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Sérvia Campeã do Mundial Sub-20 2015

O Mundial Sub-20 de 2015 foi realizado na Nova Zelândia, o que fez a competição retornar à Oceania após 22 anos. A disputa representou um marco importante para o futebol neozelandês, que buscava ampliar seu espaço no cenário internacional, diante das limitações competitivas que possui na região.

O regulamento manteve o formato tradicional com 24 seleções divididas em seis grupos de quatro equipes. Classificaram-se para as oitavas de final os dois primeiros colocados de cada grupo, além dos quatro melhores terceiros. A partir dessa fase, o torneio passou a ser disputado em sistema eliminatório.

A seleção sub-20 da Sérvia, em sua primeira participação como país independente, conquistou um título inédito, embora já tivesse sido campeã em 1987 sob a bandeira da antiga Iugoslávia. A conquista simbolizou a força de uma geração promissora, da qual mais da metade dos atletas posteriormente integrou a seleção principal, como os irmãos Sergej e Vanja Milinkovic-Savic. Um atleta optou por representar Montenegro na carreira adulta: Stanisa Mandic, autor de um dos gols na final.

Na primeira fase, a Sérvia integrou o Grupo D e estreou com derrota por 1 a 0 para o Uruguai. Depois, reagiu ao vencer Mali por 2 a 0 e o México também por 2 a 0, o que levou os "Orlovi" (águias) a somar seis pontos e garantir a classificação na liderança da chave.

Nas oitavas de final, os sérvios superaram a Hungria por 2 a 1, de virada e na prorrogação. Nas quartas, empataram sem gols com os Estados Unidos, avançando após vitória por 6 a 5 nos pênaltis. Na semifinal, a Sérvia reencontrou Mali e venceu novamente, dessa vez por 2 a 1 na prorrogação. O rival na decisão foi o Brasil, que chegou lá ao superar Coreia do Norte, Uruguai, Portugal e Senegal.

A final entre Sérvia e Brasil foi disputada em Auckland, no Estádio North Harbour, Também na prorrogação, os sérvios venceram por 2 a 1 e ficaram com o título. Mandic abriu o placar aos 25 minutos do segundo tempo, os brasileiros empataram aos 28, e Nemanja Maksimovic marcou o gol do título aos 13 minutos da segunda etapa extra, confirmando a conquista.

A campanha da Sérvia:
7 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 10 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto David Rowland/AP

Kindermann Campeão da Copa do Brasil Feminina 2015

A penúltima edição da Copa do Brasil Feminina, antes da interrupção, aconteceu em 2015. Criada em 2007, a Copa do Brasil tinha como objetivo ampliar a participação de clubes femininos em torneios de âmbito nacional. Vindos de todos os estados do país, 32 equipes disputaram o título.

O torneio manteve seu duradouro formato eliminatório, com confrontos de ida e volta em todas as fases. Nas primeiras duas etapas, se o time visitante vencesse o jogo de ida por três ou mais gols de diferença, o jogo de volta era eliminado. No fim, a taça ficou com o Kindermann, de maneira inédita.

O clube catarinense chegou em 2015 com uma base mantida das temporadas anteriores e experiência acumulada em torneios nacionais. Em 2014, havia sido vice-campeão brasileiro, perdendo a final para a Ferroviária. O clube, sediado em Caçador, mantinha um projeto bem estruturado, sob o comando do presidente Salézio Kindermann e do técnico Josué Kaercher. Porém, meses após a conquista, em dezembro do mesmo ano, Josué foi assassinado, fato que interrompeu as atividades da equipe em 2016 e marcou profundamente o ambiente. Em 2019, o Kindermann passou a atuar em parceria com o Avaí.

O Kindermann iniciou a campanha enfrentando o Comercial-ES na primeira fase, vencendo a ida, fora de casa, por 3 a 0 e eliminando a necessidade da volta. Nas oitavas de final, enfrentou o Abelhas Rainhas, do Piauí. Venceu por 1 a 0 fora e venceu por 3 a 1 em Caçador, no Estádio Carlos Neves.

Nas quartas de final, o Kindermann superou o São José-SP com vitórias por 3 a 0 em casa e empate por 1 a 1 fora, no interior de São Paulo. Na semifinal, o adversário foi o Foz Cataratas. As catarinenses perderam a ida por 1 a 0 em Foz do Iguaçu, mas reverteram o placar em Caçador com vitória por 3 a 0.

Na final, o Kindermann encarou a Ferroviária, na revanche do Brasileiro de 2014. As paulistas eliminaram Cruzeiro-RS, Tuna Luso, São Francisco-BA e Vitória das Tabocas. O primeiro jogo, em Araraquara, terminou empatado em 3 a 3. Na volta, em Caçador, o Kindermann venceu por 5 a 2. Os gols do título foram marcados por Djeni, Byanca Brasil, Daiane Moretti e dois de Sochor.

A campanha do Kindermann:
9 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 22 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Arquivo/Kindermann

Chile Campeão da Copa América 2015

A Copa América sempre foi palco para boas histórias. Na edição de 2015, tivemos um grande exemplo do que acontece quando torcida e time jogam juntos pelo mesmo objetivo. Segundo o rodízio de sedes, a disputa era para ter acontecido no Brasil. Mas a sucessão de eventos em solo brasileiro, como a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016,  fez com a Conmebol trocar a ordem da fila com o Chile.

Sorte dos chilenos. Com uma das melhores gerações de jogadores na história da seleção, e sob ordens do técnico Jorge Sampaoli, La Roja chegou ao título inédito e tão desejado pelo povo, que lotou o Estádio Nacional de Santiago em todas as partidas da campanha. A equipe disputou a primeira fase da competição no grupo A, junto com Equador, México e Bolívia. Na estreia, o Chile venceu os equatorianos por 2 a 0. Na segunda partida, foi a vez do time protagonizar um emocionante empate por 3 a 3 com os mexicanos. Na última rodada, o resultado foi de goleada por 5 a 0 sobre a bolivianos. Com sete pontos, os chilenos avançaram na primeira colocação da chave.

Nas quartas de final, o Chile venceu o Uruguai por 1 a 0, gol anotado por Mauricio Isla. Na semifinal, La Roja enfrentou aquele que é considerado o seu principal rival, o Peru. Com gols de Eduardo Vargas, a equipe venceu os peruanos por 2 a 1 para voltar à decisão da Copa América depois de 28 anos.

O adversário na final foi a Argentina, que passou por Jamaica, Colômbia e Paraguai. O time argentino também tinha seus motivos para almejar o troféu, como a fila de 23 anos sem títulos e o frustrante vice na Copa do Mundo em 2014. Mas o Chile tinha o ambiente a seu favor, com  mais de 45 mil torcedores dentro do Nacional de Santiago para o confronto.

A disputa foi intensa e com lances de parar o coração, como o gol argentino perdido nos acréscimos do segundo tempo. Em 120 minutos de jogo, a bola não entrou na rede. Com o 0 a 0 no placar, a definição aconteceu nos pênaltis. Pelo lado chileno, Matías Fernández, Arturo Vidal e Charles Aránguiz acertaram as três primeiras cobranças, enquanto a Argentina só converteu uma chance.

Na quarta e decisiva cobrança, Alexis Sánchez acertou uma cavadinha com a maior frieza do mundo para fazer 4 a 1 e dar o título inédito ao Chile. O país venceu a Copa América pela quarta, e imediatamente começou a preparação para a disputa da edição especial do ano seguinte, em mais uma das invencionices da Conmebol.

A campanha do Chile:
6 jogos | 3 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 13 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Arquivo/FFCH

Sevilla Campeão da Liga Europa 2015

A liderança agora é isolada. Em 2015, o Sevilla chegou ao tetra da Liga Europa e confirmou a condição de rei da competição. Sob o comando de Unai Emery, revelado na campanha do tri, a equipe rojiblanca mais uma vez passou pela maratona sem temer nenhum adversário e com uma campanha irretocável.

Como detentor do título, o time entrou já na fase de grupos, na chave G, diante de Feyenoord, Rijeka e Standard Liège. Na estreia, venceu os holandeses por 2 a 0 no Ramón Sánchez Pizjuán. Depois, empatou duas vezes fora de casa, por 2 a 2 com os croatas e por 0 a 0 com os belgas. Na quarta rodada, fez 3 a 1 sobre o Liège em casa, seguido pela derrota por 2 a 0 para o Feyenoord em Roterdã e pelo triunfo por 1 a 0 sobre o Rijeka, de novo em casa. Com 11 pontos, os rojiblancos acabaram na segunda posição.

Classificado para a terceira fase, o Sevilla não perdeu mais. Começando pelo Borussia Mönchengladbach, que venceu por 1 a 0 no Ramón Pizjuán, e por 3 a 2 na Alemanha. Nas oitavas de final, a vítima foi o Villarreal. No primeiro jogo, vitória por 3 a 1 no El Madrigal. Na segunda partida, 2 a 1 em casa.

Nas quartas de final, o adversário foi Zenit. A ida foi disputada no Ramón Pizjuán. De virada, com gols de Carlos Bacca e Denis Suárez, os rojiblancos venceram por 2 a 1. A volta aconteceu em São Petersburgo. Desta vez, foi o Sevilla que levou a virada no placar, mas Kevin Gameiro salvou a vaga na semifinal ao empatar por 2 a 2 a cinco minutos do fim.

Na semi, o Sevilla enfrentou a Fiorentina, no confronto mais fácil de toda a jornada. A primeira partida foi realizada na Espanha, e os andaluzes ganharam por 3 a 0, com dois gols de Aleix Vidal e um de Gameiro. O segundo jogo foi em Florença, e a classificação veio no triunfo por 2 a 0. Os tentos foram anotados por Bacca e Daniel Carriço.

Na final, o Sevilla enfrentou o Dnipro Dnipropetrovsk, da Ucrânia. O time bateu Copenhagen, Hadjuk Split, Qarabag, Saint-Étienne, Olympiacos, Ajax, Club Brugge e Napoli. O jogo foi no Estádio Nacional de Varsóvia, na Polônia. Os rojiblancos começaram perdendo aos sete minutos, mas empataram aos 28 com Grzegorz Krychowiak. Aos 31, Bacca virou, e aos 44 veio o empate adversário. No segundo tempo, aos 28, Bacca fez 3 a 2 e confirmou a quarta conquista espanhola.

A campanha do Sevilla:
15 jogos | 11 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 29 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Martin Rose/Getty Images

Estados Unidos Campeão da Copa do Mundo Feminina 2015

Novo marco na evolução da Copa do Mundo Feminina aconteceu entre 2011 e 2015. De 16 seleções, o torneio passou para 24, o que tornou possível o surgimento de novas forças e a estreia de muitos países que ainda engatinham na modalidade. Foram oito nesta primeira oportunidade, exatamente o número do aumento.

O país escolhido para sediar o Mundial de 2015 foi o Canadá, aclamado depois que o Zimbábue desistiu da disputa. Jogando em casa, as canadenses pintaram como possíveis candidatas ao título, mas o favoritismo recaía outra vez sobre as seleções tradicionais, como Alemanha, Suécia, Japão e Estados Unidos, além de França e Inglaterra, que apresentavam um ótimo crescimento. O Brasil já não tinha o mesmo peso que nas edições anteriores, mas podia chegar também. E foi o time estadunidense quem chegou para o tri, vindo de um amargo vice e sem vencer há 16 anos.

As estadunidenses foram sorteadas para o grupo D, e o começo foi com vitória por 3 a 1 sobre a Austrália. Contra a Suécia, empate por 0 a 0 adiou a classificação. A confirmação veio na rodada final, com 1 a 0 sobre a Nigéria. Com sete pontos, os Estados Unidos terminaram na liderança.

Nas oitavas de final, a vítima foi a Colômbia, derrotada por 2 a 0. Carli Lloyd fez o segundo gol desta partida e iniciou (tardiamente) o caminho rumo à artilharia. Nas quartas, contra a China, Lloyd fez o gol da vitória por 1 a 0. E na semifinal, a vitória foi sobre a Alemanha, por 2 a 0.

Em 5 de julho, a final reservou a revanche dos Estados Unidos contra o Japão, que eliminou Equador, Holanda, Austrália e Inglaterra. O jogo foi disputado no BC Place, em Vancouver, e a torcida viu ali um time mordido, disposto a vingar o vice sofrido na Copa passada. Em 16 minutos, as estadunidenses já marcavam quatro vezes, com Lauren Holiday e um hat-trick de Lloyd, que completou a série com um golaço, chutando a bola do meio de campo.

As japonesas reagiram com um gol de Yūki Ogimi e outro contra de Julie Johnston, mas Tobin Heath fez 5 a 2 aos nove do segundo tempo e decretou o maior placar em finais da Copa Feminina. Finalmente, os Estados Unidos chegavam ao tricampeonato, e Lloyd completava sua escalada com o prêmio de melhor jogadora do torneio e a honra de ser a capitã do título.

A campanha dos Estados Unidos:
7 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 14 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Ronald Martinez/Getty Images

Santa Fe Campeão da Copa Sul-Americana 2015

Treze anos depois de seu lançamento, a Copa Sul-Americana viu um time da Colômbia ser campeão. Em 2015, o Independiente Santa Fe superou a barreira dos vices de seu rival Atlético Nacional e chegou ao maior título de sua história, 19 temporadas depois de também ter obtido um segundo lugar continental, na Copa Conmebol de 1996.

A campanha de "los cardenales" começou na primeira fase, dividida em Zona Sul (Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia) e Zona Norte (Colombia, Equador, Peru e Venezuela). O adversário foi a LDU Loja, o qual empatou por 0 a 0 no Equador e venceu por 3 a 0 em Bogotá. Na segunda fase, o Santa Fe passou de modo marcante pelo Nacional do Uruguai: vitória por 2 a 0 em Montevidéu e derrota por 1 a 0 em El Campín, em casa.

O terceiro adversário albirrojo foi o Emelec, nas oitavas de final. Na ida, no Equador, perdeu de virada por 2 a 1. Na volta, venceu em Bogotá por 1 a 0 e se classificou via regra do gol marcado como visitante. Mas quartas, foi a vez de passar pelo semi-xará Independiente. Na primeira partida, vitória por 1 a 0 na Argentina. No segundo jogo, empate por 1 a 1 na Colômbia classificou o Santa Fe à semifinal.

Na etapa seguinte, os cardenales enfrentaram o Sportivo Luqueño, do Paraguai. Na ida, em Luque, os colombianos correram atrás do empate por 1 a 1. A volta foi disputada em El Campín, e a classificação à final veio com a ajuda do regulamento, no empate sem gols que fez valer outra vez a regra do gol anotado fora de casa.

O Santa Fe encarou na decisão da Sul-Americana o Huracán, clube argentino que passou por Tigre, Sport, Defensor e River Plate. O primeiro jogo foi disputada em Buenos Aires, no Estádio Tomás Ducó. Acabou empatado sem gols.

A segunda partida foi realizada em El Campín. De novo, 0 a 0 no placar. Nos pênaltis, o goleiro Róbinson Zapata defendeu um, viu mais duas irem na trave e o Santa Fe vencer por 3 a 1, cobranças convertidas por Omar Pérez, Luis Seijas e Leyvin Balanta.

A campanha do Santa Fe:
12 jogos | 4 vitórias | 6 empates | 2 derrotas | 10 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Guillermo Legaria/AFP/Getty Images

Barcelona Campeão da Liga dos Campeões 2015

Depois de quatro anos de hiato, o Barcelona recuperou sua dominância na Liga dos Campeões em 2015. Com três títulos até esta altura, o clube já era o principal ganhador do século 21. A conta subiu para quatro (cinco ao todo) sob a sintonia fina de um trio de ataque que infernizou os adversários: Lionel Messi, Luis Suárez e Neymar. No comando técnico, um ídolo dos anos 90: Luis Enrique.

Na primeira fase, o time catalão ficou no grupo F, junto de Apoel (Chipre), Ajax e Paris Saint-Germain. Em seis jogos, foram conquistadas cinco vitórias com 15 pontos no total. A campanha foi tão sossegada que a classificação veio logo na quarta rodada, na vitória por 2 a 0 sobre os holandeses fora de casa. A disputa com o PSG pela liderança da chave foi mais quente. Os franceses estavam na frente até a última rodada, mas a equipe blaugrana fez 3 a 1 no confronto direto no Camp Nou e ficou na primeira posição com dois pontos a mais.

Nas oitavas de final, o Barça enfrentou o Manchester City e avançou mais uma casa com dois triunfos: na ida, 2 a 1 na Inglaterra. Na volta, 1 a 0 na Espanha. Nas quartas, foi a vez de encarar novamente o PSG. O primeiro jogo foi no Parc des Princes, e os catalães se vingaram da única derrota sofrida na primeira fase (1 a 0 na segunda rodada) ao vencer por 3 a 1, com um gol de Neymar e dois de Suárez. A segunda partida foi no Camp Nou, com nova vitória por 2 a 0.

A semifinal foi contra o Bayern de Munique. A ida foi jogada em casa, e os blaugranas abriram 3 a 0 de vantagem, com dois gols de Messi e outro de Neymar a partir dos 32 minutos do segundo tempo. A volta foi na Alemanha, e novo triunfo por 3 a 2 colocou o Barcelona na final.

O adversário grená na decisão foi a Juventus, que eliminou Olympiacos, Malmö, Borussia Dortmund, Monaco e Real Madrid. A partida foi realizada no Estádio Olímpico de Berlim, na Alemanha. Com mais qualidade que os italianos, o Barça foi mais eficiente e levou o penta ao vencer por 3 a 1. Aos quatro minutos do primeiro tempo, Ivan Rakitic abriu o placar. Aos dez do segundo, veio o empate rival. O desempate saiu aos 23, com Suárez. E aos 52, Neymar finalizou.

A campanha do Barcelona:
13 jogos | 11 vitórias | 0 empates | 2 derrotas | 31 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Marcus Brandt/EFE/EPA

River Plate Campeão da Libertadores 2015

Do topo ao poço, e do poço ao topo. O River Plate conheceu os dois lados da história. Longe do título da Libertadores desde 1996, o clube argentino colecionou decepções no início dos anos 2000 e acabou rebaixado para a segunda divisão nacional em 2011.

O time voltou à elite em 2013, e logo tornou a escalar a montanha da América do Sul. Em 2014, foi campeão argentino e da Copa Sul-Americana. E em 2015, chegou ao tricampeonato da Libertadores.

Porém, a primeira fase do Millonario foi sofrida. No grupo 7, enfrentou Tigres UANL, Juan Aurich e San José. Nas cinco primeiras partidas, a equipe não venceu. Com quatro empates, precisava vencer o San José, em casa, e secar o Juan Aurich, que recebeu o Tigres. Pois, o River fez 3 a 0 nos bolivianos, e os peruanos levaram 5 a 4 dos mexicanos. Com sete pontos, os argentinos beliscaram a vice-liderança com um ponto a mais que o Aurich.

De longe o pior dos 16 classificados, o River enfrentou seu maior rival nas oitavas de final, o Boca Juniors. No Monumental de Nuñez, vitória por 1 a 0. Na Bombonera, o jogo de volta durou só 45 minutos. Tudo porque, na volta do intervalo, um torcedor millonario jogou spray de pimenta no túnel do vestiário do Boca, e os jogadores recusaram-se a fazer o segundo tempo. A partida estava 0 a 0, e o W.O. a favor do River foi confirmado.

Nas quartas, os argentinos passaram pelo Cruzeiro, depois de perder em casa por 1 a 0 e reverter no Mineirão ao vencer por 3 a 0. Na semifinal, foi a vez de eliminar o Guaraní do Paraguai ao ganhar por 2 a 0 no Monumental e empatar por 1 a 1 em Assunção.

Na final, o River reencontrou o Tigres, que na outra chave bateu Universitario de Sucre, Emelec e Internacional. A ida foi no México, no Estádio Universitario, em Monterrey. A partida foi complicada, mas os argentinos conseguiram segurar o 0 a 0. A volta aconteceu no Monumental de Nuñez, e o River Plate garantiu o título ao vencer por 3 a 0, gols de Lucas Alario, Carlos Sánchez e Ramiro Funes Mori.

A campanha do River Plate:
14 jogos | 5 vitórias | 7 empates | 2 derrotas | 18 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Alejandro Pagni/AFP

Ferroviária Campeã da Libertadores Feminina 2015

Pela primeira vez em seis anos de história, a Libertadores Feminina viaja do Brasil. O local escolhido pela Conmebol para a edição de 2015 foi a Colômbia, mais precisamente no Departamento de Antioquia. As cidades-sede foram Medellín, Envigado e Girardota. O regulamento seguiu como os anteriores, com 12 participantes em três grupos. O Brasil enviou dois representantes, paulistas: o São José, defendendo o título, e a Ferroviária, campeã do Brasileirão.

No auge da sua tradição de quase 15 anos no futebol feminino, a Locomotiva ficou no grupo B, sediado no Estadio Municipal de Girardota. Sua estreia já foi arrasadora, goleando por 5 a 0 o Espuce, do Equador. Nesta partida, a atacante Nenê antou um poker-trick (quatro gols). A campanha seguiu com outra goleada, por 4 a 0 sobre o Colón, do Uruguai.

A folga no saldo permitiu às Guerreiras Grená empatar sem gols com o UAI Urquiza, da Argentina. A equipe encerrou a primeira fase na liderança com sete pontos, superando as próprias argentina com sete gols a mais de diferença.

A semifinal foi caseira, contra o São José. Atuando no Polideportivo Sur, em Envigado, a Ferroviária derrotou o rival por 1 a 0, com o quinto gol da artilheira Nenê.

A Libertadores Feminina fez sua decisão no Atanasio Girardot, em Medellín. A Ferroviária encontrou um time que já sabia o gosto do título, o Colo Colo. Mas as campeãs de 2012 não foram páreo para as Guerreiras Grená, que fizeram três gols no primeiro tempo, com Tábatha (duas vezes) e Barrinha.

As chilenas descontaram para 3 a 1 nos acréscimos, mas a vantagem confortável permitiu que as brasileiras administrassem toda a etapa final. Depois, foi só comemoração pelo primeiro título sul-americano do clube.

A campanha da Ferroviária:
5 jogos | 4 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 13 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Tetê Viviani/Divulgação/Ferroviária

Cuiabá Campeão da Copa Verde 2015

O regulamento da primeira Copa Verde foi mantido para a realização da segunda edição, em 2015. Desde oitavas de final, 16 clubes de 11 Estados lutaram pelo título e pela vaga na Copa Sul-Americana do ano seguinte. Mais uma vez Goiás optou por não entrar na competição. Assim, a briga pelo título ficou entre as equipes mato-grossenses e paraenses, com uma decisão onde país viu o Cuiabá fazer o épico contra o Remo.

Mas antes, o Dourado precisou enfrentar nas oitavas de final o CENE, do Mato Grosso do Sul. A classificação foi tranquila, com vitórias por 1 a 0 fora de casa e por 3 a 1 em casa. Nas quartas, o adversário foi o Estrela do Norte. E a passagem à semifinal veio com vitória por 1 a 0 na ida no Espírito Santo e empate por 1 a 1 na volta no Mato Grosso. A semi foi contra o Luverdense, e mais uma vez o Cuiabá definiu seu confronto com vitória fora, por 1 a 0, e empate em casa, por 0 a 0.

A última disputa do Dourado foi contra o Remo, na final. O time paraense chegou junto após ter eliminado seu rival Paysandu nos pênaltis. A partida de ida aconteceu no Mangueirão, em Belém. Diante de uma forte e de uma torcida grande, o Cuiabá não resistiu e levou 4 a 1, no que deu a impressão de tudo já estar perdido.

Mas ainda tinha a volta na Arena Pantanal. A torcida não levou muita fé e apenas pouco mais de 3 mil torcedores compareceram. Foram sortudos, pois viram uma virada sensacional. No primeiro tempo, o Dourado já fazia três gols e revertia o confronto. No segundo tempo, aos 4 minutos, saiu o quarto gol pelos pés de Raphael Luz (que ali completou um hat-trick).

O Remo descontou aos 28 tentando forçar a disputa de pênaltis, mas aos 35 Nino Guerreiro fez seu segundo e o quinto cuiabanista. Com 5 a 1 no placar, a história estava contada, e o Cuiabá chegava a um título histórico, obtido em uma virada difícil de se ver.

A campanha do Cuiabá:
8 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 13 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Pedro Lima/Cuiabá

Barcelona Campeão Mundial 2015

Nova mudança na sede marcou a passagem do Mundial de Clubes para 2015. Dois países entraram na disputa para suceder o Marrocos: Índia e Japão. O primeiro desistiu antes da votação, e os nipônicos ganharam pela terceira vez o direito de abrigar o torneio. Assim como aconteceu na primeira passagem, a segunda também contou com a força e a qualidade do Barcelona no topo.

Vários dos nomes que marcaram a história do clube em 2009 e 2011 já não estavam presentes, como Pep Guardiola e Xavi, que buscaram novos caminhos, além do capitão Carles Puyol, que se aposentou. Mas o legado permanecia forte, agora sob o comando de Luis Enrique e com Andrés Iniesta usando a braçadeira de capitão. Desde os 12 anos de idade no clube, o meia tornou-se o símbolo maior de uma era vitoriosa do futebol não só catalão, mas também espanhol. Lionel Messi também seguia no time, marcando gols em profusão, mas agora com o auxílio de Luis Suárez. O Barça chegou ao Mundial após conquistar o quinto título da Liga dos Campeões, superando a Juventus na final.

O principal oponente na tentativa de frear os catalães foi o River Plate, tricampeão da Libertadores ao vencer o Tigres UANL. As outras vagas ficaram com: América do México, campeão da Concacaf; Guangzhou, vencedor da Ásia; Mazembe, campeão africano; Auckland City, representante da Oceania; e Sanfrecce Hiroshima, campeão da J-League.

Na abertura do torneio, o Sanfrecce derrotou o Auckland por 2 a 0. Depois, venceu o Mazembe por 3 a 0, nas quartas de final. O Guangzhou eliminou o América por 2 a 1. Na disputa pelo quinto lugar, os mexicanos superaram os congoleses por 2 a 1. Na semifinal, o River entrou primeiro em campo, vencendo o Hiroshima por 1 a 0. A estreia blaugrana aconteceu em 17 de dezembro, em Yokohama, contra o Guangzhou. O Barcelona venceu com tranquilidade por 3 a 0, todos os gols marcados por Suárez. Antes da final, houve a disputa pelo terceiro lugar, e os japoneses superaram os chineses por 2 a 1.

No dia 20, Barcelona e River se enfrentaram em Yokohama na decisão. O time argentino entrou com esperança de surpreender, mas a partida rapidamente deixou de ser equilibrada. Aos 36 minutos do primeiro tempo, Messi abriu o placar, dando início a mais uma goleada catalã. Aos quatro minutos do segundo tempo, Suárez ampliou, e aos 23, voltou a marcar, fechando o 3 a 0. O resultado permaneceu até o apito final, confirmando a superioridade espanhola.

A conquista do tricampeonato mundial do Barcelona veio acompanhada de uma enxurrada de prêmios individuais. Suárez levou tanto a Bola quanto a Chuteira de Ouro. O uruguaio só não recebeu também o carro porque a Toyota já não patrocinava a competição. Messi ficou com a Bola de Prata, enquanto Iniesta faturou a de Bronze.


Foto Mike Hewitt/FIFA

Rio Preto Campeão Brasileiro Feminino 2015

A CBF impôs os mesmos critérios de 2014 na definição dos clubes participantes do Brasileiro Feminino de 2015: os 8 melhores colocados no ranking, os 10 melhores do Brasileiro Masculino e os campeões nacionais femininos da temporada anterior. Como estas duas últimas foram ocupadas pela Ferroviária, o vice Kindermann herdou uma delas.

A ideia de distribuir vagas pela competição masculina não vingou menos ainda que antes, pois só três clubes (Flamengo, Santos e América-MG) aceitaram a condição. As outras sete também foram via ranking, e uma delas acabou ocupada pelo Rio Preto, time estreante e com três vices no estadual paulista até então.

O Verdão ficou no grupo 1 do Brasileirão, que repetiu o regulamento das edições passadas. Nos dois primeiros jogos, em São José do Rio Preto, vitória por 3 a 0 sobre o Iranduba e derrota por 1 a 0 para o Santos. No restante da fase, goleada por 5 a 1 sobre o Pinheirense em Belém e vitória por 1 a 0 sobre a Ferroviária em Araraquara. Com nove pontos, o time alviverde avançou na segunda posição.

Na segunda fase, a CBF promoveu um draft, emprestando as atletas da Seleção Permanente para as oito classificadas. O Rio Preto ficou com duas jogadoras: a goleira Luciana e a atacante Darlene. No grupo 2, o Verdão começou goleando o Flamengo por 5 a 0 no Anísio Haddad. Na sequência, dois empates: 2 a 2 com o Tiradentes no Piauí e 1 a 1 com o América em Minas Gerais.

No returno, vitória e derrota em casa: 1 a 0 sobre o América-MG e 1 a 0 para o Tiradentes. Valendo a vaga na semifinal, o Rio Preto venceu o Flamengo por 1 a 0 no Rio de Janeiro. A equipe se garantiu na vice-liderança, com 11 pontos. Na semi contra o Centro Olímpico, empates por 1 a 1, tanto em Rio Preto quanto em Osasco. Nos pênaltis, o Verdão venceu por 4 a 2 e se classificou para a final.

A disputa pelo título inédito foi entre Rio Preto e São José. A ida foi no Anísio Haddad, e o alviverde fez valer o mando ao vencer por 1 a 0, gol da zagueira Ana. A volta foi Martins Pereira, em São José dos Campos. Com a vantagem, o Rio Preto largou na frente com gol de Jéssica no primeiro tempo. O rival até empatou mas não passou disto, e o resultado de 1 a 1 confirmou a conquista histórica às jogadoras alviverdes e ao clube do interior paulista.

A campanha do Rio Preto:
14 jogos | 7 vitórias | 5 empates | 2 derrotas | 23 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Robson Fernandjes/AllSports

Ceará Campeão da Copa do Nordeste 2015

Demorou 21 anos, mas em 2015 a Copa do Nordeste finalmente reuniu todos os nove Estados que compõem a região. Antigos integrantes da Copa Norte e deslocados da Copa Verde, Maranhão e Piauí tiveram suas entradas aprovadas pela CBF e Liga do Nordeste. Deste modo, a competição saltou de 16 para 20 participantes, ganhando também um quinto grupo na primeira fase. Dentro de campo, tivemos as forças de sempre lutando pelo título, que desta vez cairia em novas mãos, nas do Ceará.

O Vozão ficou no grupo D da primeira fase. Rapidamente o clube se credenciou ao favoritismo. A estreia foi justamente com um Clássico-Rei contra o Fortaleza, empate por 1 a 1 no Castelão. Na sequência, outro empate por 1 a 1 com o River no Piauí e vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo-PB em casa fecharam o turno. No returno, o Ceará tornou a empatar por 1 a 1 fora de casa, desta vez contra o Botafogo na Paraíba. Voltando à Fortaleza, o time alvinegro venceu o River por 1 a 0. Na última rodada, a vitória no Clássico-Rei por 2 a 1 garantiu a classificação.

Com 12 pontos, o Vozão ficou na liderança e não dependeu do índice técnico, já que somente três dos cinco vices avançariam. Nas quartas de final, o Ceará foi sorteado para enfrentar o Salgueiro. A ida foi disputada no interior de Pernambuco, e o time alvinegro venceu por 2 a 0. A volta foi no Castelão, e nova vitória por 2 a 1 confirmou mais uma classificação cearense.

Na semifinal, foi a vez de encarar o Vitória. O primeiro jogo em Fortaleza foi 0 a 0. O segundo jogo foi em Salvador, e o Ceará precisava fazer gol e não perder. Conseguiu, com o empate por 2 a 2 (estando duas vezes atrás no placar). A regra do gol fora colocou o Vozão na final contra o Bahia.

A decisão da Copa do Nordeste começou na mesma cidade onde acabou a semifinal. Na Fonte Nova, o Ceará conseguiu dominar o ímpeto baiano e venceu por 1 a 0, conquistando uma enorme vantagem. A volta foi jogada no Castelão, diante de mais de 63 mil torcedores. Sem tempo a perder, o Ceará tratou de aumentar a soma dos placares aos 15 minutos do primeiro tempo e aos seis do segundo. O Bahia descontou faltando dois para acabar, mas a festa já acontecia. A vitória por 2 a 1 deu ao Ceará um título inédito, o principal de sua história centenária.

A campanha do Ceará:
12 jogos | 7 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 16 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto LC Moreira/Futura Press

Botafogo-SP Campeão Brasileiro Série D 2015

Em 2015, ocorreu a última edição da Série D do Brasileirão no formato de 40 clubes. O torneio também ficou marcado por despedidas: após várias tentativas e anos de calvário, finalmente chegava a vez do Remo comemorar o tão sonhado acesso à Série C. A caminhada paraense estendeu-se até a semifinal, momento em que caiu diante do futuro campeão. Dono de grande tradição no interior paulista, o Botafogo de Ribeirão Preto alcançou a principal conquista de sua história com méritos e um bom uso do regulamento.

A trajetória do Pantera na etapa inicial foi discreta. Com três vitórias, quatro empates e uma derrota, a equipe avançou na segunda colocação do Grupo A6, empatada com os mesmos 13 pontos do Gama. O saldo de gols provou-se decisivo a favor dos paulistas, impulsionado principalmente pela goleada por 5 a 1 aplicada sobre o Villa Nova-MG no Estádio Santa Cruz. O CRAC liderou a chave com 18 pontos, enquanto o Duque de Caxias completou o grupo.

Nas oitavas de final, o chaveamento promoveu o reencontro do Botafogo com o CRAC. O retrospecto na fase de grupos não trazia bons presságios aos paulistas, que haviam perdido por 1 a 0 em casa e empatado sem gols fora. No mata-mata, contudo, a história foi outra: o Pantera construiu uma sólida vantagem ao vencer por 3 a 0 no Santa Cruz e confirmou a vaga mesmo com a derrota por 1 a 0 em Catalão.

Nas quartas de final, o adversário foi o São Caetano, outro forte concorrente ao título. O primeiro confronto, em Ribeirão Preto, terminou com um heroico triunfo do Botafogo por 2 a 1, de virada, com gols de César Gaúcho e Caio Ruan. Diante do risco do gol sofrido em casa, a equipe armou um ferrolho tático para o duelo de volta no Anacleto Campanella. A estratégia funcionou com perfeição, o Tricolor segurou o 0 a 0 e comemorou o retorno à terceira divisão.

Na semifinal diante do Remo, a disciplina tática voltou a ser vista e a vaga na decisão veio com uma vitória por 1 a 0 no Santa Cruz, gol de Ailton, e mais um empate impecável e sem gols, em um Mangueirão lotado em Belém.

A final colocou o Botafogo-SP diante do River, que eliminou Estanciano, Lajeadense e o Ypiranga de Erechim nas penalidades. A primeira partida, no Santa Cruz, foi um movimentado triunfo por 3 a 2, coroado por um hat-trick de Francis. Para o segundo jogo, a ordem era mais uma vez defender a vantagem longe de seus domínios. Encarando mais de 40 mil torcedores no Albertão, em Teresina, o Botafogo voltou a demonstrar frieza e solidez para segurar o empate em 0 a 0. A igualdade em solo piauiense consagrou o Botafogo-SP como o grande campeão da Série D de 2015, coroando a maior conquista da centenária do Pantera da Mogiana.

A campanha do Botafogo-SP:
16 jogos | 7 vitórias | 7 empates | 2 derrotas | 20 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Rogério Moroti/Botafogo-SP

Vila Nova Campeão Brasileiro Série C 2015

Na temporada de 2015, foi possível enfim afirmar que a Série C havia se consolidado em definitivo no calendário do futebol brasileiro, ostentando um regulamento estável, número fixo de participantes e ampla transmissão televisiva. A edição daquele ano contou mais uma vez com camisas de peso no cenário nacional: Fortaleza, Guarani e Juventude ganharam a companhia de Portuguesa, América-RN, Brasil de Pelotas e Vila Nova. Dentre os concorrentes, a honra de erguer a taça coube à equipe goiana.

Na primeira fase, o Tigre ficou no Grupo A e começou bem sua trajetória ao vencer o Cuiabá por 1 a 0 em Goiânia. Da estreia até a virada do turno, o time somou mais cinco vitórias, um empate e duas derrotas. No returno, o Vila sustentou a boa fase com mais quatro triunfos. As vitórias mais marcantes vieram longe de seus domínios, em um 3 a 0 sobre o Icasa em Juazeiro do Norte, e no Serra Dourada, ao bater o Salgueiro por 2 a 1 para ir ao mata-mata. O Colorado encerrou no terceiro lugar da chave, somando 33 pontos em dez vitórias, três empates e cinco derrotas.

Nas quartas de final, o desafio do Vila Nova foi contra a Portuguesa. No jogo de ida, no Serra Dourada, o time goiano garantiu a vantagem mínima ao vencer por 1 a 0. A missão na partida de volta exigia extrema atenção no Canindé, em São Paulo. Com um início de jogo fulminante, o Tigre venceu novamente, desta vez por 2 a 1, e celebrou o retorno à segunda divisão.

Livre da pressão do acesso, o Vila encarou o Brasil de Pelotas na semifinal. Em confrontos equilibrados, os dois jogos terminaram sem gols, tanto no Rio Grande do Sul quanto em Goiás. Na disputa por pênaltis, os goianos demonstraram maior pontaria e venceram por 4 a 3, garantindo a vaga na decisão.

A disputa do título colocou o Vila Nova frente a frente com o Londrina, que eliminou Confiança e Tupi. O confronto de ida foi disputado no Estádio do Café, onde o time colorado esbarrou na forte marcação paranaense, perdeu por 1 a 0 e levou a desvantagem para casa.

A volta transformou o Serra Dourada em um caldeirão. Precisando vencer por dois gols de diferença para levar a taça, o Vila proporcionou uma grande atuação. O time sofreu um susto ao ver o Londrina abrir o placar, mas reagiu com a virada em gols de Ramires e Moisés. Como o placar ainda favorecia os visitantes, o gol da tranquilidade veio aos sete minutos da etapa final, com Zotti. Já nos acréscimos, Moisés guardou mais um para fechar o placar. A goleada por 4 a 1 consagrou o Vila Nova como bicampeão da Série C, tornando-se o clube o segundo a alcançar dois troféus na história da competição.

A campanha do Vila Nova:
24 jogos | 13 vitórias | 5 empates | 6 derrotas | 31 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Leo Iran/Diário de Goiás

Botafogo Campeão Brasileiro Série B 2015

Mais uma temporada de Série B contou com a presença de um participante do grupo dos 12 grandes. Em 2015, após uma temporada turbulenta no ano anterior, o Botafogo encarava o segundo rebaixamento de sua história. Se na primeira passagem, em 2003, o clube havia retornado como vice-campeão, desta vez a história seria escrita com o troféu nas mãos.

A estreia do Fogão foi positiva e deu o tom da campanha: uma vitória por 1 a 0 sobre o Paysandu, no Mangueirão, em Belém. O topo da tabela foi alcançado pela primeira vez na quinta rodada, após o triunfo por 2 a 1 sobre o Paraná, na Vila Capanema.

A primeira derrota alvinegra só aconteceu na nona partida, por 4 a 2 para o Macaé, no Moacyrzão mas o resultado não tirou os cariocas da liderança. O Botafogo sustentou o posto até a 17ª rodada, quando a derrota por 1 a 0 diante do Santa Cruz, no Arruda, permitiu que o Vitória assumisse a primeira posição. 

Nesse meio-tempo, a diretoria botafoguense promoveu uma mudança no comando técnico, substituindo Renê Simões por Ricardo Gomes. Sob nova direção na beira do campo, o alvinegro assimilou o golpe, manteve a regularidade e fechou o primeiro turno na vice-liderança.

A soberania baiana na ponta da tabela durou até a 22ª rodada. Em uma atuação de gala no Engenhão, o Botafogo goleou o Atlético-GO por 4 a 0 e recuperou a liderança isolada, para não largar mais até o fim do campeonato. O tão esperado retorno à elite do futebol nacional foi confirmado na 35ª rodada. Jogando no Mato Grosso, o Glorioso venceu o Luverdense por 1 a 0, no Estádio Passo das Emas.

Duas semanas depois, na 37ª partida, veio a consagração definitiva: o título nacional foi selado com uma vitória por 2 a 1 sobre o ABC. Curiosamente, a partida da taça aconteceu no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, já que o clube potiguar, já rebaixado, optou por vender o mando de campo que originalmente seria em Natal.

O elenco campeão mesclou a liderança do goleiro de seleção brasileira Jefferson, a consistência de Willian Arão, a técnica de Daniel Carvalho e a velocidade de Neílton e do uruguaio Navarro. O Botafogo fechou a Série B com 72 pontos conquistados com 21 vitórias, nove empates e oito derrotas. Conquistaram o passaporte para a primeira divisão ao lado do Fogão as equipes do Santa Cruz, do Vitória e do América-MG.

A campanha do Botafogo:
38 jogos | 21 vitórias | 9 empates | 8 derrotas | 60 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Vítor Silva/Botafogo

Corinthians Campeão Brasileiro 2015

O Campeonato Brasileiro de 2015 registrou um marco histórico para o Corinthians. O clube chegou ao hexa nacional com 71% de aproveitamento, um dos maiores de toda a história do torneio. Sob a batuta de Tite, que retornava ao clube após um ano sabático, o alvinegro apresentou um futebol coletivo, tático e envolvente que não deu chances aos concorrentes.

O ano começou cercado de desconfiança após eliminações precoces no Paulista e na Libertadores, mas a estreia no Brasileirão foi simbólica: vitória por 1 a 0 sobre o então bicampeão Cruzeiro, no Mineirão. Embora tenha assumido a liderança já na segunda rodada, ao bater a Chapecoense por 1 a 0 em casa, o time sofreu com a saída de jogadores importantes e tropeços subsequentes, incluindo uma derrota no Derby para o Palmeiras por 2 a 0 em plena Arena em Itaquera, na quarta partida.

No entanto, Tite montou o meio-campo com Jadson e Renato Augusto, que viveram ali o auge técnico de suas carreiras. A perseguição ao surpreendente Sport e, principalmente, ao Atlético-MG foi implacável. A liderança foi obtida de maneira definitiva na 18ª rodada, em uma vitória épica por 4 a 3 contra o Sport na Arena Corinthians.

O returno do Corinthians beirou a perfeição. A equipe se tornou uma máquina de somar pontos, aliando a melhor defesa do campeonato a um ataque extremamente eficiente. O golpe de misericórdia no Atlético-MG ocorreu na 33ª rodada: uma vitória categórica por 3 a 0 em pleno Independência, que silenciou Belo Horizonte e deixou o título nas mãos dos paulistas.

O hexacampeonato foi matematicamente confirmado na 35ª rodada, em um empate em 1 a 1 com o Vasco em São Januário. Com o apito final, a consagração de um grupo que contava com nomes como Vágner Love, Elias e Cássio.

Já com a faixa de campeão, o Timão viveu um momento de euforia absoluta na 36ª rodada. Mesmo com um time majoritariamente reserva, o Corinthians aplicou uma goleada histórica de 6 a 1 sobre o rival São Paulo na Arena, transformando o dia da entrega do troféu em uma festa inesquecível.

O Corinthians encerrou a competição com 81 pontos, 12 a mais sobre o Atlético-MG, e 24 vitórias. O título selou de vez o ciclo vitorioso de Tite no alvinegro antes de sua partida para a Seleção Brasileira, deixando para a história um dos times mais equilibrados que o Brasil já viu.

A campanha do Corinthians:
38 jogos | 24 vitórias | 9 empates | 5 derrotas | 71 gols marcados | 31 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Palmeiras Campeão da Copa do Brasil 2015

Em 2015, após atravessar um período turbulento com o rebaixamento em 2012, o retorno à elite em 2013 e a luta contra nova queda em 2014, o Palmeiras precisava de um reencontro com sua grandeza. Naquela temporada de recomeço, o clube alcançaria o tricampeonato da Copa do Brasil, selando a primeira conquista de uma nova era. O palco foi o recém-inaugurado Allianz Parque, erguido sobre o solo do antigo Palestra Itália, em um título que abriria caminho para uma sequência de glórias nos anos seguintes.

A campanha do Verdão começou contra o Vitória da Conquista, da Bahia. No jogo de ida, a goleada por 4 a 1 fora de casa garantiu a classificação direta. Na segunda fase, o time superou o Sampaio Corrêa após um empate por 1 a 1 em São Luís e uma goleada por 5 a 1 em São Paulo.

Na terceira fase, o Palmeiras reencontrou o ASA, seu carrasco de 2002. Treze anos depois, o confronto foi igualmente difícil, mas a revanche aconteceu: após um empate sem gols no Allianz Parque, o Verdão venceu por 1 a 0 no jogo de volta, disputado em Londrina após a venda do mando de campo pelos alagoanos, com gol do jovem Gabriel Jesus.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Cruzeiro. O Palmeiras venceu ambas as partidas: 2 a 1 em casa e 3 a 2 no Mineirão. Nas quartas, o rival foi o Internacional, e o Alviverde avançou após empatar por 1 a 1 em Porto Alegre e vencer por 3 a 2 em um duelo eletrizante em São Paulo.

A semifinal contra o Fluminense reservou muito drama. No Maracanã, o Palmeiras foi derrotado por 2 a 1, com Zé Roberto marcando um gol vital que diminuiu o prejuízo. Na volta, Lucas Barrios anotou duas vezes e o Verdão devolveu o placar de 2 a 1. A vaga foi decidida nos pênaltis, com vitória palmeirense por 4 a 1.

A decisão de 2015 protagonizou o Clássico da Saudade entre Palmeiras e Santos, que chegava à final após eliminar Londrina, Maringá, Sport, Corinthians, Figueirense e São Paulo. Uma novidade importante: a partir daquela edição, a regra do gol fora de casa deixou de valer para a final. Na ida, na Vila Belmiro, o Santos venceu por 1 a 0 com um gol nos minutos finais. A volta, no Allianz Parque, foi épica. Dudu marcou duas vezes no segundo tempo, aos 11 e aos 39 minutos, mas o Santos descontou para 2 a 1 aos 42. Pela primeira vez, o campeão da Copa do Brasil seria definido nos pênaltis. Por 4 a 3, o Palmeiras ficou com a taça, e a histórica cobrança final foi convertida pelo goleiro Fernando Prass.

A campanha do Palmeiras:
13 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 25 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Miguel Schincariol/AFP/Getty Images

Santos-AP Campeão Amapaense 2015 e Genus Campeão Rondoniense 2015

Os últimos campeões estaduais de 2015. O Santos mantêm firme sua hegemonia no Amapá ao conquistar o tricampeonato estadual. Venceu nos pênaltis o Trem. Em Rondônia, o Genus chega ao seu primeiro título na história, depois de vencer e quebrar a hegemonia do Vilhena na final.


Foto Divulgação/Santos-AP


Foto Paulo Ricardo/FFRO

Rio Branco-AC Campeão Acreano 2015

O Rio Branco do Acre é, sem dúvidas, o maior clube de futebol daquele estado. No estadual, o Estrelão sobrou mais uma vez, e venceu o campeonato pela 45ª vez, entre amador e profissional. Na final, derrotou o novato Galvez por 2x0.


Foto Divulgação/Rio Branco-AC