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Tchecoslováquia Campeã Olímpica 1980

Os Jogos Olímpicos entram nos anos 80, e a era dos boicotes seguiu intensa na edição de 1980 em Moscou, a capital da União Soviética. Desta vez não foi só um grupo de países que disseram não às Olimpíadas, mas praticamente meio mundo. Liderados pelos Estados Unidos, 63 nações protestaram contra a invasão soviética no Afeganistão ocorrida um ano antes. A lista aumentou para 65 quando China e Taiwan recusaram-se a participar, mas estes saíram devido a divergências mútuas quanto ao nome utilizado por ambos.

O torneio de futebol acabou afetado. Das 16 seleções classificadas, sete foram substituídas: pela África, Gana e Egito deram lugar para Nigéria e Zâmbia; na Ásia, Malásia e Irã foram trocadas por Iraque e Síria; pelas Américas, Estados Unidos e Argentina deixaram as vagas para Cuba e Venezuela; e na Europa, a Noruega deixou espaço livre à Finlândia. Dessa forma, o domínio do amadorismo socialista ficou ainda maior.

Com uma prata e uma final abandonada na história, a Tchecoslováquia caminhou para o que seria o último ouro do Leste Europeu antes da reformulação na maneira de se convocar dos atletas. No grupo B da competição, estreou fazendo 3 a 0 na Colômbia. Depois, cedeu empate por 1 a 1 à Nigéria. Por fim, o time tcheco empatou perigosamente sem gols com o Kuwait. Isso porque, se sofresse um gol, a equipe estaria eliminada.

Com quatro pontos, a seleção ficou na liderança, superando os kuwaitianos no saldo de gols (3 a 2). Nas quartas, a Tchecoslováquia derrotou a Argélia por 3 a 0. Na semifinal, foi a vez de passar ganhando por 2 a 0 da Iugoslávia.

A disputa pela medalha de ouro foi entre Tchecoslováquia e Alemanha Oriental, que passou por Espanha, Síria, Iraque e União Soviética. Valendo o bronze, os soviéticos venceram os iugoslavos por 2 a 0. Enfim, a decisão aconteceu no Luzhniki, à época conhecido como Central Lenin. Em partida dura, os tchecos levaram o título ao vencer por 1 a 0, gol marcado pelo reserva Jindrich Svoboda, aos 32 minutos do segundo tempo.

A campanha da Tchecoslováquia:
6 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 10 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto CTKxPhoto/JirixKrulis/Imago Images

Tchecoslováquia Campeã da Eurocopa 1976

A Eurocopa já virou mania. Todos os países do Velho Continente queriam estar entre os quatro melhores. O alto interesse das seleções levou a UEFA a tomar uma atitude de longo prazo: a edição de 1976 seria a última a contar com só quatro times na fase final. Para 1980 a programação passaria a ter oito equipes, sendo uma a sede pré-definida. Mas ainda faltavam quatro anos para esse avanço.

A última disputa dos anos 70 teve uma surpresa levando o título. Foi a Tchecoslováquia, jamais campeã e que só havia chegado nas cabeças em sua estreia, 16 anos antes. Fora da Copa do Mundo em 1974 e vice-lanterna em 1970, a seleção do Leste Europeu não era a principal aposta dos torcedores. Mas o quadro começou a ser revertido nas eliminatórias. No grupo 1, superou por poucos pontos Inglaterra e Portugal. Foram nove pontos contra oito dos ingleses e sete dos portugueses. Ainda teve na chave o zerado Chipre.

Embalados, os tchecos eliminaram nas quartas de final a União Soviética, vencendo por 2 a 0 a ida em Bratislava e empatando por 2 a 2 a volta em Kiev. Além da Tchecoslováquia, classificaram-se para a Eurocopa a Iugoslávia - escolhida como anfitriã -, Alemanha Ocidental e Holanda. Na semifinal em Zagreb, o time tcheco bateu o holandês por 3 a 1, na prorrogação.

A Alemanha foi a adversária na final, jogada no Estádio Red Star, em Belgrado. Com o respeito de todos adquirido, a Tchecoslováquia abriu dois gols de vantagem, com Ján Svehlík aos oito minutos do primeiro tempo, e com Karol Dobias aos 25. Mas os alemães buscaram o empate, descontado aos logo aos 28 e marcando outro aos 44 do segundo tempo. A prorrogação seguiu em 2 a 2, e a decisão ficou para os pênaltis, critério de desempate que ali estreava.

Até a quarta cobrança tcheca, todos converteram. Uli Hoeness errou o penúltimo pênalti da Alemanha, deixando o caminho livre à Tchecoslováquia. Antonín Panenka foi o responsável por fazer 5 a 3, dando o título histórico aos tchecos com uma cobrança nunca antes vista. Ele chutou a bola com pouca força, levantando ela em gancho no meio do gol, enganando o goleiro. A batida foi tão inédita que ficou apelidada com o seu sobrenome. No Brasil, ela ganhou outro nome: "cavadinha".

A campanha da Tchecoslováquia:
2 jogos | 1 vitória | 1 empate | 0 derrotas | 5 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Stanislav Tereba/CTK Photo/Imago