Mostrando postagens com marcador Athletico-PR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Athletico-PR. Mostrar todas as postagens

Athletico-PR Campeão Paranaense 1983

O Athletico fez história em 1983 ao faturar mais um título paranaense. Meses após ser semifinalista do Campeonato Brasileiro, o clube levou o 13º estadual e o bicampeonato, o que não acontecia desde 1930.

O torneio teve 12 times. Nas duas primeiras fases, todos se enfrentaram em turno único e os quatro melhores se classificaram, com o líder garantindo um ponto extra. Depois, as quatro equipes disputaram um quadrangular de dois turnos, em que o líder avançou para a etapa final com outro ponto extra. Ao mesmo tempo, os outros oito clubes participaram das repescagens em dois quadrangulares. Os líderes de cada chave jogaram a decisão, e o ganhador de cada etapa se enfrentou valendo uma vaga na fase final. Os vencedores das duas fases, da repescagem e o melhor time na soma geral atuaram na etapa final em outro quadrangular de dois turnos, valendo o título.

A campanha do Athletico teve início na vitória por 3 a 1 sobre o Matsubara em casa. Nos outros dez jogos da primeira fase, venceu mais sete, empatou dois e perdeu, terminando na liderança com 18 pontos. No quadrangular, porém, o Furacão só venceu uma partida e perdeu as outras cinco, terminando em último lugar com dois pontos, incluindo o extra. A liderança ficou com o rival Coritiba.

Na segunda fase, o Furacão estreou fora de casa contra o Matsubara e perdeu por 1 a 0. Na sequência, venceu seis jogos, empatou um e perdeu três, o que valeu a terceira colocação com 13 pontos. No quadrangular, o Athletico venceu duas vezes, empatou duas e perdeu outras duas, acabando na segunda posição com seis pontos, dois a menos que o líder Londrina.

Para a fase final, Coritiba e Londrina chegaram com as vitórias de quadrangular, e o União Bandeirante pela repescagem. Ao Athletico, restou a vaga pela soma de 31 pontos. Na estreia, o rubro-negro fez 1 a 0 no União fora de casa. Nas demais partidas, a equipe venceu duas, empatou duas e perdeu uma. Mesmo sem ter bônus o Furacão acabou na liderança, mas junto do Coritiba com oito pontos. O clássico empatado por 1 a 1 na última rodada determinou a realização de uma decisão em dois jogos extras.

Mais dois Atletibas no Couto Pereira decidiram o estadual. No primeiro, o Athletico venceu por 1 a 0, gol de Joel. No segundo, Joel marcou de novo, o Furacão empatou por 1 a 1 e ficou com a taça.

A campanha do Athletico-PR:
42 jogos | 21 vitórias | 8 empates | 13 derrotas | 48 gols marcados | 35 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Placar

Athletico-PR Campeão Paranaense 1982

Mais uma vez, o Athletico Paranaense levou 12 anos para voltar a comemorar um título estadual. Entre 1958, 1970 e 1982, o clube viu seus rivais da capital e do interior empilharem títulos sem dar chances. Mas a nova quebra da fila viria de melhor maneira possível, sem nenhuma ameaça.

A competição contou com 12 participantes em três fases. Em todas as etapas, os times se enfrentaram em turno único e os quatro melhores passaram a um mata-mata. O ganhador de cada fase se garantiu na decisão, programada para ser um quadrangular com os três vencedores e a melhor campanha na soma geral. A fase final só seria dispensada no caso de uma mesma equipe levar todas as etapas anteriores.

A jornada do Athletico começou fora de casa, no empate por 1 a 1 com o Paranavaí. A primeira vitória no torneio veio na partida seguinte, em casa, por 2 a 1 sobre o Matsubara. Nos outros nove jogos da primeira fase, o Furacão venceu mais quatro e empatou cinco, sendo líder com 16 pontos. Na semifinal, venceu o Operário de Ponta Grossa por 2 a 0. Na final, goleou o Grêmio Maringá por 4 a 0 no Couto Pereira. Com isso, os rubro-negros já estavam na fase decisiva.

Na segunda fase, o Furacão estreou com empate por 0 a 0 com o Matsubara fora de casa. Depois, empatou mais cinco vezes e venceu outras cinco, terminando outra vez na primeira colocação da tabela, com 17 pontos. Na semifinal, de novo contra o Operário, o Athletico goleou por 4 a 0. Na decisão, contra o Colorado, empatou por 1 a 1 e venceu a etapa por ter a vantagem da melhor campanha.

A primeira derrota rubro-negra no estadual veio apenas na abertura da terceira fase, por 1 a 0 para o Paranavaí fora. A recuperação aconteceu com seis vitórias e três empates nas rodadas seguintes, além de outra derrota nas outras dez partidas. Com 15 pontos, o Athletico conseguia novamente a liderança. De quebra, o time viu o rival Coritiba acabar em nono lugar na fase e em décimo no geral, eliminado.

O mata-mata de terceira fase virou a decisão para o Furacão. Na semifinal, a equipe venceu o Londrina por 2 a 0 no Couto Pereira. Na outra chave, o Colorado passou pelo União Bandeirante. A decisão entre os dois rubro-negros também foi realizada no Couto Pereira. E, mesmo jogando pelo empate, a sede pela taça fez o Athletico vencer o rival por 4 a 1, confirmando antecipadamente o 12º título estadual.

A campanha do Athletico-PR:
39 jogos | 22 vitórias | 15 empates | 2 derrotas | 70 gols marcados | 25 gols sofridos


Foto José Eugênio/Placar

Athletico-PR Campeão Paranaense Feminino 2024

O time feminino do Athletico-PR chegou ao pentacampeonato paranaense em 2024 e ampliou mais um pouco a hegemonia no futebol do Paraná com mais uma taça. Porém, este foi o ponto final de uma trajetória iniciada em 2020. Com o rebaixamento do time masculino para a Série B do Brasileirão, o clube deixou de ter obrigação em formar uma equipe feminina e encerrou o departamento para 2025. Se resolver voltar, será vindo de baixo.

A última conquista das Gurias Furacão veio em um campeonato curto, com apenas quatro participantes se enfrentando em turno único. Na estreia, o Athletico goleou o Toledo por 9 a 0. Na segunda rodada, venceu o clássico com o Coritiba por 3 a 1. Na última partida, aplicou outro 9 a 0 sobre o São Braz e confirmou a classificação na liderança com nove.

A final foi disputada contra o Coritiba, que avançou na segunda colocação. O Atletiba que decidiu o título foi disputado no Estádio Francisco Muraro, em Curitiba. No tempo normal, as duas equipes buscaram jogo e ficaram no empate por 2 a 2. Nos pênaltis, as Gurias Furacão foram mais eficientes e venceram por 3 a 0.

A campanha do Athletico-PR:
4 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 23 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Gustavo Oliveira/Athletico-PR

Athletico-PR Campeão Paranaense 1970

O Campeonato Paranaense é dividido majoritariamente entre duas forças, Athletico e Coritiba. Ainda assim, houve épocas em que outros clubes apareceram, como Londrina, Paraná e seus ancestrais que mudaram de nome ou se fundiram (Britânia, Ferroviário, Pinheiros e Colorado).

Também resultado de uma fusão, entre América e Internacional, o Athletico surgiu em 1924 e logo em seguida venceu seu primeiro estadual, em 1925. Os títulos foram frequentes até 1949, quando o time entrou em uma fila que durou nove anos, até 1958. Depois, o jejum seria ainda maior, de 12 temporadas, até 1970, quando foi campeão pela 11ª vez. Mas esta também foi uma conquista esporádica.

O Paranaense de 1970 foi composto por 14 times. Na primeira fase, eles se enfrentaram em turno e returno, mas com a classificação dividida em dois grupos. Os três melhores de cada chave passaram à fase final, um hexagonal também em disputado dois turnos e que apontou o campeão. O Furacão compôs o grupo B e teve como adversários de tabela Grêmio Maringá, Seleto de Paranaguá, Ferroviário de Curitiba, Paranavaí, Operário de Ponta Grossa e Cianorte.

Nas 26 partidas que fez na primeira fase, o Athletico conseguiu 12 vitórias, sete empates e sete derrotas, que lhe confirmou a classificação em segundo lugar da chave e com a quarta campanha no geral. Com 31 pontos, o Furacão marcou três a menos que o líder Grêmio Maringá e um a mais que o terceiro colocado Seleto. Essas equipes juntaram-se à Coritiba, Grêmio Oeste de Guarapuava e União Bandeirante no hexagonal decisivo.

Não dava para errar na fase final. O Athletico estreou com empate por 0 a 0 com o Grêmio Oeste fora de casa. A primeira vitória veio em Curitiba, por 1 a 0 sobre o Grêmio Maringá. Nos sete jogos seguintes, o time venceu mais quarto, empatou mais dois e perdeu um. Com 14 pontos até a penúltima rodada, o clube era líder com um de vantagem sobre o rival Coritiba. Ou seja, era só vencer o Seleto na última partida para confirmar o título. Mas o Furacão foi além e comemorou goleada por 4 a 1 sobre o adversário no Estádio Orlando Mattos, em Paranaguá, litoral paranaense.

A campanha do Athletico-PR:
36 jogos | 18 vitórias | 10 empates | 8 derrotas | 61 gols marcados | 37 gols sofridos


Foto Sérgio Sade/Athletico-PR

Athletico-PR Campeão Paranaense 2024

De maneira quase perfeita, o Athletico-PR chegou ao bicampeonato paranaense em 2024, sendo o 28º título do clube na história que completa 100 anos nesta temporada. A competição foi composta por 12 equipes, que se enfrentaram em turno único na primeira fase.

Nos 11 primeiros jogos, o Furacão venceu sete e empatou quatro, que deixaram o time na liderança com 25 pontos. Nas quartas de final, eliminou o Londrina depois de ter a única derrota no torneio, por 1 a 0 fora de casa, e golear por 6 a 0 na Arena da Baixada. Na semifinal, bateu o Operário-PR com vitórias por 2 a 1 fora e por 1 a 0 em casa.

A decisão foi disputada contra o Maringá, que bateu Cascavel e Coritiba. A primeira partida foi jogada no Willie Davids, vencida pelo Athletico por 1 a 0. O segundo jogo foi na Arena da Baixada, e o Furacão garantiu o título com novo triunfo, por 3 a 0.

A campanha do Athletico-PR:
17 jogos | 12 vitórias | 4 empates | 1 derrota | 26 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Geraldo Bubniak/AGB

Athletico-PR Campeão Paranaense Feminino 2023

No Paraná, o Furacão passou pela quarta vez e levou o título estadual feminino. O Athletico-PR venceu o tetracampeonato, que é também o número total de títulos do clube desde a instalação do departamento. A conquista veio para reduzir o prejuízo da campanha ruim no Brasileirão, onde a equipe foi rebaixada.

O Paranaense 2023 teve a presença de cinco times, que se enfrentaram em turno único. As Gurias Furacão venceram as quatro partidas da primeira fase, que renderam 12 pontos e a classificação em primeiro lugar. Na semifinal, mais uma vitória, por 5 a 0 sobre o Rio Branco em casa.

A final foi contra o Coritiba, que eliminou o Toledo. A disputa foi em jogo único na Arena Vermelha Novo Mundo, em Curitiba. Com um time melhor, o Athletico foi superior no Atletiba e venceu por 3 a 1, garantindo o título com 100% de aproveitamento e apenas um gol sofrido.

A campanha do Athletico-PR:
6 jogos | 6 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 23 gols marcados | 1 gol sofrido


Foto Luiz Henrique Arendt Vieira

Athletico-PR Campeão da Copa Sul-Americana 2021

O Brasil voltou a conquistar o título da Copa Sul-Americana depois de três anos, em 2021. E com o mesmo clube que havia faturado em 2018: o Athletico-PR. Antes escrito "Atlético", o Furacão tornou-se no primeiro brasileiro a ter mais uma taça da segunda maior competição da América do Sul. E pela primeira vez na história, a final foi entre brasileiros.

Esta edição da Sul-Americana teve uma grande mudança de regulamento. As duas primeiras fases de mata-mata foram trocadas por uma fase de oito grupos. Foram 28 times que entraram pelo índice técnico de seus países e quatro da eliminação na terceira fase preliminar da Libertadores. Para as oitavas de final, o líder de cada chave juntou-se aos terceiros colocados da competição de cima.

O Brasil teve seis vagas diretas, uma da preliminar e outra de terceiro colocado. Desde o início no torneio, o Athletico esteve no grupo D e praticamente passeou diante de Melgar, Aucas e Metropolitanos. Foram cinco vitórias em seis partidas, 15 pontos e a classificação com a segunda melhor campanha geral.

Nas oitavas de final, o rubro-negro paranaense enfrentou o América de Cali, vencendo a ida na Colômbia por 1 a 0, e a volta em Curitiba por 4 a 1. Nas quartas, um pouco de sofrimento contra a LDU Quito. Depois de perder por 1 a 0 no Equador, o Furacão reverteu fazendo 4 a 2 na Arena da Baixada. A semifinal foi contra o Peñarol, e com mais duas vitórias, por 2 a 1 no Uruguai e por 2 a 0 no Paraná, o clube rubro-negro chegou na sua segunda decisão.

O adversário do Athletico na final veio do interior de São Paulo. O Bragantino chegou lá  pela primeira vez depois de passar por Emelec, Talleres, Deportes Tolima, Independiente del Valle, Rosario Central e Libertad. O lugar escolhido para a decisão em 2021 foi o Centenario, em Montevidéu. Em campo, a experiência athleticana fez a diferença, e o Furacão levou o bicampeonato com vitória por 1 a 0, gol marcado por Nilkão aos 29 minutos do primeiro tempo.

A campanha do Athletico-PR:
13 jogos | 11 vitórias | 0 empates | 2 derrotas | 22 gols marcados | 6 gols sofridos


Foto Franklin de Freitas/AGBPhoto

Athletico-PR Campeão da Copa Sul-Americana 2018

O título da Chapecoense na Copa Sul-Americana em 2016 foi apenas o terceiro do Brasil na história da competição. Entre os vários candidatos a campeão do torneio estava o Athletico-PR, que foi semifinalista em 2006 e quarto-finalista em 2015. Depois dos quases, estava mais do que na hora de o Furacão chegar lá. E 2018 foi o ano da desforra, da primeira conquista em caráter continental.

Não teve uma camisa que pudesse segurar o rubro-negro paranaense. Seja pesada ou normal. Na primeira fase, o adversário foi o Newell's Old Boys, da Argentina. Venceu por 3 a 0 na Arena da Baixada e perdeu por 2 a 1 em Rosario, se classificando pelo saldo de gols.

A segunda fase foi contra o  Peñarol. Apesar da tradição uruguaia, o Athletico não teve nenhuma dificuldade, vencendo por 2 a 0 em Curitiba e por 4 a 1 em Montevidéu. Nas oitavas de final, a parada foi contra o Caracas. E o Furacão venceu novamente as duas partidas, por 2 a 0 na Venezuela e por 2 a 1 na Arena da Baixada.

O confronto mais complicado do rubro-negro foi nas quartas, contra o Bahia. Na ida, venceu por 1 a 0 na Fonte Nova. Na volta, perdeu pelo mesmo placar em plena Arena. A classificação veio somente na disputa de pênaltis, depois de fazer 4 a 1. A semifinal foi contra outro time brasileiro, o Fluminense.  O primeiro jogo foi em Curitiba, com vitória athleticana por 2 a 0. A segunda partida aconteceu no Rio de Janeiro, e com novo triunfo por 2 a 0 o Furacão chegou na decisão.

O adversário na final foi o Junior Barranquilla, clube colombiano que eliminou Lanús, Colón, Defensa y Justicia e Santa Fe. O jogo de ida foi no Estádio Metropolitano de Barranquilla. O Athletico-PR abriu o placar com Pablo, aos cinco do segundo tempo, mas sofreu o empate dois minutos depois. O 1 a 1 foi o placar final e tudo ficou para a definição em Curitiba.

Na Arena da Baixada, o Furacão tornou a abrir o placar, com Pablo aos 26 do primeiro tempo, mas o empate colombiano veio nos segundo tempo, aos 12 minutos. Depois de 120 minutos de futebol e um pênalti defendido pelo goleiro Santo, mais um placar de 1 a 1 imperou no confronto. Na disputa de pênaltis, o Athletico foi mais competente e venceu por 4 a 3, com Thiago Heleno convertendo a última cobrança.

A campanha do Athletico-PR:
12 jogos | 8 vitórias | 2 empates | 2 derrotas | 21 gols marcados | 7 gols sofridos


Foto Divulgação/EFE

Athletico-PR Campeão Paranaense 2023

No Paraná, o Athletico-PR voltou a ser campeão estadual depois de três anos. O 27º título do Furacão chegou com uma superioridade poucas vezes vista na história. O Paranaense 2023 teve a presença de 12 clubes, que jogaram em turno único na primeira fase.

Em 11 partidas, o Athletico venceu dez e empatou uma. Com 31 pontos, foi líder e ficou anos-luz à frente dos demais. Nas quartas de final, o adversário foi o São-Joseense. Na ida fora, goleada por 5 a 2. Na volta na Arena da Baixada, outra goleada por 4 a 0. Na semifinal, superou o Maringá com vitória por 2 a 0 no Willie Davids e por 1 a 0 em Curitiba.

A final foi contra o Cascavel, que eliminou Coritiba e Operário. O primeiro jogo foi no Olímpico Regional, em Cascavel, e o Furacão venceu por 2 a 1. A segunda partida aconteceu na Arena da Baixada, e o Athletico só precisou segurar o 0 a 0 para sair com a taça na mão.

A campanha do Athletico-PR:
17 jogos | 15 vitórias | 2 empates | 0 derrotas | 39 gols marcados | 9 gols sofridos


Foto Geraldo Bubniak/Banda B

Athletico-PR Campeão Paranaense Feminino 2022

O Athletico-PR confirmou a boa fase no futebol feminino e chegou ao tricampeonato paranaense em 2022. Depois de ser vice na Série A2 do Brasileirão e conseguir o acesso inédito à elite, as Gurias Furacão atingiram o terceiro título paranaense da sua história numa campanha mais que tranquila num campeonato que contou com a participação de seis times.

Na primeira fase, o Athletico fez cinco jogos, com cinco goleadas: 4 a 0 em Foz do Iguaçu, Coritiba e Toledo, 15 a 0 no Rio Branco e 13 a 1 no São Braz. Com 15 pontos, terminou na liderança. Na final, o Furacão bateu mais duas vezes no Toledo, ao golear por 6 a 2 fora de casa, no Estádio 14 de Dezembro, e por 4 a 0 em casa, no CT do Caju, em Curitiba. Título com 100% de aproveitamento e 50 gols marcados.

A campanha do Athletico-PR:
7 jogos | 7 vitórias | 0 empates | 0 derrotas | 50 gols marcados | 3 gols sofridos


Foto Renata Pelegatti/Athletico-PR

Athletico-PR Campeão Paranaense Feminino 2021

O Paraná teve dois estaduais femininos em 2021. O primeiro foi em maio, ainda equivalente ao ano de 2020. O segundo aconteceu entre setembro e outubro e valeu para a temporada em vigência. Em comum entre eles, o título do Athletico-PR. O clube levou a primeira taça, classificou-se à Série A2 do Brasileirão, quase levou o acesso (caiu nas quartas de final) e faturou o bicampeonato na segunda competição.

Três times participaram do estadual, em um triangular de dois turnos. As Gurias Furacão tiveram de enfrentar o Toledo e o Imperial para chegar à conquista. Fora de casa, elas derrotaram o Imperial por 4 a 0. Depois, em casa, golearam o Toledo por 6 a 1 e o Imperial por 8 a 0.

O título veio antecipadamente, quando o Imperial venceu o Toledo e ambas as equipes deixaram de poder alcançar o Athletico. Na última rodada, o rubro-negro ainda empatou por 1 a 1 com o Toledo e encerrou a campanha.

A campanha do Athletico-PR:
4 jogos | 3 vitórias | 1 empate | 0 derrotas | 19 gols marcados | 2 gols sofridos


Foto Cahuê Miranda/Athletico-PR

Athletico-PR Campeão Paranaense 2020

Com 85.317 casos e 2.164 mortes por Covid-19 até 5 de agosto, o Paraná conheceu seu campeão estadual. O Athletico-PR conquistou o tricampeonato com uma boa tranquila. Na primeira fase, o clube ficou em terceiro lugar entre os 12 participantes, com 22 pontos, sete vitórias, um empate e três derrotas, e dois pontos a menos que o líder Coritiba.

A primeira fase aconteceu antes da paralisação. A pandemia do novo coronavírus parou as atividades por quatro meses. O mata-mata foi jogado totalmente sem público nos jogos. Nas quartas de final, o Furacão enfrentou o Londrina, e se classificou com empate por 1 a 1 fora e goleada por 5 a 0 em casa. Na semifinal, o time rubro-negro despachou o FC Cascavel com goleada por 5 a 1 em casa e empate sem gols fora.

A decisão foi no clássico Atletiba. A ida foi jogada na Arena da Baixada, e terminou com vitória por 1 a 0 ao Athletico. A volta aconteceu no Couto Pereira, e o Coritiba vencia até aos 45 minutos do segundo tempo, quando Khellven empatou. Aos 47, Nikão virou para 2 a 1 e confirmou o 26º estadual do Furacão.

A campanha do Athletico-PR:
17 jogos | 11 vitórias | 4 empates | 2 derrotas | 37 gols marcados | 15 gols sofridos


Foto Matheus Sebenello/MowaPress

Athletico-PR Campeão da Copa do Brasil 2019

Em 2019, a Copa do Brasil conheceu um novo dono. De forma eficiente e correndo por fora, o Athletico-PR superou os gigantes e conquistou a competição pela primeira vez, revelando ao país o técnico Tiago Nunes. A conquista foi também um marco para o futebol paranaense, que carregava o peso de três vice-campeonatos consecutivos (2011, 2012 e 2013), sendo o último deles do próprio Furacão.

O regulamento seguiu os moldes do ano anterior, com 11 equipes estreando diretamente nas oitavas de final. O Athletico estava entre esses clubes e debutou contra o Fortaleza. Após um empate sem gols no Castelão, o Furacão garantiu a vaga com uma vitória por 1 a 0 na Arena da Baixada.

Nas quartas de final, o desafio foi contra o Flamengo. O jogo de ida, em Curitiba, terminou empatado em 1 a 1. Na volta, em um Maracanã lotado, o Athletico não se intimidou e segurou um novo 1 a 1. A decisão foi para os pênaltis, onde o goleiro Santos brilhou. A vitória por 3 a 1 nas cobranças serviu, de certa forma, como uma revanche da final perdida para os cariocas em 2013.

A semifinal contra o Grêmio testou o coração da torcida. Na primeira partida, em Porto Alegre, o Furacão teve uma atuação abaixo do esperado e foi derrotado por 2 a 0. No entanto, a mística da Arena da Baixada prevaleceu no jogo de volta: com gols de Nikão e Marco Ruben, o Athletico devolveu o placar e levou a disputa para as penalidades. Mais uma vez, o goleiro Santos apareceu, defendendo a última cobrança gaúcha e garantindo o 5 a 4 que colocou o Furacão na final.

Grande parte da imprensa gaúcha e nacional já projetava um Grenal na decisão, mas o Athletico frustrou os planos ao garantir sua vaga contra o Internacional, que havia eliminado Paysandu, Palmeiras e Cruzeiro. A ida, na Arena da Baixada, teve um clima elétrico com quase 40 mil torcedores. No segundo tempo, Bruno Guimarães marcou o gol da vitória por 1 a 0. Com a vantagem mínima, o time manteve a postura sólida no Beira-Rio. Com gols de Léo Cittadini e um gol antológico de Rony nos acréscimos, após jogada plástica de Marcelo Cirino, o Athletico venceu por 2 a 1 e sagrou-se campeão.

A campanha do Athletico-PR:
8 jogos | 4 vitórias | 3 empates | 1 derrota | 8 gols marcados | 5 gols sofridos


Foto Wesley Santos/Folhapress

Athletico-PR Campeão Paranaense 2019

O time de aspirantes do Athletico-PR é mais uma vez o dono do Paraná. O Furacão chegou ao bicampeonato e 25º título estadual com algumas pontas de sofrimento. 

Na Taça Sicupira o time rubro-negro não passou da fase de grupos, com duas vitórias, dois empates e duas derrotas. A situação melhorou na Taça Dirceu, onde o Athletico teve quatro vitórias e um empate, e posteriormente, eliminou o Rio Branco na semifinal e venceu nos pênaltis o Coritiba na final.

A decisão foi contra o surpreendente Toledo, vencedor do outro turno e que teve campanha de rebaixado. Mas a final foi difícil, o Furacão perdeu a ida fora de casa por 1 a 0. Na volta, na Arena da Baixada, o Athletico devolveu o resultado com gol de Matheus Rossetto, e nos pênaltis venceu por 6 a 5.


Foto Miguel Locatelli/Athletico-PR

Athletico-PR Campeão Paranaense 2018

O Athletico-PR é o campeão paranaense de 2018. Com uma campanha irretocável, perdendo apenas uma partida, o Furacão chega ao 24º título estadual. No primeiro turno, caiu nos pênaltis na semifinal contra o Rio Branco de Paranaguá. No segundo turno, o Athletico foi campeão, depois de bater o Londrina por 1 a 0 na Arena da Baixada.

A final foi contra o Coritiba, e no Couto Pereira o Furacão sofreu 1 a 0. No segundo Atletiba, na Baixada, o time rubro-negro reverteu a situação ao vencer por 2 a 0. Detalhe: o Athletico participou do estadual com a maioria de jogadores do grupo de aspirantes (sub-23), incluindo o técnico Tiago Nunes.


Foto Albari Rosa/Gazeta do Povo

Athletico-PR Campeão Brasileiro Série B 1995

Fato raro de se ver naquela época, a Série B manteve o mesmo número de participantes de uma temporada para outra. Em 1995, novamente 24 equipes lutaram pelas duas vagas de acesso, enquanto, na outra ponta da tabela, os dois piores clubes seriam rebaixados para a Série C do ano seguinte.

O regulamento sofreu uma alteração, que foi a inclusão de mais uma fase antes da final, que deixou de ser em mata-mata e virou um quadrangular. Outra novidade foi a consolidação das vitórias valendo três pontos. Em campo, a dupla Atletiba se destacou, mas, no final, o título ficou nas mãos do Athletico-PR.

Na primeira fase, o Furacão esteve no Grupo C e terminou na liderança, somando 23 pontos com sete vitórias, dois empates, uma derrota e uma vantagem de nove pontos sobre o vice Goiatuba.

Quatro equipes se classificaram por chave e os 16 sobreviventes formaram quatro novos grupos na segunda fase. No Grupo G, o rubro-negro ficou ao lado de Mogi Mirim, Londrina e Novorizontino. Com quatro vitórias, um empate e uma derrota, o Athletico classificou-se na liderança com 13 pontos.

Na terceira fase, os oito times restantes dividiram-se em dois grupos de quatro. O Furacão jogou no Grupo I contra Central, Bangu e Sergipe. Em seis partidas, o clube fez jus ao apelido e foi avassalador: conquistou cinco vitórias e um empate. Os 16 pontos somados garantiram a vaga no quadrangular final.

Para a fase decisiva, além do Athletico, chegaram vivos o Coritiba, o Mogi Mirim e o Central. Na abertura, o Furacão foi até Pernambuco e venceu o Central por 1 a 0. No jogo seguinte, o primeiro clássico da fase terminou empatado em 1 a 1 na antiga Baixada. A recuperação veio com uma vitória por 1 a 0 sobre o Mogi Mirim, em Curitiba. O placar se repetiu no interior paulista na rodada seguinte, carimbando matematicamente o acesso do rubro-negro à elite.

Na quinta rodada, o Athletico liderava com dez pontos, contra sete do Coritiba. Uma vitória no Atletiba, em pleno Couto Pereira, daria o título antecipado ao Furacão. Contudo, o time teve uma atuação abaixo da média e perdeu por 3 a 0, resultado que também garantiu o rival na elite de 1996.

A definição do campeão ficou para a última rodada. No interior paulista, o Coritiba não passou de um empate com o Mogi Mirim. Enquanto isso, na Baixada, o Athletico empilhou gols com a histórica dupla Oséas e Paulo Rink e goleou o Central por 4 a 1. A vitória sacramentou o título da Série B de 1995.

A campanha do Athletico-PR:
28 jogos | 20 vitórias | 5 empates | 3 derrotas | 47 gols marcados | 20 gols sofridos


Foto Arquivo/Athletico-PR

Athletico-PR Campeão da Seletiva da Libertadores 1999

Na virada de 1999 para 2000, a Conmebol surpreendeu a América do Sul ao expandir o número de participantes da Libertadores de 21 para 32 equipes. Com a mudança, o sistema de apenas duas vagas por país foi reformulado, e o Brasil passou a ter direito a quatro representantes. Naquele momento, a CBF já tinha os destinos das duas vagas tradicionais selados para os campeões do Brasileirão e da Copa do Brasil (Corinthians e Juventude), mas precisou, de última hora, definir os outros dois nomes. O primeiro foi o vice-campeão brasileiro, o Atlético-MG, mas a quarta vaga ainda estava em aberto.

Diante da urgência, a entidade instituiu, exclusivamente para aquele ano, a Seletiva para a Libertadores. O torneio era um mata-mata frenético disputado em paralelo à fase final do Campeonato Brasileiro, envolvendo os clubes que não tinham mais chances de chegar à final, mas teriam a chance de lutar pelo sonho continental. Foi uma solução criativa para manter o calendário movimentado e dar utilidade às equipes que haviam encerrado sua participação precoce no Brasileirão.

O regulamento previa a participação dos clubes até o 16º lugar, excluindo os rebaixados. Como o Palmeiras, décimo, já estava classificado como campeão da Libertadores e o Gama, 15º, foi rebaixado, abriram-se duas brechas: uma para o Grêmio, o 18º, e outra decidida em uma preliminar entre os remanescentes não rebaixados, onde a Portuguesa superou o Sport. No entanto, quem roubou a cena foi o Athletico-PR, nono colocado do Brasileirão e que estava em ascensão no fim da década de 1990.

O Furacão estreou na primeira fase contra a Portuguesa. Após um revés por 3 a 1 no Canindé, o time mostrou sua força na Arena da Baixada ao vencer por 2 a 0, garantindo a classificação pelo critério de melhor campanha no Brasileiro. Na fase seguinte, o nível subiu com a entrada dos clubes eliminados nas quartas de final do Brasileirão. O Athletico enfrentou o rival Coritiba em dois Atletibas: goleou por 4 a 1 em pleno Couto Pereira e administrou a vantagem com a derrota por 2 a 1 na volta em casa.

Na terceira fase, o adversário foi o Internacional. Após um empate em 1 a 1 no Beira-Rio, o Furacão confirmou sua superioridade em Curitiba com uma vitória por 2 a 1. Na semifinal, o desafio foi contra o São Paulo, que acabara de ser eliminado da semifinal do Brasileirão. O Athletico foi avassalador em casa, vencendo por 4 a 2 e encaminhando a vaga. No Morumbi, a equipe paranaense segurar a pressão e perdeu por 2 a 1, o que foi suficiente para avançar rumo à decisão.

Na final contra o Cruzeiro, que passou por Guarani e Vasco, o Athletico-PR precisou, mais uma vez, decidir o destino fora de casa. No primeiro duelo, na Arena da Baixada, o rubro-negro foi impecável e construiu uma vantagem sólida de 3 a 0. No Mineirão, o time foi outra vez resiliente e jogou com o regulamento debaixo do braço. O novo revés por 2 a 1 não diminuiu o brilho da conquista inédita. O título da Seletiva colocou o Furacão na Libertadores pela primeira vez em sua história.

A campanha do Athletico-PR:
10 jogos | 5 vitórias | 1 empate | 4 derrotas | 20 gols marcados | 14 gols sofridos


Foto Osmar Ladeia

Athletico-PR Campeão Brasileiro 2001

De volta às mãos da CBF, o Campeonato Brasileiro de 2001 ainda ecoava as batalhas judiciais de 1999 e 2000. Para evitar novos conflitos, a entidade optou pelo inchaço: manteve os 25 clubes do Módulo Azul da Copa João Havelange e convidou Paraná e Botafogo-SP, garantindo que não houvesse disparidade de tratamento entre os rebaixados em 1999.

Além deles, o São Caetano, vice-campeão do ano anterior, foi devidamente integrado à elite. O Remo, que disputou o mata-mata em 2000, também tentou uma vaga, mas perdeu o prazo para recursos judiciais. Assim, o certame fechou com 28 clubes. O regulamento resgatou a fórmula clássica: turno único, onde os oito melhores avançariam ao mata-mata e os quatro piores seriam rebaixados.

O Athletico-PR já vinha de boas campanhas e possuía uma estrutura invejável, mas iniciou o torneio sem o rótulo de favorito. Sob o comando de Geninho, o time encontrou um encaixe perfeito entre a segurança defensiva e o ataque letal formado por Kléber Pereira e Alex Mineiro. Na fase classificatória, o Furacão demonstrou uma regularidade impressionante. Em 27 rodadas, somou 15 vitórias, seis empates e seis derrotas. Encerrou na segunda posição com 51 pontos, oito atrás do líder São Caetano. Além deles, Fluminense, Atlético-MG, Grêmio, Ponte Preta, São Paulo e Bahia completaram o grupo dos oito que disputariam o título.

Uma alteração crucial no regulamento definiu que as quartas de final e as semifinais seriam decididas em partida única, na casa do time de melhor campanha. E o Athletico transformou a Arena da Baixada em um caldeirão intransponível. Nas quartas de final, venceu o São Paulo por 2 a 1. Na semifinal, um duelo épico contra o Fluminense. O Furacão venceu de virada por 3 a 2, com o gol da classificação marcado por Alex Mineiro aos 44 minutos do segundo tempo, levando a torcida ao delírio.

A decisão colocou frente a frente as duas sensações do futebol brasileiro na época, Athletico e São Caetano, que eliminou Bahia e Atlético-MG. No jogo de ida, na Arena da Baixada, o time paulista chegou a estar na frente do placar, mas o rubro-negro reagiu de forma avassaladora e venceu por 4 a 2, com três gols de Alex Mineiro.

Com a vantagem de poder perder por até um gol de diferença, o Furacão viajou ao ABC Paulista. No Estádio Anacleto Campanella, o Furacão não se limitou a defender. Alex Mineiro, o nome das finais, marcou novamente e garantiu a vitória por 1 a 0. Com oito gols marcados apenas na fase final, Alex Mineiro eternizou seu nome na história do Athletico-PR, campeão brasileiro pela primeira vez.

A campanha do Athletico-PR:
31 jogos | 19 vitórias | 6 empates | 6 derrotas | 68 gols marcados | 45 gols sofridos


Foto Alexandre Battibugli/Placar

Athletico-PR Campeão Paranaense 2016

O Athletico-PR voltou a conquistar o Campeonato Paranaense depois de sete anos. E a final não poderia ser melhor. Contra o Coritiba, venceu os dois jogos com autoridade, 3x0 na Arena da Baixada e 2x0 no Couto Pereira. Dessa maneira, o Furacão quebra o jejum e chega ao 23º título estadual.


Foto Daniel Castellano/Gazeta do Povo