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Criciúma Campeão Catarinense 2024

O Criciúma conquista o bicampeonato catarinense em 2024. Após o acesso para a Série A do Brasileirão (dez anos depois), o carvoeiro confirmou a condição de melhor time de Santa Catarina com o 12º título estadual, obtido com a melhor campanha em todas as fases.

O estadual foi disputado por 12 times, que atuaram em turno único. Em 11 partidas, o Tigre venceu oito, empatou uma e perdeu duas, somando 25 pontos e garantindo a liderança da primeira fase. Nas quartas de final, passou pelo Hercílio Luz com empate por 1 a 1 fora e vitória por 2 a 1 em casa. Na semifinal, eliminou o Barra depois de perder por 2 a 1 fora, vencer pelo mesmo placar em casa e por 4 a 3 nos pênaltis.

Na final, o Criciúma enfrentou o Brusque, que eliminou Marcílio Dias e Avaí. Na ida, vitória carvoeira por 2 a 1 fora de casa, em Itajaí. Na volta, o empate por 1 a 1 no Heriberto Hülse bastou para que o Tigre levantasse a taça.

A campanha do Criciúma:
17 jogos | 11 vitórias | 3 empates | 3 derrotas | 26 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Fernando Ribeiro/FCF

Criciúma Campeão Catarinense 2023

Depois de dez anos na fila, o Criciúma voltou a soltar o grito de campeão em Santa Catarina, num arco de redenção raro de se ver: rebaixado em 2021, campeão da segunda divisão em 2022 e vencedor da primeira divisão em 2023, sendo este seu 11º estadual.

O título do Tigre começa a partir do quarto lugar na primeira fase, disputada por 12 equipes. Em 11 jogos, foram quatro vitórias, seis empates e só uma derrota, que lhe renderam 18 pontos. Nas quartas de final, o Criciúma eliminou o Avaí depois de dois empates sem gols, e uma agônica vitória por 14 a 13 nos pênaltis, no Heriberto Hülse. Na semifinal, foi a vez de passar pelo dono da melhor campanha, o Hercílio Luz. Na ida, vitória por 2 a 0 em casa. Na volta, derrota por 2 a 1 em Tubarão.

A final foi contra o Brusque, que passou por Concórdia e Barra. O primeiro jogo foi no Heriberto Hülse, com vitória carvoeira por 1 a 0, gol de Lohan aos 45 minutos do segundo tempo. A segunda partida aconteceu no Augusto Bauer. Aos 32 do segundo tempo, Helder fez 1 a 0 e deu a conquista tão esperada pelo Tigre.

A campanha do Criciúma:
17 jogos | 7 vitórias | 8 empates | 2 derrotas | 17 gols marcados | 8 gols sofridos


Foto Léo Piva/Criciúma

Criciúma Campeão Catarinense Série B 2022

Em Santa Catarina, o Criciúma corrigiu seu percurso com a conquista de um título improvável: o da Série B do Catarinense. Em 2021, o clube foi rebaixado na primeira divisão pela primeira vez na história. E o título da segunda divisão veio logo na sequência, em 2022. O resultado não poderia ter sido outro, dado a diferença de estrutura e elenco comparado com os demais.

A competição teve a participação de dez equipes, que se enfrentaram em turno único. As oito melhores passaram ao mata-mata. Na primeira fase e em meio à disputa da Série B do Brasileirão, o Tigre confirmou o favoritismo. 

Em nove jogos, o time conseguiu cinco vitórias e três empates, que lhe deixou classificado na liderança, com 18 pontos. Nas quartas de final, o clube carvoeiro passou pelo Guarani de Palhoça, após vencer a ida por 3 a 1 fora e a volta por 2 a 1 em casa. A semifinal foi contra o Nação, de Canoinhas. No primeiro jogo, vitória por 2 a 1 fora. Na segunda partida, vitória por 3 a 1 em casa e acesso garantido.

A final foi jogada contra o Atlético-SC, que superou Metropolitano e Inter de Lages. A ida aconteceu em  Palhoça e terminou empata por 0 a 0. A volta foi no Heriberto Hülse, e o Criciúma foi campeão ao ganhar por 1 a 0.

A campanha do Criciúma:
15 jogos | 10 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 25 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Divulgação/FCF

Criciúma Campeão Brasileiro Série C 2006

A Série C do Brasileirão de 2006 contou com presenças ilustres entre os seus 64 participantes. Tradicionais no cenário nacional, Bahia, Vitória e Criciúma vieram rebaixados da Série B do ano anterior e precisaram cumprir um "estágio" na terceira divisão. Entre os três, o Criciúma foi o mais eficiente e ficou com a taça, enquanto na dupla baiana apenas o Vitória conseguiu garantir o acesso.

Na etapa inicial, os clubes foram divididos em 16 chaves. O Criciúma integrou o Grupo 16, ao lado de Marcílio Dias, Novo Hamburgo e Brasil de Pelotas. O único tropeço do time carvoeiro nesta fase ocorreu logo na estreia: derrota por 3 a 2 para o Brasil em Pelotas. A reabilitação veio na sequência com um triunfo por 3 a 2 sobre o Marcílio Dias no Heriberto Hülse e um empate em 3 a 3 com o Novo Hamburgo fora de casa. No returno, o Tigre engatou três vitórias: duas goleadas em casa, por 6 a 0 no Novo Hamburgo e por 4 a 0 no Brasil de Pelotas, além de um triunfo por 2 a 1 sobre o Marcílio Dias em Itajaí. Com 13 pontos, a equipe catarinense avançou na vice-liderança do grupo.

Os 32 classificados para a segunda fase foram redistribuídos em oito grupos, com o Tigre sendo sorteado no Grupo 23 ao lado de Cabofriense, Joinville e Noroeste. Desta vez, o aproveitamento do Criciúma no Heriberto Hülse foi atípico: vitória por 4 a 1 sobre a Cabofriense, empate em 1 a 1 com o Noroeste e derrota por 1 a 0 no clássico contra o Joinville. O desempenho longe de seus domínios compensou as perdas em casa, com triunfos por 1 a 0 sobre o Noroeste em Bauru e 3 a 1 sobre a Cabofriense em Cabo Frio. Apesar da goleada por 5 a 1 sofrida para o Joinville na segunda rodada, o Criciúma garantiu a classificação no segundo lugar da chave, com dez pontos.

Na terceira fase, os 16 sobreviventes dividiram-se em quatro quadrangulares. O Criciúma ficou no Grupo 28, enfrentando J.Malucelli, América-MG e Barueri. Sob seus domínios, o Tigre superou Barueri e América-MG pelo placar de 2 a 0 e empatou sem gols com o J.Malucelli. Fora de casa, venceu os paranaenses por 1 a 0, mas perdeu para os mineiros por 3 a 2 e para os paulistas por 1 a 0. Mais uma vez, o time avançou na segunda colocação, somando dez pontos.

A fase decisiva reuniu os oito melhores clubes em turno e returno: Criciúma, Treze, Brasil de Pelotas, Bahia, Ferroviário, Barueri, Vitória e Ipatinga. Foi exatamente na hora da verdade que o futebol do time catarinense atingiu seu nível máximo. Em uma campanha impecável no octogonal final, o Tigre somou 31 pontos em 14 partidas, acumulando nove vitórias, quatro empates e apenas uma derrota. O retorno à Série B foi assegurado na 11ª rodada, após um empate por 2 a 2 contra o Barueri no Heriberto Hülse.

A coroação e a conquista da taça vieram na penúltima rodada, com uma histórica goleada por 6 a 0 sobre o Vitória perante uma torcida em êxtase em Criciúma. O troféu da Série C de 2006 consolidou o Criciúma como o clube catarinense mais vencedor a nível nacional, com três títulos (Copa do Brasil de 1991, Série B de 2002 e Série C de 2006).

A campanha do Criciúma:
32 jogos | 19 vitórias | 7 empates | 6 derrotas | 64 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Edmar Melo/Futura Press

Criciúma Campeão Brasileiro Série B 2002

A Série B de 2002 foi mais uma edição que começou sob a sombra de indefinições jurídicas. A polêmica havia estourado na última rodada do quadrangular final de 2001, na partida entre Figueirense e Caxias. O time catarinense vencia por 1 a 0 e carimbava o acesso quando sua torcida invadiu o gramado para comemorar antes do apito final. O clube gaúcho alegou falta de segurança e exigiu a remarcação do confronto. A disputa arrastou-se pelos tribunais desportivos por meses, mas o resultado de campo acabou mantido: o Figueirense subiu e o Caxias permaneceu na segunda divisão.

Longe dos tribunais, a Série B de 2002 adotou um regulamento idêntico ao da Série A: os 26 clubes se enfrentaram em um grupo único, em turno único, com os oito melhores avançando para o mata-mata. Pouco antes da bola rolar, houve mais um contratempo: o Malutrom abriu mão de sua vaga devido a problemas financeiros. Para o seu lugar, foi convidado o Guarany de Sobral, terceiro colocado da Série C anterior. Curiosamente, um ano antes, o próprio Malutrom havia escapado do rebaixamento ao lado do Criciúma. O time carvoeiro, contudo, escreveria uma história completamente diferente em 2002.

Liderado por um lateral-direito chamado Paulo César, que anos mais tarde ganharia fama nacional como Paulo Baier, o Tigre sobrou na competição de cabo a rabo. A estreia aconteceu com uma vitória por 2 a 0 sobre o Paulista de Jundiaí, no Heriberto Hülse. A classificação para as quartas de final foi carimbada com um acachapante 5 a 1 sobre o Sport, também em casa, a quatro rodadas do fim da primeira fase. Ao término das 25 rodadas, o Criciúma garantiu a liderança com 51 pontos, 16 vitórias, três empates e seis derrotas. Também avançaram Sport, Fortaleza, Santa Cruz, Avaí, América-MG, Paulista e Remo.

Nas quartas de final, o Criciúma cruzou com o Remo, oitavo colocado. No Baenão, em Belém, os paraenses impuseram uma derrota de virada por 2 a 1. A resposta em Santa Catarina foi categórica: uma goleada por 4 a 0 classificou o Tigre.

Na semifinal, o adversário foi o Santa Cruz. No jogo de ida, no Arruda, o Criciúma venceu por 1 a 0. O acesso à elite foi sacramentado na partida de volta, com vitória por 3 a 0 no Heriberto Hülse.

A decisão reservou um duelo contra o Fortaleza, que passou por América-MG e Paulista. No Castelão, os cearenses deram um susto nos catarinenses e venceram por 2 a 0, desenhando um cenário dramático  para o segundo jogo. Mas, no Heriberto Hülse, Paulo Baier apareceu para a história ao marcar três gols para o Criciúma, que venceu por 4 a 1 e garantiu a taça da Série B de 2002.

A campanha do Criciúma:
31 jogos | 20 vitórias | 3 empates | 8 derrotas | 58 gols marcados | 39 gols sofridos


Foto Cristiano Andujar/Placar

Criciúma Campeão da Copa do Brasil 1991

Ainda sem engrenar comercialmente, a Copa do Brasil seguiu para sua terceira edição em 1991. Se nas duas primeiras as zebras apenas flertaram com o título, desta vez ele não escapou: a taça ficou com o Criciúma. O feito foi ainda mais curioso porque, simultaneamente, o clube disputava a Série B do Brasileirão, competição na qual sequer passou da primeira fase naquele ano.

Mas não se pode dizer que a conquista foi um mero acaso. O Tigre já havia sido semifinalista em 1990 e, na época, o acesso dos clubes ditos grandes era restrito, com o limite de apenas duas vagas por estado. A força do Estádio Heriberto Hülse foi um dos pilares da campanha invicta. No comando da equipe estava Luiz Felipe Scolari, em um trabalho que o projetaria definitivamente para o cenário nacional.

Na primeira fase, o Criciúma enfrentou o Ubiratan, do Mato Grosso do Sul. Após um empate por 1 a 1 fora de casa na ida, o time catarinense goleou por 4 a 1 na volta. Nas oitavas de final, o Tigre eliminou o Atlético-MG com autoridade, vencendo tanto o jogo em casa quanto o duelo no Mineirão pelo placar de 1 a 0.

Nas quartas, o Carvoeiro reencontrou o Goiás, em uma revanche da semifinal de 1990. A primeira partida, no Serra Dourada, terminou em 0 a 0. No jogo de volta, o Heriberto Hülse ferveu e o Criciúma garantiu a classificação com uma vitória histórica por 3 a 0.

Na semifinal, o adversário foi o Remo. O jogo de ida, no Baenão, em Belém, terminou com vitória tricolor por 1 a 0, graças ao gol do atacante Soares. Na volta, novamente no Heriberto Hülse, outro tento de Soares e um gol contra dos paraenses selaram o 2 a 0, colocando o Criciúma na grande decisão.

A final foi contra o Grêmio, que vivia o drama do rebaixamento no Campeonato Brasileiro, mas fazia campanha sólida na Copa, tendo eliminado Auto Esporte-PB, Fluminense de Feira, Corinthians e Coritiba. O primeiro jogo ocorreu no Olímpico, em Porto Alegre, mas o Criciúma não se intimidou: Vilmar marcou no empate por 1 a 1, garantindo a vantagem do empate sem gols para a volta. No Heriberto Hülse, diante de quase 20 mil torcedores, o 0 a 0 persistiu, coroando o título invicto e merecido do Tigre, o primeiro troféu nacional de um clube catarinense.

A campanha do Criciúma:
10 jogos | 6 vitórias | 4 empates | 0 derrotas | 14 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Arquivo/Criciúma