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Arsenal Campeão da Recopa Europeia 1994

Continua a expansão da Recopa Europeia. Em 1994, mais novos países se juntaram à competição, que bateu o recorde de 43 participantes. Com isso, a fase preliminar saltou de quatro para 11 confrontos, o que no início valorizou o torneio da UEFA, antes da entidade começar a tomar decisões que levariam ao fim de tudo.

O título da maior Recopa já vista até então ficou com o Arsenal, que enfim se juntou à lista dos clubes ingleses campeões continentais. Vencedores da Copa FA de 1993, os gunners iniciaram a caminhada na primeira fase, contra o Odense, da Dinamarca. Na ida, vitória por 2 a 1 fora de casa. Na volta, empate por 1 a 1 no lendário estádio de Higbury, em Londres.

A campanha seguiu nas oitavas de final, contra o Standard Liège. O primeiro jogo foi disputado em Londres, terminando com vitória inglesa por 3 a 0. E se a ida foi tranquila, a volta na Bélgica foi ainda mais com a acachapante goleada por 7 a 0, com gols de Alan Smith, Ian Selley, Tony Adams, Kevin Campbell (dois), Paul Merson e Eddie McGoldrick.

Nas quartas de final, os gunners, enfrentaram o Torino. A primeira partida aconteceu na Itália, no Delle Alpi, e ficou empatada sem gols. O segundo jogo foi realizado no Highbury, e acabou vencido pelo Arsenal por 1 a 0, gol de Adams.

Na semifinal, o adversário foi o Paris Saint-Germain. Na ida, no Parc des Princes, os gunners empataram por 1 a 1, com Ian Wright abrindo o placar e os franceses buscando o empate. Na volta em Londres, Campbell marcou logo no começo e o Arsenal venceu por 1 a 0, chegando assim na decisão.

Na final, o Arsenal desafiou o defensor o título, o Parma, que derrotou Degerfors, Maccabi Haifa, Ajax e Benfica. A partida foi disputada na Dinamarca, em Copenhague, no Estádio Parken. Aos 22 minutos do primeiro tempo, Smith anotou o gol do título invicto, conquistado na vitória por 1 a 0.

A campanha do Arsenal:
9 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 17 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Arquivo/Arsenal

Independiente Campeão da Supercopa Libertadores 1994

Pelo terceiro ano consecutivo, a Supercopa Libertadores manteve o regulamento com mata-mata perfeito, de 16 times. Mas só ocorreu porque a Conmebol não teve tempo de incluir o novo campeão da Libertadores, o Vélez Sarsfield, na edição de 1994, pois o término de uma foi uma semana antes do início da outra.

Argentino a mais, argentino a menos, o fato é que a Argentina recuperou a hegemonia da competição, para não largar mais. O Independiente acabou com dez anos de tabu sem vencer competições internacionais na Supercopa de 1994, com direito a revanche e tudo.

A campanha roja foi quase uma Copa do Brasil. Nas oitavas de final, o time passou pelo Santos depois de perder a ida por 1 a 0 na Vila Belmiro, e golear a volta por 4 a 0 na Doble Visera, em Avellaneda. Nas quartas, o adversário foi o Grêmio. O primeiro jogo aconteceu no Olímpico, em Porto Alegre, ficando empatado por 1 a 1. A segunda partida foi em Avellaneda, e o Independiente  venceu por 2 a 0.

A semifinal foi disputada contra o Cruzeiro. Outra vez, os rojos vieram ao Brasil para fazer a partida de ida. No Mineirão, nova derrota por 1 a 0 deixou o time na obrigação de fazer o placar positivo na volta. E tal qual nas oitavas, o Independiente avançou com goleada na Doble Visera: 4 a 0, com dois gols de Albeiro Usuriaga, um de Sebastián Rambert e um de Juan Serrizuela.

A final foi contra o Boca Juniors, que bateu Nacional do Uruguai, River Plate e São Paulo. Era a chance de revanche do Independiente, que em 1989 foi vice para o rival. O primeiro jogo aconteceu em La Bombonera. Os donos de casa saíram de casa no primeiro tempo, mas Rambert buscou o empate por 1 a 1 aos 37 minutos do segundo tempo tempo. A segunda partida foi na Doble Visera, e com outro gol de Rambert, o rojo venceu por 1 a 0 e ficou com o título inédito.

A campanha do Independiente:
8 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 13 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Arquivo/El Gráfico

Internazionale Campeã da Liga Europa 1994

Mais uma Copa da UEFA que ficou nas mãos da Itália. Pela segunda vez, com a Internazionale. Em 1994, não havia mais o trio alemão. Em compensação, a nova dupla holandesa, Dennis Bergkamp e Wim Jonk, foi fundamental para a conquista do bicampeonato nerazzurri.

Fora de campo, a geopolítica continuava a forçar mudanças na distribuição das vagas. Enfim, a Rússia estreou de maneira independente. Por outro lado, a Iugoslávia e seus países dissidentes (exceto Eslovênia) seguiam fora, junto com Albânia e Polônia (punidas como os iugoslavos).

Nas quatro linhas, a Inter fez uma campanha grandiosa, que só ratificou a bela fase do "calcio". Na primeira fase, passou pelo Rapid Bucareste com vitórias por 3 a 1 no San Siro, e por 2 a 0 na Romênia. Na primeira partida, Bergkamp antou um hat-trick. Na segunda partida, eliminou o Apollon Limassol, do Chipre, com vitória por 1 a 0 em Milão, e empate por 3 a 3 fora de casa.

Nas oitavas de final, a Internazionale encarou o Norwich. O primeiro jogo foi disputado na Inglaterra, e os nerazzurri venceram por 1 a 0, gol marcado por Bergkamp, de pênalti. A segunda partida aconteceu no San Siro, e adivinha? O artilheiro holandês antou outra vez, e a Inter venceu novamente por 1 a 0.

Nas quartas, as coisas ficaram mais difíceis contra o Borussia Dortmund. A ida foi na Alemanha, com vitória italiana por 3 a 1 e gols de Jonk (dois) e Igor Shalimov. A vantagem relaxou muito a Inter, que acabou derrota por 2 a 1 na volta em casa, e com chances de sofrer o terceiro tento.

O adversário na semifinal da Copa da UEFA foi o Cagliari. A primeira partida ocorreu no Sant'Elia, na ilha da Sardenha. E só confirmando como o futebol italiano era forte nos anos 1990, os donos da casa venceram por 3 a 2. A desvantagem obrigou a Internazionale a correr no segundo jogo. E a classificação à final veio com vitória por 3 a 0. Os gols foram de Bergkamp, Jonk e Nicola Berti.

A Inter chegou na decisão contra o Austria Salzburg (atual Red Bull), que superou DAC (Eslovênia), Antwerp, Sporting, Eintracht Frankfurt e Karlsruher. A partida de ida foi em Viena, no Ernst-Happel, e o time nerazzurri conseguiu um triunfo simples, por 1 a 0. O gol saiu aos 35 minutos do primeiro tempo, com Berti. O jogo de volta foi no San Siro, para mais de 80 mil torcedores. Confirmando o favoritismo, os italianos levaram o bicampeonato com nova vitória por 1 a 0. O gol do título foi de Jonk, aos 22 do segundo tempo.

A campanha da Internazionale:
12 jogos | 9 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 22 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Imago/Buzzi

São Paulo Campeão da Copa Conmebol 1994

A terceira edição da Copa Conmebol aconteceu em 1994. O Brasil contou mais uma vez com cinco representantes: o então campeão Botafogo mais Grêmio, Vitória, Corinthians e São Paulo. O tricolor paulista, inclusive, conseguiu o feito de jogar todas as quatro competições da Conmebol no mesmo ano. 

O absurdo foi tanto que, após passar por Recopa, Libertadores e Supercopa, o clube optou pelo time reserva na Conmebol. Comandado por Muricy Ramalho (auxiliar-técnico de Telê Santana), o chamado Expressinho foi à campo e, mesmo enfrentando formações titulares, chegou ao título.

Nas oitavas, contra o Grêmio, empates por 0 a 0 tanto em Porto Alegre quanto em São Paulo. Nos pênaltis, o Tricolor Paulista fez 6 a 5 e passou de fase. Nas quartas de final, o adversário foi o Sporting Cristal. A ida no Morumbi acabou com vitória por 3 a 1 sobre os peruanos. Na volta, o tricolor empatou sem gols na volta em Lima e avançou.

A semifinal foi contra o Corinthians, em dois jogos emocionantes. Na ida no Pacaembu, 4 a 3 para os são-paulinos. Na volta no Morumbi, 3 a 2 para os corinthianos. Nos pênaltis, Rogério Ceni defendeu dois, converteu o seu e o São Paulo venceu por 5 a 4.

A final foi contra o Peñarol, que bateu Danubio, Cerro Corá e Universidad de Chile. O primeiro jogo foi disputado no Morumbi. Os titulares uruguaios até abriram o placar, mas os reservas do São Paulo viraram e massacraram fazendo 6 a 1 no placar - três gols de Catê, dois de Caio e um de Toninho.

Com a maior vantagem já registrada em idas de final na América do Sul, o Expressinho foi ao Centenario de Montevidéu para um treino de luxo. Tanto que, a equipe de aspirantes sofreu lá um 3 a 0 insuficiente para perder o título da Copa Conmebol. Assim, a conquista completou um ciclo vitorioso do São Paulo. Ali, Telê saía de cena aos poucos, Muricy deixava as primeiras impressões como técnico (confirmadas 12 anos mais tarde) e Rogério Ceni despontava para se tornar o maior ídolo da história do clube.

A campanha do São Paulo:
8 jogos | 3 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 15 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Arquivo/Conmebol

Brasil Campeão da Copa do Mundo 1994

Foram 24 anos de fila e algumas frustrações entre a Copa do Mundo de 1970 até a de 1994. Mas a sorte voltou a sorrir para o Brasil no Mundial realizado nos Estados Unidos, o último com 24 seleções. A seleção treinada pelo técnico Carlos Alberto Parreira não tinha um futebol tido como bonito, por outro lado era pragmático e eficiente, um time que jogava pelo resultado positivo e nada mais. A principal liderança técnica era Romário, servido no ataque por Bebeto, Zinho e Mazinho. Mais atrás, Dunga, Mauro Silva, Aldair e Taffarel cuidavam do trabalho burocrático na defesa.

O caminho para o tetra começou a ser aberto na vitória por 2 a 0 sobre a Rússia, e seguiu com os 3 a 0 sobre Camarões e o empate em 1 a 1 com a Suécia. Com sete pontos, a Seleção Brasileira garantiu a liderança do grupo B com sete pontos. A dupla Romário e Bebeto já cumpria com o dever quando caiu de vez nas graças do torcedor, nas oitavas de final contra o Estados Unidos. Foi o camisa 11 quem deu o passe para o gol do camisa 7 na vitória por 1 a 0.

Nas quartas, na sempre lembrada partida contra a Holanda, a dupla já havia guardado seus gols quando o time cedeu o empate, tudo no segundo tempo. A vitória só veio na bola parada, com uma forte cobrança de falta do lateral Branco e o providencial "desvio de coluna" de Romário da trajetória da bola. Por 3 a 2, a Seleção foi para a semifinal, onde reencontrou a Suécia. E coube ao Baixinho decidir desta vez, ao pular mais alto que os zagueiros suecos e marcar de cabeça o gol da vitória por 1 a 0.

A final marcou outro reencontro, agora com a Itália. O mesmo país que sofreu nas mãos do Brasil no tri de 1970 e que acabou com o sonho da geração de 1982 seria o oponente pelo tetra no Rose Bowl em Los Angeles (Pasadena). O jogo foi tenso, com as duas seleções perdendo chances. Em 120 minutos de futebol, 0 a 0 no placar.

Pela primeira vez a Copa do Mundo seria decidida nos pênaltis. Márcio Santos errou, mas Romário, Branco e Dunga converteram para o Brasil. Para a Itália, Baresi mandou para fora, Albertini e Evani marcaram e Taffarel pegou a cobrança de Massaro. A cobrança final dos italianos foi de Baggio, o anti-herói que atirou a bola fora do estádio. Com o 3 a 2 a favor, o Brasil se tornou o primeiro tetracampeão do mundo. E o capitão de 1994 foi Dunga, que viria a se tornar um símbolo de raça daquela geração de atletas.

A campanha do Brasil:
7 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 11 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Peter Robinson/Empics/PA Images/Getty Images

Milan Campeão da Liga dos Campeões 1994

A expansão continua. Em 1994, a Liga dos Campeões da Europa aumentou para 42 participantes. Entre os países estreantes, a Croácia, que conseguiu sua independência da Iugoslávia. Da ex-União Soviética, Belarus, Moldávia e Geórgia entraram com uma volta de atraso.

Mas o maior impacto foi mesmo a ausência do Olympique Marselha, defensor do título. Motivo? O clube foi suspenso por ter manipulado resultados no Campeonato Francês da temporada anterior. A conquista continental não foi cassada pela UEFA, porém a nacional foi. Não só isso, a Federação Francesa ainda rebaixou o time à segunda divisão. A vaga foi ocupada pelo Monaco, terceiro colocado (o vice PSG optou pela Recopa, para fazer valer o título da Copa da França).

Assim o caminho ficou livre para o Milan, vice dos franceses em 1993. Agora sob o comando de Fabio Capello, e com o advento dos eslavos Zvonimir Boban e Dejan Savicevic e do francês Marcel Desailly (que era do Olympique), o rossonero foi tranquilo rumo ao penta. Na primeira fase, eliminou o suíço Aarau com empate sem gols fora e vitória por 1 a 0 em casa. Nas oitavas de final, despachou o Copenhagen com triunfos por 6 a 0 na Dinamarca, e por 1 a 0 na Itália.

Na fase de grupos, o Milan ficou no grupo B ao lado de Anderlecht, Werder Bremen e Porto. A UEFA mudou o regulamento nesta parte, com mais duas vagas para os segundos lugares e a recriação da semifinal em jogo único. O rossonero avançou em primeiro com duas vitórias, quatro empates e oito pontos em seis partidas. A classificação veio no quinto jogo - 0 a 0 com os belgas no San Siro. Na semifinal, o Milan derrotou o Monaco em casa por 3 a 0.

A final foi contra o Barcelona, que bateu Dínamo Kiev, Austria Viena, Galatasaray, Spartak Moscou e Porto. No Estádio Olímpico de Atenas, o rossonero passeou e goleou os espanhóis por 4 a 0 - dois gols de Daniele Massaro e um cada de Savicevic e Desailly.

A campanha do Milan:
12 jogos | 7 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 21 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Alessandro Sabattini/Getty Images

Vélez Sarsfield Campeão da Libertadores 1994

Toda grande história de hegemonia tem um momento de apogeu e outro de declínio. Foi assim com o São Paulo dos anos 90, que em oito meses de diferença foi da euforia do bicampeonato mundial à frustração do vice na Libertadores quando buscava o tri seguido. Foi praticamente o ponto final para o exitoso grupo comandado por Telê Santana.

Por outro lado, aquele 1994 veria o surgimento de outro comandante, que viria a se tornar no maior campeão da principal competição sul-americana: Carlos Bianchi. À frente do Vélez Sarsfield, o técnico levaria o primeiro de quatro títulos naquele ano.

El Fortín começou sua campanha contra Boca Juniors, Palmeiras e Cruzeiro. Em seis jogos no grupo 2, o time venceu três e empatou dois, garantindo o primeiro lugar com oito pontos. A única derrota aconteceu na última partida, quando, já classificado, levou 4 a 1 dos palmeirenses.

Nas oitavas de final, contra o Defensor, do Uruguai, empatou por 1 a 1 em Montevidéu e por 0 a 0 em Buenos Aires. Nos pênaltis, a equipe argentina venceu por 4 a 3. Nas quartas, o adversário foi o Minervén, da Venezuela. O primeiro jogo foi na longínqua Cidade Guayana, e o Fortín voltou de lá com outro empate por 0 a 0. Na segunda partida, no José Amalfitani, os portenhos ganharam por 2 a 0.

Na semifinal, confrontos duríssimos contra o Junior Barranquilla. No primeiro, na Colômbia, derrota por 2 a 1. No segundo, na Argentina, o mesmo resultado foi devolvido, e o Vélez passou de novo nos pênaltis, por 5 a 4.

O último obstáculo azul na Libertadores era o São Paulo, que havia batido Palmeiras, Unión Española e Olimpia. O favoritismo era brasileiro, mas o clube argentino tinha o heroísmo de José Luis Chilavert. Exímio goleiro e batedor de pênalti, o paraguaio já fora personagem nas fases anteriores, com defesas importantes e duas cobranças convertidas.

Tudo o que o Vélez precisou na final. Na ida, no José Amalfitani, vitória por 1 a 0, gol marcado por Omar Asad. Na volta, no Morumbi, o São Paulo devolveu o 1 a 0. Nas penalidades, Chilavert defendeu a primeira cobrança adversária, de Palhinha, acertou a segunda da sua equipe, e o Vélez Sarsfield levou sua única Liberadores por 5 a 3.

A campanha do Vélez Sarsfield:
14 jogos | 6 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 15 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Vélez Sarsfield

Vélez Sarsfield Campeão Mundial 1994

Já se passaram 34 anos desde a primeira edição da Copa Intercontinental. Ao longo desse tempo, volta e meia surgia a discussão sobre incluir todas as confederações na competição, mas Conmebol e UEFA nunca quiseram negociar com a FIFA. Como as forças do futebol já estavam mais equilibradas nos anos 90, a ideia, esquecida desde 1974, voltou à tona.

O dirigente do Milan, Silvio Berlusconi, relançou a proposta na reunião de dezembro de 1993 do comitê executivo da entidade máxima. Ela foi aprovada, mas o anúncio da criação de uma competição mundial de clubes, independente da Copa Intercontinental, só foi feito em 1997. A informação sobre a nova competição foi divulgada apenas em junho de 1994, em jornais como "O Estado de São Paulo".

Nestes quatro anos de discussão, o Mundial no Japão continuou sua história de sucesso. E, em 1994, ele revelaria uma nova força vinda da Argentina. O Vélez Sarsfield era, à época, um clube de bairro, até que retornou à Libertadores. Com a liderança de José Luis Chilavert no gol, o Fortín eliminou Boca Juniors, Defensor e Junior Barranquilla até chegar à final contra o São Paulo. Depois de vencer a ida por 1 a 0 e perder a volta pelo mesmo placar, o time argentino conquistou o título nos pênaltis, por 5 a 3. No comando técnico, Carlos Bianchi iniciava sua história de “Mister Libertadores”.

Na Europa, o Milan retornava ao Mundial pelo caminho certo, como campeão. O Rossonero conquistou o penta na Liga dos Campeões ao golear o Barcelona por 4 a 0 na decisão. Antes, o clube havia derrubado adversários como Werder Bremen e Anderlecht.

O Mundial mudou sua estética a partir do confronto entre Vélez Sarsfield e Milan. Antes disputadas ao meio-dia, as decisões passaram a ocorrer às oito da noite. E o que era apenas uma disputa em campo ganhou ares de espetáculo, com luzes, fogos e shows. Argentinos e italianos jogaram em 1º de dezembro, no Estádio Nacional de Tóquio.

O favoritismo era todo europeu, mas foi o azarão sul-americano quem deu aula — de posicionamento e de contra-ataque. Aos cinco minutos do segundo tempo, Alessandro Costacurta cometeu pênalti em José Flores. Roberto Trotta bateu e abriu o placar para o Fortín. Aos 12, Costacurta falhou novamente e recuou curto demais para o goleiro Sebastiano Rossi. Omar “El Turco” Asad antecipou-se, roubou a bola e chutou ao gol vazio, fazendo 2 a 0.

As pretensões do Milan desmoronaram, e o Vélez administrou a vantagem até o apito final. O inédito título mundial, além de unir a torcida argentina em torno de um clube pequeno, elevou o status da equipe, que passou a ser presença frequente em torneios internacionais.


Foto Masahide Tomikoshi

São Paulo Campeão da Recopa Sul-Americana 1994

Vencedor da Recopa Sul-Americana de 1993, o São Paulo teve uma temporada inesquecível. Além da taça já citada, o clube conseguiu também Mundial, Libertadores e Supercopa. Sim, o Tricolor obteve a façanha ser campeão das duas competições qualificadoras à Recopa. A primeira, goleando em casa e controlando fora a Universidad Católica. A segunda, nos pênaltis contra o Flamengo. Então, o título da Recopa de 1994 seria automático? A reposta é: não.

Diferentemente de 1991, quando o Olimpia ganhou sem jogar devido às duas competições de 1990, desta vez havia um terceiro torneio. A Copa Conmebol teve sua segunda edição em 1993, com o Botafogo levando o troféu nos pênaltis contra o Peñarol. Para não ver novamente uma equipe ser campeã sem entrar em campo, a entidade-mor do futebol sul-americano resolveu eleger o time carioca para a segunda vaga em 1994.

E desta vez, os problemas de calendário estavam contornados, já que a competição retornou à partida única no Japão. Mais de 30 mil pessoas acompanharam ao jogo, disputado em 3 de abril no Estádio Universiade Memorial, em Kobe.

Mesmo tendo uma equipe superior, o São Paulo custou a superar o Botafogo. O primeiro gol até saiu cedo, logo aos 12 minutos do primeiro tempo, com o meia Leonardo após duas tentativas: goleiro rival Wagner salvou na primeira, mas ficou batido no rebote. A partida seguiu lá e cá até o empate dos cariocas, aos 23 minutos do segundo tempo, com Roberto Cavalo anotando em cobrança de pênalti.

Só depois disso é que o Tricolor despertou, marcando o segundo gol aos 28 minutos, com Guilherme aproveitando escanteio cobrado por Juninho Paulista. Aos 42 minutos, depois de algumas tentativas frustadas do Botafogo, o time paulista sacramentou a vitória com Euller, que chutou para o gol aberto uma bola antes perdida por Guilherme - na trave - e por Juninho - bloqueado pela defesa. Com 3 a 1 no placar, o São Paulo chegou ao bicampeonato da Recopa Sul-Americana, a quinta conquista seguida em âmbito internacional.


Foto Arquivo/Placar/São Paulo

Sport Campeão da Copa do Nordeste 1994

Maior competição regional do Brasil, a Copa do Nordeste se tornou uma ótima opção de visibilidade para os clubes daquela região. Mas sua origem ainda gera controvérsia. O primeiro registro de um torneio interestadual entre times nordestinos data de 1946, quando o Fortaleza venceu um quadrangular em Natal-RN.

Tempos depois, a fase local da Taça Brasil, entre 1959 e 1968, levou um peso especial entre os clubes nordestinos, porém dividindo o espaço com equipes do Norte. Entre 1975 e 1976 foi organizado o Torneio José Américo de Almeida Filho, vencido por CRB e Vitória, respectivamente. Este campeonato, que chegou a contar com a participação do Volta Redonda (RJ) na segunda edição, é considerado por muitos como o precursor da Copa do Nordeste, mas a CBF nunca chegou a reconhecer oficialmente os títulos.

A história então pula 18 anos e chega a 1994, onde a Federação Alagoana de Futebol organiza a Taça Governador Geraldo Bulhões. Disputada no mês de dezembro daquele ano, a competição rapidamente se populariza como a "Copa do Nordeste". E é aqui que começa de fato a história da competição, após reconhecimento da CBF em 1997, quando a entidade assumiu sua organização.

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A Copa do Nordeste de 1994 contou com a participação de 16 clubes, sendo cinco somente de Alagoas, a sede da competição. O regulamento era de tiro curto, igual ao da Copa do Mundo: quatro grupos na primeira fase, classificando os dois melhores de cada para o mata-mata, tudo em turno único. Os jogos foram disputados em Maceió, Arapiraca e Capela.

O primeiro campeão do Nordestão foi o Sport, que naquela temporada já vinha de título estadual e uma campanha regular no Brasileiro, além de contar com um time bem entrosado, cujo maior destaque era um garoto chamado Juninho, que chamava a atenção pela perfeição nas cobranças de falta.

Na primeira fase, o Sport ficou no grupo 3, em Maceió. Nas três partidas dentro do Rei Pelé, nenhum sufoco. Na estreia, o Leão goleou o Fortaleza por 6 a 1. Depois, venceu o Vitória por 3 a 0 e o CRB por 1 a 0. Com nove pontos e na liderança, o time foi para as quartas de final enfrentar o América-RN. Sem dificuldade, o Sport aplicou 3 a 0 e seguiu para a semifinal. Contra o Bahia, as coisas apertaram um pouco e o time rubro-negro ficou no empate por 1 a 1. Mas nos pênaltis, os pernambucanos foram mais competentes e venceram por 4 a 3.

Na final, o Sport reencontrou o CRB. Sabendo que a maioria de torcida no Rei Pelé torceria contra, o Leão foi para a decisão sem arriscar muito. E dessa forma a partida não resultou em gols, terminando em 0 a 0 sem muitas lembranças. Mais uma vez, as cobranças de pênalti decidiram o futuro do time rubro-negro. E mais uma vez a competência foi maior no lado do Sport, que venceu por 4 a 2 e faturou o primeiro dos seus três títulos na Copa do Nordeste, o único invicto.

A campanha do Sport:
6 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 14 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Arquivo/Sport

Novorizontino Campeão Brasileiro Série C 1994

Com idas e vindas, a Série C custava a fixar-se no calendário do futebol brasileiro. Após a disputa de 1992, a edição de 1993 foi cancelada devido ao inchaço do Brasileirão naquele ano (de 20 para 32 times), que inviabilizou também a Série B. Em seu lugar a CBF realizou uma seletiva, que classificou 16 equipes para a segunda divisão de 1994.

E foi nesta temporada que a terceira divisão finalmente fincou seus pés. Dentre os 42 participantes, qualificados pelos estaduais, estava o Novorizontino. Já em baixa, com dívidas, mas que conseguiu montar um time competitivo para a disputa.

Na primeira fase os times foram divididos em 11 grupos (nove com quatro times, dois com três). O time aurinegro atuou no grupo 9, junto com Atlético Sorocaba, Esportivo de Passos e Matsubara. A estreia foi positiva, com vitória por 2 a 1 sobre o Esportivo em Minas Gerais. Na sequência, fez 2 a 1 no Matsubara, 5 a 0 no Atlético Sorocaba e 2 a 1 no Esportivo, todos no Estádio Jorge Ismael de Biasi. Com a classificação antecipada, ainda fez 5 a 4 no Matsubara do Paraná, e empatou em 0 a 0 com o Atlético Sorocaba, os dois fora de casa. Com 11 pontos, o Tigre do Vale liderou a chave.

Superando a si próprio, o Novorizontino avançava ao mata-mata. Enfrentou o União Bandeirante na segunda fase, e passou com empate em 0 a 0 no Paraná e vitória por 3 a 2 em Novo Horizonte. Nas oitavas de final encarou o Taguatinga, o qual venceu por 3 a 1 no Distrito Federal e empatou em 1 a 1 no Jorjão.

Nas quartas foi a vez de enfrentar o Ituano. O aurinegro perdeu a primeira partida da Série C na ida em Itu, por 1 a 0. Precisou reverter com um 3 a 0 em Novo Horizonte para se classificar à semifinal. O último estágio antes do acesso foi contra o Uberlândia. O Novorizontino abriu vantagem em casa, ao vencer por 2 a 0, e carimbou a vaga na final no Parque do Sabiá, ao empatar em 1 a 1. Desta forma, o time paulista também se colocava na Série B do ano seguinte.

Contra a Ferroviária, a primeira partida da decisão foi na Fonte Luminosa, em Araraquara. Com um gol do lateral Marildo, o Tigre do Vale venceu por 1 a 0 e levou a vantagem para Novo Horizonte. E a grande campanha foi coroada uma goleada na segunda partida, por 5 a 0, gols de Geraldo, Alessandro Cambalhota, Marildo, Dênis e Luís Carlos Goiano. A Série C de 1994 foi o primeiro título da história do Novorizontino, e deu fôlego ao clube por mais alguns anos. Em 1996, afastou-se da Série B e do Campeonato Paulista por problemas financeiros, e em 1999 decretou falência. Em 2010, empresários e ex-jogadores usaram de seu escudo, cores e uniforme para fundar o Grêmio Novorizontino.

A campanha do Novorizontino:
16 jogos | 11 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 35 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Arquivo/Novorizontino (Quem souber quem são os jogadores na foto, escreva nos comentários)

Juventude Campeão Brasileiro Série B 1994

Em 23 anos de existência, lá no distante 1994, a Série B vivia uma enorme crise de identidade. Nunca tinha um regulamento definitivo, e em algumas temporadas sequer foi disputada. Um ano antes, devido ao acesso de 12 clubes, a competição foi cancelada junto com a Série C, e em seus lugares foram disputadas seletivas regionais para a definição de 16 participantes no retorno da segunda divisão. Outros oito viriam do rebaixamento na Série A. Entre os 24 contemplados estava o Juventude, que em 1993 eliminou Brasil de Farroupilha e Figueirense, e se garantiu ao lado do Londrina.

A primeira fase da Série B foi dividida em quatro grupos. O Ju, com nomes como Lauro, Galeano e (Dorival) Júnior, ficou no grupo 4 e fez uma campanha suficiente para se classificar no terceiro lugar dentre as quatro vagas disponíveis. Com quatro vitórias, três empates e três derrotas em dez jogos, o time alviverde fez 11 pontos, três a menos que a líder Ponte Preta.

Na segunda fase, os 16 classificados se reuniram em mais quatro grupos, e o Papo ficou mais uma vez no último grupo, contra Athletico-PR, Goiatuba, e mais uma vez a Ponte Preta. Dessa vez era só uma vaga de classificação, e o Juventude aumentou de produção, vencendo quatro jogos e empatando dois, marcando dez pontos, três a mais que o adversário paranaense.

Quatro times foram para a semifinal, que também valiam o acesso. O Juventude enfrentou o Americano-RJ. Venceu por 1 a 0 no Godofredo Cruz e repetiu o resultado no Alfredo Jaconi, conquistando uma vaga na primeira divisão depois de 15 anos.

A final foi contra o Goiás, que havia eliminado a Desportiva. Na final verde, o Ju fez a partida de ida no Serra Dourada, mas perdeu por 2 a 1. Assim, só a vitória interessava em Caxias do Sul, e por qualquer resultado, já que a melhor campanha lhe beneficiava. E no caldeirão do Jaconi, o Juventude devolveu o mesmo placar, com o gol do desafogo marcado por Galeano, a dez minutos do final. Pela primeira o interior do Rio Grande do Sul conquistava um título nacional, e o Juventude não pararia por ali. Cinco anos depois viria a Copa do Brasil.

A campanha do Juventude:
20 jogos | 11 vitórias | 5 empates | 4 derrotas | 36 gols marcados | 23 gols sofridos


Foto Edison Vara/Placar

Palmeiras Campeão Brasileiro 1994

O Campeonato Brasileiro de 1994 passou por um processo de desinchaço, reduzindo o número de participantes de 32 para 24 equipes. O Palmeiras, mantendo a base multicampeã do ano anterior, entrou na disputa como o franco favorito para erguer sua oitava taça nacional. O regulamento era complexo, dividido em três fases e uma repescagem paralela que definiria os dois rebaixados da temporada.

Na primeira fase, os clubes foram divididos em quatro grupos de seis. O Verdão caiu no Grupo D e beirou a perfeição: em dez jogos, acumulou nove vitórias e apenas um empate. Com 19 pontos e uma liderança folgada, dez pontos à frente do Fluminense, o Palmeiras avançou para a segunda fase com um ponto de bonificação, prêmio concedido aos líderes de cada chave.

A segunda etapa reuniu os 16 melhores em dois grupos. O sistema previa dois turnos: no primeiro, jogos dentro das chaves. No segundo, confrontos cruzados. As vagas para o mata-mata seriam dos vencedores de cada turno, além das duas melhores campanhas gerais. O Palmeiras garantiu sua classificação logo no primeiro turno do Grupo F, somando 11 pontos, com quatro vitórias, dois empates e uma derrota.

Com a vaga assegurada, o alviverde puxou o freio de mão no returno, somando apenas seis pontos e terminando em sétimo na chave, com duas vitórias, dois empates e quatro derrotas. Enquanto isso, Corinthians, Guarani e Botafogo também se classificavam, acompanhados por São Paulo e Bahia, pelo índice técnico, e Bragantino e Atlético-MG, vindos da repescagem.

No mata-mata, o Palmeiras demonstrou por que era considerado uma máquina de jogar futebol. Nas quartas de final, enfrentou o Bahia e venceu as duas partidas pelo placar de 2 a 1, tanto na Fonte Nova quanto no Pacaembu. Na semifinal, o duelo contra o Guarani foi resolvido com autoridade. Vitória por 3 a 1 em São Paulo e novo triunfo por 2 a 1 em Campinas.

O cenário estava montado para uma final épica: o Derby Paulista contra o Corinthians, decidindo o topo do Brasil, após o rival eliminar Bragantino e Atlético-MG. As duas partidas decisivas ocorreram no Pacaembu. O Palmeiras possuía a vantagem de jogar por dois resultados iguais devido à melhor campanha, mas o elenco de Vanderlei Luxemburgo não precisou de favores do regulamento. No primeiro jogo, o alviverde foi implacável e aplicou 3 a 1, com atuações de gala de Rivaldo e Edmundo.

Na volta, o Corinthians tentou reagir e saiu na frente, alimentando a esperança de uma virada. Contudo, o Palmeiras manteve a calma e, nos minutos finais, Rivaldo balançou as redes para decretar o empate em 1 a 1. Com o placar favorável, o Palmeiras conquistava o seu oitavo título brasileiro em sua história.

A campanha do Palmeiras:
31 jogos | 20 vitórias | 6 empates | 5 derrotas | 58 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Masao Goto Filho/Estadão Conteúdo

Grêmio Campeão da Copa do Brasil 1994

No ano do tetracampeonato da Seleção Brasileira, a Copa do Brasil testemunhou, pela primeira vez, um clube já campeão sentir novamente o gosto de erguer a taça. Em sua quarta final em seis participações, o Grêmio conquistou o bicampeonato, e, mais uma vez, de maneira invicta.

Em uma nova tentativa de impulsionar o torneio na televisão, a CBF vendeu os direitos de transmissão com exclusividade para a Rede Manchete. Entretanto, a estratégia ainda não era a ideal, já que a emissora não possuía o mesmo alcance de suas concorrentes diretas. Em 1994, ainda pairavam desconfianças sobre a viabilidade da Copa do Brasil a longo prazo. No campo, a novidade foi a inclusão do campeão de Tocantins, elevando o número para 26 estados representados.

O Imortal iniciou sua jornada rumo ao título contra o Criciúma, seu algoz de 1991. Desta vez, porém, Luiz Felipe Scolari estava do lado azul: o Grêmio eliminou o time catarinense após um empate por 2 a 2 no Heriberto Hülse e uma vitória por 2 a 1 no Olímpico Monumental.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Corinthians. O primeiro jogo, em Porto Alegre, terminou com vitória tricolor por 2 a 0. A segunda partida ocorreu no Pacaembu, onde um novo empate por 2 a 2 garantiu a classificação gaúcha. Nas quartas, o Grêmio superou o Vitória com dois triunfos por 1 a 0, tanto em Porto Alegre quanto em Salvador.

Na semifinal, disputada após a pausa para a Copa do Mundo, o Tricolor enfrentou o Vasco. A partida de ida, no Maracanã, terminou sem gols. No duelo de volta, no Olímpico, o artilheiro Nildo brilhou: com dois gols, ele comandou a vitória por 2 a 1 que carimbou o passaporte gremista para mais uma decisão.

A final foi contra o Ceará, a grande surpresa daquela edição, que eliminou forças tradicionais como Campinense, Palmeiras, Internacional e Linhares. O jogo de ida, no Castelão, terminou em 0 a 0, com o Grêmio segurando a pressão em Fortaleza. A volta aconteceu em um Olímpico lotado. O gol do título saiu cedo, logo aos três minutos: Nildo, de cabeça, marcou o 1 a 0. O placar se sustentou até o apito final, confirmando a mística copeira do Grêmio de Felipão.

A campanha do Grêmio:
10 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 0 derrotas | 13 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto José Doval/Agência RBS