Mostrando postagens com marcador 1983. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1983. Mostrar todas as postagens

Rio Branco-ES Campeão Capixaba 1983

O Rio Branco conquistou o bicampeonato capixaba em 1983, chegando a marca de 34 títulos estaduais. No mesmo ano, o clube também inaugurou seu novo estádio, o Kleber Andrade, em Cariacica.

O estadual foi disputado por oito times e com um regulamento simples de entender. Nas duas fases disputadas, os participantes se enfrentaram em dois turnos. O líder de cada fase se classificou para a decisão.

A trajetória do Rio Branco começou fora de casa, com vitória por 3 a 0 sobre o Ibiraçu. A estreia em casa aconteceu na segunda rodada, na vitória por 2 a 0 sobre o Ordem e Progresso. Nas outras 12 partidas da primeira fase, o Capa-Preta venceu mais sete vezes, empatou quatro e perdeu uma. O time alvinegro somou 22 pontos e acabou na primeira posição, classificado para a final.

Na segunda fase, o Rio Branco voltou a abrir fora de casa contra o Ibiraçu, mas perdeu por 2 a 1. A primeira vitória veio apenas na terceira rodada, por 2 a 1 sobre o Vitória. O primeiro triunfo em casa foi conseguido no quinto jogo, por 2 a 1 sobre o Colatina. No restante dos jogos, os alvinegros venceram mais três jogos, empataram seis e perderam dois. Com 16 pontos, a equipe acabou em segundo lugar, cinco pontos atrás da Desportiva, que obteve a segunda vaga na decisão estadual.

Rio Branco e Desportiva chegaram em igualdade de condições à final. O Capa-Preta foi o melhor time no primeiro turno da primeira fase e no segundo turno da segunda etapa. Já o rival foi o melhor nos outros turnos. Porém, como os alvinegros somaram menos pontos, tiveram de decidir fora de casa, afinal o Rio Branco já estava com seu novo estádio aberto, deixando de alugar o Engenheiro Araripe, casa da Desportiva.

O primeiro jogo da final aconteceu no Kleber Andrade, e terminou empatado por 1 a 1. A segunda partida foi realizada no Engenheiro Araripe, com novo empate por 0 a 0. Um terceiro jogo foi marcado para decidir de vez o estadual, novamente com mando da Desportiva, mas o Rio Branco venceu por 1 a 0 e levantou a taça em plena casa do rival. 

A campanha do Rio Branco-ES:
31 jogos | 15 vitórias | 12 empates | 4 derrotas | 39 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Joaquim Nunes/Placar

Operário-MS Campeão Sul-Mato-Grossense 1983

Após um ano em que foi somente o vice, o Operário voltou a ser campeão sul-mato-grossense em 1983. O clube estabeleceu sua quarta conquista em cinco edições do estadual.

O estadual foi disputado por sete times. Na primeira fase, todos se enfrentaram em turno único, com os quatro primeiros avançando a um quadrangular. Neste, as equipes jogaram em dois turnos e o líder garantiu uma vaga na decisão. Na segunda fase, os participantes voltaram a atuar em turno único. Os quatro primeiros também se classificaram para um quadrangular, mas este foi disputado em quatro turnos. O vencedor do quadrangular foi à final com um ponto extra.

A campanha do Operário na primeira fase começou na vitória por 4 a 1 sobre o Taveirópolis. Nos outros cinco jogos, o time venceu mais quatro e empatou um, terminando na liderança com 11 pontos. No quadrangular, o Galo fez mais seis jogos, com quatro vitórias, um empate e uma derrota. A equipe somou nove pontos, mas acabou em segundo lugar, um ponto atrás do líder Comercial, que avançou à decisão.

Na segunda fase, o Operário tornou a estrear contra o Taveirópolis, vencendo por 3 a 2. Na sequência, a equipe venceu mais uma partida e empatou quatro, encerrando na segunda colocação com oito pontos, perdendo a liderança no saldo de gols para o Comercial.

O Galo viria a decolar no quadrangular seguinte. Na estreia, venceu o Operário de Dourados por 2 a 0. Nas 11 partidas seguintes, obteve mais dez vitórias, dois empates e duas derrotas, que colocaram o Operário da capital na liderança com 18 pontos, deixando para trás, além do xará da fronteira, Comercial e Corumbaense. Os alvinegros foram à final e levaram junto o ponto extra.

Outra vez, o clássico Comerário decidiu o estadual. As partidas foram disputadas no Morenão, em Campo Grande. No primeiro jogo, Operário e Comercial empataram sem gols. No segundo, o Galo perdeu por 1 a 0 e viu o rival inverter a vantagem. Porém, na terceira partida, o Operário venceu por 2 a 1 e conquistou o título com três pontos, ante dois do Comercial.

A campanha do Operário-MS:
33 jogos | 20 vitórias | 9 empates | 4 derrotas | 61 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Renan Silva/Placar

Auto Esporte-PI Campeão Piauiense 1983

O Campeonato Piauiense conheceu um novo campeão em 1983. O título ficou pela primeira vez nas mãos do Auto Esporte, clube fundado em 1951 por motoristas autônomos de Teresina e que estava há vários anos participando no estadual.

O torneio foi composto por oito times em quatro fases. Na primeira, todos se enfrentaram em turno único, com o líder indo à final e os seis melhores à um hexagonal também de turno único, onde o líder também fez a final. A segunda fase foi semelhante, mas com os quatro melhores indo a um quadrangular. Na terceira fase, foi disputado apenas o turno, com o primeiro colocado indo direto à decisão. A fase final reuniu os vencedores das três etapas anteriores, com um ponto extra para cada, e as as duas melhores campanhas no geral em um pentagonal de turno único.

O Auto Esporte abriu a campanha no empate sem gols com o Flamengo. Depois, o time venceu todos os seis jogos restantes e ficou na liderança da primeira fase com 13 pontos, já na final da etapa. No hexagonal, o Calhambeque venceu um jogo, empatou dois e perdeu outros dois, ficando em quinto lugar com quatro pontos. A equipe decidiu a fase contra o líder Tiradentes, mas perdeu por 3 a 2.

Na segunda fase, o Auto Esporte abriu com vitória por 1 a 0 sobre o Caiçara. Na sequência, venceu mais três partidas e perdeu três, ficando na terceira colocação com oito pontos, dois a menos que o líder Piauí. No quadrangular seguinte, o alviverde fez três pontos com uma vitória, um empate e uma derrota, encerrando em segundo lugar. Na final, o Tiradentes derrotou o Piauí.

A campanha do Auto Esporte na terceira fase começou com a vitória por 4 a 1 sobre o Comercial de Campo Maior. Nas demais seis partidas, venceu duas, empatou uma e perdeu três. Com sete pontos, o Calhambeque ficou em quinto, cinco pontos distantes do líder Piauí, que confirmou vaga na fase final.

A entrada do Auto Esporte na fase final se deu por ter a segunda melhor campanha entre os não-ganhadores, junto com Flamengo e River. O Tiradentes chegou com dois pontos extras, e o Piauí com um. Mas, mesmo em desvantagem, o time alviverde arrancou para o título inédito. Venceu o Flamengo por 4 a 3, o River por 3 a 0, empatou por 2 a 2 com o Tiradentes, e venceu o Piauí por 2 a 1, tudo no Albertão, em Teresina. O Auto Esporte ficou com o título com sete pontos, contra seis do Tiradentes.

A campanha do Auto Esporte-PI:
34 jogos | 18 vitórias | 5 empates | 10 derrotas | 63 gols marcados | 40 gols sofridos


Foto Ademar Danilo/Placar

Confiança Campeão Sergipano 1983

O Confiança colocou ponto final em uma fila de sete anos e voltou a ser campeão sergipano em 1983. O título representou a nona conquista na história do clube de origem operária.

A competição foi disputada com oito times em três fases. Em todas elas, os participantes se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando para um quadrangular, o líder com um ponto extra para a fase final. A etapa seguinte foi realizada em dois turnos, com o primeiro colocado se garantindo na fase final com outro ponto de bonificação. A decisão foi composta pelos vencedores das três fases.

A campanha do Confiança teve início na vitória por 1 a 0 sobre o Estanciano fora de casa. Nos outros seis jogos, o time venceu três, empatou dois e perdeu um, terminando na vice-liderança da primeira fase com dez pontos, três a menos que o líder Sergipe. No quadrangular, o Dragão do Bairro Industrial venceu três partidas e empatou outras três, o que valeu a liderança com nove pontos e a vaga na final.

Na segunda fase, o Confiança estreou novamente contra o Estanciano, em um empate por 2 a 2 em Aracaju. Na sequência, o Proletário venceu duas vezes, empatou duas e perdeu outras duas, acabando em quarto lugar com oito pontos, dois a menos que o líder Estanciano. No quadrangular, a equipe venceu quatro jogos, empatou um e perdeu outro. Novamente com nove pontos, o Confiança ficou em primeiro e somou o segundo ponto extra para a decisão.

O Confiança ficou mais tímido na terceira fase. Abriu com empate sem gols com o Cotinguiba, seguido por mais três empates, duas derrotas e apenas uma vitória. Com seis pontos, o Dragão ficou em quinto lugar, fora do quadrangular e cinco pontos distantes do líder Sergipe, que levou o segundo ponto extra e ganharia ainda um terceiro, pois liderou o quadrangular seguinte.

A fase final ficou composta por Sergipe, com três pontos, Confiança, com dois, e o Estanciano, com um ponto extra e com a melhor campanha entre os não-vencedores de fase. O Proletário estreou no empate por 0 a 0 no clássico com o Sergipe, seguido por outra igualdade sem gols com o Estanciano. No terceiro jogo, o Confiança fez 2 a 1 no rival do interior sergipano e foi a seis pontos, assim como o próprio adversário. O Sergipe estava com quatro.

A última partida juntou Confiança e Sergipe para o segundo clássico no Batistão, em Aracaju. O empate bastava para o título azul, enquanto o rival vermelho deveria vencer para forçar um empate tríplice e a realização de outro triangular. Mas o Dragão segurou o 0 a 0 e confirmou o título estadual.

A campanha do Confiança:
37 jogos | 16 vitórias | 15 empates | 6 derrotas | 42 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Luís Moreira/Placar

Brasília Campeão Candango 1983

O Brasília conquistou o bicampeonato e o sexto título estadual candango em 1983, reafirmando sua posição hegemônica na década de 1980 após uma campanha de altos e baixos.

Oito clubes participaram do quase interminável Candangão de 1983. Mas o regulamento foi simples: nas três primeiras fases, os times atuaram em dois turnos, com o líder se classificando para a fase final. Na quarta fase, os enfrentamentos aconteceram em um turno só, também como o primeiro colocado passando à decisão, que poderia ter dois, três ou quatro times.

O Brasília iniciou campanha na primeira fase com empate por 1 a 1 com o Tiradentes. Nos outros 13 jogos, venceu seis, empatou cinco e perdeu dois, terminando com 19 pontos. O Colorado do Cerrado ficou empatado na pontuação com o Taguatinga, e a situação forçou a realização de um jogo extra entre as equipes. No Estádio Pelezão, no Guará, o Brasília venceu por 2 a 1 e garantiu seu lugar na decisão.

Na segunda fase, o Brasília estreou com empate sem gols com o Vasco de Cruzeiro. Nas demais 13 partidas, o time venceu cinco, empatou quatro e perdeu quatro, o que valeu 15 pontos para o Colorado, três a menos que o líder Taguatinga, que se classificou para a final.

O desempenho do Brasília seguiu em queda na terceira fase. A equipe estreou com empate por 1 a 1 com o Guará, seguindo com apenas mais duas vitórias, seis empates e cinco derrotas na sequência de jogos. Com 12 pontos, o Colorado do Cerrado ficou muito distante do líder Guará, que somou 22 pontos e avançou para a etapa decisiva.

A ascensão vermelha seria vista na quarta fase, mais curta. O Brasília iniciou com vitória por 2 a 0 sobre o Guará. Depois, acumulou mais quatro vitórias e dois empates em seis partidas, o que deu a liderança ao clube com 12 pontos.

Embalado, o Brasília foi ao triangular final contra Taguatinga e Guará. No Pelezão, o time estreou com empate por 1 a 1 com o Taguatinga. Na segunda rodada, o Guará venceu o Taguatinga e tirou as chances de título do adversário. Na terceira rodada, de novo no Pelezão, o Colorado venceu o Guará por 1 a 0 e confirmou o título.

A campanha do Brasília:
52 jogos | 22 vitórias | 19 empates | 11 derrotas | 66 gols marcados | 43 gols sofridos


Foto Tagashi Nakagomi/Placar

Nacional-AM Campeão Amazonense 1983

Maior campeão do Amazonas, o Nacional de Manaus reconquistou o título estadual em 1983, um ano depois de ter um hexacampeonato (1976-1981) interrompido pelo maior rival, o Rio Negro. Foi a 30ª conquista na história do clube e o início de uma nova sequência de taças, um tetra.

O estadual teve oito times na disputa, bem curta em relação a outros torneios. Nas duas primeiras fases, os participantes se enfrentaram um turno único, com o líder indo à final e os quatro melhores para um quadrangular, este também jogado em turno único. O líder do quadrangular enfrentou o primeiro colocado da etapa anterior na busca por um lugar na decisão geral.

A campanha do Nacional começou com derrota por 2 a 1 para o Libermorro. Na segunda rodada, empatou sem gols com o São Raimundo. A primeira vitória só veio na terceira rodada, por 2 a 1 sobre o Sul América. Nos outros quatro jogos, o Leão da Vila Municipal venceu mais duas vezes e empatou duas, o que valeu a liderança da primeira com nove pontos, em um empate quádruplo com Rio Negro, Penarol e América de Manaus, desempatado no saldo de gols. No quadrangular, o time venceu dois jogos e empatou um, ficando com cinco pontos no primeiro lugar e se classificando à decisão porque unificou as duas lideranças.

Na segunda fase, o Naça estreou com vitória por 1 a 0 sobre o São Raimundo. Na sequência, venceu mais cinco vezes e empatou uma, ficando com 13 pontos na liderança, empatado com o Rio Negro. Desta vez, os rivais ficaram iguais até no saldo de gols, sendo preciso fazer um jogo extra de desempate. Este acabou 1 a 1, e nos pênaltis o Nacional perdeu por 5 a 4. No quadrangular, o Leão venceu os três jogos e somou seis pontos, terminando na liderança. Na final, o primeiro Rional acabou empatado por 0 a 0. No segundo, os nacionalinos perderam por 1 a 0.

Na final do estadual, Nacional e Rio Negro disputaram outro clássico, o oitavo durante todo o torneio e o quarto decisivo. No Vivaldão, em Manaus, o Leão foi mais eficiente e venceu por 1 a 0, reconquistando o título.

A campanha do Nacional-AM:
24 jogos | 15 vitórias | 7 empates | 2 derrotas | 44 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Cláudio Paulo/Placar

Treze Campeão Paraibano 1983

O Treze conquistou o tricampeonato paraibano em 1983, mantendo o ótimo momento histórico e a hegemonia estadual. Foi o oitavo título na história do clube.

A competição contou com dez times e foi longa. Foram disputadas duas fases iguais, com as equipes se enfrentando em dois turnos e as cinco melhores avançando para um pentagonal também em dois turnos. Os líderes da etapas iniciais e dos pentagonais se enfrentaram para decidir as duas vagas na final.

A campanha do Treze começou na vitória por 3 a 1 sobre o Guarabira fora de casa. Nos outros 17 jogos da primeira fase, o Galo da Borborema venceu 14, empatou dois e perdeu um, o que valeu a liderança com 32 pontos. No pentagonal, o time fez oito partidas, com quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, somando dez pontos e terminando em terceiro, três pontos atrás do líder Botafogo.

A final não foi realizada de imediato, inclusive a Federação Paraibana utilizou a partida entre Treze e Botafogo válida pela sétima rodada da segunda fase como a decisão da primeira etapa. No Amigão, em Campina Grande, o Galo venceu por 2 a 1 e se colocou na decisão.

Na segunda fase, o Treze abriu novamente com o Guarabira fora de casa, com vitória por 2 a 0. Depois, o time conseguiu mais 11 vitórias, cinco empates e uma derrota. Com 29 pontos, o Galo da Borborema voltou a liderar. No pentagonal, a equipe obteve seis vitórias, um empate e uma derrota, em uma campanha igual ao do Campinense. Mas os alvinegros ficaram atrás no saldo de gols, em segundo lugar.

Treze e Campinense decidiram tanto a segunda fase quanto o campeonato. A partida no Amigão ficou empatada por 0 a 0, mas o regulamento não deixava claro para quem ia o benefício da vaga na decisão (no caso do Treze, o título antecipado). Inicialmente, a FPF deu a vitória ao Galo, mas o Campinense protestou na justiça e conseguiu a realização da final em três partidas.

Assim, mais três Clássicos dos Maiorais definiram o título paraibano. No primeiro, aconteceu outro empate sem gols. No segundo, o Treze venceu por 2 a 0. No terceiro, nova vitória por 2 a 1 confirmou o tricampeonato ao Galo, que novamente ultrapassou a marca de 100 gols marcados, anotando 133.

A campanha do Treze:
56 jogos | 39 vitórias | 12 empates | 5 derrotas | 133 gols marcados | 32 gols sofridos


Foto Arquivo/Treze

ABC Campeão Potiguar 1983

O Rio Grande do Norte teve um novo dono em 1983. Após cinco anos e com uma avassalador ataque de mais de 100 gols, o ABC reconquistou o título potiguar e chegou ao número de 37 títulos estaduais, à época já um recorde absoluto no Brasil.

O torneio reuniu oito participantes em três fases. Em todas, os times se enfrentaram em turno único e os quatro melhores avançaram para um quadrangular de dois turnos. O líder de cada quadrangular se classificou para a fase final com um ponto extra.

A trajetória do ABC teve início na vitória por 2 a 1 sobre o Riachuelo. Nas seis partidas seguintes, venceu quatro e empatou duas, terminando a primeira fase na liderança com 12 pontos. No quadrangular, o time alvinegro superou Baraúnas, América e Potiguar de Mossoró com cinco vitórias e uma derrota em seis jogos, somando dez pontos e conquistando a vaga na decisão.

Na segunda fase, o ABC estreou mais uma vez contra o Riachuelo, e venceu por 3 a 0. Na sequência, o Elefante venceu todas as outras seis partidas e confirmou outra liderança com 100% de aproveitamento. No quadrangular, a coisa foi mais apertada. Com quatro vitórias e duas derrotas, a equipe somou oito ponto e ficou à frente de Alecrim e Riachuelo, mas empatada com o América. Três jogos de desempate foram necessários para a definição do ganhador da etapa: o ABC perdeu o primeiro por 1 a 0, mas venceu o segundo por 3 a 0 e o terceiro por 1 a 0, o que valeu um segundo ponto extra na fase final.

O ABC começou a terceira fase com empate por 2 a 2 sobre o Baraúnas. Nos outros seis jogos, empatou mais dois e venceu quatro, o que deixou o time com 11 pontos e em terceiro lugar, com um empate tríplice com América e Alecrim. No quadrangular, o Elefante venceu três vezes, perdeu outras três e ficou com seis pontos, metade em relação ao América, que ficou em primeiro e se classificou à final.

A final do Potiguar voltou a ser decidida entre ABC e América. Com dois pontos de bonificação das fases anteriores, o time alvinegro entrou com a vantagem de ser campeão já na primeira partida, caso não a perdesse. Aos alvirrubros, uma vitória forçaria um segundo confronto. No Castelão, em Natal, o Elefante soube jogar com o regulamento e ficou no empate por 1 a 1. O resultado deu o título ao ABC e evitou o que seria o penta do América.

A campanha do ABC:
43 jogos | 30 vitórias | 6 empates | 7 derrotas | 110 gols marcados | 39 gols sofridos


Foto Arquivo/ABC

Moto Club Campeão Maranhense 1983

O grande momento do Moto Club continuou em 1983, com a conquista do tricampeonato e o 18º título estadual na história do clube, ampliando a vantagem sobre o rival Sampaio Corrêa.

Dez times disputaram no estadual. Na primeira fase, eles foram divididos em dois grupos. No grupo A, todos se enfrentaram em dois turnos e os quatro melhores avançaram. No grupo B, foi um turno só com duas vagas. Os seis classificados jogaram um hexagonal de turno único, com o líder indo para a fase final. Na segunda fase, ambos os grupos aconteceram em turno único, com três vagas para cada. No hexagonal, o líder foi para a final de fase e os quatro melhores para a etapa seguinte, em um quadrangular de turno único. Os líderes do hexagonal e do quadrangular disputaram a segunda vaga na decisão. Na terceira fase, os quatro sobreviventes da etapa anterior atuaram em um quadrangular de dois turnos, com o líder também se garantindo na final. Todos os finalistas receberam um ponto extra.

O Moto Club estreou no empate por 2 a 2 com o Imperatriz. Nos sete jogos seguintes, venceu quatro, empatou dois e perdeu um, ficando na liderança do grupo A com 12 pontos. No hexagonal, o Rubro-negro da Fabril venceu três partidas e perdeu duas, acabando a primeira fase em terceiro lugar com seis pontos, três a menos que o líder e finalista Sampaio Corrêa.

Na segunda fase, o Moto abriu fazendo 3 a 0 no Imperatriz. Depois, venceu mais um jogo e empatou dois, ficando em primeiro no grupo A com seis pontos. No hexagonal, a equipe repetiu a campanha de três vitórias e duas derrotas, ficando em terceiro com seis pontos, três a menos que o líder Maranhão. No quadrangular, o rubro-negro se recuperou com duas vitórias, um empate, que valeram a liderança com cinco pontos. Porém, na final, acabou derrotado por 3 a 2 para o Maranhão.

Restava a terceira fase, e o Moto Club enfim chegou lá. Depois de empatar por 1 a 1 com o Sampaio Corrêa na abertura, a equipe venceu três partidas e empatou duas, o que valeu a liderança com nove pontos e, finalmente, a vaga na decisão.

Os três rivais de São Luís disputaram a fase final em um triangular. Na estreia, o Moto Club ficou no 3 a 3 com o Maranhão. Depois, venceu o Sampaio Corrêa por 2 a 0. Na última partida, o Maranhão fez 3 a 1 no Sampaio. Com quatro pontos, rubro-negros e quadricolores ficaram empatados na liderança e tiveram de disputar uma partida extra para a definição do título. No Castelão, o Moto venceu o Maranhão por 2 a 0 e consolidou o tri.

A campanha do Moto Club:
35 jogos | 20 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 61 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Jairo Brasil/Placar

CRB Campeão Alagoano 1983

Outro estado que viu o fim de uma hegemonia em 1983 foi Alagoas. Depois de quatro anos, o CRB voltou a conquistar o título estadual, chegando a 19 conquistas ao todo e evitando o tetra do maior rival.

O torneio contou com nove participantes na disputa de três fases. Em todas, as equipes se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando para um quadrangular, também de turno único, com um ponto extra para o líder. O primeiro colocado de cada quadrangular jogou contra o líder de cada etapa anterior por uma vaga na final.

O CRB deu início à campanha na vitória por 2 a 0 sobre o Ferroviário de Maceió. Nas demais partidas da primeira fase, venceu mais cinco, empatou uma e perdeu uma, terminando na liderança com 13 pontos. No quadrangular, o Galo da Pajuçara venceu o ASA por 2 a 0, o CSE por 1 a 0 e o CSA também por 1 a 0, somando sete pontos, unificando as lideranças e se garantindo na decisão logo de cara.

Na segunda fase, o clube regatiano estreou com empate sem gols contra o CSE. A primeira vitória veio no jogo seguinte, por 4 a 1 sobre o São Sebastião, de cidade de Porto Calvo. Na sequência, o CRB obteve mais quatro vitórias, um empate e uma derrota, encerrando na vice-liderança com 12 pontos. No quadrangular, o time empatou por 2 a 2 com o ASA, venceu o CSE por 3 a 0 e bateu o CSA por 2 a 0, encerrando em primeiro com cinco pontos. Na final, o CRB venceu o maior rival por 3 a 1, na prorrogação, e aumentou sua vantagem na decisão geral.

O alto nível da campanha regatiana seguiu na terceira fase. Na estreia, o CRB goleou o São Domingos por 6 a 0. Depois, venceu mais cinco vezes e empatou duas, o que valeu a liderança com 14 pontos. No quadrangular, o Galo da Pajuçara abriu com empate por 1 a 1 com o CSA e venceu o ASA por 2 a 0, indo a quatro pontos nas duas primeiras rodadas.

Na última rodada, o CRB enfrentou o CSE, que tinha dois pontos, assim como o CSA. A disputa estava em aberto, mas qualquer ponto já bastava para os regatianos conquistarem o título estadual de maneira antecipada. No Rei Pelé, o CRB dominou totalmente o adversário e venceu por 3 a 1. Com seis pontos, a equipe venceu a terceira fase e, como já havia ganhado as outras duas, não precisou da final.

A campanha do CRB:
34 jogos | 25 vitórias | 7 empates | 2 derrotas | 73 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Arlindo Tavares/Placar

Operário-MT Campeão Mato-Grossense 1983

Depois de quatro campeonatos, a hegemonia mudou de mãos no Mato Grosso. O Operário Varzea-Grandense, de Várzea Grande, conquistou seu sexto título estadual e freou o domínio do Mixto. O clube estava sem vencer desde 1973, acabando com dez anos de fila.

O torneio foi disputado com sete times. Nas duas primeiras fases, os participantes se enfrentaram em turno único, com os quatro melhores avançando para o mata-mata. Tanto semifinais quanto finais foram realizada em partidas de ida e volta. O vencedor de cada fase se classificou para a decisão do estadual.

O Operário começou sua campanha vencedora com vitória por 2 a 0 sobre o Tremedão de Cáceres, fora de casa. A primeira vitória como mandante veio na segunda rodada, por 2 a 0 sobre o Dom Bosco. Nos quatro jogos seguintes, o Chicote da Fronteira venceu mais dois e perdeu dois, acabando a primeira fase na vice-liderança, com oito pontos.

Na semifinal da primeira etapa, o CEOV enfrentou o Mixto. No primeiro jogo, os tricolores venceram por 1 a 0. Na segunda partida, empataram sem gols e se classificaram para a final. A decisão foi disputada em dois jogos contra o União Rondonópolis. Na ida fora, o Operário venceu por 1 a 0. Na volta em casa, novo triunfo por 2 a 1 colocou o Chicote na decisão.

O CEOV estreou na segunda fase contra o Mixto, vencendo o Clássico dos Milhões por 3 a 1. Nas cinco partidas restantes, venceu quatro e empatou uma, encerrando na liderança com 11 pontos. Na semifinal, o Chicote passou novamente pelo União após empatar por 0 a 0 em Rondonópolis e venceu por 3 a 0 em casa.

A final da segunda fase juntou o Operário contra o Mixto, que avançou ao eliminar o Barra do Garças. Os alvinegros precisavam vencer esta etapa para forçar outra decisão com o rival. Já os tricolores tinham a chance de antecipar o título estadual. As duas partidas foram disputadas no Verdão, em Cuiabá. Logo na ida, o Chicote da Fronteira goleou por 4 a 0 e encaminhou a conquista. Na volta, outra vitória por 1 a 0 confirmou o fim do jejum.

A campanha do Operário-MT:
20 jogos | 15 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 33 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Osmar Cabral/Placar

Tuna Luso Campeã Paraense 1983

A Tuna Luso quebrou a alternância entre Paysandu e Remo e voltou a ser campeão paraense em 1983, depois de 13 anos. Foi a nona conquista estadual na história do clube verde, e a primeira desde 1970.

O torneio foi realizado com oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único. O líder foi à final e os cinco melhores para um pentagonal seguinte, também disputado em turno único, cujo primeiro colocado também foi à decisão de etapa, valendo um ponto extra para a terceira fase. Nesta, as cinco melhores campanha no geral atuaram mais uma vez em turno único, com o líder indo à final do estadual, e o segundo e terceiro colocados decidindo a outra vaga.

A trajetória da Tuna Luso rumo ao título começou na vitória por 1 a 0 sobre o Tiradentes. Nos outros seis jogos, venceu três, empatou dois e perdeu um, terminando a primeira fase na terceira colocação, com dez pontos. No pentagonal, a Águia do Souza venceu dois e perdeu outras duas partidas. Com quatro, a equipe ficou em segundo lugar, três pontos atrás do Remo. A primeira etapa foi decidida entre Paysandu e Remo, com vitória remista confirmada após longas disputas nos tribunais.

Na segunda fase, a Tuna estreou novamente contra o Tiradentes, empatando por 1 a 1. Depois, o time empatou mais quatro vezes e venceu duas, ficando na vice-liderança com nove pontos, um atrás do líder Paysandu. No pentagonal, a Águia  venceu três jogos e empatou outro, somando sete pontos e obtendo a liderança. Sem explicações, a decisão de fase contra o Paysandu não aconteceu, provavelmente devido ao calendário apertado pelas pendências judiciais referentes à decisão da primeira fase, que teve ser refeita pela dupla Repa.

A Tuna aproveitou-se do desgaste institucional de Paysandu e Remo na fase final. A Águia fez 2 a 0 nos bicolores e 1 a 0 nos azulinos, além de bater o Sport Belém por 3 a 0 e o Izabelense por 2 a 0. Com oito pontos, a equipe tunante foi à decisão, enquanto o Remo teve de vencer o Paysandu na semifinal.

A final do estadual juntou Tuna Luso e Remo em duas partidas no Mangueirão. Na primeira, a Águia perdeu por 1 a 0. No segundo jogo, o time tunante aproveitou-se do regulamento e venceu 2 a 1, garantindo o título pelo fato de ter sido líder no pentagonal anterior.
 
A campanha da Tuna Luso:
28 jogos | 16 vitórias | 8 empates | 4 derrotas | 44 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Arquivo/Tuna Luso

Goiás Campeão Goiano 1983

O Campeonato Goiano de 1983 voltou a ser verde. O Goiás chegou ao sétimo título estadual dois anos após a última conquista, em um período marcado pela alternância de hegemonia com o rival Vila Nova.

A competição contou com oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em dois turnos, com a classificação dividida em dois grupos. Os dois melhores de cada chave avançaram para a semifinal de fase, e os vencedores foram à final. A decisão foi disputada entre os ganhadoras das etapas.

A campanha do Goiás iniciou na vitória por 2 a 0 sobre o Goiânia. Nas demais 13 partidas da primeira fase, venceu mais sete vezes, quatro empates e duas derrotas. Com 20 pontos, o Esmeraldino ficou na primeira colocação do grupo B. Na semifinal, o time enfrentou o Goiânia. Na ida, perdeu por 2 a 1. Na volta, venceu por 3 a 1, com o gol da classificação saindo na prorrogação.

Na final, o Goiás iria enfrentar o Itumbiara, mas o clube foi punido em dois pontos na semifinal e sua vaga foi repassada à Anapolina, que havia sido derrotada pelo clube. O Itumbiara recorreu da decisão e disputa foi parar nos tribunais, o que fez a primeira fase ficar indefinida e travada.

Enquanto isso, a segunda fase foi iniciada. O Goiás estreou com derrota por 1 a 0 para o Itumbiara fora de casa. Na sequência, se recuperou com seis vitórias, cinco empates e duas derrotas, o que valeu 17 pontos e outra vez a liderança do grupo B. Na semifinal, o Esmeraldino encarou o Vila Nova. No primeiro jogo, venceu por 1 a 0. Na segunda partida, perdeu por 2 a 0. Como o regulamento da época não levava em conta a soma dos placares, mais uma prorrogação foi disputada para a definição do vencedor. Nela, o Goiás marcou mais um gol, diminuiu a derrota para 2 a 1 e se classificou.

A decisão da segunda etapa reuniu Goiás e Anapolina, que bateu o Itumbiara sem ressalvas. Na ida, os esmeraldinos perderam por 2 a 0. Na volta, a equipe devolveu os 2 a 0. Na prorrogação, deu empate. A vitória definitiva só veio nos pênaltis, por 5 a 4, o que garantiu o Esmeraldino na decisão.

Faltava ainda a primeira fase. O Itumbiara não conseguiu recuperar os pontos e a final acabou sendo mesmo entre Goiás e Anapolina, outra vez, tornando-se de certa forma a decisão do estadual. No primeiro jogo, em Anápolis, o Esmeraldino foi derrotado por 2 a 0. Na segunda partida, no Serra Dourada, venceu por 1 a 0. Na prorrogação, Mairon César marcou 2 a 0 e o Goiás ficou com o título antecipado, por ter vencido as duas fases.

A campanha do Goiás:
36 jogos | 18 vitórias | 9 empates | 9 derrotas | 49 gols marcados | 23 gols sofridos


Foto Arquivo/Goiás

Fortaleza Campeão Cearense 1983

Depois de acabar com oito anos de fila, o Fortaleza chegou ao bicampeonato cearense em 1983, o 27º título estadual na história do clube.

O torneio foi realizado com dez equipes divididas em dois grupos, o da capital com seis e o do interior com quatro. Em todas as três fases, os participantes se enfrentaram em dentro de suas chaves, a da capital em turno único e a do interior em dois. Os quatro melhores da capital e os dois melhores do interior avançaram para um hexagonal de dois turnos, com cada líder levando um ponto extra. O vencedor de cada fase se classificou para a final do estadual.

O Fortaleza estreou na primeira fase com vitória por 2 a 1 sobre o Tiradentes. Nos outros cinco jogos, venceu três e empatou um, liderando a chave da capital com nove pontos. No hexagonal, o Leão do Pici abriu com vitória por 1 a 0 sobre o Icasa em Juazeiro do Norte. Depois, venceu mais cinco partida e empatou quatro. Com 17 pontos, o time ficou em primeiro lugar e se garantiu na final.

Na segunda fase, o Fortaleza abriu com derrota por 1 a 0 para o América. A equipe se recuperou nas quatro partidas seguintes, com três vitórias e um empate, terminando na segunda colocação da capital com sete pontos. No hexagonal, os tricolores estrearam de novo contra o América, mas venceram por 2 a 0. Depois, conseguiu mais seis vitórias, um empate e duas derrotas. Outra vez, o Leão acabou na liderança, com 15 pontos, ganhando um ponto de vantagem na final.

Chegando à terceira fase, o Fortaleza iniciou com vitória por 3 a 0 sobre o Calouros do Ar. Na sequência, venceu mais uma vez, empatou duas e perdeu uma, encerrando na terceira posição com seis pontos. No hexagonal, o Leão do Pici abriu com empate sem gols com o Tiradentes. Nos outros nove jogos, o time tirou o pé, vencendo apenas um, empatando cinco e perdendo três. Com oito pontos, o time terminou em quinto lugar, nove pontos atrás do líder Ferroviário, que se classificou para a decisão.

Na final, o Fortaleza enfrentou o Ferroviário com um ponto de vantagem, já que o clube venceu duas fase contra uma do rival. Assim, o título poderia ser conquistado já no primeiro jogo, em caso de vitória do Leão. Os dois times se enfrentaram no Castelão, e o Fortaleza garantiu a taça ao vencer por 2 a 0.

A campanha do Fortaleza:
45 jogos | 31 vitórias | 7 empates | 7 derrotas | 87 gols marcados | 40 gols sofridos
 

Foto Edson Pio/Placar

Joinville Campeão Catarinense 1983

O Joinville manteve sua impressionante hegemonia estadual em 1983. Naquele ano, o clube conquistou o hexacampeonato catarinense e o sétimo título. Tudo isso em apenas oito temporadas desde a fundação.

O estadual reuniu 12 participantes. A primeira fase foi a Copa Governador do Estado, em que os times foram divididos em dois grupos e se enfrentaram em dois turnos. Os três melhores de cada chave passaram ao grupo dos vencedores e o restante foi ao grupo dos perdedores, em mais dois hexagonais de dois turnos. Os três melhores dos vencedores e o líder dos perdedores foram ao mata-mata que definiu o primeiro finalista. Na segunda e na terceiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com as oito melhores indo a um mata-mata para definir mais dois finalistas. A fase final foi disputada em um quadrangular de dois turnos, com os vencedores das três fases e o time de melhor campanha no geral.

O Joinville abriu a campanha no empate com 1 a 1 sobre o Blumenau. Nos outros nove jogos da primeira fase, empatou mais duas, venceu cinco e perdeu duas, ficando em segundo com 13 pontos. No grupo dos vencedores, o JEC fez mais 13 pontos e acabou na liderança, com seis vitórias, um empate e três derrotas. Na semifinal, passou pelo Figueirense após perder por 1 a 0 fora e vencer por 3 a 0 em casa. Na final, foi superado pelo Avaí ao empatar duas vezes por 1 a 1 e perder o terceiro jogo por 1 a 0.

Na segunda fase, o JEC começou perdendo por 1 a 0 para o Blumenau. Na sequência, venceu quatro jogos, empatou dois e perdeu quatro, ficando em sexto lugar com dez pontos. Nas quartas de final, o Joinville voltou a encarar o Avaí e a empatar as duas partidas por 1 a 1. Mais uma vez o clube tricolor acabou eliminado, por ter campanha inferior ao adversário. O Figueirense foi o vencedor desta etapa.

A melhora do Joinville só começou na terceira fase. Na estreia, venceu o Rio do Sul por 2 a 0 fora de casa. Nas dez partidas seguintes, venceu mais cinco, empatou quatro e perdeu uma, o que valeu a liderança com 16 pontos. Nas quartas, o JEC passou pelo Marcílio Dias com vitórias por 1 a 0 em Itajaí e por 3 a 1 no Ernestão. Na semifinal, bateu o Criciúma com dois empates por 1 a 1. Na final, o Joinville venceu o Figueirense por 2 a 1 na ida em casa. Na volta em Florianópolis, perdeu pelo mesmo placar, mas venceu nos pênaltis por 3 a 0 e garantiu a classificação ao quadrangular final.

O Joinville enfrentou Avaí, Figueirense e Criciúma no quadrangular final. Nas cinco primeiras partidas, o time venceu quatro vezes e perdeu uma, assim como o Figueirense. Ambos foram para a última rodada com oito pontos e chances de título. Porém, o JEC tinha cinco gols de saldo contra três dos alvinegros, portanto o empate lhe servia no confronto direto. No Orlando Scarpelli, o Joinville segurou o 0 a 0 e usou a vantagem para sagrar-se hexa diante do rival.

A campanha do Joinville:
61 jogos | 30 vitórias | 17 empates | 14 derrotas | 70 gols marcados | 42 gols sofridos


Foto Orestes Araújo/Placar

Santa Cruz Campeão Pernambucano 1983

O controle do Campeonato Pernambucano foi retomado pelo Santa Cruz em 1983. Depois de quatro anos, o clube tricolor acabou com a festa do rival Sport e chegou ao 18º título estadual.

O torneio teve 11 participantes, divididos em dois grupos, sorteados individualmente a cada etapa avançada. Nas quatro primeiras fases, os times se enfrentaram em turno único dentro de cada chave, e os dois melhores avançaram para um quadrangular seguinte. Os líderes dos dois primeiros quadrangulares disputaram uma vaga na fase final, assim como os líderes na terceira e quarta fases. Na quinta fase, as oito melhores equipes na soma das quatro etapas anteriores atuaram em turno único, com os quatro primeiros indo a outro quadrangular. Os líderes do octogonal e do quadrangular fizeram a decisão de fase. Por fim, a final do estadual reuniu os vencedores das três decisões em um triangular.

O Santa Cruz estreou na primeira fase com goleada por 5 a 0 sobre o Santo Amaro. Depois, venceu mais três jogos e empatou um, indo ao quadrangular no segundo lugar do grupo A com nove pontos. Nos três jogos seguintes, o time venceu dois e perdeu um, acabando na vice-liderança com quatro pontos.

Na segunda fase, a Cobra-coral abriu goleando o Íbis por 6 a 0. A campanha seguiu com mais três vitórias e um empate, que rendeu novamente a segunda colocação do grupo A com nove pontos. No quadrangular, a equipe voltou a tropeçar com dois empates e uma derrota, terminando em último com dois pontos. Náutico e Sport foram os finalistas das duas etapas, com vitória rubro-negra.

O Santinha inicia a terceira fase de novo contra o Santo Amaro, e venceu por 2 a 0. Nas demais partidas, venceu mais três e empatou uma. O time repetiu os nove pontos, mas desta vez conseguiu a liderança do grupo A. No quadrangular, o Santa Cruz venceu os três jogos, liderarou com seis pontos e foi à final.

Na quarta fase, o Santa Cruz ficou no grupo B, estreando com goleada por 5 a 0 sobre o Sete de Setembro. Na sequência, a equipe venceu mais três vezes e perdeu uma, conseguindo a liderança com oito pontos. No quadrangular, a cobra-coral empatou os três jogos e terminou em segundo lugar com três pontos. O líder foi o Náutico, indo decidir a segunda vaga na fase final com o Santa Cruz. O Clássico das Emoções foi disputado no Arruda, mas o Santinha perderam por 1 a 0.

A última chance do Santa Cruz foi a quinta fase. Na abertura, goleou o Santo Amaro por 5 a 1. Nos outros sete jogos, venceu quatro, empatou um e perdeu um. O Santinha acabou em terceiro lugar com 11 pontos, um a menos que o líder Sport. No quadrangular, o time venceu duas vezes e empatou uma, garantindo o primeiro lugar com cinco pontos. Assim, a última vaga na decisão foi definida no Clássico das Multidões. Em Caruaru, no Estádio Pedro Victor, o Santa venceu por 1 a 0 e enfim se classificou.

Os três rivais de Recife chegaram para o triangular final de 1983, chamado de "supercampeonato". Todos os jogos aconteceram no Arruda. No primeiro, o Santa Cruz ficou no 0 a 0 com o Sport. O mesmo resultado foi registrado entre o rubro-negro e o Náutico. Na terceira partida, o Santinha empatou por 1 a 1 com o alvirrubro. Todos terminaram com dois pontos, e como Santa e Náutico fizeram um gol, os dois times tiveram de disputar uma partida extra. Também no Arruda, eles voltaram a empatar por 1 a 1. O campeão estadual só foi conhecido nos pênaltis, após o Santa Cruz vencer por 6 a 5.

A campanha do Santa Cruz:
47 jogos | 29 vitórias | 13 empates | 5 derrotas | 100 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Maurício Coutinho/Placar

Bahia Campeão Baiano 1983

O Bahia conquistou o tricampeonato estadual em 1983, dando continuidade a mais uma hegemonia absurda no Campeonato Baiano. Com este título, o clube chegou a 33 taças somadas.

Doze clubes participaram do estadual, divididos em dois grupos. Quatro fases foram disputadas. Na primeira e na terceira, as equipes se enfrentaram em turno único único dentro de cada chave. As quatro melhores se classificaram para as quartas de final. No segunda e na quarta etapas, os times de um grupo enfrentaram os do outro, também com os quatro melhores passando ao mata-mata. O ganhador de cada fase avançou à final.

A campanha do Bahia começou no triunfo por 1 a 0 sobre o Atlético de Alagoinhas. Nos outros quatro jogos da primeira fase, ganhou três e perdeu um, terminando em primeiro do grupo A com oito pontos. Nas quartas de final, passou pelo Vitória ao empatar por 1 a 1 e triunfar por 3 a 1. Na semifinal, superou o Leônico ao fazer 3 a 0 na ida e perder por 1 a 0 na volta. Na final, bateu o Botafogo Bonfinense ao ganhar por 3 a 1 e empatar sem gols.

Na segunda fase, o Tricolor de Aço estreou com empate por 1 a 1 com o Serrano. Na sequência, o time obteve mais dois triunfos, dois empates e uma derrota, voltando a ser líder da chave A com oito pontos. Nas quartas de final, superou o Fluminense de Feira ao ganhar por 1 a 0 fora e por 3 a 0 em casa. Na semifinal, perdeu as duas partidas para o Itabuna, ambas por 1 a 0. A etapa foi vencida pela Catuense.

O Bahia começou a terceira fase com derrota, por 2 a 1 para o Atlético de Alagoinhas. Depois, se recuperou com dois triunfos e dois empates nas quatro partidas. Os resultados colocaram a equipe tricolor em segundo lugar no seu grupo com seis pontos. Nas quartas, bateu a Catuense após golear por 5 a 0 na ida fora e ganhar por 2 a 0 em casa. Na semifinal, passou pelo Leônico ao empatar os jogos por 1 a 1 e por 0 a 0. Na final, superou o Vitória ao triunfar por 2 a 1 na ida e empatar sem gols na volta.

Na quarta fase, o Bahia abriu fazendo 2 a 0 no Redenção. Nas outras cinco partidas, ganhou duas e empatou três, acabando na vice-liderança da chave com nove pontos. Nas quartas de final, eliminou o Atlético de Alagoinhas com triunfos por 2 a 1 fora e por 4 a 0 em casa. Na semifinal, tirou o Fluminense de Feira ao ganhar por 1 a 0 fora e por 3 a 0 em casa. Na final, foi a vez de bater o Serrano com mais dois triunfos, por 1 a 0 e por 2 a 1.

Bahia e Catuense chegaram à decisão. Na primeira partida, o Tricolor de Aço triunfou por 1 a 0, gol de Osni. No segundo jogo, perdeu por 2 a 0 em plena Fonte Nova. A terceira partida foi a definidora do título, no Estádio Carneirão, em Alagoinhas, e o Bahia chegou lá ao fazer novamente 1 a 0, gol de Emo.

A campanha do Bahia:
47 jogos | 28 triunfos | 12 empates | 7 derrotas | 69 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Mário Bonfim/Placar

Athletico-PR Campeão Paranaense 1983

O Athletico fez história em 1983 ao faturar mais um título paranaense. Meses após ser semifinalista do Campeonato Brasileiro, o clube levou o 13º estadual e o bicampeonato, o que não acontecia desde 1930.

O torneio teve 12 times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único e os quatro melhores se classificaram, com o líder garantindo um ponto extra. Depois, as quatro equipes disputaram um quadrangular de dois turnos, em que o líder avançou para a etapa final com outro ponto extra. Ao mesmo tempo, os outros oito clubes participaram das repescagens em dois quadrangulares. Os líderes de cada chave jogaram a decisão, e o ganhador de cada etapa se enfrentou valendo uma vaga na fase final. Os vencedores das duas fases, da repescagem e o melhor time na soma geral atuaram na etapa final em outro quadrangular de dois turnos, valendo o título.

A campanha do Athletico teve início na vitória por 3 a 1 sobre o Matsubara em casa. Nos outros dez jogos da primeira fase, venceu mais sete, empatou dois e perdeu, terminando na liderança com 18 pontos. No quadrangular, porém, o Furacão só venceu uma partida e perdeu as outras cinco, terminando em último lugar com dois pontos, incluindo o extra. A liderança ficou com o rival Coritiba.

Na segunda fase, o Furacão estreou fora de casa contra o Matsubara e perdeu por 1 a 0. Na sequência, venceu seis jogos, empatou um e perdeu três, o que valeu a terceira colocação com 13 pontos. No quadrangular, o Athletico venceu duas vezes, empatou duas e perdeu outras duas, acabando na segunda posição com seis pontos, dois a menos que o líder Londrina.

Para a fase final, Coritiba e Londrina chegaram com as vitórias de quadrangular, e o União Bandeirante pela repescagem. Ao Athletico, restou a vaga pela soma de 31 pontos. Na estreia, o rubro-negro fez 1 a 0 no União fora de casa. Nas demais partidas, a equipe venceu duas, empatou duas e perdeu uma. Mesmo sem ter bônus o Furacão acabou na liderança, mas junto do Coritiba com oito pontos. O clássico empatado por 1 a 1 na última rodada determinou a realização de uma decisão em dois jogos extras.

Mais dois Atletibas no Couto Pereira decidiram o estadual. No primeiro, o Athletico venceu por 1 a 0, gol de Joel. No segundo, Joel marcou de novo, o Furacão empatou por 1 a 1 e ficou com a taça.

A campanha do Athletico-PR:
42 jogos | 21 vitórias | 8 empates | 13 derrotas | 48 gols marcados | 35 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Atlético-MG Campeão Mineiro 1983

Um momento histórico para o Atlético foi a conquista do hexacampeonato mineiro em 1983. A façanha fez clube atingir a marca de 30 títulos estaduais, em época e com um time que é considerado um dos melhores da história alvinegra, segundo a própria torcida.

O estadual contou com 12 participantes. As duas primeiras fases foram chamadas de Taça Minas Gerais, onde as equipes se enfrentaram em dois turnos independentes. O líder de cada fase disputou a decisão, valendo um ponto extra para a fase final. Os oito melhores times da Taça Minas Gerais se classificaram a etapa decisiva, valendo o título e disputada em dois turnos.

A campanha do Galo teve início na vitória por 3 a 1 sobre o Uberlândia fora de casa. Nos outros dez jogos da primeira fase, a equipe venceu mais seis vezes, empatou três e perdeu duas, garantindo a liderança e a final da Taça Minas Gerais com 17 pontos.

Na segunda fase, o Atlético estrou de novo contra o Uberlândia, mas em Belo Horizonte, vencendo por 4 a 1. Depois, o time venceu mais sete vezes, empatou duas e perdeu uma, chegando a 18 pontos. O Galo acabou empatado com o Cruzeiro, o que ocasionou uma partida extra para determinar o líder. Nesta, os alvinegros perderam por 1 a 0. Assim os rivais voltaram a se enfrentar na final da Taça Minas Gerais em duas partidas, com vitórias atleticanas por 2 a 0 e por 4 a 0.

Vencedor da Taça Minas Gerais e com um ponto extra, o Galo foi à fase final como favorito. Na estreia, empatou por 1 a 1 com o Villa Nova em casa. A primeira vitória aconteceu no jogo seguinte, por 3 a 1 sobre o Nacional de Uberaba fora. O caminho seguiu com mais seis vitórias, três empates e uma derrota até a penúltima rodada. O Atlético era o líder com 19 pontos, seguido por Cruzeiro e América com 15.

No penúltimo jogo, o Galo recebeu o Nacional de Uberaba no Mineirão com a chance de levar o título por antecipação. E conseguiu o feito ao vencer por 3 a 0, com dois gols de Reinaldo e um de Catatau. 

A campanha do Atlético-MG:
39 jogos | 25 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 74 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Armênio Abascal/Placar

Internacional Campeão Gaúcho 1983

Com uma tranquilidade poucas vezes vista, o Internacional levou mais um título gaúcho em 1983. A conquista manteve o domínio do clube no Rio Grande do Sul, representando mais um tricampeonato em sua história, além de ser a 28ª taça estadual ao todo.

O Gauchão daquela temporada teve 12 times. Na primeira fase, todos se enfrentaram em dois turnos. Os oito melhores se classificaram para a fase final, onde atuaram mais uma vez em dois turnos. O líder do octogonal ficou com o título.

A campanha colorada teve início na vitória por 3 a 1 sobre o Aimoré em casa, no Beira-Rio. Nos outros 21 jogos, o Internacional venceu mais sete, empatou 11 e perdeu três. Mesmo tendo mais empates que vitórias, o time terminou a primeira fase na liderança, com 27 pontos, um a mais que Grêmio, São Paulo de Rio Grande e Esportivo, o que indicou um alto equilíbrio nesta etapa.

O desequilíbrio do Inter aconteceu na fase final. Na estreia, a equipe empatou por 0 a 0 com o São Borja fora de casa. Na estreia em Porto Alegre, venceu o Juventude por 2 a 1, engatando mais quatro triunfos após, além de três empates com Grêmio, Esportivo e Brasil de Pelotas.

Nas últimas cinco rodadas, o Internacional manteve-se invicto. Nas três primeiras partidas da sequência, venceu o Novo Hamburgo por 2 a 1 fora, empatou por 1 a 1 com o São Paulo em casa e empatou sem gols com o Juventude em Caxias do Sul. Com 19 pontos, o Colorado estava na liderança, seguido pelo Grêmio com 15.

Na penúltima rodada, o Inter recebeu o São Borja no Beira-Rio. Com gols de Geraldão e Silvio, o time colorado venceu por 2 a 0, foi a 21 pontos e ficou inalcançável pelos adversários, confirmado o título com uma rodada de antecedência. A comemoração se estendeu para a última partida, no empate por 2 a 2 com o Grêmio em casa.

A campanha do Internacional:
36 jogos | 15 vitórias | 18 empates | 3 derrotas | 49 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Lemyr Martins/Placar