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Vila Nova Campeão Goiano 1984

A alternância de forças estava muito viva no Campeonato Goiano da década de 1980. Em 1984, foi a vez do Vila Nova recuperar o título estadual e chegar a 11 títulos na sua história.

O estadual teve 12 times na participação. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com cada líder garantindo um ponto extra para a fase final. Nesta, as quatro melhores campanhas na soma geral disputaram um quadrangular de dois turnos. A princípio, valendo o título, mas confusões nos tribunais fariam ocorrer a disputa de uma quarta fase, esta sim para coroar o campeão.

A campanha do Vila Nova começou com derrota por 2 a 0 para o Ceres. A primeira vitória aconteceu no jogo seguinte, por 3 a 0 sobre o Goianésia. Mas o Tigrão não conseguiu emendar uma boa primeira fase, com mais três vitórias, três empates e três derrotas nas partidas restantes. Com 11 pontos, o time foi o sexto colocado, seis pontos atrás do líder Goiânia, que garantiu seu ponto extra.

Na segunda fase, o Vila Nova melhorou. Estreou com vitória por 3 a 0 sobre o Nacional de Itumbiara, seguido por cinco vitórias, quatro empates e uma derrota nos dez jogos seguintes. O time colorado conseguiu somar 16 pontos e acabou na liderança, conseguindo o ponto extra para a etapa seguinte.

Tudo ocorreu bem até o fim da segunda fase. Goiânia, Vila Nova, Atlético e Goiás fizeram as quatro melhores campanhas e estavam no quadrangular final. Porém, irregularidades cometidas pelo Goiás fez a disputa acontecer sub júdice, até o clube ser julgado pelo TJD goiano. Nas seis partidas que que o Tigrão disputou, fez quatro vitórias, um empate e uma derrota, com dez pontos e a primeira colocação. Os resultados davam o título ao Vila, mas o tapetão decidiu pela exclusão do Goiás da fase final, e sua substituição pelo Rio Verde, quinto colocado na soma das duas primeiras etapas.

Um novo quadrangular foi realizado, com o Rio Verde no lugar do Goiás, e um ponto extra concedido ao Vila Nova. Porém, ninguém mais sabia o que valia ou não, até mesmo se o Goiás poderia recorrer e recuperar seu lugar na fase final. Segundo dados da RSSSF Brasil, a etapa com os esmeraldinos acabou transformada em uma terceira fase, enquanto matérias da Revista Placar dizem que o quadrangular foi anulado. De qualquer forma, o Vila Nova não quis correr riscos e arrancou na decisão com três vitórias e um empate nas quatro primeiras rodadas. Na quinta partida, o Tigrão bateu o Rio Verde por 1 a 0 no Serra Dourada e enfim confirmou o título. A última rodada nem foi realizada, devido ao desgaste causado pela confusão para times, dirigentes e torcedores.

A campanha do Vila Nova (segundo a RSSSF Brasil):
33 jogos | 18 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 46 gols marcados | 24 gols sofridos

A campanha do Vila Nova (segundo a Revista Placar):
27 jogos | 14 vitórias | 8 empates | 5 derrotas | 36 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Ronaldo Kotscho/Placar

Vila Nova Campeão Goiano Feminino 2025

O Vila Nova viveu um grande ano, tanto no futebol masculino quanto no feminino. Com as mulheres, o Tigrão foi vice-campeão da Série A3 do Brasileirão, garantindo o acesso para a Série A2. No âmbito local, o clube manteve a soberania e sagrou-se bicampeão estaudal, levando o seu terceiro título goiano.

O campeonato contou com a participação de seis equipes. O regulamento previa que o campeão de cada turno se enfrentaria na final, mas o Vila Nova dominou ambas as fases. No primeiro turno, as coloradas terminaram na liderança com dez pontos, três vitórias, um empate e uma derrota, com destaque para os 16 a 0 sobre o Trindade.

No segundo turno, a equipe foi ainda mais letal, alcançando os 15 pontos e 100% de aproveitamento com cinco vitórias. O título estadual foi selado de forma antecipada na quarta rodada. Jogando em Aparecida de Goiânia, o Vila Nova venceu o Planalto por 2 a 1, resultado que garantiu matematicamente a conquista sem a necessidade de uma final.

A campanha do Vila Nova:
10 jogos | 8 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 40 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Roberto Corrêa/Vila Nova

Vila Nova Campeão Goiano 1982

Depois de ter o sonho do penta interrompido em 1981, o Vila Nova recuperou o título goiano em 1982, chegando a cinco conquistas nos últimos seis campeonatos, e a décima no geral.

O torneio teve a participação de 12 times. Na primeira fase, todos se enfrentaram em dois turnos, com os oito melhores avançando. Na segunda fase, os oito classificados voltaram a jogar em dois turnos e os quatro melhores garantiram a vaga. Na terceira fase, os quatro semifinalistas atuaram novamente em ida e volta em quadrangular. Os dois primeiros colocados foram à decisão.

A campanha do Vila Nova começou em casa, no empate por 2 a 2 com o Nacional de Itumbiara. A primeira vitória aconteceu fora, na segunda rodada, por 2 a 1 sobre o Anápolis. Nos outros 20 jogos, o Tigrão venceu oito, empatou seis e perdeu seis, o que deixou a equipe classificada na modesta sexta colocação, com 25 pontos, seis atrás do líder Goiás.

No octogonal da segunda fase, o Vila assumiu o controle do campeonato. Na estreia, goleou o Itumbiara por 4 a 0 em Goiânia. Na sequência, os colorados venceram mais seis vezes, empataram cinco e perderam duas. Os números colocaram o Tigrão na liderança da tabela, classificado com 19 pontos, seguido por Goiás, Itumbiara e Atlético.

A disputa ficou mais acirrada na terceira fase. Na abertura, em casa, o Vila Nova empatou por 1 a 1 com o Itumbiara. Nos três jogos seguintes, fez outro 1 a 1 com o Atlético e venceu por 2 a 1 tanto o Goiás quanto o rival rubro-negro, já no returno. Na quinta rodada, novo empate com o Itumbiara, sem gols fora de casa, classificou o time colorado para a final. Na última rodada, porém, o Vila perdeu para o Goiás por 2 a 1 e acabou em segundo lugar, com sete pontos.

Vila Nova e Goiás foram à final do estadual, mas o tropeço no fechamento do quadrangular deixou o Tigrão em desvantagem no confronto, que foi todo realizado no Serra Dourada. No primeiro jogo, os times empataram por 0 a 0. Na segunda partida, o Vila venceu por 2 a 1 e conseguiu inverter a vantagem com os esmeraldinos. Assim, o empate por 1 a 1 no terceiro jogo confirmou o título colorado.  

A campanha do Vila Nova:
45 jogos | 19 vitórias | 17 empates | 9 derrotas | 60 gols marcados | 38 gols sofridos


Foto Jerônimo Lino/Placar

Vila Nova Campeão Goiano 1980

O Vila Nova encerrou seu período de maior domínio no Campeonato Goiano em 1980, com a conquista do tetracampeonato estadual e o nono título ao todo. Um ponto final de uma sequência, mas que não encerrou de vez com a força do clube, que ainda venceria outras taças na década.

Nove times participaram do torneio. Na primeira fase, todos se enfrentaram em turno único, com os seis melhores atuando novamente em um segundo turno. O líder se classificou para a fase final com um ponto extra. Na segunda fase, todos jogaram em dois turnos, sem restrição para os três piores na segunda metade. O líder também passou com um ponto de bônus. A etapa final teve um quadrangular de mais dois turnos, com os ganhadores das fases anteriores e as duas melhores campanhas na soma geral.

Defendendo o título, o Vila Nova começou muito mal a campanha. Nos três primeiros jogos, perdeu por 2 a 1 para o Atlético, e por 1 a 0 para Goiás e Anápolis. A equipe só foi vencer na quarta rodada, ao fazer 3 a 2 no Goiatuba fora de casa. Nos nove jogos restantes, conseguiu mais cinco vitórias, um empate e três derrotas, que deixaram o Tigrão apenas em quarto lugar, com 13 pontos. O líder foi o Goiás com 21, que foi à decisão com um ponto extra.

Tudo melhoraria na segunda fase. O Vila estreou fazendo 3 a 0 no Goiânia, seguindo o restante da etapa com mais oito vitórias, seis empates e uma derrota, destacando as duas goleadas por 5 a 0 sobre o Goiatuba. Com 24 pontos, o time colorado se classificou ao quadrangular final com um ponto extra.

A fase final aconteceu com Vila Nova, Goiás, Atlético e Anápolis. Na estreia, o Tigrão ficou no 2 a 2 com os atleticanos. Na segunda rodada, venceu o adversário vindo do interior por 1 a 0. Depois, emendou três empates: 0 a 0 e 1 a 1 com os esmeraldinos, e 0 a 0 com os rubro-negros. Ao fim da quinta rodada, o Vila era o líder com sete pontos, enquanto todos os outros tinham cinco.

Único invicto, o Vila Nova precisava se manter assim para ser campeão na última rodada, sem correr risco de ver um empate duplo ou triplo na liderança, que forçaria a disputa de mais uma fase em 1981. Contra o Anápolis no Serra Dourada, o time fez valer o fator local e venceu por 1 a 0.

A campanha do Vila Nova:
35 jogos | 17 vitórias | 11 empates | 7 derrotas | 58 gols marcados | 27 gols sofridos


Foto Jerônimo Lino/Placar

Vila Nova Campeão Goiano 1979

Continua a hegemonia do Vila Nova no Campeonato Goiano. Em 1979, o clube chegou ao tricampeonato estadual e o oitavo título no geral, fechando a década em alto nível.

Com dez participantes, o estadual começou uma semana após o término da edição de 1978, em abril de 1979. Por isso, a competição voltou a ser mais curta. Na primeira fase, os times foram divididos em dois grupos, em que um enfrentou o outro em dois turnos. Os três melhores de cada chave avançaram ao hexagonal final, que definiu o campeão em dois turnos.

O Vila Nova ficou no grupo B, junto com Atlético, Anapolina, Mineiros e Goiatuba, e contra os times do grupo A. Na estreia, porém, o time levou 6 a 2 do Itumbiara fora de casa. A recuperação veio na segunda rodada, nos 4 a 0 sobre a Jataiense em casa. Nos outros oito jogos, o Tigrão conseguiu mais seis vitórias e dois empates, que o colocaram classificado na liderança da chave, com 16 pontos.

No hexagonal final, o Vila Nova enfrentou Atlético, Anapolina, Goiás, Itumbiara e Anápolis. Na abertura, a equipe ficou no empate por 0 a 0 com os atleticanos. Na sequência, conseguiu quatro vitórias consecutivas, por 1 a 0 sobre o Anápolis e sobre o Itumbiara, por 2 a 0 sobre o Goiás e por 4 a 0 sobre a Anapolina, que deram a liderança ao Tigrão na primeira metade.

A segunda parte do hexagonal começou com tropeços para o Vila. O time empatou por 1 a 1 com a Anapolina, depois perdeu por 2 a 1 para o Goiás e por 1 a 0 para o Itumbiara. Com isso, os adversários se aproximaram, principalmente o Atlético. Mas o Tigrão conseguiu manter a liderança ao vencer o Anápolis por 2 a 0 na penúltima rodada. A equipe chegou a 12 pontos, contra 11 dos atleticanos.

O título foi decidido na última rodada do hexagonal, entre Vila Nova e Atlético. O confronto direto foi disputado no Serra Dourada, com a vantagem do empate ficando ao lado dos colorados. O rival até tentou mudar a história do campeonato, mas o Tigrão foi mais eficiente e segurou o placar de 0 a 0 até o fim, garantindo mais uma taça.

A campanha do Vila Nova:
20 jogos | 12 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 30 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Walter Soares/Placar

Vila Nova Campeão Goiano 1978

A grande fase do Vila Nova no fim da década de 1970 seguiu com o bicampeonato goiano em 1978. A sétima conquista foi mais uma com imposição sobre os rivais, em um campeonato que, assim como vários da época, só foi acabar em 1979.

A competição foi disputada por 13 participantes. Na primeira fase, oito times disputaram dois turnos enquanto Anapolina, Goiás e Vila Nova se dedicavam ao Brasileirão. O líder se garantiu na fase final com um ponto extra. A segunda fase foi realizada com todas as equipes, novamente em dois turnos. As cinco melhores se classificaram para o hexagonal final, com um ponto extra para o líder. A etapa decisiva também aconteceu em partidas de ida e volta. Não foram encontradas explicações para as ausências de dois times na primeira fase do torneio: Mineiros e Santa Helena. Quem souber, comente.

O Tigrão começou a campanha logo mostrando que era favorito, na goleada por 5 a 1 sobre o Mineiros. Nas 22 partidas seguintes, a equipe conseguiu mais 15 vitórias, seis empates e duas derrotas. Ao todo, o Vila Nova somou 38 pontos, que valeu a classificação na vice-liderança da segunda fase, três pontos atrás do Goiás. Apesar de conseguir uma vaga no hexagonal final, não foi possível obter o ponto extra.

Além do Vila e do Goiás, a fase final contou com Atlético, Anapolina, Goiânia e Itumbiara. Este último se classificou pela primeira fase e era o detentor do outro bônus. Porém, esses pontos a mais não adiantaram de nada, e o time colorado mostrou que não precisava deles. Na estreia, já em 1979, venceu o Goiás por 2 a 0. Nas oito partidas seguintes, acumulou mais três vitórias, quatro empates e uma derrota.

A classificação antes da última rodada do hexagonal colocava o Goiás na liderança, com 13 pontos. O Vila Nova era o vice, com 12. Apenas os dois clubes tinham chances de título, e a decisão aconteceria no segundo clássico entre eles, no Serra Dourada. Enquanto o rival jogava pelo empate, só a vitória interessava ao Tigrão. Desta forma, o time partiu rumo ao ataque e conseguiu o título pelo placar de 1 a 0, gol marcado por Danival. 

A campanha do Vila Nova:
34 jogos | 21 vitórias | 10 empates | 3 derrotas | 59 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Walter Soares/Placar

Vila Nova Campeão Goiano 2025

Chegou o dia do Vila Nova voltar a comemorar o título goiano. O momento de comemoração aconteceu em 2025, 20 anos depois da última conquista colorada no estadual, com uma das melhores campanhas e uma virada histórica na decisão.

O Goianão contou com 12 participantes, que se enfrentaram em turno único na primeira fase. Em 11 partidas, o Tigrão conseguiu seis vitórias, quatro empates e uma derrota, que somaram 22 pontos e deram a segunda colocação ao clube. Nas quartas de final, o Vila passou pela Jataiense, com vitória por 1 a 0 fora de casa e empate sem gols no Serra Dourada. Na semifinal, eliminou o rival Goiás novamente ao vencer a ida por 1 a 0 fora, na Serrinha, e empatar a volta por 0 a 0 em casa.

A decisão foi entre Vila Nova e Anápolis, surpresa que passou por Abecat e Atlético-GO. A primeira partida aconteceu em Anápolis, no Jonas Duarte, com o Tigrão levando dois gols nos acréscimos do segundo tempo e perdendo por 2 a 0. O segundo jogo foi no Serra Dourada, e o Vila precisava de três gols. Conseguiu, todos no segundo tempo, consumando a vitória por 3 a 0 e a virada rumo ao título.

A campanha do Vila Nova:
17 jogos | 9 vitórias | 6 empates | 2 derrotas | 15 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Roberto Corrêa/Vila Nova

Vila Nova Campeão Goiano 1977

Um novo domínio começou a ser erguido em Goiás em 1977. Naquele ano, o Vila Nova voltou a conquistar o estadual depois de quatro anos, chegando ao sexto título no geral e dando início ao período mais vencedor de sua história, culminado no tetracampeonato posterior.

O Goiano de 1977 teve dez times. Na primeira fase, eles se enfrentaram em turno único e os dois melhores se classificaram para o quadrangular final, o líder com dois pontos extras e o vice com um ponto. Na segunda fase, a fórmula foi repetida, com a mesma lógica da pontuação de bônus para os classificados ao quadrangular. Por fim, a fase final determinou o campeão também em turno único.

O Tigre iniciou a campanha fora de casa, com vitória por 2 a 0 sobre o Mineiros. A estreia em casa foi no empate sem gols com a Jataiense. Nas demais sete partidas, a equipe venceu quatro, empatou duas e perdeu uma. Ao todo, o Vila Nova somou 13 pontos e se classificou na segunda colocação, levando um ponto extra para o quadrangular final. O Goiás foi o líder e ficou com dois pontos.

O Vila baixou o ritmo na segunda fase. O time estreou com derrota por 1 a 0 para a Jataiense fora de casa e só foi vencer a primeira partida na terceira rodada, ao golear o Goiatuba por 5 a 0 em Goiânia. Nos outros sete jogos, foram acumuladas três vitórias, um empate e três derrotas, que deixaram o Tigre apenas em sexto lugar, com nove pontos. Os classificados desta etapa foram Goiânia, com dois pontos de bonificação, e Rio Verde, com um ponto.

Em desvantagem no quadrangular final, disputado inteiramente no Serra Dourada, o Vila Nova não tinha direito ao erro. Na estreia, já tratou de vencer o rival Goiás por 3 a 2, indo a três pontos. Na segunda rodada, bateu o Rio Verde por 1 a 0 e subiu a cinco, assumindo a liderança com um ponto de vantagem para o Goiânia, dois para o próprio Rio Verde e três para o Goiás, que ficou sem chances.

A decisão aconteceu na última rodada. O Rio Verde perdeu para o Goiás na preliminar e também deu adeus ao sonho do título. Assim, na partida principal, o Vila Nova entrou podendo até empatar com o Goiânia para ser campeão. Mas a equipe venceu mais uma vez, por 1 a 0, e tornou a festa completa.

A campanha do Vila Nova:
21 jogos | 12 vitórias | 4 empates | 5 derrotas | 27 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Walter Soares/Placar

Vila Nova Campeão Goiano Feminino 2024

Chegou a hora de passar a limpo mais um ano de estaduais femininos no blog. Esta é quinta temporada de postagens, que virou tradição. Em 2020, tivemos sete pôsteres. Em 2021, foram 11. Em 2022, trouxemos 14. Em 2023, batemos o recorde de 17. E em 2024, serão 16 fotos.

Os pôsteres equivalem aos Estados presentes na Série A1 e na Série A2 do Brasileiro, os que conquistaram o acesso na Série A3, além de Goiás. As postagens serão feitas em ordem crescente de importância.


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Começamos por Goiás, que em 2024 não teve nenhum representante na Série A1 e Série A2 do Brasileiro, e também não conseguiu o acesso na Série A3. Neste ano, o Vila Nova quebrou a sequência do Aliança e conquistou o título pela segunda vez na história. O outro havia ocorrido em 2021.

O campeonato ficou marcado pelo fim da parceria entre o Aliança e o Goiás. Com isso, o Tigre se aproveitou para recuperar seu espaço. Oito clubes se enfrentaram em dois turnos distintos, que deram uma vaga cada para a final. Mas isso não foi necessário.

No primeiro turno, o Vila Nova venceu seis vezes, perdeu uma (1 a 0 para o Aliança) e terminou na liderança com 18 pontos, superando o Atlético-GO no saldo de gols. Já no segundo turno, o time venceu todas as sete partidas, a maioria por goleada, como os 10 a 0 sobre o Trindade e os 27 a 0 sobre o Vasco de Itaberaí. Na última rodada, a vitória por 4 a 1 sobre o Aliança no CT Buriti Sereno confirmou a conquista vermelha. 

A campanha do Vila Nova:
14 jogos | 13 vitórias | 0 empates | 1 derrota | 91 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Divulgação/Vila Nova

Vila Nova Campeão Goiano 1973

Campeonato ainda jovem na década de 1970, o Goiano via seus clubes aos poucos construírem uma história de títulos. Em 1973, o Vila Nova era dono de apenas quatro, e não ganhava desde 1968. Era chegada a hora de vencer o quinto título, e foi com emoção.

O Campeonato Goiano de 1973 contou com nove participantes e teve um regulamento simples de entender. Foi disputado dois turnos independentes, com o líder de cada metade garantindo uma vaga na decisão.

O Vila Nova deu início à campanha do título com empate por 0 a 0 no clássico com o Goiás. Na segunda rodada, perdeu por 1 a 0 para o Itumbiara fora de casa. A primeira vitória veio só na terceira partida, por 2 a 1 o Anápolis em casa. Com mais três vitórias e dois empates nos cinco jogos seguintes, o Tigre ficou apenas na terceira quarta colocação do primeiro turno, com 11 pontos. O vencedor da fase foi o Goiás, que bateu o Atlético em partida extra.

Era preciso acabar com os tropeços no segundo turno. Depois de empatar por 1 a 1 com o Santa Helena na estreia fora, o Vila goleou o Novo Horizonte por 6 a 0 em casa. Nas seis partidas restantes, a equipe engatou mais quatro vitórias e dois empates, que a colocaram com 13 pontos na liderança do returno. A vaga foi conquistada na última rodada, no empate sem gols com o vice-líder Goiatuba, que ficou um ponto atrás do Tigre.

De tal forma, o clássico entre Goiás e Vila Nova decidiu o título goiano de 1973 em duas partidas, ambas no Estádio Olímpico de Goiânia. Na ida, o Tigre foi melhor e superou o rival pelo placar de 2 a 1. Na volta, os esmeraldinos devolveram o resultado com o placar de 2 a 0.

Na soma dos placares, deu Goiás por 3 a 2. Mas não havia nada sobre saldo de gols no regulamento da final, e sim a pontuação. Como cada time somou dois pontos, a fórmula impôs uma disputa de pênaltis para definir o campeão estadual. Nas cobranças, o Vila Nova foi mais eficiente e venceu por 3 a 1.

A campanha do Vila Nova:
18 jogos | 10 vitórias | 6 empates | 2 derrotas | 25 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Arquivo/Vila Nova (Quem souber quem são os jogadores na foto, escreva nos comentários)

Vila Nova Campeão Brasileiro Série C 2020

O único tricampeão da história da Série C do Campeonato Brasileiro provou mais uma vez que é possível dar a volta por cima logo após momentos de crise. O Vila Nova repetiu as campanhas vitoriosas de 1996 e 2015 para erguer seu terceiro troféu nacional na temporada de 2020. A competição contou novamente com camisas de enorme tradição, como Santa Cruz, Paysandu, Criciúma e Remo.

Dentre esses gigantes, apenas o Leão Azul paraense conseguiu o acesso ao lado do clube goiano. O regulamento da terceirona passou por uma reformulação em relação aos anos anteriores: o mata-mata das quartas e semifinais deu lugar a dois quadrangulares, cujos líderes garantiam vaga direta na final. Devido à pandemia de covid-19, o campeonato foi disputado com portões fechados, iniciando com três meses de atraso, em agosto de 2020 estendendo-se até janeiro de 2021.

O Colorado no Grupo A da primeira fase e estreou com um empate em 1 a 1 contra o Manaus fora de casa. O primeiro triunfo veio na segunda rodada: 2 a 0 sobre o Paysandu no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, o OBA. Aproveitando a ausência de público nas arquibancadas, a diretoria do Vila Nova optou por mandar todos os seus jogos em seu estádio próprio, em detrimento do Serra Dourada.

A caminhada do Tigre foi segura, acumulando uma invencibilidade de 13 partidas, incluindo vitórias por 3 a 0 sobre o Imperatriz no OBA, o Jacuipense longe de seus domínios e o Ferroviário em Goiânia. Ao fim das 18 rodadas, o Vila somou oito vitórias, sete empates e três derrotas, avançando ao quadrangular na terceira colocação do grupo com 31 pontos.

Na segunda fase, o Colorado caiu em um grupo duríssimo ao lado de Santa Cruz, Brusque e Ituano. Em uma disputa acirrada, o sonhado retorno à Segunda Divisão foi sacramentado na rodada derradeira, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Ituano no Novelli Júnior, em Itu. Além do acesso, os dez pontos somados pelo Vila Nova no quadrangular, com destaque para as vitórias por 2 a 1 sobre o Santa Cruz, tanto em Goiânia quanto no Recife. garantiram o primeiro lugar da chave e a vaga na grande decisão.

A disputa pelo título colocou o Remo novamente no caminho do Tigre. Os paraenses passaram por Brusque, Ituano e Santa Cruz. A ida ocorreu no OBA, e o Vila Nova colocou as duas mãos na taça ao atropelar os paraenses com uma goleada por 5 a 1. A partida de volta foi disputada no Mangueirão, em Belém. O time da casa tentou ensaiar uma reação e esteve por duas vezes à frente no placar. Porém, o Tigrão buscou a virada e fechou o campeonato com chave de ouro ao vencer por 3 a 2, com gols marcados por Alan Mineiro e Mimica, duas vezes anotando contra.

A campanha do Vila Nova:
26 jogos | 13 vitórias | 8 empates | 5 derrotas | 34 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Douglas Monteiro/Vila Nova

Vila Nova Campeão Brasileiro Série C 2015

Na temporada de 2015, foi possível enfim afirmar que a Série C havia se consolidado em definitivo no calendário do futebol brasileiro, ostentando um regulamento estável, número fixo de participantes e ampla transmissão televisiva. A edição daquele ano contou mais uma vez com camisas de peso no cenário nacional: Fortaleza, Guarani e Juventude ganharam a companhia de Portuguesa, América-RN, Brasil de Pelotas e Vila Nova. Dentre os concorrentes, a honra de erguer a taça coube à equipe goiana.

Na primeira fase, o Tigre ficou no Grupo A e começou bem sua trajetória ao vencer o Cuiabá por 1 a 0 em Goiânia. Da estreia até a virada do turno, o time somou mais cinco vitórias, um empate e duas derrotas. No returno, o Vila sustentou a boa fase com mais quatro triunfos. As vitórias mais marcantes vieram longe de seus domínios, em um 3 a 0 sobre o Icasa em Juazeiro do Norte, e no Serra Dourada, ao bater o Salgueiro por 2 a 1 para ir ao mata-mata. O Colorado encerrou no terceiro lugar da chave, somando 33 pontos em dez vitórias, três empates e cinco derrotas.

Nas quartas de final, o desafio do Vila Nova foi contra a Portuguesa. No jogo de ida, no Serra Dourada, o time goiano garantiu a vantagem mínima ao vencer por 1 a 0. A missão na partida de volta exigia extrema atenção no Canindé, em São Paulo. Com um início de jogo fulminante, o Tigre venceu novamente, desta vez por 2 a 1, e celebrou o retorno à segunda divisão.

Livre da pressão do acesso, o Vila encarou o Brasil de Pelotas na semifinal. Em confrontos equilibrados, os dois jogos terminaram sem gols, tanto no Rio Grande do Sul quanto em Goiás. Na disputa por pênaltis, os goianos demonstraram maior pontaria e venceram por 4 a 3, garantindo a vaga na decisão.

A disputa do título colocou o Vila Nova frente a frente com o Londrina, que eliminou Confiança e Tupi. O confronto de ida foi disputado no Estádio do Café, onde o time colorado esbarrou na forte marcação paranaense, perdeu por 1 a 0 e levou a desvantagem para casa.

A volta transformou o Serra Dourada em um caldeirão. Precisando vencer por dois gols de diferença para levar a taça, o Vila proporcionou uma grande atuação. O time sofreu um susto ao ver o Londrina abrir o placar, mas reagiu com a virada em gols de Ramires e Moisés. Como o placar ainda favorecia os visitantes, o gol da tranquilidade veio aos sete minutos da etapa final, com Zotti. Já nos acréscimos, Moisés guardou mais um para fechar o placar. A goleada por 4 a 1 consagrou o Vila Nova como bicampeão da Série C, tornando-se o clube o segundo a alcançar dois troféus na história da competição.

A campanha do Vila Nova:
24 jogos | 13 vitórias | 5 empates | 6 derrotas | 31 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Leo Iran/Diário de Goiás

Vila Nova Campeão Brasileiro Série C 1996

A Série C de 1996 foi modesta se comparada à edição do ano anterior. O número de participantes encolheu de 107 para 58 equipes. Embora o inchaço tivesse sido desfeito, a CBF manteve a política de permitir inscrições livres, sem a exigência rigorosa de um critério técnico. Vindo de campanhas frustrantes nos dois anos anteriores, mas embalado por um título estadual recente, o Vila Nova entrou na disputa determinado a buscar seu espaço no cenário nacional.

O formato do torneio foi peculiar. Os clubes foram espalhados por 16 grupos completamente irregulares: enquanto uma das chaves contou com apenas duas equipes, outras chegaram a abrigar cinco concorrentes. O Vila Nova ficou no Grupo 9, um triangular com Anápolis e Uberlândia. A caminhada do Colorado começou na segunda rodada, com um empate em 1 a 1 diante do Anápolis, em Goiânia. Na sequência, o time bateu o Uberlândia por 2 a 1 em Minas Gerais. No reencontro com os mineiros, em solo goiano, novo empate em 1 a 1. A participação na primeira fase encerrou-se na penúltima rodada. Com um triunfo por 1 a 0 sobre o Anápolis fora de casa, o Tigre assegurou a classificação sem depender do resultado do jogo restante da chave. O Vila avançou na liderança do grupo com oito pontos.

Para as fases eliminatórias, 32 equipes seguiram vivas. Foi a partir daí que o Vila Nova engatou a marcha de um verdadeiro rolo compressor. Na segunda fase, despachou o Gurupi com duas vitórias: 3 a 0 em Tocantins e 4 a 0 no Serra Dourada. Nas oitavas de final, o oponente foi o Fluminense de Feira. O time colorado dominou os dois confrontos, vencendo por 2 a 0 no Joia da Princesa e por 3 a 1 em Goiânia. Nas quartas de final, foi a vez de passar pelo Nacional-AM com mais dois triunfos, por 1 a 0 em Manaus e por 3 a 0 no Serra Dourada.

A semifinal carregava o peso do acesso à segunda divisão. O obstáculo do Vila Nova foi o Porto-PE. O duelo de ida, em Caruaru, terminou em 0 a 0. A escassez de gols da primeira partida foi compensada no reencontro em Goiânia: em um jogo aberto, o Tigre venceu por 5 a 3 e subiu à Série B.

A decisão colocou frente a frente o Vila Nova e o Botafogo-SP, que superou Uberlândia, Atlético Sorocaba, Rio Branco-SP e Figueirense. No primeiro confronto, no Serra Dourada, o time goiano abriu vantagem ao vencer por 2 a 1. A última missão seria suportar a pressão em Ribeirão Preto, no Estádio Palma Travassos, palco escolhido porque o Estádio Santa Cruz passava por reformas no gramado. A tensão pairou sobre o campo durante 93 minutos, quando o atacante Sabino balançou as redes e decretou a vitória por 1 a 0. De forma invicta e incontestável, o Vila Nova erguia sua primeira Série C.

A campanha do Vila Nova:
14 jogos | 11 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 29 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Arquivo/Vila Nova