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Barra Campeão Brasileiro Série D 2025

Entre clubes tradicionais em busca de reconstrução e equipes emergentes que sonham com projeção no cenário do país, mais longas viagens, gramados diversos e estádios dos mais variados portes, o Campeonato Brasileiro da Série D funciona como o verdadeiro ponto de encontro entre o passado glorioso e o futuro promissor do futebol brasileiro. A edição de 2025 coroou o primeiro título nacional da história do Barra, premiando uma trajetória recente marcada por gestão e planejamento.

Fundado em 2013, o clube oriundo de Balneário Camboriú mandou seus compromissos no complexo próprio em Itajaí, em uma estrutura moderna de centro de treinamento e estádio que poucas equipes na divisão de acesso ostentam. O torneio manteve o contingente de 64 participantes distribuídos em oito chaves regionalizadas na fase inicial, com 32 classificados para o mata-mata.

Na primeira fase, o Barra esteve no Grupo A8 ao lado de Joinville, Marcílio Dias, São José-RS, Guarany de Bagé, Brasil de Pelotas, São Luiz e Azuriz. A estreia reservou um tropeço por 1 a 0 diante do Brasil de Pelotas fora de casa, mas a reação do Pescador veio logo na rodada seguinte ao bater o São Luiz por 3 a 0 na Arena Barra. Ao término das 14 rodadas da etapa inicial, o time catarinense somou oito vitórias, dois empates e quatro derrotas, acumulando 26 pontos para avançar no topo da chave.

A partir da segunda fase, o Barra manteve uma postura pragmática e letal. O primeiro obstáculo foi o Cascavel, superado com duas vitórias: 1 a 0 no Paraná e 3 a 0 em Itajaí. Nas oitavas de final, contra o Ceilândia, o Pescador segurou um empate em 1 a 1 no Distrito Federal e confirmou a vaga com um triunfo por 1 a 0 na Arena Barra.

Nas quartas de final, o oponente foi o Cianorte. O jogo de ida, disputado em solo paranaense, terminou empatado sem gols. Na partida de volta, em Itajaí, o Barra venceu por 1 a 0, assegurando o passaporte para a terceira divisão e a presença na semifinal.

Diante da Inter de Limeira no duelo que valia vaga na final, a equipe azul voltou a fazer valer o fator casa: venceu por 2 a 0 na Arena Barra e confirmou a vaga na decisão com um novo triunfo por 3 a 2 no interior paulista.

A decisão trouxe a jovem estrutura do Barra para enfrentar o peso do Santa Cruz, que eliminou Sergipe, Altos, América-RN e Maranhão. A primeira partida ocorreu na Arena Pernambuco. Demonstrando frieza e aproveitando as oportunidades em contra-ataques, o Pescador venceu por 2 a 1 e construiu a vantagem para o reencontro no Sul. O segundo jogo foi disputado na Arena Barra. Sabendo administrar o resultado construído no Nordeste, o time catarinense armou uma defesa sólida e segurou o empate em 0 a 0. A igualdade sem gols selou mais uma taça nacional à história do futebol de Santa Catarina.

A campanha do Barra:
24 jogos | 15 vitórias | 5 empates | 4 derrotas | 34 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Tiago Winter/Barra

Retrô Campeão Brasileiro Série D 2024

Implacável e democrático, o Campeonato Brasileiro da Série D ignora o tamanho da torcida e o peso da camisa. Trata-se de uma competição que premia os quatro semifinalistas não apenas com o cobiçado acesso à Série C, mas com a garantia de um calendário nacional cheio para a temporada seguinte e, para o melhor de todos, a taça de campeão. Em 2024, a glória máxima pertenceu ao Retrô, jovem clube pernambucano que alcançou a primeira conquista de sua história, logo em âmbito nacional. 

Mais uma vez, o campeonato foi disputado por 64 equipes no tradicional formato com oito chaves regionalizadas na fase inicial. A caminhada da Fênix de Camaragibe começou no Grupo A4 ao lado de Itabaiana, Jacuipense, ASA, CSE, Juazeirense, Petrolina e Sergipe. A estreia rendeu um empate sem gols contra o CSE em Alagoas. Na segunda rodada, a equipe conquistou o primeiro triunfo ao bater a Juazeirense por 1 a 0 na Arena Pernambuco. Em 14 partidas disputadas, o Retrô acumulou oito vitórias, dois empates e quatro derrotas, somando 26 pontos para avançar no segundo lugar da chave.

A partir do mata-mata, o Retrô protagonizou uma das trajetórias mais frias e dramáticas da história da competição, avançando em quatro etapas consecutivas nas penalidades máximas. Na segunda fase, o adversário foi o América-RN. Após um empate em 1 a 1 em Natal e outro 0 a 0 no Recife, a Fênix venceu por 7 a 6 nos pênaltis.

Nas oitavas de final, o desafio colocou o Manauara no caminho auriazulino: após vencer a ida por 2 a 0 em Pernambuco e sofrer uma derrota por 2 a 0 no Amazonas, o Retrô carimbou a vaga ao vencer a disputa por pênaltis por 4 a 1.

Nas quartas de final, o oponente foi o Brasiliense. A ida, na Arena Pernambuco, terminou com vitória pernambucana por 1 a 0. A volta, na Boca do Jacaré, em Taguatinga, acabou com derrota do Retrô também por 1 a 0. Pela terceira vez seguida na marca da cal, o Retrô levou a melhor ao vencer por 3 a 2 e celebrar o acesso inédito à terceira divisão.

Na semifinal, diante do Itabaiana, o enredo voltou a se repetir: o Retrô perdeu a ida por 1 a 0 em casa, devolveu o placar de 1 a 0 em Sergipe e avançou à final ao vencer a quarta disputa de pênaltis consecutiva por 4 a 3.

A decisão colocou a Fênix frente a frente com o Anápolis, que superou Itabuna, Cianorte, Iguatu e Maringá. O jogo de ida disputou-se no Estádio Jonas Duarte, em Anápolis, e terminou com vitória dos donos da casa por 2 a 1. A partida de volta foi realizada na Arena Pernambuco. Diante de sua jovem torcida, o Retrô reverteu a desvantagem e conquistou o título com uma vitória por 3 a 1, com gols anotados por Júnior Fialho, Mascote e João Pedro.

A campanha do Retrô:
24 jogos | 12 vitórias | 4 empates | 8 derrotas | 30 gols marcados | 20 gols sofridos


Foto Rafael Vieira/FPF

Ferroviário Campeão Brasileiro Série D 2023

É impossível que um clube conquiste o título em duas edições consecutivas de uma divisão de acesso, por motivos óbvios. Contudo, nada impede que a mesma equipe volte a erguer a taça anos mais tarde, o que não representa qualquer demérito, mas sim a capacidade de se reconstruir. Na Série D de 2023, o futebol brasileiro assistiu ao seu primeiro caso de bicampeonato: o Ferroviário. Campeão em 2018, o Tubarão da Barra retornou ao ponto de partida para buscar um novo recomeço e o alcançou de maneira incontestável, sem sofrer uma única derrota ao longo de todo o torneio.

Em meio a 64 participantes, o Ferroviário iniciou a campanha no Grupo A2, ao lado de Atlético-CE, Maranhão, Parnahyba, Caucaia, Tocantinópolis, Cordino e Fluminense-PI. A caminhada do Ferrão começou com um triunfo por 2 a 0 sobre o Fluminense piauiense, no Presidente Vargas, em Fortaleza. O Tubarão passou de forma avassaladora pela etapa inicial, acumulando 11 vitórias e três empates em 14 compromissos. A campanha irretocável somou 36 pontos, garantindo a liderança da chave com 13 pontos de vantagem sobre o vice-líder Atlético-CE. O desempenho deu ao clube a melhor campanha geral da primeira fase, assegurando o direito de decidir todos os duelos de mata-mata em casa.

Na segunda fase, o Ferroviário encarou o Princesa do Solimões. Após um empate por 1 a 1 em Manacapuru, o time cearense avançou ao vencer por 3 a 0 no Presidente Vargas. Nas oitavas de final, o oponente foi o Nacional de Patos: novo empate sem gols no interior paraibano e classificação confirmada com uma vitória por 3 a 1 em Fortaleza.

Nas quartas de final, a hora da verdade veio contra o Maranhão. O jogo de ida, no Castelão de São Luís, terminou empatado em 1 a 1. O confronto de volta, no Presidente Vargas, reservou contornos dramáticos: os maranhenses abriram o placar aos 47 minutos da etapa final, deixando o Ferrão à beira da eliminação. No entanto, um gol contra aos 50 minutos garantiu o empate em 1 a 1. Na disputa por pênaltis, os cearenses venceram por 3 a 0 e celebraram o retorno à terceira divisão.

Na semifinal, diante do Caxias, a história voltou a ser escrita nos acréscimos: após um 1 a 1 no Rio Grande do Sul, a vitória por 1 a 0 em Fortaleza veio com gol de Ciel aos 58 minutos do segundo tempo.

A decisão colocou em campo um curioso confronto entre homônimos: Ferroviário contra Ferroviária,  que passou por Hercílio Luz, Anápolis, Sousa e Athletic na outra semifinal. A primeira partida foi disputada na Luminosa, em Araraquara, e terminou com um empate sem gols. O segundo duelo lotou o Presidente Vargas. Logo no primeiro minuto de jogo, Deysinho colocou o Tubarão na frente, mas os paulistas empataram aos 38. Na etapa final, aos 13 minutos, Ciel balançou as redes para decretar a vitória por 2 a 1. A vitória selou a impecável campanha invicta e consagrou o Ferroviário como o primeiro bicampeão da história do Campeonato Brasileiro da Série D.

A campanha do Ferroviário:
24 jogos | 15 vitórias | 9 empates | 0 derrotas | 43 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/CBF

América-RN Campeão Brasileiro Série D 2022

É sempre bom acompanhar o momento em que um clube de grande tradição inicia seu processo de reconstrução. No futebol brasileiro, diversos gigantes regionais já passaram por esse caminho, e quase todos tiveram na Série D o ponto de partida. Em 2022, chegou a vez de o América de Natal reencontrar seu espaço no cenário nacional. Sem uma divisão nacional fixa desde 2016, o clube potiguar finalmente superou a barreira das quartas de final, após cinco frustrações consecutivas nas edições anteriores, para comemorar o retorno à Série C. E a festa foi completa: o Mecão sagrou-se o campeão da competição.

O regulamento da Série D de 2022 aboliu a fase preliminar com oito times, colocando diretamente 64 equipes divididas em oito chaves de oito clubes na primeira fase, com 32 classificados para o mata-mata. O América integrou o Grupo A3, ao lado de Crato, Globo, São Paulo Crystal, Icasa, Afogados, Sousa e Retrô. Na estreia, o alvirrubro venceu o Sousa por 2 a 1 dentro de casa.

Em 14 compromissos na fase inicial, o Mecão somou seis vitórias, seis empates e duas derrotas, acumulando 24 pontos. A confirmação da vaga no mata-mata veio apenas na última rodada, em outro triunfo por 2 a 1 sobre o Sousa, desta vez na Paraíba. O América avançou na vice-liderança da chave, nove pontos atrás do líder Retrô.

Na segunda fase, o Mecão enfrentou o Jacuipense. Após vencer por 1 a 0 no interior baiano, o empate em 0 a 0 na Arena das Dunas assegurou a vaga. Nas oitavas de final, o oponente foi o Moto Club, superado com autoridade em dois triunfos: 2 a 1 em Natal e 1 a 0 em São Luís.

Nas quartas de final, o desafio colocou o Caxias no caminho potiguar. No jogo de ida, no Estádio Centenário, em Caxias do Sul, o América perdeu por 1 a 0. O confronto da volta transformou a Arena das Dunas em um caldeirão. O time gaúcho abriu o placar no segundo tempo, deixando os donos da casa em situação dramática. A reação alvirrubra veio com contornos épicos nos minutos finais: com uma virada nos acréscimos, o placar de 3 a 1 selou a festa do acesso à terceira divisão.

Na semifinal, diante do São Bernardo, o América avançou à decisão com extrema autoridade, vencendo por 2 a 0 em Natal e por 1 a 0 em solo paulista.

A final colocou o América-RN frente a frente com o Pouso Alegre, que despachou Operário-MT, Paraná, ASA e Amazonas. A primeira partida foi disputada na Arena das Dunas, onde o Mecão abriu uma preciosa vantagem de 2 a 0, com gols marcados por Téssio e Wallace Pernambucano. O confronto de volta ocorreu no Estádio Manduzão. Com frieza, o alvirrubro suportou a pressão dos donos da casa, e a derrota por 1 a 0 não impediu a celebração da torcida potiguar, que sagrou-se o grande campeão da Série D de 2022, coroando a temporada com o primeiro título nacional de sua história.

A campanha do América-RN:
24 jogos | 13 vitórias | 7 empates | 4 derrotas | 32 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Canindé Pereira/América-RN

Aparecidense Campeã do Brasileiro Série D 2021

A Região Centro-Oeste juntou-se às demais quatro regiões do Brasil e passou a ostentar um campeão da Série D. A glória pertenceu à Aparecidense, que alcançou o título na edição de 2021. Foram várias temporadas de boas campanhas e batidas na trave no mata-mata, mas a insistência do projeto finalmente rendeu frutos. Para o Camaleão, contudo, o acesso não bastou: a meta era a taça, e ela veio com toda a emoção possível.

quarta divisão de 2021 contou com 64 equipes divididas em oito chaves na primeira fase, mais quatro eliminados na fase preliminar. A Aparecidense esteve no Grupo A5, com Nova Mutum, União Rondonópolis, Brasiliense, Goianésia, Porto Velho, Gama e Jaraguá-GO. A vitória na estreia, por 3 a 1 sobre o Nova Mutum dentro de casa, deu o tom da caminhada do time goiano.

Em 14 compromissos na fase inicial, o Camaleão acumulou oito vitórias, quatro empates e duas derrotas. Com 28 pontos somados, a Aparecidense avançou na liderança da chave, com um ponto de vantagem sobre o estreante Nova Mutum, quatro sobre o União Rondonópolis e sete em relação ao Brasiliense.

O mata-mata na segunda fase começou com um desafio contra a Caldense. Após uma derrota por 1 a 0 em Poços de Caldas, o time goiano reverteu o confronto com um triunfo por 3 a 1 no Estádio Aníbal Batista de Toledo. Nas oitavas de final, o oponente foi o Cianorte: a vaga veio após um 0 a 0 no Paraná e uma vitória por 1 a 0 em Goiás.

O acesso à Série C foi disputado contra o Uberlândia. A primeira partida ocorreu no Parque do Sabiá, onde a Aparecidense arrancou um triunfo fundamental por 1 a 0. No jogo da volta, no Aníbal Toledo, o clube azul e dourado segurou o empate por 1 a 1 e celebrou o acesso inédito.

Na semifinal, diante do ABC, o Camaleão venceu a ida por 4 a 2 em casa e perdeu por 1 a 0 no Frasqueirão para assegurar a vaga na final.

Na decisão, a Aparecidense enfrentou o Campinense, que deixou para trás Sergipe, Guarany de Sobral, América-RN e Atlético-CE. O primeiro duelo foi disputado no Amigão, em Campina Grande. Sabendo suportar a pressão do caldeirão paraibano, o Camaleão venceu por 1 a 0 e construiu uma preciosa vantagem para o reencontro no Aníbal Toledo. No jogo de volta, em seu acanhado estádio, a equipe goiana sofreu: o Campinense abriu o placar e assustou a torcida local. O alívio veio quando o reserva Samuel balançou as redes para decretar o empate em 1 a 1. A igualdade garantiu à Aparecidense o primeiro título de nível nacional de sua história, completando a galeria de campeões da Série D em todas as regiões do Brasil.

A campanha da Aparecidense:
24 jogos | 13 vitórias | 7 empates | 4 derrotas | 31 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/CBF

Mirassol Campeão Brasileiro Série D 2020

A Série D do Campeonato Brasileiro de 2020 passou por uma reformulação em seu regulamento que tornou a competição ainda mais atrativa e equilibrada. Em vez das 17 chaves de quatro equipes, os 68 participantes foram distribuídos em novo formato: oito clubes disputaram uma fase preliminar em mata-mata, avançando quatro para se juntarem a outros 60 participantes. O grupo de 64 times foi então dividido em oito chaves com oito clubes cada. Porém, todas as partidas aconteceram sem público nos estádios, devido a pandemia de Covid-19. A disputa ainda atravessou a temporada de 2021.

Com mais datas no calendário e maior exigência de elenco, a imprevisibilidade aumentou, mas o desfecho provou mais uma vez que um bom planejamento e uma estrutura sólida são imbatíveis no futebol. Vindo do interior de São Paulo e exibindo até então em sua galeria títulos estaduais das Séries A3 e B, o Mirassol ingressou na Série D pelo Grupo A7. A largada, porém, foi hesitante: sob o comando do técnico Eduardo Baptista, a estreia rendeu um empate em 1 a 1 com o Bangu no Estádio José Maria de Campos Maia, seguido por uma derrota por 3 a 1 para a Cabofriense fora de casa.

A primeira vitória veio no terceiro compromisso e compensou os tropeços iniciais: um expressivo 6 a 0 sobre o Toledo no Maião. A partir dali, a campanha do Leão da Alta Araraquarense decolou, impulsionada por goleadas como os 8 a 0 sobre o Nacional-PR e os 5 a 2 sobre o FC Cascavel no Maião, além de um 4 a 0 sobre o Toledo no Paraná. O Mirassol encerrou a fase inicial na vice-liderança do grupo com 26 pontos, acumulados com sete vitórias, cinco empates e duas derrotas.

Na segunda fase, o Leão superou o Caxias nos pênaltis por 3 a 0, após devolver em casa a derrota por 1 a 0 sofrida no Rio Grande do Sul. Nas oitavas de final, despachou o Brasiliense ao aplicar 5 a 2 no interior paulista e administrar o a derrota por 2 a 1 no Distrito Federal.

Nas quartas de final, a vaga história na Série C foi garantida ao derrubar a Aparecidense: vitória por 2 a 1 em casa e novo triunfo por 3 a 2 em Goiás. Na semifinal, o Mirassol não deu chances ao Altos-PI, aplicando 4 a 0 no jogo de ida no interior paulista e confirmando a vaga na final com um 1 a 0 no Piauí.

O Mirassol encarou na decisão o Floresta-CE, que havia eliminado Itabaiana, Juventude Samas, América-RN e Novorizontino. O primeiro duelo seria realizado no Castelão, em Fortaleza, mas um incêndio de grandes proporções no local transferiu o confronto para o Estádio Vovozão, no CT do Ceará. A mudança repentina não abalou os paulistas, que venceram por 1 a 0 longe de seus domínios. A segunda partida disputou-se no Estádio José Maria de Campos Maia. Mantendo a solidez defensiva e a eficiência, o Leão voltou a vencer por 1 a 0, com gol anotado pelo atacante João Carlos. Ao apito final, a vitória colocou um ponto final na longa e atípica edição pandêmica da Série D, acrescentando mais uma taça nacional à vitoriosa tradição do futebol do interior de São Paulo.

A campanha do Mirassol:
24 jogos | 15 vitórias | 5 empates | 4 derrotas | 49 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Célio Messias/CBF

Brusque Campeão Brasileiro Série D 2019

A Série D de 2019 evitou surpresas para expor uma clara alteração na hierarquia do futebol catarinense. Enquanto o tradicional Joinville caiu ainda na fase inicial, o Brusque caminhou a passos largos rumo a um título inédito, consolidando-se como uma nova força do futebol de Santa Catarina. A conquista foi também a prova de como a união entre a comunidade e a gestão do clube pode impulsionar uma cidade em torno de um objetivo comum.

Na primeira fase, o Quadricolor esteve no Grupo A15 e iniciou sua trajetória com uma vitória por 2 a 1 sobre o Boavista dentro de casa. Na sequência, enfileirou mais quatro triunfos consecutivos que carimbaram a vaga antecipada: 3 a 1 sobre o Foz do Iguaçu no Paraná, 3 a 2 sobre o Gaúcho no Estádio Augusto Bauer, 1 a 0 sobre o time gaúcho em Passo Fundo e uma goleada por 5 a 0 sobre o Foz em solo catarinense. A derrota por 2 a 1 para o Boavista em Saquarema na última rodada em nada alterou a liderança da chave, com 15 pontos somados.

Na segunda fase, o Bruscão realizou o clássico estadual contra o Hercílio Luz. Após um 0 a 0 fora de casa e um triunfo por 2 a 0 em Brusque, a equipe avançou. Nas oitavas de final, o reencontro com o Boavista rendeu um empate em 1 a 1 no Rio de Janeiro e uma vitória por 3 a 0 em Santa Catarina, colocando o Brusque em mais uma etapa.

Nas quartas de final, a disputa ocorreu contra o Juazeirense. No jogo de ida, no interior da Bahia, o Brusque perdeu por 1 a 0. A decisão transferiu-se para o Augusto Bauer, a equipe catarinense reverteu o confronto com maestria ao aplicar uma goleada por 4 a 0, assegurando o passaporte para a terceira divisão.

Na semifinal, diante do Ituano, o Quadricolor voltou a perder fora de casa, por 2 a 0, mas devolveu o placar em Brusque e garantiu a vaga na decisão ao vencer a disputa por pênaltis por 4 a 3.

O Brusque chegou à decisão para enfrentar o Manaus, que eliminou Real Ariquemes, São Raimundo-PA, Caxias e Jacuipense. O primeiro confronto foi disputado no Augusto Bauer, onde, diante mais de 4 mil torcedores, o time da casa abriu dois gols de vantagem, mas cedeu o empate em 2 a 2. A história ficou para ser decidida na Arena da Amazônia, em um ambiente hostil diante de mais de 44 mil torcedores manauaras. O Bruscão abriu o placar com Júnior Pirambu, sofreu a virada no início do segundo tempo, mas buscou um dramático 2 a 2 aos 38 minutos da etapa final, com um gol de Thiago Alagoano, levando a decisão novamente para as penalidades. Nas cobranças, os batedores do Brusque mantiveram 100% de aproveitamento. Coube ao goleiro Zé Carlos converter a última cobrança da série alternada, decretando a vitória por 6 a 5 e selando a conquista da Série D de 2019, o primeiro troféu de nível nacional da história do clube do Vale do Itajaí.

A campanha do Brusque:
16 jogos | 9 vitórias | 4 empates | 3 derrotas | 31 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Thais Magalhães/CBF

Ferroviário Campeão Brasileiro Série D 2018

A Série D do Campeonato Brasileiro chegou à edição de 2018 sem grandes alterações estruturais, mantendo o contingente de 68 participantes na busca pelas quatro vagas de acesso. A principal novidade ficou por conta do fim do critério do gol qualificado fora de casa no mata-mata. Em campo, entre diversos candidatos com camisas tradicionais, a glória máxima pertenceu ao Ferroviário. Embalado pela ascensão recente do futebol cearense nas divisões superiores, o Tubarão tornou-se o primeiro clube da capital a conquistar um título nacional, apenas alguns meses antes de o rival Fortaleza levantar o título da Série B.

Na primeira fase, o Tubarão integrou o Grupo A4 ao lado de Cordino, 4 de Julho e Interporto. A campanha da equipe cearense teve um contorno curioso: o Ferrão não venceu nenhum compromisso sob seus domínios, acumulando três empates em casa. A compensação veio no desempenho como visitante, com um quarto empate e duas vitórias longe do Ceará, por 3 a 2 sobre o Interporto no Tocantins, e por 1 a 0 sobre o 4 de Julho no Piuaí. Os dez pontos conquistados garantiram o topo da chave, com um ponto a mais em relação ao vice Cordino.

Na segunda fase, o Ferroviário reencontrou o Cordino. O clube cearense garantiu a vaga após um movimentado empate por 3 a 3 no Maranhão e uma vitória por 1 a 0 no Ceará. Nas oitavas de final, o oponente foi o Altos, ultrapassado após um empate por 1 a 1 no Estádio Castelão e um triunfo por 4 a 2 no Piauí.

Nas quartas de final, valendo acesso à Série C, o Ferrão encarou o Campinense. No jogo de ida, venceu por 3 a 2 em Fortaleza. Na volta, no Estádio Amigão, em Campina Grande, sofreu uma derrota por 1 a 0. Na dramática disputa por pênaltis, os cearenses venceram por 5 a 4 e celebraram o retorno à terceira divisão.

Na semifinal, diante do São José, o Tubarão venceu por 3 a 1 o jogo de ida no Castelão, perdeu por 2 a 1 a partida de volta no Estádio Passo d'Areia, em Porto Alegre, e avançou à final devido ao saldo de gols obtido nos dois confrontos.

A decisão promoveu uma disputa totalmente nordestina contra o Treze, que chegou lá depois de superar URT, Iporá, Caxias e Imperatriz. Mais uma vez decidindo a primeira partida em casa, o Ferroviário construiu uma ótima vantagem ao vencer por 3 a 0 no Castelão, com gols anotados por Janeudo, o artilheiro Edson Cariús e Robson Simplício. O segundo confronto decisivo ocorreu no Amigão, em Campina Grande. Demonstrando maturidade tática e solidez defensiva, o Ferrão administrou a vantagem construída. A derrota por 1 a 0 não atrapalhou a comemoração da torcida tricolor, que festejou completou a festa do retorno à Série C carregando a taça da quarta divisão de 2018.

A campanha do Ferroviário:
16 jogos | 7 vitórias | 6 empates | 3 derrotas | 27 gols marcados | 18 gols sofridos


Foto João da Paz/PB Esportes

Operário-PR Campeão Brasileiro Série D 2017

A Série D chegou a 2017 disputada pela segunda vez consecutiva com o formato de 68 participantes. Entre os concorrentes, destacavam-se duas camisas ilustres do futebol nacional: Portuguesa e Bangu, ambas estreantes na competição e sorteadas na mesma chave. Contudo, paulistas e cariocas acabaram eliminados ainda na fase inicial. Enquanto os dois amargavam a queda precoce, no interior do Paraná consolidava-se uma nova força.

O Operário Ferroviário, de Ponta Grossa, vinha de uma trajetória repleta de altos e baixos: em 2015, conquistou o Campeonato Paranaense e bateu na trave nas quartas de final da Série D. Em 2016, sofreu um rebaixamento no estadual, mas compensou o ano vencendo a Taça FPF. Em 2017, falhou em obter o acesso no estadual, mas a vaga na quarta divisão nacional estava garantida pelo título da copa estadual e era o momento de o Fantasma subir novamente ao topo. Na primeira fase, o Operário-PR integrou o Grupo A15 ao lado de Brusque, XV de Piracicaba e São Paulo-RS. Nas seis partidas disputadas, o Fantasma somou quatro vitórias e duas derrotas, avançando na liderança da chave com 12 pontos.

Na segunda fase, o Operário enfrentou a Desportiva. O confronto de ida ocorreu no Espírito Santo, com vitória paranaense por 2 a 0. O jogo da volta, em Ponta Grossa, confirmou a classificação com um triunfo por 2 a 1.

Nas oitavas de final, o chaveamento reservou outro duelo contra um representante capixaba: o Espírito Santo. No jogo de ida, no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica, o Fantasma perdeu por 1 a 0. Na partida de volta, no Germano Krüger, os paranaenses devolveram o placar de 1 a 0 e, na disputa por pênaltis, garantiram a vaga ao vencer por 4 a 2.

O desafio das quartas de final, valendo a vaga na Série C, colocou o Maranhão no caminho do alvinegro. Mesmo jogando a primeira partida em São Luís, o Fantasma encaminhou o objetivo ao vencer por 3 a 1. No segundo confronto, em Ponta Grossa, nova vitória por 2 a 1 confirmou o acesso.

Garantido na Série C, o Operário encarou o Atlético-AC na semifinal: segurou um empate em 0 a 0 em Rio Branco e carimbou o passaporte para a final com uma vitória por 2 a 0 no Paraná.

A decisão colocou o Operário diante do Globo, do Rio Grande do Norte, que bateu Parnahyba, Guarany de Sobral, URT e Juazeirense. O jogo de ida, disputado no Estádio Barretão, em Ceará-Mirim, prometia ser um duelo equilibrado. Contudo, o Fantasma aplicou uma goleada por 5 a 0, colocando praticamente as duas mãos na taça ainda no Nordeste. Na partida de volta, no Germano Krüger, o time paranaense precisou apenas gerenciar a imensa vantagem acumulada. Apesar de sofrer uma derrota por 1 a 0 no jogo da volta, o resultado não ofuscou a celebração do título da Série D de 2017.

A campanha do Operário-PR:
16 jogos | 11 vitórias | 1 empate | 4 derrotas | 23 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Rener Pinheiro/CBF

Volta Redonda Campeão Brasileiro Série D 2016

A Série D do Brasileirão em 2016 passou por uma profunda reformulação em sua estrutura. O número de participantes sofreu uma expansão: planejou-se inicialmente a ampliação de 40 para 48 clubes, mas a CBF confirmou o total de 68 concorrentes. Consequentemente, o regulamento foi alterado. As oito chaves de cinco equipes transformaram-se em 17 grupos com quatro participantes cada. Uma fase extra de mata-mata foi adicionada, embora o calendário tenha reduzido duas datas em relação às edições anteriores. Com a nova fórmula, o futuro campeão manteve a necessidade de disputar 16 partidas.

Em campo, após várias temporadas marcadas pela presença de camisas tradicionais em crise, a edição abriu espaço para o sucesso de clubes regionais que buscavam consolidar um calendário fixo no segundo semestre. O Volta Redonda foi quem melhor aproveitou a oportunidade para fazer história. No Grupo A12 da etapa inicial, o Voltaço realizou uma campanha invicta, acumulando quatro vitórias e dois empates diante de URT, Desportiva e Goianésia. Na liderança da chave com 14 pontos, os destaques foram as duas goleadas por 4 a 0 aplicadas sobre o time goiano.

Na segunda fase, houve um reencontro com a URT. Após um empate por 1 a 1 em Minas Gerais, o Tricolor de Aço venceu por 2 a 0 no Rio de Janeiro. Nas oitavas de final, contra o Anápolis, a classificação confirmou-se com uma vitória por 2 a 1 fora de casa e um empate sem gols no Estádio Raulino de Oliveira.

Nas quartas de final, o Voltaço encarou o Fluminense de Feira. O primeiro confronto disputou-se em Feira de Santana, e o time do interior do Rio de Janeiro arrancou uma virada heroica por 3 a 2, com gol decisivo de Dija Baiano. A partida de volta, em Volta Redonda, selou o retorno à terceira divisão com nova vitória por 2 a 1, com mais dois gols assinados por Dija Baiano.

Na semifinal, diante do Moto Club, o Voltaço segurou um empate por 1 a 1 no Castelão, em São Luís, e garantiu a vaga na decisão com uma vitória por 3 a 1 no Raulino de Oliveira.

O adversário do Volta Redonda na final foi o CSA, que passou por Parnahyba, Altos, Ituano e São Bento. O jogo de ida ocorreu no Rei Pelé, em Maceió, e o time fluminense retornou do Nordeste com um importante empate sem gols na bagagem. A festa ficou reservada para o confronto da volta, no Raulino de Oliveira. Demonstrando enorme apetite ofensivo, o Voltaço encaminhou o título ainda na etapa inicial ao abrir 3 a 0 nos primeiros 40 minutos. Na segunda metade do jogo, mais um gol selou a goleada por 4 a 0, com gols de Marcos Júnior, David Batista, Pedro Pires e Dija Baiano. Ao apito final, a vitória incontestável coroou uma campanha invicta e consagrou o Volta Redonda como campeão da Série D de 2016, uma conquista inédita não apenas para a galeria do clube, mas para todo o futebol do interior do Estado do Rio de Janeiro.

A campanha do Volta Redonda:
16 jogos | 10 vitórias | 6 empates | 0 derrotas | 29 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Lucas Figueiredo/CBF

Botafogo-SP Campeão Brasileiro Série D 2015

Em 2015, ocorreu a última edição da Série D do Brasileirão no formato de 40 clubes. O torneio também ficou marcado por despedidas: após várias tentativas e anos de calvário, finalmente chegava a vez do Remo comemorar o tão sonhado acesso à Série C. A caminhada paraense estendeu-se até a semifinal, momento em que caiu diante do futuro campeão. Dono de grande tradição no interior paulista, o Botafogo de Ribeirão Preto alcançou a principal conquista de sua história com méritos e um bom uso do regulamento.

A trajetória do Pantera na etapa inicial foi discreta. Com três vitórias, quatro empates e uma derrota, a equipe avançou na segunda colocação do Grupo A6, empatada com os mesmos 13 pontos do Gama. O saldo de gols provou-se decisivo a favor dos paulistas, impulsionado principalmente pela goleada por 5 a 1 aplicada sobre o Villa Nova-MG no Estádio Santa Cruz. O CRAC liderou a chave com 18 pontos, enquanto o Duque de Caxias completou o grupo.

Nas oitavas de final, o chaveamento promoveu o reencontro do Botafogo com o CRAC. O retrospecto na fase de grupos não trazia bons presságios aos paulistas, que haviam perdido por 1 a 0 em casa e empatado sem gols fora. No mata-mata, contudo, a história foi outra: o Pantera construiu uma sólida vantagem ao vencer por 3 a 0 no Santa Cruz e confirmou a vaga mesmo com a derrota por 1 a 0 em Catalão.

Nas quartas de final, o adversário foi o São Caetano, outro forte concorrente ao título. O primeiro confronto, em Ribeirão Preto, terminou com um heroico triunfo do Botafogo por 2 a 1, de virada, com gols de César Gaúcho e Caio Ruan. Diante do risco do gol sofrido em casa, a equipe armou um ferrolho tático para o duelo de volta no Anacleto Campanella. A estratégia funcionou com perfeição, o Tricolor segurou o 0 a 0 e comemorou o retorno à terceira divisão.

Na semifinal diante do Remo, a disciplina tática voltou a ser vista e a vaga na decisão veio com uma vitória por 1 a 0 no Santa Cruz, gol de Ailton, e mais um empate impecável e sem gols, em um Mangueirão lotado em Belém.

A final colocou o Botafogo-SP diante do River, que eliminou Estanciano, Lajeadense e o Ypiranga de Erechim nas penalidades. A primeira partida, no Santa Cruz, foi um movimentado triunfo por 3 a 2, coroado por um hat-trick de Francis. Para o segundo jogo, a ordem era mais uma vez defender a vantagem longe de seus domínios. Encarando mais de 40 mil torcedores no Albertão, em Teresina, o Botafogo voltou a demonstrar frieza e solidez para segurar o empate em 0 a 0. A igualdade em solo piauiense consagrou o Botafogo-SP como o grande campeão da Série D de 2015, coroando a maior conquista da centenária do Pantera da Mogiana.

A campanha do Botafogo-SP:
16 jogos | 7 vitórias | 7 empates | 2 derrotas | 20 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Rogério Moroti/Botafogo-SP

Tombense Campeão Brasileiro Série D 2014

A Série D de 2014 foi disputada com uma leve alteração em seu regulamento em relação às edições anteriores. Em caráter excepcional, no ano em que o Brasil sediou a Copa do Mundo, a competição contou com 41 participantes. Isso ocorreu devido ao rebaixamento de cinco equipes da Série C de 2013, que havia abrigado 21 clubes, um a mais que o habitual.

As principais camisas em campo na quarta divisão pertenciam a Remo, Brasiliense e Brasil de Pelotas. Contudo, no mata-mata, o time paraense caiu diante do clube do Distrito Federal, que por sua vez foi superado pelos gaúchos, que comemoraram o acesso mas não conseguiram a taça porque uma equipe da Zona da Mata mineira, de um município com pouco mais de 8 mil habitantes, impediu. Exatamente no ano do seu centenário, o Tombense foi a grande surpresa da temporada e ergueu o troféu.

Integrando o Grupo A6 na primeira fase, o Gavião-Carcará não enfrentou dificuldades e liderou a chave com 18 pontos, acumulando seis vitórias e duas derrotas. Entre os resultados mais expressivos, aplicou goleadas por 4 a 0 sobre o Goianésia e 3 a 0 sobre o Luziânia, ambos no interior mineiro, além de um triunfo por 3 a 1 sobre o Barueri fora de casa. O Operário-MT garantiu a outra vaga do grupo.

Nas oitavas de final, o Tombense enfrentou o Metropolitano. No jogo de ida, em Blumenau, segurou um empate em 1 a 1. Na partida de volta, em Tombos, venceu por 1 a 0 e carimbou a vaga no mata-mata decisivo.

Nas quartas de final, valendo o acesso à Série C, o oponente foi o Moto Club. O primeiro confronto, em São Luís, foi duríssimo, e os mineiros precisaram buscar um suado empate em 2 a 2. A segunda partida aconteceu no Estádio Antônio Guimarães de Almeida, o Almeidão de Tombos, onde o Gavião-Carcará confirmou o acesso com uma vitória por 2 a 0, com gols de Daniel Amorim e Elvis.

Na semifinal, diante do Confiança, o Tombense venceu por 1 a 0 em casa e empatou em 1 a 1 em Aracaju, com todos os gols da eliminatória anotados por Elvis.

A final colocou o Tombense frente a frente com o Brasil de Pelotas, que passou por Operário-MT, Brasiliense e Londrina. O primeiro duelo foi disputado no Bento Freitas, em Pelotas. Em um jogo bastante truncado e de poucas oportunidades, o placar não saiu do 0 a 0. A partida de volta foi transferida para o Estádio Soares Azevedo, em Muriaé, já que o estádio em Tombos não possuía a capacidade mínima exigida para a decisão. Em campo, as duas defesas voltaram a se sobressair, e o tempo regulamentar terminou novamente zerado. Na disputa por pênaltis, os mineiros desperdiçaram uma cobrança, mas os gaúchos erraram duas. Coube então a Elvis converter a batida decisiva que decretou a vitória por 4 a 2. Ao apito final, o Tombense alcançou a maior glória em 100 anos de história.

A campanha do Tombense:
16 jogos | 9 vitórias | 5 empates | 2 derrotas | 23 gols marcados | 10 gols sofridos


Foto Arquivo/FMF

Botafogo-PB Campeão Brasileiro Série D 2013

Chegamos a 2013, e a Série D do Campeonato Brasileiro partiu para sua quinta edição. Já era praxe na competição a presença de clubes com estofo nas divisões superiores do futebol brasileiro, como Londrina, Santo André e Juventude. Dentre eles, apenas os gaúchos alcançaram o acesso, em sua terceira tentativa na quarta divisão. O troféu chegou a estar perto do time de Caxias do Sul, contudo a glória máxima terminou nas mãos de uma equipe da outra ponta do país. O Botafogo-PB alcançou um título nacional inédito para o futebol paraibano, após reconquistar o campeonato estadual no mesmo ano, encerrando um amargo jejum de dez anos sem vencer.

Na primeira fase, o Belo ficou no Grupo A4 e construiu uma caminhada sem maiores sobressaltos, somando cinco vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Com 17 pontos acumulados em oito jogos, o alvinegro avançou na liderança da chave ao lado do Sergipe, em um grupo composto ainda por Vitória da Conquista, Juazeirense e CSA.

Nas oitavas de final, o desafio colocou o Botafogo frente a frente com o Central. No jogo de ida, em Caruaru, o Belo perdeu por 3 a 1. Na partida de volta, no Almeidão, o time paraibano devolveu exatamente o mesmo placar. Na disputa por pênaltis, os cobradores alvinegros demonstraram frieza e garantiram a vaga ao vencer por 5 a 3.

Nas quartas de final, valendo a vaga de acesso à Série C, o oponente foi o Tiradentes-CE. O primeiro confronto disputou-se no Almeidão, e o Belo buscou uma vitória de virada por 2 a 1, com dois gols do experiente Warley. A partida de volta ocorreu no Presidente Vargas, em Fortaleza, onde uma nova vitória por 1 a 0 confirmou a festa do acesso. O gol da vaga foi assinado por outro veterano conhecido do futebol nacional, o meia Lenilson.

Embalado, o Botafogo encarou o Salgueiro na semifinal. O jogo de ida ocorreu no Estádio Cornélio de Barros, no sertão pernambucano, e os paraibanos venceram por 2 a 1. Na volta, no Almeidão, um novo triunfo por 2 a 0 carimbou a vaga na final.

A decisão do título colocou o Botafogo-PB diante do Juventude, que eliminou Londrina, Metropolitano e Tupi. O resultado da primeira partida foi de derrota paraibana por 2 a 1 na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, já que o Alfredo Jaconi encontrava-se interditado. O segundo confronto, porém, reservou um roteiro diferente. No Almeidão, em João Pessoa, o Belo reverteu a vantagem logo aos 21 minutos da etapa inicial com um gol de Mário Larramendi e consolidou a vitória por 2 a 0 nos acréscimos do segundo tempo, com gol de Rafael Aidar. Ao apito final, a torcida botafoguense explodiu em festa para comemorar o troféu da Série D de 2013, a primeira conquista de nível nacional da história do futebol paraibano.

A campanha do Botafogo-PB:
16 jogos | 11 vitórias | 2 empates | 3 derrotas | 28 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Thiago Casoni/Futura Press

Sampaio Corrêa Campeão Brasileiro Série D 2012

A Série D de 2012 marcou a quarta edição do torneio que, ano a ano, consolidou-se ao lado da Copa do Brasil como a competição mais democrática do futebol nacional. Com 40 equipes representando os 27 estados do país, a disputa deu chances iguais a todos os cantos do Brasil. Foi também a primeira vez na história da quarta divisão que a taça terminou em mãos de uma camisa de tradição: o Sampaio Corrêa.

Enquanto Remo e Juventude ficaram a ver navios mais uma vez, o Sampaio Corrêa repetiu as façanhas conquistadas na Série B de 1972 e na Série C de 1997 para cravá-las na história: tornou-se a primeira equipe a possuir títulos em três divisões nacionais diferentes e sagrou-se o primeiro campeão invicto da história da Série D.

No Grupo A2 da etapa inicial, a Bolívia Querida não encontrou adversários. O time maranhense venceu todas as oito partidas disputadas, encerrando a fase com o dobro de pontos do vice-líder Mixto, 24 contra 12, em uma chave que contava ainda com Comercial-PI, Santos-AP e Araguaína. Os destaques dessa caminhada avassaladora foram as goleadas por 6 a 0 sobre o Santos-AP no Castelão de São Luís e por 4 a 0 sobre o Araguaína no Tocantins.

Nas oitavas de final, o Sampaio encarou o Vilhena. No jogo de ida, em Rondônia, a equipe segurou um empate em 2 a 2. Na volta, perante sua torcida no Estádio Castelão, o Tricolor aplicou uma goleada por 4 a 1 e assegurou a classificação.

Nas quartas de final, o desafio do acesso promoveu o reencontro com o Mixto. O primeiro confronto disputou-se no Estádio Dutrinha, em Cuiabá, onde o Sampaio arrancou um empate em 1 a 1. A vantagem do gol qualificado fora de casa provou-se decisiva no duelo de volta em São Luís: após um tenso 0 a 0 no placar, o clube celebrou o retorno à Série C.

Na semifinal, diante do Baraúnas, o enredo manteve o pragmatismo das fases anteriores: empate em 1 a 1 no jogo de ida, no Rio Grande do Norte, e vitória por 1 a 0 na partida de volta, no Castelão.

A decisão colocou o Sampaio Corrêa frente a frente com o CRAC, do interior de Goiás, que bateu Nacional-MG, Friburguense e Mogi Mirim. A partida de ida ocorreu no Estádio Genervino da Fonseca, em Catalão. À semelhança de todos os duelos de mata-mata anteriores, a Bolívia Querida conquistou um empate em 1 a 1 longe de seus domínios, com gol anotado por Cleitinho. O segundo duelo lotou o Castelão. Com total domínio das ações, o Sampaio decretou a vitória por 2 a 0 e a conquista do título inédito com gols de Eloir e Pimentinha. Ao apito final, a comemoração selou a histórica campanha invicta e coroou o Sampaio Corrêa como o único clube do futebol brasileiro campeão de três divisões nacionais distintas.

A campanha do Sampaio Corrêa:
16 jogos | 11 vitórias | 5 empates | 0 derrotas | 37 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Arquivo/Sampaio Corrêa

Tupi Campeão Brasileiro Série D 2011

A Série D do Campeonato Brasileiro foi se consolidando a cada edição disputada. A temporada de 2011 manteve os 40 participantes, mas apresentou uma reformulação em seu regulamento. Os antigos dez grupos de quatro equipes deram lugar a oito chaves com cinco integrantes cada. Com a mudança, a fase de mata-mata deixou de ser quebrada pelo critério de perdedores, avançando exatamente 16 clubes para as oitavas de final.

Como de costume, camisas tradicionais marcaram presença, a exemplo de Gama, Juventude e Santa Cruz. O calvário de três temporadas da equipe pernambucana na última divisão nacional chegou ao fim com o acesso à Série C. Contudo, o troféu não foi para o Recife. A glória máxima cruzou a divisa e desembarcou em Minas Gerais, coroando a campanha do Tupi de Juiz de Fora.

No Grupo A5 na primeira fase, o Galo Carijó enfrentou Anapolina, Gama, Tocantinópolis e Itumbiara. Em oito partidas, o time mineiro somou quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, acumulando 14 pontos para avançar na liderança da chave. O triunfo mais marcante dessa etapa foi o 3 a 1 sobre a Anapolina dentro de casa.

Nas oitavas de final, o desafio colocou o Tupi frente a frente com o Volta Redonda. O confronto de ida, no Raulino de Oliveira, terminou com derrota mineira por 1 a 0. No jogo de volta, no Estádio Mário Helênio, o Carijó reagiu com autoridade, venceu por 4 a 2 e avançou de fase.

Nas quartas de final, o oponente voltou a ser a Anapolina, que ultrapassou o Tupi na pontuação geral e mandou o jogo decisivo em Goiás. Na ida, em Juiz de Fora, os mineiros construíram uma enorme vantagem ao golear por 4 a 1. Na volta, em Anápolis, o empate por 2 a 2, buscado nos minutos finais pelo atacante Ademilson, confirmou a celebração do acesso inédito.

Na semifinal diante do Oeste, veio a caminhada mais tranquila do torneio: o Tupi venceu por 3 a 0 no Estádio dos Amaros, em Itápolis, e sacramentou a vaga na final com um triunfo por 3 a 1 no Mário Helênio.

A decisão colocou o Tupi diante do Santa Cruz, que superou Coruripe, Treze e Cuiabá. Cientes de que os holofotes do país miravam os pernambucanos, os mineiros mantiveram a postura pragmática. No jogo de ida, em Juiz de Fora, garantiram a vantagem ao vencer por 1 a 0, com gol anotado por Ademilson. Na volta, em um Arruda com quase 60 mil torcedores, o Galo Carijó armou uma estratégia defensiva impecável. Suportando a pressão dos donos da casa, o Tupi definiu a partida e o campeonato em contra-ataques mortais nos últimos 15 minutos: gols de Allan e Henrique selaram a vitória por 2 a 0, cravando uma conquista para o Tupi e para o futebol mineiro.

A campanha do Tupi:
16 jogos | 10 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 29 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Tupi

Guarany de Sobral Campeão Brasileiro Série D 2010

O sucesso inaugural da Série D estimulou a CBF a repetir a fórmula na edição de 2010, mantendo inclusive o regulamento da terceira fase, no qual os cinco vencedores e os três perdedores de melhor campanha avançavam para compor os oito integrantes das quartas de final. Entre os participantes de camisa pesada, a competição contou com Remo, Santa Cruz, Botafogo-SP, CSA, Operário-PR e Joinville. No entanto, a taça mais uma vez terminou nas mãos de uma força do interior: o Guarany de Sobral. Com passagens anteriores pelas Séries B e C, o clube partiu em busca de uma glória inédita.

Na primeira fase, o Cacique do Vale integrou o Grupo A3. A vaga no mata-mata foi decidida nos detalhes: Guarany de Sobral, Sampaio Corrêa e JV Lideral encerraram empatados com nove pontos, duas vitórias, três empates e um empate cada. O saldo de gols sorriu para a equipe sobralense (seis contra dois do Sampaio e zero do JV Lideral), garantindo a liderança da chave, que foi completada pelo Flamengo-PI. 

Na segunda fase, o desafio colocou o rubro-negro frente a frente com o Santa Cruz. Apesar do favoritismo pernambucano, o Guarany suportou a derrota por 4 a 3 no Arruda e construiu uma atuação impecável no jogo de volta, vencendo por 2 a 0 no Ceará para avançar de fase. Na terceira etapa, ocorreu o reencontro com o Sampaio Corrêa. O primeiro duelo foi disputado no Junco, onde o Cacique venceu por 3 a 2. Na volta, no Nhozinho Santos, em São Luís, os sobralenses seguraram um empate por 1 a 1 e garantiram a vaga direta nas quartas de final, sem precisar recorrer ao índice técnico.

O confronto do acesso ocorreu contra o Vila Aurora. No jogo de ida, em Rondonópolis, o Guarany construiu uma sólida vantagem ao vencer por 2 a 0. A confirmação da vaga na Série C veio no Junco, com uma nova vitória por 2 a 1. Na semifinal diante do Araguaína, empates por 2 a 2 no Tocantins e 0 a 0 no Ceará garantiram o rubro-negro na decisão pelo critério do gol qualificado fora de casa.

A final colocou o Guarany de Sobral contra o América-AM, que passou por Mixto, Vila Aurora, Joinville e Madureira. O jogo de ida foi mandado pelos amazonenses no Colosso do Tapajós, em Santarém, e terminou empatado em 1 a 1. A volta, no Junco, transformou-se na apoteose do futebol cearense: o Guarany atropelou com uma goleada por 4 a 1, tornando-se o primeiro clube do estado do Ceará a conquistar um título de nível nacional.

O encerramento do campeonato, contudo, desdobrou-se nos tribunais. O vice-campeão América-AM acabou punido no STJD com a perda de seis pontos pela escalação irregular do atleta Amaral no duelo das quartas de final contra o Joinville. Com a punição, o time amazonense perdeu o acesso à Série C, e a vaga foi herdada pelo clube catarinense. Na contagem oficial dos tribunais e do campeonato, o Madureira (semifinalista) assumiu o posto de vice-campeão da edição.

A campanha do Guarany de Sobral:
16 jogos | 7 vitórias | 7 empates | 2 derrotas | 33 gols marcados | 19 gols sofridos


Foto Arquivo/Guarany de Sobral

São Raimundo-PA Campeão Brasileiro Série D 2009

A história do Campeonato Brasileiro da Série D começou a ser desenhada em 2008, um ano antes de a bola rolar. Na ocasião, a CBF anunciou que a Série C passaria a contar com apenas 20 participantes fixos a partir de 2009. Com a mudança, centenas de clubes sem divisão nacional passaram a disputar os estaduais com a missão de buscar vaga no recém-criado quarto nível do futebol brasileiro.

A edição inaugural da Série D ocorreu em 2009 e contou com 39 equipes. A ideia inicial previa 40 participantes, mas nenhum representante do Acre habilitou-se a tempo. O torneio foi dividido em dez grupos regionalizados. Entre os concorrentes, destacavam-se camisas tradicionais como Paulista, Londrina, Ituano e Uberlândia, todas com troféus nacionais em suas galerias. Contudo, o primeiro campeão da história da Série D veio do oeste do Pará: o São Raimundo, de Santarém.

Na fase inicial, o Pantera Negra integrou o Grupo A2 ao lado de Tocantins de Palmas, Moto Club e Cristal. O São Raimundo encerrou a etapa na liderança com dez pontos, três vitórias, um empate e duas derrotas, destacando-se a goleada por 4 a 1 sobre o Tocantins em pleno Estádio Nilton Santos, em Palmas.

Na segunda fase, disputada em mata-mata por 20 equipes, o adversário do São Raimundo-PA foi o Genus. Após um empate por 1 a 1 em Porto Velho, o time paraense venceu por 3 a 1 em Santarém e avançou à terceira etapa, reencontrando o Cristal. Na ida, em Macapá, goleada alvinegra por 4 a 1. Na volta, em Santarém, veio o susto com a derrotas por 3 a 1, mas a classificação veio no saldo de gols.

Garantido nas quartas de final, o São Raimundo encarou um regulamento bastante atípico: dos dez times da terceira fase, os cinco vencedores avançaram e os três melhores perdedores completaram as oito vagas. Curiosamente, o sorteio colocou novamente o Cristal no caminho do Pantera! Valendo o acesso à Série C, o time alvinegro empatou por 1 a 1 no Amapá e venceu por 2 a 0 em Santarém.

Com o acesso garantido, o São Raimundo encarou o Alecrim na semifinal. Com uma vitória por 3 a 1 no Colosso do Tapajós e um empate por 2 a 2 em Natal, o Pantera carimbou a vaga na histórica final.

A decisão colocou o São Raimundo frente a frente com o Macaé, que eliminou Paulista, Tupi e Chapecoense. O primeiro confronto foi disputado no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, e o Pantera acabou derrotado por 3 a 2. A desvantagem, contudo, trazia a sustentação dos dois gols marcados fora de casa. A volta aconteceu no Colosso do Tapajós. Os cariocas assustaram ao abrir o placar, mas o time virou para 2 a 1 em um intervalo de apenas três minutos no segundo tempo. Ao apito final, a vitória garantiu o título no saldo qualificado e consagrou o São Raimundo como o primeiro campeão da história da Série D.

A campanha do São Raimundo-PA:
16 jogos | 8 vitórias | 4 empates | 4 derrotas | 29 gols marcados | 20 gols sofridos


Foto Antônio Cícero/Futura Press