Mostrando postagens com marcador Inglaterra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inglaterra. Mostrar todas as postagens

Inglaterra Campeã da Copa do Mundo 1966

A Copa do Mundo desembarcou no país de origem do futebol moderno em 1966, um Mundial na Inglaterra desenhado para os ingleses. A geração liderada por Bobby Charlton, Bobby Moore e Gordon Banks conseguiu, ao menos uma vez, confirmar a máxima de que os inventores do esporte eram, de fato, os melhores do mundo. No entanto, os críticos argumentam que a seleção dos Três Leões só ergueu a taça porque o bicampeão Brasil ruiu em uma desorganização crônica, porque Portugal era inexperiente em decisões, porque a Itália protagonizou o maior vexame de sua história ao cair diante da Coreia do Norte, e, porque o gol mais polêmico de todos os tempos desestabilizou a Alemanha na final.

A caminhada da Inglaterra rumo ao inédito título começou com um empate sonolento e sem gols contra o Uruguai. Sentindo a pressão de jogar em casa, a equipe comandada por Alf Ramsey precisou acordar nas rodadas seguintes. Com duas vitórias seguras por 2 a 0 sobre o México e a França, os ingleses garantiram a liderança isolada do Grupo A com cinco pontos, sem sofrer um único gol.

Nas quartas de final, o torneio transformou-se. A Inglaterra enfrentou a Argentina em Wembley, em uma partida lembrada pela agressividade e pela histórica expulsão do argentino Antonio Rattín pelo árbitro alemão Rudolf Kreitlein. O jogo ficou paralisado por quase dez minutos porque Rattín, alegando não entender o idioma do juiz, recusou-se a deixar o gramado e chegou a sentar-se no tapete vermelho destinado à Rainha Elizabeth II. A confusão gerou tanta indignação que a FIFA, para evitar novos ruídos de comunicação, idealizou a criação dos cartões amarelo e vermelho, implementados na edição seguinte. Após o apito final que decretou a vitória inglesa por 1 a 0.

Sem se abalar com os protestos sul-americanos, a Inglaterra seguiu para a semifinal para enfrentar Portugal, o xodó do Mundial, que vinha de uma virada sobre a Coreia do Norte. Em campo, o peso da tradição e a solidez defensiva falaram mais alto: Bobby Charlton brilhou com dois gols na vitória por 2 a 1, neutralizando os estreantes lusitanos e carimbando o passaporte para a final contra a Alemanha Ocidental, que ao longo da Copa bateu Espanha, Suíça, Uruguai e União Soviética.

A decisão foi disputada no Estádio de Wembley. Diante de quase 100 mil torcedores, os 90 minutos entregaram um bom espetáculo. Os alemães saíram na frente, mas Geoff Hurst empatou ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, Martin Peters virou o jogo para os Três Leões, mas os alemães reapareceram aos 44 minutos para empatar novamente e forçar a prorrogação.

Foi no tempo extra que se materializou a maior polêmica da história das Copas do Mundo. Aos 11 minutos do primeiro tempo, Geoff Hurst girou e soltou um chute forte, o qual fez a bola carimbar o travessão, quicar sobre a linha do gol e ser afastada pela defesa alemã. Diante da dúvida, o árbitro suíço Gottfried Dienst consultou o bandeirinha soviético Tofiq Bakhramov, que validou o gol. Imagens de televisão e estudos tecnológicos provaram, décadas mais tarde, que a bola quicou em cima da linha, sem cruzar inteiramente a meta.

Desestabilizada pelo erro de arbitragem, a Alemanha Ocidental abriu-se e, no último lance da prorrogação, Hurst marcou o quarto gol inglês, fechando o placar em 4 a 2. O sonho dos inventores do futebol estava enfim consumado. O capitão Bobby Moore recebeu a taça e comandou a festa inglesa.

A campanha da Inglaterra:
6 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 11 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto PA Images/Getty Images

Inglaterra Campeã do Mundial Sub-20 2017

Após 14 anos, Ásia voltou a sediar o Mundial Sub-20. Em 2017, o torneio aconteceu na Coreia do Sul. O país-sede recebeu o torneio pela primeira vez, reforçando a aposta da FIFA em levar suas competições a diferentes mercados.

O formato seguiu o padrão das edições anteriores: 24 seleções divididas em seis grupos de quatro equipes cada. Os dois melhores de cada grupo e os quatro melhores terceiros colocados avançaram às oitavas de final, iniciando o mata-mata até a decisão.

Para a Inglaterra, o torneio representou um feito inédito. O país conquistou seu primeiro título mundial na categoria sub-20, no mesmo ano em que venceu também o Mundial Sub-17. A geração vitoriosa revelou jovens talentosos, embora apenas parte tenha se consolidado na seleção principal. Alguns seguiram outros caminhos, e dois jogadores optaram por defender seleções diferentes na carreira adulta: Ademola Lookman foi para a Nigéria e Luke Southwood para a Irlanda do Norte.

Na primeira fase, a seleção dos Três Leões ficou no Grupo A. Estreou com uma vitória por 3 a 0 sobre a Argentina, empatou em 1 a 1 com a Guiné e venceu a Coreia do Sul por 1 a 0. No fim, a Inglaterra somou sete pontos e conseguiu a liderança da chave.

No mata-mata, a Inglaterra superou a Costa Rica por 2 a 1 nas oitavas de final e o México por 1 a 0 nas quartas. Na semifinal, venceu a Itália de virada por 3 a 1, com dois gols de Dominic Solanke e um de Lookman. Pela primeira vez, os ingleses avançaram à decisão de um Mundial Sub-20. O adversário foi uma das grandes surpresas na história do torneio: a Venezuela, que eliminou Vanuatu, Japão, Estados Unidos e Uruguai, além de ter derrotado Alemanha e México na primeira fase.

A final entre Inglaterra e Venezuela foi disputada em Suwon, no Estádio World Cup. A seleção inglesa colocou um fim no roteiro venezuelano e ficou com o título inédito ao vencer por 1 a 0. O gol da conquista foi marcado por Dominic Calvert-Lewin aos 35 minutos do primeiro tempo.

A campanha da Inglaterra:
7 jogos | 6 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 12 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Chung Sung-Jun/The FA/Getty Images

Inglaterra Campeã da Eurocopa Feminina 2025

A Eurocopa Feminina é a competição de seleções nacionais mais antiga de futebol para as mulheres. Foi fundada pela UEFA em 1984, sete anos antes da Copa do Mundo, e desde então já ocorreu 15 vezes. O maior domínio do torneio foi da Alemanha, com oito conquistas. Suécia, Holanda, Noruega e Inglaterra são os outras equipes que já haviam obtido alguma taça: duas para as norueguesas e uma cada para suecas, holandesas e inglesas.

Em 2025, a Inglaterra chegou ao segundo título. Pela terceira edição consecutiva, a técnica Sarina Wiegman obteve a conquista, repetindo o que fez com a Holanda em 2017 e com a própria Inglaterra em 2022. Ela empatou com os alemães Tina Theune e Gero Bisanz como maiores vencedores.

A Euro de 2025 foi realizada na Suíça e terminou marcada pelo grande sucesso de público, ainda que em estádios menores em relação aos que foram utilizados no torneio anterior, na Inglaterra. Disputaram o campeonato 16 países, organizados em quatro grupos.

No grupo D, as Leoas iniciaram com derrota para a França por 1 a 0, mas depois venceram a Holanda por 4 a 0 e o País de Gales por 6 a 1. O time conseguiu seis pontos e terminou na vice-liderança da chave. Nas quartas de final, superou a Suécia ao empatar por 2 a 2 com bola rolando e vencer por 3 a 2 nos pênaltis. Na semifinal, bateram a Itália por 2 a 1, de virada e na prorrogação.

A decisão foi contra a Espanha, que eliminou Bélgica, Portugal, Suíça e Alemanha. No St. Jakob Park, na Basileia, foram as espanholas quem abriram o placar, aos 25 minutos do primeiro tempo. A Inglaterra igualou aos 12 do segundo tempo, com gol de cabeça anotado por Alessia Russo. O empate por 1 a 1 ficou no placar até o fim da prorrogação. Nos pênaltis, a goleira Hannah Hampton defendeu duas cobranças e as inglesas venceram por 3 a 1, assegurando mais um título memorável.

A campanha da Inglaterra:
6 jogos | 3 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 16 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Harriet Lander/The FA/Getty Images

Inglaterra Campeã da Eurocopa Feminina 2022

A Eurocopa Feminina é a competição de seleções mais antiga de futebol para as mulheres. Foi criada pela UEFA em 1984, sete anos antes da Copa do Mundo, e desde então já contou com 14 edições. O maior domínio da competição já pertenceu à Alemanha, com oito títulos. Suécia, Holanda e Noruega eram as únicas que já tinham conseguido alguma taça, as primeiras com uma cada e a última com duas.

Agora a Inglaterra juntou-se ao grupo. Assim como já havia feito com as holandesas em 2017, a técnica Sarina Wiegman levou as inglesas a uma conquista inédita.

A Euro de 2022, sediada na própria Inglaterra, entrou para a história por ter sido a edição de maior com audiência, tanto nas arquibancadas quanto pelas mídias. A final, em Wembley, teve a presença de mais de 87 mil torcedores - um recorde no geral, independente da modalidade. Participaram do torneio 16 times, divididos em quatro grupos.

No grupo A, as Leoas venceram a Áustria por 1 a 0, a Noruega por 8 a 0 e a Irlanda do Norte por 5 a 0. A equipe somou nove pontos e ficou na liderança da chave. Nas quartas de final, eliminou a Espanha com vitória por 2 a 1 na prorrogação. Na semifinal, as inglesas venceram a Suécia por 4 a 0.

A final foi contra a Alemanha, que passou por Finlândia, Dinamarca, Áustria e França. A Inglaterra abriu o placar aos 17 minutos do segundo tempo, com um golaço por cobertura de Ella Toone, que saiu do banco de reservas. As alemãs empataram aos 34 minutos e levaram a decisão à prorrogação. Aos seis da segunda etapa, Chloe Kelly - outra saída da reserva - aproveitou o rebote na pequena área para fazer 2 a 1 e confirmar o título histórico para as britânicas.

A campanha da Inglaterra:
6 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 22 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Getty Images

Grã-Bretanha Campeã Olímpica 1912

Quatro anos avançam, e o Torneio Olímpico começa a ganhar popularidade. Os jogos de 1912 foram sediados em Estocolmo, na Suécia, e a seleção da Grã-Britânica confirmou sua presença para buscar o bicampeonato. O número de equipes saltou para 11, sendo todas da Europa. Inicialmente seriam 14, mas França e Bélgica desistiram e a Boêmia foi novamente rejeitada. O sistema de mata-mata permaneceu, desta vez com uma fase a mais.

A Grã-Bretanha avançou diretamente às quartas de final. Enquanto isso, a Finlândia eliminou a Itália, a Holanda passou pela Suécia e a Áustria surrou a Alemanha. A estreia britânica foi contra a Hungria: goleada por 7 a 0 sem receio. Nos outros confrontos, a Finlândia venceu a Rússia, a Dinamarca atropelou a Noruega e a Holanda bateu a Áustria.

Na semifinal, mais uma vitória elástica dos britânicos: 4 a 0 sobre os finlandeses. Ao mesmo tempo, os dinamarqueses eliminaram os holandeses. Na disputa pelo bronze, a Holanda não teve pena da Finlândia e goleou por 9 a 0. Ainda teve um torneio de consolação para os outros eliminados, vencido pela Hungria sobre a Áustria.

Grã-Bretanha e Dinamarca disputaram o ouro pela segunda vez seguida no Estádio Olímpico de Estocolmo. Diferentemente da tranquilidade de quatro anos antes, o time britânico passou sufoco. Harold Walden abriu o placar aos 10 minutos do primeiro tempo e Gordon Hoare ampliou aos 22, mas Anthon Olsen descontou aos 28. Hoare e Arthur Berry deram indícios de que tudo estaria calmo ao marcarem aos 41 e 43 minutos da etapa inicial. Tudo parecia sob controle, até que Olsen fez 4 a 2 aos 36 do segundo tempo. Um pequeno susto que não levaria a lugar alguém por falta de tempo. O resultado permaneceu assim até o apito final, e a Grã-Bretanha comemorou o bi na Olimpíada.

O primeiro quarto do século 20 mostrava-se promissor para o futebol e o esporte em geral, mas as tensões políticas estavam subindo no continente europeu. Todo o planejamento olímpico futuro iria para o espaço em 1914, quando deu-se início à Primeira Guerra Mundial.

A campanha da Grã-Bretanha:
3 jogos | 3 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 15 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Arquivo/FA

Grã-Bretanha Campeã Olímpica 1908

A enorme história do futebol olímpico começa de verdade em 1908. Embora os Jogos de 1900 e 1904 tenham contado com a modalidade, elas foram disputadas na época como esporte de exibição, sem a entrega de medalhas. O reconhecimento do COI veio muito tempo depois, com cerca de um século de diferença. A FIFA, por outro lado, não oficializou os resultados. O motivo alegado para isso é que as partidas foram jogadas com clubes ao invés de seleções, mas à boca pequena se diz que o não-reconhecimento se deve ao fato de a entidade futebolística ainda não existir até aquele momento.

A cidade britânica de Londres abrigou a quarta Olímpiada de Verão, a primeira com seleções disputando o futebol. Donas da casa, Inglaterra, Escócia, País de Gales e a ilha da Irlanda juntaram suas forças e formaram o time da Grã-Bretanha. O favoritismo era natural e ficou provado em campo. Oito equipes estavam programas para entrar na disputa, mas somente seis jogaram: a Hungria desistiu e a Boêmia (posterior Tchecoslováquia) foi impedida pela FIFA por não ser um membro da entidade. Na prática, cinco países estavam mobilizados, pois a França participou com dois elencos.

A estreia britânica foi nas quartas de final contra a Suécia, em goleada por 12 a 1. Na semifinal, 4 a 0 sobre a Holanda já valeu a vaga na decisão. Na outra chave, a Dinamarca garantia seu lugar ao aplicar 9 a 0 na França B e 17 a 0 na França principal. A humilhação foi tão grande para os franceses que eles sequer fizeram a partida pelo bronze. Os suecos foram resgatados, mas os holandeses fizeram 2 a 0 e ficaram em terceiro.

O jogo pelo ouro foi entre Grã-Bretanha e Dinamarca, no White City. Confirmando o que já se imaginava antes do início do torneio, o time britânico sagrou-se campeão pela primeira vez. O placar foi bem econômico perto do que se viu nas fases anteriores: 2 a 0, gols de Frederick Chapman aos 20 do primeiro tempo e de Vivian Woodward no primeiro minuto do segundo tempo. Assim, o primeiro pódio da história do futebol olímpico estava formado. E nas edições seguintes, a competição encararia um forte crescimento na popularidade.

A campanha da Grã-Bretanha:
3 jogos | 3 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 18 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Arquivo/FA