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Coritiba Campeão Brasileiro Série B 2025

O Coritiba escreveu mais um capítulo de peso em sua trajetória ao se isolar como o primeiro tricampeão da história da Série B do Campeonato Brasileiro, repetindo os feitos de 2007 e 2010. A conquista da taça coroou o retorno do clube à elite nacional depois de dois anos de ausência, consolidando uma arrancada imponente sob o comando do técnico Mozart Santos, antigo atleta alviverde do final da década de 1990.

A disputa pelas vagas de promoção foi marcada pelo equilíbrio do início ao fim, com várias equipes envolvidas e o veredito final postergado para a última rodada. Mesmo diante desse cenário de extrema pressão, o Coxa construiu uma campanha sólida, sustentada por um sistema defensivo forte, que compensou um ataque mais econômico. A caminhada começou com uma vitória por 1 a 0 sobre o Vila Nova, no Couto Pereira, sinalizando que a equipe paranaense frequentaria o pelotão de frente desde o começo do torneio.

O time alviverde se estabeleceu firmemente no G-4 a partir da nona rodada, após um triunfo por 1 a 0 sobre o Criciúma, fora de casa, de onde não saiu mais. A liderança foi alcançada pela primeira vez na 15ª rodada, impulsionada pela vitória por 2 a 0 sobre o Volta Redonda no Couto Pereira, consolidando a excelente consistência da equipe dentro de seus domínios.

A reta final ganhou contornos dramáticos. O Coritiba assumiu a primeira posição de forma definitiva na 29ª rodada, ao bater o Avaí por 2 a 0 em plena Ressacada. O tão sonhado acesso à Série A foi carimbado por antecipação na penúltima jornada, com um tenso empate sem gols diante do Athletic, em Curitiba, deixando a definição do título para o ato final. A briga pela taça ficou restrita à dupla Atletiba, contra o arquirrival Athletico-PR, elevando a voltagem da última rodada.

A consagração definitiva ocorreu diante do Amazonas, no Estádio Carlos Zamith, em Manaus. Dependendo apenas de si para ser campeão, mas em um jogo nervoso, o Coxa garantiu o título ao vencer por 2 a 1, com gols de Sebastián Gómez e Iury Castilho.

O alviverde fechou sua vitoriosa campanha com 68 pontos, distribuídos em 19 vitórias, 11 empates e oito derrotas. Juntamente com o Santos de 2024, o Coritiba teve a pontuação mais baixa de um campeão na era dos pontos corridos da Série B. Além do Coxa, carimbaram a vaga para a elite o Athletico-PR, a Chapecoense e o Remo.

A campanha do Coritiba:
38 jogos | 19 vitórias | 11 empates | 8 derrotas | 39 gols marcados | 23 gols sofridos


Foto Roger Matos/Agência Breves

Santos Campeão Brasileiro Série B 2024

A história do Santos é moldada por múltiplas glórias, de títulos mundiais a conquistas estaduais, passando por sucessivas gerações de craques e pelo maior de todos, o Rei Pelé. No entanto, o roteiro vencedor sofreu uma fratura entre 2023 e 2024, quando o Alvinegro Praiano experimentou o inédito rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. Todo esse processo de provação ocorreu sob a ausência de seu ídolo maior, que havia falecido no fim de 2022.

O calvário na segunda divisão foi breve. O retorno do Peixe à elite nacional aconteceu logo na temporada seguinte ao descenso. De quebra, o clube faturou o título da competição que, embora não fosse o troféu dos sonhos de sua torcida, serviu para encerrar um incômodo jejum de oito anos sem conquistas na Vila Belmiro.

A caminhada começou com uma vitória por 2 a 0 sobre o Paysandu, com os portões fechados em casa. Na rodada seguinte, a equipe assumiu a liderança ao aplicar o mesmo placar sobre o Avaí, na Ressacada. O primeiro choque de realidade veio na quarta partida: uma derrota por 1 a 0 para o Amazonas, em Manaus, que tirou os paulistas do topo. A reabilitação veio logo no compromisso seguinte, batendo a Ponte Preta por 2 a 1 em Campinas.

Comandado por Fábio Carille, o Santos viveu momentos de turbulência. Entre a nona e a 12ª rodada, após sofrer uma sequência de derrotas, culminando em um 3 a 1 para o Novorizontino, o Peixe chegou a sair do G-4. O retorno à zona de acesso foi pavimentado à base de um futebol pragmático e sem grande brilhantismo. Na 13ª rodada, um suado 1 a 0 sobre a Chapecoense recolocou o time no grupo dos classificados, de onde não sairia mais. O topo da tabela ainda foi perdido entre a 22ª e a 30ª rodada, mas a liderança definitiva foi retomada na vitória por 3 a 2 sobre o Mirassol, na Vila Belmiro.

A volta para a Série A foi confirmada na 36ª rodada, com a vitória por 2 a 0 sobre o Coritiba, no Couto Pereira. Já o título veio na partida seguinte, sem o Santos precisar entrar em campo: os tropeços de Novorizontino diante do Operário-PR, e Mirassol frente ao Paysandu, garantiram a taça antecipada.  No dia seguinte, a entrega do troféu ocorreu na Vila Belmiro, após a derrota por 2 a 0 para o CRB.

O Peixe encerrou sua participação na Série B com 68 pontos, 20 vitórias, oito empates e dez derrotas, registrando a pontuação mais baixa de um campeão na era dos pontos corridos da competição. Acompanharam o Santos no retorno à elite as equipes do Mirassol, do Sport e do Ceará.

A campanha do Santos:
38 jogos | 20 vitórias | 8 empates | 10 derrotas | 56 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Staff Images/CBF

Vitória Campeão Brasileiro Série B 2023

O roteiro do título do Vitória no Brasileirão Série B de 2023 é um dos mais incríveis e bonitos já vistos na história recente do futebol nacional. A história começou a ser desenhada ainda em 2022, quando o clube baiano amargava a Série C e chegou a ocupar a zona de rebaixamento para a quarta divisão. Contudo, a virada de chave aconteceu a tempo, e o Leão da Barra arrancou para um milagroso acesso à segunda divisão.

No início de 2023, praticamente nenhum analista colocava o Vitória como favorito ao acesso, principalmente após quedas precoces na Copa do Nordeste e na primeira fase do Campeonato Baiano. Porém, o clube trabalhou em silêncio sob o comando de Léo Condé, reformulou o elenco e engatou a marcha necessária para encerrar um hiato de seis anos longe da elite, conquistando o primeiro título nacional da história do rubro-negro.

A caminhada na Série B começou com vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta, no Barradão. Foram mais quatro triunfos consecutivos nas rodadas seguintes, até a primeira derrota, por 3 a 2 para o Atlético-GO, em Salvador. A essa altura, o Vitória já ditava o ritmo do campeonato. O time assumiu o topo na terceira rodada, frequentou a liderança em lampejos ao longo do primeiro turno e assumiu a primeira posição em definitivo a partir da 24ª rodada.

Enquanto outras oito equipes se embolavam em um equilíbrio insano pelas vagas restantes no G-4, o Leão acumulou gordura no último quarto da competição, distanciando-se dos concorrentes e credenciando-se como o único candidato real à taça. A arrancada final começou na 28ª rodada, com a vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo-SP, inflamando um Barradão que virou um verdadeiro caldeirão ao longo do ano.

A consagração definitiva aconteceu na 36ª rodada. Em um jogo dramático no interior paulista, o Vitória buscou uma emblemática vitória de virada por 2 a 1 sobre o Novorizontino, com um gol de pênalti nos acréscimos, carimbando oficialmente o retorno à Série A. O título de campeão foi confirmado no dia seguinte, do hotel, graças ao tropeço do vice-líder Criciúma perante o Guarani.

O time rubro-negro, liderado pelo meia Osvaldo, o goleiro Lucas Arcanjo e o atacante Léo Gamalho, fechou sua campanha com 72 pontos, divididos em 22 vitórias, seis empates e dez derrotas. Além do Leão, voltaram para a elite as equipes do Juventude, Criciúma e Atlético-GO.

A campanha do Vitória:
37 jogos | 22 vitórias | 6 empates | 9 derrotas | 49 gols marcados | 28 gols sofridos


Foto Victor Ferreira/Vitória

Cruzeiro Campeão Brasileiro Série B 2022

Foram três anos de sofrimento, incertezas e distância da elite do futebol brasileiro. No entanto, costuma-se dizer que é das maiores dificuldades que nasce a força. O Cruzeiro provou o gosto amargo da Série B da pior forma possível, falhando em conseguir o acesso imediato após o rebaixamento em 2019 e chegando, inclusive, a flertar com a terceira divisão. Até que o ano de 2022 trouxe de volta uma antiga cria da casa, disposta a reerguer o gigante mineiro.

Após 28 anos de sua partida para o futebol europeu, Ronaldo Fenômeno retornou a Belo Horizonte para adquirir as ações da recém-criada SAF cruzeirense. O ídolo tornou-se o gestor majoritário do futebol da Raposa e deu início a um profundo e austero processo de saneamento financeiro e renovação institucional. Dentro das quatro linhas, montou-se um elenco operário e faminto. No banco de reservas, a escolha pelo técnico uruguaio Paulo Pezzolano mudou o patamar tático da equipe.

A Série B de 2022 reuniu uma constelação de camisas pesadas, contando com Cruzeiro, Grêmio, Bahia, Vasco e Guarani (cinco campeões da Série A), além do Criciúma, campeão da Copa do Brasil. Mas a Raposa não tomou conhecimento dos adversários e pavimentou o caminho rumo ao título com uma campanha avassaladora.

É bem verdade que na estreia a Raposa perdeu por 2 a 0 para o Bahia, em Salvador, mas aquele tropeço seria uma das exceções em um ano impecável. A reabilitação veio logo na segunda rodada, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Brusque no Mineirão. A liderança foi conquistada na sétima partida, após o triunfo por 1 a 0 sobre o Náutico, nos Aflitos. Dali em diante, o Cruzeiro não saiu mais do topo.

O tão esperado retorno à primeira divisão foi confirmado na 31ª rodada, estabelecendo o recorde de acesso mais precoce da história dos pontos corridos, com sete rodadas de antecedência, ao vencer o Vasco por 3 a 0 no Mineirão. No jogo seguinte, o Cruzeiro manteve o ritmo e goleou a Ponte Preta por 4 a 1 no Moisés Lucarelli, em Campinas. Dias depois, os tropeços do Grêmio diante do Sampaio Corrêa, e do Bahia frente à Chapecoense garantiram o título aos mineiros.

O Cruzeiro encerrou sua participação na Série B com 78 pontos conquistados em 23 vitórias, nove empates e seis derrotas. A Raposa cruzou a linha de chegada com uma vantagem de 13 pontos sobre o vice-campeão Grêmio. Vasco e Bahia completaram o G-4, selando o retorno em massa dos gigantes à elite do futebol nacional.

A campanha do Cruzeiro:
38 jogos | 23 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 57 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Thomas Santos/Staff Images/Cruzeiro

Botafogo Campeão Brasileiro Série B 2021

Uma das edições mais pesadas da história da Série B aconteceu em 2021, com a presença de cinco clubes campeões brasileiros e com um vencedor à altura. O Botafogo alcançou o bicampeonato com uma rodada de antecedência. Desacreditado no início do ano devido a uma severa crise financeira e política, o clube carioca soube superar as adversidades, deixou para trás outros gigantes que sequer brigaram pelo G-4, como Vasco e Cruzeiro, e travou uma batalha pela taça com o Coritiba.

Porém, os primeiros passos da caminhada botafoguense foram oscilantes. A estreia registrou um empate em 1 a 1 com o Vila Nova, em Goiânia. Na sequência, a equipe conquistou duas boas vitórias no Rio de Janeiro: 2 a 0 sobre o Coritiba e 3 a 0 diante do Remo. Mas o primeiro sinal de alerta acendeu na quinta rodada, em uma derrota por 3 a 1 para o Náutico, nos Aflitos.

O time sofria para engrenar e não conseguia se aproximar da zona de promoção. Entre o tropeço em Pernambuco e a derrota por 2 a 0 para o Goiás na 12ª rodada, em pleno Estádio Nilton Santos, o Fogão somou apenas uma vitória, por 1 a 0 sobre o CRB. Diante do desempenho abaixo do esperado, a diretoria agiu rápido: demitiu Marcelo Chamusca e contratou Enderson Moreira, o técnico que mudaria completamente o destino do clube na temporada.

O impacto da mudança de comando foi imediato. Uma sequência de sete vitórias em nove jogos catapultou o Botafogo para dentro do G-4 na 21ª rodada, após vencer o Coritiba por 1 a 0, no Couto Pereira. O alvinegro carioca não deixou mais a zona de classificação. Ocupou a vice-liderança na 26ª partida, ao bater o Sampaio Corrêa por 2 a 0, e assumiu o topo da tabela de forma categórica na 34ª rodada, aplicando um inesquecível 4 a 0 sobre o Vasco, em pleno São Januário.

A partir dali, o campeonato virou uma contagem regressiva para a festa. O acesso matemático foi carimbado na 36ª rodada, em uma vitória de virada por 2 a 1 sobre o Operário-PR, diante de um Nilton Santos inflamado. A confirmação do título nacional veio na partida seguinte, com o triunfo por 1 a 0 sobre o já rebaixado Brasil de Pelotas, no Estádio Bento Freitas. O grito de campeão foi antecipado graças à derrota do vice-líder Coritiba para o CSA na mesma rodada.

Sob a liderança técnica do meia Chay, os gols de Rafael Navarro e a solidez do zagueiro Joel Carli, o inferno do Botafogo chegava ao fim. O clube fechou sua campanha com 70 pontos, divididos em 20 vitórias, dez empates e oito derrotas, subindo de divisão ao lado de Goiás, Coritiba e Avaí.

A campanha do Botafogo:
38 jogos | 20 vitórias | 10 empates | 8 derrotas | 56 gols marcados | 31 gols sofridos


Foto Vitor Silva/Botafogo

Chapecoense Campeã do Brasileiro Série B 2020

No último minuto da última rodada, a Chapecoense conquistou um dos títulos mais emocionantes de sua história recente: o Brasileirão Série B de 2020. Foi um campeonato completamente atípico, disputado com arquibancadas vazias e marcado pelos impactos no calendário devido à pandemia da Covid-19. O torneio começou com três meses de atraso, em agosto, e terminou apenas em janeiro de 2021. Em meio ao cenário difícil, a Chape travou uma batalha ponto a ponto e gol a gol contra o América-MG pela liderança.

A estreia do Verdão foi com um empate sem gols diante do Oeste, em Barueri. A primeira vitória veio no compromisso seguinte: um suado 1 a 0 sobre o Sampaio Corrêa, na Arena Condá. Demonstrando a solidez que ditaria sua campanha, a equipe catarinense bateu o Cruzeiro pelo mesmo placar em pleno Mineirão, na terceira partida do time. O primeiro dos cinco tropeços da Chapecoense na competição aconteceu na quinta rodada, por 2 a 1 para o Cuiabá, no Mato Grosso.

A partir dali, o time comandado por Umberto Louzer engrenou 17 partidas de invencibilidade. O ápice desse período foi a goleada por 5 a 0 sobre a Ponte Preta, em Campinas, pela 16ª rodada.

Consolidada no topo desde aquela goleada, a Chape viu o América-MG tomar a liderança provisória na 32ª rodada, após um empate por 0 a 0 contra o Brasil de Pelotas, em Chapecó. O primeiro lugar foi recuperado na 36ª partida, com um triunfo por 1 a 0 sobre a Ponte Preta em casa. O equilíbrio entre os dois postulantes ao título atingiu um nível surreal na penúltima rodada: Chapecoense e América chegaram ao ato final empatados rigorosamente com 70 pontos, 19 vitórias e 19 gols de saldo.

Na rodada decisiva, o Verdão do Oeste enfrentou o Confiança em Chapecó, enquanto os mineiros receberam o Avaí. A desvantagem catarinense residia no número de gols marcados: 41 a 39 a favor do América. As duas partidas entraram nos acréscimos do segundo tempo com o placar de 2 a 1 a favor de ambos. Foi então que, aos 52 minutos do segundo tempo na Arena Condá, um pênalti mudou o destino da taça. Com frieza, Anselmo Ramon cobrou de cavadinha, selou o placar em 3 a 1 e garantiu o título inédito à Chapecoense.

O destino quis que o capitão fosse Alan Ruschel, um dos sobreviventes do trágico acidente aéreo de 2016 na Colômbia. Guiado pelo Espírito de Condá e honrando a memória de seus companheiros, ele ergueu a taça. Além da Chapecoense e do América-MG, subiram à primeira divisão Juventude e Cuiabá.

A campanha da Chapecoense:
38 jogos | 20 vitórias | 13 empates | 5 derrotas | 42 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Márcio Cunha/Chapecoense

Bragantino Campeão Brasileiro Série B 2019

O Bragantino conquistou o bicampeonato da Série B em 2019, exatos 30 anos após a sua primeira conquista nacional. E tal como ocorrera em 1989, o título pavimentou o caminho para uma guinada histórica na trajetória do clube. Naquela temporada, o time de Bragança Paulista uniu forças com a multinacional Red Bull, contando com um forte aporte financeiro para buscar um lugar definitivo na elite do futebol brasileiro.

Como o projeto original da empresa austríaca, o Red Bull Brasil, fundado em 2007 em Campinas, havia estagnado nas divisões inferiores, a parceria com o Braga ofereceu um atalho perfeito para o topo. A temporada de 2019 marcou o último ano em que o clube utilizou suas vestimentas e escudo tradicionais, preparando o terreno para a transição definitiva em 2020, quando passou a se chamar oficialmente Red Bull Bragantino, adotando o padrão global da marca.

Mas antes de mudar de pele, o Bragantino carimbou o seu retorno à Série A após 21 anos de ausência com uma campanha irretocável, dominando o torneio praticamente de ponta a ponta. Logo na estreia, o Massa Bruta demonstrou sua força ao vencer o Brasil de Pelotas por 1 a 0, fora de casa.

O excelente início sofreu um tropeço na quarta rodada, com uma derrota por 1 a 0 para o Londrina, no Paraná. A resposta veio com uma sequência de três vitórias consecutivas por 2 a 0, sobre Figueirense, Vitória e São Bento, que fizeram o time assumir a liderança na sétima rodada. Dali em diante, os paulistas blindaram o topo da tabela e não deram a menor chance aos rivais.

Sob o comando de Antônio Carlos Zago, a equipe apresentava o futebol mais vistoso do campeonato. O elenco, que contava com o goleiro Júlio César, o meia Claudinho e o atacante Ytalo, empilhou vitórias até confirmar o acesso na 33ª rodada, ao bater o Guarani por 3 a 1 no Estádio Nabi Abi Chedid.

Três partidas mais tarde, o grito de campeão ecoou no Nabizão. Diante de sua torcida, o Bragantino nem precisou da vitória: o empate por 1 a 1 contra o Criciúma foi o suficiente para garantir matematicamente a taça da Série B.

Ao final das 38 rodadas, o clube fechou sua dominante campanha com 75 pontos, distribuídos em 22 vitórias, nove empates e sete derrotas, cruzando a linha de chegada em primeiro lugar e subindo para a primeira divisão ao lado de Sport, Coritiba e Atlético-GO.

A campanha do Bragantino:
38 jogos | 22 vitórias | 9 empates | 7 derrotas | 64 gols marcados | 27 gols sofridos


Foto Ari Ferreira/Bragantino

Fortaleza Campeão Brasileiro Série B 2018

O Fortaleza alcançou o primeiro título nacional de sua história em 2018, justamente no ano de seu centenário. Naquele ano, o Tricolor do Pici sagrou-se campeão da Série B. Com o feito, o clube garantia o retorno à primeira divisão após um hiato de 13 anos, um período doloroso que incluiu oito temporadas consecutivas de sofrimento na Série C, entre 2010 e 2017.

A campanha histórica do clube, que havia acabado de subir da terceira divisão, teve como grande arquiteto o técnico Rogério Ceni. Com respaldo e tempo para trabalhar desde o início da temporada, Ceni montou uma equipe moderna e competitiva, caindo de vez nas graças do torcedor leonino.

Presente na zona de acesso em absolutamente todas as rodadas da competição, o Leão estreou com o pé direito ao bater o Guarani por 2 a 1 no Castelão. Logo na segunda rodada, assumiu a liderança isolada ao vencer o Boa Esporte por 2 a 0, em Varginha.

A partir dali, o Fortaleza estabeleceu uma soberania poucas vezes vista no torneio: o time só deixou o topo da tabela por uma única semana, na quarta rodada, após empatar em 1 a 1 com o Londrina fora de casa. Já no compromisso seguinte, ao aplicar 3 a 0 sobre o Goiás no Castelão, o Tricolor recuperou a primeira posição e não a largou mais, virando o turno na liderança e mantendo o ritmo no segundo turno.

A tão sonhada volta para a Série A foi decretada na 34ª rodada, com uma vitória por 2 a 1 sobre o Atlético-GO, em Goiânia. Duas semanas depois, na 36ª rodada, a consagração máxima veio em Florianópolis: o triunfo por 1 a 0 sobre o Avaí, em plena Ressacada, garantiu  a taça ao abrir nove pontos de vantagem sobre o vice-líder, tornando o Leão inalcançável.

Dentro de campo, o grande destaque da engrenagem cearense foi o centroavante Gustavo, carinhosamente apelidado pela torcida de "Gustagol", que foi o grande artilheiro da equipe. Ao lado dele, o atacante Marcinho e o goleiro Marcelo Boeck foram fundamentais para sustentar o esquema de Rogério Ceni.

Ao final das 38 rodadas, o Fortaleza fechou sua histórica e incontestável campanha com 71 pontos, acumulado com 21 vitórias, oito empates e nove derrotas, coroando o ano mais emblemático da história centenária do Tricolor do Pici. Também subiram de divisão CSA, Avaí e Goiás.

A campanha do Fortaleza:
38 jogos | 21 vitórias | 8 empates | 9 derrotas | 54 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Leonardo Moreira/Fortaleza

América-MG Campeão Brasileiro Série B 2017

A grande atração da Série B de 2017 foi a presença do Internacional. Pela primeira vez em sua história, o clube gaúcho disputava a competição, fruto de um inédito rebaixamento no ano anterior. Contudo, o clube que verdadeiramente ditou o ritmo na segunda divisão foi o América-MG. Após 20 anos da sua primeira conquista nacional, o Coelho alcançaria o tão sonhado bicampeonato do torneio.

Os primeiros passos da equipe mineira foram discretos, registrando empates em 0 a 0 contra o Náutico na Arena Pernambuco, e em 1 a 1 diante do Goiás, no Independência. A primeira vitória só foi desencantada na terceira rodada, por 3 a 1 sobre o Criciúma, no Heriberto Hülse. A primeira derrota veio logo na partida seguinte, ao sofrer um 2 a 0 para o Paysandu, em Belo Horizonte.

A engrenagem americana encaixou em definitivo a partir da sétima rodada. Após arrancar um empate em 1 a 1 contra o Internacional, em casa, o Coelho iniciou uma sequência de 12 partidas de invencibilidade. A excelente fase culminou na tomada da liderança pela primeira vez na 16ª jornada, após golear o Figueirense por 4 a 2 no Independência. O time mineiro virou o turno na ponta da tabela, mas acabou ultrapassado pelo Colorado na 22ª rodada, após um empate sem gols contra o Criciúma.

A resposta foi imediata. No compromisso seguinte, o América recuperou a ponta ao bater o Paysandu por 1 a 0 no Mangueirão. A disputa ponto a ponto com o Internacional seguiu forte: os gaúchos reassumiram o topo na 24ª rodada, enquanto os mineiros empatavam em 1 a 1 com o Ceará no Castelão. O Coelho guardou o fôlego para dar o bote final na 35ª rodada, quando a vitória por 2 a 1 sobre o Figueirense, no Orlando Scarpelli, devolveu a primeira posição aos mineiros e, de quebra, confirmou o acesso à elite.

América e Internacional arrastaram a disputa pelo título até a última rodada. Os gaúchos cumpriram seu papel ao vencerem o Guarani em Porto Alegre, restando secar o rival. Para soltar o grito de campeão sem depender de outros resultados, o Coelho precisava vencer o CRB no Independência. Em uma partida tensa e com o estádio lotado, o gol da vitória por 1 a 0 veio testando o coração da torcida, anotado pelo zagueiro e capitão Rafael Lima.

O América consagrava-se bicampeão da Série B sob o comando de Enderson Moreira, fechando uma campanha irretocável de 73 pontos com 20 vitórias, 13 empates e cinco derrotas. O Internacional ficou com o vice-campeonato somando 71 pontos, enquanto Ceará e Paraná completaram o G-4.

A campanha do América-MG:
38 jogos | 20 vitórias | 13 empates | 5 derrotas | 46 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Mourão Panda/América-MG

Atlético-GO Campeão Brasileiro Série B 2016

A Série B de 2016 ficou marcada, mais uma vez, pela presença do Vasco, a terceira participação do gigante carioca em um intervalo de sete anos. No início, a impressão geral era de que o clube dominaria o campeonato com facilidade. Porém, quem correu por fora, apresentou o futebol mais sólido e soltou o grito de campeão no final foi o Atlético-GO.

A competição começou com o pé direito para o Dragão, que venceu por 1 a 0 o Oeste. O time de Itápolis vivia uma fase nômade e mandou aquela partida em Catanduva. Na segunda rodada, os goianos debutaram diante de sua torcida batendo o Brasil de Pelotas, também por 1 a 0, no Serra Dourada. Um dos pouquíssimos tropeços do rubro-negro na competição aconteceu na quinta rodada: derrota por 3 a 2 para o Luverdense, no Passo das Emas.

O Atlético fechou o primeiro turno na vice-liderança. O Vasco liderou as 19 rodadas iniciais e parecia inalcançável, mas o Dragão manteve-se firme em sua perseguição, aguardando um momento de oscilação do rival. O grande trunfo dos goianos veio na 28ª rodada: a entrega do reformado Estádio Olímpico de Goiânia. A nova casa foi inaugurada com um empate em 1 a 1 diante do Joinville, mas logo se transformaria em um caldeirão.

Na rodada seguinte, o esperado tropeço vascaíno aconteceu diante do Paysandu. Extremamente ligado no campeonato, o Atlético fez a sua parte ao vencer o CRB por 2 a 1 no Rei Pelé, em Maceió, assumindo finalmente a liderança. Empurrado pela atmosfera do novo estádio e exibindo grande competitividade, o rubro-negro controlou as emoções nas nove rodadas restantes e não cedeu um milímetro na ponta da tabela.

O acesso do Dragão foi carimbado com três rodadas de antecedência, na 35ª rodada, após uma grande vitória por 3 a 2 sobre o Londrina no Estádio do Café. Na partida seguinte, um triunfo por 5 a 3 sobre o Tupi, no Olímpico, garantiu matematicamente o título da Série B.

Mesmo com a taça garantida, o time comandado por Marcelo Cabo manteve o ritmo e venceu os dois jogos restantes. O Atlético-GO encerrou a competição com 76 pontos, distribuídos em 22 vitórias, dez empates e seis derrotas. O time abriu uma folgada vantagem de dez pontos sobre o vice-campeão Avaí. O Vasco, sob fortes críticas e desconfiança de sua torcida, terminou na terceira posição, enquanto o Bahia completou o G-4.

A campanha do Atlético-GO:
38 jogos | 22 vitórias | 10 empates | 6 derrotas | 60 gols marcados | 35 gols sofridos


Foto Weimer Carvalho/O Popular

Botafogo Campeão Brasileiro Série B 2015

Mais uma temporada de Série B contou com a presença de um participante do grupo dos 12 grandes. Em 2015, após uma temporada turbulenta no ano anterior, o Botafogo encarava o segundo rebaixamento de sua história. Se na primeira passagem, em 2003, o clube havia retornado como vice-campeão, desta vez a história seria escrita com o troféu nas mãos.

A estreia do Fogão foi positiva e deu o tom da campanha: uma vitória por 1 a 0 sobre o Paysandu, no Mangueirão, em Belém. O topo da tabela foi alcançado pela primeira vez na quinta rodada, após o triunfo por 2 a 1 sobre o Paraná, na Vila Capanema.

A primeira derrota alvinegra só aconteceu na nona partida, por 4 a 2 para o Macaé, no Moacyrzão mas o resultado não tirou os cariocas da liderança. O Botafogo sustentou o posto até a 17ª rodada, quando a derrota por 1 a 0 diante do Santa Cruz, no Arruda, permitiu que o Vitória assumisse a primeira posição. 

Nesse meio-tempo, a diretoria botafoguense promoveu uma mudança no comando técnico, substituindo Renê Simões por Ricardo Gomes. Sob nova direção na beira do campo, o alvinegro assimilou o golpe, manteve a regularidade e fechou o primeiro turno na vice-liderança.

A soberania baiana na ponta da tabela durou até a 22ª rodada. Em uma atuação de gala no Engenhão, o Botafogo goleou o Atlético-GO por 4 a 0 e recuperou a liderança isolada, para não largar mais até o fim do campeonato. O tão esperado retorno à elite do futebol nacional foi confirmado na 35ª rodada. Jogando no Mato Grosso, o Glorioso venceu o Luverdense por 1 a 0, no Estádio Passo das Emas.

Duas semanas depois, na 37ª partida, veio a consagração definitiva: o título nacional foi selado com uma vitória por 2 a 1 sobre o ABC. Curiosamente, a partida da taça aconteceu no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, já que o clube potiguar, já rebaixado, optou por vender o mando de campo que originalmente seria em Natal.

O elenco campeão mesclou a liderança do goleiro de seleção brasileira Jefferson, a consistência de Willian Arão, a técnica de Daniel Carvalho e a velocidade de Neílton e do uruguaio Navarro. O Botafogo fechou a Série B com 72 pontos conquistados com 21 vitórias, nove empates e oito derrotas. Conquistaram o passaporte para a primeira divisão ao lado do Fogão as equipes do Santa Cruz, do Vitória e do América-MG.

A campanha do Botafogo:
38 jogos | 21 vitórias | 9 empates | 8 derrotas | 60 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Vítor Silva/Botafogo

Joinville Campeão Brasileiro Série B 2014

A Série B de 2014 foi uma das edições mais equilibradas da história dos pontos corridos, com a disputa pelas posições definida ponto a ponto e as vagas no G-4 confirmadas apenas nas rodadas finais. No topo dessa batalha ficou o Joinville, que sagrou-se campeão e garantiu o retorno à elite do futebol nacional pela primeira vez desde 1986.

O início do JEC no campeonato foi avassalador, com cinco vitórias consecutivas. A sequência perfeita só foi freada na sexta rodada, com um empate sem gols diante do Atlético-GO no Serra Dourada, resultado que custou a liderança. O Coelho recuperou a ponta na 11ª partida, ao vencer o Ceará por 3 a 1 em pleno Castelão, em Fortaleza. Porém, no jogo seguinte, a equipe catarinense perdeu por 2 a 1 para o ABC no Frasqueirão, perdendo a posição para os concorrentes Ceará e América-MG.

O roteiro de "ganha e perde" na liderança estendeu-se pelo segundo turno. O Joinville voltou ao primeiro lugar na 20ª rodada, após vencer a Portuguesa por 2 a 1 no Canindé. Duas rodadas depois, o empate em 1 a 1 com o Icasa, em Juazeiro do Norte, tirou novamente o Coelho do topo, posto que acabou assumido pelo Avaí. A liderança retornou aos braços dos catarinenses pela quarta vez na 24ª rodada, graças ao triunfo por 2 a 0 sobre o Atlético-GO na Arena Joinville.

O fôlego foi testado novamente na 26ª rodada, quando o JEC perdeu por 2 a 0 para o Vasco em São Januário e cedeu o primeiro lugar para a Ponte Preta. O time paulista parecia caminhar firme para quebrar o seu histórico tabu de títulos, mas o Joinville reagiu no momento certo. Na 34ª rodada, a festa foi dupla: Joinville e Ponte Preta carimbaram matematicamente o acesso à Série A. O Coelho garantiu sua vaga ao vencer o Sampaio Corrêa por 2 a 1 em São Luís.

Na rodada seguinte, os dois melhores times do campeonato fizeram um confronto direto com atmosfera de final na Arena Joinville. O JEC impôs sua força e venceu a Macaca por 3 a 1, recuperando a liderança em definitivo.

O título nacional foi conquistado na última rodada, mesmo com a derrota por 1 a 0 para o Oeste em Itápolis, já que a Ponte Preta também tropeçou. Sob o comando de Hemerson Maria, o elenco fechou a vitoriosa campanha com 70 pontos em 21 vitórias, sete empates e dez derrotas. A Ponte Preta ficou com o vice-campeonato ao somar 69 pontos, enquanto Vasco e Avaí completaram o G-4 dos promovidos à elite.

A campanha do Joinville:
38 jogos | 21 vitórias | 7 empates | 10 derrotas | 54 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Divulgação/Gazeta Press

Palmeiras Campeão Brasileiro Série B 2013

O Palmeiras sofreu o segundo rebaixamento de sua história em 2012, o que resultou em sua terceira participação na Série B do Campeonato Brasileiro em 2013, seguindo o que ocorreu em 2003 e em 1981, quando o clube disputou a Taça de Prata, uma espécie de qualificação no mesmo ano para a primeira divisão. Dez anos após erguer o primeiro troféu, o alviverde entrava na competição com a pesada e indiscutível obrigação de garantir o acesso e o título o mais rápido possível.

A estreia palmeirense foi positiva, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-GO em Itu, partida que o clube mandou no interior paulista devido a uma punição de perda de mandos de campo herdada do ano anterior. Na segunda rodada, o Verdão assumiu a liderança provisória ao bater o ASA por 3 a 0, em Arapiraca.

O início foi muito promissor, mas a Série B mostrou a sua cara no terceiro compromisso: uma derrota por 1 a 0 para o América-MG, em São Paulo, que tirou o Verdão temporariamente do topo. O posto passou a ser ocupado primeiro pelo Figueirense e, logo depois, pela surpreendente Chapecoense.

O Palmeiras precisou de paciência e regularidade para caçar os líderes. O retorno definitivo à liderança aconteceu na 16ª rodada, após um sofrido triunfo por 3 a 2 sobre o Paysandu, no Pacaembu. Sob o comando de Gilson Kleina, o Verdão virou o turno na ponta da tabela e ditou o ritmo rumo ao seu objetivo.

Com o Pacaembu transformado em sua fortaleza ao longo do ano, o acesso palmeirense foi conquistado com seis rodadas de antecedência. Na 32ª rodada, um empate sem gols contra o São Caetano selou matematicamente o retorno do clube à elite do futebol nacional.

Quatro partidas mais tarde, no mesmo Pacaembu, a torcida pôde soltar o grito de campeão: uma vitória sem problemas por 3 a 0 sobre o Boa Esporte garantiu o troféu. O time alviverde, que contava com a liderança técnica de Jorge Valdivia e o oportunismo de Alan Kardec, levantou o seu bicampeonato na Série B.

Ao final das 38 rodadas, o Palmeiras somou 79 pontos, com 24 vitórias, sete empates e ssete derrotas, abrindo sete pontos de vantagem sobre a vice-campeã Chapecoense. Completaram o G-4 e subiram de divisão as equipes do Sport e do Figueirense.

A campanha do Palmeiras:
38 jogos | 24 vitórias | 7 empates | 7 derrotas | 71 gols marcados | 28 gols sofridos


Foto Ramon Bitencourt/Lancepress

Goiás Campeão Brasileiro Série B 2012

A Série B de 2012 entrou para a história como uma das edições mais implacáveis na briga pelas vagas de acesso. O nível técnico foi tão elevado que cinco equipes ultrapassaram a marca dos 70 pontos, embora apenas quatro pudessem subir. Entre os destaques daquele ano estava o Goiás, que já amargava duas temporadas longe da elite e precisou engatar uma arrancada na reta final para ser bicampeão.

Porém, o cartão de visitas do Esmeraldino foi desastroso: uma goleada sofrida por 5 a 2 para o América-RN, em Natal. A reabilitação começou a ser desenhada na quarta rodada (o terceiro jogo do clube de fato), com uma vitória por 1 a 0 sobre o CRB, no Serra Dourada.

A partir dali, o Goiás se arrumou e passou a colecionar grandes atuações, incluindo uma vitória por 4 a 3 sobre o Vitória na sétima rodada e uma goleada por 6 a 0 sobre o Ipatinga, em Minas Gerais, pela 15ª rodada. Apesar do excelente desempenho, o Goiás não chegou a assumir a liderança no primeiro turno, que ficou marcado por um duelo particular entre Criciúma e Vitória.

Enquanto catarinenses e baianos se revezavam na ponta, o Goiás manteve a regularidade sob o comando de Enderson Moreira, vencendo confrontos diretos, como o 1 a 0 sobre o Criciúma no Serra Dourada, na 24ª rodada. Aproveitando os tropeços dos concorrentes pelo caminho, a liderança esmeraldina foi finalmente conquistada na 32ª rodada, após golear o ASA por 4 a 0 em Goiânia.

A empolgação sofreu uma pequena pausa na partida seguinte, quando a derrota por 3 a 2 para o ABC tirou o time goiano momentaneamente do primeiro lugar, polarizando a disputa final com o Criciúma. A resposta ao tropeço foi categórica: na 34ª rodada, um novo 4 a 0 sobre o Ipatinga, em casa, devolveu a primeira posição ao Esmeraldino, que não saiu mais de lá.

A volta para a elite do futebol brasileiro foi confirmada com duas rodadas de antecedência. Na 36ª partida, o Goiás bateu o Barueri por 3 a 0 no Serra Dourada. O título nacional foi comemorado na última rodada, com uma vitória por 2 a 1 sobre o Joinville diante de sua torcida. 

O Esmeraldino fechou a competição com 78 pontos somados em 23 vitórias, nove empates e seis derrotas. O Criciúma foi vice com 73 pontos, enquanto Athletico-PR e Vitória também subiram com 71 pontos. Essa pontuação estabeleceu a linha de corte mais alta já registrada na Série B, uma vez que o São Caetano igualou os mesmos 71 pontos, mas acabou fora do G-4 pelos critérios de desempate.

A campanha do Goiás:
38 jogos | 23 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 75 gols marcados | 37 gols sofridos


Foto Rosiron Rodrigues/Goiás

Portuguesa Campeã do Brasileiro Série B 2011

Dona de uma das campanhas mais espetaculares da história da Série B, a Portuguesa de 2011 recebeu um apelido surreal: Barcelusa. A comparação bem-humorada com o lendário Barcelona de Pep Guardiola justificava-se pela extrema facilidade com que a equipe envolvia seus adversários e vencia os jogos. Aquela caminhada foi uma grande mostra de bom futebol de um clube tradicional que, atualmente, encontra-se longe dos bons momentos.

Longe das tempestades políticas e financeiras que a assombrariam no futuro, a Lusa deu mostras de seu poderio logo na rodada de abertura. Sob as arquibancadas do Canindé, goleou o Náutico por um sonoro 4 a 0. No compromisso seguinte, assumiu a liderança temporária após empatar em 1 a 1 com o Paraná, fora de casa. Um dos raríssimos tropeços da equipe aconteceu logo na terceira rodada: um revés por 3 a 2 para o ABC, em São Paulo.

A Portuguesa passou algumas rodadas observando o topo de fora, mas recuperou o protagonismo na sétima rodada, quando goleou o Goiás por 4 a 1 em pleno Serra Dourada. A única derrota dos paulistas como visitantes em todo o campeonato aconteceu na nona rodada: um 2 a 0 para o ASA, no calor de Arapiraca. A resposta veio no jogo seguinte: a liderança foi retomada em definitivo com a vitória por 1 a 0 sobre o Salgueiro, no Canindé. Dali em diante, o rubro-verde blindou o primeiro lugar da Série B, virou o turno na ponta e partiu com autoridade rumo à elite.

A volta para a primeira divisão foi confirmada com seis rodadas de antecedência. Na 32ª rodada, a Lusa venceu o Americana (clube nômade que viria a ser o Guaratinguetá) por 3 a 2 no Estádio Décio Vitta. Três partidas mais tarde, a consagração veio dentro do Canindé: o empate em 2 a 2 com o Sport garantiu matematicamente a taça da Série B, o primeiro título nacional da história da Portuguesa.

O esquadrão comandado por Jorginho Cantinflas, que contava com o Weverton no gol, a Marcelo Cordeiro na defesa, Ananias no meio-campo e Edno no ataque, encerrou sua participação com números assustadores. Foram 81 pontos conquistados em 23 vitórias, 12 empates e meras três derrotas em 38 rodadas.

Com um aproveitamento espetacular de 71%, a Barcelusa cruzou a linha de chegada com impressionantes 17 pontos de vantagem sobre o vice-campeão Náutico. Completaram o G-4 e carimbaram o acesso à elite as equipes da Ponte Preta e do Sport.

A campanha da Portuguesa:
38 jogos | 23 vitórias | 12 empates | 3 derrotas | 82 gols marcados | 38 gols sofridos


Foto Renato Pizutto/Placar

Coritiba Campeão Brasileiro Série B 2010

Após sofrer um doloroso rebaixamento no ano de seu centenário, o Coritiba retornou à Série B em 2010. Calejado pelas experiências recentes na competição, o alviverde sabia exatamente qual era o mapa da mina para garantir um retorno rápido e consistente à elite do futebol nacional.

Contudo, os primeiros passos do Coxa no campeonato não foram fáceis. A estreia registrou uma derrota por 3 a 1 para o Náutico, nos Aflitos. Na sequência, a equipe amargou dois empates consecutivos: 1 a 1 com o América-MG, no Couto Pereira, e 2 a 2 com a Portuguesa, no Canindé. A primeira vitória só foi desencantada na quarta rodada, por 2 a 1 sobre o Brasiliense, diante de sua torcida.

A partir desse triunfo, o time comandado por Ney Franco engrenou uma sólida sequência de invencibilidade. O esforço culminou com a chegada à liderança na 11ª rodada, após uma vitória fora de casa por 1 a 0 sobre o Vila Nova, no Serra Dourada.

O Coritiba sustentou o primeiro lugar até a 15ª rodada, quando teve seu pior desempenho no torneio ao ser goleado por 5 a 1 pelo Ipatinga, em Minas Gerais. O baque fez com que o Coxa oscilasse na reta final do primeiro turno, virando a metade do campeonato atrás do líder Figueirense.

A engrenagem alviverde voltou a encaixar perfeitamente no segundo turno. A briga pelo título esquentou de vez na 23ª rodada: a vitória por 1 a 0 sobre o Brasiliense, na Boca do Jacaré, recolocou o clube paranaense no topo da tabela. Dali até o fim da competição, o Coritiba não deu mais chances aos rivais, mantendo a ponta e abrindo vantagem na liderança.

O retorno para a Série A do Brasileirão foi oficialmente carimbado com três rodadas de antecedência. Na 35ª jornada, o Coxa venceu o Duque de Caxias por 3 a 2, em São Januário. Duas semanas depois, na 37ª rodada, a taça foi conquistada no empate em 2 a 2 com o Icasa, em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará.

Com o troféu garantido, o Coritiba consolidava-se como o terceiro clube a se tornar bicampeão da segunda divisão do Campeonato Brasileiro, juntando-se a Paraná e Paysandu. A campanha vitoriosa do elenco, que contava com o faro de gol de Marcos Aurélio e a velocidade de Rafinha. fechou com 71 pontos, obtidos com 21 vitórias, oito empates e nove derrotas. No fim das contas, acompanharam o Coxa na subida para a elite o Figueirense, o Bahia e o América-MG.

A campanha do Coritiba:
38 jogos | 21 vitórias | 8 empates | 9 derrotas | 69 gols marcados | 49 gols sofridos
 

Foto Arquivo/Gazeta do Povo

Vasco Campeão Brasileiro Série B 2009

O Vasco conheceu o seu primeiro rebaixamento no Brasileirão em 2008 e, no ano seguinte, desembarcou pela primeira vez no território da Série B. A essa altura, a competição já estava consolidada no formato de pontos corridos com 20 participantes. A missão do Cruz-maltino era exatamente a mesma de outros gigantes que haviam passado pelo mesmo drama recentemente: retornar à elite do futebol nacional logo na primeira oportunidade.

A estreia da equipe carioca foi positiva, garantindo uma vitória por 1 a 0 sobre o Brasiliense em São Januário. O gosto da liderança veio logo na terceira rodada, após fazer 3 a 0 sobre o Atlético-GO, em casa. No entanto, o cartão de visitas da Série B veio no jogo seguinte: uma derrota por 3 a 1 para o Paraná, na Vila Capanema, que tirou o Vasco do topo.

O time passou por um breve período de instabilidade na sequência, oscilando em algumas rodadas longe da ponta e vendo Guarani e Atlético-GO assumirem o protagonismo inicial. A virada de chave começou na 10ª rodada, com uma vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta, em São Januário. Esse resultado iniciou a  arrancada vascaína sob o comando de Dorival Júnior. O topo da tabela foi definitivamente recuperado no fechamento do primeiro turno, na 19ª rodada, com uma goleada por 4 a 0 sobre o Ipatinga diante de sua torcida. Dali em diante, ninguém mais conseguiu acompanhar o ritmo do Vasco.

Com São Januário e Maracanã frequentemente lotados pelo apoio em massa de sua torcida, o acesso do Cruz-maltino foi oficialmente conquistado na 34ª rodada, após uma vitória por 2 a 1 sobre o Juventude, no Maracanã. Duas semanas depois, na 36ª rodada, a taça foi assegurada no mesmo palco, com um novo triunfo por 2 a 1, dessa vez sobre o América-RN.

A equipe, que mesclava a segurança do goleiro Fernando Prass, os gols do artilheiro Elton e o surgimento de jovens talentos da base como Philippe Coutinho e Alan Kardec, sagrou-se campeã com uma campanha expressiva: 76 pontos conquistados em 38 jogos, somando 22 vitórias, dez empates e seis derrotas.

Ao final das 38 rodadas, o Vasco sustentou uma vantagem de sete pontos sobre o vice-campeão Guarani, que também carimbou o acesso ao lado de Ceará e Atlético-GO. De todas as vezes em que o Gigante da Colina precisou disputar a segunda divisão em sua história, a campanha de 2009 permanece, de longe, como a mais sólida e incontestável de todas.

A campanha do Vasco:
38 jogos | 22 vitórias | 10 empates | 6 derrotas | 58 gols marcados | 29 gols sofridos


Foto Alex Carvalho/AGIF

Corinthians Campeão Brasileiro Série B 2008

O Corinthians viveu o pior momento de sua história em 2007. Rebaixado no Brasileirão e juntando os cacos da turbulenta e falida parceria com a MSI, o clube ingressou na Série B de 2008 com a pesada obrigação de retornar à elite de maneira rápida. O alvinegro não apenas cumpriu a missão, como o fez de forma incontestável, estabelecendo a melhor campanha da história dos pontos corridos na segunda divisão.

A estreia do Timão ocorreu diante de um Pacaembu lotado, garantindo uma vitória por 3 a 2 sobre o CRB. Logo na rodada seguinte, o triunfo por 3 a 1 sobre o Gama, no Distrito Federal, colocou o Corinthians na liderança isolada da competição, posto que o clube jamais abandonou até o encerramento do campeonato.

O elenco comandado por Mano Menezes, que unia a juventude de Dentinho a nomes como André Santos, Alessandro e Douglas, caminhou a passos largos rumo ao iminente acesso. A invencibilidade só caiu na 12ª rodada, em uma derrota por 1 a 0 para o Bahia, em São Paulo. O segundo tropeço da campanha aconteceu apenas na 17ª rodada, em um 2 a 1 para o Vila Nova no Serra Dourada.

O passaporte de volta para a primeira divisão foi carimbado com seis rodadas de antecedência. Na 32ª jornada, a vitória por 2 a 0 sobre o Ceará, novamente sob a forte atmosfera proporcionada pela torcida alvinegra no Pacaembu, trouxe oficialmente o Corinthians de volta à elite do futebol nacional, apenas um ano após a queda.

Duas partidas após assegurar o acesso, foi a hora de soltar o grito de campeão. No Estádio Heriberto Hülse, o Timão repetiu o placar de 2 a 0, dessa vez sobre o Criciúma, garantindo matematicamente o título da Série B. A terceira e última derrota do campeonato ocorreu já em clima de ressaca festiva, na 36ª rodada, por 2 a 0 contra o América-RN, em Natal.

A campanha corintiana beirou a perfeição: 85 pontos conquistados em 38 jogos, traduzidos em 25 vitórias, dez empates e apenas três derrotas. Não apenas a obrigação foi cumprida, mas o título da Série B de 2008 funcionou como o grande ponto de partida para uma reestruturação profunda. Foi dali que o Corinthians arrancou para o ciclo mais vitorioso de sua trajetória, que incluiria os títulos da Copa do Brasil de 2009, os Brasileirões de 2011, 2015 e 2017, a Recopa Sul-Americana de 2013 e o ápice com as conquistas invictas da Libertadores e do Mundial em 2012.

A campanha do Corinthians:
38 jogos | 25 vitórias | 10 empates | 3 derrotas | 79 gols marcados | 29 gols sofridos


Foto Daniel Kouri/Placar

Coritiba Campeão Brasileiro Série B 2007

Em 2007, a Série B alcançou uma marca histórica de estabilidade ao repetir, pela primeira vez, o regulamento da temporada anterior. Sem viradas de mesa ou mudanças de última hora, as 20 equipes disputaram as quatro vagas de acesso no sistema de pontos corridos, em turno e returno. O Coritiba já havia batido na trave em 2006, quando terminou na sexta posição, a apenas dois pontos da zona de classificação. Aquela campanha havia sido considerada frustrante, pois os planos eram de um retorno imediato à elite. O alviverde teve que esperar mais um ano, mas a espera valeria a pena.

A caminhada do Coxa começou com o pé direito: uma vitória por 3 a 1 sobre o Paulista de Jundiaí, no Couto Pereira. Contudo, o desempenho nas quatro rodadas seguintes foi irregular, incluindo derrotas por 1 a 0 para o Gama fora de casa e para o São Caetano, diante de sua torcida. A virada de chave ocorreu na sexta rodada com a demissão do técnico Guilherme Macuglia e a contratação de Renê Simões.

Sob o novo comando, o time engrenou imediatamente, batendo o Brasiliense por 2 a 1 no Couto Pereira. Não demorou para o Coritiba assumir a liderança isolada, posto que sustentou até o fechamento do primeiro turno, selado com um empate por 2 a 2 contra a Portuguesa, em Curitiba.

Sustentado por uma campanha consistente e pelo faro de gol do jovem Keirrison, o Coxa apagou os erros do passado e confirmou a volta à primeira divisão com boa antecedência. Na 34ª rodada, o empate por 2 a 2 contra o Vitória no Couto Pereira, combinado com uma derrota do Criciúma na rodada, deu o acesso ao clube paranaense. A partir dali, o foco total voltou-se para a conquista da taça.

A rodada final reservou um roteiro cinematográfico. O Coritiba entrou em campo disputando o título ponto a ponto com o surpreendente Ipatinga. Enquanto o time mineiro cumpria seu papel e goleava o Paulista em Jundiaí, o Coxa vivia um drama no Recife, perdendo por 2 a 1 para o já rebaixado Santa Cruz no Arruda. 

Foi aí que o Coritiba encontrou forças para desenhar uma reviravolta nos minutos finais. Aos 42 minutos do segundo tempo, Keirrison empatou o confronto. E aos 47, no apagar das luzes, Henrique Dias virou a partida de forma heroica. A vitória por 3 a 2 coroou a brilhante trajetória do Coritiba, campeão da Série B com 69 pontos, somados em 21 vitórias, seis empates e 11 derrotas. Além do Coxa e do vice-campeão Ipatinga, a Portuguesa e o Vitória completaram o G-4, assegurando o direito de disputar a Série A em 2008.

A campanha do Coritiba:
38 jogos | 21 vitórias | 6 empates | 11 derrotas | 54 gols marcados | 41 gols sofridos


Foto Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Atlético-MG Campeão Brasileiro Série B 2006

A Série B de 2006 ficou marcada na história do futebol brasileiro como a primeira edição disputada no formato de pontos corridos, três anos após a implementação do sistema na primeira divisão. Com a mudança, o torneio finalmente entrou nos eixos, estabilizando-se no formato de 20 equipes em turno e returno. Naquela temporada, a tabela contava com quatro clubes que já haviam conquistado a elite nacional no passado, entre eles o Atlético-MG, que pela primeira vez em sua história disputaria a segunda divisão. Disposto a apagar a péssima impressão do rebaixamento em 2005, o time mineiro entrou no campeonato com uma única missão: ser campeão sem sustos.

O Galo estreou na competição com um empate por 1 a 1 contra o Marília, fora de casa. Na jornada seguinte veio a primeira vitória: 3 a 1 sobre o Náutico, no Mineirão. Não demorou para que o Atlético passasse a frequentar a parte de cima da tabela. Contudo, o percurso teve seus sobressaltos. A primeira derrota aconteceu na sexta rodada, por 2 a 1 para o Ituano, em pleno Mineirão, dando início a um período de oscilação que só foi superado na 13ª rodada, com um triunfo por 4 a 2 sobre o Gama. Sem conseguir engatar uma grande sequência de vitórias imediatas, o Atlético encerrou o primeiro turno na sexta posição, vendo o Sport liderar a disputa.

A reação definitiva veio no segundo turno. O Galo assumiu a liderança pela primeira vez na 29ª rodada, após vencer o Brasiliense por 1 a 0 no Mineirão. A liderança chegou a ser perdida temporariamente na 33ª rodada, quando o empate por 1 a 1 com a Portuguesa, no Canindé, derrubou o time para o segundo lugar. A resposta, porém, foi imediata: no jogo seguinte, o Atlético retomou a ponta ao aplicar 3 a 0 sobre o Paysandu, em Belo Horizonte.

O elenco, que contava com a promessa Diego Alves no gol, e Éder Luís e Marinho no ataque, garantiu o acesso na 36ª rodada, em uma vitória por 3 a 2 sobre o Coritiba no Couto Pereira. Na rodada seguinte, o título nacional foi assegurado com um triunfo por 1 a 0 sobre o Ceará, no Castelão.

A última rodada transformou-se na festa oficial da entrega da taça. Diante de sua torcida, o Galo empatou em 2 a 2 com o América-RN e deu a volta olímpica. Enquanto os mineiros festejavam, os potiguares também comemoravam, pois o empate deixou o América na quarta colocação, com o acesso garantido. As outras duas vagas ficaram com os rivais Sport e Náutico. O Atlético-MG coroou sua campanha na liderança com 71 pontos, acumulados em 20 vitórias, 11 empates e sete derrotas, e terminando com sete pontos de vantagem sobre o vice Sport.

A campanha do Atlético-MG:
38 jogos | 20 vitórias | 11 empates | 7 derrotas | 70 gols marcados | 39 gols sofridos


Foto José Leomar/Placar