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Tuna Luso Campeã Paraense 1983

A Tuna Luso quebrou a alternância entre Paysandu e Remo e voltou a ser campeão paraense em 1983, depois de 13 anos. Foi a nona conquista estadual na história do clube verde, e a primeira desde 1970.

O torneio foi realizado com oito times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único. O líder foi à final e os cinco melhores para um pentagonal seguinte, também disputado em turno único, cujo primeiro colocado também foi à decisão de etapa, valendo um ponto extra para a terceira fase. Nesta, as cinco melhores campanha no geral atuaram mais uma vez em turno único, com o líder indo à final do estadual, e o segundo e terceiro colocados decidindo a outra vaga.

A trajetória da Tuna Luso rumo ao título começou na vitória por 1 a 0 sobre o Tiradentes. Nos outros seis jogos, venceu três, empatou dois e perdeu um, terminando a primeira fase na terceira colocação, com dez pontos. No pentagonal, a Águia do Souza venceu dois e perdeu outras duas partidas. Com quatro, a equipe ficou em segundo lugar, três pontos atrás do Remo. A primeira etapa foi decidida entre Paysandu e Remo, com vitória remista confirmada após longas disputas nos tribunais.

Na segunda fase, a Tuna estreou novamente contra o Tiradentes, empatando por 1 a 1. Depois, o time empatou mais quatro vezes e venceu duas, ficando na vice-liderança com nove pontos, um atrás do líder Paysandu. No pentagonal, a Águia  venceu três jogos e empatou outro, somando sete pontos e obtendo a liderança. Sem explicações, a decisão de fase contra o Paysandu não aconteceu, provavelmente devido ao calendário apertado pelas pendências judiciais referentes à decisão da primeira fase, que teve ser refeita pela dupla Repa.

A Tuna aproveitou-se do desgaste institucional de Paysandu e Remo na fase final. A Águia fez 2 a 0 nos bicolores e 1 a 0 nos azulinos, além de bater o Sport Belém por 3 a 0 e o Izabelense por 2 a 0. Com oito pontos, a equipe tunante foi à decisão, enquanto o Remo teve de vencer o Paysandu na semifinal.

A final do estadual juntou Tuna Luso e Remo em duas partidas no Mangueirão. Na primeira, a Águia perdeu por 1 a 0. No segundo jogo, o time tunante aproveitou-se do regulamento e venceu 2 a 1, garantindo o título pelo fato de ter sido líder no pentagonal anterior.
 
A campanha da Tuna Luso:
28 jogos | 16 vitórias | 8 empates | 4 derrotas | 44 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto Arquivo/Tuna Luso

Tuna Luso Campeã Paraense Feminino 2024

O Campeonato Paraense Feminino de 2024 teve a volta de um campeão. Depois de dez anos, a Tuna Luso chegou ao quarto título estadual de sua história, desbancando os favoritos Remo e Paysandu, que ocuparam vagas na Série A2 e Série A3 do Brasileirão. Em 2025, a única representante do Pará na terceira divisão será a Águia do Souza, pois o Paysandu subiu à segunda divisão.

O Parazão Feminino teve dez participantes, divididos em dois grupos na primeira fase, seguido por um quadrangular final para os dois melhores de cada chave. Em oito partidas, a Tuna Luso obteve um empate e sete vitórias, a maioria por goleada: 18 a 0 e 8 a 1, no Cruzeirão, 28 a 0 no Atlético JM9 e 4 a 0 no Castelo dos Sonhos. Com 22 pontos, a Águia passou em primeiro lugar no grupo A.

No quadrangular final, a Tuna se juntou a Remo, Paysandu e Tiradentes. Apesar do início ruim, com derrota por 3 a 0 para o Paysandu, a equipe cruz-maltina se recuperou e conseguiu quatro vitórias nas cinco partidas seguintes, sendo duas sobre o Remo e uma de recuperação sobre o Paysandu. A última vitória foi a que confirmou o título, na sexta rodada, por 2 a 1 sobre o Tiradentes, no Campo 1 do CEJU, em Belém.

A campanha da Tuna Luso:
14 jogos | 11 vitórias | 1 empate | 2 derrotas | 71 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Divulgação/FPF

Tuna Luso Campeã do Brasileiro Série C 1992

Da virada dos anos 1980 até a metade da década de 1990, a Série C do Campeonato Brasileiro foi disputada em intervalos intermitentes de duas temporadas. As edições da Série B de 1989 e 1991 foram severamente infladas, o que acabou por inviabilizar o terceiro escalão nacional. Já em 1990 e 1992, fez-se o caminho inverso: a Segundona encolheu, abrindo espaço para que a Série C fosse organizada.

A edição de 1992 adotou uma fórmula semelhante às anteriores, com os clubes se classificando através do desempenho nos campeonatos estaduais. Consolidada como a terceira força do futebol do Pará, a Tuna Luso entrou na disputa com a experiência de ter conquistado o título da Série B em 1985.

As 31 equipes participantes daquela Série C foram divididas em sete chaves. A Tuna Luso foi alocada no Grupo 2, ao lado de Izabelense, Sampaio Corrêa, Moto Club e Flamengo-PI. A caminhada tunante começou com vitória por 1 a 0 em Belém, que abriu as portas para mais três triunfos dentro de casa: 1 a 0 no Flamengo-PI, 3 a 1 no clássico regional contra a Izabelense e 3 a 0 sobre o Sampaio Corrêa.

No returno, longe de seus domínios, a Águia manteve a invencibilidade. Segurou um 0 a 0 contra o Moto Club no Maranhão, bateu a Izabelense por 1 a 0 em Santa Izabel, empatou em 1 a 1 com o Flamengo no Piauí e coroou a fase vencendo o Sampaio Corrêa por 1 a 0 em São Luís. Com 14 pontos conquistados, a Tuna garantiu a liderança e a única vaga do grupo.

Na segunda fase, o desafio foi um triangular contra o Auto Esporte e o Nacional-AM. A Tuna começou vencendo o Auto Esporte por 1 a 0 na Paraíba. Na sequência, jogando em Belém, empatou sem gols com o Nacional e repetiu o 1 a 0 sobre os paraibanos. A vaga para a decisão foi carimbada em Manaus, com um empate em 1 a 1 diante do Nacional, garantindo a liderança da chave com seis pontos.

O adversário da Tuna Luso na grande final foi o Fluminense de Feira, que bateu Rio Pardo-ES e Matsubara. Na ida, disputada na Bahia, no Joia da Princesa, o alviverde paraense acabou derrotado por 2 a 0. O resultado obrigava a Tuna a devolver exatamente a mesma diferença de saldo de gols em Belém para ficar com a taça, já que ostentava a melhor campanha geral do torneio.

A volta aconteceu no Estádio Baenão e ganhou contornos de drama. A Tuna vencia por 1 a 0, gol marcado por Ageu, mas esbarrava na defesa baiana ao tentar o segundo gol. O pior aconteceu aos 42 minutos do segundo tempo: o Fluminense empatou. O placar dava o título aos baianos, mas o que se viu a seguir foi um dos finais de jogo mais inacreditáveis. Aos 45 minutos, o reserva Manelão recolocou a Águia do Souza na frente: 2 a 1. Aos 49 minutos, Júnior cobrou escanteio e Juninho testou forte para decretar o épico 3 a 1. O gol deu o título à Tuna Luso e torcida invadiu o gramado para celebrar.

A campanha da Tuna Luso:
14 jogos | 9 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 17 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Cezar Magalhães/Arquivo

Tuna Luso Campeã do Brasileiro Série B 1985

O primeiro título nacional conquistado pelo futebol paraense ocorreu em 1985, na Série B do Campeonato Brasileiro, que naquele ano voltava a ser chamada de Taça de Prata. A Tuna Luso chegou para a disputa embalada pelo vice-campeonato estadual de 1984 e, crescendo jogo a jogo, conquistou a maior glória de sua história centenária, elevando a região Norte a um novo patamar no cenário esportivo. O regulamento do torneio era direto: com 24 participantes, todas as fases iniciais foram disputadas em mata-mata, culminando em um triangular final para decidir o campeão.

A trajetória da Tuna Luso começou contra o Moto Club. Após um empate sem gols em São Luís, a equipe impôs sua força em Belém, vencendo por 3 a 0. Na segunda fase, o desafio foi contra o Rio Negro-AM. No jogo de ida, a Águia do Souza mandou a partida no Baenão e venceu por 1 a 0. Em Manaus, no Vivaldão, confirmou a superioridade com um novo triunfo por 2 a 1.

Nas quartas de final, o adversário foi o Fortaleza. Após segurar um empate em 0 a 0 no Estádio Presidente Vargas, a Tuna Luso deu um espetáculo na capital paraense: uma goleada sonora por 5 a 1 que classificou a Águia para a fase decisiva. Além da Tuna, o Figueirense e o Goytacaz garantiram suas vagas no triangular final. Os catarinenses eliminaram Novo Hamburgo, Marília e Operário-MS. Já o clube do Rio de Janeiro passou por América-SP, América-MG e Catuense.

A fase final da Série B começou de forma perfeita para os paraenses. Na primeira rodada, vitória em casa por 1 a 0 sobre o Figueirense. Na sequência, a Tuna foi até Campos dos Goytacazes e superou o Goytacaz pelo mesmo placar. Na rodada em que a Tuna Luso folgou, o time fluminense bateu o catarinense por 3 a 1 em casa.

A situação tornou-se tão favorável que nem mesmo a derrota por 3 a 2 para o Figueirense, no Orlando Scarpelli, abalou a confiança da equipe. O revés apenas adiou o grito de campeão. Na penúltima rodada do triangular, a última partida dos paraenses, a Tuna Luso venceu o Goytacaz por 3 a 2 no Mangueirão, diante de 12 mil torcedores tunantes.

A vitória garantiu antecipadamente o título da Taça de Prata e o acesso à elite de 1986. Enquanto Figueirense e Goytacaz empatavam em 1 a 1 na última rodada apenas para cumprir tabela, a torcida cruz-maltina comemorava. Ao final, a Tuna Luso somou seis pontos, deixando os adversários para trás com apenas três pontos cada.

A campanha da Tuna Luso:
10 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 18 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/O Liberal