Entre clubes tradicionais em busca de reconstrução e equipes emergentes que sonham com projeção no cenário do país, mais longas viagens, gramados diversos e estádios dos mais variados portes, o Campeonato Brasileiro da Série D funciona como o verdadeiro ponto de encontro entre o passado glorioso e o futuro promissor do futebol brasileiro. A edição de 2025 coroou o primeiro título nacional da história do Barra, premiando uma trajetória recente marcada por gestão e planejamento.
Fundado em 2013, o clube oriundo de Balneário Camboriú mandou seus compromissos no complexo próprio em Itajaí, em uma estrutura moderna de centro de treinamento e estádio que poucas equipes na divisão de acesso ostentam. O torneio manteve o contingente de 64 participantes distribuídos em oito chaves regionalizadas na fase inicial, com 32 classificados para o mata-mata.
Na primeira fase, o Barra esteve no Grupo A8 ao lado de Joinville, Marcílio Dias, São José-RS, Guarany de Bagé, Brasil de Pelotas, São Luiz e Azuriz. A estreia reservou um tropeço por 1 a 0 diante do Brasil de Pelotas fora de casa, mas a reação do Pescador veio logo na rodada seguinte ao bater o São Luiz por 3 a 0 na Arena Barra. Ao término das 14 rodadas da etapa inicial, o time catarinense somou oito vitórias, dois empates e quatro derrotas, acumulando 26 pontos para avançar no topo da chave.
A partir da segunda fase, o Barra manteve uma postura pragmática e letal. O primeiro obstáculo foi o Cascavel, superado com duas vitórias: 1 a 0 no Paraná e 3 a 0 em Itajaí. Nas oitavas de final, contra o Ceilândia, o Pescador segurou um empate em 1 a 1 no Distrito Federal e confirmou a vaga com um triunfo por 1 a 0 na Arena Barra.
Nas quartas de final, o oponente foi o Cianorte. O jogo de ida, disputado em solo paranaense, terminou empatado sem gols. Na partida de volta, em Itajaí, o Barra venceu por 1 a 0, assegurando o passaporte para a terceira divisão e a presença na semifinal.
Diante da Inter de Limeira no duelo que valia vaga na final, a equipe azul voltou a fazer valer o fator casa: venceu por 2 a 0 na Arena Barra e confirmou a vaga na decisão com um novo triunfo por 3 a 2 no interior paulista.
A decisão trouxe a jovem estrutura do Barra para enfrentar o peso do Santa Cruz, que eliminou Sergipe, Altos, América-RN e Maranhão. A primeira partida ocorreu na Arena Pernambuco. Demonstrando frieza e aproveitando as oportunidades em contra-ataques, o Pescador venceu por 2 a 1 e construiu a vantagem para o reencontro no Sul. O segundo jogo foi disputado na Arena Barra. Sabendo administrar o resultado construído no Nordeste, o time catarinense armou uma defesa sólida e segurou o empate em 0 a 0. A igualdade sem gols selou mais uma taça nacional à história do futebol de Santa Catarina.
















