A Série C do Brasileirão de 2006 contou com presenças ilustres entre os seus 64 participantes. Tradicionais no cenário nacional, Bahia, Vitória e Criciúma vieram rebaixados da Série B do ano anterior e precisaram cumprir um "estágio" na terceira divisão. Entre os três, o Criciúma foi o mais eficiente e ficou com a taça, enquanto na dupla baiana apenas o Vitória conseguiu garantir o acesso.
Na etapa inicial, os clubes foram divididos em 16 chaves. O Criciúma integrou o Grupo 16, ao lado de Marcílio Dias, Novo Hamburgo e Brasil de Pelotas. O único tropeço do time carvoeiro nesta fase ocorreu logo na estreia: derrota por 3 a 2 para o Brasil em Pelotas. A reabilitação veio na sequência com um triunfo por 3 a 2 sobre o Marcílio Dias no Heriberto Hülse e um empate em 3 a 3 com o Novo Hamburgo fora de casa. No returno, o Tigre engatou três vitórias: duas goleadas em casa, por 6 a 0 no Novo Hamburgo e por 4 a 0 no Brasil de Pelotas, além de um triunfo por 2 a 1 sobre o Marcílio Dias em Itajaí. Com 13 pontos, a equipe catarinense avançou na vice-liderança do grupo.
Os 32 classificados para a segunda fase foram redistribuídos em oito grupos, com o Tigre sendo sorteado no Grupo 23 ao lado de Cabofriense, Joinville e Noroeste. Desta vez, o aproveitamento do Criciúma no Heriberto Hülse foi atípico: vitória por 4 a 1 sobre a Cabofriense, empate em 1 a 1 com o Noroeste e derrota por 1 a 0 no clássico contra o Joinville. O desempenho longe de seus domínios compensou as perdas em casa, com triunfos por 1 a 0 sobre o Noroeste em Bauru e 3 a 1 sobre a Cabofriense em Cabo Frio. Apesar da goleada por 5 a 1 sofrida para o Joinville na segunda rodada, o Criciúma garantiu a classificação no segundo lugar da chave, com dez pontos.
Na terceira fase, os 16 sobreviventes dividiram-se em quatro quadrangulares. O Criciúma ficou no Grupo 28, enfrentando J.Malucelli, América-MG e Barueri. Sob seus domínios, o Tigre superou Barueri e América-MG pelo placar de 2 a 0 e empatou sem gols com o J.Malucelli. Fora de casa, venceu os paranaenses por 1 a 0, mas perdeu para os mineiros por 3 a 2 e para os paulistas por 1 a 0. Mais uma vez, o time avançou na segunda colocação, somando dez pontos.
A fase decisiva reuniu os oito melhores clubes em turno e returno: Criciúma, Treze, Brasil de Pelotas, Bahia, Ferroviário, Barueri, Vitória e Ipatinga. Foi exatamente na hora da verdade que o futebol do time catarinense atingiu seu nível máximo. Em uma campanha impecável no octogonal final, o Tigre somou 31 pontos em 14 partidas, acumulando nove vitórias, quatro empates e apenas uma derrota. O retorno à Série B foi assegurado na 11ª rodada, após um empate por 2 a 2 contra o Barueri no Heriberto Hülse.
A coroação e a conquista da taça vieram na penúltima rodada, com uma histórica goleada por 6 a 0 sobre o Vitória perante uma torcida em êxtase em Criciúma. O troféu da Série C de 2006 consolidou o Criciúma como o clube catarinense mais vencedor a nível nacional, com três títulos (Copa do Brasil de 1991, Série B de 2002 e Série C de 2006).

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