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Santos Campeão Paulista 1984

Com uma campanha dominante e uma decisão emocionante, o Santos conquistou o título paulista em 1984. A conquista acabou com seis anos de espera do clube, evitou um tricampeonato do Corinthians e marcou uma época de ótimos resultados do time. Por outro lado, a 15ª taça santista também foi o início de uma grande fila de 13 anos sem títulos no geral, e de 22 anos sem estaduais.

O regulamento do Paulistão foi o mais simples que poderia ser feito no segundo semestre de 1984: 20 participantes que se enfrentaram em dois turnos, totalizando 38 rodadas. O time com mais pontos foi o campeão, os dois últimos foram rebaixados.

O Santos começou a trajetória do título na vitória por 1 a 0 sobre o Comercial de Ribeirão Preto em casa, a Vila Belmiro. A sequência de vitórias no primeiro turno seguiu sobre Guarani, América de Rio Preto (as duas em casa), São Bento e Ponte Preta (as duas fora). O primeiro ponto perdido só veio a acontecer na sexta rodada, no empate por 2 a 2 com a Ferroviária em casa. Ao fim do primeiro turno, o Peixe estava com 11 vitórias, sete empates e uma derrota, com 29 pontos somados.

O segundo turno foi aberto com tropeços. Na 20ª partida, o Santos ficou no empate por 1 a 1 com o Botafogo de Ribeirão Preto na Vila Belmiro. No 21º jogo, perdeu por 1 a 0 para o Santo André fora de casa. A primeira vitória no returno veio na 22ª rodada, por 1 a 0 sobre a Portuguesa em casa. Após, o Alvinegro Praiano seguiu com bons resultados, brigando pelo título contra Corinthians, São Paulo e Palmeiras. O Peixe acumulou mais nove vitórias, cinco empates e uma derrota até a penúltima rodada.

Conforme o fim do estadual se aproximou, a luta pelo título ficou afunilada entre Santos e Corinthians. Antes da última partida, o Peixe estava com 55 pontos, contra 54 do rival. Por isso mesmo, FPF postergou o confronto entre os dois times para a 38ª rodada, transformando-o em uma final. No Morumbi, o Santos fez jus ao que produziu durante todo o torneio e ficou com a taça ao vencer o rival por 1 a 0, gol de Serginho Chulapa.

A campanha do Santos:
38 jogos | 22 vitórias | 13 empates | 2 derrotas | 54 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Ronaldo Kotscho/Placar

Santos Campeão Brasileiro Feminino Série A2 2025

Em 2025, o Santos voltou a erguer uma taça nacional no futebol feminino. As Sereias da Vila conquistaram o Brasileirão Série A2 e asseguraram o retorno imediato à elite, apenas um ano após o surpreendente rebaixamento. O título representou a retomada da tradição do clube, que não levantava um troféu nesse âmbito desde 2017, quando faturou o Brasileirão Série A1.

A fórmula da competição permaneceu a mesma dos anos anteriores: 16 equipes divididas em dois grupos de oito, regionalizados. O Santos caiu no grupo A ao lado de clubes do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Já a outra chave reuniu representantes do Nordeste e do Norte.

Na primeira fase, o Peixe começou vencendo o Avaí/Kindermann por 2 a 0 em Caçador. Depois, superou o Atlético-MG por 1 a 0 na Vila Belmiro e empatou por 1 a 1 com o Minas Brasília também em casa. Em seguida, goleou o AD Taubaté por 4 a 0 no interior paulista, bateu o Botafogo por 3 a 1 em Santos, aplicou 4 a 0 sobre o São José fora e encerrou com triunfo de 1 a 0 contra o Vasco. Com seis vitórias e um empate, avançou como líder do grupo, somando 19 pontos.

Nas quartas de final, o adversário foi o Ação, do Mato Grosso. O Santos venceu a primeira partida por 1 a 0 fora de casa e confirmou a vaga na Vila Belmiro, com triunfo por 2 a 1. Na semifinal, diante do Atlético-MG, o Peixe foi derrotado por 1 a 0 na Arena MRV, em Belo Horizonte, mas reagiu na volta com vitória por 2 a 1 em casa, gols de Suzane Pires e da artilheira Laryh. Nos pênaltis, venceu por 5 a 4 e garantiu a classificação para a decisão.

A final colocou frente a frente Santos e Botafogo, que eliminou o Vitória e Fortaleza no mata-mata. No jogo de ida, disputado no Rio de Janeiro, no Estádio Nilton Santos, as Sereias da Vila venceram por 1 a 0, gol de Carol Baiana. Na volta, na Vila Belmiro, as santistas começaram perdendo, mas Carol Baiana apareceu mais uma vez para anotar o gol do empate por 1 a 1, que foi suficiente para confirmar a conquista. Botafogo, Atlético-MG e Fortaleza também subiram para a primeira divisão de 2026.

A campanha do Santos:
13 jogos | 10 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 24 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Reinaldo Campos/Santos

Santos Campeão da Copa do Brasil Feminina 2009

Em 2009, foi realizada a terceira edição da Copa do Brasil de Feminina, com o objetivo de ampliar a participação feminina no cenário esportivo e oferecer vaga à equipe campeã na Copa Libertadores da América de 2010. Trinta e duas equipes participaram da competição, representando todas as regiões do Brasil.

O torneio foi disputado em formato eliminatório, com confrontos regionalizados em jogos de ida e volta até as quartas de final . As semifinais e a final foram realizada em jogo único, em campo neutro. Assim como aconteceu na edição anterior, nos confrontos da primeira fase, uma vitória por três ou mais gols de diferença fora de casa eliminava a necessidade do jogo de volta.

O Santos chegou à competição de 2009 para buscar o bicampeonato, embalado também pela conquista da Libertadores no mesmo período. Com uma base mantida desde a temporada anterior, o clube já havia consolidado um projeto estruturado no futebol feminino. A equipe ainda contou com o reforço da Rainha Marta e da artilheira Cristiane, já consagradas mundialmente.

As Sereias da Vila iniciaram a campanha enfrentando o Cresspom na primeira fase e venceram por 4 a 1 no Distrito Federal, resultado que dispensou o segundo jogo. Na segunda fase, enfrentaram o Mixto e avançaram com goleadas por 12 a 0 em Cuiabá e por 11 a 0 em Santos.

Nas quartas de final, contra o time paranaense do Mundo Novo, o Peixe venceu a ida fora por 4 a 0 e a volta em casa por 7 a 0. Na semifinal, contra o Pinheirense, do Pará, o time goleou o confronto único em Bauru, no Alfredo de Castilho, por 8 a 0.

Na decisão, disputada no Pacaembu, o Santos enfrentou o Botucatu, que havia passado por Comercial-MS, Saad, Duque de Caxias e São Francisco-BA. Sem maiores dificuldades, as Sereias da Vila venceram por 3 a 0. Os gols da final foram marcados por Marta, aos 10 minutos do primeiro tempo, Cristiane, aos 39 do primeiro tempo, e novamente Marta, aos 26 do segundo tempo.

A campanha do Santos:
7 jogos | 7 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 49 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Djalma Vassão/Gazeta Press

Santos Campeão da Copa do Brasil Feminina 2008

A Copa do Brasil de Feminina de 2008 foi a segunda edição da competição nacional organizada pela CBF. A competição reuniu 32 equipes de todas as regiões do país, com o objetivo de promover o desenvolvimento do futebol feminino no calendário nacional.

O Santos chegou à edição de 2008 com um projeto em consolidação dentro do futebol feminino. O clube já vinha investindo na categoria e havia estruturado uma equipe competitiva, mesclando jovens atletas e reforços experientes. Com uma comissão técnica estável e calendário de treinos regulares, o time entrou na competição com entrosamento, conseguindo o primeiro título nacional de sua história.

O torneio seguiu o formato eliminatório em confrontos regionalizados de ida e volta desde a primeira fase até a final. Na primeira fase, caso o time visitante vencesse a partida de ida por três ou mais gols de diferença, a volta era dispensada. O critério de classificação utilizado foram os estaduais de 2007. Nos estados sem competição, o Ranking Nacional das Federações serviu para definição das equipes.

O Santos iniciou sua campanha enfrentando a Desportiva e venceu por 5 a 0 fora de casa, no Espírito Santo, garantindo a classificação direta sem a necessidade da segunda partida. Nas oitavas de final, superou o Atlético-MG com vitórias por 3 a 0 fora e 3 a 1 em casa.

Nas quartas de final, o Peixe derrotou as paulistas do Saad por 3 a 1 na ida fora e por 2 a 1 na volta em casa. Na semifinal, enfrentou o Kindermann, vencendo por 3 a 0 tanto o primeiro jogo, na cidade catarinense de Caçador, quanto o segundo, realizado na Vila Belmiro.

Na decisão, o adversário foi o Sport, que eliminou Portuguesa-PB, Tiradentes-PI, Parnamirim-RN e Boa Vontade-MA. No primeiro jogo, em Recife, as Sereias da Vila venceram por 3 a 1, com dois gols de Suzana e um de Ketlen. No segundo jogo, realizado no Estádio Ulrico Mursa, em Santos, o time venceu novamente, desta vez por 3 a 0. Os gols foram marcados por Pikena, Fran e Ketlen. Com esse resultado, o Peixe conquistou o título da Copa do Brasil.

A campanha do Santos:
9 jogos | 9 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 28 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Aldo Carneiro Costa/Gazeta Press

Santos Campeão Paulista 1978

O primeiro título do Santos conquistado na era pós-Pelé foi o Campeonato Paulista de 1978. A 14ª taça do clube aconteceu em um torneio marcado pela sua extensão de dez meses, que atravessou a temporada, entre agosto de 1978 e junho de 1979. O atraso aconteceu porque a FPF não quis encurtar o regulamento nem concorrer com a CBD, que fez o Brasileirão de 1978 entre março e agosto, logo após o fim da edição de 1977. Era o começo de um efeito dominó que afetaria os principais times paulistas.

O Paulistão de 1978 teve 20 participantes. Na primeira fase, todos se enfrentaram, divididos em cinco grupos. Os dois melhores de cada chave disputaram o mata-mata que classificou os finalistas para a terceira etapa. A segunda fase foi igual a primeira, com nova organização de grupos. A terceira fase foi disputada com os finalistas das etapas anteriores, as quatro melhores campanhas somadas e as duas melhores médias de renda de público fora dos outros critérios. Estes dez times atuaram em turno único e separados em duas chaves, com os dois melhores passando para a fase final.

A campanha do Peixe teve início no empate por 1 a 1 com o Corinthians em casa. Nos outros 18 jogos da primeira fase, a equipe obteve mais oito igualdades, sete vitórias e três derrotas, que a deixaram na vice-liderança do grupo A, com 23 pontos. Nas quartas de final, passou pelo São Paulo ao empatar sem gols. Na semifinal, fez 1 a 0 na Ponte Preta e se garantiu na terceira etapa. Na final da primeira fase, o Santos levou 1 a 0 do Corinthians.

Na segunda fase, o time iniciou com derrota por 2 a 0 para a Francana, mas se recuperou com dez vitórias, quatro empates, além de quatro derrotas. A equipe liderou o grupo D, com 24 pontos, e, nas quartas, bateu por 2 a 1 a própria Francana. Na semifinal, porém, o Santos levou 2 a 1 da Ponte Preta.

O Alvinegro Praiano iniciou a terceira fase com goleada por 5 a 1 sobre o Botafogo de Ribeirão Preto. Nos outros oito jogos, venceu quatro e perdeu quatro, conseguindo a classificação em segundo lugar no grupo B, com apertados dez pontos e superando a Ponte Preta nos critérios de desempate. Na semifinal, Peixe venceu o Guarani por 3 a 1.

Na final, o Santos enfrentou o São Paulo em melhor de quatro pontos, com todas as partidas acontecendo no Morumbi. Na primeira, o Peixe venceu por 2 a 1. Na segunda, deu empate por 1 a 1. Na terceira, os alvinegros perderam por 2 a 0, e isso forçou a realização de uma prorrogação. Por ter melhor campanha, o Santos tinha a vantagem do empate no tempo extra. E conseguiu o título ao segurar o 0 a 0.

A campanha do Santos:
56 jogos | 26 vitórias | 15 empates | 15 derrotas | 80 gols marcados | 48 gols sofridos


Foto Ronaldo Kotscho/Placar

Santos Campeão Brasileiro Série B 2024

A história do Santos é composta por múltiplas glórias, do Mundial ao Paulistão, passando por várias gerações de craques e o maior de todos, Pelé. Porém, nem sempre foi assim, como o momento vivido pelo clube entre 2023 e 2024, com o rebaixamento inédito para a Série B. Tudo isso aconteceu sem a presença do Rei, que deixou este mundo no fim de 2022.

O retorno do Peixe à primeira divisão nacional ocorre logo na temporada seguinte ao rebaixamento. De quebra, veio ainda o título da Série B, que, gostem ou não os torcedores, acabou com uma fila de oito anos sem conquistas. A campanha começou na vitória por 2 a 0 sobre o Paysandu na Vila Belmiro. Na rodada seguinte, o time já alcançava a liderança ao fazer o mesmo placar no Avaí, na Ressacada. A primeira derrota e saída da ponta aconteceu na quarta partida, por 1 a 0 para o Amazonas em Manaus. No jogo seguinte, porém, se recuperou ao vencer a Ponte Preta por 2 a 1 em Campinas.

Entre a nona e a 12ª rodadas, o Santos ficou fora do G4 da Série B, a partir da derrota por 3 a 1 para o Novorizontino fora de casa. O retorno veio aos poucos, com um futebol que, sinceramente, não encheu os olhos de ninguém. Na 13ª partida, o Alvinegro Praiano fez 1 a 0 na Chapecoense em casa e voltou à zona de classificação. E desde então, o time não saiu mais do G4. A equipe até ficou fora do primeiro lugar entre a 22ª e 30ª rodadas, mas voltou em definitivo na 31ª partida, nos 3 a 2 sobre o Mirassol na 31ª partida, na Vila Belmiro.

O acesso foi confirmado no 36º jogo, na vitória por 2 a 0 sobre o Coritiba no Couto Pereira. O título do Santos veio na rodada seguinte, sem o time entrar em campo, pois seus perseguidores Novorizontino e Mirassol deixaram de vencer Operário-PR e Paysandu, respectivamente. Um dia depois, os alvinegros receberam a taça, na derrota por 2 a 0 para o CRB na Vila Belmiro.

A campanha do Santos:
38 jogos | 20 vitórias | 8 empates | 10 derrotas | 56 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Staff Images/CBF

Santos e Portuguesa Campeões Paulistas 1973

Toda regra nova no futebol leva um tempo para ser assimilada. O problema é quando o árbitro se confunde ao usá-la e decide um campeonato, como foi no Paulistão de 1973. Um erro na contagem da disputa de pênaltis da final rachou o título entre Santos e Portuguesa. Para o alvinegro praiano, foi a 13ª conquista, depois de quatro anos de jejum, sendo também o último com o Rei Pelé em campo. Já os rubro-verdes levaram a terceira taça, após uma fila de 37 anos.

O estadual daquele ano teve 18 participantes e uma mudança importante no regulamento. A primeira fase continuou igual, com 12 times disputando seis vagas. A diferença veio na etapa seguinte, que deixou de ser em pontos corridos e passou a ser em dois turnos separados, com Santos, Portuguesa, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Guarani e os seis classificados. O líder de cada turno se classificou à decisão, em jogo único e com a inédita regra da disputa de pênaltis em caso de empate.

A Portuguesa começou a campanha fazendo 1 a 0 no São Bento, enquanto o Santos ficou no 0 a 0 com a Ferroviária. Mas, apesar do início melhor rubro-verde, foi o alvinegro praiano que manteve regularidade e liderou o primeiro turno, com mais oito vitórias e dois empates, que renderam 19 pontos. O time luso só venceu mais um jogo, empatou seis e perdeu três, ficando em oitavo lugar com dez pontos.

A figura mudou no segundo turno. O Santos até estreou vencendo o Botafogo de Ribeirão Preto por 2 a 0, mas acumulou até o fim só mais três vitórias, com três empates e três derrotas. Com 12 pontos, o time ficou em quinto. A Portuguesa começou batendo o São Bento por 2 a 1, venceu outras seis e empatou quatro, ficando na liderança com 18 pontos.

Santos e Portuguesa disputaram a final no Morumbi. Os dois times tiveram chances de vencer em tempo normal, mas o 0 a 0 ficou no placar durante os 90 minutos e a prorrogação. Assim, pela primeira vez um campeonato no Brasil seria definido na disputa de pênaltis, regra criada pela FIFA em 1970.

As primeiras cinco cobranças foram feitas. O Peixe acertou duas e errou uma, e a Lusa errou todas as duas. Na terceira, a equipe rubro-verde errou de novo e o árbitro Armando Marques apitou o fim da disputa. O Santos começou a comemorar, mas a Portuguesa ainda tinha duas batidas e poderia empatar a série. O juiz só percebeu o erro quando foi escrever a súmula e pediu para os times voltarem a campo.

Mas os dirigentes lusos orientaram os jogadores a sair do estádio rapidamente, já que vencer no reinício dos pênaltis tinha ficado muito difícil. E como o erro do árbitro foi de direito, a Lusa podia entrar na justiça. Para evitar isso, e também por falta de datas para uma nova final, a Federação Paulista determinou a divisão do título estadual em reunião com os presidentes de Santos e Portuguesa.

A campanha do Santos:
23 jogos | 12 vitórias | 8 empates | 3 derrotas | 31 gols marcados | 11 gols sofridos

A campanha da Portuguesa:
23 jogos | 9 vitórias | 11 empates | 3 derrotas | 26 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Gazeta Press


Foto Arquivo/Gazeta Press

Santos Campeão da Copa Conmebol 1998

A Copa Conmebol entrava em suas últimas emoções em 1998. Num contexto de mudanças na entidade sul-americana, a competição foi mantida num primeiro momento. No mesmo ano, a Supercopa Libertadores foi extinta, abrindo espaço para as Copas Mercosul e Merconorte. Como estas duas tinham a audiência dos clubes como critério de classificação, qualquer potencial que a Copa Conmebol ainda pudesse ter murchou de vez.

Sem nada a ver com a história, o Santos conseguiu uma das vagas para o torneio depois de ficar em sétimo no Brasileirão e contar com as impossibilidades de Palmeiras (na Mercosul), Internacional (disse não), Flamengo (na Mercosul) e Portuguesa (disse não). As demais posições ficaram com Atlético-MG (Brasileiro), Sampaio Corrêa (Copa Norte) e América-RN (Copa do Nordeste).

A campanha do título inédito do Peixe começou contra o Once Caldas. Após fazer 2 a 1 na Vila Belmiro, o time perdeu pelo mesmo placar na Colômbia. Nos pênaltis, venceu por 3 a 2. Nas quartas, foi a vez de encarar a LDU Quito. Na ida, empate por 2 a 2 no Equador. Na volta, vitória por 3 a 0 na Vila.

A semifinal foi contra o Sampaio Corrêa. A primeira partida foi em Santos, mas os maranhenses seguraram o 0 a 0. O segundo jogo foi em São Luís, diante de quase 100 mil torcedores no Castelão. E o Sampaio marcou primeiro, aos 34 minutos. Aos 42, o Peixe empatou, virando ainda na etapa inicial e goleando por 5 a 1 no segundo tempo. Os gols foram de Lúcio, Argel, Eduardo Marques, Adiel e Viola.

A decisão foi disputada contra o Rosario Central, que superou Audax Italiano, Huracán Buceo e Atlético-MG. A Vila Belmiro recebeu o primeiro jogo. Foi nervoso, com cinco expulsões (duas brasileiras e três argentinas), mas o Santos abriu vantagem com vitória por 1 a 0, gol de Claudiomiro aos 28 do primeiro tempo.

O segundo jogo foi no Gigante de Arroyito. Também rolaram vermelhos na volta (um para cada lado), mas o Peixe segurou o 0 a 0 e tudo deu certo. A Copa Conmebol de 1998 representou o fim de 35 anos de tabu sem títulos internacionais (ou 30, se contarmos a Recopa Intercontinental de 1968).

A campanha do Santos:
8 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 14 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Daniel Augusto Jr./Agência Estado

Santos Campeão do Torneio Rio-São Paulo 1997

A volta do Torneio Rio-São Paulo em 1993 fez sucesso. Mas circunstâncias de calendário impediram a continuidade da organização durante alguns anos, como a disputa da Copa do Mundo de 1994 e outras competições amistosas e mais rentáveis. O retorno definitivo aconteceu em 1997, desta vez no início de temporada. O regulamento escolhido foi o mata-mata a partir de quartas de final. Nenhum dos oito times grandes abdicou da sua vaga.
O torneio ficou marcado pelo teste de regras, como a parada técnica na metade dos tempos e a cobrança de tiros livres diretos na mesma posição a partir da 15ª falta cometida. Nenhuma delas foi aprovada, e o que ficou lembrado mesmo foi a quebra de fila do Santos, que há 13 anos não comemorava um título. O adversário do Peixe nas quartas de final foi o Vasco, com o qual empatou nas duas partidas: 2 a 2 no Morumbi e 3 a 3 em São Januário. Nos pênaltis, a classificação alvinegra veio com 7 a 6 nas cobranças. 
Na semifinal, contra o Palmeiras, o Santos abriu o confronto com grande vitória por 3 a 1 em pleno Palestra Itália. Na volta, em Presidente Prudente, o rival até chegou a vencer por 1 a 0, mas o saldo de gols garantia a vaga santista na final.
A última disputa do curto campeonato foi contra o Flamengo, com o primeiro jogo marcado para o Morumbi. Em ótima atuação, o Santos dominou os cariocas a conseguiu vantagem ao vencer por 2 a 1. Era preciso segurar a onda na segunda partida, no Maracanã. Anderson Lima abiu o placar para o Peixe aos 33 minutos, mas o adversário virou ainda no primeiro tempo, aos 37 e 45.
A decisão estava indo aos pênaltis, até que, aos 32 do segundo tempo, Juari marcou um golaço e empatou por 2 a 2. A conquista do Torneio Rio-São Paulo desafogou o grito do torcedor e somou a quinta e última taça do Santos da competição.

A campanha do Santos:
6 jogos | 2 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 12 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Pisco Del Gaiso/Placar

Santos Campeão da Recopa Mundial 1968

Pelé nos deixou no dia 29 de dezembro de 2022, aos 82 anos de idade. E como uma singela forma de homenageá-lo, o blog traz o relato e o pôster do título da Recopa Intercontinental (ou Mundial) de 1968, vencida pelo Santos. Hoje um pouco esquecida, esta conquista na época foi equiparada (e às vezes até mesmo colocada por cima) aos Mundiais de 1962 e 1963. Tanto que o Peixe chegou a utilizar três estrelas em seu escudo por algumas temporadas.

A Recopa Intercontinental foi uma competição criada em 1968 com o intuito de reunir todos os campeões Mundiais até então: Real Madrid, Peñarol, Santos, Racing e Internazionale. América do Sul e Europa jogariam cada um em seu continente, e os vencedores fariam a decisão. Pelo lado europeu, o Real Madrid desistiu da disputa e a Internazionale avançou à final sem precisar entrar em campo.

Pelo lado sul-americano, Santos, Peñarol e Racing disputaram um triangular chamado de Supercopa Sul-Americana dos Campeões Mundiais. Em dois turnos, o Peixe fez quatro partidas. Em São Paulo, bateu os argentinos por 2 a 0 - gols de Pelé e Edu -, e no Rio de Janeiro, superou os uruguaios por 1 a 0 - gol de Clodoaldo. Na vez de enfrentar o Racing em Avellaneda, a vitória confirmaria a classificação antecipada à decisão. E em abril de 1969, o Santos fez 3 a 2 com dois gols de Toninho Guerreiro e outro de Negreiros. Antes da final, ainda houve tempo de perder por 3 a 0 para o Peñarol.

A final entre Santos e Internazionale foi no dia 24 de junho de 1969, no Estádio San Siro, em Milão. Com mais de 44 mil torcedores contra, o Alvinegro Praiano conseguiu a vitória por 1 a 0, gol de Toninho Guerreiro aos 12 minutos do segundo tempo. O título santista só foi confirmado meses depois, em setembro, quando os italianos desistiram de fazer uma segunda partida.

A campanha do Santos:
5 jogos | 4 vitórias | 0 empates | 1 derrota | 7 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Arquivo/ASSOPHIS/Santos

Botafogo, Santos, Vasco e Corinthians Campeões do Torneio Rio-São Paulo 1966

A primeira era do Torneio Rio-São Paulo acabou de maneira agridoce, com um título dividido entre quatro campeões. O ano de 1966 foi conturbado para o futebol brasileiro devido à má preparação para a Copa do Mundo. Em abril daquele ano - três meses antes do Mundial -, a CBD pré-convocou 46 jogadores para treinos. Tal fato prejudicou os clubes, que precisaram paralisar suas atividades oficiais por um trimestre inteiro.
A conjuntura dos fatos levou as federações paulista e carioca tomarem duas decisões quanto ao Rio-SP: o regulamento voltou a ser o mesmo de antes, com pontos corridos e turno único, e se mais duas ou mais equipes terminassem empatadas na liderança ao fim das nove rodadas, o saldo de gols definiria o campeão, pois não haveria datas nem atletas de ponta para os jogos extras. Isto aconteceu com quatro clubes, todos alvinegros.
Botafogo, Santos, Vasco e Corinthians protagonizaram uma disputa tão forte pelo título que todos chegaram com chances de serem campeões sozinhos na última rodada. E para evitar desgastes com quaisquer dirigentes, os organizadores do torneio decidiram dividir o título entre os igualados ao invés do saldo de gols. A situação era a seguinte: o Vasco era o primeiro com 11 pontos, seguido por Santos e Corinthians com dez cada, e o Botafogo com nove. O Palmeiras seria o quinto clube na briga, mas acabou derrotado pelo São Paulo na última partida e acabou parado em nove pontos.
No dia seguinte, Corinthians e Santos jogaram no Pacaembu e Botafogo e Vasco se enfrentaram no Maracanã. Os paulistas não saíram do 0 a 0 e atingiram os 11 pontos do cruz-maltino. Então, bastava para o Vasco também empatar para ser campeão isolado, mas o time levou 3 a 0 da Estrela Solitária, que também chegou aos 11 pontos. No saldo de gols, deu Fogão (oito, contra sete do Peixe, um do Vasco e zero do Timão). Mas a regra inicial já tinha sido esquecida.

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Em 1967, as federações de São Paulo e do Rio de Janeiro decidiriam modificar sua competição e convidar clubes de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. O conceito e o nome Torneio Rio-São Paulo ficaram extintos até 1993, e no lugar seguiu o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, que deu origem ao Brasileirão moderno.

A campanha do Botafogo:
9 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 19 gols marcados | 11 gols sofridos

A campanha do Santos:
9 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 18 gols marcados | 11 gols sofridos

A campanha do Vasco:
9 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 3 derrotas | 12 gols marcados | 11 gols sofridos

A campanha do Corinthians:
9 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 3 derrotas | 15 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Botafogo


Foto Arquivo/Santos


Foto Arquivo/Vasco


Foto Arquivo/Corinthians

Botafogo e Santos Campeões do Torneio Rio-São Paulo 1964

Presente na vida dos clubes paulistas e cariocas há 14 anos quase consecutivos, o Torneio Rio-São Paulo começou a apresentar sinais de desgaste em 1964. Naquele ano, embora todo o campeonato tenha sido concluído, não foi possível apontar um único campeão de acordo com as regras impostas. A taça precisou ser dividida em duas, e justamente para os melhores times do momento: Santos e Botafogo.
As campanhas de Peixe e Fogão foram quase idênticas. Ambos começaram vencendo, o Santos fez 3 a 0 no Corinthians e o Botafogo fez 2 a 0 no São Paulo. E foram conseguindo vitórias seguidas e uma única derrota cada até a penúltima partida.
Como não existia uma preocupação em se alinhar a tabela dos times, o Santos entrou em campo para seu último jogo antes do Botafogo. Com 14 pontos, bastava empatar com o Flamengo para não ser mais alcançado. Mas o Peixe perdeu por 3 a 2 no Maracanã e precisou secar o Fogão.
Ainda com duas partidas para realizar, o Botafogo tinha dez pontos. Com as vitórias, empataria na classificação e forçaria dois jogos extras com o rival santista. E assim foi, após fazer 4 a 3 no Palmeiras fora e 5 a 0 no Bangu em casa.
O problema é que não havia datas disponíveis para os desempates. Ambos clubes estavam com calendário lotado e excursões agendadas. Só em janeiro de 1965 foi possível fazer o primeiro jogo extra. No Maracanã, o Botafogo fez 3 a 2 no Santos. E então, outro problema: o Peixe já estava de saída para viagem outra vez. Sem espaço para a segunda partida, as federações paulista e carioca decidiram rachar o título entre as duas equipes.

A campanha do Botafogo:
10 jogos | 8 vitórias | 0 empates | 2 derrotas | 24 gols marcados | 11 gols sofridos

A campanha do Santos:
10 jogos | 7 vitórias | 0 empates | 3 derrotas | 23 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Botafogo


Foto Arquivo/Santos

Santos Campeão do Torneio Rio-São Paulo 1963

Melhor time do mundo em 1963, o Santos faturou quase tudo o que disputou naquele ano: Mundial, Libertadores, Brasileiro (Taça Brasil) e o Torneio Rio-São Paulo. Só faltou o estadual, mas a história já estava escrita. Aquela escalação decorada por dez a cada dez santistas só não fez chover. A escalação? Gilmar, Dalmo, Mauro e Calvet; Zito e Lima; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. O técnico? Luís Alonso Perez, o Lula.
O Rio-SP de 1963 retomou o regulamento anterior de pontos corridos, com os dez participantes se enfrentando em turno único. E a única novidade na temporada foi a entrada do Olaria como o quinto clube carioca. No lado oposto, o Santos começou a campanha do bicampeonato com empate por 2 a 2 com o Vasco no Maracanã.
A primeira vitória do Peixe veio na partida seguinte, por 6 a 3 sobre a Portuguesa, e logo acompanhada de uma sequência: 2 a 0 sobre o Corinthians, 6 a 2 sobre o São Paulo, 3 a 0 sobre o Palmeiras e 5 a 1 sobre o Olaria. O time só foi parado pelo Fluminense, que venceu por 4 a 2 no sétimo jogo.
A belíssima trajetória do Santos foi coroada na penúltima partida, no Maracanã, com a vitória por 3 a 0 sobre o Flamengo. Os gols foram marcados por Coutinho, Dorval e Pelé no segundo tempo. Com 13 pontos, o alvinegro praiano ficou inalcançável para o Corinthians, que só podia chegar a 12 e acabou com o vice.

A campanha do Santos:
9 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 30 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Santos

Santos Campeão do Torneio Rio-São Paulo 1959

O ano de 1959 foi emblemático para o futebol brasileiro. O motivo? A criação da Taça Brasil, a primeira competição verdadeiramente nacional. Até então, era o Torneio Rio-São Paulo quem possuía um status próximo, pois reunia os clubes das duas principais praças do país.
E foi no Rio-SP desta temporada que o Santos deu seu primeiro show fora dos limites paulistas. Com um jovem de 18 anos chamado Pelé, o time deu início a uma era de títulos que transcendeu a história do esporte. Imbatível em casa e consistente fora, o Peixe começou a campanha ao derrotar o Botafogo por 4 a 2 no Maracanã.
Os quatro jogos seguintes foram em casa: 1 a 1 com o Fluminense, 2 a 0 na Portuguesa, 4 a 3 no São Paulo e 3 a 2 no Corinthians. A primeira derrota só aconteceu diante do Palmeiras, por 2 a 1. Os resultados alçaram o Santos às primeiras posições da tabela.
Depois de perder por 4 a 3 para o America-RJ fora de casa, o Peixe chegou à última rodada com 11 pontos, empatado com o Flamengo e com um ponto a menos que o líder Vasco. Os flamenguistas ficaram sem chances ao perderem para o São Paulo. Um dia depois, a decisão foi exatamente entre santistas e vascaínos. No Pacaembu, a dupla Pelé e Coutinho deu show. O Rei marcou uma vez e seu amigo fez os outros dois na vitória por 3 a 0 que consolidou o primeiro Torneio Rio-São Paulo para o Santos, que no fim chegou aos 13 pontos.

A campanha do Santos:
9 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 24 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Arquivo/Gazeta Esportiva

Santos Campeão da Libertadores 2011

O início da década de 2010 foi de domínio brasileiro na Libertadores. Até 2013, o país conseguiu seu recorde de conquistas consecutivas: quatro. Em 2011, foi vez do Santos repetir o feito da geração de Pelé, e sair da fila de 48 anos sem vencer com a geração de Neymar. Foi pelo título da Copa do Brasil em 2010 que o Peixe chegou lá.

Na primeira fase, o clube paulista ficou no grupo 5, junto com Cerro Porteño, Colo-Colo e Deportivo Táchira. Sem moleza nos jogos, o alvinegro praiano fez apenas dois pontos no primeiro turno. A reação veio na segunda metade, com três vitórias: 3 a 2 sobre o Colo-Colo, em casa, 2 a 1 sobre o Cerro, no Paraguai, e 3 a 1 sobre o Táchira, na Vila Belmiro. Com 11 pontos, o time ficou em segundo lugar na chave, perdendo no saldo de gols para os paraguaios.

De nona melhor campanha, o Peixe enfrentou nas oitavas de final o América do México. Venceu por 1 a 0 na Vila Belmiro e segurou o 0 a 0 em terras mexicanas. Já os demais quatro brasileiros vivos perderam perderam nesta fase, e apenas o Santos seguiu.

Nas quartas, o adversário foi o Once Caldas, da Colômbia, e a revanche sete anos depois aconteceu com vitória em Manizales por 1 a 0 e empate no Pacaembu por 1 a 1. A semifinal marcou o reencontro com o Cerro Porteño. Uma vitória por 1 a 0 em São Paulo e um empate em 3 a 3 em Assunção colocaram o Santos na final, a quarta em sua história.

O adversário na decisão foi o mesmo do primeiro título santista, o Peñarol, que passou por Internacional, Universidad Católica e Vélez Sarsfield. A ida foi no Centenario, em Montevidéu, e terminou com empate por 0 a 0.

O Pacaembu, em São Paulo, lotou para a volta. Neymar comandou o time e abriu o placar para o Peixe. O lateral Danilo fez o segundo, e o gol uruguaio também foi santista, com Durval fazendo contra. Com 2 a 1 no placar, o Santos conquistou o tricampeonato da Libertadores sem contestação.

A campanha do Santos:
14 jogos | 7 vitórias | 6 empates | 1 derrota | 20 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Arquivo/Santos

Santos Campeão da Libertadores 1963

O Santos chegou ao topo do mundo em 1962, vencendo tudo o que foi possível: Paulista, Taça Brasil, Libertadores e o Mundial. Era a hora de manter a hegemonia em 1963. No estadual não conseguiu, mas na Taça Brasil repetiu o êxito, e na Libertadores igualmente.

O Peixe na entrou na Copa dos Campeões da América com o status de campeão diretamente na semifinal. Sua vaga pelo nacional foi herdada pelo Botafogo. Foram nove times na disputa da Libertadores, pois a Venezuela ainda não fazia parte da Conmebol e a Bolívia não indicou ninguém. 

Enquanto o Santos esperava seu adversário, a primeira fase ocorreu em três grupos, com Botafogo, Peñarol e Boca Juniors conseguindo a classificação. Argentinos e uruguaios se enfrentam na semifinal, com duas vitórias e a classificação do Boca.

Na outra chave, o Santos de Pelé enfrentou o Botafogo de Garrincha. A partida de ida foi no Pacaembu, e o Peixe não conseguiu vantagem, apenas empatando em 1 a 1. A volta foi no Maracanã, onde apareceu o talento do Alvinegro Praiano. A goleada de 4 a 0 colocou o Santos em sua segunda final.

A decisão contra o Boca Juniors foi emocionante. O jogo de ida aconteceu no Maracanã, e o público carioca viu o Santos fazer três gols no primeiro tempo. O Boca reagiu e marcou duas vezes no segundo tempo. O 3 a 2 dava uma leve vantagem ao Peixe e uma esperança aos argentinos.

O jogo de volta foi em La Bombonera. A rivalidade Brasil e Argentina ficou evidente em campo. Os gols só saíram no segundo tempo, e o Boca marcou primeiro. A final iria à partida extra se não fosse a dupla Coutinho e Pelé surgir para decidir. Os dois atacantes marcaram os gols da virada, e o Santos voltou de Buenos Aires com a vitória por 2 a 1 e o bicampeonato da Libertadores. A supremacia santista seria consolidada dois meses depois com a nova conquista do Mundial.

A campanha do Santos:
4 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 10 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Arquivo/Gazeta Esportiva

Santos Campeão da Libertadores 1962

Em 1962, o Santos era o melhor time de futebol do Brasil, e ia para sua primeira Libertadores embalado pela conquista da Taça Brasil de 1961. Era um representante a altura para derrubar a hegemonia do Peñarol. Depois de duas edições totalmente realizadas em mata-mata, a competição ganharia pela primeira vez uma fase de grupos.

Isso foi possível graças à introdução da vaga automática para o campeão anterior já na semifinal. A regra permitiu à Conmebol colocar nove equipes em grupos de três times. No total foram dez clubes participantes.

O Peixe ficou no grupo 1, ao lado do Cerro Porteño, do Paraguai, e do Deportivo Municipal, da Bolívia. E o time de Pelé, Coutinho e Pepe não teve problemas para passar de fase. Na Vila Belmiro, goleou os bolivianos por 6 a 1 e os paraguaios por 9 a 1. No Paraguai, empatou por 1 a 1, e na Bolívia, venceu por 4 a 3. O Alvinegro se classificou na liderança com sete pontos.

Na semifinal, o Santos enfrentou a Universidad Católica, do Chile. Em jogos difíceis, o Peixe empatou em 1 a 1 em Santiago e venceu por 1 a 0 em casa. Na outra chave, o Peñarol bateu o Nacional no clássico uruguaio e chegou na sua terceira decisão consecutiva.

A final entre Santos e Peñarol foi longa. Na ida, no Centenario, em Montevidéu, Coutinho decidiu para o Peixe, fazendo os gols na virada por 2 a 1. Na volta, na Vila Belmiro, o Santos não conteve o ataque uruguaio e perdeu por 3 a 2, sob tumulto: depois do terceiro gol do Peñarol, uma agressão ao árbitro vinda da arquibancada fez a partida ser suspensa. Ela chegou a ocorrer inteira por pressão santista, mas somente 51 minutos são considerados oficiais.

No jogo extra, no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, tudo ocorreu tranquilamente. Pelé foi o craque da partida, marcando dois gols nos 3 a 0 do Peixe, que derrubou a supremacia uruguaia e trouxe o primeiro título de Libertadores para o Brasil.

A campanha do Santos:
9 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 29 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Popperfoto/Getty Images

Santos Campeão da Libertadores Feminina 2010

A segunda edição da Libertadores Feminina, em 2010, manteve quase tudo em relação à estreia. Dez equipes (uma de cada país) em dois grupos, e a competição toda sediada no Brasil. A única diferença é que as partidas desta vez aconteceram todas na Arena Barueri, na Grande São Paulo.

O Santos qualificou-se pelo segundo ano seguido após vencer novamente a Copa do Brasil. O time já não tinha mais a presença de Marta, mas seguia firme com Cristiane empilhando gols, agora com a ajuda de Grazi: elas anotaram sete gols cada na Libertadores, ficando a somente um da artilheira Noelia Cuevas, paraguaia do Universidad Autónoma. As Sereias ficaram no grupo A da primeira fase, e a estreia foi com vitória por 2 a 0 sobre o Caracas.

Aliás, a equipe não conheceu outro resultado que não fosse a vitória. Nas partidas seguintes da fase, as alvinegras aplicaram 9 a 0 no River Plate, do Uruguai, 4 a 0 no Formas Íntimas, da Colômbia, e 7 a 0 no Deportivo Quito. O Santos fez os 12 pontos e liderou a chave com cinco de vantagem sobre o time da capital do Equador. A semifinal foi jogada contra o Boca Juniors, e as Sereias derrotaram as argentinas por 2 a 0.

Na decisão, o Santos encontrou o Everton, clube chileno de Viña del Mar. Foi de longe o jogo mais difícil de todo o torneio. A bola teimava em não entrar e o empate parecia ser o caminho da disputa. Mas as brasileiras tinham mais time que as chilenas e a vitória aconteceu aos 44 minutos do segundo tempo, com o gol de Maurine.

O 1 a 0 da final foi o placar mais magro da campanha, porém o mais celebrado, por marcar o bicampeonato santista na Libertadores Feminina. Um título invicto, com 100% de aproveitamento e nenhum gol sofrido.

A campanha do Santos:
6 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 25 gols marcados | 0 gols sofridos


Foto Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos

Santos Campeão da Libertadores Feminina 2009

Quase 50 anos depois da criação da Libertadores, a Conmebol fez a versão feminina da competição, em 2009. Ela nasceu com algumas particularidades, que preserva até os dias atuais, mais de dez anos depois. Diferentemente da versão masculina, que ocorria por todo um semestre e atualmente leva a temporada inteira, a Libertadores Feminina é jogada no formato de tiro curto, com todos os representantes se encontrando em um país-sede predefinido e em, no máximo, um mês de duração.

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Desde a primeira edição da Libertadores Feminina, em 2009, as atuações e os números refletiram o nível em que cada país sul-americano se encontra na modalidade. São oito títulos para o Brasil, contra um cada de Paraguai, Chile e Colômbia. E a primeira taça brasileira veio logo na estreia, com o Santos. O clube paulista chegou lá através do título da Copa do Brasil de 2008.

Dez times, um de cada federação, dirigiram-se até o Estado de São Paulo para a disputa, divididos em dois grupos de cinco. Donas da casa, as Sereias da Vila atuaram por toda a primeira fase na Vila Belmiro, enquanto a outra chave jogou no Guarujá. Foi uma fase sem adversárias a altura.

Na estreia, o Santos venceu por 3 a 1 o White Star, do Peru. Na segunda rodada, aplicou 12 a 0 no Enforma Santa Cruz, da Bolívia. Depois de folgar o terceiro giro, o Santos goleou por 11 a 0 o Caracas. Na rodada final, 3 a 1 sobre o Everton, do Chile classificou a equipe santista na liderança, com 12 pontos, cinco a mais que a vice, as próprias chilenas.

As duas chaves da semifinal foram jogadas no Pacaembu, na capital paulista, e o Santos teve que encarar o Formas Íntimas, da Colômbia. A vaga na decisão foi conquistada com outra goleada, a mais "econômica" delas, por 5 a 0.

A final foi disputada contra o Universidad Autónoma, do Paraguai. Jogando de volta na Vila Belmiro, o Santos chegou ao primeiro título da Libertadores Feminina com mais um placar dilatado. Foi 9 a 0, bem colaborativo: a Rainha Marta fez dois gols, enquanto os outros sete ficaram distribuídos entre Maurine, Érika, Fran, Thais, Suzana, Dani e Ketlen.

O resultado poderia ter sido ainda maior se Cristiane estivesse em campo. Com 15 gols, a atacante foi a artilheira do torneio, com mais que o dobro que a vice Marta (que anotou sete).

A campanha do Santos:
6 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 43 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Ricardo Saibun/Gazeta Press

Santos Campeão Mundial 1963

Não existiu time melhor que o Santos na primeira metade dos anos 60. O clube de Pelé, Coutinho e Pepe era reverenciado por todos os lugares onde jogava. Com taças e mais taças empilhadas, o ápice se deu na conquista das duas Copas Intercontinentais, em sequência.

O Peixe chegou à segunda disputa após um novo título da Libertadores, com duas duras vitórias sobre o Boca Juniors, por 3 a 2 em casa e por 2 a 1 fora. Seu oponente no Mundial foi o Milan, inédito campeão da Copa dos Campeões Europeus. Os Rossoneros derrotaram o Benfica na decisão, de virada, por 2 a 1.

Se a conquista santista de 1962 foi tida como relativamente tranquila, a de 1963 passou longe disso. O primeiro jogo foi realizado no dia 16 de outubro, no Estádio San Siro, em Milão. Na arquibancada, 52 mil italianos contra o Santos. Em campo, mais nove. Os outros dois eram brasileiros mesmo. A dupla de ataque do Milan era composta por José Altafini (o Mazola) e Amarildo, ambos vencedores da Copa do Mundo com a seleção canarinho. Eles deram muito trabalho, principalmente o segundo, autor de dois gols.

O placar da ida foi uma complicada derrota por 4 a 2. Na ordem: o time italiano marcou duas vezes no primeiro tempo, Pelé descontou no começo do segundo, eles marcaram mais duas vezes na sequência, e o Rei descontou novamente, de pênalti, no fim do jogo. A participação dele no Mundial acabaria ainda na Itália. Entre a ida e a volta, o atacante lesionou-se.

Sem Pelé no ataque santista, o segundo jogo foi em 14 de novembro, em um Maracanã com mais de 132 mil pessoas. E o Milan quase estragou tudo marcando dois gols em sequência na primeira etapa (um do Altafini). Na raça, o Santos virou no segundo tempo, com dois gols de Pepe, um de Almir e outro de Lima. Até hoje, os milanistas criticam a arbitragem da partida, feita pelo argentino Juan Brozzi. Mas o fato é que o 4 a 2 a favor brasileiro forçou a partida extra.

O desempate aconteceu em 16 de novembro, também no Rio de Janeiro e também com um público enorme no Maracanã: 120 mil. Os dois times atuaram nervosos, até mesmo com certa violência em algumas jogadas, o que levou à expulsão de dois defensores, o rossonero Cesare Maldini e o alvinegro Ismael. Devido à tensão, os gols rarearam. O tento solitário foi marcado pelo zagueiro Dalmo, de pênalti, aos 31 minutos do primeiro tempo. No restante do tempo o Santos se segurou, soube controlar a pressão italiana e chegou ao bi mundial com a vitória por 1 a 0.


Foto Arquivo/Estadão