A trágica morte do goleiro Wallace entristeceu, mas não abalou o objetivo do clube, líder da primeira fase com 31 pontos sem 16 jogos. Na semifinal, o Guarani encarou o XV de Piracicaba. O acesso foi obtido com empate em 0 a 0 no Barão de Serra Negra, e vitória por 1 a 0 no Brinco de Ouro.
Mostrando postagens com marcador Guarani. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guarani. Mostrar todas as postagens
Guarani Campeão Paulista Série A2 2018
O Guarani está de volta na elite do futebol paulista. Após cinco anos de estágio na Série A2, o time de Campinas sagrou-se campeão da Série A2, título que o clube já havia conquistado em 1949. O Bugre fez por merecer a conquista, desde o início mostrou ser a melhor equipe entre as 16 participantes.
Guarani Campeão Brasileiro Série B 1981
A Taça de Prata manteve parte de seu formato original para 1981, embora com uma redução de 64 para 48 equipes. Os clubes foram divididos em seis grupos de oito times, enfrentando-se em turno único. Entre os participantes, três gigantes se destacavam: o Coritiba, semifinalista da Série A em 1980, o Palmeiras, então hexacampeão nacional, e o Guarani, campeão de 1978, contando com craques como Careca e Jorge Mendonça. Devido a campanhas ruins nos estaduais do ano anterior, esse trio de peso teve que disputar a segunda divisão.
O Bugre foi sorteado para o Grupo D, ao lado do próprio Coritiba, e fez valer o favoritismo. O time de Campinas classificou-se na liderança da chave com 11 pontos, distribuídos em cinco vitórias, um empate e uma derrota. Como o regulamento previa duas vagas por grupo, o Coritiba garantiu a segunda posição e também avançou.
Na segunda fase, os 12 classificados foram redistribuídos em quatro grupos de três times. O regulamento era claro: os líderes de cada chave conquistavam o direito de disputar a fase final da Taça de Ouro (a primeira divisão) ainda em 1981, enquanto os vice-líderes seguiam para as semifinais da Taça de Prata.
O Guarani caiu no Grupo I, ao lado de Palmeiras e Americano de Campos. Em quatro jogos, o time campineiro venceu dois jogos e perdeu dois, com quatro pontos somados. A pontuação foi insuficiente para ultrapassar o Palmeiras, que somou cinco pontos e subiu imediatamente para a elite do mesmo ano. No entanto, o Bugre garantiu a vice-liderança sobre o adversário fluminense e manteve viva a chance do título da segunda divisão.
Na semifinal, o adversário alviverde foi o Comercial-MS. O Guarani dominou os dois confrontos: venceu a ida no Estádio Morenão, em Campo Grande, por 2 a 1, e confirmou a classificação no Brinco de Ouro com um contundente 3 a 0. Com esse resultado, o acesso para a elite de 1982 já estava assegurado, restando apenas a disputa da taça.
A final foi contra a Anapolina, que eliminou o Remo na semifinal. No primeiro jogo, em Anápolis, o Guarani encaminhou o título ao vencer por 4 a 2, com dois gols de Careca. Na partida de volta, em Campinas, o empate em 1 a 1 apenas confirmou o que todos esperavam: o título da Taça de Prata para o Bugre. Esta foi a última conquista nacional de elite ou acesso do clube até a atualidade.
Guarani Campeão Brasileiro 1978
A Copa Brasil atingiu níveis hiperbólicos de participação em 1978, contando com 74 equipes. E, em meio a esse mar de clubes e regulamentos complexos, o país testemunhou o surgimento de uma força improvável vinda de Campinas. O Guarani, revelando para o mundo o jovem e atacante Careca, fez história ao tornar-se o primeiro clube do interior de um estado a conquistar o título máximo do futebol brasileiro. Naquele ano, a regra do ponto extra foi endurecida: o bônus de um ponto agora só era concedido para vitórias com diferença de três ou mais gols.
A caminhada bugrina não começou de forma avassaladora, o que torna sua arrancada final ainda mais impressionante. Na primeira fase, o time foi inserido no Grupo D. Com uma campanha sólida, porém discreta, o Guarani terminou na quinta posição entre 12 equipes, somando 16 pontos (dois extras), com cinco vitórias, quatro empates e duas derrotas.
Na segunda fase, 36 times foram divididos em quatro grupos. O rendimento da equipe comandada por Carlos Alberto Silva seguiu equilibrado: avançou na quarta posição do seu grupo, somando 11 pontos em três vitórias, três empates e duas derrotas. Enquanto o Vasco liderava as estatísticas gerais, o Guarani trabalhava silenciosamente, ajustando o entrosamento.
Foi na terceira fase, dividida em quatro grupos de oito equipes, que o Bugre mostrou suas garras. O Guarani dominou o Grupo A de forma invicta, com seis vitórias e um empate. Ao somar 15 pontos e superar o Internacional, o time de Campinas avisou ao Brasil que não era mais apenas um figurante.
O mata-mata foi uma demonstração de força absoluta. Nas quartas de final, o Guarani triturou o Sport Recife com vitórias por 2 a 0 na Ilha do Retiro e por 4 a 0 no Brinco de Ouro. Na semifinal, o reencontro com o Vasco foi o teste definitivo. O Guarani venceu os dois jogos: 2 a 0 em Campinas e um histórico 2 a 1 no Maracanã, silenciando a torcida carioca e garantindo a vaga na final contra o Palmeiras, que eliminou Bahia e Internacional.
A decisão colocou frente a frente Palmeiras e Guarani. No jogo de ida, no Morumbi, o meia Zenon calou a capital ao marcar, de pênalti, o gol da vitória por 1 a 0. Na volta, o Brinco de Ouro viveu sua tarde mais gloriosa. Com o apoio massivo de sua torcida, o Guarani manteve a disciplina tática. O gol do título veio dos pés de Careca, então com apenas 17 anos. Com o placar de 1 a 0, o Guarani sagrou-se campeão brasileiro, um feito que ecoa como o maior símbolo de competência do futebol do interior.
Assinar:
Postagens (Atom)


