domingo, 1 de julho de 2018

Internacional Campeão da Libertadores 2010

O título do Internacional na Libertadores de 2006 foi conquistado em uma final caseira com o São Paulo. O mesmo São Paulo que venceu na final de 2005 o Atlético-PR. Por conta de duas finais seguidas entre brasileiros, a Conmebol foi pressionada (principalmente pela Argentina) e evitar que isso ocorresse em edições futuras. Então, foi imposta uma regra de inversão de cruzamentos caso dois times de um mesmo país chegassem na semifinal em chaves diferentes. E ela estreou logo em 2007, quando Grêmio e Santos se obrigaram a fazer uma das semifinais. O Grêmio avançou mas perdeu a final para o Boca Juniors. E nos outros anos, o Brasil deu certo azar em finais. Em 2008, o Fluminense perdeu nos pênaltis para a LDU do Equador. Em 2009, o Cruzeiro sofreu dolorida virada em casa para o Estudiantes de La Plata.

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A Libertadores de 2010 seria a do retorno da hegemonia brasileira. E com o mesmo time campeão na última vez. O Internacional contava com toques estrangeiros no time. D'Alessandro no campo e Jorge Fossati na área técnica, além dos já idolatrados Bolívar, Índio, Rafael Sobis e Tinga. O vice-campeonato no Brasileiro de 2009 foi o passaporte para a competição continental, em grupo com Emelec e Deportivo Quito do Equador, e Cerro do Uruguai.
A primeira fase do Colorado foi tranquila e invicta. Estreou fazendo 2 a 1 no Emelec no Beira-Rio. Depois, empates em 1 a 1 com o Deportivo Quito no Equador, e em 0 a 0 com o Cerro no Uruguai. No returno, 2 a 0 no Cerro em Porto Alegre, 0 a 0 com o Emelec em Guayaquil e 3 a 0 no Deportivo Quito em casa. Com 12 pontos, o Inter foi o único classificado do grupo. Com a sexta melhor campanha, o Colorado enfrentou nas oitavas de final o Banfield da Argentina. Na ida fora de casa, derrota por 3 a 1. A força colorada apareceu na volta no Beira-Rio, e o Inter se classificou com vitória por 2 a 0. Nas quartas foi a vez de encarar o então campeão Estudiantes. Em Porto Alegre, vitória sofrida por 1 a 0 e uma vantagem de ouro. Isto porque na Argentina o Estudiantes tentou reverter e fez dois gols. Giuliano marcou o gol salvador e a derrota de 2 a 1 foi aceitável para o Internacional se classificar para a semifinal, feita depois da parada para a Copa do Mundo. Neste meio tempo, Fossati foi demitido e Celso Roth foi o técnico nos jogos seguintes. A semifinal foi contra o São Paulo e no mesmo sistema da fase anterior, vitória por 1 a 0 no Beira-Rio e derrota de 2 a 1 no Morumbi. A final foi disputada contra o Chivas do México, presente na Libertadores por motivo inusitado.
O clube mexicano (ao lado do San Luis) foi excluído do torneio em 2009 por causa do impasse em torno da epidemia de Gripe A no país. Os times não toparam jogar as oitavas de final em campo neutro ou em jogo único como visitante. O Chivas então foi convidado pela Conmebol e conseguiu ir para a final. A ida foi em Guadalajara, no novíssimo estádio Omnilife (atual Akron). De virada, o Colorado venceu por 2 a 1 e abriu vantagem. O Beira-Rio recebeu a volta em jogo tenso. O Chivas abriu o placar no primeiro tempo, e o Inter só empatou na etapa final com Rafael Sobis. Leandro Damião e Giuliano tranquilizaram os 56 mil torcedores e comandaram a virada. Ainda teve gol mexicano no final, mas a festa já estava começando. A vitória de 3 a 2 deu o bicampeonato da Libertadores para o Internacional.


Foto Divulgação/AFP/Getty Images