Mostrando postagens com marcador 1983. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 1983. Mostrar todas as postagens

Fortaleza Campeão Cearense 1983

Depois de acabar com oito anos de fila, o Fortaleza chegou ao bicampeonato cearense em 1983, o 27º título estadual na história do clube.

O torneio foi realizado com dez equipes divididas em dois grupos, o da capital com seis e o do interior com quatro. Em todas as três fases, os participantes se enfrentaram em dentro de suas chaves, a da capital em turno único e a do interior em dois. Os quatro melhores da capital e os dois melhores do interior avançaram para um hexagonal de dois turnos, com cada líder levando um ponto extra. O vencedor de cada fase se classificou para a final do estadual.

O Fortaleza estreou na primeira fase com vitória por 2 a 1 sobre o Tiradentes. Nos outros cinco jogos, venceu três e empatou um, liderando a chave da capital com nove pontos. No hexagonal, o Leão do Pici abriu com vitória por 1 a 0 sobre o Icasa em Juazeiro do Norte. Depois, venceu mais cinco partida e empatou quatro. Com 17 pontos, o time ficou em primeiro lugar e se garantiu na final.

Na segunda fase, o Fortaleza abriu com derrota por 1 a 0 para o América. A equipe se recuperou nas quatro partidas seguintes, com três vitórias e um empate, terminando na segunda colocação da capital com sete pontos. No hexagonal, os tricolores estrearam de novo contra o América, mas venceram por 2 a 0. Depois, conseguiu mais seis vitórias, um empate e duas derrotas. Outra vez, o Leão acabou na liderança, com 15 pontos, ganhando um ponto de vantagem na final.

Chegando à terceira fase, o Fortaleza iniciou com vitória por 3 a 0 sobre o Calouros do Ar. Na sequência, venceu mais uma vez, empatou duas e perdeu uma, encerrando na terceira posição com seis pontos. No hexagonal, o Leão do Pici abriu com empate sem gols com o Tiradentes. Nos outros nove jogos, o time tirou o pé, vencendo apenas um, empatando cinco e perdendo três. Com oito pontos, o time terminou em quinto lugar, nove pontos atrás do líder Ferroviário, que se classificou para a decisão.

Na final, o Fortaleza enfrentou o Ferroviário com um ponto de vantagem, já que o clube venceu duas fase contra uma do rival. Assim, o título poderia ser conquistado já no primeiro jogo, em caso de vitória do Leão. Os dois times se enfrentaram no Castelão, e o Fortaleza garantiu a taça ao vencer por 2 a 0.

A campanha do Fortaleza:
45 jogos | 31 vitórias | 7 empates | 7 derrotas | 87 gols marcados | 40 gols sofridos
 

Foto Edson Pio/Placar

Joinville Campeão Catarinense 1983

O Joinville manteve sua impressionante hegemonia estadual em 1983. Naquele ano, o clube conquistou o hexacampeonato catarinense e o sétimo título. Tudo isso em apenas oito temporadas desde a fundação.

O estadual reuniu 12 participantes. A primeira fase foi a Copa Governador do Estado, em que os times foram divididos em dois grupos e se enfrentaram em dois turnos. Os três melhores de cada chave passaram ao grupo dos vencedores e o restante foi ao grupo dos perdedores, em mais dois hexagonais de dois turnos. Os três melhores dos vencedores e o líder dos perdedores foram ao mata-mata que definiu o primeiro finalista. Na segunda e na terceiras fases, todos se enfrentaram em turno único, com as oito melhores indo a um mata-mata para definir mais dois finalistas. A fase final foi disputada em um quadrangular de dois turnos, com os vencedores das três fases e o time de melhor campanha no geral.

O Joinville abriu a campanha no empate com 1 a 1 sobre o Blumenau. Nos outros nove jogos da primeira fase, empatou mais duas, venceu cinco e perdeu duas, ficando em segundo com 13 pontos. No grupo dos vencedores, o JEC fez mais 13 pontos e acabou na liderança, com seis vitórias, um empate e três derrotas. Na semifinal, passou pelo Figueirense após perder por 1 a 0 fora e vencer por 3 a 0 em casa. Na final, foi superado pelo Avaí ao empatar duas vezes por 1 a 1 e perder o terceiro jogo por 1 a 0.

Na segunda fase, o JEC começou perdendo por 1 a 0 para o Blumenau. Na sequência, venceu quatro jogos, empatou dois e perdeu quatro, ficando em sexto lugar com dez pontos. Nas quartas de final, o Joinville voltou a encarar o Avaí e a empatar as duas partidas por 1 a 1. Mais uma vez o clube tricolor acabou eliminado, por ter campanha inferior ao adversário. O Figueirense foi o vencedor desta etapa.

A melhora do Joinville só começou na terceira fase. Na estreia, venceu o Rio do Sul por 2 a 0 fora de casa. Nas dez partidas seguintes, venceu mais cinco, empatou quatro e perdeu uma, o que valeu a liderança com 16 pontos. Nas quartas, o JEC passou pelo Marcílio Dias com vitórias por 1 a 0 em Itajaí e por 3 a 1 no Ernestão. Na semifinal, bateu o Criciúma com dois empates por 1 a 1. Na final, o Joinville venceu o Figueirense por 2 a 1 na ida em casa. Na volta em Florianópolis, perdeu pelo mesmo placar, mas venceu nos pênaltis por 3 a 0 e garantiu a classificação ao quadrangular final.

O Joinville enfrentou Avaí, Figueirense e Criciúma no quadrangular final. Nas cinco primeiras partidas, o time venceu quatro vezes e perdeu uma, assim como o Figueirense. Ambos foram para a última rodada com oito pontos e chances de título. Porém, o JEC tinha cinco gols de saldo contra três dos alvinegros, portanto o empate lhe servia no confronto direto. No Orlando Scarpelli, o Joinville segurou o 0 a 0 e usou a vantagem para sagrar-se hexa diante do rival.

A campanha do Joinville:
61 jogos | 30 vitórias | 17 empates | 14 derrotas | 70 gols marcados | 42 gols sofridos


Foto Orestes Araújo/Placar

Santa Cruz Campeão Pernambucano 1983

O controle do Campeonato Pernambucano foi retomado pelo Santa Cruz em 1983. Depois de quatro anos, o clube tricolor acabou com a festa do rival Sport e chegou ao 18º título estadual.

O torneio teve 11 participantes, divididos em dois grupos, sorteados individualmente a cada etapa avançada. Nas quatro primeiras fases, os times se enfrentaram em turno único dentro de cada chave, e os dois melhores avançaram para um quadrangular seguinte. Os líderes dos dois primeiros quadrangulares disputaram uma vaga na fase final, assim como os líderes na terceira e quarta fases. Na quinta fase, as oito melhores equipes na soma das quatro etapas anteriores atuaram em turno único, com os quatro primeiros indo a outro quadrangular. Os líderes do octogonal e do quadrangular fizeram a decisão de fase. Por fim, a final do estadual reuniu os vencedores das três decisões em um triangular.

O Santa Cruz estreou na primeira fase com goleada por 5 a 0 sobre o Santo Amaro. Depois, venceu mais três jogos e empatou um, indo ao quadrangular no segundo lugar do grupo A com nove pontos. Nos três jogos seguintes, o time venceu dois e perdeu um, acabando na vice-liderança com quatro pontos.

Na segunda fase, a Cobra-coral abriu goleando o Íbis por 6 a 0. A campanha seguiu com mais três vitórias e um empate, que rendeu novamente a segunda colocação do grupo A com nove pontos. No quadrangular, a equipe voltou a tropeçar com dois empates e uma derrota, terminando em último com dois pontos. Náutico e Sport foram os finalistas das duas etapas, com vitória rubro-negra.

O Santinha inicia a terceira fase de novo contra o Santo Amaro, e venceu por 2 a 0. Nas demais partidas, venceu mais três e empatou uma. O time repetiu os nove pontos, mas desta vez conseguiu a liderança do grupo A. No quadrangular, o Santa Cruz venceu os três jogos, liderarou com seis pontos e foi à final.

Na quarta fase, o Santa Cruz ficou no grupo B, estreando com goleada por 5 a 0 sobre o Sete de Setembro. Na sequência, a equipe venceu mais três vezes e perdeu uma, conseguindo a liderança com oito pontos. No quadrangular, a cobra-coral empatou os três jogos e terminou em segundo lugar com três pontos. O líder foi o Náutico, indo decidir a segunda vaga na fase final com o Santa Cruz. O Clássico das Emoções foi disputado no Arruda, mas o Santinha perderam por 1 a 0.

A última chance do Santa Cruz foi a quinta fase. Na abertura, goleou o Santo Amaro por 5 a 1. Nos outros sete jogos, venceu quatro, empatou um e perdeu um. O Santinha acabou em terceiro lugar com 11 pontos, um a menos que o líder Sport. No quadrangular, o time venceu duas vezes e empatou uma, garantindo o primeiro lugar com cinco pontos. Assim, a última vaga na decisão foi definida no Clássico das Multidões. Em Caruaru, no Estádio Pedro Victor, o Santa venceu por 1 a 0 e enfim se classificou.

Os três rivais de Recife chegaram para o triangular final de 1983, chamado de "supercampeonato". Todos os jogos aconteceram no Arruda. No primeiro, o Santa Cruz ficou no 0 a 0 com o Sport. O mesmo resultado foi registrado entre o rubro-negro e o Náutico. Na terceira partida, o Santinha empatou por 1 a 1 com o alvirrubro. Todos terminaram com dois pontos, e como Santa e Náutico fizeram um gol, os dois times tiveram de disputar uma partida extra. Também no Arruda, eles voltaram a empatar por 1 a 1. O campeão estadual só foi conhecido nos pênaltis, após o Santa Cruz vencer por 6 a 5.

A campanha do Santa Cruz:
47 jogos | 29 vitórias | 13 empates | 5 derrotas | 100 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Maurício Coutinho/Placar

Bahia Campeão Baiano 1983

O Bahia conquistou o tricampeonato estadual em 1983, dando continuidade a mais uma hegemonia absurda no Campeonato Baiano. Com este título, o clube chegou a 33 taça somadas.

Doze clubes participaram do estadual, divididos em dois grupos. Quatro fases foram disputadas. Na primeira e na terceira, as equipes se enfrentaram em turno único único dentro de cada chave. As quatro melhores se classificaram para as quartas de final. No segunda e na quarta etapas, os times de um grupo enfrentaram os do outro, também com os quatro melhores passando ao mata-mata. O ganhador de cada fase avançou à final.

A campanha do Bahia começou no triunfo por 1 a 0 sobre o Atlético de Alagoinhas. Nos outros quatro jogos da primeira fase, ganhou três e perdeu um, terminando em primeiro do grupo A com oito pontos. Nas quartas de final, passou pelo Vitória ao empatar por 1 a 1 e triunfar por 3 a 1. Na semifinal, superou o Leônico ao fazer 3 a 0 na ida e perder por 1 a 0 na volta. Na final, bateu o Botafogo Bonfinense ao ganhar por 3 a 1 e empatar sem gols.

Na segunda fase, o Tricolor de Aço estreou com empate por 1 a 1 com o Serrano. Na sequência, o time obteve mais dois triunfos, dois empates e uma derrota, voltando a ser líder da chave A com oito pontos. Nas quartas de final, superou o Fluminense de Feira ao ganhar por 1 a 0 fora e por 3 a 0 em casa. Na semifinal, perdeu as duas partidas para o Itabuna, ambas por 1 a 0. A etapa foi vencida pela Catuense.

O Bahia começou a terceira fase com derrota, por 2 a 1 para o Atlético de Alagoinhas. Depois, se recuperou com dois triunfos e dois empates nas quatro partidas. Os resultados colocaram a equipe tricolor em segundo lugar no seu grupo com seis pontos. Nas quartas, bateu a Catuense após golear por 5 a 0 na ida fora e ganhar por 2 a 0 em casa. Na semifinal, passou pelo Leônico ao empatar os jogos por 1 a 1 e por 0 a 0. Na final, superou o Vitória ao triunfar por 2 a 1 na ida e empatar sem gols na volta.

Na quarta fase, o Bahia abriu fazendo 2 a 0 no Redenção. Nas outras cinco partidas, ganhou duas e empatou três, acabando na vice-liderança da chave com nove pontos. Nas quartas de final, eliminou o Atlético de Alagoinhas com triunfos por 2 a 1 fora e por 4 a 0 em casa. Na semifinal, tirou o Fluminense de Feira ao ganhar por 1 a 0 fora e por 3 a 0 em casa. Na final, foi a vez de bater o Serrano com mais dois triunfos, por 1 a 0 e por 2 a 1.

Bahia e Catuense chegaram à decisão. Na primeira partida, o Tricolor de Aço triunfou por 1 a 0, gol de Osni. No segundo jogo, perdeu por 2 a 0 em plena Fonte Nova. A terceira partida foi a definidora do título, no Estádio Carneirão, em Alagoinhas, e o Bahia chegou lá ao fazer novamente 1 a 0, gol de Emo.

A campanha do Bahia:
47 jogos | 28 triunfos | 12 empates | 7 derrotas | 69 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Mário Bonfim/Placar

Athletico-PR Campeão Paranaense 1983

O Athletico fez história em 1983 ao faturar mais um título paranaense. Meses após ser semifinalista do Campeonato Brasileiro, o clube levou o 13º estadual e o bicampeonato, o que não acontecia desde 1930.

O torneio teve 12 times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único e os quatro melhores se classificaram, com o líder garantindo um ponto extra. Depois, as quatro equipes disputaram um quadrangular de dois turnos, em que o líder avançou para a etapa final com outro ponto extra. Ao mesmo tempo, os outros oito clubes participaram das repescagens em dois quadrangulares. Os líderes de cada chave jogaram a decisão, e o ganhador de cada etapa se enfrentou valendo uma vaga na fase final. Os vencedores das duas fases, da repescagem e o melhor time na soma geral atuaram na etapa final em outro quadrangular de dois turnos, valendo o título.

A campanha do Athletico teve início na vitória por 3 a 1 sobre o Matsubara em casa. Nos outros dez jogos da primeira fase, venceu mais sete, empatou dois e perdeu, terminando na liderança com 18 pontos. No quadrangular, porém, o Furacão só venceu uma partida e perdeu as outras cinco, terminando em último lugar com dois pontos, incluindo o extra. A liderança ficou com o rival Coritiba.

Na segunda fase, o Furacão estreou fora de casa contra o Matsubara e perdeu por 1 a 0. Na sequência, venceu seis jogos, empatou um e perdeu três, o que valeu a terceira colocação com 13 pontos. No quadrangular, o Athletico venceu duas vezes, empatou duas e perdeu outras duas, acabando na segunda posição com seis pontos, dois a menos que o líder Londrina.

Para a fase final, Coritiba e Londrina chegaram com as vitórias de quadrangular, e o União Bandeirante pela repescagem. Ao Athletico, restou a vaga pela soma de 31 pontos. Na estreia, o rubro-negro fez 1 a 0 no União fora de casa. Nas demais partidas, a equipe venceu duas, empatou duas e perdeu uma. Mesmo sem ter bônus o Furacão acabou na liderança, mas junto do Coritiba com oito pontos. O clássico empatado por 1 a 1 na última rodada determinou a realização de uma decisão em dois jogos extras.

Mais dois Atletibas no Couto Pereira decidiram o estadual. No primeiro, o Athletico venceu por 1 a 0, gol de Joel. No segundo, Joel marcou de novo, o Furacão empatou por 1 a 1 e ficou com a taça.

A campanha do Athletico-PR:
42 jogos | 21 vitórias | 8 empates | 13 derrotas | 48 gols marcados | 35 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Athletico-PR

Atlético-MG Campeão Mineiro 1983

Um momento histórico para o Atlético foi a conquista do hexacampeonato mineiro em 1983. A façanha fez clube atingir a marca de 30 títulos estaduais, em época e com um time que é considerado um dos melhores da história alvinegra, segundo a própria torcida.

O estadual contou com 12 participantes. As duas primeiras fases foram chamadas de Taça Minas Gerais, onde as equipes se enfrentaram em dois turnos independentes. O líder de cada fase disputou a decisão, valendo um ponto extra para a fase final. Os oito melhores times da Taça Minas Gerais se classificaram a etapa decisiva, valendo o título e disputada em dois turnos.

A campanha do Galo teve início na vitória por 3 a 1 sobre o Uberlândia fora de casa. Nos outros dez jogos da primeira fase, a equipe venceu mais seis vezes, empatou três e perdeu duas, garantindo a liderança e a final da Taça Minas Gerais com 17 pontos.

Na segunda fase, o Atlético estrou de novo contra o Uberlândia, mas em Belo Horizonte, vencendo por 4 a 1. Depois, o time venceu mais sete vezes, empatou duas e perdeu uma, chegando a 18 pontos. O Galo acabou empatado com o Cruzeiro, o que ocasionou uma partida extra para determinar o líder. Nesta, os alvinegros perderam por 1 a 0. Assim os rivais voltaram a se enfrentar na final da Taça Minas Gerais em duas partidas, com vitórias atleticanas por 2 a 0 e por 4 a 0.

Vencedor da Taça Minas Gerais e com um ponto extra, o Galo foi à fase final como favorito. Na estreia, empatou por 1 a 1 com o Villa Nova em casa. A primeira vitória aconteceu no jogo seguinte, por 3 a 1 sobre o Nacional de Uberaba fora. O caminho seguiu com mais seis vitórias, três empates e uma derrota até a penúltima rodada. O Atlético era o líder com 19 pontos, seguido por Cruzeiro e América com 15.

No penúltimo jogo, o Galo recebeu o Nacional de Uberaba no Mineirão com a chance de levar o título por antecipação. E conseguiu o feito ao vencer por 3 a 0, com dois gols de Reinaldo e um de Catatau. 

A campanha do Atlético-MG:
39 jogos | 25 vitórias | 9 empates | 6 derrotas | 74 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Armênio Abascal/Placar

Internacional Campeão Gaúcho 1983

Com uma tranquilidade poucas vezes vista, o Internacional levou mais um título gaúcho em 1983. A conquista manteve o domínio do clube no Rio Grande do Sul, representando mais um tricampeonato em sua história, além de ser a 28ª taça estadual ao todo.

O Gauchão daquela temporada teve 12 times. Na primeira fase, todos se enfrentaram em dois turnos. Os oito melhores se classificaram para a fase final, onde atuaram mais uma vez em dois turnos. O líder do octogonal ficou com o título.

A campanha colorada teve início na vitória por 3 a 1 sobre o Aimoré em casa, no Beira-Rio. Nos outros 21 jogos, o Internacional venceu mais sete, empatou 11 e perdeu três. Mesmo tendo mais empates que vitórias, o time terminou a primeira fase na liderança, com 27 pontos, um a mais que Grêmio, São Paulo de Rio Grande e Esportivo, o que indicou um alto equilíbrio nesta etapa.

O desequilíbrio do Inter aconteceu na fase final. Na estreia, a equipe empatou por 0 a 0 com o São Borja fora de casa. Na estreia em Porto Alegre, venceu o Juventude por 2 a 1, engatando mais quatro triunfos após, além de três empates com Grêmio, Esportivo e Brasil de Pelotas.

Nas últimas cinco rodadas, o Internacional manteve-se invicto. Nas três primeiras partidas da sequência, venceu o Novo Hamburgo por 2 a 1 fora, empatou por 1 a 1 com o São Paulo em casa e empatou sem gols com o Juventude em Caxias do Sul. Com 19 pontos, o Colorado estava na liderança, seguido pelo Grêmio com 15.

Na penúltima rodada, o Inter recebeu o São Borja no Beira-Rio. Com gols de Geraldão e Silvio, o time colorado venceu por 2 a 0, foi a 21 pontos e ficou inalcançável pelos adversários, confirmado o título com uma rodada de antecedência. A comemoração se estendeu para a última partida, no empate por 2 a 2 com o Grêmio em casa.

A campanha do Internacional:
36 jogos | 15 vitórias | 18 empates | 3 derrotas | 49 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Lemyr Martins/Placar

Fluminense Campeão Carioca 1983

O tricolor volta ao topo do Rio de Janeiro. Em 1983, o Fluminense voltou a vencer o Campeonato Carioca, depois de três anos e garantindo o 25º título estadual. A conquista foi o início de um período vencedor na história do clube, que ainda levaria mais dois estaduais, chegando ao tricampeonato, e a taça do Brasileirão no ano seguinte.

O torneio contou com 12 equipes. Na primeira fase, a Taça Guanabara, todos os participantes se enfrentaram em turno único. O líder ficou com o título e se classificou para a fase final. A mesma coisa aconteceu na segunda fase, a Taça Rio. Na fase decisiva, os dois vencedores se juntaram ao time de melhor campanha na soma das duas etapas anteriores, em um triangular de turno único valendo a taça estadual.

A campanha do Fluminense teve início na vitória por 3 a 0 sobre o São Cristóvão. Nas dez partidas seguintes, o time venceu mais oito e empatou duas, vencendo a Taça Guanabara de maneira invicta, com 20 pontos, quatro a mais que o vice America.

Na Taça Rio, o tricolor estreou mais uma vez contra o São Cristóvão, desta vez vencendo por 2 a 0. Porém, nos outros a equipe oscilou e venceu apenas mais duas vezes, tendo ainda três empates e cinco derrotas. Com apenas nove pontos, o Flu terminou em décimo lugar, com a metade dos pontos do líder Flamengo.

A dupla Fla-Flu chegou ao triangular final ao lado do Bangu, que foi o clube de melhor campanha na soma das duas fases anteriores. Todos os jogos aconteceram no Maracanã. Na estreia, o Fluminense empatou por 1 a 1 com os alvirrubros. Na segunda rodada, venceu o Flamengo por 1 a 0, gol anotado por Assis aos 45 minutos do segundo tempo.

Com três pontos, o Fluminense tirou o Flamengo da disputa pelo título, mas ainda havia o Bangu com chances ser campeão, caso o time batesse o rubro-negro por dois gols de diferença. Mas o que aconteceu foi o contrário: os flamenguistas fizeram 2 a 0 nos banguenses e o resultado confirmou o título para os tricolores. 

A campanha do Fluminense:
24 jogos | 13 vitórias | 6 empates | 5 derrotas | 31 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Fluminense

Corinthians Campeão Paulista 1983

O Brasil se aproxima da abertura política, as Diretas Já batiam a porta e a Democracia Corinthiana continua a render frutos. Embora menos marcante que em 1982, o movimento dos atletas do Corinthians seguia como parte da rotina em 1983, ano do bicampeonato paulista, o 19º estadual do clube.

O Paulistão daquela temporada teve 20 times divididos em quatro grupos. Na primeira fase, todos se enfrentaram em dois turnos, independente da chave. Os dois melhores de cada grupo avançaram para a segunda fase, que foi jogada em dois quadrangulares de dois turnos. Os dois primeiros de cada chave foram à semifinal, e os vencedores disputaram a final.

O Corinthians ficou no grupo B da primeira fase. Na abertura, venceu a Ferroviária por 1 a 0 em Araraquara. A estreia em cada aconteceu na terceira rodada, com outra vitória por 1 a 0 sobre a Inter de Limeira. Nos outros 36 jogos, o Timão venceu 17, empatou 12 e perdeu sete, terminando na liderança da chave com 50 pontos, e com a segunda melhor campanha no geral, dois pontos atrás do São Paulo.

Na segunda fase, os alvinegros enfrentaram Santos, Ponte Preta e São Bento. A trajetória começou no empate por 1 a 1 com os santistas fora de casa. No restante do quadrangular, o Corinthians empatou mais duas vezes e venceu três, encerrando na liderança com nove pontos, superando o Santos no saldo de gols.

Na semifinal, o Timão encarou o Palmeiras em dois jogos no Morumbi. No primeiro Derby, ficou no empate por 1 a 1. Já no segundo, o Corinthians venceu por 1 a 0 e se classificou para a final. Do outro lado, o São Paulo superou o Santos para ser o outro finalista.

Assim como em 1982, Corinthians e São Paulo decidiram o estadual em duas partidas no Morumbi. E mais uma vez deu Timão. Na ida, o alvinegro venceu por 1 a 0, gol de Sócrates. Na volta, o Doutor marcou de novo, o Corinthians empatou por 1 a 1 e confirmou mais um título.

A campanha do Corinthians:
48 jogos | 24 vitórias | 17 empates | 7 derrotas | 68 gols marcados | 39 gols sofridos


Foto José Pinto/Placar

Brasil Campeão Mundial Sub-20 1983

O Mundial Sub-20 chegou à América do Norte. Em 1983, a competição foi disputada no México. O torneio serviu como evento-teste para a Copa do Mundo de 1986 e atraiu ótimo público, com estádios cheios na maior parte das partidas. Além disso, o campeonato permitiu que o país testasse sua infraestrutura e a logística para o que viria três anos depois.

O regulamento seguiu o mesmo formato das duas edições anteriores: 16 seleções divididas em quatro grupos de quatro, com os dois primeiros avançando para as quartas de final. A partir daí, os confrontos eram eliminatórios até a decisão do título.

Para o Brasil, o torneio marcou o primeiro título da categoria. A equipe tinha três jogadores que depois seriam tetracampeões mundiais em 1994: Dunga, Bebeto e Jorginho, além de outros nomes que ganharam destaque no futebol nacional. A conquista também ajudou a consolidar a reputação brasileira nas categorias de base, mostrando a força das futuras gerações.

Na primeira fase, a seleção brasileira jogou no Grupo D. Estreou com empate em 1 a 1 contra a Holanda, depois venceu a Nigéria por 3 a 0 e superou a União Soviética por 2 a 1. Com cinco pontos, garantiu a liderança da chave sem grandes problemas.

Nas quartas de final, o Brasil venceu a Tchecoslováquia por 4 a 1, de virada, em resultado que aumentou a confiança para a reta decisiva. Na semifinal, enfrentou a Coreia do Sul e conseguiu a vaga na final com uma suada vitória por 2 a 1, também de virada. Do outro lado veio a Argentina, que bateu China, Áustria, Holanda e Polônia.

A decisão contra a Argentina foi disputada no Estádio Azteca, na Cidade do México. Diante de 110 mil torcedores, o Brasil reviveu a emoção de 1970 e conquistou o título ao vencer seu maior rival por 1 a 0. O gol saiu aos 36 minutos do primeiro tempo, em cobrança de pênalti convertida por Geovani, que terminou como artilheiro do Mundial com seis gols anotados.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 13 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Rodolpho Machado/Placar

Uruguai Campeão da Copa América 1983

O regulamento com partidas de ida e volta e sem sede fixa na Copa América foi executado pela última vez na edição de 1983. E após dois torneios sem a presença do principal trio de seleções na final, era a hora de voltar a mostrar força. Uruguai e Brasil foram os bichos-papões da vez, enquanto a Argentina deu o azar de ter ficado no mesmo grupo que os brasileiros na primeira fase. O título ficou nas mãos dos uruguaios pela 12ª vez, em uma disputa palmo a palmo (e que dura até hoje) pelo posto de maior vencedor com os argentinos (que também tinha 12).

No grupo A do torneio, La Celeste começou sua campanha logo com dois jogos em casa. No Centenario, venceu o Chile por 2 a 1 e a Venezuela por 3 a 0. Nas partidas fora de casa, o início foi com uma dura derrota por 2 a 0 para os chilenos em Santiago, o que obrigou os uruguaios derrotar os venezuelanos em Caracas. No último jogo, o esperado triunfo veio por 2 a 1, mas foi considerado pouco diante da fraqueza da Venezuela. O Uruguai fechou a fase com seis pontos e três gols de saldo, já o Chile estava com quatro pontos, seis gols de saldo um jogo por fazer com os próprios venezuelanos. Com o secador ligado, La Celeste se classificou vendo os chilenos ficarem no 0 a 0 com a Venezuela. 

Na semifinal, o Uruguai enfrentou o Peru. A ida foi realizada em Lima, uma vitória suada por 1 a 0, gol de Carlos Aguilera. A volta foi em Montevidéu, mais suada ainda: os peruanos abriram o placar no primeiro tempo e os uruguaios só buscaram o empate na segunda etapa, quando Wilmar Cabrera fez 1 a 1 e colocou La Celeste na decisão.

Do outro lado da final, estava o Brasil. Na primeira fase, os brasileiros eliminaram Argentina e Equador. Na semifinal, bateram o Paraguai no cara ou coroa. Foi a quarta decisão entre Brasil e Uruguai na história. Nas três anteriores, duas vitórias uruguaias na Copa do Mundo de 1950 e no Mundialito de 1980. A favor dos brasileiros, só estava o triunfo no distante Sul-Americano de 1919, além da semifinal no Mundial de 1970.

O prognóstico histórico era favorável ao Uruguai, que confirmou sua superioridade também no gramado do Centenario no primeiro jogo. Com gols de Enzo Francescoli e Víctor Diogo, La Celeste venceu por 2 a 0 e abriu boa vantagem para a volta, que foi realizada na Fonte Nova, em Salvador. Na segunda partida, o Brasil abriu o placar na etapa inicial, situação que forçava o jogo extra. Porém, o Uruguai buscou o empate aos 32 minutos do segundo tempo, com Aguilera, e o 1 a 1 confirmou o 12º título uruguaio na Copa América, tirando a seleção de uma fila de 16 anos.

A campanha do Uruguai:
8 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 12 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Arquivo/AUF

Aberdeen Campeão da Recopa Europeia 1983

Quando falamos no futebol da Escócia, logo vem à cabeça Celtic e Rangers, os dois maiores clubes do país britânico. Mas há espaço para uma terceira força, que protagonizou um feito raro: venceu um título europeu em cima do Real Madrid. Na Recopa de 1983, o Aberdeen foi o último a ganhar um torneio continental linear sobre os espanhóis. E mais do que isso, revelou o lendário técnico Alex Ferguson.

A Recopa de 1983 contou com 34 participantes, e o Aberdeen foi um dos quatro que precisou disputar a fase preliminar. Campeão da Copa da Escócia de 1982, os "dons" eliminaram o Sion, da Suíça, com goleadas por 7 a 0 em casa e por 4 a 1 fora. Na primeira fase, foi a vez de passar pelo Dínamo Tirana, com vitória por 1 a 0 na Escócia e empate por 0 a 0 na Albânia.

Nas oitavas de final, o Aberdeen enfrentou o Lech Poznan, da Polônia. A partida de ida foi realizada outra vez em casa, no Estádio Pittodrie, e terminou com vitória escocesa por 2 a 0. Na volta, os dons voltaram a vencer, por 1 a 0 fora de casa.

O adversário escocês nas quartas foi o Bayern de Munique. O primeiro jogo aconteceu fora, no Olímpico de Munique, e ficou no empate sem gols. A segunda partida foi no Pittodrie, que viu uma espetacular virada de placar. O Aberdeen perdia por 2 a 1 até os 32 minutos do segundo tempo quando, em um minuto, pulou para 3 a 2 com os gols de Alex McLeish e John Hewitt.

A semifinal foi disputada contra o Waterschei Thor, da Bélgica. Na ida, o Aberdeen goleou por 5 a 1 no Pittodrie, gols de Eric Black, Neil Simpson, Mark McGhee (dois) e Peter Weir. Na volta, aconteceu a única derrota na campanha, por 1 a 0 na cidade de Genk.

A final contra o Real Madrid foi possível após os espanhóis baterem Baia Mare, Újpesti, Intenazionale e Austria Viena. No Estádio Ullevi, em Gotemburgo, Black abriu logo aos sete minutos do primeiro tempo, mas o adversário empatou aos 15. O resultado seguiu assim até a prorrogação, quando Hewitt fez o gol do título do Aberdeen aos sete do segundo tempo, marcando 2 a 1.

A campanha do Aberdeen:
11 jogos | 8 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 25 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Peter Robinson/PA Images

Anderlecht Campeão da Liga Europa 1983

Em 1983, o Anderlecht, principal clubes da Bélgica, embarcou em uma jornada que culminaria na conquista do título da Copa da UEFA. Sob o comando de Paul Van Himst, lenda do clube nos tempos de atleta e estreante como técnico, o time exibiu um desempenho excepcional e voltou ao circuitos das conquistas internacionais. Nos anos 1970, os roxos já haviam levado o bicampeonato da Recopa.

A campanha do Anderlecht começou na primeira fase da competição, onde enfrentou o Koparit, da Finlândia. Sem dificuldades, venceu os dois jogos por 3 a 0 em casa, e por 3 a 1 fora. Na sequência, enfrentou o Porto. Após um golear por 4 a 0 no primeiro jogo em Bruxelas, no Estádio Emile Versé, os roxos demonstraram resistência na partida de volta, quando perderam por 3 a 2 no Estádio das Antas e conseguiram a vaga nas oitavas de final.

O adversário seguinte foi o Sarajevo, da Iugoslávia. O primeiro jogo aconteceu em Bruxelas, e o Anderlecht aplicou uma impiedosa goleada por 6 a 1 logo na largada. Tal resultado permitiu que o time perdesse por 1 a 0 fora de casa, e ainda assim passar para as quartas. O grande desempenho seguiu na fase seguinte, contra o Valencia. Vitórias por 2 a 1 na Espanha, e por 3 a 1 na Bélgica colocaram o clube roxo na semifinal da Copa da UEFA.

Nas semi, o Anderlecht enfrentou o Bohemians, da Tchecoslováquia. O primeiro jogo, em Praga, foi equilibrado, mas os roxos conseguiram arrancar a vitória por 1 a 0. A segunda partida ocorreu em Heysel, um estádio maior que o Emile Versé, e os belgas garantiram a classificação ao vencer por 3 a 1 no jogo de volta.

Chegando à final da Copa da UEFA de 1983, o Anderlecht teve que enfrentar o Benfica, que chegou lá ao derrubar Betis, Lokeren (Bélgica), Zürich, Roma e Universitatea Craiova. O primeiro confronto foi disputado em Bruxelas, novamente em Heysel. Com um gol solitário de Kenneth Brylle aos 30 minutos do primeiro tempo, os roxos venceram por 1 a 0.

A volta aconteceu no Estádio da Luz, em Lisboa. E mesmo ante 70 mil torcedores rivais, os belgas não se intimidaram. O Benfica até abriu o placar aos 32 minutos do primeiro tempo, mas aos 38 Juan Lozano empatou. Com uma defesa sólida, o Anderlecht conseguiu segurar o empate por 1 a 1 no tempo restante e assegurar o título inédito, que o deixa como o mais bem-sucedido internacionalmente na história da Bélgica.

A campanha do Anderlecht:
12 jogos | 9 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 29 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Alain de Martignac/Onze/Icon Sport/Getty Images

Hamburgo Campeão da Liga dos Campeões 1983

Foram longas seis temporadas de hegemonia inglesa na Copa dos Campeões da Europa. Até que em 1983 apareceu alguém para quebrar a sequência. E foi exatamente o último país a vencer antes da Inglaterra: a Alemanha. Ela chegou lá com o Hamburgo, que viveu sua melhor época entre as décadas de 1970 e 1980.

Na primeira fase, os "rothosen" (shorts vermelhos) enfrentaram o coirmão do leste, o Dínamo Berlim. A ida foi jogada na Alemanha Oriental, com empate por 1 a 1. A volta aconteceu no Volksparkstadion, e o Hamburgo passou com vitória tranquila por 2 a 0.

Nas oitavas de final, foi a vez de encarar o Olympiacos, da Grécia. Desta vez, a primeira partida foi em casa e acabou com 1 a 0 para o clube alemão. O segundo jogo foi em Atenas, no Estádio Olímpico. E a primeira alegria do HSV em terras gregas veio na goleada por 4 a 0.

Nas quartas de final, o Hamburgo foi até a União Soviética enfrentar o Dìnamo Kiev. Mas a ida não aconteceu na Ucrânia, e sim na Geórgia, em Tbilisi, devido ao mau tempo. O campo praticamente neutro ajudou os alemães, que ganharam por 3 a 0 - obtidos no hat-trick do atacante dinamarquês Lars Bastrup. Na Alemanha, o Dínamo assustou, mas a derrota por 2 a 1 serviu para a classificação do HSV.

Na semifinal, o adversário foi a Real Sociedad, da Espanha. A ida ocorreu no País Basco, na cidade de San Sebastián, e terminou empatada por 1 a 1. O Volksparkstadion recebeu a volta, e o Hamburgo conquistou um lugar na final inédita ao vencer por 2 a 1.

Decisão inédita para o HSV, mas não para seu adversário, o Juventus. Os italianos chegaram lá pela segunda vez ao baterem Hvidovre (Dinamarca), Standard Liège, Aston Villa e Widzew Lódz (Polônia). O estádio? O mesmo Olímpico de Atenas da goleada do Hamburgo nas oitavas. Desta vez com um resultado mais modesto, 1 a 0, gol de Felix Magath aos nove minutos do primeiro tempo, o time alemão levou para casa seu maior título em toda a história.

A campanha do Hamburgo:
9 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 16 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Arquivo/Hamburgo

Grêmio Campeão da Libertadores 1983

O futebol brasileiro formou ótimos times na década de 80. O Flamengo venceu a Libertadores de 1981 e ficou próximo de repetir em 1982. Só que perdeu na fase semifinal para o Peñarol. Neste mesmo ano o Grêmio fez sua estreia, mas caiu na fase de grupos, também para os uruguaios. O vice no Brasileirão da mesma temporada colocou o clube gaúcho novamente na competição sul-americana, em 1983.

O Tricolor ficou no grupo 2, junto com o próprio Flamengo, além dos bolivianos Bolívar e Blooming. A estreia foi com empate em 1 a 1 com o Flamengo, no Olímpico. Nos cinco jogos seguintes, o time emendou vitórias: na Bolívia, 2 a 0 sobre o Blooming e 2 a 1 sobre o Bolívar. Em Porto Alegre, outro 2 a 0 sobre o Blooming 3 a 1 sobre o Bolívar. Já classificada, a equipe encerrou a fase com ótimos 3 a 1 sobre o Flamengo, no Maracanã. Com 11 pontos, o Grêmio teve a melhor campanha entre os 20 clubes da primeira fase.

Na fase semifinal, o Tricolor enfrentou o Estudiantes e o América de Cali, começando com vitória sobre os argentinos por 2 a 1, em casa. Na Colômbia, derrota por 1 a 0 para o América. Na volta contra os colombianos em Porto Alegre, 2 a 1 a favor.

O Grêmio encerrou a segunda fase na emblemática Batalha de La Plata, onde os gaúchos enfrentaram um Estudiantes hostil e violento, cedendo de propósito o empate por 3 a 3 em troca de tranquilidade na volta para casa. Esse resultado deixou o Tricolor na dependência de um tropeço argentino contra o América. E a partida na Colômbia terminou sem gols, colocando o Grêmio na sua primeira final de Libertadores.

A decisão foi no reencontro com o Peñarol, que defendia a taça depois de eliminar o rival Nacional e o venezuelano Atlético San Cristóbal. Apesar da maior tradição uruguaia, o Grêmio não se deixou levar por novos temores. No Centenario, em Montevidéu, o Imortal conseguiu um bom empate por 1 a 1, com seu gol marcado pelo meia Tita.

A volta foi no Olímpico, em Porto Alegre. Caio e César fizeram os gols da vitória que deu a primeira Libertadores aos gremistas. Entre os dois lances o Peñarol fez o seu gol e tentou atrapalhar os planos, mas o 2 a 1 encerrou ali a questão.

A campanha do Grêmio:
12 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 23 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Lemyr Martins/Placar

Grêmio Campeão Mundial 1983

No dia 12 de abril de 1961, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin foi o primeiro ser humano a viajar para o espaço, até a órbita da Terra. Na volta, ele declarou uma das mais famosas frases do século XX: "A Terra é azul". Nesta mesma época, a Copa Intercontinental recém havia passado por sua primeira edição e se preparava para a segunda. Nem se imaginava que, 22 anos depois, o desfecho da competição cruzaria com a aventura de Gagarin.

A popularidade do Mundial Interclubes só aumentava em 1983. Todos os europeus e sul-americanos queriam estar no Japão. Pela Copa dos Campeões da UEFA, o Hamburgo quebrou a sequência inglesa ao ser campeão pela primeira (e única) vez. Na campanha, o time alemão eliminou Dínamo de Kiev, Real Sociedad e, na final, venceu a Juventus por 1 a 0. No comando técnico da equipe estava o austríaco Ernst Happel, que em 1970 conduziu o Feyenoord ao título mundial.

Um campeão inédito também comemorou na Libertadores. Em sua segunda participação, o Grêmio passou por Flamengo, América de Cali e Estudiantes antes de vencer o Peñarol na decisão. O Tricolor empatou a ida por 1 a 1 e venceu a volta por 2 a 1, tornando-se o quarto brasileiro a confirmar vaga no Mundial.

No dia 11 de dezembro, o Nacional de Tóquio recebeu Grêmio e Hamburgo sob um tempo nublado, mas o fato não atrapalhou a qualidade do jogo. O time gaúcho tomou a iniciativa no primeiro tempo e criou as melhores chances até fazer o primeiro gol.

Aos 37 minutos do primeiro tempo, Paulo Cezar Caju lançou para Renato no campo de ataque. O ponta arrancou pelo lado direito, entortou o zagueiro Hieronymus dentro da área e chutou cruzado entre a trave esquerda e o goleiro Stein. No segundo tempo, o Grêmio manteve-se firme, mas os alemães conseguiram o empate quase no fim. Aos 40 minutos, Magath cobrou falta na cabeça de Jakobs, que escorou a bola para Schröder na pequena área. O volante só teve o trabalho de empurrar para a rede.

A disputa foi à prorrogação. No terceiro minuto, Caio cruzou pelo lado esquerdo para Tarciso, que não alcançou a bola. Ela sobrou para Renato, que limpou a marcação e bateu rasteiro no canto esquerdo do gol. A partir daí, o time alemão cansou, e o Grêmio segurou o 2 a 1 que lhe deu o maior título da sua história.

Porto Alegre e o Rio Grande do Sul pararam para ver os campeões desfilarem na volta para casa. Renato Portaluppi ficou consagrado como o maior ídolo do Grêmio, e o clube confirmou a célebre afirmação de Gagarin: sim, a Terra é azul. E também preta e branca.


Foto Jurandir Silveira/Agência RBS

Juventus-SP Campeão Brasileiro Série B 1983

A Taça de Prata tinha o seu relativo sucesso na década de 80. Era mais democrática do que a própria primeira divisão. Para 1983, foi repetido exatamente o mesmo regulamento do ano anterior, com 36 times na primeira fase, e mais 12 entrando no mata-mata. Das equipes chamadas "12 grandes", nenhuma marcou presença na Série B.

Já o Guarani, campeão em 1981 voltava para a disputa desde o início. Mas o futuro campeão da Taça de Prata não começou a competição. A Juventus de São Paulo, ou da Mooca, começou a temporada na Taça de Ouro, mas não se classificou na primeira fase e foi "rebaixada" com outros 11 clubes para a terceira fase da segunda divisão.

No andar de baixo, o destaque da primeira fase foi o Santa Cruz, que venceu quatro dos cinco jogos, marcou dez gols e não sofreu nenhum. A boa campanha encerrou ali, pois a equipe foi eliminada na segunda fase para o Uberaba, que subiu para a fase final da primeira divisão ao lado do Guarani, do Americano-RJ e do Botafogo-SP.

É agora que começa a trajetória do Moleque Travesso. A equipe enfrentou nas oitavas de final o Itumbiara, de Goiás, um dos vices da segunda fase. Venceu por 3 a 1 em São Paulo e empatou no interior goiano em 1 a 1, assim avançando para as quartas de final.

O confronto na fase seguinte foi contra o Galícia, da Bahia. A partida de ida foi na Fonte Nova, e a Juventus venceu por 3 a 2. A partida de volta foi no Parque São Jorge, já que a Rua Javari não tinha (e não tem até hoje) iluminação artificial, e o time grená voltou a vencer, agora por 2 a 1. Na semifinal, o adversário foi o Joinville. Empatou sem gols em Santa Catarina e venceu por 2 a 1 em São Paulo, avançando para a decisão.

O rival na final foi o CSA. Em Maceió, no Rei Pelé, e a Juventus perdeu por 3 a 1. A história se tornou igual a do Campo Grande no ano anterior, e o Moleque precisou vencer por 3 a 0 no Parque São Jorge para forçar mais uma partida, também na Fazendinha. O desempate foi muito mais tenso, e a Juventus só conseguiu o gol do título no segundo tempo, em pênalti convertido por Paulo Martins. A vitória por 1 a 0 deu ao time da Mooca o acesso para 1984 e a maior conquista de sua longa história.

A campanha do Juventus-SP:
9 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 18 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/Juventus

Flamengo Campeão Brasileiro 1983

O Campeonato Brasileiro atingia o seu auge no ano de 1983, quando a Taça de Ouro registrou a maior média de público da história (22.953 pessoas). O regulamento com 40 equipes na primeira divisão, com mais quatro chegando do segundo nível, parecia consolidado. Ao mesmo tempo, o Flamengo continuava com sua base vencedora, mirando a conquista do tricampeonato.

Na primeira fase, os participantes foram separados em oito grupos de cinco times, com o Rubro-Negro ficando no grupo 1. Com oito jogos disputados, o Flamengo obteve cinco vitórias, dois empates e uma derrota, terminando a fase na vice-liderança com 12 pontos, um a menos que o líder Santos. Ambos nem imaginavam o desfecho da história. Três times por grupo se classificaram para a fase seguinte, e os quartos colocados foram à repescagem em confronto único eliminatório.

Na segunda fase, os 28 classificados se somaram aos times da segunda divisão e se dividiram em oito grupos. O Fla ficou no grupo 5, com Palmeiras, Americano e Tiradentes do Piauí. Jogando em dois turnos, o Rubro-negro administrou bem sua campanha, e marcou três vitórias, dois empates e uma derrota. Com oito pontos, ficou em segundo mais uma vez, a um ponto do Palmeiras.

Na terceira fase, 16 times avançaram e se colocaram em mais quatro grupos, com o Flamengo caindo no grupo 4. Enfrentando Corinthians, Goiás e Guarani, o Mengão repetiu a sequência da fase anterior, mas dessa vez ficando na liderança, deixando na vice o Goiás. Oito equipes seguiram para a fase final, em mata-mata.

O Flamengo enfrentou na quartas de final o Vasco. Em dois clássicos disputados, o Rubro-negro venceu a ida por 2 a 1 e empatou a volta em 1 a 1, eliminando o seu rival. Na semifinal, o adversário foi o Athletico-PR, e o Fla conseguiu bela vantagem no Maracanã, vencendo por 3 a 0. O time paranaense até tentou estragar tudo, mas o Flamengo suportou a derrota por 2 a 0 no Couto Pereira. A final teve o reencontro com o Santos, a pedra no sapato da primeira fase.

Já de melhor campanha, o Flamengo foi até o Morumbi e voltou de lá com derrota por 2 a 1. O Maracanã registrou o maior público da história do Brasileirão no jogo da volta. Mais de 155 mil torcedores viram Zico fazer o gol mais rápido em finais nacionais, em 40 segundos. A igualdade no saldo de gols já servia ao Rubro-Negro, mas Leandro e Adílio ampliaram o placar final para 3 a 0. Um gol para título brasileiro do Flamengo, o novo tricampeão.

A campanha do Flamengo:
26 jogos | 14 vitórias | 7 empates | 5 derrotas | 57 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Arquivo/Flamengo