Bahia Campeão da Copa do Nordeste 2002

Chegamos à temporada de 2002. Naquele ano, os campeonatos estaduais foram colocados em segundo plano, e as competições regionais tornaram-se a prioridade absoluta do futebol brasileiro durante o primeiro semestre. Com a Copa do Nordeste não foi diferente: o torneio atingiu o seu ápice de prestígio e apelo popular.

Em razão do enorme sucesso do ano anterior, o formato de disputa de 2001 foi mantido, com uma única e alteração: a fase final passou a ser disputada em confrontos de ida e volta. Mantendo a base do elenco que triunfou na edição anterior e embalado por uma boa campanha no Campeonato Brasileiro de 2001, quando terminou na oitava colocação, o Bahia entrou na competição novamente como o principal favorito ao título.

O Tricolor de Aço fez uma campanha consistente na primeira fase, embora tenha oscilado mais em comparação ao ano anterior. Na estreia, empatou sem gols contra o América-RN na Fonte Nova. O primeiro triunfo veio na rodada seguinte, também em Salvador: 3 a 1 sobre o Náutico. No quarto compromisso, a equipe conheceu seu primeiro tropeço ao perder por 2 a 1 para o Ceará fora de casa.

Enquanto o Esquadrão somava os pontos necessários para se manter no grupo de classificação, o rival Vitória disparava na liderança da fase inicial. Na nona rodada, a equipe impôs um 3 a 0 sobre o Bahia no clássico. O resultado desencadeou o período mais instável do Tricolor de Aço na competição, culminando também em uma derrota por 1 a 0 para o Fluminense de Feira.

A reação tricolor começou na 11ª rodada com uma goleada por 4 a 1 sobre o CSA na Fonte Nova, passou por um emocionante triunfo por 4 a 3 sobre o Treze em Campina Grande, e atingiu seu ápice com um histórico 10 a 2 sobre o Confiança na última rodada. A goleada acachapante garantiu ao Bahia a vice-liderança da fase classificatória com 27 pontos, superando o Náutico no saldo de gols.

Apesar da diferença de oito pontos para o líder Vitória na primeira fase, o mata-mata zerou as vantagens. Na semifinal, o Bahia segurou um empate por 0 a 0 contra o Náutico nos Aflitos, e confirmou a vaga na final ao ganhar a partida de volta por 1 a 0 na Fonte Nova. Do outro lado da chave, o Vitória eliminou o Santa Cruz, desenhando a terceira decisão nordestina no clássico Bavi.

A final reservou dois grandes clássicos. O primeiro capítulo ocorreu na Fonte Nova, onde o trio de ataque formado por Nonato, Robson e Sérgio Alves comandou o triunfo tricolor por 3 a 1. Com uma importante vantagem acumulada, o Bahia foi ao Barradão para a partida de volta. Demonstrando maturidade e sem perder o controle emocional, a equipe buscou o empate duas vezes na etapa final, com dois gols de Nonato. O placar em 2 a 2 selou a conquista e garantiu ao Bahia o bicampeonato.

A campanha do Bahia:
19 jogos | 10 triunfos | 5 empates | 4 derrotas | 42 gols marcados | 24 gols sofridos


Foto Edson Ruiz/Placar

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