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West Ham Campeão da Recopa Europeia 1965

A Recopa chegou na quinta edição, em 1965, ainda em expansão. O número de participantes subiu mais uma vez, conforme as federações criavam suas copas. Foram 30 participantes na competição conquistada pelo West Ham United, o segundo clube inglês a levar o título europeu.

Os "hammers" (martelos) chegaram na Recopa depois de terem vencido a Copa FA pela primeira vez, em 1964. E com uma campanha segura o time do lendário zagueiro Bobby Moore chegou no maior título de sua história. Na primeira fase, eliminando o Gent com vitória por 1 a 0 na Bélgica e empate por 1 a 1 no Boleyn Ground, em Londres.

O adversário nas oitavas de final foi o Sparta Praga. A primeira partida foi disputada em Londres, com vitória do West Ham por 2 a 0. O segundo jogo aconteceu na Tchecoslováquia. De virada, os ingleses perderam por 2 a 1, mas garantiram a vaga na próxima fase.

Nas quartas de final, os hammers enfrentaram o Lausanne. O jogo de ida foi realizado na Suíça, e o Wset Ham venceu por 2 a 1, gols de Brian Dear e Johnny Byrne. A partida de volta aconteceu no Boleyn Ground, e os ingleses confiraram nova classificação na emocionante vitória por 4 a 3, com dois gols de Dear, um de Martin Peters, além de um contra.

Na semifinal, foi a vez de encarar o Zaragoza. O primeiro jogo aconteceu em Londres, no qual o West Ham abriu vantagem com o triunfo por 2 a 1. Os gols foram anotados por Dear e Byrne. A segunda partida foi disputada no La Romareda, na Espanha. Os espanhóis abriram o placar no primeiro tempo, o que levaria o confronto para o desempate, mas Johnny Sissons fez 1 a 1 e colocou os hammers na final.

O West Ham chegou na decisão da Recopa para enfrentar o Munique 1860, que eliminou Union Luxemburgo, Porto, Legia Varsóvia e Torino. Para sorte do clube, a disputa estava marcada para ser em Londres mesmo, no Wembley. Diante de quase 100 mil torcedores, os hammers levaram o principal título da sua história ao vencer por 2 a 0, com dois gols de Alan Sealey.

A campanha do West Ham:
9 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 16 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Dennis Oulds/Central Press/Getty Images

Palmeiras Campeão do Torneio Rio-São Paulo 1965

O penúltimo Torneio Rio-São Paulo da fase clássica, em 1965, foi também o de regulamento mais confuso. Os dez participantes foram divididos em dois grupos no primeiro turno, porém o enfrentamento foi de todos contra todos, totalizando nove rodadas. No segundo turno, a pior equipe de cada grupo foi eliminada, e as oito restantes se enfrentam mais sete vezes em grupo único. Em ambos os turnos, a melhor campanha se garantia na decisão da competição.
Sem vencer desde 1951, o Palmeiras vivia nos anos 1960 a era da primeira Academia, com um elenco de nomes como Ademir da Guia, Djalma Santos, Djalma Dias, Dudu e Valdir de Moraes. E as apostas dos torcedores se fizeram certas desde o início. O primeiro turno no Rio-SP foi quase perfeito, com sete vitórias e dois empates em nove jogos. A estreia foi com empate por 2 a 2 com o Corinthians. A primeira vitória veio na segunda partida, por 2 a 0 sobre o São Paulo. No encerramento, um triunfo épico por 5 a 3 sobre o Botafogo, no Maracanã.
Com a melhor campanha e já classificado para a final, o Verdão chegou favorito ao tricampeonato no turno seguinte. A única derrota alviverde no torneio foi na estreia, por 2 a 1 para o Flamengo. Depois, o time conseguiu cinco jogos de invencibilidade, até chegar aos nove pontos.
Na última rodada, Palmeiras e Portuguesa tinham chances de liderança. Para o Verdão, bastava um empate com o Botafogo em casa. Com oito pontos, a Portuguesa teria que golear o Flamengo fora e torcer para o Botafogo golear. Diante de mais de 45 mil torcedores no Pacaembu, o alviverde fez 3 a 0, gols de Tupãzinho, Ademir da Guia e Dario. Com os dois turnos vencidos, a final ficou desnecessária.

A campanha do Palmeiras:
16 jogos | 12 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 49 gols marcados | 20 gols sofridos


Foto Arquivo/Gazeta Esportiva

Internazionale Campeã da Liga dos Campeões 1965

Na rivalidade milanesa dentro da Copa dos Campeões da Europa, a Internazionale tomou a frente em 1965. O clube nerazzurri e seu rival levaram as duas taças anteriores, e o desempate aconteceu logo na sequência em favor da Inter. O Milan sequer conseguiu marcar presença para tentar alguma coisa: o Bologna era o campeão italiano e ficou com a vaga do país numa época em que - como o antigo nome já sugeria - somente campeões disputavam a competição.

O número de participantes do principal torneio europeu manteve-se em 31. Diretamente nas oitavas de final, a Internazionale começou sua campanha contra o Dínamo Bucareste, da Romênia. Com facilidade, o time venceu a ida, em casa, por 6 a 0 e a volta, fora, por 1 a 0.

Nas quartas, foi a vez de enfrentar o Rangers, da Escócia. Em Milão, vitória por 3 a 1. Em Glasgow, derrota por 1 a 0 e classificação suada.

A semifinal foi contra o Liverpool, em duas partidas que ficaram marcadas. A primeira aconteceu em Anfield, e os italianos perderam por 3 a 1. Esse um na Inglaterra, marcado por Sandro Mazzola, fez a diferença para o segundo jogo, no San Siro. Com um gol cada, Mario Corso, Joaquín Peiró e Giacinto Facchetti foram os responsáveis pela virada por 3 a 0, que levou a equipe nerazzuri a mais uma decisão.

Pelo segundo ano consecutivo na final, a Internazionale contou com trunfo que poucos clubes tiveram ao longo da história da competição: jogar em casa. Como sempre ocorreu, a casa para a disputa do título foi escolhida muito antes de se saber quais seriam os finalistas.

O oponente italiano foi o Benfica, que eliminou Aris (Luxemburgo), La Chaux-de-Fonds (Suíça), Real Madrid e ETO Győr (Hungria). Atuando de branco, a Inter chegou ao bicampeonato com ajuda brasileira. Aos 42 minutos do primeiro tempo, Jair da Costa marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre os portugueses.

A campanha da Internazionale:
7 jogos | 5 vitórias | 0 empates | 2 derrotas | 15 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Arquivo/Internazionale

Independiente Campeão da Libertadores 1965

A Copa dos Campeões da América mudou para o nome que a consagrou a partir de 1965. Saiu a denominação comum, entrou a homenagem aos homens que lideraram a independência do continente no século 19: Copa Libertadores da América. Apesar da mudança, o campeão continuou igual, com o Independiente juntando-se a Peñarol e Santos no clube dos bicampeões.

O regulamento da competição manteve-se sem alterações, exceto pela exclusão da fase preliminar. Isso porque a Colômbia não indicou representante e nove times formaram a primeira fase, em três grupos. 

Defensores do título, Los Diablos Rojos entraram somente na semifinal. Até chegar lá, a primeira fase correu solta. Boca Juniors e Santos venceram todas as quatro partidas e classificaram-se com folgas. Já o Peñarol precisou superar o Guaraní do Paraguai no saldo de gols para conseguir a terceira vaga.

A campanha do Independiente começou no confronto local contra o Boca. Os dois jogos foram disputados no Monumental de Nuñez. No primeiro, vitória dos vermelhos por 2 a 0. No segundo, os azuis e amarelos fizeram 1 a 0. Como o saldo de gols não era válido neste momento para o desempate, uma partida extra foi realizada no mesmo estádio. Após 90 minutos do tempo normal e 30 da prorrogação, o clássico terminou 0 a 0. Só aqui o saldo entrou como critério, classificando o Independiente à decisão.

Seu adversário na final foi o Peñarol, que também passou pelo Santos em três jogos. A ida contra os uruguaios aconteceu na Doble Visera, em Avellaneda, com Raúl Bernao marcando o gol da simples vitória por 1 a 0. A volta foi disputada no Centenario, em Montevidéu, e os carboneros aplicaram 3 a 1 nos rojos, forçando a terceira partida.

O jogo extra foi realizado em Santiago do Chile, no Estádio Nacional, e em atuação sensacional o Independiente goleou por 4 a 1, gols de Carlos Pérez (contra), Bernao, Roque Avallay e Osvaldo Mura, conquistando assim sua segunda taça.

A campanha do Independiente:
6 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 8 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Arquivo/El Gráfico

Internazionale Campeã Mundial 1965

A década de 60 chega à metade com a Copa Intercontinental ganhando muita força. Apesar de ela ocorrer com certa clandestinidade, o torneio continuava ganhando alto status entre os torcedores, principalmente os sul-americanos.

O ano de 1965 trouxe o replay da última disputa mundial. A Internazionale conquistou o bicampeonato europeu com vitória por 1 a 0 sobre o Benfica. O clube ainda conseguiu algo raro na competição: foi campeão jogando em seu próprio estádio, o San Siro. Um mês antes do título da Inter, o Independiente também alcançava sua segunda Libertadores, após vencer o Peñarol em final decidida em melhor de três jogos: vitória por 1 a 0 na ida, derrota por 3 a 1 na volta, e goleada por 4 a 1 no desempate.

De um lado, a consolidação. Do outro, a chance de revanche. Nerazzurri e Rojos voltaram a campo pelo título mundial a partir do dia 8 de setembro. Desta vez, a ida foi em Milão. Cerca de 75 mil torcedores assistiram ao primeiro tira-teima entre as equipes. Jogando o melhor futebol da Europa — e quiçá do planeta —, a Internazionale não deu nenhuma chance ao time argentino, nem mesmo para sonhar com uma vingança. Logo aos três minutos de partida, o espanhol Joaquín Peiró abriu o placar para a equipe italiana.

Desorientado com o gol sofrido tão cedo, o Independiente virou presa fácil em campo. Aos 22 minutos, Sandro Mazzola ampliou a contagem. Ainda houve espaço para mais: aos 14 minutos do segundo tempo, Mazzola marcou novamente. O resultado de 3 a 0 encaminhava o bi italiano, mas os argentinos ainda tinham uma certa vantagem: vencer a volta por qualquer placar e forçar o desempate em casa, tal como ocorreu ao contrário um ano antes.

La Doble Visera, em Avellaneda, recebeu o jogo de volta no dia 15 de setembro. A Internazionale entrou em campo com muita precaução, principalmente devido à fama de que os argentinos eram mais violentos quando em desvantagem. Mas a partida transcorreu sem anormalidades. Quanto mais o tempo passava, mais difícil ficava a tarefa de reverter o quadro para o Independiente. Ao mesmo tempo, a Inter segurava a pressão com maestria. O 0 a 0 jamais sairia do placar daquele jogo. Diante de 80 mil argentinos frustrados, o Mundial parou novamente nas mãos do time nerazzurri.

A merecida conquista do bicampeonato intercontinental da Inter foi o ponto mais alto de uma época muito feliz do clube. Além dos quatro títulos entre Mundial e Copa Europeia, o grupo de Mazzola, Peiró, Luis Suárez, Jair da Costa e Mario Corso conquistou também três Campeonatos Italianos, nas temporadas 1962/63, 1964/65 e 1965/66.


Foto Arquivo/Internazionale

Santos Campeão Brasileiro 1965

O ano de 1965 marcou o auge técnico da maior dinastia que o futebol brasileiro já testemunhou. O Santos partiu em busca de um feito sem precedentes: o quinto título nacional consecutivo. A Taça Brasil manteve o formato com 22 participantes, reunindo 21 campeões estaduais. Curiosamente, como o Peixe detinha o título paulista e o nacional, a vaga regional de São Paulo foi herdada pelo vice-campeão estadual, o Palmeiras. Na condição de campeão vigente, o Alvinegro Praiano garantiu seu lugar diretamente nas semifinal, ao lado do Vasco.

Enquanto o Santos aguardava no topo da pirâmide, as fases eliminatórias foram marcadas por disputas acirradas que revelaram a força do futebol nordestino e sulista. Na Zona Norte, o Vitória dominou o Grupo Nordeste, enquanto o Náutico sobrou no Grupo Norte. No duelo regional, os pernambucanos superaram os baianos. Na Zona Sul, o Grêmio faturou o Grupo Sul, enquanto o Siderúrgica, de Minas Gerais, venceu o Grupo Leste. Na final, os gaúchos prevaleceram sobre os mineiros.

Nas quartas de final, o Náutico avançou após superar o Fortaleza (que havia entrado em uma fase intermediária), enquanto o Grêmio teve a ingrata tarefa de enfrentar o poderoso Palmeiras, que acabou avançando para o clássico paulista na semifinal.

A semifinal reservou mais um Clássico da Saudade. Santos e Palmeiras protagonizaram duelos de altíssimo nível técnico. No primeiro jogo, o Santos venceu por 4 a 2, abrindo uma vantagem crucial. No jogo de volta, um empate estratégico em 1 a 1 garantiu o Peixe em sua quinta final consecutiva. Na outra chave, o Vasco confirmou seu favoritismo ao eliminar o Náutico, preparando o cenário para um clássico Rio-São Paulo na decisão.

A final da Taça Brasil de 1965 foi um testemunho da superioridade absoluta do esquadrão de Vila Belmiro. No jogo de ida, realizado no Pacaembu, o Santos não deu chances ao Vasco. Letal, o alvinegro aplicou uma goleada de 5 a 1, com gols de Dorval (dois), Toninho Guerreiro (dois) e Pepe. O resultado praticamente selou o destino do campeonato antes mesmo da viagem ao Rio de Janeiro.

No jogo de volta, no Maracanã, o Santos jogou com a inteligência de um veterano das grandes decisões. Uma vitória magra por 1 a 0 foi o suficiente para coroar a campanha invicta. Ao apito final, o veredito histórico estava escrito: o Santos era pentacampeão brasileiro, estabelecendo um recorde de títulos consecutivos que, até hoje, nenhum outro clube conseguiu igualar.

A campanha do Santos:
4 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 11 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Arquivo/Agência O Globo