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Atlético de Madrid Campeão da Recopa Europeia 1962

Sem a benção da UEFA, a Recopa Europeia veio para ficar em 1961. Entretanto, ainda naquele ano, a entidade tomou uma atitude e criou a sua própria competição com o mesmo regulamento e a mesma premissa: confrontar todos os campeões da copas nacionais do continente, que à época eram 23. Destes, 14 entraram na primeira fase, enquanto os outros nove aguardaram pelas oitavas de final. A única diferença estava na final, realizada em partida única.

O vencedor da primeira edição sob organização da UEFA foi o Atlético de Madrid, então bicampeão da Copa do Rei. O clube colchonero iniciou sua campanha na primeira fase, contra o Sedan, da França. A primeira partida foi realizada no Estádio Emile Albeau, com vitória espanhola por 3 a 2. O segundo jogo aconteceu no antigo Estádio Metropolitano, e o Atleti goleou por 4 a 1.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Leicester City. Na ida, empate por 1 a 1 na Filbert Street, na Inglaterra. Na volta, vitória por 2 a 0 em Madri. Nas quartas, foi a vez de enfrentar o Werder Bremen, com o primeiro jogo ocorrendo novamente fora de casa. Na Alemanha, o Atleti arrancou outro empate por 1 a 1 atuando no Weserstadion. A segunda partida foi no Metropolitano, com a classificação colchonera sacramentada no triunfo por 3 a 1.

A semifinal foi disputada contra o Motor Jena (atual Carl Jeiss Jena), da Alemanha Oriental. Outra vez fora de casa, o Atlético de Madrid abriu vantagem na ida ao vencer por 1 a 0. A volta também foi fora, porque a Espanha não concedeu visto de entrada aos alemães do leste. Em Malmö, na Suécia, o Atleti goleou por 4 a 0 e chegou na final.

A decisão da Recopa foi entre Atlético de Madrid e Fiorentina, que defendia o título após passar por Rapid Viena, Zilina e Ujpest. O jogo ocorreu em maio no Hampden Park, em Glasgow, mas ficou empatado por 1 a 1 nos 120 minutos entre tempo normal e prorrogação. Como não havia disputa de pênaltis, foi preciso realizar uma partida extra. Porém, ela só aconteceu em setembro, no Neckarstadion, em Stuttgart. E deu Atleti por 3 a 0, gols de Miguel Jones, Jorge Mendonça e Joaquín Peiró.

A campanha do Atlético de Madrid:
10 jogos | 7 vitórias | 3 empates | 0 derrotas | 23 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Arquivo/Atlético de Madrid

Atlético de Madrid Campeão da Liga Europa 2018

Depois de ter amargado dois duros vices para o rival Real Madrid na Liga dos Campeões, em 2014 e 2016, o Atlético de Madrid compensou um pouco as derrotas com a conquista o tricampeonato da Liga Europa em 2018. O título para a equipe comandada por Diego Simeone veio a partir da queda na fase de grupos da Champions, porém de maneira irrepreensível, com quase nenhum sufoco.

Na outra competição, o Atleti não conseguiu superar as forças de Roma e Chelsea, mas ficou muito distante do Qarabag e garantiu um lugar na Liga Europa a partir dos terceiros colocados eliminados. A estreia espanhola no mata-mata foi diante do Copenhagen, o qual deixou para trás com vitórias por 4 a 1 na Dinamarca, e por 1 a 0 no Metropolitano, o novo estádio do Atlético.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Lokomotiv Moscou. O primeiro jogo aconteceu em Madrid, e o Atleti venceu por 3 a 0. A segunda partida foi realizada na Rússia, e os espanhóis garantiram a classificação com goleada por 5 a 1. Os gols foram marcados por Ángel Correa, Saúl Ñíguez, dois de Fernando Torres e Antoine Griezmann.

O Atlético encarou nas quartas o Sporting. A ida foi disputada no Metropolitano, e o dono da casa venceu por 2 a 0, com gols de Koke e Griezmann. A vantagem era boa, e permitiu que os espanhóis passar bem pela pressão do José Alvalade na volta. Os portugueses venceram por 1 a 0, mas não tiraram os colchoneros da semifinal.

Na semi, o Atlético enfrentou o Arsenal. A primeira partida foi em Londres, no Estádio Emirates. Os ingleses abriram o placar já no segundo tempo, mas Griezmann garantiu o empate por 1 a 1 a oito minutos do fim. O segundo jogo foi em Madrid. A vaga na decisão veio com vitória por 1 a 0. O gol foi anotado por Diego Costa, nos acréscimos do primeiro tempo.

Na final, o Atlético de Madrid enfrentou o Olympique Marselha, que passou por Oostende, Domzale, Konyaspor, Vitória de Guimarães, Braga, Athletic Bilbao, RB Leipzig e RB Salzburg. A partida foi realizada no Parc Olympique Lyonnais, em Lyon, na França. Apesar de estar no país do rival, foi o colchonero quem mandou no resultado. Com dois gols de Griezmann e um de Gabi, o tri foi conquistado no triunfo por 3 a 0.

A campanha do Atlético de Madrid:
9 jogos | 7 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 20 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Chris Brunskill/Getty Images

Atlético de Madrid Campeão da Liga Europa 2012

Campeão em 2010 com uma campanha muito abaixo da média, o Atlético de Madrid chegou ao bicampeonato da Liga Europa em 2012, de uma maneira bem diferente. Na segunda oportunidade, o time colchonero não tomou conhecimento de nenhum adversário e atingiu o título com toda a tranquilidade que faltou na primeira vez. Foi um ótimo cartão de visitas de Diego Simeone, ídolo do clube e técnico argentino chegou justamente naquela temporada.

Apenas sétimo colocado no Campeonato Espanhol de 2011, o Atleti entrou na terceira fase preliminar da Liga Europa. Contra o Stromsgodset, da Noruega, a equipe avançou com vitórias por 2 a 1 no Vicente Calderón, e por 2 a 0 fora de casa. Na primeira fase, eliminou o Vitória de Guimarães com mais dois triunfos, por 2 a 0 em casa, e por 4 a 0 em Portugal.

Na segunda fase, o Atlético de Madrid ficou no grupo I, junto com Udinese, Celtic e Rennes. A estreia foi com vitória sobre por 2 a 0 sobre os escoceses no Vicente Calderón. Na sequência fora de casa, empatou por 1 a 1 com os franceses e perdeu por 2 a 0 para os italianos, e esses foram os únicos tropeços da equipe. No returno, bateu a Udinese por 4 a 0 em casa, fez 1 a 0 no Celtic fora e 3 a 1 no Rennes também em casa. Com 13 pontos, o Atleti ficou na primeira posição.

No mata-mata, os colchoneros não conheceram nenhum empate ou derrota, em uma jornada histórica. Na terceira fase, derrotou a Lazio por 3 a 1 no Olímpico de Roma, e por 1 a 0 no Vicente Calderón. Nas oitavas de final, passou pelo Besiktas ao fazer 3 a 0 na Espanha, e 3 a 1 na Turquia.

Nas quartas de final, o Atleti enfrentou o Hannover 96. O primeiro jogo foi no Vicente Calderón, e a vitória foi por 2 a 1, gols de Falcao García (contratado do então campeão Porto) e Eduardo Salvio. A segunda partida foi na Alemanha, e os espanhóis obtiveram novamente o placar de 2 a 1.

A semifinal foi disputada contra o Valencia, com a ida outra vez no Vicente Calderón. Com dois gols de Falcao, um de Miranda e outro de Adrián, o Atleti venceu o rival por 4 a 2. A volta aconteceu no Mestalla, Adrián voltou a marcar e os colchoneros foram à decisão com o triunfo por 1 a 0.

Na final, outro confronto espanhol contra o Athletic Bilbao, que superou Trabzonspor, RB Salzburg, Paris Saint-Germain, Slovan Bratislava, Lokomotiv Mosocu, Manchester United, Schalke 04 e Sporting. A partida foi realizada na Arena Nationala, em Bucareste, na Romênia. Superior, o Atlético de Madrid chegou ao título ao vencer por 3 a 0. Falcao anotou dois gols e o brasileiro Diego fez um.

A campanha do Atlético de Madrid:
19 jogos | 17 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 43 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Michael Regan/Getty Images

Atlético de Madrid Campeão da Liga Europa 2010

O ano de 2010 marcou o início da UEFA Europa League, ou simplesmente Liga Europa. O nome Copa da UEFA estava definitivamente deixado de lado, em um movimento da entidade europeia que buscou maior modernização de suas competições. A identidade visual foi modificada, um hino oficial foi composto e o regulamento foi alterado. A única coisa que permaneceu intacta foi a taça.

O número de participantes da Liga Europa foi aumentado para 193. A fase preliminar foi divida em três, com 133 times espalhados. Depois, a primeira fase teria 76 equipes, sendo 35 da preliminar nativa e 15 da terceira fase preliminar da Liga dos Campeões. Por fim, a fase de grupos foi composta por 12 chaves de quatro clubes: 38 da primeira fase e dez da quarta preliminar da Champions. O mata-mata continuou igual, com 24 classificados e os oito eliminados dos grupos do outro torneio.

O primeiro campeão da nova era da Liga Europa veio justamente da Liga dos Campeões. O Atlético de Madrid não foi páreo para Chelsea e Porto e por pouco não perdeu também para o Apoel, do Chipre. Os colchoneros ficaram à frente dos cipriotas no saldo de gols, já que ambos empataram três e perderam outros três jogos. Passado o susto, o time de Diego Forlán e Sergio Agüero tentou se acertar na nova competição. No primeiro mata-mata, eliminou no sufoco o Galatasaray, ao empatar por 1 a 1 no Vicente Calderón e vencer por 2 a 1 na Turquia apenas aos 45 minutos do segundo tempo.

O segundo adversário do Atleti foi o Sporting, em mais dois confrontos difíceis nas oitavas de final. O primeiro foi em Madrid, e acabou empatado por 0 a 0. O segundo foi no José Alvalade, em Lisboa, e o time espanhol conseguiu dois gols com Agüero. Os portugueses empataram por 2 a 2 ainda no primeiro tempo, porém não conseguiram a virada. O Atlético estava classificado pela regra do gol fora de casa.

Nas quartas de final, o roteiro foi parecido contra o Valencia. A diferença foi que o empate por 2 a 2 aconteceu na ida, no Mestalla, e o 0 a 0 foi na volta, no Vicente Calderón. Na semifinal, o gol fora ajudou pela terceira vez, contra o Liverpool. O Atleti venceu por 1 a 0 o primeiro jogo em casa e perdeu por 2 a 1 a segunda partida em Anfield, na prorrogação, com o gol salvador de Forlán que evitou a eliminação, já que os ingleses tinham encontrado o segundo tento no tempo extra.

A final foi contra o Fulham, que passou por Vétra, Amkar Perm, Basel, CSKA Sofia, Shakhtar Donetsk, Juventus, Wolfsburg e Hamburgo. O jogo foi exatamente na casa do Hamburgo, o Volksparkstadion, e o título do Atlético de Madrid veio com nova complicação. Forlán marcou aos 32 do primeiro tempo, mas os ingleses empataram aos 37. Na prorrogação, o uruguaio fez 2 a 1 a quatro minutos do fim. Ufa!

A campanha do Atlético de Madrid:
9 jogos | 3 vitórias | 5 empates | 1 derrota | 11 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Lars Baron/Bongarts/Getty Images

Atlético de Madrid Campeão Mundial 1974

O ano de 1974 foi marcante para a história do Mundial de Clubes. Primeiro, porque ocorreu mais uma tentativa de aproximação entre Conmebol, UEFA e FIFA. Durante a troca de comando na Suíça, de Stanley Rous por João Havelange, a nova direção tentou mais uma vez a inclusão das outras confederações na competição, mas as conversas de novo não avançaram. E como a prioridade de Havelange era a expansão da Copa do Mundo, as tratativas congelariam pelas próximas décadas.

Segundo, porque a disputa não aconteceu em 1974, e sim no ano seguinte, devido a mais um desgaste envolvendo o lado europeu. Em maio, a Copa dos Campeões teve a final entre Bayern de Munique e Atlético de Madrid. O time alemão foi campeão em dois jogos: 1 a 1 no primeiro e 4 a 0 no desempate. Até então, tudo bem. Em outubro foi a vez de a Libertadores ser decidida. O Independiente conseguiu o penta após três partidas contra o São Paulo na final: derrota por 2 a 1 na ida, vitória por 2 a 1 na volta e vitória por 2 a 0 no desempate.

Foi só a notícia do título argentino chegar na Alemanha que os problemas começaram. Com a desculpa de que lhe faltava datas para atuar, o Bayern anunciou sua desistência da Copa Intercontinental. Mas para os sul-americanos, ficou subentendido que o pretexto era outro. A recusa alemã aconteceu muito tarde, tanto que não houve tempo para o Atlético de Madrid topar o convite ainda em 1974, já que os espanhóis também estavam com a agenda lotada. Somente em 1975 foi possível realizar a edição do Mundial.

Finalmente, no dia 12 de março, Independiente e Atlético de Madrid deram início à disputa, na Doble Visera, em Avellaneda. Cerca de 60 mil torcedores comparecem no primeiro confronto. O Atleti possuía três sul-americanos em campo: os argentinos Heredia e Ayala, e o paraguaio Benegas. A presença deles contribuiu para a partida ser truncada e de poucas oportunidades. O time espanhol não resistiu à pressão, e perdeu por 1 a 0, gol de Balbuena aos 34 minutos do primeiro tempo. O campeão Independiente era o claro favorito no Mundial.

Porém, o Atlético de Madrid tinha seu valor e queria o título para compensar a perda europeia. No dia 10 de abril, o Vicente Calderón recebeu 65 mil pessoas prontas para a virada. Com dificuldades, elas aconteceu. Aos 34 minutos de partida, Irureta abriu o placar colchonero. Quando o terceiro jogo parecia a solução, aos 40 do segundo tempo, Ayala fez 2 a 0 e decretou o título mundial para o Atlético de Madrid, que conseguira ali uma façanha única: ser, ao mesmo tempo, o segundo do seu continente e o primeiro do mundo.


Foto Arquivo/AS Color