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Londrina Campeão da Primeira Liga 2017

A segunda e última edição da Primeira Liga, realizada em 2017, teve um cenário ainda mais conturbado que o de sua estreia. Embora o número de participantes tenha saltado para 16, a competição sofreu baixas de peso: Athletico-PR e Coritiba, fundadores da liga, desistiram do torneio devido a divergências internas. Para suprir as ausências, Londrina e Paraná foram integrados ao certame, juntamente com novos membros como Chapecoense, Joinville, Brasil de Pelotas e Ceará. No entanto, o torneio já nascia desgastado pela péssima relação entre os dirigentes e pela falta de apoio das federações.

Apesar dos bastidores caóticos, a Primeira Liga de 2017 tornou-se um capítulo glorioso na história do Londrina. O Tubarão ignorou o favoritismo dos gigantes do eixo Rio-Minas-RS e trilhou uma campanha invicta e irretocável, erguendo um troféu que hoje figura na galeria do clube com o mesmo peso de seus títulos estaduais e da Série B do Brasileiro de 1980.

Sorteado no Grupo D, ao lado do Paraná e da dupla catarinense Avaí e Figueirense, o Londrina demonstrou sua força logo cedo. O time paranaense venceu todos os seus compromissos da primeira fase: bateu o Figueirense por 1 a 0 no Orlando Scarpelli, superou o Avaí por 1 a 0 na Ressacada e derrotou o Paraná por 2 a 1 no Estádio do Café. Com 100% de aproveitamento e nove pontos somados, o Tubarão avançou como líder absoluto da chave.

Nas quartas de final, o sorteio colocou o Fluminense, então campeão defensor, no caminho paranaense. Beneficiado pelo regulamento de jogo único e por ter a segunda melhor campanha geral, o Londrina teve a vantagem de mandar o confronto em casa. Com autoridade, despachou os cariocas por 2 a 0.

A semifinal reservou um duelo dramático contra o Cruzeiro, de novo no Estádio do Café. Após sair atrás no placar, o Londrina buscou o empate por 2 a 2 de forma heroica aos 51 minutos do segundo tempo. Nos pênaltis, o goleiro César brilhou e o Tubarão venceu por 3 a 1, garantindo a vaga na final.

A decisão foi contra o Atlético-MG, que chegava embalado após eliminar Internacional e Paraná. Com o Estádio do Café completamente lotado por uma torcida esperançosa, as duas equipes travaram um duelo de muita marcação, e o placar permaneceu em 0 a 0 durante os 90 minutos. A definição do campeão então foi para as penalidades máximas. Sob o peso da responsabilidade, o Londrina converteu suas cobranças com precisão e triunfou por 4 a 2. A conquista coroou a competência do clube em meio ao colapso de uma liga nacional.

A campanha do Londrina:
6 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 8 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Gustavo Oliveira/Londrina

Fluminense Campeão da Primeira Liga 2016

Após um hiato de 14 anos, as regiões Sul e Minas Gerais voltaram a compartilhar um torneio regional, embora de maneira um tanto conturbada. O renascimento ocorreu por meio da criação da Primeira Liga, uma organização liderada por grandes clubes que buscavam assumir os rumos do futebol brasileiro. A ambição era ousada: estabelecer um novo padrão de governança inspirado na Premier League inglesa, priorizando a autonomia das agremiações e a valorização comercial do espetáculo.

A iniciativa ganhou musculatura política quando os cariocas Flamengo e Fluminense aderiram ao projeto. Inicialmente, a pauta era resgatar os moldes da antiga Copa Sul-Minas, mas a liga nasceu cercada de divergências internas e embates com a CBF. A entidade máxima do futebol brasileiro chegou a aprovar o torneio, depois recuou e o vetou, para finalmente conceder o sinal verde sob a condição de que a competição tivesse caráter amistoso.

A edição de estreia contou com 12 equipes fundadoras, distribuídas em três grupos. O regulamento previa confrontos em turno único dentro das chaves, com os líderes e o melhor segundo colocado avançando às semifinais. Contudo, o torneio sofria com um calendário de datas excessivamente espaçadas, o que dificultava a manutenção do ritmo de jogo.

O Fluminense, no Grupo A, foi quem melhor se adaptou às circunstâncias. A trajetória, porém, começou com um tropeço: derrota por 1 a 0 para o Athletico-PR em Volta Redonda. A reabilitação veio em grande estilo no Mineirão, com uma vitória por 4 a 3 sobre o Cruzeiro. Na rodada decisiva, o Tricolor confirmou sua ascensão ao derrotar o Criciúma por 2 a 0 em Juiz de Fora. Com seis pontos conquistados, o Flu liderou a chave, superando os paranaenses no critério de saldo de gols.

Na semifinal, o desafio foi contra o Internacional, em Brasília. Após um empate em 2 a 2 no tempo normal, a vaga na final foi decidida nos pênaltis, onde o goleiro Diego Cavalieri brilhou e os cariocas venceram por 3 a 2, avançando à decisão.

A final proporcionou um reencontro com o Athletico-PR, que havia eliminado o Flamengo na outra semifinal. O Estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora, foi o palco de uma decisão tensa e equilibrada. O grito de campeão só saiu aos 35 minutos do segundo tempo, quando Marcos Júnior aproveitou uma oportunidade de ouro para anotar o 1 a 0 definitivo. O título inédito da Primeira Liga coroou o Fluminense como o primeiro campeão dessa nova e breve era do futebol brasileiro.

A campanha do Fluminense:
5 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 9 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Mailson Santana/Fluminense