Mostrando postagens com marcador Cruzeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cruzeiro. Mostrar todas as postagens

Cruzeiro Campeão da Copa Centro-Oeste 1999

Os campeonatos regionais apresentavam um crescimento sólido no fim dos anos 1990, mas nem todas as regiões foram contempladas de imediato. Foi apenas em 1999 que o Sul e o Centro-Oeste ganharam suas competições, juntando-se ao Norte e ao Nordeste. O Sudeste também possuía seu torneio, mas este se restringia aos grande do Rio de Janeiro e São Paulo. Minas Gerais e Espírito Santo, além do Tocantins (que também ficara de fora da Copa Norte), acabaram incorporados à Copa Centro-Oeste, que voltava a ser disputada após 15 anos. Antes disso, houve três edições extraoficiais: em 1976, vencida pelo Mixto, em 1981, conquistada pelo Gama, e em 1984, ganha pelo Guará.

A Copa Centro-Oeste em 1999, ao lado dos demais regionais, foi uma tentativa da CBF de fortalecer o calendário do primeiro semestre dos grandes clubes brasileiros sem desagradar as federações estaduais, que ganhariam mais um critério de qualificação. Sete estados marcaram presença na estreia, somando dez participantes. Minas Gerais entrou com quatro representantes. Espírito Santo e Tocantins, os outros convidados, enviaram um time cada, assim como os quatro estados nativos da região.

Na primeira fase, as equipes foram divididas em três grupos: um quadrangular composto pelos mineiros e dois triangulares com os demais clubes. O favoritismo recaiu sobre Cruzeiro e Atlético-MG, que acabariam se enfrentando antes da decisão, assim como Vila Nova e Gama, sorteados em outra chave. 

O roteiro se confirmou: no Grupo C, Cruzeiro e Atlético-MG somaram dez pontos cada e garantiram as vagas na semifinal contra América-MG e Villa Nova. No Grupo B, o Vila Nova goiano superou o Gama para encarar o Operário-MT, líder Grupo A. Apesar de ter sido vice-líder na fase inicial, a Raposa levou a melhor nos clássicos contra o rival: venceu por 3 a 2 e 3 a 0. A consagração veio na partida única da semifinal, com uma goleada impiedosa por 5 a 1.

Embalada, a Raposa encarou o Vila Nova na final. O jogo de ida, no Mineirão, terminou com vitória azul por 3 a 0. Na volta, no Serra Dourada, os goianos venceram por 2 a 1 e forçaram uma terceira partida, já que o saldo de gols não era critério de desempate nos dois primeiros jogos. O duelo decisivo, também em Goiânia, terminou em 0 a 0, garantindo o título ao Cruzeiro.

Originalmente, a Copa Centro-Oeste oferecia ao campeão uma vaga na Copa Conmebol. No entanto, como o Cruzeiro já disputava a Copa Mercosul no mesmo período, a vaga foi herdada pelo vice-campeão Vila Nova, que acabou eliminado pelo CSA nas oitavas de final.

A campanha do Cruzeiro:
10 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 21 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Eugênio Sávio/Placar

Cruzeiro Campeão Mineiro 2026

Depois de sete anos e algumas privações, o Cruzeiro voltou a comemorar o título mineiro em 2026. O clube chegou ao 39º estadual de sua história. Mais do que isso, também evitou a sétima conquista consecutiva de seu maior rival.

Doze equipes participaram do campeonato, divididos em três grupos, em uma primeira fase que times do mesmo grupo não se enfrentaram. Nas oito partidas disputadas, a Raposa fez cinco vitórias e três derrotas, que deram a liderança do grupo C com 15 pontos. Na semifinal, o Cruzeiro passou pelo Pouso Alegre com duas vitórias, por 2 a 1 na ida fora de casa, e por 1 a 0 no Mineirão.

Na final, o Cruzeiro encontrou o Atlético-MG, que na etapa anterior passou pelo América-MG. Em jogo único no Mineirão, o time comandado por Tite foi mais eficiente e venceu por 1 a 0, gol marcado por Kaio Jorge. Após uma pancadaria generalizada no gramado, a Raposa comemorou o título estadual.

A campanha do Cruzeiro:
11 jogos | 8 vitórias | 0 empates | 3 derrotas | 18 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Gustavo Martins/Cruzeiro

Cruzeiro Campeão Mineiro 1984

Após sete complicados anos de espera, o Cruzeiro voltou a comemorar o título mineiro em 1984. O clube chegou ao 21º título estadual da melhor maneira que poderia fazer: goleando o rival e acabando de vez com sua hegemonia. Um título para relembrar os grandes tempos que foram a década de 1970.

O regulamento do estadual naquele ano foi desenvolvido com 14 participantes. Nas duas primeiras fases, os times se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando à semifinal. Os vencedores foram à final, e cada ganhador de fase foi à decisão geral.

O Cruzeiro deu início à sua campanha com vitória por 4 a 2 sobre o Guarani de Divinópolis em casa. Nos outros 12 jogos da Taça Minas Gerais, venceu mais oito, empatou dois e perdeu dois, encerrando na liderança com 20 pontos, seguido por Guarani, Villa Nova e América. O Atlético foi apenas o sexto.

Na semifinal da primeira fase, a Raposa passou pelo Villa Nova depois de empatar a ida por 1 a 1 e vencer a volta por 3 a 2. Na final, o Cruzeiro bateu o América ao vencer duas vezes por 2 a 1, classificando-se à decisão geral.

Na segunda fase, o Cruzeiro começou com derrota por 1 a 0 para o Democrata de Sete Lagoas. A primeira vitória aconteceu na terceira partida, por 3 a 0 sobre o Tupi. Nos demais 11 jogos, venceu cinco e empatou seis, encerrando em segundo lugar com 18 pontos, dois a menos que o líder Atlético. Na semifinal, a Raposa superou o Valeriodoce com vitórias por 1 a 0 na ida e por 2 a 0 na volta.

Na decisão, o Cruzeiro encontrou o Atlético, que avançou ao eliminar o Democrata de Governador Valadares. Duas coisas podiam acontecer no Mineirão: ou os alvinegros venciam e confirmavam mais dois jogos na final geral, ou os cruzeirenses antecipavam o título. Deu a segunda opção. Na ida, a Raposa goleou o rival por 4 a 0 e encaminhou o título, com dois gols de Carlinhos, um de Tostão e um de Carlos Alberto Seixas. Na volta, o Cruzeiro perdeu por 1 a 0, resultado que não reduziu a festa azul.

A campanha do Cruzeiro:
34 jogos | 21 vitórias | 9 empates | 4 derrotas | 59 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Armênio Abascal/Placar

Cruzeiro Campeão Mineiro Feminino 2025

O Cruzeiro segue crescendo no futebol feminino. Em 2025, as Cabulosas alcançaram o tricampeonato e o quarto título mineiro da história, mantendo a hegemonia estadual em uma temporada que ainda teve o vice-campeonato no Brasileirão Série A1, que valeu a inédita classificação para a Libertadores de 2026.

O campeonato contou com a participação de seis equipes na primeira fase. O Cruzeiro encerrou a fase classificatória na liderança isolada, com quatro vitórias, um empate e 13 pontos em cinco partidas, destacando a goleada por 21 a 0 sobre o Araguari. Na semifinal, o desafio foi contra o Itabirito, e o favoritismo se confirmou com uma vitória por 2 a 1 na ida fora, e empate em 2 a 2 na volta em casa.

A final reservou o clássico contra o América-MG, este após eliminar o Atlético-MG. No primeiro jogo, no Independência, as Cabulosas venceram por 4 a 0 e encaminharam a conquista. Na segunda partida, na Arena Gregorão, em Contagem, o empate em 2 a 2 valeu o título, com gols anotados por Letícia e Byanca Brasil.

A campanha do Cruzeiro:
9 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 48 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Tiago Trindade/FMF

Cruzeiro Campeão Mineiro 1977

Visando se recuperar das sucessivas derrotas que tivera em 1977, o Cruzeiro entrou com tudo para buscar o título mineiro daquele ano. Em abril, o clube viu a chance do penta estadual escapar para o Atlético. Em setembro, perdeu a final da Libertadores para o Boca Juniors. Ainda houve o vice no Mundial para o Bayern de Munique, em dezembro de 1976. Era preciso se redimir, e o melhor caminho foi a conquista do 20º estadual.

O Mineiro de 1977 teve um regulamento bem simples se comparado ao de 1976, que extrapolou a temporada até abril do ano seguinte e obrigou o próximo a ser mais curto. Foram 12 participantes na disputa de dois turnos. O líder de cada turno se garantiu na final.

A estreia do Cruzeiro no estadual foi diante do Valeriodoce, com goleada por 5 a 1. Depois, o time obteve mais oito vitórias, um empate e uma derrota nas dez partidas restantes. Foi uma ótima campanha, exceto pelo revés por 3 a 0 para o Atlético, que tirou a chance da Raposa se classificar para a final já no primeiro turno. Com 19 pontos, a equipe ficou em segundo lugar e viu o próprio rival ficar na liderança, com 20 pontos.

No segundo turno, a Raposa iniciou vencendo o Uberaba por 3 a 0. Na sequência, vieram mais sete vitórias, dois empates e uma derrota para o time azul, que somou 18 pontos. O Cruzeiro teve menos tropeços que os rivais e conseguiu a classificação para a final com um ponto de vantagem para o Atlético e dois para o América. Na última rodada, os cruzeirenses seguraram o empate por 0 a 0 no clássico com os atleticanos e evitaram o título antecipado do adversário.

A taça acabou decidida na final. Foram marcados dois jogos no Mineirão, com possibilidade de uma terceira partida. No primeiro confronto, 11 dias após ser vice da Libertadores, o Cruzeiro perdeu por 1 a 0. No segundo jogo, a Raposa venceu por 3 a 2 e forçou a partida extra. O terceiro encontro também aconteceu no Mineirão, e o Cruzeiro voltou a vencer, por 3 a 1, para ficar com o título.

A campanha do Cruzeiro:
25 jogos | 19 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 49 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Arquivo/Cruzeiro

Cruzeiro Campeão Mineiro Feminino 2024

Com um time que fortalece a cada ano, o Cruzeiro chegou ao bicampeonato do Mineiro Feminino em 2024. É o terceiro título estadual conquistado pelas Cabulosas, que encerrou uma temporada de grandes campanhas nas competições nacionais, com o vice na Supercopa e a ida até as quartas de final no Brasileirão.

O estadual teve sete participantes, que se enfrentaram em turno único na primeira fase. Em seis partidas, o Cruzeiro conseguiu cinco vitórias e um empate. Algumas goleadas foram aplicadas, como os 11 a 0 sobre o Valadares, os 7 a 0 sobre o Betim, os 8 a 0 sobre o Nacional VRB e os 4 a 0 sobre o rival Atlético-MG. A equipe cruzeirense se classificou na primeira colocação, com 16 pontos.

Na semifinal, as Cabulosas eliminaram o Nacional VRB com mais duas goleadas, por 11 a 0 e por 6 a 0. Na final, em partida única contra o América-MG no Mineirão, o título foi conquistado com vitória por 3 a 0, gols marcados por Rafa Andrade, Marília e Gio Oliveira.

A campanha do Cruzeiro:
9 jogos | 8 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 54 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Cris Mattos/FMF

Cruzeiro Campeão Mineiro 1975

O Cruzeiro deu continuidade a um dos períodos mais vencedores de sua história em 1975, com o tetracampeonato mineiro. No Campeonato Brasileiro, porém, o time bateu novamente na trave e ficou com outro vice, para o Internacional. Uma segunda colocação que viraria ouro no ano seguinte, com a conquista inédita da Libertadores.

O Campeonato Mineiro teve 16 participantes. Na primeira fase, eles foram divididos em dois grupos cruzados. O líder de cada chave jogou a final da fase e os quatro melhores por grupo avançaram à segunda fase. Na outra etapa, os oito classificados se enfrentaram uma vez, mas divididos em mais dois grupos. Os líderes e as duas melhores pontuações avançaram ao quadrangular que decidiu o campeão.

A Raposa iniciou a campanha no grupo A e estreou com empate por 2 a 2 com o rival Atlético. A primeira vitória veio na rodada seguinte, por 2 a 1 sobre o Valeriodoce. Nos seis jogos seguintes, o time venceu quatro e empatou dois, que garantiram a liderança com 13 pontos. Na outra chave, o ESAB de Contagem surpreendeu Atlético e América e passou à final da primeira fase. Na primeira partida, o Cruzeiro goleou o adversário por 6 a 2. No segundo jogo, venceu por 1 a 0.

Na segunda fase, a Raposa começou com derrota por 1 a 0 para a Caldense. No segundo jogo venceu o União Tijucana pelo mesmo placar. Nas outras cinco partidas, o Cruzeiro venceu três, empatou um e perdeu uma, que colocaram a equipe apenas em segundo lugar no grupo B, com nove pontos. Mas o time foi ao quadrangular final pelo índice técnico, ao lado do América e atrás de Atlético e Caldense.

O quadrangular final foi disputado apenas em fevereiro de 1976 (foram seis meses de pausa), no Mineirão. O Cruzeiro entrou na decisão com um ponto extra graças à conquista da primeira fase. O Atlético também ganhou um ponto devido ao título da Taça Minas Gerais. Porém, a Raposa não deu chance alguma ao rival. Na estreia, goleou a Caldense por 4 a 1. Nos quatro jogos seguintes, venceu todos. Na última rodada, ganhou do Atlético por 1 a 0, levando o tetra e o 19º estadual. 

A campanha do Cruzeiro:
23 jogos | 17 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 42 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Alberto Carlos/Placar

Cruzeiro Campeão Mineiro 1974

Em 1974, o Cruzeiro ficou bem próximo de conquistar o título brasileiro, mas parou no Vasco e acabou com o vice-campeonato. Por outro lado, o clube manteve sua forte hegemonia no Campeonato Mineiro, chegando ao tricampeonato e ao 18º título estadual ao todo.

O estadual daquela temporada teve a presença de 14 equipes. Na primeira fase, elas foram divididas em dois grupos e turno único. As quatro melhores de cada grupo avançaram. Na segunda fase, oito times jogaram em grupo e turno únicos, com seis vagas para o que seria o hexagonal final: os quatro melhores colocados e as duas melhores médias de renda de público entre os demais. A fase final teve dois turnos.

O Cruzeiro iniciou a campanha no grupo B, contra Villa Nova, Uberaba, Valeriodoce, ESAB de Contagem, Uberlândia e Atlético de Três Corações. Na estreia, a equipe empatou sem gols com o Villa Nova. Depois, venceu o Valeriodoce por 1 a 0 fora de casa. Com mais quatro vitórias nas quatro partidas seguintes, a Raposa se classificou na liderança da chave, com 11 pontos.

Na segunda fase, Cruzeiro, Villa Nova, Uberaba e Valeriodoce se juntaram a Atlético, América, Caldense e Nacional de Muriaé. A Raposa iniciou com vitória por 4 a 0 sobre o Valeriodoce, seguido por mais quatro triunfos, um empate e uma derrota. Com 11 pontos, o time se classificou em primeiro.

A fase final era para ter sido um hexagonal, mas uma suposta fraude nas rendas de público do Valeriodoce obrigou a Federação Mineira a classificar todos os clubes entre o quinto e oitavo lugares da etapa anterior. Assim, a disputa virou um octogonal. Na estreia, o Cruzeiro venceu o próprio Valeriodoce por 3 a 0. Nos 12 jogos seguintes, conseguiu mais nove vitórias e três empates.

A Raposa chegou para a última rodada do octogonal com 23 pontos, empatado com o Atlético, mas com uma vitória a menos. Um clássico no Mineirão decidiu o título entre os rivais. Precisando da vitória, o Cruzeiro se mostrou melhor em campo e conseguiu o título ao fazer 2 a 1.

A campanha do Cruzeiro:
27 jogos | 21 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 69 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Célio Apolinário/Placar

Cruzeiro Campeão Mineiro 1973

A metade da década de 1970 foi uma das melhores da história do Cruzeiro. Apesar de o clube não ter conquistado o Brasileiro em 1974 e 1975 (foi vice duas vezes), levou a taça da Libertadores em 1976. Mas antes, o time precisava ter a hegemonia em Minas Gerais. Em 1973, foi bicampeão estadual, metade do caminho de um tetra.

O Campeonato Mineiro teve 16 participantes. Na primeira fase, sete equipes disputaram três vagas, divididas em dois grupos. Na segunda fase, as três classificadas foram juntadas aos outros nove times, novamente em duas chaves, e em dois turnos. Na terceira fase, os grupos foram mantidos com quatro classificados de cada, mas com enfrentamentos cruzados. Na fase final, finalmente, quatro equipes jogaram o quadrangular do título.

A campanha da Raposa teve início na segunda fase. No grupo A, os adversários foram América, Villa Nova, Atlético de Três Corações, Uberlândia e Nacional de Uberaba. Na estreia, venceu o Nacional por 3 a 0 em Belo Horizonte. Nas nove partidas seguintes, a equipe teve mais quatro vitórias, quarto empates e uma derrota. Com 14 pontos, terminou em primeiro lugar na chave.

Na segunda fase, o Cruzeiro avançou com América, Villa Nova e Atlético de Três Corações, contra o grupo B, com Atlético, Valeriodoce, Uberaba e Caldense. O primeiro jogo teve vitória por 3 a 0 sobre o Valeriodoce fora de casa. Nos outros sete jogos, a Raposa venceu seis e perdeu um, voltando a ficar na liderança com 14 pontos.

Enfim, o quadrangular final chegou com Cruzeiro, Atlético, América e Uberaba, todo disputado no Mineirão. A Raposa começou com empate sem gols com o Uberaba e seguiu com duas vitórias, um empate e uma derrota até a penúltima rodada. Com seis pontos, o Cruzeiro chegou para o último jogo na liderança, seguido por América e Uberaba com cinco e Atlético com quatro. Todos tinham chance, mas só a Raposa dependia de si própria. E conseguiu o 18º título estadual ao bater o maior rival por 1 a 0.

A campanha do Cruzeiro:
24 jogos | 15 vitórias | 6 empates | 3 derrotas | 33 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Jairo Brasil/Placar

Cruzeiro Campeão Mineiro 1972

Depois de dois vices consecutivos, um para o Atlético e outro para o América, o Cruzeiro voltou a ser campeão mineiro em 1972. O time chegou ao 17º título estadual depois de fazer uma grande campanha, mas perseguido de perto pelo seu maior rival. A campanha foi o início de um tetracampeonato.

O estadual teve 20 participantes na disputa de quatro fases. Na primeira, 13 equipes atuaram divididas em três grupos de dois turnos. Na segunda, cinco classificados juntaram-se à Cruzeiro, Atlético, América, Valeriodoce, Uberlândia, Villa Nova e Tupi, em mais dois grupos com dois turnos. Na terceira, oito classificados ficaram em mais duas chaves, que foram cruzadas em dois turnos. Na fase final, quatro classificados disputaram o quadrangular do título, com possibilidade de jogos extras em caso de empate na pontuação.

Dispensado da fase inicial, a Raposa iniciou o estadual no grupo B da segunda etapa, contra Nacional de Uberaba, Atlético de Três Corações, Uberlândia, Villa Nova e Tupi. A estreia foi com empate por 2 a 2 com o Nacional fora de casa. Nos nove jogos seguintes, a equipe venceu mais cinco vezes e empatou quatro, garantindo a classificação na liderança, com 16 pontos.

Na terceira fase, o Cruzeiro ficou novamente no grupo B, enfrentando os times da chave A. O começo não foi bom com três empates por 0 a 0, contra Caldense, América e Valeriodoce. No quatro jogo do turno, outro empate por 1 a 1 no clássico com o Atlético. Mas a Raposa reagiu com quatro vitórias no returno e se classificou em primeiro de seu grupo, com 12 pontos.

O Cruzeiro chegou para o quadrangular final no Mineirão junto com Atlético, América e Atlético de Três Corações. A estreia foi com goleada por 4 a 0 sobre os tricordianos, seguido por mais duas vitórias, um empate e uma derrota até a penúltima rodada. A Raposa tinha sete pontos, assim como o Atlético. Na última partida, as equipes empataram o clássico por 1 a 1 e chegaram a oito pontos, forçando assim um jogo extra para a definição do título. E neste desempate deu Cruzeiro, na prorrogação, por 2 a 1.

A campanha do Cruzeiro:
25 jogos | 14 vitórias | 10 empates | 1 derrota | 36 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Célio Apolinário/Placar

Cruzeiro Campeão Mineiro Feminino 2023

Em Minais Gerais, o Cruzeiro reconquistou o título estadual feminino e freou o domínio do maior rival. Quatro anos depois da primeira conquista, a Raposa evitou o tetra do Atlético-MG e chegou na segunda taça mineira, para coroar um bom 2023, em que chegou nas quartas de final do Brasileirão.

O Mineiro Feminino teve a participação de seis times, que jogaram em um só turno. Em cinco jogos, as Cabulosas venceram quatro e empataram uma, que rendeu a liderança da primeira fase com 13 pontos. Entre as vitórias, destaca-se os 28 a 0 sobre o Araguari. Na semifinal, foi a vez de eliminar o Nacional VRB, de Visconde do Rio Branco, ao fazer 6 a 0 na Toca da Raposa II.

A final foi no clássico com o Atlético, pela quinta vez consecutiva e após o rival tirar o América-MG na semi. A partida única aconteceu no Independência e acabou vencida pelo Cruzeiro por 1 a 0, gol anotado por Byanca Brasil.

A campanha do Cruzeiro:
7 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 44 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Tiago Trindade/FMF

Cruzeiro Campeão da Supercopa Libertadores 1992

Enfim, o mata-mata perfeito. A Supercopa Libertadores de 1992 foi a primeira contar com 16 participantes, dados o retorno do Atlético Nacional e a entrada do recém-campeão São Paulo no torneio. Com isso, todos os times passaram a entrar na mesma fase, sem precisar pular etapas antes ou depois.

Mas a competição não ficou marcada apenas por isso, e sim por ter tido o primeiro bicampeão da história. O Cruzeiro manteve o pique do título um ano depois e chegou à segunda taça com uma campanha menos tensa que a anterior. Nas oitavas de final contra o Atlético Nacional, conseguiu a classificação com empate por 1 a 1 em Medellín, e uma estrondosa goleada por 8 a 0 em Belo Horizonte. Cinco gols foram anotados por Renato Gaúcho.

Embaladíssimo para as quartas, a Raposa enfrentou o River Plate. O primeiro jogo foi no Mineirão, e a vitória foi mais econômica, por 2 a 0. A segunda partida, no Monumental, foi marcada pelo sofrimento, pois a Raposa segurava o empate até os 43 minutos do segundo tempo. Dois pênaltis foram assinalados contra, e Cruzeiro levou 2 a 0 até os 46. Nos pênaltis, o alívio veio na vitória por 5 a 4.

O Cruzeiro avançou à semifinal. O adversário foi o Olimpia, com o primeiro jogo realizado no Defensores del Chaco, em Assunção. Contra a pressão rival, a Raposa venceu por 1 a 0 e abriu vantagem. A segunda partida foi no Mineirão, e a classificação foi confirmada com empate por 2 a 2.

A decisão da Supercopa repetiu 1988, contra o Racing. Os argentinos superaram Independiente, Nacional e Flamengo. A ida da revanche cruzeirense foi no Mineirão. Sem dar chances ao azar, os brasileiros venceram por 4 a 0, com dois gols de Renato Gaúcho, um de Boiadeiro e outro de Luís Fernando Flores. A volta foi no El Cilindro, e bastou à Raposa cozinhar o tempo. O time sofreu um gol a cinco minutos do fim e perdeu por 1 a 0, mas nem por isto a festa do bicampeonato foi menor.

A campanha do Cruzeiro:
8 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 18 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Arquivo/Revista Sólo Fútbol

Cruzeiro Campeão da Supercopa Libertadores 1991

Depois de três edições com somente um vice-campeonato, o Brasil chegou ao primeiro título da Supercopa Libertadores em 1991. E foi logo com o clube que amargou a segunda posição em 1988, o Cruzeiro. Antes, a competição teve entrada do Colo-Colo, novo campeão da Libertadores que fez o número de participantes voltar para 14, visto que o Atlético Nacional optou por não disputar, mesmo sem estar mais punido pela Conmebol. 

Para chegar ao primeiro título na Supercopa, o time mineiro superou uma campanha emocionante. Nas oitavas de final, enfrentou o Colo-Colo. O primeiro jogo foi em Belo Horizonte, e ficou empatado por 0 0. A segunda partida foi em Santiago, e outro empate sem gols levou o confronto aos pênaltis, onde a Raposa venceu por 4 a 3.

Nas quartas foi a vez de encarar o Nacional do Uruguai. Na ida, no Mineirão, o Cruzeiro goleou por 4 a 0, com três gols do atacante Charles e outro de Boiadeiro. Na volta, no Centenário, a equipe teve uma má atuação e perdeu por 3 a 0, obtendo a classificação na base do drama e da tensão.

A semifinal foi disputada contra o Olimpia, defensor da taça. Assim como duas fases antes, os mineiros tiveram dois empates nos confronto, por 1 a 1 em Belo Horizonte e por 0 a 0 no Paraguai. Os pênaltis fizeram novamente a felicidade cruzeirense, com a vitória por 5 a 3 e a vaga na final.

Na decisão, a Raposa enfrentou o River Plate, que bateu Grêmio, Flamengo e Peñarol. O primeiro jogo foi no Monumental, e o Cruzeiro saiu derrotado por 2 a 0. O segundo jogo foi no Mineirão. Precisando de gols, a Raposa foi ao ataque e a todo custo conseguiu o objetivo. Ademir abriu o placar no primeiro tempo e Mário Tilico anotou dois gols no segundo tempo. Com a vitória por 3 a 0, o Cruzeiro chegou ao histórico título, um dos primeiros que consolidaram a fama de copeiro ao clube.

A campanha do Cruzeiro:
8 jogos | 2 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 8 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Nélio Rodrigues/Placar

Cruzeiro Campeão Brasileiro Série B 2022

Foram três anos de sofrimento, incerteza e distância da elite do futebol brasileiro. Mas costumam dizer que são das dificuldades que sem vem a força. O Cruzeiro provou o gosto da Série B da pior forma, pois não conseguiu o acesso imediato após o rebaixamento em 2019. Ao contrário, chegou a flertar com a terceira divisão em alguns momentos. Até que 2022 chegou trazendo de volta uma antiga cria da casa, disposta a levantar o clube mais uma vez.

Depois de 28 anos, Ronaldo Fenômeno desembarcou em Belo Horizonte para adquirir a SAF cruzeirense. O ídolo tornou-se dono do futebol da Raposa e deu início ao processo de renovação do time. Em campo, um elenco renovado. No banco de reserva, o técnico uruguaio Paulo Pezzolano.

A Série B de 2022 contou outra vez com cinco campeões de Série A: Cruzeiro, Grêmio, Bahia, Vasco e Guarani, além do Criciúma vencedor da Copa do Brasil. Mas a Raposa não deu bola para os adversários e foi rumo ao acesso e ao título com uma campanha arrasadora. É bem verdade na estreia que o time perdeu por 2 a 0 para o Bahia em Salvador, porém esta foi uma das pouquíssimas derrotas no campeonato. Até a conquista inédita, foram só três reveses azuis. A primeira vitória veio no Mineirão, na segunda rodada, por 1 a 0 sobre o Brusque. A liderança foi obtida para não ser mais perdida na sétima partida, na vitória por 1 a 0 sobre o Náutico em Recife.

O acesso à primeira divisão chegou na 31ª rodada - com sete rodadas de antecedência -, na vitória por 3 a 0 sobre o Vasco no Mineirão. Na partida seguinte, o Cruzeiro goleou por 4 a 1 a Ponte Preta no Mineirão. Dois dias depois, o Grêmio perdeu para o Sampaio Corrêa e o Bahia caiu ante a Chapecoense. A combinação de resultados tornou possível a conquista antecipada do título cruzeirense, com 71 pontos em 32 jogos, 18 a mais que os gremistas e 19 a mais que os baianos.

A campanha do Cruzeiro:
38 jogos | 23 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 57 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Thomas Santos/Staff Images/Cruzeiro

Cruzeiro Campeão da Libertadores 1997

A segunda metade dos anos 90 marcou o maior domínio brasileiro visto na Libertadores até então. Foram quatro títulos em cinco edições entre 1995 e 1999. A jornada iniciada pelo Grêmio só foi quebrada em 1996, com o River Plate. Dali para frente o país emendou três taças, começando pelo Cruzeiro em 1997.

O clube quebraria uma fila de 21 anos no torneio, o qual garantiu sua vaga ao vencer a Copa do Brasil do ano anterior. Ao lado do Grêmio e dos peruanos Alianza Lima e Sporting Cristal, a Raposa ficou no grupo 4.

Mas o começo do clube mineiro foi péssimo: derrotas por 2 a 1 para o Grêmio, em pleno Mineirão, e mais duas por 1 a 0 para o Alianza e o Cristal, em Lima. A recuperação cruzeirense aconteceu a tempo com três vitórias no returno, por 1 a 0 sobre o Grêmio no Olímpico, por 2 a 0 sobre o Alianza Lima e 2 a 1 sobre o Sporting Cristal, as duas no Mineirão. Com nove pontos, o time ficou em segundo lugar, três pontos atrás dos gaúchos e um à frente do Cristal.

E quem pensa que as coisas seriam mais fáceis no mata-mata se enganou. O Cruzeiro enfrenou o El Nacional, do Equador, nas oitavas de final. Perdeu por 1 a 0 em Quito e fez 2 a 1 em Belo Horizonte, se classificando ao vencer por 5 a 3 nos pênaltis.

Nas quartas, em novos encontros com o Grêmio, a Raposa venceu por 2 a 0 no Mineirão e perdeu por 2 a 1 no Olímpico. A semifinal foi contra o Colo Colo. No Mineirão, vitória simples por 1 a 0. Em Santiago, o time chileno aplicou 3 a 2 e o Cruzeiro precisou novamente dos pênaltis, vencendo por 4 a 1.

Na final, o reencontro com o Sporting Cristal, que eliminou Vélez Sarsfield, Bolívar e Racing. A partida de ida foi em Lima, e o time treinado por Paulo Autuori segurou o 0 a 0 no placar. Foi o único jogo sem derrota que o Cruzeiro teve como visitante em toda a competição.

A volta foi em Belo Horizonte, e 95 mil torcedores viram no Mineirão o time de Dida, Palhinha, Ricardinho e Marcelo Ramos conseguir a vitória por 1 a 0, gol marcado por Elivélton. Mesmo com os problemas e as críticas, o Cruzeiro conquistava o bicampeonato da Libertadores.

A campanha do Cruzeiro:
14 jogos | 7 vitórias | 1 empate | 6 derrotas | 15 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Eugênio Sávio/Placar

Cruzeiro Campeão da Libertadores 1976

O domínio castelhano na Libertadores foi longo, principalmente com a Argentina. Mas o Brasil quebraria essa história em 1976. Vice-campeão brasileiro de 1975, o Cruzeiro, garantiu vaga para sua terceira participação no torneio sul-americano. Nada foi capaz de parar a Raposa.

No grupo 3 da primeira fase, ao lado dos paraguaios Olimpia e Sportivo Luqueño e do próprio Internacional, o Cruzeiro começou a competição com históricos 5 a 4 sobre os gaúchos no Mineirão. Na sequência, a Raposa foi ao Paraguai e fez 3 a 1 sobre o Luqueño e 2 a 2 com o Olimpia. No returno, 4 a 1 sobre o Luqueño em Belo Horizonte e 2 a 0 sobre o Inter no Beira-Rio. A fase foi encerrada com goleada por 4 a 1 sobre o Olimpia, em casa. O Cruzeiro se classificou marcando 11 pontos.

Na fase semifinal, os adversários foram a LDU Quito, do Equador e o Alianza Lima, do Peru. A campanha recomeçou fora de casa, com 3 a 1 sobre os equatorianos e 4 a 0 sobre os peruanos. Quando então ocorreu uma tragédia: a morte do atacante Roberto Batata em um acidente de carro. De luto, os cruzeirenses homenagearam o colega com uma goleada de 7 a 1 sobre o Alianza, no Mineirão. A vaga na final foi confirmada com 4 a 1 sobre a LDU.

O adversário na decisão foi o River Plate, que superou na semi o Independiente e o Peñarol. A ida foi no Mineirão, e o Cruzeiro goleou os argentinos por 4 a 1. A volta foi no Monumental de Nuñez, mas a Raposa perdeu por 2 a 1.

Assim, restou fazer uma partida extra no Chile, no Nacional de Santiago. Lá, os mineiros fizeram dois gols mas cederam o empate em seguida. Até que, aos 43 minutos do segundo tempo, o Cruzeiro teve uma falta frontal. Nelinho estava pronto para bater, quando Joãozinho se intrometeu e colocou a bola no ângulo. A vitória por 3 a 2 fez da Raposa campeã da Libertadores de 1976 com justiça, consagrando o elenco de Raul, Nelinho, Piazza, Palhinha e Jairzinho.

A campanha do Cruzeiro:
13 jogos | 11 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 46 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Célio Apolinário/Placar

Cruzeiro Campeão da Copa Sul-Minas 2002

A última edição da Copa Sul-Minas, em 2002, foi o pilar de um plano que pretendia revolucionar o calendário do futebol brasileiro através do sistema quadrienal. A ideia era que os torneios regionais suplantassem os campeonatos estaduais, que passariam a ser disputados apenas por clubes de menor expressão. Sob esse novo conceito, a competição foi transformada em uma liga, na qual os 16 participantes se enfrentavam em turno único. O regulamento ainda previa um sistema de rebaixamento, com a equipe de pior campanha de cada estado seria substituída pelo respectivo campeão estadual do ano anterior.

Campeão vigente, o Cruzeiro entrou na disputa focado no bicampeonato e demonstrou sua força logo na estreia ao bater o Athletico-PR por 2 a 0, em Curitiba. A Raposa iniciou o certame de forma avassaladora, acumulando quatro vitórias consecutivas até sofrer o primeiro tropeço: um empate por 3 a 3 contra o Internacional, em Porto Alegre.

Contudo, o grande cartão de visitas daquela campanha foi a histórica goleada de 7 a 0 sobre o América-MG, na sexta rodada, uma exibição de gala em Belo Horizonte. Ao fim da primeira fase, o Cruzeiro ostentava números incontestáveis: 11 vitórias, dois empates e apenas duas derrotas, garantindo a liderança isolada com 35 pontos, seis a mais que o vice-líder Athletico-PR.

Na semifinal, o chaveamento impôs dois clássicos contra o Atlético-MG. Após dois empates por 1 a 1 no Mineirão, a Raposa levou a melhor nos pênaltis, vencendo por 4 a 2 e carimbando a vaga na final.

A decisão foi um embate contra o Athletico-PR, que ostentava o título de campeão brasileiro da época e passou pelo Grêmio na semifinal. No jogo de ida, na Arena da Baixada, o Cruzeiro deu um passo gigante rumo à taça ao vencer por 2 a 1. O confronto decisivo ocorreu no Mineirão. Com um gol do ídolo argentino Juan Pablo Sorín, que realizava ali sua partida de despedida antes de partir para a Europa, o Cruzeiro venceu por 1 a 0 e sagrou-se bicampeão da última Copa Sul-Minas da história.

Apesar do sucesso, o projeto do calendário quadrienal foi atropelado pela implementação do Campeonato Brasileiro de pontos corridos em 2003. Com a mudança de rumos da CBF, os torneios regionais foram descontinuados e os clubes grandes retornaram definitivamente aos seus estaduais. Um esboço de competição unindo o Sul e Minas Gerais só voltaria a ganhar entre 2016 e 2017, com a criação da Primeira Liga. Em 2026, seria instituída a Copa Sul-Sudeste, em formato inédito.

A campanha do Cruzeiro:
19 jogos | 13 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 39 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Eugênio Sávio/Placar

Cruzeiro Campeão da Copa Sul-Minas 2001

Com a manutenção do regulamento, o ano de 2001 marcou o início de uma era de domínio celeste na Copa Sul-Minas. O Cruzeiro não deu chances aos seus adversários e, de forma invicta, conquistou o primeiro de seus dois títulos na competição. O feito estabeleceu um marco inédito no futebol brasileiro: um mesmo clube sagrava-se campeão por duas regiões diferentes, já que a Raposa havia levantado a taça da Copa Centro-Oeste apenas dois anos antes.

Os 12 participantes foram definidos com base na classificação dos campeonatos estaduais do ano anterior. Desta vez, a distribuição de vagas foi equilibrada, com três equipes representando cada um dos quatro estados.

Sorteado no Grupo C, o Cruzeiro iniciou sua jornada com autoridade, vencendo o Internacional por 2 a 0 em pleno Beira-Rio. Sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o time manteve uma regularidade impressionante: bateu o Paraná em casa por 3 a 1 e, após um empate sem gols contra o Joinville em Santa Catarina, goleou os catarinenses por 4 a 0 no Mineirão.

A fase de grupos foi encerrada com um empate por 1 a 1 em Curitiba e um 2 a 2 em Belo Horizonte contra o Inter. Com 12 pontos e nenhuma derrota, o Cruzeiro avançou na liderança absoluta da chave.

A semifinal reservou um ingrediente especial: dois clássicos contra o maior rival, o Atlético-MG, ambos disputados no Mineirão. Após um empate tenso por 1 a 1 no primeiro duelo, a equipe de Felipão impôs sua superioridade no jogo de volta, vencendo por 3 a 1 e garantindo a classificação para a grande decisão.

O Coritiba foi o último obstáculo no caminho celeste, após os paranaenses terem eliminado o Grêmio. A cruzada invicta teve seus capítulos finais escritos no Couto Pereira e no Mineirão. No jogo de ida, na capital paranaense, o Cruzeiro construiu uma vantagem confortável ao vencer por 2 a 0.

Na volta, diante de sua torcida, a Raposa não diminuiu o ritmo e aplicou um sonoro 3 a 0. Os gols de Jorge Wagner, Geovanni e Marcelo Ramos, todos marcados em um segundo tempo avassalador, selaram o título. Aquela conquista regional foi o grande oásis para o torcedor cruzeirense em 2001, um ano em que o clube acabou decepcionando nas campanhas do Campeonato Mineiro, da Libertadores, da Copa dos Campeões e do Brasileirão.

A campanha do Cruzeiro:
10 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 0 derrotas | 21 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Eugênio Sávio/Placar

Cruzeiro Campeão da Recopa Sul-Americana 1998

A primeira era da Recopa Sul-America estava próxima do fim. Depois do título gremista em 1996, a Conmebol organizou só mais duas edições antes da paralisação. Em 1997, dois argentinos na partida realizada em Kobe. Vélez Sarsfield e River Plate empataram por 1 a 1 no tempo normal, e nos pênaltis a equipe do Liniers venceu por 4 a 2.

A edição de 1998 deveria ter ocorrido como as anteriores, com jogo único no Japão, mas Cruzeiro, River Plate e Conmebol não conseguiram acertar uma data para a disputa. O ano passou, as duas equipes até se enfrentaram pela Copa Mercosul, mas nada foi decidido.

Então chegamos em 1999. Coincidentemente, brasileiros e argentinos ficaram novamente no mesmo grupo da Mercosul. Assim, para não deixar passar mais um cavalo encilhado, a Conmebol utilizou os dois confrontos para definir o campeão da Recopa equivalente a 1998. Os jogos aconteceram entre agosto e setembro. Não se confunda: as partidas foram em 1999, mas valeram por 1998.

A ida foi em Belo Horizonte, no Mineirão. Com tranquilidade, o Cruzeiro conseguiu abrir uma boa vantagem, vencendo por 2 a 0, gols de Müller e Geovanni. A volta foi em Buenos Aires, no Monumental de Nuñez. Pouco mais de 20 mil argentinos se animaram a ver um River Plate quase eliminado na Mercosul e que precisava devolver três gols. A trinca foi marcada, mas pela Raposa.

Aos 18 minutos do primeiro tempo, Geovanni recebeu lançamento de Marcos Paulo, arrancou pelo lado esquerdo e fez um lindo gol por cobertura, sem chances para o goleiro Bonano. Aos 37 minutos do segundo tempo, o meia Paulo Isidoro sofreu pênalti. Marcelo Ramos cobrou no meio do gol, marcando o segundo cruzeirense. O terceiro gol saiu aos 47 minutos, com o lateral Gustavo entrando pela direita e chutando cruzado.

O 3 a 0 no placar consumou a primeira conquista da Recopa para o Cruzeiro, que assim superou os vices seguidos de 1992 e 1993. E após 1998/99, a competição entrou em recesso. Sem Copa Conmebol, e com Mercosul e Merconorte dividindo o confederação, não havia mais adversário para confrontar com o vencedor da Libertadores até 2002.


Foto Arquivo/Jornal Hoje em Dia

Cruzeiro Campeão Mineiro 2019

O Cruzeiro é mais uma vez campeão mineiro. O time celeste conseguiu seu 39º estadual de maneira invicta, algo que aconteceu pela última vez há exatos dez anos. A Raposa teve sete vitórias e quatro empates na primeira fase, ficando na vice-liderança com 25 pontos.

Nas quartas de final, eliminou o Patrocinense ao golear por 5 a 0 no Mineirão. Na semifinal, passou pelo América-MG com duas vitórias: 3 a 2 fora e 3 a 0 em casa.

Na final, enfrentou mais uma vez seu maior rival, o Atlético-MG. Na ida no Mineirão, vitória cruzeirense por 2 a 1. Na volta no Independência, empate por 1 a 1, com o gol do título marcado pelo atacante Fred, de pênalti. Desta forma, a Raposa manteve a hegemonia em Minas Gerais, agora como bicampeão.


Foto Divulgação/O Tempo