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Espanha Campeã da Copa do Mundo 2010

A primeira vez que o continente africano sediou uma Copa do Mundo foi em 2010. A África do Sul teve a histórica incumbência de realizar a maior competição do futebol mundial, simbolizando a reconciliação da nação liderada por Nelson Mandela. Foi debaixo do ensurdecedor som das vuvuzelas que a Espanha enfim concluiu o seu sonho de alcançar o topo do planeta, deixando para trás o rótulo de "amarelona" após sucessivas decepções. O estilo de jogo baseado na posse de bola paciente e nos passes curtos, o Tiki-Taka, executado por Andrés Iniesta, Xavi Hernández e David Villa rendeu o maior fruto do futebol espanhol, consolidando uma era que também faturou as Eurocopas de 2008 e 2012.

Antes, porém, os espanhóis levaram um choque logo na primeira rodada. A badalada Roja estreou com uma derrota por 1 a 0 para a Suíça. A recuperação na fase de grupos veio com tranquilidade: vitórias por 2 a 0 sobre Honduras e por 2 a 1 sobre o Chile. Os resultados garantiram à Espanha a liderança do Grupo H, com seis pontos. Nas oitavas de final, os espanhóis disputaram um confronto contra Portugal. Em um jogo tático, a vitória veio pelo placar de 1 a 0, graças ao oportunismo do artilheiro David Villa.

Nas quartas de final, o adversário foi o surpreendente Paraguai, em uma das partidas mais emocionantes daquele Mundial. O empate persistiu em um cenário caótico no segundo tempo, onde o goleiro Iker Casillas defendeu um pênalti e, minutos depois, a Espanha também desperdiçou uma penalidade. A classificação para a semifinal só foi selada com um gol chorado de Villa, no qual a bola bateu nas duas traves antes de cruzar a linha: mais um 1 a 0 na conta.

Paralelamente, aquelas quartas de final de 2010 guardaram o confronto mais apoteótico do torneio entre Uruguai e Gana. Os africanos tiveram a chance de colocar o continente em uma semifinal inédita no último minuto da prorrogação, mas o atacante Luis Suárez salvou um gol em cima da linha com as duas mãos. Asamoah Gyan isolou o pênalti resultante e, na disputa subsequente, o Uruguai avançou com o atacante Sebastián Abreu acertando uma cavadinha na cobrança decisiva.

A Alemanha cruzou o caminho espanhol na semifinal. Demonstrando uma maturidade tática impressionante, a Espanha anulou o time alemão e garantiu outro triunfo por 1 a 0 no segundo tempo, graças a uma cabeçada fulminante do zagueiro Carles Puyol após cobrança de escanteio, colocando os espanhóis em sua primeira final em 80 anos de história dos Mundiais.

No Estádio Soccer City, em Johanesburgo, a Espanha enfrentou a Holanda em uma final tensa de onde sairia um campeão inédito para o futebol mundial. A Holanda, que eliminou Japão, Camarões, Eslováquia, Brasil e Uruguai, apostou em uma postura agressiva para quebrar o ritmo espanhol, o que resultou em uma quantidade alta de cartões amarelos na partida. Após um empate sem gols nos 90 minutos regulamentares, a decisão estendeu-se para a prorrogação.

Faltando apenas quatro minutos para o apito final e a disputa por pênaltis, a persistência da Espanha prevaleceu. Cesc Fàbregas encontrou Andrés Iniesta livre pelo lado direito da grande área, e o meia acertou um chute cruzado indefensável no gol holandês. A quarta vitória consecutiva pelo placar de 1 a 0 carimbou o título espanhol. A responsabilidade de erguer a taça coube ao capitão Casillas, eternizando o momento em que a Espanha finalmente chegou ao topo do planeta.

A campanha da Espanha:
7 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 1 derrotas | 8 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Eddie Keogh/Reuters

Duque de Caxias Campeão da Copa do Brasil Feminina 2010

A quarta edição da Copa do Brasil Feminina aconteceu em 2010. Assim com as três edições anteriores, a competição contou com a participação de 32 equipes, representando diversas regiões do Brasil. O torneio também funcionava como classificatória para a Libertadores do ano seguinte.

O regulamento da competição manteve a previsão de confrontos regionalizados e eliminatórios em formato de mata-mata, bem como a regra na primeira fase, que cancelava o jogo de volta caso o time visitante vencesse a primeira partida por três ou mais gols de diferença. Outro critério que seria de importância vital no torneio foi o de número de gols marcados fora de casa.

O título em 2010 ficou com o Duque de Caxias, que chegou ao campeonato com estrutura mantida em parceria o Clube dos Empregados da Petrobrás, ou CEPE. A equipe já havia disputado torneios estaduais e nacionais, com participação regular no Campeonato Carioca e na própria Copa do Brasil.

O Duque de Caxias iniciou sua trajetória na competição enfrentando o Vila Nova-ES na primeira fase. Com uma goleada por 10 a 0 fora de casa, a equipe eliminou a necessidade da partida de volta. Nas oitavas de final, enfrentou o Botucatu, vencendo por 2 a 1 a ida em casa e perdendo pelo mesmo placar a volta fora. Nos pênaltis, a equipe fluminense fez 4 a 3 e avançou de fase.

Nas quartas de final, o adversário foi o Asccop, do Distrito Federal. O Duque de Caxias empatou o primeiro jogo por 1 a 1 fora e venceu a segunda partida por 1 a 0 no Rio de Janeiro. A semifinal foi disputada contra o Mixto, e a equipe venceu os dois confrontos: 5 a 1 em Cuiabá e 5 a 0 em casa.

Na final, foi a vez de enfrentar o Foz do Iguaçu, que bateu Guaíba, Kindermann, Santos e São Francisco-BA. Na ida no Paraná, realizada no Estádio do ABC, o Duque de Caxias perdeu por 2 a 1, com Raquel anotando o gol que deixou o time do Rio de Janeiro vivo no confronto. Na volta, no Estádio Marrentão, Kelly marcou o único gol no primeiro tempo e o Duque de Caxias venceu por 1 a 0. Com o placar agregado em 2 a 2, a equipe fluminense conquistou o título pelo critério do gol fora de casa.

A campanha do Duque de Caxias:
9 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 27 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Vitor Costa/Wikimedia Commons

Atlético de Madrid Campeão da Liga Europa 2010

O ano de 2010 marcou o início da UEFA Europa League, ou simplesmente Liga Europa. O nome Copa da UEFA estava definitivamente deixado de lado, em um movimento da entidade europeia que buscou maior modernização de suas competições. A identidade visual foi modificada, um hino oficial foi composto e o regulamento foi alterado. A única coisa que permaneceu intacta foi a taça.

O número de participantes da Liga Europa foi aumentado para 193. A fase preliminar foi divida em três, com 133 times espalhados. Depois, a primeira fase teria 76 equipes, sendo 35 da preliminar nativa e 15 da terceira fase preliminar da Liga dos Campeões. Por fim, a fase de grupos foi composta por 12 chaves de quatro clubes: 38 da primeira fase e dez da quarta preliminar da Champions. O mata-mata continuou igual, com 24 classificados e os oito eliminados dos grupos do outro torneio.

O primeiro campeão da nova era da Liga Europa veio justamente da Liga dos Campeões. O Atlético de Madrid não foi páreo para Chelsea e Porto e por pouco não perdeu também para o Apoel, do Chipre. Os colchoneros ficaram à frente dos cipriotas no saldo de gols, já que ambos empataram três e perderam outros três jogos. Passado o susto, o time de Diego Forlán e Sergio Agüero tentou se acertar na nova competição. No primeiro mata-mata, eliminou no sufoco o Galatasaray, ao empatar por 1 a 1 no Vicente Calderón e vencer por 2 a 1 na Turquia apenas aos 45 minutos do segundo tempo.

O segundo adversário do Atleti foi o Sporting, em mais dois confrontos difíceis nas oitavas de final. O primeiro foi em Madrid, e acabou empatado por 0 a 0. O segundo foi no José Alvalade, em Lisboa, e o time espanhol conseguiu dois gols com Agüero. Os portugueses empataram por 2 a 2 ainda no primeiro tempo, porém não conseguiram a virada. O Atlético estava classificado pela regra do gol fora de casa.

Nas quartas de final, o roteiro foi parecido contra o Valencia. A diferença foi que o empate por 2 a 2 aconteceu na ida, no Mestalla, e o 0 a 0 foi na volta, no Vicente Calderón. Na semifinal, o gol fora ajudou pela terceira vez, contra o Liverpool. O Atleti venceu por 1 a 0 o primeiro jogo em casa e perdeu por 2 a 1 a segunda partida em Anfield, na prorrogação, com o gol salvador de Forlán que evitou a eliminação, já que os ingleses tinham encontrado o segundo tento no tempo extra.

A final foi contra o Fulham, que passou por Vétra, Amkar Perm, Basel, CSKA Sofia, Shakhtar Donetsk, Juventus, Wolfsburg e Hamburgo. O jogo foi exatamente na casa do Hamburgo, o Volksparkstadion, e o título do Atlético de Madrid veio com nova complicação. Forlán marcou aos 32 do primeiro tempo, mas os ingleses empataram aos 37. Na prorrogação, o uruguaio fez 2 a 1 a quatro minutos do fim. Ufa!

A campanha do Atlético de Madrid:
9 jogos | 3 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 11 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Lars Baron/Bongarts/Getty Images

Independiente Campeão da Copa Sul-Americana 2010

Começou uma nova década, e a Copa Sul-Americana mudou mais uma vez, em 2010. O número de clubes aumentou de 31 para 39, de tal forma que fez a Conmebol colocar uma fase a mais na competição, sem a participação de brasileiros e argentinos.

Argentina e Brasil só entraram na segunda fase. Entre eles, o Independiente. Longe do título da Libertadores desde 1984, e qualquer taça continental desde 1995, o rojo conseguiu ter um sopro dos bons momentos do passado e chegou ao título inédito.

O primeiro adversário do Independiente foi o Argentinos Juniors. Na ida, venceu por 1 a 0 em seu estádio, o Libertadores de América. Na volta, empatou por 1 a 1 no Diego Maradona, em Buenos Aires. Nas oitavas de final, foi a vez de enfrentar o Defensor. No primeiro jogo, o rojo perdeu no Uruguai por 1 a 0. Precisando da vitória na segunda partida, a classificação vermelha veio na virada em Avellaneda por 4 a 2.

Nas quartas, o Independiente enfrentou o Deportes Tolima. Em Ibagué, na Colômbia, o time argentino arrancou o empate por 2 a 2. O resultado bastou para que a classificação chegasse no segundo jogo por meio do regulamento. No Libertadores de América, o rojo ficou no empate por 0 a 0, e a regra do gol anotado fora de casa foi acionada.

A semifinal foi disputada contra a LDU Quito, defensora do título naquela temporada. A primeira partida foi realizada no Casa Blanca, no Equador, e o Independiente conseguiu sair de um desastre por 3 a 0 para uma derrota alcançável por 3 a 2. O segundo jogo foi em Avellaneda. Com tensão, o rojo conseguiu vencer por 2 a 1 e se classificar mais uma vez pelos gols como visitante.

A decisão da Sul-Americana de 2010 foi entre Independiente e Goiás. A zebra brasileira eliminou Grêmio, Peñarol, Avaí e Palmeiras. No Brasileirão, a equipe goiana brigava para não ser rebaixada. Mas com foco diferente, ela conseguiu impor aos argentinos uma derrota por 2 a 0 na ida, no Serra Dourada. Na volta, no Libertadores, o Independiente respondeu com vitória por 3 a 1, gols de Julián Velázquez e Facundo Parra (dois). Nos pênaltis, 100% de aproveitamento e 5 a 3 na conquista do título.

A campanha do Independiente:
10 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 15 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Luis Ramirez/LatinContent/Getty Images


Foto Arquivo/Photogamma

Internazionale Campeã da Liga dos Campeões 2010

Uma nova década chegou, e junto com ela a Liga dos Campeões viu acontecer o auge de uma das mudanças mais profundas que o futebol já sentiu. Em 2010, a Internazionale atingiu o feito de ser campeã da Liga dos Campeões sem italianos no time titular.

Isto aconteceu muito como parte dos reflexos da nova lei de passe aprovada em 1995 (como a famigerada Bosman). Em campo com a camisa nerazzuri, três brasileiros, quatro argentinos, um africano e só três europeus (dois deles atletas comunitários).

Para chegar ao tricampeonato, a Inter passou pelo complicado grupo F, contra o defensor do título Barcelona, Rubin Kazan e Dínamo Kiev. De seis jogos, a equipe venceu apenas dois e empatou outros três, somando ao todo nove pontos e ficando em segundo lugar. A suada classificação só foi confirmada na última rodada, na vitória em casa por 2 a 0 sobre os russos, em confronto direto.

As oitavas de final foram disputadas diante do Chelsea. A primeira partida foi no San Siro, com vitória nerazzuri por 2 a 1. O segundo jogo aconteceu em Londres, em novo triunfo italiano por 1 a 0. O adversário nas quartas de final foi o CSKA Moscou. Na ida, em casa, vitória da Inter por 1 a 0. Na volta fora, outro 1 a 0 favoreceu a equipe treinada por José Mourinho.

A semifinal foi contra o Barcelona. No reencontro, o primeiro jogo acabou 3 a 1 para a Inter, no San Siro. Na segunda partida, Mourinho armou uma retranca enjoada no Camp Nou e segurou o time catalão, que só fez 1 a 0 aos 39 minutos do segundo tempo.

De volta à final após 38 anos, a Internazionale enfrentou o Bayern de Munique, que superou Juventus, Maccabi Haifa (Israel), Fiorentina, Manchester United e Lyon. O jogo ocorreu no Santiago Bernabéu, em Madrid. Na tática de entregar a bola ao rival e explorar seus erros, a Inter chegou ao título com vitória por 2 a 0. Ambos os gols foram marcados por Diego Milito, aos 35 minutos do primeiro tempo e aos 25 do segundo.

A campanha da Internazionale:
13 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 17 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Arquivo/Reuters

Internacional Campeão da Libertadores 2010

A Libertadores de 2010 foi a do retorno da hegemonia brasileira. E com o mesmo time campeão na última vez. O Internacional saiu de um doído vice no Brasileiro de 2009 para o bicampeonato da competição continental, que teve um formato adaptado. Para reacomodar os mexicanos excluídos no ano anterior nas mesmas vagas de oitavas de final, a primeira fase classificou só 14 times, sendo os oito líderes de chave mais os seis melhores segundos.

O Colorado ficou no grupo 5, com Emelec, Deportivo Quito e o uruguaio Cerro. A primeira fase do Colorado foi tranquila, com três vitórias em casa, três empates fora e 12 pontos. Líder, o Inter foi o único classificado da chave. Com a sexta melhor campanha, o Colorado enfrentou nas oitavas de final o Banfield. Na ida, na Argentina, derrota por 3 a 1. A volta foi no Beira-Rio, e o Internacional se classificou com vitória por 2 a 0.

Nas quartas, foi a vez de encarar o então campeão Estudiantes. Em Porto Alegre, vitória apenas por 1 a 0. Em La Plata, o Estudiantes abriu dois gols. Porém, Giuliano marcou o gol salvador nos minutos finais, e a derrota de 2 a 1 serviu para o Inter se classificar para a semifinal, feita depois da parada para a Copa do Mundo.

Neste meio tempo, o técnico Jorge Fossati foi demitido e Celso Roth foi contratado para as partidas seguintes. A semifinal foi contra o São Paulo, e tal qual foi na fase anterior, vitória por 1 a 0 no Beira-Rio e derrota de 2 a 1 no Morumbi.

A final foi disputada contra o Chivas Guadalajara, aquele mesmo mexicano saído em 2009 por causa da Gripe H1N1. Compensado, o clube eliminou Vélez Sarsfield, Libertad e Universidad de Chile. A ida foi em Guadalajara, no estádio Omnilife. De virada, o Colorado venceu por 2 a 1.

O Beira-Rio recebeu a volta. O Chivas abriu o placar no primeiro tempo, mas o Inter virou com gols de Rafael Sobis. Leandro Damião e Giuliano. Teve outro gol mexicano no fim, mas o 3 a 2 já bastava para o segundo título.

A campanha do Internacional:
14 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 20 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Jefferson Bernardes/Agência Preview

Santos Campeão da Libertadores Feminina 2010

A segunda edição da Libertadores Feminina, em 2010, manteve quase tudo em relação à estreia. Dez equipes (uma de cada país) em dois grupos, e a competição toda sediada no Brasil. A única diferença é que as partidas desta vez aconteceram todas na Arena Barueri, na Grande São Paulo.

O Santos qualificou-se pelo segundo ano seguido após vencer novamente a Copa do Brasil. O time já não tinha mais a presença de Marta, mas seguia firme com Cristiane empilhando gols, agora com a ajuda de Grazi: elas anotaram sete gols cada na Libertadores, ficando a somente um da artilheira Noelia Cuevas, paraguaia do Universidad Autónoma. As Sereias ficaram no grupo A da primeira fase, e a estreia foi com vitória por 2 a 0 sobre o Caracas.

Aliás, a equipe não conheceu outro resultado que não fosse a vitória. Nas partidas seguintes da fase, as alvinegras aplicaram 9 a 0 no River Plate, do Uruguai, 4 a 0 no Formas Íntimas, da Colômbia, e 7 a 0 no Deportivo Quito. O Santos fez os 12 pontos e liderou a chave com cinco de vantagem sobre o time da capital do Equador. A semifinal foi jogada contra o Boca Juniors, e as Sereias derrotaram as argentinas por 2 a 0.

Na decisão, o Santos encontrou o Everton, clube chileno de Viña del Mar. Foi de longe o jogo mais difícil de todo o torneio. A bola teimava em não entrar e o empate parecia ser o caminho da disputa. Mas as brasileiras tinham mais time que as chilenas e a vitória aconteceu aos 44 minutos do segundo tempo, com o gol de Maurine.

O 1 a 0 da final foi o placar mais magro da campanha, porém o mais celebrado, por marcar o bicampeonato santista na Libertadores Feminina. Um título invicto, com 100% de aproveitamento e nenhum gol sofrido.

A campanha do Santos:
6 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 25 gols marcados | 0 gols sofridos


Foto Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos

Internazionale Campeã Mundial 2010

Os Emirados Árabes foram muito bem na organização de seu segundo Mundial de Clubes. Para a segunda edição, pouca gente ainda sentia falta do Japão. Mas o que quase ninguém poderia imaginar é que, pela primeira vez em 50 anos, a decisão não seria entre Europa e América do Sul.

Na Liga dos Campeões, a Internazionale quebrou 45 anos de fila ao derrotar o Bayern de Munique na final e se tornar tricampeã europeia. O clube milanista chegaria naturalmente ao Oriente Médio para enfrentar o campeão da Libertadores na decisão, o Internacional, que havia sido bicampeão ao superar o Chivas Guadalajara.

O encontro dos “xarás” não aconteceria. Enquanto isso, confirmavam-se os outros participantes: Al-Wahda, pelo campeonato local; Pachuca, pela Concacaf; Seongnam Ilhwa, pela Ásia; e Hekari United, pela Oceania. Mas faltava um protagonista, responsável pela primeira grande zebra em Mundiais: o Mazembe, da República Democrática do Congo, tetracampeão da Liga dos Campeões da África após derrotar o Espérance Tunis por 5 a 0 na ida e 1 a 1 na volta.

A competição começou com Al-Wahda e Hekari, e os donos da casa não tiveram problemas para fazer 3 a 0 no clube da Papua-Nova Guiné. Nas quartas de final, os sul-coreanos do Seongnam fizeram 4 a 1 no anfitrião, e o Mazembe aprontou pela primeira vez ao ganhar por 1 a 0 do Pachuca.

A história do Mundial aconteceu na semifinal. O Internacional era amplo favorito contra os congoleses, mas Patou Kabangu e Alain Kaluyituka acabaram com a lógica no segundo tempo, fazendo 2 a 0 nos brasileiros. Na outra semi, em 15 de dezembro, a Internazionale enfrentou o Seongnam e venceu por 3 a 0, com gols de Dejan Stankovic, Javier Zanetti e Diego Milito. Aos colorados restou o terceiro lugar, com vitória por 4 a 2 sobre os sul-coreanos. A quinta posição ficou com o Pachuca, que bateu o Al-Wahda nos pênaltis.

Mazembe e Internazionale se enfrentaram na final, em 18 de dezembro, no Zayed Sports City, em Abu Dhabi. Os africanos arriscaram 16 chutes contra 9 da Inter, mas o placar mudou rapidamente: aos 13 minutos, Goran Pandev abriu o placar; aos 17, Samuel Eto’o ampliou; e aos 40 do segundo tempo, o reserva Jonathan Biabiany fechou em 3 a 0. No fim das contas, foi um tricampeonato mundial facilitado pelas circunstâncias. Mas a grande curiosidade da decisão estava na própria equipe milanista: nenhum italiano pisou no gramado durante o jogo. Ou melhor, teve um, o brasileiro naturalizado Thiago Motta.


Foto Matteo Gribaudi/Image Sport

Vitória Campeão da Copa do Nordeste 2010

Foram sete anos de pausa. A esvaziada edição de 2003 da Copa do Nordeste levou à descontinuidade da competição a partir de 2004. Não havia espaço no calendário, já que o Brasileirão fora esticado e as federações jamais soltaram seus ossos, os deficitários estaduais.

Até que chega 2010 e a Liga do Nordeste se reúne com força. Baseada no regulamento de 2002 e com direitos de transmissão vendidos ao Esporte Interativo, a Copa do Nordeste consegue seu reingresso no calendário, aproveitando a parada da Copa do Mundo daquele ano. Sem parte na organização da competição, a CBF deu o sinal verde para que fossem usadas as lacunas de calendário para a disputa das rodadas. Foram 15 participantes, já que o Sport preferiu não entrar.

O nivelamento da competição era evidente, já que os clubes integrantes da Série A e da Série B optaram em usar suas equipes de aspirantes. Uma delas foi o Vitória, que seria vice na Copa do Brasil e brigaria para não cair no Brasileiro. O Leão da Barra estreou perdendo por 1 a 0 para o CRB fora de casa, e na sequência empatou por 2 a 2 com o ABC em casa.

O time só engrenou no terceiro jogo, quando tocou 5 a 1 sobre o rival Bahia em Pituaçu. Tendo o controle dos resultados e sempre próximo ou dentro da zona de classificação, o Vitória ficou definitivamente lá a partir da décima rodada, ao fazer 2 a 1 no América-RN no Barradão. A equipe não chegou a liderar, mas ficou sem perder desde então.

A vaga na semifinal foi confirmada na última rodada, ao empatar sem gols com o Treze em casa. Vice-líder com 25 pontos, livrou três do eliminado Bahia, superou o CSA no saldo de gols e ficou cinco atrás do ABC. Foram sete vitórias, quatro empates e três derrotas na campanha. Na semifinal em partida única, o rubro-negro venceu por 2 a 1 o CSA em Salvador.

A final da Copa do Nordeste também foi em jogo único. O ABC passou pelo Treze na outra chave e ficou com o direito de receber o Vitória no Frasqueirão. Então, o time de aspirantes foi até Natal, e não se assustou com a pressão. Até saiu perdendo, mas conseguiu a virada durante o segundo tempo. Com 2 a 1 no placar, o Leão conquistou o tetra, até hoje insuperável. Quatro dias depois, a equipe principal encerraria o Brasileirão em 17º lugar, rebaixada para a Série B.

A campanha do Vitória:
16 jogos | 9 vitórias | 4 empates | 3 derrotas | 26 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Frankie Marcone/FuturaPress

Guarany de Sobral Campeão Brasileiro Série D 2010

O sucesso inaugural da Série D estimulou a CBF a repetir a fórmula na edição de 2010, mantendo inclusive o regulamento da terceira fase, no qual os cinco vencedores e os três perdedores de melhor campanha avançavam para compor os oito integrantes das quartas de final. Entre os participantes de camisa pesada, a competição contou com Remo, Santa Cruz, Botafogo-SP, CSA, Operário-PR e Joinville. No entanto, a taça mais uma vez terminou nas mãos de uma força do interior: o Guarany de Sobral. Com passagens anteriores pelas Séries B e C, o clube partiu em busca de uma glória inédita.

Na primeira fase, o Cacique do Vale integrou o Grupo A3. A vaga no mata-mata foi decidida nos detalhes: Guarany de Sobral, Sampaio Corrêa e JV Lideral encerraram empatados com nove pontos, duas vitórias, três empates e um empate cada. O saldo de gols sorriu para a equipe sobralense (seis contra dois do Sampaio e zero do JV Lideral), garantindo a liderança da chave, que foi completada pelo Flamengo-PI. 

Na segunda fase, o desafio colocou o rubro-negro frente a frente com o Santa Cruz. Apesar do favoritismo pernambucano, o Guarany suportou a derrota por 4 a 3 no Arruda e construiu uma atuação impecável no jogo de volta, vencendo por 2 a 0 no Ceará para avançar de fase. Na terceira etapa, ocorreu o reencontro com o Sampaio Corrêa. O primeiro duelo foi disputado no Junco, onde o Cacique venceu por 3 a 2. Na volta, no Nhozinho Santos, em São Luís, os sobralenses seguraram um empate por 1 a 1 e garantiram a vaga direta nas quartas de final, sem precisar recorrer ao índice técnico.

O confronto do acesso ocorreu contra o Vila Aurora. No jogo de ida, em Rondonópolis, o Guarany construiu uma sólida vantagem ao vencer por 2 a 0. A confirmação da vaga na Série C veio no Junco, com uma nova vitória por 2 a 1. Na semifinal diante do Araguaína, empates por 2 a 2 no Tocantins e 0 a 0 no Ceará garantiram o rubro-negro na decisão pelo critério do gol qualificado fora de casa.

A final colocou o Guarany de Sobral contra o América-AM, que passou por Mixto, Vila Aurora, Joinville e Madureira. O jogo de ida foi mandado pelos amazonenses no Colosso do Tapajós, em Santarém, e terminou empatado em 1 a 1. A volta, no Junco, transformou-se na apoteose do futebol cearense: o Guarany atropelou com uma goleada por 4 a 1, tornando-se o primeiro clube do estado do Ceará a conquistar um título de nível nacional.

O encerramento do campeonato, contudo, desdobrou-se nos tribunais. O vice-campeão América-AM acabou punido no STJD com a perda de seis pontos pela escalação irregular do atleta Amaral no duelo das quartas de final contra o Joinville. Com a punição, o time amazonense perdeu o acesso à Série C, e a vaga foi herdada pelo clube catarinense. Na contagem oficial dos tribunais e do campeonato, o Madureira (semifinalista) assumiu o posto de vice-campeão da edição.

A campanha do Guarany de Sobral:
16 jogos | 7 vitórias | 7 empates | 2 derrotas | 33 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Arquivo/Guarany de Sobral

ABC Campeão Brasileiro Série C 2010

A Série C do Campeonato Brasileiro chegou à edição de 2010 consolidando o formato com 20 participantes distribuídos regionalmente em quatro grupos de cinco equipes. O equilíbrio do regulamento era evidente: muitas equipes chegavam à rodada final da primeira fase com chances simultâneas de classificação ao mata-mata ou de rebaixamento para a Série D. Poucos clubes destoaram dessa dinâmica de extrema competitividade, entre eles, o futuro campeão. O ABC viveu em 2010 uma de suas temporadas mais reluzentes, coroada com duas conquistas marcantes.

Na etapa inicial, o alvinegro integrou o Grupo B ao lado do rival Alecrim, além de Campinense, CRB e Salgueiro. A estreia ocorreu no Frasqueirão, com uma vitória por 3 a 1 sobre o CRB. Na sequência, a equipe empatou em 1 a 1 com o Alecrim e venceu o Salgueiro por 3 a 0 fora de casa. O único tropeço no primeiro turno veio na quarta partida, ao sofrer 1 a 0 para o Campinense em Campina Grande.

No returno, o ABC superou o Salgueiro por 3 a 1 em Natal, voltou a empatar em 1 a 1 com o Alecrim e ficou no 0 a 0 contra o Campinense no Frasqueirão. A fase terminou com derrota por 1 a 0 para o CRB em Maceió, resultado que não abalou a classificação do time potiguar. O Elefante fechou a chave na liderança com 12 pontos, apenas dois a mais que o lanterna Alecrim, o que ilustrou a competitividade do grupo, já que este entrou na rodada final com a vice-liderança.

Nas quartas de final, valendo o acesso à Série B, o adversário do ABC foi o Águia de Marabá. No jogo de ida, no Pará, o alvinegro deu um passo fundamental ao vencer por 1 a 0. No confronto de volta, no Frasqueirão, confirmou o retorno à segunda divisão com um triunfo por 3 a 1.

Na semifinal, o ABC reencontrou o Salgueiro. Com maturidade tática, o time segurou um empate por 1 a 1 em solo pernambucano e carimbou a vaga na decisão ao vencer por 2 a 0 em Natal.

A disputa do título colocou o ABC frente a frente com o Ituiutaba, equipe que, no ano seguinte, transferiria sua sede para Varginha e passaria a se chamar Boa Esporte. O time mineiro passou por Chapecoense e Criciúma no mata-mata. O jogo de ida da final foi realizado em Uberlândia, no Parque do Sabiá. Diante de um público modesto de 879 pagantes, o alvinegro impôs sua força e venceu por 1 a 0, com gol do meia Cascata.

Com a vantagem do empate, o ABC recebeu o time mineiro em um Frasqueirão lotado. Jogando com regulamento debaixo do braço, o time potiguar segurou o 0 a 0 até o apito final. A igualdade no placar deu início à festa em Natal para celebrar o troféu da Série C de 2010, a primeira conquista de nível nacional da história do futebol do Rio Grande do Norte.

A campanha do ABC:
14 jogos | 7 vitórias | 5 empates | 2 derrotas | 19 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Moacir Nascimento/Placar

Coritiba Campeão Brasileiro Série B 2010

Após sofrer um doloroso rebaixamento no ano de seu centenário, o Coritiba retornou à Série B em 2010. Calejado pelas experiências recentes na competição, o alviverde sabia exatamente qual era o mapa da mina para garantir um retorno rápido e consistente à elite do futebol nacional.

Contudo, os primeiros passos do Coxa no campeonato não foram fáceis. A estreia registrou uma derrota por 3 a 1 para o Náutico, nos Aflitos. Na sequência, a equipe amargou dois empates consecutivos: 1 a 1 com o América-MG, no Couto Pereira, e 2 a 2 com a Portuguesa, no Canindé. A primeira vitória só foi desencantada na quarta rodada, por 2 a 1 sobre o Brasiliense, diante de sua torcida.

A partir desse triunfo, o time comandado por Ney Franco engrenou uma sólida sequência de invencibilidade. O esforço culminou com a chegada à liderança na 11ª rodada, após uma vitória fora de casa por 1 a 0 sobre o Vila Nova, no Serra Dourada.

O Coritiba sustentou o primeiro lugar até a 15ª rodada, quando teve seu pior desempenho no torneio ao ser goleado por 5 a 1 pelo Ipatinga, em Minas Gerais. O baque fez com que o Coxa oscilasse na reta final do primeiro turno, virando a metade do campeonato atrás do líder Figueirense.

A engrenagem alviverde voltou a encaixar perfeitamente no segundo turno. A briga pelo título esquentou de vez na 23ª rodada: a vitória por 1 a 0 sobre o Brasiliense, na Boca do Jacaré, recolocou o clube paranaense no topo da tabela. Dali até o fim da competição, o Coritiba não deu mais chances aos rivais, mantendo a ponta e abrindo vantagem na liderança.

O retorno para a Série A do Brasileirão foi oficialmente carimbado com três rodadas de antecedência. Na 35ª jornada, o Coxa venceu o Duque de Caxias por 3 a 2, em São Januário. Duas semanas depois, na 37ª rodada, a taça foi conquistada no empate em 2 a 2 com o Icasa, em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará.

Com o troféu garantido, o Coritiba consolidava-se como o terceiro clube a se tornar bicampeão da segunda divisão do Campeonato Brasileiro, juntando-se a Paraná e Paysandu. A campanha vitoriosa do elenco, que contava com o faro de gol de Marcos Aurélio e a velocidade de Rafinha. fechou com 71 pontos, obtidos com 21 vitórias, oito empates e nove derrotas. No fim das contas, acompanharam o Coxa na subida para a elite o Figueirense, o Bahia e o América-MG.

A campanha do Coritiba:
38 jogos | 21 vitórias | 8 empates | 9 derrotas | 69 gols marcados | 49 gols sofridos
 

Foto Arquivo/Gazeta do Povo

Fluminense Campeão Brasileiro 2010

A taça do Campeonato Brasileiro seguiu no Rio de Janeiro em 2010, em uma das maiores reviravoltas da história do futebol nacional. Apenas um ano após escapar do rebaixamento com 99% de chances matemáticas de queda, o Fluminense encerrou um jejum de 26 anos e faturou seu terceiro título brasileiro. Sob o comando de Muricy Ramalho e a genialidade de Darío Conca, o Tricolor das Laranjeiras superou uma disputa frenética contra Corinthians e Cruzeiro.

A trajetória começou com um tropeço diante do Ceará, por 1 a 0 no Castelão, mas o time rapidamente encontrou seu equilíbrio. O Fluminense assumiu a liderança pela primeira vez na 10ª rodada, ao vencer o Cruzeiro por 1 a 0 em casa, iniciando um revezamento constante no topo da tabela. O campeonato foi marcado por um equilíbrio entre Corinthians, Cruzeiro e Fluminense, alternavam a ponta quase a cada rodada, transformando o certame em uma batalha de nervos.

Um marco daquela campanha foi a mudança de casa. Com o fechamento do Maracanã para as obras da Copa do Mundo de 2014, o Flu adotou o Engenhão como sua nova fortaleza a partir da 20ª rodada. Mesmo com a troca de ares e confrontos diretos desgastantes, como a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro em Uberlândia, o Time de Guerreiros se manteve firme no pelotão de frente.

Se Muricy era a mente estratégica no banco, Darío Conca era o motor em campo. O meia argentino manteve um nível técnico altíssimo do início ao fim. Além dele, a segurança de Gum na zaga e o faro de gol de Emerson Sheik e Fred no ataque foram fundamentais para sustentar o fôlego tricolor até o fim do campeonato.

A definição do título foi dramática. Na 35ª rodada, um empate em 1 a 1 contra o Goiás, no Rio de Janeiro, parecia ter entregue a taça ao Corinthians. No entanto, o Fluminense retomou a ponta na rodada seguinte com uma goleada de 4 a 1 sobre o São Paulo em Barueri.

Nas duas partidas restantes, o Tricolor mostrou maturidade. Na 37ª rodada, venceu por 2 a 1 o Palmeiras, de virada, na Arena Barueri. No último jogo, em um Engenhão pulsante, um gol solitário de Emerson Sheik contra o Guarani garantiu a vitória por 1 a 0 e o título nacional. O Fluminense encerrou a competição com 71 pontos, coroando uma campanha de superação absoluta. O clube que no ano anterior estava fadado ao inferno da zona de rebaixamento, chegava depois ao céu do tricampeonato brasileiro.

A campanha do Fluminense:
38 jogos | 20 vitórias | 11 empates | 7 derrotas | 62 gols marcados | 36 gols sofridos


Foto Buda Mendes/Getty Images

Santos Campeão da Copa do Brasil 2010

A Copa do Brasil de 2010 testemunhou o surgimento de um craque. O título inédito do Santos na competição foi conquistado sob a batuta de Neymar, então com apenas 18 anos. Ao lado de Paulo Henrique Ganso, ele liderou o início de um ciclo vitorioso que culminaria no tricampeonato da Libertadores no ano seguinte.

O Peixe iniciou sua campanha contra o Naviraiense, do Mato Grosso do Sul. O primeiro jogo, disputado em Campo Grande, terminou com vitória santista por 1 a 0. A partida de volta, na Vila Belmiro, foi um verdadeiro massacre: 10 a 0, com seis gols marcados apenas no primeiro tempo. Na segunda fase, o time manteve o ritmo e goleou o Remo em Belém por 4 a 0, eliminando o jogo de volta.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Guarani. Sem piedade, o Peixe voltou a aplicar uma goleada assombrosa na Vila Belmiro: 8 a 1 na partida de ida, com Neymar anotando cinco gols em uma única noite. Na volta, no Brinco de Ouro, o Santos sofreu sua primeira derrota, 3 a 2 de virada, mas avançou sem sustos.

Nas quartas de final, o desafio foi contra o Atlético-MG. No Mineirão, o Alvinegro Praiano voltou a ser derrotado por 3 a 2, sofrendo o gol decisivo aos 37 minutos da etapa final. No entanto, a força da Vila Belmiro prevaleceu na segunda partida: o Santos reverteu a desvantagem com uma vitória categórica por 3 a 1.

A semifinal contra o Grêmio reservou dois jogos memoráveis. No Olímpico, o Peixe abriu 2 a 0 na etapa inicial, mas os gaúchos reagiram com quatro gols no segundo tempo. No apagar das luzes, o Santos descontou para 4 a 3, um placar vital devido aos gols fora de casa. No jogo de volta, o Alvinegro só furou a defesa gremista aos seis minutos do segundo tempo, mas deslanchou em seguida, vencendo por 3 a 1 e garantindo a vaga na final.

A decisão foi contra o Vitória, que chegava à final após superar Corinthians-AL, Náutico, Goiás, Vasco e Atlético-GO. Na ida, na Vila Belmiro, o Peixe confirmou o favoritismo ao vencer por 2 a 0, com gols de Neymar e Marquinhos. A volta aconteceu no Barradão, em Salvador. Edu Dracena deixou o Santos ainda mais perto da taça ao abrir o placar no primeiro tempo. Os baianos lutaram e viraram para 2 a 1 na etapa final, mas o resultado foi insuficiente para tirar o título inédito da Vila Belmiro.

A campanha do Santos:
11 jogos | 7 vitórias | 0 empates | 4 derrotas | 39 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Marco Sacco/Placar