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Flamengo Campeão Brasileiro 2025

O ano de 2025 marcou o retorno definitivo do Flamengo ao topo do futebol brasileiro. Ao conquistar seu nono título do Campeonato Brasileiro, o rubro-negro não apenas encerrou um hiato de cinco anos sem a taça e celebrou a ascensão meteórica de Filipe Luís como técnico. Em pouco mais de um ano, o ídolo faturou seu quarto troféu no comando do clube, provando que a inteligência tática que demonstrava em campo se traduziu perfeitamente para a beira do gramado.

A campanha começou com um empate em 1 a 1 diante do Internacional no Maracanã, mas logo o "rolo compressor" rubro-negro entrou em ação. Após vitórias consistentes fora de casa, o time deu um show na quarta rodada ao aplicar um sonoro 6 a 0 no Juventude, no Rio de Janeiro, assumindo a liderança e sinalizando que o foco da temporada seria o título brasileiro.

A disputa no primeiro turno foi um verdadeiro xadrez tático contra Palmeiras e Cruzeiro. Mas o Flamengo demonstrou maturidade para segurar a pressão e, com uma vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-MG em casa, na 17ª rodada, garantiu o fôlego necessário para virar o turno na liderança do campeonato.

O segundo turno reservou momentos de pura euforia e tensão. O Maracanã testemunhou uma marca histórica na 21ª rodada, quando o Flamengo atropelou o Vitória por 8 a 0, o maior placar da era moderna dos pontos corridos. Entretanto, o campeonato testou os nervos da torcida na 27ª rodada, quando um revés de 1 a 0 diante do Bahia em Salvador entregou a ponta ao Palmeiras.

Porém, o Flamengo manteve-se à espreita até a 35ª rodada. Em um Maracanã lotado, a vitória por 3 a 2 sobre o Santos marcou o retorno definitivo ao primeiro lugar, deixando o título a apenas um passo de distância.

O desfecho de 2025 ecoou a mística de 2019. Apenas quatro dias após conquistar o tetra da Libertadores, o Flamengo entrou no Maracanã na 37ª rodada para selar o destino no Brasileirão. Em um jogo tenso contra o Ceará, o gol solitário de Samuel Lino explodiu o estádio e garantiu o eneacampeonato com uma rodada de antecedência e a vitória por 1 a 0.

Com um estilo de jogo que privilegiou a posse de bola e a pressão alta, Filipe Luís extraiu o máximo de seus jogadores e repetiu a dobradinha de títulos da América e do Brasil, algo que, além do próprio Flamengo em 2019, apenas Santos em 1962 e 1963, e Botafogo em 2024 conseguiram.

A campanha do Flamengo:
38 jogos | 23 vitórias | 10 empates | 5 derrotas | 78 gols marcados | 27 gols sofridos


Foto Thiago Ribeiro/Staff Images/CBF

Botafogo Campeão Brasileiro 2024

O Campeonato Brasileiro de 2024 será eternamente lembrado como o torneio da redenção. Após o trauma histórico de 2023, quando viu uma vantagem de 13 pontos se dissipar, o Botafogo corrigiu cada detalhe de sua estrutura e comportamento para conquistar o tricampeonato nacional. Ao erguer a taça, o Glorioso encerrou um jejum de 29 anos.

A diretoria alvinegra foi agressiva no mercado, trazendo peças que elevaram o patamar técnico do país, como Luiz Henrique e Thiago Almada. Sob o comando tático do português Artur Jorge, o time abandonou a passividade e tornou-se uma equipe agressiva e dominante.

A trajetória começou com um tropeço de 3 a 2 diante do Cruzeiro no Mineirão, mas a resposta foi imediata. A consistência defensiva e a velocidade do ataque, com Jefferson Savarino e Igor Jesus, transformaram o Botafogo em um visitante indigesto e um mandante implacável no Nilton Santos. Diferente do ano anterior, 2024 foi uma batalha tática rodada a rodada. O Botafogo assumiu e perdeu a liderança diversas vezes, travando um duelo particular contra o Palmeiras e o Fortaleza.

Depois de muita alternância com os adversários diretos, o momento de maior provação botafoguense ocorreu na 35ª rodada: após um empate frustrante sem gols contra o Vitória em casa, o fantasma de 2023 pareceu retornar quando o Palmeiras assumiu o topo da tabela. No entanto, a maturidade deste novo Botafogo foi testada e aprovada no "jogo do título".

Na 36ª rodada, em um confronto direto que parou o Brasil, o Botafogo foi até o Allianz Parque enfrentar seu maior rival recente, o Palmeiras. Com uma exibição de gala e força mental inabalável, o alvinegro venceu por 3 a 1, recuperando a ponta e provando que, desta vez, o destino seria diferente.

A confirmação do título veio com autoridade nas rodadas finais. Três dias depois de conquistar a Libertadores na Argentina, o Fogão venceu o Internacional por 1 a 0 em pleno Beira-Rio, na 37ª rodada. Na última jornada, em um Nilton Santos lotado, o triunfo por 2 a 1 sobre o São Paulo selou o tricampeonato do Botafogo, ao mesmo tempo que o Palmeiras sucumbiu diante do Fluminense.

O Botafogo encerrou a competição com 79 pontos, o melhor ataque e o melhor desempenho contra os times do G-6, coroando aquele que é, sem nenhuma dúvida, o melhor ano da história do clube, que também teve o título inédito da Libertadores.

A campanha do Botafogo:
38 jogos | 23 vitórias | 10 empates | 5 derrotas | 59 gols marcados | 29 gols sofridos


Foto Thiago Ribeiro/AGIF

Palmeiras Campeão Brasileiro 2023

O Brasileirão de 2023 será eternamente lembrado como o torneio das emoções extremas. O que parecia ser uma marcha triunfal do Botafogo, que chegou a abrir 13 pontos de vantagem e protagonizou o melhor primeiro turno da história, transformou-se em um colapso sem precedentes. No vácuo deixado pelo derretimento carioca, o Palmeiras provou por que é o time da virada e da resiliência, conquistando seu 12º título nacional e o segundo consecutivo da Era Abel Ferreira.

A campanha alviverde começou com uma vitória 2 a 1 sobre o Cuiabá no Allianz Parque, mas o foco do país estava no Rio de Janeiro. Enquanto o Botafogo empilhava vitórias, o Palmeiras sofria com oscilações e empates que o mantinham longe do topo. A primeira derrota, por 1 a 0 para o Bahia na 11ª rodada, na Fonte Nova, parecia confirmar que o foco do Verdão estaria em outras copas, tamanha era a distância para o líder.

Até a 30ª rodada, o Palmeiras flutuava no G-6, e a própria torcida já via o título brasileiro como um objetivo distante. Porém, a mentalidade "cabeça fria, coração quente" de Abel Ferreira e a maturidade precoce de Endrick guardavam um capítulo épico para o final.

O divisor de águas ocorreu na 31ª rodada. O confronto direto contra o Botafogo no Rio de Janeiro parecia o golpe final nas pretensões palmeirenses: o time carioca vencia por 3 a 0 no primeiro tempo. O que aconteceu na etapa final foi sobrenatural. Liderado por um Endrick imparável, o Palmeiras buscou a virada para 4 a 3 nos acréscimos, após o goleiro Weverton defender um pênalti crucial.

Ali, o campeonato mudou de dono psicologicamente. O Botafogo entrou em colapso nervoso, enquanto o Palmeiras engatou uma sequência de "finais", assumindo a liderança definitiva na 34ª rodada ao bater o Internacional por 3 a 0 em Barueri.

Diferente de 2022, o título de 2023 foi conquistado na base da superação. Com a lesão de Dudu, o time se reinventou e deu total liberdade para Endrick. O título foi encaminhado na vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense em casa, na 37ª rodada, e selado na última partida, no empate em 1 a 1 com o Cruzeiro no Mineirão.

Com 70 pontos, o Palmeiras garantiu a taça com dois pontos de vantagem sobre o Grêmio, e quatro sobre Atlético-MG e Flamengo. Já o Botafogo acabou apenas na quinta colocação, com 64 pontos.

A campanha do Palmeiras:
38 jogos | 20 vitórias | 10 empates | 8 derrotas | 64 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto César Greco/Palmeiras

Palmeiras Campeão Brasileiro 2022

Em uma demonstração de força e consistência, o Palmeiras chegou ao 11° título no Campeonato Brasileiro em 2022. Com uma campanha marcada pela solidez defensiva e pela frieza em momentos decisivos, o clube paulista, isolou-se ainda mais como o maior vencedor da história da competição. Sob o comando de Abel Ferreira, o Verdão transformou o Brasileirão em um domínio absoluto, liderando da 10ª rodada até o erguer da taça.

A jornada começou com um susto: uma derrota por 3 a 2 para o Ceará em pleno Allianz Parque. No entanto, aquele revés foi um ponto fora da curva. A primeira vitória veio com autoridade na terceira rodada, em um Derby em casa contra o Corinthians, por 3 a 0. A liderança foi conquistada pela primeira vez no triunfo por 1 a 0 sobre o Santos na Vila Belmiro, na oitava rodada, e tornou-se definitiva a partir do massacre de 4 a 0 sobre o Botafogo em casa, na 10ª jornada.

Diferente de anos anteriores, onde a liderança alternava com frequência, o Palmeiras de 2022 não deu chances aos perseguidores. Fluminense, Flamengo e Corinthians tentaram acompanhar o ritmo, mas sucumbiram à regularidade alviverde. O Internacional foi quem mais resistiu, mantendo-se como o perseguidor mais próximo durante o returno, mas sem nunca ameaçar a hegemonia palmeirense.

O segredo do título foi a incrível performance como visitante: o Palmeiras terminou a competição com apenas uma fora de casa, por 3 a 0 para o Internacional na última rodada, quando já estava com a taça na galeria. Enquanto pilares como Gustavo Gómez, Zé Rafael, Gustavo Scarpa e Dudu mantinham o nível altíssimo, a reta final do campeonato reservou a estrela da maior promessa das categorias de base: Endrick.

O título foi matematicamente confirmado na 35ª rodada, antes mesmo de o time entrar em campo, graças ao tropeço do Internacional contra o América-MG. A partida contra o Fortaleza no Allianz Parque, que poderia ser tensa, transformou-se em um baile de gala sob chuva. A goleada por 4 a 0, com gols de Rony, Dudu e Endrick, selou a festa do título com a assinatura da nova geração.

O Palmeiras encerrou o campeonato com 81 pontos, 23 vitórias e apenas três derrotas em 38 jogos, o melhor ataque e a melhor defesa, consolidando Abel Ferreira como um dos maiores técnicos da história do Verdão.

A campanha do Palmeiras:
38 jogos | 23 vitórias | 12 empates | 3 derrotas | 66 gols marcados | 27 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Atlético-MG Campeão Brasileiro 2021

Para o torcedor do Atlético-MG, o Campeonato Brasileiro de 2021 foi uma redenção histórica. Após 50 anos de espera e cinco vice-campeonatos que amarguraram gerações, o Galo finalmente soltou o grito de campeão nacional. Sob a batuta de Cuca e liderado pelo brilho avassalador de Hulk, o clube dominou a competição com uma campanha que aliou técnica e raça.

A diretoria atleticana não poupou esforços, montando um elenco estelar com nomes como Hulk, Diego Costa, Nacho Fernández e Matías Zaracho. No entanto, o início foi um choque: derrota por 2 a 1 para o Fortaleza no Mineirão. A reabilitação veio com vitórias magras, mas o verdadeiro divisor de águas ocorreu a partir da oitava rodada.

Com uma goleada de 4 a 1 sobre o Atlético-GO em Belo Horizonte, o Galo iniciou uma sequência de nove vitórias consecutivas. O time assumiu a liderança na 15ª rodada, ao vencer o Juventude por 2 a 1, de virada, em Caxias do Sul, e estabeleceu uma invencibilidade de 18 partidas que asfixiou qualquer tentativa de aproximação dos rivais.

Diferente do ano anterior, onde o sarrafo de pontos foi mais baixo, em 2021 o Flamengo forçou o Atlético ao limite. Para superar o ímpeto carioca, o Galo precisou manter uma regularidade impressionante, transformando o Mineirão em um caldeirão onde quase ninguém conseguia pontuar. A segurança de Everson e a liderança de Junior Alonso na defesa deram a base para que o ataque decidisse os jogos mais complicados.

O roteiro da consagração pareceu testar a fé do atleticano até o último segundo. Em jogo atrasado da 32ª rodada, o Galo enfrentou o Bahia na Fonte Nova precisando da vitória para selar o título. O cenário era catastrófico: o Bahia vencia por 2 a 0 até os 27 minutos do segundo tempo. O que se seguiu foi uma das reações mais fulminantes da história do Brasileirão. Em um intervalo de apenas cinco minutos, Hulk, de pênalti, e Keno, duas vezes viraram o jogo para 3 a 2. Foi o golpe final em um hiato de cinco décadas e o início de uma festa que englobaria ainda a conquista da Copa do Brasil semanas depois. 

O Galo encerrou sua campanha histórica com números fortes: 84 pontos e 26 vitórias em 38 partidas. O protagonista do título foi Hulk, que terminou como artilheiro com 19 gols e craque do campeonato, simbolizando o retorno do Atlético-MG ao topo do Brasil após meio século de espera.

A campanha do Atlético-MG:
38 jogos | 26 vitórias | 6 empates | 6 derrotas | 67 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Pedro Vilela/Getty Images

Flamengo Campeão Brasileiro 2020

Um exercício de resistência e de paciência. Disputado sob a sombra da pandemia de Covid-19, o Campeonato Brasileiro de 2020 começou com três meses de atraso, em agosto, e terminou apenas em fevereiro de 2021. Em estádios vazios, o Flamengo conquistou seu oitavo título nacional, superando trocas de técnicos e uma perseguição implacável ao Internacional para levar mais um título.

Após a saída de Jorge Jesus, antes mesmo do início do Brasileirão, o Flamengo buscou no espanhol Domènec Torrent a continuidade do estilo europeu. O início, porém, foi desastroso, com derrotas por 1 a 0 para o Atlético-MG no Maracanã, e por 3 a 0 para o Atlético-GO em Goiânia. O time sofria para encontrar o equilíbrio defensivo, alternando momentos de brilho, como o massacre de 5 a 1 sobre o Corinthians em Itaquera, na 17ª rodada, com quedas inexplicáveis, como a goleada por 4 a 1 sofrida para o São Paulo no Maracanã, na 19ª partida.

Ao fim do primeiro turno, a tabela era um quebra-cabeça de jogos adiados, mas o Flamengo se mantinha no pelotão de frente, observando o São Paulo e o Atlético-MG na liderança do campeonato. 

A goleada de 4 a 0 sofrida para o Atlético-MG na abertura do returno, em Belo Horizonte, selou o destino de Torrent. Rogério Ceni assumiu com a missão de ajustar o sistema defensivo e recuperar a confiança do elenco. Enquanto o São Paulo desmoronava tecnicamente, o Internacional engatou uma sequência recorde de vitórias e assumiu a ponta na 31ª rodada.

O Flamengo, porém, não desistiu. Com Gabriel Barbosa, Pedro, De Arrascaeta e Bruno Henrique decidindo jogos apertados, o rubro-negro manteve a distância mínima. O confronto direto na penúltima rodada tornou-se a "final real": no Maracanã, o Flamengo venceu o Inter por 2 a 1, de virada, assumindo a liderança pela primeira vez no campeonato a apenas um jogo do fim.

A última rodada foi um teste para o coração dos torcedores. No Morumbi, o Flamengo foi derrotado pelo São Paulo por 2 a 1 e precisou esperar, dentro de campo, o apito final em Porto Alegre. No Beira-Rio, o Internacional pressionava o Corinthians em busca de um gol que lhe daria o título após 41 anos. 

Em um final cinematográfico, o Internacional teve um gol anulado nos acréscimos e parou na defesa corinthiana. Com o empate em 0 a 0 no Sul, o Flamengo celebrou o octacampeonato com 71 pontos, apenas um de vantagem sobre os gaúchos.

A campanha do Flamengo:
38 jogos | 21 vitórias | 8 empates | 9 derrotas | 68 gols marcados | 48 gols sofridos


Foto Alexandre Vidal/Flamengo

Flamengo Campeão Brasileiro 2019

O ano de 2019 entrou para a eternidade como um dos mais vitoriosos da história do Flamengo. Após dez anos de espera, o clube não apenas conquistou seu sétimo título brasileiro, como o fez quebrando quase todos os recordes da era dos pontos corridos com 20 clubes. Foi a consagração do futebol total de Jorge Jesus, que uniu a América e o Brasil em um mesmo final de semana inesquecível.

O início da trajetória ainda sob o comando de Abel Braga foi oscilante. Apesar da vitória na estreia por 3 a 1 contra o Cruzeiro no Maracanã, o time sofria com a falta de uma identidade tática clara, acumulando derrotas como o 2 a 1 para o Internacional no Beira-Rio, e vitórias sofridas no Maracanã. A mudança de patamar veio após a pausa para a Copa América, com a estreia do técnico português Jorge Jesus na goleada por 6 a 1 sobre o Goiás em casa, na décima rodada.

Jesus ajustou as peças, consolidando um quarteto ofensivo letal formado por Everton Ribeiro, De Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabriel Barbosa, protegidos por um meio-campo dinâmico com Gerson e Willian Arão. Depois de levar 3 a 0 do Bahia na Fonte Nova, na 13ª rodada, o Flamengo iniciou uma das sequências de invencibilidade mais impressionantes da história do futebol nacional.

A liderança foi assumida na 16ª rodada, na vitória por 3 a 0 sobre o Ceará no Castelão. Desde então, o Flamengo transformou o Brasileirão em um passeio. O time aliava intensidade física a uma fome de gols incessante. Resultados no Maracanã, como os 3 a 0 sobre o Palmeiras, na 17ª partida, e o 4 a 1 sobre o Corinthians, na 30ª jornada, mostraram que o rubro-negro estava em um nível superior aos demais concorrentes.

O desfecho do campeonato teve o roteiro dos sonhos. No dia 23 de novembro, o Flamengo conquistou a Libertadores em Lima, no Peru. Menos de 24 horas depois, ainda durante as celebrações nas ruas do Rio de Janeiro, o título brasileiro foi matematicamente confirmado. A derrota do Palmeiras para o Grêmio na 34ª rodada tornou o Flamengo inalcançável, selando a conquista sem que os jogadores precisassem calçar as chuteiras.

A campanha de 2019 encerrou com números que pareciam de videogame: recorde histórico de 90 pontos, com 79% de aproveitamento, e um ataque com 86 gols marcados. O time flamenguista daquela temporada se tornou a referência de "equipe perfeita", tendo elevado o padrão de exigência para qualquer futuro campeão no Brasil.

A campanha do Flamengo:
38 jogos | 28 vitórias | 6 empates | 4 derrotas | 86 gols marcados | 37 gols sofridos


Foto Thiago Ribeiro/CBF

Palmeiras Campeão Brasileiro 2018

O Brasileirão de 2018 marcou um feito monumental para o Palmeiras. Ao conquistar sua décima taça, o alviverde tornou-se o primeiro clube a atingir a barreira dos dois dígitos em títulos nacionais, consolidando-se como o maior campeão do país. A trajetória foi dividida em dois atos: um início oscilante sob o comando de Roger Machado e uma arrancada histórica e invicta liderada pelo experiente Luiz Felipe Scolari.

A campanha palmeirense começou com Roger Machado e um futebol que, embora técnico, sofria com a irregularidade com o passar das rodadas. A estreia foi com empate em 1 a 1 com o Botafogo no Engenhão. A primeira vitória aconteceu na segunda partida, por 1 a 0 sobre o Internacional no Pacaembu.

Apesar de vitórias expressivas fora de casa, o time também acumulava tropeços dolorosos contra equipes da parte de baixo da tabela e rivais diretos. A derrota por 1 a 0 para o Fluminense no Maracanã, na 15ª rodada, foi o estopim para a mudança. Naquele momento, o Verdão ocupava a sexta posição, vendo o rival São Paulo disparar na liderança com oito pontos de vantagem.

A chegada de Felipão na 17ª rodada transformou o vestiário e a postura tática da equipe. O Palmeiras tornou-se uma máquina de competitividade. Felipão estreou com um empate sem gols contra o América-MG em Belo Horizonte. A partir dali, o Verdão não perdeu mais nenhuma partida no campeonato.

A liderança foi conquistada na 27ª rodada, após um 3 a 1 sobre o Cruzeiro no Allianz Parque. O grande mérito do estilo Felipão foi a frieza em jogos decisivos: na 28ª partida, ao fazer 2 a 0 no São Paulo, o Palmeiras quebrou um jejum de 16 anos sem vencer o São Paulo no Morumbi. No 31º jogo, segurou o ímpeto do Flamengo ao empatar em 0 a 0 o confronto direto no Maracanã.

O decacampeonato palmeirense foi sacramentado na 37ª rodada, em um São Januário lotado contra o Vasco. Com um gol de Deyverson, o personagem improvável da reta final, o Palmeiras venceu por 1 a 0 e garantiu a taça com uma rodada de antecedência. Impecável, o Verdão encerrou a campanha com 80 pontos em 38 partidas, sendo que nas últimas 23 o time não perdeu. O título de 2018 foi a prova de que a experiência de Scolari e a força de um grupo unido poderiam reescrever o destino de uma temporada que parecia perdida.

A campanha do Palmeiras:
38 jogos | 23 vitórias | 11 empates | 4 derrotas | 64 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Flávio Florido/ge.globo

Corinthians Campeão Brasileiro 2017

Subestimado pela crítica, que o rotulava como a "quarta força" do futebol paulista, o Corinthians foi contra todas as análises no Campeonato Brasileiro de 2017. O que se viu em campo naquele campeonato foi uma demonstração de solidez defensiva e eficiência letal. Sob o comando do estreante Fábio Carille, o Timão conquistou o heptacampeonato brasileiro com três rodadas de antecedência, chegando a quatro taças levantadas na era dos pontos corridos.

A trajetória do título começou de forma discreta com um empate em 1 a 1 contra a Chapecoense na Arena em Itaquera, mas logo engrenou uma marcha histórica. A liderança foi assumida na quinta rodada, após um sonoro 5 a 2 sobre o Vasco em São Januário. A partir dali, o Corinthians estabeleceu uma invencibilidade que assombrou o país: foram 19 jogos sem derrota na primeira metade da competição.

O time base, alicerçado pela segurança de Cássio, a inteligência de Rodriguinho e o faro de gol de Jô, que terminaria como artilheiro do torneio com 18 gols, venceu confrontos diretos cruciais fora de casa, como os triunfos por 1 a 0 sobre o Grêmio e por 2 a 0 sobre o Palmeiras, fechando o turno com um aproveitamento recorde.

Como em toda maratona, o rendimento caiu no início do segundo turno. Derrotas inesperadas em casa para Vitória e Atlético-GO, ambas por 1 a 0 criaram um clima de desconfiança, e o rival Palmeiras reduziu a diferença ao longo do returno para apenas cinco pontos.

O campeonato parecia ganhar nova vida, mas a 32ª rodada reservou o momento decisivo: o Derby na Arena Corinthians. Em uma partida emocionante, o Timão venceu o Palmeiras por 3 a 2, um resultado que não apenas freou o ímpeto do rival, mas também selou o destino da taça. Ali, o Corinthians reafirmou sua superioridade emocional e tática.

O título foi matematicamente sacramentado na 35ª rodada. Em uma noite de festa na Arena, o Corinthians derrotou o Fluminense por 3 a 1, de virada, com dois gols de Jô e um de Jadson. Com 72 pontos ao todo, o alvinegro colocou nove de vantagem sobre os concorrentes diretos, o vice Palmeiras e o terceiro colocado Santos. O time liderou o Brasileirão por 34 rodadas consecutivas, superando o Cruzeiro de 2014 em uma rodada e estabelecendo um novo recorde de liderança. Por fim, o clube provou que a organização coletiva poderia superar orçamentos milionários.

A campanha do Corinthians:
38 jogos | 21 vitórias | 9 empates | 8 derrotas | 50 gols marcados | 30 gols sofridos


Foto Miguel Schincariol/AFP

Palmeiras Campeão Brasileiro 2016

Em 2016, o Palmeiras encerrou uma agoniante espera de 22 anos sem ser campeão no Brasileirão. Com um planejamento sólido e um elenco robusto, o Verdão dominou a competição com autoridade, atingindo a marca de nove títulos brasileiros e isolando-se como o maior campeão nacional. Sob o comando de Cuca, o time aliou força física, jogadas ensaiadas e o talento individual de uma joia em ascensão: Gabriel Jesus.

A estreia foi um cartão de visitas avassalador: goleada de 4 a 0 sobre o Athletico-PR no Allianz Parque, resultado que garantiu a liderança imediata pelo saldo de gols. Embora logo depois tenha perdido por 2 a 1 para a Ponte Preta em Campinas, o Palmeiras encontrou sua identidade. A disputa no primeiro turno foi acirrada, com o time alternando a ponta com rivais como Santos e Corinthians, mas a vitória por 2 a 1 sobre o Vitória na 19ª rodada, em casa, garantiu a liderança definitiva.

Na metade final da competição, o Palmeiras demonstrou uma regularidade impressionante, tornando-se uma equipe dificílima de ser batida. Enquanto os adversários diretos oscilavam, o Verdão mantinha a frieza. A base formada por Jailson, Dudu, Zé Roberto e Lucas Barrios dava o suporte necessário para que o time administrasse a vantagem com segurança. Já as equipes que alternaram no primeiro lugar com o alviverde, cada uma foi para um lado: o Corinthians perdeu fôlego, o Santos ficou na briga pelo vice com o Flamengo, o Grêmio se dedicou à Copa do Brasil, e Santa Cruz e Internacional desceram para a zona de rebaixamento.

A confirmação matemática do título veio na 37ª rodada, no Allianz Parque, com a vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, gol do lateral Fabiano. No entanto, o clima de festa foi brutalmente interrompido dias depois. Aquela seria a última partida do clube catarinense antes da viagem para a final da Copa Sul-Americana na Colômbia e o trágico acidente aéreo, que vitimou 71 pessoas e comoveu o mundo. O Campeonato Brasileiro foi paralisado por luto, e a rodada final ocorreu em um ambiente de profunda tristeza e solidariedade.

O Palmeiras encerrou sua campanha histórica com 80 pontos e 24 vitórias em 38 partidas. E Gabriel Jesus despediu-se do clube rumo à Europa como o craque do campeonato, simbolizando a renovação de um clube que deixaria de vez as incertezas e as brigas contra o rebaixamento para voltar a ser o protagonista do Brasil.

A campanha do Palmeiras:
38 jogos | 24 vitórias | 8 empates | 6 derrotas | 62 gols marcados | 32 gols sofridos


Foto Miguel Schincariol/Gazeta Press

Corinthians Campeão Brasileiro 2015

O Campeonato Brasileiro de 2015 registrou um marco histórico para o Corinthians. O clube chegou ao hexa nacional com 71% de aproveitamento, um dos maiores de toda a história do torneio. Sob a batuta de Tite, que retornava ao clube após um ano sabático, o alvinegro apresentou um futebol coletivo, tático e envolvente que não deu chances aos concorrentes.

O ano começou cercado de desconfiança após eliminações precoces no Paulista e na Libertadores, mas a estreia no Brasileirão foi simbólica: vitória por 1 a 0 sobre o então bicampeão Cruzeiro, no Mineirão. Embora tenha assumido a liderança já na segunda rodada, ao bater a Chapecoense por 1 a 0 em casa, o time sofreu com a saída de jogadores importantes e tropeços subsequentes, incluindo uma derrota no Derby para o Palmeiras por 2 a 0 em plena Arena em Itaquera, na quarta partida.

No entanto, Tite montou o meio-campo com Jadson e Renato Augusto, que viveram ali o auge técnico de suas carreiras. A perseguição ao surpreendente Sport e, principalmente, ao Atlético-MG foi implacável. A liderança foi obtida de maneira definitiva na 18ª rodada, em uma vitória épica por 4 a 3 contra o Sport na Arena Corinthians.

O returno do Corinthians beirou a perfeição. A equipe se tornou uma máquina de somar pontos, aliando a melhor defesa do campeonato a um ataque extremamente eficiente. O golpe de misericórdia no Atlético-MG ocorreu na 33ª rodada: uma vitória categórica por 3 a 0 em pleno Independência, que silenciou Belo Horizonte e deixou o título nas mãos dos paulistas.

O hexacampeonato foi matematicamente confirmado na 35ª rodada, em um empate em 1 a 1 com o Vasco em São Januário. Com o apito final, a consagração de um grupo que contava com nomes como Vágner Love, Elias e Cássio.

Já com a faixa de campeão, o Timão viveu um momento de euforia absoluta na 36ª rodada. Mesmo com um time majoritariamente reserva, o Corinthians aplicou uma goleada histórica de 6 a 1 sobre o rival São Paulo na Arena, transformando o dia da entrega do troféu em uma festa inesquecível.

O Corinthians encerrou a competição com 81 pontos, 12 a mais sobre o Atlético-MG, e 24 vitórias. O título selou de vez o ciclo vitorioso de Tite no alvinegro antes de sua partida para a Seleção Brasileira, deixando para a história um dos times mais equilibrados que o Brasil já viu.

A campanha do Corinthians:
38 jogos | 24 vitórias | 9 empates | 5 derrotas | 71 gols marcados | 31 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Cruzeiro Campeão Brasileiro 2014

Se o título de 2013 foi o despertar de uma nova era, o de 2014 foi a prova definitiva da força do Cruzeiro. Mantendo a base vitoriosa e o futebol ofensivo, a Raposa conquistou o tetracampeonato brasileiro com uma autoridade raramente vista. O time estabeleceu um recorde de permanência no topo até ali: foram 33 rodadas consecutivas na primeira posição.

A trajetória cruzeirense no Brasileirão começou com uma vitória por 2 a 1 sobre o Bahia fora de casa. Após perder o clássico mineiro para o Atlético-MG por 2 a 1 no Independência, na quarta rodada, o Cruzeiro se encontrou de vez. O time assumiu a liderança na sexta rodada, ao bater o Sport no Mineirão por 2 a 0, e de lá jamais saiu.

Nem mesmo a pausa de mais de um mês para a Copa do Mundo no Brasil foi capaz de quebrar o ritmo da equipe de Marcelo Oliveira. Enquanto outros clubes tentavam se reorganizar durante o hiato, o Cruzeiro voltou ainda mais entrosado, consolidando-se como um adversário indigesto.

O Cruzeiro soube administrar o desgaste físico e a pressão dos adversários. O momento de maior tensão ocorreu na 21ª rodada, quando o São Paulo ensaiou uma aproximação perigosa na tabela. No entanto, a Raposa reagiu com maturidade, voltando a ampliar a vantagem e transformando a reta final em uma contagem regressiva para a festa.

O elenco de 2014 funcionava como uma engrenagem perfeita, com destaques individuais que viviam o auge de suas carreiras. Everton Ribeiro e Ricardo Goulart era a dupla dinâmica que ditava o ritmo do campeonato, unindo criatividade e faro de gol. No ataque, Marcelo Moreno retornou ao clube para ser o homem gol, suprindo a necessidade de gols com eficiência a referência. Na defesa, Fábio mais uma vez garantiu a segurança embaixo das traves.

O título do Cruzeiro foi matematicamente selado na 36ª rodada, dentro de um Mineirão prestes a explodir. Sob muita chuva, a Raposa venceu o Goiás por 2 a 1, com gols de Ricardo Goulart e Everton Ribeiro, os símbolos daquela geração. 

A campanha de 2014 superou a do ano anterior em aproveitamento e em boa parte das estatísticas. Foram somados 80 pontos, quatro a mais do que em 2013 e dez a mais que o vice São Paulo. A equipe venceu 24 das 38 partidas disputadas, uma a mais em relação a temporada anterior.

A campanha do Cruzeiro:
38 jogos | 24 vitórias | 8 empates | 6 derrotas | 67 gols marcados | 38 gols sofridos


Foto Gustavo Theza/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo

Cruzeiro Campeão Brasileiro 2013

Exatamente dez anos após a histórica Tríplice Coroa, o Cruzeiro voltou a exercer uma dominância absoluta no cenário nacional, faturando o tricampeonato brasileiro em 2013 com uma rodagem impressionante. Sob o comando de Marcelo Oliveira, a Raposa montou um elenco extremamente equilibrado, revelando para o Brasil nomes como Everton Ribeiro e Ricardo Goulart.

No entanto, o brilho técnico em campo foi contrastado por uma das maiores polêmicas jurídicas do esporte brasileiro na era moderna: o Caso Héverton. Após o término da competição, o STJD puniu a Portuguesa com a perda de quatro pontos pela escalação irregular do meia Héverton na rodada final. A decisão rebaixou a equipe paulista e salvou o Fluminense da Série B. O Flamengo também foi punido em quatro pontos pela escalação irregular de André Santos, terminando perigosamente próximo à zona de descenso.

Alheio às turbulências de bastidores, o Cruzeiro iniciou o certame de forma avassaladora, goleando o Goiás no Mineirão por 5 a 0. Apesar de alguns tropeços iniciais contra rivais como Botafogo e Fluminense, o time encontrou sua identidade tática rapidamente. A briga pela liderança no primeiro turno foi brevemente disputada com o Botafogo, mas a Raposa logo assumiu o controle das ações e caminhou sozinho rumo à taça.

A partir da 16ª rodada, após vencer a Ponte Preta em Campinas por 2 a 0, o Cruzeiro tomou o primeiro lugar para não soltá-lo mais. O time se destacava pela intensidade, com um meio-campo criativo, laterais ofensivos, a segurança defensiva do goleiro Fábio e o poder de finalização de Borges e Dagoberto.

A arrancada cruzeirense no segundo turno foi implacável, não dando chances para perseguidores como Grêmio e Athletico-PR. O título matemático foi selado com quatro rodadas de antecedência, na 34ª jornada, com uma vitória autoritária por 3 a 1 sobre o Vitória, no Barradão.

O Cruzeiro encerrou a campanha com estatísticas dignas de um campeão absoluto. Foram somados 76 pontos ao longo das rodadas, 11 a mais em relação ao vice Grêmio. Em 38 jogos, a Raposa obteve 23 vitórias. O time apresentou o futebol mais plástico e eficiente do país, servindo de base para o título que seria repetido no ano seguinte. A conquista de 2013 foi o fim de um jejum de uma década e o nascimento de uma nova hegemonia celeste que encantou o Brasil pela qualidade técnica.

A campanha do Cruzeiro:
38 jogos | 23 vitórias | 7 empates | 8 derrotas | 77 gols marcados | 37 gols sofridos


Foto Eduardo Martins/Agência A Tarde/Estadão Conteúdo

Fluminense Campeão Brasileiro 2012

O Brasileirão de 2012 repetiu a estratégia de colocar os clássicos regionais na última rodada do campeonato. No entanto, a disputa pela taça não precisou chegar aos minutos finais. Com um elenco estelar liderado por Deco, Thiago Neves e o artilheiro Fred, o Fluminense dominou a competição quase de ponta a ponta, conquistando o tetracampeonato com uma autoridade que contrastou com o sufoco visto em 2010.

A trajetória tricolor começou com um cartão de visitas de peso: vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, então campeão brasileiro e prestes a conquistar a Libertadores, em pleno Pacaembu. A partir daí, o Fluminense construiu uma sequência invicta de 11 partidas, baseada em um sistema defensivo fortíssimo protegido pelo goleiro Diego Cavalieri.

Embora o primeiro turno tenha sido dominado pelo Atlético-MG de Ronaldinho Gaúcho, o Fluminense manteve-se à espreita, ocupando a vice-liderança e aguardando o momento de dar o bote. A única derrota na primeira metade do certame foi na 12ª rodada, por 1 a 0 para o Grêmio no Olímpico, evidenciando a consistência do time de Abel Braga.

O momento da virada para o Fluminense ocorreu na 22ª rodada. Ao vencer o Santos por 3 a 1 no Engenhão, o Tricolor ultrapassou o Atlético-MG e assumiu a liderança para não soltá-la mais. Nas 16 rodadas finais, o Flu demonstrou uma maturidade tática impressionante, administrando a vantagem e frustrando as tentativas de aproximação dos mineiros e também do Grêmio, que seguiu como terceiro colocado.

A consagração matemática veio com três rodadas de antecedência, na 35ª jornada. Em um jogo dramático no Estádio Prudentão, em Presidente Prudente, o Fluminense venceu o já rebaixado Palmeiras por 3 a 2, com dois dos gols do título marcados por Fred, o grande craque e artilheiro daquela edição com 20 gols. A taça foi entregue na 37ª rodada, no empate por 2 a 2 com o Cruzeiro no Engenhão.

O Fluminense fechou o ano com uma campanha irretocável: 77 pontos, 22 vitórias e apenas cinco derrotas em 38 jogos. Foi a coroação de um grupo que uniu o talento técnico de seus meias à letalidade de um centroavante que vivia o auge de sua carreira, colocando o Rio de Janeiro novamente no topo do futebol nacional.

A campanha do Fluminense:
38 jogos | 22 vitórias | 11 empates | 5 derrotas | 61 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Ricardo Ayres/Photocamera

Corinthians Campeão Brasileiro 2011

O Campeonato Brasileiro de 2011 manteve a fórmula consolidada dos pontos corridos, mas trouxe uma inovação estratégica: a última rodada seria composta exclusivamente por clássicos estaduais, visando evitar facilitações e aumentar a emoção. Em uma disputa ferrenha que se estendeu até o último minuto, o Corinthians superou o Vasco para erguer sua quinta taça nacional.

Sob o comando de Tite, o Corinthians começou a competição em ritmo de campeão. A estreia com vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio no Olímpico deu o tom de uma equipe que priorizava a solidez defensiva e a eficiência coletiva. O ponto alto do primeiro turno foi a goleada de 5 a 0 sobre o São Paulo no Pacaembu, um resultado que impulsionou o time à liderança a partir da sétima rodada.

O Timão manteve uma invencibilidade impressionante até a 11ª rodada, quando levou 1 a 0 do Cruzeiro em casa. Liderado em campo por Paulinho, Ralf e Emerson Sheik, o Corinthians virou o turno no topo, ostentando a regularidade que se tornaria a marca registrada da Era Tite.

O segundo turno reservou uma luta implacável com o Vasco, campeão da Copa do Brasil daquele ano. Entre a 24ª e a 31ª rodada, os dois clubes alternaram a liderança em um jogo de xadrez tático. Após alguns tropeços, como a derrota por 3 a 1 para o Santos em casa, na 24ª partida, o Corinthians retomou a ponta em definitivo na 32ª rodada ao vencer o Avaí por 2 a 1 no Pacaembu, contando com o apoio incondicional de uma torcida que sentia o título próximo. A vitória por 1 a 0 sobre o Figueirense no Orlando Scarpelli, no 37º jogo, encaminhou a conquista.

A rodada final, no dia 4 de dezembro, foi carregada de um simbolismo eterno. Horas antes do clássico decisivo contra o Palmeiras, o Brasil se despedia de Sócrates, um dos maiores ídolos da história do clube. Antes ao apito inicial no Pacaembu, jogadores e torcedores prestaram uma homenagem emocionante, erguendo o punho cerrado em silêncio, repetindo o gesto icônico que o Doutor fazia nas comemorações de gol.

Em campo, o Corinthians jogou com o regulamento embaixo do braço. O empate em 0 a 0 no Derby foi o suficiente para garantir os 71 pontos e o pentacampeonato Brasileiro, já que o Vasco também não passou de um empate com o Flamengo e ficou com 69. A conquista de 2011 foi o fim de um jejum de seis anos sem títulos brasileiros e o alicerce para o ano perfeito que viria a seguir, com a conquista inédita da Libertadores e o bicampeonato do Mundial de Clubes.

A campanha do Corinthians:
38 jogos | 21 vitórias | 8 empates | 9 derrotas | 53 gols marcados | 36 gols sofridos


Foto Miguel Schincariol/Placar

Fluminense Campeão Brasileiro 2010

A taça do Campeonato Brasileiro seguiu no Rio de Janeiro em 2010, em uma das maiores reviravoltas da história do futebol nacional. Apenas um ano após escapar do rebaixamento com 99% de chances matemáticas de queda, o Fluminense encerrou um jejum de 26 anos e faturou seu terceiro título brasileiro. Sob o comando de Muricy Ramalho e a genialidade de Darío Conca, o Tricolor das Laranjeiras superou uma disputa frenética contra Corinthians e Cruzeiro.

A trajetória começou com um tropeço diante do Ceará, por 1 a 0 no Castelão, mas o time rapidamente encontrou seu equilíbrio. O Fluminense assumiu a liderança pela primeira vez na 10ª rodada, ao vencer o Cruzeiro por 1 a 0 em casa, iniciando um revezamento constante no topo da tabela. O campeonato foi marcado por um equilíbrio entre Corinthians, Cruzeiro e Fluminense, alternavam a ponta quase a cada rodada, transformando o certame em uma batalha de nervos.

Um marco daquela campanha foi a mudança de casa. Com o fechamento do Maracanã para as obras da Copa do Mundo de 2014, o Flu adotou o Engenhão como sua nova fortaleza a partir da 20ª rodada. Mesmo com a troca de ares e confrontos diretos desgastantes, como a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro em Uberlândia, o Time de Guerreiros se manteve firme no pelotão de frente.

Se Muricy era a mente estratégica no banco, Darío Conca era o motor em campo. O meia argentino manteve um nível técnico altíssimo do início ao fim. Além dele, a segurança de Gum na zaga e o faro de gol de Emerson Sheik e Fred no ataque foram fundamentais para sustentar o fôlego tricolor até o fim do campeonato.

A definição do título foi dramática. Na 35ª rodada, um empate em 1 a 1 contra o Goiás, no Rio de Janeiro, parecia ter entregue a taça ao Corinthians. No entanto, o Fluminense retomou a ponta na rodada seguinte com uma goleada de 4 a 1 sobre o São Paulo em Barueri.

Nas duas partidas restantes, o Tricolor mostrou maturidade. Na 37ª rodada, venceu por 2 a 1 o Palmeiras, de virada, na Arena Barueri. No último jogo, em um Engenhão pulsante, um gol solitário de Emerson Sheik contra o Guarani garantiu a vitória por 1 a 0 e o título nacional. O Fluminense encerrou a competição com 71 pontos, coroando uma campanha de superação absoluta. O clube que no ano anterior estava fadado ao inferno da zona de rebaixamento, chegava depois ao céu do tricampeonato brasileiro.

A campanha do Fluminense:
38 jogos | 20 vitórias | 11 empates | 7 derrotas | 62 gols marcados | 36 gols sofridos


Foto Buda Mendes/Getty Images

Flamengo Campeão Brasileiro 2009

O Campeonato Brasileiro de 2009 foi o mais imprevisível e disputado desde que a fórmula de pontos corridos foi adotada. Em uma disputa de tirar o fôlego que envolveu Palmeiras, São Paulo e Internacional, o Flamengo ressurgiu das cinzas para conquistar sua sexta taça nacional. A campanha foi marcada por um início turbulento, uma troca de comando providencial e o brilho técnico de dois ídolos: Petkovic e Adriano.

O rubro-negro teve um começo irregular, estreando com derrota por 2 a 0 para o Cruzeiro em Belo Horizonte, depois sofrendo uma goleada de 5 a 0 para o Coritiba no Couto Pereira, na sexta rodada. O retorno de Adriano ao Flamengo aconteceu na quarta partida, marcando o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Athletico-PR no Maracanã. A instabilidade tática do Fla persistiu até a 13ª rodada, culminando na demissão de Cuca e na efetivação de Andrade, auxiliar do clube e ídolo da década de 1980 com quatro títulos nacionais.

Andrade deu equilíbrio ao meio-campo e liberdade para Petkovic orquestrar as jogadas. Mesmo assim, o primeiro turno terminou com o Flamengo apenas em sétimo lugar, oito pontos atrás do líder Internacional. Naquela altura, o título parecia um duelo particular entre a equipe gaúcha e o Palmeiras, que assumiu a ponta na 21ª rodada e nela permaneceu por meses.

O destino do campeonato mudou na reta final. Enquanto o Palmeiras entrava em colapso técnico, o Flamengo iniciava uma série invicta impressionante após sofrer sua última derrota na 32ª rodada, por 2 a 0 para o Barueri em São Paulo. Entre vitórias épicas contra o próprio Palmeiras e o Atlético-MG, ambas por 2 a 0 e como visitante, o Fla foi escalando a tabela.

A liderança só foi alcançada na penúltima rodada, após uma vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians, em Campinas. Na última rodada, um cenário raro: quatro times tinham chances matemáticas de título. O Internacional chegou a ser campeão virtual durante parte da tarde, enquanto goleava o Santo André, mas o Flamengo, em um Maracanã lotado, mostrou resiliência.

O jogo contra o Grêmio foi dramático. Os gaúchos saíram na frente, mas o Flamengo reagiu. Com gols dos zagueiros David Braz e Ronaldo Angelim, o Flamengo virou para 2 a 1, garantindo os 67 pontos necessários para o título. Adriano terminou como artilheiro (ao lado de Diego Tardelli) com 19 gols, e o rubro-negro voltou a celebrar o topo do Brasil após 17 anos de espera.

A campanha do Flamengo:
38 jogos | 19 vitórias | 10 empates | 9 derrotas | 58 gols marcados | 44 gols sofridos


Foto Eduardo Monteiro/Placar

São Paulo Campeão Brasileiro 2008

Mantendo a fórmula de sucesso, o Brasileirão de 2008 consolidou o domínio absoluto do São Paulo, rendendo ao clube o apelido de "Soberano". No entanto, ao contrário das edições de 2006 e 2007, a conquista do sexto título nacional foi marcada por uma superação dramática. Em um ano onde o futebol paulista sentia a ausência do Corinthians, que disputava a Série B, o Tricolor precisou de uma reação histórica para tirar uma vantagem que parecia irreversível.

A caminhada rumo ao hexa começou justamente contra o rival que seria o seu maior algoz na temporada: o Grêmio. Na estreia, uma derrota por 1 a 0 no Morumbi ligou o sinal de alerta. O time de Muricy Ramalho demorou a engrenar, acumulando empates nas primeiras rodadas.

Apesar de vitórias expressivas, como os 4 a 2 sobre o Flamengo no Maracanã e a goleada de 5 a 1 sobre o Atlético-MG em casa, o São Paulo encerrou o primeiro turno na quinta posição. Com 33 pontos, o Tricolor estava a oito pontos do líder Grêmio, que parecia caminhar firme para o título.

O segundo turno começou com um balde de água fria: uma nova derrota por 1 a 0 para o Grêmio, no Olímpico, na 20ª rodada, aumentou a distância para 11 pontos. Aquele revés, contudo, foi o último do São Paulo na competição. A partir dali, o time ficou 18 partidas sem perder, combinando a já conhecida solidez defensiva com um meio-campo liderado por Hernanes e o faro de gol de Hugo e Borges.

Enquanto o Grêmio perdia fôlego com tropeços sucessivos, o São Paulo empilhava vitórias. O momento da virada ocorreu na 33ª rodada, quando o Tricolor venceu o Internacional por 3 a 0 no Morumbi e, aproveitando o empate gaúcho contra o Figueirense, assumiu a liderança pela primeira vez no campeonato.

Diferente dos anos anteriores, o título foi decidido palmo a palmo até a rodada final. Na última partida, em um Estádio Bezerrão lotado em Brasília, com mando de campo do Goiás, o São Paulo precisava apenas de um empate. No entanto, o time garantiu a vitória por 1 a 0, com gol de Borges, confirmando o hexacampeonato.

Com 75 pontos, o São Paulo de 2008 entrou para a história ao se tornar o primeiro clube a vencer três edições seguidas na era dos pontos corridos, igualando o feito do Santos de Pelé na década de 1960. Foi a coroação da era Muricy Ramalho e a prova de que o Tricolor sabia sofrer tanto quanto sabia vencer.

A campanha do São Paulo:
38 jogos | 21 vitórias | 12 empates | 5 derrotas | 66 gols marcados | 36 gols sofridos


Foto Fernando Pilatos/Gazeta Press

São Paulo Campeão Brasileiro 2007

Uma das exibições defensivas mais impressionantes aconteceu no Campeonato Brasileiro de 2007. O São Paulo manteve um nível de competitividade altíssimo, faturando seu quinto título nacional e o segundo consecutivo. O dado que assombra até hoje é a estatística defensiva: foram apenas 19 gols sofridos em 38 jogos, uma média exata de 0,5 gol por partida.

A solidez era tanta que apenas três equipes conseguiram marcar mais de um gol no Tricolor em um mesmo jogo: Juventude, Botafogo e Athletico-PR. E todas só o fizeram após o título já estar matematicamente garantido.

Com o regulamento de 20 clubes consolidado, o São Paulo iniciou sua caminhada com uma vitória por 2 a 0 sobre o Goiás no Morumbi, mas encontrou dificuldades iniciais, como a derrota por para o Náutico nos Aflitos, na segunda rodada. O primeiro turno foi marcado por uma postura pragmática: vitórias magras por 1 a 0 e uma defesa que já se mostrava impenetrável com o trio Breno, Alex Silva e Miranda, protegidos por Hernanes e Richarlyson.

Enquanto o Botafogo liderava as primeiras rodadas, o São Paulo escalava a tabela silenciosamente. O ponto de virada aconteceu na 17ª rodada, quando o Tricolor venceu o Grêmio no Olímpico por 2 a 0 e assumiu a liderança. Na rodada seguinte, o confronto direto contra o Botafogo no Maracanã selou o destino do campeonato: vitória paulista por 2 a 0 e o início de uma liderança isolada que não seria mais ameaçada.

Se o primeiro turno foi de construção, o segundo foi de pura soberania. O São Paulo passeou em campo, alternando a segurança defensiva com lampejos ofensivos avassaladores, como os massacres sobre o por 5 a 0 sobre Náutico, na 21ª rodada, e por 6 a 0 sobre o Paraná, no 23º jogo. A distância para os concorrentes, que se revezavam entre Cruzeiro, Santos e Grêmio, tornou-se um abismo técnico a cada rodada encerrada.

A confirmação do pentacampeonato são-paulino veio com quatro rodadas de antecedência, na 34ª jornada, com um 3 a 0 categórico sobre o América-RN no Morumbi. O time encerrou a competição com 77 pontos, com impressionantes 15 pontos de vantagem sobre o vice-campeão Santos. Foi um título de "monólogo", onde o São Paulo provou que a organização tática e a disciplina defensiva eram as chaves para dominar o Brasil.

A campanha do São Paulo:
38 jogos | 23 vitórias | 8 empates | 7 derrotas | 55 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Djalma Vassão/Gazeta Press

São Paulo Campeão Brasileiro 2006

Após um período de transição e ajustes no regulamento, o Campeonato Brasileiro de 2006 finalmente atingiu o formato de 20 equipes, considerado ideal para o calendário nacional. O ano marcou o despertar de uma hegemonia sem precedentes na era dos pontos corridos: o São Paulo. Vindo de um 2005 glorioso com os títulos da Libertadores e do Mundial, o Tricolor iniciou uma sequência de três conquistas nacionais consecutivas.

Enquanto o Morumbi celebrava, o cenário nacional era de contrastes. O Grêmio surpreendeu com um terceiro lugar logo após retornar da Série B. O Palmeiras flertou com o perigo, terminando em 16º. O Corinthians, defensor do título, teve uma debandada de atletas e chegou a estar na lanterna, mas acabou na nona colocação. E o Atlético-MG viveu o seu ano mais difícil, disputando a segunda divisão.

O São Paulo de Muricy Ramalho era sinônimo de eficiência. A estreia foi positiva, com vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo no Morumbi. Apesar de um tropeço por 1 a 0 para o Fortaleza, logo na segunda rodada, a equipe encontrou rapidamente sua identidade tática, baseada em uma defesa intransponível liderada por Rogério Ceni, Fabão e Miranda.

A liderança foi conquistada pela primeira vez na nona rodada, ao ao vencer o Fluminense por 1 a 0 em casa. Após um breve hiato nas rodadas seguintes, o São Paulo retomou o topo na 12ª jornada ao vencer o Figueirense, por 2 a 1 no Morumbi, e de lá não saiu mais. Das 38 rodadas da competição, o Tricolor ocupou a primeira posição em 28 delas, demonstrando uma estabilidade emocional e técnica que asfixiou os concorrentes.

A campanha foi marcada por poucos, porém marcantes, momentos de instabilidade, como a goleada sofrida para o Santos por 4 a 0 na 14ª partida, em pleno Morumbi, e o revés de 3 a 1 contra o Palmeiras, na 26ª rodada, em clássico disputado em Presidente Prudente. Entretanto, o time reagia com exibições de gala, como os massacres por 5 a 1 sobre o Vasco, e por 5 a 0 sobre o Juventude, ambos em casa, nos jogos 27 e 29 do campeonato.

A consagração do tetracampeonato veio na 36ª rodada, no Morumbi, com um empate em 1 a 1 contra o Athletico-PR. O São Paulo encerrou a maratona com 78 pontos, nove de vantagem sobre o vice Internacional, e ostentando estatísticas de campeão incontestável: 22 vitórias e apenas quatro derrotas em todo o campeonato.

A campanha do São Paulo:
38 jogos | 22 vitórias | 12 empates | 4 derrotas | 66 gols marcados | 32 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar