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Brasil Campeão da Copa do Mundo 1970

Para a maioria dos amantes do futebol, a seleção brasileira de 1970 foi o maior time de futebol de todos os tempos. De fato, aquele grupo reunia um verdadeiro esquadrão no 11 titular, alinhando cinco camisas 10 juntos: Félix; Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo, Gérson, Jairzinho e Rivellino; Tostão e Pelé. Esses atletas foram os responsáveis por trazer o tricampeonato mundial e a posse definitiva da Taça Jules Rimet para o Brasil. O Mundial de 1970 entrou para a história também por ser o primeiro realizada fora da Europa e da América do Sul, tendo como palco o México, na América do Norte, e o primeiro a ser transmitida ao vivo para todo o planeta, pela televisão.

Porém, a caminhada iniciou com turbulências. Meses antes da Copa, o técnico João Saldanha, responsável pela classificação nas Eliminatórias, foi demitido após desavenças com a ditadura militar, abrindo espaço para Mário Jorge Lobo Zagallo. Sob nova direção, o Brasil montou uma preparação física inédita para suportar a altitude mexicana. A trajetória começou em Guadalajara, no Estádio Jalisco, contra a Tchecoslováquia. Após sair atrás no placar, o Brasil aplicou uma goleada de virada por 4 a 1. Foi nessa estreia que o mundo assistiu ao primeiro "quase gol" de Pelé, que arriscou um chute de antes da linha do meio de campo, mas a bola passou ao lado da trave.

Na segunda rodada, ocorreu a vitória por 1 a 0 sobre a campeã Inglaterra. O jogo ficou eternizado pela intensidade tática, pelo gol de Jairzinho após assistência de Pelé e pela histórica defesa de Gordon Banks em uma cabeçada do Rei. O Brasil encerrou a fase inicial superando a Romênia por 3 a 2, classificando-se na liderança do Grupo C com seis pontos.

A campanha seguiu nas quartas de final com a vitória por 4 a 2 sobre o Peru, seleção que era comandada por Didi, bicampeão como jogador pelo Brasil. A semifinal reservou um confronto histórico contra o Uruguai, encarado como uma revanche do Maracanazo de 1950. O drama ganhou força quando os uruguaios abriram o placar, mas o time brasileiro empatou ainda no primeiro tempo com Clodoaldo. Na segunda etapa, Gérson virou e Rivellino fechou o placar em 3 a 1. O jogo ficou marcado pelo terceiro gol que Pelé não fez: ao receber passe de Tostão, o Rei aplicou um drible de corpo no goleiro sem tocar na bola, mas o seu chute cruzado passou raspando a trave.

O Brasil avançou à final contra a Itália, que passou por Suécia, Israel, México e Alemanha, na histórica semifinal vencida por 4 a 3. A partida aconteceu no Estádio Azteca, na Cidade do México. Lá, o mundo viu a maior apresentação coletiva já ocorrida em uma decisão. Pelé abriu o placar com uma cabeçada, mas os italianos empataram ainda no primeiro tempo. No segundo tempo, Gérson desempatou e Jairzinho anotou o terceiro gol, entrando para a história ao marcar em todos os jogos do torneio.

A quatro minutos do fim, o Brasil chegou a um dos gols mais belos do futebol. Após uma sequência de passes pacienciosos envolvendo quase todo o time na defesa e no meio-campo, Clodoaldo driblou quatro italianos, a bola passou por Rivelino e Jairzinho, encontrando Pelé na entrada da área. Avisado por Tostão, o Rei apenas rolou de lado para o chute em alta velocidade de Carlos Alberto Torres, que fechou o placar em 4 a 1. O resultado coroou o Brasil como tricampeão mundial indiscutível, sacramentando aquela como a maior seleção que já pisou em um gramado. A Taça Jules Rimet seria erguida por um capitão campeão pela última vez na história. A honra coube a Carlos Alberto Torres.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 19 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Imago/Werek

Brasil Campeão da Copa do Mundo 1962

A Copa do Mundo de 1962 foi a das superações. Dois anos antes, em 1960, o Chile havia sido devastado pelo Terremoto de Valdivia, o mais forte já registrado na história da humanidade. Diante da destruição, o presidente do comitê organizador, Carlos Dittborn, imortalizou a frase: "Porque nada temos, faremos tudo". O país conseguiu se erguer a tempo, com quatro das oito cidades-sede previstas. Santiago, Viña del Mar, Rancagua e Arica receberam os jogos, enquanto Talca, Concepción, Talcahuano e a própria Valdivia ficaram de fora.

Lá estava o Brasil, com sua vaga automática garantida pelo título de 1958 e com uma base experiente e badalada, trazendo Pelé no auge físico e técnico, sintonizado com Garrincha, Didi, Zagallo, Nilton Santos e Vavá. O favoritismo ao bicampeonato era unânime, mas o roteiro guardava dramas inesperados. A caminhada brasileira começou com uma vitória burocrática por 2 a 0 contra o México, com gols de Zagallo e Pelé. O grande susto aconteceu na segunda rodada, no empate em 0 a 0 contra a Tchecoslováquia: Pelé sofreu uma grave lesão muscular na coxa, ficou sem condições de recuperação rápida e foi cortado do restante do torneio.

Coube ao jovem Amarildo a missão de substituir o Rei. E ele mostrou sua estrela na última rodada da fase de grupos, contra a Espanha. O Brasil perdia por um gol e flertava com a eliminação quando Nilton Santos usou da malandragem ao cometer uma falta sobre um atacante espanhol dentro da área: deu dois passos rápidos para fora da linha, enganando o árbitro, que marcou apenas falta. Vivo no jogo, o Brasil buscou a virada por 2 a 1 com dois gols de Amarildo, liderando o Grupo C com cinco pontos.

A partir das quartas de final, a Copa do Mundo ganhou um dono definitivo: o Garrincha. Com Pelé fora, o Mané assumiu o protagonismo do time. No duelo contra a Inglaterra, o meia destruiu o com dois gols e uma assistência para Vavá, sacramentando a vitória por 3 a 1.

Na semifinal, o Brasil cruzou o caminho do Chile, que vinha embalado pelo apoio popular e por uma postura agressiva e violenta em campo. Diante de um Estádio Nacional de Santiago superlotado, a força chilena não foi páreo para Garrincha. Em mais uma tarde inspirada, Mané anotou dois gols, participou diretamente dos outros dois marcados por Vavá e carregou o Brasil nas costas na vitória por 4 a 2.

A final promoveu o reencontro do Brasil com a Tchecoslováquia, que eliminou Hungria e Iugoslávia nas fases anteriores. A partida aconteceu no Estádio Nacional, mas não começou bem para a seleção brasileira, que sofreu o gol tcheco aos 15 minutos do primeiro tempo. Porém, a resposta foi imediata: apenas dois minutos depois, Amarildo empatou a partida.

No segundo tempo, a maturidade do elenco brasileiro prevaleceu. Aos 24 minutos, o volante Zito virou o marcador com um gol de cabeça. Aos 33, Vavá fez 3 a 1 e deu números finais para o título brasileiro. Um milagre tático e emocional foi consumado em gramados chilenos: o Brasil conquistou o bicampeonato mundial consecutivo mesmo sem o seu principal jogador em 80% da campanha. Na hora de erguer a taça, o zagueiro Mauro Ramos manteve a tradição inaugurada por Bellini quatro anos antes e ergueu o troféu acima de sua cabeça, oferecendo a conquista a uma nação que aprendeu que, mesmo sem o Rei, o futebol brasileiro ainda era soberano.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 14 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Imago/Horstmüller

Brasil Campeão da Copa do Mundo 1958

Em 1958, o planeta finalmente se curvaria ao talento do futebol brasileiro. Sediada na Suécia, a sexta edição da Copa do Mundo foi o palco onde todos testemunharam o surgimento do maior jogador de todos os tempos: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé. Com apenas 17 anos, o jovem mineiro encantou a Europa e iniciou ali o seu reinado. Ao lado de outros gênios, como Garrincha, Didi, Zagallo, Nilton Santos e Bellini, o futuro Rei arquitetou o primeiro título mundial do Brasil, em um torneio que contou novamente com 16 seleções em quatro grupos, desta vez com todos se enfrentando sem restrições.

A preparação brasileira para aquele Mundial foi revolucionária. Pela primeira vez, a CBD montou uma comissão técnica multiprofissional, que incluía médico, dentista e até um psicólogo, para afastar os fantasmas do vice-campeonato de 1950. A campanha começou firme, com uma vitória por 3 a 0 sobre a Áustria. Na segunda rodada, o Brasil empatou em 0 a 0 com a Inglaterra, registrando o primeiro placar sem gols da história das Copas.

A atuação apática contra os ingleses forçou o técnico Vicente Feola a mexer no elenco. Pressionado também pelas lideranças do grupo, Feola promoveu as entradas de Pelé (que se recuperava de uma lesão no joelho) e Garrincha nos lugares de Mazzola e Joel. Contra a União Soviética, na última rodada, a nova dupla estreou de forma avassaladora, balançando a defesa soviética desde os primeiros minutos. O Brasil venceu por 2 a 0, com dois gols de Vavá, carimbando a classificação como líder do Grupo D com cinco pontos.

Nas quartas de final, o Brasil enfrentou o País de Gales. Em uma partida amarrada, Pelé começou a entrar para a história ao marcar seu primeiro gol em Copas, determinando a vitórias por 1 a 0 que colocou a seleção na semifinal. Na fase seguinte, contra a França, o Brasil deu um show e goleou por 5 a 2, com três gols de Pelé, um de Didi e outro de Vavá.

A final colocou o Brasil diante da Suécia, no Estádio Rasunda, em Estocolmo, após os donos da casa passarem por México, Hungria, União Soviética e Alemanha. Como os dois times usavam amarelo, um sorteio obrigou os brasileiros a jogarem com o uniforme reserva, porém estes não haviam sido levados na bagagem. Camisas azuis tiveram de ser compradas na véspera da partida. Em campo, os suecos abriram o placar logo aos quatro minutos do primeiro tempo, mas o Brasil manteve a frieza. Em duas jogadas parecidas, Garrincha serviu Vavá para empatar aos nove minutos e virar o jogo ainda na primeira etapa.

No segundo tempo, Pelé apareceu duas vezes. Antes, com o histórico chapéu sobre um zagueiro sueco, seguido pelo chute no canto do goleiro, marcando o terceiro gol. Zagallo fez o quarto, a Suécia descontou, e depois, já no último minuto, Pelé cabeceou para fechar o placar em 5 a 2. O Brasil exorcizava definitivamente o "complexo de vira-latas" e era, enfim, campeão do mundo. No momento mais aguardado, o capitão Bellini eternizou um gesto. Cercado por uma multidão de fotógrafos e repórteres que tentavam registrar a taça, o zagueiro ergueu o troféu com as duas mãos acima de sua cabeça para que todos pudessem enxergá-lo. O que nasceu de um improviso para a imprensa transformou-se no símbolo universal de triunfo no esporte. Desde então, todo capitão vencedor ergue o troféu que recebe.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 16 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Popperfoto/Getty Images

Brasil Campeão da Taça Independência 1972

Em 1972, o futebol serviu de palco para a política e a celebração nacional no Brasil. Para comemorar os 150 anos) da independência do país, a CBD idealizou a Taça Independência. Popularmente batizada de Minicopa, a competição reuniu 20 seleções em 12 cidades brasileiras, em uma estrutura que superou o tempo de duração de uma Copa do Mundo daquela época, entre 11 de junho e 9 de julho. As partidas aconteceram em Aracaju, Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

O torneio carregava objetivos por trás dos gramados. Para a ditadura militar, era a chance de inflar o ufanismo civil na esteira do tricampeonato mundial de 1970, surfando no lema do "Brasil Grande" através de estádios recém-construídos ou reformados. Para o presidente da CBD, João Havelange, a Minicopa era a vitrine para demonstrar sua capacidade organizacional ao mundo e pavimentar sua campanha para a presidência da FIFA, o que conseguiu em 1974.

Embora o torneio tenha sofrido com as desistências de Alemanha Ocidental, Itália e Inglaterra, a organização readequou as chaves trazendo outras equipes europeias e combinados regionais. No Grupo 1, ficaram Argentina, Colômbia, França e as seleções da Concacaf e da África. No Grupo 2, estiveram Chile, Equador, Irã, Irlanda e Portugal. No Grupo 3, jogaram Bolívia, Iugoslávia, Paraguai, Peru e Venezuela. As equipes se enfrentaram em turno único dentro de cada chave, e as líderes garantiram uma vaga na segunda fase, onde já estavam Brasil, Escócia, Tchecoslováquia, União Soviética e Uruguai.

No Grupo 1, a Argentina confirmou o favoritismo ao vencer o combinado da África por 2 a 0, golear a equipe da Concacaf por 7 a 0 e bater a Colômbia por 4 a 1. A França também fez campanha impecável, com vitórias por 5 a 0 na Concacaf, 2 a 0 na África e 3 a 2 na Colômbia, deixando a decisão da vaga para o confronto direto. O empate em 0 a 0 beneficiou os argentinos pelo saldo de gols.

No Grupo 2, Portugal sobrou ao aplicar 3 a 0 no Equador, 3 a 0 no Irã, 4 a 1 no Chile e 2 a 1 na Irlanda, avançando com 100% de aproveitamento. Já no Grupo 3, a Iugoslávia estreou impondo uma histórica goleada de 10 a 0 sobre a Venezuela. Na sequência, os iugoslavos empataram em 1 a 1 com a Bolívia, e venceram Paraguai e Peru por 2 a 1 para garantir a liderança, em uma chave marcada ainda por uma briga generalizada na vitória do Paraguai por 4 a 1 sobre a Venezuela.

O Brasil estreou na segunda fase. No Grupo A, a reformulada seleção de Zagallo, que já não contava com Pelé e testava novos nomes visando a Copa do Mundo de 1974, estreou com um frustrante 0 a 0 contra a Tchecoslováquia no Maracanã. Paralelamente, Iugoslávia e Escócia empataram em 2 a 2 no Mineirão. A reabilitação brasileira veio na segunda rodada com um 3 a 0 sobre a Iugoslávia no Morumbi, enquanto escoceses e tchecos não saíram do zero. A classificação foi sacramentada no Rio de Janeiro com uma vitória por 1 a 0 diante da Escócia. No fechamento do grupo, a Iugoslávia garantiu o direito de disputar o terceiro lugar ao vencer a Tchecoslováquia por 2 a 1.

No Grupo B, Portugal venceu a Argentina por 3 a 1 na estreia, enquanto a União Soviética superava o Uruguai por 1 a 0. Na rodada seguinte, os portugueses empataram em 1 a 1 com os uruguaios e os argentinos se recuperaram ao baterem os soviéticos por 1 a 0. Na rodada decisiva, a Argentina derrotou o Uruguai por 1 a 0 e carimbou sua vaga na disputa do bronze, mas a liderança e a vaga na final ficaram com Portugal, que venceu a União Soviética por 1 a 0 em Belo Horizonte. Na decisão do terceiro lugar, a Iugoslávia fez 4 a 2 na Argentina.

Na sequência, diante de um Maracanã lotado, Brasil e Portugal protagonizaram uma final dramática. Com a equipe portuguesa resistindo na defesa, o placar demorou a sair do zero. Foi somente aos 44 minutos do segundo tempo que o time brasileiro marcou seu gol, quando Rivelino cobrou uma falta alçada na área e Jairzinho cabeceou para o fundo das redes. O gol garantiu a vitória por 1 a 0 e o título da Taça Independência ao Brasil, coroando a despedida de Gerson e Tostão da seleção.

A campanha do Brasil:
4 jogos | 4 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 5 gols marcados | 0 gols sofridos


Foto Andre Lecoq/L'Équipe 

Brasil Campeão Mundial Sub-20 2011

Em 2011, o Mundial Sub-20 foi disputado na Colômbia, no que representou a volta do torneio à América do Sul também depois de dez anos. O país-sede recebeu jogos nas principais cidades e estádios, com grande interesse do público local, garantindo uma ótima média de torcedores.

O regulamento manteve o formato com 24 seleções divididas em seis grupos de quatro. Os dois primeiros colocados de cada grupo e os quatro melhores terceiros avançaram às oitavas de final, dando início à fase eliminatória até a decisão do título.

O Brasil chegou à Colômbia em busca do pentacampeonato, após oito anos sem vencer o torneio. O time contou com uma geração promissora que revelou jogadores como Casemiro, Oscar e Philippe Coutinho, nomes que disputariam Copas do Mundo com a equipe principal. Neymar, destaque no título do Sul-Americano Sub-20, ficou fora da competição, já integrado à seleção principal.

Na primeira fase, o Brasil ficou no Grupo E. A equipe Canarinho estreou empatando com o Egito por 1 a 1, mas depois venceu a Áustria por 3 a 0 e o Panamá por 4 a 0. Ao fim da primeira fase, os brasileiros somaram sete pontos e conseguiram a liderança da chave.

Nas oitavas de final, o time brasileiro venceu a Arábia Saudita por 3 a 0. Nas quartas, empatou com a Espanha por 2 a 2 e venceu por 4 a 2 nos pênaltis. Na semifinal, a Seleção superou o México por 2 a 0 e avançou à decisão contra Portugal. Os portugueses passaram por Nova Zelândia, Uruguai, Guatemala, Argentina e França.

Mais uma final de Mundial Sub-20 foi reeditada, desta vez a de 1991. No El Campín, em Bogotá, a disputa entre Brasil e Portugal terminou com vitória brasileira por 3 a 2, na prorrogação. Oscar abriu o placar aos cinco minutos do primeiro tempo, mas os portugueses empataram aos nove e viraram aos 14 do segundo tempo. O meia brasileiro empatou aos 33, levou o jogo para o tempo extra, e garantiu o título com mais um gol aos seis minutos da segunda etapa da prorrogação, completando um hat-trick.

A campanha do Brasil:
7 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 18 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Arquivo/CBF

Brasil Campeão Mundial Sub-20 2003

O Mundial Sub-20 de 2003 voltou para a Ásia e foi realizado nos Emirados Árabes. A competição estava inicialmente prevista para acontecer entre março e abril, mas acabou adiada para os meses de novembro e dezembro em função do início da Guerra do Iraque, o que alterou o calendário e a preparação das seleções.

O torneio manteve o regulamento com 24 seleções divididas em seis grupos. Os dois primeiros de cada chave, além dos quatro melhores terceiros colocados, avançaram para as oitavas de final, dando início ao mata-mata até a decisão do título.

A seleção brasileira chegou à competição buscando encerrar um jejum de dez anos sem conquistas na categoria, desde 1993. O time acabou alcançando o tetracampeonato com uma geração que revelou atletas importantes no cenário nacional e internacional, entre eles Daniel Alves, que posteriormente se consolidaria como um dos principais nomes da seleção principal e em clubes do futebol europeu.

Na fase de grupos, o Brasil esteve no Grupo C. Sua estreia foi com vitória por 2 a 0 sobre o Canadá. Na segunda rodada, empatou em 1 a 1 com a Tchéquia. Na última partida, a Seleção perdeu por 3 a 2 para a Austrália. Com quatro pontos, o time brasileiro avançou apenas em segundo lugar na chave.

No mata-mata, o Brasil precisava mostrar mais futebol, e foi crescendo aos poucos. Nas oitavas de final, superou a Eslováquia por 2 a 1 de virada e na prorrogação, depois de gol de ouro marcado por Dudu Cearense. Nas quartas, aplicou 5 a 1 sobre o Japão, e na semifinal venceu a Argentina por 1 a 0, garantindo vaga na grande decisão para enfrentar a Espanha. A equipe espanhola passou por Mali, Uzbequistão, Paraguai, Canadá e Colômbia

Brasil e Espanha reeditaram a final de 1985 no Zayed Sports City, em Abu Dhabi. Em uma partida difícil, o time canarinho conquistou o título com vitória por 1 a 0. O gol decisivo foi marcado por Fernandinho aos 43 minutos do segundo tempo, selando o tetracampeonato da equipe sub-20.

A campanha do Brasil:
7 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 14 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Rahbi Moghrabi/AFP/Getty Images

Brasil Campeão Mundial Sub-20 1993

A Austrália organizou o Mundial Sub-20 de 1993, consumando a volta da competição ao país depois de 12 anos. A escolha do país como sede trouxe novamente a atenção para o futebol para a Oceania, além de reforçar o ciclo global de torneios da FIFA, permitindo que torcidas de diferentes continentes desfrutassem de seus torneios.

A competição contou com 16 seleções divididas em quatro grupos, avançando para as quartas de final as duas melhores de cada chave. Nesta edição, a Rússia fez sua estreia como país independente, enquanto a Alemanha participou pela primeira vez unificada, refletindo as mudanças políticas recentes na Europa.

O Brasil sub-20 chegou à competição para buscar o tricampeonato. A Seleção trouxe uma geração inicialmente considerada promissora, mas que acabaria com poucos nomes alcançando sucesso internacional. O destaque maior ficou para o goleiro Dida, que mais tarde conquistaria a Copa do Mundo de 2002 com a seleção principal, contribuindo para o futuro penta brasileiro.

Na primeira fase, o Brasil ficou no Grupo D, empatando em 0 a 0 com a Arábia Saudita na estreia, vencendo o México por 2 a 1 na segunda rodada, e a Noruega por 2 a 0 na última partida. No fim, a seleção brasileira somou cinco pontos e garantiu a liderança da chave.

Nas quartas de final, o time brasileiro derrotou os Estados Unidos por 3 a 0. Na semifinal, venceu a dona da casa Austrália por 2 a 0, assegurando a classificação para a final. O oponente na luta pelo título foi Gana, que logo na estreia surpreendeu a todos eliminando somente europeus: Alemanha, Portugal, Rússia e Inglaterra.

A final foi disputada em Sydney, no Estádio Football, e o Brasil teve que correr dobrado para superar Gana, conseguido fazê-lo pelo placar de 2 a 1. Os africanos abriram o placar aos 15 minutos do primeiro tempo. Os brasileiros só conseguiram o empate aos cinco da segunda etapa, com Yan. Aos 43, Gian marcou o gol da virada e da vitória, garantindo o tricampeonato mundial para a equipe brasileira.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 11 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Guilherme Bastos/Agência O Globo

Brasil Campeão Mundial Sub-20 1985

Em 1985, a União Soviética foi escolhida como sede do Mundial Sub-20, marcando a primeira vez que a competição foi disputada na Europa. Os jogos foram realizados em estádios distribuídos por cinco diferentes repúblicas soviéticas, hoje países independentes: Rússia, Geórgia, Azerbaijão, Belarus e Armênia.

Assim como aconteceu nas quatro edições anteriores, o torneio contou com 16 seleções, organizadas em quatro grupos na primeira fase. As duas melhores de cada grupo avançaram para as quartas de final, iniciando a fase eliminatória até a decisão.

A seleção brasileira sub-20 buscava o bicampeonato mundial, após o título conquistado em 1983. O elenco em solo europeu contava com mais dois jogadores que depois fariam parte da conquista do tetra pela equipe principal: o goleiro Taffarel e o atacante Müller. Além deles, outros bons nomes completavam a base daquela geração campeã.

Na primeira fase, o Brasil esteve no Grupo B e venceu todos os jogos. Na estreia, fez 2 a 1 contra a Irlanda. Na segunda rodada, aplicou 2 a 0 sobre a Espanha. Na última partida, fez 1 a 0 diante da Arábia Saudita. A seleção canarinho somou seis pontos e garantiu a liderança.

Nas quartas de final, a equipe brasileira superou a Colômbia com uma sonora goleada por 6 a 0, com três gols de Gerson, um de Silas, outro de Dida e outro de Müller. Na semifinal, eliminou a Nigéria com uma vitória por 2 a 0. Na final, um reencontro com a Espanha, que no mata-mata eliminou Bulgária e União Soviética.

A decisão contra a Espanha aconteceu em Moscou, no Estádio Luzhniki (chamado à época de Central Lenin). A disputa foi muito mais equilibrada que a partida na primeira fase. Após empate sem gols no tempo normal, o zagueiro Henrique marcou o gol do título aos dois minutos da prorrogação, garantindo o 1 a 0 e o bicampeonato mundial para o Brasil com 100% de aproveitamento.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 14 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Lemyr Martins/Placar

Brasil Campeão Mundial Sub-20 1983

O Mundial Sub-20 chegou à América do Norte. Em 1983, a competição foi disputada no México. O torneio serviu como evento-teste para a Copa do Mundo de 1986 e atraiu ótimo público, com estádios cheios na maior parte das partidas. Além disso, o campeonato permitiu que o país testasse sua infraestrutura e a logística para o que viria três anos depois.

O regulamento seguiu o mesmo formato das duas edições anteriores: 16 seleções divididas em quatro grupos de quatro, com os dois primeiros avançando para as quartas de final. A partir daí, os confrontos eram eliminatórios até a decisão do título.

Para o Brasil, o torneio marcou o primeiro título da categoria. A equipe tinha três jogadores que depois seriam tetracampeões mundiais em 1994: Dunga, Bebeto e Jorginho, além de outros nomes que ganharam destaque no futebol nacional. A conquista também ajudou a consolidar a reputação brasileira nas categorias de base, mostrando a força das futuras gerações.

Na primeira fase, a seleção brasileira jogou no Grupo D. Estreou com empate em 1 a 1 contra a Holanda, depois venceu a Nigéria por 3 a 0 e superou a União Soviética por 2 a 1. Com cinco pontos, garantiu a liderança da chave sem grandes problemas.

Nas quartas de final, o Brasil venceu a Tchecoslováquia por 4 a 1, de virada, em resultado que aumentou a confiança para a reta decisiva. Na semifinal, enfrentou a Coreia do Sul e conseguiu a vaga na final com uma suada vitória por 2 a 1, também de virada. Do outro lado veio a Argentina, que bateu China, Áustria, Holanda e Polônia.

A decisão contra a Argentina foi disputada no Estádio Azteca, na Cidade do México. Diante de 110 mil torcedores, o Brasil reviveu a emoção de 1970 e conquistou o título ao vencer seu maior rival por 1 a 0. O gol saiu aos 36 minutos do primeiro tempo, em cobrança de pênalti convertida por Geovani, que terminou como artilheiro do Mundial com seis gols anotados.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 13 gols marcados | 4 gols sofridos


Foto Rodolpho Machado/Placar

Brasil Campeão da Copa América Feminina 2025

Em 2025, foi disputada a décima edição da Copa América Feminina, a principal competição de seleções na América do Sul, existente desde 1991. E o Brasil foi campeão pela nona vez, reafirmando sua hegemonia no continente. Apenas uma vez o país não foi campeão, em 2006, quando foi vice da Argentina. Nas outras, levou a taça: 1991, 1995, 1998, 2003, 2010, 2014, 2018, 2022 e, agora, 2025.

O torneio foi sediado no Equador, com dez equipes divididas em dois grupos na primeira fase. As duas melhores de cada chave avançaram para a fase final. Um destaque para esta edição foi o fato de, pela primeira vez, não servir como eliminatórias para a próxima Copa do Mundo, que será no Brasil em 2027. Para tal, a Conmebol vai organizar a Liga das Nações, entre 2025 e 2026. 

A campanha brasileira rumo ao eneacampeonato começou no grupo B da primeira fase. A Seleção fez 2 a 0 na Venezuela, 6 a 0 na Bolívia, 4 a 1 no Paraguai, e empatou por 0 a 0 com a Colômbia. Com dez pontos, o Brasil ficou na liderança da chave. Na semifinal, goleou o Uruguai por 5 a 1.

A final foi jogada contra a Colômbia, que na semifinal despachou a Argentina. Em Quito, no Estádio Casa Blanca, o time comandado por Arthur Elias precisou se superar. As colombianas ficaram três vezes na frente, mas em todas elas as brasileiras buscaram o empate, com gols de Angelina, Amanda Gutierres e Marta. Saída do banco de reservas, a Rainha anotou o gol do terceiro empate aos 51 minutos do segundo tempo, levando a partida à prorrogação. Ela fez outro para virar a decisão aos 15 do primeiro tempo extra, porém a adversária empatou em 4 a 4 faltando cinco minutos para o fim. Nos pênaltis, Lorena defendeu duas cobranças e o Brasil venceu por 5 a 4.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 21 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Lívia Villas Boas/CBF

Brasil Campeão da Copa América 2019

O calendário da Copa América voltou ao normal em 2019. Na oportunidade, a competição foi sediada no Brasil. Foi a quinta vez na história que a competição aconteceu em terras brasileiras, em movimentação que corroborou com o sistema de rodízio de sedes e a prometida inversão de posição com o Chile.

O regulamento da Copa América também voltou ao normal de 12 participantes, os dez sul-americanos e os dois convidados. Mas, diferentemente do que vinha acontecendo desde 1993, nenhum deles foi o México ou algum outro das Américas do Norte e Central. As vagas foram preenchidas por Japão e Catar, o primeiro repetindo 1999 e o segundo para dar experiência ao anfitrião da Copa do Mundo de 2022.

Acima de tudo isso, estava o fato de que o Brasil jamais havia perdido a competição em casa. Era preciso manter a escrita. Escaldada pelos fracassos recentes tanto em mundiais quanto em sul-americanos, a seleção Canarinho foi com tudo para buscar o nono título. A equipe enfrentou Bolívia, Venezuela e Peru no grupo A da primeira fase.

Na estreia, os brasileiros venceram por 3 a 0 os bolivianos em São Paulo, no Morumbi. A euforia abaixou na segunda rodada, no empate por 0 a 0 com os venezuelanos em Salvador, na Fonte Nova. A situação melhorou na rodada final, na goleada por 5 a 0 sobre os peruanos novamente em São Paulo, mas na Arena Corinthians. No fim, o Brasil se classificou como líder da chave, com sete pontos.

Nas quartas de final, a Canarinho enfrentou o Paraguai, mas voltou a ficar no 0 a 0 em Porto Alegre, na Arena do Grêmio. A classificação teve que vir nos pênaltis, por 4 a 3, que acabou com os traumas das eliminações de 2011 e 2015 na mesma fase, para o mesmo adversário e na mesma condição. Na semifinal, contra a Argentina, o Brasil às boas atuações e venceu por 2 a 0 em Belo Horizonte, no Mineirão.

O Brasil estava de volta à decisão da Copa América após 12 anos. O adversário foi o Peru, que eliminou Bolívia, Uruguai e Chile. Os brasileiros eram francos favoritos ao título, que foi disputado no Maracanã, no Rio de Janeiro. Com o apoio do torcedor, a Canarinho não deu chances aos peruanos e venceu por 3 a 1, com gols de Everton, Gabriel Jesus e Richarlison, os dois primeiros na etapa inicial e o último na etapa complementar.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 4 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 13 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Luis Acosta/AFP

Brasil Campeão da Copa América 2007

Após a primeira disputa de Copa América em ano par desde 1975, a Conmebol voltou à programação original na edição de 2007, seguindo com a transição da periodicidade bienal para quadrienal. A sede foi a Venezuela, completando o rodízio, iniciado em 1987, que colocou os dez países como anfitriões. Pela primeira vez na organização de um campeonato exclusivo de futebol, o país fez do torneio uma Copa do Mundo particular, com nove grandes estádios construídos ou reformados.

Com o estreante Dunga como técnico, o Brasil entrou para defender o título sul-americano com um time bastante modificado em relação ao que fracassou na Copa do Mundo de 2006. No grupo B, os adversários foram México, Chile e Equador. A estreia não poderia ter sido pior, pois os brasileiros atuaram mal e perderam por 2 a 0 para os mexicanos. A recuperação veio no jogo seguinte, na vitória por 3 a 0 sobre os chilenos. Na última rodada, foi a vez de fazer 1 a 0 sobre os equatorianos. Os resultados deixaram a seleção Canarinho classificada apenas na segunda colocação da chave, com seis pontos. 

Nas quartas de final, o Brasil voltou a encontrar o Chile. Se na fase inicial foram três gols, no mata-mata a conta dobrou: goleada por 6 a 1, fora o baile brasileiro. As dificuldades só voltariam na semifinal, contra o Uruguai. A seleção Canarinho ficou duas vezes à frente do placar, com gols de Maicon e Júlio Baptista, mas cedeu o empate aos uruguaios em ambas as oportunidades. O 2 a 2 levou a partida aos pênaltis, e por 5 a 4 o Brasil conquistou seu lugar na decisão.

Pela segunda vez seguida, a final da Copa América contou com Brasil e Argentina. Para chegar junto, os argentinos tiveram que derrubar Colômbia, Estados Unidos, Peru e México. Mas, diferentemente do que aconteceu três anos antes, quando as coisas só foram decididas no último lance do jogo e depois nos pênaltis, as coisas foram resolvidas mais rapidamente no Estádio Pachencho Romero, na cidade de Maracaibo.

Isso porque Júlio Baptista abriu o placar para os brasileiros logo aos quatro minutos do primeiro tempo. Aos 40, o zagueiro Roberto Ayala tentou cortar uma bola cruzada na área e acabou atirando contra o próprio gol, ampliando o placar. Aos 24 do segundo tempo, Daniel Alves fechou a conta, marcando 3 a 0. O resultado tranquilo deu a oitava conquista da Copa América do Brasil. Além disso, também impôs mais um tempo na fila de títulos à Argentina, que ainda teria de esperar mais de uma década para voltar a comemorar.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 4 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 15 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Sérgio Pinto/CBF

Brasil Campeão da Copa América 2004

Conforme a história da Copa América avança, é possível observar muito bem as mudanças nos padrões de cronograma. Recriada para acontecer de quatro em quatro anos a partir de 1975, a periodicidade foi para de dois em dois anos a partir de 1987. A conta foi assim até 2001, quando a Conmebol reorganizou mais uma vez, colocando a edição seguinte três anos depois, em 2004. O plano nunca foi torná-la trienal, porque em algum momento a competição se chocaria com a Copa do Mundo. O objetivo real do movimento era adaptar o torneio de maneira gradual, para ser novamente quadrienal a partir de 2007.

Sediada no Peru, a Copa América de 2004, foi praticamente especial. Foi nela que o Brasil recuperou a hegemonia continental, mesmo poupando os principais jogadores levando à campo uma equipe B. O time era quase inteiro composto por jovens promessas, como o meia Alex, o goleiro Júlio César, e os atacantes Luís Fabiano e Adriano.

A seleção Canarinho ficou no grupo C da primeira fase, junto com Chile, Costa Rica e Paraguai. Na estreia, vitória por 1 a 0 sobre os chilenos. Na segunda rodada, foi a vez de golear por 4 a 1 os costarriquenhos. Na última rodada, porém, a equipe perdeu por 2 a 1 para os paraguaios, que empurraram os brasileiros para o segundo lugar da chave, com seis pontos.

Nas quartas de final, o Brasil voltou a crescer e se recuperou contra o México, na goleada por 4 a 0. mas as dificuldades voltaram na semifinal, contra o Uruguai, onde a Canarinho ficou apenas no empate por 1 a 1, precisando vencer por 5 a 3 nos pênaltis para se classificar à final.

Na decisão, chegaram Brasil e Argentina, algo inédito na Copa América. No caminho, os argentinos eliminaram Equador, Peru e Colômbia. A partida, que até hoje povoa o imaginário do torcedor, aconteceu Estádio Nacional de Lima. Com o time principal, a Argentina ficou duas à frente do placar. A primeira foi dos 20 até aos 45 do primeiro tempo, quando o zagueiro Luisão empatou pela primeira vez. E a outra foi aos 42 do segundo tempo, quando pareceu o título brasileiro estava perdido. Pareceu.

Aos 48 minutos, no último lance, Adriano recebeu a bola na entrada da área e, sem deixar ela cair no chão, girou batendo no canto esquerdo do goleiro Roberto Abbondanzieri, empatando por 2 a 2.  Com a parte argentina do estádio calada, o jogo foi aos pênaltis. Nas cobranças, Andrés D'Alessandro e Gabriel Heinze desperdiçaram, enquanto quatro brasileiros acertaram as suas. Nem precisou da quinta: o zagueiro Juan anotou 4 a 2 e o Brasil conquistou sua sétima Copa América, de maneira inesquecível.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 3 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 13 gols marcados | 6 gols sofridos 


Foto David Leah/Mexsport

Brasil Campeão da Copa América 1999

Em uma confederação com somente dez países, sempre foi mais complicado de organizar competições entre seleções, mas a Copa América nunca chegou a subverter tanto a geografia como faria em 1999. Sediada no Paraguai, a competição teve pela terceira vez o México como convidado, o que já era normal, pois até na Libertadores isso já acontecia.

O problema ficou no outro convite, que não foi nem Estados Unidos ou Costa Rica, mas para o Japão. Diretamente da Ásia para a América do Sul, o movimento foi parte de um acordo que envolveu a Toyota, patrocinadora master da Libertadores desde 1998. Mas os japoneses empataram um jogo, perderam dois e se despediram ainda na fase de grupos.

A disputa pelo título ficou concentrada nas seleções de sempre. Com uma equipe renovada e disposta a esquecer rápido o vice na Copa do Mundo de 1998, o Brasil entrou louco para levar o hexa e manter a hegemonia em seu quintal. A Canarinho ficou no grupo B da primeira fase, contra Venezuela, México e Chile. Na estreia já veio o primeiro furacão, na goleada por 7 a 0 sobre os venezuelanos, lembrada até hoje pelo golaço do garoto Ronaldinho, de 19 anos. Na sequência, vitórias por 2 a 1 sobre os mexicanos e por 1 a 0 sobre o chilenos garantiram a liderança do grupo B, com nove pontos.

O adversário nas quartas de final foi a Argentina, que na fase de grupos perdido por 3 a 0 para a Colômbia e viu seu atacante Martín Palermo perder três pênaltis na mesma partida. A vitória no clássico aconteceu por 2 a 1, de virada. Os gols da classificação foram feitos por Rivaldo e Ronaldo. Na semifinal, houve o reencontro com o México e outra vitória, desta vez por 2 a 0. Os gols foram anotados por Amoroso e Rivaldo.

Chegada a final, o Brasil enfrentou o Uruguai, repetindo o confronto pela quarta vez nas últimas oito edições. Os uruguaios chegaram lá ao eliminar Equador, Paraguai e Chile. O palco da disputa foi o Defensores del Chaco, em Assunção. Mas, se em 1983, 1989 e 1995 os placares foram apertados, em 1999 os brasileiros trataram de deixar as coisas mais fáceis.

Com 20 minutos de primeiro tempo, Rivaldo abriu o placar para o Brasil. Aos 27, outra vez Rivaldo mandou a bola no fundo da rede. E no primeiro minuto do segundo tempo, Ronaldo fez 3 a 0 e fechou o resultado da decisão. Pela sexta vez, Brasil conquistou o título da Copa América. E pela primeira vez, emendou duas conquistas consecutivas.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 17 gols marcados | 2 gols sofridos 


Foto Arquivo/Gazeta Press

Brasil Campeão da Copa América 1997

A concorrida década de 90 foi marcada por surpresas, inícios e quedas de tabu na Copa América. Dois destes fatos aconteceram na edição de 1997, sediada na Bolívia. Não havia o que fazer em relação à altitude, e a maioria das sedes escolhidas localizavam-se no alto, como La Paz (3.637 metros), Oruro (3.702), Sucre (2.810) e Cochabamba (2.582). No fim, o ar rarefeito contribuiu para as eliminações do Uruguai na primeira fase e da Argentina nas quartas de final. Acerca disto, a competição teve um novo estreante, a convidada Costa Rica.

Só um fator ficou inalterado durante o torneio: o favoritismo do Brasil. Atuando na única cidade ao nível do mar, Santa Cruz de la Sierra, a seleção Canarinho estava disposta a dar um fim no incômodo tabu de nunca ter vencido a competição fora de seu país. Sob a liderança ofensiva da dupla Ronaldo e Romário, todos "tiveram que engolir" o título do time do técnico Zagallo.

No grupo C da primeira fase, o Brasil enfrentou Costa Rica, México e Colômbia. A estreia foi com uma tranquila goleada por 5 a 0 sobre os costarriquenhos. A dificuldade subiu contra os mexicanos, com a vitória vindo por 3 a 2, de virada. A classificação já estava garantida quando os brasileiros bateram os colombianos por 2 a 0 na última rodada. Com nove pontos, a Canarinho ficou na liderança da chave.

Nas quartas de final, o Brasil enfrentou o Paraguai e venceu por 2 a 0, gols marcados por Ronaldo. Na semifinal, o adversário foi o Peru, que estava ali porque superou a Argentina na fase anterior. Mas os brasileiros não quiseram saber de zebra e aplicaram 7 a 0 nos peruanos, com gols de Denílson, Flávio Conceição, Romário (dois), Leonardo (dois) e Djalminha.

O adversário brasileiro na decisão foi a anfitriã Bolívia, que antes despachou Uruguai, Venezuela, Colômbia e México. Até a semi, o Brasil fez toda a campanha no Estádio Ramón Aguilera, em Santa Cruz. Na final, porém, o time teria de subir o morro até o Hernando Siles, em La Paz, onde os bolivianos atuaram em todas as partidas.

Embora a altitude fosse encarada como obstáculo, a qualidade técnica brasileira era muito maior que a boliviana. Aos 40 minutos do primeiro tempo, Denílson abriu o placar para o Brasil. Aos 45, a Bolívia empatou. A vitória e o título só foram encaminhados no segundo tempo. Aos 34 minutos, Ronaldo desempatou. Aos 45, Zé Roberto fez 3 a 1 e concluiu a conquista do penta sul-americano, com 100% de aproveitamento e, finalmente, sendo a primeira taça vinda de fora do Brasil.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 22 gols marcados | 3 gols sofridos 


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Brasil Campeão da Copa América 1989

Agora de dois em dois anos, a Copa América desembarcou no Brasil em 1989. Junto, veio uma mudança mais radical no regulamento, que dobrou o número de jogos de 13 para 26. A partir desta edição, os dez participantes ficaram divididos em dois grupos de cinco, com líderes e vices avançando para o quadrangular final. Assim, o campeão perdeu o benefício de entrar só na semifinal. Mas, apesar do aumento no número de partidas, a duração continuou em torno de duas semanas.

Dono da casa após 40 anos, o Brasil convivia com uma sina na Copa América, a de nunca ter vencido sem ser fora do país. Portanto, as quatro décadas somavam um longo jejum de títulos pelo continente. O caminho para o fim da fila começou em Salvador, que sediou o grupo A junto com Recife. Na Fonte Nova, os brasileiros estrearam com vitória por 3 a 1 sobre a Venezuela. Porém, a sequência contou com dois empates sem gols contra Peru e Colômbia, que azedaram a relação com a torcida baiana.

O clima ficou tão ruim que fez a seleção brasileira mudar o local da última partida para Recife. No Estádio do Arruda, e com o apoio mais acalorado dos pernambucanos, a Canarinho fez 2 a 0 no Paraguai e se classificou na vice-liderança da chave, empatado em seis pontos com os próprios paraguaios, que tiveram melhor saldo de gols. No grupo B, sediado totalmente em Goiânia, no Serra Dourada, Argentina e Uruguai garantiram as outras vagas.

O quadrangular final foi disputado totalmente no Rio de Janeiro, no Maracanã. A estreia do Brasil foi contra a Argentina, e mais de 100 mil pessoas acompanharam a vitória por 2 a 0 e o lindo gol de voleio marcado por Bebeto, que abriu o placar. Na segunda rodada, triunfo por 3 a 0 sobre o Paraguai, que eliminou o adversário e manteve a Canarinho na briga pelo título. Nos demais jogos, o Uruguai fez exatamente os mesmos resultados sobre os rivais. Ambos somavam quatro pontos, cinco gols marcados e nenhum sofrido.

Empatados em tudo, Brasil e Uruguai decidiram a Copa América de 1989 no dia 16 de julho, mesma data em que foi definida a Copa do Mundo em 1950 a favor dos uruguaios. O ambiente estava propício para o retorno de velhos fantasmas para assombrar a cabeça dos mais de 148 mil torcedores no Maracanã. Mas a história seria reescrita a partir dos quatro minutos do segundo tempo, quando Romário cabeceou de maneira certeira o cruzamento de Mazinho e fez 1 a 0. Na sequência, os brasileiros souberam controlar a vantagem e seguraram a vitória mínima até o fim, para acabar com a fila no próprio território. Faltava ainda ser campeão sul-americano fora do país.

A campanha do Brasil:
7 jogos | 5 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 11 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto César Loureiro/Agência O Globo

Brasil Campeão da Copa América Feminina 2022

No mesmo ano em que a FIFA criou a Copa do Mundo Feminina, a Conmebol também resolveu fazer a sua competição de seleções para as mulheres, a Copa América. Desde 1991, foram realizadas nove edições do torneio, que sempre serviu de Eliminatórias para o Mundial. Em 2022, as três primeiras equipes se classificaram para a Copa de 2023. E a quarta e quinta colocadas, para a repescagem intercontinental.

Mas independentemente de vagas, no fim quem fica mais feliz são as campeãs. E nessa matéria o Brasil já é mestre. O título só não veio em 2006, quando perdeu para a Argentina e foi vice no quadrangular decisivo.

Em 2022, na Colômbia, a Seleção chegou ao oitavo título com 100% de aproveitamento e sem sofrer gols. A primeira fase foi composta por dez times, divididos em duas chaves. No grupo B, as brasileiras derrotaram a Argentina por 4 a 0, o Uruguai por 3 a 0, a Venezuela por 4 a 0 e o Peru por 6 a 0. Com 12 pontos, o Brasil ficou na primeira posição. Na semifinal, foi a vez de vencer o Paraguai por 2 a 0.

A final foi contra a Colômbia, dona da casa que eliminou a Bolívia, Equador e Chile na fase inicial, além da Argentina na semi. No Estádio Alfonso López, em Bucaramanga, a Seleção treinada pela sueca Pia Sundhage levou o octa com sua vitória mais simples, por 1 a 0. O gol foi marcado pela atacante Debinha, de pênalti.

A campanha do Brasil:
6 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 20 gols marcados | 0 gols sofridos


Foto Staff Images/Conmebol

Brasil Campeão da Copa das Confederações 2013

E a Copa das Confederações pousou na América do Sul, no país que mais a venceu. Sede da Copa do Mundo de 2014, o Brasil recebeu o evento preparatório de 2013, que antecipou o gosto do Mundial em um ano. Então detentor dos últimos dois títulos, a Seleção Brasileira era favorita ao tri consecutivo e tetra no geral.

Mas a concorrência desta vez foi maior. Campeã do mundo e bi da Europa, a Espanha entrou disposta a superar a queda antes da final em 2009. A Itália (vice europeia), mais concentrada, e o Uruguai (campeão sul-americano), no auge de uma geração, também chegavam mirando a taça. México, Japão, Nigéria e o simpático Taiti completaram os oito lugares.

A Canarinho ficou no grupo A, e estreou em Brasília com 3 a 0 nos japoneses. Depois, em Fortaleza, o time antecipou a classificação com os 2 a 0 sobre os mexicanos. Valendo a liderança, o Brasil enfrentou a Azzurra em Salvador e venceu por 4 a 2. Os brasileiros somaram nove pontos e os italianos ficaram com seis. Fora, o México marcou três pontos, e o Japão nenhum.

No grupo B, a Fúria confirmou as expectativas e também fez nove pontos com vitórias por 2 a 1 sobre o Uruguai, por 10 a 0 sobre o Taiti e por 3 a 0 sobre a Nigéria. A Celeste Olímpica passou em segundo, com seis, e os nigerianos fizeram três. Já a amadora equipe da Polinésia Francesa apenas se divertiu, embora tenha ficado zerada e com outras goleadas fora os dez dos espanhóis: levaram 6 a 1 dos africanos e 8 a 0 dos charrúas.

As semifinais ocorreram com os favoritos. Em Belo Horizonte, o Brasil venceu o Uruguai por 2 a 1. Na outra chave, Espanha e Itália empataram por 0 a 0, e os ibéricos avançaram com 7 a 6 nos pênaltis. Na disputa do terceiro lugar, uruguaios e italianos ficaram no 2 a 2, com 3 a 2 nos pênaltis para o time europeu.

No Maracanã, no Rio de Janeiro, Brasil e Espanha enfim disputaram a final que não aconteceu quatro anos antes. Mas, em atuação muito acima da média (e ilusória, como se provou depois na Copa do Mundo), a Canarinho não deu chances á Fúria. Fred abriu o placar aos dois minutos do primeiro tempo, Neymar ampliou aos 44 e - de novo - Fred fechou 3 a 0 aos três do segundo tempo. Em casa, o time comandado por Luiz Felipe Scolari chegou ao quarto e último título da Copa das Confederações.

A campanha do Brasil:
5 jogos | 5 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 14 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Piervi Fonseca/AGIF

Brasil Campeão da Copa das Confederações 2009

Passados quatro anos, igualmente ao que acontece com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, a Copa das Confederações voltou a dar o ar da graça em 2009. Foi na África do Sul, num verdadeiro teste de fogo para o país de Nelson Mandela, mirando o Mundial do ano seguinte.

Campeão da Copa América, o Brasil foi novamente o principal favorito ao título, mas desta vez com a forte concorrência da Espanha, vencedora da Eurocopa. A Itália, mesmo sendo campeã da Copa, não aparentava tanto brilho e correu por fora. Os demais participantes foram Estados Unidos, Egito, Nova Zelândia e Iraque.

No grupo B, o Brasil começou a trajetória do tricampeonato com sofrida vitória por 4 a 3 sobre o Egito. Na segunda rodada, as coisas se tranquilizaram nos 3 a 0 sobre os Estados Unidos. No fim, contra uma fragilizada Itália, nova vitória por 3 a 0 valeram os nove pontos e a classificação na primeira posição. As outras seleções marcaram três pontos cada, e o saldo e os gols pró definiram: norte-americanos em segundo, com quatro e menos dois, italianos em terceiro, com três e menos dois, egípcios em último, com três e menos três.

No grupo A, a Espanha não sofreu gols, também venceu todas e somou nove pontos. A anfitriã África do Sul foi vice com quatro, enquanto Iraque e Nova Zelândia voltaram para casa sem vitórias e sem balançarem as redes.

Na semifinal, a Canarinho passou pelo time sul-africano ao vencer por 1 a 0, gol de falta de Daniel Alves. Mas a esperada final com a Espanha melou um dia antes, por que a Fúria levou 2 a 0 dos Estados Unidos. Na disputa do terceiro lugar, a equipe espanhola derrotou a dona da casa por 3 a 2.

Brasil e Estados Unidos jogaram a final no Ellis Park, em Johannesburgo. E quase que o US Team cometeu outro crime, pois abriu dois gols de vantagem no primeiro  tempo, com Clint Dempsey, aos dez minutos, e Landon Donovan, aos 27. Os brasileiros reagiram no segundo tempo. Luís Fabiano descontou no minuto um e empatou aos 29. Aos 39, Lúcio marcou de cabeça e virou para 3 a 2. De maneira dramática, o Brasil - comandado pelo técnico Dunga - chegou ao seu terceiro título de Copa das Confederações, o primeiro ganhando todas as partidas.

A campanha do Brasil:
5 jogos | 5 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 14 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Pierre-Philippe Marcou/AFP/Getty Images

Brasil Campeão da Copa das Confederações 2005

Após a Copa das Confederações de 2003, a FIFA resolveu mudar o itinerário. Não haveriam mais edições de pós-Copa, sobrando apenas as versões de evento-teste no país-sede do Mundial de um ano depois. Assim, a competição passaria a ser disputa a cada quatro anos. E 2005, na Alemanha, deu o pontapé inicial na nova fase.

Junto com a anfitriã, Brasil e Argentina despontaram como candidatos ao título. Campeão do mundo e da América do Sul, a Canarinho foi com força quase máxima. A Albiceleste, que herdou uma das vagas brasileiras no vice continental, prometia incomodar. Os outros lugares ficaram com México, Grécia, Japão, Austrália e Tunísia.

O Brasil ficou no grupo B do torneio, e começou vencendo bem o time grego, por 3 a 0. Na segunda rodada, porém, os brasileiros perderam por 1 a 0 para os mexicanos e ficaram com a classificação ameaçada. Na última partida, contra a equipe japonesa, o Brasil não podia perder. Ficou no 2 a 2 (empate cedido nos minutos finais) e conseguiu uma vaga na semifinal ao ficar na vice-liderança da chave, com quatro pontos, tal como o próprio Japão. Mas no saldo de gols, o dois contra zero deixou para trás os asiáticos. Em primeiro, o México fez sete pontos.

No grupo A, alemães e argentinos duelaram ponto a ponto e chegaram a sete. No saldo, Alemanha líder com quatro gols e Argentina vice com três. Austrália e Tunísia nem chance tiveram, com um ponto cada.

Na semifinal, o Brasil se reencontrou contra a dona da casa e venceu por 3 a 2, com dois gols de Adriano e um de Ronaldinho. No outro jogo, argentinos venceram os mexicanos por 6 a 5 nos pênaltis após empate por 1 a 1 em 120 minutos. Na disputa do terceiro lugar, a Alemanha fez 4 a 3 no México.

A decisão, no Waldstadion, em Frankfurt, reuniu o maior clássico da história. Valendo o bicampeonato, Brasil e Argentina prometeram, ao menos no papel, uma partida equilibrada. Mas o que se viu foi um baile brasileiro em campo. Adriano, aos 11 do primeiro tempo e aos 18 do segundo, abriu e fechou a goleada, que também passou pelos gols de Kaká, aos 16 da etapa inicial, e de Ronaldinho, aos dois da complementar. Pablo Aimar descontou para 4 a 1 aos 20 minutos, porém isso não serviu nem um pouco para diminuir o efeito do passeio brasileiro.

A campanha do Brasil:
5 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 12 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Nilton Santos/CBF