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Brasil Campeão da Copa do Mundo 1994

Foram 24 anos de jejum e de frustrações acumuladas entre o tricampeonato em 1970 e a Copa do Mundo de 1994. No entanto, o destino voltou a sorrir para o Brasil no Mundial realizado nos Estados Unidos, que entrou para a história como a última edição disputada no formato de 24 seleções. A equipe comandada pelo técnico Carlos Alberto Parreira e pelo coordenador Zagallo não encantava, mas era eficiente. Um time que jogava pelo resultado positivo e nada mais. O talento ficava por conta de Romário, que fazia dupla de ataque com Bebeto. No meio e na defesa, Zinho, Mazinho, Dunga, Mauro Silva, Aldair e Taffarel, garantiam a blindagem necessária para o time.

A caminhada começou depois de muita pressão nas Eliminatórias, quando o Brasil se classificou somente na última rodada. Na fase de grupos da Copa, os fantasmas começaram a ser espantados com uma vitória por 2 a 0 sobre a Rússia. Na sequência, os brasileiros venceram Camarões por 3 a 0 e fecharam a primeira fase com um empate em 1 a 1 com a Suécia. O Mundial de 1994 foi o primeiro em que as vitórias passaram a valer três pontos, e a seleção Canarinho garantiu a liderança do Grupo B com sete.

No feriado de 4 de julho, o Brasil enfrentou os donos da casa pelas oitavas de final. Após a expulsão do lateral Leonardo por uma cotovelada em um atleta dos Estados Unidos, Romário apareceu para servir Bebeto, que marcou o gol da vitória brasileira por 1 a 0.

Nas quartas de final, o Brasil protagonizou um dos maiores confrontos da história dos Mundiais contra a Holanda. Após abrir dois gols de vantagem com Romário e Bebeto, o time brasileiro vacilou e cedeu o empate em um intervalo de doze minutos. A vitória veio de forma heroica na bola parada, com a cobrança forte e rasteira de Branco. O placar de 3 a 2 confirmou a classificação para a semifinal.

A Suécia reapareceu no caminho do Brasil na semifinal. Coube novamente a Romário, com 1,69 de altura, subir mais alto que a zaga sueca aos 35 minutos do segundo tempo, decretando o 1 a 0 e colocando o país na final contra a Itália, que passou por Noruega, Nigéria, Espanha e Bulgária.

A decisão reservou um confronto entre brasileiros e italianos no Rose Bowl, em Los Angeles. Era o duelo dos dois únicos tricampeões do planeta, uma reedição da final de 1970 e a chance de revanche da eliminação do Brasil em 1982. O jogo foi tenso e de poucas oportunidades de gol. Romário perdeu uma chance incrível na pequena área na prorrogação e, após 120 minutos, o placar permaneceu em 0 a 0.

Pela primeira vez na história, o título da Copa do Mundo seria decidido nos pênaltis. O drama brasileiro começou quando Márcio Santos errou a primeira cobrança. Porém, a frieza de Romário, Branco e do capitão Dunga manteve o Brasil vivo, ao mesmo tempo que a Itália também desperdiçou a primeira batida, e viu Taffarel defender o quarto pênalti. A cobrança final italiana ficou a cargo de Roberto Baggio. Mas o atacante desferiu um chute forte que subiu muito, voando por cima do travessão.

Com a vitória por 3 a 2 nos pênaltis, o Brasil rompia a fila e se isolava como o primeiro tetracampeão do mundo. Ao erguer a taça, Dunga desabafou contra as críticas sofridas nos anos anteriores, eternizou o triunfo da raça, da organização e do pragmatismo, lavando a alma de uma geração inteira de torcedores.

A campanha do Brasil:
7 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 11 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Jack Mikrut/Imago/TT

Arsenal Campeão da Recopa Europeia 1994

Continua a expansão da Recopa Europeia. Em 1994, mais novos países se juntaram à competição, que bateu o recorde de 43 participantes. Com isso, a fase preliminar saltou de quatro para 11 confrontos, o que no início valorizou o torneio da UEFA, antes da entidade começar a tomar decisões que levariam ao fim de tudo.

O título da maior Recopa já vista até então ficou com o Arsenal, que enfim se juntou à lista dos clubes ingleses campeões continentais. Vencedores da Copa FA de 1993, os gunners iniciaram a caminhada na primeira fase, contra o Odense, da Dinamarca. Na ida, vitória por 2 a 1 fora de casa. Na volta, empate por 1 a 1 no lendário estádio de Higbury, em Londres.

A campanha seguiu nas oitavas de final, contra o Standard Liège. O primeiro jogo foi disputado em Londres, terminando com vitória inglesa por 3 a 0. E se a ida foi tranquila, a volta na Bélgica foi ainda mais com a acachapante goleada por 7 a 0, com gols de Alan Smith, Ian Selley, Tony Adams, Kevin Campbell (dois), Paul Merson e Eddie McGoldrick.

Nas quartas de final, os gunners, enfrentaram o Torino. A primeira partida aconteceu na Itália, no Delle Alpi, e ficou empatada sem gols. O segundo jogo foi realizado no Highbury, e acabou vencido pelo Arsenal por 1 a 0, gol de Adams.

Na semifinal, o adversário foi o Paris Saint-Germain. Na ida, no Parc des Princes, os gunners empataram por 1 a 1, com Ian Wright abrindo o placar e os franceses buscando o empate. Na volta em Londres, Campbell marcou logo no começo e o Arsenal venceu por 1 a 0, chegando assim na decisão.

Na final, o Arsenal desafiou o defensor o título, o Parma, que derrotou Degerfors, Maccabi Haifa, Ajax e Benfica. A partida foi disputada na Dinamarca, em Copenhague, no Estádio Parken. Aos 22 minutos do primeiro tempo, Smith anotou o gol do título invicto, conquistado na vitória por 1 a 0.

A campanha do Arsenal:
9 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 17 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Arquivo/Arsenal

Independiente Campeão da Supercopa Libertadores 1994

Pelo terceiro ano consecutivo, a Supercopa Libertadores manteve o regulamento com mata-mata perfeito, de 16 times. Mas só ocorreu porque a Conmebol não teve tempo de incluir o novo campeão da Libertadores, o Vélez Sarsfield, na edição de 1994, pois o término de uma foi uma semana antes do início da outra.

Argentino a mais, argentino a menos, o fato é que a Argentina recuperou a hegemonia da competição, para não largar mais. O Independiente acabou com dez anos de tabu sem vencer competições internacionais na Supercopa de 1994, com direito a revanche e tudo.

A campanha roja foi quase uma Copa do Brasil. Nas oitavas de final, o time passou pelo Santos depois de perder a ida por 1 a 0 na Vila Belmiro, e golear a volta por 4 a 0 na Doble Visera, em Avellaneda. Nas quartas, o adversário foi o Grêmio. O primeiro jogo aconteceu no Olímpico, em Porto Alegre, ficando empatado por 1 a 1. A segunda partida foi em Avellaneda, e o Independiente  venceu por 2 a 0.

A semifinal foi disputada contra o Cruzeiro. Outra vez, os rojos vieram ao Brasil para fazer a partida de ida. No Mineirão, nova derrota por 1 a 0 deixou o time na obrigação de fazer o placar positivo na volta. E tal qual nas oitavas, o Independiente avançou com goleada na Doble Visera: 4 a 0, com dois gols de Albeiro Usuriaga, um de Sebastián Rambert e um de Juan Serrizuela.

A final foi contra o Boca Juniors, que bateu Nacional do Uruguai, River Plate e São Paulo. Era a chance de revanche do Independiente, que em 1989 foi vice para o rival. O primeiro jogo aconteceu em La Bombonera. Os donos de casa saíram de casa no primeiro tempo, mas Rambert buscou o empate por 1 a 1 aos 37 minutos do segundo tempo tempo. A segunda partida foi na Doble Visera, e com outro gol de Rambert, o rojo venceu por 1 a 0 e ficou com o título inédito.

A campanha do Independiente:
8 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 13 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Arquivo/El Gráfico

Internazionale Campeã da Liga Europa 1994

Mais uma Copa da UEFA que ficou nas mãos da Itália. Pela segunda vez, com a Internazionale. Em 1994, não havia mais o trio alemão. Em compensação, a nova dupla holandesa, Dennis Bergkamp e Wim Jonk, foi fundamental para a conquista do bicampeonato nerazzurri.

Fora de campo, a geopolítica continuava a forçar mudanças na distribuição das vagas. Enfim, a Rússia estreou de maneira independente. Por outro lado, a Iugoslávia e seus países dissidentes (exceto Eslovênia) seguiam fora, junto com Albânia e Polônia (punidas como os iugoslavos).

Nas quatro linhas, a Inter fez uma campanha grandiosa, que só ratificou a bela fase do "calcio". Na primeira fase, passou pelo Rapid Bucareste com vitórias por 3 a 1 no San Siro, e por 2 a 0 na Romênia. Na primeira partida, Bergkamp antou um hat-trick. Na segunda partida, eliminou o Apollon Limassol, do Chipre, com vitória por 1 a 0 em Milão, e empate por 3 a 3 fora de casa.

Nas oitavas de final, a Internazionale encarou o Norwich. O primeiro jogo foi disputado na Inglaterra, e os nerazzurri venceram por 1 a 0, gol marcado por Bergkamp, de pênalti. A segunda partida aconteceu no San Siro, e adivinha? O artilheiro holandês antou outra vez, e a Inter venceu novamente por 1 a 0.

Nas quartas, as coisas ficaram mais difíceis contra o Borussia Dortmund. A ida foi na Alemanha, com vitória italiana por 3 a 1 e gols de Jonk (dois) e Igor Shalimov. A vantagem relaxou muito a Inter, que acabou derrota por 2 a 1 na volta em casa, e com chances de sofrer o terceiro tento.

O adversário na semifinal da Copa da UEFA foi o Cagliari. A primeira partida ocorreu no Sant'Elia, na ilha da Sardenha. E só confirmando como o futebol italiano era forte nos anos 1990, os donos da casa venceram por 3 a 2. A desvantagem obrigou a Internazionale a correr no segundo jogo. E a classificação à final veio com vitória por 3 a 0. Os gols foram de Bergkamp, Jonk e Nicola Berti.

A Inter chegou na decisão contra o Austria Salzburg (atual Red Bull), que superou DAC (Eslovênia), Antwerp, Sporting, Eintracht Frankfurt e Karlsruher. A partida de ida foi em Viena, no Ernst-Happel, e o time nerazzurri conseguiu um triunfo simples, por 1 a 0. O gol saiu aos 35 minutos do primeiro tempo, com Berti. O jogo de volta foi no San Siro, para mais de 80 mil torcedores. Confirmando o favoritismo, os italianos levaram o bicampeonato com nova vitória por 1 a 0. O gol do título foi de Jonk, aos 22 do segundo tempo.

A campanha da Internazionale:
12 jogos | 9 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 22 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Imago/Buzzi

São Paulo Campeão da Copa Conmebol 1994

A terceira edição da Copa Conmebol aconteceu em 1994. O Brasil contou mais uma vez com cinco representantes: o então campeão Botafogo mais Grêmio, Vitória, Corinthians e São Paulo. O tricolor paulista, inclusive, conseguiu o feito de jogar todas as quatro competições da Conmebol no mesmo ano. 

O absurdo foi tanto que, após passar por Recopa, Libertadores e Supercopa, o clube optou pelo time reserva na Conmebol. Comandado por Muricy Ramalho (auxiliar-técnico de Telê Santana), o chamado Expressinho foi à campo e, mesmo enfrentando formações titulares, chegou ao título.

Nas oitavas, contra o Grêmio, empates por 0 a 0 tanto em Porto Alegre quanto em São Paulo. Nos pênaltis, o Tricolor Paulista fez 6 a 5 e passou de fase. Nas quartas de final, o adversário foi o Sporting Cristal. A ida no Morumbi acabou com vitória por 3 a 1 sobre os peruanos. Na volta, o tricolor empatou sem gols na volta em Lima e avançou.

A semifinal foi contra o Corinthians, em dois jogos emocionantes. Na ida no Pacaembu, 4 a 3 para os são-paulinos. Na volta no Morumbi, 3 a 2 para os corinthianos. Nos pênaltis, Rogério Ceni defendeu dois, converteu o seu e o São Paulo venceu por 5 a 4.

A final foi contra o Peñarol, que bateu Danubio, Cerro Corá e Universidad de Chile. O primeiro jogo foi disputado no Morumbi. Os titulares uruguaios até abriram o placar, mas os reservas do São Paulo viraram e massacraram fazendo 6 a 1 no placar - três gols de Catê, dois de Caio e um de Toninho.

Com a maior vantagem já registrada em idas de final na América do Sul, o Expressinho foi ao Centenario de Montevidéu para um treino de luxo. Tanto que, a equipe de aspirantes sofreu lá um 3 a 0 insuficiente para perder o título da Copa Conmebol. Assim, a conquista completou um ciclo vitorioso do São Paulo. Ali, Telê saía de cena aos poucos, Muricy deixava as primeiras impressões como técnico (confirmadas 12 anos mais tarde) e Rogério Ceni despontava para se tornar o maior ídolo da história do clube.

A campanha do São Paulo:
8 jogos | 3 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 15 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Arquivo/Conmebol

Milan Campeão da Liga dos Campeões 1994

A expansão continua. Em 1994, a Liga dos Campeões da Europa aumentou para 42 participantes. Entre os países estreantes, a Croácia, que conseguiu sua independência da Iugoslávia. Da ex-União Soviética, Belarus, Moldávia e Geórgia entraram com uma volta de atraso.

Mas o maior impacto foi mesmo a ausência do Olympique Marselha, defensor do título. Motivo? O clube foi suspenso por ter manipulado resultados no Campeonato Francês da temporada anterior. A conquista continental não foi cassada pela UEFA, porém a nacional foi. Não só isso, a Federação Francesa ainda rebaixou o time à segunda divisão. A vaga foi ocupada pelo Monaco, terceiro colocado (o vice PSG optou pela Recopa, para fazer valer o título da Copa da França).

Assim o caminho ficou livre para o Milan, vice dos franceses em 1993. Agora sob o comando de Fabio Capello, e com o advento dos eslavos Zvonimir Boban e Dejan Savicevic e do francês Marcel Desailly (que era do Olympique), o rossonero foi tranquilo rumo ao penta. Na primeira fase, eliminou o suíço Aarau com empate sem gols fora e vitória por 1 a 0 em casa. Nas oitavas de final, despachou o Copenhagen com triunfos por 6 a 0 na Dinamarca, e por 1 a 0 na Itália.

Na fase de grupos, o Milan ficou no grupo B ao lado de Anderlecht, Werder Bremen e Porto. A UEFA mudou o regulamento nesta parte, com mais duas vagas para os segundos lugares e a recriação da semifinal em jogo único. O rossonero avançou em primeiro com duas vitórias, quatro empates e oito pontos em seis partidas. A classificação veio no quinto jogo - 0 a 0 com os belgas no San Siro. Na semifinal, o Milan derrotou o Monaco em casa por 3 a 0.

A final foi contra o Barcelona, que bateu Dínamo Kiev, Austria Viena, Galatasaray, Spartak Moscou e Porto. No Estádio Olímpico de Atenas, o rossonero passeou e goleou os espanhóis por 4 a 0 - dois gols de Daniele Massaro e um cada de Savicevic e Desailly.

A campanha do Milan:
12 jogos | 7 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 21 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Alessandro Sabattini/Getty Images

Vélez Sarsfield Campeão da Libertadores 1994

Toda grande história de hegemonia tem um momento de apogeu e outro de declínio. Foi assim com o São Paulo dos anos 90, que em oito meses de diferença foi da euforia do bicampeonato mundial à frustração do vice na Libertadores quando buscava o tri seguido. Foi praticamente o ponto final para o exitoso grupo comandado por Telê Santana.

Por outro lado, aquele 1994 veria o surgimento de outro comandante, que viria a se tornar no maior campeão da principal competição sul-americana: Carlos Bianchi. À frente do Vélez Sarsfield, o técnico levaria o primeiro de quatro títulos naquele ano.

El Fortín começou sua campanha contra Boca Juniors, Palmeiras e Cruzeiro. Em seis jogos no grupo 2, o time venceu três e empatou dois, garantindo o primeiro lugar com oito pontos. A única derrota aconteceu na última partida, quando, já classificado, levou 4 a 1 dos palmeirenses.

Nas oitavas de final, contra o Defensor, do Uruguai, empatou por 1 a 1 em Montevidéu e por 0 a 0 em Buenos Aires. Nos pênaltis, a equipe argentina venceu por 4 a 3. Nas quartas, o adversário foi o Minervén, da Venezuela. O primeiro jogo foi na longínqua Cidade Guayana, e o Fortín voltou de lá com outro empate por 0 a 0. Na segunda partida, no José Amalfitani, os portenhos ganharam por 2 a 0.

Na semifinal, confrontos duríssimos contra o Junior Barranquilla. No primeiro, na Colômbia, derrota por 2 a 1. No segundo, na Argentina, o mesmo resultado foi devolvido, e o Vélez passou de novo nos pênaltis, por 5 a 4.

O último obstáculo azul na Libertadores era o São Paulo, que havia batido Palmeiras, Unión Española e Olimpia. O favoritismo era brasileiro, mas o clube argentino tinha o heroísmo de José Luis Chilavert. Exímio goleiro e batedor de pênalti, o paraguaio já fora personagem nas fases anteriores, com defesas importantes e duas cobranças convertidas.

Tudo o que o Vélez precisou na final. Na ida, no José Amalfitani, vitória por 1 a 0, gol marcado por Omar Asad. Na volta, no Morumbi, o São Paulo devolveu o 1 a 0. Nas penalidades, Chilavert defendeu a primeira cobrança adversária, de Palhinha, acertou a segunda da sua equipe, e o Vélez Sarsfield levou sua única Liberadores por 5 a 3.

A campanha do Vélez Sarsfield:
14 jogos | 6 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 15 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Vélez Sarsfield

Vélez Sarsfield Campeão Mundial 1994

Já se passaram 34 anos desde a primeira edição da Copa Intercontinental. Ao longo desse tempo, volta e meia surgia a discussão sobre incluir todas as confederações na competição, mas Conmebol e UEFA nunca quiseram negociar com a FIFA. Como as forças do futebol já estavam mais equilibradas nos anos 90, a ideia, esquecida desde 1974, voltou à tona.

O dirigente do Milan, Silvio Berlusconi, relançou a proposta na reunião de dezembro de 1993 do comitê executivo da entidade máxima. Ela foi aprovada, mas o anúncio da criação de uma competição mundial de clubes, independente da Copa Intercontinental, só foi feito em 1997. A informação sobre a nova competição foi divulgada apenas em junho de 1994, em jornais como "O Estado de São Paulo".

Nestes quatro anos de discussão, o Mundial no Japão continuou sua história de sucesso. E, em 1994, ele revelaria uma nova força vinda da Argentina. O Vélez Sarsfield era, à época, um clube de bairro, até que retornou à Libertadores. Com a liderança de José Luis Chilavert no gol, o Fortín eliminou Boca Juniors, Defensor e Junior Barranquilla até chegar à final contra o São Paulo. Depois de vencer a ida por 1 a 0 e perder a volta pelo mesmo placar, o time argentino conquistou o título nos pênaltis, por 5 a 3. No comando técnico, Carlos Bianchi iniciava sua história de “Mister Libertadores”.

Na Europa, o Milan retornava ao Mundial pelo caminho certo, como campeão. O Rossonero conquistou o penta na Liga dos Campeões ao golear o Barcelona por 4 a 0 na decisão. Antes, o clube havia derrubado adversários como Werder Bremen e Anderlecht.

O Mundial mudou sua estética a partir do confronto entre Vélez Sarsfield e Milan. Antes disputadas ao meio-dia, as decisões passaram a ocorrer às oito da noite. E o que era apenas uma disputa em campo ganhou ares de espetáculo, com luzes, fogos e shows. Argentinos e italianos jogaram em 1º de dezembro, no Estádio Nacional de Tóquio.

O favoritismo era todo europeu, mas foi o azarão sul-americano quem deu aula — de posicionamento e de contra-ataque. Aos cinco minutos do segundo tempo, Alessandro Costacurta cometeu pênalti em José Flores. Roberto Trotta bateu e abriu o placar para o Fortín. Aos 12, Costacurta falhou novamente e recuou curto demais para o goleiro Sebastiano Rossi. Omar “El Turco” Asad antecipou-se, roubou a bola e chutou ao gol vazio, fazendo 2 a 0.

As pretensões do Milan desmoronaram, e o Vélez administrou a vantagem até o apito final. O inédito título mundial, além de unir a torcida argentina em torno de um clube pequeno, elevou o status da equipe, que passou a ser presença frequente em torneios internacionais.


Foto Masahide Tomikoshi

São Paulo Campeão da Recopa Sul-Americana 1994

Vencedor da Recopa Sul-Americana de 1993, o São Paulo teve uma temporada inesquecível. Além da taça já citada, o clube conseguiu também Mundial, Libertadores e Supercopa. Sim, o Tricolor obteve a façanha ser campeão das duas competições qualificadoras à Recopa. A primeira, goleando em casa e controlando fora a Universidad Católica. A segunda, nos pênaltis contra o Flamengo. Então, o título da Recopa de 1994 seria automático? A reposta é: não.

Diferentemente de 1991, quando o Olimpia ganhou sem jogar devido às duas competições de 1990, desta vez havia um terceiro torneio. A Copa Conmebol teve sua segunda edição em 1993, com o Botafogo levando o troféu nos pênaltis contra o Peñarol. Para não ver novamente uma equipe ser campeã sem entrar em campo, a entidade-mor do futebol sul-americano resolveu eleger o time carioca para a segunda vaga em 1994.

E desta vez, os problemas de calendário estavam contornados, já que a competição retornou à partida única no Japão. Mais de 30 mil pessoas acompanharam ao jogo, disputado em 3 de abril no Estádio Universiade Memorial, em Kobe.

Mesmo tendo uma equipe superior, o São Paulo custou a superar o Botafogo. O primeiro gol até saiu cedo, logo aos 12 minutos do primeiro tempo, com o meia Leonardo após duas tentativas: goleiro rival Wagner salvou na primeira, mas ficou batido no rebote. A partida seguiu lá e cá até o empate dos cariocas, aos 23 minutos do segundo tempo, com Roberto Cavalo anotando em cobrança de pênalti.

Só depois disso é que o Tricolor despertou, marcando o segundo gol aos 28 minutos, com Guilherme aproveitando escanteio cobrado por Juninho Paulista. Aos 42 minutos, depois de algumas tentativas frustadas do Botafogo, o time paulista sacramentou a vitória com Euller, que chutou para o gol aberto uma bola antes perdida por Guilherme - na trave - e por Juninho - bloqueado pela defesa. Com 3 a 1 no placar, o São Paulo chegou ao bicampeonato da Recopa Sul-Americana, a quinta conquista seguida em âmbito internacional.


Foto Arquivo/Placar/São Paulo

Sport Campeão da Copa do Nordeste 1994

Maior competição regional do Brasil, a Copa do Nordeste tornou-se uma vitrine de relevância para os clubes da região. No entanto, a definição exata de sua origem ainda gera controvérsias. O primeiro registro de um torneio interestadual entre equipes nordestinas data de 1946, quando o Fortaleza venceu um quadrangular disputado em Natal.

Anos mais tarde, a fase regional da Taça Brasil, entre 1959 e 1968, ganhou peso especial no calendário dos clubes nordestinos, embora dividisse espaço com equipes da Região Norte. Já entre 1975 e 1976, foi organizado o Torneio José Américo de Almeida Filho, conquistado por CRB e Vitória. Essa competição, que contou inclusive com a participação do Volta Redonda em sua segunda edição, é vista por muitos como a verdadeira precursora do torneio. No entanto, a CBF jamais reconheceu tais edições.

A cronologia dá um salto de 18 anos até 1994, quando a Federação Alagoana de Futebol organizou a Taça Governador Geraldo Bulhões. Disputado no mês de dezembro, o torneio ganhou apelo popular e ficou conhecido como a "Copa do Nordeste". A competição fincou raízes definitivas no futebol brasileiro a partir do reconhecimento da CBF em 1997, quando a entidade assumiu sua organização.

A edição inaugural de 1994 reuniu 16 participantes, sendo cinco deles representantes de Alagoas. O regulamento era enxuto: quatro grupos na primeira fase, classificando os dois melhores de cada chave para o mata-mata, em turno único. Todas as partidas aconteceram em Maceió, Arapiraca e Capela.

O primeiro campeão do Nordestão foi o Sport. Naquela temporada, o Leão já vinha embalado pelo título estadual e por uma campanha consistente no Campeonato Brasileiro, além de contar com um elenco ajustado cujo maior destaque era um garoto chamado Juninho, que despontava pela precisão em suas cobranças de falta. Na primeira fase, o Sport integrou o Grupo C, disputado em Maceió. Nas três partidas no Estádio Rei Pelé, o time goleou o Fortaleza por 6 a 1, venceu o Vitória por 3 a 0 e superou o CRB por 1 a 0 no fechamento da chave, encerrando com nove pontos e na liderança

O Leão avançou às quartas de final para enfrentar o América-RN. Sem dificuldades, aplicou um 3 a 0. Na semifinal contra o Bahia, o confronto exigiu mais competitividade. O placar em 1 a 1 no tempo regulamentar levou a decisão para os pênaltis, em que os pernambucanos venceram por 4 a 3.

A final colocou novamente frente a frente Sport e CRB, que passou por Guarany de Sobral e Cruzeiro de Arapiraca. Ciente de que a maioria da torcida no Rei Pelé apoiava o adversário local, o Leão foi cauteloso. Sem grandes riscos assumidos por ambos os lados, a partida terminou em 0 a 0. O título foi decidido nos pênaltis. Repetindo a competência da fase anterior, o Sport venceu por 4 a 2 e faturou o primeiro título na Copa do Nordeste, e de forma invicta.

A campanha do Sport:
6 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 14 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Arquivo/Sport

Novorizontino Campeão Brasileiro Série C 1994

Entre idas e vindas, a Série C custava a fixar-se no calendário do futebol brasileiro. Após a edição de 1992, o torneio de 1993 acabou cancelado devido ao inchaço do Brasileirão daquele ano, que saltou de 20 para 32 clubes e inviabilizou até mesmo a realização da Série B. Em substituição, a CBF organizou um torneio seletivo que distribuiu 16 vagas para a segunda divisão de 1994.

Foi justamente em 1994 que o terceiro escalão nacional finalmente fincou as bases e ganhou estabilidade. Dentre as 42 equipes qualificadas através dos estaduais, estava o Grêmio Esportivo Novorizontino. O clube cruzava um período de forte baixa institucional, sufocado por dívidas, mas a diretoria conseguiu a façanha de estruturar um elenco extremamente competitivo para a disputa.

Na primeira fase, os participantes foram divididos em 11 chaves. O Novorizontino ficou no Grupo 9, ao lado de Atlético Sorocaba, Matsubara e Esportivo-MG. A estreia injetou confiança: vitória por 2 a 1 sobre o Esportivo, em solo mineiro. Na sequência, o time transformou o Estádio Jorge Ismael de Biasi em uma fortaleza, batendo o Matsubara por 2 a 1, atropelando o Atlético Sorocaba por 5 a 0 e superando novamente o Esportivo por 2 a 1. O Tigre do Vale ainda fez 5 a 4 sobre o Matsubara no Paraná e fechou a fase empatando sem gols com o Atlético Sorocaba. Com 11 pontos, o time liderou a chave com folga.

Na segunda fase, o Novorizontino despachou o União Bandeirante com um empate por 0 a 0 no Paraná e um triunfo por 3 a 2 no Jorjão. Nas oitavas de final, encarou o Taguatinga, vencendo por 3 a 1 no Distrito Federal e empatando em 1 a 1 em Novo Horizonte.

Nas quartas de final, foi a vez de medir forças com o Ituano. O aurinegro perdeu o jogo de ida por 1 a 0 em Itu, mas buscou a classificação na volta com um placar de 3 a 0 no Jorge Ismael de Biasi. O último obstáculo antes da final foi o Uberlândia. O Novorizontino abriu boa margem em casa ao vencer por 2 a 0 e carimbou o acesso para a Série B do ano seguinte ao segurar o empate em 1 a 1 no Parque do Sabiá.

A final colocou frente a frente Novorizontino e Ferroviária, que eliminou Matsubara, Vila Nova, Valeriodoce e Catuense. O primeiro duelo na Fonte Luminosa, em Araraquara, e o Tigre do Vale venceu por 1 a 0. O confronto de volta transformou-se em uma apoteose aurinegra. Diante de sua torcida no Jorjão, o Novorizontino coroou a trajetória com uma acachapante goleada por 5 a 0.

A conquista da Série C de 1994 deu fôlego ao clube por mais alguns anos. Mas as crises voltaram a bater à porta: em 1996, o time pediu licenciamento da Série B e do Campeonato Paulista e, em 1999, teve sua falência decretada. Em 2010, empresários e ex-jogadores de Novo Horizonte resgataram o escudo, as cores e a identidade do antigo Tigre para fundar o atual Grêmio Novorizontino.

A campanha do Novorizontino:
16 jogos | 11 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 35 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Arquivo/Novorizontino (Quem souber quem são os jogadores na foto, escreva nos comentários)

Juventude Campeão Brasileiro Série B 1994

Em mais de duas décadas de existência, o Campeonato Brasileiro da Série B vivia uma profunda crise de identidade no ano de 1994. A competição sofria com a falta de um regulamento definitivo e, em algumas temporadas, sequer chegava a ser disputada. Um ano antes, em decorrência do massivo acesso de 12 clubes para a elite, o torneio foi cancelado junto com a Série C. Em seus lugares, foram realizadas seletivas regionais que definiram 16 participantes para o retorno da segunda divisão em 1994. As outras oito vagas foram preenchidas pelos rebaixados da Série A.

Entre os 24 contemplados estava o Juventude, que na seletiva de 1993 eliminou Brasil de Farroupilha e Figueirense, garantindo sua vaga ao lado do Londrina. A primeira fase da Série B foi dividida em quatro chaves de seis equipes. O Ju ficou no Grupo D e fez uma campanha segura, o suficiente para avançar na terceira posição entre as quatro vagas disponíveis. Em dez jogos, o alviverde somou 11 pontos, com quatro vitórias, três empates e três derrotas, terminando três pontos atrás da líder Ponte Preta.

Na segunda fase, os 16 classificados foram redistribuídos em quatro novos grupos. O Papo caiu novamente na última chave, medindo forças com Athletico-PR, Goiatuba e, mais uma vez, a Ponte Preta. Com apenas uma vaga em disputa para a semifinal, o Juventude subiu de produção: manteve-se invicto com quatro vitórias e dois empates, somando dez pontos e terminando na liderança.

A semifinal carregava o peso máximo da temporada, pois os finalistas garantiriam o tão sonhado acesso. O Juventude enfrentou o Americano e foi cirúrgico: venceu por 1 a 0 no Estádio Godofredo Cruz, em Campos dos Goytacazes e repetiu o placar no Alfredo Jaconi, carimbando o retorno à primeira divisão após 15 anos de ausência.

A decisão foi contra o Goiás, que havia superado a Desportiva. No primeiro jogo, disputado no Serra Dourada, o Juventude foi derrotado por 2 a 1. Na partida de volta, apenas a vitória interessava em Caxias do Sul. Como detinha a melhor campanha, o time gaúcho jogava por uma vitória simples para ficar com a taça.

Em um Alfredo Jaconi lotado, o Juventude devolveu o placar de 2 a 1. O gol do título e do desafogo alviverde foi marcado pelo volante Galeano, a apenas dez minutos do fim do jogo. Pela primeira vez na história, o interior do Rio Grande do Sul celebrava um título nacional. Era o início de uma era de ouro para o clube, que culminaria com a conquista da Copa do Brasil cinco anos mais tarde.

A campanha do Juventude:
20 jogos | 11 vitórias | 5 empates | 4 derrotas | 36 gols marcados | 23 gols sofridos


Foto Edison Vara/Placar

Palmeiras Campeão Brasileiro 1994

O Campeonato Brasileiro de 1994 passou por um processo de desinchaço, reduzindo o número de participantes de 32 para 24 equipes. O Palmeiras, mantendo a base multicampeã do ano anterior, entrou na disputa como o franco favorito para erguer sua oitava taça nacional. O regulamento era complexo, dividido em três fases e uma repescagem paralela que definiria os dois rebaixados da temporada.

Na primeira fase, os clubes foram divididos em quatro grupos de seis. O Verdão caiu no Grupo D e beirou a perfeição: em dez jogos, acumulou nove vitórias e apenas um empate. Com 19 pontos e uma liderança folgada, dez pontos à frente do Fluminense, o Palmeiras avançou para a segunda fase com um ponto de bonificação, prêmio concedido aos líderes de cada chave.

A segunda etapa reuniu os 16 melhores em dois grupos. O sistema previa dois turnos: no primeiro, jogos dentro das chaves. No segundo, confrontos cruzados. As vagas para o mata-mata seriam dos vencedores de cada turno, além das duas melhores campanhas gerais. O Palmeiras garantiu sua classificação logo no primeiro turno do Grupo F, somando 11 pontos, com quatro vitórias, dois empates e uma derrota.

Com a vaga assegurada, o alviverde puxou o freio de mão no returno, somando apenas seis pontos e terminando em sétimo na chave, com duas vitórias, dois empates e quatro derrotas. Enquanto isso, Corinthians, Guarani e Botafogo também se classificavam, acompanhados por São Paulo e Bahia, pelo índice técnico, e Bragantino e Atlético-MG, vindos da repescagem.

No mata-mata, o Palmeiras demonstrou por que era considerado uma máquina de jogar futebol. Nas quartas de final, enfrentou o Bahia e venceu as duas partidas pelo placar de 2 a 1, tanto na Fonte Nova quanto no Pacaembu. Na semifinal, o duelo contra o Guarani foi resolvido com autoridade. Vitória por 3 a 1 em São Paulo e novo triunfo por 2 a 1 em Campinas.

O cenário estava montado para uma final épica: o Derby Paulista contra o Corinthians, decidindo o topo do Brasil, após o rival eliminar Bragantino e Atlético-MG. As duas partidas decisivas ocorreram no Pacaembu. O Palmeiras possuía a vantagem de jogar por dois resultados iguais devido à melhor campanha, mas o elenco de Vanderlei Luxemburgo não precisou de favores do regulamento. No primeiro jogo, o alviverde foi implacável e aplicou 3 a 1, com atuações de gala de Rivaldo e Edmundo.

Na volta, o Corinthians tentou reagir e saiu na frente, alimentando a esperança de uma virada. Contudo, o Palmeiras manteve a calma e, nos minutos finais, Rivaldo balançou as redes para decretar o empate em 1 a 1. Com o placar favorável, o Palmeiras conquistava o seu oitavo título brasileiro em sua história.

A campanha do Palmeiras:
31 jogos | 20 vitórias | 6 empates | 5 derrotas | 58 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Masao Goto Filho/Estadão Conteúdo

Grêmio Campeão da Copa do Brasil 1994

No ano do tetracampeonato da Seleção Brasileira, a Copa do Brasil testemunhou, pela primeira vez, um clube já campeão sentir novamente o gosto de erguer a taça. Em sua quarta final em seis participações, o Grêmio conquistou o bicampeonato, e, mais uma vez, de maneira invicta.

Em uma nova tentativa de impulsionar o torneio na televisão, a CBF vendeu os direitos de transmissão com exclusividade para a Rede Manchete. Entretanto, a estratégia ainda não era a ideal, já que a emissora não possuía o mesmo alcance de suas concorrentes diretas. Em 1994, ainda pairavam desconfianças sobre a viabilidade da Copa do Brasil a longo prazo. No campo, a novidade foi a inclusão do campeão de Tocantins, elevando o número para 26 estados representados.

O Imortal iniciou sua jornada rumo ao título contra o Criciúma, seu algoz de 1991. Desta vez, porém, Luiz Felipe Scolari estava do lado azul: o Grêmio eliminou o time catarinense após um empate por 2 a 2 no Heriberto Hülse e uma vitória por 2 a 1 no Olímpico Monumental.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Corinthians. O primeiro jogo, em Porto Alegre, terminou com vitória tricolor por 2 a 0. A segunda partida ocorreu no Pacaembu, onde um novo empate por 2 a 2 garantiu a classificação gaúcha. Nas quartas, o Grêmio superou o Vitória com dois triunfos por 1 a 0, tanto em Porto Alegre quanto em Salvador.

Na semifinal, disputada após a pausa para a Copa do Mundo, o Tricolor enfrentou o Vasco. A partida de ida, no Maracanã, terminou sem gols. No duelo de volta, no Olímpico, o artilheiro Nildo brilhou: com dois gols, ele comandou a vitória por 2 a 1 que carimbou o passaporte gremista para mais uma decisão.

A final foi contra o Ceará, a grande surpresa daquela edição, que eliminou forças tradicionais como Campinense, Palmeiras, Internacional e Linhares. O jogo de ida, no Castelão, terminou em 0 a 0, com o Grêmio segurando a pressão em Fortaleza. A volta aconteceu em um Olímpico lotado. O gol do título saiu cedo, logo aos três minutos: Nildo, de cabeça, marcou o 1 a 0. O placar se sustentou até o apito final, confirmando a mística copeira do Grêmio de Felipão.

A campanha do Grêmio:
10 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 0 derrotas | 13 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto José Doval/Agência RBS