O ano de 1965 marcou o auge técnico da maior dinastia que o futebol brasileiro já testemunhou. O Santos partiu em busca de um feito sem precedentes: o quinto título nacional consecutivo. A Taça Brasil manteve o formato com 22 participantes, reunindo 21 campeões estaduais. Curiosamente, como o Peixe detinha o título paulista e o nacional, a vaga regional de São Paulo foi herdada pelo vice-campeão estadual, o Palmeiras. Na condição de campeão vigente, o Alvinegro Praiano garantiu seu lugar diretamente nas semifinal, ao lado do Vasco.
Enquanto o Santos aguardava no topo da pirâmide, as fases eliminatórias foram marcadas por disputas acirradas que revelaram a força do futebol nordestino e sulista. Na Zona Norte, o Vitória dominou o Grupo Nordeste, enquanto o Náutico sobrou no Grupo Norte. No duelo regional, os pernambucanos superaram os baianos. Na Zona Sul, o Grêmio faturou o Grupo Sul, enquanto o Siderúrgica, de Minas Gerais, venceu o Grupo Leste. Na final, os gaúchos prevaleceram sobre os mineiros.
Nas quartas de final, o Náutico avançou após superar o Fortaleza (que havia entrado em uma fase intermediária), enquanto o Grêmio teve a ingrata tarefa de enfrentar o poderoso Palmeiras, que acabou avançando para o clássico paulista na semifinal.
A semifinal reservou mais um Clássico da Saudade. Santos e Palmeiras protagonizaram duelos de altíssimo nível técnico. No primeiro jogo, o Santos venceu por 4 a 2, abrindo uma vantagem crucial. No jogo de volta, um empate estratégico em 1 a 1 garantiu o Peixe em sua quinta final consecutiva. Na outra chave, o Vasco confirmou seu favoritismo ao eliminar o Náutico, preparando o cenário para um clássico Rio-São Paulo na decisão.
A final da Taça Brasil de 1965 foi um testemunho da superioridade absoluta do esquadrão de Vila Belmiro. No jogo de ida, realizado no Pacaembu, o Santos não deu chances ao Vasco. Letal, o alvinegro aplicou uma goleada de 5 a 1, com gols de Dorval (dois), Toninho Guerreiro (dois) e Pepe. O resultado praticamente selou o destino do campeonato antes mesmo da viagem ao Rio de Janeiro.
No jogo de volta, no Maracanã, o Santos jogou com a inteligência de um veterano das grandes decisões. Uma vitória magra por 1 a 0 foi o suficiente para coroar a campanha invicta. Ao apito final, o veredito histórico estava escrito: o Santos era pentacampeão brasileiro, estabelecendo um recorde de títulos consecutivos que, até hoje, nenhum outro clube conseguiu igualar.

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