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Vitória Campeão da Copa do Nordeste 2026

A Copa do Nordeste passou por uma profunda reestruturação em 2026, impulsionada pela reformulação do calendário promovida pela CBF. A principal alteração foi a extinção da fase preliminar, garantindo 20 clubes diretamente na fase de grupos e premiando o campeão com uma vaga na terceira fase da Copa do Brasil de 2027.

O novo formato gerou debates ao ser disputado simultaneamente às competições continentais, determinando a exclusão dos clubes que disputavam a Copa Libertadores ou a Copa Sul-Americana. A medida deixou de fora o então defensor do título, o Bahia, que acabou sendo eliminado ainda na segunda fase da pré-Libertadores e ficou de fora também de todos os torneios continentais, sobrando apenas o Campeonato Baiano no primeiro semestre.

Sob o novo regulamento, o Vitória voltou a erguer o troféu regional após 16 anos de jejum. O resultado garantiu o pentacampeonato da competição ao Leão da Barra, somando-se a 1997, 1999, 2003 e 2010. A marca ainda poder chegar a seis títulos se for contabilizado o Torneio José Américo de Almeida Filho de 1976, que não é considerado de maneira oficial pela CBF.

As 20 equipes foram distribuídas em quatro grupos de cinco integrantes, no qual as chaves A e B se enfrentaram em turno único, assim como os grupos C e D. No Grupo A, o Vitória teve uma estreia instável ao ser superado pelo Botafogo-PB por 2 a 1, no Barradão. A reação foi imediata na rodada seguinte, com uma vitória por 4 a 2 sobre o CRB no Rei Pelé, em Maceió. Na sequência da primeira fase, o Leão aplicou 4 a 1 sobre a Juazeirense e 3 a 1 sobre o Piauí, ambos em Salvador, além de empatar em 2 a 2 com o Confiança no Batistão, em Aracaju. Com dez pontos somados, a equipe baiana garantiu a liderança de sua chave.

No mata-mata, o Vitória manteve a força ofensiva. Nas quartas de final, disputada em jogo único no Barradão, superou o Ceará por 1 a 0. Na semifinal, contra o ABC, construiu uma vantagem expressiva ao aplicar 6 a 2 na partida de ida, em Salvador. No duelo de volta, confirmou a vaga na final com um triunfo por 4 a 3 na Arena das Dunas, em Natal.

Na decisão, o Vitória enfrentou o Fortaleza, que passou Confiança e Sport nas fases anteriores. No primeiro jogo, no Castelão, a equipe cearense largou na frente, mas o Vitória buscou a virada e venceu por 2 a 1, levando a vantagem para a partida decisiva. O confronto da volta, disputado diante de um Barradão lotado, seguiu um roteiro dramático: o Fortaleza abriu o placar, mas o Leão da Barra reagiu e construiu outra virada por 2 a 1, com gols anotados por Emmanuel Martínez e Renato Kayzer. O triunfo consagrou o Vitória como campeão da Copa do Nordeste de 2026 e o fez retornar ao topo dos maiores vencedores da história da competição.

A campanha do Vitória:
10 jogos | 8 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 29 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Divulgação/Flickr oficial da Copa do Nordeste

Bahia Campeão da Copa do Nordeste 2025

A Copa do Nordeste completou mais uma edição em 2025 reunindo 28 participantes, somadas as fases prévia e de grupos. A competição contou com uma mudança importante em seu regulamento: com o objetivo de otimizar o calendário do futebol nacional, a CBF determinou que os clubes se enfrentassem apenas dentro de seus próprios grupos na primeira fase, encerrando o formato de chaves cruzadas adotado entre 2019 e 2024.

Dentro de campo, o Bahia voltou a impor seu favoritismo para alcançar o pentacampeonato, repetindo os feitos de 2001, 2002, 2017 e 2021. Em paralelo com a disputa da Libertadores, que não disputava desde 1989, o clube recuperou a hegemonia e isolou-se no topo da galeria de maiores vencedores da história do torneio regional.

Sorteado no Grupo B da primeira fase, o Tricolor de Aço estreou em grande estilo ao golear o Sampaio Corrêa por 4 a 0 na Fonte Nova. Na rodada seguinte, empatou sem gols com a Juazeirense fora de casa, mas retomou o embalo ao aplicar um sonoro 5 a 1 sobre o América-RN em Salvador. A boa sequência prosseguiu com mais dois triunfos, por 2 a 1 sobre o CSA em Maceió e por 3 a 2 diante do Ceará em casa.

O único percalço do Bahia ao longo da campanha ocorreu no confronto atrasado da quinta rodada diante do Confiança, com derrota por 2 a 0 em Aracaju. Nesta partida, o técnico Rogério Ceni utilizou uma equipe repleta de garotos da base devido ao acúmulo de datas. Para fechar a fase inicial, o time tricolor superou o Náutico por 3 a 1 na Fonte Nova, carimbando a classificação na liderança do grupo com 16 pontos.

Nos confrontos eliminatórios, a força da torcida baiana na Fonte Nova fez a diferença. Nas quartas de final, o Esquadrão eliminou o Fortaleza ao ganhar por 2 a 1. Na semifinal, voltou a levar a melhor sobre o Ceará ao triunfar por 1 a 0, com um gol emocionante de Tiago marcado nos acréscimos da segunda etapa, aos 48 minutos.

A final trouxe um confronto entre o Bahia e o surpreendente Confiança, que desbancou Vitória e CSA no mata-mata. No jogo de ida, no Batistão, em Aracaju, o Bahia impôs sua superioridade técnica e construiu uma vantagem expressiva ao vencer por 4 a 1, com gols anotados por Luciano Rodríguez, Willian José, Rodrigo Nestor e Rezende. A partida de volta, na Fonte Nova, transformou-se em um espetáculo avassalador diante da torcida tricolor. Com uma atuação primorosa no primeiro tempo, o Bahia resolveu a decisão nos 45 minutos iniciais. Tiago brilhou ao anotar um hat-trick, acompanhado por gols de Rodríguez e Rezende. A goleada por 5 a 0 selou a conquista do quinto título da Copa do Nordeste, consagrando em definitivo a dinastia do Bahia no futebol regional.

A campanha do Bahia:
11 jogos | 9 triunfos | 1 empate | 1 derrota | 29 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Rafael Rodrigues/Bahia

Fortaleza Campeão da Copa do Nordeste 2024

A Copa do Nordeste completou 30 anos de história em 2024, alcançando 21 edições disputadas, sem contar os períodos de interrupção entre 1995 a 1996, 2004 a 2009 e 2011 a 2012. O torneio contou com 28 participantes: 16 na fase preliminar e 12 classificados diretamente para a fase de grupos, que se juntaram aos quatro sobreviventes da etapa prévia para formar duas chaves cruzadas de oito equipes.

O título ficou pela terceira vez com o Fortaleza, que estabeleceu um domínio impressionante ao conquistar metade das últimas seis taças disputadas. Somadas às conquistas do rival Ceará, o futebol cearense ergueu seis dos últimos dez troféus, em uma hegemonia estadual nunca vista no torneio.

No Grupo B, o Fortaleza viveu uma primeira fase com profundas oscilações. Em oito partidas, a equipe somou apenas duas vitórias, dois empates e quatro derrotas. Mas os oito pontos conquistados foram suficientes para classificar o Leão do Pici na vice-liderança de sua chave, escancarando um desequilíbrio estatístico: todos os clubes da chave A somaram mais pontos do que o próprio Fortaleza.

Na prática, a campanha tricolor o deixaria na lanterna se estivesse na outra chave, em posição que acabou ocupada pelo River, com dez pontos. A trajetória da equipe na primeira fase havia começado com vitória por 2 a 1 sobre o América-RN, no Castelão. Em seguida, foi superada pelo CRB por 1 a 0 no Rei Pelé, em Maceió, mas reagiu ao vencer o River por 3 a 1 em Fortaleza.

O rumo da competição sofreu um grave impacto extracampo na quarta rodada. Após o empate em 1 a 1 contra o Sport no Recife, o ônibus da delegação tricolor foi alvo de um atentado com bombas e pedras perpetrado por criminosos disfarçados de torcedores. A agressão resultou em atletas feridos e abalou o desempenho da equipe nas rodadas finais da fase de grupos: o Fortaleza empatou em 1 a 1 com o Botafogo-PB no Almeidão e sofreu três derrotas consecutivas, por 1 a 0 para Ceará e para o Vitória, ambas no Castelão, e por 3 a 2 para o Maranhão em São Luís.

A recuperação técnica e emocional do Fortaleza veio no mata-mata. Nas quartas de final, disputada em jogo único no Castelão, o Leão aplicou uma goleada de 5 a 0 sobre o Altos. Na semifinal, em um reencontro com o Sport, a equipe foi até a Arena Pernambuco e goleou o adversário por 4 a 1.

A decisão colocou o Fortaleza frente a frente com o CRB, que eliminou Botafogo-PB e Bahia. Na ida, no Castelão, o tricolor construiu uma vantagem de 2 a 0, com gols marcados por Moisés e Juan Martín Lucero. A volta foi disputada no Rei Pelé, em Maceió. O CRB impôs forte pressão e devolveu o placar de 2 a 0, levando a decisão para as cobranças de pênaltis. Mesmo com a derrota no tempo regulamentar, os cobradores do Fortaleza não se abalaram e demonstraram precisão ao converter todas as penalidades. A cobrança decisiva foi convertida por Yago Pikachu, selando a vitória por 5 a 4 nas penalidades.

A campanha do Fortaleza:
12 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 5 derrotas | 21 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Itawi Albuquerque/AGIF

Ceará Campeão da Copa do Nordeste 2023

Entre idas e vindas, a Copa do Nordeste alcançou a marca histórica de 20 edições em 2023. Nesta temporada, a competição sofreu uma redução de 36 de 28 clubes no total, somando a fase prévia e a etapa principal. A fase de grupos manteve o regulamento adotado em 2019, reunindo 16 equipes distribuídas em duas chaves cruzadas que se enfrentaram em turno único, um formato que facilitava a realização de clássicos estaduais. Doze times entraram já na fase de grupos, enquanto as outras 16 lutaram por quatro vagas na fase prévia.

Detentor de dois títulos regionais, o Ceará buscava reconquistar a taça. Dentro do Grupo B, o Vozão teve um início acidentado ao ser derrotado por 3 a 0 pelo Ferroviário no Presidente Vargas. A reabilitação veio na rodada seguinte com uma vitória por 2 a 0 sobre o Sampaio Corrêa, também no PV.

A partir do triunfo na segunda rodada, a equipe alvinegra construiu uma trajetória sólida na primeira fase: superou o Sport por 3 a 2 no Castelão, empatou em 1 a 1 com o CRB no Rei Pelé, goleou o Fluminense-PI por 5 a 2 em Teresina, venceu o Clássico-Rei contra o Fortaleza por 2 a 0 e bateu o Atlético de Alagoinhas por 3 a 1 em casa. O único tropeço foi a derrota por 2 a 0 para o Vitória, no Barradão, na penúltima rodada. Com 16 pontos somados, o Ceará garantiu a liderança do seu grupo e passou para as quartas de final.

Nos confrontos eliminatórios, mais uma vez disputados em partida única, o alvinegro impôs o mando de campo. Nas quartas de final, eliminou o Sergipe com um triunfo por 3 a 1 no Castelão. Na semifinal, em um Clássico-Rei movimentado, o Ceará superou o Fortaleza por 3 a 2, classificando-se para a decisão pela quarta vez nas últimas nove edições do Nordestão.

O adversário do Ceará na final foi o Sport, depois de o clube pernambucano ter superado CRB e ABC nas fases anteriores. A partida de ida da decisão ocorreu no Castelão, onde o Ceará construiu uma vantagem essencial ao vencer por 2 a 1, com gols anotados por Guilherme Castilho e Vitor Gabriel. Nesta altura, o técnico do Vozão era o paraguaio Gustavo Morínigo que, apesar de decidir a Copa do Nordeste, estava mal no Campeonato Brasileiro e acabou demitido antes da segunda partida.

Eduardo Barroca foi o comandante no confronto de volta, disputado na Ilha do Retiro, no Recife. Sob forte pressão do clube pernambucano, o Vozão foi derrotado no tempo regulamentar por 1 a 0, resultado que levou a definição do título para as cobranças de pênaltis. Nas cobranças, brilhou a estrela do goleiro Richard, que defendeu duas penalidades do Sport. Convertendo quatro dos cinco pênaltis, com o atacante Erick selando a batida final, o Ceará venceu a disputa por 4 a 2 e comemorou o título em plena casa do adversário. A conquista consagrou o Ceará como tricampeão da Copa do Nordeste, igualando o número de títulos do próprio Sport na galeria dos maiores vencedores da competição.

A campanha do Ceará:
12 jogos | 8 vitórias | 1 empate | 3 derrotas | 24 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Rafael Ribeiro/CBF

Fortaleza Campeão da Copa do Nordeste 2022

Marcada pelo aguardado retorno do público às arquibancadas após o período de restrições sanitárias, a Copa do Nordeste de 2022 manteve o formato consolidado com 16 clubes divididos em duas chaves cruzadas, naquele que foi o regulamento mais duradouro na história do torneio. Por outro lado, a competição sofreu um profundo aumento em sua fase preliminar, de oito para 24, que fez a conta saltar de 20 para 36 participantes no total. Com tantas vagas a mais, a solução foi ampliar o critério de entrada via Ranking da CBF, em contraponto ao desempenho nos estaduais.

A competição consagrou a hegemonia do Fortaleza, que ergueu a taça de forma invicta e pela segunda vez em sua história. O título de bicampeão coroou o momento histórico da equipe treinada por Juan Pablo Vojvoda, que na mesma temporada estreou na Libertadores, recolocando o futebol nordestino no cenário do principal torneio continental após 13 anos.

Na primeira fase, o Tricolor do Pici construiu uma campanha sólida e sem derrotas no Grupo A. A estreia contou com vitória por 2 a 0 sobre o Floresta no Castelão. Na sequência, o Leão aplicou uma goleada por 5 a 0 sobre o Sousa. O primeiro grande teste veio no Clássico-Rei diante do Ceará, que terminou empatado em 1 a 1. Em seguida, a equipe viajou ao Recife e empatou por 2 a 2 com o Náutico, nos Aflitos.

No quinto compromisso, o Fortaleza somou outro empate em 1 a 1 contra o Botafogo-PB, no Almeidão, em João Pessoa. De volta a capital cearense, derrotou o Bahia por 3 a 1. Na penúltima rodada, a equipe empatou em 1 a 1 com o Altos no Piauí. Já garantido nas quartas de final, o Leão confirmou a liderança do grupo com 16 pontos ao bater o CRB por 2 a 0 em casa, na oitava e última partida. 

Nos confrontos eliminatórios em partida única no Castelão, o Fortaleza impôs seu ritmo com autoridade. Nas quartas de final, atropelou o Atlético de Alagoinhas por 5 a 1. Na semifinal, o Leão voltou a demonstrar eficiência tática ao superar o Náutico por 2 a 0, avançando para a decisão da Copa do Nordeste com gols de Robson e Romero.

Do outro lado do chaveamento, o Sport alcançou a final após eliminar CSA e CRB nas fases anteriores. O primeiro duelo da decisão ocorreu na Arena Pernambuco, em Recife. Em uma partida equilibrada, o Fortaleza abriu o placar com Zé Welison aos 39 minutos da etapa final, mas cedeu o empate em 1 a 1 aos rubro-negros nos acréscimos. O segundo encontro foi disputado sob forte chuva no Castelão, diante de mais de 60 mil torcedores. Demonstrando confiança, o Tricolor do Pici assegurou a vitória por 1 a 0 com gol de pênalti convertido por Yago Pikachu aos 47 minutos do primeiro tempo. O placar garantiu ao Fortaleza o seu segundo título da Copa do Nordeste, coroando uma das fases mais vitoriosas da história do clube.

A campanha do Fortaleza:
12 jogos | 7 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 26 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Lucas Emanuel/CBF

Bahia Campeão da Copa do Nordeste 2021

Mantendo o regulamento consolidado pelo terceiro ano consecutivo, com a fase inicial disputada em dois grupos cruzados seguida por confrontos eliminatórios, a Copa do Nordeste de 2021 consagrou o retorno do Bahia ao topo da região. Pela quarta vez em sua história, o Tricolor de Aço ergueu a taça, repetindo os feitos de 2001, 2002 e 2017, e encerrando a incômoda sequência de derrotas para o Ceará em finais recentes.

Disputada integralmente sem a presença de público nas arquibancadas devido aos protocolos sanitários da pandemia de Covid-19, que ainda assolava o Brasil, a competição exigiu resiliência das equipes. Integrante do Grupo A, o Bahia estreou com triunfo fora de casa ao bater o Salgueiro por 3 a 2 no Estádio Cornélio de Barros, no interior de Pernambuco.

A primeira fase, contudo, foi marcada por alternâncias de desempenho. A equipe baiana empatou em 1 a 1 com o Botafogo-PB em Salvador, perdeu o clássico Bavi por 1 a 0 para o Vitória no Barradão e reagiu com uma goleada de 4 a 0 sobre o Sport em Pituaçu. Em seguida, perdeu por 2 a 0 diante do CSA no Rei Pelé, aplicou 5 a 0 sobre o Altos em Salvador e foi superada pelo Fortaleza por 2 a 1 no Castelão. Por fim, carimbou a classificação ao triunfar sobre o ABC por 2 a 1 em casa. Com 13 pontos somados, o Tricolor de Aço avançou ao mata-mata na segunda colocação do Grupo A.

Nos playoffs em partida única, o Bahia demonstrou força coletiva. Nas quartas de final, atropelou o CRB por 4 a 0 em Pituaçu. Na semifinal, encarou o Fortaleza no Castelão e, após um empate sem gols no tempo regulamentar, garantiu a vaga na decisão ao ganhar a disputa por pênaltis por 4 a 2, avançando para a decisão.

Pela terceira vez na história, e a segunda consecutiva, Bahia e Ceará mediram forças valendo o título nordestino. Do outro lado do chaveamento, os cearenses superaram Sampaio Corrêa e Vitória para credenciar-se a mais uma final. No jogo de ida, em Pituaçu, o Bahia perdeu por 1 a 0, levando a obrigação de ganhar a segunda partida em Fortaleza. O confronto de volta, no Castelão, reservou forte carga dramática. No segundo tempo, o Bahia construiu uma vantagem de dois gols com Rodriguinho e Gilberto. Contudo, aos 39 minutos, o Ceará marcou o gol que deixou o resultado em 2 a 1, igualando o placar agregado.

Como a regra do gol qualificado fora de casa havia sido abolida em 2019, a decisão entre Bahia e Ceará foi para as cobranças de pênaltis. Na marca da cal, os baianos levaram a melhor e ganharam por 4 a 3. O jovem goleiro Matheus Teixeira destacou-se ao defender uma das cobranças, e o zagueiro Germán Conti converteu a penalidade decisiva que selou o tetracampeonato do Tricolor de Aço, que igualou-se ao Vitória como maior ganhador da Copa do Nordeste.

A campanha do Bahia:
12 jogos | 6 triunfos | 2 empates | 4 derrotas | 22 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Thais Magalhães/CBF

Ceará Campeão da Copa do Nordeste 2020

A edição de 2020 da Copa do Nordeste ficou marcada por contornos históricos e atípicos. Mantendo o formato de chaves cruzadas introduzido na temporada anterior, o torneio teve seu andamento interrompido em março devido à eclosão da pandemia de Covid-19, que paralisou as atividades esportivas ao redor de todo o planeta. Após quatro meses de hiato, a competição foi concluída em sede única, culminando na conquista invicta do Ceará, que ergueu a taça de bicampeão cinco anos após o título de 2015.

Alocado no Grupo B, o Vozão iniciou sua trajetória enfrentando os integrantes do Grupo A. A campanha começou com uma incômoda sequência de cinco empates consecutivos: 2 a 2 contra o Freipaulistano, no Presidente Vargas; 1 a 1 no Clássico-Rei diante do Fortaleza, no Castelão; 0 a 0 contra o ABC, em Natal; e novos 2 a 2 frente a Bahia e Botafogo-PB, ambos em Fortaleza. A primeira vitória veio na sexta rodada, com uma goleada por 4 a 0 sobre o River, no Albertão, em Teresina.

Em 15 de março, na última partida disputada antes da paralisação sanitária, o alvinegro superou o Sport por 2 a 1 no Castelão. O torneio só retornou em 22 de julho, com a realização da última rodada da fase de grupos. Para garantir a segurança dos atletas e comissões técnicas, a CBF e a Liga do Nordeste concentraram a reta final da competição na Bahia, criando uma bolha sanitária sem a presença de público.

Os jogos foram distribuídos entre Salvador, Feira de Santana, Riachão do Jacuípe e Mata de São João. No encerramento da primeira fase, o Ceará venceu o CRB por 2 a 1, no Barradão, em Salvador, avançando ao mata-mata na vice-liderança do Grupo B com 14 pontos.

A partir das quartas de final, disputadas em partidas únicas na capital baiana, o Ceará apresentou um futebol pragmático e extremamente eficiente. Primeiro, eliminou o Vitória ao vencer por 1 a 0 no Estádio de Pituaçu. Na semifinal, superou o arquirrival Fortaleza por 1 a 0, também em Pituaçu, confirmando a presença na decisão.

A final diante do Bahia foi disputada em dois confrontos em Pituaçu, depois que os tricolores eliminaram Botafogo-PB e Confiança. No jogo de ida, o Ceará demonstrou poder de reação e venceu de virada por 3 a 1, com gols de Fernando Sobral, Cléber e Mateus Gonçalves. Na partida de volta, o alvinegro manteve o controle tático e confirmou a conquista com uma vitória por 1 a 0, com gol marcado por Cléber. Com estes resultados, o Ceará conquistou seu segundo título da Copa do Nordeste de forma invicta, registrando sete vitórias e cinco empates. A façanha ganhou ainda mais relevância pelo fato de a equipe ter sido comandada por três treinadores diferentes ao longo do torneio: Argel Fucks no início, Enderson Moreira no meio da campanha e Guto Ferreira na reta final e no título.

A campanha do Ceará:
12 jogos | 7 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 17 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Kely Pereira/AGIF (21/10/2020: Fortaleza x Ceará)

Fortaleza Campeão da Copa do Nordeste 2019

A Copa do Nordeste de 2019 apresentou uma reformulação profunda em seu regulamento. Enquanto a fase preliminar foi mantida no segundo semestre do ano anterior, em um cenário surreal que fez o Sampaio Corrêa estrear na edição de 2019 antes mesmo de erguer a taça de 2018, a fase de grupos passou a ser disputada em duas chaves cruzadas de oito clubes, com os integrantes do Grupo A enfrentando os do Grupo B, o que facilitava a realização de clássicos estaduais. Outra mudança ocorreu no mata-mata: as quartas de final e as semifinais passaram a ser decididas em jogos únicos.

O modelo produziu distorções profundas na tabela de classificação. O quarto colocado do Grupo A, Náutico, somou 15 pontos, superando inclusive o líder do Grupo B, o Fortaleza, futuro campeão que avançou com 13. O contraste mais marcante ocorreu no futebol baiano: o Bahia acabou eliminado na fase de grupos mesmo somando 12 pontos no Grupo B, enquanto o rival Vitória garantiu vaga no mata-mata pelo Grupo A acumulando apenas sete pontos.

Alheio às distorções da tabela, o Fortaleza fez uma campanha consistente sob o comando do técnico Rogério Ceni. O Leão do Pici estreou com autoridade ao vencer o Náutico por 3 a 1 noos Aflitos, no Recife. Na sequência, enfrentou uma oscilação na competição ao engatar três rodadas sem triunfar: empate sem gols com o CSA no Castelão, derrota por 1 a 0 para o Botafogo-PB em João Pessoa e empate por 2 a 2 no clássico diante do Bahia, em Fortaleza.

A reabilitação tricolor veio na quinta rodada com uma goleada por 4 a 0 sobre o Confiança, no Castelão. Nas rodadas finais da primeira fase, a equipe somou dois empates em 1 a 1, contra o Ceará no Clássico-Rei e diante do Moto Club no Castelão de São Luís, carimbando a liderança do Grupo B ao bater o ABC por 1 a 0 na capital cearense.

Nos confrontos eliminatórios, o Fortaleza impôs seu ritmo jogando diante de sua torcida. Nas quartas de final, atropelou o Vitória com um categórico 4 a 0 no Castelão. Na semifinal, voltou a fazer valer o mando de campo e superou o Santa Cruz por 1 a 0, avançando pela primeira vez à grande final do torneio regional.

O adversário do Fortaleza na decisão foi o Botafogo-PB, exatamente o único adversário que havia derrotado o Leão na primeira fase Os paraibanos passaram por CSA e Náutico. O jogo de ida, no Castelão, terminou com vitória tricolor por 1 a 0. Na de volta, disputado no Almeidão, em João Pessoa, a equipe cearense manteve a postura tática firme e voltou a vencer pelo placar de 1 a 0. Os dois gols da finalíssima foram anotados pelo atacante Wellington Paulista, sacramentando o título. A conquista deu ao Fortaleza a sua primeira taça da Copa do Nordeste, coroando o trabalho de Rogério Ceni e consolidando a ascensão do clube no cenário nacional.

A campanha do Fortaleza:
12 jogos | 7 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 19 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Alexandre Carniato/AGIF

Sampaio Corrêa Campeão da Copa do Nordeste 2018

Consolidada definitivamente no calendário do futebol brasileiro, a Copa do Nordeste apresentou reformulações em seu regulamento para a temporada de 2018. Dos 20 participantes, apenas 12 garantiram vaga direta na fase de grupos baseados em seus desempenhos estaduais. Os outros oito clubes tiveram de disputar uma inédita fase prévia, realizada ainda em 2017, definindo os quatro classificados restantes para formar a chave principal com 16 equipes divididas em quatro grupos.

Um dos clubes classificados diretamente para a fase de grupos foi o Sampaio Corrêa, então campeão maranhense. O futebol do Maranhão só havia passado a integrar o torneio regional em 2015. Porém, a tradição da equipe em torneios regionais já era conhecida: o clube possuía no currículo o título da Copa Norte de 1998 e uma participação na edição inaugural da Copa Verde, em 2014. Faltava, contudo, desbancar os favoritos nordestinos para erguer a taça em sua verdadeira região.

Mesmo correndo por fora no favoritismo, a Bolívia Querida construiu uma trajetória extremamente consistente. Sorteado no Grupo D ao lado de Ceará, CSA e Salgueiro, o Sampaio Corrêa estreou com um empate em 1 a 1 diante do CSA, no Rei Pelé, em Maceió. Na sequência do primeiro turno, impôs o mando de campo e construiu duas vitórias no Castelão, em São Luís: goleada por 4 a 0 sobre o Salgueiro e um triunfo por 1 a 0 diante do Ceará.

No returno, a equipe maranhense sofreu sua única derrota no torneio: 2 a 1 para o Ceará, no Castelão de Fortaleza. A fase inicial foi encerrada com dois empates sem gols, diante do Salgueiro, no interior pernambucano, e contra o CSA, na capital maranhense. Com nove pontos acumulados, o Sampaio Corrêa avançou às quartas de final na vice-liderança do grupo.

Nas quartas de final, o desafio colocou o Vitória no caminho maranhense. No jogo de ida, no Castelão, o Sampaio aplicou um maiúsculo 3 a 0. Na partida de volta, no Barradão, em Salvador, a equipe sustentou o empate em 0 a 0 e assegurou a vaga na semifinal. O adversário seguinte foi o ABC. Na primeira partida, em São Luís, vitória por 1 a 0. No jogo de volta, no Estádio Frasqueirão, em Natal, o empate por 1 a 1 colocou a equipe na final.

A decisão colocou a Bolívia Querida frente a frente com o então campeão Bahia, que superou Botafogo-PB e Ceará. A partida de ida foi disputada no Castelão e contou com um desfecho construído logo no início: o atacante Uilliam marcou no primeiro minuto de jogo o único gol do confronto, confirmando a vitória maranhense por 1 a 0. No jogo de volta, na Fonte Nova, o Sampaio Corrêa suportou uma intensa pressão do ataque baiano. Com grande atuação do goleiro Andrey e uma linha defensiva irretocável, a equipe maranhense segurou o 0 a 0 até o apito final. O título inédito da Copa do Nordeste representou uma reparação histórica para o futebol do Maranhão, preterido da competição até a expansão de 2015.

A campanha do Sampaio Corrêa:
12 jogos | 5 vitórias | 6 empates | 1 derrota | 13 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Lucas Almeida/Sampaio Corrêa

Bahia Campeão da Copa do Nordeste 2017

Na temporada de 2017, a Copa do Nordeste manteve a fórmula de disputa pelo terceiro ano consecutivo. A única mudança veio de fora dos gramados, com o fim da vaga na Copa Sul-Americana para o campeão, por imposição da Conmebol. Entre as grandes forças do futebol regional, a única ausência de destaque foi o Ceará, quinto colocado no campeonato estadual do ano anterior. As demais potências protagonizaram uma das edições mais acirradas e memoráveis da história do torneio, que culminou no título do Bahia após uma campanha de alto nível técnico e defensivo.

No Grupo B ao lado de Fortaleza, Moto Club e Altos, o Tricolor de Aço impôs sua superioridade desde as rodadas iniciais. A estreia trouxe um empate sem gols contra o Fortaleza, no Castelão. Na sequência, a equipe baiana superou o Moto Club por 2 a 0 na Fonte Nova. No fechamento do primeiro turno, voltou a empatar em 0 a 0 longe de seus domínios, desta vez contra o Altos, no Piauí.

O returno da fase de grupos marcou uma impressionante arrancada do Bahia, com três triunfos consecutivos sem conceder gols: 3 a 0 sobre o Altos em Salvador, 4 a 0 sobre o Moto Club no Castelão, em São Luís, e 2 a 0 sobre o Fortaleza na Fonte Nova. Invicto e sem sofrer gols nos seis jogos, o Bahia garantiu a liderança da chave com 14 pontos.

Dono da melhor campanha geral da primeira fase, o Tricolor de Aço assegurou a vantagem de decidir todas as etapas eliminatórias dentro de casa. Nas quartas de final, a equipe enfrentou o Sergipe. No duelo de ida, no Batistão, em Aracaju, os baianos ganharam por 4 a 2. Na partida de volta, na Fonte Nova, o triunfo por 3 a 0 confirmou a vaga na semifinal com autoridade.

A semifinal reservou o clássico Bavi. No primeiro confronto, no Barradão, o Bahia perdeu de virada por 2 a 1, no único tropeço tricolor em toda a competição. No jogo de volta, em uma Fonte Nova lotada, o Tricolor de Aço reverteu a vantagem rubro-negra, triunfou por 2 a 0 e confirmou a classificação para a decisão.

A final reuniu Bahia e Sport em um clássico de enorme peso regional, depois que os pernambucanos passaram por Campinense e Santa Cruz. A primeira partida da decisão foi disputada na Ilha do Retiro, no Recife. Mesmo sob intensa pressão da torcida pernambucana, o Bahia saiu na frente com gol de Juninho e segurou um valioso empate por 1 a 1 fora de casa. O segundo encontro ocorreu na Fonte Nova, movido por mais de 40 mil tricolores. Aos 12 minutos do primeiro tempo, o atacante Edigar Junio marcou o gol que abriu o placar e incendiou as arquibancadas. Demonstrando maturidade, a equipe treinada por Guto Ferreira sustentou a vantagem de 1 a 0 até o apito final. O placar de 1 a 0 encerrou um jejum de 15 anos do Bahia sem a taça regional, garantindo ao clube o tricampeonato da Copa do Nordeste.

A campanha do Bahia:
12 jogos | 8 triunfos | 3 empates | 1 derrota | 23 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Felipe Oliveira/Bahia

Santa Cruz Campeão da Copa do Nordeste 2016

A Copa do Nordeste de 2016 manteve a estrutura consolidada na temporada anterior, reunindo 20 clubes dos nove estados da região distribuídos em cinco grupos. A grande ausência foi o Vitória, que ficou sem vaga após terminar em quarto lugar no Campeonato Baiano. Pernambuco, outra federação com direito a três representantes, não contou com o Náutico. Sem esses clubes, mas com a presença de Sport e Santa Cruz, a competição marcou a apoteose da reconstrução tricolor, coroando uma escalada que levou o Santinha da Série D para a Série A nacional em apenas seis temporadas.

Integrante do Grupo C ao lado de Bahia, Confiança e Juazeirense, a Cobra-Coral estreou no Arruda com derrota por 1 a 0 para o tricolor baiano. O tropeço inicial, contudo, não abalou a equipe pernambucana, que se impôs diante dos demais adversários. Ainda no primeiro turno, venceu o Confiança por 2 a 0 em Aracaju e empatou em 1 a 1 com a Juazeirense no Recife.

No returno, o Santa Cruz confirmou a reação ao bater a Juazeirense por 1 a 0 na Bahia e superar o Confiança por 3 a 1 no Arruda. Com a vaga no mata-mata já assegurada, o time encerrou a primeira fase sendo novamente derrotado pelo Bahia por 1 a 0, na Fonte Nova. Com dez pontos somados, o Santinha avançou às quartas de final como um dos melhores vice-líderes.

O mata-mata colocou o então campeão Ceará no caminho do Santa Cruz. No jogo de ida, no Recife, o tricolor mostrou poder de reação ao vencer de virada por 2 a 1. Na partida de volta, no Castelão, a equipe pernambucana administrou o resultado com consistência tática e garantiu a classificação com uma vitória por 1 a 0.

Na semifinal, o desafio reservou o reencontro com o Bahia, detentor de uma campanha perfeita na fase de grupos com 18 pontos conquistados. O primeiro duelo, no Arruda, terminou em um movimentado empate em 2 a 2, com os baianos igualando o placar nos minutos finais. No jogo de volta, na Fonte Nova, o Santa Cruz atuou com cirúrgica: abriu o placar com Grafite aos 13 minutos da etapa inicial e sustentou a vantagem com uma sólida organização defensiva, assegurando a vitória por 1 a 0.

A final colocou frente a frente Santa Cruz e Campinense, que havia eliminado Salgueiro e Sport. A partida de ida, no Arruda, reservou forte carga dramática: o Santinha garantiu a vitória por 2 a 1 com um gol nos acréscimos do segundo tempo, anotado por atacante Bruno Moraes aos 47 minutos. A vantagem foi decisiva para o confronto de volta, disputado no Amigão, em Campina Grande. Demonstrando maturidade, o Santa Cruz segurou a pressão paraibana e empatou em 1 a 1, com o atacante Arthur Caíke marcando o gol que selou a conquista. O placar confirmou o título inédito da Copa do Nordeste para o Santa Cruz, simbolizando o ponto mais alto do processo de resgate do clube iniciado na Série D do Brasileirão de 2011.

A campanha do Santa Cruz:
12 jogos | 7 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 16 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Pablo Kennedy/Lancepress

Ceará Campeão da Copa do Nordeste 2015

Demorou 21 anos, mas em 2015 a Copa do Nordeste reuniu os nove estados que integram a região. Antigos participantes da Copa Norte e realocados temporariamente da Copa Verde, Maranhão e Piauí tiveram suas inclusões chanceladas pela CBF e pela Liga do Nordeste. A expansão elevou o número de participantes de 16 para 20 clubes, inaugurando um quinto grupo na primeira fase e mudando um pouco a dinâmica de classificação.

Dentro de campo, as potências tradicionais travaram batalhas intensas, mas a taça acabou em mãos inéditas: as do Ceará. Sorteado no Grupo D, o Vozão assumiu a condição de favorito de forma rápida e consistente. A estreia reservou um Clássico-Rei contra o Fortaleza, encerrado com empate em 1 a 1 no Castelão. Na sequência, a equipe somou outro empate em 1 a 1 diante do River, em Teresina, e fechou o primeiro turno superando o Botafogo-PB por 1 a 0 em Fortaleza.

No returno, o alvinegro voltou a empatar fora de casa em 1 a 1 com o Botafogo em João Pessoa. De volta à capital cearense, venceu o River por 1 a 0 e confirmou a classificação na última rodada ao bater o Fortaleza por 2 a 1. Com 12 pontos acumulados, o Vozão avançou na liderança do grupo, sem depender dos critérios de índice técnico que classificaram três dos cinco vice-líderes.

Nas quartas de final, o Ceará enfrentou o Salgueiro. No jogo de ida, no interior pernambucano, a equipe cearense impôs sua superioridade ao vencer por 2 a 0. No reencontro no Castelão, uma nova vitória por 2 a 1 confirmou a vaga na semifinal.

O desafio seguinte colocou o Vitória no caminho do alvinegro. A primeira partida, no Castelão, terminou empatada em 0 a 0. No duelo de volta, no Barradão, em Salvador, o Vozão precisava balançar as redes sem ser derrotado. Demonstrando poder de reação, a equipe buscou o empate em 2 a 2 após estar duas vezes em desvantagem no placar, garantindo a vaga na final graças ao critério do gol qualificado fora de casa.

A final aconteceu diante do Bahia, que bateu Campinense e Sport. Na primeira partida, na Fonte Nova, a equipe cearense suportou a pressão adversária e venceu por 1 a 0, gol marcado por Ricardinho, construindo uma vantagem preciosa para a partida de volta. O reencontro no Castelão contou com o apoio de mais de 63 mil torcedores. Impondo um ritmo acelerado, o Ceará ampliou a vantagem no placar agregado com gols aos 15 minutos da etapa inicial e aos seis do segundo tempo, com os gols anotados pelos zagueiros Charles e Gilvan. O Bahia chegou a descontar na reta final da partida, mas a comemoração alvinegra já tomava as arquibancadas. A vitória por 2 a 1 coroou a campanha invicta do Ceará e deu ao clube o seu primeiro título da Copa do Nordeste, uma das conquistas mais marcantes de sua história.

A campanha do Ceará:
12 jogos | 7 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 16 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto LC Moreira/Futura Press

Sport Campeão da Copa do Nordeste 2014

Reassumindo o protagonismo no calendário nacional, a Copa do Nordeste ganhou um atrativo de peso em 2014: o campeão passou a garantir vaga na Copa Sul-Americana, resgatando o prestígio dos anos 1990, quando o vencedor assegurava classificação para a antiga Copa Conmebol. A fórmula de disputa da edição anterior (16 clubes em quatro chaves) foi mantida. No entanto, o rigor do critério classificatório pelos estaduais cobrou um preço alto: quarto colocado no Campeonato Paraibano de 2013, o campeão Campinense ficou de fora da competição.

Com o detentor do título ausente, a expectativa era de que as principais forças da região entrassem em campo em ritmo acelerado. A prática, contudo, reservou surpresas: o Bahia decepcionou com uma eliminação ainda na fase de grupos, enquanto o Vitória sofreu uma goleada por 5 a 1 para o Ceará nas quartas de final. Outro grande que flertou com o perigo, mas que no fim venceu, foi o Sport.

No Grupo D ao lado de Náutico, Guarany de Sobral e Botafogo-PB, o Leão da Ilha tentava encerrar um jejum de 14 anos sem erguer o troféu regional. Embalado pelo recente retorno à Série A do Brasileirão, o time demorou a engrenar na competição. A estreia reservou um empate em 1 a 1 contra o Botafogo em João Pessoa. Na sequência, o rubro-negro viveu um momento crítico com três partidas sem vitória: derrota por 1 a 0 no clássico diante do Náutico na Ilha do Retiro, empate sem gols contra o Guarany de Sobral no Recife e um novo revés por 1 a 0 para a equipe cearense fora de casa.

À beira da eliminação, o Sport reagiu nas duas rodadas derradeiras. Primeiro, aplicou 3 a 0 sobre o Náutico na Arena Pernambuco. Em seguida, superou o Botafogo por 1 a 0 na Ilha do Retiro. Com oito pontos, o Leão arrancou a vice-liderança da chave. A classificação foi facilitada também pelos bastidores, já que a equipe paraibana havia perdido quatro pontos no STJD por escalação irregular.

A partir das quartas de final, o Sport apresentou um futebol pragmático e eficiente. Contra o CSA, construiu a vantagem de 2 a 0 na partida de ida, no Recife, e administrou a vaga na semifinal mesmo com a derrota por 1 a 0 no Rei Pelé, em Maceió. Na semifinal diante do rival Santa Cruz, a estratégia se repetiu: vitória por 2 a 0 na Ilha do Retiro e um novo triunfo por 2 a 1 no Estádio do Arruda, avançando para a decisão.

A final colocou frente a frente Sport e Ceará, que superou Vitória e América-RN. O roteiro das fases anteriores foi executado à risca. No confronto de ida, na Ilha do Retiro, o Leão abriu vantagem ao vencer por 2 a 0. No jogo de volta, diante de um Castelão lotado, a equipe pernambucana soube atuar com o regulamento debaixo do braço. Segurando a pressão dos donos da casa, o Sport empatou em 1 a 1, com o atacante Neto Baiano convertendo uma cobrança de pênalti decisiva que selou o placar e garantiu a festa do tricampeonato rubro-negro em solo cearense.

A campanha do Sport:
12 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 14 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Genival Paparazzi

Campinense Campeão da Copa do Nordeste 2013

O retorno da Copa do Nordeste em 2010 trouxe alívio e renovou as expectativas dos clubes da região. Contudo, a engrenagem não se consolidou de imediato, e o torneio voltou a entrar em hiato durante os anos de 2011 e 2012. O impasse ocorreu porque a Liga do Nordeste não desejava arcar isoladamente com os custos de operação do campeonato. A virada definitiva aconteceu em 2013, quando a CBF voltou a dividir a organização do evento, encaixando as disputas no calendário entre janeiro e março.

No plano das transmissões, a operadora de mídias Esporte Interativo/TopSports negociou os direitos de exibição em sinal aberto com a Globo Nordeste, ampliando o alcance do torneio sem abrir mão da TV fechada. Dentro de campo, o critério de classificação voltou a priorizar o mérito técnico nos campeonatos estaduais de 2012: sete campeões, sete vice-campeões e dois terceiros colocados (Bahia e Pernambuco) compuseram o quadro de 16 participantes, divididos em quatro chaves de quatro clubes.

Enquanto o favoritismo se voltava para os times tradicionais do Recife e de Salvador, equipes do interior apresentavam um futebol eficiente e muito organizado. Foi o caso do Campinense, sorteado no Grupo D ao lado de Santa Cruz, CRB e Feirense. A campanha da Raposa Feroz na fase inicial foi impecável. Na estreia, empatou em 2 a 2 com o Feirense no interior baiano. Em seguida, a equipe emendou duas vitórias no Amigão, em Campina Grande: 3 a 0 sobre o Santa Cruz e 1 a 0 no CRB.

No returno, a Raposa voltou a superar a equipe alagoana, desta vez por 2 a 1 no Rei Pelé, em Maceió. O único tropeço da fase inicial ocorreu com a derrota por 2 a 0 para o Santa Cruz, no Arruda. Para fechar o grupo, o rubro-negro venceu o Feirense por 1 a 0 em casa. Com 13 pontos, o Campinense avançou às quartas de final na vice-liderança do grupo, dois pontos atrás dos pernambucanos.

A partir das quartas de final, o sarrafo subiu diante do Sport. Na partida de ida, no Amigão, o placar não saiu do 0 a 0. A missão parecia ingrata para o duelo de volta na Ilha do Retiro, mas o time paraibano calou o estádio ao segurar um empate por 2 a 2 e avançar pela regra do gol qualificado fora de casa. Na semifinal, o desafio foi contra o Fortaleza: após ser derrotado por 2 a 1 no Castelão, o Campinense fez valer o mando de campo e venceu por 1 a 0 no Amigão, garantindo nova classificação pelo critério do gol marcado longe de seus domínios.

A final da Copa do Nordeste reservou um confronto improvável: Campinense contra ASA, que surpreendeu ao eliminar ABC e Ceará. A ida da decisão ocorreu no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, o Fumeirão, em Arapiraca. Demonstrando maturidade tática, a Raposa construiu uma valiosa vantagem ao vencer por 2 a 1 fora de casa. Na volta, o Estádio Amigão viveu uma de suas tardes mais memoráveis. A festa do título do Campinense foi desenhada pelos maranhenses Jéferson e Ricardo, que marcaram os gols da vitória por 2 a 0 e deram à Raposa Feroz a taça mais importante de sua história.

A campanha do Campinense:
12 jogos | 7 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 17 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Rafael Ribeiro/CBF

Vitória Campeão da Copa do Nordeste 2010

Foram sete longos anos de hiato. O esvaziamento da edição de 2003 resultou no cancelamento da Copa do Nordeste a partir de 2004. O futebol brasileiro via seu calendário sufocado pela expansão do Campeonato Brasileiro em pontos corridos e pela resistência das federações estaduais, que se recusavam a abrir mão das datas de seus tradicionais, e muitas vezes deficitários, campeonatos locais.

A virada de chave ocorreu em 2010, quando a Liga do Nordeste se reestruturou politicamente. Resgatando o formato de pontos corridos utilizado em 2001 e 2002, e contando com a parceria de transmissão do canal Esporte Interativo, a competição garantiu seu retorno ao calendário nacional aproveitando a pausa para a Copa do Mundo. Sem integrar diretamente a organização do torneio, a CBF deu aval para que as rodadas fossem encaixadas nas brechas do calendário oficial. A disputa contou com 15 participantes, registrando apenas a ausência do Sport, que optou por não participar.

Com o calendário apertado, as equipes presentes nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro optaram por mandar a campo equipes alternativas e de aspirantes. Foi o caso do Vitória, que dividia atenções com a campanha que o levaria ao vice-campeonato da Copa do Brasil e com a luta contra o rebaixamento no Brasileirão. A estreia do Leão da Barra na fase inicial deu-se com tropeços: derrota por 1 a 0 para o CRB no Estádio Rei Pelé, em Maceió, e um empate em 2 a 2 contra o ABC no Barradão.

A engrenagem rubro-negra começou a funcionar na terceira rodada com a goleada por 5 a 1 sobre o arquirrival Bahia em pleno Estádio de Pituaçu. Mantendo-se regular e sempre rondando o G-4, o Vitória consolidou sua posição na zona de classificação a partir da décima rodada, quando superou o América-RN por 2 a 1 em Salvador. A partir dali, a equipe engatou uma consistente sequência invicta.

A vaga na semifinal foi carimbada na última rodada com um empate sem gols diante do Treze-PB. Vice-líder da fase classificatória com 25 pontos, distribuídos em sete vitórias, quatro empates e três derrotas, o Leão abriu três pontos de vantagem sobre o Bahia, superou o CSA no saldo de gols e avançou para o mata-mata. Em semifinal disputada em jogo único, o Vitória bateu o CSA por 2 a 1 em Pituaçu.

A decisão do Nordestão também foi realizada em partida única. Do outro lado da chave, o ABC eliminou o Treze e garantiu o direito de mandar a finalíssima por ter feito a melhor campanha da primeira fase. No Estádio Frasqueirão, em Natal, os garotos do Vitória não se intimidaram com a atmosfera adversa e a pressão do torcedor alvinegro. O time potiguar chegou a abrir o placar na etapa inicial, mas o Leão demonstrou maturidade para buscar a virada durante o segundo tempo. O placar de 2 a 1 selou a conquista e confirmou o tetracampeonato da Copa do Nordeste para o Vitória. Curiosamente, apenas quatro dias após a festa em solo potiguar, a equipe principal do rubro-negro encerraria o Campeonato Brasileiro na 17ª colocação, sendo rebaixada para a Série B.

A campanha do Vitória:
16 jogos | 9 vitórias | 4 empates | 3 derrotas | 26 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Frankie Marcone/FuturaPress

Vitória Campeão da Copa do Nordeste 2003

De todos os campeonatos regionais disputados entre 1997 e 2002, a Copa do Nordeste consolidou-se como o maior caso de sucesso, gerando expressiva rentabilidade aos clubes e enorme apelo popular entre os torcedores. O ano de 2003 tinha todas as credenciais para manter a fórmula consagrada na temporada anterior, mas a implementação do Campeonato Brasileiro em pontos corridos alterou drasticamente os rumos do futebol nacional.

Com a expansão do calendário da Série A, o período destinado aos estaduais foi reduzido pela CBF de cinco para apenas dois meses, entre janeiro e março. O impacto fez com que as federações estaduais pressionassem a entidade máxima do futebol nacional, que optou por remover os torneios regionais do calendário oficial. A Liga do Nordeste, contudo, bateu o pé e decidiu organizar a competição por conta própria. O projeto sofreu um duro golpe quando Bahia, Fortaleza, Confiança, Sport, Náutico e Santa Cruz desistiram da disputa antes do pontapé inicial.

A solução encontrada pela organização foi convidar duas equipes que não integravam a liga, Corinthians-AL e Palmeiras de Feira, para compor 12 participantes e adotar um regulamento de tiro curto, disputado inteiramente em mata-mata: uma fase preliminar envolvendo oito clubes, seguida de quartas de final, semifinais e final. Nesse cenário de incertezas, a principal força do torneio acabou sendo o Vitória, que caminhou rumo ao tricampeonato regional sem maiores sobressaltos.

Beneficiado pelo regulamento, o Leão da Barra estreou diretamente nas quartas de final, aguardando o vencedor do confronto entre Sergipe e Palmeiras de Feira. A equipe sergipana venceu por 2 a 0 e credenciou-se como a primeira oponente do rubro-negro. Em partida única disputada no Barradão, em Salvador, o Vitória impôs sua superioridade técnica e goleou por 4 a 0.

Na semifinal, o desafio foi diante do América-RN. No confronto de ida, disputado no Machadão, os baianos largaram em vantagem ao vencer por 1 a 0. No reencontro em Salvador, a partida reservou contornos de maior competitividade, mas o Leão assegurou o triunfo por 3 a 2 e avançou para a sua sexta decisão em oito edições da competição.

O adversário do Vitória na decisão foi o Fluminense de Feira, primeira equipe de interior a alcançar a final após desbancar Ceará e ABC. O primeiro jogo ocorreu no Joia da Princesa, em Feira de Santana, e terminou empatado em 1 a 1. A segunda partida foi disputada no Barradão. Apesar da pressão imposta pela equipe feirense, o Vitória fez valer o regulamento, que previa o critério do gol qualificado fora de casa como desempate, e administrou a vantagem. O empate sem gols deu o tricampeonato da Copa do Nordeste ao Leão. O título também representou a única nota de brilho em uma edição marcada pelo prejuízo financeiro, que culminou na descontinuidade do torneio a partir de 2004.

A campanha do Vitória:
5 jogos | 3 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 9 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Carlos Santana/Agência A Tarde/Futura Press

Bahia Campeão da Copa do Nordeste 2002

Chegamos à temporada de 2002. Naquele ano, os campeonatos estaduais foram colocados em segundo plano, e as competições regionais tornaram-se a prioridade absoluta do futebol brasileiro durante o primeiro semestre. Com a Copa do Nordeste não foi diferente: o torneio atingiu o seu ápice de prestígio e apelo popular.

Em razão do enorme sucesso do ano anterior, o formato de disputa de 2001 foi mantido, com uma única e alteração: a fase final passou a ser disputada em confrontos de ida e volta. Mantendo a base do elenco que triunfou na edição anterior e embalado por uma boa campanha no Campeonato Brasileiro de 2001, quando terminou na oitava colocação, o Bahia entrou na competição novamente como o principal favorito ao título.

O Tricolor de Aço fez uma campanha consistente na primeira fase, embora tenha oscilado mais em comparação ao ano anterior. Na estreia, empatou sem gols contra o América-RN na Fonte Nova. O primeiro triunfo veio na rodada seguinte, também em Salvador: 3 a 1 sobre o Náutico. No quarto compromisso, a equipe conheceu seu primeiro tropeço ao perder por 2 a 1 para o Ceará fora de casa.

Enquanto o Esquadrão somava os pontos necessários para se manter no grupo de classificação, o rival Vitória disparava na liderança da fase inicial. Na nona rodada, a equipe impôs um 3 a 0 sobre o Bahia no clássico. O resultado desencadeou o período mais instável do Tricolor de Aço na competição, culminando também em uma derrota por 1 a 0 para o Fluminense de Feira.

A reação tricolor começou na 11ª rodada com uma goleada por 4 a 1 sobre o CSA na Fonte Nova, passou por um emocionante triunfo por 4 a 3 sobre o Treze em Campina Grande, e atingiu seu ápice com um histórico 10 a 2 sobre o Confiança na última rodada. A goleada acachapante garantiu ao Bahia a vice-liderança da fase classificatória com 27 pontos, superando o Náutico no saldo de gols.

Apesar da diferença de oito pontos para o líder Vitória na primeira fase, o mata-mata zerou as vantagens. Na semifinal, o Bahia segurou um empate por 0 a 0 contra o Náutico nos Aflitos, e confirmou a vaga na final ao ganhar a partida de volta por 1 a 0 na Fonte Nova. Do outro lado da chave, o Vitória eliminou o Santa Cruz, desenhando a terceira decisão nordestina no clássico Bavi.

A final reservou dois grandes clássicos. O primeiro capítulo ocorreu na Fonte Nova, onde o trio de ataque formado por Nonato, Robson e Sérgio Alves comandou o triunfo tricolor por 3 a 1. Com uma importante vantagem acumulada, o Bahia foi ao Barradão para a partida de volta. Demonstrando maturidade e sem perder o controle emocional, a equipe buscou o empate duas vezes na etapa final, com dois gols de Nonato. O placar em 2 a 2 selou a conquista e garantiu ao Bahia o bicampeonato.

A campanha do Bahia:
19 jogos | 10 triunfos | 5 empates | 4 derrotas | 42 gols marcados | 24 gols sofridos


Foto Edson Ruiz/Placar

Bahia Campeão da Copa do Nordeste 2001

A Copa do Nordeste passou por transformações profundas na temporada de 2001. Naquele ano, os principais clubes da região fundaram a Liga do Nordeste, e a organização do campeonato passou a ser gerida de forma compartilhada com a CBF. Com a mudança, os 16 participantes deixaram de depender das colocações nos estaduais do ano anterior e garantiram vaga unicamente por estarem filiados à nova entidade.

O formato de disputa também foi revolucionado: os agrupamentos foram extintos e todas as equipes se enfrentaram em turno único na primeira fase, com os quatro primeiros colocados avançando às semifinais. Em um sistema de pontos corridos tão longo, a profundidade do elenco tornou-se o diferencial decisivo. O Bahia despontava como um dos favoritos por contar com nomes como Emerson, Preto Casagrande, Luís Carlos Capixaba, Robson e o artilheiro Nonato.

Em busca do título regional inédito, o Tricolor de Aço deu mostras de sua força logo na estreia ao aplicar 4 a 0 sobre o América-RN na Fonte Nova. A invencibilidade durou até a quinta rodada, interrompida por uma derrota por 3 a 0 diante do Santa Cruz no Arruda. Tropeços, porém, foram exceções: a equipe sofreria sua segunda e última derrota na fase inicial na oitava rodada, um 4 a 1 para o ABC no Machadão, em Natal.

A resposta veio logo no compromisso seguinte: uma goleada por 4 a 1 no clássico contra o Vitória, na Fonte Nova, espancando qualquer desconfiança. O triunfo no Bavi deu início a uma expressiva sequência invicta de nove partidas, sete delas válidas pela reta final da primeira fase, encerrada com um triunfo por 5 a 3 sobre o Confiança no Batistão, em Aracaju. Com 35 pontos somados em 11 vitórias, dois empates e duas derrotas, o Bahia avançou à fase final na vice-liderança.

Pela semifinal, disputada em jogo único, o adversário tricolor foi o Fortaleza. Empurrado por sua torcida na Fonte Nova, o Bahia ganhou por 2 a 1 e carimbou a vaga na decisão. Na finalíssima, o oponente foi o Sport, quarto colocado da fase classificatória, que havia surpreendido o líder Náutico na outra semifinal.

Como fez melhor campanha na fase inicial, o Esquadrão conquistou o direito de disputar a decisão em partida única em Salvador. Quase 66 mil torcedores lotaram as arquibancadas da Fonte Nova para apoiar a equipe. Embalado pela festa da torcida, o Bahia construiu o triunfo ainda na primeira etapa, abrindo 2 a 0 com gols de Preto Casagrande e Nonato. No segundo tempo, os pernambucanos chegaram a descontar o placar, mas o artilheiro Nonato marcou o golpe de misericórdia. O resultado de 3 a 1 a favor do Tricolor de Aço selou a festa em Salvador e confirmou a conquista do primeiro título do Bahia na história da Copa do Nordeste.

A campanha do Bahia:
17 jogos | 13 triunfos | 2 empates | 2 derrotas | 38 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Edson Ruiz/Placar

Sport Campeão da Copa do Nordeste 2000

Sem grandes alterações entre uma temporada e outra, a Copa do Nordeste manteve sua fórmula consolidada para o ano 2000. Sete estados e 16 equipes voltaram a se dividir em quatro chaves em uma competição que, a essa altura, já se mostrava bem mais rentável e atraente que os campeonatos estaduais. A mudança do regulamento ficou por conta de um ajuste importante nas fases eliminatórias: as disputas por pênaltis no mata-mata foram abolidas, dando a vantagem do empate no placar agregado às equipes de melhor campanha na fase de grupos.

Dentro de campo, a edição destacou-se pela presença marcante de clubes emergentes do interior nordestino, como Juazeiro-CE, Juazeiro-BA, Coritiba-SE, Miguelense e Poções. Inclusive, os dois últimos surpreenderam ao avançar para a fase final. Contudo, na hora da decisão, o peso das camisas tradicionais falou mais alto. Campeão da edição inaugural de 1994 e vindo de um tetracampeonato estadual, o Sport entrou em campo sedento pelo bicampeonato regional, feito que confirmaria meses antes de alcançar o pentacampeonato pernambucano naquele mesmo ano.

No Grupo A, o Leão da Ilha enfrentou Botafogo-PB, CSA e o Poções. A chave transcorreu sem maiores sobressaltos para os pernambucanos. Na estreia, o Sport conquistou uma vitória por 2 a 0 sobre o CSA no Rei Pelé, em Maceió. Na sequência, aplicou outro 2 a 0 contra o Botafogo-PB, na Ilha do Retiro. O único tropeço rubro-negro na fase inicial ocorreu na terceira rodada, em pleno Recife: derrota por 2 a 1 para a equipe do interior baiano. No returno da chave, a equipe respondeu com autoridade. Venceu os paraibanos por 1 a 0 no Almeidão, em João Pessoa, e devolveu o placar de 1 a 0 sobre o Poções. Para fechar a fase inicial, o Leão aplicou uma goleada por 6 a 1 sobre o CSA dentro de casa. Com 15 pontos acumulados, o Sport avançou na liderança de seu grupo.

Nas quartas de final, o rubro-negro esteve à beira da eliminação diante do Treze. Após sofrer uma dura derrota por 2 a 0 no Amigão, em Campina Grande, a equipe pernambucana precisou buscar uma vitória por 3 a 0 no jogo de volta, na Ilha do Retiro, para manter vivo o sonho da taça.

Na semifinal, em reencontro com o Poções, o Sport segurou um empate em 1 a 1 no Estádio Heraldo Curvelo, no interior da Bahia, e confirmou a vaga na decisão ao vencer por 2 a 0 no Recife.

A final promoveu um duelo entre Sport e Vitória, que passou por América-RN e Sergipe. O jogo de ida, disputado no Barradão, em Salvador, terminou empatado em 2 a 2. O confronto de volta, na Ilha do Retiro, reservou a mesma intensidade e terminou com uma nova igualdade pelo placar de 2 a 2. Graças à melhor campanha construída ainda na primeira fase, a vantagem do regulamento beneficiou o Sport no placar agregado. No fim, a torcida pernambucana celebrou o bicampeonato da Copa do Nordeste, cimentando de vez a hegemonia do rubro-negro na virada do milênio.

A campanha do Sport:
12 jogos | 7 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 23 gols marcados | 10 gols sofridos


Foro Léo Caldas/Agência Lumiar/Placar

Vitória Campeão da Copa do Nordeste 1999

Definitivamente caindo no gosto do torcedor, a Copa do Nordeste seguiu em ritmo acelerado e consolidada para a temporada de 1999. O sucesso do torneio motivou a criação e o fortalecimento de outras competições regionais pelo país: a Copa Norte e o Torneio Rio-São Paulo já se reestruturavam desde 1997, faltavam apenas as estreias da Copa Centro-Oeste e da Copa Sul (que se tornaria Sul-Minas no ano seguinte).

O regulamento de 1999 do Nordestão apresentou uma alteração: a fase decisiva voltou a ser disputada em sistema de mata-mata. A mudança reduziu o número total de partidas, mas elevou a competitividade de cada duelo. Em campo, o Vitória montava um dos maiores times de sua história, liderado por nomes como Petkovic, Fábio Costa e Preto Casagrande, partindo em busca do bicampeonato.

Na fase inicial, o Leão da Barra disputou no Grupo D, ao lado de Sergipe, Porto de Caruaru e Juazeiro. A caminhada exigiu mais suor do que o previsto, mas a equipe de Salvador cumpriu a missão. A estreia reservou um triunfo por 1 a 0 sobre o Juazeiro no Barradão. Contudo, uma sequência instável ligou o sinal de alerta: derrota por 3 a 1 para o Sergipe no Batistão e um empate em 1 a 1 com o Porto em solo baiano. No returno do grupo, a qualidade técnica falou mais alto. O rubro-negro buscou duas vitórias longe de seus domínios: 1 a 0 sobre o Juazeiro e 4 a 3 sobre o Porto em Caruaru. Já garantido na fase seguinte, o time encerrou a etapa de grupos empatando em 1 a 1 com o Sergipe em Salvador. Com 11 pontos somados, o Vitória avançou na vice-liderança da chave.

A partir das quartas de final, o mata-mata impôs provações ao favoritismo do Leão. Contra o Botafogo-PB, a equipe baiana construiu uma vantagem por 2 a 0 no Barradão e soube administrar a classificação na partida de volta, no Estádio Almeidão, em João Pessoa, apesar do revés por 3 a 2.

Na semifinal, o duelo diante do Sport marcou o momento mais tenso da campanha. Após vencer por 2 a 1 no Barradão e sofrer uma derrota por 1 a 0 na Ilha do Retiro, no Recife, a vaga na decisão foi definida nos pênaltis: demonstrando frieza, os baianos venceram a disputa por 4 a 2.

A final trouxe um clássico Bavi, após o Bahia eliminar América-RN e CSA. Diferentemente do Campeonato Baiano daquele ano, marcado por bastidores conturbados em que as equipes foram a campo em estádios diferentes no jogo de volta, o confronto na Copa do Nordeste transcorreu sem percalços. No jogo de ida, no Barradão, o Vitória fez valer o mando de campo e abriu vantagem ao vencer por 2 a 0. Na volta, na Fonte Nova, o Bahia pressionou em busca da reação, mas conseguiu balançar as redes apenas uma vez. A derrota por 1 a 0 não impediu a comemoração do Vitória, que assegurou a taça no placar agregado e celebrou o bicampeonato. A conquista serviu como prenúncio para a campanha no Brasileirão daquele mesmo ano, no qual o rubro-negro foi semifinalista.

A campanha do Vitória:
12 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 4 derrotas | 16 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Edson Ruiz/Placar