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Alemanha Campeã da Copa do Mundo 2014

Depois de 64 anos, o Brasil voltou a ser o coração do futebol mundial ao sediar a Copa do Mundo de 2014. A competição em solo sul-americano, entrou para a história por contornos dramáticos: a maior humilhação sofrida pela seleção brasileira em todos os tempos e o feito inédito de uma seleção europeia conquistar o título nas Américas. A honra ficou com a Alemanha, que ergueu o tetracampeonato mundial. Sob a liderança técnica de Thomas Müller, Philipp Lahm, Mesut Özil, Sami Khedira, Miroslav Klose e o goleiro Manuel Neuer, o time comandado por Joachim Löw coroou um projeto iniciado pelo treinador oito anos antes.

A caminhada começou com a goleada por 4 a 0 sobre o Portugal, em Salvador. Porém, a estreia fácil foi contrastada pela sequência difícil: a Alemanha enfrentou forte resistência no empate por 2 a 2 contra  Gana, em Fortaleza, e suou para vencer os Estados Unidos por 1 a 0 em Recife. Os resultados garantiram à Mannschaft a liderança do Grupo G com sete pontos.

O confronto mais perigoso da campanha alemã ocorreu nas oitavas de final, contra a Argélia em Porto Alegre. Diante de uma retranca argelina, a Alemanha esbarrou no placar durante os primeiros 90 minutos. Na prorrogação, a eficiência alemã prevaleceu com gols de André Schürrle e Mesut Özil, selando a vitória por 2 a 1. Nas quartas de final, no Rio de Janeiro, o zagueiro Mats Hummels garantiu o triunfo por 1 a 0 sobre a França.

E então, veio a semifinal no Mineirão, em Belo Horizonte... Diante de um Brasil confuso, desorganizado e emocionalmente abalado pelo desfalque de Neymar, a Alemanha protagonizou o maior massacre da história moderna do futebol. O primeiro gol saiu aos 11 minutos do primeiro tempo, com Müller. Aos 22, Klose marcou o segundo e chegou a 16 gols, ultrapassando Ronaldo Fenômeno como o maior artilheiro da história das Copas.

A partir dali, a porteira brasileira se abriu: Toni Kroos fez o terceiro aos 24 e o quarto aos 26 minutos, e Khedira anotou o quinto aos 29, fechando o primeiro tempo. Na etapa complementar, Schürrle saiu do banco para balançar as redes mais duas vezes, aos 24 e aos 34 minutos. O histórico placar de 7 a 1 (com Oscar descontando aos 45) colocou a Alemanha na final no Rio de Janeiro.

A decisão no Maracanã colocou frente a frente Alemanha e Argentina, consolidando este como o confronto mais repetido em finais de Copa do Mundo, com três edições (1986, 1990 e 2014). Os argentinos bateram Bósnia, Irã, Suíça, Bélgica e Holanda. O jogo foi estudado, com a Argentina desperdiçando chances claras de gol. Após 90 minutos de placar zerado, a final partiu rumo à prorrogação.

Foi quando a estrela de Joachim Löw brilhou ao acionar o banco de reservas. Mario Götze entrou no lugar de Klose na etapa final. Aos oito minutos do segundo tempo da prorrogação, Götze dominou a bola e, sem a deixar cair, emendou um chute cruzado para fazer o gol do título. O 1 a 0 foi o carimbo final para a consagração. Depois de 24 anos de espera, a Copa do Mundo voltava pela quarta vez para os braços da Alemanha. Pelas mãos do capitão Lahm, a taça foi erguida, coroando uma equipe que aliou a frieza tática da Europa ao calor e à simpatia do povo brasileiro.

A campanha da Alemanha:
7 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 18 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Sven Simon/Imago/Sportfotodienst

Ferroviária Campeã da Copa do Brasil Feminina 2014

A Copa do Brasil Feminina de 2014 foi a oitava edição da competição. Realizada entre janeiro e abril, o torneio voltou a contar com a participação de 32 equipes de diferentes estados. A disputa foi encerrada com o título da Ferroviária, de Araraquara.

O formato da competição seguiu o sistema de mata-mata. Nas duas primeiras fases, o time visitante podia eliminar o jogo de volta se vencesse a primeira partida por três ou mais gols de diferença.

A Ferroviária chegou à competição com o mais antigo projeto estruturado de futebol feminino, mantido em pé desde 2001. A equipe contava com elenco formado por jogadoras experientes, algumas com passagens pela seleção brasileira. A continuidade do trabalho técnico e a base mantida de temporadas anteriores contribuíram para a formação de um grupo competitivo ao longo do torneio. Em 2014, além da Copa do Brasil, a Locomotiva venceu também a segunda edição do Campeonato Brasileiro.

A Ferroviária iniciou sua campanha enfrentando o UDA, de Alagoas. Após golear a ida em casa, na Fonte Luminosa, por 14 a 0, a equipe se classificou ao fazer mais 8 a 0 no segundo jogo fora. Na fase seguinte, recebeu o Sport, vencendo por 11 a 0 em Araraquara e por 4 a 0 em Recife.

Nas quartas de final, as Guerreiras Grenás tiveram como adversário o São Francisco-BA. Na ida, perderam por 3 a 2 na Bahia. Na volta, venceram por 5 a 0 na Fonte Luminosa. Na semifinal, enfrentaram o Picos, vencendo o jogo de ida por 2 a 0 no Piauí, e o de volta em casa por 3 a 0. A equipe contou ao longo da campanha com o destaque de atletas como Luciana, Tayla, Maurine e Nenê.

Na final, a Ferroviária enfrentou o São José-SP, que buscava o tricampeonato e na campanha passou por Foz Cataratas, Rio Preto, Kindermann e Vitória das Tabocas. O primeiro jogo foi realizado na Fonte Luminosa, com vitória grená por 1 a 0. O gol foi marcado por Paula Vicenzo. A volta ocorreu em São José dos Campos, no Martins Pereira, e a Locomotiva perdeu também por 1 a 0. Com o empate no placar agregado, o título foi decidido nos pênaltis. A Ferroviária venceu a disputa por 5 a 4.

A campanha da Ferroviária:
10 jogos | 8 vitórias | 0 empates | 2 derrotas | 50 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Tetê Viviani/Ferroviária

Sevilla Campeão da Liga Europa 2014

Sete anos depois, o Sevilla voltou a reinar na Liga Europa. Em 2014, o clube chegou o tricampeonato da competição e igualou o feito de Liverpool, Juventus e Internazionale como maior campeão. Mas este feito quase não aconteceu. Isto porque o time foi apenas o nono colocado no Campeonato Espanhol de 2013. Porém, o sexto Málaga foi pego no fair play financeiro e o oitavo Rayo Vallecano não conseguiu a licença para disputar torneios internacionais.

Assim, o Sevilla entrou na terceira fase preliminar da Liga Europa. Eliminou o Mladost Podgorica com vitórias por 3 a 0 no Ramón Sánchez Pizjuán, e por 6 a 1 na capital de Montenegro. Na fase seguinte, passou pelo Slask Wroclaw com mais dois triunfos, por 4 a 1 na Espanha, e por 5 a 0 na Polônia. 

Depois, os rojiblancos ficaram no grupo H, contra Slovan Liberec, Freiburg e Estoril. Estrearam com vitória por 2 a 1 sobre os portugueses fora de casa. Na sequência, fizeram 2 a 0 sobre os alemães no Ramón Pizjuán e emendaram três empates por 1 a 1: fora e em casa com os tchecos e e também em casa com o Estoril. Na última rodada, o Sevilla voltou a fazer 2 a 0 sobre o Freibrug, na Alemanha, e se classificou na liderança da chave com 12 pontos.

Na terceira fase, o adversário foi o Maribor. Na ida, os espanhóis empataram por 2 a 2 na Eslovênia. Na volta, vitória por 2 a 1 na Espanha. Nas oitavas, o Sevilla encontrou o maior rival de sua história, o Real Betis. O primeiro jogo aconteceu no Ramón Pizjuán, mas quem venceu foi o adversário, por 2 a 0. A segunda partida foi no Benito Villamarín, e os rojiblancos devolveram o 2 a 0, com gols de José Antonio Reyes e Carlos Bacca. Nos pênaltis, a remontada se completou com o triunfo por 4 a 3.

Nas quartas de final, o Sevilla passou pelo Porto. Na ida, perdeu por a 1 a 0 no Estádio do Dragão. Na volta, goleou por 4 a 1 em casa. Na semifinal, a classificação emocionante sobre o Valencia. Depois de fazer 2 a 0 no Ramón Pizjuán, o time levou três gols no Mestalla. Aos 49 minutos do segundo tempo, Stéphane Mbia descontou para 3 a 1 e colocou os andaluzes na decisão pela regra do gol fora de casa.

Na final, o Sevilla encarou o Benfica, outra vez na fase derradeira e que passou por PAOK, Tottenham, AZ Alkmaar e Juventus. A partida aconteceu em Turim, na Itália, no Estádio Juventus. Os rojiblancos não estavam inspirados, mas conseguiram segurar o ímpeto português em 120 minutos. Após o 0 a 0, a definição foi para os pênaltis. Bacca, Mbia, Coke e Kevin Gameiro acertaram as cobranças espanholas, enquanto o goleiro Beto defendeu duas batidas do Benfica. Por 4 a 2, o Sevilla comemorou o tri.

A campanha do Sevilla:
19 jogos | 11 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 40 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Jamie McDonald/Getty Images

River Plate Campeão da Copa Sul-Americana 2014

Uma história de queda e ressurgimento de um gigante Sul-Americano. O River Plate conheceu todos os cenários possíveis no século 21, antes de voltar ao topo na conquista da Libertadores de 2015. Em 2003, foi vice da incipiente Copa Sul-Americana para o modesto Cienciano. Em 2011, após sucessivos erros e uma crise financeira, acabou rebaixado para a segunda divisão argentina.

O retorno começou em 2012. E os primeiros frutos começaram a aparecer em 2014. Primeiro, com o título do Torneio Final Argentino, sob o comando do técnico Ramón Díaz. Depois, com a glória invicta da Copa Sul-Americana, a primeira em caráter continental desde 1997, já com Marcelo Gallardo de treinador. Ali começou uma relação que duraría oito anos com o clube.

A campanha millonaria iniciou contra o Godoy Cruz, na segunda fase: vitórias por 1 a 0 fora e por 2 a 0 em casa. Nas oitavas de final, foi a vez de passar pelo Libertad, do Paraguai. Na ida, vitória por 3 a 1 em Assunção. Na volta, o triunfo foi por 2 a 0, em classificação tranquila.

Nas quartas, mais um adversário argentino. Contra o Estudiantes, o River começou mais uma vez vencendo o confronto fora de casa, por 2 a 1, de virada, no Estádio Ciudad de La Plata. O segundo jogo aconteceu no Monumental de Nuñez. E após duas viradas, o clube millonario saiu ganhador por 3 a 2.

A semifinal foi "apenas" contra o Boca Juniors, seu maior rival. Na ida, em La Bombonera, empate por 0 a 0. Na volta, o Monumental pulsou com quase 66 mil torcedores. Leonardo Pisculichi anotou o gol da vitória por 1 a 0 aos 16 minutos do primeiro tempo.

A final foi entre River Plate e Atlético Nacional, que deixou para trás Deportivo La Guaira, General Díaz, Vitória, Universidad Cesar Vallejo e São Paulo. A primera partida aconteceu no Atanasio Girardot, em Medellín, num bom empate por 1 a 1. Pisculichi fez o gol argentino mais uma vez.

O segundo jogo foi no Monumental, em Buenos Aires. Favorito, o River controlou as ações e não precisou de muito para ser campeão. Aos nove minutos, Gabriel Mercado abriu o marcados. Aos 13, Germán Pezzella fez 2 a 0 e completou de vez o retorno millonario ao cenário da América do Sul.

A campanha do River Plate:
10 jogos | 8 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 17 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Alejandro Pagni/AFP/Getty Images

Real Madrid Campeão da Liga dos Campeões 2014

Não é fácil vencer a Liga dos Campeões da Europa. Se levar um título já é difícil, o que se dirá de dez? Mais ainda é aguentar 32 anos de uma fila, mais 12 de outra, e não perder o posto de maior vencedor da competição em nenhum momento. O Real Madrid de 2014 personificou tudo isso em uma coisa só.

Nos anos 50, o líder foi Di Stéfano. Nos anos 60, Puskás dividiu a responsabilidade. Em 98, 2000 e 2002, Raúl foi a imagem principal do time. Já a nova leva de conquistas, a começar por "la décima", tem a assinatura maior de Cristiano Ronaldo.

Com os gols do português e o comando do técnico Carlo Ancelotti, o clube merengue iniciou a campanha no grupo B, contra Galatasaray, Juventus e Copenhagen. A classificação na primeira fase foi a mais tranquila possível, com cinco vitórias, um empate e 16 pontos. A confirmação veio na quarta rodada, na goleada por 4 a 1 sobre os turcos no Santiago Bernabéu.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Schalke 04, eliminado com um fácil 6 a 1 fora e 3 a 1 em casa. As quartas foram contra o Borussia Dortmund. Na ida, vitória por 3 a 0 no Santiago Bernabéu. Na volta, derrota por 2 a 0 na Alemanha. O tour alemão seguiu na semifinal, contra o Bayern de Munique. Na primeira partida, 1 a 0 para o Real em casa. No segundo jogo, uma histórica goleada fora por 4 a 0 recolocou a equipe madridista na decisão.

Na final, disputada no Estádio da Luz, em Lisboa, o clássico com o Atlético de Madrid. O outro clube madrilenho chegou lá após passar por Porto, Austria Viena, Milan, Barcelona e Chelsea. A partida ficou perdida dos 36 minutos do primeiro tempo aos 48 do segundo, quando Sergio Ramos aparou de cabeça o último escanteio, empatou e forçou a prorrogação.

Aí a camisa do Real Madrid pesou. Gareth Bale virou o placar aos cinco da segunda etapa, Marcelo ampliou aos 13, e Cristiano fechou em 4 a 1 aos 15, de pênalti. Um grande resultado para um grande título, o décimo.

A campanha do Real Madrid:
13 jogos | 11 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 41 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Shaun Botterill/Getty Images

San Lorenzo Campeão da Libertadores 2014

A vez de alguém sempre chega. Na Libertadores de 2014, o San Lorenzo finalmente tornou-se campeão. Do conhecido grupo dos cinco grandes da Argentina, o clube de Boedo foi o último a conseguir tal feito, 54 anos depois depois de ter sido o primeiro argentino a participar da competição.

Mas não foi fácil. No grupo 2 da primeira fase, o Ciclón enfrentou Botafogo, Unión Española e Independiente Del Valle. A vida argentina não estava decidida até a última rodada, depois de conseguir só uma vitória e perder duas vezes (por 2 a 0 para os brasileiros e por 1 a 0 para os chilenos, ambas fora) nas cinco partidas anteriores.

Com cinco pontos, o San Lorenzo precisava vencer o Botafogo, no Nuevo Gasómetro, e superar o Del Valle na pontuação ou nos critérios de desempate. Os equatorianos fizeram 5 a 4 no Unión e os azulgrana aplicaram 3 a 0 nos cariocas. Ambos foram a oito pontos, mas os argentinos tiveram saldo de gols um contra zero do rival. Classificado na vice-liderança da chave, o San Lorenzo foi apenas o 15º colocado no geral.

Nas oitavas de final, contra o Grêmio, o time deu continuidade ao crescimento depois de vencer a ida por 1 a 0, em casa, perder a volta pelo mesmo placar, fora, e conseguir derrotar os gaúchos por 4 a 2 nos pênaltis.

Nas quartas, foi a vez de passar pelo Cruzeiro com vitória por 1 a 0 no primeiro jogo, em Buenos Aires, e empatar por 1 a 1 o segundo, em Belo Horizonte. Na semifinal, o San Lorenzo eliminou o surpreendente Bolívar ao golear por 5 a 0 a ida, no Nuevo Gasómetro, e perder por 1 a 0 a volta, em La Paz.

A maluca fase final trouxe para o outro lado da decisão o Nacional do Paraguai, que derrotou Vélez Sarsfield, Arsenal de Sarandí e Defensor. A primeira partida aconteceu em Assunção, no Defensores del Chaco, e o franco favorito azulgrana empatou por 1 a 1. A volta foi no Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires, e o San Lorenzo exorcizou seu maior fantasma e levou o título inédito ao vencer por 1 a 0, gol marcado por Néstor Ortigoza, de pênalti.

A campanha do San Lorenzo:
14 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 4 derrotas | 16 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Martin Acosta/Reuters

São José-SP Campeão da Libertadores Feminina 2014

A Libertadores Feminina retornou para a cidade de São José dos Campos, em 2014. A competição estava impulsionada com mais um título do São José-SP, e contou com o mesmo regulamento pela quarta edição consecutiva. Além da Águia do Vale, o Brasil foi representado pelo Centro Olímpico e pelo Vitória das Tabocas. Três estádios foram utilizados: o Martins Pereira, o ADC Parahyba e o ADC GM.

Presente no grupo A, o São José estreou com goleada por 7 a 0 sobre o Real Maracaná, do Peru. O ataque arrasador seguiu nas demais partidas, com 5 a 1 para cima do Boca Juniors e 4 a 0 sobre o Mundo Futuro, da Bolívia. A classificação foi tranquilíssima, com nove pontos e a liderança da chave. 

A dificuldade aumentou na semifinal, contra o Cerro Porteño. As paraguaias abriram o placar, mas a Águia virou o placar para 2 a 1, com gols de Formiga e Rosana, e se classificou para a decisão.

A adversária das brasileiras na final foi o Caracas, que na fase anterior despachou as colombianas do Formas Íntimas. E a rotina de goleadas do São José voltou contra as venezuelanas. Rosana abriu o placar, Poliana marcou duas vezes, Andressa Alves anotou outro e Giovânia fechou a conta. Entre o primeiro de Poliana e o gol de Andressa, o Caracas chegou a descontar o resultado. No total, 5 a 1 para o São José e o tricampeonato da Libertadores Feminina na galeria de troféus.

As alegrias não acabaram por aí. Os títulos sul-americano de 2013 e 2014 levou a equipe paulista a disputar a Copa Internacional, no fim de 2014. A competição, equivalente do Mundial de Clubes masculino, foi conquistada pela Águia do Vale com vitória por 2 a 0 sobre o Arsenal, da Inglaterra.

A campanha do São José-SP:
5 jogos | 5 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 23 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Lucas Lacaz Ruiz/Gazeta Press

Brasília Campeão da Copa Verde 2014

Após a descontinuidade da Copa Norte e da Copa Centro-Oeste junto aos demais regionais, em 2002, as duas regiões sofreram muito com a falta de competitividade. Principalmente os clubes pequenos, que mal tinham chances nos campeonatos nacionais e ficavam resumidos apenas aos estaduais. Mas a recriação e o imediato sucesso da Copa do Nordeste motivou as equipes do Norte a pressionar a CBF para que o local voltasse também a ter seu torneio.

A entidade não só gostou da ideia, como também a ampliou para o Centro-Oeste e Espírito Santo. Logo, estava criada a Copa Verde, que leva esse nome em alusão à Floresta Amazônica e ao Pantanal. A sustentabilidade também fez parte do projeto: garrafas plásticas e latas de alumínio podiam ser trocadas por ingressos das partidas.

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A primeira edição da Copa Verde aconteceu em 2014 e reuniu 11 Estados brasileiros. Apenas Goiás recusou a entrada. O critério técnico para indicação dos participantes foi o mesmo dos regionais antecessores, ou seja, a posição nos estaduais. Na primeira competição, foram 16 equipes, o que facilitou na hora de montar o regulamento, em mata-mata do início ao fim.

Um campeonato em que os times podem avançar de fase ou cair fora logo de cara suscita o aparecimento de zebras em potencial. E foi justamente o que aconteceu já na estreia, com o Brasília chegando a um título histórico. O primeiro adversário colorado foi o CENE, do Mato Grosso do Sul, nas oitavas de final. A classificação não foi simples, pois o time empatou por 0 a 0 a ida no Distrito Federal, só indo vencer fora de casa na volta, por 2 a 0.

Nas quartas foi a vez de encarar o Cuiabá. Novamente o Brasília fez o primeiro jogo na Capital Federal, agora o vencendo por 1 a 0. No Mato Grosso, empate sem gols colocou a equipe na semifinal. A terceira disputa foi caseira, contra o Brasiliense. Mandando a ida no Bezerrão, o Brasília foi derrotado por 2 a 0. O milagre aconteceu na volta, quando o Avião reverteu o confronto fazendo 3 a 0 na casa do rival, a Boca do Jacaré, em Taguatinga.

A final foi entre Brasília e Paysandu, e pela primeira vez o time vermelho jogaria a primeira partida fora de casa: no Mangueirão, 2 a 1 de virada aos paraenses. A segunda partida foi no Mané Garrincha, com quase 52 mil torcedores acompanhando. O Brasília não se assustou com a desvantagem, foi para cima do adversário e marcou dois gols. Mas o Paysandu descontou para 2 a 1 a seis minutos do fim e levou a disputa aos pênaltis. Em 16 cobranças, o Brasília venceu por 7 a 6 e conquistou o título inédito.

Feito conquistado, mas quase tudo mudou na Justiça. O Paysandu entrou com recurso no STJD devido à irregularidades no BID, vencendo em primeira instância. Mas no julgamento do Pleno, o caso foi revisado a favor do Brasília, que permaneceu como campeão.

A campanha do Brasília:
8 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 9 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Rafael Ribeiro/CBF

Real Madrid Campeão Mundial 2014

O Mundial de Clubes de 2014 ficou marcado pelo retorno de um dos clubes mais tradicionais da história, além do início de uma hegemonia que duraria metade da década. Já tricampeão, o Real Madrid iniciaria uma série de cinco conquistas espanholas, sendo quatro obtidas pelo próprio mérito.

Os merengues chegaram pela sétima vez após conquistarem o décimo título na Liga dos Campeões, vencendo de virada o rival Atlético de Madrid na final. Seu principal adversário foi o San Lorenzo, campeão da Libertadores sobre o Nacional do Paraguai. A maior preocupação dos argentinos era não repetir os vexames sul-americanos de 2010 e 2013, mas o time do Papa Francisco não se mostrou páreo para o Real.

Ainda assim, o Mundial teve sua zebra: o Auckland City, que representou a Oceania pela sexta vez em dez torneios. Tamanha experiência fez com que o time da Nova Zelândia complicasse a vida de seus oponentes. Os outros participantes foram: Sydney Wanderers, campeão asiático; Sétif, campeão africano; Cruz Azul, vencedor da Concacaf; e Moghreb Tétouan, campeão marroquino e anfitrião.

A primeira surpresa do Auckland aconteceu na estreia, contra o Moghreb. Após empate sem gols, os neozelandeses venceram nos pênaltis por 4 a 3. Nas quartas de final, derrotaram o Sétif por 1 a 0. No outro confronto, o Cruz Azul bateu o Sydney por 3 a 1. Os grandes estrearam na semifinal: em 16 de dezembro, o Real Madrid goleou o Cruz Azul por 4 a 0 em Marrakech, com gols de Sergio Ramos, Karim Benzema, Gareth Bale e Isco. Na outra chave, o Auckland quase fez história novamente, mas caiu para o San Lorenzo na prorrogação, por 2 a 1.

Na disputa pelo quinto lugar, o Sétif venceu o Sydney por 5 a 4 nos pênaltis, após empate em 2 a 2. Já na briga pelo terceiro posto, o Auckland encerrou sua campanha memorável com mais uma vitória nos pênaltis: 4 a 2 sobre o Cruz Azul, depois de empate em 1 a 1.

A final, disputada em Marrakech no dia 20 de dezembro, não reservou surpresas. O Real Madrid, com autoridade, superou o San Lorenzo por 2 a 0. Aos 37 minutos do primeiro tempo, Sergio Ramos abriu o placar, garantindo também a Bola de Ouro da competição e um carro da Toyota como prêmio. No início da segunda etapa, Gareth Bale ampliou e fechou a vitória. Foi o quarto título mundial do clube espanhol.

Embora não tenha marcado gols no torneio, Cristiano Ronaldo teve papel importante, distribuindo duas assistências. Foi o segundo título mundial do português, o primeiro de três conquistados pelo Real Madrid.


Foto Javier Soriano/AFP/Getty Images

Ferroviária Campeã do Brasileiro Feminino 2014

Depois de organizar a primeira edição do Brasileiro Feminino em 2013, a CBF repetiu a fórmula para 2014. Ainda sem criar um sistema de ascenso e descenso, as 20 equipes participantes da segunda competição foram definidas da seguinte forma: a então campeã da Copa do Brasil Feminina, as oito melhores colocadas no ranking feminino e as 11 melhores colocadas no Brasileiro Masculino da temporada anterior.

Esta foi a maneira que a CBF encontrou para incentivar os grandes clubes brasileiros a investir na modalidade. Porém, só oito clubes atenderam ao último chamado, assim as vagas via ranking subiram para 11. E entre estas equipes, encontrava-se a Ferroviária, já com uma larga tradição no futebol feminino, mas que estreava no Brasileirão ali.

Dentro do mesmo regulamento que a competição teve na edição anterior, a Locomotiva ficou no grupo 2. O primeiro jogo foi contra o São José paulista, e terminou com empate por 1 a 1 na Fonte Luminosa. A primeira vitória foi fora de casa, por 1 a 0 sobre o Foz Cataratas. Na sequência, a equipe grená venceu mais duas, por 1 a 0 o Kindermann, em Araraquara, e por 3 a 1 o Vasco, no Rio de Janeiro. Com 10 pontos, a Ferroviária liderou a chave.

Na segunda fase, a equipe voou mais alto. Depois de empatar por 1 a 1 com o Centro Olímpico fora de casa, venceu todas as cinco partidas: em casa, 3 a 1 no Vitória das Tabocas, 16 a 1 no Pinheirense-PA e 3 a 1 no Centro Olímpico. Fora, 2 a 1 no Vitória em Pernambuco e 6 a 2 no Pinheirense no Pará. Na semifinal, a Locomotiva encarou o Botafogo. Foram dois empates sem gols, na ida no Rio de Janeiro e na volta em Araraquara. Nos pênaltis, vitória por 4 a 2 colocou a equipe paulista na decisão.

A final do Brasileiro Feminino colocou frente a frente Ferroviária e Kindermann, reeditando o confronto da primeira fase. A ida não foi disputada em Caçador, mas em Fraiburgo, cidade da região central de Santa Catarina. Gols, somente no segundo tempo, e todos da Locomotiva: dois de Raquel e um de Rafinha.

Com os 3 a 0 e a vantagem, a equipe grená fez a volta na Fonte Luminosa, onde houve uma chuva de gols. As catarinense até fizeram três gols, mas as paulistas marcaram cinco, com Raquel, Rafinha (2), Nenê e Bia. A vitória por 5 a 3 coroou o primeiro título grená, e abriu caminho para a conquista da Libertadores em 2015.

A campanha da Ferroviária:
14 jogos | 10 vitórias | 4 empates | 0 derrotas | 45 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo Pessoal/Marina Aggio

Atlético-MG Campeão da Recopa Sul-Americana 2014

Mais uma edição da Recopa Sul-Americana em que seus dois representantes estrearam, em 2014. O Atlético-MG, campeão da Libertadores 2013, versus o Lanús, campeão da Sul-Americana. As equipes se enfrentaram logo após o término da Copa do Mundo realizada no Brasil. Estreantes na Recopa, mas conhecidas de outra época, mais precisamente de 1997, quando ambas fizeram a decisão na Copa Conmebol.

O primeiro jogo da disputa foi realizado em La Fortaleza, na cidade de Lanús. O Galo ainda contava com Ronaldinho Gaúcho em campo, mas ele já não estava mais no auge, inclusive foi substituído no intervalo. Com cautela, o alvinegro conseguiu a vantagem com um gol de Diego Tardelli aos 21 minutos do segundo tempo. O resultado de 1 a 0 parecia o bastante para o Atlético levar com tranquilidade o segundo jogo. Mas não foi bem assim o que aconteceu.

A volta foi realizada no Mineirão, em Belo Horizonte, 15 dias depois do fatídico 7 a 1 da Seleção Brasileira. As coisas pareceram fáceis quando Tardelli fez o primeiro gol aos seis minutos do primeiro tempo. Então, o Galo relaxou e deixou o time argentino crescer. Aos 14 e aos 26 minutos, Ayala e Santiago Silva viraram para o Lanús. Pressionado, o Atlético tornou a atacar e empatou aos 38 com Maicosuel.

Vida resolvida? Não. Os argentinos levaram ao campo o clichê "o jogo só acaba quando termina" e desempataram com Acosta aos 49 minutos do segundo tempo. Sorte do Galo que não tinha a regra do gol fora de casa. Na tensa prorrogação, o surreal aconteceu: dois gols contra que decidiram de vez a Recopa.

Aos 13 minutos do primeiro tempo, o zagueiro Gustavo Gomez colocou a bola na própria rede e empatou para os mineiros. Aos 7 do segundo tempo, foi a vez de Ayala marcar novamente, agora para o lado errado - ou certo, dependendo do ponto de vista. Com emoção para todos os gostos, o 4 a 3 a favor do Atlético-MG enfim foi decretado, e pela primeira vez, o clube brasileiro conquistou a taça.


Foto Juliana Flister/DomTotal

Sport Campeão da Copa do Nordeste 2014

De volta com tudo, a Copa do Nordeste ganhou uma novidade em 2014. Seu campeão passaria a ter uma vaga na Copa Sul-Americana, do mesmo modo que entre 1997 e 1999 (só que neste caso, a vaga era para a Copa Conmebol). As regras da nova disputa (16 times em quatro grupos) foram mantidas, o que acarretou na ausência do Campinense, quarto colocado do estadual paraibano.

Com o defensor do título fora, as forças maiores da região deveriam entrar mais espertas na competição. Mas não foi exatamente isto o que aconteceu, visto que o Bahia caiu novamente na primeira fase e o Vitória levou uma surra histórica de 5 a 1 para o Ceará nas quartas de final. Outro que quase dançou foi o Sport.

No grupo D do torneio, o Leão da Ilha já via sua última conquista distante 14 anos. Ainda de ressaca pelo acesso à Série A nacional, a equipe demorou a embalar diante de Náutico, Guarany de Sobral e Botafogo-PB. A estreia foi contra o Botafogo, em empate por 1 a 1 fora de casa. Depois disso foram mais três jogos sem vencer: derrota por 1 a 0 no clássico com o Náutico em casa, empate sem gols e outra derrota por 1 a 0 em duas partidas contra o Guarany, primeiro na Ilha do Retiro e depois em Sobral.

Quase eliminado, o Sport cresceu nas últimas duas rodadas, vencendo por 3 a 0 o rival na Arena Pernambuco e por 1 a 0 o time paraibano em Recife. Com oito pontos, o Leão acabou vice-líder na chave. A situação só não foi mais delicada porque o Botafogo-PB havia perdido quatro pontos no tribunal (senão seria outro com oito).

Nas quartas de final, o adversário foi o CSA. Na ida na Ilha do Retiro, vitória por 2 a 0. Na volta no Rei Pelé, derrota por 1 a 0, mas classificação garantida. A semifinal reservou outro clássico, desta vez com o Santa Cruz. De novo com o primeiro jogo em casa, o Sport tornou a abrir vantagem de 2 a 0. No segundo jogo, no Arruda, nova vitória por 2 a 1 colocou o rubro-negro na decisão.

O adversário da final foi o Ceará, e o roteiro foi o mesmo das outras fases. Na ida na Ilha do Retiro, 2 a 0 para o time pernambucano. A volta foi disputada no Castelão, e o Sport soube jogar com o regulamento debaixo do braço. Empatou por 1 a 1, com Neto Baiano marcando de pênalti o gol do título. A conquista da Copa do Nordeste de 2014 representou o tricampeonato na história do Sport.

A campanha do Sport:
12 jogos | 6 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 14 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Genival Paparazzi

Tombense Campeão Brasileiro Série D 2014

A Série D de 2014 foi disputada com uma leve alteração em seu regulamento em relação às edições anteriores. Em caráter excepcional, no ano em que o Brasil sediou a Copa do Mundo, a competição contou com 41 participantes. Isso ocorreu devido ao rebaixamento de cinco equipes da Série C de 2013, que havia abrigado 21 clubes, um a mais que o habitual.

As principais camisas em campo na quarta divisão pertenciam a Remo, Brasiliense e Brasil de Pelotas. Contudo, no mata-mata, o time paraense caiu diante do clube do Distrito Federal, que por sua vez foi superado pelos gaúchos, que comemoraram o acesso mas não conseguiram a taça porque uma equipe da Zona da Mata mineira, de um município com pouco mais de 8 mil habitantes, impediu. Exatamente no ano do seu centenário, o Tombense foi a grande surpresa da temporada e ergueu o troféu.

Integrando o Grupo A6 na primeira fase, o Gavião-Carcará não enfrentou dificuldades e liderou a chave com 18 pontos, acumulando seis vitórias e duas derrotas. Entre os resultados mais expressivos, aplicou goleadas por 4 a 0 sobre o Goianésia e 3 a 0 sobre o Luziânia, ambos no interior mineiro, além de um triunfo por 3 a 1 sobre o Barueri fora de casa. O Operário-MT garantiu a outra vaga do grupo.

Nas oitavas de final, o Tombense enfrentou o Metropolitano. No jogo de ida, em Blumenau, segurou um empate em 1 a 1. Na partida de volta, em Tombos, venceu por 1 a 0 e carimbou a vaga no mata-mata decisivo.

Nas quartas de final, valendo o acesso à Série C, o oponente foi o Moto Club. O primeiro confronto, em São Luís, foi duríssimo, e os mineiros precisaram buscar um suado empate em 2 a 2. A segunda partida aconteceu no Estádio Antônio Guimarães de Almeida, o Almeidão de Tombos, onde o Gavião-Carcará confirmou o acesso com uma vitória por 2 a 0, com gols de Daniel Amorim e Elvis.

Na semifinal, diante do Confiança, o Tombense venceu por 1 a 0 em casa e empatou em 1 a 1 em Aracaju, com todos os gols da eliminatória anotados por Elvis.

A final colocou o Tombense frente a frente com o Brasil de Pelotas, que passou por Operário-MT, Brasiliense e Londrina. O primeiro duelo foi disputado no Bento Freitas, em Pelotas. Em um jogo bastante truncado e de poucas oportunidades, o placar não saiu do 0 a 0. A partida de volta foi transferida para o Estádio Soares Azevedo, em Muriaé, já que o estádio em Tombos não possuía a capacidade mínima exigida para a decisão. Em campo, as duas defesas voltaram a se sobressair, e o tempo regulamentar terminou novamente zerado. Na disputa por pênaltis, os mineiros desperdiçaram uma cobrança, mas os gaúchos erraram duas. Coube então a Elvis converter a batida decisiva que decretou a vitória por 4 a 2. Ao apito final, o Tombense alcançou a maior glória em 100 anos de história.

A campanha do Tombense:
16 jogos | 9 vitórias | 5 empates | 2 derrotas | 23 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Arquivo/FMF

Macaé Campeão Brasileiro Série C 2014

A edição de 2014 da Série C do Brasileirão viveu uma paralisação atípica de mais de um mês durante a sua disputa. Desta vez, porém, o motivo não teve relação com imbróglios judiciais nos tribunais, mas sim com a realização da Copa do Mundo no Brasil. A competição ainda esteve abrilhantada por camisas de enorme tradição, como Fortaleza, Paysandu, Guarani, Juventude e São Caetano. Contudo, apenas um desses celebrou ao final, e não foi com a taça, que terminou nas mãos do surpreendente Macaé.

Presente na terceirona há quatro edições, o clube fluminense fez história. No Grupo B, o Alvianil Praiano iniciou sua jornada fora de casa com um empate em 1 a 1 diante do Tupi em Juiz de Fora. Até o início da Copa do Mundo, o time acumulou mais duas vitórias, um empate e duas derrotas. O retorno começou promissor, com triunfos por 1 a 0 sobre o Duque de Caxias e 2 a 1 contra o Mogi Mirim, ambas no Moarcyrzão, mas foi seguido por uma incômoda sequência de três partidas sem vencer.

A oscilação arrastou-se até a última rodada da primeira fase. O Macaé carimbou a sua vaga no mata-mata ao vencer o Caxias por 1 a 0 em casa. O time avançou na quarta posição da chave com 26 pontos, sete vitórias, cinco empates e seis derrotas, apresentando um saldo negativo de menos dois gols.

O choque de realidades nas quartas de final colocou o Macaé diante do favorito Fortaleza. O confronto de ida, no Moacyrzão, terminou em 0 a 0. No jogo de volta, perante um Castelão com mais de 60 mil torcedores, o Macaé calou a torcida tricolor ao abrir o placar com o atacante Juba e defender-se ao máximo. O Fortaleza ainda buscou o empate em 1 a 1, mas o critério do gol marcado fora de casa beneficiou os visitantes, confirmando um histórico e improvável acesso à Série B.

Na semifinal, o oponente foi o CRB. O jogo de ida, em casa, registrou a atuação mais contundente do Macaé no campeonato: goleada por 4 a 0. Na partida de volta, em Maceió, o empate sem gols confirmou o Alvianil na decisão nacional.

A final reservou o confronto com o Paysandu, que passou por Tupi e Mogi Mirim. O jogo de ida, no Moacyrzão, terminou em 1 a 1. A missão do Macaé exigia vencer ou empatar por dois ou mais gols no Belém. Em uma das finais mais emocionantes da história da Série C, no Mangueirão, o Macaé esteve atrás no placar em duas oportunidades, mas buscou a igualdade em ambas. O placar de 3 a 3 garantiu o título ao time do interior do Rio de Janeiro graças ao critério dos gols fora de casa. A conquista de 2014 foi apenas o segundo título oficial da história do clube, ao lado do terceira divisão carioca de 1998.

A campanha do Macaé:
24 jogos | 8 vitórias | 10 empates | 6 derrotas | 24 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Ney Marcondes/Placar

Joinville Campeão Brasileiro Série B 2014

A Série B de 2014 foi uma das edições mais equilibradas da história dos pontos corridos, com a disputa pelas posições definida ponto a ponto e as vagas no G-4 confirmadas apenas nas rodadas finais. No topo dessa batalha ficou o Joinville, que sagrou-se campeão e garantiu o retorno à elite do futebol nacional pela primeira vez desde 1986.

O início do JEC no campeonato foi avassalador, com cinco vitórias consecutivas. A sequência perfeita só foi freada na sexta rodada, com um empate sem gols diante do Atlético-GO no Serra Dourada, resultado que custou a liderança. O Coelho recuperou a ponta na 11ª partida, ao vencer o Ceará por 3 a 1 em pleno Castelão, em Fortaleza. Porém, no jogo seguinte, a equipe catarinense perdeu por 2 a 1 para o ABC no Frasqueirão, perdendo a posição para os concorrentes Ceará e América-MG.

O roteiro de "ganha e perde" na liderança estendeu-se pelo segundo turno. O Joinville voltou ao primeiro lugar na 20ª rodada, após vencer a Portuguesa por 2 a 1 no Canindé. Duas rodadas depois, o empate em 1 a 1 com o Icasa, em Juazeiro do Norte, tirou novamente o Coelho do topo, posto que acabou assumido pelo Avaí. A liderança retornou aos braços dos catarinenses pela quarta vez na 24ª rodada, graças ao triunfo por 2 a 0 sobre o Atlético-GO na Arena Joinville.

O fôlego foi testado novamente na 26ª rodada, quando o JEC perdeu por 2 a 0 para o Vasco em São Januário e cedeu o primeiro lugar para a Ponte Preta. O time paulista parecia caminhar firme para quebrar o seu histórico tabu de títulos, mas o Joinville reagiu no momento certo. Na 34ª rodada, a festa foi dupla: Joinville e Ponte Preta carimbaram matematicamente o acesso à Série A. O Coelho garantiu sua vaga ao vencer o Sampaio Corrêa por 2 a 1 em São Luís.

Na rodada seguinte, os dois melhores times do campeonato fizeram um confronto direto com atmosfera de final na Arena Joinville. O JEC impôs sua força e venceu a Macaca por 3 a 1, recuperando a liderança em definitivo.

O título nacional foi conquistado na última rodada, mesmo com a derrota por 1 a 0 para o Oeste em Itápolis, já que a Ponte Preta também tropeçou. Sob o comando de Hemerson Maria, o elenco fechou a vitoriosa campanha com 70 pontos em 21 vitórias, sete empates e dez derrotas. A Ponte Preta ficou com o vice-campeonato ao somar 69 pontos, enquanto Vasco e Avaí completaram o G-4 dos promovidos à elite.

A campanha do Joinville:
38 jogos | 21 vitórias | 7 empates | 10 derrotas | 54 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Divulgação/Gazeta Press

Cruzeiro Campeão Brasileiro 2014

Se o título de 2013 foi o despertar de uma nova era, o de 2014 foi a prova definitiva da força do Cruzeiro. Mantendo a base vitoriosa e o futebol ofensivo, a Raposa conquistou o tetracampeonato brasileiro com uma autoridade raramente vista. O time estabeleceu um recorde de permanência no topo até ali: foram 33 rodadas consecutivas na primeira posição.

A trajetória cruzeirense no Brasileirão começou com uma vitória por 2 a 1 sobre o Bahia fora de casa. Após perder o clássico mineiro para o Atlético-MG por 2 a 1 no Independência, na quarta rodada, o Cruzeiro se encontrou de vez. O time assumiu a liderança na sexta rodada, ao bater o Sport no Mineirão por 2 a 0, e de lá jamais saiu.

Nem mesmo a pausa de mais de um mês para a Copa do Mundo no Brasil foi capaz de quebrar o ritmo da equipe de Marcelo Oliveira. Enquanto outros clubes tentavam se reorganizar durante o hiato, o Cruzeiro voltou ainda mais entrosado, consolidando-se como um adversário indigesto.

O Cruzeiro soube administrar o desgaste físico e a pressão dos adversários. O momento de maior tensão ocorreu na 21ª rodada, quando o São Paulo ensaiou uma aproximação perigosa na tabela. No entanto, a Raposa reagiu com maturidade, voltando a ampliar a vantagem e transformando a reta final em uma contagem regressiva para a festa.

O elenco de 2014 funcionava como uma engrenagem perfeita, com destaques individuais que viviam o auge de suas carreiras. Everton Ribeiro e Ricardo Goulart era a dupla dinâmica que ditava o ritmo do campeonato, unindo criatividade e faro de gol. No ataque, Marcelo Moreno retornou ao clube para ser o homem gol, suprindo a necessidade de gols com eficiência a referência. Na defesa, Fábio mais uma vez garantiu a segurança embaixo das traves.

O título do Cruzeiro foi matematicamente selado na 36ª rodada, dentro de um Mineirão prestes a explodir. Sob muita chuva, a Raposa venceu o Goiás por 2 a 1, com gols de Ricardo Goulart e Everton Ribeiro, os símbolos daquela geração. 

A campanha de 2014 superou a do ano anterior em aproveitamento e em boa parte das estatísticas. Foram somados 80 pontos, quatro a mais do que em 2013 e dez a mais que o vice São Paulo. A equipe venceu 24 das 38 partidas disputadas, uma a mais em relação a temporada anterior.

A campanha do Cruzeiro:
38 jogos | 24 vitórias | 8 empates | 6 derrotas | 67 gols marcados | 38 gols sofridos


Foto Gustavo Theza/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo

Atlético-MG Campeão da Copa do Brasil 2014

Em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, o Mineirão foi o centro das atenções. Primeiro, por ter sido o palco do 7 a 1, o maior vexame da história da Seleção. Depois, por se tornar o cenário de viradas épicas que pavimentaram a campanha do Atlético-MG rumo ao seu primeiro título da Copa do Brasil, uma conquista histórica obtida sobre seu maior rival.

O Galo inaugurou a era dos campeões que entravam diretamente nas oitavas de final. Como vencedor da Libertadores de 2013, o time iniciou sua jornada no torneio nacional apenas em agosto, após cair precocemente na edição da Libertadores de 2014. A estreia foi contra o Palmeiras: vitória por 1 a 0 no Pacaembu e novo triunfo por 2 a 0 no Independência.

Nas quartas de final, o adversário foi o Corinthians. No jogo de ida, em São Paulo, o Atlético foi derrotado por 2 a 0. A mística das viradas começou a ser escrita na partida de volta: no Mineirão, o time de Levir Culpi saiu atrás logo aos quatro minutos de jogo. Luan empatou aos 23 e Guilherme virou aos 31. No segundo tempo, Guilherme marcou mais um aos 29 minutos, mas o placar de 3 a 1 ainda eliminava os mineiros. O êxtase veio aos 41 minutos, quando o zagueiro Edcarlos cabeceou para as redes, selando o 4 a 1 e a classificação heroica.

Na semifinal, o desafio foi contra o Flamengo. Mais uma vez, a ida fora de casa terminou em derrota por 2 a 0, no Maracanã. Na volta, o roteiro de drama se repetiu: o Galo começou perdendo aos 34 minutos do primeiro tempo. Carlos empatou aos 41 e Maicosuel virou aos 11 da etapa final. Dátolo anotou o terceiro aos 35. Faltava apenas um gol para a glória, e ele veio aos 39 minutos, quando Luan aproveitou um cruzamento para marcar. Com outro 4 a 1 épico, o Atlético carimbou o passaporte para a decisão.

A cereja no bolo de uma Copa do Brasil frenética foi a final entre Atlético-MG e Cruzeiro, outro egresso da Libertadores que superou Santa Rita-AL, ABC e Santos. Com o mando da ida, o Galo levou o jogo para o Independência. Luan e Dátolo marcaram os gols da vitória por 2 a 0. Na volta, no Mineirão, o Cruzeiro não demonstrou a força que o levaria ao título brasileiro daquele ano. Com um gol de Diego Tardelli nos acréscimos do primeiro tempo, o Atlético venceu por 1 a 0 e faturou seu título inédito em cima do maior rival.

A campanha do Atlético-MG:
8 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 2 derrotas | 14 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Buda Mendes/Getty Images

Rio Branco-AC Campeão Acreano 2014

No Acre, o Rio Branco recuperou a hegemonia no estadual depois de dois anos. Fez a final contra o Atlético. Dois empates (1x1 e 2x2) levou a disputa para os pênaltis. E o Rio Branco venceu por 3x2. Foi o 29º título do clube. 


Foto Divulgação/Rio Branco-AC

Coruripe Campeão Alagoano 2014

Em Alagoas, o Coruripe voltou a ser campeão estadual depois de sete anos. Na final, enfrentou o CRB. Depois de vencer por 2x1 na ida, segurou o 0x0 na volta. Foi o 3º título do time.


Foto Itawi Albuquerque/TNH1

Nacional-AM Campeão Amazonense 2014

No Amazonas, o Nacional conquistou seu 42º título estadual da história. A final foi contra o Princesa do Solimões. Após derrota no jogo de ida por 0x2, o Nacional reverteu rapidamente no jogo de volta: goleada por 5x1.


Foto Divulgação/Placar