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Vasco Campeão Carioca 1982

Depois de cinco anos, o Vasco reconquistou o título carioca em 1982. O clube desbancou o favoritismo do rival Flamengo e levou a 15ª taça estadual para a galeria em São Januário, suplantando as decepções acumuladas nas finais que disputou desde a conquista de 1977.

Sempre com 12 participantes, o Campeonato Carioca introduziu uma novidade histórica em 1982. Além da Taça Guanabara na primeira fase, foi realizada a primeira edição da Taça Rio, acabando com a era de homenagens a personalidades cariocas na segunda etapa do torneio. Em cada fase, os times se enfrentaram em turno único e o campeão avançou para a fase final. A melhor campanha na soma das etapas também se garantiu no triangular decisivo.

O Vasco estreou na Taça Guanabara com vitória por 2 a 0 sobre o Volta Redonda fora de casa. Nos outros dez jogos, venceu sete, empatou dois e perdeu um, o que deixou o time com 18 pontos e empatado com o Flamengo na liderança. Assim, uma partida extra foi realizada para a definição do vencedor, mas o cruz-maltino perdeu por 1 a 0.

Na Taça Rio, o Vasco iniciou mais uma vez com vitória, por 1 a 0 sobre o Madureira. Na sequência, a equipe venceu mais seis vezes, empatou duas e perdeu duas. O cruz-maltino somou 16 pontos na segunda fase e acabou na terceira colocação, dois pontos atrás do líder America, que venceu a etapa e também avançou à fase final.

Vendo Flamengo e America irem à final pelos títulos de fase, restou ao Vasco a soma da pontuação. Curiosamente, o clube foi quem mais juntou pontos ao longo do campeonato, fazendo 34. Foram quatro pontos a mais que o America, cinco a mais que Botafogo e Flamengo e nove a mais que o Fluminense.

Três partidas definiram o campeão carioca de 1982, em um triangular simples no Maracanã. No primeiro jogo, o Vasco fez 1 a 0 no America. Na segunda partida, foi a vez do Flamengo fazer 1 a 0 nos alvirrubros. De tal forma, vascaínos e flamenguistas decidiram o título no terceiro jogo. Com gol de Pedrinho Gaúcho (ou Marquinhos, dependendo da fonte), o Vasco fez 1 a 0 no Clássico dos Milhões e confirmou o título.

A campanha do Vasco:
25 jogos | 17 vitórias | 4 empates | 4 derrotas | 42 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Ignácio Ferreira/Placar

Vasco Campeão Carioca 1977

O Rio de Janeiro voltou a ser cruz-maltino em 1977. O Vasco colocou fim em sete anos de tabu no Campeonato Carioca naquele ano, chegando ao 14º título estadual. Tudo isso com domínio de ponta a ponta no torneio e muito drama na última partida.

A competição naquele ano foi simples, com 12 times da cidade do Rio e três convidados do estado fluminense: Volta Redonda, Goytacaz e Americano. Os 15 participantes se enfrentaram em dois turnos distintos, a Taça Guanabara e a Taça Manoel do Nascimento Vargas Netto. O campeão de cada fase teve uma vaga na decisão.

O Vasco iniciou a Taça Guanabara com vitória por 2 a 1 sobre o Goytacaz. Nas 14 partidas restantes, venceu 13 e perdeu uma, com algumas goleadas entre os resultados positivos: 6 a 0 sobre o Bangu e 7 a 1 sobre o Madureira. Com 26 pontos, o time da Colina conquistou a taça ao bater o Botafogo por 2 a 0 na última rodada.

A campanha arrasadora prosseguiu no segundo turno. Na estreia, o cruz-maltino fez 2 a 0 sobre o Campo Grande. Na sequência, emendou mais 11 vitórias e dois empates, sem sofrer gols em nenhum dos jogos. Os resultados deixaram o Vasco outra vez com 26 pontos na classificação. O problema é que o Flamengo fez uma trajetória igual e ficou com a mesma pontuação. Assim, os dois clubes precisaram decidir a fase em uma partida de desempate, o que para os vascaínos tornou-se na final do campeonato.

A decisão entre Vasco e Flamengo, confronto conhecido como Clássico dos Milhões, aconteceu no Maracanã, que recebeu mais de 152 mil torcedores. Nenhum dos times conseguiu chegar ao gol nos 90 minutos da partida, e isso demandou uma prorrogação de 30 minutos. Mas o placar continuou no 0 a 0 no tempo extra. Assim, foi preciso realizar uma disputa de pênaltis. Os cruz-maltinos acertaram todas as cinco cobranças, enquanto que os rubro-negros erraram uma. Por 5 a 4, o Vasco chegou ao título estadual.

A conquista ficou marcada pela solidez defensiva do campeão. Os vascaínos passaram 1.816 minutos sem levar gols, o que equivale a quase 18 jogos: da 12ª rodada da Taça Guanabara até a final.

A campanha do Vasco:
29 jogos | 25 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 69 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Arquivo/Vasco

Vasco Campeão Brasileiro Feminino Série A3 2024

O Vasco da Gama deu um passo importantíssimo na retomada do futebol feminino com o título do Brasileirão Série A3 em 2024. Um dos clubes pioneiros e com algumas conquistas nos anos 1990, o cruz-maltino vem aos poucos rebuscando seu espaço, e o ponto de partida foi dado na terceira edição do terceiro nível do principal torneio nacional.

O Brasileiro Série A3 teve o mesmo regulamento das duas edições anteriores, com 32 times que se enfrentaram em mata-mata, em cinco fases e confrontos regionalizados. O critério de preenchimento das vagas foi pelos estaduais, com duas para São Paulo e uma para os outros 26, além dos quatro times rebaixados da Série A2 de 2023.

A campanha do Vasco teve início contra o Vila Nova-ES. A partida de ida foi disputada em Cariacica, no Kleber Andrade, e terminou com vitória cruz-maltina por 3 a 1. A volta aconteceu no Rio de Janeiro, em Moça Bonita, também vencida pelas Meninas da Colina por 5 a 2. Nas oitavas de final, foi a vez de passar pelo Pinda, com vitórias por 3 a 0 em São Paulo e por 4 a 0 no Rio de Janeiro.

Nas quartas de final, as vascaínas enfrentaram o Coritiba. O primeiro jogo ocorreu em São Januário, com goleada das donas da casa por 5 a 1, encaminhando o acesso. A segunda partida foi no Paraná, no CT Bayard Osna, e o Vasco voltou a golear por 5 a 1, carimbando a classificação rumo à Série A2.

O adversário cruz-maltino na semifinal foi o Ação, do Mato Grosso. A ida aconteceu em Cuiabá, no Estádio Dutrinha, e foi vencida pelo Vasco por 1 a 0. A volta foi em São Januário, com as Meninas de Colina vencendo por 3 a 0 e mantendo a campanha perfeita, sem saber o que é empate ou derrota na competição.

A decisão da Série A3 foi entre Vasco e Paysandu, que passou por Esmac, Tiradentes-PI, Rio Negro-RR e Vitória (que ficou com o quarto acesso). A primeira partida foi disputada em Belém, na Curuzu. Fora de casa, as vascaínas não se importaram com a pressão da torcida adversária e venceram por 2 a 1, gols anotados por Graciela Martínez e Larissa. O segundo jogo foi realizado no Rio de Janeiro, no Estádio Luso-Brasileiro. Em casa, as Meninas da Colina se preocuparam mais em administrar a vantagem e segurou o empate por 0 a 0, que acabou com a campanha 100% mas garantiu o título inédito para o Vasco.

A campanha do Vasco:
10 jogos | 9 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 31 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Nayra Halm/Staff Images Woman /CBF

Vasco Campeão Carioca 1970

O Campeonato Carioca é considerado por muitos como o mais charmoso do Brasil. Muito dessa fama é devido as disputas que lotavam e dividiam o Maracanã em dois, em uma época que cabia mais de 100 mil torcedores no estádio. E também devido aos craques que vestiram as camisas de Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo, os maiores vencedores do estadual.

Durante muito tempo, mais precisamente até 1978, o Cariocão era restrito aos clubes da cidade do Rio de Janeiro, afinal o estado era separado do município. Até 1960, a cidade era o Distrito Federal, depois tornou-se o estado da Guanabara. O restante disputava o Campeonato Fluminense.

Em 1970, faltavam cinco anos para a unificação dos estados e oito para a união dos campeonatos. Na contramão, faziam 12 anos que o Vasco não era campeão estadual, o maior jejum da história do clube. Era preciso colocar um ponto final na fila, e assim foi. O torneio daquele ano foi disputado por 12 times em dois turnos. No primeiro, todos se enfrentaram uma vez. No segundo, os oito primeiros seguiram e se enfrentaram novamente, com o título ficando para quem mais somou pontos nos dois momentos.

O cruz-maltino começou a campanha em uma disputa ponto a ponto pela primeira colocação. Em 11 partidas do primeiro turno, A equipe venceu sete, empatou três e perdeu uma. Com 17 pontos, se classificou na terceira posição, um ponto a menos que o líder Fluminense e empatado com o vice America. Botafogo, Flamengo, Olaria, Madureira e Campo Grande foram os outros que avançaram. Bangu, São Cristóvão, Bonsucesso e Portuguesa foram eliminados.

O alto nível foi mantido no segundo turno. Nas cinco primeiras partidas, o Vasco venceu o Olaria por 3 a 1, o Flamengo por 1 a 0, o Madureira por 2 a 0, o Campo Grande por 4 a 0 e o America por 3 a 2. Faltando dois jogos, o cruz-maltino somava 27 pontos contra 25 do Fluminense e 23 do Botafogo. Assim, bastava ao Vasco vencer os botafoguenses na penúltima rodada, junto a um tropeço dos tricolores. Foi o que aconteceu: o Fluminense ficou no 0 a 0 com o America e os vascaínos venceram o Botafogo por 2 a 1, conquistando de forma antecipada o 13º título estadual.

A campanha do Vasco:
18 jogos | 13 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 30 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Arquivo/O Globo

Vasco Campeão da Copa Mercosul 2000

O milênio virou, e a Copa Mercosul virou junto para agitar ainda mais as torcidas e os cofres dos clubes. Para o ano 2000, nenhuma vírgula foi alterada na fórmula da competição, que após duas finais brasileiras estaria prestes a ver uma das maiores viradas da história do futebol mundial. Na oportunidade, o Vasco provou que nada está perdido enquanto há jogo em campo.

Na primeira fase, o cruzmaltino enfrentou Atlético-MG, Peñarol e San Lorenzo no grupo E. A estreia foi com derrota por 4 a 3 para os uruguaios em Montevidéu. Depois, venceu o San Lorenzo por 3 a 0 em São Januário e perdeu por 2 a 0 para os mineiros em Belo Horizonte. No returno, o Vasco empatou por 1 a 1 com o Peñarol em casa, venceu o San Lorenzo por 2 a 0 em Buenos Aires e o Atlético também por 2 a 0 em São Januário. Com dez pontos, o Vasco ficou em segundo lugar.

Nas quartas de final, o enfrentamento foi contra o Rosario Central. Depois de vencer por 1 a 0 em São Januário e perder pelo mesmo resultado na Argenitna, vitória vascaína por 5 a 4 nos pênaltis. A semifinal também foi em território hermano, contra o River Plate. O cruzmaltino abriu o confronto no Monumental, e com zero dificuldade goleou por 4 a 1. Na volta em São Januário, nova vitória por 1 a 0.

A decisão foi contra o Palmeiras, que estava ali pela terceira vez em três edições, passando por Independiente, Universidad Católica, Cruzeiro e Atlético-MG. A ida foi em São Januário, com vitória do Vasco por 2 a 0. A volta foi no Palestra Itália, desta vez com vitória palmeirense por 1 a 0.

A situação forçou o terceiro jogo da decisão, também em São Paulo, e que seria lembrada para sempre. Tudo começou a partir da ofensiva do Palmeiras, que fez três gols no fim do primeiro tempo e já gritava "campeão". Tudo mudou no segundo tempo, quando Romário descontou com dois pênaltis, aos 14 e aos 23 minutos. Aos 32, Júnior Baiano foi expulso, deixando o Vasco com dez jogadores. Aos 41, Juninho Paulista empatou. O golpe fatal veio aos 48, com Romário anotando seu terceiro tento. Com o 4 a 3, o cruzmaltino marcou os livros de história do futebol.

A campanha do Vasco:
13 jogos | 8 vitórias | 1 empate | 4 derrotas | 23 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Vasco Campeão do Torneio Rio-São Paulo 1999

Tudo igual para a disputa do Torneio Rio-São Paulo de 1999. Uma oportunidade para começar o ano com clássicos e jogos grandes era tudo que os clubes paulistas e cariocas poderiam querer na virada do milênio.
A nova edição do campeonato ficou marcada pelos placares elásticos. Entre os resultados incomuns, tivemos o Botafogo aplicando 6 a 1 no Corinthians e São Paulo e Flamengo empatando em 4 a 4, além de outros envolvendo o campeão Vasco. Um W.O. envolvendo o cruz-maltino também ficou marcado na época.
Dono de uma das melhores equipes do momento, o Gigante da Colina abriu sua campanha com goleada por 5 a 1 fora de casa sobre o Palmeiras, mas a euforia baixou com a derrota por 4 a 2 para o Fluminense no Maracanã e o empate por 0 a 0 com o Santos na Vila Belmiro. A recuperação veio com vitórias, ambas em casa, por 2 a 0 sobre o Palmeiras e por 3 a 2 sobre o Santos, o que lhe garantiu a classificação antecipada.
Foi quando houve o problema. A partida entre Vasco e Fluminense na última rodada estava marcada para o Maracanã, mas o cruz-maltino foi para São Januário. Cada federação tinha dado uma instrução diferente para os times, e um W.O. foi aprovado para o rival vascaíno. Como não havia uma orientação clara sobre o local do jogo, a decisão foi anulada em julgamento tempos depois. O não-resultado não fez falta para ninguém.
Com dez pontos, o Vasco ficou empatado com o Santos, porém na vice-liderança do grupo A devido ao saldo de gols. Na semifinal, contra o São Paulo, uma bela remontada: após perderem em casa por 3 a 2, os cariocas reverteram fazendo 3 a 1 em pleno Morumbi.
Na final, o cruz-maltino encontrou novamente o Santos. Em duas partidas tranquilas, o Vasco chegou ao tricampeonato do Torneio Rio-São Paulo vencendo ambas, por 3 a 1 no Maracanã e por 2 a 1 no Morumbi.

A campanha do Vasco:
9 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 22 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Botafogo, Santos, Vasco e Corinthians Campeões do Torneio Rio-São Paulo 1966

A primeira era do Torneio Rio-São Paulo acabou de maneira agridoce, com um título dividido entre quatro campeões. O ano de 1966 foi conturbado para o futebol brasileiro devido à má preparação para a Copa do Mundo. Em abril daquele ano - três meses antes do Mundial -, a CBD pré-convocou 46 jogadores para treinos. Tal fato prejudicou os clubes, que precisaram paralisar suas atividades oficiais por um trimestre inteiro.
A conjuntura dos fatos levou as federações paulista e carioca tomarem duas decisões quanto ao Rio-SP: o regulamento voltou a ser o mesmo de antes, com pontos corridos e turno único, e se mais duas ou mais equipes terminassem empatadas na liderança ao fim das nove rodadas, o saldo de gols definiria o campeão, pois não haveria datas nem atletas de ponta para os jogos extras. Isto aconteceu com quatro clubes, todos alvinegros.
Botafogo, Santos, Vasco e Corinthians protagonizaram uma disputa tão forte pelo título que todos chegaram com chances de serem campeões sozinhos na última rodada. E para evitar desgastes com quaisquer dirigentes, os organizadores do torneio decidiram dividir o título entre os igualados ao invés do saldo de gols. A situação era a seguinte: o Vasco era o primeiro com 11 pontos, seguido por Santos e Corinthians com dez cada, e o Botafogo com nove. O Palmeiras seria o quinto clube na briga, mas acabou derrotado pelo São Paulo na última partida e acabou parado em nove pontos.
No dia seguinte, Corinthians e Santos jogaram no Pacaembu e Botafogo e Vasco se enfrentaram no Maracanã. Os paulistas não saíram do 0 a 0 e atingiram os 11 pontos do cruz-maltino. Então, bastava para o Vasco também empatar para ser campeão isolado, mas o time levou 3 a 0 da Estrela Solitária, que também chegou aos 11 pontos. No saldo de gols, deu Fogão (oito, contra sete do Peixe, um do Vasco e zero do Timão). Mas a regra inicial já tinha sido esquecida.

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Em 1967, as federações de São Paulo e do Rio de Janeiro decidiriam modificar sua competição e convidar clubes de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. O conceito e o nome Torneio Rio-São Paulo ficaram extintos até 1993, e no lugar seguiu o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, que deu origem ao Brasileirão moderno.

A campanha do Botafogo:
9 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 19 gols marcados | 11 gols sofridos

A campanha do Santos:
9 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 18 gols marcados | 11 gols sofridos

A campanha do Vasco:
9 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 3 derrotas | 12 gols marcados | 11 gols sofridos

A campanha do Corinthians:
9 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 3 derrotas | 15 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Botafogo


Foto Arquivo/Santos


Foto Arquivo/Vasco


Foto Arquivo/Corinthians

Vasco Campeão do Torneio Rio-São Paulo 1958

No ano em que o Brasil conquistou sua primeira Copa do Mundo, o Vasco também levou para casa seu primeiro título do Torneio Rio-São Paulo. A edição de 1958 da competição é lembrada com carinho pelo torcedor vascaíno. Organizado como sempre, o Rio-SP viu uma briga particular entre dois rivais cariocas pela taça inédita, entre o cruz-maltino e o Flamengo, com direito até mesmo a recorde.
A estreia do Vasco, porém, foi com derrota por 4 a 2 para o Palmeiras fora de casa. Foi o único revés do clube. A sequência foi dada com seis vitórias que catapultaram o time ao primeiro lugar: 3 a 2 sobre o São Paulo, 6 a 1 sobre o Fluminense, 1 a 0 sobre o America-RJ, 1 a 0 sobre o Santos e 4 a 2 sobre o Botafogo. Todos estes jogos foram disputados no Rio de Janeiro.
Com duas partidas para o fim do torneio, o Vasco chegou a 12 pontos, empatado com o Flamengo. E a penúltima rodada reservava o Clássico dos Milhões. O jogo poderia encaminhar o título para o ganhador. Por isso, o Maracanã encheu de torcedores. Quase 130 mil compareceram para assistir ao jogo - recorde do Torneio Rio-São Paulo para sempre. Mas nada ficou definido em campo e o clássico ficou empatado por 1 a 1. A última rodada seria fora de casa para os dois clubes.
Antes, o Flamengo visitou o Corinthians. E praticamente enterrou suas chances ao perder por 3 a 0. Quatro dias depois, foi a vez do Vasco enfrentar a Portuguesa. No Pacaembu, o time de Barbosa, Bellini, Orlando e Vavá não tomou conhecimento do adversário e goleou por 5 a 1, com dois gols de Vavá e três de Almir. Com 15 pontos, o Vasco livrou dois do rival e foi campeão regional pela primeira vez.

A campanha do Vasco:
9 jogos | 7 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 26 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Manchete Esportiva

Vasco Campeão da Libertadores 1998

O ano de 1998 foi de perda na final da Copa do Mundo com o Brasil, mas nos clubes as coisas estiveram boas. O Vasco vinha de um título brasileiro incontestável no ano anterior, e voltava para a Libertadores justamente no seu centenário.

O time carioca participou ao lado do Grêmio e dos mexicanos do América e do Chivas. Inclusive, foi nesta edição que ocorreu a estreia do México na competição, passando por uma fase preliminar com os venezuelanos nos meses anteriores.

Apesar do alto nível do elenco, as coisas começaram ruins para o cruz-maltino: derrotas por 1 a 0 para o Grêmio, no Olímpico, e para o Chivas, em Guadalajara, além do empate por 1 a 1 com o América, no Azteca. A arrancada veio no returno em São Januário, onde fez 3 a 0 no Grêmio, 2 a 0 no Chivas e voltou a marcar 1 a 1 com o América. Com oito pontos, o Vasco terminou na vice-liderança, quatro pontos a menos que os gaúchos.

Nas oitavas de final, o clube carioca encarou o terceiro brasileiro do torneio, o Cruzeiro, beneficiado pelo título da temporada passada. O cruz-maltino fez 2 a 1 no Rio de Janeiro e segurou o 0 a 0 no Mineirão. Nas quartas, reencontro com o Grêmio, e em Porto Alegre a equipe conseguiu empate por 1 a 1 na ida. A volta foi em São Januário, e vitória por 1 a 0 colocou o time na semifinal.

A semifinal foi contra o River Plate. Em casa, o Vasco abriu vantagem ao vencer por 1 a 0. No Monumental de Nuñez, empate por 1 a 1, com o golaço em cobrança de falta perfeita de Juninho Pernambucano, quase do meio de campo. A vaga para a final estava na mão.

O adversário foi o Barcelona de Guayaquil, que tinha batido Colo-Colo, Bolívar e Cerro Porteño. São Januário recebeu mais de 36 mil pessoas para ver Donizete e Luizão marcarem os gols da vitória por 2 a 0, que encaminhou a conquista.

No Monumental do Equador a dupla voltou a marcar, calando os 72 mil torcedores adversários, o Vasco venceu por 2 a 1 e comemorou o título da Libertadores de 1998, o mais importante da história cruz-maltina, no ano do centenário e 50 anos depois da primeira conquista continental, que inspirou a criação da disputa atual.

A campanha do Vasco:
14 jogos | 7 vitórias | 5 empates | 2 derrotas | 17 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Edison Vara/Placar

Vasco Campeão Sul-Americano 1948

Nas primeiras décadas de existência do futebol, a posição de entidades como UEFA, Conmebol e FIFA era de organizar somente competições de seleções, deixando os torneios de clubes nas mãos de clubes e federações. Em 1948, o clube chileno Colo Colo teve a ideia de reunir a melhor equipe de cada país da América do Sul em uma competição em Santiago.

O torneio saiu do papel com o apoio de Luiz Valenzuela, presidente da Conmebol na época, e os oito filiados da entidade no momento deveriam indicar os campeões nacionais. Colômbia e Venezuela ainda não faziam parte da instituição, o Paraguai não indicou representante, o Peru indicou o vice nacional, e a Bolívia e o Equador indicaram, respectivamente, o campeões citadinos de La Paz e Guayaquil, pois os países não possuíam competição nacional e estas eram as maiores cidades.

O Brasil também não possuía uma competição nacional, a não ser pelo Campeonato Brasileiro de Seleções. O Distrito Federal/Guanabara (Rio de Janeiro) era o Estado campeão, e assim o Vasco campeão carioca foi indicado.

O torneio teve elementos em comum com a primeira edição da Libertadores, disputada apenas em 1960: sete países sul-americanos, cada um representado por seu melhor clube. O objetivo do Colo Colo era fazer um torneio que indicasse o campeão sul-americano, conforme o nome oficial do torneio em espanhol, "Campeonato Sudamericano de Campeones", que era bastante semelhante ao nome original da Libertadores até 1965: "Copa de Campeones de América".

Na época, o Vasco fora tratado como campeão da América, embora não houvesse posição oficial da Conmebol. Mas o critério de convites e as bases do torneio de 1948, juntamente com a concepção das Copas Rio de 1951 e 1952 serviram de embrião para a criação das competições continentais que existem até hoje, a Liga dos Campeões da Europa (desde 1955/56) e a Copa Libertadores (desde 1960). O Torneio Sul-Americano passou a ser tratado como precursor da Libertadores, e em 1996 a conquista do Vasco recebeu o reconhecimento da Conmebol e da FIFA como oficial.

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O Vasco foi convidado para o Torneio Sul-Americano de 1948 a partir do critério empregado pela CBD. Não existia uma competição nacional de clubes. Os Estados formavam seleções e disputavam uma espécie de Campeonato Brasileiro. Em 1947 o vencedor foi o Estado do Distrito Federal, que se mais tarde mudaria de nome para Guanabara, e mais tarde ainda se uniria com o Rio de Janeiro. Assim, o campeão carioca daquele ano foi definido como o representante brasileiro na competição.

Foram sete times no torneio, jogando todos contra todos em turno único, com todas as partidas senso disputadas no Estádio Nacional. O Vasco já era conhecido como o Expresso da Vitória e, comandado pelo técnico Flávio Costa, entrou como um dos favoritos. A estreia do Cruz-maltino foi contra o Litoral da Bolívia, e com vitória tranquila por 2 a 1. O resultado do segundo jogo foi ainda maior, goleada de 4 a 1 sobre o Nacional do Uruguai.

O terceiro confronto foi contra o Deportivo Municipal do Peru, e contou com outra goleada por 4 a 0. Na quarta partida as coisas foram mais apertadas, mas o Vasco superou o Emelec do Equador por 1 a 0. Líder do torneio, o time da Colina enfrentou a pressão da torcida contra o Colo Colo, e se saiu bem ao empatar em 1 a 1.

A última rodada reuniu os únicos times com chances de ser campeão. Vasco e River Plate tinham as melhores equipes da competição, dois esquadrões. O Cruz-maltino dependia somente de si, enquanto os argentinos precisavam vencer. Como toda rivalidade Brasil x Argentina pede, o jogo foi tenso, de muita marcação e faltas.

O Vasco soube aguentar a catimba do River Plate e manteve o 0 a 0 no placar. Dessa maneira, o time de Barbosa, Ademir de Menezes, Friaça, Augusto e Danilo se tornou o campeão dos campeões, o primeiro da América do Sul. Precursor do continente com o devido reconhecimento.

A campanha do Vasco:
6 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 12 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Arquivo/Vasco

Vasco Campeão Brasileiro Série B 2009

O Vasco encarou seu primeiro rebaixamento no Brasileiro no ano de 2008, e em 2009 desembarcou pela primeira vez no território da Série B. A competição já estava estabilizada no formato de pontos corridos e com 20 participantes. A missão vascaína se tornava a mesma de Corinthians, Atlético-MG, Grêmio, Palmeiras e Botafogo: voltar à elite na primeira oportunidade.

A estreia do Cruz-maltino foi positiva, com vitória de 1 a 0 sobre o Brasiliense em São Januário. O gosto da liderança veio pela primeira vez na terceira rodada, após vencer por 3 a 0 o Atlético-GO em casa. No jogo seguinte ocorreu a primeira derrota, de 3 a 1 para o Paraná na Vila Capanema, que tirou o Vasco da ponta.

O time então encarou uma sequência de sete partidas sem vencer, que lhe afastou da briga com Guarani e Atlético-GO, os novos líderes. Na 10ª rodada o time voltou a vencer, fazendo 3 a 0 na Ponte Preta em casa. Este resultado marcou a retomada vascaína, que voltou à liderança na 19ª rodada, ao vencer por 4 a 0 o Ipatinga em São Januário. Dali para a frente, ninguém mais encostou no Vasco.

O acesso do Cruz-maltino aconteceu na 34ª rodada, depois da vitória de 2 a 1 sobre o Juventude no Maracanã. O título foi confirmado na 36ª partida, uma vitória também de 2 a 1 no Maracanã, mas sobre o América-RN. A equipe de Philippe Coutinho, Fernando Prass e Alan Kardec foi campeã com uma bela campanha, de 76 pontos em 38 jogos, com 22 vitórias, dez empates e seis derrotas.

Foram sete pontos de vantagem sobre o vice Guarani, que também subiu de divisão, ao lado de Ceará e Atlético-GO. Das três passagens do Vasco pela segunda divisão, esta foi a melhor de todas.

A campanha do Vasco:
38 jogos | 22 vitórias | 10 empates | 6 derrotas | 58 gols marcados | 29 gols sofridos


Foto Alex Carvalho/AGIF

Vasco Campeão Brasileiro 2000

O Brasileirão de 2000 começou e terminou com problemas. Por não ter aceitado o rebaixamento à Série B em 1999, o Gama entrou com uma ação na Justiça Comum exigindo sua permanência. Devido ao conflito de decisões entre STJD (contra o Gama) e a Justiça Comum (a favor), a CBF ficou impedida de publicar o regulamento. Um acordo com o Clube dos 13 foi a solução, e definiu que ela organizaria o campeonato. Porém, uma liminar obtida pelo Gama determinou sua inclusão nesse torneio.

Com o temor de uma série de liminares de outros clubes, optou-se pela unificação das três divisões em um único certame. O C13 dividiu a competição em Módulo Azul, com Fluminense, Bahia (que disputariam a Série B daquele ano), Juventude (rebaixado em 1999) e América-MG (que disputou a Série B em 1999 sem conseguir o acesso), Módulo Amarelo (segunda divisão), com times das séries B e C, e Módulos Verde e Branco (terceira divisão), com times oriundos dos estaduais. Este campeonato recebeu o nome de Copa João Havelange.

O regulamento do último torneio nacional do século 20 previa que qualquer time poderia ser campeão. Foram 25 times no Módulo Azul, com 12 vagas para a fase final, 36 times no Módulo Amarelo, com três vagas para o mata-mata, e 55 times nos Módulos Verde e Branco, com uma vaga classificatória. O Vasco, liderado por Romário, ficou na primeira divisão, que foi disputada de maneira semelhante aos anos anteriores, com um grupo único em um turno de jogos.

Ao final da primeira fase, o Cruz-maltino encerrou classificado no quinto lugar, com 39 pontos em 24 rodadas. Foram 11 vitórias, seis empates e sete derrotas. A equipe ficou seis pontos distante do líder Cruzeiro "campeão" do Módulo Azul. No Módulo Amarelo, o vencedor foi o Paraná, vencendo o São Caetano na final. E nos Módulos Verde e Branco, o desconhecido Malutrom, do Paraná, foi o campeão. Assim, 16 times se reuniram no mata-mata, feito no clássico ida e volta.

O Vasco enfrentou nas oitavas de final o Bahia, 12º na primeira divisão. Em duas partidas concorridas, o time da Colina empatou na Fonte Nova em 3 a 3 e venceu em São Januário por 3 a 2. Nas quartas de final, o adversário vascaíno foi o Paraná. A vitória por 3 a 1 em Curitiba possibilitou ao Vasco perder no Rio de Janeiro por 1 a 0. Embalado, o time carioca enfrentou na semifinal o Cruzeiro. Após empate em 2 a 2 em São Januário, o Vasco venceu por 3 a 1 no Mineirão, se classificando para a final.

Enquanto isso, o São Caetano surpreendia o país, chegando na decisão pelo outro lado da chave. O jogo de ida foi em São Paulo, no Palestra Itália, e acabou 1 a 1. O jogo de volta, em São Januário, ficou marcado pela queda de parte do alambrado, causando cerca de 150 feridos. Houve a suspensão desta partida e marcação de uma nova partida, já em 2001. Recomeçando do início, no Maracanã, Romário e Juninho Pernambucano deram show, e o Vasco venceu por 3 a 1, calando a zebra. E o Gigante da Colina entrou no século 21 celebrando o tetracampeonato.

A campanha do Vasco:
32 jogos | 15 vitórias | 9 empates | 8 derrotas | 54 gols marcados | 49 gols sofridos


Foto Eduardo Monteiro/Placar

Vasco Campeão Brasileiro 1997

O Brasileirão de 1997 teve um aumento de dois times após a polêmica do ano anterior. Foram 26 clubes lutando pelas oito vagas de classificação e contra as quatro do rebaixamento. Salvo pela caneta em 1996, o Fluminense não escapou da degola no ano seguinte. O único time punido de fato no "Caso Ivens Mendes" foi o Athletico-PR, que começou o torneio com menos cinco pontos. Na parte de cima da tabela, o Vasco foi totalmente o oposto do seu rival carioca. Liderado por Edmundo e seus 29 gols, o Cruz-maltino arrancou para o tricampeonato.

A primeira fase do Campeonato Brasileiro de 1997 foi igual a da edição anterior. Os clubes se enfrentaram todos contra todos em turno único. O time da Colina ficou toda a competição entre os melhores, e encerrou a fase na primeira posição, com 17 vitórias, três empates e cinco derrotas em 25 jogos.

O Vasco fez 54 pontos, três a mais que o vice-líder Internacional, o principal adversário na fase inicial. Na sequência, os times classificados foram: Atlético-MG, Portuguesa, Flamengo, Santos, Palmeiras e Juventude. Líder em seis rodadas no começo, o Paraná ficou sem fôlego e acabou eliminado em 13º lugar.

Os oito times classificados foram divididos em dois grupos na segunda fase, com vaga somente para o líder de cada na final. Melhor campanha, o Cruz-maltino ficou no grupo 1, ao lado de Portuguesa, Flamengo e Juventude. Foram seis rodadas de atuações de luxo do Vasco, que encerrou a fase classificado com quatro vitórias e dois empates.

A partida que carimbou a vaga vascaína na final foi um 4 a 1 sobre o Flamengo no Maracanã, com três gols marcados por Edmundo, que quebrou o recorde da artilharia. No outro grupo, o Palmeiras cresceu sobre os adversários e também conseguiu a classificação invicta.

Vasco e Palmeiras fizeram a final do Brasileiro de 1997. Entre os dois jogos, uma polêmica. Edmundo havia recebido o terceiro cartão amarelo (e a suspensão automática) no jogo de ida no Morumbi. Mas foi orientado a forçar outro cartão, e foi expulso (o que também o deixaria fora do próximo jogo). Essa expulsão possibilitou um julgamento no STJD, e o jogador obteve um efeito suspensivo, podendo jogar o jogo de volta no Maracanã. Em 180 minutos de confronto, nenhum gol foi visto, e com a vantagem de dois empates, o Vasco faturou seu terceiro título brasileiro.

A campanha do Vasco:
33 jogos | 21 vitórias | 7 empates | 5 derrotas | 69 gols marcados | 37 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Vasco Campeão Brasileiro 1989

O Campeonato Brasileiro só foi ganhar este nome oficialmente no ano de 1989, quando a competição colocou em prática pela primeira vez o sistema de acesso e descenso. Os quatro piores times de 1988 deram adeus à elite, e em seus lugares entraram o campeão e o vice da segunda divisão da mesma temporada. Na parte de cima da tabela, o Vasco que havia batido na trave um ano antes, chegou ao sonhado bicampeonato.

Na primeira fase do Brasileirão, as 22 equipes foram divididas em dois grupos, com os oito primeiros colocados de cada se classificando para a fase seguinte, e os três últimos sendo movidos para o torneio da morte. O Cruz-maltino ficou no grupo 2, e nos dez primeiros jogos terminou na segunda posição, com cinco vitórias, quatro empates e uma derrota, marcando 14 pontos, a mesma pontuação do líder Palmeiras.

O Vasco seguiu com mais 15 times para a segunda fase, e os grupos permaneceram os mesmos com pontuação e partidas cumulativas. A única diferença é que os grupos foram cruzados. O time da Colima fez mais oito jogos e continuou com a ótima campanha, tomando a liderança do grupo e encerrando a segunda fase com oito vitórias, oito empates e duas derrotas. Com 24 pontos, o Vasco conseguiu a classificação para a final. No outro grupo, o São Paulo saiu de um sétimo lugar para a liderança.

Na final, o Vasco possuía melhor campanha, e jogava por vitória no primeiro jogo. Também poderia escolher a ordem dos mandos de campo. A confiança era tanta que o Cruz-maltino optou por jogar no Morumbi, mesmo com a possibilidade de não vencer e a vantagem inverter.

São Paulo e Vasco se enfrentaram na capital paulista, e Sorato marcou no começo do segundo tempo o gol do título. Com a vitória por 1 a 0, o time de São Januário chegou ao bi e quebrou 15 anos de jejum de títulos nacionais.

A campanha do Vasco:
19 jogos | 9 vitórias | 8 empates | 2 derrotas | 27 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Custódio Coimbra/Agência O Globo

Vasco Campeão Brasileiro 1974

Apenas 20 dias após o encerramento da edição anterior, iniciou-se o Campeonato Nacional de 1974. O torneio manteve o contingente de 40 equipes, contudo, o regulamento trouxe uma inovação bizarra: além dos dez melhores de cada um dos dois grupos de 20, as últimas quatro vagas para a segunda fase seriam decididas por critérios distintos: duas pela pontuação geral e duas pela maior média de público pagante, uma manobra para favorecer clubes de grandes massas que estivessem mal na tabela.

Neste cenário de estádios lotados, o Vasco despontava sob a liderança de um jovem centroavante que estava prestes a se tornar uma lenda: Roberto Dinamite. Dentro do Grupo A, o cruzmaltino manteve a consistência necessária para avançar sem depender dos critérios de público. Ao final das 19 rodadas da primeira fase, o time da Colina encerrou sua participação na sétima posição, somando 22 pontos, com sete vitórias, oito empates e quatro derrotas. O Grêmio liderou a chave, mas o Vasco já demonstrava ser um time talhado para confrontos decisivos.

Na segunda fase, os 24 classificados foram divididos em quatro grupos de seis. O Vasco sobrou no Grupo 2: invicto, eliminou adversários tradicionais como Atlético-MG e Corinthians, além de bater Nacional-AM, Vitória e Operário-MS. Com três vitórias e dois empates, o cruzmaltino carimbou sua vaga no quadrangular final com oito pontos, ao lado de Cruzeiro, Internacional e Santos.

A fase final foi um teste de nervos. O Vasco estreou batendo o Santos de Pelé (em seu último ano de Brasil) por 2 a 1 no Maracanã. Seguiu-se um empate contra o Cruzeiro no Mineirão e outro contra o Internacional. Ao fim das três rodadas, Vasco e Cruzeiro terminaram empatados com quatro pontos, exigindo um jogo de desempate para decidir o campeão.

Pelo regulamento, o jogo extra deveria ocorrer em Belo Horizonte, devido à melhor campanha geral da Raposa. No entanto, o Vasco acionou a justiça desportiva, utilizando como argumento a invasão de campo e a tentativa de agressão ao árbitro por parte de dirigentes cruzeirenses no confronto anterior entre as equipes. Em uma decisão polêmica, a CBD inverteu o mando de campo.

Diante de um Maracanã fervilhante, o Vasco confirmou sua força técnica. Com gols de Ademir e Jorginho, e uma atuação inspirada de Roberto Dinamite, o Vasco venceu por 2 a 1. A equipe comandada por Mário Travaglini impedia o título mineiro e celebrava, com justiça mas sob polêmica, o seu primeiro título de campeão brasileiro.

A campanha do Vasco:
28 jogos | 14 vitórias | 10 empates | 4 derrotas | 35 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Fernando Pimentel/Placar

Vasco Campeão da Copa do Brasil 2011

Mais um clube alcançou o título inédito da Copa do Brasil em 2011. O Vasco, que vivia um período de reconstrução após retornar à elite do futebol brasileiro, encontrou uma conexão rara entre time e torcida. Sob uma atmosfera de esperança, o Cruzmaltino superou seus adversários de maneira verdadeiramente copeira.

A campanha iniciou contra o Comercial-MS. No Estádio Morenão, em Campo Grande, o Vasco goleou por 6 a 1, eliminando a necessidade do jogo de volta no Rio de Janeiro. O próximo oponente foi o ABC: após um empate sem gols em Natal, o Vasco avançou ao vencer por 2 a 1, de virada, em São Januário.

Nas oitavas de final, o desafio foi contra o Náutico. O Gigante da Colina praticamente selou a classificação logo na ida, nos Aflitos, ao vencer por 3 a 0. No jogo de volta, no Rio de Janeiro, bastou administrar a vantagem com um empate sem gols para seguir adiante.

Nas quartas de final, o adversário foi o Athletico-PR, o desafio mais árduo até então. Na Arena da Baixada, as equipes empataram em 2 a 2, com o Vasco cedendo a igualdade no fim da partida. No segundo jogo, em São Januário, os paranaenses saíram na frente, mas Elton buscou o empate por 1 a 1, garantindo a vaga pelo critério do gol fora de casa.

Na semifinal, o Vasco enfrentou o Avaí. O jogo de ida, em São Januário, quase se transformou em desastre: os catarinenses venciam até os 49 minutos do segundo tempo, quando um pênalti salvador foi assinalado. Diego Souza converteu e segurou o empate por 1 a 1. Na volta, na Ressacada, o Vasco mostrou sua força e venceu por 2 a 0, carimbando o passaporte para sua segunda decisão na história do torneio.

A grande final foi contra o Coritiba, que vivia um momento histórico com o recorde mundial de 24 vitórias consecutivas e vinha de eliminar Ypiranga, Atlético-GO, Caxias, Palmeiras e Ceará. A ida ocorreu em São Januário, onde o Cruzmaltino venceu por 1 a 0, com gol de Alecsandro. A decisão no Couto Pereira foi um teste para cardíacos. Alecsandro abriu o placar cedo, mas o Coritiba virou ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Eder Luís empatou em um chute de longe, e os paranaenses ainda marcaram o 3 a 2. A tensão perdurou até o último segundo, mas, no apito final, o Trem Bala da Colina celebrou a conquista nacional.

A campanha do Vasco:
11 jogos | 5 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 20 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Heuler Andrey/LatinContent/Getty Images

Vasco Campeão Carioca 2016

O Vasco levou o bicampeonato carioca invicto. Pelo segundo ano seguinte, o time da Colina enfrentou o Botafogo na final. Vence na ida por 1x0 e empatou na volta em 1x1, os dois jogos sendo no Maracanã. Esta é a 24ª conquista do time carioca no estadual.


Foto Paulo Fernandes/Vasco

Vasco Campeão Carioca 2015

No Rio de Janeiro, o Vasco voltou a conquistar o título carioca depois de 12 anos. Enfrentou na final o Botafogo, e venceu os dois jogos, por 1x0 e por 2x1. É o 23º título estadual do Cruzmaltino.


Foto Paulo Fernandes/Vasco