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Fluminense Campeão Carioca 1984

Deu Fluminense mais uma vez no Campeonato Carioca em 1984. Naquele ano, o clube atingiu o 26º título estadual e o bicampeonato, fechando com chave de ouro uma temporada muito especial, em que os tricolores também conquistaram pela segunda vez o Campeonato Brasileiro, no primeiro semestre.

Pela terceira temporada consecutiva, a FERJ manteve intacto o regulamento do estadual, com 12 participantes na disputa de duas fases, a Taça Guanabara e a Taça Rio, ambas em turno único, seguida pelo triangular final entre seus vencedores e o time de melhor campanha na soma geral.

O Fluminense estreou na Taça Guanabara com vitória por 2 a 1 sobre o America. A campanha seguiu com mais seis vitórias, três empates e uma derrota nas dez partidas seguintes. Apesar dos 17 pontos somados, o Tricolor não conseguiu o título da primeira fase, terminando na segunda colocação. A liderança acabou nas mãos do Flamengo, com 19 pontos.

A trajetória tricolor continuou na Taça Rio. Na abertura, o Fluminense ficou no empate por 1 a 1 com o Goytacaz. A primeira vitória viria na partida seguinte, por 1 a 0 sobre o Olaria. Nos demais jogos da segunda fase, o Flu obteve mais seis vitórias, um empate e duas derrotas, o que colocou a equipe de novo na segunda posição, com 16 pontos. Desta vez, o Tricolor terminou atrás do Vasco, que fez 17 pontos.

As taças não vieram, porém, a regularidade ajudou o Fluminense na busca por um lugar na etapa final. O clube fez 33 pontos na soma das duas fases, três a mais que o Bangu, e avançou ao triangular para enfrentar Flamengo e Vasco no Maracanã. O Tricolor abriu a decisão contra os vascaínos e venceu por 2 a 0. No segundo jogo, os rubro-negros venceram o Vasco por 1 a 0, resultados que deixou o clube cruz-maltino fora da briga.

De tal forma, Fluminense e Flamengo fizeram um confronto direto pelo título na terceira rodada. Mais de 153 mil torcedores compareceram ao Maracanã para acompanhar uma decisão em que o Flu jogava pelo empate. Mas o Tricolor chegou ao título com mais uma vitória, por 1 a 0, gol anotado por Assis no segundo tempo.

A campanha do Fluminense:
24 jogos | 16 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 40 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Rodolpho Machado/Placar

Fluminense Campeão Carioca 1983

O tricolor volta ao topo do Rio de Janeiro. Em 1983, o Fluminense voltou a vencer o Campeonato Carioca, depois de três anos e garantindo o 25º título estadual. A conquista foi o início de um período vencedor na história do clube, que ainda levaria mais dois estaduais, chegando ao tricampeonato, e a taça do Brasileirão no ano seguinte.

O torneio contou com 12 equipes. Na primeira fase, a Taça Guanabara, todos os participantes se enfrentaram em turno único. O líder ficou com o título e se classificou para a fase final. A mesma coisa aconteceu na segunda fase, a Taça Rio. Na fase decisiva, os dois vencedores se juntaram ao time de melhor campanha na soma das duas etapas anteriores, em um triangular de turno único valendo a taça estadual.

A campanha do Fluminense teve início na vitória por 3 a 0 sobre o São Cristóvão. Nas dez partidas seguintes, o time venceu mais oito e empatou duas, vencendo a Taça Guanabara de maneira invicta, com 20 pontos, quatro a mais que o vice America.

Na Taça Rio, o tricolor estreou mais uma vez contra o São Cristóvão, desta vez vencendo por 2 a 0. Porém, nos outros a equipe oscilou e venceu apenas mais duas vezes, tendo ainda três empates e cinco derrotas. Com apenas nove pontos, o Flu terminou em décimo lugar, com a metade dos pontos do líder Flamengo.

A dupla Fla-Flu chegou ao triangular final ao lado do Bangu, que foi o clube de melhor campanha na soma das duas fases anteriores. Todos os jogos aconteceram no Maracanã. Na estreia, o Fluminense empatou por 1 a 1 com os alvirrubros. Na segunda rodada, venceu o Flamengo por 1 a 0, gol anotado por Assis aos 45 minutos do segundo tempo.

Com três pontos, o Fluminense tirou o Flamengo da disputa pelo título, mas ainda havia o Bangu com chances ser campeão, caso o time batesse o rubro-negro por dois gols de diferença. Mas o que aconteceu foi o contrário: os flamenguistas fizeram 2 a 0 nos banguenses e o resultado confirmou o título para os tricolores. 

A campanha do Fluminense:
24 jogos | 13 vitórias | 6 empates | 5 derrotas | 31 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Arquivo/Fluminense

Fluminense Campeão Carioca 1980

Com a bênção do João de Deus, o Fluminense gritou campeão. O ano era 1980, e o Papa João Paulo II fez sua primeira visita ao Brasil, passando pelo Rio de Janeiro. Dias depois, no Maracanã, a torcida tricolor entoou uma música em sua homenagem na final do primeiro turno do Campeonato Carioca, contra o Vasco. O Flu, que não era favorito, venceu a disputa e ganhou moral para a conquista de seu 24º título estadual.

O torneio contou com 18 participantes. Na primeira fase, sete deles disputaram três vagas para as outras duas etapas. A segunda fase foi a Taça Preguinho, em que 14 times jogaram em turno único. O campeão se classificou para a final. A terceira fase foi a Taça Gustavo de Carvalho, com a mesma fórmula e os dez melhores colocados da etapa anterior. O vencedor também foi à decisão. Em caso de empate de pontos na liderança destas fases, partidas extras decidiriam o ganhador. Uma observação sobre o regulamento é a ausência da Taça Guanabara, que pela última vez na história foi disputada à parte, antes do estadual.

A campanha do Fluminense teve início na segunda fase. Na estreia, a equipe fez 2 a 0 no Bonsucesso. Nas demais 12 partidas que teve, conseguiu mais oito vitórias, três empates e uma derrota. O Tricolor somou 21 pontos, a mesma coisa que o Vasco. Ambos acabaram na liderança e precisaram fazer um jogo-desempate. Após 1 a 1 no tempo normal, o Flu fez 4 a 1 nos pênaltis e conquistou a vaga na decisão.

Na terceira fase, o Fluminense perdeu um pouco do ritmo. Na primeira rodada, empatou por 1 a 1 com o Americano. A primeira vitória só veio na terceira partida, quando fez 2 a 0 no Serrano. Nos outros sete jogos, o time teve só mais um triunfo, com três empates e três derrotas. Com apenas oito pontos, o Tricolor ficou em sexto lugar e viu o Vasco somar quase o dobro (15) para ser o primeiro colocado e também e ir à final.

A decisão carioca em 1980 foi simples e direta, com uma partida única entre Fluminense e Vasco. Mais uma vez sem o favoritismo, a torcida tricolor fez a voz do João de Deus nas arquibancadas e o time correspondeu em campo. De falta, Edinho marcou o gol da vitória por 1 a 0 e do título.

A campanha do Fluminense:
24 jogos | 12 vitórias | 8 empates | 4 derrotas | 43 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto Arquivo/Fluminense

Fluminense Campeão Carioca 1976

Com um dos melhores times de sua história e boas doses de drama, o Fluminense quebrou a alternância com o Flamengo e levou o bicampeonato carioca em 1976, um feito que não acontecia há 35 anos, quando o clube venceu os títulos em 1940 e 1941. Foi também o 23º estadual na conta geral.

O Cariocão de 1976 foi o primeiro disputado após a Guanabara ser absorvida pelo Estado do Rio de Janeiro. Desta forma, o torneio teve os 12 participantes comuns da cidade do Rio e três convidados fluminenses: Americano, Goytacaz e Volta Redonda. Na Taça Guanabara, os 15 times se enfrentaram em turno único, com o vencedor indo para a final, os oito melhores para o grupo dos ganhadores e os sete piores para o grupo dos perdedores. Na segunda fase, os oito ganhadores disputaram a segunda vaga na final em turno único. Já o pior colocado da chave trocou de lugar com o líder do grupo de perdedores. Na terceira fase, cada chave definiu os dois últimos finalistas, também em um só turno.

O Fluminense começou a Taça Guanabara muito mal, com derrota por 3 a 0 para o Bonsucesso. Depois, se recuperou com dez vitórias e três empates nas 13 partidas seguintes, mas o tropeço na estreia fez o time ficar em terceiro lugar com 23 pontos, um a menos que Flamengo e Vasco, que foi campeão.

Na segunda fase, a Taça José Wânder Rodrigues Mendes, o tricolor iniciou com vitória por 4 a 2 sobre o Goytacaz. Nos outros seis jogos, conseguiu mais quatro triunfos, um empate e uma derrota. Este revés foi para o Botafogo e tirou a segunda chance de final do Flu, que ficou na vice-liderança com 11 pontos, dois atrás do próprio rival alvinegro.

A última chance era a Taça Amadeu Rodrigues Sequeira, na terceira fase. O Fluminense estrou fazendo 2 a 0 no Americano e emendou mais quatro vitórias, um empate e uma goleada por 5 a 1 sobre o Botafogo na última rodada. Sem vacilar, o time ficou em primeiro com 13 pontos, foi à final e ainda eliminou o Flamengo, que fez 11 pontos. No outro grupo, o America buscou a quarta vaga na decisão.

No quadrangular final, o Flu começou com vitória por 2 a 0 sobre o America. Depois, empatou por 0 a 0 com o Botafogo e por 2 a 2 com o Vasco. Esses resultados deixaram a equipe tricolor com quatro pontos e igualada com os cruz-maltinos na tabela. Assim, foi necessário um jogo extra para definir o campeão carioca. Ele aconteceu no Maracanã, e o Fluminense venceu o Vasco por 1 a 0, faturando o título.

A campanha do Fluminense:
32 jogos | 23 vitórias | 7 empates | 2 derrotas | 74 gols marcados | 26 gols sofridos


Foto Arquivo/Jornal do Brasil

Fluminense Campeão Carioca 1975

Na alternância Fla-Flu que imperou no Campeonato Carioca na década de 1970, era a vez de o Fluminense levar o título em 1975, já que fez o mesmo em 1971 e 1973, enquanto o Flamengo venceu em 1972 e 1974. Mas não sem antes passar pelas dificuldades naturais de um campeonato competitivo.

Com as tradicionais 12 equipes, o estadual de 1975 foi separado em três fases. Na Taça Guanabara, todas se enfrentaram uma vez, com o título e a vaga na final ficando com o primeiro colocado. A segunda fase foi igual a primeira, sob o nome Taça Augusto Pereira da Motta. Na terceira fase, a Taça Danilo Leal Carneiro, as oito melhores da etapa anterior voltaram a jogar em turno único, com o líder conquistando o terceiro lugar na decisão. Por fim, tivemos o triangular final.

O Flu iniciou a Taça Guanabara com vitória por 3 a 0 sobre o Madureira. Nos dez jogos seguintes, conseguiu mais sete vitórias, dois empates e uma derrota, que deixaram o time com 18 pontos. Com a mesma campanha, o America forçou um jogo extra para decidir o campeão com o Fluminense. E deu tricolor, por 1 a 0 no Maracanã.

Na segunda fase, o Flu baixou seu ritmo, a começar pelo empate por 1 a 1 com o São Cristóvão. Nas dez partidas restantes, os tricolores venceram seis, empataram duas e perderam duas. Com 16 pontos, a equipe ficou em quarto lugar, seis pontos atrás do vencedor Botafogo.

Classificado à terceira fase, o Fluminense estreou com vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo. Depois, venceu mais três jogos, empatou um e perdeu dois, que colocaram o time outra vez na quarta colocação, com nove pontos, três a menos que Vasco e Flamengo, que decidiram o turno. No fim o cruz-maltino venceu e levou a terceira vaga.

O triangular final reuniu Fluminense, Botafogo e Vasco. Na abertura, o Flu goleou os vascaínos por 4 a 1 e ficou em ótima situação. No segundo jogo, o Vasco fez 2 a 0 nos botafoguenses e se despediram. Desta forma, o Fluminense ficou com tudo para ser campeão carioca. O time podia vencer, empatar ou até perder o Clássico Vovô por dois gols de diferença. Os alvinegros bem que tentaram a virada, mas o placar ficou apenas no 1 a 0, que bastou para a 22ª conquista tricolor.

A campanha do Fluminense:
32 jogos | 20 vitórias | 6 empates | 6 derrotas | 59 gols marcados | 22 gols sofridos


Foto Arquivo/Fluminense

Fluminense Campeão Carioca 1973

O Fluminense chegou ao 21º título carioca em 1973 e manteve a frente como maior vencedor estadual na época. Depois de iniciar a campanha de maneira irregular, o time cresceu da metade para o fim do campeonato e não deu chance aos maiores rivais.

O campeonato teve 12 participantes e foi dividido em três fases. A primeira foi a Taça Guanabara, onde os clubes se enfrentaram em turno único, com título e vaga na decisão para o líder e a vaga na etapa seguinte para os oito primeiros. A segunda fase foi a Taça Francisco Laport, igual a fase anterior. A terceira etapa teve as oito equipes divididas em dois grupos cruzados de turno único, o Troféu Pedro Novaes e o Troféu José Ferreira Agostinho, com vagas na decisão para os vencedores.

O Flu estreou na Taça Guanabara com empate sem gols com o Madureira, resultado que foi seguido por mais duas igualdades, quatro vitórias e quatro derrotas. Com 11 pontos em 11 jogos, o time ficou longe do título e vaga na final, que foram para o Flamengo com 20 pontos. O tricolor foi o sexto colocado.

A campanha melhorou a partir da segunda fase. Logo na estreia, o tricolor venceu por 3 a 1 o Bonsucesso. Nas seis partidas seguintes, foram mais três vitórias e três empates, que deixaram a equipe na liderança com 11 pontos. Porém, o Vasco teve a mesma pontuação e foi necessário um jogo extra para decidir o segundo finalista. Deu Fluminense, com vitória por 1 a 0.

Na terceira fase, o Flu jogou o Troféu José Ferreira Agostinho, junto com Botafogo, Olaria e Bonsucesso. Em quatro partidas contra os times do outro troféu (Vasco, Flamengo, America e Bangu), a equipe teve duas vitórias, um empate, uma derrota e somou cinco pontos, igualando com o Botafogo na liderança. Em mais uma partida extra, a equipe venceu por 1 a 0 e barrou o rival da decisão. Na outra chave, o Vasco foi o terceiro e último time a conseguir vaga.

Fluminense, Flamengo e Vasco disputaram a fase decisiva. Com duas fases vencidas, o Flu foi direto à partida final, enquanto os outros rivais fizeram uma semifinal, onde deu rubro-negro com empate por 0 a 0 e a melhor campanha geral. Finalmente, no Fla-Flu derradeiro, o tricolor conseguiu o título estadual ao vencer por 4 a 2, debaixo de muita chuva no Maracanã.

A campanha do Fluminense:
25 jogos | 13 vitórias | 7 empates | 5 derrotas | 36 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Zeca Araújo/Placar

Fluminense Campeão Carioca 1971

O Campeonato Carioca de 1971 teve o Fluminense de volta ao topo da Guanabara. Depois do título em 1969, o time ficou a dois pontos do bicampeonato em 1970, mas acabou superado pelo Vasco e ficou com o vice. A correção do percurso veio no ano seguinte, com a conquista do 20º título estadual na história do clube.

A edição de 1971 do Cariocão foi composta por 12 equipes, divididas em duas fases. Na primeira fase, os clubes foram separados em dois grupos e fizeram o enfrentamento de turno único conhecido por "chaves cruzadas", que é quando os times de um grupos jogam contra os do outro. Na fase final, os quatro melhores de cada chave se enfrentaram em dois turnos, totalizando 14 rodadas. Ao final, o líder do octogonal foi proclamado campeão.

A campanha tricolor começou no grupo B, com a partida de estreia sendo um empate por 1 a 1 com a Portuguesa. Nas cinco partidas seguintes, o Flu teve mais dois empates e três vitórias, que deixaram o time classificado na primeira fase com nove pontos e na terceira posição da chave, atrás do Botafogo e empatado, mas com saldo de gols inferior, com o Olaria. O Bangu completou a zona de classificação. Do outro grupo, passaram America, Flamengo, Vasco e Bonsucesso.

A fase final começou duríssima para o Fluminense. Na primeira rodada, o time ficou no empate por 0 a 0 com o Olaria. Na partida seguinte, acabou derrotado por 1 a 0 para o Botafogo. A primeira vitória veio apenas no terceiro jogo, por 3 a 2 sobre o Bangu, logo seguido por empates por 1 a 1 com o Vasco e por 0 a 0 com o America. As coisas estavam difíceis, mas a maré mudou quando o time americano foi punido pela escalação irregular de um jogador, e o Flu ficou com os dois pontos da partida.

Nas oito partidas seguintes, o tricolor venceu cinco e empatou três, incluindo as vitórias por 2 a 0 sobre Vasco e Flamengo, já perto do fim do octogonal. Faltando só a última rodada, o Flu era líder com 19 pontos, seguido pelo Botafogo com 18 e pelo Olaria com 17. A decisão ficou mesmo entre tricolores e botafoguenses, em Clássico Vovô no Maracanã. Diante de mais de 142 mil torcedores, o Fluminense conseguiu a revanche da única derrota na campanha, venceu por 1 a 0 e conquistou o título estadual.

A campanha do Fluminense:
20 jogos | 11 vitórias | 8 empates | 1 derrota | 30 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Arquivo/Revista Manchete

Fluminense Campeão da Recopa Sul-Americana 2024

O Fluminense acaba com seu último fantasma e é campeão da Recopa Sul-Americana de 2024. O 13º título do futebol brasileiro no torneio veio em cima da LDU Quito, em um acerto de contas que era esperado desde 2009, quando o clube carioca foi vice da Copa Sul-Americana para os equatorianos, e um ano antes também da Libertadores.

O primeiro fantasma extirpado foi o da Libertadores, conquistada em 2023 em cima do Boca Juniors. Quando o tricolor foi campeão, já sabia que o rival na Recopa seria a LDU Quito, que foi bi da Copa Sul-Americana sobre o Fortaleza.

A partida de ida aconteceu no Equador, no Estádio Casa Blanca, em Quito. Atuando mais na defesa, o Fluminense conseguiu segurar a LDU até quase o fim, mas sofreu um gol de escanteio aos 47 minutos do segundo tempo e perdeu por 1 a 0.

A volta foi realizada no Maracanã, e o Flu partiu ao ataque. Os equatorianos tentavam parar o jogo a todo instante, enquanto os cariocas empilhavam chances de gol. Mas eles só saíram no segundo tempo, e pelo mesmo jogador. Jhon Arias fez o primeiro de cabeça, aos 31 minutos, e o segundo de pênalti, aos 45, quando o Fluminense estava com um atleta a menos em campo. O colombiano marcou 2 a 0, que revertendo a desvantagem e confirmou o título inédito ao tricolor.


Foto Lucas Merçon/Fluminense

Fluminense Campeão da Libertadores 2023

Só dá Brasil! Em 2023, o país emplacou seu quinto título consecutivo da Libertadores, um recorde que nenhuma outra nação sul-americana atingiu em 63 anos. Desta vez, a taça fica com um campeão inédito, o Fluminense, que exorcizou o último fantasma que o assombrava, o do vice em 2008.

Sob o comando de Fernando Diniz, que em paralelo também dirigiu a Seleção Brasileira, o tricolor carioca atingiu a façanha histórica com uma grande campanha, marcada tanto por momentos de domínio quanto por momentos de emoção e drama. A primeira fase foi disputada no grupo D, contra River Plate, Sporting Cristal e The Strongest. Em seis partidas, o Fluminense venceu três, empatou uma e perdeu duas. O time somou dez pontos, assim como os argentinos, mas o saldo de gols deu a liderança aos cariocas, principalmente devido a goleada por 5 a 1 sobre o próprio River no Maracanã.

Nas oitavas de final, o Flu enfrentou o Argentinos Juniors. O primeiro jogo ficou empatado por 1 a 1 em Buenos Aires. Na segunda partida, vitória por 2 a 0 no Rio de Janeiro. Nas quartas, foi a vez de passar pelo Olimpia com mais dois triunfos, por 2 a 0 em casa, e por 3 a 1 no Paraguai.

Na semifinal, o rival foi o Internacional. A ida foi no Maracanã e, com um jogador a menos, o tricolor buscou o empate por 2 a 2. A volta foi no Beira-Rio e, de virada nos minutos finais, o Fluminense venceu por 2 a 1 e chegou em sua segunda decisão. Cano e John Kennedy anotaram os gols.

A final foi contra o Boca Juniors, que bateu Nacional-URU, Racing e Palmeiras. No Maracanã em jogo único, o Flu saiu na frente com Cano - artilheiro da competição - no primeiro tempo. Os argentinos empataram na segunda etapa, e a disputa foi à prorrogação. Foi quando, aos 11 do primeiro tempo, John Kennedy soltou a bomba e fez 2 a 1 para o Fluminense, que soube segurar o resultado até o apito final para ser enfim campeão da América.

A campanha do Fluminense:
13 jogos | 8 vitórias | 3 empates | 2 derrotas | 24 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Ricardo Moraes/Reuters

Fluminense Campeão Carioca 2023

Deu Fluzão mais uma vez no Rio de Janeiro. O bicampeonato tricolor foi um feito que tinha sido visto pela última vez em 1984. Em 2023, a façanha coube aos comandados de Fernando Diniz. O Cariocão teve a participação de 12 times, que jogaram em turno único na primeira fase, a Taça Guanabara.

Nos 11 jogos da fase inicial, o Fluminense venceu oito, empatou um e perdeu dois. Com 25 pontos, ficou na primeira posição e conquistou a Taça Guanabara. Esta conquista aconteceu na última rodada, na vitória por 2 a 1 sobre o Flamengo. Na semifinal, o adversário tricolor foi o Volta Redonda. Na ida, perdeu por 2 a 1 no Raulino de Oliveira. Na volta, goleou sem piedade por 7 a 0 para chegar na final.

A final foi contra o Flamengo, que superou o Vasco na semi. Os dois clássicos Fla-Flu foram no Maracanã. O primeiro acabou com derrota por 2 a 0. Mas o que pareceu ser uma grande desvantagem não mudou o rumo do título do Fluminense. No segundo jogo, a lenda Marcelo abriu o placar, o ídolo Germán Cano marcou outros dois, e Alexsander fez outro na goleada por 4 a 1 que reverteu a situação e deu a 33ª taça ao Flu.

A campanha do Fluminense:
15 jogos | 10 vitórias | 1 empate | 4 derrotas | 32 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Marcelo Gonçalves/Fluminense

Fluminense Campeão do Torneio Rio-São Paulo 1960

O Torneio Rio-São Paulo completou dez anos de edições consecutivas em 1960. Outra vez com dez participantes, a competição mais popular do Brasil na época teve pela terceira vez um clube carioca como vencedor, o Fluminense de Telê Santana, Waldo e Castilho.
A campanha do tricolor começou com vitória em casa por 1 a 0 diante da Portuguesa. A invencibilidade do time durou mais cinco partidas: fora de casa, 2 a 1 no Corinthians. Em casa, 7 a 2 no São Paulo, 1 a 1 com o America-RJ, 2 a 2 com o Botafogo e 3 a 2 no Vasco. A única derrota do Fluminense no Rio-SP veio no sétimo jogo, por 2 a 1 para o Flamengo. Mas a situação do time era confortável.
Líder, o Flu encerraria a competição primeiro que os adversários diretos na luta pelo título, Vasco e Botafogo. Com dez pontos, o time carioca recebeu o Santos na penúltima partida, com vitória por 4 a 2. Bastava derrotar também o Palmeiras na última rodada para levantar o bicampeonato.
Outra vez no Maracanã, o Fluminense exerceu o favoritismo contra os paulistas e levou o título com vitória por 1 a 0, gol marcado por Waldo. Os resultados deixaram a equipe com 14 pontos, inalcançável para Botafogo (dez pontos restando um jogo) e Vasco (nove pontos restando dois jogos).

A campanha do Fluminense:
9 jogos | 6 vitórias | 2 empates | 1 derrota | 22 gols marcados | 12 gols sofridos


Foto Arquivo/Manchete Esportiva

Fluminense Campeão do Torneio Rio-São Paulo 1957

Chegou a vez do Rio de Janeiro. Após sete títulos paulistas (sem contar a inacabada edição de 1934), o Torneio Rio-São Paulo viu sua primeira conquista carioca. Foi com o Fluminense, que levou para casa a competição de 1957.
Antes, era para ter ocorrido torneio em 1956, mas os clubes do Rio de Janeiro não quiseram participar. A Federação Paulista resolveu dar prosseguimento mesmo assim apenas com suas equipes. O São Paulo terminou como campeão, mas o título não entrou na conta oficial do Rio-SP, ficando conhecido somente pelo nome oficial Torneio Roberto Gomes Pedrosa.
Os cariocas voltaram no ano seguinte, e o Flu foi responsável por uma das melhores campanhas já vistas até então. O torneio teve a presença já comum de dez times, que se enfrentaram em turno único. O tricolor começou sua jornada rumo ao título com vitória por 1 a 0 sobre o America-RJ em casa. E seguiu com grandes resultados, como o 5 a 1 sobre o Palmeiras na segunda partida.
Sem perder, o Fluminense encaminhou sua situação com tranquilidade. No terceiro jogo, empatou por 3 a 3 com o Botafogo. Depois, venceu por 2 a 1 o Flamengo e emendou mais duas vitórias, por 3 a 2 sobre o Corinthians e por 2 a 0 sobre o Vasco. Tudo isso aconteceu no Maracanã. A primeira incursão em terras paulistas foi contra o Santos, no empate por 2 a 2.
Com duas partidas para o fim, o Flu se encontrava na liderança com 12 pontos. O Santos vinha em segundo com dez e o Vasco em terceiro com nove. Bastava vencer o penúltimo confronto para ser campeão antecipado. Contra a Portuguesa no Pacaembu, Waldo marcou duas vezes, Léo marcou uma, e o tricolor carioca venceu por 3 a 1. O clube ainda venceria por 2 a 1 o São Paulo em casa, na entrega da taça.

A campanha do Fluminense:
9 jogos | 7 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 23 gols marcados | 11 gols sofridos


Foto Arquivo/Gazeta Esportiva

Fluminense Campão Carioca 2022

E o Fluminense volta a ser campeão carioca depois de dez anos. Em 2022, o Tricolor saiu da fila e chegou ao seu 32º título estadual com uma bela campanha, sob o comando do técnico Abel Braga. Foram 12 os participantes do torneio, que se enfrentaram em turno único na Taça Guanabara.

Pois foi já na primeira fase que o Flu mostrou ao que estava disposto, ao levar o tradicional título da fase inicial pela 11ª vez. Foram nove vitórias em 11 partidas e 29 pontos para ficar na liderança. Na semifinal, o Tricolor enfrentou o Botafogo, vencendo a ida por 1 a 0, no Nilton Santos, e perdendo a volta por 2 a 1, no Maracanã. A melhor campanha classificou o Fluminense para a final contra o Flamengo, que eliminou o Vasco.

Os dois Fla-Flus que decidiram o título foram no Maracanã. O primeiro acabou vencido por 2 a 0 pelo time das Laranjeiras, com dois gols de Germán Cano. O segundo terminou empatado por 1 a 1, com outro gol de Cano. Desta forma, o Fluminense acabou tanto com o sonho do tetra seguido flamenguista quanto com a sina de ser derrotado nas últimas decisões para o rival.

A campanha do Fluminense:
15 jogos | 11 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 21 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Mailson Santana/Fluminense

Fluminense Campeão da Primeira Liga 2016

Após um hiato de 14 anos, as regiões Sul e Minas Gerais voltaram a compartilhar um torneio regional, embora de maneira um tanto conturbada. O renascimento ocorreu por meio da criação da Primeira Liga, uma organização liderada por grandes clubes que buscavam assumir os rumos do futebol brasileiro. A ambição era ousada: estabelecer um novo padrão de governança inspirado na Premier League inglesa, priorizando a autonomia das agremiações e a valorização comercial do espetáculo.

A iniciativa ganhou musculatura política quando os cariocas Flamengo e Fluminense aderiram ao projeto. Inicialmente, a pauta era resgatar os moldes da antiga Copa Sul-Minas, mas a liga nasceu cercada de divergências internas e embates com a CBF. A entidade máxima do futebol brasileiro chegou a aprovar o torneio, depois recuou e o vetou, para finalmente conceder o sinal verde sob a condição de que a competição tivesse caráter amistoso.

A edição de estreia contou com 12 equipes fundadoras, distribuídas em três grupos. O regulamento previa confrontos em turno único dentro das chaves, com os líderes e o melhor segundo colocado avançando às semifinais. Contudo, o torneio sofria com um calendário de datas excessivamente espaçadas, o que dificultava a manutenção do ritmo de jogo.

O Fluminense, no Grupo A, foi quem melhor se adaptou às circunstâncias. A trajetória, porém, começou com um tropeço: derrota por 1 a 0 para o Athletico-PR em Volta Redonda. A reabilitação veio em grande estilo no Mineirão, com uma vitória por 4 a 3 sobre o Cruzeiro. Na rodada decisiva, o Tricolor confirmou sua ascensão ao derrotar o Criciúma por 2 a 0 em Juiz de Fora. Com seis pontos conquistados, o Flu liderou a chave, superando os paranaenses no critério de saldo de gols.

Na semifinal, o desafio foi contra o Internacional, em Brasília. Após um empate em 2 a 2 no tempo normal, a vaga na final foi decidida nos pênaltis, onde o goleiro Diego Cavalieri brilhou e os cariocas venceram por 3 a 2, avançando à decisão.

A final proporcionou um reencontro com o Athletico-PR, que havia eliminado o Flamengo na outra semifinal. O Estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora, foi o palco de uma decisão tensa e equilibrada. O grito de campeão só saiu aos 35 minutos do segundo tempo, quando Marcos Júnior aproveitou uma oportunidade de ouro para anotar o 1 a 0 definitivo. O título inédito da Primeira Liga coroou o Fluminense como o primeiro campeão dessa nova e breve era do futebol brasileiro.

A campanha do Fluminense:
5 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 1 derrota | 9 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Mailson Santana/Fluminense

Fluminense Campeão da Copa Rio Internacional 1952

Apesar das desistências dos campeões de Espanha, Inglaterra e Escócia, a primeira edição da Copa Rio Internacional, em 1951, foi bem-sucedida. A CBD e a Prefeitura do Rio de Janeiro repetiram a fórmula para 1952, desta vez sem observação da FIFA. Mas outros convites declinados comprometeram a segunda disputa. Itália e França juntaram-se ao bolo inicial dos europeus e não enviaram representante.

Outras localidades também impuseram dificuldades: a Argentina proibiu o Racing de jogar devido à rixa da época entre a AFA e a CBD. Já a Alemanha forçou o Stuttgart a desistir por conta de uma lei que proibia os clubes locais de disputar competições no exterior. Assim, o país foi representado pelo Saarbrücken, da região do Sarre, administrada então pela França. Essa equipe juntou-se a mais cinco estrangeiras, além de Corinthians e Fluminense. E seriam os próprios brasileiros os donos da festa, com a felicidade do título para os cariocas.

Mas não foi fácil a trajetória do Flu. A estreia no Maracanã foi com empate sem gols contra o Sporting, de Portugal. Na segunda rodada, o Tricolor enfrentou o Grasshoppers, da Suíça, e venceu por 1 a 0, gol marcado somente na etapa final. A desforra veio na terceira partida, contra o uruguaio e classificado Peñarol, em ótima vitória por 3 a 0. O resultado alçou o Fluminense à liderança do grupo A, com cinco pontos.

Na semifinal, o adversário foi o Áustria Viena. Em dois jogos, duas vitórias: a primeira por 1 a 0 e a segunda por 5 a 2. A vaga na decisão chegou com certa facilidade, e o último oponente foi o Corinthians. Os paulistas despacharam o Peñarol com uma partida apenas. Descontentes com a arbitragem e alegando hostilidade da torcida, os uruguaios solicitaram que a volta fosse remarcada para o Rio. Como a organização e o adversário não aceitaram, o clube abandonou a competição.

A final entre brasileiros foi decidida pelo fator local, pois as duas partidas foram no Maracanã. Logo na primeira, o Flu abriu 2 a 0 de vantagem, colocando uma mão na taça. E, na segunda, Didi e Marinho marcaram os gols do empate por 2 a 2, confirmando o título tricolor.

A conquista do Fluminense, embora importante, se perdeu ainda mais na lembrança dos torcedores em geral, se comparada à palmeirense de 1951. Isso ocorreu por uma soma de fatos: a Copa Rio de 1952 não atingiu o mesmo sucesso que a anterior; as várias desistências europeias, que diminuíram o nível; além da final caseira e o abandono uruguaio, que desvalorizaram a competição. Foram esses fatores que também fizeram a FIFA largar mão da ideia por quase meio século.


Foto Arquivo/Fluminense

Fluminense Campeão Brasileiro Série C 1999

A Série C em 1999 foi diferente. Pelo primeiro ano, a competição receberia um clube considerado grande. O Fluminense caiu em uma profunda crise na segunda metade da década e foi rebaixado duas vezes seguidas, atingindo o fundo do poço. E também foi nesta temporada que o campeonato recebeu uma leve repaginada. Os estaduais voltaram a ser o único critério técnico para a classificação, e o número de participantes foi reduzido para 36, divididos em seis grupos.

A obrigação do Fluminense era clara: sair da lama na primeira oportunidade, para o vexame não ficar ainda pior. Misturando atletas jovens, como Magno Alves, Roni e Roger, com outros mais experientes, como Válber e Yan, o time ficou no grupo 4. A estreia foi fora de casa, com derrota por 2 a 0 para o Villa Nova-MG em Nova Lima.

A primeira vitória veio no primeiro jogo em casa, por 1 a 0 sobre o Serra. Na sequência no Maracanã, venceu por 3 a 0 o Goiânia, e por 1 a 0 o Dom Pedro II. Em outros dois jogos como visitante, derrota por 4 a 3 para o Goiânia no Serra Dourada, e vitória por 2 a 0 sobre o Dom Pedro II em Brasília. Voltando ao Rio de Janeiro, o Tricolor perdeu por 1 a 0 para a Anapolina, mas ganhou os pontos no tribunal porque o time goiano contou com escalação irregular. Na "revanche" em Goiás, nova derrota para a Anapolina, agora por 3 a 2. Na reta final da primeira fase, o Flu venceu o Serra por 1 a 0 no Espírito Santo, e por 3 a 1 o Villa Nova no Maracanã.

Assim, com 21 pontos, o time se classificou em segundo lugar. Nas oitavas de final o time carioca enfrentou o Moto Club, o eliminando com empate por 1 a 1 em São Luís e vitórias por 1 a 0 e por 2 a 1 no Rio de Janeiro. Nas quartas, contra o Americano, o Tricolor fez a mesma sequência, com empate por 1 a 1 na ida em Campos, vitória por 4 a 0 na volta no Maracanã, e outra vitória por 2 a 1 no play-off, também no Rio de Janeiro.

O Flu então chega do quadrangular final, contra São Raimundo-AM, Serra e Náutico. A estreia foi vitória sobre o Náutico, por 2 a 1 no Maracanã. Na sequência, empatou sem gols com o São Raimundo no Vivaldão, mas nova escalação irregular deu a vitória ao Tricolor no tribunal. Na virada do turno, derrota em casa por 2 a 1 para o Serra. No returno, o empate por 2 a 2 com o Serra fora de casa e a vitória por 2 a 0 sobre o São Raimundo em casa consumaram o acesso.

Com o peso nas costas bem menor, o Fluminense foi aos Aflitos e enfrentou o Náutico na rodada final. E com gols de Roger, o Tricolor venceu por 2 a 0 e ficou com o título. Que é pouco ou nenhum motivo de orgulho para o torcedor, mas que foi um ponto de partida para a reversão da crise.

A campanha do Fluminense:
22 jogos | 15 vitórias | 3 empates | 4 derrotas | 38 gols marcados | 20 gols sofridos


Foto Eduardo Monteiro/Placar

Fluminense Campeão Brasileiro 2012

O Brasileirão de 2012 repetiu a estratégia de colocar os clássicos regionais na última rodada do campeonato. No entanto, a disputa pela taça não precisou chegar aos minutos finais. Com um elenco estelar liderado por Deco, Thiago Neves e o artilheiro Fred, o Fluminense dominou a competição quase de ponta a ponta, conquistando o tetracampeonato com uma autoridade que contrastou com o sufoco visto em 2010.

A trajetória tricolor começou com um cartão de visitas de peso: vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, então campeão brasileiro e prestes a conquistar a Libertadores, em pleno Pacaembu. A partir daí, o Fluminense construiu uma sequência invicta de 11 partidas, baseada em um sistema defensivo fortíssimo protegido pelo goleiro Diego Cavalieri.

Embora o primeiro turno tenha sido dominado pelo Atlético-MG de Ronaldinho Gaúcho, o Fluminense manteve-se à espreita, ocupando a vice-liderança e aguardando o momento de dar o bote. A única derrota na primeira metade do certame foi na 12ª rodada, por 1 a 0 para o Grêmio no Olímpico, evidenciando a consistência do time de Abel Braga.

O momento da virada para o Fluminense ocorreu na 22ª rodada. Ao vencer o Santos por 3 a 1 no Engenhão, o Tricolor ultrapassou o Atlético-MG e assumiu a liderança para não soltá-la mais. Nas 16 rodadas finais, o Flu demonstrou uma maturidade tática impressionante, administrando a vantagem e frustrando as tentativas de aproximação dos mineiros e também do Grêmio, que seguiu como terceiro colocado.

A consagração matemática veio com três rodadas de antecedência, na 35ª jornada. Em um jogo dramático no Estádio Prudentão, em Presidente Prudente, o Fluminense venceu o já rebaixado Palmeiras por 3 a 2, com dois dos gols do título marcados por Fred, o grande craque e artilheiro daquela edição com 20 gols. A taça foi entregue na 37ª rodada, no empate por 2 a 2 com o Cruzeiro no Engenhão.

O Fluminense fechou o ano com uma campanha irretocável: 77 pontos, 22 vitórias e apenas cinco derrotas em 38 jogos. Foi a coroação de um grupo que uniu o talento técnico de seus meias à letalidade de um centroavante que vivia o auge de sua carreira, colocando o Rio de Janeiro novamente no topo do futebol nacional.

A campanha do Fluminense:
38 jogos | 22 vitórias | 11 empates | 5 derrotas | 61 gols marcados | 33 gols sofridos


Foto Ricardo Ayres/Photocamera

Fluminense Campeão Brasileiro 2010

A taça do Campeonato Brasileiro seguiu no Rio de Janeiro em 2010, em uma das maiores reviravoltas da história do futebol nacional. Apenas um ano após escapar do rebaixamento com 99% de chances matemáticas de queda, o Fluminense encerrou um jejum de 26 anos e faturou seu terceiro título brasileiro. Sob o comando de Muricy Ramalho e a genialidade de Darío Conca, o Tricolor das Laranjeiras superou uma disputa frenética contra Corinthians e Cruzeiro.

A trajetória começou com um tropeço diante do Ceará, por 1 a 0 no Castelão, mas o time rapidamente encontrou seu equilíbrio. O Fluminense assumiu a liderança pela primeira vez na 10ª rodada, ao vencer o Cruzeiro por 1 a 0 em casa, iniciando um revezamento constante no topo da tabela. O campeonato foi marcado por um equilíbrio entre Corinthians, Cruzeiro e Fluminense, alternavam a ponta quase a cada rodada, transformando o certame em uma batalha de nervos.

Um marco daquela campanha foi a mudança de casa. Com o fechamento do Maracanã para as obras da Copa do Mundo de 2014, o Flu adotou o Engenhão como sua nova fortaleza a partir da 20ª rodada. Mesmo com a troca de ares e confrontos diretos desgastantes, como a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro em Uberlândia, o Time de Guerreiros se manteve firme no pelotão de frente.

Se Muricy era a mente estratégica no banco, Darío Conca era o motor em campo. O meia argentino manteve um nível técnico altíssimo do início ao fim. Além dele, a segurança de Gum na zaga e o faro de gol de Emerson Sheik e Fred no ataque foram fundamentais para sustentar o fôlego tricolor até o fim do campeonato.

A definição do título foi dramática. Na 35ª rodada, um empate em 1 a 1 contra o Goiás, no Rio de Janeiro, parecia ter entregue a taça ao Corinthians. No entanto, o Fluminense retomou a ponta na rodada seguinte com uma goleada de 4 a 1 sobre o São Paulo em Barueri.

Nas duas partidas restantes, o Tricolor mostrou maturidade. Na 37ª rodada, venceu por 2 a 1 o Palmeiras, de virada, na Arena Barueri. No último jogo, em um Engenhão pulsante, um gol solitário de Emerson Sheik contra o Guarani garantiu a vitória por 1 a 0 e o título nacional. O Fluminense encerrou a competição com 71 pontos, coroando uma campanha de superação absoluta. O clube que no ano anterior estava fadado ao inferno da zona de rebaixamento, chegava depois ao céu do tricampeonato brasileiro.

A campanha do Fluminense:
38 jogos | 20 vitórias | 11 empates | 7 derrotas | 62 gols marcados | 36 gols sofridos


Foto Buda Mendes/Getty Images

Fluminense Campeão Brasileiro 1984

O Brasileirão de 1984 foi marcado por um tom saudosista e, ao mesmo tempo, politicamente conturbado. A CBF resgatou o nome Copa Brasil para a competição, mas gerou polêmica ao ignorar critérios técnicos de acesso: o Juventus, campeão da Série B de 1983, foi impedido de subir para a elite, enquanto gigantes como Vasco e Grêmio, que haviam falhado em seus estaduais, entraram como convidados. Em meio a esse cenário, o Fluminense construiu a campanha de seu segundo título.

A trajetória tricolor foi um exercício de regularidade e crescimento tático. Na primeira fase, o Fluminense ficou no Grupo C. Com cinco vitórias, dois empates e uma derrota, o time de Assis e Washington garantiu a segunda vaga da chave com 12 pontos, logo atrás do Santos.

Na segunda fase, o nível subiu. O Flu encarou o Grupo I, medindo forças com São Paulo, Goiás e Bahia. Em seis rodadas, o Tricolor das Laranjeiras foi líder com oito pontos, fazendo três vitórias, dois empates e uma derrota. Era uma demonstração que o elenco comandado por Carlos Alberto Parreira estava pronto para os grandes desafios.

Na terceira fase, 16 equipes foram divididas em quatro grupos. O Fluminense encabeçou o Grupo P, superando Santo André, Operário-MS e Portuguesa. Invicto nesta etapa, com quatro vitórias e dois empates, o time somou dez pontos e foi ao mata-mata como um dos grandes favoritos.

O sistema eliminatório revelou a força mental daquela equipe. Nas quartas de final, contra o Coritiba, o Flu buscou um empate em 2 a 2 no Couto Pereira. Na volta, o Maracanã testemunhou um massacre: 5 a 0, sem dar chances aos paranaenses. Na semifinal, o confronto foi contra o Corinthians, na revanche da "Invasão" de 1976. O Fluminense deu o troco com autoridade, vencendo por 2 a 0 em pleno Morumbi e segurando o 0 a 0 no Rio de Janeiro.

O Maracanã foi o palco absoluto para decidir qual vizinho mandaria no Brasil. De um lado, o Vasco, que eliminou Portuguesa e Grêmio. Do outro, o Fluminense do "Casal 20". O destino da taça começou a ser traçado logo no primeiro jogo: o paraguaio Romerito, que se tornaria ídolo, marcou o único gol da partida, selando a vitória tricolor por 1 a 0.

No segundo jogo, o Fluminense fez valer sua solidez defensiva e a vantagem do regulamento. O empate em 0 a 0 foi o suficiente para que o tricolor erguesse o troféu. Após 14 anos de espera, o Flu faturava o seu bicampeonato brasileiro.

A campanha do Fluminense:
26 jogos | 15 vitórias | 9 empates | 2 derrotas | 37 gols marcados | 13 gols sofridos


Foto Ronaldo Kotscho/Placar

Fluminense Campeão Brasileiro 1970

O ápice do futebol brasileiro aconteceu em 1970, com a conquista do tricampeonato mundial. No cenário doméstico, o Robertão chegava à sua última edição antes de ser mudar definitivamente para Campeonato Nacional pela CBD, com 17 equipes que duelaram pelo prestígio de ser o melhor clube do país da melhor seleção do mundo. Foi neste cenário que o Fluminense buscou sua primeira taça.

O Tricolor das Laranjeiras foi inserido no Grupo B, uma chave composta por nove equipes e marcada por equilíbrio. Ao longo de 16 rodadas, o Fluminense travou uma disputa ponto a ponto contra potências como Cruzeiro, Flamengo e Internacional.

A classificação veio de forma dramática: o Flu encerrou a fase na segunda posição com 20 pontos, fazendo oito vitórias, quatro empates e quatro derrotas, e ficando um ponto atrás do líder Cruzeiro. Mas a vaga no quadrangular final foi garantida pelo critério de desempate, já que o tricolor ficou empatado com rubro-negros e colorados, superando-os somente no saldo de gols (dez contra nove dos rivais). No Grupo A, classificaram-se Palmeiras e Atlético-MG.

A fase decisiva foi comprimida em apenas uma semana, exigindo fôlego e nervos de aço. Na rodada de abertura, o Fluminense transformou o Maracanã em um caldeirão e venceu o Palmeiras por 1 a 0, gol do artilheiro Mickey. Como Cruzeiro e Atlético-MG empataram em 1 a 1, o Tricolor assumiu a liderança isolada logo de cara.

Na segunda rodada, o desafio foi no Mineirão. Com uma postura tática impecável, o Fluminense calou Belo Horizonte ao vencer o Cruzeiro por 1 a 0, novamente com Mickey balançando as redes. O Palmeiras, ao vencer o Atlético-MG por 3 a 0, manteve-se vivo na briga.

A rodada decisiva do Robertão chegou com Fluminense e Palmeiras ainda matematicamente no páreo. No Pacaembu, o Palmeiras cumpriu seu papel ao derrotar o Cruzeiro por 4 a 2, pressionando os cariocas. No entanto, o destino estava traçado para as cores verde, branco e grená.

Diante de mais de 112 mil pessoas no Maracanã, o Fluminense precisava de apenas um empate contra o Galo. Mickey, o herói do título, abriu o placar de cabeça. O Atlético-MG buscou o empate, mas a defesa tricolor, liderada pelo goleiro Félix, segurou o 1 a 1 até o apito final. Pela primeira vez na história, o Fluminense era campeão brasileiro.

A campanha do Fluminense:
19 jogos | 10 vitórias | 5 empates | 4 derrotas | 29 gols marcados | 16 gols sofridos


Foto Arquivo/Fluminense