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Joinville Campeão Catarinense 1984

Em mais um capítulo de uma década vencedora, o Joinville conquistou o heptacampeonato catarinense em 1984. O título representou o oitavo estadual vencido pelo clube em oito anos de existência.

Mais uma vez, o estadual foi arrastado, com 12 participantes em três fases. Na primeira, a Taça Governador do Estado, os times foram separados em dois grupos e jogaram em dois turnos. Cada líder foi à semifinal. Depois, nova organização em duas chaves, com mais dois líderes indo ao mata-mata. Na segunda fase, a Taça J.A. Rebelo, todos se enfrentaram em turno único, mas divididos em quatro grupos. Os dois melhores de cada chave foram ao mata-mata. A terceira fase foi igual a anterior, mas chamada de Taça Aldo Almeida. Por fim, o três vencedores de fases e o time de melhor campanha na soma geral disputaram o quadrangular final em dois turnos.

A história do Joinville começou na vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense fora de casa. Depois, venceu mais três vezes, empatou três e perdeu uma, ficando na liderança do grupo A da primeira fase com 15 pontos. No outro turno da primeira fase, o JEC venceu quatro jogos, empatou quatro e perdeu dois, encerrando em segundo no grupo C com 12 pontos, atrás do Criciúma no saldo de gols. Na semifinal, o Coelho passou pelo Blumenau. Na final, bateu o Figueirense depois empatar os dois primeiros jogos por 1 a 1 e vencer o terceiro por 1 a 0 no Ernestão.

Na segunda fase, o Joinville iniciou com derrota por 2 a 0 para o Inter de Lages fora de casa. Nas outras dez partidas, venceu quatro, empatou duas e perdeu quatro. Com apenas dez pontos, a campanha foi irregular, mas o JEC deu sorte que seus oponentes no grupo A (Rio do Sul e Marcílio Dias) foram piores, e isso foi suficiente para a liderança da chave. Nas quartas de final, os tricolores passaram pela Chapecoense. Na semifinal, bateram o Figueirense. Na final, Joinville superou o Blumenau com empate por 1 a 1 fora e vitória por 2 a 0 no Ernestão. As conquistas das duas primeiras fases deram um ponto extra ao JEC no quadrangular final.

O torneio foi para a terceira fase com uma desistência: o Carlos Renaux saiu da disputa devido às enchentes que atingiram a cidade de Brusque. O Joinville voltou a estrear com derrota para o Inter de Lages, por 2 a 1 em casa. Nas demais nove partidas, venceu quatro, empatou quatro e perdeu uma. Com 12 pontos, o JEC ficou no segundo lugar do grupo A, dois pontos a menos que o líder Avaí. Nas quartas de final, bateu o Blumenau nos pênaltis. Na semifinal, tirou o Figueirense. Na final, o Coelho foi superado pelo Avaí, que avançou ao quadrangular.

O Joinville chegou à fase final com um ponto a mais que Avaí, Figueirense e Blumenau (os dois últimos ocuparam as vagas pela soma geral). Em uma disputa forte contra os alvinegros, o JEC chegou ao título na última rodada. Depois de vencer dois jogos e empatar três nas cinco rodadas anteriores, os tricolores tinham oito pontos contra seis do Figueirense. Na partida derradeira, os times se enfrentaram no Orlando Scarpelli, e o Joinville segurou o empate por 0 a 0 para ser campeão mais uma vez.

A campanha do Joinville:
64 jogos | 29 vitórias | 23 empates | 12 derrotas | 83 gols marcados | 55 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Joinville Campeão Catarinense 1983

O Joinville manteve sua impressionante hegemonia estadual em 1983. Naquele ano, o clube conquistou o hexacampeonato catarinense e o sétimo título. Tudo isso em apenas oito temporadas desde a fundação.

O estadual reuniu 12 participantes. A primeira fase foi a Copa Governador do Estado, em que os times foram divididos em dois grupos e se enfrentaram em dois turnos. Os três melhores de cada chave passaram ao grupo dos vencedores e o restante foi ao grupo dos perdedores, em mais dois hexagonais de dois turnos. Os três melhores dos vencedores e o líder dos perdedores foram ao mata-mata que definiu o primeiro finalista. Na segunda e na terceiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com as oito melhores indo a um mata-mata para definir mais dois finalistas. A fase final foi disputada em um quadrangular de dois turnos, com os vencedores das três fases e o time de melhor campanha no geral.

O Joinville abriu a campanha no empate com 1 a 1 sobre o Blumenau. Nos outros nove jogos da primeira fase, empatou mais duas, venceu cinco e perdeu duas, ficando em segundo com 13 pontos. No grupo dos vencedores, o JEC fez mais 13 pontos e acabou na liderança, com seis vitórias, um empate e três derrotas. Na semifinal, passou pelo Figueirense após perder por 1 a 0 fora e vencer por 3 a 0 em casa. Na final, foi superado pelo Avaí ao empatar duas vezes por 1 a 1 e perder o terceiro jogo por 1 a 0.

Na segunda fase, o JEC começou perdendo por 1 a 0 para o Blumenau. Na sequência, venceu quatro jogos, empatou dois e perdeu quatro, ficando em sexto lugar com dez pontos. Nas quartas de final, o Joinville voltou a encarar o Avaí e a empatar as duas partidas por 1 a 1. Mais uma vez o clube tricolor acabou eliminado, por ter campanha inferior ao adversário. O Figueirense foi o vencedor desta etapa.

A melhora do Joinville só começou na terceira fase. Na estreia, venceu o Rio do Sul por 2 a 0 fora de casa. Nas dez partidas seguintes, venceu mais cinco, empatou quatro e perdeu uma, o que valeu a liderança com 16 pontos. Nas quartas, o JEC passou pelo Marcílio Dias com vitórias por 1 a 0 em Itajaí e por 3 a 1 no Ernestão. Na semifinal, bateu o Criciúma com dois empates por 1 a 1. Na final, o Joinville venceu o Figueirense por 2 a 1 na ida em casa. Na volta em Florianópolis, perdeu pelo mesmo placar, mas venceu nos pênaltis por 3 a 0 e garantiu a classificação ao quadrangular final.

O Joinville enfrentou Avaí, Figueirense e Criciúma no quadrangular final. Nas cinco primeiras partidas, o time venceu quatro vezes e perdeu uma, assim como o Figueirense. Ambos foram para a última rodada com oito pontos e chances de título. Porém, o JEC tinha cinco gols de saldo contra três dos alvinegros, portanto o empate lhe servia no confronto direto. No Orlando Scarpelli, o Joinville segurou o 0 a 0 e usou a vantagem para sagrar-se hexa diante do rival.

A campanha do Joinville:
61 jogos | 30 vitórias | 17 empates | 14 derrotas | 70 gols marcados | 42 gols sofridos


Foto Orestes Araújo/Placar

Joinville Campeão Catarinense 1982

Segue o Joinville vencedor. Em 1982, o clube foi pentacampeão catarinense, o sexto título estadual em sete temporadas de existência e com mais uma campanha longa, entre altos e baixos.

A competição teve 12 participantes em três fases. A primeira fase foi a Copa Governador do Estado, em três etapas: a primeira, com dez times em dois grupos (enquanto Joinville e Criciúma jogavam o Brasileiro); a segunda, com os três melhores de cada chave, Joinville e Criciúma em dois quadrangulares; e a terceira, com os dois melhores de cada quadrangular em outro grupo. Na segunda e terceira fases foram, as 12 equipes se enfrentaram em turno único, mas classificadas em quatro grupos. Na segunda etapa, o líder de cada chave avançou ao mata-mata, enquanto que na terceira os dois melhores de cada grupo passaram. A decisão do estadual reuniu o vencedor destas duas fases.

O JEC estreou na segunda fase da Copa Governador, ao fazer 1 a 0 no Blumenau fora de casa. Nos outros 13 jogos, venceu seis, empatou quatro e perdeu três, ficando na liderança do grupo C com 18 pontos. No quadrangular final, o Joinville foi campeão com três vitórias e três empates em seis partidas. A confirmação do título veio na última rodada, nos 3 a 0 sobre o Criciúma em casa, no Ernestão.

O estadual de fato começou na segunda fase. Mas o Joinville iniciou a campanha com derrota por 1 a 0 para o Rio do Sul em casa. A primeira vitória aconteceu no segundo jogo, por 1 a 0 sobre o Carlos Renaux em Brusque. Nas demais nove partidas, o time obteve três vitórias, três empates e três derrotas, terminando na liderança do grupo A com 11 pontos. Na semifinal, o JEC enfrentou o Avaí. Na ida, perdeu por 1 a 0 em Florianópolis. Na volta em casa, venceu também por 1 a 0 e se classificou, com algum critério que se perdeu no tempo. Na final, contra o Criciúma, perdeu a ida fora por 2 a 1 e venceu a volta no Ernestão pelo mesmo placar, garantindo o passe para a decisão com o mesmo critério desconhecido. Afinal, o Joinville fez menos pontos que Avaí e Criciúma nesta fase.

Na segunda fase, o Joinville estreou fazendo 2 a 0 no Avaí em casa. Na sequência, venceu mais quatro vezes, empatou duas e perdeu quatro, voltando a fazer 11 pontos e terminando em segundo no grupo E. Nas quartas de final, contra o Figueirense, perdeu a ida por 1 a 0 no Ernestão e venceu a volta pelo mesmo placar no Orlando Scarpelli. Mas desta vez o JEC não se classificou, porque tinha campanha inferior ao adversário. O ganhador da fase foi o Criciúma, em cima do Marcílio Dias na final.

Joinville e Criciúma decidiram o Campeonato Catarinense de 1982 em dois jogos. No primeiro em casa, no Ernestão, o JEC venceu por 1 a 0, gol de Zé Carlos Paulista. No segundo fora, no Heriberto Hülse, empatou por 1 a 1, com Paulo Santos anotando o gol do penta.

A campanha do Joinville:
50 jogos | 23 vitórias | 13 empates | 14 derrotas | 55 gols marcados | 36 gols sofridos


Foto Orestes Araújo/Placar

Joinville Campeão Catarinense 1981

Com apenas cinco anos de existência, o Joinville já era o dono do futebol de Santa Catarina. Em 1981, o clube chegou ao quinto título estadual em seis campeonatos disputados, engatando a conquista de um tetracampeonato e outra vez superando a marca de 100 gols marcados.

O torneio contou com 13 participantes. Na primeira fase, todos se enfrentaram em dois turnos, com os quatro melhores avançando para um quadrangular decisivo. Estas etapas levaram o nome de Copa Governador do Estado, e o líder do quadrangular se garantiu na final. Na segunda fase, os time voltaram a jogar em dois turnos, com o primeiro colocado também conseguindo uma vaga na decisão.

A campanha do Joinville na Copa Governador começou na vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense em casa, no Ernestão. Em mais 22 jogos disputados, a equipe fez mais 12 vitórias, quatro empates e seis derrotas. Por algum motivo, o jogo do returno com a Chapecoense não aconteceu. Com 30 pontos, o time foi ao quadrangular final junto com Figueirense, Criciúma e Avaí.

No quadrangular, o JEC fez seis partidas. Venceu duas, empatou três e perdeu uma. Uma das vitórias veio no tapetão, sobre o Figueirense no Orlando Scarpelli, após o jogo ser suspenso devido a uma confusão causada pelos alvinegros em protesto contra a marcação de um pênalti. Com sete pontos, o Joinville terminou na liderança, venceu a Copa Governador do Estado e conseguiu sua vaga na final estadual.

Mesmo garantido na decisão, o JEC manteve a rotação alta na segunda fase. Na estreia, empatou sem gols com a Chapecoense em Chapecó, mas na segunda rodada goleou o Rio do Sul por 6 a 0 em casa. Na sequência, o Joinville manteve uma briga direta pelo título com o Criciúma. Até o fim da penúltima rodada, a equipe obteve mais 13 vitórias, sete empates e uma derrota, com 36 pontos ao todo, ante 34 somados pelo Criciúma.

O título catarinense foi definido na última rodada, e para o Joinville o empate já era suficiente. O Criciúma precisava da vitória para forçar uma disputa direta com o rival, e até conseguiu, ao fazer 2 a 1 sobre a Caçadorense. Mas o JEC também venceu sua última partida, por 2 a 0 sobre o Carlos Renaux em Brusque, no Augusto Bauer, faturando o título com gols de Adilço e e Barbieri. 

A campanha do Joinville:
53 jogos | 30 vitórias | 15 empates | 8 derrotas | 103 gols marcados | 39 gols sofridos


Foto Arquivo/Joinville

Joinville Campeão Catarinense 1980

Ninguém fazia frente com o Joinville entre os anos 1970 e 1980. O clube conseguiu o tricampeonato e o quarto título catarinense em 1980, em mais um campeonato longo e com exatos 100 gols na campanha.

A competição contou com 15 times. Na primeira fase, a Taça Santa Catarina, todos se enfrentaram em dois turnos, e o líder garantiu um ponto extra para a etapa final. Na segunda fase, as equipes foram divididas em dois grupos e se enfrentaram outra vez em dois turnos. O primeiro de cada chave fez a final, e o vencedor também levou um ponto extra. A fase final reuniu as oito melhores campanhas no geral em um octogonal de dois turnos. O primeiro colocado conquistou o título catarinense.

O JEC iniciou o caminho do tri na vitória por 1 a 0 sobre o Marcílio Dias em casa, no Ernestão. Nas outras 27 partidas, o time venceu mais 18, empatou seis e perdeu três. Com 44 pontos, o Joinville conquistou a Taça Santa Catarina e o ponto extra com amplo domínio, encerrando a fase com sete pontos de vantagem sobre o vice Criciúma.

Na segunda fase, o clube tricolor foi designado ao grupo A. Na estreia, vitória por 2 a 1 sobre o Figueirense em casa. Depois, nos 13 jogos restantes, a equipe obteve mais seis vitórias, seis empates e uma derrota. O Joinville somou 20 pontos, dois a mais que a Chapecoense e liderou a chave. Na final, em dois jogos com o Criciúma, líder do grupo B, empate por 0 a 0 na ida fora e goleada por 4 a 0 na volta no Ernestão deram ao JEC o segundo ponto bônus.

O octogonal final teve Joinville, Criciúma, Joaçaba, Figueirense, Marcílio Dias, Avaí, Chapecoense e Blumenau. Com dois pontos na largada, o JEC começou com empate por 1 a 1 sobre o Marcílio Dias em casa. A primeira vitória veio na segunda rodada, no 1 a 0 sobre o Figueirense em Florianópolis. A campanha seguiu no fim de 1980 com mais seis vitórias, dois empates e três derrotas. Em 13 partidas, o time era o líder com 19 pontos, seguido pelo Criciúma com 18. Mas a definição ficaria para 1981.

O calendário de 1980 definido pela CBF acabava em novembro. Mas faltava ainda a última rodada para o encerramento do Campeonato Catarinense. Apenas Joinville e Criciúma disputavam o título, e eles jogariam o confronto direto apenas em março de 1981. No Ernestão, o JEC goleou por 4 a 1 e confirmou mais uma conquista. 

A campanha do Joinville:
58 jogos | 35 vitórias | 16 empates | 7 derrotas | 100 gols marcados | 37 gols sofridos


Foto Orestes Araújo/Placar

Joinville Campeão Catarinense 1979

O bicampeonato catarinense e a terceira taça na história do Joinville aconteceram em 1979, em mais uma mostra de que o clube era realmente o mais forte de Santa Catarina no fim da década de 1970.

A competição estadual teve 14 participantes. Na primeira fase, todos se enfrentaram em dois turnos, mas com classificações dividias em dois grupos. Todos os times avançaram à segunda fase, onde ocorreu nova divisão: os oito melhores disputaram o grupo dos vencedores, valendo quatro vagas na fase final, e os outros seis jogaram no grupo dos perdedores, valendo duas vagas. Tudo foi feito em dois turnos. Por fim, o hexagonal final, também realizado em dois turnos, definiu o título.

O JEC fez parte do grupo B na primeira fase. Na estreia, fez 2 a 0 na Caçadorense em casa, no Ernestão. Nas demais 25 partidas, venceu 13, empatou sete e perdeu cinco, o que fez o time avançar de fase com 35 pontos, na segunda colocação de seu grupo, quatro pontos distante do Figueirense.

No grupo dos vencedores, o Joinville iniciou com empate sem gols com o Rio do Sul, fora de casa. Em casa, a primeira vitória só aconteceu na quinta rodada, quando fez 1 a 0 no Figueirense. Nos outros 12 jogos, o JEC conseguiu três vitórias, oito empates e uma derrota. Ao todo, a equipe somou 17 pontos, mas o excesso de empates a fez ficar outra vez atrás do Figueirense, que marcou 18.

O Joinville sabia que precisava converter as muitas igualdades em vitórias para chegar ao bicampeonato estadual. Porém, na abertura do hexagonal final, o time ficou no 2 a 2 com o Criciúma no Ernestão. A primeira vitória veio no jogo seguinte, por 1 a 0 sobre o Figueirense em pleno Orlando Scarpelli. Depois, em casa, mais dois empates: 1 a 1 com a Caçadorense e 0 a 0 com o Joaçaba, os dois classificados do grupo dos perdedores. Só a partir da quinta rodada que o clube tricolor engrenou, vencendo a Chapecoense por 1 a 0 e o Criciúma por 3 a 0 fora, o Figueirense por 3 a 1 em casa e a Caçadorense por 1 a 0 fora. Ao fim da oitava rodada, o Joinville somava 13 pontos na liderança.

Na penúltima rodada, uma vitória sobre o Joaçaba era suficiente para a confirmação do título do Joinville. E o resultado veio de modo bizarro. No Estádio Oscar Rodrigues da Nova, o JEC perdia por 1 a 0 até o momento em que teve um pênalti marcado a favor. Mas os jogadores e a torcida do Joaçaba protestaram e não deixaram a cobrança acontecer, inclusive com derrubada de alambrado e invasão de campo. Devido a falta de segurança, o árbitro encerrou o jogo antes do fim e reverteu o placar na súmula. A taça foi entregue na última rodada, no empate por 1 a 1 com a Chapecoense no Ernestão.

A campanha do Joinville:
50 jogos | 24 vitórias | 20 empates | 6 derrotas | 66 gols marcados | 29 gols sofridos


Foto Orestes Araújo/Placar

Joinville Campeão Catarinense 1978

Em 1978, o Joinville deu início a maior hegemonia já vista de um só clube em Santa Catarina. A conquista da segunda taça abriu caminho para o que culminaria no octacampeonato na década seguinte.

A competição teve 15 times. Na primeira fase, 12 disputaram dois turnos entre si, com classificação dividida em três grupos. Os dois primeiros de cada chave avançaram ao grupo dos vencedores da terceira fase e a melhor campanha se garantiu no hexagonal final, além do direito de pular a segunda etapa. Esta segunda fase contou os três times que estavam no Brasileirão (Chapecoense, Figueirense e Joinville) e os cinco melhores da fase anterior em dois quadrangulares, que valeram duas vagas à decisão. Os outros seis disputaram um hexagonal que valeu um lugar ao grupo dos vencedores. A terceira fase teve a chave dos vencedores com dez times e a repescagem com os cinco que sobraram do hexagonal, tudo em dois turnos. Os dois melhores ainda sem vaga na final se classificaram, com um ponto extra para o líder do grupo. Na repescagem, o líder ficou com a última passagem à decisão. Finalmente, toda essa maratona acabou no hexagonal que definiu o campeão em dois turnos.

O regulamento era complicado e o campeonato foi longo, mas o JEC só entrou na segunda fase, quando o Brasileiro já havia terminado. No grupo E, o time jogou seis partidas, com três vitórias e três empates. Foram somados nove pontos, que valeram a liderança e a classificação direta ao hexagonal final, à frente de Palmeiras de Blumenau, Chapecoense e Marcílio Dias.

No grupo dos vencedores, o Joinville fez mais 18 jogos. Na estreia, fez 4 a 0 no Operário de Mafra em casa. Depois, acumulou mais dez vitórias, cinco empates e duas derrotas. A campanha deixou o JEC mais uma vez em primeiro lugar, com 27 pontos e o bônus para a etapa decisiva.

Além do Joinville, o hexagonal teve Criciúma (pela primeira fase), Inter de Lages (pela segunda fase), Chapecoense, Joaçaba (ambos pela terceira fase) e Avaí (pela repescagem). Mas o clube da capital abandonou o campeonato e a Federação Catarinense anulou seus jogos. Assim, a estreia do JEC deixou de ser a derrota por 2 a 1 para o Avaí fora e passou a ser o empate por 1 a 1 com o Criciúma em casa.

A disputa pelo título foi contra Criciúma e Chapecoense, e o ponto extra fez a diferença. O empate em casa por 2 a 2 com os alviverdes na penúltima rodada fez o Joinville ir a dez pontos ante sete dos adversários, além de nove pontos dos carvoeiros. Na última rodada, o JEC perdeu por 1 a 0 para o Inter em Lages, porém contou com a vitória da Chapecoense sobre o Criciúma para ser campeão.

A campanha do Joinville:
32 jogos | 17 vitórias | 11 empates | 4 derrotas | 37 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Orestes Araújo/Placar

Joinville Campeão Catarinense 1976

O Joinville nasceu campeão. Fundado a partir da união de Caxias e América em janeiro de 1976, o clube chegou ao primeiro título catarinense logo no ano de estreia, trazendo a taça de volta para o interior depois de cinco temporadas. Mas, para conseguir isso, precisou passar por duas finais.

O torneio foi disputado por 14 times. Na primeira fase, todos se enfrentaram em dois turnos, porém divididos em dois grupos. Os quatro melhores de cada chave avançaram. Na segunda fase, as equipes mantiveram as divisões em grupos, mas com enfrentamentos apenas entre si. O líder de cada chave se classificou para a final.

No grupo A, o Joinville estreou com vitória por 1 a 0 sobre o Marcílio Dias em casa, o Estádio Edgar Schneider. Nas outras 25 partidas, venceu 13, empatou oito e perdeu quatro, o que deixou o time na liderança da chave com 36 pontos. O ponto alto da campanha foi a goleada por 8 a 0 sobre o Guarani de São Miguel do Oeste, ainda no primeiro turno.

Na segunda fase, o JEC enfrentou Avaí, Marcílio Dias e Inter de Lages. Na estreia, fez 1 a 0 no Inter em casa. Na sequência, conseguiu mais três vitórias, um empate e uma derrota, que colocaram a equipe na final estadual com nove pontos.

O adversário tricolor na decisão foi o Figueirense, líder do outro grupo. O Joinville venceu por 1 a 0 na ida em casa e segurou o empate por 0 a 0 na volta fora, que poderiam ter dado o título inédito ao time. Mas a disputa foi anulada porque o Juventus de Rio do Sul entrou na justiça contra o clube de Florianópolis. A partida entre as equipes no returno da segunda fase acabou 1 a 1, mas o Juventus tirou o ponto do Figueirense no tribunal. Assim, os alvinegros baixaram de sete pontos para seis e os juventinos subiram de seis para sete, invertendo as posições no grupo B.

A nova final aconteceu em outubro de 1976, cerca de 50 dias após o confronto anulado, em agosto. Sem culpa alguma no cartório, o Joinville jogou a ida em Rio do Sul e venceu por 1 a 0. A volta aconteceu no Edgar Schneider, e o JEC voltou a vencer o Juventus por 1 a 0. Agora sim, o primeiro título podia ser comemorado.

A campanha do Joinville:
34 jogos | 20 vitórias | 9 empates | 5 derrotas | 50 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Arquivo/Joinville

Joinville Campeão Brasileiro Série C 2011

Para a temporada de 2011, a Série C do Brasileirão apresentou uma mudança importante no regulamento. O mata-mata das quartas de final e semifinal deu lugar a dois quadrangulares na segunda fase, tornando a caminhada até o acesso mais longa e exigente. Na primeira fase, a estrutura regionalizada com quatro grupos de cinco equipes permaneceu inalterada.

O grande campeão emergiu da Região Sul. O Joinville havia chegado à terceirona após garantir o acesso na Série D do ano anterior nos tribunais (devido à punição ao América-AM). Com um elenco tecnicamente superior aos rivais, o Tricolor Catarinense alcançou uma conquista inédita.

Na primeira etapa, o JEC integrou o Grupo D ao lado de Brasil de Pelotas, Santo André, Caxias e da rival Chapecoense. A estreia ocorreu fora de casa, com um empate em 1 a 1 diante do Brasil no Rio Grande do Sul. Na sequência, o Coelho fez valer a força da Arena Joinville com duas vitórias seguidas: 2 a 1 sobre a Chapecoense e 2 a 0 contra o Santo André. Nos dois compromissos seguintes como visitante, o time somou mais dois empates, em 2 a 2 com o Caxias e em 1 a 1 com o Santo André.

O único tropeço da equipe na fase de grupos veio na sexta rodada, ao sofrer 4 a 2 para o Caxias em casa. A resposta na reta final foi contundente: vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense em Chapecó e goleada por 5 a 2 sobre o Brasil de Pelotas perante sua torcida. Somando 15 pontos em oito jogos, o Tricolor avançou ao quadrangular na vice-liderança da chave.

Na segunda fase, o Joinville caiu no Grupo F ao lado de Chapecoense, Brasiliense e Ipatinga. O quadrangular começou com uma vitória por 1 a 0 sobre o Ipatinga na Arena Joinville e um empate em 1 a 1 com a Chapecoense fora. Nas quatro partidas restantes, o JEC aplicou duas goleadas por 4 a 1 sobre o Brasiliense, em casa e no Distrito Federal, encaminhando o acesso. Na quinta rodada, a vitória por 3 a 2 contra a Chapecoense na Arena selou a vaga na final. Para fechar o quadrangular, o Joinville bateu o Ipatinga por 1 a 0 no interior mineiro. Com 16 pontos, o Tricolor chegou embalado à decisão.

O adversário do Joinville na final da Série C foi o CRB, que deixou para trás América-RN, Paysandu e Luverdense. Na ida, no Rei Pelé, em Maceió, a equipe catarinense não tomou conhecimento do rival e encaminhou o título ao aplicar um categórico 3 a 1, com gols de Ricardinho, Glaydson e Aldair.

Com uma vantagem confortável para o confronto de volta na Arena Joinville, restou ao Tricolor brindar sua torcida com mais um espetáculo. O título inédito foi sacramentado com uma goleada de gala por 4 a 0, com gols de Lima, Eduardo, Pedro Paulo e Gilton. A conquista de 2011 entrou para a história como o primeiro título de nível nacional do Joinville, que ainda contou em seu elenco com a experiência do meia Ramón Menezes, em suas última atuação como jogador profissional.

A campanha do Joinville:
16 jogos | 11 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 38 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Arquivo/Joinville

Joinville Campeão Brasileiro Série B 2014

A Série B de 2014 foi uma das edições mais equilibradas da história dos pontos corridos, com a disputa pelas posições definida ponto a ponto e as vagas no G-4 confirmadas apenas nas rodadas finais. No topo dessa batalha ficou o Joinville, que sagrou-se campeão e garantiu o retorno à elite do futebol nacional pela primeira vez desde 1986.

O início do JEC no campeonato foi avassalador, com cinco vitórias consecutivas. A sequência perfeita só foi freada na sexta rodada, com um empate sem gols diante do Atlético-GO no Serra Dourada, resultado que custou a liderança. O Coelho recuperou a ponta na 11ª partida, ao vencer o Ceará por 3 a 1 em pleno Castelão, em Fortaleza. Porém, no jogo seguinte, a equipe catarinense perdeu por 2 a 1 para o ABC no Frasqueirão, perdendo a posição para os concorrentes Ceará e América-MG.

O roteiro de "ganha e perde" na liderança estendeu-se pelo segundo turno. O Joinville voltou ao primeiro lugar na 20ª rodada, após vencer a Portuguesa por 2 a 1 no Canindé. Duas rodadas depois, o empate em 1 a 1 com o Icasa, em Juazeiro do Norte, tirou novamente o Coelho do topo, posto que acabou assumido pelo Avaí. A liderança retornou aos braços dos catarinenses pela quarta vez na 24ª rodada, graças ao triunfo por 2 a 0 sobre o Atlético-GO na Arena Joinville.

O fôlego foi testado novamente na 26ª rodada, quando o JEC perdeu por 2 a 0 para o Vasco em São Januário e cedeu o primeiro lugar para a Ponte Preta. O time paulista parecia caminhar firme para quebrar o seu histórico tabu de títulos, mas o Joinville reagiu no momento certo. Na 34ª rodada, a festa foi dupla: Joinville e Ponte Preta carimbaram matematicamente o acesso à Série A. O Coelho garantiu sua vaga ao vencer o Sampaio Corrêa por 2 a 1 em São Luís.

Na rodada seguinte, os dois melhores times do campeonato fizeram um confronto direto com atmosfera de final na Arena Joinville. O JEC impôs sua força e venceu a Macaca por 3 a 1, recuperando a liderança em definitivo.

O título nacional foi conquistado na última rodada, mesmo com a derrota por 1 a 0 para o Oeste em Itápolis, já que a Ponte Preta também tropeçou. Sob o comando de Hemerson Maria, o elenco fechou a vitoriosa campanha com 70 pontos em 21 vitórias, sete empates e dez derrotas. A Ponte Preta ficou com o vice-campeonato ao somar 69 pontos, enquanto Vasco e Avaí completaram o G-4 dos promovidos à elite.

A campanha do Joinville:
38 jogos | 21 vitórias | 7 empates | 10 derrotas | 54 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Divulgação/Gazeta Press