No ano de 2007, ocorreu um fato raro na história da Série C até ali: a manutenção do mesmo regulamento da temporada anterior. Os 64 equipes foram divididas em 16 grupos na fase inicial. Na sequência, os 32 classificados avançaram para oito novas chaves, reduzindo-se a 16 sobreviventes em quatro quadrangulares até a formação do octogonal final, do qual saíram os promovidos e o campeão.
A competição contou mais uma vez com a presença de clubes de enorme tradição no cenário nacional, como Paysandu, Guarani e Bahia. Enquanto os paraenses fizeram uma campanha decepcionante e caíram logo na primeira fase, e os paulistas pararam na segunda etapa, os baianos tiveram melhor sorte e garantiram o retorno à Série B. No entanto, a taça ficou com outra camisa de peso que fez história na década de 1990 e buscava sua reconstrução: o Bragantino.
Na primeira fase, o Massa Bruta integrou o Grupo 13. A estreia trouxe uma derrota fora de casa, por 1 a 0 para o CENE. Mas a reação veio com quatro vitórias: 4 a 1 sobre o Sertãozinho, 2 a 0 diante do Águia Negra e 2 a 0 contra o CENE, todas no Estádio Marcelo Stéfani, além de um 2 a 1 sobre o Sertãozinho no interior paulista. Com mais um empate, o time somou 13 pontos e avançou na liderança do grupo.
Na segunda fase, sorteado no Grupo 23, o Bragantino fez uma campanha mais oscilante. Venceu três partidas, por 1 a 0 no Democrata GV e por 2 a 1 no Esportivo, em casa, e por 2 a 1 no Roma Apucarana, fora. Nos outros três compromissos, o time acabou derrotado. Com nove pontos, o Braga garantiu a vice-liderança e a vaga, superando os paranaenses graças ao número de vitórias.
A terceira fase impôs sofrimento ainda maior no Grupo 28, onde a equipe somou apenas sete pontos. O Bragantino venceu o America-RJ por 3 a 2 e a Ulbra-RS por 2 a 0 em Bragança Paulista, além de empatar sem gols com o CRAC em Goiás. Nas outras três partidas, acumulou derrotas: 2 a 1 para o CRAC em casa, 1 a 0 para a Ulbra no Rio Grande do Sul e 2 a 1 para o America no Rio de Janeiro. A vaga na fase final veio no sufoco, garantida pelo saldo de gols superior ao dos gaúchos.
Toda a oscilação das etapas anteriores deu lugar a uma postura firme e dominante no octogonal final. O Bragantino encarou novamente o CRAC, além de Nacional de Patos, Barras, Atlético-GO, ABC, Bahia e Vila Nova. O time de Bragança Paulista assumiu o bloco de cima da tabela desde as rodadas iniciais e liderou a maior parte da fase decisiva. O retorno à Série B foi sacramentado com uma rodada de antecedência, na 13ª rodada, após uma vitória por 3 a 1 sobre o Barras no Marcelo Stéfani.
A conquista do título veio na rodada derradeira. Mesmo sofrendo uma derrota por 2 a 1 para o ABC no Frasqueirão, em Natal, o Bragantino beneficiou-se da derrota do Bahia para o CRAC. Com 26 pontos acumulados, somando sete vitórias, cinco empates e duas derrotas, o Massa Bruta ergueu o troféu da Série C de 2007. A conquista marcou o reinício da estabilização do clube no futebol nacional.

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