquista, chegaria ao bicampeonato da competição.

Os primeiros jogos do Coelho foram neutros, empatando sem gols com o Náutico na Arena Pernambuco e por 1 a 1 com o Goiás no Independência. A primeira vitória foi na terceira rodada, por 3 a 1 sobre o Criciúma no Heriberto Hülse, e a primeira derrota ocorreu na partida seguinte, por 2 a 0 para o Paysandu em Belo Horizonte.

O América só se acertou na sétima rodada, quando empatou em 1 a 1 com o Internacional em casa e iniciou uma sequência invicta de 12 partidas, culminando na liderança pela primeira vez na 16ª rodada, ao fazer 4 a 2 sobre o Figueirense no Independência. O Coelho virou o turno em primeiro, mas na 22ª rodada empatou em 0 a 0 com o Criciúma em casa e viu o Internacional assumir a ponta.

Retornou à frente no 23º jogo, com vitória de 1 a 0 sobre o Paysandu no Mangueirão. A briga com o Internacional esquentou na 24ª rodada, quando os gaúchos recuperaram a liderança e o América ficou no 1 a 1 com o Ceará no Castelão. O Coelho só voltou para a liderança na 35ª rodada, quando venceu por 2 a 1 o Figueirense no Orlando Scarpelli, e de quebra garantiu o acesso.

América-MG e Internacional chegaram com chances de título na última rodada. Os gaúchos venceram o Guarani, mas precisavam secar os mineiros. O Coelho teria que vencer o jogo contra o CRB para ser campeão. E conseguiu fazer 1 a 0, gol do capitão Rafael Lima. O América se tornou bicampeão da Série B com 73 pontos em 38 partidas, com 20 vitórias, 13 empates e cinco derrotas. O Internacional foi vice com 71 pontos, e completaram o acesso o Ceará e o Paraná.

A campanha do América-MG:
38 jogos | 20 vitórias | 13 empates | 5 derrotas | 46 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Mourão Panda/América-MG

Atlético-GO Campeão Brasileiro Série B 2016

A Série B de 2016 ficou marcada outra vez pela presença do Vasco, a terceira em sete anos. Parecia que seria diferente do que foi em 2014 e igual ao que foi em 2009. Mas quem correu por fora e comemorou o título no final foi o Atlético-GO.

A competição começou boa para o Dragão, vencendo por 1 a 0 o nômade Oeste, que não era mais de Itápolis, estava em busca de uma nova cidade e mandou a partida em Catanduva. Na segunda rodada o time estreou em casa, e venceu por 1 a 0 o Brasil de Pelotas no Serra Dourada. A primeira das poucas derrotas do rubro-negro ocorreu na quinta rodada, por 3 a 2 para o Luverdense no Passo das Emas.

O Atlético-GO terminou o turno da Série B na vice-liderança, sendo que o Vasco liderou por todas as 19 rodadas, e continuaria líder por mais um bom tempo. O Dragão sempre o seguiu de perto, esperando alguma queda de produção. O grande trunfo do Atlético estreou na 28ª rodada, o Estádio Olímpico de Goiânia. O clube estreou com empate de 1 a 1 com Joinville na nova casa reformada

No jogo seguinte, aconteceu o esperado tropeço do Vasco, que perdeu para o Paysandu, enquanto o Atlético-GO venceu por 2 a 1 o CRB no Rei Pelé e finalmente assumiu a liderança. Assim, mandando os jogos em um estádio mais temido, mantendo um nível de competitividade e com nove rodadas ainda pela frente, o time rubro-negro não deixou mais a ponta.

O acesso atleticano foi confirmado na 35ª rodada, quando venceu por 3 a 2 o Londrina no Estádio do Café. Na partida seguinte, uma eletrizante vitória de 5 a 3 sobre o Tupi no Olímpico deu o título da Série B ao Dragão. O time ainda venceria os dois jogos restantes, terminando a competição com 76 pontos em 38 rodadas, com 22 vitórias, dez empates e seis derrotas. Ficou dez pontos frente do vice-campeão Avaí. O Vasco, sob desconfiança, terminou em terceiro lugar e o Bahia completou o grupo do acesso.

A campanha do Atlético-GO:
38 jogos | 22 vitórias | 10 empates | 6 derrotas | 60 gols marcados | 35 gols sofridos


Foto Weimer Carvalho/O Popular

Botafogo Campeão Brasileiro Série B 2015

Mais uma temporada de Série B com um participante do grupo dos 12 grandes. Em 2015, o Botafogo encarou o segundo rebaixamento da sua história. A primeira passagem havia sido em 2003, e o time subiu como vice-campeão. Já desta vez, conseguiu o título.

A estreia do Fogão foi positiva, vencendo por 1 a 0 o Paysandu no Mangueirão. A liderança veio pela primeira vez na quinta rodada, com vitória de 2 a 1 sobre o Paraná no Durival de Britto. A primeira rodada só ocorreu na nona partida, por 4 a 2 para o Macaé no Moacyrzão, mas não tirou o Botafogo do primeiro lugar. O time aguentou até a 17ª rodada, quando perdeu por 1 a 0 para o Santa Cruz no Arruda e foi ultrapassado pelo Vitória.

Neste meio tempo o Alvinegro trocou de técnico, Renê Simões por Ricardo Gomes, e na sequência virou o turno na vice-liderança. A alegria baiana no primeiro lugar durou até a 22ª rodada, quando o Botafogo fez 4 a 0 no Atlético-GO no Engenhão e voltou para a ponta, para não largar mais.

O acesso se confirmou no 35º jogo, na vitória por 1 a 0 sobre o Luverdense no Passo das Emas, no Mato Grosso. Duas rodadas depois, o título foi conquistado com vitória de 2 a 1 sobre o ABC no Mané Garrincha, já que o rebaixado time potiguar vendeu o mando de campo de Natal para Brasília.

Entre os destaques da campanha botafoguense, o goleiro Jefferson, o volante Willian Arão, o meia Daniel Carvalho e o atacante Neílton. Foram 72 pontos em 38 jogos, com 21 vitórias, nove empates e oito derrotas. Junto com o Botafogo, conquistaram o acesso para a primeira divisão Santa Cruz, Vitória e América-MG.

A campanha do Botafogo:
38 jogos | 21 vitórias | 9 empates | 8 derrotas | 60 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Vítor Silva/Botafogo

Joinville Campeão Brasileiro Série B 2014

A Série B de 2014 foi uma das mais disputadas, com as definições sendo ponto a ponto, e os acessos sendo confirmados nas últimas rodadas. O Joinville foi o campeão, voltando à elite pela primeira vez desde 1986.

O início do JEC foi com cinco vitória consecutivas, até empatar sem gols com o Atlético-GO no Serra Dourada e deixar a liderança na sexta rodada. O Coelho recuperou a ponta na 11ª rodada, ao vencer o Ceará por 3 a 1 no Castelão. Na 12ª partida, o Joinville sofreu 2 a 1 do ABC no Frasqueirão e perdeu a posição para Ceará e América-MG.

O JEC voltaria ao primeiro lugar 20ª rodada, quando venceu a Portuguesa por 2 a 1 no Canindé. No 22º jogo, um empate em 1 a 1 com o Icasa em Juazeiro do Norte tirou novamente o Coelho da ponta, agora assumida pelo Avaí. Na 24ª rodada a liderança voltou pela quarta vez, ao vencer o por 2 a 0 o Atlético-GO na Arena Joinville.

Na 26ª rodada, o JEC perdeu de 2 a 0 para o Vasco em São Januário, e deixa outra vez o primeiro lugar, agora da Ponte Preta. O time paulista parecia que quebraria enfim o tabu de títulos, mas o Joinville se recuperou. Na 34ª rodada, os dois times confirmaram o acesso, os catarinenses o fizeram vencendo por 2 a 1 o Sampaio Corrêa em São Luís. Na partida seguinte, Joinville e Ponte Preta fizeram confronto direto na Arena e o JEC venceu por 3 a 1, recuperando a liderança em definitivo.

O título foi conquistado na última rodada, embora a derrota de 1 a 0 para o Oeste em Itápolis. Ao todo, o Joinville marcou 70 pontos em 38 partidas, com 21 vitórias, sete empates e dez derrotas. A Ponte Preta foi vice com 69 pontos, e Vasco e Avaí completaram o acesso com 63 e 62 pontos.

A campanha do Joinville:
38 jogos | 21 vitórias | 7 empates | 10 derrotas | 54 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Divulgação/Gazeta Press

Palmeiras Campeão Brasileiro Série B 2013

O Palmeiras acabou rebaixado pela segunda vez na história em 2012, o que lhe rendeu a terceira passagem pela Série B em 2013 (as outras foram em 1981 e 2003). Dez anos depois do primeiro título, o time tinha novamente a obrigação de ser campeão e subir de divisão o mais rápido possível.

A estreia palmeirense foi positiva, vitória de 1 a 0 sobre o Atlético-GO em Itu, pois o clube estava punido com perda de mandos de campo. Na segunda rodada o Alviverde já era o líder, depois de fazer 3 a 0 no ASA em Arapiraca. A primeira derrota aconteceu no terceiro jogo, por 1 a 0 para o América-MG em casa, e tirou o Verdão temporariamente do primeiro lugar, que passou a ser ocupado pelo Figueirense, e depois pela Chapecoense.

Somente na 16ª rodada o Palmeiras retornaria para a liderança, após vencer por 3 a 2 o Paysandu no Pacaembu. O Palmeiras virou o turno em primeiro e seguiu normalmente em seu objetivo de conseguir o acesso e o título na Série B.

O acesso palmeirense foi conquistado na 32ª rodada, com o empate em 0 a 0 com o São Caetano no Pacaembu. Quatro partidas depois, no mesmo estádio, o Verdão obteve o título com a vitória de 3 a 0 sobre o Boa Esporte.

Ao todo o Palmeiras marcou 79 pontos, com 24 vitórias, sete empates e sete derrotas, ficando com sete pontos de vantagem sobre a vice Chapecoense, que também subiu para a Série A ao lado de Sport e Figueirense.

A campanha do Palmeiras:
38 jogos | 24 vitórias | 7 empates | 7 derrotas | 71 gols marcados | 28 gols sofridos


Foto Ramon Bitencourt/Lancepress

Goiás Campeão Brasileiro Série B 2012

A Série B de 2012 foi uma das mais disputadas na briga pelas vagas de acesso. Cinco times ultrapassaram os 70, embora somente quatro puderam subir de divisão. Entre eles o Goiás, que já estava há duas temporadas fora da elite e conseguiu arrancar para o título nas rodadas finais.

Todavia o começo foi bem ruim, perdendo por 5 a 2 para o América-RN em Natal. A primeira vitória aconteceu na quarta rodada (que foi o terceiro jogo), por 1 a 0 sobre o CRB no Serra Dourada. O Esmeraldino se recuperou e aplicou boas vitórias, como os 4 a 3 sobre o Vitória na sétima rodada e os 6 a 0 sobre o Ipatinga (fora de casa) na 15ª rodada), mas não chegou a assumir a liderança no primeiro turno, que teve mais disputa entre Criciúma e Vitória.

Enquanto catarinenses e baianos disputavam a ponta, o Goiás manteve seu bom nível de jogo, vencendo seus jogos e alguns confrontos diretos, como o 1 a 0 sobre o Criciúma no Serra Dourada, na 24ª rodada. Seus adversários perderam alguns pontos no caminho, e a liderança finalmente foi conquistada na 32ª rodada, depois de golear o ASA por 4 a 0 em Goiânia.

Um jogo depois ocorreu a última derrota na competição, por 3 a 2 para o ABC, que tirou o time verde do primeiro lugar e colocou a briga final entre Goiás e Criciúma. Na 34ª rodada, os 4 a 0 sobre o Ipatinga em casa devolveram a ponta ao Esmeraldino, que não saiu mais dali.

O acesso se confirmou na 36ª rodada, com a vitória de 3 a 0 sobre o Barueri no Serra Dourada. O título veio na última partida, com vitória de 2 a 1 sobre o Joinville em Goiânia. O Goiás se tornou o quatro time bicampeão na história da Série B, 13 anos depois da primeira conquista.

Foram 78 pontos em 38 jogos, com 23 vitórias, nove empates e seis derrotas. O Criciúma foi vice com 73 pontos, e Athletico-PR e Vitória também subiram com 71 pontos, na linha de corte mais alta que o acesso já registrou, já que o São Caetano fez a mesma pontuação e rodou no quinto lugar.

A campanha do Goiás:
38 jogos | 23 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 75 gols marcados | 37 gols sofridos


Foto Rosiron Rodrigues/Goiás

Portuguesa Campeã do Brasileiro Série B 2011

Dona de uma das campanhas mais espetaculares da história da Série B, a Portuguesa de 2011 recebeu um apelido surreal: Barcelusa. A comparação bem-humorada com o lendário Barcelona de Pep Guardiola justificava-se pela extrema facilidade com que a equipe envolvia seus adversários e vencia os jogos. Aquela caminhada foi uma grande mostra de bom futebol de um clube tradicional que, atualmente, encontra-se longe dos bons momentos.

Longe das tempestades políticas e financeiras que a assombrariam no futuro, a Lusa deu mostras de seu poderio logo na rodada de abertura. Sob as arquibancadas do Canindé, goleou o Náutico por um sonoro 4 a 0. No compromisso seguinte, assumiu a liderança temporária após empatar em 1 a 1 com o Paraná, fora de casa. Um dos raríssimos tropeços da equipe aconteceu logo na terceira rodada: um revés por 3 a 2 para o ABC, em São Paulo.

A Portuguesa passou algumas rodadas observando o topo de fora, mas recuperou o protagonismo na sétima rodada, quando goleou o Goiás por 4 a 1 em pleno Serra Dourada. A única derrota dos paulistas como visitantes em todo o campeonato aconteceu na nona rodada: um 2 a 0 para o ASA, no calor de Arapiraca. A resposta veio no jogo seguinte: a liderança foi retomada em definitivo com a vitória por 1 a 0 sobre o Salgueiro, no Canindé. Dali em diante, o rubro-verde blindou o primeiro lugar da Série B, virou o turno na ponta e partiu com autoridade rumo à elite.

A volta para a primeira divisão foi confirmada com seis rodadas de antecedência. Na 32ª rodada, a Lusa venceu o Americana (clube nômade que viria a ser o Guaratinguetá) por 3 a 2 no Estádio Décio Vitta. Três partidas mais tarde, a consagração veio dentro do Canindé: o empate em 2 a 2 com o Sport garantiu matematicamente a taça da Série B, o primeiro título nacional da história da Portuguesa.

O esquadrão comandado por Jorginho Cantinflas, que contava com o Weverton no gol, a Marcelo Cordeiro na defesa, Ananias no meio-campo e Edno no ataque, encerrou sua participação com números assustadores. Foram 81 pontos conquistados em 23 vitórias, 12 empates e meras três derrotas em 38 rodadas.

Com um aproveitamento espetacular de 71%, a Barcelusa cruzou a linha de chegada com impressionantes 17 pontos de vantagem sobre o vice-campeão Náutico. Completaram o G-4 e carimbaram o acesso à elite as equipes da Ponte Preta e do Sport.

A campanha da Portuguesa:
38 jogos | 23 vitórias | 12 empates | 3 derrotas | 82 gols marcados | 38 gols sofridos


Foto Renato Pizutto/Placar

Coritiba Campeão Brasileiro Série B 2010

Após sofrer um doloroso rebaixamento no ano de seu centenário, o Coritiba retornou à Série B em 2010. Calejado pelas experiências recentes na competição, o alviverde sabia exatamente qual era o mapa da mina para garantir um retorno rápido e consistente à elite do futebol nacional.

Contudo, os primeiros passos do Coxa no campeonato não foram fáceis. A estreia registrou uma derrota por 3 a 1 para o Náutico, nos Aflitos. Na sequência, a equipe amargou dois empates consecutivos: 1 a 1 com o América-MG, no Couto Pereira, e 2 a 2 com a Portuguesa, no Canindé. A primeira vitória só foi desencantada na quarta rodada, por 2 a 1 sobre o Brasiliense, diante de sua torcida.

A partir desse triunfo, o time comandado por Ney Franco engrenou uma sólida sequência de invencibilidade. O esforço culminou com a chegada à liderança na 11ª rodada, após uma vitória fora de casa por 1 a 0 sobre o Vila Nova, no Serra Dourada.

O Coritiba sustentou o primeiro lugar até a 15ª rodada, quando teve seu pior desempenho no torneio ao ser goleado por 5 a 1 pelo Ipatinga, em Minas Gerais. O baque fez com que o Coxa oscilasse na reta final do primeiro turno, virando a metade do campeonato atrás do líder Figueirense.

A engrenagem alviverde voltou a encaixar perfeitamente no segundo turno. A briga pelo título esquentou de vez na 23ª rodada: a vitória por 1 a 0 sobre o Brasiliense, na Boca do Jacaré, recolocou o clube paranaense no topo da tabela. Dali até o fim da competição, o Coritiba não deu mais chances aos rivais, mantendo a ponta e abrindo vantagem na liderança.

O retorno para a Série A do Brasileirão foi oficialmente carimbado com três rodadas de antecedência. Na 35ª jornada, o Coxa venceu o Duque de Caxias por 3 a 2, em São Januário. Duas semanas depois, na 37ª rodada, a taça foi conquistada no empate em 2 a 2 com o Icasa, em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará.

Com o troféu garantido, o Coritiba consolidava-se como o terceiro clube a se tornar bicampeão da segunda divisão do Campeonato Brasileiro, juntando-se a Paraná e Paysandu. A campanha vitoriosa do elenco, que contava com o faro de gol de Marcos Aurélio e a velocidade de Rafinha. fechou com 71 pontos, obtidos com 21 vitórias, oito empates e nove derrotas. No fim das contas, acompanharam o Coxa na subida para a elite o Figueirense, o Bahia e o América-MG.

A campanha do Coritiba:
38 jogos | 21 vitórias | 8 empates | 9 derrotas | 69 gols marcados | 49 gols sofridos
 

Foto Arquivo/Gazeta do Povo

Vasco Campeão Brasileiro Série B 2009

O Vasco conheceu o seu primeiro rebaixamento no Brasileirão em 2008 e, no ano seguinte, desembarcou pela primeira vez no território da Série B. A essa altura, a competição já estava consolidada no formato de pontos corridos com 20 participantes. A missão do Cruz-maltino era exatamente a mesma de outros gigantes que haviam passado pelo mesmo drama recentemente: retornar à elite do futebol nacional logo na primeira oportunidade.

A estreia da equipe carioca foi positiva, garantindo uma vitória por 1 a 0 sobre o Brasiliense em São Januário. O gosto da liderança veio logo na terceira rodada, após fazer 3 a 0 sobre o Atlético-GO, em casa. No entanto, o cartão de visitas da Série B veio no jogo seguinte: uma derrota por 3 a 1 para o Paraná, na Vila Capanema, que tirou o Vasco do topo.

O time passou por um breve período de instabilidade na sequência, oscilando em algumas rodadas longe da ponta e vendo Guarani e Atlético-GO assumirem o protagonismo inicial. A virada de chave começou na 10ª rodada, com uma vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta, em São Januário. Esse resultado iniciou a  arrancada vascaína sob o comando de Dorival Júnior. O topo da tabela foi definitivamente recuperado no fechamento do primeiro turno, na 19ª rodada, com uma goleada por 4 a 0 sobre o Ipatinga diante de sua torcida. Dali em diante, ninguém mais conseguiu acompanhar o ritmo do Vasco.

Com São Januário e Maracanã frequentemente lotados pelo apoio em massa de sua torcida, o acesso do Cruz-maltino foi oficialmente conquistado na 34ª rodada, após uma vitória por 2 a 1 sobre o Juventude, no Maracanã. Duas semanas depois, na 36ª rodada, a taça foi assegurada no mesmo palco, com um novo triunfo por 2 a 1, dessa vez sobre o América-RN.

A equipe, que mesclava a segurança do goleiro Fernando Prass, os gols do artilheiro Elton e o surgimento de jovens talentos da base como Philippe Coutinho e Alan Kardec, sagrou-se campeã com uma campanha expressiva: 76 pontos conquistados em 38 jogos, somando 22 vitórias, dez empates e seis derrotas.

Ao final das 38 rodadas, o Vasco sustentou uma vantagem de sete pontos sobre o vice-campeão Guarani, que também carimbou o acesso ao lado de Ceará e Atlético-GO. De todas as vezes em que o Gigante da Colina precisou disputar a segunda divisão em sua história, a campanha de 2009 permanece, de longe, como a mais sólida e incontestável de todas.

A campanha do Vasco:
38 jogos | 22 vitórias | 10 empates | 6 derrotas | 58 gols marcados | 29 gols sofridos


Foto Alex Carvalho/AGIF

Corinthians Campeão Brasileiro Série B 2008

O Corinthians viveu o pior momento de sua história em 2007. Rebaixado no Brasileirão e juntando os cacos da turbulenta e falida parceria com a MSI, o clube ingressou na Série B de 2008 com a pesada obrigação de retornar à elite de maneira rápida. O alvinegro não apenas cumpriu a missão, como o fez de forma incontestável, estabelecendo a melhor campanha da história dos pontos corridos na segunda divisão.

A estreia do Timão ocorreu diante de um Pacaembu lotado, garantindo uma vitória por 3 a 2 sobre o CRB. Logo na rodada seguinte, o triunfo por 3 a 1 sobre o Gama, no Distrito Federal, colocou o Corinthians na liderança isolada da competição, posto que o clube jamais abandonou até o encerramento do campeonato.

O elenco comandado por Mano Menezes, que unia a juventude de Dentinho a nomes como André Santos, Alessandro e Douglas, caminhou a passos largos rumo ao iminente acesso. A invencibilidade só caiu na 12ª rodada, em uma derrota por 1 a 0 para o Bahia, em São Paulo. O segundo tropeço da campanha aconteceu apenas na 17ª rodada, em um 2 a 1 para o Vila Nova no Serra Dourada.

O passaporte de volta para a primeira divisão foi carimbado com seis rodadas de antecedência. Na 32ª jornada, a vitória por 2 a 0 sobre o Ceará, novamente sob a forte atmosfera proporcionada pela torcida alvinegra no Pacaembu, trouxe oficialmente o Corinthians de volta à elite do futebol nacional, apenas um ano após a queda.

Duas partidas após assegurar o acesso, foi a hora de soltar o grito de campeão. No Estádio Heriberto Hülse, o Timão repetiu o placar de 2 a 0, dessa vez sobre o Criciúma, garantindo matematicamente o título da Série B. A terceira e última derrota do campeonato ocorreu já em clima de ressaca festiva, na 36ª rodada, por 2 a 0 contra o América-RN, em Natal.

A campanha corintiana beirou a perfeição: 85 pontos conquistados em 38 jogos, traduzidos em 25 vitórias, dez empates e apenas três derrotas. Não apenas a obrigação foi cumprida, mas o título da Série B de 2008 funcionou como o grande ponto de partida para uma reestruturação profunda. Foi dali que o Corinthians arrancou para o ciclo mais vitorioso de sua trajetória, que incluiria os títulos da Copa do Brasil de 2009, os Brasileirões de 2011, 2015 e 2017, a Recopa Sul-Americana de 2013 e o ápice com as conquistas invictas da Libertadores e do Mundial em 2012.

A campanha do Corinthians:
38 jogos | 25 vitórias | 10 empates | 3 derrotas | 79 gols marcados | 29 gols sofridos


Foto Daniel Kouri/Placar

Coritiba Campeão Brasileiro Série B 2007

Em 2007, a Série B alcançou uma marca histórica de estabilidade ao repetir, pela primeira vez, o regulamento da temporada anterior. Sem viradas de mesa ou mudanças de última hora, as 20 equipes disputaram as quatro vagas de acesso no sistema de pontos corridos, em turno e returno. O Coritiba já havia batido na trave em 2006, quando terminou na sexta posição, a apenas dois pontos da zona de classificação. Aquela campanha havia sido considerada frustrante, pois os planos eram de um retorno imediato à elite. O alviverde teve que esperar mais um ano, mas a espera valeria a pena.

A caminhada do Coxa começou com o pé direito: uma vitória por 3 a 1 sobre o Paulista de Jundiaí, no Couto Pereira. Contudo, o desempenho nas quatro rodadas seguintes foi irregular, incluindo derrotas por 1 a 0 para o Gama fora de casa e para o São Caetano, diante de sua torcida. A virada de chave ocorreu na sexta rodada com a demissão do técnico Guilherme Macuglia e a contratação de Renê Simões.

Sob o novo comando, o time engrenou imediatamente, batendo o Brasiliense por 2 a 1 no Couto Pereira. Não demorou para o Coritiba assumir a liderança isolada, posto que sustentou até o fechamento do primeiro turno, selado com um empate por 2 a 2 contra a Portuguesa, em Curitiba.

Sustentado por uma campanha consistente e pelo faro de gol do jovem Keirrison, o Coxa apagou os erros do passado e confirmou a volta à primeira divisão com boa antecedência. Na 34ª rodada, o empate por 2 a 2 contra o Vitória no Couto Pereira, combinado com uma derrota do Criciúma na rodada, deu o acesso ao clube paranaense. A partir dali, o foco total voltou-se para a conquista da taça.

A rodada final reservou um roteiro cinematográfico. O Coritiba entrou em campo disputando o título ponto a ponto com o surpreendente Ipatinga. Enquanto o time mineiro cumpria seu papel e goleava o Paulista em Jundiaí, o Coxa vivia um drama no Recife, perdendo por 2 a 1 para o já rebaixado Santa Cruz no Arruda. 

Foi aí que o Coritiba encontrou forças para desenhar uma reviravolta nos minutos finais. Aos 42 minutos do segundo tempo, Keirrison empatou o confronto. E aos 47, no apagar das luzes, Henrique Dias virou a partida de forma heroica. A vitória por 3 a 2 coroou a brilhante trajetória do Coritiba, campeão da Série B com 69 pontos, somados em 21 vitórias, seis empates e 11 derrotas. Além do Coxa e do vice-campeão Ipatinga, a Portuguesa e o Vitória completaram o G-4, assegurando o direito de disputar a Série A em 2008.

A campanha do Coritiba:
38 jogos | 21 vitórias | 6 empates | 11 derrotas | 54 gols marcados | 41 gols sofridos


Foto Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Atlético-MG Campeão Brasileiro Série B 2006

A Série B de 2006 ficou marcada na história do futebol brasileiro como a primeira edição disputada no formato de pontos corridos, três anos após a implementação do sistema na primeira divisão. Com a mudança, o torneio finalmente entrou nos eixos, estabilizando-se no formato de 20 equipes em turno e returno. Naquela temporada, a tabela contava com quatro clubes que já haviam conquistado a elite nacional no passado, entre eles o Atlético-MG, que pela primeira vez em sua história disputaria a segunda divisão. Disposto a apagar a péssima impressão do rebaixamento em 2005, o time mineiro entrou no campeonato com uma única missão: ser campeão sem sustos.

O Galo estreou na competição com um empate por 1 a 1 contra o Marília, fora de casa. Na jornada seguinte veio a primeira vitória: 3 a 1 sobre o Náutico, no Mineirão. Não demorou para que o Atlético passasse a frequentar a parte de cima da tabela. Contudo, o percurso teve seus sobressaltos. A primeira derrota aconteceu na sexta rodada, por 2 a 1 para o Ituano, em pleno Mineirão, dando início a um período de oscilação que só foi superado na 13ª rodada, com um triunfo por 4 a 2 sobre o Gama. Sem conseguir engatar uma grande sequência de vitórias imediatas, o Atlético encerrou o primeiro turno na sexta posição, vendo o Sport liderar a disputa.

A reação definitiva veio no segundo turno. O Galo assumiu a liderança pela primeira vez na 29ª rodada, após vencer o Brasiliense por 1 a 0 no Mineirão. A liderança chegou a ser perdida temporariamente na 33ª rodada, quando o empate por 1 a 1 com a Portuguesa, no Canindé, derrubou o time para o segundo lugar. A resposta, porém, foi imediata: no jogo seguinte, o Atlético retomou a ponta ao aplicar 3 a 0 sobre o Paysandu, em Belo Horizonte.

O elenco, que contava com a promessa Diego Alves no gol, e Éder Luís e Marinho no ataque, garantiu o acesso na 36ª rodada, em uma vitória por 3 a 2 sobre o Coritiba no Couto Pereira. Na rodada seguinte, o título nacional foi assegurado com um triunfo por 1 a 0 sobre o Ceará, no Castelão.

A última rodada transformou-se na festa oficial da entrega da taça. Diante de sua torcida, o Galo empatou em 2 a 2 com o América-RN e deu a volta olímpica. Enquanto os mineiros festejavam, os potiguares também comemoravam, pois o empate deixou o América na quarta colocação, com o acesso garantido. As outras duas vagas ficaram com os rivais Sport e Náutico. O Atlético-MG coroou sua campanha na liderança com 71 pontos, acumulados em 20 vitórias, 11 empates e sete derrotas, e terminando com sete pontos de vantagem sobre o vice Sport.

A campanha do Atlético-MG:
38 jogos | 20 vitórias | 11 empates | 7 derrotas | 70 gols marcados | 39 gols sofridos


Foto José Leomar/Placar