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São Paulo Campeão Paulista 1981

O Campeonato Paulista de 1981 representou a continuidade de uma fase competitiva do São Paulo. Depois de amargar o vice no Campeonato Brasileiro, o clube reafirmou o protagonismo estadual com o bicampeonato, algo que não acontecia desde 1971.

A competição reuniu 20 participantes. A primeira fase iniciou com 12, que jogaram em dois grupos, classificando os dois melhores para um lugar mais à frente. Depois, as 20 equipes disputaram um turno, com as seis melhores se juntando às duas do começo para dois quadrangulares. O líder de cada grupo foi à decisão que apontou o primeiro finalista. A terceira fase começou com os 12 não-classificados da etapa anterior em três chaves, com o líder de cada indo a um triangular que definiu duas vagas para a sequência. Depois, mais um turno com os 20 participantes qualificou os seis melhores. Estes oito foram para mais dois quadrangulares, e o líder de cada foi a decisão que revelou o segundo finalista.

O São Paulo iniciou sua campanha no turno regular, com derrota por 1 a 0 para o Botafogo de Ribeirão Preto. Nos demais jogos, somou sete vitórias, cinco empates e seis derrotas, chegando a 19 pontos. O desempenho irregular colocou o tricolor na 11ª posição, fora da zona de classificação. A liderança ficou com a Ponte Preta, que bateu o Guarani na decisão da primeira fase e se classificou para a final.

No começo da segunda fase, o São Paulo ficou no Grupo Ouro. Sua estreia foi com vitória por 4 a 1 sobre a Francana, fora de casa. A reação seguiu com mais três vitórias e duas derrotas, que classificaram o tricolor com oito pontos. Depois, o time fez 1 a 0 no Palmeiras e empatou por 1 a 1 com o Corinthians, garantindo seu lugar nas finais da etapa.

A campanha continuou no turno regular, iniciando pela derrota por 1 a 0 para o São Bento, em Sorocaba, e pela vitória por 3 a 0 sobre o São José no Morumbi. Nos outros 17 jogos, o tricolor fez dez vitórias, três empates e quatro derrotas, que deram a liderança ao time com 25 pontos. Indo ao seu quadrangular, o São Paulo venceu três, empatou duas e perdeu uma, tornando a ser líder com oito pontos. Por fim, na decisão da segunda fase, a equipe fez dois jogos com o São José. Perdeu o primeiro por 1 a 0 e venceu o segundo por 3 a 2, conseguindo a vaga final por ter melhor campanha.

São Paulo e Ponte Preta fizeram a final de um longo e confuso estadual, em duas partidas no Morumbi. O jogo de ida terminou empatado por 1 a 1. No confronto de volta, o São Paulo venceu por 2 a 0, gols de Renato e Serginho Chulapa, e conquistou o 12º título paulista de sua história.

A campanha do São Paulo:
56 jogos | 28 vitórias | 12 empates | 16 derrotas | 82 gols marcados | 45 gols sofridos


Foto Ronaldo Kotscho/Placar

São Paulo Campeão Paulista 1980

O Campeonato Paulista de 1980 marcou a volta da normalidade no calendário. A competição foi disputada entre maio e novembro daquele ano, sem precisar extrapolar para a temporada seguinte. Para o São Paulo, foi um capítulo marcante de mais um título estadual, o 11º, depois de cinco anos na fila.

A competição daquele ano teve 20 participantes e foi organizada com um regulamento relativamente simples, em duas fases. Em cada uma delas, todos os times se enfrentavam em turno único, e os quatro melhores colocados avançaram ao mata-mata da respectiva etapa. O vencedor de cada fase ganhou o direito de disputar a final do campeonato.

O São Paulo começou a campanha de forma discreta. Na estreia da primeira fase, empatou por 1 a 1 com o América de Rio Preto fora de casa. A primeira vitória veio na partida seguinte, por 2 a 0 sobre a Ferroviária no Morumbi. Nos outros 17 jogos, o time venceu seis, empatou cinco e perdeu seis. O Tricolor ficou apenas na oitava colocação, com 20 pontos, a três da zona de classificação. Portuguesa, Santos, Botafogo de Ribeirão Preto e Ponte Preta disputaram o mata-mata, que teve vitória santista.

No entanto, o Tricolor deu a volta por cima na segunda fase. Logo na abertura, goleou o Corinthians por 4 a 0. Na sequência, venceu mais dez partidas, empatou sete e perdeu uma, garantindo a liderança e a vaga no mata-mata com 29 pontos, à frente de Ponte Preta, Corinthians e Inter de Limeira. Na semifinal, o São Paulo superou a Inter com sofrimento, após perder a ida por 2 a 1, vencer a volta por 2 a 1 e marcar mais um gol na prorrogação. Na final, venceu a Ponte Preta com o roteiro parecido: venceu a ida por 2 a 1, perdeu a volta por 1 a 0 e segurou o empate sem gols na prorrogação.

A final do Paulistão foi disputada entre São Paulo e Santos, em dois jogos no Morumbi. Na primeira partida, o Tricolor venceu por 1 a 0, com gol de Serginho Chulapa. No segundo jogo, o São Paulo venceu novamente por 1 a 0, com outro gol de Serginho, e conquistou o título estadual.

A campanha do São Paulo:
44 jogos | 22 vitórias | 13 empates | 9 derrotas | 55 gols marcados | 32 gols sofridos


Foto Manoel Motta/Placar

São Paulo Campeão da Supercopa do Brasil Feminina 2025

A temporada de 2025 do futebol feminino do Brasil foi aberta com um novo campeão na Supercopa. O São Paulo conseguiu o título inédito do torneio e mais uma taça nacional para a galeria, pois o clube já havia vencido o Brasileiro Série A2 em 2019 e a Taça Brasil em 1997. A conquista também representa um momento de volta por cima, já que a equipe havia sido vice do Brasileirão em 2024.

E foi justamente esse segundo lugar que valeu uma vaga para o Tricolor na Supercopa Feminina. O campeonato é disputado pelos times dos Estados presentes na primeira divisão nacional. Em 2025 são oito, mas o 3B da Amazônia abriu mão de seu direito por Amazonas e liberou mais um espaço para São Paulo, o melhor Estado no ranking da CBF. O outro paulista na competição foi o Corinthians. Os demais foram Flamengo, Grêmio, Cruzeiro, Bahia, Sport e Real Brasília.

A campanha do São Paulo teve início nas quartas de final, fora de casa, contra o Sport. Na Ilha do Retiro, o Tricolor goleou por 4 a 0. Depois, a semifinal foi contra o Flamengo, que havia eliminado o Real Brasília. Em partida na Vila Belmiro, em Santos, o São Paulo venceu por 1 a 0, gol de Kaká.

Na final, veio a possibilidade da revanche do Brasileirão contra o Corinthians. As rivais passaram por Grêmio e Cruzeiro (este eliminou o Bahia) para chegar na decisão. Por ter mais gols marcados, o São Paulo ficou com o mando de campo, escolhendo disputar a partida no Morumbi. As tricolores foram superiores em campo e tiveram mais chances nos 90 minutos, inclusive com pênalti perdido e gol anulado. Mas o placar ficou no 0 a 0. Nos pênaltis, o Corinthians errou duas cobranças ante uma do São Paulo. Coube a Robinha fazer o gol decisivo, que determinou a vitória são-paulina por 4 a 3.

A campanha do São Paulo:
3 jogos | 2 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 5 gols marcados | 0 gols sofridos


Foto Staff Images/CBF

São Paulo Campeão Paulista 1975

Quatro anos depois, o São Paulo voltou a conquistar o Campeonato Paulista. O título de 1975 veio em um momento muito bom, mas azarado, do clube, que foi vice do Brasileiro em 1973 e da Libertadores em 1974. Foi uma conquista de preparação para a primeira taça nacional tricolor, em 1977.

O Paulistão mudou bastante o regulamento para 1975. Com 19 participantes, deixou de existir a fase preliminar. Todos os times entraram no campeonato desde o começo. No primeiro turno, eles se enfrentaram em grupo único, com o líder garantindo um lugar na final. No segundo turno, as equipes foram divididas em dois grupos, que se enfrentaram de modo cruzado. Os três melhores de cada chave passaram ao hexagonal que indicou o segundo finalista.

O São Paulo iniciou a campanha do décimo título estadual com goleada por 4 a 0 sobre o Paulista de Jundiaí em casa. Nos outros 17 jogos, o time manteve uma campanha invicta, com mais 14 vitórias e três empates. A liderança e a vaga na final vieram fáceis, com 33 pontos.

No segundo turno, o tricolor ficou no grupo B e enfrentou os adversários da chave A. Na estreia, fez 3 a 0 sobre a Portuguesa Santista no Morumbi. Depois, conseguiu mais sete vitórias e dois empates e se classificou em primeiro lugar, com 18 pontos. Na fase seguinte, iniciou com empate por 1 a 1 com a Portuguesa, seguido por duas vitórias, outro empate e uma derrota. Com seis pontos, o São Paulo se viu empatado com os lusos e o Santos. Porém, a equipe terminou o hexagonal em terceiro lugar por causa do saldo de gols: um contra três da Portuguesa.

A final do Paulistão foi entre São Paulo e Portuguesa, em dois jogos no Morumbi. Na primeira partida, os tricolores venceram por 1 a 0. No segundo jogo, os lusos devolveram o placar nos 90 minutos. Na prorrogação, os times não fizeram gols. A decisão foi aos pênaltis, e nas cobranças o São Paulo venceu por 3 a 0, ficando com o título. 

A campanha do São Paulo:
35 jogos | 26 vitórias | 7 empates | 2 derrotas | 60 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Arquivo/São Paulo

São Paulo Campeão Paulista 1971

Com o Morumbi totalmente finalizado, o São Paulo deu início a uma década que foi muito positiva dentro de campo, a de 1970. Logo no primeiro ano, o clube quebrou o tabu de 13 anos sem títulos paulistas ao ser campeão pela nona vez. Em 1971, foi a vez de emendar o bicampeonato e a décima conquista estadual.

O Paulistão de 1971 foi composto por 17 participantes, em um formato parecido com o do ano anterior. Na primeira fase, ainda em 1970, 11 times se enfrentaram em dois turnos para buscar seis vagas no torneio principal, onde Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Portuguesa e Ponte Preta já estavam garantidos. Na fase final, as 12 equipes disputaram mais dois turnos em busca do título, totalizando 22 rodadas. A diferença para a edição anterior estava no número de clubes na reta final, que aumentou de dez para 12.

Da primeira fase, se classificaram Guarani, Botafogo de Ribeirão Preto, Paulista de Jundiaí, Ferroviária, Juventus e São Bento. E a campanha tricolor começou muito bem, com vitória por 3 a 1 sobre o Juventus no Morumbi. Na sequência do primeiro turno, o São Paulo conseguiu mais sete vitórias, um empate e duas derrotas.

No segundo turno, as vitórias continuaram a vir em grande quantidade. Foram oito em dez jogos, com mais um empate e uma derrota para completar a campanha. Mas a perseguição do rival Palmeiras era forte, deixando a disputa para ser decidida na última rodada do campeonato.

Com 34 pontos em 21 partidas, o São Paulo era o líder do estadual, seguido pelo Palmeiras com 33 pontos. E a última rodada reservou exatamente um clássico Choque-Rei para decidir o título. Para o tricolor, não perder já era o suficiente. Mas a equipe foi além e conquistou o título com vitória no Morumbi, a 17ª em 22 jogos, por 1 a 0. 

A campanha do São Paulo:
22 jogos | 17 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 39 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Manoel Motta/Placar

São Paulo Campeão Paulista 1970

O Campeonato Paulista é o mais disputado e importante do Brasil. E também o mais antigo, tendo começado em 1902. O torneio é dominado pelas quatro maiores forças do estado, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos, mas de vez em quando aparecem algumas surpresas, com título ou não.

No ano de 1970, o panorama do Paulistão era o seguinte: Palmeiras e Santos alternaram suas conquistas ao longo da década de 1960, enquanto Corinthians e São Paulo viviam longos jejuns, um desde 1954 e o outro desde 1957. Para o Tricolor, a fila acabaria naquele ano mesmo, pouco depois de o clube ter concluído a obra do Estádio do Morumbi e voltado a focar suas finanças na formação do elenco.

O estadual em 1970 foi disputado por 16 clubes, em duas fases. Na primeira, 11 times do interior e do litoral disputaram dois turnos preliminares, de onde saíram classificados os cinco primeiros colocados. Na fase final, essas cinco equipes juntaram-se à Corinthians, Palmeiras, Portuguesa, Santos e São Paulo em outro enfrentamento de dois turnos. Após 18 rodadas, o clube com mais pontos tornou-se campeão.

Os times classificados da primeira fase foram Guarani, Ferroviária, Botafogo de Ribeirão Preto, Ponte Preta e São Bento. O início da campanha do nono título do São Paulo foi com vitória por 1 a 0 sobre o São Bento em casa. Na sequência, perdeu por 2 a 1 para a Portuguesa e empatou por 2 a 2 com a Ponte Preta. As vitórias reapareceram nos 3 a 2 sobre o Santos fora de casa.

Com um futebol vistoso e seguro, o Tricolor foi batendo seus adversários um a um, caminhando para colocar fim nos 13 anos de fila de títulos paulista. Na penúltima rodada, o São Paulo visitou o Guarani no Brinco de Ouro, em Campinas, precisando da vitória junto com dois tropeços de Palmeiras e Ponte Preta, os perseguidores na tabela. Os rivais empataram seus jogos, enquanto os são-paulinos venceram por 2 a 1 e confirmaram a conquista antecipada. Na última partida, ainda sobrou espaço para erguer a taça com vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, no Morumbi.

A campanha do São Paulo:
18 jogos | 12 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 29 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/São Paulo

São Paulo Campeão da Supercopa do Brasil 2024

Pense em um campeonato de futebol que envolve o Brasil. Depois, pense se o São Paulo já foi campeão desse campeonato. A resposta será sim para todas as alternativas. Com a conquista da Supercopa do Brasil de 2024, o tricolor paulista pode se considerar campeão de tudo: Mundial, Libertadores, Sul-Americana, Brasileiro, Copa do Brasil, Supercopa, Recopa, Paulistão...

A última taça que faltava veio logo após a penúltima, a da Copa do Brasil em 2023. Do outro lado, estava um de seus maiores rivais, o Palmeiras, ganhador do Brasileirão. Com novo nome, Supercopa Rei, em homenagem à Pelé, a partida que abriu a temporada nacional de 2024 aconteceu em Belo Horizonte, no Mineirão.

O choque-rei ficou marcado pelo número alto de cartões amarelos (nove) e de faltas (35). O Palmeiras teve mais chances de gol, embora o São Paulo também tenha levado perigo em alguns lances, sobretudo no primeiro tempo. Já o segundo tempo teve menos intensidade, com vários jogadores substituídos por cansaço. As tentativas no gol também diminuíram, e o placar não saiu do 0 a 0.

Na disputa de pênaltis, o São Paulo teve mais competência e venceu por 4 a 2. A primeira cobrança foi convertida por Jonathan Calleri para o tricolor, enquanto Raphael Veiga acertou para o rival. Depois, Giuliano Galoppo fez o segundo gol são-paulino e Gabriel Menino empatou para os palmeirenses. Na terceira série, Pablo Maia marcou para o São Paulo e Murilo teve a batida defendida por Rafael. No fim, Michel Araújo fez o quarto gol tricolor e Rafael segurou a cobrança de Joaquín Piquerez.

A conquista da Supercopa do Brasil foi a única do técnico Thiago Carpini, que veio ao São Paulo no lugar de Dorival Júnior, que foi para a Seleção Brasileira.


Foto Rubens Chiri/São Paulo

São Paulo Campeão da Supercopa Libertadores 1993

Nada de mudança da realização da Supercopa Libertadores em 1993. Todos os 16 campeões entraram na disputa dispostos a vencer, e a honra coube ao então vencedor do campeonato-pai, o São Paulo, dono do melhor futebol do continente (e do mundo, por que não?) à época.

A estreia são-paulina foi nas oitavas de final, contra o Independiente. Na ida no Morumbi, vitória por 2 a 0. Na volta em Avellaneda, o Tricolor segurou empate por 1 a 1 e avançou. Nas quartas de final o enfrentamento foi contra o Grêmio. A parada foi mais difícil nesta fase, pois na primeira partida o São Paulo ficou somente no empate por 2 a 2 em casa. As coisas tiveram que ser resolvidas em Porto Alegre, onde o time paulista venceu por 1 a 0, gol de Toninho Cerezo.

Outros dois jogos complicados foram a semifinal, contra o Atlético Nacional. Novamente fazendo a ida em casa, o São Paulo arrancou a vantagem mínima e a vitória por 1 a 0 dos colombianos. Na volta em Medellín o Tricolor saiu na frente do marcador, mas sofreu a virada no segundo tempo. Derrotado por 2 a 1, o São Paulo precisou vencer por 5 a 4 nos pênaltis.

A decisão da Supercopa de 1993 é até hoje lembrada como uma das mais legais que o futebol brasileiro já viu. Contra o Flamengo, que passou por Olimpia, River Plate e Nacional do Uruguai, o São Paulo fez o primeiro jogo no Maracanã. O Tricolor largou na frente com Leonardo, mas sofreu a virada no começo do segundo tempo. Juninho Paulista empatou por 2 a 2 faltando quatro minutos para acabar.

A situação se inverteu no Morumbi, com o time carioca saindo na frente, sofrendo a virada paulista e empatando por 2 a 2 a nove minutos do fim. Tudo ficou para ser decidido nos pênaltis mais uma vez, e a sorte seguiu ao lado do Tricolor. Por 5 a 3, o São Paulo conquistou o título inédito, que coroou ainda mais a geração são-paulina dos anos 90.

A campanha do São Paulo:
8 jogos | 3 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 12 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Arquivo/São Paulo

São Paulo Campeão da Copa do Brasil 2023

Era a última taça que faltava. Em 2023, o São Paulo enfim conquistou o título da Copa do Brasil. A conquista não apenas foi inédita, como também encerrou um jejum de 11 anos sem títulos expressivos, que durava desde a Sul-Americana de 2012. O clube alcançou a glória sob o comando de Dorival Júnior, que, havia vencido a competição com o Flamengo em 2022. Ao defender sua taça pessoal contra o ex-clube, Dorival ajudou a escrever uma história com contornos de filme.

Mesmo sem disputar a Libertadores naquele ano, o Tricolor Paulista estreou na terceira fase, beneficiado pela nona colocação no Brasileirão de 2022. O primeiro adversário foi o Ituano. Após um empate sem gols no Morumbi, o time precisou buscar a classificação no Estádio Novelli Júnior, em Itu, onde venceu por 1 a 0.

Nas oitavas de final, o São Paulo enfrentou o Sport. Na ida, na Ilha do Retiro, o Tricolor venceu por 2 a 0, com gols de Luciano e Marcos Paulo. Apesar da vantagem, na volta a equipe sofreu um apagão no Morumbi e perdeu por 3 a 1. A vaga foi decidida nos pênaltis, onde brilhou a estrela do goleiro Rafael: ele defendeu uma cobrança e garantiu a vitória por 5 a 3.

Nas quartas de final, o desafio foi o Palmeiras, em dois clássicos Choque-Rei. Na ida, no Morumbi, o Tricolor conquistou uma vitória crucial por 1 a 0. No jogo de volta, no Allianz Parque, o São Paulo mostrou brio ao vencer novamente, desta vez por 2 a 1, de virada, carimbando o passaporte para a semi.

A semifinal reservou outro clássico Majestoso, contra o Corinthians. No primeiro jogo, na Neo Química Arena, o São Paulo foi derrotado por 2 a 1. Na volta, em um Morumbi pulsante, o Tricolor reverteu a desvantagem ainda no primeiro tempo com gols de Wellington Rato e Lucas Moura, que havia acabado de retornar ao clube. O placar de 2 a 0 colocou o time na grande decisão.

Em sua segunda final de Copa do Brasil na história, o São Paulo encarou o Flamengo, que vinha de eliminar Maringá, Fluminense, Athletico-PR e Grêmio. Na ida, no Maracanã, o Tricolor venceu por 1 a 0, com gol de cabeça de Jonathan Calleri. O jogo da volta ocorreu no Morumbi. O Flamengo abriu o placar aos 44 minutos do primeiro tempo, mas, nos acréscimos, aos 50, Rodrigo Nestor acertou um chute antológico de fora da área. O empate por 1 a 1 foi o suficiente para que o São Paulo finalmente pudesse gritar que a Copa do Brasil era sua.

A campanha do São Paulo:
10 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 12 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Rubens Chiri/São Paulo

São Paulo Campeão da Copa Sul-Americana 2012

Após a primeira conquista brasileira na Copa Sul-Americana, em 2008, os clubes brasileiros passaram a dar trato um pouco melhor à competição. Em 2009 e 2010, ficamos no vice. A sorte voltaria a sorrir para o Brasil em 2012, na conquista do último título de expressão (até o momento) do São Paulo.

Naquele ano, o regulamento do torneio foi alterado mais uma vez. O número de participantes subiu para 47, e a primeira fase foi desmembrada em Zona Norte  e Zona Sul). Argentinos e brasileiros continuaram a entrar apenas na segunda fase. O tricolor paulista começou a campanha do título contra o Bahia, com duas vitórias por 2 a 0 em Salvador e em São Paulo.

Nas oitavas de final, contra a desconhecida LDU Loja (como a de Quito) uma inesperada dificuldade. O São Paulo só avançou graças ao gol anotado fora de casa, pois a ida ficou empatada por 1 a 1 no Equador, e a volta acabou no 0 a 0 no Morumbi. Nas quartas, o tricolor enfrentou a Universidad de Chile. E o que faltou nas oitavas sobrou aqui. No primeiro jogo, vitória por 2 a 0 em Santiago. Na segunda partida, goleada por 5 a 0 no Pacaembu.

As coisas voltaram a apertar na semifinal, contra a Universidad Católica. O São Paulo empatou por 1 a 1 a ida, no Chile, e tornou a segurar o empate sem gols em casa. O tento marcado fora de casa voltou a fazer a diferença e o clube avançou para sua primeira final em sete participações na Sul-Americana.

O adversário na decisão veio da Argentina, o Tigre, da cidade de Victoria, na grande Buenos Aires. Eles eliminaram Argentinos Juniors, Deportivo Quito, Cerro Porteño e Millonarios. A primeira partida foi disputada em La Bombonera, pois o estádio do Tigre era pequeno demais para uma final. E o tricolor conseguiu voltar de lá com empate por 0 a 0.

A volta foi no Morumbi, diante de mais de 67 mil são-paulinos. Mas o que era para ser um jogo disputado virou quase um treino, pois o São Paulo fez 2 a 0 já no primeiro tempo, gols de Lucas Moura aos 22, e de Osvaldo aos 27 minutos. Irritados com a arbitragem e as provocações brasileiras, os jogadores do Tigre deram início a uma confusão que escalou para um confronto com a Polícia Militar no túnel do vestiário. Eles não retornaram para o segundo tempo e a partida se deu por encerrada. O fato não diminuiu o peso do título invicto do tricolor.

A campanha do São Paulo:
10 jogos | 5 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 15 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Yasuyoshi Chiba/AFP/Getty Images

São Paulo Campeão da Copa Conmebol 1994

A terceira edição da Copa Conmebol aconteceu em 1994. O Brasil contou mais uma vez com cinco representantes: o então campeão Botafogo mais Grêmio, Vitória, Corinthians e São Paulo. O tricolor paulista, inclusive, conseguiu o feito de jogar todas as quatro competições da Conmebol no mesmo ano. 

O absurdo foi tanto que, após passar por Recopa, Libertadores e Supercopa, o clube optou pelo time reserva na Conmebol. Comandado por Muricy Ramalho (auxiliar-técnico de Telê Santana), o chamado Expressinho foi à campo e, mesmo enfrentando formações titulares, chegou ao título.

Nas oitavas, contra o Grêmio, empates por 0 a 0 tanto em Porto Alegre quanto em São Paulo. Nos pênaltis, o Tricolor Paulista fez 6 a 5 e passou de fase. Nas quartas de final, o adversário foi o Sporting Cristal. A ida no Morumbi acabou com vitória por 3 a 1 sobre os peruanos. Na volta, o tricolor empatou sem gols na volta em Lima e avançou.

A semifinal foi contra o Corinthians, em dois jogos emocionantes. Na ida no Pacaembu, 4 a 3 para os são-paulinos. Na volta no Morumbi, 3 a 2 para os corinthianos. Nos pênaltis, Rogério Ceni defendeu dois, converteu o seu e o São Paulo venceu por 5 a 4.

A final foi contra o Peñarol, que bateu Danubio, Cerro Corá e Universidad de Chile. O primeiro jogo foi disputado no Morumbi. Os titulares uruguaios até abriram o placar, mas os reservas do São Paulo viraram e massacraram fazendo 6 a 1 no placar - três gols de Catê, dois de Caio e um de Toninho.

Com a maior vantagem já registrada em idas de final na América do Sul, o Expressinho foi ao Centenario de Montevidéu para um treino de luxo. Tanto que, a equipe de aspirantes sofreu lá um 3 a 0 insuficiente para perder o título da Copa Conmebol. Assim, a conquista completou um ciclo vitorioso do São Paulo. Ali, Telê saía de cena aos poucos, Muricy deixava as primeiras impressões como técnico (confirmadas 12 anos mais tarde) e Rogério Ceni despontava para se tornar o maior ídolo da história do clube.

A campanha do São Paulo:
8 jogos | 3 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 15 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Arquivo/Conmebol

São Paulo Campeão da Brasil Ladies Cup 2021

A Brasil Ladies Cup é uma competição que acontece ao final da temporada nacional de futebol feminino. Foi criada em 2021 numa parceria entre a Federação Paulista de Futebol (FPF) e a Federação Internacional de Football Soccer Society (FIFOS). O torneio foi criado com oito times, divididos em dois grupos, com o líder de cada passando para a final. Tudo em turno único, em tiro curto.

A primeira edição aconteceu no mês de dezembro de 2021. Inicialmente, os participantes seriam as equipes do América de Cali, Ferroviária, Flamengo, Palmeiras, River Plate, Santiago Morning, Santos e São Paulo. Mas o clube do Chile desistiu e foi substituído pelo Internacional. As partidas da primeira fase foram realizadas no Estádio Gabriel Marques da Silva, em Santana de Parnaíba, enquanto a final aconteceu no Allianz Parque, em São Paulo.

O primeiro time campeão da história da Ladies Cup foi o São Paulo. Na fase de grupos, as tricolores ficaram na chave B. A estreia foi com vitória por 1 a 0 sobre a Ferroviária. O segundo jogo foi contra o América de Cali, outro triunfo por 1 a 0. A terceira partida valeu a classificação. Contra o Internacional, mais uma vitória por 1 a 0 deixou o São Paulo com nove pontos e embalado para final.

A decisão foi contra o Santos, que no outro lado somou sete pontos e bateu o Palmeiras no saldo de gols (6 a 5). E o clássico Sansão foi mesmo na casa alviverde. Duda Francelino abriu o placar para as são-paulinas aos 31 minutos do primeiro tempo. Naná ampliou aos 38 e encaminhou o título. No segundo tempo, o Santos desconta aos três minutos, mas Thaís Regina marca o terceiro gol aos 14. As alvinegras descontam mais uma vez aos 31, e esse placar de 3 a 2 não seria mais alterado. A primeira Ladies Cup ficou de maneira incontestável com o São Paulo.

A campanha do São Paulo:
4 jogos | 4 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 6 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Divulgação/Satff Images Woman

São Paulo Campeão do Torneio Rio-São Paulo 2001

O Torneio Rio-São Paulo chegou a 2001 com um novo regulamento, que deixou a competição um pouco mais curta. A divisão dos grupos passou a ser por Estado, deixando de ser sortida dois a dois. E o enfrentamento foi entre chaves e em turno único, totalizando quatro rodadas. Regulamentos à parte, dos oito participantes até então, apenas um jamais havia sido campeão: o São Paulo. Mas a vez tricolor enfim chegaria.
A estreia são-paulina foi positiva, com vitória por 2 a 0 sobre o Vasco em casa. Mas a campanha ficou em risco nas duas partidas seguintes, quando levou 5 a 2 do Fluminense no Rio de Janeiro e empatou por 1 a 1 com o Botafogo no Morumbi. A classificação foi obtida no último jogo, ao vencer por 2 a 0 o Flamengo fora de casa. O São Paulo finalizou a fase de grupos com sete pontos, superando por dois o Corinthians e ficando na vice-liderança do grupo B, três pontos atrás do Santos.
Na semifinal, o tricolor paulista encarou mais uma vez o Fluminense. Na ida no Morumbi, vitória por 1 a 0. Na volta no Maracanã, derrota por 2 a 1. A definição da vaga foi nos pênaltis, e o São Paulo venceu por 7 a 6.
O Botafogo foi o adversário na decisão, repetindo o confronto que aconteceu três anos antes. Mas desta vez o tricolor entrou disposto a não dar sossego desde a primeira partida. Jogando no Maracanã, o São Paulo colocou nove dedos na taça ao golear por 4 a 1, todos os gols marcados na etapa final: Carlos Miguel aos cinco, Luís Fabiano aos sete e aos 41, e França aos 17.
Tudo pareceu tranquilo para o segundo jogo, no Morumbi. Mas o time são-paulino sofreu um bocado, saindo atrás no placar. A agonia durou dos 39 minutos do primeiro tempo até aos 35 do segundo, quando um jovem de 18 anos chamado Kaká (ainda Cacá), vindo do banco de reservas, anotou os gols da virada em um intervalo de dois minutos. Por 2 a 1, o São Paulo comemorou seu único título regional na história.

A campanha do São Paulo:
8 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 15 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Renato Pizzutto/Placar

São Paulo Campeão da Libertadores 2005

O formato da Libertadores mudou mais uma vez, em 2005, com o número de participantes chegando a 38. A fase preliminar retornou e foi expandida para todos os países, com 12 times lutando por seis lugares nos grupos, que voltavam a ser oito. E foi no meio desse furdunço que a competição teve a sua primeira decisão entre equipes do mesmo país, com São Paulo e Athletico-PR.

O Tricolor Paulista passou dez anos longe da disputa, mas voltou quase sendo campeão, em 2004. Para o tri não passar do ano seguinte, a base do time foi fortalecida. O time ficou no grupo 3, com Universidad de Chile, The Strongest e Quilmes, da Argentina.

O caminho são-paulino começou tranquilo, com três vitórias no Morumbi e três empates fora de casa, classificando-se na liderança da chave com 12 pontos. Com a quinta melhor campanha, o clube encontrou nas oitavas de final o quarto melhor vice, o Palmeiras. Em dois clássicos, o São Paulo avançou com 1 a 0 no Palestra Itália e 2 a 0 no Morumbi.

Nas quartas, o confronto foi contra o Tigres UANL, do México. Na ida, Rogério Ceni estava inspirado e marcou dois gols dos 4 a 0, em casa. Na volta, em Monterrey, o São Paulo avançou de fase mesmo com a derrota de 2 a 1. A semifinal foi contra o River Plate. No Morumbi, vitória por 2 a 0. Em Buenos Aires, vitória por 3 a 2 colocou a equipe treinada por Paulo Autuori na final.

A primeira decisão caseira chegou. O Athletico-PR também chegou lá após deixar para trás Cerro Porteño, Santos e Chivas Guadalajara. O jogo de ida foi realizado no Beira-Rio, em Porto Alegre, pois, na época, a Arena da Baixada não tinha a capacidade mínima de torcedores. E ela terminou empatada por 1 a 1.

A partida de volta foi no Morumbi, e o Tricolor não tomou conhecimento dos paranaenses. Com gols de Amoroso, Fabão, Luizão e Diego Tardelli, a goleada de 4 a 0 foi a cereja do bolo da campanha do São Paulo, tricampeão da Libertadores.

A campanha do São Paulo:
14 jogos | 9 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 34 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Djalma Vassão/Gazeta Press

São Paulo Campeão da Libertadores 1993

O São Paulo conquistou com autoridade a América do Sul e o mundo em 1992. Em 1993, o time treinado por Telê Santana manteve o alto nível e partiu rumo ao bicampeonato. Como era o campeão do momento na Libertadores, o o Tricolor ganhou o direito de estrear diretamente nas oitavas de final. Assim, aguardou na fase de grupos quem seria seu adversário no mata-mata.

Os times brasileiros na primeira fase foram Flamengo e Internacional. Os adversários do grupo 4 vieram da Colômbia: América de Cali e Atlético Nacional. Mas mesmo com três vagas de classificação, apenas o time carioca avançou, na liderança. O clube gaúcho não venceu nenhum dos seis jogos e ficou na última posição.

A estreia do São Paulo nas oitavas foi contra a sua vítima da final de um ano antes, o Newell's Old Boys. A ida foi em Rosario, e o time argentino surpreendeu ao fazer 2 a 0. Apesar da desvantagem relativamente grande, o Tricolor não sentiu dificuldades na volta, e a goleada de 4 a 0 colocou os paulistas nas quartas de final.

O confronto seguinte foi contra o Flamengo. A partida de ida aconteceu no Maracanã, e terminou empatada por 1 a 1. A volta foi disputada no Morumbi, e a vitória por 2 a 0 e garantiu mais uma classificação ao São Paulo. A semifinal foi contra o Cerro Porteño. O primeiro jogo foi em São Paulo, e o Tricolor largou na frente com simples 1 a 0 no placar. No Defensores del Chaco, em Assunção, o São Paulo segurou a pressão paraguaia e o placar em 0 a 0 e se classificou para a final.

A decisão foi contra a Universidad Católica, do Chile, que havia eliminado Atlético Nacional, Barcelona de Guayaquil e América de Cali . O primeiro jogo foi no Morumbi. Com atuação de gala de Raí e Müller, a goleada de 5 a 1 tornou-se na maior em um jogo de final na história, até hoje.

Com a margem de quatro gols, o São Paulo foi até o Nacional de Santiago e cumpriu o protocolo contra os chilenos, que até fizeram dois gols em 15 minutos, mas ficaram só nisto. A derrota por 2 a 0 não diminuiu a festa tricolor, bicampeão da Libertadores.

A campanha do São Paulo:
8 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 13 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Nelson Coelho/Placar

São Paulo Campeão da Libertadores 1992

O Brasil encarou um período de nove anos de seca na Libertadores. Entre 1984 e 1991, o melhor resultado foi o vice-campeonato do Grêmio em 1984. O país só voltaria ao topo da América do Sul em 1992, com o São Paulo.

O clube já fazia história desde 1991, quando foi campeão brasileiro. O time dirigido por Telê Santana entrou na Libertadores de 1992 disposto a superar a campanha de 1974, quando também foi vice. Mas a história iria muito além, com duas conquistas seguidas e dois Mundiais.

O Tricolor entrou no torneio juntamente com o Criciúma, e ambos ficaram no grupo 2, com os bolivianos San José e Bolívar. Apesar da força, o time são-paulino começou mal, perdendo por 3 a 0 para o Criciúma em Santa Catarina. Na pressão, o time foi para a altitude da Bolívia, e voltou de lá com 3 a 0 sobre o San José e 1 a 1 com o Bolívar. No returno, o São Paulo se acertou e fez 4 a 0 no Criciúma, 1 a 1 com o San José e 2 a 0 no Bolívar, as três partidas no Morumbi. A equipe se classificou em segundo, com oito pontos, um a menos que o líder catarinense.

O embalo são-paulino aumentou no mata-mata. Nas oitavas de final, eliminou o Nacional do Uruguai, com duas vitórias: 1 a 0 no Centenario e 2 a 0 no Morumbi. Nas quartas, mais uma vez o Criciúma. Na ida, 1 a 0 em São Paulo, e na volta, empate em 1 a 1 no Heriberto Hülse. Na semifinal, o adversário foi o Barcelona de Guayaquil. O primeiro jogo foi no Morumbi e o Tricolor encaminhou a situação vencendo por 3 a 0. No Equador, o time perdeu por 2 a 0, mas segurou a pressão e se garantiu na final.

A decisão foi contra o Newell's Old Boys, que havia batido o Defensor, o San Lorenzo e o América de Cali. A primeira partida foi no Gigante de Arroyito, em Rosario, e o São Paulo foi derrotado por 1 a 0. Na segunda partida, mais de 105 mil torcedores no Morumbi acompanharam o Tricolor devolver o placar mínimo, com gol de Raí no segundo tempo.

Nos pênaltis, Raí, Ivan e Cafu converteram as cobranças são-paulinas, enquanto Ronaldão perdeu a sua. Zetti defendeu três, o São Paulo venceu por 3 a 2 conquistou a primeira de três Libertadores, para explosão de alegria e invasão de campo da torcida.

A campanha do São Paulo:
14 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 22 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Arquivo/Gazeta Press

São Paulo Campeão Paulista 2021

Foram quase nove anos sem nenhum título sequer, e outros 15 longe de vencer até mesmo estadual. Mas chegou 2021 e o São Paulo enfim conseguiu sair da fila de conquistas e levou o Paulistão. Na primeira fase da competição, as 16 equipes participantes jogaram divididas em quatro grupos, mas enfrentando todos os adversários exceto os da própria chave.

O Tricolor Paulista fez toda essa jornada com uma campanha impecável, vencendo oito e empatando três partidas das 12 que fez. Com 27 pontos, liderou o grupo B e ficou com a melhor campanha geral.

Nas quartas de final, foi a vez de bater seu vice, a Ferroviária, por 4 a 2 na partida única em casa. Na semifinal, espantou um pequeno fantasma, o Mirassol, ao vencer por 2 a 0 e assim conseguir sua vaga na final.

O adversário na decisão foi o Palmeiras, que já havia eliminado o Corinthians. O primeiro jogo foi no Allianz Parque, e terminou com empate sem gols. O segundo jogo aconteceu no Morumbi, e o São Paulo finalmente chegou lá ao fazer 2 a 0. Desta forma, o clube tricolor atinge a marca de 23 títulos estaduais (22 mais o supercampeonato de 2002).

A campanha do São Paulo:
16 jogos | 11 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 38 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Rubens Chiri/São Paulo

São Paulo Campeão Mundial 2005

Foram décadas e décadas de conversas, ameaças de boicote, propostas mal-sucedidas e até uma breve concorrência entre FIFA e Copa Intercontinental. Até que, em 2005, enfim veio a união. O Mundial criado em 2000 nunca teve sua segunda edição realizada (a de 2001, adiada para 2003), e a entidade precisou ceder. Em 2003, iniciou negociações com a Toyota, patrocinadora do Intercontinental, e recebeu o consentimento de UEFA e Conmebol.

O novo Mundial de Clubes nasceu da fusão entre as duas competições. Todas as confederações passaram a ter seu representante em um mata-mata de mão única, com os times europeu e sul-americano entrando diretamente na semifinal. A FIFA assumiu a organização, e a Toyota nomeou o torneio, mantendo a tradição de premiar o melhor atleta da final com um carro. Para completar a transição, uma nova taça foi introduzida.

O primeiro participante confirmado foi o Saprissa, da Costa Rica, campeão da Concacaf. Depois, o Liverpool, vencedor de sua quinta Liga dos Campeões, confirmou vaga pela Europa. O terceiro foi o Sydney, da Austrália, campeão da Oceania. Pela Libertadores, o São Paulo, tricampeão, levou a quarta vaga. Por fim, o Al-Ahly, do Egito, venceu pela África, e o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, venceu pela Ásia.

Voltando após 12 anos ao Mundial, o Tricolor Paulista ficou de camarote aguardando seu adversário na semifinal. E quem veio foi o Al-Ittihad, que derrotou o Al-Ahly por 1 a 0. Na outra chave, o Saprissa venceu o Sydney também por 1 a 0. Em 14 de dezembro, o São Paulo enfrentou o time saudita no Nacional de Tóquio, que retornava ao cenário mundialista. Com dois gols de Amoroso e um de Rogério Ceni, o Tricolor venceu por 3 a 2 e garantiu vaga na final.

Do outro lado, o Liverpool eliminou os costarriquenhos com um placar de 3 a 0. Antes da decisão, os eliminados disputaram mais partidas: na disputa pelo quinto lugar, o Sydney venceu o Al-Ahly por 2 a 1; na disputa pelo terceiro, o Saprissa derrotou o Al-Ittihad por 3 a 2.

No dia 18, em Yokohama, São Paulo e Liverpool lutaram pelo título do novo Mundial. Os ingleses chegavam com uma série de dez jogos sem levar gols, mas os brasileiros trouxeram a velha determinação que rendeu dois títulos seguidos nos anos 90. O tricampeonato foi definido aos 27 minutos do primeiro tempo, quando o volante Mineiro dominou um lançamento de Aloísio e bateu na saída do goleiro Pepe Reina.

Três títulos na história do clube, mas apenas um aos olhos da FIFA, que por muitos anos preferiu renegar a história anterior ao novo campeonato, ignorando o êxito do torneio que ela própria assumiu.


Foto Arquivo/Reuters

São Paulo Campeão Mundial 1993

Ninguém podia com aquele São Paulo comandado por Telê Santana. Um time estrelado, cheio de jogadores da Seleção Brasileira, que suportou com maestria a absurda maratona de 98 partidas disputadas em 1993. O torcedor tinha a equipe titular na ponta da língua: Zetti, Vítor, Válber, Gilmar, Ronaldo Luís, Dinho, Pintado, Cafu, Raí, Palhinha e Müller. Para muitos, era a melhor do mundo naquela época.

Foi essa equipe que entrou em campo na primeira partida da final da Libertadores, contra a Universidad Católica. Antes, o Tricolor já havia eliminado Newell’s Old Boys, Flamengo e Cerro Porteño. Contra os chilenos, protagonizou a maior goleada em uma decisão: 5 a 1. A enorme vantagem permitiu ao São Paulo comemorar o bicampeonato mesmo perdendo por 2 a 0 no jogo de volta.

Ao mesmo tempo, a Europa vivia um cenário conturbado. A primeira edição da Liga dos Campeões foi vencida pelo Olympique de Marselha, que eliminou Rangers, Club Brugge e CSKA Moscou antes de superar o Milan na decisão por 1 a 0. Mas o clube francês foi impedido de disputar a Copa Intercontinental devido a um escândalo de “mala preta” em um jogo contra o Valenciennes, pela liga local. Após investigação, o Marselha perdeu o título francês, a vaga na Liga dos Campeões seguinte e a vaga no Mundial, além de ser rebaixado à segunda divisão. No entanto, o título europeu foi mantido.

A vaga mundialista foi transferida ao Milan, remodelado em relação a 1989 e 1990, mas com um novo esquadrão montado pelo técnico Fabio Capello. Raí já não estava mais no São Paulo e sua posição foi ocupada por Leonardo, mas o Tricolor seguia impondo respeito.

Assim, a disputa de 12 de dezembro entrou para a história como uma das melhores. Aos 19 minutos do primeiro tempo, Cafu cruzou pela direita para Palhinha, que abriu o placar no contrapé do goleiro Sebastiano Rossi. Os italianos pressionaram, mas o Tricolor segurou bem até o início da etapa final. Logo aos três minutos, uma bola mal afastada caiu na cabeça de Marcel Desailly, que tocou para a finalização rasteira de Daniele Massaro. O São Paulo manteve-se firme e fez o segundo aos 14, com Toninho Cerezo, que completou cruzamento de Leonardo pela esquerda. Aos 36, Jean-Pierre Papin empatou novamente, subindo de cabeça entre os zagueiros.

O Tricolor chegaria aos 3 a 2 aos 43 minutos, quando Müller, de costas e usando a sola do pé, concluiu para o gol lançamento de Cerezo. Depois disso, não restaram dúvidas no gramado do Nacional de Tóquio: o São Paulo era mesmo o melhor time do mundo, bicampeão.


Foto Nico Esteves/Placar

São Paulo Campeão Mundial 1992

Brasil e Mundial Interclubes eram duas coisas que combinavam pouco até 1992. Em 32 anos de disputa, havia apenas cinco participações brasileiras, com quatro títulos e um vice. A intimidade com a Copa Intercontinental começaria a aumentar graças a um dos maiores esquadrões que o futebol nacional já produziu: o São Paulo comandado pelo técnico Telê Santana.

O mineiro de Itabirito tinha uma longa carreira como treinador, mas poucos títulos e a fama de ranzinza. Muitos o consideravam azarado, pois perdera duas Copas do Mundo com o Brasil em estilos opostos: o futebol-arte de 1982 e o pragmatismo de 1986. Telê chegou ao São Paulo em 1990, mas a primeira conquista veio apenas no Campeonato Brasileiro de 1991.

O título nacional levou o Tricolor à Libertadores de 1992, na qual eliminou Nacional-URU, Criciúma e Barcelona de Guayaquil antes da final contra o Newell's Old Boys. Após perder a ida por 1 a 0 e vencer pelo mesmo placar na volta, o time sagrou-se campeão nos pênaltis, por 3 a 2. Foi o momento em que a torcida passou a chamar Telê de “Mestre”.

Enquanto isso, na Europa, outra camisa pesada chegava ao topo. O Barcelona venceu a última edição da antiga Copa dos Campeões Europeus ao superar Sparta Praga, Benfica e Dínamo de Kiev, antes de bater a Sampdoria na final: 1 a 0, na prorrogação. O técnico catalão também era chamado de mestre: o holandês Johan Cruyff.

O encontro dos mestres ocorreu em 13 de dezembro, no Estádio Nacional de Tóquio. São Paulo e Barcelona fizeram uma partida de altíssimo nível, tensa e com uma reviravolta feliz para o time brasileiro. Os catalães começaram melhor e abriram o placar aos 12 minutos, quando Hristo Stoichkov surpreendeu Zetti com um golaço por cobertura, da intermediária. O Tricolor reagiu e empatou aos 27: Müller fez bela jogada pela esquerda e cruzou para Raí, que, de barriga, enganou Zubizarreta.

O segundo tempo seguiu equilibrado até que, aos 33 minutos, Palhinha sofreu falta na entrada da área. Foram três toques para a glória: Raí rolou, Cafu devolveu e o camisa 10 bateu no ângulo direito de um estático Zubizarreta. Com o 2 a 1 no placar, o São Paulo administrou o jogo até a consagração de seu primeiro título mundial. A conquista foi a confirmação de um domínio tricolor que começara em junho de 1992 e se estenderia, pelo menos, até meados de 1994.


Foto Masahide Tomikoshi