Após sofrer um doloroso rebaixamento no ano de seu centenário, o Coritiba retornou à Série B em 2010. Calejado pelas experiências recentes na competição, o alviverde sabia exatamente qual era o mapa da mina para garantir um retorno rápido e consistente à elite do futebol nacional.
Contudo, os primeiros passos do Coxa no campeonato não foram fáceis. A estreia registrou uma derrota por 3 a 1 para o Náutico, nos Aflitos. Na sequência, a equipe amargou dois empates consecutivos: 1 a 1 com o América-MG, no Couto Pereira, e 2 a 2 com a Portuguesa, no Canindé. A primeira vitória só foi desencantada na quarta rodada, por 2 a 1 sobre o Brasiliense, diante de sua torcida.
A partir desse triunfo, o time comandado por Ney Franco engrenou uma sólida sequência de invencibilidade. O esforço culminou com a chegada à liderança na 11ª rodada, após uma vitória fora de casa por 1 a 0 sobre o Vila Nova, no Serra Dourada.
O Coritiba sustentou o primeiro lugar até a 15ª rodada, quando teve seu pior desempenho no torneio ao ser goleado por 5 a 1 pelo Ipatinga, em Minas Gerais. O baque fez com que o Coxa oscilasse na reta final do primeiro turno, virando a metade do campeonato atrás do líder Figueirense.
A engrenagem alviverde voltou a encaixar perfeitamente no segundo turno. A briga pelo título esquentou de vez na 23ª rodada: a vitória por 1 a 0 sobre o Brasiliense, na Boca do Jacaré, recolocou o clube paranaense no topo da tabela. Dali até o fim da competição, o Coritiba não deu mais chances aos rivais, mantendo a ponta e abrindo vantagem na liderança.
O retorno para a Série A do Brasileirão foi oficialmente carimbado com três rodadas de antecedência. Na 35ª jornada, o Coxa venceu o Duque de Caxias por 3 a 2, em São Januário. Duas semanas depois, na 37ª rodada, a taça foi conquistada no empate em 2 a 2 com o Icasa, em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará.
Com o troféu garantido, o Coritiba consolidava-se como o terceiro clube a se tornar bicampeão da segunda divisão do Campeonato Brasileiro, juntando-se a Paraná e Paysandu. A campanha vitoriosa do elenco, que contava com o faro de gol de Marcos Aurélio e a velocidade de Rafinha. fechou com 71 pontos, obtidos com 21 vitórias, oito empates e nove derrotas. No fim das contas, acompanharam o Coxa na subida para a elite o Figueirense, o Bahia e o América-MG.

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