Mostrando postagens com marcador Brasileiro Série C. Mostrar todas as postagens
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Ponte Preta Campeã do Brasileiro Série C 2025

Em 2025, o futebol brasileiro testemunhou um capítulo inesquecível na centenária trajetória da Ponte Preta. No ano em que comemorou 125 anos de fundação, o segundo clube mais antigo em atividade no país finalmente ergueu seu primeiro troféu de nível nacional. Após décadas de participação nas três principais divisões do Campeonato Brasileiro, a Macaca conquistou o título da Série C.

A edição de 2025 manteve o formato com 20 participantes enfrentando-se em turno único na primeira fase, avançando os oito melhores para os quadrangulares de acesso, onde os líderes de cada chave garantiam vaga na final. A competição também ficou marcada por anteceder a expansão para 28 clubes até 2028, dentro de uma reformulação imposta pela CBF junto com outras mudanças de calendário.

A caminhada da Ponte Preta começou com um empate em 1 a 1 diante do Figueirense no Orlando Scarpelli, em Florianópolis. O primeiro triunfo veio na rodada seguinte: 1 a 0 sobre o Retrô perante sua torcida no Moisés Lucarelli. Ao longo dos 17 compromissos restantes da fase inicial, o alvinegro somou mais dez vitórias, dois empates e cinco derrotas. Com 36 pontos conquistados nas 19 rodadas, a Macaca avançou ao quadrangular decisivo na vice-liderança da tabela.

Na segunda fase, a Ponte Preta integrou o Grupo B ao lado de Náutico, Brusque e do rival Guarani. A largada no quadrangular ocorreu de forma apoteótica: vitória por 1 a 0 sobre o maior rival no Brinco de Ouro. Demonstrando enorme força, a equipe acumulou mais dois triunfos e empatou em 1 a 1 com o Náutico no Moisés Lucarelli, carimbando o retorno à Série B com apenas quatro rodadas disputadas.

Após perder por 2 a 1 para o Brusque em Santa Catarina na penúltima rodada, a Macaca confirmou sua vaga na final no jogo seguinte, ao superar o Guarani por 2 a 0 no clássico decisivo disputado no Moisés Lucarelli. A Ponte encerrou o quadrangular com 13 pontos quatro vitórias, um empate e apenas uma derrota), garantindo também o acesso do Náutico como segundo colocado.

A disputa pelo título colocou a Ponte Preta frente a frente com o Londrina, líder do outro quadrangular após superar São Bernardo, Caxias e Floresta. O confronto de ida, disputado no Estádio Vitorino Dias, no interior paranaense, foi marcado pelo equilíbrio e terminou empatado em  0 a 0. A segunda partida reservou um espetáculo no Moisés Lucarelli. Demonstrando controle da partida, a equipe campineira venceu por 2 a 0, com gols marcados por Jonas Toró e Elvis. Ao apito final, a torcida alvinegra invadiu o gramado para celebrar o inédito título da Série C de 2025.

A campanha da Ponte Preta:
27 jogos | 16 vitórias | 5 empates | 6 derrotas | 29 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Rebeca Reis/Staff Images Woman/CBF

Volta Redonda Campeão Brasileiro Série C 2024

Depois de tanto insistir, bater na trave e frequentar a parte de cima da tabela nas temporadas anteriores do Brasileirão Série C, o Volta Redonda finalmente deixou a terceira divisão rumo à Série B do futebol brasileiro. Campeão da Série D em 2016, o clube do Sul Fluminense alcançou, em sua nona participação consecutiva na competição, não apenas o tão sonhado acesso, como também o título inédito na temporada de 2024.

A competição manteve a fórmula consolidada de turno único na primeira fase, adotada desde 2022 pela CBF. O Volta Redonda iniciou sua caminhada em grande estilo, conquistando uma vitória por 2 a 1 sobre o Remo em pleno Baenão, em Belém. Na segunda rodada, fez 2 a 1 sobre o Floresta no Raulino de Oliveira. Disputando sempre os primeiros postos da tabela, o Voltaço figurou no G-8 de classificação ao longo de todas as 19 rodadas da etapa inicial. Demonstrando enorme estabilidade, a equipe somou dez vitórias, quatro empates e cinco derrotas. Com 34 pontos acumulados, o Tricolor de Aço carimbou o passaporte à fase seguinte no quinto lugar da classificação.

No quadrangular decisivo, os adversários do Voltaço na luta pelo acesso foram Remo, São Bernardo e Botafogo-PB. Consciente de que não havia margem para erros, o time fluminense fez do Raulino de Oliveira uma verdadeira fortaleza e somou pontos cruciais fora de casa. A estreia deu o tom da arrancada: vitória por 3 a 1 sobre o São Bernardo em Volta Redonda. Na sequência, a equipe somou dois empates sem gols longe de seus domínios diante de Botafogo-PB e Remo.

No retorno ao Raulino, o time aurinegro empatou em 1 a 1 com o Remo e superou o Botafogo-PB por 2 a 1, assegurando o retorno à Série B com uma rodada de antecedência. A vaga na final foi sacramentada no compromisso derradeiro, com um triunfo por 2 a 1 sobre o São Bernardo no interior paulista. O Voltaço liderou a chave invicto com 12 pontos.

A decisão do título colocou o Volta Redonda frente a frente com o surpreendente Athletic-MG, líder do outro quadrangular após superar Ferroviária, Londrina e Ypiranga. O primeiro confronto foi disputado no Estádio Raulino de Oliveira, onde o Voltaço garantiu a vantagem mínima ao vencer por 1 a 0, com gol anotado pelo centroavante Heliardo. A volta ocorreu no Estádio Joaquim Portugal, em São João del-Rei. Demonstrando solidez defensiva, o time aurinegro suportou a pressão mineira e selou a conquista com uma vitória por 2 a 0, com gols marcados por Patrick Machado e Bruno Santos. Ao apito final, a torcida pôde finalmente comemorar a taça da Série C de 2024, coroando um ciclo de resiliência.

A campanha do Volta Redonda:
27 jogos | 15 vitórias | 7 empates | 5 derrotas | 41 gols marcados | 32 gols sofridos


Foto Raphael Torres/Volta Redonda

Amazonas Campeão Brasileiro Série C 2023

O Amazonas faturou o primeiro título de nível nacional de sua história na edição de 2023 da Série C do Campeonato Brasileiro. Fundado em 2019, o clube alcançou, com apenas quatro anos de existência, o primeiro troféu nacional do futebol amazonense, superando camisas centenárias e tradicionais do país, além de concorrentes locais recentes como o Manaus, que acabou caindo para a Série D.

A Série C contou com 20 participantes enfrentando-se novamente em turno único na primeira fase. A caminhada da Onça-Pintada começou de forma ruim contra o Brusque, ao sofrer uma derrota por 1 a 0 em Santa Catarina. A reabilitação veio logo na segunda rodada: vitória por 2 a 0 sobre o América-RN no Estádio Carlos Zamith, em Manaus.

A partir da segunda rodada, a Onça sustentou um excelente desempenho até a 11ª jornada, acumulando mais seis vitórias e três empates. No entanto, o cenário mudou a partir do 12º compromisso, marcado pela derrota de 2 a 1 para o Paysandu sob seus domínios. A instabilidade tomou conta da equipe, atingindo o momento mais crítico na 13ª rodada com a goleada por 5 a 1 sofrida diante do Volta Redonda no Rio de Janeiro. A gordura acumulada nas rodadas iniciais, contudo, garantiu a classificação do Amazonas na terceira colocação com 32 pontos, nove vitórias, cinco empates e cinco derrotas.

No quadrangular decisivo, a Onça caiu no grupo ao lado de Paysandu, Volta Redonda e Botafogo-PB. O início da caminhada foi dramático, com derrotas seguidas para o Botafogo por 2 a 1 em João Pessoa e para o Paysandu por 1 a 0 na Arena da Amazônia. O mau momento motivou a troca do comando técnico, com a entrada de Luizinho Vieira no lugar de Rafael Lacerda.

A mudança provocou um impacto imediato e uma arrancada espetacular: o aurinegro venceu o Volta Redonda por 2 a 0 tanto em Manaus quanto no interior fluminense, derrotou o Paysandu por 2 a 1 em Belém e fechou o quadrangular com um 2 a 0 sobre o Botafogo-PB na Arena da Amazônia. Com quatro vitórias, o clube assegurou o acesso inédito à Série B e o primeiro lugar do grupo com 12 pontos.

A decisão colocou o Amazonas frente a frente com o Brusque, que superar Operário-PR, São Bernardo e São José-RS. A primeira partida, na Arena da Amazônia, em Manaus, terminou sem gols. O duelo da volta ocorreu no Estádio Augusto Bauer. O time catarinense saiu na frente com um gol de pênalti, mas a Onça-Pintada demonstrou enorme poder de reação para buscar a virada por 2 a 1, com gols de Diego Torres e Sassá. A vitória consagrou o Amazonas como o grande campeão da Série C.

A campanha do Amazonas:
27 jogos | 14 vitórias | 6 empates | 7 derrotas | 34 gols marcados | 25 gols sofridos
 

Foto Léo Piva/CBF

Mirassol Campeão Brasileiro Série C 2022

A Série C do Campeonato Brasileiro passou por uma reformulação em seu regulamento na temporada de 2022. A CBF extinguiu a antiga divisão regionalizada em dois grupos e adotou uma primeira fase em grupo único com 20 participantes, enfrentando-se em turno único. A mudança foi motivada pela disparidade geográfica do formato anterior, que havia se tornado obsoleto diante da forte concentração de equipes das regiões Norte e Nordeste, com 12 dos 20 clubes na época.

O que permaneceu inalterado na terceirona foi a sua tradicional imprevisibilidade ao longo das rodadas. Ao fim da maratona, a taça terminou nas mãos de um dos clubes mais bem estruturados do país: o Mirassol. Campeão da Série D em 2020, o Leão da Alta Araraquense alcançou o sonhado acesso à Série B logo em sua segunda tentativa na terceira divisão, apresentando um desempenho irretocável em todas as etapas da competição.

A estreia do time paulista ocorreu no Estádio José Maria de Campos Maia, com uma vitória por 2 a 1 sobre o Ferroviário. O ímpeto inicial resultou em uma invencibilidade de cinco partidas — com quatro vitórias e um empate, catapultando o Mirassol para as primeiras posições da tabela. Mesmo após a primeira derrotas, por 3 a 1 para o Remo em Belém, a equipe manteve uma caminhada extremamente segura. O passaporte para a segunda fase foi carimbado com antecipação, e o Leão encerrou as 19 rodadas na liderança, somando 33 pontos com dez vitórias, três empates e seis derrotas.

Na etapa seguinte, o Mirassol integrou o Grupo B ao lado de Botafogo-SP, Aparecidense e Volta Redonda. Demonstrando enorme maturidade, a equipe paulista realizou um quadrangular irretocável: em seis jogos, permaneceu invicta, acumulando três vitórias e três empates. O tão esperado acesso à Série B e a vaga na final foram sacramentados na rodada derradeira, perante sua torcida, em uma vitória por 2 a 1 sobre a Aparecidense, que garantiu o topo do grupo com 12 pontos.

A decisão do título colocou o Mirassol frente a frente com o ABC, líder do outro quadrangular após superar Vitória, Figueirense e Paysandu. O jogo de ida, disputado sob forte pressão no Estádio Frasqueirão, em Natal, terminou em 0 a 0. A segunda partida ficou reservada para o José de Campos Maia. A conquista começou a ser desenhada logo aos cinco minutos de jogo, quando Camilo balançou as redes. Nos acréscimos da etapa inicial, Vinícius Mingotti ampliou para 2 a 0 e decretou a vitória contestável. Ao apito final, a torcida celebrou o troféu da Série C de 2022, o segundo título nacional da história do clube em um intervalo de apenas dois anos.

A campanha do Mirassol:
27 jogos | 14 vitórias | 7 empates | 6 derrotas | 45 gols marcados | 28 gols sofridos


Foto José Luís Silva/FPF

Ituano Campeão Brasileiro Série C 2021

Um feito que até então apenas dois clubes goianos haviam alcançado na história da competição: erguer a taça da Série C mais de uma vez. O Ituano juntou-se a Atlético-GO e Vila Nova ao sagrar-se bicampeão da Série C do Campeonato Brasileiro em 2021. A conquista reforçou a tradição e a força do futebol do interior de São Paulo, destacando a relevância do Galo de Itu, o único clube fora da capital (e de Santos) a ostentar múltiplos títulos estaduais.

A campanha rubro-negra iniciou-se no Grupo B, em confrontos diretos com equipes paulistas, catarinenses, gaúchas e paranaenses. O começo da campanha foi oscilante. O time sofreu derrotas nas duas primeiras rodadas: 1 a 0 para o Criciúma fora de casa e 4 a 1 para o Novorizontino em pleno Novelli Júnior. Após um empate sem gols contra o São José em Porto Alegre, a primeira vitória veio na quarta rodada: 2 a 1 sobre o Paraná Clube em Itu.

A partir dali, o Galo engrenou uma grande sequência, destacando-se a vitória por 3 a 0 sobre o Criciúma na 10ª rodada. A vaga no quadrangular semifinal foi assegurada na 15ª partida, após vencer o Figueirense por 2 a 1 em Florianópolis. Nas 18 partidas da fase inicial, o time somou nove vitórias, cinco empates e quatro derrotas, acumulando 33 pontos. O Ituano encerrou a etapa na vice-liderança da chave.

Na segunda fase, o Ituano disputou o retorno à Série B e o lugar na decisão contra Criciúma, Paysandu e Botafogo-PB. O quadrangular começou com vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo-PB em João Pessoa, seguido pela deerota por 2 a 0 do Criciúma em casa. O troco e a reação vieram em ritmo avassalador: , vitória por 3 a 1 sobre o Paysandu em Itu e uma goleada histórica por 4 a 1 sobre o mesmo adversário em plena Curuzu, em Belém. O acesso foi confirmado na penúltima rodada, com um empate em 0 a 0 diante do Criciúma no Heriberto Hülse. A confirmação da vaga na final na rodada final, com a vitória por 3 a 1 sobre o Botafogo-PB no Novelli Júnior.

O oponente do Ituano na decisão foi o Tombense, que deixou Novorizontino, Manaus e Ypiranga para trás no outro quadrangular. A partida de ida foi disputada no Estádio Almeidão, em Tombos, onde o Galo segurou um importante empate em 1 a 1. O confronto decisivo levou a torcida ituana em festa ao Novelli Júnior. Dominante do início ao fim, o Ituano venceu o time mineiro por 3 a 0, com gols marcados por João Victor, Igor Henrique e Iago Teles. Dezoito anos após a conquista de 2003, o Galo de Itu voltava a erguer com orgulho a taça da Série C do Campeonato Brasileiro.

A campanha do Ituano:
26 jogos | 14 vitórias | 8 empates | 4 derrotas | 37 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Fernando Roberto/Ituano

Vila Nova Campeão Brasileiro Série C 2020

O único tricampeão da história da Série C do Campeonato Brasileiro provou mais uma vez que é possível dar a volta por cima logo após momentos de crise. O Vila Nova repetiu as campanhas vitoriosas de 1996 e 2015 para erguer seu terceiro troféu nacional na temporada de 2020. A competição contou novamente com camisas de enorme tradição, como Santa Cruz, Paysandu, Criciúma e Remo.

Dentre esses gigantes, apenas o Leão Azul paraense conseguiu o acesso ao lado do clube goiano. O regulamento da terceirona passou por uma reformulação em relação aos anos anteriores: o mata-mata das quartas e semifinais deu lugar a dois quadrangulares, cujos líderes garantiam vaga direta na final. Devido à pandemia de covid-19, o campeonato foi disputado com portões fechados, iniciando com três meses de atraso, em agosto de 2020 estendendo-se até janeiro de 2021.

O Colorado no Grupo A da primeira fase e estreou com um empate em 1 a 1 contra o Manaus fora de casa. O primeiro triunfo veio na segunda rodada: 2 a 0 sobre o Paysandu no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, o OBA. Aproveitando a ausência de público nas arquibancadas, a diretoria do Vila Nova optou por mandar todos os seus jogos em seu estádio próprio, em detrimento do Serra Dourada.

A caminhada do Tigre foi segura, acumulando uma invencibilidade de 13 partidas, incluindo vitórias por 3 a 0 sobre o Imperatriz no OBA, o Jacuipense longe de seus domínios e o Ferroviário em Goiânia. Ao fim das 18 rodadas, o Vila somou oito vitórias, sete empates e três derrotas, avançando ao quadrangular na terceira colocação do grupo com 31 pontos.

Na segunda fase, o Colorado caiu em um grupo duríssimo ao lado de Santa Cruz, Brusque e Ituano. Em uma disputa acirrada, o sonhado retorno à Segunda Divisão foi sacramentado na rodada derradeira, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Ituano no Novelli Júnior, em Itu. Além do acesso, os dez pontos somados pelo Vila Nova no quadrangular, com destaque para as vitórias por 2 a 1 sobre o Santa Cruz, tanto em Goiânia quanto no Recife. garantiram o primeiro lugar da chave e a vaga na grande decisão.

A disputa pelo título colocou o Remo novamente no caminho do Tigre. Os paraenses passaram por Brusque, Ituano e Santa Cruz. A ida ocorreu no OBA, e o Vila Nova colocou as duas mãos na taça ao atropelar os paraenses com uma goleada por 5 a 1. A partida de volta foi disputada no Mangueirão, em Belém. O time da casa tentou ensaiar uma reação e esteve por duas vezes à frente no placar. Porém, o Tigrão buscou a virada e fechou o campeonato com chave de ouro ao vencer por 3 a 2, com gols marcados por Alan Mineiro e Mimica, duas vezes anotando contra.

A campanha do Vila Nova:
26 jogos | 13 vitórias | 8 empates | 5 derrotas | 34 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Douglas Monteiro/Vila Nova

Náutico Campeão Brasileiro Série C 2019

Tornou-se rotina na Série C a presença de clubes tradicionais com passagens marcantes pelas divisões de elite do futebol brasileiro. Em 2019, o posto de postulantes de peso coube a Juventude, Paysandu, Remo, Santa Cruz e Náutico. Entre eles, o alvirrubro pernambucano mostrou-se o mais eficiente e competente, culminando a temporada com a conquista do primeiro título nacional de sua história.

O regulamento manteve o formato das temporadas anteriores. Porém, o Nordeste contou com exatamente dez representantes, o que forçou a CBF a condensar as outras regiões do país no Grupo B. Com isso, equipes do Norte precisaram cruzar o país para enfrentar adversários do Sul e do Sudeste.

O Timbu esteve no Grupo A e teve um início acidentado, caindo na estreia por 2 a 0 para o ABC em Natal. A recuperação veio na rodada seguinte, com uma vitória por 4 a 2 sobre o Imperatriz nos Aflitos. Na quarta partida, o triunfo por 1 a 0 sobre o Treze fora de casa deu início a uma invencibilidade.

O Náutico engrenou de vez a partir da 12ª rodada, ao bater o Ferroviário por 1 a 0 em Fortaleza. A partir dali, o time somou cinco vitórias e apenas uma derrota na reta final. O passaporte ao mata-mata foi carimbado na penúltima rodada, ao superar o Botafogo-PB por 1 a 0 em João Pessoa. A liderança do grupo veio na rodada derradeira, com uma vitória por 3 a 1 contra o Santa Cruz nos Aflitos. O Timbu fechou a fase de grupos com 33 pontos, distribuídos em dez vitórias, três empates e cinco derrotas.

Nas quartas de final, o Timbu enfrentou o Paysandu. Após um empate sem gols em Belém, o confronto de volta nos Aflitos foi dramático. O Náutico empatou em 2 a 2 no último minuto do segundo tempo, levando a decisão aos pênaltis. O alvirrubro venceu por 5 a 3 e celebrou o retorno à Série B.

Na semifinal, o oponente foi o Juventude. A vaga na decisão exigiu novamente o desempate por pênaltis, após uma derrota por 2 a 1 em Caxias do Sul e uma vitória pelo mesmo placar no Recife. Nas cobranças, a frieza pernambucana prevaleceu com um triunfo por 4 a 3.

A disputa da taça colocou o Náutico frente a frente com o Sampaio Corrêa, que passou por São José-RS e Confiança. Na partida de ida, nos Aflitos, o Timbu construiu uma excelente vantagem ao vencer por 3 a 1. A volta ocorreu no Castelão, em São Luís, onde o time maranhense tentou impor forte pressão para reverter o placar. No entanto, a estratégia alvirrubra funcionou com perfeição. Enquanto o goleiro Jefferson realizava defesas milagrosas, Álvaro e Matheus Carvalho balançaram as redes para decretar o empate em 2 a 2. O placar garantiu a primeira conquista de nível nacional da história do Náutico.

A campanha do Náutico:
24 jogos | 12 vitórias | 6 empates | 6 derrotas | 34 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Léo Lemos/Náutico

Operário-PR Campeão Brasileiro Série C 2018

Na edição de 2018 da Série C, a glória máxima ficou mais uma vez reservada às trajetórias mais surpreendentes. Bragantino, Náutico, Santa Cruz, Remo e Joinville figuraram como os clubes de maior renome no torneio, contudo apenas a equipe paulista alcançou o acesso. Os rivais pernambucanos bateram na trave, enquanto o time paraense caiu na fase inicial e o clube catarinense foi rebaixado. A taça terminou nas mãos do Operário-PR, embalado pela conquista da Série D no ano anterior.

Integrando o Grupo B na etapa inicial, o Operário construiu uma caminhada extremamente sólida. A estreia ocorreu com vitória por 1 a 0 sobre o Volta Redonda no Germano Krüger. Até a virada do turno, a equipe somou mais quatro triunfos, dois empates e duas derrotas, com destaque para uma virada épica por 3 a 2 sobre o Luverdense em casa, consolidada aos 50 minutos do segundo tempo.

No segundo turno, o Fantasma manteve uma sequência de oito partidas de invencibilidade. A classificação ao mata-mata foi assegurada na 14ª rodada, após vencer o Tombense por 1 a 0 no interior mineiro. O Operário avançou na vice-liderança do grupo ao acumular 35 pontos em dez vitórias, cinco empates e três derrotas.

Nas quartas de final, a equipe paranaense enfrentou o tradicional Santa Cruz. O confronto de ida disputou-se em um Arruda lotado, onde a força da torcida fez a diferença e o Operário saiu derrotado por 1 a 0. A decisão transferiu-se para o acanhado Germano Krüger, que empurrou o time para uma atuação impecável: vitória por 3 a 0 e a celebração do acesso inédito à Série B.

Na semifinal, o oponente foi o Bragantino. Após dois empates sem gols nos jogos de ida e volta, a vaga na final definiu-se na disputa por pênaltis, na qual o Fantasma levou a melhor ao vencer por 4 a 2.

A decisão colocou o Operário frente a frente com o Cuiabá, que eliminou Atlético-AC e Botafogo-SP. A partida de ida, em Ponta Grossa, reservou algumas reviravoltas: o time da casa abriu dois gols de vantagem, sofreu a virada dos mato-grossenses e buscou o empate em 3 a 3 nos acréscimos. Já o segundo duelo, na Arena Pantanal, contou com ingredientes dramáticos adicionais. Primeiro, uma queda de energia no estádio paralisou o confronto por mais de meia hora. Na sequência, brilhou a estrela do goleiro Simão, que operou milagres no gol paranaense para sustentar a vitória por 1 a 0, com gol do título anotado pelo atacante Bruno Batata. A conquista da Série C de 2018 sacramentou o retorno do clube à segunda divisão nacional após 28 anos de ausência.

A campanha do Operário-PR:
24 jogos | 12 vitórias | 8 empates | 4 derrotas | 32 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Lucas Figueiredo/CBF

CSA Campeão Brasileiro Série C 2017

Na temporada de 2017, a Série C do Brasileirão manteve sua fórmula de disputa consolidada. Naquela edição, contudo, foram poucas as presenças tradicionais. O Remo realizou mais uma campanha discreta, figurando ao lado do Joinville, clube que sofria um rápido declínio após despencar da Série A em dois anos. O Fortaleza entrou no torneio mais uma vez sob pressão e, finalmente, conseguiu carimbar o acesso. No entanto, a glória máxima pertenceu a outra força nordestina. O CSA disputou a competição embalado pelo vice-campeonato da Série D no ano anterior e caminhou firme rumo a um título inédito.

A campanha do Azulão foi segura desde os primeiros passos. Na estreia, perante sua torcida no Rei Pelé, a equipe aplicou 3 a 0 sobre o rival ASA. Na rodada seguinte, venceu o Sampaio Corrêa por 2 a 0 em São Luís. O primeiro tropeço ocorreu apenas na terceira partida, ao sofrer 2 a 0 para o Botafogo-PB em João Pessoa. Até a virada do turno, o time alagoano engatou mais três vitórias e três empates.

A vaga no mata-mata foi assegurada com antecedência na penúltima rodada, após um triunfo por 2 a 0 sobre o Salgueiro em Maceió. No total, o CSA somou 32 pontos, divididos em oito vitórias, oito empates e apenas duas derrotas, avançando na vice-liderança do Grupo A ao ser superado pelo Sampaio Corrêa apenas no critério de desempate do número de vitórias.

Nas quartas de final, valendo a tão sonhada vaga na Série B, o Marujo enfrentou o Tombense. No confronto de ida, no interior mineiro, a equipe alagoana demonstrou enorme eficiência e construiu uma sólida vantagem de 2 a 0. No jogo de volta, em um Rei Pelé lotado, um triunfo por 1 a 0 bastou para administrar o resultado, fazer a festa da torcida e celebrar o retorno à segunda divisão.

O CSA encarou o São Bento na semifinal. O Azulão venceu a partida de ida por 1 a 0 em Sorocaba, mas acabou derrotado pelo mesmo placar no jogo de volta em Maceió. Na disputa por pênaltis, os cobradores alagoanos demonstraram frieza, venceram por 4 a 2 e avançaram para a final.

A disputa pelo título colocou o CSA frente a frente com o Fortaleza, que superou Tupi e Sampaio Corrêa. O primeiro jogo da decisão foi disputado no Castelão. Mesmo sob forte pressão adversária, o Azulão alcançou a vitória por 2 a 1 e levou grande vantagem para Maceió. O confronto decisivo levou a torcida azulina em massa ao Rei Pelé. Com inteligência tática, o time de Alagoas segurou o empate em 0 a 0 até o apito final para comemorar o primeiro título de nível nacional de sua história, e também o primeiro do futebol alagoano.

A campanha do CSA:
24 jogos | 12 vitórias | 9 empates | 3 derrotas | 27 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Lucas Figueiredo/CBF

Boa Esporte Campeão Brasileiro Série C 2016

A Série C do Campeonato Brasileiro chegou à temporada de 2016 mantendo a presença de clubes tradicionais com histórico na elite nacional. A novidade da vez na lista foi o Remo, que se juntou a Fortaleza, Guarani, Juventude, Portuguesa e América-RN. Apenas gaúchos e campineiros comemoraram o retorno à Série B, ainda assim sem o troféu, que terminou nas mãos do surpreendente Boa Esporte.

O clube mineiro disputava a terceirona após cinco temporadas consecutivas na Série B e tratou de buscar o retorno imediato. No Grupo B, o Boa estreou com um empate em 1 a 1 contra o Tombense dentro de casa. A reabilitação veio logo na rodada seguinte, com uma goleada por 5 a 1 sobre o Macaé fora de casa. Até a virada do turno, a Coruja somou mais três vitórias, um empate e três derrotas.

No returno, o time de Varginha engrenou uma invencibilidade decisiva e assegurou a classificação ao mata-mata com uma rodada de antecedência, ao superar o Ypiranga por 2 a 0 no Estádio Dilzon Melo. O Boa Esporte fechou a primeira fase na vice-liderança da chave, acumulando 35 pontos com dez vitórias, cinco empates e três derrotas.

Nas quartas de final, valendo o retorno à segunda divisão, o confronto colocou o Boa frente a frente com o Botafogo-PB. O jogo de ida, no Almeidão, em João Pessoa, terminou em 0 a 0. A decisão no Dilzon Melo parecia caminhando para a disputa por pênaltis. Contudo, aos 50 minutos da etapa final, o atacante Gênesis marcou um gol heroico, decretou a vitória por 1 a 0 e o acesso mineiro.

Livre da pressão, o Boa Esporte encarou o Juventude na semifinal e demonstrou autoridade ao vencer ambas as partidas pelo placar de 2 a 1, primeiro no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, e depois sob seus domínios.

A final colocou a Coruja diante de um embalado Guarani, que passou pelo ASA nas quartas e veio da histórica virada por 6 a 0 sobre o ABC após ter perdido o jogo de ida na semifinal por 4 a 0. O primeiro confronto ocorreu no Brinco de Ouro, em Campinas. Suportando a pressão dos donos da casa, o Boa segurou um importante empate por 1 a 1. No duelo da volta, em Varginha, o time mineiro resolveu a partida em um intervalo de apenas 13 minutos no primeiro tempo, abrindo 2 a 0 com gols do paraguaio Samudio e de Felipe Mateus. Na etapa final, Kaio Cristian selou a vitória por 3 a 0 e confirmou o título inédito da Série C de 2016 para o Boa Esporte.

A campanha do Boa Esporte:
24 jogos | 14 vitórias | 7 empates | 3 derrotas | 37 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Lucas Figueiredo/CBF

Vila Nova Campeão Brasileiro Série C 2015

Na temporada de 2015, foi possível enfim afirmar que a Série C havia se consolidado em definitivo no calendário do futebol brasileiro, ostentando um regulamento estável, número fixo de participantes e ampla transmissão televisiva. A edição daquele ano contou mais uma vez com camisas de peso no cenário nacional: Fortaleza, Guarani e Juventude ganharam a companhia de Portuguesa, América-RN, Brasil de Pelotas e Vila Nova. Dentre os concorrentes, a honra de erguer a taça coube à equipe goiana.

Na primeira fase, o Tigre ficou no Grupo A e começou bem sua trajetória ao vencer o Cuiabá por 1 a 0 em Goiânia. Da estreia até a virada do turno, o time somou mais cinco vitórias, um empate e duas derrotas. No returno, o Vila sustentou a boa fase com mais quatro triunfos. As vitórias mais marcantes vieram longe de seus domínios, em um 3 a 0 sobre o Icasa em Juazeiro do Norte, e no Serra Dourada, ao bater o Salgueiro por 2 a 1 para ir ao mata-mata. O Colorado encerrou no terceiro lugar da chave, somando 33 pontos em dez vitórias, três empates e cinco derrotas.

Nas quartas de final, o desafio do Vila Nova foi contra a Portuguesa. No jogo de ida, no Serra Dourada, o time goiano garantiu a vantagem mínima ao vencer por 1 a 0. A missão na partida de volta exigia extrema atenção no Canindé, em São Paulo. Com um início de jogo fulminante, o Tigre venceu novamente, desta vez por 2 a 1, e celebrou o retorno à segunda divisão.

Livre da pressão do acesso, o Vila encarou o Brasil de Pelotas na semifinal. Em confrontos equilibrados, os dois jogos terminaram sem gols, tanto no Rio Grande do Sul quanto em Goiás. Na disputa por pênaltis, os goianos demonstraram maior pontaria e venceram por 4 a 3, garantindo a vaga na decisão.

A disputa do título colocou o Vila Nova frente a frente com o Londrina, que eliminou Confiança e Tupi. O confronto de ida foi disputado no Estádio do Café, onde o time colorado esbarrou na forte marcação paranaense, perdeu por 1 a 0 e levou a desvantagem para casa.

A volta transformou o Serra Dourada em um caldeirão. Precisando vencer por dois gols de diferença para levar a taça, o Vila proporcionou uma grande atuação. O time sofreu um susto ao ver o Londrina abrir o placar, mas reagiu com a virada em gols de Ramires e Moisés. Como o placar ainda favorecia os visitantes, o gol da tranquilidade veio aos sete minutos da etapa final, com Zotti. Já nos acréscimos, Moisés guardou mais um para fechar o placar. A goleada por 4 a 1 consagrou o Vila Nova como bicampeão da Série C, tornando-se o clube o segundo a alcançar dois troféus na história da competição.

A campanha do Vila Nova:
24 jogos | 13 vitórias | 5 empates | 6 derrotas | 31 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Leo Iran/Diário de Goiás

Macaé Campeão Brasileiro Série C 2014

A edição de 2014 da Série C do Brasileirão viveu uma paralisação atípica de mais de um mês durante a sua disputa. Desta vez, porém, o motivo não teve relação com imbróglios judiciais nos tribunais, mas sim com a realização da Copa do Mundo no Brasil. A competição ainda esteve abrilhantada por camisas de enorme tradição, como Fortaleza, Paysandu, Guarani, Juventude e São Caetano. Contudo, apenas um desses celebrou ao final, e não foi com a taça, que terminou nas mãos do surpreendente Macaé.

Presente na terceirona há quatro edições, o clube fluminense fez história. No Grupo B, o Alvianil Praiano iniciou sua jornada fora de casa com um empate em 1 a 1 diante do Tupi em Juiz de Fora. Até o início da Copa do Mundo, o time acumulou mais duas vitórias, um empate e duas derrotas. O retorno começou promissor, com triunfos por 1 a 0 sobre o Duque de Caxias e 2 a 1 contra o Mogi Mirim, ambas no Moarcyrzão, mas foi seguido por uma incômoda sequência de três partidas sem vencer.

A oscilação arrastou-se até a última rodada da primeira fase. O Macaé carimbou a sua vaga no mata-mata ao vencer o Caxias por 1 a 0 em casa. O time avançou na quarta posição da chave com 26 pontos, sete vitórias, cinco empates e seis derrotas, apresentando um saldo negativo de menos dois gols.

O choque de realidades nas quartas de final colocou o Macaé diante do favorito Fortaleza. O confronto de ida, no Moacyrzão, terminou em 0 a 0. No jogo de volta, perante um Castelão com mais de 60 mil torcedores, o Macaé calou a torcida tricolor ao abrir o placar com o atacante Juba e defender-se ao máximo. O Fortaleza ainda buscou o empate em 1 a 1, mas o critério do gol marcado fora de casa beneficiou os visitantes, confirmando um histórico e improvável acesso à Série B.

Na semifinal, o oponente foi o CRB. O jogo de ida, em casa, registrou a atuação mais contundente do Macaé no campeonato: goleada por 4 a 0. Na partida de volta, em Maceió, o empate sem gols confirmou o Alvianil na decisão nacional.

A final reservou o confronto com o Paysandu, que passou por Tupi e Mogi Mirim. O jogo de ida, no Moacyrzão, terminou em 1 a 1. A missão do Macaé exigia vencer ou empatar por dois ou mais gols no Belém. Em uma das finais mais emocionantes da história da Série C, no Mangueirão, o Macaé esteve atrás no placar em duas oportunidades, mas buscou a igualdade em ambas. O placar de 3 a 3 garantiu o título ao time do interior do Rio de Janeiro graças ao critério dos gols fora de casa. A conquista de 2014 foi apenas o segundo título oficial da história do clube, ao lado do terceira divisão carioca de 1998.

A campanha do Macaé:
24 jogos | 8 vitórias | 10 empates | 6 derrotas | 24 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Ney Marcondes/Placar

Santa Cruz Campeão Brasileiro Série C 2013

A Série C chegou à 2013 mantendo sua marca registrada: a turbulência fora de campo. Antes de a bola rolar, o torneio foi paralisado por um imbróglio judicial envolvendo Rio Branco-AC e Treze. A origem da disputa remontava a 2011, quando o clube acreano fora excluído da competição por recorrer à Justiça Comum. Na ocasião, o time paraibano, quinto colocado na Série D, herdou a vaga na edição de 2012.

Em 2013, o Rio Branco acionou os tribunais para reaver o posto. Após uma batalha de liminares, a CBF firmou um acordo entre as partes e integrou ambos os clubes, fazendo a Série C contar com 21 participantes. Em meio à confusão de bastidores, o Santa Cruz dava continuidade à sua impressionante e emocionante escalada de retorno às divisões de elite do futebol brasileiro.

A estreia do Santinha foi com o pé direito: vitória por 2 a 0 sobre o Luverdense no Arruda. Na sequência até a virada do turno, a equipe pernambucana somou mais quatro triunfos, destacando-se duas goleadas impiedosas no Recife: 4 a 0 sobre o Rio Branco-AC e 6 a 0 sobre o Treze. No returno, o Tricolor manteve a estabilidade e engatou mais cinco vitórias para fechar a fase inicial. O Santa Cruz encerrou a primeira etapa na liderança do Grupo A, com 34 pontos em dez vitórias, quatro empates e seis derrotas.

Nas quartas de final, valendo o cobiçado retorno à Série B após seis anos de calvário, o adversário da Cobra Coral foi o Ipatinga. Naquela temporada, a equipe mineira vivia uma fase itinerante, sediada temporariamente na grande Belo Horizonte com o nome de Betim Futebol Clube. A ida foi disputada na Arena do Calçado, em Nova Serrana, onde o Santa venceu por 1 a 0. O duelo de volta levou mais de 60 mil tricolores ao Arruda. Em uma partida épica e carregada de tensão, o Santa Cruz venceu por 2 a 1, com o gol decisivo do acesso marcado pelo atacante Flávio Caça-Rato.

Garantido na segunda divisão, o Santinha encarou o Luverdense na semifinal e carimbou a vaga na decisão com autoridade, vencendo por 2 a 0 em Mato Grosso e por 2 a 1 em Pernambuco.

A disputa da taça colocou frente a frente duas grandes torcidas do Nordeste: Santa Cruz e Sampaio Corrêa, que bateu Macaé e Vila Nova. O primeiro confronto, disputado no Castelão, em São Luís, foi marcado pelo equilíbrio e terminou sem gols. A volta aconteceu no Arruda. Jogando no ataque e empurrado por sua torcida, o time do Recife venceu por 2 a 1, com gols marcados por Dedé e Flávio Caça-Rato. Ao apito final, a torcida coral pôde finalmente soltar o grito entalado na garganta para comemorar o troféu da Série C de 2013, a primeira conquista nacional da história do Santa Cruz.

A campanha do Santa Cruz:
26 jogos | 15 vitórias | 5 empates | 6 derrotas | 40 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Anderson Stevens/Futura Press

Oeste Campeão Brasileiro Série C 2012

A onda de transformações na Série C manteve-se forte na temporada de 2012. Naquele ano, os quatro grupos regionalizados foram condensados em apenas duas chaves de dez equipes cada. A mudança mais do que dobrou o número de partidas da primeira fase, saltando de oito para 18 compromissos por clube. Em meio à disputa acirrada, emergiu um campeão estreante. O Oeste Futebol Clube ainda estava sediado em Itápolis quando construiu sua campanha rumo a um título inesquecível.

Na etapa inicial, o Rubrão integrou o Grupo B. A largada, porém, foi bastante acidentada, marcada por derrotas seguidas para Vila Nova e Caxias. O primeiro triunfo veio apenas na terceira rodada, quando o Oeste viajou até o Rio de Janeiro e venceu o Macaé por 2 a 0. A vitória abriu uma sequência positiva de três triunfos e um empate, interrompida na sétima rodada por um revés de 1 a 0 para a Chapecoense fora de casa. Até a virada do turno, o time somou mais uma vitória e um empate.

No returno, o rendimento da equipe cresceu. O Rubrão deu o troco no Vila Nova ao vencer por 3 a 1 na décima rodada. Nos oito jogos seguintes, o clube somou três vitórias, três empates e duas derrotas, garantindo a quarta colocação da chave com 29 pontos, oito vitórias, cinco empates e cinco derrotas.

Nas quartas de final, valendo a vaga de acesso à Série B, o Oeste encarou o favorito Fortaleza. O jogo de ida indicava um caminho indigesto, já que o Rubrão não passou de um empate em 1 a 1 no Estádio dos Amaros, em Itápolis. Contudo, o feito improvável concretizou-se na volta: em pleno Presidente Vargas, o time paulista surpreendeu os cearenses ao vencer por 3 a 1, carimbando um acesso inédito.

Na semifinal, ocorreu o reencontro com a Chapecoense. No duelo de ida, na Arena Condá, o Oeste conquistou um resultado crucial ao bater os catarinenses por 1 a 0. Na partida de volta, em Itápolis, segurou o empate sem gols para assegurar sua vaga na final.

A decisão do título colocou o Oeste frente a frente com outra surpresa do torneio: o Icasa, que eliminou Duque de Caxias e Paysandu. O confronto de ida, disputado no Estádio Romeirão, em Juazeiro do Norte, terminou em um tenso 0 a 0.

A definição ficou para o Estádio dos Amaros. Perante sua torcida, o Rubrão impôs sua força e venceu por 2 a 0, com gols marcados por Vanderson e Dezinho. De maneira surpreendente, o Oeste sagrou-se campeão da Série C de 2012. A conquista permaneceu como o único troféu nacional da história da instituição. Anos mais tarde, o clube deixou Itápolis rumo a Barueri e, mais recentemente, transferiu sua sede para Osasco, adotando uma nova identidade e passando a se chamar Osasco Sporting.

A campanha do Oeste:
24 jogos | 11 vitórias | 8 empates | 5 derrotas | 29 gols marcados | 21 gols sofridos


Foto Arquivo/Prefeitura de Itápolis

Joinville Campeão Brasileiro Série C 2011

Para a temporada de 2011, a Série C do Brasileirão apresentou uma mudança importante no regulamento. O mata-mata das quartas de final e semifinal deu lugar a dois quadrangulares na segunda fase, tornando a caminhada até o acesso mais longa e exigente. Na primeira fase, a estrutura regionalizada com quatro grupos de cinco equipes permaneceu inalterada.

O grande campeão emergiu da Região Sul. O Joinville havia chegado à terceirona após garantir o acesso na Série D do ano anterior nos tribunais (devido à punição ao América-AM). Com um elenco tecnicamente superior aos rivais, o Tricolor Catarinense alcançou uma conquista inédita.

Na primeira etapa, o JEC integrou o Grupo D ao lado de Brasil de Pelotas, Santo André, Caxias e da rival Chapecoense. A estreia ocorreu fora de casa, com um empate em 1 a 1 diante do Brasil no Rio Grande do Sul. Na sequência, o Coelho fez valer a força da Arena Joinville com duas vitórias seguidas: 2 a 1 sobre a Chapecoense e 2 a 0 contra o Santo André. Nos dois compromissos seguintes como visitante, o time somou mais dois empates, em 2 a 2 com o Caxias e em 1 a 1 com o Santo André.

O único tropeço da equipe na fase de grupos veio na sexta rodada, ao sofrer 4 a 2 para o Caxias em casa. A resposta na reta final foi contundente: vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense em Chapecó e goleada por 5 a 2 sobre o Brasil de Pelotas perante sua torcida. Somando 15 pontos em oito jogos, o Tricolor avançou ao quadrangular na vice-liderança da chave.

Na segunda fase, o Joinville caiu no Grupo F ao lado de Chapecoense, Brasiliense e Ipatinga. O quadrangular começou com uma vitória por 1 a 0 sobre o Ipatinga na Arena Joinville e um empate em 1 a 1 com a Chapecoense fora. Nas quatro partidas restantes, o JEC aplicou duas goleadas por 4 a 1 sobre o Brasiliense, em casa e no Distrito Federal, encaminhando o acesso. Na quinta rodada, a vitória por 3 a 2 contra a Chapecoense na Arena selou a vaga na final. Para fechar o quadrangular, o Joinville bateu o Ipatinga por 1 a 0 no interior mineiro. Com 16 pontos, o Tricolor chegou embalado à decisão.

O adversário do Joinville na final da Série C foi o CRB, que deixou para trás América-RN, Paysandu e Luverdense. Na ida, no Rei Pelé, em Maceió, a equipe catarinense não tomou conhecimento do rival e encaminhou o título ao aplicar um categórico 3 a 1, com gols de Ricardinho, Glaydson e Aldair.

Com uma vantagem confortável para o confronto de volta na Arena Joinville, restou ao Tricolor brindar sua torcida com mais um espetáculo. O título inédito foi sacramentado com uma goleada de gala por 4 a 0, com gols de Lima, Eduardo, Pedro Paulo e Gilton. A conquista de 2011 entrou para a história como o primeiro título de nível nacional do Joinville, que ainda contou em seu elenco com a experiência do meia Ramón Menezes, em suas última atuação como jogador profissional.

A campanha do Joinville:
16 jogos | 11 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 38 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Arquivo/Joinville

ABC Campeão Brasileiro Série C 2010

A Série C do Campeonato Brasileiro chegou à edição de 2010 consolidando o formato com 20 participantes distribuídos regionalmente em quatro grupos de cinco equipes. O equilíbrio do regulamento era evidente: muitas equipes chegavam à rodada final da primeira fase com chances simultâneas de classificação ao mata-mata ou de rebaixamento para a Série D. Poucos clubes destoaram dessa dinâmica de extrema competitividade, entre eles, o futuro campeão. O ABC viveu em 2010 uma de suas temporadas mais reluzentes, coroada com duas conquistas marcantes.

Na etapa inicial, o alvinegro integrou o Grupo B ao lado do rival Alecrim, além de Campinense, CRB e Salgueiro. A estreia ocorreu no Frasqueirão, com uma vitória por 3 a 1 sobre o CRB. Na sequência, a equipe empatou em 1 a 1 com o Alecrim e venceu o Salgueiro por 3 a 0 fora de casa. O único tropeço no primeiro turno veio na quarta partida, ao sofrer 1 a 0 para o Campinense em Campina Grande.

No returno, o ABC superou o Salgueiro por 3 a 1 em Natal, voltou a empatar em 1 a 1 com o Alecrim e ficou no 0 a 0 contra o Campinense no Frasqueirão. A fase terminou com derrota por 1 a 0 para o CRB em Maceió, resultado que não abalou a classificação do time potiguar. O Elefante fechou a chave na liderança com 12 pontos, apenas dois a mais que o lanterna Alecrim, o que ilustrou a competitividade do grupo, já que este entrou na rodada final com a vice-liderança.

Nas quartas de final, valendo o acesso à Série B, o adversário do ABC foi o Águia de Marabá. No jogo de ida, no Pará, o alvinegro deu um passo fundamental ao vencer por 1 a 0. No confronto de volta, no Frasqueirão, confirmou o retorno à segunda divisão com um triunfo por 3 a 1.

Na semifinal, o ABC reencontrou o Salgueiro. Com maturidade tática, o time segurou um empate por 1 a 1 em solo pernambucano e carimbou a vaga na decisão ao vencer por 2 a 0 em Natal.

A disputa do título colocou o ABC frente a frente com o Ituiutaba, equipe que, no ano seguinte, transferiria sua sede para Varginha e passaria a se chamar Boa Esporte. O time mineiro passou por Chapecoense e Criciúma no mata-mata. O jogo de ida da final foi realizado em Uberlândia, no Parque do Sabiá. Diante de um público modesto de 879 pagantes, o alvinegro impôs sua força e venceu por 1 a 0, com gol do meia Cascata.

Com a vantagem do empate, o ABC recebeu o time mineiro em um Frasqueirão lotado. Jogando com regulamento debaixo do braço, o time potiguar segurou o 0 a 0 até o apito final. A igualdade no placar deu início à festa em Natal para celebrar o troféu da Série C de 2010, a primeira conquista de nível nacional da história do futebol do Rio Grande do Norte.

A campanha do ABC:
14 jogos | 7 vitórias | 5 empates | 2 derrotas | 19 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Moacir Nascimento/Placar

América-MG Campeão Brasileiro Série C 2009

A grande revolução na estrutura da Série C ocorreu em 2009. O inchaço das edições anteriores, que contavam com mais de 60 participantes, deu lugar a um formato de apenas 20 clubes: as equipes classificadas entre o 5º e o 20º lugares do ano anterior somadas aos quatro rebaixados da Série B. Distribuídos em quatro grupos com critérios regionais, o novo modelo viabilizou a criação da Série D, além de instituir o rebaixamento para os lanternas de cada chave da terceira divisão.

O primeiro campeão desta nova era foi uma tradicional camisa do futebol brasileiro que remava firme para deixar a crise para trás. No intervalo entre 2004 e 2007, o América-MG havia despencado da Série B nacional para a segunda divisão do Campeonato Mineiro. A retomada começou ao assegurar vaga na Série C de 2008 e ganhou força definitiva na temporada seguinte.

Na primeira fase, o América integrou o Grupo C ao lado de Mixto, Gama, Guaratinguetá e Ituiutaba (clube que anos mais tarde mudaria sua sede e nome para Boa Esporte). O Coelho começou com autoridade sob seus domínios, vencendo Gama e Guaratinguetá pelo placar de 2 a 0. Na sequência, atuando como visitante, empatou sem gols com o rival mineiro e bateu o Mixto por 1 a 0 em Cuiabá.

No returno, o time manteve a força no Independência, vencendo o Ituiutaba por 2 a 0 e goleando o Mixto por 5 a 1. Apesar dos tropeços fora de casa contra Guaratinguetá e Gama, ambos por 2 a 0, a equipe americana encerrou a fase inicial na liderança isolada da chave, somando 16 pontos.

Com o novo regulamento, o mata-mata das quartas de final passou a valer diretamente a vaga na Série B. O adversário do América foi o Brasil de Pelotas. A partida de ida, disputada no Bento Freitas, em Pelotas, terminou em um tenso 0 a 0. No jogo de volta, em um Independência lotado, o Coelho fez valer seu favoritismo, venceu por 3 a 1 e assegurou com festa o retorno à segunda divisão nacional.

Na semifinal, o América reencontrou o Guaratinguetá. No primeiro duelo, no Estádio Dário Rodrigues Leite, os donos da casa venceram por 2 a 1. Na volta em Belo Horizonte, o time alviverde devolveu o placar ao triunfar por 2 a 1. A vaga na decisão dos mineiros veio com vitória por 7a 6 nos pênaltis.

A final colocou o América frente a frente com o ASA, que eliminou Rio Branco-AC e Icasa. A primeira partida ocorreu em Alagoas, no Estádio Fumeirão. Com uma atuação impecável do setor ofensivo, comandado por Evanilson, Euller e o artilheiro Bruno Mineiro, o Coelho aplicou 3 a 1 fora de casa e praticamente encaminhou a conquista. A confirmação do título nacional veio no jogo de volta no Independência. A vitória por 1 a 0, selada com um gol de Bruno Mineiro, coroou a campanha brilhante. Doze anos após ter conquistado a Série B de 1997, o América-MG erguia mais uma taça nacional.

A campanha do América-MG:
14 jogos | 9 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 29 gols marcados | 17 gols sofridos


Foto Pedro Vilela/Futura Press

Atlético-GO Campeão Brasileiro Série C 2008

A Série C do Brasileirão de 2008 foi a última antes de uma ampla reformulação promovida pela CBF. No terceiro ano consecutivo com o mesmo regulamento, 63 equipes distribuídas em 16 grupos brigaram não apenas pelas quatro vagas de acesso à Série B, mas também por 16 postos de permanência para a temporada seguinte, que seria drasticamente enxugada para viabilizar a criação da Série D em 2009.

Mais uma vez, o torneio reuniu clubes de tradição. Guarani e Paysandu repetiram a participação do ano anterior: os paulistas garantiram o retorno à segunda divisão, enquanto os paraenses ficaram para 2009, assim como o América-MG. Por outro lado, Santa Cruz, Remo e Paulista ficaram longe do sucesso. Em meio a esse cenário, o Atlético-GO cravou seu nome na história ao conquistar o bicampeonato nacional.

Na primeira fase, o Dragão ficou no Grupo 9 ao lado de Mixto, Operário-MS e Águia Negra. Depois de estrear fazendo 2 a 0 no Águia Negra em Goiânia, a equipe goiana obteve mais três vitórias e dois empates, avançando com folga na liderança, com 14 pontos.

Na segunda fase, no Grupo 21, o rubro-negro reencontrou o Mixto e enfrentou também Itumbiara e Dom Pedro II. Foi quando o ataque do Dragão passou a triturar os adversários: aplicou duas goleadas sobre o Itumbiara, por 4 a 1 fora de casa e 7 a 1 no Antônio Accioly, além de vencer o Dom Pedro por 6 a 4. Com cinco vitórias e apenas uma derrota, o time tornou a liderar sua chave com 15 pontos.

A terceira fase colocou o Atlético no Grupo 27 para enfrentar outra vez o Mixto, além de encarar Duque de Caxias-RJ e Guaratinguetá. O equilíbrio foi maior, resultando em um tríplice empate em pontos na liderança entre goianos, cariocas e paulistas. As vitórias em casa, por 4 a 1 sobre o Mixto e por 3 a 0 sobre o Duque de Caxias, garantiram ao Dragão o primeiro lugar do grupo no critério do saldo de gols.

O octogonal final reuniu Atlético-GO, Rio Branco-AC, Confiança, Brasil de Pelotas, Águia de Marabá, Duque de Caxias, Campinense e Guarani na luta pelo acesso e pela taça. Embalado e irreconhecível em sua superioridade, o Atlético atropelou os concorrentes com um festival de goleadas: no Antônio Accioly, fez 4 a 0 no Águia de Marabá, 5 a 1 no Duque de Caxias, 6 a 0 no Confiança e 5 a 0 no Rio Branco. Fora de casa, impôs 3 a 0 sobre o Guarani no Brinco de Ouro.

O retorno à Série B foi assegurado na 11ª rodada, após um empate por 2 a 2 contra o Duque de Caxias no Rio de Janeiro. No compromisso seguinte, perante sua torcida, a vitória por 2 a 0 sobre o Brasil de Pelotas no Serra Dourada confirmou antecipadamente o título nacional. Acumulando 29 pontos no octogonal, com nove vitórias, dois empates e três derrotas, o Atlético-GO consagrou-se como o primeiro clube a alcançar o bicampeonato na história da Série C do Campeonato Brasileiro.

A campanha do Atlético-GO:
32 jogos | 21 vitórias | 5 empates | 6 derrotas | 84 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Carlos Costa/Placar

Bragantino Campeão Brasileiro Série C 2007

No ano de 2007, ocorreu um fato raro na história da Série C até ali: a manutenção do mesmo regulamento da temporada anterior. Os 64 equipes foram divididas em 16 grupos na fase inicial. Na sequência, os 32 classificados avançaram para oito novas chaves, reduzindo-se a 16 sobreviventes em quatro quadrangulares até a formação do octogonal final, do qual saíram os promovidos e o campeão.

A competição contou mais uma vez com a presença de clubes de enorme tradição no cenário nacional, como Paysandu, Guarani e Bahia. Enquanto os paraenses fizeram uma campanha decepcionante e caíram logo na primeira fase, e os paulistas pararam na segunda etapa, os baianos tiveram melhor sorte e garantiram o retorno à Série B. No entanto, a taça ficou com outra camisa de peso que fez história na década de 1990 e buscava sua reconstrução: o Bragantino.

Na primeira fase, o Massa Bruta integrou o Grupo 13. A estreia trouxe uma derrota fora de casa, por 1 a 0 para o CENE. Mas a reação veio com quatro vitórias: 4 a 1 sobre o Sertãozinho, 2 a 0 diante do Águia Negra e 2 a 0 contra o CENE, todas no Estádio Marcelo Stéfani, além de um 2 a 1 sobre o Sertãozinho no interior paulista. Com mais um empate, o time somou 13 pontos e avançou na liderança do grupo.

Na segunda fase, sorteado no Grupo 23, o Bragantino fez uma campanha mais oscilante. Venceu três partidas, por 1 a 0 no Democrata GV e por 2 a 1 no Esportivo, em casa, e por 2 a 1 no Roma Apucarana, fora. Nos outros três compromissos, o time acabou derrotado. Com nove pontos, o Braga garantiu a vice-liderança e a vaga, superando os paranaenses graças ao número de vitórias.

A terceira fase impôs sofrimento ainda maior no Grupo 28, onde a equipe somou apenas sete pontos. O Bragantino venceu o America-RJ por 3 a 2 e a Ulbra-RS por 2 a 0 em Bragança Paulista, além de empatar sem gols com o CRAC em Goiás. Nas outras três partidas, acumulou derrotas: 2 a 1 para o CRAC em casa, 1 a 0 para a Ulbra no Rio Grande do Sul e 2 a 1 para o America no Rio de Janeiro. A vaga na fase final veio no sufoco, garantida pelo saldo de gols superior ao dos gaúchos.

Toda a oscilação das etapas anteriores deu lugar a uma postura firme e dominante no octogonal final. O Bragantino encarou novamente o CRAC, além de Nacional de Patos, Barras, Atlético-GO, ABC, Bahia e Vila Nova. O time de Bragança Paulista assumiu o bloco de cima da tabela desde as rodadas iniciais e liderou a maior parte da fase decisiva. O retorno à Série B foi sacramentado com uma rodada de antecedência, na 13ª rodada, após uma vitória por 3 a 1 sobre o Barras no Marcelo Stéfani.

A conquista do título veio na rodada derradeira. Mesmo sofrendo uma derrota por 2 a 1 para o ABC no Frasqueirão, em Natal, o Bragantino beneficiou-se da derrota do Bahia para o CRAC. Com 26 pontos acumulados, somando sete vitórias, cinco empates e duas derrotas, o Massa Bruta ergueu o troféu da Série C de 2007. A conquista marcou o reinício da estabilização do clube no futebol nacional.

A campanha do Bragantino:
32 jogos | 16 vitórias | 7 empates | 9 derrotas | 46 gols marcados | 32 gols sofridos


Foto Felipi Granado/Futura Press

Criciúma Campeão Brasileiro Série C 2006

A Série C do Brasileirão de 2006 contou com presenças ilustres entre os seus 64 participantes. Tradicionais no cenário nacional, Bahia, Vitória e Criciúma vieram rebaixados da Série B do ano anterior e precisaram cumprir um "estágio" na terceira divisão. Entre os três, o Criciúma foi o mais eficiente e ficou com a taça, enquanto na dupla baiana apenas o Vitória conseguiu garantir o acesso.

Na etapa inicial, os clubes foram divididos em 16 chaves. O Criciúma integrou o Grupo 16, ao lado de Marcílio Dias, Novo Hamburgo e Brasil de Pelotas. O único tropeço do time carvoeiro nesta fase ocorreu logo na estreia: derrota por 3 a 2 para o Brasil em Pelotas. A reabilitação veio na sequência com um triunfo por 3 a 2 sobre o Marcílio Dias no Heriberto Hülse e um empate em 3 a 3 com o Novo Hamburgo fora de casa. No returno, o Tigre engatou três vitórias: duas goleadas em casa, por 6 a 0 no Novo Hamburgo e por 4 a 0 no Brasil de Pelotas, além de um triunfo por 2 a 1 sobre o Marcílio Dias em Itajaí. Com 13 pontos, a equipe catarinense avançou na vice-liderança do grupo.

Os 32 classificados para a segunda fase foram redistribuídos em oito grupos, com o Tigre sendo sorteado no Grupo 23 ao lado de Cabofriense, Joinville e Noroeste. Desta vez, o aproveitamento do Criciúma no Heriberto Hülse foi atípico: vitória por 4 a 1 sobre a Cabofriense, empate em 1 a 1 com o Noroeste e derrota por 1 a 0 no clássico contra o Joinville. O desempenho longe de seus domínios compensou as perdas em casa, com triunfos por 1 a 0 sobre o Noroeste em Bauru e 3 a 1 sobre a Cabofriense em Cabo Frio. Apesar da goleada por 5 a 1 sofrida para o Joinville na segunda rodada, o Criciúma garantiu a classificação no segundo lugar da chave, com dez pontos.

Na terceira fase, os 16 sobreviventes dividiram-se em quatro quadrangulares. O Criciúma ficou no Grupo 28, enfrentando J.Malucelli, América-MG e Barueri. Sob seus domínios, o Tigre superou Barueri e América-MG pelo placar de 2 a 0 e empatou sem gols com o J.Malucelli. Fora de casa, venceu os paranaenses por 1 a 0, mas perdeu para os mineiros por 3 a 2 e para os paulistas por 1 a 0. Mais uma vez, o time avançou na segunda colocação, somando dez pontos.

A fase decisiva reuniu os oito melhores clubes em turno e returno: Criciúma, Treze, Brasil de Pelotas, Bahia, Ferroviário, Barueri, Vitória e Ipatinga. Foi exatamente na hora da verdade que o futebol do time catarinense atingiu seu nível máximo. Em uma campanha impecável no octogonal final, o Tigre somou 31 pontos em 14 partidas, acumulando nove vitórias, quatro empates e apenas uma derrota. O retorno à Série B foi assegurado na 11ª rodada, após um empate por 2 a 2 contra o Barueri no Heriberto Hülse.

A coroação e a conquista da taça vieram na penúltima rodada, com uma histórica goleada por 6 a 0 sobre o Vitória perante uma torcida em êxtase em Criciúma. O troféu da Série C de 2006 consolidou o Criciúma como o clube catarinense mais vencedor a nível nacional, com três títulos (Copa do Brasil de 1991, Série B de 2002 e Série C de 2006).

A campanha do Criciúma:
32 jogos | 19 vitórias | 7 empates | 6 derrotas | 64 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Edmar Melo/Futura Press